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Dúvidas sobre o enquadramento tributário de

Clínica de Estética e Centro ou Espaço de Estética no Simples Ncional

Caros, boa noite!


Preciso de informações sobre abertura de uma clinica de estetica. Serão
prestados serviços de massagens, limpezas faciais, depilação, manicure e
pedicure, etc.
Parte destas atividades podem ser enquadradas no SIMPLES Nacional, sob
CNAE 9602-5/02, porém parte não pode, pois está enquadrada no CNAE
9609-2/01.
Como devo proceder? Há possibilidade de tributação parte pelo SIMPLES e
parte pelo lucro presumido?

Resposta:

A legislação do Simples Nacional diz que "não poderão optar pelo Simples
Nacional as ME e as EPP que, embora exerçam diversas atividades
permitidas, também exerçam pelo menos uma atividade vedada,
independentemente da relevância da atividade impeditiva".

Ou seja, no seu caso não poderá optar pelo Simples Nacional.

Não existe possibilidade de dois tipos de tributação para uma empresa, no


mesmo período.

Vejamos o CNAE de uma Clínica de Estética e o de um Espaço de


Tratamento de Beleza ou Centro de Estética.

CNAE
2.0

Hierarquia
Seção: S OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS

Divisão: 96 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS

Grupo: 960 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS

Classe: 9602-5 CABELEIREIROS E OUTRAS ATIVIDADES DE TRATAMENTO DE BELEZA

Subclasse 9602-5/02 OUTRAS ATIVIDADES DE TRATAMENTO DE BELEZA

Notas Explicativas:
Esta subclasse compreende:
- as atividades de limpeza de pele, massagem facial, maquilagem, etc.
- as atividades de manicure e pedicure
- a atividade de depilação
- outras atividades de tratamento de beleza não especificadas anteriormente
Esta subclasse não compreende:
- a atividade de podologia (8690-9/99)
- as clínicas de estética e similares (9609-2/01)
CNAE
2.0

Hierarquia
Seção: S OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS

Divisão: 96 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS

Grupo: 960 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS

Classe: 9609-2 ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS NÃO ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE

Subclasse 9609-2/01 CLÍNICAS DE ESTÉTICA E SIMILARES

Notas Explicativas:
Esta subclasse compreende:
- as clínicas de estética, de emagrecimento e de massagem estética
- as atividades de spas que não operam estabelecimentos hoteleiros

Esta subclasse compreende também:


- as atividades de banhos turcos, saunas, banhos a vapor, massagens e relaxamento

Esta subclasse não compreende:


- as atividades de dermatologistas (8630-5/01) e (8630-5/03)
- as academias de ginástica aeróbica e outras atividades de condicionamento físico (9313-1/00)
- as atividades de limpeza de pele, massagem facial, maquilagem, etc. (9602-5/02)

Conclusão:

A clínica de estética está impedida de aoptar pelo simples nacional por determinação legal,
entretanto, o centro de estética se enquadra no CNAE9602-5/02, o qual não está no rol de
atividade impeditivas ao simples nacional e por ser considerada “outras atividades de
tratamento de beleza” poderá ser optante pelo simples.

Veja Algumas decisões da Receita Federal sobre atividades permitidas e impedidas ao


Simples Nacional.
Fonte: http://www.ecdelta.com/portal/v2/materias/75-depto-fiscal-materias/192-
algumas-decisoes-da-receita-federal-sobre-atividades-permitidas-e-impedidas-ao-
simples-nacional

SOLUÇÃO DE CONSULTA 208, DE 16-6-2009 – SRRF 8ª RF – DO-U


de 7-7-2009
“As atividades de estacionamento, lanchonete, comércio de
produtos de beleza, estética, higiene pessoal e equipamentos
de salão de beleza, de cursos de formação de profissionais para
salões de beleza e estética e as atividades de instituto de
beleza, desde que não abranjam os serviços de podologia e
clínica estética (endermoterapia, corrente russa, massagem
estética, bronzeamento artificial, drenagem linfática, ultrassom,
emagrecimento com uso de equipamentos, etc.), não impedem
a opção pelo Simples Nacional. No entanto, a permanência
neste regime depende da inexistência de qualquer hipótese de
vedação, conforme se depreende da leitura do art. 17 e seus
incisos, assim como dos §§ 1º e 2º do mesmo artigo, da LC
123/2006.
DISPOSITIVOS LEGAIS: arts. 17 e 18 da Lei Complementar nº 123,
de 2006, com as alterações da Lei Complementar nº 127, de
2007, e Lei Complementar nº 128, de 2008.”

Veja o texto abaixo sobre Salão de Beleza onde há a previsão de tratamento estético
entre outros:

A atividade de Salão de Beleza(CNAE-9602-5/01) pode enquadrar no supersimples?

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de Salão de beleza, assim entendido como o Cabeleireiros, atividades de


limpeza de pele, massagem facial, maquilagem, manicure, pedicure, depilação e outras
atividades de tratamento de beleza, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº
123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00
(microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os
demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições,


por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);


• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
• ISS QN ( imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal.

Conforme a Lei Complementar nº 128/2008, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para


esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida
pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de
atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do
próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios


de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida
conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS
e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se


enquadrar como Microempreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso,
os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais
conforme abaixo:

O empresário não precisa recolher os tributos do sistema unificado, exceto: ISS valor
fixo de R$ 5,00 (cinco reais) e ICMS valor fixo de R$ 1,00 (um real), independente do
faturamento, quando devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso:

I) Sem empregado
• R$ 51,15 mensais para o INSS relativa à contribuição previdenciária do
empreendedor;
• R$ 5,00 → a título de ISS Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

II) Com um empregado


O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes
percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido (R$ 36.000,00) não superior a 20% (R$
43.200,00) o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL

Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples
Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas
facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações
acessórias.

Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções


do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional.