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artigo

O lugar da
educação integral
Maria do Carmo Brant de Carvalho* na política social

A
temática “educação integral” ganha alta relevância no
Brasil de hoje.
Queremos e precisamos de educação integral para to-
das as crianças e todos os adolescentes brasileiros. Mas
como estamos compreendendo a educação integral?
Alguns pensam educação integral como escola de
tempo integral. Outros pensam como conquista de qua-
lidade social da educação. Outros, como proteção e de-
senvolvimento integral. Alguns a reivindicam a partir
das agruras do baixo desempenho escolar de nossos
alunos e apostam que mais tempo de escola aumenta
a aprendizagem... Alguns outros a vêem como comple-
mento socioeducativo à escola, pela inserção de outros
projetos, advindos da política de assistência social, cul-
tura, esporte.

Enfim, estamos em pleno debate e busca de con-


sensos em torno do conceito, conteúdo e lócus
da educação integral.

A educação brasileira não cumpriu o ideário a ela pre-


destinado no século XX. Somente na entrada do século
XXI é que, finalmente, universalizou-se o acesso ao en-
sino fundamental e, no entanto, essa meta não tem sido
suficiente para que nossas crianças e adolescentes ob-
tenham os saltos de aprendizagem esperados.

Todos conhecemos os limites que o desempenho


da educação brasileira apresenta.

• Adentramos o século XXI com 9% de analfabetos ab-


solutos, 31,3% de pessoas que pouco utilizam a lei-

* Maria do Carmo Brant de Carvalho é Professora do Programa de


Estudos Pós-graduados em Serviço Social da PUC/SP e coordenadora
geral do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação,
Cultura e Ação Comunitária.

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tura e a escrita em sua vida diária, revelando compre- em educação e apresentam hoje um enorme salto na
ensão mínima de um texto escrito; e somente 26,2% escolaridade de seu povo. Um exemplo bastante co-
atingem níveis mais elevados nessas habilidades, nhecido é o da Coréia do Sul, onde o aluno do ensi-
usando de forma intensa e diversificada a lingua- no fundamental recebe duas vezes mais investimento
gem escrita, por exemplo, lendo jornais regularmente que um universitário. No Brasil, o gasto público com
ou usando meios escritos para obter novos conheci- aluno do ensino superior é 12 vezes mais que o gas-
mentos (IBGE, 2000/INAF, 2001).1 Essa é a face mais to com um aluno do ensino fundamental.
contundente da pouca eficiência da escola, uma vez
que tais habilidades são, ao mesmo tempo, um dos Mas nem tudo é limite! A sociedade brasileira ga-
principais objetivos do ensino fundamental e conhe- nhou consciência da importância da educação e
cimento de base para a aprendizagem em todas as a vocalização social em torno dela cresceu e se
áreas do currículo escolar. generalizou.
• Paralelamente, mais de 80% dos alunos que freqüen-
taram a 4a série do ensino fundamental não se apro- A Educação se apresenta hoje como o ponto central
priaram das habilidades esperadas para essa etapa do desenvolvimento econômico e social. Esse conceito
escolar (SAEB, 2001). está produzindo um novo deslocamento.
• De cada cem crianças matriculadas na primeira sé-
rie do ensino fundamental, apenas 54 concluem a 8a • Um primeiro fato a ser compreendido neste novo
série. Entre jovens de 15 a 17 anos , apenas 44% cur- contexto é que a educação ganhou sentido multise-
sam o ensino médio. Na zona rural, este índice cai torial. Já não se invoca a escola como único espaço
para 22%. de aprendizagem. As políticas públicas, como cultu-
ra, assistência social, esporte e meio ambiente, in-
Não é tarefa fácil assegurar qualidade de educa- vadem o campo das chamadas ações/programas so-
ção, a começar pelo tamanho e deficiências ain- cioeducativo objetivando proporcionar às crianças e
da presentes na rede de ensino. adolescentes brasileiros ampliação do universo cul-
tural, aprendizados de iniciação tecnológica e inclu-
• É sempre importante lembrar que possuímos cerca são digital, aprendizados no campo esportivo, cons-
de 50 milhões de alunos na rede de ensino básico, o ciência e trato ambiental ... enfim, aprendizagens bá-
que representa mais que a população conjunta dos sicas que se deslocam da escola, mas a ela se com-
nossos países vizinhos do Mercosul (Argentina, Pa- plementam.
raguai e Uruguai). Possuímos 2,5 milhões de profes- • As organizações comunitárias, organizações da so-
sores nessa rede. As escolas públicas mantêm enor- ciedade civil (o terceiro setor) e iniciativa privada têm
mes deficiências (40% delas não possuem energia investido expressivamente na educação em seu sen-
elétrica); faltam materiais didáticos; faltam bibliote- tido multidimensional.
cas; a maioria não possui computadores e menos ain- • A mídia vem apresentando sistematicamente infor-
da, acesso à Internet. Para dar conta do número de mações sobre o desempenho da educação pública
alunos, nossas escolas funcionam no geral com três nacional, o que indica vocalização social.
e mesmo quatro turnos.
• Nossos professores recebem baixos salários, o que A política social pública está mudando!
os leva a trabalhar em mais de uma escola, e não se
tem ainda uma boa política de formação continua- A política social – pós levante neoliberal – vem in-
da; é bastante constrangedor assumir que a maioria troduzindo novas sínteses e lógicas para dar conta dos
dos nossos professores ganha menos de dois salá- direitos do cidadão sob a consigna da equidade.
rios mínimos mensais, para atribuição tão nobre. Uma política social que se desenha na sua inteireza,
• O orçamento destinado à educação básica ainda é pelo prisma da multisetorialidade, com forte protagonis-
insuficiente se comparado com o orçamento desti- mo do Estado, mas também da sociedade civil. Há um
nado por países que radicalizaram os investimentos inegável contributo das políticas sociais no desenvolvi-

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[...] a educação ganhou • Uma arquitetura de gestão pública fundamentada na
lógica da cidadania que promova ações integradoras
sentido multisetorial. Já não em torno do cidadão e do local como eixos de um de-
se invoca a escola como único senvolvimento sustentável.
• O cidadão já não quer ser reconhecido como um soma-
espaço de aprendizagem. tório de necessidades e direitos; deseja atenções inte-
grais (integralizadas). O Estatuto da Criança e do Ado-
lescente é, nesse sentido, uma lei exemplar, pois anun-
cia de forma enfática o direito de crianças a adolescen-
tes a uma proteção e desenvolvimento integral.
mento social e humano, no enfretamento da pobreza e • Políticas e programas desenhados pelo prisma da
desigualdades que assolam o país. Já não são mais to- multisetorialidade, substituindo os tradicionais re-
leráveis, para além da descontinuidade da política, os cortes setoriais e especializações estanques .
desenhos centralizadores e setorizados na condução da • O reconhecimento da incompletude e necessária com-
política social, os conceitos corporativos de seus agen- plementaridade entre serviços e atores sociais.
tes que inibem a maior inovação e densidade de respos-
tas da política social. É absolutamente prioritário bus- Estes princípios reforçam uma nova tendência: ações
car com total radicalidade a maior efetividade e eqüida- em rede fortemente conectadas com o conjunto de sujei-
de da ação pública. tos, organizações e serviços da cidade. Não mais ações
isoladas.
Democracia, participação e descentralização das Por isso mesmo, os serviços na ponta ganham uma
ações públicas produziram mudanças substanti- margem fundamental de autonomia para produzir res-
vas na condução da política social. postas assertivas, flexíveis e combinadas, de direito do
cidadão e de direito ao desenvolvimento sustentável do
A governabilidade social passou a depender, cada território a que pertencem.
vez mais,­ da participação dos diversos sujeitos do fazer No Brasil, as políticas setoriais ainda padecem de um
social: o Estado, a sociedade civil, a comunidade e o pró- certo saudosismo em torno dos parâmetros que funda-
prio público-alvo da ação pública. ram a política social do pós-guerra da primeira metade
Na arena pública, estão presentes, interagindo de for- do século XX: o afã de bem definir seu recorte setorial,
ma conflituosa ou cooperativa, o Estado, a sociedade ci- a produção estatal de seus serviços, a padronização e
vil, movimentos sociais, minorias, terceiro setor, iniciati- igualitarismo de oportunidades, a reserva orçamentária
va privada, mercado, comunidades e cidadãos. O Estado setorial. Em consequência, resiste-se a adoção de po-
tem aqui papel central na regulação e garantia na pres- líticas combinadas e programas rede.
tação dos serviços de direito dos cidadãos. Não se com- Não se percebe que as mudanças nos parâmetros de
preende mais o Estado como agente único da ação públi- construção da política social são , neste caso, menos pres-
ca, mas espera-se que cumpra sua missão de intelligentia sionadas pelo receituário neoliberal e mais, sobretudo, pres-
do fazer público e, em conseqüência, exerça papel indu- sionadas por novas demandas da sociedade civil.
tor e articulador de esforços governamentais e societários Na primeira metade do século XX, construímos uma
em torno de prioridades da política pública. política social pautada na igualdade de oportunidades
É assim que, na conjuntura atual, descentralização, que acabou por resultar em homogeneidade de serviços
municipalização e parcerias público-privadas contidas ofertados a todos os cidadãos. As fraturas, nesse proces-
no receituário neoliberal tornaram-se realidade irrever- so, estão às claras para todos nós.
sível, não para desresponsabilizar o Estado, e sim para • não consegue garantir efetiva igualdade de oportuni-
compor governância democrática e sentido público da dades;
rés pública. • não contempla conteúdos socialmente significativos
Em síntese , há uma nova arquitetura de ação públi- porque não pode ajustar-se à dinâmica de âmbitos
ca colocada em movimento. sociais distintos (grupos sociais e regionais).

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Resulta daí o hoje valorizado paradigma de eqüida- escola, quando ocorrem, têm origem no próprio interesse
de: oferta de múltiplas e distintas oportunidades para as- de cada escola ou organização social, não sendo costura-
segurar eqüidade, produzindo o que todos os cidadãos das e assumidas como política pública da cidade.
tem direito: igualdade de resultados. Estas ações são um bem público comunitário e se
Posta essas questões de fundo, como introduzir a constituem em um capital social das próprias popula-
educação integral no escopo de uma política social que ções vulnerabilizadas pela pobreza e escassez de opor-
se quer mais efetiva? tunidades e serviços.
No estudo sobre estas iniciativas, constata-se a oferta
1. Uma primeira colocação para instigar nosso debate de um mosaico de ações socio culturais, lúdicas e de con-
pode ser assim formulada: a educação integral, como vivência infanto-juvenil. Sem dúvida, constituem-se como
nova prioridade na agenda pública, deve ser proces- serviço de proteção social, mas vão além, compondo-se
sada como medida multisetorial ou circunscrita à po- como programa multisetorial que abarca, em seu leque
lítica setorial de educação? de atividades, cultura, educação, esporte, lazer e saúde.
Neste sentido, elas indicam uma inovação da maior im-
Para a sociedade que nos toca a viver, uma política portância: são ações realizadas nos microterritórios da
de educação fechada em si mesma perdeu seu sentido cidade, construídas com olhar multisetorial capazes de
transformador. Não se quer mais uma política de educa- responder ao leque de aprendizagens socioeducativas
ção centrada apenas em sistemas formais de ensino (es- que o grupo infanto-juvenil precisa e deseja.
colas). A educação tem presença e investimento em ou- Nesta perspectiva, já se torna obsoleta a idéia de com-
tras políticas setoriais (cultura, esporte, meio ambien- por o pós-escola apenas com iniciativas internas da própria
te...). Ela ganha efetividade quando integrada a um pro- política de educação. O fundamental é concebê-las como
jeto retotalizador da política social. políticas da cidade, articulando aí o mosaico de ofertas
de aprendizagem disponibilizadas pelo conjunto das po-
2. Os projetos socioeducativos, como forma de com- líticas públicas setoriais de assistência social, educação,
plementar as aprendizagens ofertadas pela escola à cultura, esporte, e das ações originárias nas próprias co-
crianças e adolescentes pobres, nasceram nas comu- munidades. Abarcam o conjunto de sujeitos e espaços de
nidades brasileiras por iniciativa da sociedade e não aprendizagem construídos no local e operados/conduzi-
pela mão do Estado.2 Aliás, é assim que nascem as dos por organizações sociais e poder público.
respostas públicas às demandas de sua população. Aprofundemos os sentidos desta ação socio educati-
va. Primeiro, ela produz oportunidades de aprendizagem
Expandem-se como políticas da comunidade, cons- sem ser repetição do espaço escolar. Não possui um cur-
troem-se no microterritório e são promovidas por orga- rículo e uma programação pedagógica padrão. Ao con-
nizações não-governamentais que, em parceria com a trário, sua eficácia educacional está apoiada num currí-
prefeitura, a igreja, empresas e membros da comunida- culo-projeto que nasce nas comunidades, de suas de-
de, oferecem um serviço de atenção à infância e juven- mandas, interesses, particularidades, potencialidades,
tude. Os microterritórios em que estão instalados, em e por seu próprio protagonismo.
sua maioria, têm poucas oportunidades e serviços des- O termo socioeducativo, contido, na programática da
tinados à proteção, educação e lazer de crianças, ado- educação integral, designa um campo de múltiplas apren-
lescentes e jovens. dizagens para além da escolaridade, voltadas a assegurar
É preciso insistir que milhares de programas de pós- proteção social e oportunizar o desenvolvimento de inte-
escola, hoje existentes no Brasil, voltados às camadas po- resses e talentos múltiplos que crianças e jovens aportam.
pulares, são ainda iniciativas da sociedade civil, cunha- Designa igualmente finalidades, como a convivência, so-
dos pelas próprias organizações da comunidade. ciabilidade e participação na vida pública comunitária, en-
Tendo – estes programas – nascido nas comunidades tendendo este campo como privilegiado para tratar, de for-
e adentrado ao Estado pela porta da assistência social ou ma intencional, valores éticos, estéticos e políticos.
da cultura, não são reconhecidos como projeto educacio- Nossa reflexão problematiza e propõe que o pós-es-
nal. As alianças e parcerias de complementaridade com a cola resulte da articulação do conjunto de esforços/res-

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postas multisetoriais já existentes nos microterritórios da dução a novas ocupações no mercado que exigem um
cidade e tomem a realidade local, seus sujeitos e iden- novo perfil de trabalhador.
tidades como pauta inicial das situações de aprendiza- A sociedade complexa de hoje aumentou o grau de in-
gem oferecidas à população infanto-juvenil. certeza dos indivíduos e das organizações. Por isso mes-
Nesta proposição, concretiza-se um traço inovador: mo, a educação tem que avançar nas aprendizagens que
realiza de forma convergente propósitos intersetoriais de este novo cidadão está a exigir e, em conseqüência, não
desenvolvimento e proteção integral de crianças e ado- é possível mais se pensar na escola como o único espa-
lescentes, objetivos esses que compartilham a intenção ço de aprendizagem. Este novo cidadão requer, para seu
máxima do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, trânsito no exercício da cidadania, circular em diversos es-
julho de 1990). paços de aprendizagem, visando à sua maior sociabilida-
Como conclusão, resta ainda uma última problemati- de, o desenvolvimento da capacidade de estabelecer tro-
zação ou dilema dos tempos atuais: o tempo integral exi- cas e o exercício da tolerância na pluralidade.
gido pela LDB pode ser feito exclusivamente na escola? Há uma riqueza de possibilidades contida na comple-
Não. Por quê? mentaridade mais orgânica entre o sistema escolar e as
oportunidades de aprendizagem implementadas por ou-
Uma primeira resposta é pragmática: tros sujeitos e espaços de aprendizagem da cidade. Po-
tencializam as oportunidades de escolhas de trajetórias de
A rede escolar opera com dois ou até mesmo três tur- desenvolvimento, de trânsito e de circulação de crianças
nos para atender à demanda por vagas, situação que não e adolescentes em diversos espaços. Sintonizam com o
se resolverá no médio prazo, o que inviabiliza propostas modo peculiar de aprendizagem, difuso e descentrado,
de escolas em tempo integral. constitutivo desta sociedade complexa, ampliando as
Assim, a busca do tempo integral exige uma articula- oportunidades de sociabilidade e convivência.
ção orgânica entre escola pública e programas socioedu- Vários municípios no Brasil já estão operando ou
cativos realizados por organizações não-governamentais buscando implementar uma rede de serviços pós-esco-
nos próprios microterritórios. A expansão dessa articula- la multisetoriais envolvendo, sobretudo, educação, cul-
ção irá pressionar o debate e gerar proposições sobre a tura, esportes e assistência social para constituir a jor-
educação integral e não apenas de tempo integral. nada de tempo integral exigida pela LDB.
Contudo, para responder às demandas de aprendi-
Uma segunda resposta é definida pela intencio- zagem e sociabilidade requeridas na contemporaneida-
nalidade educacional: de, há um outro avanço democrático e irrecusável nos
tempos que nos tocam viver: articulações e convivência
A sociedade atual é caracterizada por sua complexi- mais orgânica entre programas e serviços públicos es-
dade: uma sociedade multifacetada, tecida pela veloci- tatais e serviços públicos não estatais – de iniciativa da
dade de mudanças, constantes e cumulativas, provoca- comunidade e sociedade civil – como uma tendência à
das pelos avanços científicos e, sobretudo, pelo aumen- expansão de ações de educação pública.
to das possibilidades de acesso à redes de informação e Essas tendências podem e devem trazer, em seu es-
de consumo. Uma sociedade movida pelo conhecimento copo, compromisso político com: a inclusão e a eqüida-
e pela informação. Uma sociedade-rede com novos ato- de social; a qualidade da educação e da escola pública;
res e movimentos sociais que incindem seu papel pro- a gestão democrática e partilhada com a comunidade;
tagônico não só na revolução cultural, como também e a participação e o fortalecimento da sociedade organi-
cada vez mais, na definição da agenda política dos Es- zada e seus diferentes segmentos.
tados. As organizações não-governamentais, com todas
as suas contradições e mesmo particularismos, alargam Notas
e revitalizam a esfera pública. 1 INAF: Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional, construído pelo
Nossa sociedade é também marcada pela transfor- Instituto Paulo Montenegro, ONG Ação Educativa e Ibope. Analfabetismo
funcional refere-se às condições de uso das habilidades de leitura e escrita
mação produtiva: quebra da sociedade salarial, precari- em diferentes situações da vida diária.
zação do trabalho, extinção de postos de trabalho e in- 2 Para crianças brasileiras ricas, o comércio empresarial deu conta.

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