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Índice

Kosher: um conceito saudável.................................................................................................................................................... 3


Carne Kosher...................................................................................................................................................................................... 4
As leis sobre carnes e aves Kosher............................................................................................................................................ 4
Leis do abate....................................................................................................................................................................................... 5
Aves Kosher......................................................................................................................................................................................... 6
Laticínios............................................................................................................................................................................................... 6
Chalav Yisrael...................................................................................................................................................................................... 7
Parve....................................................................................................................................................................................................... 7
Peixes...................................................................................................................................................................................................... 8
Ovos......................................................................................................................................................................................................... 9
Verduras, frutas e hortaliças......................................................................................................................................................... 10
Verduras industrializadas.............................................................................................................................................................. 11
Farináceos............................................................................................................................................................................................. 11
Massas..................................................................................................................................................................................................... 12
Vinhos...................................................................................................................................................................................................... 12
Outras bebidas..................................................................................................................................................................................... 12
Derivados das uvas em alimentos processados.................................................................................................................... 13
Vinagres.................................................................................................................................................................................................. 13
Adoçantes naturais............................................................................................................................................................................ 13
Produtos industrializados.............................................................................................................................................................. 13
Remédios e vitaminas....................................................................................................................................................................... 14
Bishul Acum.......................................................................................................................................................................................... 14
Restaurantes, hotéis e afins........................................................................................................................................................... 14
Atribuições do Mashguiach............................................................................................... ........................................................... 15
A cozinha no Shabat.......................................................................................................................................................................... 18
Fogão no Shabat.................................................................................................................................................................................. 19
Como manter a comida aquecida sobre a chapa................................................................................................................... 19
Aquecendo a comida no Shabat.................................................................................................................................................... 19
Recolocar uma panela sobre a chapa......................................................................................................................................... 20
Croc pot................................................................................................................................................................................................... 20
Borer- Separar...................................................................................................................................................................................... 20
Descascador........................................................................................................................................................................................... 20
Preparando comida para crianças................................................................................................................................................ 20
Terminologias do Casher.................................................................................................................................................................. 21

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Para toda a equipe do hotel.............................................................................................................................................................. 22
Conceitos sobre Shabat........................................................................................................................................................................ 22
As leis do Shabat..................................................................................................................................................................................... 23
Carregar...................................................................................................................................................................................................... 23
O que o hospede pode pedir.............................................................................................................................................................. 24
Kosherdesk............................................................................................................................................................................................... 26

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KOSHER: UM CONCEITO SAUDÁVEL

O que é "Casher", "Kosher", "Cashrut”?

Casher (em hebraico) e Kosher (em Yidish, dialeto judaico) querem dizer a mesma coisa: um produto apto,
apropriado ao consumo.

O que é Cashrut?

Muitas pessoas estão familiarizadas com os termos Casher (em hebraico) e Kosher (Yidish, dialeto judaico)
que querem dizer a mesma coisa: um produto apropriado ao consumo e que preencha todos os requisitos da
dieta conforme os preceitos judaicos.

Os sábios das escrituras sagradas ensinam que o lar de cada judeu é como um "pequeno Santuário", um local
de morada da Presença Divina; e a mesa de refeições é comparada ao altar do Templo Sagrado. Deve-se tomar
muito cuidado para que somente o que estiver de acordo com a lei judaica seja ofertado sobre o altar do
Templo Sagrado. Assim, deve-se certificar que apenas o alimento absolutamente correto seja levado à mesa,
que simboliza o Templo.

Os alimentos Kosher são divididos em três categorias: carne, laticínios e Parve.

Um dos princípios básicos da Cashrut (as leis da comida Kosher) é a total separação entre carne e laticínios;
não podem ser preparados ou ingeridos juntos. Para assegurar isto, a cozinha Kosher contém conjuntos
separados de louças, utensílios, panelas, fogão, forno, pias, bancadas e áreas separadas para o preparo de carne
e laticínios.

A terceira categoria, a Parve, é composta por alimentos que não são carne nem leite, e, portanto, podem ser
consumidos com qualquer um dos dois. É bom ter utensílios separados também para alimentos Parve
(tradução literal – neutro).

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CARNE KOSHER

A carne Kosher é singular em todos os aspectos, desde a especificação de quais os animais que são permitidos
até a forma de como são abatidos e processados para o consumidor final. As carnes são manipuladas, cozidas
e ingeridas separadamente dos alimentos à base de lactose. Além disso, é exigido um período de espera de seis
horas após a ingestão de qualquer tipo de carnes e aves antes da ingestão de laticínios em geral.

Somente os animais que ruminam e possuem cascos fendidos (os dois sinais mencionados na Torá) são
Kosher. Vacas, carneiros e cabras servem como exemplos. Um animal que tenha apenas um dos dois sinais não
é Kosher.

Curiosamente, a Torá enumera apenas quatro animais que ruminam ou possuem os cascos fendidos, mas não
atendem a ambos os requisitos: o porco, o coelho, o camelo e a lebre.

As leis sobre carne e aves Kosher

A categoria "carne" inclui a própria carne, as aves e os subprodutos, tais como ossos, sopas e molhos. Qualquer
alimento feito de carne ou aves ou de produtos de carne e aves, é considerado como sendo de carne (Fleishig
ou Bessarí). Até mesmo uma pequena quantidade de carne em um alimento torna-o Bessarí, ou seja, de carne.
Todas as carnes, aves e componentes da carne em qualquer produto, inclusive itens tais como pílulas
hepáticas, devem estar de acordo com os seguintes requisitos para serem considerados Kosher:

 A carne deve ser de um animal que rumina e possui cascos fendidos. Vacas, carneiros e cabras são
Kosher.
 As aves Kosher são identificadas por uma tradição transmitida de geração para geração e é
universalmente aceita. A Torá especifica as aves que são proibidas, incluindo todas as aves de rapina
ou que se alimentam de carniça. Entre as aves Kosher estão incluídas as espécies domésticas de
frangos, patos, gansos e perus.
 O animal ou ave deve ser abatido e examinado de acordo com as normas alimentares da Torá por um
Shochet, uma pessoa temente a D'us e perito altamente treinado no abate Kosher.
 As porções permissíveis do animal e da ave devem ser adequadamente preparadas antes do
cozimento. Todos os utensílios devem ser Kosher.
 No que concerne aos animais permitidos, há a proibição quanto a ingestão de sangue de qualquer
animal.

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LEIS DO ABATE

Cortes de carne mais comuns da parte permitida do animal Kosher

 Pescoço - é a continuação do peito. As fibras são bem irrigadas de gordura. Serve para pratos que
exijam bons molhos e dá ótimos resultados em ensopados, cozidos, picadinhos e carne de panela.

 Acém - é o maior pedaço do dianteiro. Quando tirado de um animal novo pode ser utilizado em bifes.
A carne é macia, bem marmorizada, o que possibilita um cozimento longo sem ressecamento. é usado
para ensopados, picadinhos, bife de panela e carnes de panela recheadas e com molho.

 Peito - por sua espessura, largura e formato é a melhor peça do dianteiro para se preparar carne
recheada enrolada. A gordura superficial evita seu ressecamento durante o cozimento, prestando bem
a cozidos. Pode ser formado de músculos e fibras mais duras. Usa- se ainda para sopas.

 Braço (Pá ou Paleta) - mais musculoso que o acém, tem gorduras e nervos suficientes para assegurar-
lhes o sabor. Divide-se em 3 partes: miolo do braço, parte central e o peixinho. Sendo uma peça
saborosa não muito macia, é apropriada para moer, ensopar e fazer molhos.

 Capa de Filé - de textura desigual coberta por uma espessa camada de gordura e de carne. Identificada
por uma grossa cartilagem que divide a peça. Indicada para pratos com molhos de cozimento mais
longos, para ensopados e picadinhos.

 Músculos - peça saborosa e ideal para o preparo de mo lhos, ensopados, carnes de panela e sopas. O
músculo com osso e tutano na parte interior chama-se ossobuco. A lei do abate do animal é praticada
por um Shochet, um homem observante das leis da Torá, que passa anos de sua vida exercitando e
estudando seus mandamentos.

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AVES KOSHER

As leis referentes aos processos de abate de frangos e outras aves são praticamente idênticas às que se aplicam
à carne. Porém há um cuidado especial ao salgar os frangos, para assegurar que seu interior seja bem limpo e
que o sal tenha chegado bem ao fundo de todas as cavidades da galinha e entre as saliências.

Frangos inteiros, mesmo Kosher, são muitas vezes vendidos com um saquinho de miúdos e outro com fígados
dentro da cavidade do corpo. O saquinho com o fígado tem que ser removido antes do cozimento, pois o
contato com o fígado cru pode tornar a galinha Taref. Se a galinha for imersa em água quente ou cozida sem a
remoção do fígado, um rabino ortodoxo deverá ser consultado.

Muito embora os frangos Kosher sejam cuidadosamente verificados pelas pessoas que os processam para
assegurar que a ave esteja livre de doenças ou de ferimentos graves, ocasionalmente podem ocorrer descuidos.
Se for notado um osso quebrado ou deslocado, sangue, pus ou uma descoloração em volta da extremidade da
coxa ou ao redor de uma ferida, um rabino ortodoxo deverá ser consultado. Estes problemas podem tornar
todo o frango não Kosher.

Ao comprar uma galinha embalada, esta deverá possuir um selo de Cashrut confiável.

Laticínios

Todo leite e seus derivados requerem um certificado de Cashrut para que sejam asseverados como Kosher
devendo obedecer diversos critérios.

Todos os alimentos que contém leite, ou que são dele derivados, são considerados Chalavi ou Milchig. Isto
inclui leite, manteiga, iogurte, quefir, coalhada e todos os queijos (variáveis segundo sua consistência) - duros,
macios e cremosos. Mesmo uma pequena quantidade de laticínio em um alimento faz com que este alimento
seja considerado Chalavi. Todos os derivados de leite requerem um certificado de Cashrut para que sejam
asseverados como Kosher e devem ser obedecidos os seguintes critérios:

 Devem provir de um animal Kosher.

 Todos os ingredientes devem ser Kosher e isentos de derivados de carne. Muitas vezes, laticínios não-
Kosher são produzidos com ingredientes de origem animal. Por exemplo, os queijos duros são feitos
com coagulador (liquido segregado pela quarta cavidade do estômago dos mamíferos ruminantes e
utilizado para coalhar o leite); iogurte, as vezes, contem gelatina e a manteiga pode conter aditivos
não Kosher.

 Devem ser processados em equipamentos Kosher.

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Muitos substitutos de leite, alguns tipos de cremes (isentos de leite), cereais e margarinas contem derivados
de leite, assim como alguns adoçantes de baixo teor calórico. Os ingredientes de leite cujos nomes aparecem
nos rótulos de muitos produtos incluem caseína (proteína existente no leite), lactose (açúcar encontrado no
leite) e soro.

O pão comercial que possui ingredientes de leite apresenta problemas de Cashrut. Consulte um rabino
ortodoxo antes de comprar ou usar qualquer pão contendo ingredientes de leite.

Os alimentos de leite e de carne não devem ser preparados, servidos ou consumidos ao mesmo tempo.
Utensílios são separados e usados exclusivamente para laticínios. Recomenda-se também, separar um forno
para assar ou tostar alimentos de leite.

Ao planejar refeições de laticínios, assegure-se de que seis horas se passaram desde que foi ingerida carne.
Certos queijos duros, próprios para ralar (tipo parmesão), também requerem uma espera de seis horas antes
de comer carne.

Chalav Yisrael

A Torá nos proibiu de ingerir ou manipular qualquer produto proveniente de animal ou ave não Kosher.

A Lei judaica requer que na produção de leite e seus derivados, um Mashguiach (supervisor judeu) esteja
presente desde o começo da ordenha até o fim do processamento. O leite que é submetido a esta supervisão é
conhecido como Chalav Yisrael. A tradição judaica acentua a importância de usar exclusivamente produtos de
Chalav Yisrael,

Todos os produtos de leite e seus derivados (queijo, manteiga, iogurte, sorvetes, etc.) para serem Kosher
devem obedecer certos critérios: devem provir de um animal Kosher, todos os ingredientes devem ser isentos
de derivados de carne, e devem ser processados com ingredientes e em equipamento kosher.

Mesmo uma pequena quantidade de laticínio em um alimento faz com que ele seja considerado Chalavi, isto é,
de leite.

Parve

Alimentos que não são nem carne nem leite são chamados Parve (neutros). Exemplo: frutas, hortaliças, grãos,
peixes, etc.

Os alimentos que não são nem carne nem leite são chamados Parve (neutros). Isto significa que eles não
contêm carne nem leite, nem em seus derivados, e que não foram cozidos ou misturados com nenhum alimento
de carne ou de leite.

Ovos, peixes, frutas, hortaliças, grãos, cereais e sucos naturais, massas, refrigerantes, café, chá e muitos tipos
de balas e lanches são exemplos de alimentos Parve.
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Um item Parve torna-se de laticínio ou de carne se for preparado junto com alimento de uma dessas categorias.
Por exemplo: um macarrão na manteiga é considerado laticínio, perdendo seu status Parve e tendo que ser
servido em utensílios de leite, neste caso.

Todo o alimento Parve industrializado perde sua condição de Parve se processado em equipamentos usados
para laticínios ou com acréscimo de aditivos. Os rótulos nestes produtos não fornecem informações sobre o
processamento de fabricação, fundamental para obter a liberação para o consumo Kosher. Em todo e qualquer
alimento industrializado é imprescindível a verificação de um rabino ortodoxo.

Muito embora os alimentos Parve apresentem menos complexidades de Cashrut do que os alimentos de carne
ou leite, muitos detalhes devem ser considerados.

Peixes

Peixe é um alimento Parve, neutro. Somente peixes que possuem tanto nadadeiras como escamas são Kosher.
Na Torá consta que todos os peixes que apresentam escamas, possuem também nadadeiras, entretanto, a
presença de nadadeiras não indica que possuem escamas.

A definição de nadadeiras e escamas deve ser conforme designada pela Lei judaica. Nem tudo o que é
normalmente chamado de escama está de acordo com o padrão da Torá. Portanto, certifique-se de comprar
peixe somente de um peixeiro que esteja familiarizado com os tipos de escamas dos peixes Kosher.

Ao comprar peixe, compre-o inteiro para que você possa ver as nadadeiras e as escamas, isto assegurará que
as facas e outros utensílios são usados unicamente para peixes Kosher. Um cuidado que se deve ter é a
observação dos peixes, pois alguns costumam ter vermes compridinhos, principalmente na cabeça, espinha e
às vezes até na carne, o que o torna proibido ao consumo, conforme a Lei. Portanto, deve-se olhar
minuciosamente o peixe cru para constatar sua pureza com relação aos vermes.

Sardinha, atum em lata necessitam supervisão rabínica por causa dos óleos e outros aditivos e por não
poderem ser, após enlatados, reconhecidos pela sua espécie e características que os denominem Kosher. Há
inclusive fábricas que utilizam componentes à base de leite em latas de sardinha e atum, mas que não
necessariamente aparecem em suas embalagens. Os peixes seguem as regras para produtos industrializados:
qualquer processo de fabricação deve conter o “selo Kosher” de um rabino ortodoxo competente.

Combinando peixes com outros alimentos

Peixe e carne: Não há proibição de ingerir o sangue do peixe, nem é exigido abate especial. É um alimento
Parve, neutro, podendo ser consumido em uma refeição de carne ou de leite, desde que se observem alguns
cuidados: peixe e carne não podem ser cozidos nem consumidos juntos, entretanto, podem ser consumidos na

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mesma refeição, em pratos separados e em talheres distintos ou higienizados. É costume ingerir algo para
separar os sabores entre os pratos durante as refeições em que serão servidos peixe e carne.

Peixe e leite: Entre os judeus Sefaraditas há o costume de não ingerir peixe com queijo ou derivados de
leite, quando servidos em uma mesma refeição. Somente se forem servidos em pratos e talheres separados.

Ao contrário, na comunidade Ashkenazita, não se costuma cozinhar peixe com molhos à base de leite,
manteiga. Exceção feita ao queijo (exemplo: pizza de atum).

No caso da não ingestão de peixe com leite, esta proibição foi instituída por nossos sábios pelo motivo de
sacaná (perigo), pois pode afetar a saúde da pessoa que ingere ambos alimentos se cozidos juntos.

Peixes Kosher: Abrotea, Anchôva, Arenque, Atum, Bacalhau, Badejo, Barbado, Betara, Bonito, Cambucu, Cará,
Carpa, Castanha, Cavala, Cavalinha, Cherne, Curimbatá, Corvina, Dourado, Garoupa, Gordinho, Hadock,
Lambari, Linguado, Mandi, Manjuba, Merluza, Mero, Namorado, Oliete, Pargo, Pescada (amarela, branca, do
sul, inglesa, maria mole), Piaú, Porquinho, Robalo, Salmão, Salmonete, Sardinha, Serra, Sororoca, Tainha,
Tilápia, Tortinha, Traíra, Trilha, Truta, etc.

Peixes não Kosher: Anjo, Bagre, Cação, Caçonete, Enguia, Manchote, Moréia, Peixe-espada, Peixe-porco,
Peixe-serra, Pintado, Polvo, Raia, Viola, Vongole, etc., e todos os frutos do mar (Camarão, Ostras, Siri, Lagosta,
etc.). Mamíferos cetáceos como Golfinhos, Botos e Baleias, também são proibidos.

Ovos

De acordo com a lei judaica, os ovos com casca são Parve (neutro), e devem ser provenientes de aves Kosher
e não conter nenhum sinal de sangue. Para certificar-se da ausência de sangue em ovos crus, estes devem ser
abertos e examinados um a um em um prato ou copo transparente. Se for encontrado qualquer sinal de sangue,
o ovo inteiro deverá ser descartado e o copo ou prato lavado com água fria. Uma única gota de sangue faz com
que este ovo não seja Kosher.

No caso de ovos duros é preferível ter uma panela somente para fervê-los, colocá-los em número ímpar e para
verificar se possuem sangue ou não após cozidos, descascá-los e olhar se na clara ficou um ponto escuro (este
é o sangue que ao ser cozido vem para fora). É proibido o cozimento de um único ovo, apesar de um, ser um
número ímpar. O ovo de casca escura, bem como os ovos orgânicos, tem mais probabilidade de conter manchas
de sangue. Prefira ovos brancos.

Ovos sem casca retirados de uma ave, não são Parve (neutro), mas considerados Bassari (carne). Devem ser
preparados ou servidos somente em utensílios de carne.
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Verduras, frutas e hortaliças

Hortaliças frescas, frutas e grãos, em seu estado natural e não- processado, são Kosher e Parve (neutro). Podem
ser consumidos tanto com laticínios como com carne. No entanto, uma vez que uma hortaliça foi combinada
com um produto de carne ou de leite, se torna respectivamente um produto de carne ou de leite.

Frutas e verduras in natura de todos os tipos podem ser compradas em feiras, supermercados, etc, sem
necessidade de atestado de Cashrut. O mesmo é válido para cereais e grãos, como farinha de trigo, de milho,
de mandioca, fubá, aveia, arroz, feijão, ervilha, lentilha, folhas em geral (estas devem ser verificadas antes de
usar). Todos estes produtos, após cozidos ou industrializados, só podem ser comprados se houver supervisão
rabínica.

Folhas - todo tipo de folha, como alface, repolho, agrião, salsão, salsinha, cebolinha, etc. costuma conter vermes
ou insetos. Para que possam ser usadas devem ser deixadas de molho por mais ou menos meia hora em água
com vinagre, ácido acético ou germicida para matar os vermes. Assim, é mais fácil removê-los posteriormente.
A seguir, folha por folha (mesmo as pequenas) deve ser lavada em água corrente e examinadas contra a luz
para constatar que estão isentas de qualquer verme. Muitas vezes, os vermes das folhas são da própria cor da
folha. É necessário saber como distingui-los, necessitando muito cuidado na hora da verificação.

Couve-flor e brócolis - Nestes dois legumes é praticamente impossível detectar vermes, pois contêm
infindáveis folhinhas minúsculas e de difícil acesso. Por isso, em muitas casas judias não se costuma comê-los
ou come-se somente os talos após bem verificados.

Berinjela - antes de cozinhar ou assar deve-se cortá-la ao meio em pedaços para se certificar de que não contém
vermes. Às vezes, a berinjela não mostra nenhum sinal externo da presença do verme, porém este cresce
dentro dela de forma visível (costuma deixar rastros de areia).

Tomates - pepinos, batata, cenoura, cebola, alho, abobrinha, mandioquinha, entre outros, se encontram na
categoria de legumes mais simples de verificação, já que ao serem cortados, qualquer um poderá notar se
estiverem estragados e desta forma, descartá-los para o consumo.

Grãos - feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc. devem ser colocados de molho em água por várias horas antes
de cozinhar, facilitando assim a verificação. Depois devem ser examinados cuidadosamente, dos dois lados,
certificando-se que não contêm orifícios que comprovam a presença de vermes. É costume abrir o grão-de-
bico na metade, após terem sido colocados de molho, pois os vermes não deixam orifícios visíveis nesta
leguminosa. O milho de pipoca deve ser bem observado, um por um, se não contém orifícios ou pontos pretos,
indicando a presença de vermes. A espiga de milho deve ser colocada de molho no vinagre antes de cozida; se

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contém vermes, estes saem depois deste molho. Os grãos de arroz devem ser verificados para que não tenham
extremidades pretas indicando terem sido comidos por vermes.

Um rabino ortodoxo deverá ser consultado quanto às suas recomendações para verificação e uso dessas
verduras sempre que surgir dúvidas.

Verduras industrializadas

Os vegetais processados, como os congelados ou enlatados, podem apresentar sérios problemas de Cashrut.
Podem conter ingredientes de carne ou leite ou terem sido processados em recipientes utilizados para carne
e laticínios, ou fabricados na mesma divisão ou conectados a outros alimentos não-Casher. Todos os alimentos
naturais processados também requerem supervisão de Cashrut de confiança, inclusive muitos produtos de
soja, guloseimas e bebidas naturais.

Farináceos

Em países tropicais como o Brasil, o clima quente e úmido favorece a proliferação de vermes e insetos. Isto faz
com que seja obrigatório peneirar as farinhas antes de sua utilização. Para que o papel da peneira seja eficiente
na eliminação de bichinhos, é necessário utilizar uma peneira cujos furos sejam menores que os vermes e
insetos existentes (suas cerdas chegam a ser vinte vezes mais finas que as peneiras comuns).

Existem peneiras cuja malha é especial para este fim. No entanto, a rede retém vermes e insetos, mas não seus
ovos (como não podem ser vistos a olho nu, enquanto misturados na farinha são considerados anulados). Em
pouco tempo e por incubação, estes ovos se transformarão em novos vermes. A farinha, por este motivo, deve

ser utilizada imediatamente após a peneiração. Se for bem estocada sob refrigeração ou no freezer, (a 0º c)
não precisa ser peneirada novamente por um período de dois a três meses.

Farinhas cujos grãos não passam pela peneira deverão ser examinadas da mesma forma que grãos. Ex: farinha
de fubá, centeio, semolina, farelo e germe de trigo.

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Massas

Deve ser liberado para consumo sem selo ou com sistema de lote (com selo) por um rabino ortodoxo. Ao ficar
guardado deve ser verificado antes do cozimento em busca de pontos pretos. É aconselhável guardá-lo na
geladeira mesmo cru.

Mesmo que bem examinado, se for constatado após cozido que o alimento contém pelo menos três vermes,
todo ele deve ser jogado fora. A panela, no entanto, continua Casher.

Vinhos

O vinho e o suco de uva, mais do que qualquer outra bebida, representam a santidade do povo judeu. São
usados para a santificação do Shabat e Festas Judaicas.

No Templo Sagrado o vinho era derramado sobre o Altar, juntamente com o sacrifício. Entretanto, uma vez
que o vinho era e ainda é usado em muitas formas de culto idólatra, ele ocupa uma posição única na Lei Judaica,
que impõe restrições especiais a sua produção e manipulação.

Qualquer subproduto que contenha vinho ou suco de uva, como vinagre de vinho, bala, geléia ou refrigerante
de uva, conhaque e outras bebidas que possam ser destiladas ou misturadas com vinho ou uva, só poderão ser
ingeridos quando possuírem supervisão rabínica confiável.

Vinho feito por um judeu, que após seu preparo tenha sido fervido, não apresenta problemas de Cashrut. Um
suco de uva ou vinho de passas cujas uvas ou passas foram cozidas antes de extrair o suco é considerado vinho
cozido.

Atualmente, a maioria dos vinhos Casher comercializados costuma vir fervida já da vinícola. Para se ter
certeza, basta verificar a etiqueta ou o invólucro se consta a palavra Mevushal (fervido). No entanto, muitos
vinhos finos Casher, principalmente os franceses, não vêm fervidos, o que presume que deve-se tomar
redobrados e rigorosos cuidados em sua manipulação e na forma como deve ser servido. Há leis muito
específicas relativas ao vinho e um rabino ortodoxo deverá ser consultado.

Outras bebidas

A maioria das cervejas, vodkas e uísques puros não costumam apresentar problemas. É necessário consultar
sempre um rabino ortodoxo ou verificar a existência de selo confiável de Cashrut antes do consumo destes
produtos. Atualmente, há problemas com as vodkas já que há mistura de sabores na fabricação de novas
bebidas que misturam a vodka pura com corantes além de outros ingredientes não-Casher.

Outras bebidas alcoólicas como licores de frutas e brandies podem conter ingredientes problemáticos como
leite, aditivos à base de vinho, etc e devem ter supervisão rabínica, com ou sem selo.

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Bebidas alcoólicas tais como o conhaque e outras aguardentes de frutas são feitas a base de vinho. Licores e
"blended whiskys" são muitas vezes misturados com vinho. Todas essas bebidas requerem supervisão de
Cashrut, assim como o arenque com molho de vinho.

Derivados das uvas em alimentos processados

Todos os líquidos produzidos a partir de uvas frescas ou secas, sejam alcoólicos ou não-alcoólicos, tais como
suco de uva e vinagre de vinho, são considerados como vinho de acordo com a Lei judaica. Portanto, alimentos
com aditivos ou aromatizantes de uva devem sempre ter um selo

Cashrut confiável. Exemplos típicos são as geléias, refrigerantes, picolés, balas, sucos artificiais, ponches de
trutas e limonadas.

Vinagres

Molhos e temperos que contenham vinagre devem possuir supervisão rabínica para constatar sua procedência
Casher. O mesmo diz respeito ao vinagre de álcool ou maçã que só podem ser adquiridos se supervisionados
anteriormente por um rabino, pois podem conter uma proporção mínima de vinagre de vinho e outros
ingredientes não Kosher.

Inúmeras conserva contém vinagre, mesmo mantidas em salmoura; se vendidas a granel, como por exemplo,
azeitonas e alcaparras, podem conter vinho ou vinagre, necessitando de supervisão.

Vários produtos que contém tártaro ou ácido tartárico e o próprio creme tártaro que é feito com borra de
vinho requerem supervisão rabínica rigorosa; de outra forma, não é Kosher.

Adoçantes naturais

Todos os tipos de açúcar existentes no mercado (refinado, cristal, demerara, mascavo, confeiteiro, etc.) são
Kosher. Quanto a adoçantes artificiais requerem verificação confiável ou selo de Cashrut.

Produtos industrializados

Seguem a mesma regra básica: é imprescindível terem uma Supervisão Rabínica. Todos os alimentos
processados requerem supervisão rabínica confiável que atestem que podem ser consumidos de acordo com
a lei judaica. Isto aplica-se a todo produto que passa por processo de fabricação: legumes congelados, bebidas,
balas, biscoitos, etc.

Há problemas de Cashrut em muitos aromas e corantes que constam em código na embalagem. Às vezes, o
produto não Kosher está em quantidade mínima, não aparecendo nos ingredientes e mesmo assim, transforma
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o produto em não Kosher. Por isso, não basta apenas olhar os ingredientes de um produto, tornando-se
imprescindível a supervisão rabínica competente.

Remédios e vitaminas

A Torá considera de vital importância cuidar da saúde, prevenir e curar doenças. Mas vitaminas e remédios
devem ser questões relevantes, devendo ser Kosher ou ter seu uso autorizado por um rabino ortodoxo.

Muitas vitaminas em cápsulas são feitas de gelatina animal e muitos comprimidos são revestidos com ceras e
resinas de origem também animal. Suplementos e remédios naturais e/ou vegetarianos podem incluir
cápsulas de fígado não Kosher, cálcio derivado de ostras, aromatizantes ou corantes de uva.

Muitos xaropes para a tosse são feitos com álcool e um produto químico, muitas vezes, derivado de fontes
animais, a fenilalanina.

Bishul Acum

Todo alimento deve ser preparado através de uma chama cujo fogo foi acesso por um judeu observante do
Shabat, o que significa que ele é temente a D'us, segue os preceitos da Torá e procurará cumprir as leis de
Cashrut em todos os seus detalhes e com o máximo rigor.

Para um alimento ser Kosher é necessário que todo o processo, desde o início até estar apto ao consumo final,
seja acompanhado por um judeu observante destas leis.

Restaurantes, hotéis e afins

Todo restaurante, hotel, etc., para ser Kosher necessita de supervisão rabínica em sua cozinha, o que inclui a
presença de pessoas, Shomer Shabat, observantes do Shabat, que irão acender o fogo, orientar e fiscalizar a
confecção de todos os ingredientes e sua preparação, até o consumo final.

Jamais hesite: consulte sempre um rabino.

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Atribuições do Mashguiach (Supervisor)

1. O Mashguiach (Homem) e Mashguichá (feminino) deve acender o fogo do fogão e do forno e ligar o
interruptor do forno elétrico. Somente o Mashguiach deve acender qualquer fogo a ser usado para o
preparo de qualquer alimento.

2. O Mashguiach deve verificar todos os ovos, cozidos ou crus que serão usados no preparo do alimento,
descartando os que apresentam manchas de sangue. Caso contrário, o alimento estará impróprio para
o consumo. A nódoa pode ter a forma de ponto ou de traço. Nos ovos crus fica na gema, na cor
vermelha; nos cozidos, geralmente é encontrado na clara e tem coloração preta ou marrom escuro.
Independentemente do local da nódoa, o ovo inteiro deve ser jogado fora e o recipiente bem lavado
antes de ser usado novamente. Os ovos crus devem ser verificados separadamente (um por
recipiente), i.e., nunca quebrando um segundo ovo por cima do primeiro.

3. O Mashguiach deve peneirar toda a farinha com a peneira especial para esse fim.

4. O Mashguiach deve verificar minuciosamente todas as folhas se estão isentas de vermes. Antes da
verificação, as folhas devem ser bem lavadas em água corrente e colocadas de molho em vinagre e/ou
num produto para esse fim (não exagerar no tempo, pois o molho excessivo pode murchar as folhas).
As folhas devem ser lavadas novamente em água corrente antes da verificação.

5. O Mashguiach deve verificar minuciosamente se todos os grãos (feijão, lentilha, milho, ervilha, grão de
bico etc.) estão isentos de vermes. Deixá-los de molho em água por 12 horas facilita a verificação e
torna-a mais eficaz.

6. O Mashguiach deve verificar as impurezas do arroz. É aconselhável utilizar arroz tipo 1.

7. O Mashguiach deve verificar se todos os produtos adquiridos são Kosher e se a despensa contém
algum item não Kosher. Somente produtos Kosher devem ser adquiridos. Sempre consultar lista
atualizada.

8. O Mashguiach deve abrir e fechar a cozinha mantendo a chave em seu poder.

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9. O Mashguiach deve controlar os empregados para que não comprometam a Cashrut da cozinha.

10. Em caso de dúvida, o Mashguiach deve consultar diretamente o rabino responsável pelo certificado
de Cashrut. Não consulte outros rabinos, muito menos clientes ou pessoas estranhas. A única pessoa
capacitada para responder pelo certificado de Cashrut do estabelecimento é o rabino responsável ou
alguém por ele designado.

11. Qualquer ocorrência relativa à Cashrut deve ser imediatamente comunicada ao rabino. Em caso de
dúvida, o alimento não pode ser liberado para consumo antes de consultar o rabino, mesmo em caso
de urgência.

12. Qualquer comentário negativo com estranhos em relação ao nível de Cashrut do estabelecimento
inviabiliza o Mashguiach.

13. O Mashguiach deve manter uma vida religiosa, seguindo os preceitos da Torá; caso contrário seu
trabalho como Mashguiach é inviável.

a. O Mashguiach deve cumprir a Mitsvá de “hafrashat chalá”; separando um Kezáyit (28,8g) de


cada tipo de massa feita com farinha de trigo, de cevada, de centeio ou de aveia. Uma só bênção
pode ser recitada para separar a massa de vários tipos, mas de cada tipo deve-se separar um
Kezáyit. Nesse caso, os vários tipos de massa necessitam vários recipientes, estes devem estar
cobertos antes de recitar a bênção com uma só toalha que os une por cima.

b. A massa que deve ser separada é de pão, bolos, biscoitos etc., antes de serem assados. Se foi
esquecido de separar a massa antes de assá-la, pode-se fazê-lo depois de assada. No caso de
bolos, cuja massa é líquida, a separação é feita após ser assado o bolo.

c. A bênção deve ser recitada se a massa (ou as várias massas juntas) tiver mais de 1,666 kg de
farinha. Entre 1.200 e 1.666 kg de farinha, separa-se e queima-se o pedaço de massa sem
recitar a bênção. Somente com menos de 1.200 kg de farinha não é necessário separar parte
da massa.

d. Antes de recitar a bênção, deve-se misturar ou amassar a massa.

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e. A bênção a ser recitada é: “Baruch Atá A-d’-nai, EW-lo-hê-nu Melech Haolam, asher kideshánu
bemitsvotav vetsivánu lehafrish chalá”. Separando o pedaço da massa e levantando-o na mão
direita, recita-se em seguida: “Harê zo chalá”. Embrulha-se o(s) pedaço(s) que foi (foram)
separado(s) para ser(em) queimado(s).

f. Quaisquer resíduos de massa que ficam grudados na mão devem ser lavados. Esses
pedacinhos não podem ser devolvidos à massa original.

g. O pedaço da massa que foi separado deve ser queimado num recipiente separado daquele
utilizado normalmente para os alimentos. Não pode ser queimado no forno enquanto o pão,
bolos ou biscoitos estão assando lá. Mas se já não há mais nada assando dentro do forno, o
pedaço de massa pode ser assado no forno se for antes embrulhado em papel alumínio para
não estar em contato direto com o forno.

h. Depois de chamuscada, deixe a massa esfriar. Pode ser jogada fora no lixo, se antes for
colocada em um saquinho plástico limpo, protegida de qualquer sujeira.

i. Lembrete: o assim chamado “pão Mezonot” deve conter no máximo 49% de água contrapelo
menos 51% de outros líquidos compostos de puro suco de frutas, óleo, ovos crus ou açúcar.

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A COZINHA NO SHABAT (SÁBADO)

O preparo da cozinha no Shabat

Incluídas nas trinta e nove Melachot (proibições) há diversas relacionadas com o preparo da comida. Além
da proibição de cozinhar de qualquer forma no Shabat, também somos proibidos de espremer frutas,
selecionar, amassar, moer e triturar. Aparelhos elétricos não podem ser ligados ou desligados no Shabat.

Nossos cardápios do Shabat refletem nossa aderência a essas diversas leis. Muitos pratos tradicionais nesse
dia têm suas origens nas leis do Shabat, incluindo o Cholent, um prato quente que é cozido com antecedência,
e Guefilte fish ou filé de peixe, que não possuem espinhos para que não sejam removidos no Shabat.

Embora cozinhar, ferver, tostar, fritar e assar sejam proibidos no Shabat, e não possamos acender ou apagar
uma chama, seja para cozinhar ou qualquer outro propósito, há maneiras permitidas de servir comida quente
no Shabat. De fato, é uma Mitsvá comer comida quente durante o almoço do Shabat. Isso pode ser feito
mantendo o alimento quente numa cobertura especial colocada sobre o fogão. Um forno a gás ou elétrico
regulado por um termostato não deve ser usado no Shabat, pois abrir e fechar a porta do forno pode afetar a
chama ou a eletricidade.

“Fogão no Shabat” – Manuseio da chapa

É permitido manter a comida quente sobre uma chama de gás ou queimador elétrico que tenha sido ligado
antes do Shabat, desde que a fonte de calor esteja coberta. Isso geralmente é feito cobrindo-se o topo do fogão
com uma folha fina de alumínio. É preferível que ela cubra também os botões de controle, os queimadores,
para impedir que alguém ajuste a chama no Shabat.

A chapa inteira se manterá aquecida, mas a área diretamente sobre o queimador será a mais quente. Ao colocá-
la é melhor usar uma chama baixa (ou chamas) para não queimar a comida, que se manterá quente, mesmo
com a chama baixa.

Sob o ponto de vista da saúde, certifique-se que a comida mantida sobre a chapa fique quente por mais de uma
hora, não morna, para impedir que estrague. A comida colocada sobre ela para o Shabat deve estar pelo menos
um terço ou de preferência metade cozida. Todo sal, temperos e líquidos devem ser adicionados antes do início
do Shabat.

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Como manter a comida aquecida sobre a chapa

No Shabat é permitido arrumar aquelas panelas que estão diretamente sobre a chapa, sob as seguintes
condições:
*a comida está completamente cozida;

*a parte da chapa sobre a qual fica a panela está quente ao toque;

*a comida não esfriou totalmente até a temperatura ambiente.

Aquecendo a comida no Shabat

No Shabat, não se pode colocar comida fria líquida ou com molhos ou oleosa, mesmo quando completamente
cozida, numa panela sobre a chapa. Porém, pode-se colocar comida fria (como frango ou Kugel, torta de batata)
perto do fogo, mas não sobre ele. Não se pode servir a comida diretamente de uma panela sobre a chapa.
Primeiro se remove a panela e depois se coloca em uma travessa para ser servida no prato (Kli shlishi, um
terceiro recipiente).

Recolocar uma panela sobre a chapa

Após retirar uma panela ou chaleira da chapa de alumínio que está sobre o fogão para servir, é permitido
recolocá-la somente se todas as condições seguintes forem preenchidas:

*Quando a panela foi retirada, a intenção era colocá-la de volta;

*O alimento está completamente cozido;

*A comida ainda está quente;

*A comida não foi transferida para outra panela;

Ao servir o alimento de uma panela que estava sobre a chapa, a pessoa segura pelo cabo sem pousá-la em uma
superfície, e a devolve à placa imediatamente após servi-la em uma travessa, por exemplo, caso deseje
conservá-la quente.

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Croc pot

As leis sobre o uso de panela de barro são semelhantes àquelas da placa: o Cholent (cozido de carne,feijão e
batata) deve ser cozido primeiro numa panela comum e então transferido para o Croc pot, ou cozido
diretamente no Croc pot, devendo estar pelo menos metade cozido antes do início do Shabat, e o cabo deve ser
coberto com papel alumínio.

Saladas, legumes e frutas

As saladas devem ser feitas imediatamente antes da refeição, e os pedaços não podem ser cortados muito
pequenos.

Quando esmagar frutas como banana ou abacate, a pessoa deve variar do método usado nos dias de semana,
e fazê-lo pouco antes de comer. Por exemplo, esmagar com o cabo de um utensílio em vez de com a colher ou
garfo. Legumes ou frutas que foram cozidos podem ser esmagados da maneira usual. Frutas como limão,
laranja e grapefruit não podem ser espremidas para tirar o suco. Podem, no entanto, ser espremidas
diretamente sobre alimentos sólidos como legumes, salada, bolo, para aumentar o sabor.

Borer (selecionar, separar)

No Shabat é proibido separar ou escolher dois ou mais tipos de itens que são misturados juntos. Essa Melacha
é chamada Borer e só pode ser feita sob as seguintes condições: *Separe aquilo que você quer usar daquilo que
não quer usar. Por exemplo, se uma tigela contém tanto frutas desejáveis quanto indesejáveis, escolha as
desejadas e deixe o restante. Não pegue os pedaços da fruta que você não quer. Uma frase fácil nos lembra da
maneira correta: escolha o “bom” do “mau”, “não o mau” do “bom”.

A seleção deve ser feita somente à mão, não por instrumento. Aquilo que está sendo escolhido deve ser para
uso imediato. Ao preparar ovos, frutas ou legumes cujas cascas não são comestíveis, essas podem ser
removidas no Shabat imediatamente antes da refeição, mas não com um instrumento feito especialmente com
esse propósito, como um descascador. Uma faca, porém, pode ser usada.

Descascador

Algumas autoridades permitem o uso de um descascador se a pele for comestível, como no caso de maçãs e
cenouras.

Preparando comida para crianças

No Shabat há maneiras especiais de preparar mamadeira, aquecer, misturar cereais ou esmagar comida para
bebês ou crianças. Consulte um rabino ortodoxo para saber como deve proceder.

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Terminologias do Casher

Bitul: Refere-se a uma situação em que uma pequena quantidade de comida é acidentalmente misturada em
uma grande quantidade de outro alimento. Quando a proporção é de 1 parte para 60 ou menos, o ingrediente
em menor quantidade é considerado nulo.

Bishul Yisroel: Refere-se ao preparo de determinados alimentos nos quais existe a necessidade de um
Mashguiach para acender o fogo.

Cholov Yisroel: Refere-se a toda produção de leite e seus derivados, incluindo queijos e leite em pó, que está
sob constante supervisão rabínica.

Glatt Kosher: Refere-se ao animal que foi abatido de forma Kosher que não possuía aderência nos pulmões.
Consumidores Casher que são bastante rígidos em aceitar somente os mais altos padrões de Cashrut exigem
que toda a carne consumida seja Glatt. Este termo é erroneamente utilizado também para diferenciar
alimentos que têm uma supervisão mais rígida.

Halachá: Literalmente, significa caminho. Refere-se às leis judaicas, ao conjunto de leis e práticas que os judeus
são obrigados a seguir incluindo: mandamentos bíblicos, leis rabínicas e costumes obrigatórios.

Hashgachá: Literalmente significa supervisão. Geralmente refere-se à supervisão Casher.

Hechsher: Refere-se à certificação Kosher de um produto ou alimento, dado por um rabino ou um órgão de
certificação.

Kasher / Kosher: Significa apto, designa alimentos nos quais os ingredientes e o preparo cumprem as leis
dietéticas judaicas

Kashrut: O status de ser ou não Casher.

Keilim: Utensílios ou vasilhas.

Kasherização: O processo de mudar o status de um equipamento no qual foi utilizado algum ingrediente ou
produto não Casher para que possa ser utilizado com ingredientes Casher.

Mashguiach (supervisor): Aquele que é treinado para supervisionar a produção de alimentos Casher.

Mehadrin: Refere-se ao nível mais exigente de supervisão Casher.

Mikvah: Literalmente significa acúmulo, refere-se à estrutura do local em que a água é acumulada para imergir
objetos de forma ritual.

Mevushal: Refere-se ao vinho que foi fervido.

Orlá: Refere-se ao mandamento da Torá de esperar 3 anos para poder consumir os frutos de uma árvore nova.

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Parve: Neutro. Indica produtos que não têm derivados de carne, aves ou laticínios e que podem, assim, ser
consumidos com qualquer uma das 3 categorias de alimentos. Itens Parve incluem todas as frutas, verduras,
legumes, grãos, ovos, peixes Casher, etc.

Pas Yisroel: Refere-se à alimentos assados em que o Mashguiach acendeu o fogo.

Poskim: Rabinos legisladores.

Shechita: O método de abate descrito na Torá para que a carne animais Casher possa ser consumida.

Shochet: Refere-se a pessoa treinada para abater animais de acordo com as leis judaicas.

Tevilas Keilim: Refere-se à imersão de utensílios e vasilhas ou pratos de forma ritual antes da primeira
utilização. Somente fazemos essa imersão se o dono do estabelecimento é judeu.

Tolaim: Vermes e/ou insetos que podem infestar frutas, verduras ou legumes.

Tovel: Imergir ou mergulhar de forma ritual (Mikvah).

Treifah: Refere-se a comida não Casher. Este termo é normalmente utilizado para se referir a alimentos,
panelas, pratos e utensílios que não são Casher.

Para toda equipe do Hotel:

Em regra básica, na parte da hospedagem não alteramos nada, no Room Service e frigobar deixamos somente
os produtos Kosher.

Mas em modo geral não alteramos mais nada, qualquer dúvida que surgir quanto a termos ou dúvidas dos
hóspedes que não pedirão ser sanadas por favor se dirija ao supervisor ou ao R. Moshe +55 11 96055-1855.

Conceitos sobre o Shabat:

Os Dez Mandamentos, na forma das tábuas da lei concedidas a Moisés no Monte Sinai durante a peregrinação
de 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida, fazem referência direta ao Shabat. O quarto mandamento
determina que o sábado seja um dia santificado.

Diz o texto bíblico que Deus criou o mundo em seis dias e, no sétimo, descansou. No sábado, que significa
“cessar de trabalhar”, deve-se reservar o dia, além das orações, para tarefas que não estejam relacionadas ao
trabalho ou a ganhos financeiros.

O Shabat é, portanto, um dia festivo por completar um ciclo da criação do mundo, que, nas sociedades
modernas, corresponde à semana de trabalho.

O dia do Shabat, assim como todos os dias, para os judeus, tem início na véspera. As celebrações e restrições
começam ao pôr-do-sol da sexta-feira e se estendem até o anoitecer do sábado.

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Algumas regras importantes do Shabat:

- Proibido trabalhar, usar equipamentos eletrônicos (inclusive celular), abrir portas eletrônicas, andar de
barco ou carro, assistir televisão, cozinhar, cortar papel, carregar em locais públicos e etc.

As leis do Shabat

As leis do Shabat são bastante complexas, exigindo cuidadoso estudo e um professor qualificado. Damos a
seguir um breve resumo de algumas das leis do Shabat que você tem maior probabilidade de encontrar em
suas atividades. Vamos começar com algumas ações básicas das quais nos abstemos no Shabat.

• Escrever, apagar, rasgar


• Transações comerciais
• Dirigir ou andar em carros ou outros veículos
• Comprar
• Usar o telefone/celular
• Ligar ou desligar qualquer aparelho que use eletricidade, incluindo lâmpadas, rádios, TVs, computador, ar
condicionado e despertadores;
• Cozinhar, assar ou acender fogo
• Jardinagem e cortar grama
• Lavar roupa.

Estas ações proibidas no Shabat nos indicam que devemos nos preparar com antecedência e depois poder
celebrar o Shabat integralmente, em paz e com tranquilidade.

Por exemplo: as lâmpadas que serão necessárias no Shabat são ligadas antes do Shabat. Temporizadores
automáticos podem ser usados para lâmpadas e alguns aparelhos desde que tenham sido ligados antes do
Shabat. O refrigerador pode ser usado, porém mais uma vez, temos de nos certificar que seu uso não provoca
nenhuma das atividades proibidas no Shabat. Assim, a luz da geladeira deve ser desconectada antes do Shabat
(colando fita adesiva no botão ou desrrosqueando ligeiramente a lâmpada), verificar se há alarme da porta e
evitar que seja acionado (geralmente ele é acionado quando a porta fica aberta por um certo tempo) e o freezer
cujo ventilador é ativado quando a porta é aberta não pode ser usado.

Outro exemplo: Não podemos cozinhar nem acender um fogo, portanto cozinhamos antes do Shabat e
mantemos a comida quente através de métodos especiais que não violam nenhuma das proibições do Shabat
(em cima de uma chapa especial sobre uma chama pré acesa do fogão, placa ou panela elétrica apropriada
para o Shabat).

Carregar
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No Shabat não se pode carregar ou transferir objetos entre um “reshut hayachid” (domínio particular, fechado,
como uma casa); e um “reshut harabim” (domínio público, como a rua). Exemplos dessa proibição incluem:
carregar algo dentro do bolso; carregar alguma coisa na mão; empurrar um carrinho de bebê ou de compras,
sair com goma de mascar ou comida na boca. Essa proibição também inclui carregar em passagens públicas
ou quintais de moradias coletivas, a menos que seja feito um eruv chatzeirot. Um eruv chatzeirot é um arranjo
por meio do qual carregar em alguma das situações acima é permitido. Além disso, a área na qual a pessoa
deseja carregar deve ser fechada. Este fechamento, comumente mencionado como um eruv, pode ocorrer
naturalmente ou ser feito pelo homem, e deve ser construído antes do Shabat.

A comunidade judaica em algumas cidades ou bairros constrói um eruv que engloba vários quarteirões. A área
dentro do eruv é então considerada domínio privado onde carregar é permitido. Se houver um eruv, é
importante conhecer seus limites de modo a não carregar além deles, e também para assegurar antes do
Shabat que o eruv está valendo e não foi danificado.

O que o hospede pode pedir no Shabat (nós providenciamos estes itens)

1 – Lenços de cabeça. Quando uma mulher casada acende velas, é correto cobrir a cabeça ao dizer a bênção.
Portanto, tenha écharpes bonitas à mão para si própria e as convidadas.

2 – Kipot. Homens e meninos usam kipá à mesa do Shabat, portanto é simpático ter algumas extras à mão, caso
os convidados não as tragam.

3 – Copo de kidush. É bom ter um copo especial para fazer o kidush. Pode ser uma taça de prata, ou um belo
copo de vinho, ou algo desse tipo. O copo deve ter a capacidade mínima de 100 ml.

4 – Copos pequenos de kidush. Após a bênção sobre o vinho, este é servido em copos menores que são passados
a todos sentados à mesa. Conjuntos (de prata ou vidro) podem ser comprados em lojas de artigos judaicos, ou
simplesmente os substitua por copos plásticos.

5 – Copo para ablução. Dois copos com alças, adquiridos em lojas de artigos judaicos. Canecas ou copos grandes
podem ser substitutos de última hora.

6 - Cartaz ou Folheto para ablução. Você pode imprimir um cartaz em hebraico com a bênção para lavar as
mãos. Simplifica o processo da ablução e ajuda aqueles que não sabem a bênção.

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7 – Tábua para chalá. Há tábuas e facas de pão feitas especialmente para a mesa do Shabat, geralmente de
madeira de oliva ou pedra. Pode usar qualquer tipo de tábua de cortar.

8 – Cobertura para chalá. Pode ser um bonito guardanapo, ou uma capa especial para chalá, que é colocada
sobre a chalá antes e durante ha-motsi. É um símbolo do orvalho que cobriu o maná que caiu para o povo judeu
no deserto.

9 – Mayim Acharonim. Esta é a "água final" que é passada para lavar a ponta dos dedos. Pode-se usar uma
xícara com pires desenhados especialmente para isso, ou use simplesmente uma xícara numa tigela pequena.

10 - Bentchers. Pequenos livros que contêm bênçãos para velas, kidush e Graças Após as Refeições. Muitos
bentchers contêm também canções para a mesa do Shabat. É bom ter o suficiente para que cada pessoa use o
seu.

11 – Vela de Havdalá. Uma vela trançada é usada para a cerimônia de Havdalá que oficialmente encerra o
Shabat. Pode ser comprada em lojas de artigos judaicos em cores decorativas e comprimentos variados. Se
você não possui uma, simplesmente use duas velas, colocando os pavios juntos enquanto elas queimam.

12 – Caixa de especiarias. Dentes de alho ou pimenta doce usados na cerimônia da Havdalá podem ser
colocados numa caixa decorativa de prata, cerâmica, madeira ou outros materiais (disponíveis em lojas de
presentes judaicos). Se você não tiver, use a garrafa na qual veio o tempero. Jogos completos de havdalá – copo
de kidush, castiçal e caixa de temperos – geralmente são adquiridos juntos. Faz um lindo presente!

13 – Lenços faciais. Verifique se há lenços de papel e papel higiênico pré-cortado em todos os banheiros.

14 – Papel alumínio e toalhas de papel. Se você acha que vai precisar de papel filme, alumínio ou toalhas de
papel, deve cortá-los antes do Shabat. O papel alumínio pode ser comprado em folhas pré-cortadas numa caixa
grande. Para ter um substituto de papel toalha, use guardanapos baratos.

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Kosherdesk:

Samuel Hazan
Email: sami.hazan@wedokosher.com.br
Cel +55 (11) 99943241

Assuntos ligados ao Kasher:

Rabino Moishe (comercial)


Email: moshe@wedokosher.com.br
Cel +55 (11) 960551855

Esse manual é somente uma base para mais dúvidas e questionamentos nos encontramos à disposição
para qualquer tipo de esclarecimento.
Artigos sobre Kashrut e religião: judaica.www.chabad.org.br
Alguns textos foram retirados com permissão do site: www.chabad.org.br

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