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DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS

DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS

EXPROPRIAÇÃO

CONCEITO

Expropriação é o ato judicial, posterior à penhora, que retira do devedor a propriedade do bem penhorado.

ESPÉCIES

São três as espécies de expropriação:

a) adjudicação;

b) alienação por iniciativa particular;

c) alienação em leilão judicial.

Assim, a primeira medida preferencial é a adjudicação, caso o credor queira adjudicar, pois ela se realiza sem qualquer despesa. Se não houver interesse na adjudicação, procede-se a alienação por iniciativa particular. Caso não haja também interesse, resta a alienação em leilão judicial, que é a mais onerosa.

ADJUDICAÇÃO

a) Conceito

Adjudicação é o fato de o exequente ou outros legitimados adquirir a propriedade do bem penhorado como forma de extinção da obrigação. A adjudicação pode recair sobre bem móvel ou imóvel. A adjudicação é a forma preferencial de expropriação e pode ocorrer enquanto não houver a alienação judicial do bem. A adjudicação não pode ser feita por valor inferior ao da avaliação.

b) Espécies

Se o valor da avaliação do bem for inferior ao da execução, o exequente poderá prosseguir na execução para receber a diferença. Fala-se em adjudicação satisfativa. Se o valor da avaliação for superior ao da execução, fala-se em adjudicação-venda, pois o exequente terá que depositar imediatamente em juízo a diferença.

c) Momento para requerer a adjudicação

Sobre o momento inicial em que a adjudicação pode ser requerida, há duas correntes:

após a penhora e avaliação; 2ª após o prazo de 15 dias para interposição dos embargos ou da impugnação. Interpostos os embargos ou a impugnação será também possível a adjudicação, salvo se os embargos ou a impugnação forem recebidos com efeito suspensivo.

d) Legitimidade para adjudicar

Além do exequente, são ainda legitimados a adjudicar: a) credor com garantia real sobre o bem;

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b) proprietário do terreno sobre o qual incide o direito real de enfiteuse, superfície, concessão de uso, uso e compromisso de compra e venda;

c) credores concorrentes que também hajam penhorado o mesmo bem;

d) cônjuge, companheiro, descendentes e ascendentes do executado. Eles não são intimados da penhora e, por isso, devem intervir voluntariamente;

e) União, Estado-Membro, Distrito Federal e Município, quando se tratar de bem tombável;

f) sócio e acionista de sociedade anônima fechada, quando a penhora recair sobre quota ou

ação. Nesse caso, a sociedade é intimada para comunicar os sócios ou acionistas que eles têm direito de preferência na aquisição da quota ou ação penhorada.

e) Direito de preferência para adjudicar

Se houver mais de um pretendente legitimado para adjudicar, proceder-se-á a licitação entre eles, tendo preferência, em caso de igualdade de oferta, o cônjuge, o companheiro, o descendente ou o ascendente, nessa ordem (§ 6 o do art. 876 do CPC).

o ascendente, nessa ordem (§ 6 o do art. 876 do CPC). f) Momento do aperfeiçoamento

f) Momento do aperfeiçoamento da adjudicação

A adjudicação considera-se perfeita e acabada com a lavratura e assinatura do auto pelo juiz,

pelo adjudicante, pelo escrivão ou chefe de secretaria e, se for presente, pelo executado, expedindo-se a respectiva carta, se bem imóvel, ou ordem de entrega ao adjudicante, se bem móvel. A carta de adjudicação conterá a descrição do imóvel, com remissão à sua matrícula e registros, a cópia do auto de adjudicação e a prova de quitação do imposto de transmissão.

A carta de adjudicação autoriza o adjudicante a registrar o imóvel em seu nome, mas só será

expedida mediante quitação do imposto de transmissão inter vivos.

g) Remição

Remição é o pagamento efetuado pelo executado para impedir a adjudicação do bem. No caso de penhora de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de adjudicação, oferecendo preço igual ao da avaliação (§ 3 o do art. 877 do CPC). Na hipótese de falência ou de insolvência do devedor hipotecário, o direito de remição previsto no § 3 o será deferido à massa ou aos credores em concurso, não podendo o exequente recusar o preço da avaliação do imóvel (§ 4 o do art. 877 do CPC).

da avaliação do imóvel (§ 4 o do art. 877 do CPC). h) Distinção entre adjudicação
da avaliação do imóvel (§ 4 o do art. 877 do CPC). h) Distinção entre adjudicação
da avaliação do imóvel (§ 4 o do art. 877 do CPC). h) Distinção entre adjudicação

h) Distinção entre adjudicação e dação em pagamento

A adjudicação distingue-se da dação em pagamento, embora nesses dois institutos o credor

consinta em receber em pagamento prestação diversa da que lhe é devida. Na dação em pagamento, é o próprio devedor que entrega o bem ao credor, para extinguir a dívida. O credor o recebe aliud pro alio , isto é, uma coisa pela outra, sem determinar o valor do bem, pouco importa se ele tem valor superior ou inferior ao débito.

Na adjudicação , é o Estado-juiz que entrega o bem ao exequente, que o recebe pelo valor da avaliação, poderá cobrar o saldo ou terá que depositar a diferença, conforme o bem valha mais ou valha menos que o valor da dívida.

i) Distinção entre adjudicação e arrematação

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Sobre a diferença entre arrematação e adjudicação, cumpre salientar que a primeira exige leilão judicial, sendo que qualquer interessado pode ser arrematante, ao passo que na segunda o bem não é posto em leilão judicial, sendo que somente o credor e outros legitimados podem figurar como adjudicantes.

A arrematação pode ser feita por valor inferior ao da avaliação, desde que não seja preço vil.

Já a adjudicação sempre se realiza pelo valor da avaliação.

ALIENAÇÃO POR INICIATIVA PARTICULAR

A alienação por iniciativa particular é a feita por intermédio do exequente ou corretor ou

leiloeiro público credenciado perante a autoridade judiciária.

O corretor ou leiloeiro deve estar em exercício profissional há pelo menos três anos, mas nas

localidades em que não houver corretor ou leiloeiro credenciado, a indicação será de livre escolha do exequente.

O

exequente é o único legitimado a requerer ao juiz a alienação por iniciativa particular.

O

juiz fixará:

a)

o prazo em que a alienação deve ser efetivada;

b)

o preço mínimo;

c)

as condições de pagamento e as garantias;

d)

a comissão, quando for intermediada por corretor ou leiloeiro. Se a alienação for feita pelo

próprio exequente, não há comissão;

e) forma de publicidade.

A alienação, após o depósito do preço em juízo, será formalizada por termo nos autos,

assinado pelo juiz, pelo exequente, pelo adquirente e, se for presente, pelo executado, expedindo- se carta de alienação do imóvel para o devido registro imobiliário, ou, se bem móvel, ordem de entrega ao adquirente. Assim, não há necessidade de escritura pública.

ALIENAÇÃO EM LEILÃO JUDICIAL

a) Cabimento

A alienação em leilão judicial só é feita quando não for requerida a adjudicação nem a

alienação particular do bem penhorado.

Arrematação é a aquisição do bem que foi alienado em leilão judicial. O CPC anterior, usava a expressão hasta pública, que subdividia-se em:

a)

praça: alienação de imóveis;

b)

leilão: alienação de móveis.

O

CPC/2015 emprega o termo leilão tanto para bens móveis quanto para imóveis.

b)

Legitimidade para realizar o leilão judicial

Em regra, o leilão é realizado por leiloeiro público. Abre-se exceção aos valores mobiliários das sociedades anônimas, cujo leilão é realizado por corretores da bolsa de valores. Cabe ao juiz a designação do leiloeiro público, que poderá ser indicado pelo exequente.

O leiloeiro recebe uma comissão estabelecida em lei ou arbitrada pelo juiz, cujo pagamento

deve ser efetuado pelo arrematante do bem.

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c)

Formas de leilão judicial

O

leilão judicial pode ser eletrônico e presencial.

Leilão eletrônico é o realizado pela internet. O leilão eletrônico têm preferência sobre o presencial. É regulado pelas normas do CNJ. No referido leilão as propostas poderão ser apresentadas durante um certo período.

Leilão presencial é o que se realiza no local designado pelo juiz, em data e horários determinados. O leilão prosseguirá no dia útil imediato, à mesma hora em que teve início, independentemente de novo edital, se for ultrapassado o horário de expediente forense (art. 900 do CPC).

d) Funções do leiloeiro público

De acordo com o art. 884 do CPC, incumbe ao leiloeiro público:

I - publicar o edital, anunciando a alienação. O edital deve conter o valor da avaliação e o preço mínimo da arrematação. A publicação do edital deverá ocorrer pelo menos 5 (cinco) dias antes da data marcada para o leilão.

O edital será publicado na rede mundial de computadores, em site designado pelo juízo da

execução, e conterá descrição detalhada e, sempre que possível, ilustrada dos bens, informando expressamente se o leilão se realizará de forma eletrônica ou presencial.

Não sendo possível a publicação na rede mundial de computadores ou considerando o juiz, em atenção às condições da sede do juízo, que esse modo de divulgação é insuficiente ou inadequado, o edital será afixado em local de costume e publicado, em resumo, pelo menos uma vez em jornal de ampla circulação local. Atendendo ao valor dos bens e às condições da sede do juízo, o juiz poderá alterar a forma e

a frequência da publicidade na imprensa, mandar publicar o edital em local de ampla circulação de pessoas e divulgar avisos em emissora de rádio ou televisão local, bem como em outros sites. Os editais de leilão de imóveis e de veículos automotores serão publicados pela imprensa ou por outros meios de divulgação, preferencialmente na seção ou no local reservados à publicidade dos respectivos negócios.

II - realizar o leilão onde se encontrem os bens ou no lugar designado pelo juiz. O escrivão, o

chefe de secretaria ou o leiloeiro que culposamente der causa à transferência responde pelas despesas da nova publicação, podendo o juiz aplicar-lhe a pena de suspensão por 5 (cinco) dias a 3 (três) meses, em procedimento administrativo regular (parágrafo único do art. 888 do CPC).

III - expor aos pretendentes os bens ou as amostras das mercadorias; IV - receber e depositar, dentro de 1 (um) dia, à ordem do juiz, o produto da alienação. O leiloeiro tem o direito de receber do arrematante a comissão estabelecida em lei ou arbitrada pelo juiz.

V

- prestar contas nos 2 (dois) dias subsequentes ao depósito.

e)

Intimação do leilão

De acordo com o art. 889 do CPC, serão cientificados da alienação judicial, com pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência:

I - o executado, por meio de seu advogado ou, se não tiver procurador constituído nos autos, por carta registrada, mandado, edital ou outro meio idôneo; II - o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido penhorada fração ideal;

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III - o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de superfície, concessão de uso

especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre bem gravado com tais direitos reais;

IV - o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de superfície, enfiteuse,

concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a

penhora recair sobre tais direitos reais;

V - o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com penhora anteriormente

averbada, quando a penhora recair sobre bens com tais gravames, caso não seja o credor, de

qualquer modo, parte na execução;

VI - o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao qual haja

promessa de compra e venda registrada;

VII - o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo derivado de

promessa de compra e venda registrada;

VIII

- a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem tombado.

Se

o executado for revel e não tiver advogado constituído, não constando dos autos seu

endereço atual ou, ainda, não sendo ele encontrado no endereço constante do processo, a intimação considerar-se-á feita por meio do próprio edital de leilão (parágrafo único do art. 889 do CPC).

f)

Legitimidade para arrematar bens

Em

regra, qualquer pessoa solvente tem legitimidade para oferecer lance nos leilões.

Com efeito, dispõe o art. 890 do CPC:

Pode oferecer lance quem estiver na livre administração de seus bens, com exceção:

I - dos tutores, dos curadores, dos testamenteiros, dos administradores ou dos liquidantes,

quanto aos bens confiados à sua guarda e à sua responsabilidade;

II - dos mandatários, quanto aos bens de cuja administração ou alienação estejam encarregados;

III - do juiz, do membro do Ministério Público e da Defensoria Pública, do escrivão, do chefe

de secretaria e dos demais servidores e auxiliares da justiça, em relação aos bens e direitos objeto de alienação na localidade onde servirem ou a que se estender a sua autoridade;

IV - dos servidores públicos em geral, quanto aos bens ou aos direitos da pessoa jurídica a que

servirem ou que estejam sob sua administração direta ou indireta;

V - dos leiloeiros e seus prepostos, quanto aos bens de cuja venda estejam

encarregados; VI - dos advogados de qualquer das partes .

g)

Lances

No

edital, o juiz deve fixar o preço mínimo pelo qual o bem pode ser arrematado. Se não

fixar, será aceito qualquer lance, exceto o lance que ofereça preço vil. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo estipulado pelo juiz e constante do edital, e, não tendo sido fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a cinquenta por cento do valor da avaliação (parágrafo único do art. 896 do CPC).

Abre-se exceção ao imóvel de incapaz, cuja arrematação não poderá ser por preço inferior a 80% (oitenta por cento) do valor da avaliação (art. 896 do CPC).

h) Pagamento

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Em regra, o pagamento deverá ser realizado de imediato pelo arrematante, por depósito judicial ou por meio eletrônico. Abrem-se, no entanto, as seguintes exceções:

a. decisão judicial que autoriza o pagamento não imediato.

b. arrematação feita pelo próprio exequente quando este for o único credor. Se o

exequente arrematar os bens e for o único credor, não estará obrigado a exibir o preço, mas, se o valor dos bens exceder ao seu crédito, depositará, dentro de 3 (três) dias, a diferença, sob pena de tornar-se sem efeito a arrematação, e, nesse caso, realizar-se-á novo leilão, à custa do exequente (§

1 o do art. 892 do CPC).

à custa do exequente (§ 1 o do art. 892 do CPC). c. pagamento em prestações.

c. pagamento em prestações.

Com efeito, de acordo com o art. 895 do CPC, o interessado em adquirir o bem penhorado em prestações poderá apresentar, por escrito:

I - até o início do primeiro leilão, proposta de aquisição do bem por valor não inferior ao da avaliação;

II - até o início do segundo leilão, proposta de aquisição do bem por valor que não seja considerado vil .

A proposta conterá, em qualquer hipótese, oferta de pagamento de pelo menos vinte e cinco

por cento do valor do lance à vista e o restante parcelado em até 30 (trinta) meses, garantido por caução idônea, quando se tratar de móveis, e por hipoteca do próprio bem, quando se tratar de

imóveis (§1 o ). As propostas para aquisição em prestações indicarão o prazo, a modalidade, o indexador de

correção monetária e as condições de pagamento do saldo (§ 2 o ). No caso de atraso no pagamento de qualquer das prestações, incidirá multa de dez por cento sobre a soma da parcela inadimplida com as parcelas vincendas (§ 4 o ).

O inadimplemento autoriza o exequente a pedir a resolução da arrematação ou promover,

em face do arrematante, a execução do valor devido, devendo ambos os pedidos ser formulados

nos autos da execução em que se deu a arrematação (§ 5 o ).

da execução em que se deu a arrematação (§ 5 o ). A A proposta de
da execução em que se deu a arrematação (§ 5 o ). A A proposta de
da execução em que se deu a arrematação (§ 5 o ). A A proposta de
da execução em que se deu a arrematação (§ 5 o ). A A proposta de

A

A proposta de pagamento do lance à vista sempre prevalecerá sobre as propostas de

apresentação da proposta prevista neste artigo não suspende o leilão (§ 6 o ).

prevista neste artigo não suspende o leilão (§ 6 o ). pagamento parcelado (§ 7 o

pagamento parcelado (§ 7 o ).

o leilão (§ 6 o ). pagamento parcelado (§ 7 o ). Havendo mais de uma

Havendo mais de uma proposta de pagamento parcelado:

I - em diferentes condições, o juiz decidirá pela mais vantajosa, assim compreendida, sempre, a de maior valor;

II - em iguais condições, o juiz decidirá pela formulada em primeiro lugar.

No caso de arrematação a prazo, os pagamentos feitos pelo arrematante pertencerão ao

exequente até o limite de seu crédito, e os subsequentes, ao executado.

i) leilão judicial de uma quota de bem divisível

Quando o imóvel admitir cômoda divisão, o juiz, a requerimento do executado, ordenará a alienação judicial de parte dele, desde que suficiente para o pagamento do exequente e para a satisfação das despesas da execução (art. 894 do CPC). Não havendo lançador, far-se-á a alienação do imóvel em sua integridade (§ 1 o do art. 894 do

CPC).

a alienação do imóvel em sua integridade (§ 1 o do art. 894 do CPC). j)

j) Documentação da arrematação

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A arrematação constará de auto que será lavrado de imediato e poderá abranger bens

penhorados em mais de uma execução, nele mencionadas as condições nas quais foi alienado o bem (art. 901 do CPC).

A ordem de entrega do bem móvel ou a carta de arrematação do bem imóvel, com o

respectivo mandado de imissão na posse, será expedida depois de efetuado o depósito ou prestadas as garantias pelo arrematante, bem como realizado o pagamento da comissão do leiloeiro e das demais despesas da execução.

A carta de arrematação conterá a descrição do imóvel, com remissão à sua matrícula ou

individuação e aos seus registros, a cópia do auto de arrematação e a prova de pagamento do imposto de transmissão, além da indicação da existência de eventual ônus real ou gravame.

k) Remição do bem hipotecado

No caso de leilão de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de arrematação, oferecendo preço igual ao do maior lance oferecido (art. 902 do CPC). No caso de falência ou insolvência do devedor hipotecário, o direito de remição previsto no caput defere-se à massa ou aos credores em concurso, não podendo o exequente recusar o preço da avaliação do imóvel (parágrafo único do art. 902 do CPC).

l) Arrematação perfeita e acabada

Qualquer que seja a modalidade de leilão, assinado o auto pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro, a arrematação será considerada perfeita, acabada e irretratável, ainda que venham a ser julgados procedentes os embargos do executado ou a ação autônoma de que trata o § 4 o deste artigo, assegurada a possibilidade de reparação pelos prejuízos sofridos (art. 903 do CPC). De acordo com o § 1 o do art. 903, ressalvadas outras situações previstas neste Código, a arrematação poderá, no entanto, ser:

I - invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício; II - considerada ineficaz, se não observado o disposto no art. 804, isto é, intimação do titular do direito real sobre bem.

isto é, intimação do titular do direito real sobre bem. III - resolvida, isto é, extinta,
isto é, intimação do titular do direito real sobre bem. III - resolvida, isto é, extinta,

III

- resolvida, isto é, extinta, se não for pago o preço ou se não for prestada a caução.

O

juiz decidirá acerca das situações referidas no § 1 o , se for provocado em até 10 (dez) dias

juiz decidirá acerca das situações referidas no § 1 o , se for provocado em até

após o aperfeiçoamento da arrematação. É vedado ao juiz agir de ofício. Passado o prazo de 10 (dez) dias, sem que tenha havido alegação de qualquer das situações previstas no § 1 o , será expedida a carta de arrematação e, conforme o caso, a ordem de entrega ou mandado de imissão na posse. Após a expedição da carta de arrematação ou da ordem de entrega, a invalidação da arrematação poderá ser pleiteada por ação autônoma, em cujo processo o arrematante figurará como litisconsorte necessário (§ 4 o do art. 903 do CPC). Entretanto, conforme já dito, a procedência desta ação não anulará a arrematação, mas apenas gerará a obrigação de reparação dos danos.

mas apenas gerará a obrigação de reparação dos danos. m) Desistência da arrematação O § 5
mas apenas gerará a obrigação de reparação dos danos. m) Desistência da arrematação O § 5

m) Desistência da arrematação

O

§ 5 o do art. 903 do CPC esclarece que o arrematante poderá desistir da arrematação,

que o arrematante poderá desistir da arrematação, sendo-lhe imediatamente devolvido o depósito que tiver

sendo-lhe imediatamente devolvido o depósito que tiver feito:

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I - se provar, nos 10 (dez) dias seguintes, a existência de ônus real ou gravame não mencionado no edital; II - se, antes de expedida a carta de arrematação ou a ordem de entrega, o executado alegar alguma das situações previstas no § 1 o ; III - uma vez citado para responder a ação autônoma de que trata o § 4 o deste artigo, desde que apresente a desistência no prazo de que dispõe para responder a essa ação. Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça a suscitação infundada de vício com o objetivo de ensejar a desistência do arrematante, devendo o suscitante ser condenado, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos, ao pagamento de multa, a ser fixada pelo juiz e devida ao exequente, em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do bem (§ 6 o do art.903 do CPC).

ao exequente, em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do bem (§
ao exequente, em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do bem (§
ao exequente, em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do bem (§
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PERGUNTAS:

1)

O que é expropriação e quais as suas espécies e preferências?

2)

O que é adjudicação?

3)

Até quando é possível a adjudicação?

4)

A adjudicação é feita por qual valor?

5)

O que é adjudicação satisfativa?

6)

O que é adjudicação venda?

7)

A partir de qual momento se pode requerer a adjudicação?

8)

Além do exequente, quem mais pode requerer a adjudicação?

9)

Se mais de um legitimado requerer a adjudicação, quem terá preferência?

10) Em que momento reputa-se perfeito e acabada a adjudicação? 11) Qual a diferença entre carta de adjudicação e ordem de entrega? 12) A carta de adjudicação dispensa o pagamento do imposto de transmissão inter vivos? 13) O que é remição? 14) Quais as diferenças entre adjudicação e dação em pagamento? 15) Quais as diferenças entre adjudicação e arrematação? 16) O que é alienação por iniciativa particular? 17) O que é e quais os requisitos para a alienação por iniciativa particular? 18) O que é arrematação? 19) O CPC/2015 usa a expressão hasta pública e praça? 20) Quem realiza o leilão? 21) Quem nomeia o leiloeiro público? 22) Quem paga a comissão do leiloeiro? 23) Quais as duas formas de leilão judicial? 24) Qual a diferença entre leilão eletrônico e leilão presencial? 25) Qual é a forma preferencial de leilão? 26) Quais as funções do leiloeiro público? 27) O edital do leilão deve ser publicado com quantos dias de antecedência? 28) Deve conter o valor do bem e o preço mínimo? 29) Onde é publicado o edital? 30) Quais as sanções previstas ao leiloeiro ou escrivão que por culpa provocarem o adiamento do leilão? 31) O preço da arrematação é pago diretamente a quem? 32) O leiloeiro deve depositar o preço em juízo? Qual é o prazo? 33) Quem é intimado do leilão? 34) A intimação é com quantos dias de antecedência? 35) O executado é intimado pessoalmente ou através de advogado? 36) Quais as duas hipóteses em que o edital do leilão já funciona como intimação do executado? 37) Quem tem legitimidade para arrematar bens? Quais as exceções? 38) O que se entende por preço vil? 39) Em que momento deve ser realizado o pagamento pelo arrematante? 40) E se o arrematante for o próprio exequente? 41) Quais os requisitos para se arrematar mediante pagamento em prestações?

42) Até que momento pode ser feita esta proposta de pagamento em prestações?

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43) Esta proposta suspende o leilão? 44) Se houver mais de uma proposta de pagamento em prestações, quem terá a preferencia? 45) Se o arrematante em prestações incidir em mora, qual será a consequência? 46) Se o arrematante em prestações for inadimplente, quais as duas opções do exequente? 47) As duas opções acima devem ser exercidas em ação autônoma? 48) É possível se alienar apenas uma parte do imóvel penhorado? 49) O auto de arrematação pode abranger bens penhorados em mais de uma execução? 50) Qual a diferença entre carta de arrematação e ordem de entrega do bem? 51) É possível a remição do bem arrematado? 52) Quando se aperfeiçoa a arrematação? 53) Antes da assinatura do auto de arrematação, o que pode ser alegado no prazo de 10 (dez) dias? 54) Assinado o auto de arrematação ele será anulado pela procedência dos embargos ou pela procedência da ação de anulação da arrematação? 55) Quais as hipóteses em que é possível se desistir da arrematação?