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PROCESSO PENAL II – M 1 1

RITOS
 Ritos são procedimentos do Processo Penal, da denúncia a sentença. O Processo Penal
é uma sequencia de atos em determinada ordem, com finalidade jurídica. O Processo
Penal deve seguir a ordem legal. O processo penal é inegociável.
 Rito Comum se divide em:
o Ordinário: quando a pena máxima em abstrato do crime cometido for maior
ou igual a 4 anos. Este procedimento se inicia com a denúncia do réu (ação
penal pública), ou com a queixa-crime (ação penal privada). Neste
procedimento as partes poderão arrolar até 8 testemunhas.
o Sumário: quando a pena em abstrato for superiores a 2 anos e inferiores a 4
anos. Aqui podem ser arroladas até 5 testemunhas. O procedimento sumário
ocorrerá da mesma forma que o ordinário, respeitando as mesmas regras
processuais.
o Sumaríssimo: adotado para o julgamento de infrações penais de menor
potencial ofensivo, ou seja, quais quer contravenções penais ou crimes cujas
penas máximas em abstrato não ultrapassem 2 anos e a competência para o
julgamento destes é do Juizado Especial Criminal.
 Todo rito começa com a denúncia, onde inicia a Ação Penal Pública.

GARANTIAS – Forma é Garantia


 Segundo Gustavo Badaró, garantia se divide em 3 eixos:
1. Garantia para o acusado, que merece ser respeitado seus direitos.
2. Garantia para a sociedade, pois espera do judiciário um julgamento justo.
3. Garantia para a vitima, porque tem o direito de ver o ofensor ser julgado
justamente.

 FAD  Inquérito  inicio  desenvolvimento  relatório  MP


o FAD (Fato aparentemente delituoso): Trata-se genericamente, de um delito.
o O Inquérito Policial inicia-se por 1) Portaria do Delegado, 2) Requisição do Juiz
ou do MP, 3) APF.
o O desenvolvimento de um inquérito é regido pelos arts. 5 e 6 do CPP.
o Relatório: é o ato mais importante do IP, não podendo se opinativo,
restringindo-se a um resumo do ocorrido. Este relatório é encaminhado ao MP,
que pode:
 Oferece a denúncia, quando encontra um FAD.
 Pedir o arquivamento, quando não encontra um FAD. Caso o Juiz
concorde com o parecer do MP, se arquiva. Se discordar, encaminha-se
para a PGR.
 Solicitar a baixa para a Delegacia, para atendimento de novas
diligências.
O IP é dispensável, pois o MP pode propor a ação penal diretamente. A cultura
brasileira faz o cidadão ir a Delegacia, ao invés de ir no MP, pra fazer a
denúncia. Outro motivo é que também existem muito mais delegacias, que
promotorias.

 Denúncia  Artigo 41 do CPP  Indisponibilidade  Artigo 42 do CPP


Segue o estabelecido no artigo 41 do CPP, contendo os elementos necessários para a
denúncia:
o Endereçamento do juízo: considera o local onde ocorreu o delito (locus
delicti) e a competência.
o Qualificação do acusado: pode ocorrer a qualificação incompleta. Na filiação,
basta o nome da mãe.

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o Descrição da conduta delituosa: é o mais importante, sendo feito com base


no principio da razoabilidade, onde o MP deve descrever corretamente o ato
delituoso. Se for ampla demais, ou vaga, pode ocasionar o trancamento do
processo. Deve ser detalhada e certa para que possibilite a ampla defesa.
o Tipificação: pelo principio da legalidade, o FAD deve ser previsto em lei.
o Rol de Testemunhas: Não é obrigatório, mas dificilmente não consta da
denúncia.
 Divergência entre descrição x tipificação: ocorrendo divergência entre a descrição
da conduta delituosa praticada, e a tipificação, prevalecerá a descrição para efeitos de
defesa.
 Artigo 42 do CPP: Após oferecida a denúncia e sendo aceita, não pode o MP desistir da
Ação Penal.

DENÚNCIA
 De acordo com Gustavo Badaró, a denúncia passa por um controle interno (interna
corporis), sendo ela recebida ou rejeitada. O MP oferece a denúncia, conforme o artigo
41 (qualifica, expõem os fatos e tipifica), sendo que esta é enviada para o juízo, que
pode recebê-la, ou rejeita-la sumariamente.
Na década de 90, no recebimento da denúncia, foi criado pelo TJ/SP, o in dubio pro
societa (também usado na sentença de pronuncia – Júri), pois caso existisse dúvida
sobre o FAD, em prol da sociedade, punindo o acusado indevidamente.
 Recebimento: o recebimento da denúncia não pode ser automático, devendo o juiz ao
recebe-la, esclarecer seus motivos, e justificar o recebimento.
Não pode ocorrer:
o O recebimento imotivado da denúncia, sendo obrigatória sua fundamentação.
o O recebimento da denúncia, com base no in dubio pro societa.
 Rejeição sumária: sumária significa sem dilação probatória ou prova inicial. Prevista
no Artigo 395, nas seguintes hipóteses:
o For manifestamente inepta: que não se consegue exercer sua função
o Faltar pressuposto processual: trata-se de capacidade postulatória. Ex: APPI
para MP e APPC por particular.
Condição para o exercício da ação penal: permitir o andamento dos autos,
sabendo que irá prescrever.
o Faltar justa causa para o exercício da ação penal: TATBESTAND – ter um
pouco ou mínimo de prova (conjunto probatório mínimo), existindo FCD.

CITAÇÃO DO RÉU
 Após o recebimento da denúncia, o réu deve ser citado. Se existir IP (que é
dispensável), o acusado já deve ter conhecimento do IP, pois em tese já foi chamado
para depor ou intimado para comparecer a Delegacia, já tendo conhecimento do FAD
que lhe é atribuído. Caso a ação seja iniciada pelo MP, sem a delegacia, pode que o réu
não tenha conhecimento.
 Comunicação Inicial para o acusado: é a comunicação feita exclusivamente ao
acusado, da existência do processo contra ele. Demais comunicação para o réu no
decorrer do processo, são intimações. A partir da citação, o réu toma conhecimento da
existência de um processo contra ele. No momento da citação, é necessário o mandado
de citação conter cópia integral da denúncia. O acusado deve apor seu ciente, e em
caso de recusa, o oficial de justiça irá certificar a ocorrência da recusa, mas que o ato
(citação) ocorreu.
 Defesa – presença do acusado – direito ou dever?
Revelia ≠ mera ausência: Não se pode confundir revelia, com mera ausência (que é
não comparecer aos autos do processo).

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o Revelia: todos os fatos alegados pela outra parte são tidos como verdadeiros.
Inexiste revelia no Processo Penal.
o Mera ausência: perda de uma chance de defesa (risco de assunção). A defesa
pode ocorrer em outras situações, como as alegações finais.

 CITAÇÃO
Não basta que ocorra a citação, ela tem que ser válida, pois trata-se do ato em que se
comunica o acusado da existência de um processo contra ele. O nome correto é citação
inicial do réu. Após este ato, o réu, no mesmo processo, será somente intimado, não
mais citado.
o Real: é aquela realizada pessoal e diretamente ao acusado, não sendo aceita
que seja realizada através de outra pessoa. Deve ocorrer de forma sigilosa,
discreta, contendo cópia da denúncia, contendo a data da ocorrência do ato.
o Por hora certa: Ocorre quando o oficial de justiça deixa aviso a 3ºs, de que
retornará em outro dia e horário previamente estabelecido, e que pede a esse
terceiro que avise disto, para o acusado. A citação é fei
o Ficta  Art. 366 do CPP – Consequência: “falsa”, forjada, fictícia.

 CITAÇÃO POR EDITAL


Para ser válida, a citação precisa chegar ao conhecimento do acusado. Só será exitosa,
se o acusado “ver” o edital de citação na imprensa oficial, ou comparecer ao fórum,
tomando conhecimento da existência da Ação Penal. Necessita ser acompanhada com
cópia da denúncia.
Citação por edital tem prazo de 15 dias. Após esse prazo, pelo artigo 366 do CPP,
suspende-se o andamento do processo.
o No caso de comparecimento do acusado, a citação é válida.
o No caso de não comparecimento, ocorre a suspensão binária (SB):
 Suspensão do processo, pelo artigo 366 do CPP
 Suspensão da prescrição. Nesse caso, criam-se “crimes imprescritíveis”.
O Estado deveria ter prazo para tomar as providencias necessárias
para realização da citação, pois a demora no processo pune
indevidamente o acusado (Francois Ost). De acordo com Kafka, “o
Estado não esquece”.

 SEQUENCIA “PÓS-CITAÇÃO” VÁLIDA


o Réu não citado: Artigo 366, sendo o processo suspenso até o réu ser
localizado.
o Réu citado e não responde: com a citação válida, o processo segue, com a
nomeação de defensor dativo, sendo que o acusado perde a chance de
defender-se (assunção de risco). A defesa continua a ser feita pelo defensor
dativo.
o Réu citado e responde: com a citação válida, o advogado de defesa
(contratado pelo acusado), oferece resposta à acusação.
Após a citação, a defesa prévia deve ser apresentada em 10 dias. O prazo é contado
corrido, mesmo que haja feriado no meio do prazo. Iniciando em final de semana
ou feriado, a contagem começa no primeiro dia útil. Sábado e domingo não pode
ser nem 1º dia (a quo) nem ultimo (ad quem). O prazo é contado da data da
intimação, e não da juntada nos autos (como ocorre no cível).

DENÚNCIA
 Não recebimento
 Recebimento  citação válida  resposta do acusado

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A Denúncia pode ser recebida ou não. O in dubio pro societa jamais poderá ser usado
para condenar o réu. Após deve ocorrer a citação do réu, que caso não seja válida, deve
ocorrer nos moldes do art. 366 do CPP. Após a citação, deve ocorrer a resposta do réu.

RESPOSTA DO ACUSADO
As defesas técnica e pessoal são autônomas.
 Defesa Pessoal (renunciável): exercida pelo próprio réu, é um direito, podendo
ser renunciada, pela confissão do réu. Ocorre somente uma vez, no interrogatório
(em caso de Júri, são 2 vezes, pois o réu é ouvido em plenário).
 Defesa Técnica (irrenunciável): ocorre por advogado, que tem a obrigação de
contestar a acusação. É exercida durante todo o processo. Na resposta a acusação,
conterá:
o O endereçamento: juízo a quem será endereçada.
o A qualificação: do réu.
o A defesa do fato: pode ser completa, mas de praxe deve ser básica. A
defesa completa deve ocorrer nas alegações finais. Na defesa prévia, alega-
se somente a improcedência da denúncia, informando que a defesa irá ser
comprovada, se necessário, na instrução. Arrola-se até 8 testemunhas
(informante não pode ser considerado como testemunha). A defesa da tese
a ser explorada, deve ser apresentada somente nas alegações finais, pois
assim o MP não terá subsídios para “contra-atacar”. Essa defesa básica, na
fase de Defesa Prévia, também é chamada de defesa genérica.

 Não Absolvição Sumária


 Absolvição Sumária (art 397)
 Excludente de ilicitude
 Excludente de culpabilidade, exceto inimputabilidade.
 Fato narrado não é crime
 Extinção da Punibilidade

ARTIGOS 399 e 400


o Super Audiência
Audiência significa “Audire”, que significa escutar.
o Presidencialista
Tipos de audiência em que todas as perguntas são através do juiz, e respondidas ao
juiz. Esse tipo foi abandonado.
o Cross Examination ou Exame incrostato
Tipos de audiência em que as perguntas são feitas diretamente pelo MP e pela Defesa.
A audiência deve ocorrer pelo Cross Examination, por se mostrar melhor.
o Ordem Procedimental
o Oitiva do Ofendido (vítima) – Ordem das perguntas
1. MP
2. Assistente de acusação (se existir)
3. Defesa
o Testemunhas
Até 2008, a testemunha era do processo. A partir de então, a testemunha
passou a ser considerada da parte que a arrola. Assim, no caso da falta de
testemunha, consulta-se a parte que arrolou, sobre a necessidade de ser
realmente ouvida.
o Obrigação legal?
Exceções: Familiares art. 206, profissionais art. 207

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o Não prestam compromisso: Doentes Mentais, menores de 14 anos, e


parentes.
o Espécies de testemunha:
 Presencial:Também chamada ocular, é aquela que viu o fato,
sendo aparentemente a “prova” mais forte.
 Indireta: Também chamada de não presencial, pois não viu o
fato, mas sabe do fato.
 Informante: É aquele que tem vinculo com a parte (réu, vitima,
etc). Esse depoimento é sopesado (valor probatório diminuído).
 Abonatória: É a testemunha se “santificação”, só elogia o réu,
tentando beneficiá-lo.
 Referida: É diferente de testemunha do juízo. Referida é a
testemunha que alguém menciona em seu depoimento, e que
não está arrolada nos autos, por nenhuma das partes. Pode ser
chamada para depor, devendo ser arrolada pela parte que será
beneficiada pelo seu testemunho. O Juiz jamais poderá arrolar
testemunhas sob alegação de “interesse do juízo”, de oficio,
como testemunha do juízo. Testemunha referida Pode ! do
Juízo, não pode ! Pois a produção de provas, é das partes, sendo
uma obrigação para o MP, e para defesa é uma faculdade.
o Características do Testemunho
 Oralidade: O depoimento é falado. No máximo o depoente deve
utilizar-se de alguns apontamentos, não sendo aceito levar por
escrito seu depoimento.
 Objetividade: A testemunha deve falar e também deve ser ater
aos fatos, deve ser objetiva. Algumas pessoas falam mais que o
necessário.
 Retrospectiva: Não se fala de fatos futuros, pois a testemunha
deve falar de fato ocorrido no passado.
 Impossibilidade de opinião: Testemunha não dá opinião,
devendo somente falar sobre o fato.
o Oitiva de Testemunhas de Acusação – Ordem das perguntas
o Oitiva de Testemunhas de Defesa – Ordem das perguntas
o Esclarecimento de peritos, acareações, reconhecimento
o Interrogatório
o Ofendido
o Não pode mentir. Caso ocorra, sofrerá as consequências penais. A vitima tem
obrigação de falar a verdade, sendo que seu depoimento deve ser feito com
reservas. Se mentir, respondera pelo crime de denunciação caluniosa. O valor
probatório da vitima é relativo. Depoimentos de crianças são duvidosos, pois
elas tendem a concordar com tudo que lhes é perguntado.
o Não pode se ausentar, sem justificativa. Normalmente é arrolada pelo MP
(pode também ser arrolada pela defesa). Caso não compareça, deve ser
reagendado seu depoimento. A testemunha não é do juízo, é da parte que
arrolou.
o Pode pedir retirada do acusado na sala de audiência, pois é direito da vítima,
entretanto o advogado de defesa sempre permanecerá na sala de audiência.
o Não é possível condenação exclusivamente com base no depoimento da vitima,
sendo a única exceção, pela jurisprudência, nos crimes sexuais.

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