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Laurence Equilbey e a nova La Seine Musicale • Editor’s choice: os melhores CDs

u DEZEMBRo 2017
r$ 16,90

ISSN 1413-2052 - ANO XXIII - Nº 245


Guia mensal de música clássica www.concerto.com.br

João Marcos Coelho


A compositora Kaija Saariaho

Jorge Coli
Duas notas musicais

Júlio Medaglia
Arturo Toscanini

FERMATA
“Aprendiz de maestro”
festeja 15 anos

descobertas musicais
Projetos apostam na música de câmara como ferramenta
para a formação de novos – e diferentes – músicos

ABEL ROCHA TEMPORADAS 2018


Novo diretor artístico da Oficina de Mozarteum Brasileiro, Tucca, Petrobras
Música de Curitiba fala de seus planos Sinfônica e SP Companhia de Dança
u EDITORIAL

Prezado leitor,
“Descobertas musicais” é o título da matéria de capa desta edição da Revista
CONCERTO. O editor executivo João Luiz Sampaio relata sobre projetos de música de
câmara de grupos do Instituto Baccarelli, da Orquestra Jovem de São Paulo e do Neojiba
da Bahia, que auxiliam uma formação mais ampla e consistente dos jovens estudantes.
É sabido que não há orquestras suficientes para absorver a quantidade de músicos que estão
em fase de formação; assim, é auspicioso que as instituições de ensino ofereçam aberturas
para uma diversificação e uma maior inserção social da atividade musical clássica.
Como anunciado na edição do mês passado, a Oficina de Música de Curitiba, após o
atribulado cancelamento deste ano, será retomada em 2018. O evento acontecerá entre
os dias 27 de janeiro e 8 de fevereiro, e o entrevistado do mês nesta edição da Revista Foto: quarteto de cordas do instituto
baccarelli no choque cultural, em são paulo
CONCERTO é o maestro Abel Rocha, novo diretor artístico da área de música clássica. [revista concerto / anthony kunze]
Um dos mais destacados maestros brasileiros da atualidade, diretor da Orquestra Sinfônica
de Santo André e ex-diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, Abel Rocha fala
de seus planos para a Oficina de Música de Curitiba e de seus projetos em Santo André. COLABORARAM NESTA EDIÇÃO
Camila Frésca, jornalista e pesquisadora
Após a divulgação das temporadas da Osesp, da Cultura Artística e da Filarmônica de
Irineu Franco Perpetuo, jornalista
Minas Gerais em edições anteriores (todas ainda com assinaturas disponíveis, veja detalhes e crítico musical
na página 7), apresentamos as séries do Mozarteum Brasileiro, da Orquestra Petrobras
João Luiz Sampaio, jornalista
Sinfônica, da Tucca e da São Paulo Companhia de Dança. Neste momento de depressão e crítico musical
da atividade cultural, essas temporadas ganham importância redobrada, ainda mais
João Marcos Coelho, jornalista
considerando as atrações de excelência. e crítico musical
Enquanto no Brasil autoridades e governantes ainda tendem a perceber a cultura, e Jorge Coli, professor e crítico musical
especialmente a música clássica, como artigo de luxo dispensável (basta ver que números Júlio Medaglia, maestro
oficiais publicados no site da Secretaria de Cultura do estado de São Paulo apontam cortes
de mais de 40% nos repasses para a área da cultura nos últimos anos!), em outros países
seguem grandes os incentivos – com vultuosos investimentos financeiros – para a injeção e
a infiltração da música e da cultura no seio da sociedade. Prova disso é que nos últimos anos
foram inaugurados ambiciosos centros culturais e teatros na Europa – como a Philharmonie
em Paris, a Elbphilharmonie em Hamburgo e a Sala Pierre Boulez em Berlim –, os quais
buscam dar nova relevância à atividade cultural, com grande e positivo impacto social,
urbanístico e econômico. A matéria de nossa parceira inglesa Gramophone que publicamos
nesta edição apresenta La Seine Musicale, novo teatro parisiense que abriga a Insula
Orchestra da maestrina Laurence Equilbey.
Leia ainda nesta edição a escolha do editor da Gramophone para os melhores CDs memória musical
e DVDs do mercado fonográfico internacional, a seção Lançamentos sobre as novidades Há 20 anos na Revista CONCERTO
no mercado brasileiro e os textos de nossos colunistas Jorge Coli, João Marcos Coelho
e Júlio Medaglia. A seção Acontece reporta sobre a iniciativa inédita de reunião dos Em Conversa: Arthur Moreira Lima,
organismos musicais da USP para concertos na Sala São Paulo, a seção Palco foca na pianista
versão de A canção da terra, de Mahler, que será dirigida pelo japonês Yoshi Oida no Sesc “Piazzolla deixa em suas partituras bastante
espaço para a improvisação. Quando digo
Pinheiros, e Fermata conta sobre os 15 anos da merecida história de sucesso da série que ele dá espaço para interpretações
“Aprendiz de maestro”, da Tucca. diferentes, não estou me referindo só
à dinâmica e à agógica daquilo que
Consulte o Roteiro Musical ilustrado da Revista CONCERTO, com dezenas de está escrito, mas sobretudo a uma certa
atrações em todo o Brasil. Em São Paulo, o Theatro São Pedro encerra a temporada lírica liberdade para o intérprete ir utilizando
com La belle Hélène, de Offenbach, e o Theatro Municipal anuncia a montagem de A flauta aquele arcabouço de forma livre. A música
mágica (ainda sem elenco confirmado no fechamento desta edição). só foi começando a ficar muito amarrada a
partir do classicismo. Beethoven já escrevia,
Desejamos a todos Boas Festas e um ótimo mês musical! em suas partituras, as improvisações, mas
acho que os músicos barrocos normais,
que trabalhavam e comiam na cozinha,
eram mais completos do que os grandes
virtuoses do século XIX.”
Roteiro Musical de dezembro de 1997
• Ópera Fidelio, de Beethoven, é encenada
no Theatro Municipal de São Paulo
• Aida, de Verdi, é apresentada no Ginásio
do Ibirapuera
Nelson Rubens Kunze • Osesp apresenta Oratório de Natal,
diretor-editor de Bach, no Mosteiro de São Bento

2 Dezembro 2017 CONCERTO


u ÍNDICE @RevistaConcerto ConcertoRevista concerto.com.br

u dezembro 2017 nº 245

2 Editorial

4 Cartas
24 12 6 Contraponto
As notícias do mundo musical

7 Temporadas 2018
Conheça as programações do Mozarteum Brasileiro, da Orquestra
Petrobras Sinfônica, da São Paulo Companhia de Dança e da Série
Tucca Concertos Internacionais

10 Atrás da Pauta
48 Os 150 anos do maestro Arturo Toscanini, por Júlio Medaglia

12 Em Conversa
O maestro Abel Rocha fala de seus planos para a
Oficina de Música de Curitiba, por Camila Frésca

14 Notas Soltas
Il guarany, de Carlos Gomes, e Macbeth, de Verdi, por Jorge Coli

16 Acontece
Grupos da USP se reúnem para concertos na Sala São Paulo

22 Música Viva
7 A compositora Kaija Saariaho, por João Marcos Coelho

24 Capa
Projetos apostam na música de câmara como ferramenta
para a formação de músicos, por João Luiz Sampaio

28 Palco
Diretor japonês Yoshi Oida apresenta espetáculo com versão
para A canção da terra, de Gustav Mahler

29 Abertura Roteiro Musical


Destaques da programação musical no Brasil

30 Roteiro Musical São Paulo


18
38 Roteiro Musical Rio de Janeiro

42 Roteiro Musical Brasil

48 Lançamentos de CDs e DVDs


Consulte os novos lançamentos e os títulos à venda
Uma seleção exclusiva do melhor
da revista Gramophone 50 Livros

18 Reportagem 51 Outros Eventos


Laurence Equilbey e o novo La Seine Musicale, em Paris 51 Classificados
47 Editor’s Choice 52 Fermata
Os melhores lançamentos do mês Série “Aprendiz de maestro” completa 15 anos

Dezembro 2017 CONCERTO 3
u CARTAS

conveniente que as críticas sócio-moralistas às


A música e a escravidão escravidões olhassem para o seu nascedouro e
Prefiro tratar questões abordadas no artigo de reconhecessem sua dívida para com a Europa Clássicos Editorial Ltda.
Júlio Medaglia envolvendo escravismos (Revista – mesmo considerando tantas ideias nefastas Nelson Rubens Kunze (diretor)
CONCERTO edição de setembro nº 242, pág. 8) lá elaboradas. Cornelia Rosenthal
partindo de um prisma musical. As figurações Mirian Maruyama Croce
Flávio Silva, pesquisador, membro da ABM,
deixadas por viajantes europeus nos séculos Rio de Janeiro
XVIII e XIX mostram uma grande variedade de
instrumentos musicais trazidos da África negra Acabo de receber a Revista CONCERTO de
pelos escravos, com predomínio para a sanza/ novembro (nº 244), em que, na seção
calimba, seguida de pluriarcos, violinos de uma de cartas, o colega leitor Evandro Veloso
corda, berimbaus e xilofones. Os sopros que afirma que essa discussão (Júio Medaglia
aparecem são quase todos europeus e o mesmo e a escravidão) não tem a ver com música
vale para os tambores, pelo desenho e pela Guia mensal de música clássica
clássica. Eu concordo com ele, mas quem
forma como são tocados. deu ênfase política ao tema foi o próprio www.concerto.com.br
As figurações religiosas são quase que Júlio Medaglia, que, aliás, já havia feito isso
exclusivamente católicas. Aqueles viajantes na revista nº 235, criticando o Ministério da DEZembrO 2017
dedicaram-se a figurar o instrumental de uso Ano XXIII – Número 245
Cultura por “incentivar pesquisas de nossos
corrente pelos escravos nos meios urbanos, Periodicidade mensal – ISSN 1413-2052
vínculos com a África”, menosprezando
e creio que esse era também o usado no culturas da Somália, Angola e Zimbábue. Redação e Publicidade
cotidiano rural. Tinhorão dá enorme importância Sou de origem europeia, gosto de música Rua João Álvares Soares, 1.404
aos tambores nas ocasiões de cultos de 04609-003 São Paulo, SP
clássica, frequento semanalmente concertos,
procedência negra, tão criticados por cronistas Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046
mas também gosto de jazz e de música e-mail: concerto@concerto.com.br
até o século XIX; pelo que lembro, ele dá instrumental brasileira, que têm grande
pouca ou nenhuma atenção à documentação influência dos ritmos africanos. diretor-editor
iconográfica envolvendo os instrumentos Nelson Rubens Kunze (MTb-32719)
Nosso caro maestro Júlio Medaglia, que faz um
musicais usados no dia-a-dia dos escravos. editor executivo
bom trabalho na divulgação da música clássica
Observo que essa documentação é sobretudo João Luiz Sampaio
no Brasil, tem que tomar mais cuidado ao dar
da primeira metade do século XIX. Na metade coordenação editorial
suas opiniões políticas nesses tempos de crise, Cornelia Rosenthal
seguinte, quando se consolida uma música pois pode ser mal interpretado. coordenação de produção
urbana culminando no maxixe e no choro, Vanessa Solis da Silva
Pedro Anaya Olivares, por e-mail
o instrumental trazido pelos escravos foi revisão Thais Rimkus
praticamente abandonado. Creio que isso se editoração e produção gráfica
deva ao fato de ele não ser compatível com o
sistema tonal, base para a constituição daqueles Ópera La traviata Lume Artes Gráficas / Guilherme Lukesic
execução financeira
dois gêneros musicais e dos subsequentes. Assisti à montagem da ópera La traviata no Mirian Maruyama Croce
Esse sistema é o fundamento maior de nossa último dia 1º de novembro no Teatro Sérgio apoio de produção
música popular e mesmo da folclórica – não Cardoso. Embora esta sala de espetáculos Priscila Martins, Vânia Ferreira Monteiro
tenho notícia de que ele tenha vindo da não seja adequada para um espetáculo atendimento ao assinante
África, negra ou árabe. Pretender que sua desse tipo, fiquei muito bem impressionado Tel. (11) 3539-0048
adoção no Brasil pelos negros e miscigenados com o talento e a beleza da soprano
em geral tenha ocorrido apenas em função Datas e programações de concertos são
ucraniana Tamara Kalinkina, que soltou sua fornecidas pelas próprias entidades promotoras,
de alguma lavagem cerebral imposta pelos afinada voz e interpretou magnificamente não nos cabendo responsabilidade por alterações
senhores brancos implicaria em atribuir a Violetta Valéry. Teatro lotado mesmo em e/ou incorreções de informações.
essas populações uma total passividade e véspera de feriado. Inserções de eventos são gratuitas e devem ser
sujeição, como se ela não tivesse nenhuma enviadas à redação até o dia 10 do mês anterior
Vitor Seravalli, por e-mail
possibilidade de escolha – de Caldas Barbosa ao da edição, por fax (11) 3539-0046 ou e-mail:
a José Maurício, Pixinguinha e tantos outros. concerto@concerto.com.br.
Creio mais convincente supor que esses
segmentos populacionais tenham realizado Sinfonia fantástica Artigos assinados são de respon­sa­bi­li­dade de
seus autores e não refletem, neces­sariamente,
uma ativa operação de “apropriação cultural”, Só tenho a agradecer à Revista CONCERTO e à a opinião da redação.
abandonando suas escalas, procedimentos Rádio Cultura FM, dois polos divulgadores da
e instrumentos musicais em favor dos música clássica para nós do interior do estado Todos os direitos reservados.
desenvolvidos na Europa. As exceções mais Proibida a reprodução por qualquer meio
de São Paulo. Através de vocês, ficamos
sem a prévia autorização.
importantes seriam as músicas de candomblé, atentos e conhecendo o que acontece pelo
ritual que, como me informou Gérard Behague, mundo da boa música. Particularmente à
foi aqui fabricado, de vez que na África negra CONCERTO, os meus agradecimentos também
os orixás eram celebrados em espaços e pela gentileza do envio do CD com a Sinfonia Todos os textos e as fotos publicados na seção
territórios separados. fantástica, de Berlioz, pela Orquestra Gramophone são de propriedade e copyright de
Enfim, observo que o combate ao escravismo, Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, uma Mark Allen Group, Grã-Bretanha.
instituição multissecular que também era verdadeira joia. www.gramophone.co.uk
tradicional na África negra e muito antes do
M. Carolina Solci Madeira, por e-mail
tráfico atlântico, só começou a ocorrer em Distribuição em Bancas e Redes de Livrarias
função de concepções desenvolvidas na França Total Publicações (Grupo Abril)
e na Inglaterra, sobretudo a partir do século Edicase Gestão de Negócios
XVIII, quando ideias envolvendo conceitos ue-mail: cartas@concerto.com.br www.edicase.com.br
de liberdade começaram a ser realmente Cartas para esta seção devem ser remetidas por
definidas. Ou seja: é a partir de conceitos e-mail: cartas@concerto.com.br, fax (11) 3539-0046
sociais e morais de origem europeia que as ou correio (Rua João Álvares Soares, 1.404 – CEP
escravidões começaram a ser condenadas, e 04609-003, São Paulo, SP), com nome e telefone.
não a partir de conceitos africanos (de negros (Em razão do espaço disponível, reservamo-nos
ou de árabes) ou asiáticos. Seria de todo o direito de editar as cartas.)
CTP, impressão e acabamento
BMF Gráfica e Editora
4 Dezembro 2017 CONCERTO
u CONTRAPONTO Notícias do mundo musical

Série “Música no Museu” José Eduardo Martins participa de simpósio

completa 20 anos
O pianista José Eduardo Martins participará do Simpósio Fernan-
do Lopes-Graça em Retrospectiva, que será realizado em Portu-
gal nos dias 15 e 16 de dezembro, no Centro Cultural de Cascais.
A série “Música no Museu”, Após apresentar sua comunicação, ele vai interpretar Canto de
que mensalmente realiza dezenas de Sergio da Costa e Silva amor e de morte. Durante o simpósio ainda será lançada a par-
apresentações em diferentes espaços titura digitalizada da obra, com revisão de Martins, pelo MPMP e
do Rio de Janeiro, completa em o Museu da Música Portuguesa.
dezembro duas décadas de atuação.
Para celebrar a data, a programação
Morre o pianista Ciro Gonçalves Dias Jr.
deste mês tem cerca de trinta recitais, Morreu no dia 8 de novembro o pianista e professor Ciro Gonçalves
chegando a um total de 420 ao longo Dias Jr. Nascido em Santos, SP, estudou com Guilherme Fontainha,
do ano, com destaque para a presença João de Souza Lima, de quem foi assistente, Claudio Santoro e na
do pianista italiano Stefano Bollani e Juilliard School of Music, em Nova York. Como professor, ajudou a
da Orquestra de Violões da AV-Rio, que formar gerações de artistas brasileiros. Era especialista na trajetó-
encerra oficialmente a agenda no dia ria da pianista Guiomar Novaes, com quem conviveu durante mais
27, no Centro Cultural Banco do Brasil. de duas décadas. Seu trabalho como pesquisador também se de-
Idealizada por Sergio da Costa bruçou sobre outros pianistas, como Antonieta Rudge. Em 1999,

divulgação
e Silva, a série coleciona números foi jurado do XIII Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta.
que impressionam. Com uma média
de 500 concertos por ano, o projeto Júlia Abdalla vence concurso na Holanda
já contratou 2.500 músicos, além de ter levado apresentações a Portugal, A brasileira Júlia Abdalla, de 9 anos, aluna de flauta doce de
Espanha, Estados Unidos, França, Marrocos, Índia, Itália, Alemanha, Áustria, Renata Pereira no Centro Suzuki de Educação Musical, ganhou
Chile, Argentina, Vietnã e Austrália. Ao todo, mais de 800 mil pessoas já o primeiro lugar e o prêmio do público no ORDA 2017 (Open
acompanharam a programação em seus diversos palcos e vertentes. Recorder Days de Amsterdã), na Holanda, na categoria menores
Além dos concertos, a série “Música no Museu” realiza festivais de 11 anos. A competição é um dos principais eventos mundiais
importantes, como o RioHarp Festival, que promoveu sua décima terceira dedicados ao instrumento, que tem longa tradição na Holanda,
edição este ano. Foi criada também a Orquestra Música no Museu, e, além das provas, a programação conta com palestras, concer-
reforçando a vertente pedagógica do evento, que inclui ainda um concurso tos e exibição de instrumentos. Júlia, que toca desde os 5 anos
para jovens solistas e uma parceria com a James Madison University, para a de idade, se apresentou na competição ao lado de seu pai, o
qual segue todo ano um aluno, com bolsa de US$ 105 mil. violonista Thiago Abdalla, membro do quarteto Quaternaglia. Em
A trajetória do projeto está registrada no livro “Música no Museu: 2015, ela havia conquistado a segunda posição na competição.
quinze anos depois”, lançado em 2013, e foi tema de tese de mestrado na
Universidade de Berlim: O papel da música clássica na vida pública do Rio Claudia de Castro assume Museu Villa-Lobos
de Janeiro e a série Música no Museu, de Marie Hoffman. A produtora, musicista e educadora Claudia Nunes de Castro
tomou posse como nova diretora do Museu Villa-Lobos, no dia
8 de novembro. Nascida em Manaus, ela tem passagem pelo
Ministério da Cultura, onde foi Coordenadora-Geral de Promoção
Em Ilhabela, grandes artistas se e Difusão e atuou na Secretaria da Economia Criativa. Em seu
apresentam no concerto de Ano Novo discurso de posse, ela afirmou que fomentará a ação educativa
do museu e buscará ampliar o acesso ao universo de Villa-Lobos.
O Concerto de Ano Novo do Centro Cultural Baía dos Vermelhos, que
acontecerá no dia 29 de dezembro, terá uma orquestra sinfônica re-
gida pelo maestro Júlio Medaglia e a participação de grandes solistas.
O espetáculo se inicia com a apresentação de premiação do solista
vencedor do concurso “Prelúdio”, da TV Cultura. Em seguida, o pianista Funarte realiza I Bienal
de Música e Cidadania
Nelson Freire interpretará o Concerto Imperador, de Beethoven, e
a soprano Rosana Lamosa e o barítono Paulo Szot apresentarão um
repertório de árias e aberturas de óperas. O repertório será completa-
do com uma versão do Carnaval dos animais, de Camille Saint-Saëns, A Funarte (Fundação Nacional de Artes) vai promover,
com narração da atriz Annie Dutoit e acompanhamento ao piano de entre os dias 14 e 16 de dezembro, em sua sede em Belo
Pablo Rossi. Mais informações e ingressos podem ser obtidos pelo site Horizonte, Minas Gerais, a I Bienal Funarte de Música e
www.vermelhos.org.br. Cidadania. O objetivo é reunir projetos musicais ligados
à inclusão social em atividade no Brasil para que seus
representantes possam trocar experiências, identificar
Soprano Maria Pia Piscitelli oferece necessidades comuns e construir uma rede de colaboração
aulas e recital em São Paulo e intercâmbio. “Existem muitos trabalhos importantes com
esse direcionamento. Cada um desenvolve ações e pesquisas
O Instituto Italiano de Cultura e os Amigos Teatro Lírico de Equipe-Cia. interessantes, mas que não se conectam. A ideia da bienal é
Ópera São Paulo trazem ao Brasil este mês a soprano italiana Maria reunir e articular vários projetos de sucesso, num encontro de
Pia Piscitelli, dona de uma carreira que já a levou a palcos como o três dias. A meta principal é a troca de ideias e a constituição
Scala de Milão, a Ópera de Viena e o Teatro Real de Madri. Ela vai ofe- de uma rede”, afirma Marcos Souza, diretor do Centro de
recer master classes e realizar, no dia 20 de dezembro, às 20 horas, Música da Funarte. Durante a programação, será lançado o
um recital na Sala Mário de Andrade da Praça das Artes. No programa, primeiro levantamento nacional de projetos com este perfil,
estão obras de Puccini, Cilea, Verdi e Donizetti. Ela será acompanhada realizado por iniciativa do programa Brasil de Tuhu, iniciativa
do tenor Richard Bauer e do pianista André dos Santos. educacional idealizado pela violinista Carla Rincón.

6 Dezembro 2017 CONCERTO


u TEMPORADAS 2018

Mozarteum Brasileiro trará Anna Netrebko


Entidade segue investindo na formação musical em temporada que será realizada em São Paulo e em Trancoso

O Mozarteum Brasileiro trará ao Brasil em


2018 um dos nomes mais importantes do
canto lírico internacional, a soprano russa Anna
sempre no Teatro L’Occitane. Entre as atrações
clássicas estão a Orquestra Acadêmica Mozar-
teum Brasileiro, a mezzo soprano alemã Angeli-
Netrebko. Ela vai se apresentar no dia 6 de agos- ka Kirchschlager, o pianista Maciej Pikulski e o
to, na Sala São Paulo, com o tenor Yusif Eyvazov, violoncelista Leonard Elschenbroich.
a Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro e Ainda em Trancoso, entre os dias 15 e 21
o maestro italiano Jader Bignamini. Netrebko foi de julho, acontece o Canto em Trancoso, inicia-
descoberta no início dos anos 2000 pelo maestro tiva socioeducativa do Mozarteum, que selecio-
Valery Gergiev. Depois de participar de algumas na cerca de cinquenta bolsistas de todo o Brasil.
gravações do repertório russo, ela consolidou Serão realizadas master classes com integrantes
sua fama internacional ao interpretar La travia- da Chorakademie Lübeck, parceiro do Mozar-
ta, no Festival de Salzburg. teum na iniciativa, e um concerto de encerra-
A programação do Mozarteum em São Pau- mento, no dia 21 de julho, com a apresentação
lo tem outras duas atrações. A Orquestra Sinfô- de O messias, de Händel, sob regência do maes-

divulgação
nica Estatal Russa Evgeny Svetlanov, regida pelo tro alemão Rolf Beck.
maestro norueguês Terje Mikkelsen e acompa- Anna Netrebko O 5º Natal em Harmonia, regular iniciativa
nhada pelo pianista russo Philipp Kopachevsky, do Mozarteum Brasileiro em Trancoso, será rea-
se apresenta gratuitamente no Auditório Ibirapuera, nos dias 14 e 15 de lizado no dia 1º de dezembro de 2018, com a participação de 300 crian-
abril, e faz concertos na Sala São Paulo, nos dias 16 e 17 do mesmo mês. ças e jovens de escolas da região, que apresentarão canções natalinas. t
E, nos dias 8 e 9 e outubro, acontece na Sala São Paulo a Noite das Es-
trelas, em que a Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro, agora sob
o comando do maestro titular Carlos Moreno, recebe solistas cantores e Venda de ingressos
instrumentistas brasileiros. São Paulo Trancoso
Já em Trancoso, as atividades se iniciam em março, quando, entre os Ingressos avulsos para www.ingressorapido.com.br
dias 3 e 10, acontece o 7º Música em Trancoso, com uma rica e eclética cada atração. Valores serão Público em geral: R$ 200 [inteira]
programação de música clássica, breakdance, jazz & soul e world music, anunciados em breve. Comunidade: R$ 20 [por noite]

Osesp, Cultura Artística e Filarmônica


TV e Rádio Cultura FM de Minas Gerais têm grandes atrações
Confira os destaques de dezembro
Seguem disponíveis as assinaturas para as temporadas da Orquestra Sinfônica
TV CULTURA do Estado de São Paulo, da Cultura Artística e da Orquestra Filarmônica de
Espetáculos de dança inéditos e gravados Minas Gerais, divulgadas em edições anteriores da Revista CONCERTO.
com exclusividade: O próximo ano da Osesp terá como tema “Natureza dos Sons”, partindo
O lago dos cisnes, com a São Paulo Companhia de Dança da ideia, nas palavras do diretor artístico Arthur Nestrovski, de que “cuidar
e a Osesp [Dia 23, às 21h30] da música, como cuidar da natureza, é uma prática diária de resistência
O quebra-nozes, com a Cisne Negro Cia. de Dança [Dia 24] em tempos de crise”. O artista em residência, com diversas apresentações
ao longo do ano, será o flautista Emmanuel Pahud; o compositor visitante,
RÁDIO CULTURA FM Philippe Manoury. Entre os convidados estão os maestros Arvo Volmer, Louis
Langrée, Neil Thomson e Giancarlo Guerrero, os pianistas Nicolai Lugansky,
Metropolitan Opera House
Gabriela Montero e Pierre Laurent-Aimard e a mezzo soprano Anna Caterina
Transmissões da programação do teatro, com apresentação
Antonacci. [www.osesp.art.br; telefone: (11) 3777-6738]
de Walter Lourenção. [Domingos, às 15h]
A Cultura Artística dividiu sua temporada em duas séries de assinaturas. Cada
Réquiem, de Verdi [Dia 10]
uma delas é composta por seis atrações, com apresentações únicas. A exceção
A flauta mágica, de Mozart [Dia 17]
são as orquestras, que se apresentam em ambas as séries: a Orchestre de
As bodas de Fígaro, de Mozart [Dia 31]
la Suisse Romande, que virá ao Brasil com o maestro Jonathan Nott, e a
Vozes Filarmônica de Dresden, com o maestro Michael Sanderling. Os pianistas
Especial de Natal: gravações do grupo Ora Singers em Jan Lisiecki e Yuja Wang, a mezzo soprano Magdalena Kozená, o Quarteto
registros especiais exclusivos, com apresentação de Modigliani e a Orquestra de Câmara de Viena são alguns dos destaques da
Naomi Munakata. [Dia 21, às 22h; reapresentação no dia agenda. [www.culturaartistica.com.br; telefone: (11) 3256-0223]
24, às 8h] Em Belo Horizonte, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais vai comemorar
dez anos celebrando também aniversários de Rossini, Debussy e, em especial,
Especial
Leonard Bernstein, com a apresentação da ópera Trouble in Tahiti, com
Capella Mediterranea e Coro de Câmara de Namur
participação do barítono Paulo Szot. Cristian Budu, Arnaldo Cohen, Vadim
apresentam L’Orfeo, de Monteverdi, em gravação
Guzman, Evelyn Glennie, Camila Titinger, Cláudio Cruz e Isaac Karabtchevsky
exclusiva da Cultura FM realizada na Sala São Paulo em
estão entre os artistas convidados pelo grupo, que é dirigido por Fabio
novembro. [Dia 25, às 18h]
Mechetti. [www.filarmonica.art.br; telefone: (31) 3219-9009]

Dezembro 2017 CONCERTO 7


u TEMPORADAS 2018

Petrobras Sinfônica São Paulo Companhia


terá oito concertos de Dança faz dez anos
A A
Orquestra Petrobras Sinfônica terá São Paulo Companhia de Dança

divulgação
São Paulo Companhia
oito concertos no Theatro Munici- completa dez anos em 2018 e,
de Dança
pal do Rio de Janeiro em 2018, dividi- para celebrar, preparou uma programa-
dos em duas séries: Djanira e Portinari. ção com quatro programas distintos,
Quatro das apresentações serão regidas que reúnem grandes nomes da dança
pelo maestro Isaac Karabtchevsky, di- brasileira e mundial. “A dança é o es-
retor artístico do grupo. Entre elas, a pelho do nosso tempo e a cada dia des-
abertura das duas séries. Pela Djanira, cobrimos novas maneiras de dançar”,

divulgação / Joao Caldas


no dia 9 de março, ele rege um progra- afirma a diretora artística Inês Bogéa.
ma dedicado a George Gershwin, com Três programas serão apresenta-
destaque para o Concerto em fá, que dos em junho. No primeiro deles, a
terá como solista o pianista Fábio Mar- companhia faz um mergulho na cria-
Isaac Karabtchevsky
tino, um dos mais destacados artistas ção de Marcos Goecke, coreógrafo do
brasileiros da nova geração. E é ele que Stuttgart Ballet e do Nederlands Dans
atua também na abertura da Portinari, no dia 19 de maio, desta vez inter- Theatre, com três trabalhos: Peekaboo, O pássaro de fogo e Supernova.
pretando o Concerto para piano e orquestra de Schumann. Em seguida, duas criações inéditas de coreógrafos brasileiros da nova
Ao longo do ano, a Petrobras Sinfônica será regida por um time de geração – Thiago Bordin e Lucas Lima –, ao lado de duas peças do reper-
maestros convidados que inclui Eduardo Strausser, Francisco Valero- tório: 14’20”, de Jirí Kylián, e Gnawa, de Nacho Duato. E, na terceira
-Terribas e Neil Thomson, diretor artístico da Orquestra Filarmônica de semana, a estreia de Melhor único dia, de Henrique Rodovalho, e a re-
Goiás. Entre os solistas estão os violinistas Fedor Rudin, Cármelo de los prise de sucessos da temporada 2017: Suíte de Raymonda, de Guivalde
Santos, Ricardo Amado e o violoncelista Hugo Pilger. de Almeida, e Primavera fria, de Clébio Oliveira.
A Orquestra Petrobras Sinfônica divide a sua programação em três O quarto programa, em novembro, traz o balé O lago dos cisnes,
blocos temáticos: o mundo clássico, em que o conjunto se apresenta nos com música de Tchaikovsky, na versão de Mario Galizzi, diretor artístico
teatros com o grande repertório da música ocidental (e do qual faz parte da Companhia Nacional de Dança do México, a partir do original de Lev
a temporada acima); o mundo urbano, em que explora o contato com Ivanov e Marius Petipa. Todas as apresentações acontecem no Teatro
novos públicos, levando a música clássica para fora das salas de concer- Sérgio Cardoso.
to; e o mundo pop, em que desenvolve projetos relacionados à música A São Paulo Companhia de Dança, mantida pelo governo do estado
popular de nossos dias. Esta divisão, conforme o diretor Mateus Simões, de São Paulo e gerida pela Organização Social Associação Pró-Dança,
tem como conceito “a democratização da música clássica, pensando a realiza montagens de grandes peças clássicas e modernas a obras con-
orquestra como um organismo eclético, capaz de se transformar, de se temporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e interna-
reinventar, tanto em termos sonoros, de interpretação do repertório, cionais. Em seus 10 anos de existência, a SPCD já foi assistida por um
como de formato”. Com isso, a expectativa é de que a temporada ajude público superior a 600 mil pessoas em 15 diferentes países, passando por
a desmistificar a orquestra para o público. t 119 cidades, em mais de 700 apresentações. t

informações e ASSINATURAS informações e ASSINATURAS


Renovação: a partir do dia 4 de dezembro Período de vendas: de 4 de dezembro a 4 de abril
Novas assinaturas: a partir do dia 18 de dezembro Valores: de R$ 100 a R$ 170
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Tucca apresenta série com clássicos e jazz


A Série Tucca Concertos Internacionais 2018 já tem sete atrações
confirmadas, trafegando entre o jazz e a música erudita. “Para nós,
é interessante essa mistura. De um lado, temos grandes nomes do mun-
concertos do mundo. Como solista, a exímia violinista Sarah Chang. E,
em setembro, o renomado contratenor Andreas Scholl faz um recital es-
pecial com o bandolinista israelense Avi Avital. A Tucca também mantém
do clássico e, de outro, ajudamos a suprir também uma lacuna, trazendo em 2018 as atividades da série Aprendiz de Maestro (leia na página 52).
estrelas do jazz para São Paulo, dialogando, assim, com diferentes públi- Já na área de jazz, a primeira atração acontece em junho: Stacey
cos”, explica o dr. Sidnei Epelman, presidente da entidade. Kent e Jim Tomlinson sobem ao palco da Sala São Paulo acompanha-
A temporada começa no dia 20 de março com um duo formado dos da Orquestra Jazz Sinfônica. Em outubro, é a vez da cantora norte-
pelo pianista Michel Legrand e a soprano Natalie Dessay. Desde 2013, -americana Dianne Reeves. E, em dezembro, apresenta-se o Branford
ela não se apresenta mais em óperas e tem se dedicado ao repertório de Marsalis Quartet.
canções – com Legrand, o programa gira em torno de grandes clássicos Segundo a entidade, outras atrações poderão ser anunciadas ao lon-
do cinema. Outro duo vem em seguida: em maio, apresentam-se o violi- go da temporada. t
nista inglês Charlie Siem e o pianista israelense Itamar Golan.
A programação erudita continua em agosto, com a Concertgebouw INFORMAÇÕES E ASSINATURAS
Chamber Orchestra, grupo holandês ligado a uma das principais salas de E-mail: ingresso@tucca.org.br; telefone: (11) 2344-1051

8 Dezembro 2017 CONCERTO


u Atrás da pauta Por Júlio Medaglia

Um gigante da música
Nos 150 anos de nascimento do maestro italiano Arturo Toscanini, seu legado ainda impressiona

A música orquestral do século XX foi marcada pela figura


de dois gigantes da regência: Herbert von Karajan e Artu-
ro Toscanini. Muitas características comuns ligam essas duas
da filarmônica daquela cidade e, com o grupo, fez muitas turnês
mundiais.
Toscanini voltava esporadicamente à Itália para reger con-
personalidades, mas as mais curiosas são aquelas que revelam certos beneficentes em favor das vítimas e dos estragos produ-
a capacidade deles de, por meio de ideias e comportamentos zidos pela Primeira Guerra Mundial. De 1921 a 1929, assumiu
extravagantes, corajosos e, por que não dizer, geniais, terem se a direção artística do Scala. Então, introduziu inúmeras moder-
transformado em verdadeiros pop stars da música erudita. nizações na encenação operística. Exigiu que as luzes da plateia
Vamos nos deter aqui no caso Toscanini, neste 2017 lembra- se apagassem durante a apresentação da ópera, fez reformas no
do pelos 150 anos de nascimento. Veio ao mundo na cidade de fosso da orquestra – inclusive acústicas – e, sobretudo, iniciou
Parma, na Itália, e, ainda criança, revelava excepcional talento um processo de “limpeza” da interpretação operística, repleta de
musical em vários sentidos, como a memória fotográfica e a faci- maneirismos e vícios vocais.
lidade para diversos instrumentos. Nesse período de ascensão do fascismo na Itália, Toscanini
Optou pelo violoncelo, com o qual, aos 13 anos, já lhe foi enfrentou inúmeras situações constrangedoras. Negava-se a re-
dada a possibilidade de fazer parte da orquestra do Teatro Regio ger o hino do partido, a Giovinezza, antes do início das récitas
de sua cidade e, aos 18, de formar-se com distinção. Enquanto e a participar de espetáculos com a presença de Mussolini ou
estudava outras matérias, como composição e regência, atua- seus comparsas. Foi também o primeiro não alemão a reger no
va como violoncelista numa companhia de óperas, viajando templo máximo de Wagner, o teatro da cidade de Bayreuth; no
pelo mundo. Em 1886, com 19 anos, ao visitar o Brasil, foi-lhe entanto, com a ascensão de Hitler, não regeu mais na Alemanha.
dada a oportunidade de expor seu talento como maestro. Em Em consequência desses constantes atritos de natureza política,
consequência de atritos dos músicos italianos com o regente resolveu voltar aos Estados Unidos e lá permanecer. Como, na
brasileiro Leopoldo Miguez, que se retirou de cena em plena Itália, muitas empresas americanas tinham sido nacionalizadas
récita da ópera Aida, no Teatro D. Pedro II do Rio de Janeiro, a por Mussolini, inclusive a RCA Victor, dona da NBC de Nova
orquestra sugeriu que Toscanini assumisse a direção, já que ele York, essa estação de rádio o convidou a criar uma orquestra
havia participado de todos os ensaios como violoncelista e como internacional com músicos por ele escolhidos. Em 1937, Tosca-
assistente do maestro do coro. A surpresa se deu quando Tosca- nini regeu o primeiro concerto com essa orquestra, a qual dirigiu
nini ergueu a batuta, conduzindo a ópera de cor e com brilho até o fim da vida.
excepcional. Esse fato, que teve repercussões internacionais, O que sempre caracterizou as interpretações de Toscanini
consagrou-o na trupe e fez com que ele regesse as 18 óperas foi o brilho que obtinha das orquestras que dirigia, por ser um
seguintes da temporada. ensaiador excepcional e pelo respeito doentio que tinha pelas
O espírito inquieto desse maestro já se mostrava à época, indicações das partituras. Tanto que eram poucos os intérpre-
quando, em plena turnê cultural, ele se engajou no Rio de Ja- tes – cantores ou instrumentistas – convidados a atuar sob sua
neiro na luta pela libertação de escravos. Numa das récitas da regência. Foi também o introdutor da regência sem partitura.
companhia, provocou a soprano principal a fazer um manifesto Ele dizia que o maestro devia ter a partitura na cabeça, não o
pela abolição. contrário. Tal era o rigor de suas execuções e a profundidade dos
De volta à Itália, sua carreira foi tomando corpo e, em 1898, trabalhos de ensaios que, no dia de sua morte, a 16 de janeiro de
tornou-se maestro residente no Scala de Milão, cargo que ocu- 1957, a orquestra da NBC deu um concerto público executando
pou até o ano de 1908, quando foi convidado a assumir a direção com brilho e precisão a complicada obra La mer, de Debussy,
artística do Metropolitan de Nova York, onde permaneceu até colocando no pódio da regência um simples vaso de flores.
1915. Deixou, então, essa função para assumir a regência titular Quando eu era estudante na Alemanha, recebi do Instituto
de Intercâmbio Acadêmico um convite para uma longa viagem
pelo país. Ao passar por Berlim, soube que a filarmônica, sob a
Arturo Toscanini (1867-1957) direção de Karajan, estava gravando pela segunda vez o ciclo
completo das sinfonias de Beethoven. Solicitei ao instituto que
conseguisse uma autorização para que eu presenciasse alguns
momentos daquela gravação. A moderna sala Philharmonie,
hoje sede daquela carismática orquestra, ainda não existia, e as
gravações eram feitas na igreja de Santa Edwiges. Assisti por
algum tempo à gravação e depois me dirigi à sacristia, naquele
momento transformada em camarim para Karajan. Cumprimen-
tei o grande maestro, agradeci a ele a oportunidade de assistir
a trechos da gravação e me retirei. Pouco antes de sair, uma
surpresa me causou arrepios: num cantinho daquele camarim
improvisado, havia um pequeno toca-discos; ao lado, LPs com
as gravações das sinfonias de Beethoven dirigidas por Arturo
reprodução

Toscanini. O elo simbólico e sublime da regência sinfônica do


século XX ali se fechava... t

10 Dezembro 2017 CONCERTO


Digital Concert Hall
A Filarmônica de Berlim em sua casa.
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Filarmônica de Berlim
PROgRAmAçãO dE dEZEmBRO dE 2017
DOMINGO • 3 DE DEZEMBRO • 17H
Bernard Haitink – regente
SÁBADO • 9 DE DEZEMBRO • 16H
Herbert Blomstedt – regente / Maria João Pires – piano
SÁBADO • 9 DE DEZEMBRO • 19H
Simon Rattle – piano / Músicos da Filarmônica de Berlim
SÁBADO • 16 DE DEZEMBRO • 16H
Christian Thielemann – regente
SEXTA • 22 DE DEZEMBRO • 17H
Iván Fischer – regente / Vilde Frang – violino
DOMINGO • 31 DE DEZEMBRO • 14H30
Simon Rattle – regente / Joyce Di Donato – mezzo soprano

©Monika RitteRshaus / BeRlin Phil Media


u EM CONVERSA

Você é o curador da área erudita da


oficina. Como organizou a programação?
Depois do cancelamento do ano passado, hou-
ve a necessidade de que todos os envolvidos
se sentassem e pensassem a nova edição. Uma

Diálogos em
das coisas que ficaram definidas, por questões
de calendário, foi que as áreas não acontece-
riam em momentos separados, mas no mesmo
período, concentradas em doze dias de progra-
mação. A partir daí, comecei a pensar de que

formação
maneira seria possível fazer com que tanto a
programação quanto as atividades artísticas
conversassem entre si, promovendo uma inter-
locução de linguagem. Sabemos que toda or-
questra sinfônica hoje toca arranjos de música
popular sem problema nenhum, mas nunca se
coloca isso como parte da formação das pesso-
Entrevista com o maestro Abel Rocha as. De que maneira um professor de chorinho
pode ajudar uma classe de cordas a executar
melhor esse repertório? Estamos achando esse
tipo de interlocução para que as duas fases do
Por Camila Frésca festival não apenas aconteçam juntas, mas pos-
sam dialogar. Outra característica importante
foi pensar a oficina conjugando sua tradição
com demandas contemporâneas. Por exemplo,
hoje as pessoas não estudam violino apenas
para fazer teste para a melhor orquestra da ci-

U m dos mais tradicionais festivais de música do Brasil, a Oficina


de Música de Curitiba retoma suas atividades em janeiro de
2018, após ter sido suspensa em 2017. A 35ª edição mantém as
dade ou do estado. Existem muitos grupos pelo
interior do Brasil que estão se autogerindo, pro-
curando caminhos próprios tanto em termos
de empreendedorismo artístico quanto comer-
características gerais do evento, com 101 professores ministrando cialmente. Esses novos grupos inclusive procu-
mais de uma centena de cursos, para os quais costumam disputar ram formação nessa área. Então, uma pequena
vagas quase 2 mil alunos (até o dia 10 de dezembro, ainda é camerata que inicia uma atividade profissional
possível fazer inscrições pelo site). Com curadoria de Abel Rocha pode muitas vezes ter um maestro com forma-
ção, mas em geral falta aquela pessoa que é o
(música erudita), Rodolfo Richter (música antiga) e João Egashira braço direito do maestro. Para suprir essa de-
(música popular brasileira) e coordenação geral de Janete Andrade, manda, nesta edição teremos uma oficina de
a novidade desta edição é que as três categorias acontecem de formação de spallas, com Emmanuele Baldini.
forma simultânea, entre os dias 27 de janeiro e 8 de fevereiro. Quais são as demandas dessa posição? Só tocar
violino melhor que os outros? É uma pessoa
Rocha, professor da Unesp e regente da Orquestra Sinfônica de com outras demandas, outras responsabilida-
Santo André, acumula vasta experiência e ótimos resultados à frente des, muitas vezes desempenhando também o
de organismos como o Colegium Musicum (1983-2010), a Banda papel de preparador técnico da orquestra.
Sinfônica do Estado de São Paulo (2004-2009) e o Theatro Municipal
de São Paulo (2011-2012). Ele conversou com a Revista CONCERTO Que outras atividades pretendem
preencher essas demandas
sobre suas ideias para a oficina e o meio musical. contemporâneas?
Outra coisa que percebo nesses anos em que
dou aula e trabalho com orquestras e jovens
maestros é que os instrumentistas de cordas,
AGENDA de pequenas orquestras, perceberam sua fun-
• 35ª Oficina de Música de Curitiba ção formadora. Quem trabalha com orquestra
De 27 de janeiro a 8 de fevereiro, Curitiba, PR) tem de ter claro que nosso trabalho não é só
Inscrições pelo site www.oficinademusica.org.br subir no palco e tocar música bonita, pois isso
• Orquestra Sinfônica de Santo André as pessoas podem ouvir em casa. Então, se você
Abel Rocha – regente não tem o atrativo do grande teatro, da grande
Dia 16, Paço Municipal de Santo André
sala e da grande orquestra, como sobreviver?
A necessidade de criar um público envolvido
com sua atividade é muito importante. Imagine
uma pequena cidade do interior que conseguiu
formar sua camerata, com doze músicos. Esses
músicos sabem que precisam ter um trabalho
de formação musical na cidade não só para for-

12 Dezembro 2017 CONCERTO


texto de dar espaço a novos músicos, quando
na verdade estavam criando orquestras bara-
tas. Hoje, olhando em retrospecto, enxerga-
mos isso. Várias surgiram assim, e Santo André
foi uma delas. No entanto, o maestro Flavio
Florence foi muito inteligente quando criou a
orquestra, pois fez de tudo para que fosse um
projeto de lei dentro da prefeitura, um órgão
público, não uma realização de determinada
gestão que pudesse ser perdida com o tempo.
Esse foi o legado mais bonito que ele pôde
deixar, pois foi o que tornou possível que esse
organismo existisse no decorrer do tempo. Em
2010, houve uma mudança no nome oficial
da orquestra, retirando o “jovem”: Orquestra
Sinfônica de Santo André. Então, a prefeitura

DIVULGAÇÃO / Claudio frateschi


assumiu que se trata de uma orquestra pro-
fissional de trabalho artístico, que a cidade
precisa ter. No ano que vem, ela completa 30
anos, e estamos discutindo essa programação
comemorativa.

A partir de sua experiência, como é


possível garantir a relevância de uma
mar músicos, mas para formar o gosto pela mú- da sua figura plástica enquanto personagem, grande orquestra no mundo atual?
sica na comunidade, para que a comunidade aprenda a se maquiar e a refletir nessa maquia- Noto que as pessoas vão a um concerto mui-
em que eles estão inseridos entenda a prática gem o personagem. Não é todo mundo que vai tas vezes para ver o solista de perto. Eu posso
musical como necessidade. Pensando nisso, trabalhar num grande teatro, o jovem cantor ouvir o solista em casa, mas o ver é algo que só
teremos dois cursos de formação de instruto- vai voltar para sua cidade, pode querer montar consigo no concerto. Agora, ouvir uma sinfonia
res de cordas coletivas. Enfim, a oficina oferece seu pequeno espetáculo. Queremos contribuir de Brahms eu posso ouvir em casa – a menos
um conjunto de formações para que as pessoas para esse tipo de formação. que eu queira ver aquela orquestra específica
possam voltar a suas cidades de origem e não tocando aquela obra. Por isso a figura do solista
serem simplesmente melhores instrumentistas, E com relação à programação artística? é tão importante. Que outras coisas a orques-
mas indivíduos capazes de empreender. Os concertos serão abertos ao público, as ati- tra oferece ao público apenas no teatro? Essa
vidades musicais acontecerão como sempre, é uma questão crucial nos dias de hoje. Desde
Haverá também um Ópera Studio. mas a ideia é que elas também se espalhem pela o início da carreira, nunca gostei de subir no
Há uma questão que me ocupa muito atual- cidade de Curitiba, se envolvam com outras palco, tocar e ir embora. Acho que as pessoas
mente, inclusive na universidade e na forma- questões, como a mobilidade urbana. Teremos precisam ter algum contato com aquilo a que
ção de cantores, que é o canto em português. concertos que poderão ser acompanhados por estão assistindo.
Nas três últimas edições do Festival de Ópera um circuito de bicicleta. O concerto de aber-
de Curitiba, regi óperas em português, e as pes- tura será tripartite, contemplando as três áreas E como se pode fazer isso?
soas comentavam: “Nossa, parece musical!”. É do festival. Cristina Ortiz será a solista desse Em Santo André, costumo fazer as pessoas
ópera, mas a relação com a obra muda porque concerto e dará master classes. Vai haver mui- aprenderem o tema das músicas num “tema
as pessoas entendem o que está sendo cantado. tas surpresas na programação artística, mesmo e variações”, fazemos as pessoas cantar. Aí,
Isso é muito importante também sob o ponto no concerto de abertura – a música não estará quando o tema volta, elas reconhecem. Ou
de vista da formação do intérprete. Uma coisa só no palco. Haverá apresentações diárias, mú- apresentar um músico que tem um solo bonito
é cantar uma ópera em alemão em que você sica de câmara com professores, concertos ao no meio de uma peça, para que o público saiba
não faz a menor ideia do que está falando e ar livre etc. O encerramento acontece no dia 8, que na cidade dele tem o fulano, que toca corne
sabe apenas que determinada ária fala de amor; com a orquestra do festival no Teatro Guaíra. inglês muito bem. Enfim, elas percebem que
outra é entender cada palavra, saber qual síla- absorvem coisas que, se estivessem ouvindo
ba acentuar. Cantar em português é dar outra Você é o regente da Orquestra Sinfônica em casa, não absorveriam. Citei duas entre vá-
dimensão à interpretação e, ao mesmo tempo, de Santo André desde 2014. O grupo rias iniciativas que têm o mesmo objetivo: fazer
permitir que o público entenda a história conta- nasceu como uma orquestra jovem. Qual é as pessoas se envolverem com a orquestra da
da. Assim, a oficina também está muito voltada a situação dessa orquestra hoje? cidade. Isso é o fundamental.
a esse projeto de cantar em português. Na década de 1980, houve um conceito equi-
vocado de criar orquestras jovens sob o pre- Obrigada pela entrevista. t
Quais outras preocupações estarão
presentes no trabalho com os cantores?
Teremos vários profissionais gabaritados traba-
lhando com os cantores, seja na direção cênica, “Quem trabalha com orquestra tem de
seja na preparação de personagem, de adere-
ços, maquiagem etc. O intuito é colaborar para ter claro que nosso trabalho não é só
a formação do cantor como um todo: para que
ele aprenda a se expressar vocalmente, enten- subir no palco e tocar música bonita”
Dezembro 2017 CONCERTO 13
u NOTAS SOLTAS Por Jorge Coli

Duas notas musicais


Às vezes, anoto algumas ideias sobre música que me passam pela cabeça. São verdadeiras notas soltas.
Atrevo-me a compartilhar duas delas com os leitores da Revista CONCERTO

Carlos Gomes – Il guarany Giuseppe Verdi (1813-1901)


Quando Il guarany foi encenado pela primeira vez em Lis-
boa, dez anos depois de sua estreia no Teatro alla Scala de Mi-
lão, houve uma cabala contra Carlos Gomes e também várias
críticas ferinas. Uma delas falava da ária escrita para o barítono
– a Canção do aventureiro – como “vulgar e inexpressiva”, que
lembraria a música de zarzuela, certo tipo de opereta até hoje
muito popular na Espanha. Essa crítica – injusta e claramente
parcial – permite, porém, dois comentários que ajudam a enten-
der a referida ária.
Algumas convenções se estabeleceram nas óperas do século
XIX. Uma delas era a “canção de brinde”, ária que acompanhava
o ato festivo de beber. Elas, na maioria, destinavam-se a barí-

reprodução
tonos, quase sempre rivais do tenor-herói, muitas vezes vilões
cheios de desejo sensual. A “canção de brinde” lhes oferecia
um momento de brilho. A mais célebre de todas seria composta
cinco anos depois de Il guarany: trata-se da canção do toureador,
na ópera Carmen, de Bizet. Giuseppe Verdi – Macbeth
A ária de Bizet também receberia acusações de vulgaridade, Depois de seus primeiros sucessos, Verdi se comprometeu
de pouca expressividade. Essa opinião significa ignorar os efeitos com empresários que o obrigavam, por meio de contratos tirâni-
de oposições, de diferenças e contrastes, entre os diversos mo- cos, a uma intensa produção de óperas. Era uma atividade sem
mentos emocionais e exaltados que invadem as óperas. É ainda repouso: o compositor chamaria esse período de anni di galera
ignorar que essa “vulgaridade” deve ser tomada em seu sentido (anos de galera). Após a estreia de Attila, no teatro La Fenice, de
primeiro e etimológico: trata-se de incorporar uma dimensão Veneza, em 1846, encontrava-se à beira de um colapso nervo-
mais popular no seio das grandes paixões operísticas. so. Os médicos temiam por um esgotamento e decretaram seis
O segundo ponto que pode ser extraído daquela crítica lu- meses de repouso absoluto, enviando-o a uma estação de águas.
sitana é específico. Embora com maldade, o crítico percebeu o Ao término do tratamento, Verdi retornou, renovado, ao
que muitos musicólogos, bons conhecedores da obra de Gomes, trabalho. Aceitou um contrato para o teatro della Pergola, em
não ouviram: de fato, a ária evoca os ritmos e as melodias de Florença. O escopo era uma ópera com tema fantástico. Voltou-
zarzuelas. É evidente: Carlos Gomes escrevia uma canção para -se, então, para Shakespeare, autor que o fascinava e que ilumi-
um brutal aventureiro espanhol. Encontrou, então, num gênero nou suas duas últimas obras-primas, Otello e Falstaff. Escolheu
musical ibérico muito popular, o modelo para sua inspiração. Da Macbeth, com situações misteriosas, envolvendo feiticeiras e
mesma maneira, Puccini buscou, nas canções francesas de caba- vaticínios.
ré, o ponto de partida para a valsa de Musetta, em La bohème. “Questa tragedia è una delle più grandi creazioni umane”
Carlos Gomes desenha melodia robusta e arrogante que exige (“Esta tragédia é uma das maiores criações humanas”), escreveu.
grande virtuosidade do intérprete e que corresponde perfeita- Seus objetivos artísticos eram, portanto, mais elevados do que os
mente ao caráter cínico e libidinoso do personagem. de costume: Verdi tinha a consciência de que iria enfrentar uma
obra-prima. Quis, para o libreto, um texto concentrado, despoja-
do. Apelou ao libretista, Francesco Maria Piave, recomendando-
reprodução / Arthur Anglada Lucas

-lhe: “Poche parole... Poche parole... stile conciso” (“Poucas


palavras... Poucas palavras... Estilo conciso”). Queria chegar a
uma quintessência da tragédia shakespeariana. Fascinava-o a re-
lação terrível entre a esposa ambiciosa e o marido enleado num
destino assustador, na busca pelo poder a qualquer custo.
Ao contrário do que ocorrera com suas óperas preceden-
tes, Verdi, dessa vez, tomou seu tempo. Cuidou com extremo
cuidado dos cenários, da montagem. Obrigou os intérpretes a
um sem-número de ensaios, intermináveis. Quis uma cantora
de “voz áspera, escura, sufocada” e um barítono poderoso para
o papel principal.
A estreia, em 1847, não resultou num pleno sucesso. Mui-
tos, entre críticos e público, estranharam essa concepção rigo-
rosa, que sacrificava tudo à força expressiva e à unidade. Mas
Carlos Gomes (1836-1896)
nunca, até então, Verdi havia atingido tanta profundidade. t

14 Dezembro 2017 CONCERTO


u acontece

Passado, presente e futuro


Em iniciativa inédita, organismos musicais da Universidade de São Paulo se reúnem
para apresentação de obras de Camargo Guarnieri, Gilberto Mendes e Olivier Toni

Por Camila Frésca

A comunidade musical da USP está em festa. Nos dias 9 e 10


desse mês, no encerramento da temporada da Osusp, um
encontro histórico reunirá todos os organismos musicais da uni-
ciando-se – não apenas no plano musical. Da mesma forma, os
três tiveram ligação estreita com a USP. “Olivier Toni foi uma
figura de um grau de empreendedorismo raríssimo, pois fun-
versidade num grande concerto sinfônico na Sala São Paulo. A dou boa parte dos equipamentos musicais que a cidade de São
expectativa se dá por conta do ineditismo do projeto: é a primeira Paulo possui. Na USP, foi fundador e diretor do Departamento
vez que estarão num mesmo palco, ao lado da Osusp, o Coralusp, de Música, criou a Ocam, além de ter sido um dos articuladores
a Orquestra de Câmara da ECA-USP (Ocam) e o Coro de Câmara do nascimento da própria Osusp”, explica Gil Jardim. Dele será
Comunicantus. Assim sendo, nada melhor do que ter no programa interpretada Anunciação, para tenor (ou soprano) e orquestra,
obras de três compositores intimamente ligados à universidade: obra concebida em sua última fase de criação, com poesia de
Camargo Guarnieri (1907-1993), Gilberto Mendes (1922-2016) João Cunha de Andrade. A solista será Rosemeire Moreira. Já
e Olivier Toni (1926-2017). A regência é do maestro Gil Jardim. Camargo Guarnieri assumiu, em 1975, a direção artística da
Conforme Lucia Sartorelli, atual diretora da Osusp, a inicia- recém-criada Orquestra Sinfônica da Universidade de São Pau-
tiva nasceu de ideia do pianista e professor Eduardo Monteiro, lo, cargo que exerceu até o fim de sua vida. Dele será ouvida a
que até o ano passado ocupava o mesmo cargo. Gil Jardim relem- Sinfonia nº 2, peça de 1945.
bra que, quando foi convidado por Monteiro para reger a Osusp “Gilberto Mendes foi um homem moderno por natureza,
no último programa da temporada, propôs que a Ocam se apre- que procurou sua auto reinvenção durante toda a vida”, lembra
sentasse junto. “E, de forma orgânica, convidamos o Coralusp Gil. “Gilberto foi fundador do Festival Música Nova em Santos,
e o Comunicantus”, conta. “O desejo por um grande encontro que hoje está sediado no Departamento de Música da USP de
musical da USP existe há algum tempo. Contudo, não existia a Ribeirão Preto, e docente da USP em São Paulo.” Alegres tró-
atmosfera positiva que temos nesse momento.” picos – Um baile na Mata Atlântica, de Gilberto Mendes, foi
A tal “atmosfera positiva” que inexistiu no passado tem a finalizada em janeiro de 2006, para coro e grande orquestra, a
ver, acredita Gil, com “as distintas posições políticas e estéticas pedido da Osesp. “Minha leitura é que Gilberto cria uma trilha
que cada um dos líderes desses grupos exerceu”: “A fundação e cinematográfica desse exótico baile. Anuncia o acontecimento
os primeiros anos desses organismos ocorreu sob a ditadura mi- de forma eloquente. Contudo, a surpresa fica por conta de seus
litar, um tempo de cicatrizes incuráveis. No presente momento, convidados: a jaguatirica, o morcego, o jacaré de papo amarelo,
sem a presença física desses protagonistas históricos, estamos o beija-flor, o macuco, o mosquito-prego, a perereca, os anfíbios
desfrutando do legado deixado por cada um deles. A música clás- e os mamíferos em geral”, afirma.
sica de expressão nacionalista, a música alinhada com a vanguar-
da pós segunda escola de Viena e a música brasileira popular ou O primeiro de muitos encontros
clássica ouvidas pela voz da comunidade universitária se torna- “A intenção da Osusp é que essa integração entre os di-
ram características genotípicas da sonoridade musical da USP”. versos corpos artísticos da universidade, inclusive de outras
áreas – como a literatura, por exemplo –, seja cada vez mais
Aproximações e distanciamentos constante”, afirma Lucia Sartorelli. Gil Jardim compartilha da
Guarnieri foi professor de Olivier Toni, e este, por sua vez, mesma opinião e reitera a importância desse encontro: “O fato
teve Gilberto Mendes entre seus principais discípulos. No en- é que esse programa é importante sob vários pontos de vista:
tanto, cada um deles seguiu um caminho estético próprio, em por ser uma celebração inédita entre colegas de ofício; porque a
alguns momentos compartilhando visões e, em outros, distan- própria universidade poderá receber a energia poderosa da pro-
dução musical que abriga; porque estamos celebrando compo-
sitores importantes da história musical da USP, que raramente
divulgação / Isabela Senatore e Joao Marcelo Chimentao

Músicos da estiveram juntos num programa; porque o efetivo orquestral


Osusp em ação
resultante da junção dos grupos possibilita voos sonoros mais
amplos, contemplando partituras especiais do século XX e XXI.
E, concluindo, esse momento ganha real valor por temos tido
condições de desenhar uma boa pré-produção, possibilitando
tempo para se buscar um gradiente de qualidade técnica que
satisfaça a todos nós.” t

AGENDA
Orquestra Sinfônica da USP, Orquestra de Câmara da ECA-USP,
Coro de Câmara Comunicantus e Coralusp
Gil Jardim – regente; Rosemeire Moreira – soprano
Dias 9 e 10, Sala São Paulo

16 Dezembro 2017 CONCERTO


Uma parceria
escrita nas estrelas
Charlotte Gardner escreve sobre os planos ousados de Laurence Equilbey para
La Seine Musicale, a sala futurista de Paris, começando com seu novo álbum para a Erato

S
e fôssemos fazer a brincadeira do ovo e da galinha com espaço de performance para os músicos da Academia Barenboim-Said,
orquestras e salas de concerto da Europa, é praticamente que está lá localizada. E há a Philharmonie de Paris, que se tornou o lar
certo que as vencedoras da batalha conceitual por “quem da pré-existente Orquestra de Paris ao abrir, em 2015.
vem primeiro” seriam as orquestras, e não as salas. Tome a Tudo isso faz a relação entre sala e orquestra residente do
sala de concertos proposta para Londres, que está sendo anunciada mais recente espaço clássico de Paris, La Seine Musicale, bastante
como a nova sede da Orquestra Sinfônica de Londres. Ou, para voltar interessante, pois, nesse caso, a sala é que foi concebida primeiro;
a exemplos mais concretos, quando a Elbphilharmonie de Hamburgo seu grupo residente, a Insula Orchestra, regida por Laurence Equilbey,
abriu, em janeiro, foi como sede da Orquestra Sinfônica da NDR, agora foi criado depois, para preenchê-la.
rebatizada como NDR Elbphilharmonie Orchester. O mesmo vale para Ocupando a Île Seguin, em Boulogne Billancourt, subúrbio de
a Pierre Boulez Saal, de Berlim, que abriu em março, pois, embora não Hauts-de-Seine, em Paris, La Seine Musicale está localizada na antiga
tenha um grupo residente designado como tal, foi concebida como sede de uma fábrica da Renault, destacando-se como a joia cultural

18 Dezembro 2017 CONCERTO


laurence equilbey

de um projeto de regeneração urbana que viu essa com grupos de instrumentos de época como a Orchestra of the Age of
antiga área industrial transformada em um rico distrito Enlightenment e o Concerto Köln, era apenas uma vez por ano, pois
residencial e de negócios. orquestras de época têm a tendência de não convidar regentes; na
Ela é única em Paris, por consistir não de um, verdade, se você quer reger mais com instrumentos de época, você
mas de dois tipos de sala de concertos: um espaço de tem que criar sua própria orquestra. Portanto, meu repertório estava
perfomance de 6.200 lugares para pop e rock, chamado um pouco desequilibrado. A Insula Orchestra, assim, está me dando
La Grande Seine, e um auditório mais íntimo, para liberdade para reger todas as sinfonias de Mozart, Haydn e Schubert
clássico e jazz. Igualmente única é sua arquitetura, de que tanto aprecio.”
Shigeru Ban e Jean de Gastines: uma estrutura branca Também valeu a pena esperar por La Seine Musicale. Primeiro,
e reluzente em forma de navio, para refletir tanto a porque é uma sede genuína. “Tive outras residências”, assinala. “Por
locação na água quanto a herança industrial, com uma 15 anos, fui companheira da Cité de la musique e da Philharmonie de
impressionante esfera prateada no centro, dentro da Paris. Também sou artista residente do Grand Théâtre de Provence, em
qual está o auditório clássico. Acima do topo da esfera, Aix-en-Provence, e, com o Accentus, sou artista associada da Opéra de
dobra-se uma vela de painéis fotovoltaicos, que se move Rouen Haute, na Normandia. Porém, essa residência é diferente, pois
acompanhando o trajeto do sol pelo céu; um grito por estamos de verdade em nossa casa; não estamos simplesmente dando
sustentabilidade natural em um espaço aéreo que já foi concertos, também podemos gravar CDs e ensaiar.”
dominado por fumaça de fábrica. Equilbey pôde dar palpites tanto nas instalações quanto na acústica
Minha visita, apenas uma semana depois da do auditório, que é obra de Yasuhisa Toyota, especialista em acústica
abertura da sala, em 22 de abril, foi para ver a Insula mais requisitado do mundo, que está por trás da Elbphilharmonie e da
Orchestra fazer sua primeira gravação em seu novo e Sala Pierre Boulez (e também, de fato, da sala de concertos de 350 a
sofisticado lar: um programa todo Schubert, intitulado mil lugares da Fondation Louis Vuitton, no Bois de Boulogne).
“Nacht und Träume” (Noite e sonhos), que traz Lieder
orquestrados com tema noturno, ao lado da Sinfonia
inacabada e excertos de Rosamunde; a Inacabada está
“Esse auditório não é a grande
aqui de acordo com a teoria de que não é inacabada, e
sim uma representação de um sonho em duas partes
máquina habitual de apresentação
do compositor, enquanto os excertos de Rosamunde de concertos, então há mais tempo
foram escolhidos simplesmente por sua mistura de
energia e beleza. Porém, para gravações” – Laurence Equilbey
antes de falar com Equilbey
sobre o projeto, tenho “No começo, pedi um fosso, por exemplo”, ela recorda, “coisa
o prazer de subir até o com que eles realmente não se empolgaram, porque, se você tem um
jardim gramado na cúpula fosso, quer dizer que vai fazer shows; e eles não gostam de shows, pois
do complexo, no mesmo pode haver um fator de ruído, com as luzes. Porém, fizemos testes
nível de sua esfera, para dar acústicos, e agora temos o fosso. Também falei muito com o senhor
uma vista sobre o Sena e Toyota sobre acústica, de forma mais geral; acho que o resultado
para apreciar por completo é ótimo – uma acústica brilhante, com boa dose de reverberação,
como é empolgante a mas também com os timbres sendo muito respeitados. Com a Insula
sede em que Equilbey se Orchestra, notei que temos que tocar mais alto para encher as paredes,
encontra. mas isso é contrabalanceado pelo fato de a sala ser excepcional nos
“Depois que a fábrica momentos verdadeiramente pianissimo. Também é absolutamente
fechou, em 1992, não perfeita para vozes. Então é uma bela acústica nova para termos
La Seine Musicale, com sua vela havia nada”, ela explica, na Europa.”
de painéis fotovoltaicos
mais tarde, em seu Também é uma nova sala maravilhosa para os músicos clássicos
escritório à margem do da França em geral. “Paris tem muitos estúdios de gravação excelentes
rio. “Contudo, o presidente do departamento Hauts-de-Seine, Patrick para música pop, mas, até agora, músicos clássicos não tinham tantas
Devedjian, acredita que investir em cultura é tão importante quanto opções”, ela explica. “Esse auditório, contudo, não é a grande máquina
investir em pontes e estradas. Então o departamento comprou essa habitual de apresentação de concertos. São só 90 concertos por ano,
ilha de Boulogne-Billancourt e veio com a ideia de La Seine Musicale. o que quer dizer que haverá períodos mais longos, que podem ser
Ele me pediu para pensar em um projeto para o auditório. Sugeri uma usados para gravações. Acho que é uma oportunidade real para as
orquestra de instrumentos de época, pois era provável que o tamanho pessoas da música clássica.”
proposto funcionasse bem para esse tipo de grupo. Então, há cinco anos, Quando vejo Equilbey e a orquestra começarem a sessão de
criei a Insula Orchestra e, enquanto esperávamos a sala ser concluída, gravação, algumas horas mais tarde, o sentido de prazer em seu novo
fotografia: Julien Benhamou, LAURENT BLOSSIER

tocamos tanto no departamento quanto fora, formando nossa reputação.” meio ambiente é palpável (mesmo com a pressão extra de gravarem
A Insula Orchestra preencheu não apenas a lacuna orquestral de em uma acústica à qual ainda estão se acostumando). Esse prazer,
La Seine Musicale, como a lacuna de repertório de Equilbey. “Rejo sem dúvida, deriva em parte do repertório em si, porque a sala não é a
orquestras o tempo todo, e também meu coro, Accentus [criado em única “primeira” representada nesse disco; também é a primeira vez
1991]”, ela conta. “Porém, a maioria dessas orquestras é moderna e, que instrumentos de época serão usados para gravar orquestrações dos
como estudei em Viena, com Harnoncourt, não gosto de instrumentos Lieder de Schubert.
de época apenas para música barroca; também gosto deles para música “Amo as orquestrações das canções de Schubert há anos”, começa
clássica e o repertório romântico inicial. Como resultado, quando Equilbey, “mas, embora belas, sempre senti que elas precisam mesmo
sou convidada para reger uma orquestra moderna, sempre sugiro um de instrumentos de época. Senão ficam um pouco pesadas e românticas
repertório posterior a 1840. Embora eu também tenha feito projetos demais. Assim, nesse projeto, dedicamos bastante tempo a encontrar

Dezembro 2017 CONCERTO 19


um bom peso e um bom colorido – Em contraste, a que Krawczyk
isso é importante de se fazer mesmo escreveu agora é muito respeitosa.
com instrumentos de época –, para Ele realmente conseguiu recriar a
manter o espírito de Schubert e o impressão original de leveza.”
intimismo de suas versões originais, Tão cuidadosamente escolhidos
para piano”. quanto as orquestrações foram
Aqui, parte da luta foi os solistas vocais do projeto, a
simplesmente escolher as contralto alemã Wiebke Lehmkuhl
orquestrações certas, pois, embora e o jovem tenor francês Stanislas de
muitos compositores tenham Barbeyrac. “Para os solos de tenor, eu
orquestrado os Lieder de Schubert queria particularmente uma estrela
no último par de séculos, eles ascendente. É música para um jovem,
frequentemente transmitiram mais em sua emoção e turbulência, e eu
de suas próprias personalidades do queria algo com frescor”, ela ressalta.
que Equilbey gostaria. “E Wiebke Lehmkuhl é simplesmente
“A interpretação de Hans Zender uma bela cantora.”
de Winterreise (Viagem de inverno) Escolher artistas é de fato
era uma coisa completamente uma característica do portfólio de
diferente”, ela dá como exemplo. Equilbey que agora vai se expandir
“Winterreise estava no fundo, mas para além de sua própria regência,
não dava para reconhecer. Também graças ao modelo de residência
fiquei um pouco à distância de Max um pouco incomum de La Seine
Reger, apesar de ele ter orquestrado Musicale. “Tenho que criar um
vários Lieder de Schubert; ele era um programa de 40 eventos por ano,
organista e o demonstra, pois às vezes Equilbey rege sua Insula Orchestra, de instrumentos de época mas, enquanto cerca de 15 desses
é muito pesado. Como resultado, serão para a Insula, os outros
escolhi apenas uma dele, ‘Im Abendrot’.” são para artistas e grupos convidados, e um de meus objetivos é
Outras orquestrações existentes aprovadas foram “Die Forelle”, de apresentar artistas que não tocam muito em Paris. Por exemplo,
Britten, “Gruppe aus dem Tartarus”, de Brahms, “Die junge Nonne”, a Orquestra de Cincinnati não toca aqui há 70 anos, e está vindo
de Liszt, e “Ganymed”, de Strauss. “Der Erlkönig”, de Berlioz, com Louis Langrée. Também estou atrás de um bom equilíbrio
também está incluída – Equilbey entre artistas masculinos e
descreve, com prazer analítico,
como, em “Du liebes Kind”, as
Amo as orquestrações das canções de femininos, então Helsinque
vem com Susanna Mälkki,
cordas tocam “uma espécie de
decoração contrapontística”.
Schubert há anos, mas, embora belas, assim como Barbara
Hannigan e sua orquestra,
Uma de suas favoritas sempre senti que elas precisam mesmo e Rachel Podger e seu
pessoais vem, no disco, logo grupo barroco. Também
depois de “Erlkönig” – “Du de instrumentos de época. haverá outros grupos
bist die Ruh”, de Webern, cuja barrocos, ao lado de estrelas
colocação após a descrição do pesadelo de Goethe do assassinato ascendentes, artistas jovens e projetos de cinema.”
sobrenatural de uma criança é bastante deliberada. “Para mim, é Equilbey também está fazendo bom uso do tão ansiado fosso.
como uma canção de ninar da morte”, Equilbey reflete. “Porém, “Quero ser inovadora nas produções cênicas”, enfatiza. “Nessa
em sua tristeza, também é pacífica, e muito positiva. Muito aberta temporada, colaboramos com a companhia teatral espanhola
para o mundo. Acho-a muito La Fura dels Baus para
comovente. Também, como Equilbey será a curadora de 40 encenar A criação, de
tantas vezes é o caso em eventos por ano na nova sala Haydn. No ano que
Schubert, é tão simples em sua vem, encenaremos uma
harmonia, e o que Webern fez produção abreviada da
com ela é muito refinado; há peça Egmont, de Goethe,
apenas poucas notas que não com a música incidental
existem na versão para piano, de Beethoven, dirigida por
para conservar o movimento Séverine Chavrier.”
e manter o pedal.” Apresentar oferendas
Equilbey encomendou musicais que são um pouco
quatro orquestrações novas diferentes em uma sala de
fotografia: JANA JOCIF, Julien Benhamou

especialmente para o projeto concertos que também é um


ao compositor francês Franck pouco diferente parece uma
Krawczyk. “Não havia combinação perfeita. Esqueça
orquestrações existentes quem veio primeiro – La Seine
sensíveis de ‘Nacht und Musicale e Laurence Equilbey
Träume’, por exemplo”, foram claramente feitas uma
ela diz. “Reger fez uma, para a outra. [Tradução: Irineu
mas na verdade não ajuda. Franco Perpetuo] t

20 Dezembro 2017 CONCERTO


u MÚSICA VIVA Por João Marcos Coelho

Comunicação e invenção
Obra da compositora finlandesa Kaija Saariaho provoca
os ouvidos, sem abrir mão da sensação de familiaridade

O s compositores contemporâneos costu-


mam cobrir suas falas com jargões muito
herméticos, que soam complexos, mas pouco
Saariaho é um dos produtos mais reluzen-
tes da fantástica política cultural de seu país,
a Finlândia. Estudou com Paavo Heininen em
controles do timbre e da harmonia é que lhe ofe-
recem a possibilidade de estabelecer um “eixo
som-ruído para elaborar ou frases musicais ou
ou nada significam para o público em geral. Há Helsinque, como o também finlandês Mag- formas mais importantes, e forjar as tensões inte-
exceções, claro. Possivelmente a maior delas nus Lindberg, seis anos mais novo que ela. riores da música”. Assim, “som-ruído” substitui
seja a compositora finlandesa Kaija Saariaho, de Eles passaram pelo Ircam; ela estudou com o conceito de “consonância-dissonância”.
65 anos. Ela terá uma de suas obras mais in- Brian Ferneyhough e Klaus Huber. Formam, Antes de se decidir pela música, Saariaho
teressantes, Terra memoria, interpretada pelo ao lado do também compositor e maestro Esa- pensou seriamente em ser pintora. E confessa
Quarteto Modigliani na temporada 2018 da -Pekka Salonen, de 58 anos, o que Celestin que em geral suas obras começam com “ges-
Cultura Artística. Deliège chama de “segunda geração espectra- tos gráficos”. Como uma de suas mais famosas
Em seu site, ela diz candidamente que ado- lista”. Deliège afirma que Saariaho “é a mais criações, Verblendungen, ou “ofuscamentos”,
ra a riqueza e sensibilidade dos sons das cordas. autorizada compositora da história musical do para orquestra e teipe, de 1982, nascida como
“Quando escrevo para um quarteto de cordas”, Ocidente”. Ela integra o grupo de compositores duas pinceladas de tinta preta na tela em bran-
diz, “sinto que estou penetrando no núcleo mais que têm muita familiaridade com a música co, que começam cheias à esquerda e vão se
íntimo da comunicação musical”. A peça é de- eletroacústica e eletrônica, mas não se limitam enfraquecendo [veja ilustração abaixo]. A
dicada “aos que partiram”, mas que continuam a ela. Ao contrário, fazem dela uma ferramenta música se inicia com um enorme acorde que
em nossos sonhos, sentimentos e experiências. a mais na sua paleta de recursos. parece englobar todos os sons possíveis, uma
A chave aqui é sua preocupação com a Quem explica os motivos desta afirmação formidável cacofonia que vai migrando, sutil-
missão de criar música que privilegie a comu- tão ousada é Theo Hirsbrunner no excelente mente, vagarosamente, do fortíssimo inicial
nicação com quem a ouve. Não é uma peça capítulo “Autour du spectralisme: prolonge- até o final, que é apenas um fio eletrônico. En-
fácil, seguramente. Mas provoca nos ouvidos, ments, critiques, voies paralleles”, no segundo tre um e outro ponto, uma incrível “viagem”
uma vez ultrapassado o chamado “pânico do volume da obra coletiva Théories de la compo- por timbres os mais diversos, combinada com
novo”, a sensação de familiaridade. Aqui e ali sition musicale au XX siècle. O espectralismo o emagrecimento sonoro contínuo e progressi-
distinguem-se fiapos melódicos, fragmentos de de Gérard Grisey se insere numa tradição que va diminuição da dinâmica.
temas; além disso, percebe-se a exploração de remonta a Debussy e Messiaen, “com o gosto “Música para mim é comunicação: uma
núcleos harmônicos. Enfim, é música que me- tipicamente francês da sensualidade sonora”. ferramenta para a meditação mais do que para a
rece ser ouvida mais de uma vez. A característica da chamada segunda geração construção intelectual de estruturas”, diz, ressal-
Numa palestra de 2001 sobre “o futu- espectral, formada por compositores de vários vando que recorre, claro, também à construção
ro da música” [disponível em http://www. países, é que “não compõem com sons como intelectual em seu trabalho criativo – só não faz
rogerreynolds.com/futureofmusic/saariaho. meios de expressão, mas compõem o próprio dela uma meta abstrata absoluta. “Tecnologia
html], ela verbaliza algo que também sempre som (frequentemente com a ajuda do compu- é parte da música como integra qualquer setor
me incomodou: “Julga-se que a primeira per- tador) para tirar dele quem sabe uma nova lin- da vida moderna, mas não é decisiva, ao menos
formance – que é com frequência a pior – é guagem musical”. não em minha mente (...) Ela ajuda a analisar
a mais importante só por causa do seu valor Saariaho é um dos maiores exemplos des- e entender o som e nossa percepção dele, ou,
publicitário”. Ou seja, as obras só conseguem ta postura. Ela admite que “o sistema tonal é, numa escala maior, nossa habilidade para perce-
certa atenção pública quando estreiam, em segundo minha experiência pessoal, o meio ber estruturas e texturas musicais”. Só a música
execuções em geral apenas sofríveis. No caso mais eficaz para usar a harmonia para construir nos permite “comunicar conhecimento e senti-
de Terra memoria, será uma estreia brasileira. e fixar novas formas musicais dinâmicas”. Mas mentos impossíveis de serem expressos de outra
Por isso, é bom ouvi-la antes de ir ao concerto. historicamente ela pertence ao passado. Hoje, os maneira”, conclui Saariaho. t

Para ler
• Théories de la composition musicale
au XX siècle (Symetrie, 2013)
• Cinquante ans de modernité musicale:
de Darmstadt à l’Ircam (Mardaga, 2003)
• Kaija Saariaho (Women Composers), de Pirkko
Moisala (Universidade de Illinois, 2010)
Para ouvir
• Saariaho: Chamber Works for strings – volume 2
(inclui Terra memoria)
• Saariaho: L’amour de loin, ópera; com regência
de Esa-Pekka Salonen
• Saariaho: Works for orchestra (caixa com
quatro CDs)

22 Dezembro 2017 CONCERTO


u capa

revista concerto / anthony kunze


Descobertas
musicais
Projetos apostam na
música de câmara
como ferramenta para
a formação de novos –
e diferentes – músicos

Por João Luiz Sampaio

Apresentação do trio
formado por músicos da
Orquestra Jovem do Estado
no saguão do Theatro
São Pedro em São Paulo

24 Dezembro 2017 CONCERTO


A parede está repleta de quadros, cujas cores fortes e formas
evocam a arte urbana contemporânea. No centro da sala,
sobre a mesa, espalham-se partituras das mais variadas. Debru-
O quarteto é um dos cinco grupos oficiais do Baccarelli, que
no início deste ano resolveu criar um programa específico de
música de câmara. “Já havia diversos grupos se formando entre
çados sobre elas, os quatro músicos conversam. Villa-Lobos? An- os membros da orquestra e resolvemos institucionalizar a prá-
tes ou depois do Piazzolla? A Bachiana no meio ou no final? E o tica”, explica o violista Gabriel Marin, integrante do Quarteto
Libertango? Breve silêncio. E aqui, você faz a introdução? Novo Carlos Gomes, que assumiu a coordenação da área. “Realizamos
silêncio. No Caetano Veloso? Um deles empunha o violino, toca uma seleção, por meio de prova, e escolhemos os cinco conjun-
algumas notas. Assim? Combinado. tos que ganharam o direito a levar o nome do instituto e de se
A conversa parece em códigos, está tanto no olhar e no gesto apresentar de maneira regular. Os grupos passaram então a ser
quanto nas palavras – não é a primeira vez, parece evidente, que orientados por professores, com quem discutem diversos aspec-
eles passam por isso. E não demora muito para que Wagner, David, tos do fazer musical, como onde tocar ou o que tocar, levando
Andreza e Juan desçam a escada lateral que leva para a garagem do em consideração a personalidade dos músicos.”
Choque Cultural, na Vila Madalena. Esperam a apresentação de Ao todo, os três quartetos de cordas, o Quinteto de Sopros
pop rock, que vai chegando ao final. Logo, os amplificadores dão e o Quinteto de Metais do Instituto Baccarelli vão realizar, até o
lugar às estantes. No vaivém de músicos, o guitarrista diz ao violi- final da temporada, 91 apresentações. Destas, 61 são externas,
nista: “Bom som aí, manda bala!”. Do lado de fora, no asfalto da Rua em palcos que vão desde o Auditório do Masp até a Garagem do
Medeiros de Albuquerque, pessoas relaxam em cadeiras de praias, Choque Cultural, passando por hospitais e igrejas da comuni-
famílias, amigos, casais, crianças, cachorros. E a música começa. dade de Heliópolis. Os recitais restantes acontecem dentro da
Wagner Oliveira, David Manoel, Andreza Batistella e Juan sede do instituto, para outros alunos, professores, familiares e
Rogers integram um dos quartetos de cordas do Instituto Bacca- funcionários. Até o meio de novembro, quase oito mil pessoas,
relli. São membros da Orquestra Sinfônica Heliópolis e, com ela, segundo os dados oficiais do Baccarelli, já haviam assistido às
têm tocado em palcos como o Theatro Municipal de São Paulo, o apresentações. No começo do ano que vem, todos os integrantes
Auditório do Masp ou a Sala São Paulo. Mas, nos últimos tempos, de dos grupos de câmara passarão por novas provas.
modo mais regular, incorporaram a música de câmara a sua rotina.
E não representam um caso único. Ao longo de 2017, algu- Com a música no olhar
mas das principais orquestras jovens brasileiras têm apoiado seus Uma das verdades consagradas a respeito da música de câma-
integrantes a explorar o repertório camerístico. É um movimento ra é aquela segundo a qual, em um recital com poucos músicos, há
estratégico. Para os professores, a prática ajuda a formar melhores um caráter intimista difícil de se reproduzir no universo sinfônico.
músicos, mas não só: ensina a respeito da necessidade de conquis- O grande intérprete aqui é aquele que sabe respirar em conjunto,
tar novos mercados e dá ao artista um novo sentido de responsabi- que é capaz de fazer música com o olhar, com a sutileza do gesto. E
lidade, do qual faz parte a busca por novos palcos e novas plateias. assim parecia ser em um começo de tarde do início de novembro,
no saguão do Theatro São Pedro em São Paulo, quando um trio
Formas de escuta formado por alunos da Orquestra Jovem do Estado apresentava
“Quando você monta um programa, tem que pensar em obras de Villa-Lobos e Mendelssohn. O olhar do violoncelo perdia-
uma apresentação didática, escolher o repertório tendo em men- -se no horizonte, sendo trazido de volta pelo piano; o violino reve-
te que conversa dá para estabelecer com o público, levando em zava-se entre os colegas e o público, que passava pela porta aberto
consideração o clima da apresentação”, explica Wagner. Em ou- do teatro e entrava para acompanhar a apresentação; a apreensão
tras palavras, é preciso saber se adaptar: em um programa como se transformava em sorriso; o sorriso, em cumplicidade.
esse, na rua, afinal, um arranjo de Caetano Veloso pode prender O recital revelou talentos ímpares. Mas se o olhar é capaz
a atenção para o Piazzolla que vem em seguida – e este, por sua de nos contar uma história, a narrada em Mendelssohn parecia
vez, abre caminho para Villa-Lobos. “A gente tem que saber se mais tranquila que a de Villa-Lobos. Era isso mesmo? A respos-
adaptar, ampliar a noção de repertório.” E Juan completa: “A ta vem com sorrisos. “Foi um desafio”, diz Ariã Ai Yamanaka,
gente toca Beethoven, Borodin, e chega no popular e percebe a pianista. “Estávamos com medo dele, é tecnicamente muito
uma outra dinâmica entre a gente, você escuta o outro de uma difícil”, continua Áurea Diovana, a violoncelista. “Acho que
maneira diferente, presta atenção em outras coisas. E de alguma Mendelssohn, de alguma forma, tem uma linguagem mais fácil,
forma isso ajuda quando a gente volta para o repertório clássico”. mais previsível, você sabe para onde a música vai a todo ins-
tante”, complementa Diego Adinolfi, o violinista. Não que Villa
seja uma novidade para eles, que já o tocaram com orquestra.
A diferença é que, desta vez, não há maestro, não há naipe. A
responsabilidade, eles dizem em coro, é outra.
“Já havia diversos Responsabilidade parece ser uma palavra-chave no projeto
grupos se formando que a Santa Marcelina Cultura, mantenedora da orquestra e da
Emesp, Escola de Música do Estado de São Paulo, resolveu de-
entre os músicos da dicar à música de câmara. “Na hora de formar um músico, não
se trata mais apenas de dar a ele a orientação técnica para que
orquestra e resolvemos se transforme em um bom profissional”, explica Renato Bandel,
violista e coordenador pedagógico da entidade. “O músico preci-
então institucionalizar sa se dar conta não só da importância da música de câmara, mas
do fato de que há um mundo fora da orquestra. Até porque, na
a prática” situação em que vivemos, estar em uma sinfônica já não significa
segurança. Não há mais zona de conforto. Há, sim, um potencial
Gabriel Marin, violista e gigantesco de público, de espaços, mas o músico, que até hoje
coordenador de música de câmara estava acostumado a chegar, sentar, tocar e ir embora, precisa se
do Instituto Baccarelli dar conta de que ele precisa ajudar a criar e ampliar o mercado.”

Dezembro 2017 CONCERTO 25


Aprender a se virar
Não se trata apenas de teoria. Recentemente, um conjunto
de alunos da Emesp, que participou do projeto que a escola man-
tém com os Doutores da Alegria, tocando em hospitais, resolveu
formar uma empresa e seguir profissionalmente esse caminho. E é
por isso que a preocupação de aliar qualidade técnica à colocação
do músico na sociedade traduz-se na orientação que os grupos
recebem. Este ano, formaram-se dez conjuntos, cujos integrantes
foram escolhidos pelo corpo docente da Emesp. “Contemplamos
os líderes de naipe, por exemplo, e outros músicos, tomando o cui-
dado para manter a variedade de instrumentos”, explica Bandel. “Há um potencial
Há quartetos, um trio, um quinteto de sopros, um de metais, um
quarteto de contrabaixos, um de percussão, um trio de palhetas de público e de
e um duo de flauta e harpa. Cada conjunto faz quatro apresenta-
ções, em um total de quarenta recitais, em palcos como o Theatro
novos espaços, mas
São Pedro mas também o Teatro de Contêiner, na região do Bom o músico precisa ajudar
Retiro, a Pinacoteca do Estado, livrarias, ou a Pipa, pequena praia
artificial construída no Bexiga, e assim por diante. a criar o mercado”
Cada grupo é orientado pelo que Bandel chama de “tutor”.
“Não chamamos de professor, porque ele não está ali para dizer Renato Bandel, violista e coordenador
se está afinado ou não. A função é orientar de maneira mais am- pedagógico da Santa Marcelina Cultura
pla, falar das obras, do contexto em que foram criadas, do que
está em jogo na leitura musical.” Entre os tutores estão alguns dos
mais destacados instrumentistas brasileiros: Cláudio Cruz, Horá-
cio Gouveia, Elisa Fukuda, Ricardo Bologna, Joel Gisiger, Paula Tocar para compartilhar
Baron, Sarah Hornsby, Luiz Garcia, Sergio de Oliveira, Ricardo Da preocupação com o mercado à exigência de qualidade
Barbosa. “Eles têm ainda aulas de preparação corporal, na qual técnica, há muitas semelhanças entre os projetos de diferentes
aprendem como se portar no palco, lidar com o público, respirar. E instituições – e as diferenças, na verdade, têm a ver menos com a
eles também recebem, de profissionais como o produtor Jacques percepção a respeito da importância da música de câmara e mais
Figueiras, orientações a respeito de como produzir um espetáculo, com o próprio DNA de cada iniciativa. Em Salvador, no Neojiba
atuar na internet, empreender, abrir uma empresa para receber (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia),
cachês ou participar de editais ou concursos. Tudo isso tem como isso significa entender a prática coletiva como microcosmos das
objetivo fazer o músico aprender a se virar”, afirma Bandel. relações sociais e da importância do convívio, de onde chega-
Ariã, Áurea e Diego contam que não se conheciam, pelo me- -se à ideia de que fazer música é, acima de tudo, compartilhar
nos não mais do que de vista dos ensaios da orquestra, quando experiências. Por isso, cada membro do Neojiba, quando come-
foram reunidos no trio. Nunca haviam se falado. “Foi engraçado ça a aprender um instrumento, leva esse aprendizado a outras
de repente estar juntos e ver a afinidade nascendo a partir dos pessoas, outros núcleos.
ensaios”, diz Diego. Ele já participava de um quarteto, mas res- “Já existem alguns grupos fixos, como o Bahia Brass ou o
salta que na música de câmara é sempre complicado, entre tantas Wood Tropicales, mas a maioria dos conjuntos ainda é constituí-
outras coisas, encontrar um grupo em que todos consigam manter da para apresentações específicas”, explica o idealizador do pro-
o mesmo tipo de envolvimento, o tempo todo. Mas, apesar das jeto, o maestro e pianista Ricardo Castro, que sempre aliou a car-
dificuldades, todos enxergam a música de câmara como um futu- reira como solista à prática em pequenos conjuntos. “Todos os
ro ideal. “Mas temos que entender nosso papel na busca por esse grupos em geral trabalham com bastante autonomia, ainda que
objetivo”, diz Ariã. “É difícil, mas, na verdade, quando se junta recebam orientação de nossos professores.” O projeto também
três ou quatro músicos, cada um traz o seu histórico, a sua rede de atua para dar visibilidade aos músicos. “A partir deste ano, inclu-
experiências, de contatos, e isso vai se multiplicando”, diz Áurea. ímos música de câmara na série Neojiba no TCA (Teatro Castro
Alves), uma série de concertos no melhor teatro da cidade com
a apresentação das diversas formações do programa. Nesta série,
aproveitamos também para promover o que consideramos como
o melhor método de orientação, ou de compartilhamento de
conhecimentos, que é colocar músicos com mais experiência
junto com outros que começaram há pouco tempo. Por exem-
“Promovemos o que plo, em um dos concertos da série, dedicado à música francesa,
toquei o sexteto de Poulenc com os integrantes da Orquestra
consideramos o melhor Juvenil da Bahia antes de reger o grupo em La valse, de Ravel.”
A prática tem dado resultados, mas Castro acredita que há
método de orientação, muito espaço ainda para crescimento, o que ele considera como
com músicos experientes prioridade. Segundo ele, o projeto está agora à espera do término
das obras de sua primeira sede. “E nela teremos, enfim, salas de
tocando com outros que ensaio para este tipo de atividade sem nenhuma restrição de
ocupação”, ele explica.
começaram há pouco” O olhar para o futuro é auspicioso. Se o valor da música
de câmara foi sempre aceito em nosso meio musical, o discurso
Ricardo Castro, maestro e pianista parece agora, aos poucos, transformar-se em realidade. t

26 Dezembro 2017 CONCERTO


u palco

Mahler e o teatro da humanidade


Diretor e ator japonês Yoshi Oida apresenta em São Paulo sua versão para o ciclo A canção da terra, de Mahler

Por João Luiz Sampaio

O nome do ator japonês Yoshi Oida está intimamente asso-

divulgação / mamoru sakamoto


ciado ao trabalho que ele desenvolveu ao longo de toda a
sua carreira com o diretor Peter Brook ou então à participação
em filmes de grande circulação – no ano passado, por exemplo,
ele interpretou um perseguido defensor do catolicismo no Ja-
pão em Silêncio, de Martin Scorsese. Seu trabalho como teórico
também o coloca na vanguarda da cena teatral mundial, com
livros como O ator errante e O ator invisível. Menos conhecida,
no entanto, é sua relação com a música, ponto de partida para
sua versão de A canção da terra, de Gustav Mahler, que ele vai
apresentar a partir deste mês no Sesc Pinheiros.
Um dos papas do teatro moderno, Brook define Oida como
um “verdadeiro mestre”, termo que ele aplica com base no que
chama de conceito oriental do termo. “No oriente, um verda-
deiro mestre não dá explicações, não oferece receitas. O mestre
é o exemplo vivo daquilo que é possível, daquilo que se pode
ser por meio de uma paciência infinita, de uma determinação
resiliente”, diz ele na introdução de O ator invisível, livro no
qual o próprio Oida articula como entende o papel do intérprete: Yoshi Oida
para ele, quem sobe ao palco não deve jamais chamar atenção
para si próprio, mas para aquilo que pretende mostrar. Ao mes-
mo tempo, no entanto, ele defende a ideia de que a experiência canção, reproduz-se no sentido profundo de desencanto que,
pessoal do ator é fundamental na hora de criar um personagem: a certa altura, dá espaço à volta ao verde, à primavera da terra,
uma técnica sem sentimento é como uma boca sem língua, diz. ao brilho do horizonte.
É sobre o paradoxo que se esconde por trás da neces- O maestro Bruno Walter, que trabalhou com Mahler, aju-
sidade de libertar-se de si mesmo e, ainda assim, construir da a explicar a importância de A canção da terra no contexto
um personagem a partir de suas experiências, que Oida da obra do compositor. “É a peça em que ele sem dúvida ex-
encontrou o eixo de seu trabalho. Como ator, sim, mas pressa melhor o seu eu profundo, perturbado e perturbador”,
também como diretor, com uma atenção específica dada diz. “Sua linguagem é desconcertante, subjetiva. Mas o que
à ópera: ele já dirigiu títulos como Pelleás et Mélisande, de desconcerta sempre em Mahler é sua alma ardente e não a
Debussy, Nabucco, de Verdi, ou Madama Butterfly, de Puc- frieza experimental. Este espírito se comunica com qualquer
cini. E em todas essas obras trabalha o que chama de busca um que seja capaz de sentir. Aqui, ainda mais facilmente,
pela essência, do gesto, do movimento, permitindo que graças ao estranho encantamento dos poemas chineses que
uma obra de arte renasça como “experiência humana”. Mahler encontrou no limiar da morte, fonte de inspiração para
Essas propostas se traduzem na sua concepção para o colorido fatal de suas melodias.”
A canção da terra. Última obra completada por Mahler, que Oida recria essa história – e esse universo tão particular – à
a definiu como “minha obra mais pessoal”, ela é baseada em luz de uma tentativa de atualização dos temas abordados pelo
uma coletânea de poemas chineses traduzidos para o alemão compositor. Em um cenário sem excessos, inspirado em um jar-
por Hans Bethge. Os versos falam de melancolia, de uma “fe- dim zen japonês, dois cantores (os solistas previstos na partitura)
licidade perdida” que só é reencontrada durante o sono a que se unem a dois atores, que representam monges em um monas-
se chega depois da extinção da vida. Mahler não os escolheu tério budista. Eles falam, nas palavras do diretor, da “melancolia
por acaso. Na relação entre o homem e a terra que habita é e tristeza pela terra em seu declínio, no momento em que a
reeditado um dos seus temas preferidos: a sensação de não per- crise ecológica avança sobre o homem, senhor e destruidor da
tencimento a um mundo do qual, ao mesmo tempo, se sente natureza”. Também participam da apresentação um conjunto
com intensidade os estímulos. É um contraste que, na última de 25 músicos, comandados pela maestrina Erika Hindrikson.
Assim, define-se a proposta do espetáculo: texto, música, canto,
e movimento como metáfora da existência. t

Os versos falam de melancolia, AGENDA

de uma “felicidade perdida” que A canção da terra, de Gustav Mahler


Yoshi Oida – direção; Erika Hindrikson – regente
Dias 16, 17, 19 e 20 de dezembro e 5, 6, 7, 12, 13 e 14 de janeiro,
só é reencontrada depois da vida Sesc Pinheiros (São Paulo)

28 Dezembro 2017 CONCERTO


u ABERTURA Roteiro Musical

divulgação
Marin Alsop, regente Leonardo Altino, violoncelo
(São Paulo, dias 7, 8 e 9) (Recife, dias 13, 15 e 16

divulgação / Flora Pimentel


Stéphanie-Marie Degand,

divulgação
violino e regente
(Rio de Janeiro, dias 2 e 9)
divulgação

Dezembro 2017
u ROTEIRO MUSICAL São Paulo (página 30)
u ROTEIRO MUSICAL Rio de Janeiro (página 38)
Denise de Freitas,
mezzo soprano
u ROTEIRO MUSICAL Brasil (página 42)
(Goiânia, dias 21 e 22)
u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

Sala São Paulo


u 1 SEXTA-FEIRA Tchaikovsky – Concerto para piano nº 1
e Sinfonia nº 5. Leia mais ao lado.
Osesp continua ciclo Mahler com 09h00 XXVI Concurso de Piano Souza Sala São Paulo. R$ 46 a R$ 213.
Reapresentação dia 2 às 16h30.
Lima. Marisa Lacorte – coordenação
a Sinfonia nº 9 e Marin Alsop artística. Antonio Mário da Silva Cunha –
21h00 Balé O lago dos cisnes,
coordenação geral. Provas do V turno.
A Orquestra Sinfônica do Esta- de Tchaikovsky. Ballet Paula Castro.
Marin Alsop Faculdade e Conservatório Souza Lima.
Comemoração dos 40 anos do balé. Paula
do de São Paulo entra em dezembro Continuidade dias 2 e 3 às 9h. Informações:
www.souzalima.com.br. Castro – direção. Ramona de Saá e
com as últimas apresentações, nos Niurka Naranjo – direção artística. Marina
dias 1º e 2, do programa coman- 20h00 Ópera La Belle Hélène, de Stoll – direção cenográfica. Isabella
dado pelo maestro Isaac Karabt- Jacques Offenbach. Orquestra do Rodrigues e Jackson Liee – bailarinos.
chevsky dedicado a Tchaikovsky. Theatro São Pedro. Cláudio Cruz – di- Auditório Ibirapuera. Reapresentação
reção musical. Caetano Vilela – direção dia 2 às 19h.
O solista é o pianista russo Boris
Berezovsky, que interpreta o Con- cênica e iluminação. Gabriela Bueno
(Hélène), Fernanda Nagashima (Loena),
certo nº 1 para piano e orquestra; Luisa Brack (Parthénis), Raquel Paulin
u 2 SÁBADO
o repertório inclui ainda a Sinfonia (Bacchis), Nathalia Serrano (Orestes),
divulgação

09h00 XXVI Concurso de Piano


nº 5. A obra aparece também no Miguel Nador (Agamemnon), Eduardo
Souza Lima. Marisa Lacorte – coorde-
Concerto Matinal, que Karabtche- Javier Gutierres (Menelau), Rodrigo Kenji
nação artística. Antonio Mário da Silva
vsky rege no dia 3, ao lado das Dan- (Paris), Anderson Barbosa (Calchas),
Cunha – coordenação geral. Provas do
Wilken Silveira (Achille), Daniel Soufer
ças polovtsianas nº 8 e nº 17, de Borodin. Também no domingo dia 3, Be- (Ajax I), Lucas Nogueira (Ajax II) e
IV e III turnos.
rezovsky faz recital solo, com destaque para obras de Beethoven e Chopin. Faculdade e Conservatório Souza Lima.
Vinicius Costa (Philocome falado). Continuidade dia 3 às 9h.
Marin Alsop, diretora musical e regente titular, reassume o grupo nos Leia mais na pág. 32.
dias 7, 8 e 9, com uma das mais importantes sinfonias do repertório, a Theatro São Pedro. R$ 25 a R$ 80. 16h00 Orquestra Sinfônica
Reapresentação dia 3 às 17h e dias 5 e 7 às 20h.
Sinfonia nº 9 de Gustav Mahler. Alsop tem se dedicado, nas últimas tem- Infantojuvenil do Guri Santa
poradas, à integral do compositor. A nona de Mahler, com um dos adagios Marcelina. Emmanuele Baldini –
20h00 Orquestra Jovem Tom Jobim.
regente. Programa: Mozart – Abertura de
mais dilacerantes de sua produção, sintetiza e leva a um novo patamar as Musicais de Chico Buarque. Nelson Ayres e
As bodas de Fígaro; Beethoven – Abertura
questões que o preocuparam, como a conturbada relação entre o homem Tiago Costa – regentes. Madrigal do Coral
Egmont; Sibelius – Suíte Karelia; e Villa-
e o mundo em que vive. Jovem do Estado. Programa: Chico Buarque
-Lobos – Bachianas brasileiras nº 2.
– Abertura de O grande circo místico, Roda
A Osesp finaliza o ano de 2017 nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, Viva, Calabar e Ópera do Malandro; Chico
Masp Auditório. Entrada franca.
Reapresentação dia 3 às 11h no Teatro Paulo
com três concertos comandados pelo maestro Thomas Blunt. O tema da Buarque/Edu Lobo – A história de Lily Machado de Carvalho.
apresentação é o final de ano, com destaque para A ceremony of carols, Braun, A bela e a fera e Na carreira.
de Benjamin Britten, escrita para o Natal de 1942 e baseada em textos da Masp Auditório. R$ 20. 16h00 Quarteto de Cordas da
coletânea The english galaxy of shorter poems. A obra foi composta para Orquestra Jovem do Estado.
20h00 Trovadores Urbanos. Natal Alexandre Pinatto de Moura e David
orquestra, coro e um time de solistas que, em São Paulo, será formado Iluminado. Seresta de Sexta. Lucila França – violinos, Letícia Camargo –
pela soprano Anna Carolina Moura, pelo tenor Luiz Guimarães e o baixo Novaes – direção musical. Cris Ferri – viola e Bianca de Souza – violoncelo.
Francisco Meira. Participam ainda o Coro da Osesp e o Coro Acadêmico direção artística. Programa: canções Programa: Villa-Lobos – Quarteto nº 1;
da Osesp. Completa o programa, a Cantata nº 140, Wachet auf, ruft uns natalinas com coreografias. e Schumann – Quarteto nº 1.
Casa dos Trovadores. Reapresentação
die Stimme, de Bach; no dia 16, também compõem o repertório obras dias 8, 15 e 22 às 20h. Entrada franca.
Museu de Arte Moderna. Entrada franca.
corais de Mendelssohn, Poulenc, Tavener e Jan Sandström.
16h00 Cauê Tomachige – piano.
20h00 Audi Coelum. Sesi Música. Recitais Aronne Pianos. Programa:
Roberto Rodrigues – direção musical e Chopin – Balada nº 2 op. 38, 12
regente. Viviana Casagrandi – soprano, Estudos op. 10 e Scherzo nº 2 op. 31.
Clarissa Cabral – mezzo soprano, Guga Aronne Pianos – Sala Giovanni Aronne.
Dia 17, Sala São Paulo Costa – haute-contre, Ruben Araújo – Entrada franca.

Orquestra Jovem do Estado tenor, Sabah Teixeira – baixo-barítono,


Alexandre Cruz e Marcus Held – violinos, 16h30 Orquestra Sinfônica
Luciana Castillo – flauta doce, Pedro do Estado de São Paulo. Isaac
encerra ano com Stravinsky Augusto Diniz – cravo e Iara Ungarelli – Karabtchevsky – regente. Boris
viola de gamba. Berezovsky – piano. Veja detalhes
A Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, grupo de ponta da Teatro do Sesi São Bernardo do Campo. dia 1º às 21h.
Escola de Música do Estado de São Paulo, encerra sua temporada na Entrada franca.
Sala São Paulo com um concerto no dia 17 (o mesmo programa será 18h00 Maria Josephina Mignone
20h30 Orquestra Sinfônica Jovem – piano. Lançamento do álbum de parti-
apresentado no dia 15, em São Caetano do Sul, e no dia 16, em Ta- da FASCS. Premiação do VII Concurso -turas “24 Valsas brasileiras para piano
tuí). A regência será do maestro e titular do conjunto Cláudio Cruz. Jovens Solistas. Geraldo Olivieri Junior – de Francisco Mignone”.
O grupo abre as apresentações com o Concerto para clarinete regente. Mayra da Silva Costa – soprano Biblioteca Municipal Mário de Andrade.
de Carl Nielsen, escrito em 1928 para um dos membros do Quin- e Paola Picherzky – violão. Programa: Haverá sessão de autógrafos.
teto de Copenhagen – a ideia original era escrever um concerto Mozart – Sinfonia nº 31; Tchaikovsky
– Trechos do balé O quebra-nozes; e 19h00 Balé O lago dos cisnes,
para cada um dos cinco integrantes do conjunto. O projeto nunca Puccini – Ária Quandi m’em vo, da ópera de Tchaikovsky. Ballet Paula Castro.
se concretizou totalmente, mas o Concerto para clarinete entrou La bohème; Armando Neves – Choros nº Comemoração dos 40 anos do balé.
em definitivo para a repertório do instrumento e terá como solista 10 e nº 16 e Valsa; Paulo Tiné – Lamento Veja detalhes dia 2 às 19h.
Bruno da Silva Ghirardi, vencedor do 6º Prêmio Ernani de Almeida nordestino; e Garoto – Ritmo de choro.
Machado 2017, da própria orquestra. Teatro Paulo Machado de Carvalho. Entrada 20h00 Ópera in Corso. Uma jornada
franca. musical. Carmo Barbosa – direção artís-
Nielsen conheceu o Quinteto de Copenhagen em uma apre- tica e baixo-barítono. Ariadne Menegon,
sentação dedicada a Mozart. E é do compositor a peça seguinte do 21h00 Orquestra Sinfônica Carol Borba, Gina Falcão, Luísa Sayão,
programa, a abertura da ópera Don Giovanni. Por fim, Cruz rege do Estado de São Paulo. Isaac Paula Garcia Psillakis, Regina Prata e
Petrushka, de Igor Stravinsky. Karabtchevsky – regente. Boris Suzana Schainberg – sopranos; Eli Lobato
Berezovsky – piano. Programa: e Públio Gimenez – tenores e Daniel

30 Dezembro 2017 CONCERTO


u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

Gonçalves – piano. Programa: canções, musical. Caetano Vilela – direção cênica e


Theatro São Pedro árias e duetos de óperas de Mozart, iluminação. Veja detalhes dia 1º às 20h.
Puccini e Lehár, entre outros.
Opereta de Offenbach e ópera Espaço Cachuera! R$ 20.
20h30 Coralusp – Grupos Zimana e
Jupará. Alberto Cunha – regente. Projetos
de Verdi ganham produções u 3 DOMINGO
Mapa da Música Coral e De corpo e alma.
Igreja do Calvário.
Após estrear, no dia 29 de novembro, a montagem da opereta La
belle Hélène, de Offenbach, segue em cartaz no Theatro São Pedro 09h00 XXVI Concurso de Piano Souza
Lima. Marisa Lacorte – coordenação
u 5 TERÇA-FEIRA
nos dias 1º, 3, 5 e 7 de dezembro. A obra, de 1864, é anterior à com- artística. Antonio Mário da Silva Cunha – 12h00 Quarteto de cordas da Cidade
posição da mais célebre peça para o palco do compositor, Os contos coordenação geral. Provas do II e I turnos. de São Paulo e Duofel. Série Convidados.
de Hoffmann. Mas foi um dos principais sucessos de sua carreira, Faculdade e Conservatório Souza Lima. Ensaio aberto. Betina Stegmann e Nelson
ao narrar, por meio do humor, os eventos que levariam à Guerra de Rios – violinos, Marcelo Jaffé – viola e
Troia. A direção cênica é de Caetano Vilela e os figurinos, de Fause 10h00 Grupo História na Música. Angelique Camargo – violoncelo. Duofel:
11ª Mostra de Cultura do Butantã. Fernando Melo e Luiz Bueno – violões.
Haten. A regência é do maestro Cláudio Cruz, que comanda um Programa: Bach – Ária da Suíte nº Participação: Alberto Lucas – contrabaixo.
elenco formado inteiramente por alunos da Academia de Ópera do 3; Mozart – Divertimento nº 2; João Programa: obras do CD “Kids of Brazil”,
Theatro São Pedro e do Ópera Estúdio da Emesp. Pernambuco – Luar do sertão; Webber – apresentado em forma de opereta.
O Theatro São Pedro recebe ainda, nos dias 15, 16 e 17, uma Amigos para sempre; Lupícinio Rodrigues Praças das Artes – Sala Mário de Andrade.
versão com os principais trechos da ópera Falstaff, de Giuseppe Ver- – Felicidades; Carlos Gardel – Por una Apresentação dia 6 às 20h.
cabeza; e obras de Piazzolla, entre outros.
di, com a Orquestra de Bolsis- Casa do Sertanista. Entrada franca. 19h00 MARTA DALILA MAULER – sopra-
Cláudio Cruz tas do teatro e membros da no e Márcio Arruda – piano. Ciclo BMA
academia e do Ópera Estúdio. 11h00 Orquestra Sinfônica do de Música Erudita. Uma voz no Natal.
A regência é de Natalia Laran- Estado de São Paulo e Coro da Osesp. Biblioteca Municipal Mário de Andrade –
Concertos Matinais. Isaac Karabtchevsky Auditório. Entrada franca.
geira e a concepção cênica,
– regente. Programa: Borodin – Príncipe
de Mauro Wrona, que acaba Igor: Danças Polovtsianas nº 8 e nº 17;
20h00 Ópera La Belle Hélène, de
de assinar uma produção do Jacques Offenbach. Orquestra do
e Tchaikovsky – Sinfonia nº 5. Leia mais
Theatro São Pedro. Cláudio Cruz –
Don Giovanni, de Mozart, na pág. 30.
direção musical. Caetano Vilela –
no mesmo teatro. Falstaff Sala São Paulo. Entrada franca, quatro ingressos
direção cênica e iluminação. Veja
por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2.
é a última ópera de Verdi e, detalhes dia 1º às 20h.
para muitos críticos, o ponto 11h00 Orquestra Sinfônica
mais alto de sua produção, Infantojuvenil do Guri Santa u 6 QUARTA-FEIRA
divulgação

responsável por revolucionar Marcelina. Emmanuele Baldini –


o teatro musical italiano. regente. Veja detalhes dia 2 às 16h. 20h00 Quarteto de cordas da
Teatro Paulo Machado de Carvalho. Cidade de São Paulo e Duofel. Série
Entrada franca.
Convidados. Betina Stegmann e Nelson
Rios – violinos, Marcelo Jaffé – viola e
12h30 Coral da ECA-USP e Coro
Angelique Camargo – violoncelo. Duofel:
Dias 9 e 10, Sala São Paulo de Câmara Comunicantus. Marco
Fernando Melo e Luiz Bueno – violões.
Antonio da Silva Ramos – regente.
Participação: Alberto Lucas – contrabaixo.
Programa especial reúne grupos Lee Ward – regente e órgão. Programa:
Mendelssohn – Trechos do oratório Elijah
Programa: obras do CD “Kids of Brazil”,
apresentado em forma de opereta.
da Universidade de São Paulo e Sonata para órgão nº 6 op. 65; Cláudia
Alvarenga – Salmo nº 22; Villa-Lobos
Praças das Artes – Sala Mário de Andrade.

Um programa especial vai – Cor dulce, cor amabilis; Liszt – Trechos 20h30 ALEXANDRE RIBEIRO – teorba
divulgação / Maristela Martins

do oratório Christus; e Elgar – Sonata para e Mariana Murad – violão. Programa:


reunir, nos dias 9 e 10, três grupos órgão op. 28. Leia mais na pág. 36. obras de Bach, Visée e Mariana Murad.
ligados à Universidade de São Pau- Mosteiro de São Bento. Musicalis Núcleo de Música.
lo: a Orquestra Sinfônica da USP,
a Orquestra de Câmara da ECA- 16h00 Boris Berezovsky – piano.
-USP (Ocam) e o Coro de Câmara Recitais Osesp. Programa: Beethoven u 7 QUINTA-FEIRA
– Sonata nº 13 op. 27 nº 1, Quase uma fan-
Comunicantus, além da soprano tasia; Chopin – Improviso nº 1 op. 29; De 10h00 Orquestra Sinfônica do
Rosemeire Moreira. Será a primeira Falla – Quatro peças espanholas; Albéniz – Estado de São Paulo. Ensaio aberto.
vez que os grupos atuarão em con- Espanha: Quatro peças; Grieg – Nove peças Marin Alsop – regente. Programa:
líricas; e Stravinsky – Três movimentos de Mahler – Sinfonia nº 9.
junto. A direção do espetáculo é do
Petroushka. Leia mais na pág. 30. Sala São Paulo. R$ 10. Apresentação às 21h,
maestro Gil Jardim (leia mais sobre dia 8 às 21h e dia 9 às 16h30.
Sala São Paulo. R$ 85 a R$ 110.
o projeto na página 16).
20h00 Ópera La Belle Hélène, de
Os concertos homenageiam 16h00 Fortuna – canto e piano. Jacques Offenbach. Orquestra do
três nomes intimamente ligados à Recitais de Piano MuBE. Curadoria: Theatro São Pedro. Cláudio Cruz – direção
história da instituição. De Camar- Luiz Guilherme Pozzi. musical. Caetano Vilela – direção cênica e
go Guarnieri, criador da Osusp, Auditório MuBE. R$ 30. iluminação. Veja detalhes dia 1º às 20h.
será interpretada a Sinfonia nº 2, 16h00 Orquestra Filarmônica 20h00 Voz Ativa Madrigal.
Uirapuru, estreada em 1950 e Gil Jardim
Senai-SP e Giovanna Maira – Sesi Música. Virada Inclusiva.
símbolo da trajetória do autor. De cantora. Sesi Música. Regiane Martinez – regente. Denize
Olivier Toni, um dos responsáveis pela criação do Departamento de Centro Cultural Fiesp – Palco externo. Meire, Tamara Caetano, Rita Tomé,
Música da ECA-USP, o grupo vai apresentar Anunciação, estreada pela Entrada franca. Regina Rocha, Aldilei Clemente,
Gustavo Carvalho, Fernando Ribeiro
Ocam em 2015. E, de Gilberto Mendes, que durante anos foi professor 17h00 Ópera La Belle Hélène, de e Fabio Carvalho – cantores e Delphim
da universidade, o programa inclui Alegres trópicos: um baile na Mata Jacques Offenbach. Orquestra do Rezende Porto – piano.
Atlântica, escrita sob encomenda da Osesp no início dos anos 2000. Theatro São Pedro. Cláudio Cruz – direção Teatro do Sesi. Entrada franca.

32 Dezembro 2017 CONCERTO


21h00 Orquestra Sinfônica do
Estado de São Paulo. Marin Alsop –
Paróquia São Luiz Gonzaga. Entrada franca.
Reapresentação dia 10 às 16h no Masp
Gershwin e Bach, entre outros.
Masp Auditório. R$ 50. Reapresentação
u 10 DOMINGO
regente. Programa: Mahler – Sinfonia Auditório. às 20h.
11h00 Coro Infantil da Osesp, Coro
nº 9. Leia mais na pág. 30. Juvenil da Osesp e Coro Acadêmico
Sala São Paulo. . R$ 46 a R$ 213. 11h00 Grupo Percussivo USP. 20h00 Ópera Portátil. Sesi Música.
Música no MAC. Ricardo Bologna – da Osesp. Concertos Matinais.
Reapresentação dia 8 às 21h e dia 9 às 16h30. Wesley Lacerda – direção musical e
direção musical. Programa: Steve Reich Sala São Paulo. Entrada franca, quatro ingressos
piano. Pablo Moreira – direção cênica. por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2.
– Clapping Music; Kevin Volans – She Edna De Oliveira – soprano, Eleni Arruda
u 8 SEXTA-FERIA who Sleeps in a Small Blanket; Lynn – mezzo soprano, Alexandre Bialecki – 11h00 Coral Vox Jubili. Muriel
Glassock – Dragoon; Minoru Miki – Time tenor e Paulo Menegon – baixo. Waldman – regente. Programa: Mozart –
19h00 Camerata La Carte. Música ao for marimba; e Michael Udow – African Teatro do Sesi. Entrada franca. InterNatos Mulierum; Fauré – Cantique
cair da tarde. Programa: Corelli – Concerto Welcome Piece.
de Jean Racine; e canções natalinas.
para noite de Natal; Tchaikovsky – Suíte Museu de Arte Contemporânea da USP – 20h00 Concertos Triade Vioesp. Paróquia Nossa Senhora da Consolata.
O quebra-nozes; Händel – Excertos de O MAC. Entrada franca. Violão Romântico. Giacomo Bartoloni, Entrada franca. Reapresentação dia 17 às 9h30
messias; Vivaldi – Inverno, de As quatro Fabio Bartoloni, Atílio Rocha, Letícia na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação.
estações; Bach – Jesus, alegria dos 16h00 Celina Charlier – flauta e Alcântara, Raphael Tavarez e Pedro
homens; Mozart – Ave Verum; César Villani-Cortês – compositor e piano. Carrasqueira – violões. Programa: Peter 11h30 Coro do Colégio Visconde de
Franck – Panis Angelicus; e Bach/ Comemoração dos 87 anos de Villani- Van der Staak – Concertino; Giulian – Porto Seguro e convidados. Concerto
Gonoud – Ave Maria. Côrtes. Recital-palestra com obras de Gran Overture; Ponce – Sonata nº 5, de Natal. Sérgio Assumpção – regente.
Sesc Santo Amaro. Entrada franca. Villani-Côrtes compostas especialmente Romântica; Giuliani – Rossiniana op. 119; Programa: obras de Bach, Händel, Vivaldi,
Reapresentação dia 22 às 13h. para Celina Charlier (1ª audição mundial). Fernando Sor – Lagrime mie d’Affano e Mendelssohn e Schubert; e canções tradi-
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Mulheres e cordas; e Mozart – Batti Batti cionais natalinas. Leia mais na pág. 36.
20h00 Trovadores Urbanos. Entrada franca. Após o recital haverá conversa a Bel Maseto. Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.
Natal Iluminado. Seresta de Sexta. com o público.
Triade Instituto Musical. R$ 18. Ingressos: doação de um brinquedo novo.
Veja detalhes dia 1º às 20h.
16h30 Orquestra Sinfônica do 21h00 Orquestra Sinfônica da 11h30 Orquestra Sinfônica Carlos
21h00 Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Marin Alsop – USP, Orquestra de Câmara da Eca- Gomes. Comemoração dos 90 anos Glesp.
Estado de São Paulo. Marin Alsop – regente. Veja detalhes dia 7 às 21h. -USP, Coro de câmara comunicantus Concerto de Natal. Ricardo Rossetto
regente. Veja detalhes dia 7 às 21h. e Coralusp. Gil Jardim – regente. Mielli – regente. Programa: obras de
17h00 Concerto EML – Inspiração. Rosemeire Moreira – soprano. Bach, Beethoven, Bizet, Ippolitov Ivanov,
Concerto anual do Espaço de Ensino Programa: Guarnieri – Sinfonia nº 2, Saint-Saëns e Glenn Miller, e músicas
u 9 SÁBADO Musical Leandro Mamede. Leandro Uirapuru; Olivier Toni – Anunciação; natalinas.
Mamede, Vagner Ferreira, Tania Morin e Gilberto Mendes – Alegres trópicos, Teatro Lauro Gomes. Entrada franca.
10h00 Coral Juvenil do Guri Santa e Hayato Saguchi – pianos; Thati Abra – Um baile na Mata Atlântica. Leia mais
Marcelina. Vitor Gabriel – regente. canto e Marcus Held e Marcel de Oliveira na pág. 32. 14h00 Regional de Choro
Programa: música brasileira dos séculos – violinos; entre outros. Programa: obras Sala São Paulo. R$ 20 a R$ 70. Reapresentação Infantojuvenil do Guri Santa
XX e XXI. de Beethoven, Chopin, Villa-Lobos, dia 10 às 16h. Marcelina. Dinho Nogueira –
u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

regente. Izaías Bueno – bandolim e Bianca Santos – trompetes, Marcos Alex de Brandemburgo nº 3 BWV 1043, 19h30 Orquestra Sinfônica do
Zé Barbeiro – violão de sete cordas. – trombone e Luana Maele – trombone Concerto para dois violinos BWV 1043 Estado de São Paulo, Coro Acadêmico
Programa: Chiquinha Gonzaga – Saudade; baixo. Dana Radu – piano. Programa: e Suíte Orquestral nº 3 BWV 106; Corelli da Osesp e Coro da Osesp. Concertos a
Yamandu Costa – Boa viagem; Nazareth R. Strauss – Concerto para trompa nº – Concerto Grosso nº 8 op. 6; Vivaldi – preço popular. Thomas Blunt – regente.
– Tenebroso; Gnattali – Papo de anjo; 2; Paganini – I Palpiti para violino, Concerto Grosso RV 121 e Concerto para Veja detalhes dia 15 às 19h30.
Zequinha de Abreu – Tico-tico no fubá; Variação sobre um tema de Rossini; quatro violinos nº 10; Telemann – Suíte La
e Pixinguinha – Carinhoso; entre outros. Dutilleux – Sonatina para flauta e piano; Lyra; Georg Mathias Monn – Concerto para 20h00 Ópera A flauta mágica, de
MIS – Museu da Imagem e do Som. Koussevitzky – Concerto para contrabaixo violoncelo; Nepomuceno – Concerto para Mozart. Orquestra Sinfônica Municipal
Entrada franca. e piano op. 3; Pasculli – Concerto para violoncelo; Nepomuceno – Serenata 1902; de São Paulo. Roberto Minczuk –
oboé sobre tema da ópera La favorita, de e Elgar – Serenata op. 20. regente. André Heller-Lopes – direção
15h30 Orquestra de Cordas Donizetti; Spitznagel – Quarteto Auf allen Livraria Nove.Sete. Entrada franca. cênica. Leia mais na pág. 36.
Infantojuvenil do Guri Santa Vieren para contrabaixo, violino, viola e Theatro Municipal. R$ 20 a R$ 120.
Marcelina. Thibault Delor – regente. violoncelo; e Victor Ewald – Quinteto nº 1. 20h00 Yamandú Costa – direção, Reapresentação dia 16 às 16h30, dia 17
Programa: Dvorák – Humoresque; Albinoni às 17h e dias 19, 20 e 21 às 20h.
Sala São Paulo. Continuidade dia 12 às 20h. violão e compositor. Sesi Música.
– Concerto Grosso a cinco; e temas de Teatro do Sesi. Entrada franca. 20h00 Ópera Falstaff, de Verdi. Série
óperas de diversos compositores.
Pocket Ópera. Orquestra de Bolsistas
Paróquia Assunção de Nossa Senhora. u 12 TERÇA-FEIRA e Academia de Ópera do Theatro São
Entrada franca. u 14 QUINTA-FEIRA Pedro e Ópera Estúdio Emesp. Natalia
20h00 Academia da Osesp. Concerto
16h00 Orquestra Sinfônica da Larangeira – regente. Mauro Wrona
de encerramento. Marcos Alex – trom- 15h00 Orquestra de Cordas das
USP, Orquestra de Câmara da Eca- – direção cênica. Charles Miyazaki (Sir
bone, Gabriel Marcaccini – oboé, Rafael Fábricas de Cultura da Zona Leste.
-USP, Coro de câmara comunicantus John Falstaff), Midiã Machado (Mrs.
Frazzato – violoncelo, Paulo Galvão Musicando na Série de Concertos Fábricas
e Coralusp. Gil Jardim – regente. Veja Alice Ford), Gabriela Bueno (Mrs. Meg
e Maressa Portilho – violinos, Sandra de Luz. Ênio Antunes – direção artística e
detalhes dia 9 às 21h. Page), Nathalia Serrano (Mrs. Quickly),
Ribeiro – fagote e Tayanne Sepulveda – regente. Pedro Gobeth e Geraldo Matias Luisa Brac e Isis Cunha (Nannetta), Athos
trompa. Dana Radu – piano. Programa: – direção musical e regentes. Programa:
16h00 Coral Juvenil do Guri Santa Bueno Teixeira (Ford), Eduardo Javier
Tomasi – Concerto para trombone; J. Beetholven Cunha – Miniatura pernambu-
Marcelina. Vitor Gabriel – regente. Gutiérrez (Fenton), Wesley Rocha (Dr.
Strauss – Concerto para oboé; Haydn – cana nº 8; Nepomuceno – Prece; Guerra-
Programa: música brasileira dos séculos Caius), Daniel Soufer (Bardolfo) e Vinicius
Concerto para violoncelo nº 2; Beethoven -Peixe – Mourão; Villa-Lobos – Prelúdio
XX e XXI. Costa (Pistola). Leia mais na pág. 32.
– Sonata nº 5; Saint-Saëns – Sonata para e Bachianas brasileiras nº 4; Santoro –
Masp Auditório. Entrada franca. Theatro São Pedro. R$ 15 a R$ 40.
fagote e piano; e Brahms – Trio para Mini concerto grosso; Lacerda – O Reapresentação dia 16 às 20h e dia 17 às 17h.
piano, violino e trompa op. 40. sanfoneiro em ré; e Ernani Aguiar –
16h00 Gabriella Mattos Affonso e Quatro Momentos nº 3.
Sala São Paulo. 20h00 Orquestra Jovem do Estado
Luiz Guilherme Pozzi – piano. Recitais Fábrica de Cultura Sapopemba – Sala de são paulo. 6º Prêmio Ernani Aguiar de
de Piano no MuBE. Programa: Mozart/ 21h00 Duo Graffiti. Clássicos no Multiuso. Entrada franca. Almeida Machado. Cláudio Cruz – regente.
Grieg – Sonata K 545; e Tchaikovsky – JazzB. Cássia Carrascoza – flauta e Bruno da Silva Ghirardi – clarinete. Progra-
Suíte do balé O quebra-nozes. Curadoria: Ricardo Bologna – percussão. 18h00 João Guilherme Figueiredo – ma: Nielsen – Concerto para clarinete;
Luiz Guilherme Pozzi. JazzB. R$ 30. violoncelo barroco e viola da gamba Mozart – Abertura de Don Giovanni; e
Auditório MuBE. R$ 30. e Orquestra Histórica do Brasil. Stravinsky – Petrushka. Leia mais na pág. 30.
21h00 Paulo Martelli – violão. Veja detalhes dia 13 às 18h. Teatro Paulo Machado de Carvalho. Entrada
16h00 Madrigalchor Humboldt. Série Bach Tema & Contratema. franca. Reapresentação dia 17 às 16h na Sala
Sérgio de Souza – regente. Leonardo Programa: Bach – Suítes BWV 1012, 19h00 Marta Dalila Mauler – São Paulo.
Fernandes – piano. Quarteto: Renato Cruz BWV 1007 e BWV 812. soprano, Ricardo Russo – tenor,
e Flávio Piotto Santos – violinos, Betina Espaço Cachuera!. R$ 30. Márcio Arruda – piano e Paulo 20h00 Eder Giaretta – piano e Josani
Roesler Schmidt – viola e Peter Santiago CUNHA – violino. Ciclo BMA de Música Pimenta – voz. Sesi Música. Participação:
Goulart – violoncelo. Programa: Vivaldi Erudita. Sarau Natalino. Programa: John Anselmo Pereira – flauta, Eduardo
– Glória RV 589; Mozart – Quarteto de u 13 QUARTA-FEIRA Newton – Amazing Grace; Gounod – Ave Augusto e Fernando Henrique Andrade –
cordas K 157; e canções natalinas. Maria; Schubert – Ave Maria; Saint-Preux violinos, Janaina Almeida – viola e Tiago
Igreja da Paz. Entrada franca. 13h00 Orquestra Jazz Sinfônica. – Concerto para uma voz; Leonard Cohen Almeida – violoncelo.
Fábio Prado – regente. Toninho – Hallelujah; Bach – Jesus alegria dos Teatro do Sesi. Entrada franca.
16h00 Grupo Tons e Floradas. Ferragutti – acordeão. Programa: Luiz homens; Leontovich – Carol of Bells;
Espetáculo Ecos de verão. Janete Ribeiro 20h00 Quinteto de Fagotes. Sesi
Gonzaga e Zé Dantas – Sanfonema; e Gruber – Noite feliz; entre outros.
– direção musical. Diana Victoria e Música. Alexandre Silvério, Francisco
Ferragutti – Sanfoneon, Forró classudo Biblioteca Municipal Mário de Andrade –
Susana Miranda – direção artística. Formiga, Filipe de Castro e José Arion
e Na sombra de Asa branca. Auditório. Entrada franca.
Diana Victoria, Marlene Caprino e Susana Linhares – fagotes e Romeu Rabelo
Theatro Municipal. R$ 6.
Miranda – sopranos, João Albertvicius – – contrafagote. Programa: obras do
19h30 Orquestra Sinfônica do
tenor e Lucia Giusti e Waldyr Giusti – repertório barroco ao clássico.
18h00 João Guilherme Figueiredo Estado de São Paulo, Coro Acadêmico
cantores. Elaine e Tadeu – bailarinos. Teatro do Sesi Osasco. Entrada franca.
– violoncelo barroco e viola da gamba da Osesp e Coro da Osesp. Concertos a
Centro Musical Santa Cecília. e Orquestra Histórica do Brasil. preço popular. Thomas Blunt – regente. 20h00 Trovadores Urbanos.
Comemoração dos 35 anos de carreira Anna Carolina Moura – soprano, Luiz Natal Iluminado. Seresta de Sexta.
17h30 Nós com Voz e Cuca Coral de João Guilherme Figueiredo. João Guimarães – tenor e Francisco Meira – Veja detalhes dia 1º às 20h.
da PUC-SP. Rita Fucci-Amato e Renato Guilherme Figueiredo – direção artística baixo. Programa: Britten – A Ceremony
Teixeira Lopes – regentes. Paulo e regente. Programa: Vivaldi – Abertura of Carols op. 28; e Bach – Cantata nº 140,
Menegon – preparação vocal. Programa: da ópera L’Olimpiade e Concerto para Wachet auf, ruft uns die Stimme. Leia u 16 SÁBADO
obras de Paulo Vanzolini, Chico Buarque, violoncelo RV 418; Telemann – Concerto mais na pág. 30.
Luis Carlos Sá, Osvaldo Farrés, Villa-Lobos, em lá menor para flauta doce e viola da Sala São Paulo. R$ 15. Reapresentação dia 15 11h00 joão e Maria a procura de
Krieger e canções de natal tradicionais, gamba; Corelli – Concerto Grosso nº 8, às 19h30. Papai Noel. Série Aprendiz de Maestro.
entre outras. Fatto per la Notte di Natale. Sinfonietta Tucca Fortíssima e Cia. Dans
Igreja Nossa Senhora da Esperança. Entrada Teatro Cacilda Becker. Entrada franca. La Danse. Paulo Rogério Lopes – direção
franca. Reapresentação dia 14 às 18h. u 15 SEXTA-FERIA e texto. João Maurício Galindo – regente.
Luciana Ramanzini – atriz.
20h00 Academia da Osesp. Concerto 19h00 Orquestra Antunes Câmara. 15h00 Encontro de Bandas do Guri Sala São Paulo. R$ 75 a R$ 85. Vendas: Tucca –
de encerramento. Tayanne Sepulveda Serenata de Luz. Quartas Musicais Nove. Santa Marcelina. Banda Sinfônica Tel. (11) 2344-1051 e www.ingressorapido.com.
– trompa, Maressa Portilho – violino, Sete! Ênio Antunes – direção artística, Infantojuvenil do Guri, Banda Sinfônica br. Venda revertida para a Tucca.
Giovanna Finnardi – flauta, Jéssica regente e violino. Rebeca Requena, Juvenil do Guri e Banda Sinfônica Jovem
Albuquerque – contrabaixo, Layla Köhler Gustavo Simões, Eduardo Eliel e Renato do Estado. Laszlo Marosi – regente. 15h00 Orquestra Sinfônica da
– oboé, Rodrigo Mendes – viola, Rafael Costa – violinos e Bruno William – vio- CEU Alvarenga. Entrada franca. Reapresentação Fábrica de Cultura da Zona Leste.
Frazzato – violoncelo, Caique Sant’anna e loncelo. Programa: Bach – Concerto dia 16 às 16h no Masp Auditório. Musicando na Série de Concertos

34 Dezembro 2017 CONCERTO


u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

Theatro Municipal Fábrica de Luz. Ênio Antunes e Rodrigo


Felicissimo – regentes. Naiara Brito e
u 17 DOMINGO
Theatro Municipal encena ópera Pedro Henrique Melo – flautas, Rebeca 09h30 Coral Vox Jubili. Muriel
Requena – violino e Bruno William – Waldman – regente. Veja detalhes
A flauta mágica de Mozart violoncelo. Programa: Gluck – Orfeu e
Eurídice; Domenico Cimarosa – Concerto
dia 10 às 11h.
Paróquia Nossa Senhora da Anunciação.
Uma produção de A flauta má- para duas flautas; Mozart – Abertura
revista concerto / carlos goldgrub

Entrada franca.
Roberto de As bodas de Fígaro e Adágio K 261;
gica, de Mozart, sobe ao palco do
Minczuk Grieg – The last Spring; Saint-Saëns 11h00 Orquestra Sinfônica
Theatro Municipal de São Paulo em
– Allegro Appassionato; e Tchaikovsky – Cesgranrio. Concertos Matinais.
dezembro. A direção cênica é de Suíte O quebra-nozes. Sala São Paulo. Entrada franca, quatro ingressos
André Heller-Lopes e a regência, do Fábrica de Cultura Sapopemba – Sala por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2.
titular da Orquestra Sinfônica Mu- Multiuso. Entrada franca.
nicipal de São Paulo, Roberto Min- 11h00 Coral da Gente do Instituto
16h00 Encontro de Bandas Baccarelli. Silmara Drezza, Arthur
czuk. Não havia ainda definição em do Guri Santa Marcelina. Perissinotto, Claudia Cruz e Tânia
relação ao elenco até o fechamento Veja detalhes dia 15 às 15h. Bertassoli – regentes. Juliana Ripke –
desta edição. Masp Auditório. Entrada franca. piano. Lucas Migliorini – preparação cênica.
A flauta mágica, estreada em 1791, é uma das últimas obras de Mo- Masp Auditório. R$ 10.
16h30 Ópera A flauta mágica, de
zart, escrita nos moldes do Singspiel, estilo de espetáculo em que núme-
Mozart. Orquestra Sinfônica Municipal 12h30 Coralusp – Grupo Todo Canto.
ros musicais são intercalados por diálogos falados. Seu enredo trata do de São Paulo. Roberto Minczuk – Projeto Mosaico. Programa: obras de
embate entre a virtude e o mal. As récitas acontecem nos dias 15, 16, 17, regente. André Heller-Lopes – direção Debussy, Piazzolla, Brahms e Tom Jobim.
19, 20 e 21 de dezembro. cênica. Veja detalhes dia 15 às 20h. Catedral da Sé – Cripta.

16h30 Orquestra Sinfônica 16h00 Orquestra Jovem do Estado


do Estado de São Paulo, Coro de São paulo. 6º Prêmio Ernani de
Acadêmico da Osesp e Coro da Almeida Machado. Cláudio Cruz – regen-
Orquestras de Heliópolis tocam no Masp Osesp. Concertos a preço popular. te. Bruno da Silva Ghirardi – clarinete.
Concerto Especial de Natal. Thomas Programa: Nielsen – Concerto para clarine-
As orquestras Infantil, Preparatória e Infantojuvenil Heliópo- Blunt – regente. Anna Carolina Moura te; Mozart – Abertura de Don Giovanni; e
lis, integrantes do Instituto Baccarelli apresentam-se no dia 17 no – soprano, Luiz Guimarães – tenor e Stravinsky – Petrushka. Leia mais na pág. 30.
Auditório do Masp, chance de ver de perto o trabalho de base reali- Francisco Meira – baixo. Programa: Jan Sala São Paulo. R$ 40.
Sandström – Es ist ein Ros’ entsprungen;
zado pela entidade. A Orquestra Sinfônica Heliópolis, por sua vez,
Mendelssohn – Frohlocket, ihr Völker auf 16h00 Orquestra Infantil
faz dois concertos este mês: no dia 3, em Santos, com o maestro Erden op. 79 nº 1 e Lasset uns frohlocken Heliópolis, Orquestra Preparatória
Edilson Ventureli, e no dia 10, em Santa Cruz do Rio Pardo, sob op. 79 nº 5; Poulenc – Salve Regina; Heliópolis e Orquestra
regência de Isaac Karabtchevsky. Tavener – Hymn to the Mother of God; Infantojuvenil Heliópolis. Alexandre
Britten – A Ceremony of Carols op. 28; e Pinto e André Sanches – regentes.
Bach – Cantata nº 140, Wachet auf, ruft Orquestra Infantil Heliópolis. Programa:
Celina Charlier celebra Villani-Côrtes uns Die Stimme. Leia mais na pág. 30. Canção tradicional francesa – Angels on
Sala São Paulo. R$ 15. Parade; Kenneth Baird – The Christmas
A flautista Celina Charlier fará, no dia 9, um recital-palestra Train; Canções folclóricas brasileiras;
ao lado do compositor Edmundo Villani-Côrtes, para marcar os 25 20h00 Ópera Falstaff, de Verdi. Série e James Kazik – Ludwig’s Dance Party.
anos de parceria artística entre os dois. O encontro acontece no Pocket Ópera. Orquestra de Bolsistas Orquestra Preparatória Heliópolis.
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. e Academia de Ópera do Theatro São Programa: Jeff Frizzi – Dança mística;
Pedro. Natalia Larangeira – regente. Ramin Djawadi – Game of Thrones; Klaus
Mauro Wrona – direção cênica. Veja Badelt – Piratas do Caribe; John Williams
Santo André recebe concerto de fim de ano detalhes dia 15 às 20h. – Star Wars; e Villa-Lobos – Bachianas
brasileiras nº 2. Orquestra Infantojuvenil
A Orquestra Sinfônica de Santo André realiza no dia 16, no 20h00 Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Programa: Samuel Krähenbühl
Paço Municipal de Santo André, seu concerto de Natal. A regência Santo André. Concerto de Natal. – Sinfonietta: Excertos; Beethoven –
é de Abel Rocha. O programa começa com aberturas de óperas de Temporada Sinfônica IX. Abel Rocha As ruínas de Atenas: Marcha turca;
– regente. Programa: Wagner – Offenbach – Orfeu no inferno: Can-Can;
Wagner e Carlos Gomes e segue com peças de Clóvis Pereira, Ciro Tannhäuser, Marcha dos convidados; e Rimsky-Korsakov – Sheherazade.
Pereira e Elgar. O encerramento tem temas natalinos, com a partici- Carlos Gomes – Abertura de O guarani; Leia mais ao lado.
pação do Coro Cidade de Santo André. Clóvis Pereira – Seleção Luiz Gonzaga; Masp Auditório. R$ 10.
Cyro Pereira – Aquarela de sambas;
e Elgar – Pompa e Circunstância; e 17h00 Ópera A flauta mágica, de
Coral e Natal são destaques na Fundação canções natalinas. Leia mais ao lado. Mozart. Orquestra Sinfônica Municipal
Paço Municipal de Santo André. de São Paulo. Roberto Minczuk – regen-
O Natal é tema da apresentação do dia 10 na Fundação Maria Entrada franca. te. André Heller-Lopes – direção cênica.
Luisa e Oscar Americano, em parceria com o Coro do Colégio Vis- Veja detalhes dia 15 às 20h.
conde de Porto Seguro e orquestra e solistas convidados, regidos por 20h00 Laura de Souza – soprano
Sérgio Assumpção. O programa tem obras de Bach, Händel, Vivaldi, e Antonio Vaz Lemes – piano. Recitais 17h00 Ópera Falstaff, de Verdi. Série
Mendelssohn e Schubert, além de canções tradicionais natalinas. Eubiose. Programa: obras de Schubert Pocket Ópera. Orquestra de Bolsistas
e Fauré. e Academia de Ópera do Theatro São
Sociedade Brasileira de Eubiose. R$ 30. Pedro. Natalia Larangeira – regente.
Corais da USP se apresentam no Mosteiro Mauro Wrona – direção cênica. Veja
21h00 A canção da terra. detalhes dia 15 às 20h.
Uma apresentação no dia 3, no Mosteiro de São Bento, vai reu- Espetáculo operístico (cantata) a partir
nir o Coro Comunicantus e o Coral da ECA-USP. Os grupos serão da obra homônima de Gustav Mahler. 18h00 A canção da terra. Veja
regidos por Marco Antonio da Silva Ramos e Lee Ward, que também Orquestra do Instituto Fukuda detalhes dia 16 às 21h.
Ensemble. Yoshi Oida – direção
estará ao órgão. No repertório, obras de Mendelssohn, Villa-Lobos, e ator. Erica Hindrikson – regente. 20h00 Coralusp. Sesi Música. Marcia
Cláudia Alvarenga, Liszt, Thomas Tallis e Charles Villiers Stanford. Sesc Pinheiros. Reapresentação dia 17 Hentschel – direção artística e regente.
às 18h e dias 19 e 20 às 21h. Teatro do Sesi. Entrada franca.

36 Dezembro 2017 CONCERTO


20h00 Orquestra de Cordas
Laetare. Muriel Waldman – regente.
Brilhos Musicais na Cidade: Suítes,
Endereços São Paulo
Serenatas e Danças. Programa: obras
de Bach, Grieg, Hubert Parry, Dag Wiren, Aronne Pianos – Sala Giovanni Igreja do Calvário – Rua Cardeal lugares) – Praça Júlio Prestes –
Nepomuceno, Carlos Gomes, Lacerda Aronne – Rua Doutor Amancio de Arcoverde, 950 – Pinheiros – Tel. Campos Elíseos – Tel. (11) 3223-3966.
e Krieger. Carvalho, 525 – Vila Mariana – Tel. (11) 3085-1307 Ingressos: tel. (11) 4003-1212 e www.
(11) 5549-6898 Igreja Nossa Senhora da Esperança – ingressorapido.com.br. Estacionamento:
Círculo Macabi. R$ 15.
Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Av. dos Eucaliptos, 556 – Moema – Tel. R$ 28
Álvares Cabral – Portão 3 do Parque (11) 5531-9519 Sesc Pinheiros – Auditório (98
u 19 TERÇA-FEIRA Ibirapuera – Tel. (11) 3629-1075
JazzB – Rua General Jardim, 43 – Centro
lugares) e Teatro Paulo Autran
(aPlateia interna: 800 lugares, Plateia (1010 lugares) – Rua Paes Leme, 195
– Tel. (11) 3257-4290 (120 lugares)
20h00 Coro Acadêmico da Osesp. externa: 15 mil lugares, Foyer: 300 – Tel. (11) 3095-9400
Série Osesp Masp. Marcos Thadeu – lugares) Livraria Nove.Sete – Rua França Pinto,
Sesc Santo Amaro – Auditório (279
regente. Palestra com Luciano Migliaccio, 97 – Vila Mariana – Tel. (11) 5573-7889
Auditório MuBE – Av. Europa, 218 – lugares) e Área de convivência (271
sobre a obra A virgem com o menino Jardim Europa – Tel. (11) 2594-2601 Masp – Auditório (374 lugares) e lugares) – Rua Amador Bueno, 505 –
de pé abraçando a mãe, de Bellini. (192 lugares) Pequeno Auditório (72 lugares) – Santo Amaro – Tel. (11) 5541-4000
Programa: Janequin – Canções diversas; Av. Paulista, 1578 – Bela Vista – Tel.
Biblioteca Municipal Mário de Sociedade Brasileira de Eubiose –
Debussy – Três canções de Charles (11) 3251-5644
Andrade – Auditório – Rua da Av. Lacerda Franco, 1059 – Aclimação
d’Orléans; Ravel – Três canções; André
Consolação, 94 – Centro – Tel. MIS – Museu da Imagem e do Som – – Tel. (11) 3208-9914. Estacionamento
Mehmari – The Rainbow Rose; Poulenc
(11) 3241-3459 (180 lugares) Av. Europa, 158 – Jardim Europa – Tel. no nº 1074 (201 lugares)
– Quatro motetos para a época de Natal;
(11) 2117-4777 (172 lugares)
Vieira Brandão – Chorinho natalino; José Casa do Sertanista – Praça Doutor Teatro Cacilda Becker – Rua Tito,
de Assis Valente – Boas Festas; e Franz Ennio Barbato – Caxingui – Tel. (11) Mosteiro de São Bento – Largo de São 295 – Lapa – Tel. (11) 3864-4513
Grüber – Noite feliz. 3106-2218 Bento – Centro – Tel. (11) 3328-8799 (198 lugares)
Masp Auditório. R$ 50. Casa dos Trovadores – Rua Aimberê, (693 lugares) Teatro do Sesi – Av. Paulista, 1313 –
651 – Perdizes – Tel. (11) 2595-0100 Museu de Arte Contemporânea da Cerqueira César – Tel. (11) 3146-7405
20h00 Ópera A flauta mágica, USP– MAC – Av. Pedro Álvares Cabral, e 3146-7406 (456 lugares)
Catedral da Sé – Praça da Sé – Centro –
de Mozart. Orquestra Sinfônica 1301 – Ibirapuera – Tel. (11) 2648-0254
Tel. (11) 3107-6832 (1000 lugares) Teatro do Sesi Osasco – Av. Getúlio
Municipal de São Paulo. Roberto – Tel. (11) 2648-0254
Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso Vargas, 401 – Tel. (11) 3602-6200
Minczuk – regente. André Heller-
– Teatro (456 lugares) e Mezanino (50 Museu de Arte Moderna – MAM – (233 lugares)
Lopes – direção cênica. Veja detalhes
lugares) – Av. Paulista, 1313 – Metrô Auditório – Parque do Ibirapuera – Av. Teatro do Sesi São Bernardo do
dia 15 às 20h.
Trianon-Masp – Tel. (11) 3146-7405 Pedro Álvares Cabral, s/n° – Portão 3 – Campo – Rua Suécia, 900 – Assunção
Tel. (11) 5085-1300 (200 lugares) – São Bernardo do Campo – Tel. (11)
21h00 A canção da terra. Veja Centro de Pesquisa e Formação do
detalhes dia 16 às 21h. Sesc – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Musicalis Núcleo de Música – Rua Dr. 4344-1028
4º andar – Bela Vista – Tel. (11) 3254- Sodré, 38 – Itaim Bibi – Tel. (11) 3845- Teatro Lauro Gomes – Rua Helena
5600 (40 lugares) 1514 (80 lugares) Jacquey, 171 – Rudge Ramos – São
u 20 QUARTA-FEIRA Centro Musical Santa Cecília – Paço Municipal de Santo André Bernardo do Campo – Tel. (11) 4368-
Rua Ana Cintra, 282 – Campos Elíseos – Praça IV Centenário s/n° – Centro – 3483 (526 lugares)
20h00 Maria Pia Piscitelli – soprano. Santo André – Tel. (11) 4433-0737
– Tel. (11) 3662-1293 Teatro Paulo Machado de Carvalho –
Recital de Gala. Paulo Abrão Èsper –
CEU Alvarenga – Estrada Alvarenga, Paróquia Assunção de Nossa Senhora Alameda Conde de Porto Alegre, 840 –
direção artística. Richard Bauer – tenor
3752 – Butantã – (11) 5672-2550 – Alameda Lorena, 665 – Jardim Santa Maria – São Caetano do Sul – Tel.
e André dos Santos – piano. Programa:
Paulista – Tel. (11) 3885-9965 (11) 4220-3924 (1122 lugares)
obras de Puccini, Cilea, Verdi e Donizetti. Círculo Macabi – Av. Angélica, 634 –
Leia mais na pág. 6. Higienópolis – Tel. (11) 2308-5495 Paróquia Nossa Senhora da Theatro Municipal de São Paulo – e
Escola Municipal de Música de São Paulo – (250 lugares) Anunciação – Rua Maria Cândida, 507 – Sala principal (1500 lugares) e Salão
Sala do Conservatório. Entrada franca. Vila Guilherme – Tel. (11) 2909-8988 Nobre (150 lugares) – Praça Ramos
Espaço Cachuera! – Rua Monte Alegre, de Azevedo, s/nº – Centro – Tel. (11)
1094 – Perdizes – Tel. (11) 3872-8113 Paróquia Nossa Senhora da
20h00 Ópera A flauta mágica, de 3397-0327. Ingressos: tel. (11) 2626-
(60 lugares) Consolata – Rua Leão XIII, 303 –
Mozart. Orquestra Sinfônica Municipal 0857 – www.compreingressos.com/
Casa Verde – Tel. (11) 2256-5600
de São Paulo. Roberto Minczuk – Fábrica de Cultura Sapopemba – Rua theatromunicipaldesaopaulo
regente. André Heller-Lopes – direção Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta Paróquia São Luís Gonzaga –
Theatro São Pedro – Sala principal
cênica. Veja detalhes dia 15 às 20h. – Sapopemba – Tel. (11) 2012-5803 Av. Paulista, 2378 – Cerqueira César
(636 lugares) e Sala Dinorá de
(298 lugares) – Tel. (11) 3231-5954
Carvalho (76 lugares) – Rua
21h00 A canção da terra. Veja Fundação Maria Luisa e Oscar Praça das Artes – Sala Mário de Albuquerque Lins, 207 – Barra Funda –
detalhes dia 16 às 21h. Americano – Av. Morumbi, 4077 – Andrade – Av. São João, 281 – Tel. (11) 3667-0499 – Metrô Marechal
Butantã – Tel. (11) 3742-0077 (107 1º andar – Centro – Tel. (11) 4571- Deodoro. Ingressos: tel. (11) 2122-4070
lugares) Estacionamento: R$ 15 0401 (200 lugares) – www.compreingressos.com
u 21 QUINTA-FEIRA Igreja da Paz – Rua Verbo Divino, 392 Sala São Paulo – Sala de Concertos Triade Instituto Musical – Rua João
20h00 Ópera A flauta mágica, – Granja Julieta – Tel. (11) 5181-7966 (1500 lugares), Sala do Coro (140 Leda, 79 – Santo André – Tel. (11)
de Mozart. Orquestra Sinfônica (200 lugares) lugares) e Sala Carlos Gomes (120 2831-4832 (60 lugares)
Municipal de São Paulo. Roberto
Minczuk – regente. André Heller-
Lopes – direção cênica. Veja detalhes
dia 15 às 20h. Na edição especial de janeiro/fevereiro da Revista CONCERTO publicaremos mais uma edição
do nosso tradicional classificado especial:
u 22 SEXTA-FEIRA
Vitrine Musical 2018
13h00 Camerata La Carte. Veja
detalhes dia 8 às 19h. Se você é músico ou trabalha com música, participe!
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20h00 Trovadores Urbanos.
Natal Iluminado. Seresta de Sexta. Informações e reservas: www.concerto.com.br – Tel. (11) 3539-0045
Veja detalhes dia 1º às 20h. t

Dezembro 2017 CONCERTO 37


u ROTEIRO MUSICAL Rio de Janeiro

Sala Cecília Meireles


u 1 Sexta-feira – fagote e Eliezer Conrado – trompa.
Programa: Ronaldo Miranda – Prelúdio
Orquestras dominam a agenda 12h30 Duo Diogo Cruz – violão e fuga e Variações sérias sobre um
e Samuel de Oliveira – flauta. tema de Anacleto de Medeiros; Villa-
com repertórios diversificados Música no Museu. Programa: obras -Lobos – Quatuor para flauta, oboé,
clarinete e fagote; Gnattali – Suíte
de Diogo Cruz.
A programação de dezembro Museu Histórico Nacional. Entrada franca.
para quinteto de sopros; e Lorenzo
Stéphanie-Marie da Sala Cecília Meireles começa Fernandez – Suíte para quinteto de
Degand sopros op. 37.
sob o signo da música barroca. No
dia 2, a Orquestra Barroca da Unirio u 2 Sábado Sala Cecília Meireles. R$ 50.

se apresenta com artistas do Centro 17h00 Molho Inglês. Música no


de Música Barroca de Versalhes, Museu. Crismarie Hackenberg – direção. u 4 segunda-feira
da França, com quem firmou uma Programa: clássicos de Natal.
12h30 Coral atrás da Nota.
parceria há três anos. A direção é de Clube Hebraica. Entrada franca.
Música no Museu. Mário Assef
divulgação

Laura Rónai e os solos da violinista 18h30 Coral Uma Voz, Orquestra – regente. Programa: clássicos
Stéphanie-Marie Degand; o progra- Cesgranrio e Coral Brasil Ensemble. brasileiros.
ma tem obras de Rameau, Leclair (o Projeto Candelária. Programa: músicas de Biblioteca Nacional. Entrada franca.
Concerto para violino) e Vivaldi. Degand se apresenta novamente com a Natal.
orquestra no dia 9, agora também como regente, interpretando obras de Igreja da Candelária. Entrada franca.
u 5 Terça-feira
André Campra, Jean-Baptiste Morin, Louis-Nicolat Clérambault, Arcan- 20h00 Orquestra Barroca da
gello Corelli e François Colin de Blamont. 12h30 Pastoril do Ceu da Terra.
Unirio. Série Brasil-França na Sala.
As orquestras predominam no restante da agenda da sala – ainda que Música no Museu. Programa: Auto
Centre de Musique Baroque de Versalles.
Natalino.
com repertórios bastante distintos e diversificados. A primeira delas, no Laura Ronai – direção artística.
Centro Sebrae de Referência do Artesanato
dia 13, é a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa que, com regência de Stéphanie-Marie Degand – violino.
Brasileiro. Entrada franca. Reapresentação dia
Programa: Rameau – Suite d’Hippolyte
Daniel Guedes e participação de Paulo Jobim e Mário Adnet, apresenta o et Aricie; Leclair – Concerto para violino
19 às 12h30
programa Jobim Sinfônico. Em seguida, no dia 14, a Orquestra Sinfônica e orquestra nº 1 op. VII; Vivaldi –
da UFRJ será comandada pelo maestro Ernani Aguiar em um programa Concerto para violino e orquestra u 6 Quarta-feira
que tem Natividade, suíte sinfônica, de João Guilherme Ripper, e a Missa a RV 208; e Dauvergne – Suíte de
quatro, de José Maurício Nunes Garcia. O concerto tem a participação dos Polyxène. Leia mais ao lado. 12h30 Stefano Bollani (Itália) –
Sala Cecília Meireles. piano. Música no Museu. Programa:
barítonos Inácio de Nonno e Marcelo Coutinho e do Coral Brasil Ensemble.
clássicos internacionais.
Já no dia 17, a Cia. Bachiana Brasileira, dirigida por Ricardo Rocha, Centro Cultural Banco do Brasil.
interpreta um dos pilares do repertório sinfônico-coral do século XIX: o ora- u 3 Domingo Entrada franca.
tório Elias, de Mendelssohn. A obra, na qual o compositor trabalhou por
10h30 Coro da UFF. Programa:
cerca de dez anos, narra a história do profeta que resistiu ao culto do ídolo canções de Natal. u 7 Quinta-feira
Baal e às perseguições ordenadas pela rainha Jezabel. Na apresentação, a Cine Arte UFF.
orquestra contará com um time de solistas que inclui o barítono Marcelo 12h30 Orquestra de Solistas.
Coutinho, a soprano Veruschka Mainhardt e o a contralto Carolina Faria. 11h00 Orquestra Rio Camerata. Projeto Funarte Musical.
A sala recebe ainda, no dia 16, um recital da pianista Linda Bustani, Série Domingos Clássicos Internacionais. Teatro Glauce Rocha.
Israel Menezes – regente. Fernanda
cujo programa ainda não foi anunciado. Canaud – piano. Programa: Händel – 12h30 Coro Feminino da Associação
Abertura do oratório Solomon; Mozart – de Canto Coral. Música no Museu.
Concerto para piano K 288; Khachaturian Cláudio Ávila – regente. Programa:
Dia 3, Feira da Providência / Dia 9, Theatro Municipal / Dia 10, Museu Histórico Nacional – Dança do sabre; e seleção de músicas clássicos de Natal.
natalinas. Leia mais na pág. 40. Museu Nacional de Belas Artes. Entrada
Petrobras Sinfônica toca brasileiros Sala Municipal Baden Powell. R$ 20. franca.

e versões de Michael Jackson 11h30 Ira Krauss e Marilene


Cordeiro – mezzo sopranos, Helio u 8 Sexta-feira
Ferreira – tenor e Rosa Vidal – piano.
A Orquestra Petrobrás Sinfô- 15h00 Belkiss Campos – soprano,
Felipe Prazeres Música no Museu. Programa: árias de
nica divide a sua programação em ópera. Giuseppe Mauro – tenor e Dilia Tosta
três blocos: o mundo clássico, em Museu de Arte Moderna. Entrada franca. – piano. Música no Museu. Programa:
que se apresenta com o grande árias de óperas e músicas clássicas
repertório da música ocidental; o 13h30 Academia Juvenil da italianas e espanholas.
Orquestra Petrobras Sinfônica. Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca.
mundo urbano, em que explora
Felipe Prazeres – regente. Programa: Ernst
o contato com novos públicos Mahle – Viajando pelo Brasil; e Guerra-
levando a música clássica para fora -Peixe – Mourão. Leia mais ao lado. u 9 Sábado
das salas de concerto; e o mundo Feira da Providência. R$ 20. Reapresentação
pop, em que desenvolve projetos divulgação / Luiza Reis dia 10 às 13h30 no Museu Histórico Nacional. 15h00 Prelúdio XXI convida duo
laguna. Doriana Mendes – soprano
relacionados à música popular. 16h00 Orquestra de Cordas de e Marcos Lima – violão. Programa: J.
As apresentações de dezembro se enquadram nos dois últimos Volta Redonda. Projeto Candelária. Orlando Alves – Lacrimosa; Caio Senna
mundos da Opes. Assim, no dia 3, na Feira da Providência, e no dia 10, no Sarah Higino – regente. Programa: – Fim de inverno; Alexandre Schubert –
Museu Histórico Nacional, Felipe Prazeres comanda a Academia Juvenil obras de Villa-Lobos, entre outros. Noite escura; Sergio Roberto de Oliveira
da orquestra em um programa que evoca paisagens e ritmos brasileiros, Igreja da Candelária. Entrada franca. – A canção que não foi escrita e A
canção do dia de sempre; Marcos Lucas
com Viajando pelo Brasil, de Ernst Mahle, e Mourão, de Cesar Guerra- 18h00 Quinteto de Sopros da – Qualquer música; e Neder Nassaro –
-Peixe. Já no dia 9, dentro de mundo pop, em dois horários no Theatro OSB. Thiago Meira – flauta, Maria Metamorfose. Leia mais na pág. 40.
Municipal carioca, a Petrobras Sinfônica apresenta concerto inspirado no Fernanda Gonçalves – oboé, Marcio Centro Cultural Justiça Federal – Teatro.
álbum Thriller, de Michael Jackson, também sob regência de Prazeres. Costa – clarinete, Felipe Destéfano Entrada franca.

38 Dezembro 2017 CONCERTO


u ROTEIRO MUSICAL Rio de Janeiro

Dias 3 e 10, Sala Cecília Meireles 16h00 Orquestra Petrobras


Sinfônica. Série Álbuns. Thriller
u 13 Quarta-feira
Sinfônica Brasileira interpreta Sinfônico. Felipe Prazeres – regente. 12h30 Luiz Bomfim – barítono e
Programa: músicas de Michael Jackson. Regina Lacerda – piano. Música no
Nepomuceno com Lee Mills Leia mais na pág. 38.
Theatro Municipal. R$ 130 a R$ 200.
Museu. Programa: É tempo de Natal.
Centro Cultural Banco do Brasil.
A Orquestra Sinfônica Brasileira, em processo de reorganização de Reapresentação às 20h. Entrada franca.
sua programação, realiza uma apresentação na Sala Cecília Meireles, no
18h00 Orquestra Sinfônica Jovem 18h30 Encontro de Corais. Projeto
dia 10, sob regência do maestro norte-americano Lee Mills. O programa do Rio de Janeiro. Música no Museu. Candelária. Maria José Chevitarese –
começa com a abertura da ópera Guilherme Tell, de Rossini, uma de suas Mateus Araujo – regente. Programa: regente.
mais conhecidas criações. Em seguida, o grupo toca as Variações enigma, clássicos de Natal.
Igreja da Candelária. Entrada franca.
de Elgar, em que cada uma das partes é dedicada a um amigo do círculo Palácio São Clemente – Consulado de
Portugal. Entrada franca mediante convite.
mais próximo do compositor. Por fim, a Sinfonia de Alberto Nepomuce- 19h00 Madrigal Cruz Lopes. Música
no, autor romântico brasileiro que tem sido resgatado nos últimos anos. 20h00 Orquestra Barroca da no Museu. Concerto comemorativo
aos 15 anos do Madrigal Cruz Lopes.
O Quinteto de Sopros da OSB também se apresenta na Sala Cecília Unirio. Série Sala Brasil-França. Centre
José Machado Neto – regente. Regina
Meireles, no dia 3, com repertório inteiramente brasileiro. De Ronaldo de Musique Baroque de Versalles.
Stéphanie-Marie Degand – regente Tatagiba – piano. Participação: Camerata
Miranda, o grupo toca Prelúdio e fuga e Variações sérias sobre um tema e violino. Katia Velletaz – soprano. A4 Cordas. Programa: Händel – Joy
de Anacleto de Medeiros; de Villa-Lobos, o Quatuor; e as suítes para Programa: Campra – Motets à voix to the world; Mendelssohn – Eis os
quinteto de sopro de Radamés Gnattali e Lorenzo Fernandez. seule; Morim – Tunc dicent intergentes; anjos a cantar; Adolph Adam – O holy
Mouret – Usquequo domine; night; Gruber – Noite feliz! Noite de
Lee Mills Clérambault – Miserere; Corelli – paz; Hopkins – Do oriente chegamos
Concerto grosso nº 8 Fatto per la Notte nós; Phillipe Brooks – Little town of
di Natale; e Blamont – Motet à voix Bethlehem; John Francis Wade – Fiéis,
seule et symphonie e Attende anima todos vinde!; Murray – Lá na manjedoura;
mea. Leia mais na pág. 38. e Clydesdale – Angels we have heard on
high e O primeiro Natal.
Sala Cecília Meireles.
Paróquia da Ressurreição. Entrada franca.
Reapresentação dia 15 às 19h na Igreja São
divulgação / Britt Olsen-Ecke

u 10 Domingo Paulo Apóstolo e dia 16 às 17h na Igreja


Nossa Senhora da Glória .

11h30 Camerata do Uerê. Música 20h00 Orquestra Sinfônica de


no Museu. Waleska Araujo – regente. Barra Mansa. Série Sala Orquestras.
Programa: clássicos de Natal. Jobim Sinfônico. Daniel Guedes –
Museu de Arte Moderna. Entrada franca. regente. Paulo Jobim e Mário Adnet
– voz e direção artística. Programa: Tom
13h30 Academia Juvenil da Jobim – Brasília, sinfonia da alvorada,
Orquestra Petrobras Sinfônica. Saudades do Brasil, Garota de Ipanema,
Felipe Prazeres – regente. Veja detalhes Lenda, A casa assassinada, Modinha,
dia 3 às 13h30. Orfeu da Conceição, Bangzalia, Imagina
Duo Laguna toca na série do Prelúdio XXI Museu Histórico Nacional. Entrada franca. e Tema de Gabriela. Leia mais na pág. 38.
Sala Cecília Meireles.
Integrado pelos compositores Alexandre Schubert, Caio Senna, 18h00 Orquestra Sinfônica
J. Orlando Alves, Marcos Lucas, Neder Nassaro e Sergio Roberto de Brasileira. Lee Mills – regente.
Programa: Rossini – Abertura da ópera
Oliveira (in memoriam), o Prelúdio XXI promove no dia 9 um recital
Guilherme Tell; Elgar – Variações enigma;
u 14 quinta-feira
do Duo Laguna, no Centro Cultural Justiça Federal. Formado pela e Nepomuceno – Sinfonia em sol menor.
soprano Doriana Mendes e pelo violonista Marcos Lima, o duo vai 18h00 Quarteto do Madrigal
Leia mais ao lado.
do Leme. Música no Museu. Melody
interpretar peças dos autores que integram o coletivo que, antes de Sala Cecília Meireles. R$ 50.
Freyburger – soprano e flauta, Marilene
cada execução, conversam com o público sobre o que será ouvido. Massal – contralto, Anton Steuxner –
O Prelúdio XXI nasceu com o objetivo de promover a abertura de u 11 segunda-feira barítono, violão e flauta e Bernardo
espaços para a criação contemporânea. Arbex – baixo. Programa: músicas sacras
12h30 Coral do Cepel e Coral e natalinas e obras de Dufay, Binchios,
Eletrobras. Música no Museu. Bach, Teleman, Praetorius, Schubert,
Fernanda Canaud sola em Mozart e Bach Crismarie Hackenberg – direção. Gavaert, Holst e Gruber, entre outros.
Programa: clássicos de Natal. Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca.
Criada este ano, a série Domingos Clássicos Internacionais, da Reapresentação dia 21 às 19h na Maison de
Museu da República. Entrada franca.
Sala Baden Powell, terá uma apresentação em dezembro. No dia France – Biblioteca.

3, a Orquestra Rio Camerata vai receber o maestro Israel Menezes


e a pianista Fernanda Canaud, como solista. No programa estão o u 12 Terça-feira 20h00 Orquestra Sinfônica da UFRJ
e Coral Brasil Ensemble – UFRJ. Série
Concerto para piano e orquestra K 488 de Mozart e a Dança do Sala Orquestras. Ernani Aguiar – regente
12h30 Congada do Erê. Música
sabre de Khachaturian, além de músicas de Natal. no Museu. Programa: Natal cantado. e Maria José Chevitarese – regente do
Centro Sebrae de Referência do Artesanato coro. Inácio de Nonno e Marcelo Coutinho
– barítonos. Programa: João Guilherme
UFF tem recital de câmara e música de Natal Brasileiro. Entrada franca.
Ripper – Natividade, suíte sinfônica; e
19h30 Quarteto de Cordas da UFF. Pe. José Maurício – Que sedes e Quoniam
A programação musical da Universidade Federal Fluminense e Missa a quatro. Leia mais na pág. 38.
Programa: obras de Haydn e Borodin.
terá três compromissos em dezembro. No dia 3, o Coro da UFF Teatro da UFF. Sala Cecília Meireles. R$ 40.
interpreta canções de Natal no Cine Arte. As festividades de fim de
ano também serão tema da apresentação do conjunto de música 20h00 CORO DE COR e CORAL
antiga da universidade, no dia 17. A agenda inclui ainda o Quarteto CANTADA. Música no Museu. Ana u 15 sexta-feira
Azevedo e Bianca Malafaia – direção.
de Cordas da UFF, que faz recital no dia 12.
Programa: clássicos de Natal. 15h00 Orquestra de Violoncelos da
Iate Clube. Entrada franca. Ação Social pela Música do Brasil.

40 Dezembro 2017 CONCERTO


Música no Museu. Programa: obras de
Bach, Mozart, Vivaldi e Brahms.
u 17 Domingo Programa: obras de Adolphe Adam,
Mozart, Puccini, Mascagni, Carl Orff,
u 21 quinta-feira
Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca. 10h30 Música Antiga da UFF. Verdi, Franz Gruber e Händel. 19h00 Quarteto do Madrigal do
Programa: Natal medieval. Igreja Nossa Senhora da Paz. Entrada franca. Leme. Música no Museu. Veja detalhes
19h00 Madrigal Cruz Lopes. Música Cine Arte UFF. dia 14 às 18h.
no Museu. Concerto comemorativo aos
15 anos do Madrigal Cruz Lopes. José 11h00 escola de música villa- u 19 terça-feira Maison de France – Biblioteca. Entrada franca.

Machado Neto – regente. Veja detalhes -lobos. Espetáculo Música brasileira


dia 13 às 19h. de concerto – destaques. Homenagem 12h30 Pastoril do Ceu da Terra.
Música no Museu. Programa: Auto
u 22 sexta-feira
Igreja São Paulo Apóstolo. Entrasa franca. a Francisco Mignone, Villa-Lobos e Pe.
José Maurício. Coro Juvenil, Madrigal e Natalino. 12h30 Marcelo Saldanha – violão.
19h00 Quarteto Buriti. Musicâmara. Orquestra de Cordas do Curso Técnico Centro Sebrae de Referência do Artesanato Música no Museu. Programa: clássicos
Pedro Amaral e Wallace Cristovão – violi- Brasileiro. Entrada franca.
da EMVL. Leandro Gregório e Marcelo de Natal.
nos, Marco Antônio Luz – viola e Nayara Palhares – regentes. Gisele Sant’Ana e Museu Histórico Nacional. Entrada franca.
Tamarozi – violoncelo. Programa: obras 18h00 Madrigal do Leme. Música
Fernanda Canaud – pianos, Hélida Lisboa no Museu. Anton Steuxner – regente.
de Mozart, Villa-Lobos, Mascagni, Gardel, e Willa Soanne – cantoras e Carlos Belém
Edu Lobo e Sivuca. e Leandro Gregório – direção musical.
Programa: obras de Tallis, Händel, Bach,
Gaveart e Holst.
u 27 quarta-feira
Teatro Municipal Ziembinski. R$ 20. Sala Cecília Meireles. Entrada franca. Forte de Copacabana – Museu do Exército.
12h30 Orquestra de Violões da
Entrada franca.
21h00 Nádia Figueiredo – soprano. 15h00 CORAL Infantil AHAVAT ISRAEL AV-Rio. Música no Museu. Encerramento
É Natal. João Carlos de Assis Brasil – pia- e Coral da TV Globo. Música no Museu. da temporada 2017. Programa: clássicos
no. Vera do Canto e Mello – direção. Cristina Senna e Filipe de Matos – u 20 quarta-feira brasileiros.
Participação: Leonardo Neiva – barítono. regentes. Programa: Salmos da bíblia, Centro Cultural Banco do Brasil. Entrada
Programa: J. S. Dwight/Adolphe Adam – O canções judaicas em hebraico e clássicos franca. t
12h30 Coral do Sisejufe. Música no
holy night; Joseph Mohr/Franz Gruber – de Natal. Museu. Edu Feijó – regente. Programa:
Noite feliz; Irving Berlin – White Christmas e Centro Cultural Banco do Brasil. Entrada clássicos de Natal.
José Feliciano – Feliz navidad, entre outros. franca. Centro Cultural Banco do Brasil. Entrada
Cidade das Artes – Teatro de Câmara. R$ 100. franca.
18h00 Orquestra, Coro e solistas
da Cia. Bachiana Brasileira. Série 18h00 Associação de Canto Coral.
u 16 sábado Sala Orquestras. Ricardo Rocha – direção Ano José Maurício na Antiga Sé – 250
e regente. Programa: Mendelssohn – anos de nascimento. Jésus Figueiredo
17h00 Madrigal Cruz Lopes. Música Oratório Elias. Leia mais na pág. 38. – regente. Programa: Pe. José Maurício –
no Museu. Concerto comemorativo aos Sala Cecília Meireles. R$ 40. Matinas de Natal.
15 anos do Madrigal Cruz Lopes. José Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
Machado Neto – regente. Veja detalhes Entrada franca.
dia 13 às 19h. u 18 segunda-feira
Igreja Nossa Senhora da Glória. Entrada 18h30 Coro e Banda Sinfônica do Revista CONCERTO.
franca. 19h00 Madrigal Cruz Lopes. Música Corpo de Fuzileiros Navais. Projeto
no Museu. José Machado Neto – regente. Candelária. Nerias de Oliveira Morel A boa música mais
20h00 Linda Bustani – piano. Lia Costa e Margarida Hoppe – sopranos, e Sidney da Costa Rosa – regentes.
Série Piano na Sala. Michel Maluf e Jeferson Dionizio P. Silva – Participação: Gaitas Fole. perto de você.
Sala Cecília Meireles. R$ 40. tenores e Regina Tatagiba – piano. Igreja da Candelária. Entrada franca.

Endereços Rio de Janeiro


Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco, Clube Hebraica – Rua das Laranjeiras, Igreja São Paulo Apóstolo – Rua Barão Paróquia da Ressurreição – Rua
219 – Centro – Tel. (21) 3095-3879 346 – 4º andar – Laranjeiras – Tel. de Ipanema, 85 – Copacabana – Tel. (21) Francisco Otaviano, 99 – Ipanema –
(120 lugares) (21) 2557-4455 (200 lugares) 2255-7547 (400 lugares) Tel. (21) 2252-7698
Centro Cultural Banco do Brasil – Feira da Providência – Rio Centro – Maison de France – Biblioteca – Av. Sala Cecília Meireles – Largo da
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Av. Salvador Allende, 6555 – Presidente Antônio Carlos, 58 – 11º Lapa, 47 – Centro – Tel. (21) 2332-
Tel. (21) 3808-2020 (155 lugares) Jacarépagua – Tel. (21) 3257-2769 andar – Centro – Tel. (21) 3974-6699 9223 (835 lugares)
Forte de Copacabana – Museu do (90 lugares) Sala Municipal Baden Powell –
Centro Cultural Justiça Federal –
Av. Rio Branco, 241 – Centro – Tel. Exército – Praça Coronel Eugênio Museu da República – Rua do Catete, Av. Nossa Senhora de Copacabana,
(21) 3212-2550 (142 lugares) Franco, 1 – Posto 6 – Copacabana – 153 – Catete – Tel. (21) 3235-2650 360 – Copacabana – Tel. (21) 2548-
Tel. (21) 2521-1032 (150 lugares) (80 lugares) 0421 (500 lugares)
Centro Sebrae de Referência
do Artesanato Brasileiro – Praça Iate Clube – Av. Pasteur, 333 – Urca – Museu de Arte Moderna – Av. Infante Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias,
Tiradentes, 71 – Centro – Tel. (21) Tel. (21) 3223-7200 (200 lugares) Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo 9 – Icaraí – Tel. (21) 2629-5205 e
2212-7800 (100 lugares) Igreja da Candelária – Praça Pio X – – Tel. (21) 3883-5600 (200 lugares) 2629-5206 (346 lugares)
Centro – Tel. (21) 2233-2324 (375 lugares) Museu Histórico Nacional – Praça Teatro Glauce Rocha – Av Rio Branco,
Cidade das Artes – Av. das Américas,
5300 – Barra da Tijuca – Tel. (21) Igreja Nossa Senhora da Glória – Marechal Âncora – Centro – Tel. (21) 179 – Centro – Telefone (21) 2220-
3325-0102. Ingressos: Tel. (21) Largo do Machado – Laranjeiras – 2550-9220 (200 lugares) 0259 (270 lugares)
4003-2051 – www.ingressorapido. Tel. (21) 2225-0735 Museu Nacional de Belas Artes – Teatro Municipal Ziembinski –
com.br ou Tel. (21) 4003-5588 – www. Igreja Nossa Senhora da Paz – Av. Rio Branco, 199 – Centro – Tel. Rua Heitor Beltrão, s/nº – Tijuca –
ticketsforfun.com.br (1238 lugares. Rua Visconde de Pirajá, 339 – Ipanema (21) 2240-0068 (100 lugares) Tel. (21) 3234-2003 (108 lugares)
Teatro de Câmara 439 lugares) – Tel. (21) 2523-4543 (500 lugares) Palácio São Clemente – Consulado Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Cine Arte UFF – Rua Miguel de Frias, Igreja Nossa Senhora do Carmo da de Portugal – Rua São Clemente, – Praça Marechal Floriano – Centro –
9 – Icaraí – Niterói – Tel. (21) 2629- Antiga Sé – Rua Sete de Setembro, 14 – 424 – Botafogo – Tel. (21) 2544-3570 Tel. (21) 2332-9191 – www.ingresso.
5030 (292 lugares) Centro – Tel. (21) 2242-7766 (200 lugares) com (2350 lugares)

Dezembro 2017 CONCERTO 41


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

Belo Horizonte, dias 1º, 9, 14 e 15 u AQUIRAZ, CE u ARARAQUARA, SP


Orquestra Filarmônica de Minas 20/12 20h00 ORQUESTRA BACHIANA
JOVEM TAPERA DAS ARTES. Tapera
09/12 20h00 Quarteto Françaix.
Sesi Música Erudita. Maria Fernanda
Gerais vai de Bach a Charles Ives Musical! Natal de Luz Tapera das Artes.
Ênio Antunes – direção artística e re-
Gonçalves – oboé e corne inglês,
Nikolay Sapoundjiev – violino,
A Orquestra Filarmônica gente. Programa: Bach – Concerto de Samuel Passos – viola e Emília

divulgação / henrique pontual


Brandemburgo nº 3, Ária da quarta corda, Valova – violoncelo. Programa: Britten
de Minas Gerais abre o mês de Suíte Orquestral nº 3 BWV 106; Telemann – Fantasia; Jean Françaix – Quarteto;
dezembro, no dia 1º, com um – Abertura da Suíte La Lyra, Concerto para Piazzolla – As quatro estações portenhas;
de seus principais programas duas violas; Vivaldi – Concerto para quatro Liduino Pitombeira – Brazilian Landscape
do ano. Nele, o pianista Paulo violinos nº 10; Concerto para dois violon- nº 5; e Villa-Lobos – Quarteto nº 1.
Álvares, radicado na Alemanha, celos RV 513; Concerto para dois violinos Teatro do Sesi – Tel. (16) 3305-2500.
nº 8 e Concerto para violino e violoncelo Entrada franca.
onde alia a carreira de intérprete RV 547; e Corelli – Concerto grosso nº 8
com a de professor, interpreta o Fatto per la Notte di Natale.
Concerto para piano nº 2 de seu Paróquia São Francisco de Assis de u BELO HORIZONTE, MG
irmão e uma das vozes mais im- Tapera – Tel. (85) 3361-4379. Entrada franca.
Lina Mendes Reapresentação dia 21 às 20h na Igreja Matriz 01/12 20h30 Orquestra
portantes da composição brasilei- São José de Ribamar – Tel. (85) 3361-1122. Filarmônica de Minas Gerais. Série
ra das últimas décadas, Eduardo Entrada franca.
Veloce. Fabio Mechetti – regente. Paulo
Álvares, morto em 2013. A regência é de Fabio Mechetti, que lidera Álvares – piano. Programa: Schwantner
22/12 18h00 ORQUESTRA BACHIANA
o grupo também em A Sudden Rainbow, de Schwantner, e na Sinfo- JOVEM TAPERA DAS ARTES, CORO
– A Sudden Rainbow; Eduardo Álvares –
nia nº 4 de Tchaikovsky, pilar do repertório sinfônico. Concerto para piano nº 2; e Tchaikovsky
INFANTOJUVENIL TAPERA DAS ARTES
– Sinfonia nº 4. Leia mais ao lado.
O compromisso seguinte da filarmônica, no dia 9, integra a série e SINFONIETTA TAPERA DAS ARTES.
Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000.
Fora de Série, que este ano foi dedicada à música barroca. É Mechetti Ênio Antunes – direção artística e regen- R$ 40 a R$ 105.
quem rege mais uma vez, em um programa que tem como destaque te e Ricardo Gadelha – direção musical
e regente. Programa: Vivaldi – Concerto 05/12 12h00 Orquestra
a Cantata do café, de Bach, com a participação da soprano Lina para violino nº 1, La Primavera e Concerto Sinfônica de Minas Gerais.
Mendes, do tenor Flávio Leite e do baixo Carlos Eduardo Marcos. grosso RV 121; Bach – Concerto de Sinfônica ao Meio-Dia. Silvio Viegas
A temporada chega ao fim nos dias 14 e 15, com o último pro- Brandemburgo nº 3 BWV 1043 e Coral – regente. Fred Natalino – piano.
grama de assinaturas, que começa com A pergunta não respondida, da Cantata nº 147, Jesus alegria dos Programa: trechos de Bernstein –
emblemática obra do compositor norte-americano Charles Ives so- homens; Mascagni – Intermezzo de Abertura Candide e Danças sinfônicas
Cavalleria rusticana; Villani-Côrtes – de West Side Story; e Gershwin –
bre os caminhos da composição no século XX. Em seguida, o grupo Papagaio azul; Massenet – Meditação, Rapsody in blue; entre outras.
toca Aproximações áureas, de Caio Facó, vencedor da edição do de Thais; e canções natalinas. Palácio das Artes – Grande Teatro – Tel. (31)
ano passado do Festival Tinta Fresca. E encerra a apresentação com Centro Cultural Tapera das Artes – Claustro- 3236-7400. Entrada franca. Reapresentação
Os planetas, em que Gustav Holst transforma o sistema solar em -Concha –Tel. (85) 3361-2704. Entrada franca. com programa integral, dia 6 às 20h30, pela
Série Sinfônica em Concerto, R$ 20.
música. A regência é de Fabio Mechetti.
u ARACAJU, SE 09/12 18h00 Orquestra
Filarmônica de Minas Gerais. Serie
01/12 20h00 Orquestra Sinfônica Fora de Série. Bach e companhia. Fabio
de Sergipe. Festival de Artes de São Mechetti – regente. Lina Mendes –
Belo Horizonte, dias 6, 20, 21 e 22 Cristóvão. Guilherme Mannis – regente. soprano, Flávio Leite – tenor e Carlos
Programa: Sibelius – Finlândia; Villa-Lobos Eduardo Marcos – baixo. Programa: J.
Palácio das Artes encena novo balé – Bachianas brasileiras nº 7; Tchaikovsky L. Bach – Suíte em sol maior; W. F. Bach
– Dança espanhola, do balé O lago dos – Sinfonia em fá maior; C. P. E. Bach –
inspirado em O messias, de Händel cisnes; Ginastera – Suíte do balé Estância;
e Guerra-Peixe – Mourão.
Sinfonia em si menor H 661; J. C. Bach –
Sinfonia nº 2 op. 18; e J. S. Bach – Cantata
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta, no dia 6 de Praça São Francisco, s/nº – São Cristóvão. nº 211, Do café. Leia mais ao lado.
dezembro, um programa dedicado à música americana. De Leonard Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000.
07/12 20h30 Orquestra Sinfônica R$ 40.
Bernstein, que foi uma das mais importantes personalidades musicais
de Sergipe. Série Laranjeiras IV. Noite
do século XX, serão interpretadas a abertura da opereta Candide e as Espanhola. Guilherme Mannis – regente. 09/12 19h00 Quarteto Boulanger.
Danças sinfônicas do musical West side story. A apresentação, com re- Programa: De Falla – El amor brujo, Projeto Funarte Musical. Jovana
gência de Silvio Viegas, tem ainda George Gershwin com sua Rhapsody Dança do ritual do fogo e El sombrero Trifunovic – violino, Flávia Motta – viola,
in blue, em que o compositor une o concerto para piano com o jazz – o de três picos, Suítes nº 1 e nº 2; Mancayo Lina Radovanovic – violoncelo e Ayumi
– Sinfonietta; Tchaikovsky – Dança Shigeta – piano.
solista será o pianista Fred Natalino (no dia 5, trechos das obras integram
espanhola, do balé O lago dos cisnes; Funarte – Tel. (31) 3213-3084.
a série Sinfônica ao meio-dia). e Ginastera – Suíte do balé Estância.
A sinfônica também apre-
divulgação / paulo lacerda

Leia mais na pág. 45. 11/12 20h00 Eudóxia de Barros


senta, nos dias 20, 21 e 22, uma Teatro Atheneu – Tel. (79) 3179-1910. – piano. Projeto Segunda Musical.
versão para balé do oratório O Programa: Eduardo Souto – O despertar
messias, em que Händel narra a 20/12 20h30 Orquestra Sinfônica da montanha e Um choro na Praia
de Sergipe e Coro Sinfônico da Grande; Lacerda – Estudos nº 4, nº 10
vida de Jesus Cristo. Participam a ORSEE. Série Cajueiros XI. Concerto de e nº 12; Chiquinha Gonzaga – Gaúcho
Cia. de Dança do Palácio das Artes Natal. Guilherme Mannis – regente. e Atraente; Villa-Lobos – Cirandas nº 11;
e o Coral Lírico de Minas Gerais, Daniel Freire – regente do coro. Simone Mignone – Congada; Guarnieri – Dansa
além de um time de solistas que Leitão – piano e Nalini Menezes – sopra- brasileira; Nazareth – Espalhafatoso,
inclui o tenor Aníbal Machado e o no. Programa: Rachmaninov – Rapsódia Brejeiro, Confidências, Odeon e
sobre um tema de Paganini; Mozart – Apanhei-te cavaquinho; e Gottschalk
barítono Homero Velho. A direção Exsultate jubilate K 165; Borodin – Danças – Grande fantasia triunfal sobre o Hino
é do bailarino Rui Moreira, en- polovtsianas; e Gruber – Noite feliz. Nacional Brasileiro.
quanto Silvio Viegas rege o espetá- Teatro Tobias Barreto – Tel. (79) 3179-1496. Teatro da Assembleia – Tel. (31) 2108-7827.
Silvio Viegas Reapresentação dia 21 às 20h30.
culo e assina sua direção musical. R$ 1.

42 Dezembro 2017 CONCERTO


14/12 20h30 Orquestra com apresentação de Natal. Victor – baixo. Programa: músicas natalinas, Meditação, de Thais; e canções natalinas.
Filarmônica de Minas Gerais. Hugo Toro – regente. Akira Kawamoto com encenação do Auto de Natal. Praça Portugal – Desembargador Moreira/
Série Allegro. Pela galáxia de Holst. – regente do coro. Jaqueline Livieri – UCS – Teatro – Tel. (54) 3218-2610. Entrada franca. Dom Luiz. Entrada franca.
Fabio Mechetti – regente. Programa: soprano e Marcelo Vanucci – tenor.
Ives – A pergunta não respondida; Concha Acústica – Auditório Beethoven –
Tel. (19) 3705-8047. Entrada franca. u CURITIBA, PR u FRANCA, SP
Caio Facó – Aproximações áureas; e
Holst – Os planetas. 08/12 20h00 Quarteto Camargo
Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000. 01/12 20h00 Orquestra de Câmara Guarnieri. Sesi Música Erudita. Elisa
R$ 40 a R$ 105. Reapresentação dia 15 às u CAMPOS DO da Cidade de Curitiba. Compositores Fukuda e Ricardo Takahashi – violinos,
20h30, pela série Vivace. nórdicos. Winston Ramalho – direção
JORDÃO, SP musical. Programa: Sibelius – Romance
Silvio Catto – viola e Joel de Souza –
violoncelo.
20/12 20h30 Oratório O Messias, de op. 42 e Rakastava; e Grieg – Melodias
Hotel Toriba – Sala da Lareira – Teatro do Sesi – Tel. (16) 3712-1600.
Händel. Orquestra Sinfônica de Minas norueguesas, Melodias elegíacas, Feridas Entrada franca.
Tel. (12) 3668-5000. Entrada franca.
Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e do coração e Suíte Holberg.
Cia. de Dança do Palácio das Artes. 02/12 19h00 Daniel Guimarães – Capela Santa Maria – Espaço Cultural –
Silvio Viegas – regente. Anibal Machado violino e Antonio Luiz Barker Tel. (41) 3321-2846. Entrada franca. u GOIÂNIA, GO
– tenor e Homero Velho – barítono. Jô – piano. Toriba Musical. Programa: Reapresentação dia 2 às 18h30.
Vasconcellos – cenografia. Luana Jardim – Vivaldi – Inverno, de As quatro 10/12 11h00 Orquestra
figurinos. Pedro Pederneiras – iluminação. estações; Villa-Lobos – O trenzinho do 03/12 10h00 Orquestra Sinfônica Filarmônica de Goiás. Concertos para
Leia mais na pág. 42. caipira; Brahms – Dança húngara nº 5; do Paraná. Stefan Geiger – regente. a Juventude. Neil Thomson – regente.
Palácio das Artes – Grande Teatro – Tel. (31) Schubert – Serenata; Rachmaninov – Programa: Stravinsky – Circus Polka: para Participação: Grupo Impacto – percussão
3236-7400. R$ 20. Reapresentação dias 21 e Vocalise; Fauré – Après un rêve; e um jovem elefante e Petrushka; e Ravel e Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.
22 às 20h30. E. Bloch – Nigun, de Baal Shem. – Daphnis et Chloé, suíte nº 2. Programa: M. Agnes – Concerto para
Centro Cultural Teatro Guaira – Guairão – sixxen e orquestra (estreia mundial,
09/12 19h00 Sebastião Teixeira –
Tel. (41) 3304-7914. encomenda OFG); e Stravinsky – A sagra-
barítono e Antonio Luiz Barker
u BIRIGUI, SP – piano. Toriba Musical. Programa:
ção da primavera.
07/12 20h00 Camerata Antiqua de Centro Cultural Oscar Niemeyer – Tel. (62)
trechos de óperas de Mozart – As
10/12 11h00 Cantus Libere. Sesi Curitiba. Concertos nas Igrejas. Mara 3201-4901.
bodas de Fígaro e Don Giovanni;
Música Erudita. Paulo Valente – direção Campos – regente.
Verdi – La traviata; Donizetti – Don 12/12 20h00 Orquestra Sinfônica
musical e regente. André Defert, Daniel Paróquia Nossa Senhora Aparecida –
de Goiânia. Carlos Moreno – regente.
Pasquale; Rossini – O barbeiro de Tel. (41) 3274-3477. Entrada franca.
Rodrigues, Rafael Guimarães, Lucas Lima, Rosângela Sebba – piano. Programa:
Sevilha; e Bizet – Carmen.
Rogers Cordeiro, Mário Lacombe e Paulo Rossini – Abertura de O barbeiro de
Valente – cantores. 16/12 19h00 Eudóxia de Barros 09/12 20h00 Thiago Arancam –
tenor. Turnê do CD “Bela Primavera”. Sevilha; Mozart – Concerto para piano
Teatro do Sesi – Tel. (18) 3643-1400. – piano. Toriba Musical. Programa:
Programa: Leonardo Cohen – Hallelujah; nº 21; e Villa-Lobos – Sinfonieta nº 2.
Entrada franca. Eduardo Souto – O despertar da
Teatro do Sesi – Tel. (62) 3269-0800.
montanha e Um choro na Praia Angelo Valsiglio – Strani Amori; e obras
Ingressos: dois quilos de alimento não
Grande; Lacerda – Estudos nº 4, nº 10 de Roberto Buti, Cheope, Marco Marati perecível ou um livro literário.
u CAMPINAS, SP e nº 12; Chiquinha Gonzaga – Gaúcho e Francesco Tanini.
e Atraente; Villa-Lobos – Cirandas Centro Cultural Teatro Guaira – Tel. (41) 19/12 20h00 Orquestra Sinfônica
02/12 20h00 Lucas Thomazinho nº 11; Mignone – Congada; Guarnieri 3304-7914. R$ 80 a R$ 300. de Goiânia. Carlos Moreno – regente.
– piano. Chinoiserie, o fascínio dos – Dansa brasileira; Nazareth – Espa- Concerto de Natal. Programa: Suppé –
compositores ocidentais pela China. lhafatoso, Brejeiro, Confidências, 15/12 20h00 Camerata Antiqua Cavalaria ligeira; Strauss – Marcha Radetzky;
Programa: obras de Rossini, Busoni, Odeon e Apanhei-te cavaquinho; e de Curitiba. Concerto de encerramento. Villa-Lobos – Magnificat Aleluia; Händel
Ketelby, Lü Wencheng e Tan Dun. Gottschalk – Grande fantasia triunfal Luís Otávio Santos – regente. Marília – Aleluia; Carl Orff – O fortuna; Robert Shaw
Espaço Cultural CPFL – Auditório Umuarama sobre o Hino Nacional Brasileiro. Vargas – soprano, Paulo Mestre – – Christmas Medley; e Sérgio Kuhlmann –
– Tel. (19) 3756-8000. Entrada franca. contratenor, Miguel Geraldi – tenor Medley brasileiro.
22/12 19h00 Meninas Cantoras de
e Norbert Steidl – baixo. Programa: Teatro do Sesi – Tel. (62) 3269-0800.
Campos do Jordão. Toriba Musical. Ingressos: dois quilos de alimento não
02/12 20h00 Audi Coelum. Sesi Bach – Cantatas BWV 61, BWV 62 e
Mere Oliveira – direção musical e perecível ou um livro literário.
Música Erudita. Roberto Rodrigues BWV 70.
regente. Fábio Fagundes – piano.
– direção musical e regente. Viviana Capela Santa Maria – Espaço Cultural – 21/12 20h30 Ópera Carmen, de Bizet.
Programa: Phil Brower/Lynne Brower
Casagrandi – soprano, Clarissa Cabral Tel. (41) 3321-2846. Reapresentação dia Cortina Lírica. Concerto de encerramento.
– Cantata Já é Natal. Reapresentação 16 às 18h30. Entrada franca.
– mezzo soprano, Guga Costa – haute- Orquestra Filarmônica de Goiás. Neil
dia 29 às 19h.
-contre, Ruben Araújo – tenor, Sabah Thomson – regente. Denise de Freitas
Teixeira – baixo-barítono, Alexandre 23/12 19h00 Leda Monteiro –
Cruz e Marcus Held – violinos, Luciana soprano, Aquillis Skupien – tenor u FLORIANÓPOLIS, SC (Carmen), Hélenes Lopes (Don José),
Angelo Dias (Escamillo) e Patrícia Mello
Castillo – flauta doce, Pedro Augusto Diniz e Antonio Luiz Barker – piano. (Micaëlla), Daniela Barra (Mercédes),
– cravo e Iara Ungarelli – viola de gamba. Toriba Musical. Programa: Canto dos 09/12 20h30 Vania Pimentel – piano.
Tocateando. Programa: Toccatas para piano. Michel Silveira – (Dancaìre), Jadson
Teatro do Sesi – Tel. (19) 3772-4100. quatro cantos: canções de Natal. Álvares – (Moràles e Zuniga) e Hudson
Entrada franca. Auditório Jurerê Internacional – Tel. (48)
3282-2203. R$ 40. Ayres (Remendado). Leia mais na pág. 44.
09/12 20h00 Orquestra Sinfônica u CAXIAS DO SUL, RS Centro Cultural Oscar Niemeyer – Tel. (62)
3201-4901. Reapresentação dia 22 às 20h30.
Municipal de Campinas. Concerto
oficial. Victor Hugo Toro – regente. 07/12 20h30 Orquestra Sinfônica u FORTALEZA, CE
Teatro Municipal José de Castro Mendes – da UCS. Quinta Sinfônica. Manfredo u ILHABELA, SP
Tel. (19) 3272-9359. R$ 30. Reapresentação Schmiedt – regente. Participação: Coro 09/12 18h00 ORQUESTRA BACHIANA
dia 10 às 11h, R$ 6. da UCS e Coro Sinfônico da Ospa. Larissa JOVEM TAPERA DAS ARTES, CORO 29/12 20h30 Concerto de gala de
Ramos e Paola Leonetti – sopranos e INFANTOJUVENIL TAPERA DAS ARTES e Ano novo. Concerto de premiação do
15/12 20h00 Orquestra Sinfônica Maicon Cassânego – tenor. Programa: SINFONIETTA TAPERA DAS ARTES. CDL – vencedor do Concurso Prelúdio da TV
Municipal de Campinas. Concerto Mendelssohn – Sinfonia nº 2, Ao louvor. Natal de Luz de Fortaleza. Ênio Antunes Cultura. Júlio Medaglia – regente.
Especial. Igreja dos Capuchinhos – Tel. (54) 3218-2610. – direção artística e regente e Ricardo Nelson Freire – piano, Rosana Lamosa
Câmara Municipal – Plenário José Maria Entrada franca. Gadelha – direção musical e regente. – soprano e Paulo Szot – tenor. Programa:
Matosinho – Tel. (19) 3736-1300. Programa: Vivaldi – Concerto para violino Beethoven – Concerto para piano nº 5,
Entrada franca. 16/12 20h30 Orquestra Sinfônica nº 1, La Primavera e Concerto grosso Imperador; e árias e aberturas de óperas.
da UCS. Natal em Família na UCS. RV 121; Bach – Concerto de Brandemburgo 2ª parte: Pablo Rossi – piano e Annie
17/12 18h00 Orquestra Sinfônica Manfredo Schmiedt – regente. nº 3 BWV 1043 e Coral da Cantata nº147, Dutoit – narração. Programa: Saint-Saëns –
Municipal de Campinas e Coro Participação: Coro da UCS, Coro Sinfônico Jesus alegria dos homens; Mascagni Carnaval dos animais. Leia mais na pág. 6.
Collegium Vocale Campinas. Concerto da Ospa e Grupo de Teatro Quiquiprocó. – Intermezzo de Cavalleria rusticana; Centro Cultural Baía dos Vermelhos – Tel.
ao ar livre. Encerramento da temporada Suellen Matter – soprano e Ricardo Barpp Villani-Côrtes – Papagaio azul; Massenet – (12) 3512-7107.

Dezembro 2017 CONCERTO 43


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

Goiânia, dias 21 e 22
u ITAPETININGA, SP Otávio Simões (dias 1º e 3) e Marcelo
de Jesus (dia 2) – regentes. Participação:
Filarmônica de Goiás apresenta 16/12 20h00 Quinteto de Fagotes. Balé Experimental do Corpo de Dança
Sesi Música Erudita. Alexandre Silvério, do Amazonas. Programa: Delibes/
ópera Carmen, de Georges Bizet Francisco Formiga, Filipe de Castro e Tchaikovsky – Teia clássica; e Stravinsky
– Petruska. Baldoíno Leite (Teia Clássica)
José Arion Linhares – fagotes e Romeu
A diversidade da e Adriana Goes (Petrushka) – coreogra-

divulgação
Rabelo – contrafagote. Programa: obras
temporada da Orques- do repertório barroco ao clássico. fias. Leia mais na pág. 46.
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880.
tra Filarmônica de Goi- Teatro do Sesi – Tel. (15) 3275-7920.
Reapresentação dia 2 às 20h e dia 3 às 19h.
Entrada franca.
ás, que tem mostrado
desde clássicos do re- 10/12 11h00 Orquestra de Câmara
pertório até a música u JOÃO PESSOA, PB do Amazonas. Marcelo de Jesus
– regente. Katia Freitas – soprano e
do século XXI, passan-
07/12 20h30 Orquestra Sinfônica Michel Salles – trompete. Programa:
do por autores brasi- Jovem da Paraíba. Concerto oficial. Händel – Let the bright Seraphin, do
leiros e outros menos Alunos da classe de regência. Eltony oratório Sansão HWV 57; A. Scarlatti –
conhecidos, desembo- Nascimento – flauta e Danrley Natan – Con voce festiva; Marcello – Concerto
ca em dezembro no oboé. Programa: Kalinnikov – Intermezzo para trompete e cordas; Vivaldi – Laudate
nº 2; A. J. Madureira – Repente armorial; Pueri RV 601. Leia mais na pág. 46.
universo da ópera. Nos Denise de Freitas Salieri – Concerto para flauta, oboé e Palácio da Justiça – Tel. (92) 3248-1844.
dias 21 e 22, o grupo orquestra; Massenet – Hérodiade, Suíte
apresenta uma cortina de balé; Sibelius – Varsang; e Dierson
lírica de Carmen, de Bizet, sob regência de Neil Thomson. Torres – Cantos de Natal.
u MARÍLIA, SP
Carmen, baseada no livro de Prosper Merimée, estreou em 1875. Fundação Espaço Cultural da Paraíba –
09/12 20h00 Cantus Libere.
Sala de Concertos Maestro José Siqueira
Narra a história da cigana que deseja ser livre acima de tudo e do soldado – Tel. (83) 3211-6228. Entrada franca. Sesi Música Erudita. Paulo Valente –
Don José, que se apaixona por ela. A crueza com que a trama é recriada direção musical e regente. André Defert,
fez da ópera uma das precursoras do movimento realista na ópera. 19/12 20h30 Orquestra Sinfônica Daniel Rodrigues, Rafael Guimarães,
da Paraíba. Concerto de Natal. Luiz Lucas Lima, Rogers Cordeiro, Mário
Em Goiânia, o personagem título será vivido pela mezzo soprano Lacombe e Paulo Valente – cantores.
Carlos Durier – regente. Participação:
Denise de Freitas. O tenor Hélenes Lopes será Don José, Patrícia Mello Coro Sinfônico da Paraíba. Programa: Teatro do Sesi – Tel. (14) 3401-1500.
interpreta Micaela e Angelo Dias, Escamillo. Chabrier – Joyeuse Marche; Massenet – Entrada franca.
Hérodiade, Suíte de balé; Leroy Anderson
– Festival de Natal; Verdi – Libiamo,
Piracicaba, dia 16
da ópera La traviata; Roberto Tibiriçá – u OLINDA, PE
Roberto Tibiriçá dirige Sinfônica Seleção de Natal; e Maestro Duda
– Cantata de Natal.
XX Virtuosi – Festival Internacional
de Música de Pernambuco
de Piracicaba em obras de Dvorák Fundação Espaço Cultural da Paraíba –
Sala de Concertos Maestro José Siqueira De 13 a 17 de dezembro
– Tel. (83) 3211-6228. R$ 4. João Pessoa, Olinda e Recife
A Orquestra Sinfônica de Piracicaba, que comemorou com sua tem- Direção artística: Rafael Garcia
porada 2017 os 250 anos da cidade, termina o ano recebendo um impor- XX Virtuosi – Festival Internacional Coordenação geral: Ana Lúcia Altino
tante regente convidado, o maestro Roberto Tibiriçá, que tem atuado à de Música de Pernambuco Entrada franca
De 13 a 17 de dezembro www.virtuosi.com.br
frente das principais orquestras brasileiras, entre elas a Osesp, a Orques-
João Pessoa, Olinda e Recife 13/12 19h00 Rose de Souza –
tra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Direção artística: Rafael Garcia soprano e Raiff Dantas Barreto
Ele comanda um programa inteiramente dedicado ao compositor tcheco Coordenação geral: Ana Lúcia Altino – violoncelo. Tour Nordeste. Programa:
Antonin Dvorák no Teatro do Engenho. Entrada franca modinhas de Waldemar Henrique, Laiana
A apresentação começa com a Dança eslava nº 8. E, em seguida, www.virtuosi.com.br Oliveira e Babí de Oliveira.
será interpretada a Sinfonia nº 9, Do novo mundo, em que o compositor, 14/12 19h00 Rose de Souza – Convento de São Francisco – Tel. (81) 3494-3387.
radicado nos Estados Unidos no final de sua vida, estabelece uma ponte soprano e Raiff Dantas Barreto
de contato entre sua terra natal e o oeste americano, símbolo do desbra- – violoncelo. Tour Nordeste. Programa:
modinhas de Waldemar Henrique, u PIRACICABA, SP
vamento. Antes do concerto, às 16h30, acontece uma palestra sobre o Laiana Oliveira e Babí de Oliveira.
repertório, e, às 17 horas, um ensaio aberto ao público. Centro Cultural São Francisco – Tel. (83) 08/12 20h00 Quarteto Françaix.
3221-0779. Sesi Música Erudita. Maria Fernanda
Gonçalves – oboé e corne inglês,
Nikolay Sapoundjiev – violino,
Várias cidades e datas
u JUNDIAÍ, SP Samuel Passos – viola e Emília
Valova – violoncelo. Programa: Britten
Série do Sesi leva música de 09/12 20h00 Orquestra Municipal
de Jundiaí. Cláudia Feres – regente.
– Fantasia; Jean Françaix – Quarteto;
Piazzolla – As quatro estações portenhas;
Miriam Braga – piano e Erick Heimann
câmara para o interior de SP Pais – saxofone. Programa: Francisco
Liduino Pitombeira – Brazilian Landscape
nº 5; e Villa-Lobos – Quarteto nº 1.
Braga – Motivo místico, da ópera A Teatro do Sesi – Tel. (19) 3403-5900.
A programação do Sesi-SP tem criado um roteiro alternativo visitação; Gnattali – Brasiliana nº 11; Entrada franca.
para a música clássica no interior do estado. Em dezembro, serão Liduino Pitombeira – Três miniaturas,
quase 20 apresentações, que têm como foco a música de câmara em Valsa delicada, Cantinela e Final; e 16/12 20h30 Orquestra
diferentes formações. Renato Goulart – Imagens do Brasil. Sinfônica de Piracicaba. Concerto
Teatro Polytheama – Tel. (11) 4586-2472. de encerramento. Roberto Tibiriçá –
Entre os destaques, estão o Quarteto Camargo Guarnieri (dia 8, Entrada franca. regente. Programa: Dvorák – Dança Eslava
Franca; dia 9, São José do Rio Preto), o Quarteto Françaix (dia 8, Pira- nº 8 e Sinfonia nº 9, Do novo mundo.
cicaba; dia 9, Araraquara); o Ensemble São Paulo (dia 8, Sorocaba), o Leia mais ao lado.
Quinteto de Fagotes com músicos da Osesp (dia 16, Itapetininga) e o u MANAUS, AM Teatro Municipal Erotídes de Campos – Tel.
(19) 3413-5212. Entrada franca. Antes do
Quinteto Bachiana (dia 8, São José dos Campos). 01/12 20h00 amazonas filarmônica concerto, às 16h30, haverá a palestra “O meu
e corpo de dança do amazonas. concerto de hoje”; e às 17h o ensaio aberto.

44 Dezembro 2017 CONCERTO


u PORTO ALEGRE, RS 16/12 17h00 Rose de Souza –
soprano e Raiff Dantas barreto
João Pessoa, Olinda, e Recife, de 13 a 17

03/12 16h30 Quarteto de Cordas – violoncelo. XIII Virtuosi Brasil. Virtuosi realiza vigésima edição
da Ospa. Série Música no Museu. Programa: Waldemar Henrique
Leonardo Bock e Ariel Polycarpo – – Coco Peneruê, Boi bumbá e
Uirapurú; Laiana Oliveira – Minh’alma
em Pernambuco e na Paraíba
violinos, Carol Argenta – viola e
Rodrigo Alquati – violoncelo. Programa: é triste; Babí de Oliveira – Deixe Um dos mais importantes even-
estar e Cantares de Pernambuco; Leonardo Altino
Beethoven – Quarteto de cordas nº 9; tos do calendário brasileiro, o Fes-
Bach – Ária para violoncelo; Caccini
e Verdi – Quarteto em mi menor. tival Virtuosi realiza este ano sua
Museu de Arte do Rio Grande do Sul –
– Tu ch’ai le penne, amore e Amarilli,
mia bela; e Pergolesi – Se tu m’ami, vigésima edição, entre os dias 13 e
Tel. (51) 3227-2311. Entrada franca.

divulgação / Flora Pimentel


se sospiri. 17, ocupando palcos como o Teatro
17/12 20h00 Orquestra Sinfônica de Santa Isabel e o Museu do Esta-
16/12 18h00 LEONARDO ALTINO –
de Porto Alegre. Evandro Matté – regen- do de Pernambuco. Apresentações
violoncelo, RAFAEL ALTINO – viola
te. Participação: Fafá de Belém – cantora.
Parque Farroupilha Redenção – Av. João
e ANTONIO BARRETO – percussão. também serão realizadas em Olin-
VI Virtuosi século XXI. Programa: da, no dia 13, e em João Pessoa, na
Pessoa, s/nº – Cidade Baixa. Entrada franca.
Crumb – Sonata para violoncelo;
Favor confirmar horário. Haverá apresentações
e Lucano Berio – Naturale.
Paraíba, no dia 14. O repertório dos
da Ospa pela Série Interior: dia 2 às 20h em
Osório/RS; dia 5 às 20h30 em Estrela/RS; concertos estabelece diálogos inte-
16/12 18h45 ORQUESTRA VIRTUOSI.
dia 12 às 20h30 em Campo Bom/RS; e dia Rafael Altino – viola, Victor ressantes, indo do barroco à criação contemporânea.
16 às 20h30 em Torres/RS. Informações pelo
site www.ospa.org.br.
Asuncion – piano e Ayrton Benck Entre os convidados, destaque para o violoncelista Raiff Dantas
– trompete. Programa: Piazzolla – Barreto, que se apresenta em duo com a soprano Rose de Souza; para o
Le gran tango; e Shostakovich violinista Benjamin Schmid, que será o solista de As quatro estações de
u RECIFE, PE – Concerto para piano, trompete
Vivaldi e de Piazzolla com a Orquestra Virtuosi regida por Rafael Garcia,
e orquestra.
01/12 14h00 I Concurso Jovens diretor artístico do festival; e para o violoncelista Leonardo Altino e o
16/12 19h30 Maria Carla Pino
Solistas da Orquestra Criança Cury – soprano. Programa: violista Rafael Altino, que vão apresentar um programa dedicado às mú-
Cidadã. Concerto dos vencedores. Händel – Rejoice, do oratório O sicas dos séculos XX e XXI. Está previsto também um concerto dedicado
Sede da Orquestra – Tel. (81) 3428-7600.
Haverá ensaio aberto no período da manhã,
messias, Piangero lá sorte mia a Bach, com a Orquestra Jovem de Pernambuco.
favor confirmar horário. e Da Tempeste, de Giulio Cesare;
Vivaldi – Ária In furore giustissimae
13/12 20h00 Orquestra Sinfônica Irae; Mozart – Ária e trechos de A
do Recife. Concerto oficial. Marlos flauta mágica.
Nobre – direção musical e regente.
Programa: Bach – Concerto para violino
16/12 20h15 Orquestra Virtuosi.
Programa: Tchaikovsky – Pezzo
Sinfônica do Paraná toca autores modernos
BWV 1041; Villa-Lobos – Choros nº 6; Capriccioso; e Schumann – Concerto
e Bizet – Sinfonia em dó maior.
A Orquestra Sinfônica do Paraná volta ao palco do Teatro Guaíra,
para violoncelo.
Teatro de Santa Isabel – Tel. (81) 3355-3326. em Curitiba, no dia 3, sob a regência de seu titular, o maestro ale-
Entrada franca. 17/12 17h00 Tributo a Chopin. mão Stefan Geiger. O grupo foca a apresentação na música mo-
Programa: Chopin – Introdução e
XX Virtuosi – Festival Internacional Polonaise brillante op. 3, Sonata
dernista, com obras de Stravinsky (Circus polka: para um jovem
de Música de Pernambuco para violoncelo e piano, 24 Prelúdios elefante, coreografada originalmente por Balanchine, e Petrushka,
De 13 a 17 de dezembro op. 28, Noturnos nº 1 op. 32 e nº 2 balé que narra a história de amor entre três fantoches) e Ravel
João Pessoa, Olinda e Recife op. 15 e Sonata op. 58. (Daphnis et Cholé: suíte nº 2, baseada em poemas gregos do século II).
Direção artística: Rafael Garcia
Coordenação geral: Ana Lúcia Altino
Entrada franca u RIBEIRÃO PRETO, SP Helder Trefzger rege programas em Vitória
www.virtuosi.com.br
Leia mais ao lado 16/12 20h30 Orquestra Sinfônica O maestro Helder Trefzger rege a Orquestra Sinfônica do Estado
de Ribeirão Preto. Natal de Luz. do Espírito Santo em três programas distintos em dezembro: no dia
Compaz Governador Eduardo Campos – Av.
Aníbal Benévolo, s/nº – Alto Santa Terezinha. Parcival Módolo – regente. 10, na série Sinfônica no Parque, com Bach e Beethoven; nos dias
Theatro Pedro II – Tel. (16) 3977-8111.
13/12 19h00 Orquestra Virtuosi Reapresentação dia 17 às 10h30. 13 e 14, com O ticumbi do Espírito Santo; e, nos dias 19 (Santuá-
de pernambuco. Tour Internacional. rio de Vila Velha), 20 (Catedral Metropolitana), 21 (Santuário Bom
Pastor) e 22 (Basílica de Santo Antônio), com um concerto de Natal.
Teatro de Santa Isabel – Tel. (81) 3355-3326.
u RIO CLARO, SP
15/12 19h00 BENJAMIN SCHMID –
violino, RAFAEL ALTINO – viola, 08/12 20h00 Cantus Libere. Marlos Nobre interpreta Bach e Villa-Lobos
LEONARDO ALTINO – violoncelo Sesi Música Erudita. Paulo Valente –
e VICTOR ASUNCIÓN – piano. direção musical e regente. André Defert, O compositor Marlos Nobre rege a Orquestra Sinfônica do Re-
Programa: Brahms – Quarteto Daniel Rodrigues, Rafael Guimarães, cife no dia 13 de dezembro, no Teatro de Santa Isabel. O progra-
para piano e cordas op. 25. Lucas Lima, Rogers Cordeiro, Mário ma começa com o Concerto para violino, cordas e baixo contínuo
15/12 20h00 Orquestra Virtuosi. Lacombe e Paulo Valente – cantores.
Teatro do Sesi – Tel. (19) 3522-5650.
BWV 1041, de Bach. Em seguida, de Villa-Lobos, o grupo interpreta
III Virtuosi Sem Fronteiras. Rafael
Garcia – regente. Benjamin Entrada franca. o Choros nº 6. Encerra a noite a Sinfonia em dó maior, de Bizet.
Schmid – violino. Programa: Vivaldi
– As quatro estações; e Piazzolla –
As quatro estações portenhas.
u SALVADOR, BA Sinfônica de Sergipe encerra temporada
16/12 15h00 Orquestra Jovem 17/12 17h00 Orquestra Juvenil da A Orquestra Sinfônica de Sergipe apresenta três programas em
de Pernambuco. Tributo a Bach. Bahia e Coro Juvenil do Neojiba. dezembro. No dia 1º, Guilherme Mannis rege o grupo na Praça São
Rafael Garcia – regente. Gilson Neojiba Itinerante. Comemoração Francisco em obras de Villa-Lobos, Sibelius, Tchaikovsky, Ginastera e
Filho – violino e Horácio Massone dos 250 anos de nascimento de José Guerra-Peixe. No Teatro Atheneu, no dia 7, o repertório tem De Falla,
– flauta. Programa: Bach – Concerto Maurício Nunes Garcia. Luiz Alves da
de Brandemburgo nº 3 BWV 1048, Silva – regente. Programa: Pe. José
Monacayo, Ginastera e Tchaikovsky. A orquestra encerra o ano nos
Concerto para violino BWV 1042 e Maurício – Abertura em ré maior, Aleluia dias 20 e 21, no Teatro Tobias Barreto, com um Concerto de Natal.
Suíte nº 2 BWV 1067. Angelus Domini, Omnes de Saba venient,

Dezembro 2017 CONCERTO 45


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

Série Virtuoses da Música. Programa: Ghirardi – clarinete (vencedor do 6º


Manaus, dias 1º, 2, 3 e 10 Mozart – Sonata K 457; Scriabin – Dois Prêmio Ernani de Almeida Machado).
poemas op. 32 e Fantasia op. 28; e Programa: Nielsen – Concerto para
Corpos estáveis do Amazonas se Chopin – 24 Prelúdios op. 28. Lucy clarinete; Mozart – Abertura de Don
Dancuart Asdente – direção artística. Giovanni; e Stravinsky – Petrushka.
unem em espetáculo de dança Bosque Imperial 240 – Tel. (12) 3911-2015. Entrada franca. Leia mais na pág. 30.

A programação dos corpos estáveis do Teatro Amazonas, em


Manaus, tem continuidade nos dias 1º, 2 e 3, com as últimas récitas u SÃO MANUEL, SP u TIRADENTES, MG
de um espetáculo que reúne a Amazonas Filarmônica (regida por 15/12 21h00 Octocantos e Banda 01/12 20h00 Elisa Freixo – órgão.
Marcelo de Jesus e Otávio Simões) ao Núcleo de Dança do Liceu Filarmônica São Manuelense. Participação de artistas convidados.
de Artes e Ofícios Claudio Santoro, o Balé Experimental do Corpo Natal: Anunciação à Paz. Carlinhos Música Barroca.
de Dança do Amazonas e o Corpo de Dança do Amazonas. Serão Martorelli e Marcos Antônio Rosseto Igreja Matriz de Santo Antônio – Tel.
Júnior – regentes. Programa: obras de (32) 3355-1676. R$ 40. Apresentações
apresentadas duas coreografias: Teia clássica, baseada em músi- sextas-feiras às 20h.
Lacerda, Hassler, Victoria, Byrd, Gruber,
cas de Leo Delibes e Tchaikovsky, assinada por Baldoíno Leite; e Shaw, Sleeth, Berlin, Miller e Valente,
Petrushka, de Stravinsky, idealizada por Adriana Goes.
Já no dia 10, no Centro Cultural Palácio da Justiça, toca a
e músicas natalinas.
Igreja Matriz – Praça da Matriz. Reapresentação
u TRANCOSO, BA
Orquestra de Câmara do Amazonas, com a soprano Katia Freitas e dia 18 às 20h30 na Igreja São Benedito – Praça
Doutor Pereira de Rezende. Entrada franca.
09/12 14h30 Natal em Harmonia.
o trompetista Michel Salles, sob regência de Marcelo de Jesus. Mozarteum Brasileiro. Concerto Natalino.
Teatro L’Occitane – Tel. (73) 3668-1487.
u SOROCABA, SP Ingressos: um brinquedo novo.

Matinas para a noite do Natal e Te Deum Paróquia do Imaculado Coração de Maria – 08/12 20h00 Ensemble São Paulo.
Sesi Música Erudita. Betina Stegmann
u VINHEDO, SP
Laudamus. Tel. (13) 3224-8302. Entrada franca.
Catedral Basílica Primacial São Salvador
e Nelson Rios – violinos, Marcelo Jaffé 16/12 19h00 Coro do Mosteiro
– Largo Terreiro de Jesus, s/nº – Pelourinho. 09/12 20h00 Ana Carolina Sacco – viola, Robert Suetholz – violoncelo e de São Bento. Meditação de Natal.
Entrada franca. – soprano e BRUNO MADEIRA – violão. Sérgio Oliveira – contrabaixo. Programa: Programa: repertório tradicional natalino.
Sesi Música Erudita. Vivaldi – Concerto em lá maior; Mozart Mosteiro de São Bento – Tel. (19) 3876-4788.
20/12 19h30 Orquestra Juvenil da Teatro do Sesi – Tel. (13) 3209-8210. – Uma pequena música noturna; R$ 50, somente com antecedência pelo site
Bahia. Neojiba no TCA. Concerto de en- Entrada franca. Tchaikovsky – Valsa; Barber – Adágio; www.mosteirosaobento.org.br.
cerramento. Comemoração dos 250 anos e Carlos Gomes – O burrico de pau.
de Brasil Musical: de Padre José Maurício 10/12 17h30 Coral da Gente do Teatro do Sesi – Tel. (15) 3388-0444.
à Jamberê. José Maurício Brandão – Instituto Baccarelli. Silmara Drezza, Entrada franca. u VITÓRIA, ES
regente. Participação: Coro Sinfônico Arthur Perissinoto, Claudia Cruz e Tânia
e Coro Juvenil do Neojiba. Bertassoli – regentes. Juliana Ripke – pia- 14/12 20h00 Orquestra Sinfônica 07/12 20h00 Orquestra camerata
Teatro Castro Alves – Tel. (71) 3535-0600. no. Lucas Migliorini – preparação cênica. de Sorocaba. Concerto Sinfônico. Sesi-ES. Série Sesi-ES Música Clássica.
R$ 4. Sesc – Tel. (13) 3278-9800. Entrada franca. Eduardo Ostergren – regente. Fabiana Leonardo David – regente. Fábio
Bonilha – piano. Programa: Reznicek – Zanon – violão e Yuka Shimizu – pia-
15/12 20h00 Madrigal Ars Viva. Abertura da ópera Dona Diana; Mozart no. Programa: Andrés Segovia – ...Para
u SANTA CRUZ DO Roberto Martins – regente. Sônia – Concerto para piano nº 23 K 488; Bizet um Cavalheiro; Elgar – Serenata op. 20;
Domenighi – órgão e Maria Helena – Sinfonia nº 1; e Anderson – Festival Miranda – Concertino para piano e
RIO PARDO, SP Silveira – soprano. Programa: obras de de canções natalinas. orquestra de cordas; Dvorák – Serenata
Juan del Encina, Pachelbel, Mendelssohn, Sala Fundec – Tel. (15) 3233-2220. R$ 20. para cordas op. 22; e Rodrigo – Fantasia
10/12 20h30 Orquestra Sinfônica Brahms, Villa-Lobos e Gilberto Mendes. Reapresentação dia 17 às 19h. para um gentil homem.
Heliópolis e Coral da Gente Igreja Anglicana – Tel. (13) 3302-1065. Teatro do Sesi Jardim da Penha – Tel. (27)
do Instituto Baccarelli. Isaac Reapresentação dia 16 às 17h30 no Instituto 3334-7307. R$ 10.
Karabtchevsky – regente. Histórico e Geográfico – Tel. (13) 3469-3520 – u TATUÍ, SP 10/12 11h00 Orquestra Sinfônica
Igreja Matriz de São Sebastião – Tel. São Vicente.
(14) 3372-1037. Entrada franca. CONSERVATÓRIO DE TATUÍ do Estado do Espírito Santo.
Teatro Procópio Ferreira – Tel. (15) 3205-8444 Concertos Especiais. Sinfônica no parque.
u SÃO JOSÉ DO Helder Trefzger – regente. Programa:
u SANTOS, SP RIO PRETO, SP
01/12 20h00 Orquestra Sinfônica.
Concertos Externos. João Maurício
obras de Bach e Beethoven.
Parque Botânico da Vale – Av. Expedicionários
02/12 20h00 Orquestra Sinfônica Galindo – regente. s/nº – Jardim Camburi. Entrada franca.
09/12 20h00 Quarteto Camargo Praça da Santa. Entrada franca.
Municipal de Campinas e Ópera
Guarnieri. Sesi Música Erudita. Elisa 13/12 20h00 Orquestra Sinfônica
Estúdio Unicamp. Gala Lírica. Victor 02/12 11h00 Coro Sinfônico.
Fukuda e Ricardo Takahashi – violinos, do Estado do Espírito Santo. Série
Hugo Toro – regente. Raíssa Amaral Concertos Externos. Concerto de Natal.
Silvio Catto – viola e Joel de Souza – Quarta Clássica. Helder Trefzger – regen-
e Isabela Dumalakas – sopranos, Ana Robson Gonçalves Pinto – regente.
violoncelo. te. Participação: Ticumbi de São Benedito.
Maria Mendes – mezzo soprano, Tiago Programa: Cantata de Natal.
Teatro do Sesi – Tel. (17) 3224-6611. Programa: O Ticumbi do Espírito Santo.
Roscani – tenor, Leandro Cavini – barítono Entrada franca.
Praça da Matriz.
e Raphael Domeniche – baixo. Programa: Teatro Carlos Gomes – Tel. (27) 3132-8396.
05/12 20h00 Coro Sinfônico. Robson R$ 2. Reapresentação dia 14 às 20h, pela
trechos de óperas de Bellini: – Norma; Gonçalves Pinto – regente. R$ 12. série Quinta Clássica.
Mozart – As bodas de Fígaro e A flau- u SÃO JOSÉ DOS 06/12 20h00 Orquestra Sinfônica.
ta mágica; Offenbach – Os contos de 19/12 19h00 Orquestra Sinfônica
Hoffmann; Donizetti: Don Pasquale e O CAMPOS, SP João Maurício Galindo – regente. R$ 12.
do Estado do Espírito Santo.
elixir de amor; Verdi – Un giorno di regno, 09/12 11h00 4ª Semana de Prática
Concertos de Natal. Helder Trefzger
Rigoletto e La traviata; Puccini – La bohè- 08/12 20h00 Quinteto Bachiana de Conjunto. Vários horários. Entrada
– regente. Natércia Lopes – soprano.
me; e Delibes – Sylvia. Sesi-SP e Giovanna Maira – cantora. franca. Continuidade até dia 15.
Programa: canções natalinas.
Local a definir. Informações: http://www. Sesi Música Erudita. Tiago Tognoli –
11/12 11h00 IV Semana de Música Santuário Divino Espírito Santo de Vila Velha
osmc.com.br. Reapresentação dia 3 às 18h no piano.
de Câmara. Vários horários. Entrada – Tel. (27) 3329-1266. Reapresentação dia 20
Sesc – Tel. (13) 3278-9800, pela série Tocando Teatro do Sesi – Tel. (12) 3919-2000. às 19h na Catedral Metropolitana de Vitória –
Santos. Entrada franca.
franca. Continuidade até dia 15.
Entrada franca. Tel. (27) 3223-0590; dia 21 às 19h no Santuário
16/12 16h00 Orquestra Jovem do Bom Pastor – Tel. (27) 3343-6588 e dia 22 às
03/12 20h00 Orquestra Sinfônica 16/12 20h00 Varvara Estado de são paulo. Cláudio 19h no Santuário Basílica de Santo Antônio –
Heliópolis. Edilson Ventureli – regente. Nepomnyahchaya (Rússia) – piano. Cruz – regente. Bruno da Silva Tel. (27) 3332-0373. Entrada franca. t

46 Dezembro 2017 CONCERTO


Edição Novembro 2017 Todos os textos e fotos publicados na seção Gramophone são de propriedade e copyright de Mark Allen Group, Grã-Bretanha. www.gramophone.co.uk

Gravação do mês
Baseado nas Christophe Rousset é, com
resenhas deste Rameau
certeza, um dos regentes barrocos
Pygmalion
mês, Martin Sols; Arnold mais brilhantes da atualidade,
Cullingford Schoenberg Choir; infalivelmente alerta para o
Les Talens Lyriques /
apresenta Christophe Rousset
ritmo, dramaticidade e beleza da
as melhores Aparté música, como demonstra aqui de
gravações maneira maravilhosa.

Beethoven Paderewski. Sibelius


Violin Concerto. Romances Stojowski Tapiola. Songs
Schubert Rondo Piano Concertos Anne Sofie von Otter
James Ehnes vn Royal Jonathan Plowright mez Finnish Radio
Liverpool Philharmonic pn Polish Sinfonia Symphony Orchestra /
Orchestra / Andrew Iuventus Orchestra / Hannu Lintu
Manze Łukasz Borowicz Ondine
Onyx Warner Classics
Gravar o Concerto de Beethoven é um Uma demonstração altamente gratificante Hannu Lintu demonstra ser um regente
marco para qualquer violinista, que James da beleza do piano, no que tem de mais lírico. capaz de explorar e incorporar o mundo sonoro
Ehnes supera aqui com estilo soberbo. de Sibelius com grande consciência de seu
mistério e poder; um lançamento bastante
impressionante.

Vaughan Williams DvorÁk Sibelius


A London Symphony String Quintet No 3. Piano Works
BBC Symphony Piano Quintet No 2 Leif Ove Andsnes pn
Orchestra / Pavel Haas Quartet; Sony Classical
Martyn Brabbins Pavel Nikl va Boris
Hyperion Giltburg pn
Supraphon

Um maravilhoso acréscimo aos catálogos Outro disco do Pavel Haas Quartet, outro Se você já quis saber por que a música
tanto da obra quanto de Martyn Brabbins, sem triunfo. Eles sempre parecem imersos no que para piano de Sibelius é negligenciada, Leif
dúvida um dos defensores mais perspicazes tocam, tanto em termos de sua relação quanto Ove Andsnes também se perguntou isso: e
do repertório britânico. na compreensão instintiva da partitura. aqui ele se encaminha para mudar as ideias
das pessoas a esse respeito.

Compère EŠenvalds ‘Lost is my quiet’


‘Music for the Duke ‘The Doors of Heaven’ Carolyn Sampson sop
of Milan’ Portland State Iestyn Davies contraten
Odhecaton / Chamber Choir / Joseph Middleton pn
Paolo Da Col Ethan Sperry BIS
Arcana Naxos

Famoso em sua época, Loyset Compère A música de Esenvalds recebe uma Pegue dois astros do canto e um pianista
– cujo 500º aniversário de morte acontece performance esplendidamente evocativa elogiado, e o resultado é um recital tão
no ano que vem – era parte da rica vida e sentida desse coro americano, que é delicioso quanto bem realizado. A alegria
musical da corte de Milão. O Odhecaton evidentemente muito bom e parece desperto deles em fazer música juntos é evidente
recria gloriosamente seu esplendor. para as cores, franqueza e beleza da música. desde o começo.

DVD/Blu-ray RELANÇAMENTO/ARQUIVO Em associação com


Mozart Così fan tutte Beethoven
Soloists; Paris Opéra / Philippe Jordan Piano Sonatas
Arthaus Musik Wilhelm Kempff pn
APR www.qobuz.com
Essa tentativa de juntar dança e ópera logo
ganhou nosso crítico Mark Pullinger – e, no O selo APR volta a brilhar Ouça diversas das
final, ele estava cativado. Some-se o alto nível em seu compromisso em fazer gravações da Escolha
do fazer musical e, se você gosta do conceito, de lendas do passado partes do Editor online em
você também vai se entusiasmar! vivas do catálogo de hoje. qobuz.com

Dezembro 2017 CONCERTO 47


u CDs

TANEYEV – BORODIN LINDBERG – GOLIJOV FRANCK – CHAUSSON MICHELANGELO FALVETTI


Trios com piano Emil Jonason – clarinete Isabelle Faust – violino Il diluvio universale
Delta Piano Trio Orquestra Sinfônica Alexander Melnikov – piano Cappella Mediterranea
Lançamento Naxos. Importado. de Norrköping Quarteto Salagon Coro de Câmara de Namur
R$ 52,00 Christian Lindberg – regente Lançamento Harmonia Mundi. Leonardo García Alarcon –
A trajetória de Sergei Taneyev o Quarteto Vamlingbo Importado. R$ 99,50 regente
colocou em contato com algumas Lançamento BIS. Importado. A Sonata de César Franck é Lançamento Ambronay. Importado.
das principais personalidades R$ 88,30 uma das mais celebradas obras R$ 94,70
da música russa (e não só) nas Após um concerto em 2007 com a de câmara do repertório. E não O maestro argentino radicado
últimas décadas do século XIX. Royal Stockholm Philharmonic, o sem razão. Basta lembrar o tom na Europa Leonardo García
Foi aluno de Tchaikovsky, rival e clarinetista Emil Jonason tornou- angustiado e eventualmente lírico Alarcón havia acabado de criar,
detrator de Mussorgsky, amigo -se um expoente de sua geração no dos dois primeiros movimentos, em 1999, o conjunto Cappella
do escritor Ivan Turgueniev, instrumento. E a fama recém- em contraste com a energia do Mediterranea, com o objetivo
(autor de clássicos como Primeiro -adquirida levou a uma encomen- Allegro poco mosso final, para de pesquisar o repertório barroco,
amor ). Como pianista, foi parceiro da de um concerto para o ter uma ideia do olhar a respeito quando recebeu de um colega
do lendário violinista Leopold compositor Christian Lindberg, da humanidade que o compositor músico uma partitura até então
Auer. Como professor, deu aulas que rege a interpretação no oferece na peça. A obra já foi desconhecida do compositor
a Rachmaninov e Scriabin. disco, à frente da Orquestra gravada diversas vezes, mas Michelangelo Falvetti. “Comecei
Ainda assim, seu trabalho como Sinfônica de Norrköping. The grandes intérpretes são capazes a ler a música e não conseguia
autor tem emergido apenas nos Erratic Dreams of Mr. Grönstedt de oferecer olhares renovados. parar de me espantar com a
últimos anos, revelando uma nasceu, segundo o compositor, E é o que fazem a violinista originalidade da escrita”, ele
obra diversificada, na qual a de uma sucessão de sonhos em Isabelle Faust e o pianista disse em recente passagem pelo
música de câmara tem especial que um mesmo personagem Alexander Melnikov. A maestria Brasil, onde se apresentou pela
importância – como prova o seu aparecia de forma recorrente técnica e a musicalidade de ambos temporada da Cultura Artística,
Trio, interpretado neste disco pelo (Lindberg o batizou de Grönstedt ganha aqui um detalhe a mais: justamente com essa obra.
Delta Piano Trio, fundado em em homenagem a uma famosa ela utilizou um instrumento com Falvetti, na peça, escrita na
2013 por estudantes de música marca de conhaque). A peça cordas de tripa e ele, um piano segunda metade do século XVII,
holandeses que se encontraram seguinte do programa também de 1885, emulando o momento narra a história bíblica de Noé
em Salzburgo e que são pupilos é inspirada por um sonho, mas em que a obra foi criada, e com e do dilúvio enviado à terra por
dos membros do celebrado Trio recria musicalmente um universo isso acentuando seu aspecto Deus para punir os homens. A
Wanderer. O álbum se completa totalmente distinto: em The intimista. O mesmo frescor se cada instante a partitura traz uma
com outro trio de um compositor Dreams and Prayers of Isaac the mantém na leitura, agora ao surpresa, seja na inventividade da
russo, Alexander Borodin, um dos Blind, o compositor argentino lado do Quarteto Salagon, do música que retrata as águas, seja
representantes do chamado Grupo Osvaldo Golijov recupera a história Concerto para piano, violino e no coro em que os homens pedem
dos Cinco, conjunto de autores, do rabino que afirmou que todos os quarteto de cordas, de Chausson, ajuda antes de serem tragados
integrado também por Rimsky- eventos universais são resultado da autor nem sempre lembrado mas pela tempestade. E o forte caráter
-Korsakov, Cesar Cui, Mussorgsky combinação das letras do alfabeto que mostra, na maneira como teatral encontra nos músicos da
e Balakirev, que esboçaram um hebreu. São obras distintas entre si, faz uma homenagem a Rameau, Cappella Mediterranea e do
conceito de nacionalismo musical tornadas próximas pelo talento de originalidade e inventividade que Coro de Câmara de Namur
que seria extremamente influente Jonason, acompanhado, na peça de merecem ser resgatadas – ainda intérpretes atentos ao estilo de
na arte russa da segunda metade Golijov, pelo jovem quarteto sueco mais quando pelas mãos de época e à atemporalidade daquilo
do século XIX. Vamlingbo. intérpretes notáveis como esses. que é narrado.

CECILIA & SOL: DOLCE DUELO Brasil para concertos pela temporada da Osesp). As duas,
Cecilia Bartoli – mezzo soprano acompanhadas da Cappella Gabetta regida por Andrés
Sol Gabetta – violoncelo / Cappella Gabetta Gabetta, interpretam árias de compositores como Caldara,
Andrés Gabetta – violino e regência Gabrielli, Händel e Vivaldi. É um mergulho no universo
Lançamento Universal. Nacional. Preço a definir do canto barroco, em que voz e violoncelo costumavam
O timbre, a agilidade, a perfeição técnica, a musicalidade se combinar intensamente. Dessa combinação emergem
sem limites: as palavras são pálidas para expressar as marcas não apenas diálogos musicais estimulantes, mas também a
da trajetória da mezzo soprano italiana Cecilia Bartoli. percepção de que o virtuosismo do cantor está à serviço de
E, em plena maturidade artística, ela se junta neste disco um sentido teatral e dramático que apenas intérpretes de
a uma da mais interessantes artistas da nova geração, a exceção, como as duas, são capazes de transmitir em toda
violoncelista Sol Gabetta (que no ano que vem voltará ao a sua complexidade e riqueza expressiva.

48 Dezembro 2017 CONCERTO


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JOHANN SEBASTIAN BACH músicos da Freiburger Barockorchester e do maestro


Cantatas para baixo – Concerto para oboé d´amore Gottfried von der Goltz, ele interpreta duas cantatas do
Matthias Goerne – baixo-barítono compositor, Ich will den Kreuzstab gerne tragen e Ich habe
Freiburger Barockorchester genug, prestando homenagem aos 500 anos da Reforma
Gottfried von der Goltz – regente Protestante. Goerne, além do timbre especial, tem como
Lançamento Harmonia Mundi. Importado. R$ 127,10 marca o cuidado com o texto e a busca da ligação entre
Após iniciar o projeto de gravação da tetralogia O anel do músicas e palavras, características que levaram um crítico
Nibelungo, de Wagner, em Hong Kong, o baixo-barítono inglês a dizer que, neste disco, ele iguala os feitos de seu
alemão Matthias Goerne se volta, neste disco, a um professor Dietrich Fischer-Dieskau. O álbum traz ainda uma
repertório que o acompanhou desde o início de sua leitura delicada e envolvente do Concerto para oboé, com
carreira: a música vocal de Bach. Junto com os excelentes a jovem instrumentista Katharina Arfken como solista.

TRIO PAINEIRAS INTERPRETA BRAVURA CARLOS GOMES – ALEXANDRE A BACH RECITAL


COMPOSITORES DE HOJE Vivaldi e Händel LEVY – GLAUCO VELÁSQUEZ Paulo Martelli – violão
Trio Paineiras Musica Antiqua Clio Quarteto Carlos Gomes Lançamento Guitarcoop. Nacional.
Lançamento A Casa Discos. Nacional. Fernando Cordella – cravo Lançamento Selo Sesc. Nacional. R$ 34,30
R$ 28,10 e regência R$ 20,00 Desde a juventude, o violonista
O interesse pela música de câmara Gabriella di Laccio – soprano Ao lado de Alberto Nepomuceno, Paulo Martelli nutre grande
brasileira tem motivado a criação Lançamento Drama Musica. Nacional. a música de nomes como paixão pela música de Bach.
de novos grupos dedicados a esse R$ 46,80 Carlos Gomes, Alexandre Levy O compositor o acompanhou
repertório, com a preocupação A importância cada vez maior da e Glauco Velásquez ajuda a sempre ao longo de uma trajetória
não apenas de apresentá-lo em música antiga no cenário musical definir o panorama artístico de sucesso: aluno de Henrique
concertos mas também de registrá- brasileiro se deve a uma série de brasileiro da passagem do século Pinto, Geraldo Ribeiro e Sergio
-lo. É o caso do Trio Paineiras, artistas que se dedicou ao período XIX para o século XX. Esses Abreu, ele estudou também na
formado por Batista Jr. (clarinete na hora de definir seus rumos autores foram influenciados Juilliard e na Manhattan School
e clarone), Marco Catto (violino profissionais. Dois deles estão pela música europeia, porém já of Music, em Nova York, onde
e viola) e Marina Spoladore neste lançamento, o cravista e esboçavam uma transformação fez sua estreia em 1995, em uma
(piano), que já em seu primeiro maestro Fernando Cordella, em direção a uma música clássica das salas do Carnegie Hall. Até
disco dá amostras de versatilidade, que tem no currículo gravações de caráter essencialmente que, em 2004, essa relação se
com compositores cujas obras ao lado de grandes intérpretes, e brasileiro. O trabalho posterior transformaria. Foi quando Martelli
partem de orientações estéticas e a soprano Gabriella di Laccio, dos nacionalistas associados ao teve o primeiro contato com o
inspirações das mais distintas. Em nascida em Porto Alegre e formada modernismo, como Villa- violão de onze cordas e percebeu
Asas, por exemplo, Rami Levin, pelo Royal College of Music, com -Lobos, no entanto, acabou por que o instrumento, como ele
americana radicada no Brasil, carreira em ascensão na Europa. jogar para segundo plano suas afirmou em uma entrevista no
busca como fonte o canto dos Os dois dedicam o trabalho a um composições, uma injustiça início do ano para a Revista
pássaros. Paineira mostra Sergio período fascinante da história histórica que vem sendo corrigida CONCERTO, era o “veículo
Roberto de Oliveira às voltas com da música, quando a voz passa por projetos importantes, como perfeito” para a música do
as múltiplas heranças musicais a ter importância capital nas o do Quarteto Carlos Gomes compositor. “O instrumento tem
do país, por meio do retrato em composições do século XVIII. Uma que, apesar do pouco tempo de uma sonoridade inebriante, etérea,
forma de música de uma árvore. consequência desse protagonismo atuação, já se tornou referência que combina com sua música”,
Já Marcos Lucas, em Três telas, é o desenvolvimento da ária, que no cenário atual. Formado por explica. Deste primeiro contato,
inspira-se no pintor inglês W. M. ganha grande diversidade, da qual Cláudio Cruz e Adonhiran Reis nasceu uma longa pesquisa que,
Turner e em quadros como Ulisses fazem parte as árias de bravura, (violinos), Gabriel Marin (viola) mais de dez anos depois, resulta
derriding Polifermo; e Liduino em que se uniam virtuosidade e e Alceu Reis (violoncelo), o neste disco, no qual Martelli
Pitombeira evoca, em Paineiras, intensidade dramática. No disco, conjunto já lançou os quartetos interpreta peças como a Sonata
o universo poético do escritor esse tipo de peça surge com vigor de Nepomuceno e agora se BWV 1001 e a Suíte BWV 1008.
J. G. de Araújo Jorge. Por fim, na interpretação que os artistas dedica à obra camerística de Martelli assina todos os arranjos
Pauxy Gentil-Nunes aparece com oferecem para obras de Vivaldi Carlos Gomes, Levy e Velásquez, e, neles, recria pela sonoridade
Tríptico, conjunto de três peças e Händel. Do primeiro, destaque jogando luz sobre o romantismo particular do violão de onze
compostas a partir de elementos para Agitata da due venti, de brasileiro e mostrando, em cordas o universo de Bach –
comuns, reorganizados em cada Griselda; e, de Händel, trechos interpretações repletas de energia dando a ele novas e fascinantes
uma delas. Em resumo, um painel célebres, como Lascia ch’io e envolvimento, que ainda há possibilidades de interpretação
rico das múltiplas possibilidades da pianga, de Rinaldo, ou as árias muito a se descobrir no que diz e de escuta. Como bonus, um
criação atual. de Cleopatra em Giulio Cesare. respeito ao nosso passado musical. Minueto de Händel.

Dezembro 2017 CONCERTO 49


u DVDs Compre pelo telefone (11) 3539-0048 ou www.lojaclassicos.com.br

MEU ENCONTRO COM LUCIANO BERIO Sergio Britto e direção de Gianni Ratto. Essa foi apenas
Jocy de Oliveira – piano e composição uma das parcerias entre Jocy e Berio – e esse trabalho
Orquestra Sinfônica Brasileira conjunto levou a compositora a escrever a ópera multimída
Roberto Minczuk – regente Berio sem censura, na qual relembrava a relação entre os
Gabriela Geluda – soprano dois. Alguns dos momentos mais marcantes do espetáculo,
Lançamento Selo Sesc. Nacional. R$ 30,00 como um depoimento de Fernanda Montenegro, são
Nos anos 1960, a pianista e compositora Jocy de Oliveira registrados agora neste DVD, em que a união de peças de
fez história ao abrir os primeiros espaços para a música Jocy e de Berio ajuda a recontar a história e as ressonâncias
eletroacústica no Brasil. Marco desse momento foi o dessa parceria artística. Com a participação de artistas
espetáculo Apague meu spotlight, escrito por ela em como a soprano Gabriela Geluda e do maestro Roberto
parceria com o compositor Luciano Berio, e apresentado Minczuk, que rege a Orquestra Sinfônica Brasileira em
nos teatros municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, leituras de Encore, de Berio, e Naufrágios e Who cares if
com a participação dos atores Fernanda Montenegro e she cries, de Jocy.

HÄNDEL: O MESSIAS mais trabalhar com o compositor. Talvez o que tenha


Bach Consort Wien desagradado à Inglaterra do século XVIII é justamente a
Salzburger Bachchor marca responsável, tempos depois, por fazer do Messias
Rubén Dubrovsky – regente uma obra tão admirada e interpretada em todo o mundo:
Lançamento Naxos. Importado. R$ 121,20 a mistura de narrativa e de um caráter meditativo, de
É difícil imaginar que uma obra hoje tão presente no reflexão, na hora de recontar a história do nascimento,
imaginário do amante da música tenha sido menosprezada da morte e da ressurreição de Cristo. Nesta gravação, feita
por aqueles que a ouviram pela primeira vez. Ainda assim, em 2016, além do excelente desempenho musical, em
foi este o caso de O messias, de Händel. Na época de sua especial dos solistas, liderados pelo tenor Michael Schade,
estreia, na década de 1740, o público de Londres não se especializado na música barroca, a obra ganha ainda mais
comoveu com a música e pareceu compartilhar da opinião significados pelo cenário em que é apresentada: a Basílica
do próprio autor do texto, Charles Jennens, que após Stift Klosterneuburg, na Áustria, símbolo da arquitetura
ouvir o oratório comprometeu-se, em uma carta, a nunca barroca.

u Livros

24 VALSAS BRASILEIRAS PENSANDO AS MÚSICAS NO SÉCULO XXI


De Francisco Mignone De João Marcos Coelho
Editora Tipografia Musical. 104 páginas. Preço a definir Editora Perspectiva. 488 páginas. R$ 79,00. Desconto de 10% para assinantes.
A obra do compositor Francisco Mignone O crítico musical João Marcos Coelho
é fundamental dentro do contexto da é uma das vozes mais atuantes do
produção musical brasileira no século jornalismo musical brasileiro desde o
XX. E se ela chegará às novas gerações é início de sua trajetória, nos anos 1970.
em grande parte pelo trabalho que tem Em suas críticas para o jornal O Estado
desenvolvido a viúva do compositor, de S. Paulo, tem acompanhado de perto
Maria Josephina Mignone. Além de a vida musical do país e a sua evolução.
atuar como intérprete, ela tem lançado Mas o trabalho no jornalismo diário é
nos últimos anos novas edições de complementado por textos em que, para
registros históricos de boa parte da obra além da agenda de concertos, o crítico
do autor, muitos deles com o próprio propõe reflexões sobre grandes temas
Mignone como intérprete (veja os da música clássica, como a relação entre arte e política, entre
volumes disponíveis em: www.lojaclassicos.com.br). E, agora, música e filosofia, a dinâmica da construção de um espaço para
ela assina a revisão técnica e supervisão de uma nova edição o gênero, as lições dos grandes artistas do passado e a necessária
das 24 Valsas brasileiras. A partitura vem acompanhada de revisão de suas trajetórias e, em especial, a defesa da criação
textos introdutórios (em português e inglês), que ajudam contemporânea como fundamental para qualquer atividade
a contextualizar o significado das obras. As valsas foram musical. Todos esses temas aparecem em diálogo estreito com
publicadas originalmente em duas séries de doze peças cada o que de mais importante tem se discutido em todo o mundo,
e, nas palavras da pianista portuguesa Alexandra Mascolo- na academia ou fora dela, em textos de linguagem sempre clara,
David, que as registrou em CD, “representam a culminação direta, objetiva e que não apela para jargões. E uma seleção
do estilo musical de Mignone e, em essência, tratam-se de de mais de 80 deles, publicados no Estadão, assim como no
um diário emocional”. As 24 Valsas brasileiras, segundo o jornal Valor Econômico e na Revista CONCERTO, integra
musicólogo Bruno Kiefer, “constituem [...] uma espécie Pensando as músicas no século XXI. Com apresentação do
de síntese dos aspectos essenciais das anteriores. Todos historiador Carlos Guilherme Mota, o livro é desde já referência
os elementos supérfluos foram eliminados aí. São peças da fundamental para se compreender a vida musical brasileira das
melhor qualidade”. Haverá recital de lançamento e sessão de últimas décadas, assim como reafirma a importância da atividade
autógrafos no dia 2 de dezembro; veja no Roteiro Musical. crítica para o seu desenvolvimento e consolidação.

50 Dezembro 2017 CONCERTO


u OUTROS EVENTOS

u SÃO PAULO PALESTRA: A música de Garoto: o estilo composicio- Jundiaí, SP / WORKSHOP DE INSTRUMENTOS. Segunda-
nal de Annibal Augusto Sardinha. Com Celso Delneri. -feira 4 de dezembro, das 8h às 16h: sopro novo
ACADEMIA DE REGÊNCIA. Treinamento e assessoria para Sexta-feira 8 de dezembro, das 19h às 21h. Valores: Yamaha. Terça-feira 5 de dezembro: saxofone, com Erick
regentes. Informações: www.academiaconcerto.art.br. R$ 15, R$ 7,50 e R$ 4,50. Local: CPF Sesc – Rua Dr. Plínio Heimann. Local: Teatro Polytheama – Tel. (11) 4586-2472.
CAMERATA VOCAL CORO MASCULINO. Para cantores entre Barreto, 285 – Tel. (11) 3254-5600. Informações e inscri- Informações: www.cultura.jundia.sp.gov.br/omj.
18 e 60 anos. Ensaios: segundas-feiras, das 20h às 22h30. ções: www.sesc.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc.
Recife, PE / XX VIRTUOSI. De 13 a 17 de dezembro.
Jovem canto. Para cantores entre 15 e 21 anos. Ensaios: Concertos: veja no Roteiro musical. VI Virtuosi Diálogos.
PROJETO GURI. Inscrições abertas para cursos de músi-
quintas-feiras, das 20h às 22h30. Informações pelo site Aprendendo a ouvir música clássica. Talks com Irineu
ca gratuitos nos polos de ensino do interior e litoral de
www.academiaconcerto.art.br. Franco Perpétuo. Dias 14 e 15 de dezembro, das 10h às
São Paulo. Para crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos
CULTURA ARTÍSTICA. Série de Violão 2018. Série de cin- incompletos. Inscrições até 15 de dezembro. Cursos, 13h. Local: Portomídia – Tel. (81) 3419-8025. Informações
co concertos no MuBE. Pacote promocional até fevereiro vagas disponíveis, data de início das aulas e horários: e inscrições: www.virtuosi.com.br.
de 2018: R$ 250. Assinaturas: Cultura Artística – Tel. (11) www.projetoguri.org.br/matriculas/.
Rio de Janeiro, RJ / ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA.
3256-0223, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h – Séries Djanira e Portinari de oito concertos cada no The-
Rua Nestor Pestana, 125 – www.culturaartistica.com.br. SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA. 10 anos de atividades.
Assinaturas Temporada 2018. 4 programas, com 4 atro Municipal do Rio de Janeiro. Direção artística: Isaac
CULTURA ARTÍSTICA. Temporada Internacional 2018. estreias e 7 coreografias do repertório. Direção artística: Inês Karabtchevsky. Renovação: a partir de 4 de dezembro.
Série de dez concertos na Sala São Paulo. Séries Branca Bogéa. Local: Teatro Sérgio Cardoso. Novas assinaturas: Novas assinaturas: a partir de 18 de dezembro. Infor-
e Azul com seis concertos cada, com apresentação única a partir de 4 de dezembro em: www.spcd.com.br. mações e vendas: telefone (21) 2551-5595 – site: www.
para cada atração, exceto as orquestras, que se apresen- petrobrasinfonica.com.br.
tam em ambas as séries. Opção de adquirir os concertos VITRINE MUSICAL – O classificado especial da Revista
CONCERTO. Espaço para divulgação no mercado musical Sorocaba, SP / CAMERATA VOCAL CORO MASCULINO. Para
fora da série por preço promocional. Renovação e trocas: cantores entre 18 e 60 anos. Ensaios: quartas-feiras, das
encerradas. Novas assinaturas de Amigos da Cultura de trabalhos, cursos, produtos. Ideal para professores
e escolas; músicos e conjuntos; instrumentos e lojas; 20h às 22h30. Jovem canto. Para cantores entre 15 e 21
Artística: 1º de dezembro. Novas assinaturas: a partir de anos. Ensaios: sábados, das 14h30 às 17h. Informações
4 de dezembro. Valores: de R$ 450 a R$ 4.600. Assinatu- agentes e produtores; estúdios e gravadoras; editoras
e livrarias; CDs, DVDs e livros; sites e blogs. Publica- pelo site www.academiaconcerto.art.br.
ras: Cultura Artística – Tel. (11) 3256-0223, de segunda
a sexta-feira, das 10h às 17h – Rua Nestor Pestana, 125, ção na edição especial bimensal de janeiro/fevereiro.
conjunto 12 – www.culturaartistica.com.br. Preços e condições especiais. Informações e reservas: u FESTIVAIS DE VERÃO
tel. (11) 3539-0045 – www.concerto.com.br.
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perspectivas. Com Ivan Paschoito. De 4 a 7 de dezembro, a 8 de fevereiro. Apresentações e Cursos nas categorias
u BRASIL Música Erudita, Música Antiga e Música Popular Brasileira.
de segunda a quinta-feira, das 15h às 17h. Valores: R$ 30,
R$ 15 e R$ 9. Local: CPF Sesc – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Belo Horizonte, MG / ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MI- Abel Rocha – coordenação de Música Erudita. Rodolfo
Bela Vista – Tel. (11) 3254-5600. Informações e inscrições: NAS GERAIS. Assinaturas 2018. Cinco séries. Renovação Richter – coordenação de Música Antiga. João Egashira
www.sesc.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc. e trocas: encerradas. Novas assinaturas: até 27 de ja- – coordenação de Música Popular Brasileira. Ópera
neiro. Assinaturas: www.filarmonica.art.br e na Bilheteria Estúdio. Educação musical para crianças. Inscrições até 10
CURSO: Descobrimentos poéticos da música brasileira. da Sala Minas Gerais. Informações: tel. (31) 3219-9009 de dezembro. Informações e inscrições: tel. (41) 3321-
Com Cynthia Gusmão. Quartas-feiras 6 e 13 de dezem- – assinatura@filarmonica.art.br. 2848 – www.oficinademusica.org.br.
bro, das 19h às 21h30. Valores: R$ 80, R$ 40 e R$ 24. Local:
CPF Sesc – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – Poços de Caldas, MG / 19º FESTIVAL MÚSICA NAS MON-
Engenheiro Coelho, SP/ 24º ENCONTRO DE MÚSICOS. De 16
Tel. (11) 3254-5600. Informações e inscrições pelo site TANHAS. De 14 a 20 de janeiro. Cursos de Regência
a 20 de janeiro. Palestras, cursos, oficinas, ensaios, con-
www.sesc.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc. orquestral, Canto repertório, Coro sinfônico, Orquestra
certos, lançamentos. Para professores de música, cantores,
sinfônica, Orquestra acadêmica, Banda sinfônica e Oficinas
instrumentistas, regentes, estudantes e apreciadores de
CURSO: Semestre das óperas sem mortes – Uma série de instrumento. Inscrições gratuitas até 30 de novembro
música. Período integral. Local: Unasp-EC (Centro Universi-
de óperas com final feliz. Com Sergio Casoy. Exibição pelo site; até 14 de janeiro pessoalmente, sem possi-
tário Adventista de São Paulo). Informações e inscrições:
de óperas completas em DVD, com comentários. Sextas- bilidade de bolsa. 1º Encontro de violoncelos. De 11 a
tel. (19) 3858-9046 – www.unasp-ec.edu.br/musicos.
-feiras das 14h às 16h. Dias 1º e 8 de dezembro: Falstaff, 14 de janeiro. Direção artística: Jean Reis. Informações
de Verdi. R$ 120 por aula. Local: Condomínio The First Full Engenheiro Coelho, SP/ PÓS-GRADUAÇÃO: EDUCAÇÃO e inscrições: www.festivalmusicanasmontanhas.com.br.
– Rua Batataes, 308 – Jardim Paulista. Inscrições e infor- MUSICAL e PÓS-GRADUAÇÃO: REGÊNCIA CORAL. Cursos
mações: tel. (11) 3887-1243 – www.litaprojetosculturais. intensivos nos meses de janeiro de 2018 e 2019 em dois
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u INTERNACIONAL
módulos, 360 horas presenciais, 120 horas para projeto
monográfico e 120 horas para estágios. Professores mes- TOKYO INTERNATIONAL MUSIC COMPETITION FOR
FACULDADE CANTAREIRA – Bacharelado e Licenciatura
tres e doutores. Local, informações e inscrições: Unasp-EC CONDUCTING. De 8 a 14 de outubro. Prêmios em dinheiro.
em Música. Inscrições abertas para o Vestibular de músi-
(Centro Universitário Adventista de São Paulo) – Tel. (19) Inscrições: de 31 de janeiro a 2 de maio. Informações
ca 2018. Cursos avaliados com conceito máximo no MEC.
3858-9311 – www.unasp-ec.edu.br. pelo site www.conductingtokyo.org. t
Aulas práticas individuais. Pós-graduação: especialização
em educação musical. Estrutura completa e moderno
estúdio de gravação. Programas de bolsas de estudo e
descontos. Local, informações e inscrições: Faculdade Can-
tareira – Rua Marcos Arruda, 729 – Belém – Telefone / fax
(11) 2790-5900 – www.cantareira.br. u CLASSIFICADOS
MASTER CLASSES OSESP. Para estudantes de música e
músicos. Sexta-feira 8 de dezembro, das 10h às 13h:
Marin Alsop – regência. Inscrições gratuitas para execu-
tantes e ouvintes: academia@osesp.art.br. Local: Sala São
Paulo – Tel. (11) 3367-9619 – www.osesp.art.br. Anuncie nos
OSESP – ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. CLASSIFICADOS da
Assinaturas 2018. Séries sinfônicas (quatro pacotes); Revista CONCERTO
Recitais Osesp; Quarteto Osesp; Coro da Osesp. Renova-
ção e trocas: encerradas. Novas assinaturas: até 22 de telefone:
dezembro, valor promocional; de 26 de dezembro a 12 de (11) 3539-0045
janeiro, valor integral, apenas pela internet. A partir de e-mail:
6 de fevereiro de 2018: ingressos avulsos na Bilheteria da concerto@
Sala São Paulo ou pela Ingresso Rápido. O processo de as- concerto.com.br
sinaturas será realizado pela internet: www.osesp.art.br/
assinaturas ou pelo telefone (11) 3777-6738. Não haverá
atendimento na Sala São Paulo.

Dezembro 2017 CONCERTO 51


u FERMATA

Música e sensibilidade

divulgação
Projeto “Aprendiz de maestro”, realização da Tucca, completa
15 anos de sucesso e estabelece referência na área

Por João Luiz Sampaio

Q uando chegou pela primeira vez ao palco, o projeto Aprendiz de Maestro estava
rodeado por incógnitas. “A questão é que se tratava de um tipo de espetáculo difícil
de definir: era concerto? Era teatro? Estávamos ainda descobrindo um formato e ouvíamos
que aquilo seria impossível de se manter, imaginem, um espetáculo diferente a cada
apresentação, os custos disso”, lembra o dr. Sidnei Epelman, presidente da Tucca. Quinze
anos depois, no entanto, qualquer hesitação se tornou resultado concreto: foram 16 mil
espectadores, 150 milhões de pessoas impactadas por mídia espontânea e 4 mil crianças
e adolescentes beneficiados pelas rendas obtidas, números que não parecem deixar
dúvidas a respeito do espaço conquistado pelo projeto, símbolo da prática de levar
a música para crianças.
Tudo começou, na verdade, com o nascimento da Tucca (Associação para Crianças
e Adolescentes com Câncer), em 1998. “Dois anos depois, através de amigos, ficamos
sabendo que o pianista Nelson Freire queria fazer um recital na Sala São Paulo, que
acabara de ser inaugurada. Ele estava filmando o documentário sobre sua vida. E a ideia de
promover o recital, juntando saúde e cultura, nos pareceu interessante”, lembra Epelman.
“Levaríamos o nosso projeto para um público que ainda não o conhecia. Mas não iríamos
simplesmente passar o chapéu, não. Ofereceríamos, em troca do dinheiro conseguido com
ingressos, arte de qualidade.”
Surgia assim o projeto Música pela Cura. O recital aconteceu, foi um sucesso, e a
direção da sala sugeriu à associação que criasse um espetáculo voltado para crianças. Em
parceria com o maestro João Maurício Galindo e o ator Cássio Scapin, nasceu O carnaval
dos animais. “Deu certo e decidimos fazer três ou quatro apresentações no ano seguinte.”
Em 2005, a série, além de ter sua temporada própria, passou a integrar o Programa
Descubra a Orquestra, promovido pela Osesp. E logo também surgiria a temporada de
concertos internacionais da entidade (leia mais sobre a agenda para 2018 na página 8).
“Sempre tivemos claro que a beneficência é uma consequência. Se você faz um
espetáculo apenas por isso, a pessoa vai e não volta. Hoje, quando vemos as crianças
saindo da sala, conversando sobre ópera ou sobre um compositor, sabemos que algo as
tocou de alguma maneira”, explica Epelman. “Todo o nosso trabalho se dá com crianças
e adolescentes, na instituição e também na série. E sabemos que é preciso, nesse olhar
voltado para esse público, ter uma delicadeza especial, uma gentileza, uma sensibilidade.
Quando se faz dessa forma, um projeto como esse tem um enorme efeito multiplicador.”
Nos espetáculos da série, a música é apresentada para o público envolta em uma
dramaturgia que a contextualiza. O formato pode assumir, no entanto, diferentes
modalidades. Em O mundo do Ludovico, por exemplo, Beethoven aparece ao lado de sua
musa, Elise; já no Forrobodó da Chiquinha, a vida e a obra da compositora são contadas por
meio da história de uma formiga que teimava em ser cigarra. Em outros casos, o repertório
musical nasce das aventuras de personagens como Don Quixote ou João e Maria, ou na
esteira da vontade de narrar histórias, como as da ópera O elixir do amor.
“A nossa principal preocupação é tentar transformar o didático em lúdico. O que
fazemos não é uma aula, é um espetáculo”, explica Paulo Rogério Lopes, que desde 2012
é o diretor artístico do projeto, que tem produção e direção geral de Ângela Dória. “Nós
queríamos tentar algo diferente, pensando o lúdico não apenas como jogo, mas como uma
forma de passar informações sobre músicos, escolas de composição e assim por diante. E
nos demos conta de que trabalhar com clássicos infantis, com referências que as crianças
já têm, era uma maneira de nos aproximarmos delas.”
Além da dramaturgia, outro foco está nos participantes, com destaque especial para
AGENDA
o maestro João Maurício Galindo, e não apenas pela qualidade da execução musical. “Ele
Aprendiz de maestro:
tem uma disponibilidade muito bacana. No episódio sobre Villa-Lobos, por exemplo,
João e Maria à procura do Papai Noel
Sinfonietta Tucca Fortíssima ele interpretava um cacique que depois, quando o compositor ia para França, virava
Cia Dans La Danse Napoleão”, conta Lopes. “E também nos preocupamos em trazer atores e profissionais de
João Maurício Galindo – regente circo, que não têm uma ligação com a música clássica. Eles trazem um outro olhar, que
Dia 16, Sala São Paulo nos faz experimentar sempre, impedindo qualquer sinal de acomodação.” t

52 Dezembro 2017 CONCERTO