Sie sind auf Seite 1von 58

Império Bizantino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O Império Bizantino foi a continuação do
Império Bizantino
Império Romano na Antiguidade Tardia e
Idade Média. Sua capital, Constantinopla Império Romano do Oriente
(atual Istambul), originalmente era Βασιλεία Ῥωµαίων • Vasilía Roméon
conhecida como Bizâncio. Inicialmente Imperium Romanum
parte oriental do Império Romano[1]
(comumente chamada de Império Império
Romano do Oriente no contexto),
sobreviveu à fragmentação e ao colapso do ← 395 — 1453 →
Império Romano do Ocidente no século V e
continuou a prosperar, existindo por mais
de mil anos até sua queda diante da
expansão dos turcos otomanos em 1453. Foi
conhecido simplesmente como Império
Romano (em grego: Βασιλεία τῶν Bandeira da dinastia Emblema imperial da dinastia
Ῥωµαίων; transl.: Basileía tôn Rhōmaíōn; paleóloga paleóloga
em latim: Imperium Romanum) ou
România (em grego: Ῥωµανία;
transl.: Rhōmanía) por seus habitantes e
vizinhos.

Como a distinção entre o Império Romano e


o Império Bizantino é em grande parte uma
convenção moderna, não é possível atribuir
Império Bizantino em sua extensão máxima, durante o
uma data de separação. Vários eventos do
governo de Justiniano
século IV ao século VI marcaram o período
de transição durante o qual as metades Coordenadas de 41° N 28° 58' E
Constantinopla
oriental e ocidental do Império Romano se
dividiram.[2] Em 285, o imperador Continente Eurafrásia
Diocleciano (r. 284–305) dividiu a Região Bacia do Mediterrâneo
administração imperial em duas metades. Capital Constantinopla
Entre 324 e 330, Constantino (r. 306–337)
transferiu a capital principal de Roma para Idiomas oficiais latim (até 620)
Bizâncio, conhecida mais tarde como grego
Constantinopla ("Cidade de Constantino") e Religiões politeísmo (até 391)
Nova Roma.[nt 1] Sob Teodósio I cristianismo (391–1051)
(r. 379–395), o cristianismo tornou-se a cristianismo ortodoxo
religião oficial do império e, com sua morte, (1051–1453)

o Estado romano dividiu-se definitivamente Moeda soldo (+ outras)


em duas metades, cada qual controlada por
um de seus filhos. E finalmente, sob o Forma de governo Autocracia
reinado de Heráclio (r. 610–641), a Imperador
administração e as forças armadas do
• 395–408 Arcádio
império foram reestruturadas e o grego foi
• 1449–1453 Constantino XI
adotado em lugar do latim. Em suma, o
Império Bizantino se distingue da Roma
Antiga na medida em que foi orientado à Período histórico Antiguidade Tardia
cultura grega em vez da latina e Idade Média
caracterizou-se pelo cristianismo ortodoxo • 11 de maio Fundação de Constantinopla
em lugar do politeísmo romano.[4][5][6][7] de 330
• 17 de janeiro Cisão do Império Romano
As fronteiras do império mudaram muito ao
de 395
longo de sua existência, que passou por
• 1054 Grande Cisma
vários ciclos de declínio e recuperação.
• 1204 Conquista de Constantinopla
Durante o reinado de Justiniano
pela Quarta Cruzada
(r. 527–565), alcançou sua maior extensão
• 1204–1261 Exílio (Império de Niceia)
após reconquistar muito dos territórios
• 1261 Reconquista de
mediterrâneos antes pertencentes à porção
Constantinopla
ocidental do Império Romano, incluindo o
• 29 de maio Queda de Constantinopla
norte da África, península Itálica e parte da de 1453
Península Ibérica. Durante o reinado de
Maurício (r. 582–602), as fronteiras
orientais foram expandidas e o norte População
estabilizado. Contudo, seu assassinato • 565 26 000 000 (est.)
causou um conflito de duas décadas com o • 780 7 000 000 (est.)
Império Sassânida que exauriu os recursos
• 1025 12 000 000 (est.)
do império e contribuiu para suas grandes
• 1143 10 000 000 (est.)
perdas territoriais durante as invasões
• 1282 [♦] 5 000 000 (est.)
muçulmanas do século VII. Durante a
dinastia macedônica (século X–XI), o Estados antecessores e sucessores
império expandiu-se novamente e viveu um
renascimento de dois séculos, que chegou ao
fim com a perda de grande parte da Ásia
[♦] ^
Ver população do Império Bizantino para
Menor para os turcos seljúcidas após a
dados mais detalhados.
derrota na Batalha de Manziquerta (1071).

No século XII, durante a Restauração


Comnena, o império recuperou parte do território perdido e restabeleceu sua dominância. No entanto,
após a morte de Andrônico I Comneno (r. 1183–1185) e o fim da dinastia comnena no final do
século XII, o império entrou em declínio novamente. Recebeu um golpe fatal em 1204, no contexto da
Quarta Cruzada, quando foi dissolvido e dividido em reinos latinos e gregos concorrentes. Apesar de
Constantinopla ter sido reconquistada e o império restabelecido em 1261, sob os imperadores
paleólogos, o império teve que enfrentar diversos estados vizinhos rivais por mais 200 anos para
sobreviver. Paradoxalmente, este período foi o mais produtivo culturalmente de sua história.[1]
Sucessivas guerras civis no século XIV minaram ainda mais a força do já enfraquecido império e mais
territórios foram perdidos nas guerras bizantino-otomanas, que culminaram na Queda de
Constantinopla e na conquista dos territórios remanescentes pelo Império Otomano no século XV.

Índice
Nomenclatura
História
Divisão do Império Romano
Reconquista das províncias ocidentais
As fronteiras encolhendo
Dinastia heracliana
Da dinastia isaura à ascensão de Basílio I
Dinastia macedônica e o ressurgimento
Guerras contra os muçulmanos
Guerras contra o Império Búlgaro
Relações com a Rússia de Quieve
O ápice
Crise e fragmentação
Dinastia comnena e as Cruzadas
Aleixo I e a Primeira Cruzada
João II, Manuel I e a Segunda Cruzada
Renascimento do século XII
Declínio e desintegração
Dinastia Ângelo
Quarta Cruzada
Saque de Constantinopla pelos cruzados
Queda
Império no exílio
Reconquista de Constantinopla
Ascensão dos otomanos e queda de Constantinopla
Legado político e consequências

Governo
Diplomacia
Exército
Marinha
Economia
Religião
Língua
Arte
Conhecimento
Sociedade
Recriação
Vestuário
Culinária
Legado
Ver também
Notas
Referências
Bibliografia
Fontes primárias
Fontes secundárias

Nomenclatura
A designação do império como "bizantino" surgiu na Europa Ocidental em 1557, quando o historiador
alemão Hieronymus Wolf publicou sua obra Corpus Historiæ Byzantinæ, uma coleção de fontes
bizantinas. "Bizantino" em si vem de "Bizâncio" (uma cidade grega, fundada por colonos de Mégara em
667 a.C.), o nome da cidade de Constantinopla antes de se tornar a capital do império sob Constantino.
Este antigo nome da cidade raramente seria utilizado a partir daquele evento, exceto no contexto
poético ou histórico. A publicação, em 1668, de Bizantino du Louvre (Corpus Scriptorum Historiæ
Byzantinæ), e em 1680 da História Bizantina de Du Cange popularizou o uso de Bizantino em autores
franceses, como Montesquieu.[8] Contudo, só em meados do século XIX é que o termo entrou em uso
geral no mundo ocidental.[9]

O império era conhecido por seus habitantes como Império Romano (em latim: Imperium Romanum;
em grego: Βασιλεία τῶν Ῥωµαίων; transl.: Basileía tôn Rhōmaíōn) [10] ou Império dos Romanos (em
latim: Imperium Romanorum; em grego: Αρχη τῶν Ῥωµαίων; transl.: Arche tôn Rhōmaíōn), România
(em latim: Romania;em grego: Ῥωµανία; transl.: Rhōmanía ),[nt 2] República Romana (em latim: Res
Publica Romana; em grego: Πολιτεία τῶν Ῥωµαίων; transl.: Politeίa tôn Rhōmaíōn), [16] Graikia (em
grego: Γραικία),[17] e também Rhōmais (Ῥωµαΐς).[18]

Por boa parte da Idade Média, os bizantinos identificaram-se como romaioi (em grego: Ρωµαίοι ,
"romanos", ou seja, cidadãos do Império Romano), um termo que, em língua grega, tornou-se sinônimo
de grego cristão.[19][20] Também chamavam-se graikoi (em grego: Γραικοί , "gregos"),[21][22][23][24][25]
embora este etnônimo nunca foi usado na correspondência política oficial antes de 1204.[26] O antigo
nome "heleno" era popularmente considerado um sinônimo para pagão e foi readotado como um
etnônimo no período médio bizantino,[nt 3] mais precisamente no século XI.[30]

Embora o império tivesse caráter multiétnico em boa parte de sua história[31][32] e mantém as tradições
romano-helênicas, [33] era geralmente conhecido pela maioria dos seus contemporâneos ocidentais e do
norte como o "Império dos Gregos" (em latim: Imperium Graecorum)[nt 4] devido ao crescente
predomínio do elemento grego.[4][34][35][36][37][38][39][40][41][42] O uso ocasional do termo "Império dos
Gregos" para referir o Império Romano do Oriente e "Imperador dos Gregos" (em latim: Imperator
Graecorum) [43] para o imperador bizantino reflete o desejo dos novos reinos do Ocidente de separá-lo
do Império Romano, pois rejeitavam a afirmação imperial de descendência.[nt 5]

A reivindicação do Império Oriente da herança romana foi ativamente disputada no Ocidente durante o
reinado da imperatriz Irene de Atenas (r. 797–802), depois da coroação de Carlos Magno como
imperador do Sacro Império no ano 800 pelo papa Leão III, que, precisando de ajuda contra os
lombardos em Roma, considerou vago o trono do Império Romano por não haver um ocupante do sexo
masculino no trono. O papa e os governantes do ocidente sempre utilizaram o nome "romano" para
referirem-se aos imperadores do oriente, todavia preferiram o termo Imperator Romaniæ ("imperador
da România"), em vez de Imperator Romanorum ("imperador romano"), um título que os ocidentais
mantiveram apenas para Carlos Magno e seus sucessores.[nt 6] Essa distinção não existiu nos mundos
persa, islâmico e eslavo, nos quais o império era visto como uma continuação do Império Romano. No
mundo islâmico, era conhecido principalmente como ‫( روم‬Rûm, "Roma").[46][47]

História

Divisão do Império Romano


Em 293, Diocleciano (r. 284–305) criou um novo sistema
administrativo, a Tetrarquia.[49] Após a abdicação de
Diocleciano e Maximiano (r. 286–308), a tetrarquia entrou
em colapso e Constantino (r. 306–337) substituiu-a pelo
princípio dinástico de sucessão hereditária.[50] Escolheu a
antiga cidade de Bizâncio como nova capital imperial,
refundando-a em 330 como "Nova Roma" (adquiriria
O Batismo de Constantino, por posteriormente o nome Constantinopla), pois estava bem
Rafael Sanzio, 1520–1524, situada nas rotas comerciais que passavam pelos mares
Vaticano, Palácio Apostólico.
Negro e Mediterrâneo, ligando o Oriente e o Ocidente.
Eusébio de Cesareia recorda que,
Constantino fez muitas mudanças nas instituições civis,
como foi comum entre os cristãos
convertidos deste período, militares, administrativas e religiosas. Baseando-se nas
Constantino teve um batismo tardio, reformas administrativas introduzidas por Diocleciano,
próximo de sua morte[48] estabilizou a moeda (o soldo de ouro que introduziu tornou-
se moeda altamente valorizada e estável)[nt 7] e fez
alterações na estrutura do exército.[55] Embora não tenha
sido tornado a religião oficial do Estado, o cristianismo
gozava da preferência imperial, uma vez que Constantino
concedeu-lhe generosos privilégios.[56] Estabeleceu o
princípio de que os imperadores não deveriam resolver
questões de doutrina, mas deveriam convocar concílios
eclesiásticos gerais para esse efeito. O Primeiro Concílio de
Seção restaurada das Muralhas de
Teodósio, em Istambul
Arles foi convocado por ele e o Primeiro Concílio de Niceia
apresentou sua reivindicação para ser a cabeça da
Igreja.[57][58][59]

Durante o reinado de Teodósio I (r. 378–395) os templos


pagãos do império foram sistematicamente destruídos e o
Soldo de Odoacro (r. 476–493) no
cristianismo tornou-se a religião oficial do Estado romano.
qual aparece o nome de Zenão I (r.
Após a sua morte em 395, o império foi dividido entre seus
474–475; 476–491), a quem estava
nominalmente subordinado filhos: a porção ocidental foi mantida por Honório
(r. 393–423), enquanto a oriental por Arcádio
(r. 395–408).[60] O Oriente foi poupado das dificuldades
enfrentadas pelo Ocidente no século V, em parte devido a uma cultura mais urbana e a mais recursos
financeiros[61] que lhe permitiram evitar invasões pagando tributos e contratando mercenários
estrangeiros. Teodósio II (r. 408–450) comissionou em Constantinopla as muralhas que levaram seu
nome (408–413),[62] o que deixou a cidade imune à maior parte dos ataques; as muralhas mantiveram-
se inexpugnáveis até 1204. A fim de afastar os hunos, Teodósio pagou-lhes tributos (159 quilos de
ouro).[63]

Seu sucessor, Marciano (r. 450–457), recusou continuar pagando a quantia anteriormente estipulada,
pois considerava-a elevada.[64] À época, no entanto, Átila (r. 434–453) já havia desviado sua atenção
para o Império Romano do Ocidente. Após a morte de Átila, o Império Huno se desmoronou e
Constantinopla iniciou um relacionamento profícuo com os hunos restantes, que acabaram lutando
como mercenários do exército.[65][66][67] Com o fim da ameaça huna, o Império do Oriente viveu um
período de paz, enquanto o Império do Ocidente continuou seu lento declínio em decorrência da
expansão dos povos germânicos: por esta altura muitos de seus antigos territórios já haviam sido
perdidos, terminando por ser completamente conquistado em 476 pelo oficial de origem germânica
Odoacro, que forçou o imperador Rômulo Augusto (r. 475–476) a abdicar.[68][69]

Em 480, o imperador Zenão I (r. 474–491) aboliu a divisão do império, tonando-se imperador único.
Odoacro (r. 476–493), agora governando a Itália como rei, foi nominalmente subordinado de Zenão,
mas atuou com completa autonomia e acabou por apoiar uma rebelião contra o imperador.[70] Para
recuperar a Itália, Zenão negociou a reconquista com o rei ostrogótico da Mésia, Teodorico, o Grande
(r. 474–526), a quem enviou como mestre dos soldados da Itália, a fim de depor Odoacro. Ele foi
assassinado por Teodorico durante um banquete em 493 e Teodorico fundou o Reino Ostrogótico, do
qual tornou-se rei (493–526),[71] embora nunca tenha sido reconhecido como tal pelos imperadores
orientais.[70] Em 491, Anastácio I (r. 491–518), um oficial civil de origem romana, tornou-se imperador.
No âmbito militar foi bem sucedido em suprimir, em 497, uma revolta isaura que havia eclodido em
492,[72] bem como numa guerra contra o Império Sassânida. Atualmente desconhecem-se os termos do
tratado de paz que terminou este último conflito.[73][74] No âmbito administrativo mostrou-se um
reformador enérgico e um administrador competente — aperfeiçoou o sistema de cunhagem de
Constantino, através do estabelecimento definitivo do peso do fólis, a moeda utilizada na maioria das
transações diárias,[75] e reformou o sistema tributário, abolindo permanentemente o imposto
Crisárgiro. O Tesouro do Estado dispunha da enorme quantia de 150 000 quilos de ouro quando ele
morreu em 518.[76]
Reconquista das províncias ocidentais
Em 527, Justiniano (r. 527–565), sobrinho de Justino I
(r. 518–527), assume o trono.[77] Em 529, uma comissão de
dez homens sob João da Capadócia e Triboniano revisou o
código legal romano e criou nova codificação de leis e
extratos de juristas; em 534, o código foi atualizado e,
juntamente com as Novelas (decretos promulgados pelo
imperador até 534), formou o sistema legal usado durante a
maior parte do período bizantino.[78] Em 532, com a morte
do xá Cavades I (r. 488–496; 499–531), Justiniano firmou a
chamada Paz Eterna com o seu filho e sucessor, Cosroes I
(r. 531–579), concluindo assim a Guerra Ibérica que havia
sido iniciada em 526.[79] No mesmo ano, o imperador
sobreviveu a uma revolta em Constantinopla (a Revolta de
Nika), que terminou com a morte de cerca de 30 a 35 mil
revoltosos.[80][81] Esta vitória consolidou o poder de
Trecho de um dos afrescos da
Justiniano.[82] No rescaldo do evento, o imperador
Basílica de São Vital, em Ravena,
empreendeu um extenso programa de reparação e
no qual Justiniano é representado
ampliação dos edifícios danificados, entre os quais o mais
famoso, a Basílica de Santa Sofia, perdura até a atualidade
como um dos principais monumentos da arquitetura
bizantina.[83]

Seu reinado foi caracterizado por uma série de guerras


contra os poderes germânicos que culminaria na
reconquista de vastas porções do então findado Império
Romano do Ocidente. Este período de reconquistas se
iniciou em 533, quando o general Belisário foi enviado para
Basílica de Santa Sofia (hoje um
recuperar a província da África Proconsular dos vândalos, museu) em Istambul
que controlavam-a desde 429.[84] A Guerra Vândala acabou
em 534, mas a província só foi efetivamente tomada em
548,[85] por João Troglita, pois eclodiram várias rebeliões no exército e entre as tribos berberes que
residiam na região.[82][86][87] Na Itália, aproveitando-se do assassinato da rainha Amalasunta por
Teodato (r. 534–536), [88] Justiniano lançou duas expedições contra o Reino Ostrogótico, uma na
Sicília, sob Belisário, e outra na Dalmácia, comandada por Mundo,[89] o que deu início à chamada
Guerra Gótica. Os bizantinos conquistaram gradualmente os territórios ostrogodos, capturando as
cidades de Ravena, Nápoles e Roma.[90][91] Em 549, Belisário, que estava em Ravena, foi convocado
para Constantinopla[92][85] e em seu lugar foi colocado o eunuco armênio Narses, que chegou na Itália
no final de 551. Sob o comando de Narses, os bizantinos conseguiram vitórias decisivas contra os reis
Totila (r. 541–552) e Teia (r. 552–553) que concluíram a guerra, embora os ostrogodos permanecessem
resistentes ao domínio imperial por algum tempo.[93][94] Em 551, quando a Guerra Gótica ainda
decorria, Atanagildo, um nobre visigodo do Reino Visigótico, procurou a ajuda de Justiniano numa
rebelião contra o rei Ágila I (r. 549–551), que enviou uma força sob Libério. O Império Bizantino
manteve uma faixa no sul da Hispânia, que ficou conhecida como província da Espânia, até o reinado
de Heráclio (r. 610–641).[95][96]

Em 541, quando Justiniano estava empenhado em suas campanhas ocidentais, Cosroes I resolveu
quebrar a Paz Eterna e declarar guerra. A chamada Guerra Lázica começou com inúmeras escaramuças
e cercos na frente mesopotâmica, sendo transferida, a partir de 548, à Lázica por influência do rei local
Gubazes II (r. 541–555), arrastando-se até 561, quando concluiu-se a chamada Paz de 50 anos.[nt 8][99]
Em meados dos anos 550, Justiniano obteve vitórias na maioria dos teatros de operação, com a notável
exceção dos Bálcãs, que foram submetidos a repetidas incursões dos esclavenos e gépidas; depois, sob
Heráclio, tribos sérvias e croatas foram reassentadas no nordeste dos Bálcãs.[100] Em 559, o Império
Bizantino enfrentou uma grande invasão dos cutrigures liderada por Zabergano. Justiniano chamou o
seu general Belisário de seu retiro e, com a liderança deste, os hunos foram derrotados. O reforço das
frotas do rio Danúbio provocou a retirada dos cutrigures, que concordaram num tratado que permitiu a
passagem segura para o outro lado do Danúbio.[101][102]

Justiniano morreu em 565 e foi sucedido por seu


sobrinho Justino II (r. 565–578), cuja primeira
medida foi recusar-se a pagar o grande tributo anual
aos persas que havia sido estipulado na Paz de 50
anos. Após ajudar o armênio
Bardanes III Mamicônio numa revolta contra os
persas, eclodiu nova guerra entre as potências.[103]
Enquanto isso, os lombardos invadiram a Itália; no
final do século, apenas um terço da Itália estava sob
domínio do Império Bizantino. Sob Tibério II
Império em 600 (r. 578–582) aconteceram as primeiras invasões
avares e, mesmo aplacando-os com subsídios, a
fortaleza balcânica de Sirmio foi cercada e conquistada. Além deles, os eslavos incursionaram no
Danúbio. Maurício I (r. 582–602), se envolveu numa guerra civil entre o legítimo Cosroes II
(r. 590–628) e o usurpador Vararanes VI (r. 590–591). Devido à ajuda prestada, o conflito bizantino-
sassânida foi concluído, com os persas cedendo vastas porções de terra do nordeste da Mesopotâmia,
Armênia e do Reino da Ibéria, além de isentarem os bizantinos de pagar tributo.[104][105] O fim do
conflito e a consequente economia de recursos permitiu que Maurício empreendesse uma série de
campanhas bem sucedidas nos Bálcãs que empurraram avares e eslavos para além do Danúbio e
estabilizarem por algum tempo a fronteira.[106][107][108][109][110]

As fronteiras encolhendo

Dinastia heracliana
Nos séculos VI e VII, o império foi atingido por uma série de epidemias, que foram devastadoras à
população e contribuíram para um declínio econômico significativo e e para o enfraquecimento do
império.[111][112][113] Sob Tibério II, o excedente do tesouro que havia sido acumulado desde Justino II
foi gasto com sua magnanimidade e
campanhas,[114][115] o que forçou Maurício a adotar
medidas fiscais estritas e cortes nos pagamentos do
exército, ocasionando vários motins.[116] O último
deles, em 602, levou ao assassinato de Maurício por
Focas (r. 602–610).[117][118][119] Depois do
assassinato, Cosroes II usou-o como pretexto para
Império em 626
recomeçar hostilidades com o Império Bizantino.[120]

Focas, um líder impopular invariavelmente descrito


como "tirano", foi alvo de conspirações lideradas pelo
senado. Foi deposto em 610 por Heráclio, que rumou
para Constantinopla de Cartago com um ícone posto
na proa de seu navio.[121][122] Em sua ascensão, os
sassânidas avançaram profundamente na Ásia
Império em 650 Menor, ocupando importantes cidades do Oriente
como Damasco e Jerusalém e levando a Vera Cruz
para sua capital, Ctesifonte.[123] A contra-ofensiva de Heráclio assumiu caráter de guerra santa, e uma
imagem acheiropoieta de Cristo foi usada como estandarte.[124][125] De mesmo modo, quando
Constantinopla foi salva do cerco avar em 626, a vitória foi atribuída ao ícone da Virgem, que foi levado
em procissão pelo patriarca Sérgio I sobre os muros.[126] A principal força persa foi destruída em
Nínive em 627 e Heráclio restaurou a Vera Cruz em cerimônia majestosa em 629.[122][127] [128] A guerra
esgotou os Impérios Bizantino e Sassânida, e deixou-os vulneráveis aos árabes muçulmanas que
surgiram nos anos seguintes.[129] Os romanos sofreram uma esmagadora derrota para os árabes na
Batalha de Jarmuque, em 636, e Ctesifonte caiu em 637.[130]

A partir de 649, os árabes conduziram ataques navais contra


o império, chegando a controlar Chipre. Já firmemente
controlando a Síria e o Levante, enviaram frequentes
incursões às profundezas da Anatólia, e entre 674 e 678
cercaram Constantinopla. A frota árabe foi repelida pelo uso
de fogo grego, e foi assinada uma trégua de trinta anos entre
o Império Bizantino e o Califado Omíada.[131] Contudo, as
incursões na Anatólia perduraram e aceleraram o fim da
Descrição do cerco avar num
cultura urbana clássica, com os habitantes de muitas afresco no Mosteiro Moldovita, na
cidades refortificando áreas muito menores no interior das Romênia
muralhas, ou se mudando para fortalezas próximas.[132][133]
Constantinopla regrediu em tamanho consideravelmente,
com a população diminuindo de 500 mil habitantes para apenas 40 a 70 mil. Isso ocorreu sobretudo
após o fim das remessas gratuitas de cereais do Egito, primeiro devido à perda temporária da região aos
persas (618–628) e depois à perda definitiva aos árabes em 642.[134][135] O vazio deixado pelo
desaparecimento de velhas instituições cívicas semiautônomas foi preenchido pelo sistema das temas,
que implicou a divisão da Anatólia em "províncias" ocupadas por exércitos distintos, que assumiram a
autoridade civil e respondiam diretamente ao governo imperial. Este sistema pode ter suas raízes em
determinadas medidas pontuais adotadas por Heráclio, mas
ao longo do século VII se transformou num sistema
totalmente novo de governo imperial.[136][137] Tem sido dito
que a reestruturação cultural e institucional maciça do
império, na sequência das perdas territoriais do século VII,
causou a ruptura decisiva entre o antigo Estado romano e
aquele dos bizantinos, sendo que ele passou a ser entendido O fogo grego foi usado pela
com um estado sucessor, em vez de uma continuação do primeira vez pela marinha bizantina
Império Romano.[138] durante as guerras bizantino-
árabes. Escilitzes de Madri
A retirada de grande número de tropas dos Bálcãs para
combater persas e árabes no Oriente abriu as portas à
expansão gradual dos povos eslavos à Grécia e, como na
Anatólia, muitas cidades regrediram para pequenos
povoados fortificados.[139] Na década de 670, os búlgaros
foram empurrados do sul do Danúbio com a chegada dos
cazares, e em 680 forças bizantinas que tinham sido
enviadas para dispersar esses novos migrantes foram
derrotadas. No ano seguinte, Constantino IV Pogonato
(r. 668–685) assinou um tratado com o cã búlgaro Mosaico de Constantino IV e sua
corte na Basílica de Santo
Asparuque (r. 668–695), e o Império Búlgaro assumiu a
Apolinário, em Ravena
soberania sobre algumas tribos eslavas que anteriormente,
pelo menos nominalmente, tinham reconhecido a soberania
bizantina.[140] Em 687–688, o imperador Justiniano II (r. 685-695; 705-711) liderou uma expedição
contra eslavos e búlgaros, obtendo vitórias significativas, porém o fato de precisar combater em seu
regresso da Trácia à Macedônia demonstra o grau de deterioração do poder bizantino na região norte
dos Bálcãs.[141]

O último imperador heracliano, Justiniano II, tentou quebrar o poder da aristocracia urbana através de
tributação severa e nomeação de "estrangeiros" para cargos administrativos. Foi expulso do poder em
695, e se exilou primeiro junto dos cazares e posteriormente dos búlgaros. Nos anos seguintes, mais
precisamente até 698,[142] os últimos territórios bizantinos do norte da África foram conquistados pelos
árabes, concluindo o processo iniciado em 647.[143] Em 705, Justiniano retornou a Constantinopla com
exércitos do cã Tervel (r. 695–715), retomou o trono e instituiu um regime de terror contra seus
inimigos. Com sua queda final em 711, mais uma vez apoiada pela aristocracia urbana, a dinastia
heracliana chegou ao fim.[144][145][146]

Da dinastia isaura à ascensão de Basílio I


O período entre a primeira deposição de Justiniano e a ascensão de Leão III, o Isauro (r. 717–741),
fundador da dinastia isaura, foi batizado de Anarquia de vinte anos devido a instabilidade política
marcada pela rápida sucessão de diversos imperadores no trono.[147] Em 718, Leão voltou a combater
os árabes, alcançando a vitória com a importante ajuda do cã Tervel, que matou 32 000 árabes com seu
exército. Também se dedicou a reorganização e consolidação dos temas da Ásia Menor. Seu sucessor,
Constantino V Coprônimo (r. 741–775), alcançou
notáveis vitórias no norte da Síria, e minou
completamente o poder do Império Búlgaro.[148] Em
797, Irene (r. 797–802) tornou-se a primeira mulher
a ocupar o trono.[149] No Natal do ano 800, com o
pretexto da ausência de um imperador do sexo
masculino no trono de Constantinopla, e por razões
de conveniência, o papa Leão III coroou Carlos
Magno (r. 768–814) como imperador do
Império durante a ascensão de Ocidente.[nt 9][151] Em Constantinopla, isto foi visto
Leão III, o Isauro. O território listrado como sacrilégio. Em 802, Carlos Magno enviou
mostra a invasão dos árabes
embaixadores a Constantinopla propondo casamento
com Irene, mas, de acordo com Teófanes o
Confessor, o plano foi frustrado pelo eunuco Aécio,
um dos favoritos de Irene.[152]

Nicéforo I, o Logóteta (r. 802–811), por não


reconhecer Carlos Magno como imperador, causou a
deterioração nas relações externas entre bizantinos e
francos, o que provocou uma guerra por Veneza entre
Vitória bizantina na Batalha de Lalacão 806-810. A consequente Paz de Nicéforo acordou que
segundo o Escilitzes de Madri o Ducado de Veneza pertenceria explicitamente aos
domínios bizantinos,[153] enquanto a Croácia
Dálmata, com exceção das ilhas e cidades bizantinas,
pertenceria aos francos.[154]

Sob liderança de Crum (r. 803–811), a ameaça


búlgara reapareceu: cidades como Sérdica (atual
Sófia) [155] e Adrianópolis[156] foram sitiadas e
tomadas, enquanto em Plisca (811)[157] e Versinícia
(813)[158] o império foi decisivamente derrotado; em
814, o filho de Crum, Omurtague (r. 815–831),
Batismo dos búlgaros segundo a Crônica negociou a paz.[159] Aproveitando as revoltas de
de Constantino Manasses Tomás, o Eslavo e Eufêmio na década de 820, o
Califado Abássida capturou Creta em 824, enquanto
o Emirado Aglábida atacou a Sicília, sitiando
Siracusa e conquistando Palermo (831);[160] Amório, na Anatólia, foi destruída pelos abássidas em
838.[161][162][163][164] Porém, através de operações militares dos imperadores Teófilo (r. 829–842) e
Miguel III, o Ébrio (r. 842–867), o Império Bizantino conquistou as cidades de Tarso (831), Melitene e
Arsamosata (837), destruiu Sozópetra (837)[165][166] e derrotou decisivamente os árabes em Lalacão
(863).[167]
A remoção da ameaça do leste e o aumento da confiança dos bizantinos abriu novas oportunidades no
oeste, onde o cã Bóris I (r. 852–889) vinha negociando com o papa e Luís, o Germânico, (r. 817–876)
para uma possível conversão pessoal e de seu povo ao cristianismo. Esta expansão da influência
eclesiástica de Roma até perto de Constantinopla não poderia ser tolerada pelo governo bizantino. Em
864, os exércitos orientais vitoriosos foram transferidos à Europa e invadiram a Bulgária, numa
demonstração de poderio militar que convenceu Bóris a aceitar missionários. O rei búlgaro foi batizado,
assumindo o nome de Miguel em honra ao imperador, iniciando a cristianização da Bulgária e
assegurando que seu país estaria sob influência da Igreja bizantina.[168][169][170]

Nos séculos VIII e IX, o império foi dominado pela polêmica e divisão religiosa causada pela política
iconoclasta. Os ícones foram banidos em 726 por Leão, levando à revolta dos iconódulos (apoiantes dos
ícones) em todo o império.[171] Após esforços da imperatriz Irene, o Concílio de Niceia se reuniu em 787
e afirmou que os ícones podiam ser venerados mas não adorados. Em 813, Leão V, o Armênio
(r. 813–820) restaurou a política da iconoclastia, mas em 843, Teodora restaurou a veneração dos
ícones com a ajuda do patriarca Metódio I.[172] A iconoclastia desempenhou o seu papel na alienação
posterior do Oriente e Ocidente, que se agravou no Cisma de Fócio, quando o papa Nicolau I desafiou a
elevação de Fócio ao patriarcado.[173]

Dinastia macedônica e o ressurgimento


A ascensão de Basílio I, o Macedônio
(r. 867–886) marcou o começo da dinastia
macedônica, que governaria nos dois séculos
e meio seguintes. Esta dinastia incluiu
alguns dos imperadores mais competentes, e
o período é marcado pelo renascimento
sociocultural e militar. O império mudou de
uma posição defensiva para uma agressiva Império em 867
que, além de possibilitar a reconquista de
muitos territórios perdidos, fez com que o
Estado se reafirmasse como potência militar e autoridade política. Além disso, durante esse período se
assistiu a um renascimento cultural em áreas como a filosofia e as artes. Houve um esforço consciente
de restaurar o brilho do período anterior às invasões eslavas e árabes, o que levou a que o período
macedônico fosse apelidado de "Idade do Ouro" do Império Bizantino.[174]

Guerras contra os muçulmanos


No início do reinado de Basílio I, Nicetas Orifa protegeu Ragusa, na Dalmácia, dos árabes de Bari, na
Itália, e sua vitória encorajou o imperador a enviar oficiais, agentes e missionários à região,
restaurando o governo sobre as cidades e regiões costeiras na forma do Tema da Dalmácia, enquanto os
principados tribais eslavos do interior permaneceram altamente autônomo sob seus governantes; a
cristianização dos sérvios e outras tribos eslavas também começou nesta época.[175][176][177] Em
contraste, os aglábidas sitiaram Melite, capital de Malta, que foi capturada, saqueada e a ilha ficou
praticamente despovoada até o século XI.[178] Na Itália, Bari caiu aos bizantinos em 873/876,
formando a capital e núcleo do posterior Tema da
Longobárdia.[179][180] Sob o almirante Nasar, a frota
ifriquiana foi derrotada em Cefalônia e Estelas,[181]
permitindo aos bizantinos enviar outro esquadrão para
Nápoles, onde venceram novamente os árabes. Estas
vitórias foram cruciais à restauração do controle imperial
sobre o sul da Itália (o futuro Catapanato da Itália), que
pertenceria aos bizantinos durante 200 anos,[182]
compensando extensivamente a perda efetiva da Sicília após
a queda de Siracusa em 878. Paradoxalmente, com a
derrota imperial em Milazo em 888, desaparece
virtualmente a maior parte da atividade naval nos mares em
Tema da Longobárdia em 1000
torno da Itália no século seguinte.[183]

Na importante frente oriental, o império reconstruiu suas


defesas e partiu à ofensiva. Os paulicianos foram derrotados
e a sua capital, Tefrique, foi tomada, enquanto a ofensiva
contra o Califado Abássida começou com a recaptura de
Samósata.[177] Sob Leão VI, o Sábio (r. 886–912), as vitórias
no Oriente contra o então enfraquecido Califado Abássida
continuaram. Contudo, a Sicília foi perdida para os árabes
em 902, e em 904 Salonica foi saqueada por uma frota
árabe liderada pelo renegado bizantino Leão de Trípoli. A
fraqueza do império na esfera naval foi rapidamente
corrigida, de modo que alguns anos mais tarde a marinha
bizantina reocupou Chipre, perdido no século VII.[184]
Apesar desta vingança, os bizantinos ainda eram incapazes

Basílio II Bulgaróctono de dar um golpe decisivo contra os muçulmanos, os quais


(r. 976–1025) infligiram uma derrota esmagadora sobre as forças
imperiais quando estas tentaram recuperar Creta, em
911.[185]

A morte do imperador Simeão I (r. 893–927) enfraqueceu severamente os búlgaros, permitindo que os
bizantinos se concentrassem na frente oriental.[186] Melitene foi permanentemente reconquistada em
934 e em 943 o famoso general João Curcuas continuou as ofensivas na Mesopotâmia, com algumas
vitórias notáveis que culminaram na reconquista de Edessa (atual Şanlıurfa). Curcuas foi especialmente
celebrado ao retornar para Constantinopla trazendo a venerável Imagem de Edessa (Mandílio), uma
relíquia na qual supostamente estava impresso um retrato de Cristo.[187] Os imperadores soldados
Nicéforo II Focas (r. 963–969) e João I Tzimisces (r. 969–976) expandiram o império à Síria,
derrotando os emires do noroeste do atual Iraque. A grande cidade de Alepo foi tomada por Nicéforo
em 962 e os árabes foram decisivamente expulsos de Creta no ano seguinte. A recaptura colocou fim
aos raides árabes no mar Egeu, permitindo que o continente grego florescesse novamente. Chipre foi
permanentemente retomado em 965 e seus êxitos culminaram em 969 na recaptura de Antioquia,
reincorporada como província imperial.[188] Seu sucessor, João Tzimisces, recapturou Damasco,
Beirute, Acre, Sidom, Cesareia e Tiberíades, colocando seus exércitos a pouca distância de Jerusalém,
embora os centros de poder muçulmanos no Iraque e Egito foram deixados intactos.[189] Após muitas
campanhas no norte, na última ameaça árabe, a rica província da Sicília foi alvo, em 1025, de ataque de
Basílio II (r. 976–1025), porém ele morreu antes de concluir a expedição. No entanto, por essa altura o
império se estendia desde o estreito de Messina ao Eufrates e do Danúbio à Síria.[190]

Guerras contra o Império Búlgaro


A luta com a Sé de Roma continuou até o
período macedônico, estimulada pela
questão da supremacia religiosa sobre a
recém-cristianizada Bulgária.[174] Após 80
anos de paz entre os Estados, o poderoso
imperador Simeão I invadiu o império em
854, mas foi repelido pelos bizantinos, que
Derrota bizantina em Bulgarófigo
usaram a sua frota para atacar a retaguarda
búlgara navegando pelo mar Negro e
contando com apoio dos magiares.[191]
Contudo, os bizantinos foram derrotados em
Bulgarófigo em 896 e concordaram em
pagar tributos anuais aos búlgaros.[185] Com
a morte de Leão VI em 912, as hostilidades
logo recomeçaram, com Simeão marchando
sobre Constantinopla à frente de grande
exército.[192] Embora as muralhas da cidade
fossem inexpugnáveis, a administração Emissários de Simeão consultam o califa Ubaidalá
bizantina estava em desordem e Simeão foi Almadi

convidado à cidade, onde recebeu a coroa de


basileu (imperador) da Bulgária e o jovem
Constantino VII (r. 913–959) foi prometido
em casamento a uma de suas filhas. Quando
uma revolta na capital suspendeu seu
projeto dinástico, novamente invadiu a
Trácia e conquistou Adrianópolis.[193][194]
Isso colocou ao império dois problemas: um
poderoso Estado cristão a poucos dias de
distância de marcha de Constantinopla,[174]
O império após as conquistas de Basílio II
além de ter que lutar em duas frentes.[185]

Uma grande expedição militar sob Leão Focas, o Velho e Romano I Lecapeno (r. 920–944) terminou
novamente com derrota esmagadora na Batalha de Anquíalo (917) e no ano seguinte os búlgaros
estavam livres para devastar o norte da Grécia até Corinto. Adrianópolis foi novamente capturada em
923 e um exército búlgaro cercou Constantinopla em 924; na ocasião, Simeão enviou emissários ao
califa Ubaidalá Almadi (r. 909–934) na esperança de conseguir firmar aliança que permitisse aos
búlgaros utilizar sua poderosa marinha, mas Romano Lecapeno arruinou seus planos.[195] [196] A
situação dos Bálcãs só melhorou após a morte súbita de Simeão em 927 e o subsequente colapso do
poder búlgaro. A Bulgária e o Império Bizantino entraram então num longo período de relações
pacíficas, o que libertou o império para se concentrar na frente oriental contra os muçulmanos.[197] Em
968, a Bulgária foi invadida pelos Rus' sob Esvetoslau I de Quieve (r. 960–972), mas três anos depois o
imperador João I Tzimisces os derrotou na Batalha de Dorostolo e incorporou o leste da Bulgária ao
império.[198]

A resistência búlgara reacendeu sob os cometópulos ("filhos do conde"), mas Basílio II (r. 976–1025)
fez a submissão dos búlgaros seu objetivo principal. Sua primeira expedição contra a Bulgária, porém,
resultou em derrota humilhante na Porta de Trajano. Nos anos seguintes, o imperador esteve
preocupado com revoltas internas na Anatólia, enquanto os búlgaros se expandiam nos Bálcãs. A
guerra se prolongou por quase 20 anos. As vitórias bizantinas em Esperqueu e Escópia enfraqueceram
decisivamente o exército búlgaro, e Basílio metodicamente reduziu as fortalezas deles em campanhas
anuais. Posteriormente, na Batalha de Clídio, em 1014, eles foram completamente derrotados. Em 1018,
seus últimos redutos se renderam e a região se tornou parte do Império Bizantino como província.[199]
Essa vitória restaurou a fronteira do Danúbio, algo que não ocorria desde os tempos de
Heráclio.[190][193]

Relações com a Rússia de Quieve


Entre 850 e 1100, o império desenvolveu uma relação mista
com o novo Estado que surgiu ao norte do mar Negro, a
Rússia de Quieve.[200] Esta relação teria repercussões
duradouras na história dos eslavos do leste, e o império logo
se tornou o principal parceiro comercial e cultural de
Quieve. Os rus' lançaram seu primeiro ataque a
Constantinopla em 860, pilhando os subúrbios da cidade.
Em 941, apareceram na costa asiática do Bósforo, mas
Rus' em frente às muralhas de
foram esmagados, indicando melhorias na posição militar
Constantinopla em 860
depois de 907, quando apenas a diplomacia foi capaz de
repelir os invasores. Basílio II não podia ignorar o poder
emergente dos rus' e, seguindo o exemplo de seus antecessores, usou a religião como meio à consecução
de fins políticos.[201] As relações rus'-bizantinas tornaram-se mais próximas após o casamento de Ana
Porfirogênita com Vladimir, o Grande (r. 980–1015) em 988 e a subsequente cristianização dos rus'.
Padres, arquitetos e artistas bizantinos foram convidados a trabalhar em numerosas catedrais em
território rus', expandindo ainda mais a influência cultural bizantina, enquanto vários rus' serviram ao
exército como mercenários na famosa guarda varegue.[200]

Contudo, mesmo após a cristianização dos rus' as relações não foram sempre amigáveis. O conflito mais
sério foi a guerra de 968-971 na Bulgária. Além disso, há registro de vários raides rus' contra cidades
bizantinas na costa do mar Negro e à própria Constantinopla. Embora a maioria destes ataques tenha
sido repelido, frequentemente foram seguidos por tratados geralmente favoráveis aos rus', como o que
celebrou o fim da guerra de 1043, no qual os rus' mostram suas ambições de competir com os
bizantinos como poder independente.[201]

O ápice
Em 1025, data da morte de Basílio, o Império Bizantino se
estendia da Armênia no Oriente à Calábria, no sul da Itália,
no Ocidente.[190] Muitos sucessos foram alcançados, desde
a conquista da Bulgária à anexação de partes da Geórgia e
Armênia, e a reconquista de Creta, Chipre e da importante
cidade de Antioquia. Mais do que meros ganhos táticos
temporários, estes êxitos foram reconquistas de longo
prazo.[180] Sob os imperadores macedônicos, a cidade de
Constantinopla floresceu, tornando-se a maior e mais rica
cidade da Europa, com uma população de
aproximadamente 400 000 habitantes nos séculos IX e
X.[202][203] Durante este período, o Império Bizantino
empregou um forte serviço público formado por aristocratas
Um grande renascimento cultural,
competentes, que supervisionavam a cobrança de impostos,
chamado Renascença macedônica,
acompanhou os sucessos militares a administração doméstica e a política externa. Os
do século X. Imagem do Saltério de imperadores macedônicos também aumentaram a riqueza
Paris do império, promovendo o comércio com a Europa
Ocidental, nomeadamente através da venda de seda e a
metalurgia.[204]

Durante o reinado de Leão VI foi completada a codificação completa do direito romano em grego. Este
trabalho monumental de 60 volumes tornou-se a base de todo o direito bizantino subsequente e é
estudado até hoje.[205] Leão também reformou a administração do império, redesenhando os limites
das subdivisões administrativas (os temas) e regulamentando o sistema de classes e privilégios, bem
como o funcionamento de várias corporações comerciais de Constantinopla. As reformas de Leão
fizeram muito para reduzir a fragmentação anterior do império, que doravante tinha um centro de
poder, Constantinopla.[206] Contudo, o crescente sucesso militar do império enriqueceu grandemente a
capacidade da nobreza provincial em relação ao campesinato, que em essência foi reduzido ao estado
de servidão.[207]

Durante o período macedônico também ocorreram eventos de importante significado religioso. A


conversão de búlgaros, sérvios e rus' ao cristianismo oriental mudou permanentemente o mapa
religioso da Europa que ainda hoje vigora. Os santos Cirilo e Metódio, dois irmãos gregos bizantinos de
Tessalônica, contribuíram significativamente à cristianização dos eslavos e no processo criaram o
alfabeto glagolítico, ancestral do alfabeto cirílico. Em 1054, as relações entre as tradições oriental e
ocidental da Igreja Cristã chegou a uma crise terminal, conhecida como Grande Cisma. Embora houve
uma declaração formal de separação institucional, em 16 de julho, quando três legados papais entraram
em Santa Sofia durante a Divina Liturgia numa tarde de sábado e puseram uma bula de excomunhão
sobre o altar;[208] esse cisma era a culminação de séculos de separação gradual.[209] Foi com este cisma
que surgiram a Igreja Ortodoxa Grega, com sede em Constantinopla, e a Igreja Católica Apostólica
Romana, com sede em Roma.[210]

Crise e fragmentação
O Império Bizantino logo caiu num período de dificuldades,
causado, em grande medida, pelo enfraquecimento do
sistema dos temas e da negligência dos militares. Nicéforo,
João Tzimisces e Basílio alteraram a função das divisões
militares (tagmas), de unidades de resposta rápida,
primariamente defensivas e formadas por cidadãos para
exércitos profissionais, enquanto que os exércitos das
campanhas passaram a ser cada vez mais constituídos por
mercenários. Contudo, eles eram caros e a ameaça de
invasão retrocedeu no século X, assim como a necessidade
de manter grandes guarnições e fortificações
dispendiosas.[211] Basílio deixou um grande tesouro após a
sua morte, mas negligenciou planos para sua sucessão.
Nenhum de seus sucessores imediatos tinha algum talento
Alparslano (r. 1063–1072)
militar ou político e a administração imperial caiu cada vez
humilhando Romano IV Diógenes
mais nas mãos do serviço civil. Esforços para reanimar a
(r. 1068–1071). Da tradução de um
ilustrado francês da obra de economia bizantina só resultaram em inflação e a moeda de
Boccaccio Sobre os Destinos dos ouro se desvalorizou. O exército passou a ser visto tanto
Homens Famosos como despesa desnecessária como ameaça política, levando
à demissão das tropas nativas, substituídas por mercenários
estrangeiros com contratos específicos.[212]

Ao mesmo tempo, o império foi confrontado por novos inimigos ambiciosos. As províncias bizantinas
no sul da Itália enfrentaram os normandos, que chegaram à região no início do século XI. Durante o
período de conflito entre Constantinopla e Roma que terminou com o Grande Cisma, os normandos
começaram a avançar, lenta, mas firmemente, na Itália bizantina.[213] Régio, a capital do tagma da
Calábria, foi capturada em 1060 por Roberto Guiscardo, seguido por Otranto em 1068. Bari, a principal
fortaleza na Apúlia, foi sitiada em agosto de 1068 e caiu em abril de 1071.[214][215] Os bizantinos
também perderam sua influência sobre as cidades costeiras da Dalmácia para Pedro Cresimiro IV
(r. 1058–1074/5) do Reino da Croácia em 1064.[216]

Porém, seria na Ásia Menor que o maior desastre aconteceria. Os turcos seljúcidas fizeram suas
primeiras explorações do outro lado da fronteira bizantina na Armênia em 1065 e em 1067. A
emergência deu peso à aristocracia militar na Anatólia que, em 1068, garantiu a eleição de um dos seus,
Romano IV Diógenes (r. 1068–1071), como imperador. No verão de 1071, Romano realizou uma
campanha maciça no leste para atrair os seljúcidas para uma batalha geral contra o exército bizantino,
que ocorreu em agosto do mesmo ano em Manziquerta. Nessa batalha, além de sofrer uma
surpreendente derrota frente ao sultão Alparslano (r. 1063–1072), Romano foi capturado. Alparslano o
tratou com respeito e não impôs condições pesadas aos bizantinos. Em Constantinopla, no entanto, um
golpe de Estado ocorreu em favor de Miguel VII Ducas (r. 1068–1078), que logo enfrentou a oposição
de Nicéforo Briênio (r. 1077–1078) e Nicéforo III Botaniates (r. 1078–1081). Até 1081, os seljúcidas
expandiram seu domínio sobre quase todo o planalto da Anatólia e Armênia a leste da Bitínia, e no
ocidente fundaram, em 1077, o Sultanato de Rum, com capital em Niceia, a apenas 88 quilômetros de
Constantinopla.[212]

Dinastia comnena e as Cruzadas


O período entre 1081 a 1185 é também conhecido como
período Comneno. Juntos, os cinco imperadores da dinastia
(Aleixo I, João II, Manuel I, Aleixo II e Andrónico I)
reinaram por 104 anos, presidindo uma constante, embora
incompleta, restauração da posição militar, econômica e
política do Império Bizantino. Apesar dos turcos seljúcidas
terem ocupado o coração do império na Anatólia, foi contra
as potências ocidentais que os esforços militares bizantinos
foram direcionados, particularmente contra os
normandos.[217]

O império sob os Comnenos desempenhou papel


fundamental na história das Cruzadas na Palestina, que
Aleixo I ajudou a trazer, ao mesmo tempo que exerceu
Aleixo I Comneno (r. 1081–1118)
enorme influência cultural e política na Europa, Oriente
Próximo e nas terras ao redor do mar Mediterrâneo sob
João e Manuel. O contato entre o Império Bizantino e o Ocidente latino, incluindo os Estados cruzados,
aumentou enormemente durante o período Comneno. Comerciantes italianos, nomeadamente
venezianos, começaram a residir em Constantinopla e no resto do império em grande número (havia
cerca de 60 000 latinos só em Constantinopla, fora a população de 300 a 400 000) e a presença deles,
juntamente com vários mercenários latinos que foram contratados por Manuel, ajudou a difundir a
tecnologia, arte, literatura e cultura bizantinas em todo Ocidente latino, ao mesmo tempo que provocou
um fluxo de ideias e costumes ocidentais ao império.[218]

Em termos de prosperidade e vida cultural, esse período foi um dos picos na história bizantina,[219] e
Constantinopla permaneceu a principal cidade do mundo cristão em termos de tamanho, riqueza e
cultura.[220] Assistiu-se o renovado interesse pela filosofia grega clássica, bem como o aumento na
produção literária em grego vernacular.[221] A arte e literatura mantiveram posição proeminente na
Europa e o impacto cultural de ambas no Ocidente foi enorme e de longa duração.[222]

Aleixo I e a Primeira Cruzada


Após Manziquerta, seguiu-se uma recuperação parcial (chamada Restauração Comnena), graças aos
esforços da dinastia.[223] No início de seu reinado, o primeiro imperador Aleixo I (r. 1081–1118),
enfrentou ataque formidável dos normandos de Roberto Guiscardo e de seu filho, Boemundo de
Tarento, que capturaram Dirráquio[224] e Corfu,[225]
e sitiaram Lárissa na Tessália.[226] Tal ameaça levou-
o a assinar um tratado em 1082 com a República de
Veneza para fins de defesa.[227] A morte de
Guiscardo em 1085 diminuiu temporariamente o
problema. No ano seguinte, o sultão seljúcida morreu
e o Sultanato de Rum foi dividido por rivalidades
internas. Por sua iniciativa, Aleixo derrotou os
pechenegues, que foram apanhados de surpresa e
aniquilados na Batalha de Levúnio em 28 de abril de O Império Bizantino antes da Primeira
1091.[228] Cruzada

Tendo alcançado estabilidade no Ocidente, Aleixo


voltou sua atenção às graves dificuldades econômicas
e à desintegração das defesas tradicionais do
império. No entanto, ainda não tinha pessoal
suficiente para recuperar os territórios perdidos na
Ásia Menor e para avançar contra os turcos
seljúcidas. No Concílio de Placência em 1095, os
emissários de Aleixo falaram com o papa Urbano II
sobre o sofrimento dos cristãos do Oriente e
salientaram que, sem a ajuda do Ocidente,
continuariam a sofrer sob domínio muçulmano.
Urbano viu no pedido de Aleixo uma oportunidade
Cerco de Jerusalém durante a Primeira
dupla: estabelecer vínculos de amizade na Europa Cruzada. Iluminura de 1337
Ocidental[229] e reforçar o poder papal.[230][231] Em
27 de novembro, Urbano convocou o Concílio de
Clermont e exortou todos os presentes a pegar em armas sob o símbolo da cruz e iniciar uma
peregrinação armada para recuperar Jerusalém e Oriente dos muçulmanos.[232]

Aleixo esperava ajuda na forma de mercenários do Ocidente, mas estava totalmente despreparado à
indisciplinada e imensa força que chegou rapidamente em solo bizantino. Não lhe agradou nada saber
que quatro dos oito líderes do corpo principal da Cruzada eram normandos, entre eles Boemundo.
Depois da Cruzada passar por Constantinopla, no entanto, conseguiu algum controle sobre ela e exigiu
que seus líderes lhe jurassem devolver ao império quaisquer cidades ou territórios conquistados dos
turcos a caminho da Palestina. Em troca, deu-lhes guias e escolta militar.[233] Aleixo logrou recuperar
algumas importantes cidades e ilhas, e, na prática, grande parte da porção ocidental da Ásia Menor. No
entanto, os cruzados entenderam que seus juramentos perderam a validade quando Aleixo não os
ajudou durante o Cerco de Antioquia (atual Antáquia). Na realidade, ele tinha previsto entrar em
Antioquia, mas foi convencido a recuar por Estêvão II de Blois, que garantiu que tudo estava perdido e
que a expedição havia falhado.[234] Boemundo, que se estabeleceu como príncipe da Antioquia, entrou
brevemente em guerra com os bizantinos, mas concordou em tornar-se vassalo ao abrigo do Tratado de
Devol, em 1118, que marcou o fim da ameaça normanda durante o reinado de Aleixo I.[235][236]
João II, Manuel I e a Segunda Cruzada
O sucessor de Aleixo foi seu filho João II Comneno
(r. 1118–1143). João foi um imperador piedoso e dedicado,
determinado a reparar os danos que seu império sofreu na
Batalha de Manziquerta meio século antes.[237] Famoso por
sua piedade e seu governo moderado e justo, João foi um
exemplo único de um governante moral, numa época em
que a crueldade era a norma.[238] Sua primeira medida foi
recusar-se a renovar o acordo comercial de 1082 com
Veneza, o que provocou retaliações por parte dos
venezianos, que sitiaram muitas ilhas do Egeu, forçando o
imperador a reconsiderar.[239] No vigésimo quinto ano de
seu reinado, João fez alianças com o Sacro Império no
Ocidente, derrotou decisivamente os pechenegues na
Batalha de Beroia[240] e liderou pessoalmente várias
campanhas contras os turcos na Ásia Menor. As suas
Estados cruzados da Palestina
campanhas mudaram fundamentalmente o equilíbrio do
poder no Oriente, forçando os turcos a manterem-se na
defensiva, e devolveram aos bizantinos muitas cidades e
fortalezas.[241] Também repeliu as ameaças dos magiares e
sérvios durante a década de 1120 e, em 1130, aliou-se com o
imperador Lotário III (r. 1133–1137) contra o rei normando
Rogério II da Sicília (r. 1130–1154).[242][243]

Na parte final de seu reinado, João focou suas atividades no


Oriente. Retomou as cidades de Laodiceia e Sozópolis,
restabelecendo as ligações terrestres para
Chegada da Segunda Cruzada a Constantinopla,[244] derrotou o Emirado Danismendida de
Constantinopla. Jean Fouquet, Melitene e reconquistou as cidades de Tarso, Adana e
1455-1460 Mopsuéstia do Reino Armênio da Cilícia, aprisionando, em
1138, Leão I e boa parte de sua família.[245] Além disso,
forçou Raimundo de Poitiers (r. 1136–1149), príncipe antioqueno, a reconhecer a suserania bizantina.
Esperando demonstrar o papel do imperador como líder do mundo cristão, marchou à Terra Santa
como chefe das forças combinadas do império e dos Estados cruzados, porém, apesar do grande vigor
com que impulsionou a campanha, suas expectativas foram frustradas pela traição de seus aliados
cruzados.[246] Em 1142, João retornou para pressionar suas reivindicações em Antioquia, mas morreu
na primavera de 1143, depois de um acidente de caça. Raimundo foi encorajado a invadir a Cilícia, mas
foi derrotado e forçado a ir a Constantinopla implorar misericórdia.[247]

O herdeiro escolhido de João foi seu quarto filho, Manuel I Comneno (r. 1143–1180), que realizou
agressivas campanhas contra seus vizinhos no oriente e no ocidente. Na Anatólia, iniciou uma
campanha punitiva contra o Sultanato de Rum, atacando sua capital, Icônio (atual Cônia), e
aniquilando a cidade fortificada de Filomélio.[248] Além disso, expulsou os turcos da Isáuria.[249] Na
Palestina, aliou-se ao Reino de Jerusalém e enviou grande frota para participar de uma invasão
combinada do Califado Fatímida. Ele reforçou sua posição como senhor dos Estados cruzados, com
hegemonia sobre Antioquia e Jerusalém garantida pelo acordo com Reinaldo (r. 1153–1160), o príncipe
de Antioquia, e Amalrico I (r. 1162–1174), o rei de Jerusalém, respectivamente.[250][251]

Após retomar Corfu dos normandos com a ajuda de tropas de Conrado III (r. 1138–1152) e dos
venezianos,[252] Manuel aproveitou-se da instabilidade política ocasionada pela sucessão de Rogério II
da Sicília por seu filho Guilherme I (r. 1154–1166) e lançou, em 1155, uma invasão ao sul da Itália sob o
comando de Miguel Paleólogo e João Ducas.[253] Foram alcançados resultados rapidamente e uma
aliança foi estabelecida entre Manuel e o papa Adriano IV.[254] Porém, disputas dentro da coalizão
levaram ao posterior fracasso da campanha. Apesar deste revés militar, os exércitos de Manuel
invadiram com sucesso o Reino da Hungria em 1167, derrotando os húngaros na Batalha de Sirmio. No
ano seguinte, quase toda a costa oriental do Adriático estava nas mãos do império.[255] Manuel fez
várias alianças com o papa e os reinos cristãos ocidentais, e tratou com sucesso da passagem da
Segunda Cruzada através do império, após uma batalha às portas da capital.[256]

No leste, no entanto, Manuel sofreu uma grande derrota na Batalha de Miriocéfalo, em 1176, contra os
turcos. Contudo, as perdas foram rapidamente recuperadas e em 1177 as forças de Manuel infligiram
derrota a uma força de "turcos escolhidos".[257] O comandante bizantino João Comneno Vatatzes, que
esmagou os invasores turcos na Batalha de Hiélio e Limoquir, conseguiu, além das tropas que levou da
capital, reunir um exército ao longo do caminho, um sinal de que o exército bizantino se mantinha forte
e que a defesa do oeste da Ásia Menor ainda era eficaz.[258]

Renascimento do século XII


João e Manuel adotaram políticas militares
ativas, ambos dispendendo recursos
consideráveis em cercos e em defesas de
cidades; políticas de fortificação agressiva
estiveram no centro das suas políticas
militares imperiais.[259] Apesar da derrota
O Império Bizantino sob Manuel I Comneno em
em Miriocéfalo, as políticas de Aleixo, João e 1180
Manuel resultaram em grandes conquistas
territoriais, no aumento da estabilidade da
fronteira na Ásia Menor e asseguraram
estabilização das fronteiras europeias do
império. De 1081 a 1180, o exército de
Comneno garantiu a segurança do império,
permitindo o florescimento da civilização
bizantina.[260]

Isto permitiu às províncias ocidentais uma


recuperação econômica, que continuou até o
final do século. Diz-se que o Império
Bizantino sob os Comnenos foi mais Mosaico de Cristo no Mosteiro de Dafne (ca. 1100)
próspero do que em qualquer outro período
desde a invasão persa no século VII. Durante o século XII, os níveis populacionais elevaram-se e
grandes extensões de novas terras agrícolas foram colocadas em produção. Evidências arqueológicas da
Europa e Ásia Menor mostram um aumento considerável do tamanho dos assentamentos urbanos,
juntamente com o aumento notável de novas cidades. O comércio também floresceu; venezianos,
genoveses e outros abriram portos do mar Egeu ao comércio, o transporte de mercadorias dos cruzados
e do Califado Fatímida ao Ocidente e o comércio com o Império Bizantino via Constantinopla.[261]

Na arte, houve o ressurgimento de mosaicos e escolas regionais de arquitetura começaram a produzir


estilos distintos que se basearam numa série de influências culturais. Durante o século XII, os
bizantinos desenvolveram seu modelo precoce de humanismo, com um renascimento do interesse nos
clássicos. Em Eustácio de Tessalônica, o humanismo bizantino encontrou sua expressão mais
característica.[262]

Declínio e desintegração

Dinastia Ângelo
Manuel morreu em 24 de setembro de 1180 e deixou seu
filho de 11 anos, Aleixo II (r. 1180–1183), no trono. Se
mostrou incompetente na função, mas o que fez a sua
regência impopular foi sua mãe, Maria de Antioquia, que
era de origem "franca" (o nome dado pelos bizantinos a
todos os latinos).[263] Finalmente, Andrônico I, neto de
Golpe de Andrônico: Maria e Aleixo I, lançou uma revolta contra seu jovem parente e
Rainério foram executados, Maria conseguiu derrubá-lo num violento golpe de Estado.
foi amarrada num saco e lançada Aproveitando-se de sua boa aparência e imensa
ao mar e Aleixo II foi estrangulado.
popularidade com o exército, marchou para Constantinopla
Iluminura do século XV
em agosto de 1182 e incitou o massacre dos latinos da
cidade. Depois de eliminar seus rivais em potencial, coroou-
se como coimperador em setembro de 1183, eliminando
Aleixo II e casando com sua esposa Inês da França, de 12
anos.[264]

Embora tenha começado seu reinado com um golpe,


Andrônico foi elogiado pelos historiadores devido às
medidas bem sucedidas para reformar o governo. Sob seu
comando, a venda de cargos cessou, sendo a seleção
baseada no mérito e os salários foram adequados para evitar
Icônio foi vencida pela Terceira a tentação pelo suborno; nas províncias, suas reformas
Cruzada. Frederico Barba Ruiva produziram uma melhora rápida e acentuada.[265] No
passou por Constantinopla sob campo militar, contudo, Andrônico teve muitos revezes:
Isaac II. A tomada de Icônio, por Isaac Comneno proclamou a independência de Chipre,
Julius Schnorr, 1835
Bela III (r. 1172–1196) reintegrou os territórios croatas na
Hungria, Estêvão Nemânia de Ráscia (r. 1166–1196)
declarou-se independente do Império Bizantino e Guilherme I da Sicília enviou uma expedição em 1185
com 300 navios e 80 000 homens[266] que, além de conquistar Dirráquio (atual Durrës), sitiou
Tessalônica.[267] Porém, o aumento da oposição política por parte da aristocracia levou Andrônico a
adotar uma postura tirânica,[268] marcada por execuções, atos violentos contra seus adversários e
medidas cada vez mais implacáveis para escorar seu regime.[265] Andrônico acabou destronado por
Isaac II Ângelo, que o mandou executar.[269]

O reinado de Isaac II (r. 1185–1195) e, mais ainda, de seu irmão Aleixo III (r. 1195–1203), assistiram ao
colapso do que restava da máquina centralizada do governo e da defesa bizantinos. Mesmo os
normandos tendo sido sido expulsos da Grécia após uma derrota decisiva na Batalha de Demetritzes
em 7 de novembro de 1085, em 1186, valáquios e búlgaros começaram uma rebelião que levaria a
formação do Segundo Império Búlgaro. A política interna dos Ângelos foi caracterizada pelo
esbanjamento do tesouro público e pela má administração fiscal. A autoridade bizantina foi seriamente
enfraquecida e o vácuo crescente no poder central do império encorajou a fragmentação. Há evidências
de que alguns herdeiros Comnenos teriam criado um estado semi-independente em Trebizonda antes
de 1204.[270] Segundo Alexander Vasiliev, "A Dinastia Ângelo, gregos em sua origem, [...] acelerou a
ruína do império, já enfraquecido e com desunião interna".[271]

Quarta Cruzada
Em 1198, o papa Inocêncio III (r. 1198–1216) abordou o
assunto de uma nova cruzada por meio de legados e cartas
encíclicas.[272] A intenção declarada da cruzada era
conquistar o Egito aiúbida, agora o centro do poder
muçulmano no Levante. O exército cruzado que chegou em
Veneza no verão de 1202 era um pouco menor do que havia
sido previsto e não possuía fundos suficientes para pagar os
venezianos, cuja frota foi contratada pelos cruzados para
levá-los ao Egito. A política da República de Veneza,
governada pelo cego e envelhecido, mas ambicioso, doge
Frota cruzada diante de Henrique Dandolo estava potencialmente em desacordo
Constantinopla numa iluminura do
com o papa e os cruzados, pois a cidade estava intimamente
século XV
relacionada comercialmente com o Egito. Os cruzados
aceitaram a proposta de pagar a dívida ajudando Veneza a
capturar o porto de Zara (atual Zadar, na Dalmácia), cidade
vassala da República de Veneza que havia se rebelado e se
colocado sob a proteção do Reino da Hungria em 1186.[273]
A cidade caiu em novembro após breve cerco.[274][275]
Inocêncio, informado tardiamente do plano, teve seu veto
desconsiderado e por estar preocupado em não
comprometer a cruzada acabou absolvendo os cruzados —
Queda de Constantinopla frente aos
exceto os venezianos — do desvio de planos.[276]
cruzados em 1204 numa miniatura
do século XV
Após a morte de Teobaldo III de Champanhe, a liderança da cruzada passou a Bonifácio de Monferrato,
um amigo de Filipe da Suábia, da família Hohenstaufen. Ambos — Bonifácio e Filipe — estavam ligados
à família imperial bizantina pelo casamento. O cunhado de Filipe, Aleixo Ângelo, filho do deposto e
cego Isaac II, apareceu no Ocidente buscando ajuda e contatou os cruzados oferecendo a reunificação
das igrejas, um pagamento de 200 000 marcos de prata e ainda todos os suprimentos necessários para
que pudessem chegar ao Egito.[277]

Saque de Constantinopla pelos cruzados


Após se apoderarem de Corfu, os cruzados chegaram à capital bizantina no verão de 1204. Derrotaram
as tropas terrestres da cidade, que foram forçadas a recuar, e bombardearam a torre de Gálata.
Aleixo III fugiu da capital e Aleixo Ângelo foi elevado ao trono como Aleixo IV, juntamente com seu
pai, o cego Isaac. No entanto, os dois não conseguiram manter suas promessas e foram depostos por
Aleixo V Ducas quando os cruzados foram repelidos para fora da cidade. 20 000 homens cercaram
novamente a cidade. O primeiro assalto começou em 9 de abril e a cidade finalmente sucumbiu após
novo assalto em 13 de abril, no qual os venezianos usaram seus navios como fortalezas às escadas que
foram erguidas nas muralhas. Constantinopla foi pilhada e massacrada durante três dias. Muitos
ícones, relíquias e outros objetos de valor inestimável foram enviados à Europa Ocidental, grande parte
deles para Veneza. Nicetas Coniates relata que uma prostituta foi posta no trono patriarcal de Santa
Sofia.[278] Quando o papa Inocêncio III soube da conduta de seus cruzados, ele os castigou em termos
inequívocos, mas a situação estava fora de seu controle, especialmente depois de ter libertado os
cruzados de seus juramentos de marchar à Terra Santa.[193] Quando a ordem foi restabelecida, os
cruzados e venezianos implementaram seu acordo; Balduíno de Flandres foi eleito imperador e o
veneziano Tomás Morosini foi escolhido para o recém-criado patriarcado latino. As terras distribuídas
entre os líderes não incluíram todas as antigas possessões bizantinas e os bizantinos continuaram
reinando em Niceia, Trebizonda e no Epiro.[275]

Queda

Império no exílio
Depois do saque de Constantinopla de 1204
pelos cruzados latinos, dois Estados
sucessores foram estabelecidos: o Império
de Niceia e o Despotado do Epiro. Um
terceiro, o Império de Trebizonda, havia sido
criado algumas semanas antes do saque por
Aleixo I. Dos três, Epiro e Niceia ficaram em
Estados sucessores do Império Bizantino em 1215
melhores condições para recuperar
Constantinopla. O Império de Niceia lutou
para sobreviver nas décadas seguintes e, em meados do século XIII, perdeu muito do sul da
Anatólia.[279] O enfraquecimento do Sultanato de Rum após a invasão mongol de 1242–1243 permitiu
que muitos beis e gazis criassem seus próprios principados (beilhiques) na Anatólia, enfraquecendo a
posição bizantina na região.[280]

Reconquista de Constantinopla
O Império de Niceia, fundado pela dinastia
lascarina, conseguiu reconquistar
Constantinopla aos latinos em 1261[281] e
derrotar o Despotado do Epiro. Depois de
uma recuperação de curta duração das
finanças bizantinas sob
Miguel VIII Paleólogo (r. 1259–1282), o
império foi devastado pela guerra por estar
mal equipado para lidar com os inimigos que Império Bizantino em 1263
agora o cercavam. A fim de manter suas
campanhas contra os latinos, Miguel retirou
tropas da Ásia Menor e cobrou impostos exorbitantes sobre o campesinato, causando muita
insatisfação.[282][283]

Em vez de explorar seus domínios na Ásia Menor, decidiu expandir o império, obtendo sucesso de curta
duração. Para evitar outro saque da capital pelos latinos, forçou a Igreja a se submeter a Roma (a
chamada "União das Igrejas" do Segundo Concílio de Lião, em 1274), uma solução temporária que
aumentou o ódio a Miguel entre os camponeses e população de Constantinopla, hostis aos latinos.[284]
Os esforços de Andrônico II (r. 1282–1328) e, mais tarde, de seu neto Andrônico III (r. 1321–1341)
marcaram as últimas tentativas genuínas de restaurar a glória do império. No entanto, o uso de
mercenários por Andrônico II foi péssima ideia, com a Companhia Catalã assolando os campos e
aumentando o ressentimento contra Constantinopla.[285]

Ascensão dos otomanos e queda de Constantinopla


A situação piorou para o império durante as guerras civis que se seguiram à morte de Andrônico III.
Uma guerra civil de seis anos devastou o império, possibilitando que o governante sérvio
Estêvão Uresis IV (r. 1331–1346) invadisse a maioria dos territórios bizantinos restantes nos Bálcãs e
criasse um Império Sérvio de curta duração. Em 1354, um terremoto em Galípoli devastou a fortaleza,
permitindo aos otomanos, que tinham sido contratados como mercenários durante a guerra por
João VI Cantacuzeno (r. 1347–1354), se instalassem na Europa.[286] Quando as guerras civis
terminaram, os otomanos haviam derrotado os sérvios e os subjugado como vassalos[287] e, depois da
Batalha do Cosovo, grande parte dos Bálcãs estava nas mãos dos otomanos.[288][289]

Os imperadores bizantinos pediram ajuda ao Ocidente, mas o papa só enviaria ajuda em troca de uma
reunião da Igreja Ortodoxa com a Sé de Roma. Essa união foi considerada e finalmente realizada por
decreto imperial, mas os cidadãos e clero ortodoxos ressentiram-se intensamente da autoridade de
Roma e da Igreja latina.[290] Algumas tropas ocidentais chegaram para reforçar a defesa da capital, mas
a maioria dos governantes ocidentais, distraídos com seus
próprios assuntos, nada fez em relação aos avanços dos
otomanos, que foram tomando os territórios bizantinos que
restavam.[291]

Nessa época, a cidade de Constantinopla estava despovoada


e em ruínas.[275] A população havia se reduzido de tal forma
que a cidade não passava de um aglomerado de vilas
separadas por campos. Em 1402, o império experimentou
algum desafogo da ameaça otomana quando Tamerlão
(r. 1370–1405) derrotou os otomanos na Batalha de
Ancara.[292] Porém, isso não impediu que, em 2 de abril de
1453, o sultão Maomé II, o Conquistador (r. 1451–1481)
lançasse um ataque contra Constantinopla com um exército
de 80 000 homens.[293] Apesar da defesa desesperada de
última hora pelas tropas cristãs (cerca de 7 000 homens,
dos quais 2 000 eram estrangeiros),[291] Constantinopla
O Cerco de Constantinopla em
1453, segundo uma iluminura finalmente caiu em 29 de maio de 1453, depois de dois
francesa do século XV meses de cerco. As muralhas da cidade, poderosas e
inexpugnáveis por séculos, não conseguiram deter o avanço
otomano. O último imperador bizantino, Constantino XI Paleólogo (r. 1449–1453), foi visto pela última
vez despojando-se de suas insígnias imperiais, antes de lançar-se em combate corpo a corpo depois de
as muralhas da cidade terem sido tomadas.[294]

Legado político e consequências


Poucos anos após a queda de Constantinopla, Maomé II
empreendeu a conquista dos últimos estados bizantinos
existentes: em 1460 foi tomado o Despotado da Moreia e em
1461 foi a vez do Império de Trebizonda.[295] No entanto,
locais isolados como Monemvasia, a península de Mani e o
castelo Salmênico, este último controlado por um paleólogo
(Graitzas), resistiram por mais algum tempo.[296] André
Paleólogo, o sobrinho de Constantino XI, recebeu o título do
O "Theatrum Orbis Terrarum"
imperador do extinto Império Bizantino, intitulando-se
("Teatro do Globo Terrestre") de
Abraão Ortélio, publicado em 1570 Imperator Constantinopolitanus ("imperador de
em Antuérpia, considerado o Constantinopla");[297] em 1494, numa viagem à França,
primeiro atlas moderno, resultado cedeu ao rei Carlos VIII (r. 1483–1498) seu direito.[298]
das intensas explorações marítimas Após sua morte, o papel do imperador como patrono da
Ortodoxia Oriental foi reivindicado por Ivã III
(r. 1462–1505), grão-duque da Moscóvia, casado com a irmã de André, Sofia Paleóloga, cujo neto,
Ivã IV (r. 1547–1584), tornar-se-ia o primeiro czar da Rússia. Seus sucessores consideraram Moscou
como herdeira legítima de Roma e Constantinopla e mantiveram a ideia do Império Russo como a
"Terceira Roma" até seu desaparecimento com a Revolução Russa em 1917.[299] Além deles, os próprios
turcos e os monarcas dos Principados do Danúbio também se intitularam sucessores dos imperadores
bizantinos.[300]

As diversas transformações econômicas e políticas que se seguiram à queda do Império Bizantino


levaram historiadores a adotarem o ano de 1453 como marco do fim da Idade Média.[301] Entre as
principais consequências da conquista de Constantinopla destaca-se a migração de intelectuais
bizantinos à Itália que levaram conhecimentos que influenciaram o Renascimento.[302][nt 10] Além
disso, foi abalado o comércio de especiarias, antes monopolizado por Veneza, pois além de serem
cobradas taxas altíssimas pelos produtos comercializados, tornou-se perigoso aos cristãos navegarem
no Mediterrâneo Oriental.[304] Esse foi um dos motivos que levaram os Estados nacionais a procurar
por novas rotas para adquirir especiarias da Índia e China. Foi após a queda de Constantinopla que
Portugal descobriu o caminho marítimo à Índia.[305]

Governo
No Estado bizantino, o imperador se tornou governante único
e absoluto, e seu poder foi visto como tendo origem
divina.[306] A afiliação foi tamanha que no Império Bizantino
tornou-se comum a mutilação de rivais políticos: se Deus era
perfeito, o imperador também devia ser imaculado; qualquer
mutilação, sobretudo feridas faciais, equivalia a desqualificar
um indivíduo de sua possibilidade de ascender ao trono.[307]
O senado deixou de ter autoridade política e legislativa Temas ca. 750
efetiva, mas permaneceu como conselho honorário com
membros titulares. Até o final do século VIII, uma
administração civil centrada na corte foi formada como parte
da consolidação em larga escala do poder na capital (o
aumento e proeminência da posição do sacelário está
relacionada a esta mudança).[308][309] A reforma
administrativa mais importante do período foi a criação de Temas ca. 950
temas, nas quais a administração civil e militar era exercido
pelo estratego.[310][311]

Apesar do uso às vezes pejorativo dos termos


"bizantino" e "bizantinismo", a burocracia tinha
eficácia notável de reconstituir-se de acordo com a
situação do império. O elaborado sistema de títulos e
precedências, que deu prestígio e influência à corte,
fez com que a administração imperial parecesse uma
Cegamento de Leão Focas, o Velho após
burocracia ordenada aos observadores modernos. Os
sua rebelião sem sucesso contra Romano
I Lecapeno (r. 920–944), Iluminura no oficiais eram dispostos em ordem rigorosa em torno
Escilitzes de Madri do imperador e seus cargos dependiam da vontade
imperial. Havia também verdadeiros trabalhos
administrativos, mas a autoridade era dada a indivíduos e não postos.[312][313] Nos séculos VIII e IX, o
serviço civil era o meio mais eficaz para alcançar estatuto aristocrático, mas, a partir do século IX, a
aristocracia civil rivalizou com a aristocracia nobre. Segundo alguns estudos sobre o governo, a política
do século XI foi sujeita à competição entre civis e a aristocratas militares. Durante o período, Aleixo I
empreendeu importantes reformas administrativas, incluindo a criação de novos títulos e postos na
corte.[314]

Diplomacia
Após a queda do Ocidente, o principal desafio ao
Império Bizantino era manter relações entre si e seus
vizinhos. Quando essas nações forjaram instituições
políticas formais, muitas vezes se basearam nas de
Constantinopla. A diplomacia conseguiu atrair
rapidamente seus vizinhos numa rede de relações
internacionais interestatais.[315] Ela se baseava em
tratados, que incluíam a integração do novo líder na
Embaixada de João, o Gramático em 829,
família dos reis e assimilação de hábitos sociais,
entre o imperador Teófilo (r. 829–842) e o
valores e instituições bizantinas.[316] Enquanto os
califa abássida Almamune (r. 813–833)
escritores clássicos faziam distinções éticas e legais
entre paz e guerra, os bizantinos consideravam a
diplomacia como forma de guerra alternativa.[317] A Igreja Ortodoxa também teve seu papel, e a
propagação do cristianismo era objetivo diplomático importante do império.[318]

A diplomacia era entendida como tendo função de recolha de informações, além da função puramente
política. O Gabinete dos Bárbaros da capital lidava com questões de protocolo e registro de todas as
questões sobre "bárbaros" e talvez incluía, assim, um serviço básico de informações (inteligência).[319]
Bury acredita que o gabinete supervisionava sobre todo estrangeiro que visitava a capital e estava sob
supervisão do logóteta do dromo.[320] Apesar de aparentemente ser um organismo protocolar — sua
principal missão era garantir que emissários fossem adequadamente tratados e recebessem fundos
suficientes do Estado para sua manutenção, e a ele pertenciam todos os tradutores oficiais —
provavelmente tinha também função de segurança. O Tratado sobre Estratégia, do século VI,
aconselhava sobre embaixadas estrangeiras: "[emissários] que nos são enviados devem ser recebidos
com honra e generosidade, pois todos mantêm-os em alta estima. Seus membros, porém, devem ser
mantidos sob vigilância para impedir que obtenham quaisquer informações por meio de perguntas
sobre nosso povo".[321]

Exército
O exército bizantino foi um continuação do seu antecessor romano. Sua história como força
independente remonta às reformas do início do século IV, quando as legiões foram trocadas por
milícias locais fronteiriças (limítanes) e exércitos campais móveis (comitatenses) que guarneceram o
império.[322] Nos séculos V e VI, oficiais chamados mestres dos soldados foram nomeados para
algumas das principais fronteiras do império e sob seu comando estavam as forças nativas e aquelas
dos federados, os bárbaros sob proteção bizantina;
mercenários estrangeiros, os chamados símocos
(symmochoi), foram por vezes contratados como
unidades separadas controladas por seus próprios
comandantes. Nesses mesmos séculos, como descrito
no Strategicon de Maurício I (r. 582–602), o método
de guerra passou por uma transição na qual
regimentos de arqueiros e cavaleiros foram
valorizados, imitando as práticas persas e avares.[323]
Relevo de marfim representando soldado
romano com armadura de escamas e Rebeliões internas e derrotas nas fronteiras perante
escudo redondo, século VI. Museu Bode, as investidas estrangeiras no final do século VI e
Berlim começo do VII levaram a rápido decréscimo dos
efetivos imperiais que, embora tenham sido
reorganizados em 628 sob Heráclio (r. 610–641),
estiveram na origem de inúmeras derrotas frente aos
ataques árabes, lombardos e búlgaros nos séculos VII
e VIII. Para fazer face a crise militar, foi elaborada
nova reestruturação: estabeleceram-se distritos
militares (temas) onde estacionaram grupos armados
que recebiam propriedades em troca de serviços.

Iluminura do Escilitzes de Madri Estes exércitos, conquanto relativamente eficazes


representando um cerco bizantino a uma contra invasões, pois eram recrutados e mantidos
cidadela localmente, apresentavam problemas de prontidão,
mobilidade, rapidez de ação e coordenação em
campanha, frequentemente carecendo de disciplina e habilidade militar e eram propensos a rebeliões.
Isto levou o imperador Constantino V Coprônimo (r. 741–745) a dissolver o exército opsiciano, que
constituía a força de campo imperial, e criou novas unidades conhecidas como tagmas, que tiveram
bases em Constantinopla ou cercanias. As unidades tagmáticas foram melhor equipadas e no século IX
participaram em expedições com os exércitos temáticos.[323]

Nos séculos X e XI, de acordo com o que os documentos do período indicam, os imperadores soldados
Nicéforo II (r. 963–969) e Basílio II (r. 976–1025) fizeram reformas, usando mais unidades pesadas
como os catafractários e novas táticas que uniam infantaria e cavalaria em batalha ou campanha,
elevando a eficiência militar e permitindo reconquistar muitos territórios antes perdidos a árabes e
búlgaros. Outrossim, a composição e estrutura começaram a mudar: o comando foi centralizado na
capital, as unidades temáticas e tagmáticas foram substituídas por novos contingentes que foram
alojados nas províncias e efetivos mercenários (guarda varegue e normandos) tornaram-se
preponderantes. Sob Manuel I Comneno (r. 1143–1180), os bizantinos tentaram imitar as táticas e
panóplia ocidentais, o que não teve bons resultados. Os imperadores de Niceia desenvolveram as
tradições adotadas por Manuel e lograram criar exércitos mercenários (cumanos, turcos, ocidentais)
que, embora pequenos, eram eficientes. Sob os imperadores paleólogos, as últimas unidades de
soldados-camponeses foram desmanteladas e o organização do serviço militar a nível local passou a
estar a cargo dos proprietários de terras, uma vez que o poder central já não tinha mais capacidade para
manter forças terrestres e marítimas substanciais.[323]

Marinha
A marinha, tal como o exército, foi uma
continuação de sua correspondente romana,
porém mais importante.[325][326] No início
do século IV, devido à não ocorrência de
grande operações navais, as esquadras
imperiais eram compostas de navios
relativamente pequenos que dedicavam-se
quase exclusivamente a missões de
policiamento e escolta. Com as guerras civis Principais operações bizantino-muçulmanas e
do final do século IV e começo do V, batalhas no Mediterrâneo do século VII ao XI
contudo, a atividade naval foi retomada e as
frotas foram usadas sobretudo no transporte
de tropas,[327], mas só a partir do século VI,
sob Anastácio I (r. 491–518), o império
possuiria frota fixa.[328] Sob Justiniano
(r. 527–565) e Justino II (r. 565–578), a
frota anastasiana foi aperfeiçoada e
transformou-se numa força profissional bem
treinada.[329] Durante o século VI, desde as
A marinha bizantina repele o ataque Rus' a
invasões árabes, foi necessário recompor as
Constantinopla em 941. Ações de abordagem e
tropas imperiais para enfrentarem os novos
combates corpo a corpo determinavam o resultado
inimigos. A marinha foi reorganizada aos da maior parte das batalhas navais na Idade
moldes do sistema de temas, e estabeleceu- Média. Aqui, os dromons bizantinos são mostrados
se a frota dos carabisianos (em grego: passando "por cima" dos barcos Rus' e
Καραβισιάνοι; transl.: Karabisianoi , "os despedaçando os seus remos com os rostros
(esporões).[324]
homens dos navios") que foi a
correspondente dos tagmas que constituíam
o exército.[330]

No século VIII, quando os carabisianos mostraram-se ineficientes diante das investidas árabes, a
marinha passou por nova reforma, com as mudanças perdurando até o começo do século XI com
pequenas alterações: uma frota imperial central baseada na capital, um pequeno número de grandes
comandos navais regionais, tanto temas marítimas como comandos independentes chamados
"drungariados", e um número maior de esquadras locais encarregadas de tarefas puramente defensivas
e policiamento, subordinadas aos governadores provinciais.[331] Após o declínio da marinha no
século XI, Aleixo I (r. 1081–1118) reconstruiu-a em moldes diferentes: uma frota imperial unificada foi
estabelecida sob o comando do posto então criado de mega-duque, substituindo assim o estratego; o
grande drungário, anteriormente o comandante geral naval, foi rebaixado a subordinado do mega-
duque, atuando como seu principal ajudante.[332][333] A partir do final do século XII, embora haja
registros de uma frota, o império tornou-se cada vez mais dependente das frotas italianas provenientes
de Veneza e Gênova.[334][335] Sob Miguel VIII Paleólogo (r. 1259–1282) foram formadas novas
unidades visando reduzir a dependência imperial dos navios estrangeiros,[336][337][338] e estas
perdurariam ao longo dos últimos séculos do império.[339]

Economia
Sua economia esteve entre as mais avançadas da Europa e
Mediterrâneo por muitos séculos; a Europa, em particular,
foi incapaz de corresponder a sua força econômica até fins
da Idade Média. Constantinopla foi eixo central numa rede
de comércio que por diversas vezes estendeu-se por quase
toda a Eurásia e Norte da África estando no ponto mais
ocidental da Rota da Seda. Até primeira metade do
século XI, em nítido contraste com o Ocidente decadente,
sua economia floresceu e resistiu.[340] Um dos fundamentos
econômicos do Império Bizantino foi o comércio,
promovido pelo caráter marítimo do império, embora, a
partir do século VIII e até o início do XIV, tenha
O Sudário de Carlos Magno, uma
seda bizantina policromada do desenvolvido uma intensa economia rural[341] baseada na
século IX. Paris, Museu de Clúnia produção de cereais, vinhas e oliveiras.[342] Têxteis devem
ter sido, de longe, o item mais importante de
exportação;[nt 11] Sedas foram certamente importadas ao Egito e aparecem também na Bulgária e no
Ocidente.[346][347]

O Estado rigorosamente controlou o comércio interno e externo e reteve monopólio de cunhagem,


mantendo sistema monetário durável e flexível adaptado às necessidades do comércio.[348] Ele exerceu
controle formal sobre taxas de juros e definiu parâmetros à atividade das guildas e corporações em que
tinha interesse especial. O imperador e seus oficiais intervinham em épocas de crise para garantir o
abastecimento da capital e manter baixos os preços dos cereais. Outrossim, o governo coletou
comumente parte do excedente através de impostos e colocou-os novamente em circulação através da
redistribuição sob forma de salários aos oficiais do Estado ou sob forma de investimentos em projetos
públicos.[347][349]

A Praga de Justiniano e as conquistas árabes representaram uma reversão substancial das fortunas e
contribuíram para um período de estagnação e declínio. As reformas isauras e, em particular, o
repovoamento, obras públicas e medidas fiscais de Constantino V Coprônimo (r. 741–775) marcaram o
começo de um avivamento que seguiu até 1204, apesar da contração territorial.[350][351] Do século X ao
final do XII, o império projetou imagem de luxo e os viajantes ficavam impressionados com a riqueza
acumulada na capital.[352] A Quarta Cruzada provocou a interrupção da fabricação e o domínio
comercial dos europeus ocidentais no Mediterrâneo Oriental, eventos que resultaram em catástrofe
econômica.[353] Os paleólogos tentaram reavivar a economia, mas o Estado não recuperaria o controle
total de quaisquer das forças econômicas externas ou internas. Gradualmente, também perdeu
influência sobre modalidades de comércio e mecanismos de preços, seu controle sobre saída de metais
preciosos e, segundo alguns estudiosos, até mesmo da cunhagem.[354]

Religião
A sobrevivência do Império Romano do Oriente assegurou
um papel ativo do imperador em assuntos da Igreja. O
Estado herdou dos tempos pagãos os procedimentos
administrativos e financeiros dos assuntos religiosos — o
imperador era o pontífice máximo — e esses procedimentos
foram aplicados à Igreja Cristã. Seguindo o padrão
estabelecido por Eusébio de Cesareia, os bizantinos viam o
imperador como representante ou mensageiro de Jesus
Cristo, responsável, em particular, pela propagação do
cristianismo entre pagãos e pelos temas que não se
relacionavam diretamente à doutrina, como administração
Teodósio I (r. 379–395), aquele que
e finanças. A busca pela unificação das crenças, costumes e
fez do cristianismo niceno a Igreja
imperial ritos em todo império e hierarquia eclesiástica foram dois
fatores essenciais que legitimaram o poder imperial assim
como a centralização do Estado: como Cyril Mango aponta,
o pensamento político bizantino pode ser resumido no lema
"Um Deus, um império, uma religião".[355] No entanto, o
papel imperial nos assuntos da Igreja nunca se desenvolveu
num sistema fixo legalmente definido.[356] Com o declínio
de Roma e a dissensão externa nos outros Patriarcados do
Oriente (Antioquia, Alexandria e Jerusalém), a Igreja de
Constantinopla tornou-se, entre os séculos VI e XI, o mais
influente e rico centro da cristandade.[357] Mesmo quando o
império foi reduzido a apenas uma sombra de seu
esplendor, a Igreja continuou a exercer influência
significativa tanto dentro como fora das fronteiras
imperiais. Como George Ostrogorsky aponta:

O Patriarcado de Constantinopla
Página do Saltério Chludov
criticando a iconoclastia. No fundo
“ permaneceu o centro do mundo
ortodoxo, com sés metropolitanas ”
há representação da crucificação de subordinadas e arcebispados no
Jesus no Gólgota. O artista território da Ásia Menor e Bálcãs,
compara os soldados romanos regiões na época perdidas ao
maltratando Jesus com os Império Bizantino, bem como no
patriarcas iconoclastas João Cáucaso, Rússia e Lituânia. A
Gramático e Antônio I destruindo o igreja continuou a ser o elemento
ícone de Cristo mais estável do Império
Bizantino.'[358]
A doutrina cristã oficial do Estado foi determinada pelos primeiros sete concílios ecumênicos e o
imperador tinha dever de impô-la aos súditos. Um decreto imperial de 388, depois incorporado no
Código de Justiniano, ordenava que a população "assumisse o nome de cristãos católicos" e declarava
todos que não cumprissem a lei como "pessoas loucas e tolas", seguidoras de "dogmas heréticos".[355]
Apesar dos decretos e postura rigorosa da Igreja do Estado, que passou a chamar-se "Igreja Ortodoxa",
ela nunca representou todos os cristãos do império. Mango acredita que, nos estágios iniciais, as
"pessoas loucas e tolas", justamente os rotulados como "hereges", constituíam a maioria da
população.[359] Além de pagãos, que existiram até o final do século VI, e judeus, havia muitos
seguidores — muitas vezes imperadores — de várias doutrinas cristãs, como o nestorianismo,
monofisismo, arianismo e paulicianismo, cujos dogmas de algum modo se opunham ao cânone
teológico "ortodoxo" estabelecido nos concílios ecumênicos.[360] Outra divisão entre os cristãos ocorreu
quando Leão III, o Isauro (r. 717–741) ordenou a destruição dos ícones, o que provocou uma crise
religiosa significativa que só terminou em meados do século IX com a restauração dos ícones. Nesse
período, nova onda de pagãos emergiu nos Bálcãs, oriundos principalmente dos povos eslavos. Eles
foram gradualmente cristianizados e, durante estágios finais do Império Bizantino, a Ortodoxia passou
a representar a maioria dos cristãos no que restava do império.[361]

Após a reconquista de Constantinopla em 1261, duas controvérsias religiosas dominaram a agenda


política. A hesicasta, que divergia uma abordagem mística da religião, tipicamente defendida por
monges e a população, com outra, mais racional e intelectualizada, de influência aristotélica ocidental,
defendida pela aristocracia e os que defendiam a união com a sé de Roma.[362][363][364] A vitória dos
hesicastas foi a reafirmação do sentimento antilatino entre os ortodoxos.[365] Mais ampla, a
controvérsia sobre a reunião das Igrejas, principalmente a "União das Igrejas" durante o Segundo
Concílio de Lião (1275) e a "União de Florença" no Concílio de Florença (1437),[366] dominou o debate
teológico e foi utilizada pelos imperadores como "moeda de troca" para conseguir a ajuda ocidental
contra a ameaça islâmica.[284][nt 12]

Os judeus foram uma minoria significativa no Estado ao longo de sua história e, de acordo com a lei
romana, constituíam grupo religioso legalmente reconhecido. No período inicial, foram geralmente
tolerados, mas depois ocorreram períodos de tensões e perseguições (como a Revolta judaica contra
Heráclio). De qualquer forma, após as conquistas árabes, a maioria dos judeus se viu fora do império;
aqueles que ficaram dentro das fronteiras aparentemente viveram em relativa paz a partir do
século X.[367]

Língua
Além da corte, da administração e do exército, a principal língua usada nas províncias romanas
orientais mesmo antes do declínio do Império Ocidental sempre foi o grego, falado na região séculos
antes do latim.[368] Na verdade, logo no início do Império Romano, o grego se tornou língua comum da
Igreja Cristã, da erudição, das artes e, em grande medida, foi lingua franca para o comércio entre as
províncias e outras nações.[369][370][371] Durante algum tempo, a língua ganhou natureza dual, com a
principal língua falada, o coiné vernacular em constante desenvolvimento (que haveria de evoluir para
o grego demótico), coexistindo com o grego ático, uma língua literária mais antiga; o coiné acabou por
evoluir até se tornar o dialeto padrão.[372][373]
O uso administrativo do latim persistiu até ser abandonado
por Heráclio (r. 610–641).[374][375] O latim académico caiu
rapidamente em desuso entre as classes instruídas, embora
fez parte, ao menos cerimonialmente, da cultura durante
algum tempo.[376][377] Além disso, o latim vulgar continuou
a ser língua minoritária no império, e entre as populações
Rolo de Josué, manuscrito
traco-romanas deu origem ao proto-romeno. Do mesma
iluminado do século X feito em
modo, na costa do mar Adriático se desenvolveu outro Constantinopla (Biblioteca
vernáculo neolatino, que mais tarde originaria a língua Apostólica Vaticana, Roma)
dálmata. Nas províncias do Mediterrâneo Ocidental,
temporariamente conquistadas sob Justiniano (r. 527–565),
o latim (que posteriormente evoluiu às línguas românicas)
continuou a ser usado como língua falada e como língua
acadêmica.[378]

Muitos outros idiomas existiam e algumas receberam


estatuto oficial limitado em suas províncias em várias
ocasiões. Notadamente, no início da Idade Média, o siríaco e
o aramaico tinham se tornado mais amplamente utilizados
pelas classes educadas nas províncias do extremo
Vida de Jacó. Cena do manuscrito
oriente.[379][380][381] Da mesma forma o copta, o armênio e
siro do século VI Gênesis de Viena
o georgiano se tornaram significativos entre a população
culta das respectivas províncias.[382][383] Depois, o contato
com estrangeiros fez com que algumas línguas das famílias eslavas e valacas, bem como o árabe, se
tornassem importantes em sua esfera de influência.[384][385][386] Além dessas línguas, dado que
Constantinopla era centro de comércio privilegiado na região do Mediterrâneo e outras, praticamente
toda língua medieval conhecida foi falada em algum momento, até mesmo o chinês.[387][388] À medida
que o império entrou em seu declínio final, seus cidadãos tornaram-se culturalmente homogêneos e o
grego tornou-se parte integrante de sua identidade e sua religião.[389][390]

Arte
A arte é quase inteiramente centrada na expressão religiosa e, notadamente, na tradução impessoal da
teologia da Igreja cuidadosamente controlada em termos artísticos. Foi muito influenciada pela arte da
Antiguidade Clássica e pela alegoria oriental, mantendo, a despeito da influência oriental, forte
uniformidade da tradição clássica ao longo de sua história. A partir do século VI a arte começou a
distanciar-se da produzida nas regiões do antigo Império Ocidental. Alcançou seu apogeu sob a dinastia
macedônica (886–1056) e declinou com a Queda de Constantinopla em 1453.[391] Foi muito prestigiosa
e procurada na Europa Ocidental, mantendo influência na arte medieval até perto do final do período;
tal era o caso na Itália, onde seus estilos persistiram de forma modificada ao longo do século XII e
tornaram-se influências formativas na arte renascentista. Com a expansão da Igreja Ortodoxa, suas
formas e estilos espalharam-se para todo o mundo ortodoxo e além.[392][393][394]
Devido as importantes jazidas de mármore próximo a capital,
desenvolveu-se no Império Bizantino, e sobretudo na Ásia
Menor, forte tradição artística de trabalho em pedra. Desde a
Antiguidade o Oriente teve tradição na produção de artes
menores[nt 13] que foi mantida pelos bizantinos. Em
Constantinopla floresceram, a par da escultura decorativa, os
trabalhos com pedra, metal (como bronze ornamental),
marfim, esmalte e tecelagem; além desses, destaca-se na arte a
pintura em afresco, manuscritos iluminados, mosaicos e
painéis.[391] Na arquitetura, outra área de grande
florescimento, nota-se tradição de construção geralmente
associada com a história do Império Romano Tardio e do
próprio Império Bizantino, que estendeu-se com maior esfera
de influência no período que decorre entre 300 e 1450 e
desafiou uma definição convencional compreensiva sobre bases
Díptico Barberini, com geográficas, culturais, cronológicas e estilísticas.[396]
representação de um imperador,
talvez Anastácio I ou Justiniano A literatura tem influências de quatro elementos culturais:
grego, romano, cristão e oriental. Seus autores são comumente
classificados em cinco grupos: historiadores e analistas,
enciclopedistas (Fócio, Miguel Pselo e Nicetas Coniates são
tidos como maiores enciclopedistas) e ensaístas, escritores de
poesia secular (sua única obra épica é Digenis Acritas),
escritores de poesia popular e literatos eclesiásticos.[397] Dos
cerca de 3 000 volumes literários sobreviventes, apenas 330
são poesia secular, história, ciência e pseudociência.[398] Na
literatura religiosa (sermões, livros litúrgicos e poesia, teologia,
tratados devocionais etc.), Romano, o Melodista foi o mais
proeminente.[399]
Representação mais antiga
conhecida de uma lira bizantina O teatro foi repudiado, sendo considerado a personificação da
num estojo de marfim, imoralidade pelos eruditos da Igreja. Foi completamente
c. 900-1100, Museu Nacional do
banido pela Igreja no final do século VII, com a palavra
Bargello, Florença
theatron denotando espetáculos do Hipódromo de
Constantinopla ou círculos literários onde trabalhos retóricos
eram lidos em voz alta. Todavia, elementos teatrais sobreviveram no cerimonial imperial e em
festividades populares, nas quais participavam mímicos, bobos, músicos, dançarinos, etc. Na literatura
foram produzidas peças para leitura e na liturgia encontram-se várias características teatrais.[400] A
dança também foi mal vista pelos eruditos da Igreja, porém, tal como o teatro, sobreviveu ao período.
Estava presente no cerimonial cortesão, principalmente nos festivais das Calendas e da Brumália, e foi
por inúmeras vezes mencionada em obras literárias como em Digenis Acritas.[401]
No caso da música, para além das aclamações, nenhuma obra não ligada às liturgias sobreviveu.
Embora a música secular é citada várias vezes por autores cristãos e historiadores, o gênero, estilo e
forma são incertas, sendo que autores modernos considerem como "música bizantina" todo cântico
sagrado medieval que seguiu o rito Ortodoxo Oriental e alguns cânticos cerimoniais em honra ao
imperador, a família imperial e altos dignitários da Igreja Ortodoxa.[402] A pouca informação
preservada sobre instrumentos musicais também é um problema. O seu número, tipo e função não está
completamente compreendido e, embora alguns nomes tenham sido preservados em textos
contemporâneos, é muito difícil associá-los claramente com as representações pictóricas e/ou
escultóricas remanescentes.[403]

Conhecimento
Os escritos da Antiguidade Clássica nunca deixaram de ser
cultivados no Império Bizantino. Assim, a ciência teve ligação
estreita com a filosofia antiga (sobretudo Platão e
Aristóteles)[404] e com a metafísica.[405] Embora em vários
momentos os bizantinos tenham alcançado feitos magníficos na
aplicação das ciências (notadamente na construção de Santa
Iluminura retratando o interior de Sofia), a partir do século VI os eruditos fizeram poucas
uma escola contribuições à ciência em termos de desenvolvimento de
novas teorias ou no estender de autores clássicos.[406][407] Nos
anos sombrios da praga e conquistas árabes, o conhecimento
sofreu acentuada estagnação, mas no Renascimento bizantino
no final do primeiro milênio, os estudiosos reafirmaram-se
novamente, tornando-se especialistas nos desenvolvimentos
científicos dos árabes e persas, especialmente astronomia e
matemática.[408] No século XV, gramáticos foram os principais
responsáveis pela execução, pessoalmente e por escrito, de
estudos gramaticais e literários do grego antigo que marcaram
o início da Renascença italiana.[409] Nesse período, a
astronomia e outras ciências matemáticas eram ensinadas em
Trebizonda e a medicina atraiu o interesse de quase todos os
estudiosos.[410]

No direito, as reformas de Justiniano (r. 527–565) tiveram


Frontispício de Dioscórides de efeito claro sobre a evolução da jurisprudência e a Écloga de
Viena, que mostra um grupo de
Leão III, o Isauro (r. 717–741) influenciou a formação das
sete médicos famosos. O mais
importante na imagem é Cláudio instituições jurídicas do mundo eslavo.[411] Leão VI, o Sábio
Galeno, sentado numa cadeira (r. 886–912) fez, numa obra de 60 volumes, a codificação
dobrável completa do direito romano em grego.[205] No século X, os
imperadores legisladores, de Romano I (r. 920–944) a
Basílio II (r. 976–1025), fizeram inúmeras reformas com base nos problemas de seu tempo e os
imperadores finais trataram de modificar o procedimento legal.[412]
No Império Bizantino havia nítida preocupação pelo conhecimento. A Apedeusia, falta de cultura
mental ou conhecimento, era motivo para ridicularização e zombaria.[413] A educação monástica dava
instruções básicas a monges analfabetos e crianças que queriam ser padres e freiras, enquanto o ensino
secular ficou a cargo das escolas primárias que são atestadas a partir do século VI. João Crisóstomo
pretendia implementar o ensino secular no âmbito monástico, mas não recebeu retorno dos
eclesiásticos. A escola secundária, embora parcialmente controlada pelo Estado e a Igreja, era privada,
e o ensino superior, como era tradição nas poleis gregas, foi assunto do Estado: Teodósio II
(r. 408–450) fundou a Universidade de Constantinopla e em meados do século IX foi fundada no
palácio uma escola de ensino secundário e superior, que foi posteriormente reincentivada ou
restaurada por Constantino VII (r. 913–959).[414] É importante notar, entretanto, que o ensino
primário foi ministrado em todas as localidades do império, o secundário apenas em grandes cidades e
o superior exclusivamente em Constantinopla.[415]

Sob Constantino IX (r. 1042–1055), foram fundadas escolas de direito e filosofia, e no século XII o
patriarca manteve escola de retórica e teologia, a chamada Escola Patriarcal. No final do século XIII e
no XIV, nota-se a manutenção do patrocínio imperial do ensino superior e há registro de muitas
escolas, privadas ou semi-privadas.[414] Durante a vida acadêmica os alunos aprendiam gramática
(leitura, escrita e crítica a obras clássicas, sobretudo Homero), retórica (correção da pronúncia e estudo
de autores), filosofia, arte, aritmética, geometria, música, astronomia, direito, medicina e física, além
de educação religiosa. Não há menções sobre educação feminina mas supõe-se que jovens de classes
abastadas recebiam, em parte, a mesma educação dos meninos, enquanto que nas classes inferiores
aprendiam geralmente apenas a ler e escrever.[413]

Sociedade
A sociedade incluía várias classes sociais que não eram
exclusivas nem imutáveis. Delas as mais características
eram as dos pobres, camponeses, soldados, comerciantes e
membros do clero.[416] Os pobres, segundo um documento
de 533, eram todos aqueles que não possuíssem 50 moedas
de ouro (soldos).[417] Formaram a maioria da plebe
cosmopolitana[418] e sua quantidade flutuou ao longo dos
séculos do império, embora seu número tenha se elevado de Imperador Teófilo visita a Igreja de
maneira acentuada no final da Antiguidade Tardia com as Santa Maria de Blaquerna.
Iluminura do Escilitzes de Madri
invasões bárbaras e a fuga de muitas pessoas às cidades,
para escaparem da alta tributação no campo.[419] Embora
não haja dados precisos sobre seu número, sem dúvida o campesinato representou a maioria dos
habitantes das áreas rurais. Como os soldados, são referidos no Tática de Leão VI como a espinha
dorsal do império.[420] A nível organizacional, os soldados eram semelhantes a seus congêneres do
período romano clássico, mas quando analisados no âmbito social surgem diferenças nítidas; a Tática
de Leão VI fornece muitos elementos sobre a aparência, costumes, hábitos e vida dos soldados.[421]
Além de funções militares, os soldados exerciam atividades
acessórias como médicos ou técnicos[422] e até o século XI
também se envolveram em atividades rurais, havendo a
hipótese de terem exercido funções como artesãos e
comerciantes.[423] Cogita-se também a hipótese de que a
partir do século X muitos soldados, através de seus
pagamentos, tenham começado a adquirir propriedades
rurais com impostos reduzidos ou isentados.[424] Com o
passar do tempo, a classe mercantil, em especial a de
Agricultores no campo (metade
Constantinopla, tornou-se uma força própria que por vezes
inferior) e a receber o pagamento
chegou a ameaçar o imperador, o que foi alcançado através (metade superior). Parábola dos
do uso eficiente do crédito e de outras inovações Trabalhadores na Vinha, evangelho
monetárias.[425] Finalmente, o poder de compra dos do século XI
mercadores tornou-se tal que influenciavam os preços em
mercados tão distantes como os do Cairo e Alexandria e
acabaram, por conseguinte, fazendo parte do senado através
de concessões imperiais, o que fez com que passassem a
integrar a elite reinante; mantiveram-se nesta posição até as
maquinações políticas do século XI, que levaram a
aristocracia rural a assegurar o trono para si por mais de um
século,[426] embora depois tenham regressado à sua
posição, mantendo-a até o período da Terceira Cruzada.[427] Cena de casamento e vida em
família em Constantinopla
Por fim havia a classe dos clérigos. Ao contrário de seus
congêneres europeus ocidentais, que distanciavam-se dos
ditos leigos, os clérigos orientais mantinham-se em constante contato com a sociedade. Ao contrário da
Igreja Latina, a Igreja Bizantina autorizava o casamento de padres e diáconos, uma vez que muitos
deles já o eram antes da ordenação. Aos bispos, contudo, recomendava-se que não se casassem.[428]
Estando a hierarquia religiosa espalhada pelas divisões administrativas do império, o clero foi mais
onipresente do que os servos do imperador.[429] A questão do cesaropapismo, geralmente associada
com o Império Bizantino, é agora entendida como sendo uma simplificação das condições reais do
império.[430] No século V, o patriarca de Constantinopla foi reconhecido como o primeiro entre iguais
dos quatro patriarcados orientais, com estatuto igual ao do papa de Roma. As províncias eclesiásticas
(chamadas eparquias) eram chefiadas pelos arcebispos e metropolitas, que supervisionavam seus
subordinados bispos ou epíscopos. À maioria das pessoas, contudo, o rosto mais reconhecível do clero
era o seu pároco ou papas (da palavra grega para "pai").[428][431]

Embora constituindo 50% da população, as mulheres tenderam a ser esquecidas nos estudos
bizantinos.[432] A sociedade era patriarcal e deixou poucos registros sobre mulheres. Outrossim,eram
geralmente vistas com desconfiança e consideradas periodicamente imundas e como resultado foram
objeto de discriminação. As mulheres eram desfavorecidas em alguns aspectos legais, no acesso à
educação e na liberdade de movimento, que era limitado.[433] Segundo as tradição os casamentos eram
arranjados pelos pais dos noivos almejando alianças familiares, dotes, etc. As moças podiam casar-se
aos 12 anos e os rapazes aos 14. O homem precisava de bens equivalentes ao dote da mulher. Os
casamentos imperiais eram arranjados pelos alto funcionários do palácio, que traziam pretendentes de
todo o reino para os príncipes escolherem.[434]

Recriação
Os persas introduziram o chatrangue (um dos antecessores
do xadrez) no Império Bizantino por volta do século VII que
foi assimilado sob o nome de zatrício (em grego: ζατρίκιον;
transl.: zatrikion). Porém, sua primeira evidência da qual é
possível estabelecer uma data correta é do século XII, numa
passagem da biografia de Aleixo I, escrita por sua filha Ana
Iluminura da Épica dos Reis de Comnena. Não se conhece em detalhes as regras do jogo que
Ferdusi mostrando embaixadores
era praticado na corte bizantina e com a derrocada do
da Índia jogando uma partida de
império em 1453, a versão existente do jogo foi substituída
chatrangue com Burzumir, o vizir do
xá Cosroes I (r. 531–579) pela versão turca que viria a ser posteriormente substituída
pela versão europeia.[435] Os bizantinos eram ávidos
jogadores de tábula (em grego medieval: τάβλη;
transl.: táble), o moderno gamão, que ainda é popular em
antigo territórios bizantinos e é conhecido na Grécia pelo
mesmo nome.[436]

Participar e comparecer em eventos esportivos eram as


Basílio I vence luta contra campeão formas mais relevantes de entretenimento na Antiguidade
búlgaro. Iluminura do Escilitzes de Clássica, porém no mundo bizantino houve alterações.
Madri
Devido as restrições impostas pelo cristianismo, esportes
perigosos foram condenados, sobretudo os fatais como as
lutas de gladiadores. Sob Teodósio I (r. 378–395), os Jogos Olímpicos foram abolidos (em 393), mas
aparentemente continuaram a ser realizados em Dafne, próximo de Antioquia, até 521 sob Justino I
(r. 518–527). O direito canônico permitia luta, boxe, corrida (que eram realizadas no hipódromo), salto
e lançamento de disco; diz-se que Basílio I, o Macedônio (r. 867–886) quando jovem era excelente em
lutas e João I (r. 969–976) era habilidoso no tiro com arco.[437]

Além da caça, praticava-se três modalidades de esportes equestres: o tzicânio, o tornemo e o dzustra. O
tzicânio, similar ao polo, veio muito cedo da Pérsia e um Tzicanistério (estádio para este jogo) foi
edificado por Teodósio II (r. 408–450) dentro do Grande Palácio de Constantinopla;[438] Basílio I
destruiu o edifício original para edificar a Igreja Nova e edificou um maior; diz-se que Basílio era
excelente no jogo,[437] Aleixo I se feriu quando jogava com Tatício[439] e João I (r. 1235–1238) se feriu
fatalmente quando jogava em Trebizonda. O tornemo e a dzustra foram introduzidos pelos ocidentais e
jogados segundo as regras dos encontros cavalheirescos.[440]

Vestuário
O vestuário e moda eram muito importantes, havendo
regulamentos e regras sobre o que vestir no dia a dia ou em
ocasiões especiais como os banquetes. Um exemplo disso é
o Cletorológio de Filoteu, que descreve o local onde os
convidados dos banquetes imperiais se sentariam segundo
sua posição e roupas. O vestuário imperial dos períodos
iniciais era uma reminiscência clara do estilo romano. Com
o tempo, porém, em especial através da influência de povos
vizinhos, esse estilo foi deixado às ocasiões cerimoniais,
Sapatos bizantinos do século VI
enquanto um estilo próprio surgiu:[441] a trábea triunfal,
uma toga cerimonial romana utilizada até o século VI,
evoluiu à estola de couro ou seda pesada com pedras preciosas e pérolas cravejadas, denominada loros,
que manteve-se em uso até o século XII.[442] O clâmide, uma vestimenta militar que evoluiu do
paludamento romano, adquiriu caráter luxuoso e passou a ser fabricado em seda e outros materiais
preciosos.[443]

As vestimentas femininas, diferente das usadas por homens, são atualmente pouco conhecidas devido
às poucas menções por parte dos autores, e mesmo às peças cujo nome se conhece (delmatício, mafório
e torácio), sua finalidade é parcial ou totalmente incerta. Sabe-se, por outro lado, que tanto a imperatriz
como esposas dos oficiais da corte trajavam-se de forma semelhante aos seus cônjuges e que os servos
das mulheres vestiam-se todos com a mesma roupa.[444] Outro segmento social do qual pouco se sabe
sobre suas vestimentas são as crianças. Embora por vezes mencionadas nas obras dos estudiosos, seu
vestuário é pouco ou quase nunca descrito.[445]

Culinária
Para Nicolau Tselementes, a culinária era marcada pela
fusão da gastronomia greco-romana: embora registros dos
alimentos sejam escassos, há nítidas relações com a
culinária descrita, por exemplo, na Gastronomia de
Arquéstrato (século V a.C.). As receitas dos pratos
sobreviveram em tratados que lidavam com a nutrição e o
Basílio I, o Macedônio realiza
banquete aos senadores. Iluminura regime mensal de alimentos para boa saúde e no século XII
do Escilitzes de Madri autores como Eustácio de Salonica e Ptocoprodromo
descreveram pratos luxuosos. Consumia-se alimentos em
três refeições (café da manhã, almoço e ceia)[446] e o consumo variava conforme a classe social. No
palácio, convidados eram recebidos com vinho, frutas, bolos de mel e doces xaroposos.[447] A nobreza e
os ricos comiam com fartura, inclusive alimentos exóticos; se tem notícia de caviar e esturjão, que eram
importados, e carne de animais selvagens, molhos, vinagre, repolho em conserva e especiarias como
pimenta e canela, sobremesas e bolos de mel feitos com farinha misturada com mosto ou feitos com
farinha de trigo em formatos circulares recheavam a mesa.[446] Apenas as classes mais abastadas
comiam cordeiro.[448]
Os comuns comiam pães, legumes e vegetais, cereais, óleos,
frutas, peixe e vinho; os pobres subsistiam de vegetais,
vinagre, legumes preparados com azeite, sopa feita de
farinha e cevada ou omelete de cebola.[446] Salada e sopa
eram populares e produzia-se vários tipos de queijo.
Também eram apreciados mariscos e peixes, de água doce e
salgada, embora optassem pelos de água salgada. Cada
família também mantinha um estoque de aves. Consumiam-
Cena de Caça (século XI), iluminura
do Mosteiro de Santa Catarina se ainda outros tipos de carne de caça. Na caça eram
utilizados cães e falcões, embora por vezes fossem
empregadas armadilhas e redes. Os cidadãos abatiam
suínos no início do inverno, que forneciam para suas famílias linguiça, carne e banha para todo o ano.
Raramente se comiam bovinos, pois eram usados para cultivar os campos. A forma mais comum de
preparação dos alimentos era por cozedura.[448]

Consumia-se molho de soja (murri) e molho de cevada fermentada como condimento,[449] garo (molho
de peixe), pasto (carne seca temperada),[450][451][452] coptóplaco (tipo de pastel)[453][454] e
tiropita.[455][456][457] Retsina (vinho aromatizado com resina de pinheiro) também era bebido;
Liutprando de Cremona, em sua embaixada a Constantinopla em 968 em nome do imperador Otão I
(r. 936–973), reclamou do sabor do vinho e do garo.[458] Com o comércio de longa distância,
Constantinopla era inundada por muitos produtos alimentícios (noz-moscada, tâmara, figo, romã,
amêndoa, pistache, cenoura, alho, abobrinha, uva, pera, maçã, alho-poró, melão, laranja, berinjela,
etc.), provenientes de diferentes lugares, principalmente da Ásia.[447] Através dos fragmentos de livros
culinários descobriu-se alguns hábitos alimentares e as propriedades atribuídas aos alimentos: rosa,
alho, lírio, açafrão, violeta, mirtilo, camomila, sândalo, cânfora e noz-moscada eram vistos como
plantas medicinais, enquanto grão-de-bico, melão, tâmara e rúcula eram afrodisíacos.[459]

Legado
O império é comumente descrito como absolutista, ortodoxo, oriental e exótico, assim como os termos
"bizantino" e "bizantinismo" são usados como arquétipos de decadência, burocracia complexa e
repressão. Países da Europa Central e Sudeste que saíram do Bloco do Leste no final da década de 80 e
começo da 90 avaliaram essa civilização e seu legado negativamente devido sua ligação com um
suposto "autoritarismo e autocracia oriental". Tanto autores europeus orientais como ocidentais têm
apresentado frequentemente o Império Bizantino como um corpo de ideias religiosas, políticas e
filosóficas contrárias ao Ocidente. Mesmo na Grécia do século XIX, o foco foi principalmente seu
passado clássico, enquanto a tradição bizantina era associada a conotações negativas.[460]

Essa abordagem tradicional tem sido questionada, parcial ou totalmente, e revisada por estudos
modernos, que focam nos aspectos positivos da cultura e legado. Averil Cameron considera inegável sua
contribuição à formação da Europa medieval, e tanto Cameron como Obolensky reconhecem o papel
central do Império Bizantino na formação da Ortodoxia, que por sua vez ocupou posição central na
história e sociedade da Grécia, Bulgária, Rússia, Sérvia e outros países.[461] Os bizantinos preservaram
e copiaram manuscritos clássicos, pelo que são assim reconhecidos como transmissores do
conhecimento clássico, importantes contribuidores à
civilização europeia moderna e precursores tanto do
humanismo renascentista como da cultura eslava
ortodoxa.[462]

Como único Estado de longo prazo na Europa na Idade


Média, ele isolou a Europa Ocidental das forças emergentes
do Oriente. Sob ataque constante, manteve afastados da
Europa Ocidental persas, árabes, turcos seljúcidas e, por
algum tempo, turcos otomanos. De uma perspectiva
diferente, desde o século VII, a evolução e constante
reformulação do Estado foram diretamente relacionadas
com o progresso do Islã.[462] Com a tomada de
Constantinopla em 1453, o sultão Maomé II, o Conquistador Rei Davi nas vestes de um
imperador bizantino. Iluminura do
usou o título de "César de Roma" (em turco: Kaysar-i-
Saltério de Paris
Rûm), pois queria fazer o Império Otomano herdeiro do
Império Bizantino.[463][464] Segundo Cameron, ao
considerarem-se "herdeiros" do Império Bizantino, os otomanos preservaram aspectos importantes de
sua tradição, permitindo um "renascimento ortodoxo" durante o período pós-comunista nos Estados do
Leste Europeu.[462]

Ver também

Notas
4. Outros nomes ocidentais como "O Império de
1. A referência ao nome "Nova Roma" aparece Constantinopla" (em latim: Imperium
pela primeira vez num documento oficial do Constantinopolitanum) e "O Império da
Primeiro Concílio de Constantinopla (381), România" (imperium Romaniae) também
onde é usado para justificar a afirmação de foram usados.
que a sé patriarcal de Constantinopla é
5. "A corte franca deixa de considerar o Império
precedida apenas por aquela de Roma.[3]
Bizantino como titular dos créditos válidos de
2. "România" foi um nome popular do império universalidade; em vez disso, passou a
usado principalmente extra-oficialmente, que chamar-lhe 'Império dos Gregos'".[44]
significa "terra dos romanos".[11][12][13][14]
6. Na crônica latina de 1190 Continuatio
Após 1081, também aparece ocasionalmente
Cremifanensis, Isaac II Ângelo é referido
em documentos oficiais bizantinos. Em 1204,
como Imperator Romaniae e Frederico Barba
os líderes da Quarta Cruzada deram o nome
Ruiva como Imperator Romanorum. Contudo,
România ao recém-fundado Império
alguns anos antes, em 1169, o enviado
Latino.[15] O termo não se refere à moderna genovês chamado Amico de Murta, em seu
Romênia. juramento em Constantinopla em nome dos
3. A historiografia bizantina convencionou dividir genoveses, se referiu a Manuel I Comneno
a história do Império Bizantino em três como Imperator Romanorum. Após 1204, os
períodos: período antigo (324-610),[27] médio termos Imperium Romaniae e Imperator
(610-1204)[28] e tardio (1204-1453).[29] Romaniae foram usados pelos ocidentais
para descrever o Império Latino e seus
respectivos imperadores.[45]
7. Embora tenha sido bem sucedido com 11. Outros produtos comercializados foram:
relação à introdução do soldo, há autores que escravos, joias, perfumes, âmbar, especiarias
acusam Constantino de "fiscalidade (cravo, pimenta-do-reino, mostarda, etc.),
irresponsável",[49][51][52] por ter criado o peles, porcelana, armas, imagens religiosas,
controverso imposto crisárgiro.[53][54] marfim, objetos de ouro, trigo, papiro, pedras
preciosas, azeite e azeitonas, vinho e
8. Na "Paz de 50 anos" foi acordado, entre
outras coisas, a não construção de fortalezas ornamentos.[343][344][345]
nas fronteiras, o alívio das restrições 12. "Furthermore, the growing power of the Turks
diplomáticos e econômicas[82] e o pagamento was a menace not alone to the existence of
anual bizantino de 30 000 soldos aos the Eastern Empire but to the whole of
sassânidas.[97][98] Europe, and made it imperative upon the
Christian princes to abandon their internecine
9. Carlos Magno foi coroado imperador ocidental strife and unite with the Greeks in defence of
pelo papa Leão III em 800, porém desde 768 their common Christianity agains the power of
mantinha o título de rei dos francos.[150] Islam". "Council of Basle" na edição de
10. Vários autores, a citar Kenneth M. Setton e 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês).
seu artigo The Byzantine Background to the Em domínio público. Tradução: Além do mais,
Italian Renaissance (1956), tem considerado o poderio crescente dos turcos era uma
que a influência dos estudiosos bizantinos na ameaça não só à existência do Império
Itália já era sentida muito antes da Queda da Oriental mas para toda a Europa, e tornava
capital oriental aos turcos, começando ao imperativo o abandono por parte dos
menos desde o século VII, quando vários príncipes cristãos dos seus conflitos
bizantinos imigram dos territórios recém- mortíferos e a sua união com os gregos na
perdidos na Síria ao sul da Itália.[303] defesa do seu cristianismo comum contra o
poder do islã.
13. Por arte menor identifica-se toda produção
artística diferente de arquitetura, pintura,
escultura, desenho e gravura.[395]

Referências
14. Fossier 1997, 25. Teodoro Estudita 34. Ahrweiler 1998,
1. Halsall 1999. p. 104. século IX, p. 419, cap. VII.
2. Treadgold 1997, 15. Wolff 1948, p. 5–7, linha 30. 35. Davies 1996,
p. 847. 33–34. 26. Angelov 2007, p. 245.
3. Benz 1963, p. 176. 16. Ahrweiler 1983, p. 96. 36. Moravcsik 1970,
4. Millar 2006, p. 2; p. 47-58. 27. «Early byzantine p. 11–12.
15. 17. Teodoro Estudita period (324-610)» 37. Ostrogorsky 1969,
5. Ostrogorsky 1969, século IX, p. 745; (http://www.fhw.gr/c p. 28; 146.
p. 27. 458. hronos/08/en/)
38. Lapidge 1998,
6. Kaldellis 2008, p. 2- 18. Cinamo século XII, 28. «Middle byzantine p. 79.
3. p. 240. period (610-1204)»
39. Winnifrith 1983,
(http://www.fhw.gr/c
7. Kazhdan 1982, 19. Harrison 2002, p. 113.
hronos/09/)
p. 12. p. 268. 40. Gross 1999, p. 45.
29. «Late byzantine
8. Fox 1996. 20. Earl 1968, p. 148. 41. Haimou 1973,
period (1204-
9. Rosser 2011, p. 1- 21. Makrides 2009, 1453)» (http://www. p. 331.
2. p. 74. fhw.gr/chronos/10/e 42. Browning 1983,
10. Kazhdan 1985, 22. Magdalino 1991, n/) p. 113.
p. 1. p. 10. 30. Cameron 2009, 43. Klein 2004, p. 290.
11. James 2010, p. 5. 23. Dindorfius 1870, p. 7. 44. Fouracre 1996,
12. Freeman 1999, p. 305. 31. Ahrweiler 1998, p. 345.
p. 431; 435-437; 24. Paulo Silenciário p. 3. 45. Wolff 1948, p. 11,
459-462. século VI, p. 425, 32. Mango 2002, p. 13. 27–28.
13. Baynes 1948, linha 12.
33. Gabriel 2002, 46. Tarasov 2002,
p. XX. p. 277. p. 121.
47. El-Cheikh 2004, 77. Meier 2003, p. 290. 106. Dodgeon 2002, 136. Haldon 1990,
p. 22. 78. Gregory 2010, p. 175. p. 208–215.
48. Eusébio de p. 150. 107. Oman 1893, p. 152. 137. Kaegi 2003, p. 236;
Cesareia 325, cap. 79. Greatrex 2002, 108. Louth 2005, p. 113– 283.
LXII. p. 96-97. 115. 138. Heather 2005,
49. Bury 1923, p. 1. 80. Gregory 2010, 109. Nystazopoulou- p. 431.
50. Lenski 2016, p. 63. p. 137. Pelekidou 1970, 139. Haldon 1990,
51. Esler 2004, 81. Meier 2003, passim. p. 43–45; 66; 114–
p. 1081. p. 297–300. 110. Treadgold 1997, 115.
52. Teall 1967, 82. Evans 1998. p. 231–232. 140. Haldon 1990,
p. 13,19–23, 25, 111. Bray 2004, p. 19– p. 66–67.
83. Cameron 2009,
28–30, 35–36. p. 113, 128. 47. 141. Haldon 1990, p. 71.
53. Carrié 1999, p. 205. 84. Gregory 2010, 112. Haldon 1990, 142. Fage 2001, p. 153-
54. Chastagnol 1994, p. 145. p. 110–111. 154.
p. 374-375. 85. Evans 2005, 113. Treadgold 1997, 143. Treadgold 1997,
55. Pohlsander 2009. p. XXV. p. 196–197. p. 312.
56. Audoin-Rouzeau 86. Martindale 1992, 114. Oman 1893, p. 149. 144. Haldon 1990,
2009, p. 34. p. 648-649. 115. Treadgold 1995, p. 70–78; 169–171.
57. Bury 1923, p. 63. 87. Diehl 1896, p. 378- p. 205. 145. Haldon 2004,
380. 116. Treadgold 1995, p. 216–217.
58. Drake 1995, p. 5.
88. Procópio de p. 205-206. 146. Kountoura-Galake
59. Grant 1975, p. 4,
Cesareia 552, I.4. 117. Treadgold 1997, 1996, p. 62–75.
12.
89. Procópio de p. 235. 147. Kaegi 1992, p. 186,
60. Woods 1999.
Cesareia 552, 118. Oman 1893, p. 154. 195.
61. Ostrogorsky 1969,
I.V.12-4. 119. Ostrogorsky 1969, 148. Cameron 2009,
p. 29-30; 41.
90. Bury 1923, p. 180- p. 83. p. 67–68.
62. Bury 1923, p. 71.
216. 120. Foss 1975, p. 722. 149. Garland 1999,
63. Nathan 1999. p. 87.
91. Evans 2005, 121. Haldon 1990, p. 41.
64. Treadgold 1995, p. XXVI; 76. 150. Williams 1907,
p. 193. 122. Speck 1984,
92. Bury 1923, p. 236- p. 18.
p. 178.
65. Alemany 2000, 258. 151. Gregory 2010,
p. 207. 123. Haldon 1990,
93. Bury 1923, p. 259- p. 218.
p. 42–43.
66. Treadgold 1997, 281. 152. Garland 1999,
p. 184. 124. Grabar 1984, p. 37.
94. Evans 2005, p. 93. p. 89.
67. Bayless 1976, 125. Cameron 1979,
95. Bury 1923, p. 286- 153. Lane 1973, p. 5.
p. 176–177. p. 23.
288. 154. Dzino 2010, p. 183.
68. Cameron 2009, 126. Cameron 1979,
96. Evans 2005, p. 11. p. 5–6; 20–22. 155. Boinodiris 2004,
p. 52.
97. Greatrex 2005, p. 84.
69. Salles 2008, p. 319. 127. Haldon 1990, p. 46.
p. 489. 156. Runciman 1930,
70. Burns 1991, p. 65, 128. Baynes 1912,
98. Menandro Protetor p. 64-65.
76–77, 86–87. p. 287–299.
século VI, VI.1. 157. Hollingsworth 1991,
71. Wolfram 1990, 129. Foss 1975, p. 746–
99. Greatrex 2002, p. 1362.
p. 283. 747.
p. 113. 158. Zlatarski 1971,
72. Lenski 1999, 130. Haldon 1990, p. 50.
100. Bury 1923, p. V-VI. p. 268-269.
p. 428–429. 131. Haldon 1990,
101. Evans 2005, p. 11, 159. Treadgold 1997,
73. Procópio de p. 61–62.
56–62. p. 432–433.
Cesareia 552, 132. Haldon 1990,
102. Sarantis 2009, 160. Haldon 2002, p. 20.
I.9.24. p. 102–114.
passim. 161. Treadgold 1988,
74. Greatrex 2002, 133. Laiou 2007, p. 47.
103. Greatrex 2002, p. 303.
p. 77. 134. Wickham 2009,
p. 138–142. 162. Rekaya 1977,
75. Grierson 1999, p. 260.
104. Dodgeon 2002, p. 64.
p. 17. 135. Laiou 2007, p. 38–
p. 174. 163. Ivison 2007, p. 31,
76. Postan 1987, 42, 47.
105. Oman 1893, p. 151. 53.
p. 140.
164. Vasiliev 1935, 191. Browning 1992, 220. Cameron 2009, 250. Magdalino 2002,
p. 170–172. p. 100. p. 47. p. 74.
165. Vasiliev 1935, 192. Browning 1992, 221. Browning 1992, 251. Stone 2004b.
p. 141. p. 102–103. p. 198-208. 252. Norwich 1995,
166. Treadgold 1997, 193. Brooke 1962, 222. Browning 1992, p. 98.
p. 440. p. 482. p. 218. 253. Birkenmeier 2002,
167. Vasiliev 1935, 194. Browning 1992, 223. Magdalino 2002, p. 114.
p. 255-256. p. 103-105. p. 124. 254. Duggan 2003,
168. Jenkins 1987, 195. Delev 2006, cap. 9. 224. Harris 2003, p. 34. p. 122.
p. 163. 196. Runciman 1930, 225. Dicks 1977, p. 58. 255. Sedlar 1994,
169. Treadgold 1997, p. 168-169. 226. Fine 1991, p. 282. p. 372.
p. 452. 197. Browning 1983, 256. Magdalino 2002,
227. Nicovich 2009, p. 1.
170. Whittow 1996, p. 106-107. p. 67.
228. Cosman 2009,
p. 282–284. 198. Browning 1983, 257. Birkenmeier 2002,
p. 52.
171. Dreguer 2006, p. 112-113. p. 128.
229. Audoin-Rouzeau
p. 21. 199. Browning 1983, 258. Birkenmeier 2002,
2009, p. 54.
172. Parry 1996, p. 11– p. 115. p. 196.
230. Read 2000, p. 124.
15. 200. Browning 1983, 259. Birkenmeier 2002,
231. Watson 1993,
173. Cameron 2009, p. 114-115. p. 185–186.
p. 12.
p. 267. 201. Cameron 2009, 260. Birkenmeier 2002,
232. Asbridge 2004,
174. Browning 1992, p. 77. p. 1.
p. 32.
p. 95. 202. Laiou 2007, p. 130– 261. Day 1977, p. 289–
233. Ana Comnena
175. Nicol 1992, p. 31. 131. 290.
1148, X.261.
176. Wortley 2010, 203. Pounds 1979, 262. Tatakes 2003,
234. Ana Comnena
p. 143. p. 124. p. 110.
1148, XI.291.
177. Browning 1992, 204. Duiker 2010, 263. Norwich 1998,
235. Ana Comnena
p. 96. p. 317. p. 291.
1148, p. 348-358.
178. Brincat 1995, p. 19- 205. Browning 1992, 264. Norwich 1998,
236. Birkenmeier 2002,
20. p. 97-98. p. 292.
XIII.348–XIII.358.
179. Kreutz 1996, p. 41– 206. Browning 1992, 265. Ostrogorsky 1969,
237. Norwich 1998,
45, 57, 63–66, 68. p. 98-99. p. 397.
p. 267.
180. Browning 1992, 207. Browning 1992, 266. Norwich 1998,
238. Ostrogorsky 1969,
p. 96. p. 98-109. p. 293.
p. 377.
181. Wortley 2010, 208. Patterson 1995, 267. Stone 2005c.
239. Norwich 1995,
p. 150. p. 15. 268. Harris 2003, p. 118.
p. 70.
182. Karlin-Heyer 1967, 209. Cameron 2009, 269. Norwich 1998,
240. Birkenmeier 2002,
p. 24. p. 83. p. 294–295.
p. 90.
183. Pryor 2006, p. 65– 210. Sutton 2003, p. 91. 270. Paparrigopoulos
241. Stone 2004a.
66. 211. Treadgold 1997, 2004, p. 216.
242. Editores da
184. Treadgold 1997, p. 548–549. 271. Vasiliev 2007b.
Britânica 2015b.
p. 458. 212. Markham 2005.
243. Whitney 1965, 272. Norwich 1998,
185. Browning 1992, 213. Vasiliev 2007a. p. 299.
p. 771.
p. 101.
214. Hooper 1996, p. 82. 244. Norwich 1995, 273. Editores da
186. Browning 1992, Britânica 2015a.
215. Stephenson 2000, p. 68.
p. 107.
p. 157. 245. Norwich 1995, 274. Godofredo de
187. Browning 1992, Villehardouin
216. Šišić 1990. p. 76.
p. 108. século XII, p. 46.
217. Browning 1992, 246. Harris 2003, p. 84.
188. Browning 1992, 275. Audoin-Rouzeau
p. 190. 247. Brooke 1962,
p. 112. 2009, p. 60-61.
218. Cameron 2009, p. 326.
189. Browning 1992, 276. Madden 2004,
p. 46. 248. Treadgold 1997,
p. 113. p. 94.
219. Cameron 2009, p. 640.
190. Browning 1992, 277. Norwich 1998,
p. 42. 249. Paparrigopoulos
p. 116. p. 301.
2004, p. 134.
278. Coniates 1207. 309. Neville 2004, p. 7. 342. Lefort 2007, p. 234- 372. Editores da
279. Madden 2005, 310. Cameron 2009, 235. Britânica 2014.
p. 162. p. 138–142. 343. Cotrim 2002, p. 54. 373. Oikonomides 1999,
280. Lowe 2002. 311. Mango 2007, p. 60. 344. Braick 2006, p. 12–13.
281. Nicol 1993, p. 35. 312. Neville 2004, p. 34. p. 230. 374. Ostrogorsky 1969,
345. Cotrim 1999, p. 85. p. 105–107, 109.
282. Madden 2005, 313. Cameron 2009,
p. 179. p. 157–158. 346. Laiou 2002, p. 723. 375. Haywood 2001,
p. 2.17, 3.06, 3.15.
283. Mango 2002, 314. Neville 2004, p. 13. 347. Laiou 2007, p. 13.
p. 260. 376. Sophocles 1992,
315. Neumann 2006, 348. Laiou 2007, p. 18.
p. 25–26.
284. Mango 2002, p. 869–871. 349. Laiou 2002, p. 3–4.
p. 257. 377. Wroth 1908,
316. Chrysos 1992, 350. Laiou 2007, p. 3, Introdução.
285. Mango 2002, p. 35. 45, 49–50, 231.
p. 261. 378. Sedlar 1994,
317. Antonucci 1993, 351. Magdalino 2002, p. 403–440.
286. Mango 2002, p. 11–13. p. 532.
p. 268. 379. Beaton 1996, p. 10.
318. Oikonomides 1991, 352. Laiou 2007, p. 90–
287. Reinert 2002, p. 634-635. 380. Jones 1986, p. 991.
91, 127, 166–169,
p. 268. 319. Seeck 1876, p. 31– 203–204. 381. Versteegh 1977,
288. Reinert 2002, 33. cap. I.
353. Magdalino 2002,
p. 270. 320. Bury 1911, p. 93. p. 535. 382. Campbell 2000,
289. Mango 2002, p. 40.
321. Dennis 1985, 354. Matschke 2002,
p. 270. p. 125. p. 805–806. 383. Hacikyan 2002,
290. Runciman 1990, parte 1.
322. McGear 1991, 355. Mango 2007,
p. 71–72. p. 183. p. 108. 384. Baynes 1907,
291. Runciman 1990, p. 289.
323. McGear 1991, 356. Meyendorff 1982,
p. 84–85. p. 184-185. p. 13. 385. Gutas 1998, cap.
292. Audoin-Rouzeau VII.
324. Pryor 2006, p. 144. 357. Meyendorff 1982,
2009, p. 82. p. 19. 386. Shopen 1987,
325. Lewis 1985, p. 20.
293. Runciman 1990, p. 129.
326. Scafuri 2002, p. 1. 358. Meyendorff 1982,
p. 84–86. p. 130. 387. Halsall 1998.
327. Pryor 2006, p. 7.
294. Hindley 2004, 359. Mango 2007, 388. Beckwith 1986,
p. 300. 328. Gardiner 2004, p. 171.
p. 108–109.
p. 90.
295. Jeffreys 2008, 360. Mango 2007, 389. Nicol 1993, cap. V.
p. 293. 329. Gardiner 2004,
p. 108–109, 115– 390. Kaldellis 2008, cap.
p. 91.
296. Miller 1907, p. 236. 125. VI.
330. Ahrweiler 1966,
297. Setton 1976, 361. Mango 2007, 391. Gietmann 1913.
p. 22.
p. 395. p. 115–125. 392. Weitzmann 1982,
331. Ahrweiler 1966,
298. Nicol 2002, p. 116. 362. Meyendorff 1987, cáps. II-VII.
p. 31–35.
299. Seton-Watson p. 73. 393. Rice 1968, cap. XV-
332. Haldon 1999, p. 96.
1967, p. 31. 363. Meyendorff 1974, XVII.
333. Kazhdan 1991, p. 84.
300. Clark 2000, p. 213. 394. Evans 1997,
p. 663–664.
301. Bunting 2017. 364. Runciman 1986, p. 389-555.
334. Nicol 1993, p. 16. p. 146.
302. Ciccolella 2008, 395. «Minor arts» (http://
335. Bartusis 1997, 365. Treadgold 1997, dictionary.referenc
p. XIV.
p. 39. p. 815. e.com/browse/mino
303. Setton 1956, p. 3.
336. Nicol 1993, p. 42. 366. Essen 1913. r+arts) (em inglês)
304. Bown 2010, p. 22.
337. Bartusis 1997, 367. Mango 2007, 396. Curchic 1991,
305. Andaya 1992, p. 44-45. p. 157.
p. 111-114.
p. 354.
338. Geanakoplos 1959, 368. Millar 2006, p. 279. 397. Mango 2007,
306. Mango 2007, p. 126–127. p. 275-276.
p. 259–260. 369. Bryce 1901, p. 59.
339. Heath 1995, p. 17. 398. Mango 2007,
307. Longworth 1997, 370. McDonnell 2006,
340. Laiou 2007, p. 1, p. 233–234.
p. 321. p. 77.
23–38. 399. Dieterich 1913.
308. Louth 2005, p. 291. 371. Millar 2006, p. 97–
341. Lefort 2007, p. 232. 98.
400. Karpozilos 1991c, Encyclopædia 432. Cavallo 1997, 447. Matterer 2013.
p. 2031. Britannica p. 117. 448. Heritage 2000.
401. Karpozilos 1991b, 416. Cavallo 1997, p. 2. 433. Cavallo 1997, 449. Jayyusi 1994,
p. 582. 417. Cavallo 1997, p. 118. p. 729.
402. Conomos 1991, p. 15. 434. Braick 2006, 450. Ash 1995, p. 224.
p. 1425. 418. Cavallo 1997, p. 232.
451. Davidson 2014,
403. Conomos 1991, p. 21-22. 435. Murray 1913, p. 123–124.
p. 1426. 419. Cavallo 1997, p. 161-168.
452. Dalby 2013, p. 81.
404. Ribeiro 2006, p. 18. 436. Austin 1934,
453. Ash 1995, p. 223.
p. 167. 420. Cavallo 1997, p. 202–205.
p. 43. 454. Faas 2005, p. 184.
405. Anastos 1962, 437. Karpozilos 1991a,
p. 409. 421. Cavallo 1997, p. 1939. 455. Faas 2005, p. 184–
p. 75. 185.
406. Dickson 1998. 438. Kazhdan 1991,
422. Cavallo 1997, p. 2137. 456. Vryonis 1971,
407. Cohen 1994,
p. 76. p. 482.
p. 395. 439. Ana Comnena
423. Cavallo 1997, 1148, XIV.IV. 457. Salaman 1986,
408. King 1991, p. 116–
p. 80. p. 184.
118. 440. Karpozilos 1991a,
424. Cavallo 1997, p. 1939-1940. 458. Liutprando de
409. Robins 1993, p. 8.
p. 81. Cremona 969, 442;
410. Tatakes 2003, 441. Ouwerkerk 2011,
446.
p. 189. 425. Laiou 2007, p. 140. p. 25.
459. Civitello 2011,
411. Troianos 1997, 426. Laiou 2007, p. 141. 442. Ouwerkerk 2011,
p. 65-66.
p. 340. 427. Laiou 2007, p. 142. p. 26.
460. Cameron 2009,
412. Kazhdan 1991, 428. Rautman 2006, 443. Ouwerkerk 2011,
p. 277–281.
p. 1192. p. 23. p. 28.
461. Cameron 2009,
413. Runciman 1977, 429. Rautman 2006, 444. Ouwerkerk 2011,
p. 186–277.
p. 173-174; 178. p. 24. p. 31.
462. Cameron 2009,
414. Browning 1991, 430. Gwinn 1985, 445. Ouwerkerk 2011,
p. 261.
p. 1853. p. 718–719. p. 55.
463. Béhar 1999, p. 38.
415. «Byzantine 431. Harper 2015. 446. Karpozilos 1991d,
p. 621. 464. Bideleux 1998,
Education».
p. 71.

Bibliografia

Fontes primárias
Liutprando de Cremona (969). Relatio de
Ana Comnena (1148). A Alexíada (http://www. legatione Constantinopolitana ad Nicephorum
fordham.edu/halsall/basis/AnnaComnena-Alex Phocam. Cremona
iad00.asp). Constantinopla
Menandro Protetor (século VI). História.
Cinamo, João (século XII). Feitos de João e Constantinopla
Manuel Comneno. Constantinopla
Paulo Silenciário (século VI). Descriptio S.
Coniates, Nicetas (1207). «Saque de Sophiae et Ambonis. Constantinopla
Constantinopla (1204)» (http://www.fordham.e
du/halsall/source/choniates1.asp). História. Procópio de Cesareia (552). História das
Constantinopla Guerras. Constantinopla
Eusébio de Cesareia (325). História Teodoro Estudita (século IX). Epístolas.
Eclesiástica. Cesareia Constantinopla
Godofredo de Villehardouin (século XII).
Crónicas das Crusadas
Fontes secundárias
Austin, Roland G. (1934). «Zeno's Game of
Ahrweiler, Hélène (1966). Byzance et la mer: τάβλη». The Journal of Hellenic Studies. 54
la marine de guerre, la politique et les (2): 202–205. doi:10.2307/626864 (https://dx.d
institutions maritimes de Byzance aux VIIe- oi.org/10.2307%2F626864)
XVe siècles. Paris: Presses universitaires de
France Bartusis, Mark C. (1997). The Late Byzantine
Army: Arms and Society 1204–1453.
Ahrweiler, Hélène (1983). «Nation and Liberty: Filadélfia, Pensilvânia: University of
the Byzantine Example». Sage Journals. 31 Pennsylvania Press. ISBN 0-8122-1620-2
(104). doi:10.1177/039219218303112403 (http
s://dx.doi.org/10.1177%2F0392192183031124 Bayless, William N. (1976). «The Treaty with
03) the Huns of 443». Filadélfia, Pensilvânia.
American Journal of Philology. 97: 176–179
Ahrweiler, Hélène; Angeliki E. Laiou (1998).
Studies on the Internal Diaspora of the Baynes, Norman H. (1912). «The Restoration
Byzantine Empire. Washington: Dumbarton of the Cross at Jerusalem». The English
Oaks. ISBN 0-88402-247-1 Historical Review. 27. ISSN 0013-8266 (http
s://www.worldcat.org/issn/0013-8266).
Alemany, Agustí (2000). Sources on the doi:10.1093/ehr/XXVII.CVI.287 (https://dx.doi.
Alans: A Critical Compilation. Leida: Brill. org/10.1093%2Fehr%2FXXVII.CVI.287)
ISBN 90-04-11442-4
Baynes, Norman Hepburn; Moss, Henry St.
Anastos, Milton V. (1962). «The History of Lawrence Beaufort (1948). Byzantium: An
Byzantine Science. Report on the Dumbarton Introduction to East Roman Civilization.
Oaks Symposium of 1961». Washington: Oxford: Clarendon Press
Dumbarton Oaks, Trustees for Harvard
University. Dumbarton Oaks Papers. 16. Baynes, Norman H. (1907). «Vlachs».
ISSN 0070-7546 (https://www.worldcat.org/iss Encyclopædia Britannica: A Standard Work of
n/0070-7546). doi:10.2307/1291170 (https://d Reference in Art, Literature, Science, History,
x.doi.org/10.2307%2F1291170) Geography, Commerce, Biography, Discovery,
and Invention. Greenville, Pensilvânia: The
Andaya, Leonard Y. (1992). «Interactions with Werner Company
the Outside World and Adaptation in
Southeast Asian Society, 1500-1800». In: Beaton, Roderick (1996). The Medieval Greek
Tarling, Nicholas. The Cambridge History of Romance. Nova Iorque e Londres: Routledge
Southeast Asia: Volume 1, From Early Times (Taylor & Francis). ISBN 0-415-12032-2
to C.1800. Cambridge: Cambridge University
Press Beckwith, John (1986). Early Christian and
Byzantine Art. New Haven: Yale University
Angelov, Dimiter (2007). Imperial Ideology and Press. ISBN 0-300-05296-0
Political Thought in Byzantium (1204-1330).
Cambridge: Cambridge University Press. Béhar, Pierre (1999). Vestiges d'Empires: La
ISBN 0-521-85703-1 Décomposition de l'Europe Centrale et
Balkanique. Paris: Éditions Desjonquères.
Antonucci, Michael (1993). «War by Other ISBN 2-84321-015-1
Means: The Legacy of Byzantium». History
Today. 43 (2). ISSN 0018-2753 (https://www.w Benz, Ernst (1963). The Eastern Orthodox
orldcat.org/issn/0018-2753) Church: Its Thought and Life. Piscataway:
Aldine Transaction. ISBN 978-0-202-36298-4
Asbridge, Thomas (2004). The First Crusade:
A New History. Oxford: Oxford University Bideleux, Robert; Jeffries, Ian (1998). A
Press. ISBN 0-19-517823-8 History of Eastern Europe: Crisis and Change.
Nova Iorque e Londres: Routledge. ISBN 0-
Ash, John (1995). A Byzantine Journey. Nova 415-16111-8
Iorque: Random House Incorporated.
ISBN 978-1-84511-307-0 Birkenmeier, John W. (2002). The
Development of the Komnenian Army: 1081–
Audoin-Rouzeau, Stéphane (2009). As 1180. Leida: Brill Academic Publishers.
grandes batalhas da história. São Paulo: ISBN 90-04-11710-5
Larousse. ISBN 978-85-7635-469-7
Boinodiris, Stavros; Stavros Boinodiris PH D ISBN 0-7905-4544-6
(2004). Andros Odyssey: Byzantine
Kalivarion:705 Ad-1078 Ad. Bloomington, Cameron, Averil (1979). «Images of Authority:
Indiana: iUniverse. ISBN 0595320147 Elites and Icons in Late Sixth-century
Byzantium». Past and Present. 84.
Bown, Stephen R. (2010). Merchant Kings: ISSN 0013-8266 (https://www.worldcat.org/iss
When Companies Ruled the World, 1600- n/0013-8266). doi:10.1093/past/84.1.3 (https://
-1900. Nova Iorque: St. Martin's Press dx.doi.org/10.1093%2Fpast%2F84.1.3)

Braick, Patrícia Ramos; Myriam Becho Mota Cameron, Averil (2009). The Byzantines.
(2006). História das Cavernas ao Terceiro Nova Iorque: John Wiley and Sons. ISBN 1-
Milênio. Da formação da Europa Medieval a 4051-9833-8
colonização do continente americano. São
Paulo: Moderna. ISBN 85-16-04909-4 Campbell, George L. (2000). Compendium of
the World's Languages: Abaza to Kurdish.
Bray, R. S. (2004). Armies of Pestilence: The Nova Iorque e Londres: Routledge (Taylor &
Impact of Disease on History. Cambridge: Francis). ISBN 0-415-20296-5
James Clarke & Co. ISBN 0-227-17240-X
Carrié, J. M. (1999). L'Empire romain en
Brincat, J. M. (1995). Malta 870-1054: Al- mutation des Sévères à Constantin. Paris:
Himyari Account and its Linguistic Seuil
Implications. Valeta: Said International
Cavallo, Guglielmo (1997). The Byzantines.
Brooke, Zachary Nugent (1962). A History of Chicago: University of Chicago Press. ISBN 0-
Europe, from 911 to 1198. Londres: Methuen 226-09792-7
and Company Limited. ISBN 0679416501
Chastagnol, André (1994). L'évolution
Browning, Robert (1983). «The Continuity of politique, sociale et économique du monde
Hellenism in the Byzantine world: Appearance romain 284-363. Paris: CDU SEDES
or Reality?». In: Winnifrith, Tom; Murray,
Penelope. Greece Old and New. Nova Iorque: Chrysos, Evangelos (1992). Byzantine
Macmillan. pp. 111–128. ISBN 0-333-27836-4 Diplomacy: Papers from the Twenty-Fourth
Spring Symposium of Byzantine Studies,
Browning, Robert (1991). «Schools». In: Cambridge, March 1990 (Society for the
Kazhdan, Alexander. The Oxford Dictionary of Promotion of Byzant). Cambridge: Variorum.
Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford ISBN 0-86078-338-3
University Press. ISBN 0-19-504652-8
Ciccolella, Federica (2008). Donati Graeci.
Browning, Robert (1992). The Byzantine Leida: Brill. ISBN 9004163522
Empire. Washington: The Catholic University
of America Press. ISBN 0-8132-0754-1 Civitello, Linda (2011). Cuisine and Culture: A
History of Food and People. Nova Iorque:
Bryce, James (1901). Studies in History and John Wiley & Sons. ISBN 0470411953
Jurisprudence. Londres: H. Frowde. ISBN 1-
4021-9046-8 Clark, Victoria (2000). Why Angels Fall: A
Journey through Orthodox Europe from
Bunting, Tony (2017). «Fall of Constantinople» Byzantium to Kosovo. Londres: Macmillan.
(https://www.britannica.com/event/Fall-of-Con ISBN 0-312-23396-5
stantinople-1453)
Cohen, H. Floris (1994). The Scientific
Burns, Thomas S (1991). A History of Revolution: A Historiographical Inquiry.
Ostrogoths. Bloomington e Indianápolis: Chicago: Chicago University Press. ISBN 0-
Indiana University Press. ISBN 0-253-20600-6 226-11280-2

Bury, John Bagnall (1911). The Imperial Conomos, Dimitri E. (1991). «Music». In:
Administrative System of the Ninth Century: Kazhdan, Alexander. The Oxford Dictionary of
With a Revised Text of the Kletorologion of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford
Philotheos. Oxford: Oxford University Press University Press. ISBN 0-19-504652-8

Bury, John Bagnall (1923). History of the Later Cosman, Madeleine Pelner; Linda Gale Jones
Roman Empire. Londres: Macmillan & Co. (2009). Handbook to Life in the Medieval
World, 3-Volume Set. Nova Iorque: Infobase Dieterich, Karl (1913). «Byzantine Literature»
Publishing. ISBN 1438109075 (https://en.wikisource.org/wiki/Catholic_Encycl
opedia_(1913)/Byzantine_Literature).
Cotrim, Gilberto (1999). História Geral. São Enciclopédia Católica
Paulo: Saraiva. ISBN 85-02-02450-7
Dindorfius, Ludovicus (1870). Historici Graeci
Cotrim, Gilberto (2002). Saber e Fazer Minores. 1. Lípsia: B. G. Teubneri
História. São Paulo: Atual. ISBN 85-02-03988-
1 Dodgeon, Michael H.; Geoffrey Greatrex;
Samuel N. C. Lieu (2002). The Roman
Curchic, Slobodan; Cutler, Anthony (1991). Eastern Frontier and the Persian Wars (Part
«Architecture». In: Kazhdan, Alexander. The II, 363-630 AD). Londres: Routledge. ISBN 0-
Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque 415-00342-3
e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-
504652-8 Drake, H. A. (1995). «Constantine and
Consensus». Church History. 64 (1): 1–15
Dalby, Andrew; Bourbou, Chryssi; Koder,
Johannes; Leontsinē, Maria (2013). Flavours Dreguer, Ricardo; Eliete Toledo (2006).
and Delights: Tastes and Pleasures of Ancient História Conceitos e procedimentos. São
and Byzantine Cuisine. Atenas e Salonica: Paulo: Educacional. ISBN 978-85-7666-610-3
Armos Publications. ISBN 9789605277475
Duggan, Anne J. (2003). The Pope and the
Davidson, Alan (2014). «Byzantine cookery». Princes. Farnham, RU: Ashgate Publishing.
The Oxford Companion to Food. Oxford: ISBN 0-7546-0708-9
Oxford University Press
Duiker, William J.; Spielvogel, Jackson J.
Davies, Norman (1996). Europe. Oxford: (2010). The Essential World History. Boston:
Oxford University Press. ISBN 0-19-820171-0 Wadsworth. ISBN 978-0-495-90227-0

Day, Gerald W. (1977). «Manuel and the Dzino, Danijel (2010). Becoming Slav,
Genoese: A Reappraisal of Byzantine Becoming Croat: Identity Transformations in
Commercial Policy in the Late Twelfth Post-Roman and Early Medieval Dalmatia.
Century». The Journal of Economic History. Leida: Brill. ISBN 90-04-18646-8
37 (2). doi:10.1017/S0022050700096947 (http
s://dx.doi.org/10.1017%2FS00220507000969 Earl, Donald C. (1968). The Age of Augustus.
47) Nova Iorque: Exeter Books (Paul Elek
Productions Incorporated)
Delev, Petǎr; Valeri Kacunov, Plamen Mitev,
Evgeniya Kalinova, Iskra Baeva, Boian Editores da Britânica (2014). «Greek
Dobrev (2006). «9 Bǎlgarskata dǎržava pri language» (http://www.britannica.com/EBchec
Car Simeon; 10 Zlatnijat vek na bǎlgarskata ked/topic/244595/Greek-language).
kultura». Istorija i civilizacija za 11. klas (em Enciclopédia Britânica
búlgaro). Sófia: Trud, Sirma. ISBN 954-9926-
72-9 Editores da Britânica (2015a). «Siege of
Zara» (http://www.britannica.com/EBchecked/t
Dennis, George T. (1985). Three Byzantine opic/655932/Siege-of-Zara). Enciclopédia
Military Treatises (Volume 9). Washington: Britânica
Dumbarton Oaks, Research Library and
Collection Editores da Britânica (2015b). «John II
Comnenus» (http://www.britannica.com/EBch
Dicks, Brian (1977). Corfu. Universidade de ecked/topic/304737/John-II-Comnenus).
Michigan: David and Charles Enciclopédia Britânica

Dickson, Paul (1998). «Mathematics Through El-Cheikh, Nadia Maria; R. R. Milner-Gulland


the Middle Ages» (http://archive.is/SwBL5#sel (2004). Byzantium Viewed by the Arabs.
ection-205.30-205.37) Cambridge, Massachusetts: Harvard
University Press. ISBN 0-932885-30-6
Diehl, Charles (1896). L'Afrique Byzantine.
Histoire de la Domination Byzantine en Esler, Philip Francis (2004). The Early
Afrique (533–709). Paris: Ernest Leroux Christian World. Nova Iorque e Londres:
Routledge (Taylor & Francis). ISBN 0-415- Western World. Nova Iorque: Penguin.
33312-1 ISBN 0-670-88515-0

Essen, Léon van der (1913). «Byzantine Gabriel, Richard A. (2002). The Great Armies
Literature» (https://pt.wikisource.org/wiki/en:C of Antiquity. Westport: Greenwood Publishing
atholic_Encyclopedia_(1913)/Council_of_Flor Group. ISBN 0-275-97809-5
ence). Enciclopédia Católica
Gardiner, Robert (2004). The Age of the
Evans, Helen C.; Wixom, William D (1997). Galley: Mediterranean Oared Vessels since
The glory of Byzantium: art and culture of the pre-Classical Times. Londres: Conway
Middle Byzantine era, A.D. 843-1261. Nova Maritime Press. ISBN 978-0-85177-955-3
Iorque: The Metropolitan Museum of Art.
ISBN 9780810965072 Garland, Lynda (1999). Byzantine Empresses:
Women and Power in Byzantium, CE 527–
Evans, James Allan Stewart (2005). The 1204. Nova Iorque e Londres: Routledge.
Emperor Justinian and the Byzantine Empire. ISBN 0-415-14688-7
Westport: Greenwood. ISBN 0-313-32582-0
Geanakoplos, Deno John (1959). Emperor
Evans, James Allan (1998). «Justinian Michael Palaeologus and the West, 1258–
(AD 527–565)» (http://www.roman-emperors.o 1282: A Study in Byzantine-Latin Relations.
rg/justinia.htm) Cambridge: Harvard University Press

Faas, Patrick (2005). Around the Roman Gietmann, Gerhard (1913). «Byzantine
Table: Food and Feasting in Ancient Rome. Literature» (https://en.wikisource.org/wiki/Cath
Chicago: University of Chicago Press. olic_Encyclopedia_(1913)/Byzantine_Art).
ISBN 9780226233475 Enciclopédia Católica

Fage, John Donnelly; Tordoff, William (2001). Grabar, André (1984). L'iconoclasme
A History of Africa. Londres: Routledge. Byzantin: le dossier archéologique. Paris:
ISBN 9780415252485 Flammarion. ISBN 2-08-081634-9

Fine, John Van Antwerp (1991). The Early Grant, Robert M. (1975). «Religion and
Medieval Balkans: A Critical Survey from the Politics at the Council at Nicaea». The Journal
Sixth to the Late Twelfth Century. Ann Arbor, of Religion. 55 (1): 1–12
Michigan: University of Michigan Press.
ISBN 978-0-472-08149-3 Gregory, Timothy E. (2010). A History of
Byzantium. Malden: Wiley-Blackwell. ISBN 1-
Foss, Clive (1975). «The Persians in Asia 4051-8471-X
Minor and the End of Antiquity». The English
Historical Review. 90. Greatrex, Geoffrey; Lieu, Samuel N. C.
doi:10.1093/ehr/XC.CCCLVII.721 (https://dx.d (2002). The Roman Eastern Frontier and the
oi.org/10.1093%2Fehr%2FXC.CCCLVII.721) Persian Wars (Part II, 363–630 AD). Londres:
Routledge. ISBN 0-415-14687-9
Fossier, Robert; Janet Sondheimer (1997).
The Cambridge Illustrated History of the Greatrex, Geoffrey B. (2005). The Cambridge
Middle Ages. Cambridge: Cambridge Companion to the Age of Justinian.
University Press. ISBN 0-521-26644-0 Cambridge: Cambridge University Press.
ISBN 0-521-81746-3
Fouracre, Paul; Richard A. Gerberding (1996).
Late Merovingian France: History and Grierson, Philip (1999). Byzantine Coinage (ht
Hagiography, 640–720. Manchester: tp://web.archive.org/web/20070927000204/htt
Maschester University Press. ISBN 0-7190- p://www.doaks.org/byzcoins.pdf) (PDF).
4791-9 Washington: Dumbarton Oaks. ISBN 0-88402-
274-9
Fox, Clifton R. (1996). «What, If Anything, Is a
Byzantine?» (http://www.romanity.org/htm/fox. Gross, Feliks (1999). Citizenship and
01.en.what_if_anything_is_a_byzantine.01.ht Ethnicity: The Growth and Development of a
m). Tomball College Democratic Multiethnic Institution. Westport:
Greenwood Publishing Group. ISBN 0-313-
Freeman, Charles (1999). The Greek 30932-9
Achievement – The Foundation of the
Gutas, Dimitri (1998). Greek Thought, Arabic Haywood, John (2001). Cassell's Atlas of
Culture: The Graeco-Arabic Translation World History. Londres: Cassell. ISBN 0-304-
Movement. Nova Iorque e Londres: Routledge 35757-X
(Taylor & Francis). ISBN 0-415-06132-6
Heath, Ian; McBride, Angus (1995). Byzantine
Gwinn, Robert P.; Goetz, Philip W. (1985). Armies AD 1118-146. Oxford: Osprey
The New Encyclopaedia Britannica: Ready Publishing. ISBN 9781855323476
Reference. Volume 2, Bayeu-Ceanothus.
Chicago: Encyclopædia Britannica, Inc. Heather, Peter (2005). The Fall of the Roman
Empire: A New History of Rome and the
Hacikyan, Agop Jack (2002). The Heritage of Barbarians. Oxford: Oxford University Press.
Armenian Literature: From the Sixth to the ISBN 0-19-532541-9
Eighteenth Century. Detroit: Wayne State
University Press. ISBN 0-8143-3023-1 Heritage (2000). «Nutrition» (http://www.mace
donian-heritage.gr/HellenicMacedonia/en/D2.
Haimou, Hidryma Meletōn Chersonēsou tou 7.html)
(1973). Balkan Studies: Biannual Publication
of the Institute for Balkan Studies. Salonica: Hindley, Geoffrey (2004). A Brief History of the
The Institute Crusades: Islam and Christianity in the
Struggle for World Supremacy. Londres:
Haldon, John (1990). Byzantium in the Robinson Publishing. ISBN 978-1-84119-766-
Seventh Century: The Transformation of a 1
Culture. Cambridge: Cambridge University
Press. ISBN 0-521-31917-X Hollingsworth, Paul A. (1991). «Michael I
Rangabe». In: Kazhdan, Alexander. The
Haldon, John (1999). «Fighting for Peace: Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque
Attitudes to Warfare in Byzantium». Warfare, e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-
State and Society in the Byzantine World, 504652-8
565–1204. Londres e Nova Iorque: Routledge.
ISBN 1-85728-495-X Hooper, Nicholas; Matthew Bennett (1996).
«The Cambridge Illustrated Atlas of Warfare:
Haldon, John F. (2002). Byzantium at War AD The Middle Ages, 768–1487». The Cambridge
600–1453. Oxford: Osprey Publishing. Illustrated Atlas of Warfare: The Middle Ages,
ISBN 9781841763606 768–1487. Cambridge: Cambridge University
Press. ISBN 0-521-44049-1
Haldon, John (2004). The Byzantine and Early
Islamic Near East VI: Elites Old and New in Ivison, Eric A. (2007). Post-Roman Towns,
the Byzantine and Early Islamic Near East. Trade and Settlement in Europe and
Princeton, Nova Jérsei: Darwin Press. Byzantium, Vol. 2: Byzantium, Pliska, and the
ISBN 0-87850-144-4 Balkans. Berlim e Nova Iorque: Walter de
Gruyter. ISBN 978-3-11-018358-0
Halsall, Paul (1999). «Byzantium» (http://www.
fordham.edu/halsall/byzantium/) James, Liz (2010). A Companion to
Byzantium. Nova Iorque: John Wiley and
Halsall, Paul (1998). «East Asian History Sons. ISBN 1-4051-2654-X
Sourcebook: Chinese Accounts of Rome,
Byzantium and the Middle East, c. 91 B.C.E. – Jayyusi, Salma Khadra; Marín, Manuela
1643 C.E.» (http://www.fordham.edu/halsall/e (1994). The Legacy of Muslim Spain (2nd
astasia/romchin1.html) ed.). Leida, Nova Iorque e Colônia: Brill.
ISBN 978-90-04-09599-1
Harper, Douglas (2015). «Pope» (http://www.e
tymonline.com/index.php?term=Pope) Jeffreys, Elizabeth; John F. Haldon, Robin
Cormack (2008). The Oxford Handbook of
Harris, Jonathan (2003). Byzantium and the Byzantine Studies. Oxford: Oxford University
Crusades. Londres: Hambledon e Londres. Press. ISBN 0199252467
ISBN 1-85285-298-4
Jenkins, Romilly (1987). Byzantium: The
Harrison, Thomas (2002). Greeks and Imperial Centuries, AD 610–1071. Toronto,
Barbarians. Nova Iorque: Routledge. ISBN 0- Ontário, Canada: University of Toronto Press.
415-93958-5 ISBN 0-8020-6667-4
Jones, Arnold Hugh Martin (1986). The Later The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova
Roman Empire, 284–602: A Social Economic Iorque e Oxford: Oxford University Press.
and Administrative Survey. Baltimore: Johns ISBN 0-19-504652-8
Hopkins University Press. ISBN 0-8018-3353-
1 King, David A. (1991). «Reviews: The
Astronomical Works of Gregory Chioniades,
Kaegi, Walter E. (1992). Byzantium and the Volume I: The Zij al- Ala'i by Gregory
Early Islamic Conquests. Cambridge: Chioniades, David Pingree; An Eleventh-
Cambridge University Press Century Manual of Arabo-Byzantine
Astronomy by Alexander Jones». Isis. 82 (1).
Kaegi, Walter Emil (2003). Heraclius, Emperor doi:10.1086/355661 (https://dx.doi.org/10.108
of Byzantium. Cambridge: Cambridge 6%2F355661)
University Press. ISBN 0-521-81459-6
Klein, Holgen A. (2004). «Eastern Objects and
Kaldellis, Anthony (2008). Hellenism in Western Desires: Relics and Reliquaries
Byzantium: The Transformations of Greek between Byzantium and the West».
Identity and the Reception of the Classical Washington. Dumbarton Oaks Papers 58:
Tradition. Cambridge: Cambridge University 283–314
Press. ISBN 0-521-87688-5
Kountoura-Galake, Eleonora (1996). The
Karlin-Heyer, P. (1967). «When Military Affairs Byzantine Clergy and the Society of "Dark
Were in Leo's Hands». Tradition. 23: 15–40 Ages". Atenas: Ethniko Idryma Erevnon.
ISBN 978-960-7094-46-9
Karpozilos, Apostolos; Cutler, Anthony
(1991a). «Sports». In: Kazhdan, Alexander. Kreutz, Barbara M. (1996). Before the
The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Normans: Southern Italy in the Ninth and
Iorque e Oxford: Oxford University Press. Tenth Centuries. Filadélfia: University of
ISBN 0-19-504652-8 Pennsylvania Press. ISBN 0-8122-1587-7

Karpozilos, Apostolos; Kazhdan, Alexander Laiou, Angeliki E. (2002). The Economic


(1991b). «Dance». In: Kazhdan, Alexander. History of Byzantium. Washington: Dumbarton
The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Oaks
Iorque e Oxford: Oxford University Press.
ISBN 0-19-504652-8 Laiou, Angeliki E.; Morisson, Cécile (2007).
The Byzantine Economy. Cambridge:
Karpozilos, Apostolos; Kazhdan, Alexander Cambridge University Press. ISBN 0-521-
(1991c). «Theater». In: Kazhdan, Alexander. 84978-0
The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova
Iorque e Oxford: Oxford University Press. Lane, Frederic Chapin (1973). Venice, A
ISBN 0-19-504652-8 Maritime Republic. Baltimore, Marilândia:
Johns Hopkins University Press.
Karpozilos, Apostolos; Kazhdan, Alexander ISBN 080181460X
(1991d). «Diet». In: Kazhdan, Alexander. The
Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque Lapidge, Michael; John Blair; Simon Keynes
e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19- (1998). The Blackwell Encyclopaedia of
504652-8 Anglo-Saxon England. Malden: Blackwell
Publishing Limited. ISBN 0-631-22492-0
Kazhdan, Alexander Petrovich; Constable,
Giles (1982). People and Power in Byzantium: Lefort, Jacques (2007). «The Rural Economy,
An Introduction to Modern Byzantine Studies. Seventh-Twelfth Centuries». In: Angeliki E.
Washington, DC: Dumbarton Oaks. ISBN 0- Laiou. The Economic History of Byzantium
88402-103-3 (Volume 1). Washington: Dumbarton Oaks

Kazhdan, Alexander Petrovich; Ann Wharton Lemerle, P. (1991). História de Bizâncio. São
Epstein (1985). Change in Byzantine Culture Paulo: Martins Fontes
in the Eleventh and Twelfth Centuries.
Berkeley e Los Angeles: California University Lenski, Noel (1999). «Assimilation and Revolt
Press. ISBN 0-520-05129-7 in the Territory of Isauria, From the 1st
Century BC to the 6th Century AD». Journal of
Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). the Economic and Social History of the Orient
«Tzykanisterion; Droungarios tou ploimou». 42: 413–465. ISSN 0022-4995 (https://www.w
orldcat.org/issn/0022-4995). University Press. ISBN 1-898800-44-8
doi:10.1163/1568520991201687 (https://dx.do
i.org/10.1163%2F1568520991201687) Markham, Paula (2005). «The Battle of
Manzikert» (http://web.archive.org/web/20100
Lenski, Noel (2016). Constantine and the 505045422/http://www.deremilitari.org/resourc
Cities: Imperial Authority and Civic Politics. es/articles/markham.htm)
Filadélfia: University of Pensylvania Press
Martindale, John Robert; Jones, Arnold Hugh
Lewis, Archibald Ross (1985). European Martin; Morris, John (1992). The
Naval and Maritime History, 300–1500. Prosopography of the Later Roman Empire -
Bloomington, Indiana: Indiana University Volume III, AD 527–641. Cambridge e Nova
Press. ISBN 0-253-20573-5 Iorque: Cambridge University Press. ISBN 0-
521-20160-8
Longworth, Philip (1997). The making of
Eastern Europe: from prehistory to Matschke, Klaus-Peter (2002). The Economic
postcommunism. Londres: Palgrave History of Byzantium (Volume 2). Washington:
Macmillan. ISBN 0-312-17445-4 Dumbarton Oaks

Louth, Andrew (2005). «The Byzantine Empire Matterer, James L. (2013). «Byzantine
in the Seventh Century». In: Paul Fouracre; Recipes» (http://www.godecookery.com/byznr
Rosamond McKitterick. The New Cambridge ec/byznrec.htm)
Medieval History. Cambridge: Cambridge
University Press. ISBN 0-521-36291-1 McDonnell, Myles Anthony (2006). Roman
Manliness: Virtus and the Roman Republic.
Lowe, Steven (2002). «The Seljuqs of Rum» Cambridge: Cambridge University Press.
(http://web.archive.org/web/20071016205009/ ISBN 978-0-521-82788-1
http://geocities.com/egfroth1/Seljuqs.htm)
McGear, Eric; Kazhdan, Alexander (1991).
Madden, Thomas F. (2004). «Venice, the «Army». In: Kazhdan, Alexander. The Oxford
Papacy and the Crusades before 1204». In: Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e
Ridyard, Susan J. The Medieval Crusade. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-
Woodbridge: The Boydell Press 504652-8

Madden, Thomas F. (2005). Crusades: The Meier, William N. (2003). «Die Inszenierung
Illustrated History. Ann Arbor: Michigan einer Katastrophe: Justinian und der Nika-
University Press. ISBN 0-472-03127-9 Aufstand». Zeitschrift für Papyrologie und
Epigraphik. 142: 273–300
Magdalino, Paul (1991). Tradition and
Transformation in Medieval Byzantium. Meyendorff, John (1974). St. Gregory
Aldershot: Variorum. ISBN 0-86078-295-6 Palamas and orthodox spirituality. Yonkers,
Nova Iorque: St Vladimir's Seminary Press
Magdalino, Paul (2002). «Medieval
Constantinople: Built Environment and Urban Meyendorff, John (1982). The Byzantine
Development». The Economic History of Legacy in the Orthodox Church. Yonkers,
Byzantium (Volume 2) (http://web.archive.org/ Nova Iorque: St Vladimir's Seminary Press.
web/20080625192523/http://www.doaks.org/E ISBN 0-913836-90-7
conHist/EHB20.pdf) (PDF). Cambridge,
Massachusetts: Harvard University Press Meyendorff, John (1987). Byzantine theology:
historical trends and doctrinal themes. Nova
Makrides, Vasilios (2009). Hellenic Temples Iorque: Fordham University Press
and Christian Churches: A Concise History of
the Religious Cultures of Greece from Millar, Fergus (2006). A Greek Roman
Antiquity to the Present. Nova Iorque: New Empire: Power and Belief under Theodosius II
York University Press. ISBN 0-8147-9568-4 (408–450). Berkeley e Los Angeles: California
University Press. ISBN 0-520-24703-5
Mango, Cyril A. (2002). The Oxford History of
Byzantium. Oxford: Oxford University Press. Miller, William (1907). «Monemvasia». The
ISBN 0-19-814098-3 Journal of Hellenic Studies. 27

Mango, Cyril A. (2007). Byzantium: The Moravcsik, Gyulia (1970). Byzantium and the
Empire of the New Rome. Londres: Phoenix Magyars. Amsterdã: Hakkert
Murray, H.J.R. (1913). A History of Chess. Oikonomides, Nicolas (1991). «Diplomacy».
Oxford: Clarendon Press. ISBN 0936317019 In: Kazhdan, Alexander. The Oxford
Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e
Nathan, Geoffrey S. (1999). «Theodosius II Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-
(408–450 AD)» (http://www.roman-emperors.o 504652-8
rg/theo2.htm)
Oikonomides, Nicolas (1999).
Neumann, Iver B. (2006). «Sublime «L᾽"Unilinguisme" Officiel de Constantinople
Diplomacy: Byzantine, Early Modern, Byzantine». Byzantina Symmeikta. 13: 9–22.
Contemporary» (http://www.clingendael.nl/pub ISSN 1105-1639 (https://www.worldcat.org/iss
lications/2005/20051200_cli_paper_dip_issue n/1105-1639)
102.pdf) (PDF). Millennium: Journal of
International Studies. 34 (3). ISSN 1569-2981 Oman, Charles (1893). Europe, 476-918. 1.
(https://www.worldcat.org/issn/1569-2981). Londres: Macmillan. ISBN 0-415-00342-3
doi:10.1177/03058298060340030201 (https://
dx.doi.org/10.1177%2F030582980603400302 Ostrogorsky, George (1969). History of the
01) Byzantine State. Nova Brunsvique: Rutgers
University Press. ISBN 0-8135-1198-4
Neville, Leonora Alice (2004). Authority in
Byzantine Provincial Society, 950–1100. Ouwerkerk, Leonie (2011). The origin and
Cambridge: Cambridge University Press. significance of Byzantine dress in the secular
ISBN 0-521-83865-7 world (https://openaccess.leidenuniv.nl/handl
e/1887/19567). Leida: Universidade de Leida,
Nicol, Donald M. (1992). Byzantium and Faculdade de Arqueologia
Venice: A Study in Diplomatic and Cultural
Relations. Cambridge, Reino Unido: Paparrigopoulos, K. (2004). History of the
Cambridge University Press. ISBN 978-0-521- Hellenic Nation. Washington D.C.: National
42894-1 Geographic

Nicol, Donald MacGillipp (1993). The Last Parry, Kenneth (1996). Depicting the Word:
Centuries of Byzantium, 1261–1453. Byzantine Iconophile Thought of the Eighth
Cambridge: Cambridge University Press. and Ninth Centuries. Leida: Brill Academic
ISBN 0-521-43991-4 Publishers. ISBN 90-04-10502-6

Nicol, Donald M. (2002). The Immortal Patterson, Gordon M. (1995). The Essentials
Emperor: The Life and Legend of Constantine of Medieval History: 500 to 1450 AD, the
Palaiologos, Last Emperor of the Romans. Middle Ages. Piscataway: Research and
Cambridge: Cambridge University Press. Education Association. ISBN 978-0-87891-
ISBN 0521894093 705-1

Nicovich, John Mark (2009). «The poverty of Pohlsander, Hans A. (2009). «Constantino I»
the Patriarchate of Grado and the Byzantine– (http://www.roman-emperors.org/conniei.htm)
VenetianTreaty of 1082». Mediterranean
Historical Review. 24 (1): 1-16 Postan, Michael Moïssey; Edward Miller;
Cynthia Postan (1987). The Cambridge
Norwich, John Julius (1995). Byzantium: The Economic History of Europe (Volume 2).
Decline and Fall. Londres: Penguin Press. Cambridge: Cambridge University Press.
ISBN 0679416501 ISBN 0-521-08709-0

Norwich, John Julius (1998). A Short History Pounds, Norman John Greville (1979). An
of Byzantium. Londres: Penguin Press. Historical Geography of Europe, 1500–1840.
ISBN 978-0-14-025960-5 Cambridge: Cambridge University Press.
ISBN 0-521-22379-2
Nystazopoulou-Pelekidou, Maria (1970).
«Contribution to the chronology of Avar and Pryor, John H.; Jeffreys, Elizabeth M. (2006).
Slav raids during the reign of Maurice (582– The Age of the ΔΡΟΜΩΝ: The Byzantine
602), with an excursus about the Persian Navy ca. 500–1204. Leida: Brill Academic
Wars». Byzantina Symmeikta. 2: 145–206. Publishers. ISBN 978-90-04-15197-0
ISSN 1105-1639 (https://www.worldcat.org/iss
n/1105-1639) Rautman, Marcus (2006). Daily Life in the
Byzantine Empire. Westport, Connecticut:
Greenwood Press. ISBN 0-313-32437-9 Ravena (O Império Romano do Ocidente).
Paris: Larousse. ISBN 978-85-7635-445-1
Read, Piers Paul (2000). The Templars: The
Dramatic History of the Knights Templar, The Sarantis, Alexander (2009). «War and
Most Powerful Military Order of the Crusades. Diplomacy in Pannonia and the Northwest
Londres: Macmillan. ISBN 0-312-26658-8 Balkans during the Reign of Justinian: The
Gepid Threat and Imperial Responses».
Reinert, Stephen W. (2002). «Fragmentation Washington. Dumbarton Oaks Papers. 63:
(1204–1453)». In: Cyril Mango. The Oxford 15–40
History of Byzantium. Oxford: Oxford
University Press. ISBN 0-19-814098-3 Scafuri, Michael P. (2002). Byzantine Naval
Power and Trade: The Collapse of the
Rekaya, M (1977). «Mise au point sur Western Frontier. College Station: Texas A&M
Théophobe et l'alliance de Babek avec University
Théophile (833/834-839/840)». Byzantion. 44:
43-67. ISSN 0378-2506 (https://www.worldcat. Sedlar, Jean W. (1994). East Central Europe
org/issn/0378-2506) in the Middle Ages, 1000–1500. Seattle:
Washington University Press. ISBN 0-295-
Ribeiro, Vanise; Carla Anastasia (2006). 97290-4
Coleção Encontros com a história. Curitiba:
Positivo. ISBN 978-85-7472-583-3 Seeck, Otto (1876). Notitia Dignitatum
accedunt Notitia Urbis Constantinopolitanae
Rice, David Talbot (1968). Byzantine Art. Laterculi Prouinciarum. Berlim: Weidmann
Londres: Penguin Books Ltd
Setton, Kenneth M. (1956). «The Byzantine
Robins, Robert Henry (1993). The Byzantine Background to the Italian Renaissance».
Grammarians: Their Place in History. Berlim e Proceedings of the American Philosophical
Nova Iorque: Mouton de Gruyter (Walter de Society. 100 (1)
Gruyter and Company). ISBN 3-11-013574-4
Setton, Kenneth Meyer (1976). The Papacy
Rosser, John H. (2011). Historical Dictionary and the Levant, 1204-1571: The fifteenth
of Byzantium. Lanham, MA: Scarecrow Press. century. Filadélfia: American Philosophical
ISBN 0-8108-7567-5 Society

Runciman, Steven (1930). A history of the Seton-Watson, Hugh (1967). The Russian
First Bulgarian Empire. Londres: G. Bell & Empire, 1801–1917. Oxford: Oxford University
Sons Press. ISBN 0-19-822152-5

Runciman, Steven (1986). The Great Church Shopen, Timothy (1987). Languages and
in captivity: a study of the Patriarchate of Their Status. Filadélfia: Pennsylvania
Constantinople from the eve of the Turkish University Press. ISBN 0-8122-1249-5
conquest to the Greek War of Independence.
Cambridge: Cambridge University Press Šišić, Ferdo (1990). Povijest Hrvata u vrijeme
narodnih vladara: sa 280 slika i 3 karte u
Runciman, Steven (1990). The Fall of bojama. Zagrebe: Nakladni zavod Matice
Constantinople, 1453. Cambridge: Cambridge hrvatske. ISBN 86-401-0080-2
University Press. ISBN 0-521-39832-0
Sophocles, Evangelinus Apostolides (1992).
Runciman, Steven (1977). A civilização Greek Lexicon of the Roman and Byzantine
bizantina. Rio de Janeiro: Zahar Periods. Hildesheim: Georg Olms Verlag.
ISBN 3-487-05765-4
Salaman, Rena (1986). «The Case of the
Missing Fish, or Dolmathon Prolegomena». In: Speck, Paul (1984). Varia 1 (Poikila Byzantina
Jaine, Tom. Oxford Symposium on Food & 4). Bona: Rudolf Halbelt
Cookery 1984 & 1985: Cookery: Science,
Lore & Books: Proceedings (Introduction by Stephenson, Paul (2000). Byzantium's Balkan
Alan Davidson). Londres: Prospect Books Frontier: A Political Study of the Northern
Limited. pp. 184–187. ISBN 9780907325161 Balkans, 900–1204 (http://books.google.com/
books?id=ILiOI0UgxHoC). Cambridge, Reino
Salles, Catherine (2008). Larousse das Unido: Cambridge University Press. ISBN 0-
Civilizações Antigas. Vol. III - Das Bacanais a 521-77017-3
Stone, Andrew (2004a). «John II Komnenos» Vasiliev, A.A. (2007b). «Relations with Italy
(http://www.roman-emperors.org/johncomn.ht and Western Europe» (http://www.intratext.co
m) m/IXT/ENG0832/_P17.HTM)

Stone, Andrew (2004b). «Manuel I Comnenus Versteegh, Cornelis H. M. (1977). Greek


(A.D. 1143-1180)» (http://www.roman-emperor Elements in Arabic Linguistic Thinking. Leida:
s.org/mannycom.htm) Brill. ISBN 90-04-04855-3

Stone, Andrew (2005c). «Andronicus I Vryonis, Speros (1971). The Decline of


Comnenus(A.D. 1183-1185)» (http://www.rom Medieval Hellenism in Asia Minor and the
an-emperors.org/andycomn.htm) Process of Islamization from the Eleventh
through the Fifteenth Century. Berkeley, CA:
Sutton, Jonathan; Bercken, William Peter van University of California Press. ISBN 978-0-52-
den (2003). Orthodox Christianity and 001597-5
Contemporary Europe: Selected Papers of the
International Conference Held at the Watson, Bruce (1993). Sieges: A Comparative
University of Leeds, England, in June 2001. Study. Westport: Praeger Publishers. ISBN 0-
Lovaina; Paris: Peeters Publishers. 275-94034-9
ISBN 9042912669
Weitzmann, Kurt (1982). The Icon. Londres:
Tarasov, Oleg; R. R. Milner-Gulland (2002). Evans Brothers Ltd. ISBN 0-237-45645-1
Icon and Devotion: Sacred Spaces in Imperial
Russia. Londres: Reaktion Books. ISBN 1- Whitney, David C. (1965). Encyclopedia
86189-118-0 Americana. 17. Nova Iorque: Americana
Corporation
Tatakes, Vasileios N.; Nicholas J. Moutafakis
(2003). Byzantine Philosophy. Indianápolis: Whittow, Mark (1996). The Making of
Hackett Publishing Company, Inc. ISBN 0- Byzantium, 600–1025. Berkeley e Los
87220-563-0 Angeles: University of California Press.
ISBN 0-520-20496-4
Teall, John L. (1967). «The Age of
Constantine Change and Continuity in Wickham, Chris (2009). The Inheritance of
Administration and Economy». Washington. Rome: A History of Europe from 400 to 1000.
Dumbarton Oaks Papers. 21: 11–36 Londres: Penguin. ISBN 0-670-02098-2

Treadgold, Warren T (1988). The Byzantine Williams, Henry Smith (1907). The Historians'
Revival, 780–842. Stanford: Stanford History of the World: A Comprehensive
University Press. ISBN 0-8047-1462-2 Narrative of the Rise and Development of
Nations from the Earliest Times, Volumes 9-
Treadgold, Warren (1995). Byzantium and Its 10. Universidade de Wisconsin:
Army, 284–1081. Stanford: Stanford Encyclopaedia Britannica
University Press. ISBN 0-8047-2420-2
Winnifrith, Tom; Penelope Murray (1983).
Treadgold, Warren (1997). A History of the Greece Old and New. Nova Iorque:
Byzantine State and Society. Stanford, Macmillan. ISBN 0-333-27836-4
Califórnia: Stanford University Press. ISBN 0-
8047-2630-2 Woods, David (1999). «Theodosius I (379-395
A.D.)» (http://www.roman-emperors.org/theo1.
Troianos, Spyros; Velissaropoulou-Karakosta, htm)
Julia (1997). History of Law. Atenas: Ant. N.
Sakkoulas Publishers. ISBN 960-232-594-1 Wolff, Robert Lee (1948). «Romania: The
Latin Empire of Constantinople». Speculum.
Vasiliev, A. A. (1935). Byzance et les Arabes, 23 (1)
Tome I: La Dynastie d'Amorium (820–867).
Bruxelas: Éditions de l'Institut de Philologie et Wolfram, Herwig (1990). History of the Goths.
d'Histoire Orientales Londres, Berkeley e Los Angeles: California
University Press. ISBN 0-520-06983-8
Vasiliev, A.A. (2007a). «Foreign Policy of the
Angeloi» (http://www.intratext.com/IXT/ENG08 Wortley, John, ed. (2010). John Skylitzes: A
32/_P1B.HTM) Synopsis of Byzantine History, 811-1057.
Cambridge, Reino Unido: Cambridge
University Press. ISBN 978-0-521-76705-7 Zlatarski, Vassil (1971). История на
българската държава през средните
Wroth, Warwick (1908). Catalogue of the векове: Първо българското царство
Imperial Byzantine Coins in the British (História do estado búlgaro na Idade Média).
Museum. Londres: British Museum Dept. of 1. Sófia: Nauka i izkustvo.
Coins and Medals. ISBN 1-4021-8954-0 ISBN 9789547399297

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Império_Bizantino&oldid=54750672"

Esta página foi editada pela última vez às 15h37min de 8 de abril de 2019.

Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada (CC
BY-SA 3.0) da Creative Commons; pode estar sujeito a condições adicionais. Para mais detalhes,
consulte as condições de utilização.