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INTRODUÇÃO.

1

INTRODUÇÃO. 1
TT.405 - ECONOMIA DE ENGENHARIA Material Didático - 2008 Prof. Lúcia R. A. Montanhini
TT.405 - ECONOMIA DE ENGENHARIA
Material Didático - 2008
Prof. Lúcia R. A. Montanhini

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

2

INDICE

1 INTRODUÇÃO

7

2 O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA

8

3 MATEMÁTICA FINANCEIRA

9

3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS

9

3.1.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

9

3.1.2 JUROS (J)

10

3.1.2.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA

11

3.1.2.2 TAXA DE JUROS:

12

3.1.2.3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS

13

3.1.3

FLUXO DE CAIXA

13

3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO

15

3.2.1

JUROS SIMPLES

15

3.2.2

JURO COMPOSTO

16

3.2.3

COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA

17

3.2.4

JURO CONTÍNUO

18

3.2.5

PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO

18

3.2.6

20

3.3 TIPOS DE TAXAS DE

21

3.3.1

TAXAS PROPORCIONAIS

21

3.3.2

TAXAS EQUIVALENTES

21

3.3.3

TAXA EFETIVA

23

3.3.4

TAXA NOMINAL

23

3.3.5

CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS

23

3.3.6

TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA

25

3.3.7

CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA

26

3.3.8

TAXA DE INFLAÇÃO

26

3.3.8.1

INDICADORES FINANCEIROS:

27

3.3.9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS

27

3.3.10 TAXA DE MÍNIMA ATRATIVIDADE

28

3.3.11 EXEMPLOS

29

4 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS

31

4.1 CAPITAIS EQUIVALENTES

31

4.2 ANUIDADES: CONCEITO E MODELOS GENÉRICOS

31

4.2.1

ANUIDADE ISOLADA

31

4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P)

31

4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F):

31

4.2.2

SÉRIE

32

4.2.2.1 SÉRIE UNIFORME

32

4.2.2.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA

33

4.3 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA

35

4.3.1

SIMBOLOGIA

35

4.4 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS

35

4.4.1

RELAÇÃO ENTRE P E F:

36

4.4.2

EXEMPLOS:

37

4.5

RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE UMA ANUIDADE ISOLADA E UMA SÉRIE UNIFORME

38

4.5.1 RELAÇÕES ENTRE F E A

38

4.5.2 RELAÇÕES ENTRE P E A

39

 

4.5.2.1

SÉRIE PERPÉTUA

40

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

3

4.5.3

EXEMPLOS:

40

4.6 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS E SÉRIE GRADIENTE:

42

4.6.1

RELAÇÕES ENTRE P E G

42

4.6.2

RELAÇÕES ENTRE F E G

43

4.6.3

44

4.7 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE SÉRIE UNIFORME E SÉRIE GRADIENTE:

45

4.7.1

RELAÇÃO ENTRE A E G

45

4.7.2

46

4.8

TAXA DE JUROS ENTRE DOIS CONJUNTOS DE CAPITAIS EQUIVALENTES

48

4.8.1 MÉTODO ITERATIVO DE NEWTON-RAPHSON

48

4.8.2 EXEMPLOS:

50

4.9

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

51

5 PROJETOS DE INVESTIMENTO

54

5.1

INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS

54

6 ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS

55

6.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

55

6.2 ELEMENTOS REQUERIDOS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

56

6.2.1

HORIZONTE TEMPORAL

56

6.2.2

FLUXO DE CAIXA

57

6.2.3

DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS TOTAIS

57

6.2.4

DETERMINAÇÃO DAS RECEITAS GERADAS

57

6.2.5

DETERMINAÇÃO DO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO

57

6.2.6

TAXA DE JUROS DA ANÁLISE DE INVESTIMENTO

58

6.3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS:

59

6.3.1

MÉTODO DO VALOR PRESENTE

59

6.3.1.1

EXEMPLOS:

60

6.3.2

MÉTODO DO VALOR FUTURO

61

6.3.2.1

EXEMPLOS:

61

6.3.3

MÉTODO DO VALOR ANUAL

62

6.3.3.1

EXEMPLOS:

62

6.3.4

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO

63

6.3.4.1

EXEMPLOS:

65

6.3.5

MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO -"PAYBACK”

66

6.3.5.1

EXEMPLOS:

66

6.3.6

MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍCIO-CUSTO

67

6.3.6.1

EXEMPLOS:

67

6.4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS SOB CONDIÇÕES

68

6.4.1

ANÁLISE DE ALTERNATIVAS COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS:

68

6.4.1.1

MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS

68

6.4.2

EXISTÊNCIA DE TAXAS MÚLTIPLAS

69

6.4.2.1

ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS

70

6.4.3

ALTERNATIVAS COM DIFERENTES HORIZONTES DE PLANEJAMENTO

71

6.4.3.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO

71

6.4.3.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO

72

6.4.4

EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES FINANCEIRAS

73

6.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRIA

73

6.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

74

7 FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO

78

7.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS

78

7.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS

79

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

4

 

7.2.1

TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA

79

7.2.1.1 PRINCIPAL (P):

79

7.2.1.2 PRESTAÇÃO (AM ):

79

7.2.1.3 AMORTIZAÇÃO (K M ):

79

7.2.1.4 JUROS (JM)

79

7.2.1.5 SALDO DEVEDOR (SDM )

80

7.2.1.6 PRAZO (N)

80

7.2.1.7 CARÊNCIA

80

7.2.1.8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’)

80

7.2.1.9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N)

80

7.2.2

MODALIDADES DE CONTRATO

80

7.2.2.1 QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL:

80

7.2.2.2 QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO:

80

7.2.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS

81

7.2.4 SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE (PRICE)

82

7.2.4.1 FLUXO DE CAIXA

82

7.2.4.2 VALOR DAS PRESTAÇÕES

82

7.2.4.3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M)

83

7.2.4.4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)

83

7.2.4.5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)

83

7.2.4.6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M

83

7.2.4.7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M

84

7.2.4.8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM,M’)

84

7.2.4.9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM,M’)

84

7.2.4.10 QUADRO DE FINANCIAMENTO

85

7.2.4.11 EXEMPLOS:

85

7.2.5

SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES (SAC)

86

7.2.5.1 FLUXO DE CAIXA

86

7.2.5.2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A1 A AN

87

7.2.5.3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “M”

87

7.2.5.4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO

87

7.2.5.5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO

87

7.2.5.6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M

87

7.2.5.7 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M

88

7.2.5.8 QUADRO DE FINANCIAMENTO

88

7.2.5.9 EXEMPLOS:

89

7.2.6

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM)

89

 

7.2.6.1

EXEMPLO:

90

 

7.2.7

SISTEMA AMERICANO

90

 

7.2.7.1

EXEMPLO:

91

 

7.2.8

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE - SACRE

91

7.2.8.1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS

92

7.2.8.2 EXEMPLO:

92

7.2.9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

94

7.2.10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETIMENTO DE RENDA

95

 

7.2.10.1

EXEMPLO:

95

 

7.2.11

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

96

8

DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

98

8.1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO

98

8.2 VIDA ÚTIL DE ATIVOS FIXOS

98

8.3 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO

99

 

8.3.1

TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA

99

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

5

8.3.2

MÉTODO LINEAR

 

100

8.3.2.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA

100

8.3.2.2 VALOR CONTÁBIL

 

100

8.3.2.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO

100

8.3.2.4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL

101

8.3.2.5 EXEMPLO:

 

102

8.3.3

MÉTODO EXPONENCIAL

103

8.3.3.1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO:

103

8.3.3.2 EXEMPLO:

 

104

8.3.4

MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS

104

8.3.4.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA:

105

8.3.4.2 EXEMPLOS:

 

105

8.3.5

MÉTODO DA SOMA INVERSA DOS DÍGITOS:

106

8.3.5.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA

106

8.3.5.2 EXEMPLO:

 

106

8.3.6

MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA

107

8.3.6.1

EXEMPLO:

107

8.3.7

MÉTODO DA DEPRECIAÇÃO POR PRODUÇÃO

108

8.3.7.1

EXEMPLO:

108

9 A INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA NA ANÁLISE DE

109

9.1

INFLUÊNCIA DO IR EM FINANCIAMENTOS DE PROJETOS

110

9.1.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS

110

9.1.2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS:

110

9.1.3 FINANCIAMENTO COM COMPOSIÇÃO MISTA DE RECURSOS

110

9.1.4 FINANCIAMENTO COM RECURSOS DE TERCEIROS

110

9.1.5 EXEMPLOS:

 

110

10 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS

112

10.1

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

112

10.1.1 CUSTO ANUAL DE CAPITAL:

112

10.1.2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

113

10.1.2.1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO

113

10.1.2.2 CUSTOS DE OPERAÇÃO

113

10.1.3 CUSTO ANUAL TOTAL

 

113

10.1.4 VIDA ECONÔMICA

113

10.1.4.1

EXEMPLO:

114

10.2

BAIXA DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS

114

10.2.1

BAIXA SEM REPOSIÇÃO

 

114

10.2.1.1

EXEMPLO:

114

10.2.2

BAIXA COM REPOSIÇÃO IDÊNTICA

115

10.2.2.1

EXEMPLO:

115

10.2.3

BAIXA COM REPOSIÇÃO DIFERENTE

115

10.2.3.1

EXEMPLO:

116

10.3

SUBSTITUIÇÃO COMO ANÁLISE DE INVESTIMENTO

116

10.3.1 CASO 1: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR IGUAL À VIDA ÚTIL DO

116

10.3.2 CASO 2: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE

117

10.3.2.1

EXEMPLO:

117

10.3.3

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

118

11 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA

119

11.1 DEFINIÇÕES:

 

119

11.2 FATORES QUE LEVAM A INCERTEZA:

119

Data:

/

/2008

Economia de Engenharia

Obs.:

Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

6

11.3

ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE INCERTEZA

119

11.3.1

ANÁLISE DE SENSIBILIDADE

120

11.3.1.1

EXEMPLO:

120

11.4

CRITÉRIOS DE DECISÃO

121

11.4.1 CRITÉRIO OTIMISTA: MAXIMAX (OU MINIMINI SE A MATRIZ FOR DE CUSTO)

122

11.4.2 CRITÉRIO PESSIMISTA : MAXIMIN (OU MINIMAX SE A MATRIZ FOR DE CUSTOS)

122

11.4.3 CRITÉRIO DE LAPLACE : MÉDIA

122

11.4.4 CRITÉRIO DE HURWICZ

122

11.4.5 CRITÉRIO DE SAVAGE : ARREPENDIMENTO

123

11.5

CRITÉRIOS DE DECISÃO COM PROBABILIDADES ASSOCIADAS:

123

11.5.1 CRITÉRIO DA ESPERANÇA MATEMÁTICA: MÉDIA

124

11.5.2 CRITÉRIO DO LIMITE MÍNIMO

124

11.5.3 ARVORE DA DECISÃO

124

 

11.5.3.1

EXEMPLOS:

125

11.5.4

VALOR DA INFORMAÇÃO ADICIONAL

127

11.5.4.1 INFORMAÇÃO PERFEITA

127

11.5.4.2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA

128

11.5.5

PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO

129

11.5.5.1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL

129

11.5.5.2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS

130

11.5.5.3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO

132

12 TABELA DE JUROS

134

13 TABELA DE PROBABILIDADES

138

14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

140

15 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.405 – ANO LETIVO 2008

141

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

INTRODUÇÃO.

7

1

INTRODUÇÃO.

A disciplina Economia de Engenharia tem por diretriz consolidar as técnicas da Matemática Financeira e critérios

da Engenharia Econômica que permitam elucidar os mecanismos para a apropriada alocação e otimização de recursos aplicados

em projetos de engenharia.

A avaliação de um projeto de Engenharia, de acordo com as contingências ligadas aos investimentos, envolve

desde critérios puramente monetários (situação mais simples) até critérios de mensuração mais complexa, como vantagens

tecnológicas, administrativas estratégicas ou ambientais.

A avaliação tecnológica trata principalmente dos processos técnicos de implantação e operação do projeto, a

avaliação administrativa prioriza os inúmeros problemas de gerência e de pessoal que surgem na implantação e na operação do projeto e enquanto que a avaliação ambiental enfoca os impactos que as ações para a implantação e a operação do projeto

provocam ao meio ambiente.

A avaliação financeira consiste em determinar a probabilidade de o projeto vir a ser financeiramente viável, ou

seja, de satisfazer seus compromissos financeiros, produzir uma remuneração razoável do capital investido e, se for o caso, contribuir com suas receitas, para cobrir custos de investimentos futuros. A análise financeira avalia os benefícios e custos de um projeto, reduzindo-os a uma medida comum; se os benefícios forem superiores aos custos, o projeto é aceitável, se não, deve ser

rejeitado.

A avaliação econômica, por sua vez, tem como finalidade básica medir custos e benefícios econômicos de um

projeto para determinar se os benefícios líquidos dele resultante serão pelo menos iguais àqueles que poderiam ser obtidos de outras oportunidades marginais de investimento. Em síntese, pode-se considerar a avaliação econômica de projetos como o processo metodológico que permite aferir benefícios e custos decorrentes e permite tomada de decisão e a escolha da alternativa

de maior ganho líquido.

Sem se desconectar de fatores ambientais, tecnológicos e administrativos e lançando mão de problemáticas que, cotidianamente, se defrontam as empresas privadas, entidades governamentais e pessoas para alocar recursos intrinsecamente limitados (capital, trabalho, terra, tecnologia, recursos naturais, etc.); a disciplina de Economia de Engenharia, prioritariamente, procura capacitar os estudantes ao desenvolvimento de estudos para a avaliação econômica e financeira de projetos de engenharia, através da abordagem de ferramental e técnicas da Engenharia Econômica que permitem escolher, entre as aplicações concorrentes, a melhor alternativa.

Com o intuito de auxiliar no entendimento dos processos da Engenharia Econômica desenvolveu-se este material de apoio à disciplina de Economia de Engenharia onde são fornecidos os conceitos básicos da Matemática Financeira, as metodologias de depreciação de equipamentos, de amortização de dívidas, de avaliação de investimentos e culminando com a análise de investimentos sob a ótica de risco e incerteza. Os conteúdos teóricos apresentados neste material didático são complementados com exemplos práticos, que serão resolvidos em sala de aula, objetivando facilitar os entendimentos os conceitos mostrados.

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

O conceito e origem da Engenharia Econômica

8

2

O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA

A Engenharia Econômica representa o conjunto de conhecimentos necessários para a escolha de alternativas de

investimentos.

Para avaliar o desempenho de uma ampla classe de investimentos, que podem ser medidos em termos monetários, utilizam-se técnicas de Engenharia Econômica fundamentadas na ciência chamada Matemática Financeira.

A Engenharia Econômica é, portanto, uma ferramenta de decisão, fundamentada em conceitos e técnicas da

matemática financeira, que permite a análise, comparação e avaliação financeira de projetos, sistemas, produtos, recursos,

investimentos ou equipamentos e que tem fundamental importância para todos que precisam decidir sobre propostas tecnicamente corretas, e seus fundamentos podem ser utilizados tanto para empresas privadas, como estatais.

A Engenharia Econômica também permite a avaliação de problemas mais complexos, que envolvem situações de

risco ou incerteza. Nestes casos, a Engenharia Econômica associa a Matemática Financeira a outras técnicas para análises de

decisão, tais como probabilidade e simulação.

Do ponto de vista pessoal a engenharia econômica pode ser aplicada para qualquer aplicação monetária, neste caso, que possa conduzir à obtenção de uma quantidade, também monetária, maior no futuro. Do ponto de vista empresarial, a engenharia econômica tem sua aplicabilidade na avaliação de financiamentos, de novos investimentos, substituição de equipamentos, etc frente a variados cenários conjunturais.

Os estudos sobre Engenharia Econômica têm suas origens nos Estados Unidos em 1887, quando Arthur Wellington publicou seu livro "The Economic Theory of Railway Location", texto que sintetizava análise de viabilidade econômica para ferrovias. Wellington, que era engenheiro civil, ponderava que devia utilizar-se o método de análise de custo capitalizado para selecionar o traçado e as curvaturas das vias férreas.

Na década de 20 J. C. L. Fish e 0. B. Coldman estabeleceram algumas metodologias de análise de investimento em estruturas de engenharia sob a perspectiva da matemática atuarial. Coldman, no livro titulado Financial Engineering (Engenharia Financeira) propôs um método analítico baseado em juros compostos para determinar valores comparativos.

Os limites da clássica Engenharia Econômica foram traçados em 1930 por Eugene L. Grant no livro Principles of Engineering Economy (Princípios de Engenharia Econômica) onde são estabelecidos os tradicionais critérios de comparação e de avaliação de investimentos.

Antes da segunda guerra mundial, os bancos e bolsas de valores dos países eram as únicas instituições que

utilizavam termos como juros, capitalização, amortização

financeiros e bancários passam a ser incorporados no âmbito industrial e particularmente na área produtiva das empresas. Os

novos industriais se depararam com a necessidade da aplicação de técnicas de análise econômica em suas empresas, criando um ambiente de tomada de decisões voltado à escolha da melhor alternativa.

A partir dos anos 50, com o rápido crescimento industrial, termos

A medida que o processo industrial se tornava mais complexo, as técnicas se adaptaram e se tornaram mais

especificas, para tanto, a engenharia econômica ou a analise econômica na engenharia foi também se evoluindo. Pesquisas modernas, refletindo a preocupação mundial pela conservação dos recursos e da aplicação eficaz de dinheiro público, ampliaram as fronteiras da Engenharia Econômica incorporando aos métodos de avaliação tradicionais novos critérios para a avaliação do

risco, da sensibilidade, de fatores intangíveis, etc.

Ao longo de 120 anos a Engenharia Econômica foi sendo aprimorada e aplicada em inúmeras outras áreas além da engenharia, contudo, esta terminologia foi conservada pelo fato de que grande parte dos problemas de alocação de recursos depende de informações técnicas e em geral de decisões que são tomadas por engenheiros ou por administradores que agem com base nas recomendações dos engenheiros.

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

Matemática Financeira.

9

3

MATEMÁTICA FINANCEIRA.

A Matemática Financeira é uma ciência exata que tem por objetivo fundamental fornecer o ferramental técnico, utilizado em Engenharia Econômica, que descreve as relações do binômio tempo e dinheiro.

A Matemática Financeira dá subsídio para o estudo das diversas formas de evolução do valor do dinheiro no tempo, bem como as formas de análise e comparação de alternativas para aplicação / obtenção de recursos financeiros.

Os principais objetivos da matemática financeira são:

a) Transformação e manuseio de fluxos de caixa, com a aplicação de taxas de juros de cada período, para levar em consideração o valor do dinheiro ao longo do tempo.

b) Obtenção da taxa interna de juros que está implícita em um fluxo de caixa.

c) Análise e a comparação de diversas alternativas de fluxos de caixa.

3.1 CONCEITOS

FUNDAMENTAIS.

A Matemática Financeira está diretamente ligada ao valor do dinheiro no tempo, que, por sua vez, está interligado

à existência de juros.

Observadas as peculiaridades e considerados à parte os aspectos políticos e subjetivos, para que valores de uma avaliação de investimentos, que ocorrem em tempos diferentes, possam ser corretamente operados há necessidade de que sejam definidos ou conhecidos os fluxos de caixa onde são alocados os valores resultantes desses investimentos.

3.1.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO.

Em estudos, seja para fins de avaliações econômicas ou avaliações financeiras de empreendimentos, seja para a análise de resultados ou indicadores históricos de investimentos, é comum se lidar com valores financeiros relacionados a épocas ou períodos diferentes.

A capacidade que o dinheiro tem de gerar rendimento com o transcurso do tempo faz com que um mesma cifra,

em valor nominal, tenha diferentes valores em relação ao tempo a que se refere, o que realmente descreve o conceito do Valor do

Dinheiro no Tempo.

O dinheiro, como qualquer outro bem, tem um valor intrínseco e seu valor sobre variação em função da variação

(maior/menor) da oportunidade (compra/rendimento) gerada em função do tempo. Uma pessoa pode possuir uma casa ou trocar este bem por dinheiro ou possuir um veículo ou vendê-lo para, em troca, receber o valor em dinheiro. Por outro lado se a pessoa não possui uma casa e necessita de uma é obrigada a recorrer ao aluguel, pagando por este uso. Se não possui um automóvel e necessita de um deve pagar por esta locação, não importando se é por meia hora, como no caso de táxi, ou por um dia ou um mês. Do mesmo modo, se alguém não possui dinheiro e necessita dele, deve pagar certa quantidade para obtê-lo. Em geral, todo bem com valor intrínseco exige um pagamento pelo seu uso. Por outro lado se bens com valor intrínseco não são utilizados nada

se ganha com eles, seria o mesmo que ter um táxi na garagem ou guardar dinheiro sob o colchão!

A capacidade de valorização do dinheiro com o tempo só existe quando em plena atividade, é o caso de uma

operação de empréstimo: Quem recebe dinheiro de empréstimo paga ao final de um determinado prazo uma quantidade de dinheiro maior que o valor emprestado. O incremento que é pago ao dono do dinheiro é chamado de juros e traduz o conceito de

Valor do Dinheiro no Tempo.

O conceito de Valor do Dinheiro no Tempo muitas vezes é isoladamente exemplificado através do fenômeno

inflacionário, embora o que realmente ocorre nesta situação é o fenômeno da “ilusão monetária”, efeito tanto maior quanto maior

o país padece da inflação.

A inflação é um fenômeno econômico que consiste na perda de poder aquisitivo do dinheiro com o passar do

tempo em decorrência da elevação do nível geral de preço no mercado interno. Portanto, o dinheiro se desvaloriza com a

inflação.

Data:

Obs.:

/

/2008

Economia de Engenharia

Notas de Aula

Matemática Financeira.

10

Nenhum país do mundo está imune ao fenômeno da inflação, diz-se que este valor é baixo quando se encontra entre 2 a 5 % ao ano, como ocorre nos paises desenvolvidos e atualmente no Brasil, porém, chega a atingir patamares acima de 1000 % anuais, como vivenciados pelo Brasil na década de 90. A Tabela-1, apresentada a seguir mostra a variação inflacionária no Brasil desde 1980 até os dias atuais.

Tabela 1: Inflação anual no Brasil – Variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna)

ANO

INFLAÇÃO

ANO

INFLAÇÃO

ANO

INFLAÇÃO

 

1980 110,23

 

1990 1.476,71

2000 9,80

 

1981 95,20

   

1991 480,23

2001 10,40

 

1982 99,73

   

1992 1.157,84

2002 26,41

 
 

1983 211,02

 

1993 2.708,17

2003 7,66

 

1984 223,81

   

1994 1.093,85

2004 12,13

 
 

1985 235,13

1995 14,77

 

2005 1,23

 

1986 65,04

 

1996 9,33

 

2006 3,80

 
 

1987 415,95

1997 7,48

     
 

1988 1.037,53

1998 1,71

     
 

1989 1.782,85

1999 19,99

     

MÉDIA

427,65 %

MÉDIA

697,01 %

MÉDIA

10,20 %

fonte: FGV/Conj. Econômica

É importante ressaltar que com ou sem inflação, o dinheiro se valoriza através do tempo. Caso a remuneração cobrada pelo uso do dinheiro for menor que a perda de seu valor aquisitivo em decorrência da inflação significa que a perda total do investidor inclui a diferença entre a remuneração recebida e a desvalorização do dinheiro mais a valorização real pretendida na operação de empréstimo.

Remuneração pelo Uso do Dinheiro Perda poder aquisitivo (Inflação) Valorização do Dinheiro
Remuneração pelo Uso do Dinheiro
Perda poder aquisitivo (Inflação)
Valorização do Dinheiro

Com técnicas analíticas adequadas se pode comparar o poder aquisitivo do dinheiro em determinados instantes de tempo, esta é a ajuda que a Engenharia Econômica fornece aos administradores de negócios.

3.1.2 JUROS (J)

Os juros são definidos como sendo a remuneração do capital, a qualquer título. Assim, são válidas as seguintes expressões como conceito de juros:

a) valor em dinheiro pago pelo uso de um empréstimo, ou, é o valor em dinheiro recebido pelo valor emprestado.

b) remuneração do capital empregado em atividades produtivas;

c) custo do capital de terceiros;

d) remuneração paga pelas instituições financeiras sobre o capital nelas aplicado.

Os juros, em unidade monetária, são calculados através da seguinte expressão:

Data:

Obs.:

/

/2008

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11

J = F P
J = F
P

(1)

onde,

 

J= Juros incorporados ou pagos em um período de tempo “n”

F

=

Valor recebido/pago ao final do período “n”

P

=

Valor aplicado/emprestado no início do período “n”

3.1.2.1

JUROS – UNIDADE DE MEDIDA

O juro é medido por meio de taxa que se refere, sempre, a uma unidade qualquer de tempo (ano, semestre, mês,

dia, etc), chamada de Taxa de Juros ou Taxa de Desconto, representada pela letra “i”.

A Taxa de Juros (i) é um coeficiente que corresponde à razão entre os juros pagos ou recebidos no fim de um

determinado período de tempo e o capital inicialmente empatado. A taxa de juro é a proporção existente entre o capital e a sua

remuneração.

A taxa de juros é obtida pela seguinte expressão:

Onde,

F P J = = P P
F
P
J
=
=
P
P

i

P

=

o capital investido ou emprestado no principio do período.

F

=

o valor pago ao final do período.

J = F – P = juros pagos ou incorporados no período.

i =

taxa de juros por período

(2)

A taxa de juros pode ser apresentada na forma percentual ou unitária.

A Taxa de juros unitária representa a remuneração proporcionada, na unidade de tempo de referência, para

cada unidade de capital (R$ 1,00) enquanto a Taxa de juros percentual representa a remuneração proporcionada para cem unidades de capital (R$ 100,00) aplicadas, como mostra o quadro abaixo:

TAXA DE JUROS

REPRESENTAÇÃO

CAPITAL APLICADO (P)

JUROS NO PERÍODO DE 1 ANO (J)

Percentual

10% a.a.

100

10

Unitária

0,10 a.a

1

0,10

A notação percentual é a forma usualmente utilizada para a representação da taxa de juros no meio financeiro.

Considerando que a forma unitária é utilizada em todos os formulários de Engenharia Econômica a sua conversão da taxa percentual para esta forma de representação torna-se obrigatória.

EXEMPLO 1

i percentual

100

i

unitária

=

(3)

REPRESENTAÇÃO

TAXA DE JUROS

PERCENTUAL

UNITÁRIA

Data:

Obs.:

/

/2008

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12

EXEMPLO 2

Calcular o valor dos juros ao final de um mês considerando que foi aplicado R$ 1.000,00 à taxa de 8%

a.m.

EXEMPLO 3

Considerando o resgate de R$ 150,00 decorrente da aplicação de R$ 100,oo calcular os juros

incorporados e respectiva taxa no período.

3.1.2.2 TAXA

DE JUROS: COMPONENTES.

Quando uma instituição financeira decide emprestar dinheiro, existe, obviamente, uma expectativa de retorno do capital emprestado acrescido de uma parcela de juro.

O custo de um empréstimo será, portanto, obtido através de um somatório da remuneração desejada e expectativas de custos, com se segue:

Taxa pura

Taxa de risco

Custo devido a impostos

Custo operacional devido a serviços de intermediação

Correção monetária (relacionada com a inflação)

A

componente principal de uma taxa de juros é denominada de taxa de juros pura.

A

Taxa de Juros pura é a parcela destinada a compensar a perda de liquidez durante o período de empréstimo,

excluindo de sua composição o fator de risco que normalmente está associado a uma operação financeira.

A taxa de juros pura, correspondente a efetiva remuneração do capital, é fixada pelo mercado financeiro através

das forças que regem a oferta e demanda de capital para financiamento de atividades produtivas.

A incerteza sobre o retorno do capital emprestado exige uma sobretaxa sobre a remuneração básica do capital

(taxa pura). A taxa de risco (ou spread) está relacionada com a capacidade de solvência do captador, estratégia do investimento,

volume de capital, etc

Data:

Obs.:

Grau de Risco

/

Taxa de Juro Taxa Pura (risco = 0) %
Taxa de Juro
Taxa Pura (risco = 0)
%

/2008

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13

3.1.2.3

CAPITALIZAÇÃO DE JUROS

A palavra de capitalização provém do termo Capital, também chamado de valor Principal (P) e que representa

todo o conjunto de meios líquidos (moeda), cedidos durante um determinado período (n) e produzindo uma certa remuneração (J)

para o seu proprietário.

A Capitalização é o ato de incorporação dos juros ao capital inicial, ou seja, é o incremento do valor do capital à medida que o tempo decorre.

A capitalização ou a incorporação dos juros ao capital aplicado ocorre em períodos constantes, chamado de Período de Capitalização.

A cada capital (Principal) empregado durante um certo tempo (Período de Capitalização), é acrescido (Capitalizado) o valor correspondente aos Juros, formando o Montante (F = P+J).

O Desconto ou Atualização é o processo inverso da capitalização, consiste numa redução do valor do capital durante um determinado prazo.

Capitalização 0 1 2 3 4 5 . n ( tempo ) Descapitalização
Capitalização
0
1
2
3
4
5
.
n
( tempo )
Descapitalização

3.1.3 FLUXO DE CAIXA.

O Fluxo de Caixa é a representação gráfica dos eventos financeiros (entradas e saídas) de um projeto de investimento lançadas nas respectivas datas de ocorrência. É possível ter fluxos de caixa de empresas, projetos, operações financeiras, de investimentos, etc.

A elaboração do fluxo de caixa é indispensável na análise de rentabilidades e custos de operações financeiras e

no estudo de viabilidade econômica de projetos e investimentos.

O Fluxo de Caixa, ou cronograma financeiro do projeto, pode ser representado por tabelas, quadros ou esquematicamente por um diagrama apresentado.

 

a)

Representação em tabela

 
 

t

Rt

Pt

0

R0

P0

1

-

-

2

-

P2

3

R3

-

4

R4

-

 

-

-

 

n-1

-

Pn-1

n

Rn

-

onde,

 

Rt

= recebimento na data “t”

 

Pt

= pagamento na data “t”

Data:

/

/2008

Obs.:

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14

EXEMPLO 4

 

Receitas

 

Dispêndios

Fluxo

Ano

Redução custos

 

Custos

Imposto de

Resultante

(US$)

Investimentos (US$)

Operacionais

(US$)

Renda (US$)

(US$)

0

0,00

50.000,00

   

-50.000,00

1

24.000,00

50.000,00

16.000,00

700,00

-41.300,00

2

48.000,00

50.000,00

32.000,00

1.400,00

-32.600,00

3

72.000,00

 

48.000,00

2.100,00

26.100,00

4

72.000,00

 

48.000,00

2.100,00

26.100,00

5

72.000,00

 

48.000,00

2.100,00

26.100,00

6

72.000,00

 

48.000,00

-1.400,00

22.600,00

7

72.000,00

 

48.000,00

-4.900,00

19.100,00

8

72.000,00

 

48.000,00

-8.400,00

15.600,00

9

72.000,00

 

48.000,00

-8.400,00

15.600,00

10

72.000,00

 

48.000,00

-8.400,00

15.600,00

b) Representação Gráfica

R R 3 R 4 Recebimento (+) R n 0 P P 2 Pagamento (-)
R
R 3
R 4
Recebimento (+)
R n
0
P
P 2
Pagamento
(-)
0
P n-1

A representação gráfica de um Fluxo de Caixa segue a seguinte convenção:

A escala horizontal representa o tempo, dividido em períodos descontínuos (dias, meses, anos, etc.).

Os intervalos de tempo de todos os períodos são iguais e são identificados numericamente de . 0 a n.

O ponto 0 indica a data inicial (hoje), o ponto 1 indica o final do primeiro período, etc.

O ponto “n”indica o final do horizonte de planejamento.

A escala vertical indica a magnitude do evento financeiro, sendo representado por “setas” para cima ou para

baixo.

As saídas de caixa correspondem aos pagamentos, têm sinais negativos e são normalmente representadas por setas apontadas para baixo.

As entradas de caixa correspondem aos recebimentos, têm sinais positivos e são normalmente representadas por setas apontadas para cima.

EXEMPLO 5

1,4 4,9 8,4 8.4 8.4 24 48 72 72 72 72 72 72 72 72
1,4
4,9
8,4
8.4
8.4
24
48
72
72
72
72
72
72
72
72
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
50
50
50
48
48
48
48
48
48
48
48
16
32
0,7
1,4
2,1
2,1
2,1
Data:
/
/2008
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Obs.:

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Matemática Financeira.

15

Fluxo resultante:

F 3 =F 2 =P 0 22,6 19,1 15,6 15,6 15,6 0 1 2 3
F
3 =F 2 =P 0
22,6
19,1
15,6
15,6
15,6
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
32,6
41,3

50

3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO

Quando um capital é emprestado ou investido a uma certa taxa por período ou diversos períodos de tempo, o juro a cada período de aplicação é cobrado ou incorporado ao capital de acordo com 2 regimes básicos de capitalização de juros:

capitalização a Juros Simples;

capitalização a Juros Composta

3.2.1 JUROS SIMPLES.

capitalização a Juros Composta 3.2.1 JUROS SIMPLES. a) Principais características: Na capitalização a Juros

a) Principais características:

Na capitalização a Juros simples apenas o capital inicial (principal) rende juros.

Os juros de um período não se somam ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.

Juros não são capitalizados e, conseqüentemente, não rendem juros.

os juros a cada período de capitalização ficam sem remuneração (ociosos) ao longo de todo o período de investimento.

o juro produzido em cada período é constante.

no regime de juros simples, o dinheiro cresce em progressão aritmética ao longo do tempo.

b) Cálculo de Montante à juros simples:

Representando por:

P

= o principal,

n

= o número de períodos de capitalização,

i = a taxa de juros e

F

= o montante ao final do período de capitalização, tem-se:

O

juro a cada período “t” é calculado através da seguinte expressão:

Data:

Obs.:

/

J

t

=

P

t

1

. i

/2008

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16

Como em Juro Simples não há incorporação de juros ao capital inicial:

P = P = P = = P 0 1 2 n P = F
P
= P
=
P
=
=
P
0
1
2
n
P
= F
F
=
=
=
F
0
1
2
n
logo,
J
=
J
=
J
=
J
=
J
=
=
J
=
P
.i
t
1
2
3
4
n
0
P 0
0
1
2 3
4
n-1
n
F 1 =P 0
J 1
F 2 =F 1 =P 0
J 2
F
3 =F 2 =P 0
F
4 =F 3 =P 0
J 3
F=F n =F n-1 =P 0
J 4
J n
O total de juros (Js), para o Regime de Capitalização Simples, no período “n” é igual a:
J s =
P.i . n

e o montante, ao final do período “n”:

 

F = P + Js = P + P.i.n

ou,

F = P (1 + n.i)

(4)

3.2.2 JURO COMPOSTO.

Na capitalização a Juro Composto os juros capitalizados e passam também a render, ou seja, os juros de um período são incorporados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.

Juro Composto R$ R$ R$ R$ Principal Juros
Juro Composto
R$
R$
R$
R$
Principal
Juros

a) Principais características:

os juros vencidos são imediatamente incorporados ao capital no processo de capitalização;

o capital (P) no início de cada período vai aumentando pela adição dos juros vencidos no fim do período imediatamente anterior, dando origem a juros crescentes (existe a contagem de juros sobre juros).

no regime de juros compostos, o dinheiro cresce em progressão geométrica ao longo do tempo

É importante perceber que o dinheiro cresce mais rapidamente no regime de juros compostos do que no regime de juros simples, em razão da capitalização dos juros.

Data:

Obs.:

/

/2008

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17

b) Cálculo de Montante à Juro Composto: P 0 0 1 2 3 4 n-1
b)
Cálculo de Montante à Juro Composto:
P
0
0
1
2
3
4
n-1
n
F
1 =P
+J 1
0
J
1
F
2 =F 1 +J 2
J
2
F
3 =F 2 +J 3
J
3
F
4 =F 3 +J 4
J
4
F=F n =F n-1 +J n
J
n
F
=
P
+
J
=
P
+
P
.
i
=
P
. 1
(
+
i
)
1
1
0
1
0
0
0
[
1
]
[
F
=
F
+
J
=
F
+
F
.
i
=
P
. 1
(
+
i
)
+
P
.1
(
+
i
)
1
]
1
2
.
i
=
P
.1
(
+
i
)
.1
(
+
i
)
=
P
. 1
(
+
i
)
2
1
2
1
1
0
0
0
0
[
2
]
[
2
]
2
3
F
=
F
+
J
=
F
+
F
.
i
=
P
. 1
(
+
i
)
+
P
.1
(
+
i
)
.
i
=
P
. 1
(
+
i
)
. 1
(
+
i
)
=
P
. 1
(
+
i
)
3
2
3
2
2
0
0
0
0
F
=
P
.1
(
+
i
) n
n
0
ou,
n
F = P (1 + i)
(5)
onde:
F
= montante à Juro Composto
P
= principal, capital aplicado
i = taxa unitária de juros referida a unidade de tempo de “n”
n
= período de aplicação do capital P
3.2.3
COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA
0 1 Juro Simples Juro Composto 0 1 2 3
0
1
Juro Simples
Juro Composto
0
1
2
3

Data:

Obs.:

/

/2008

Graficamente:

Observações:

a) As duas curvas (simples e composto) interceptam-se nos período 0 e 1

b) Entre 0 e 1 juros simples é maior do que juros compostos.

c) Operações comerciais (de curto prazo) são normalmente realizadas à Juro Simples e as operações financeiras (de médio à longo prazo) a Juros Compostos

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Matemática Financeira.

18

3.2.4

JURO CONTÍNUO

A capitalização a Juro Contínuo é um caso particular de Juro Composto onde a unidade de tempo de capitalização é infinitesimal e, portanto, a incorporação de juros se dá a intervalos infinitesimais de tempo.

Juro Contínuo R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Juros R$ Principal
Juro Contínuo
R$
R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$
R$
Juros
R$
Principal

b) Cálculo de Montante à Juro Contínuo:

Juro Contínuo n P = F Pt+dt Pt J=P td t P=P 0 0 t
Juro
Contínuo
n
P
= F
Pt+dt
Pt
J=P
td
t
P=P
0
0
t
t+dt
n
ou,
i n
.
F
=
P e
.
Considerando, n = P 0 n = t P t n = + ∂ t
Considerando,
n
= P
0
n
= t
P
t
n
= + ∂
t
t
P
t
+∂
t
tem-se,
∂ P
t
P
=
P
.
t
=
i
.
t
t
t
P
t
P
P
n
i . n
n
ln
=
in
.
e
=
P
P

=

P

t

+

P

t

.

i

.

t

JUROS

P

t

n

0

P

t

=

n

0

i

.

t

P

n

=

P e

;

i . n

=

F

ln

P

n

.ln

P

=

in

.

(6)

3.2.5 PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO

Quanto ocorre aplicação em período de tempo fracionário, a contabilização dos juros na capitalização composta pode ser realizada de duas maneiras distintas:

Convenção exponencial

Convenção linear

a) Convenção Exponencial

A convenção exponencial considera os juros para a fração de tempo como capitalização composta ou seja, o capital rende juros compostos durante todo o período de aplicação, ou seja, nos períodos inteiros e fracionários. Na convenção exponencial, o período de aplicação (fracionário) é substituído diretamente no formulário desta modalidade de capitalização não necessitando a mudança da taxa de juros para prazo de capitalização compatível com a fração de tempo.

Data:

Obs.:

/

/2008

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Matemática Financeira.

19

EXEMPLO 6

Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10.000,00, a taxa de 6 % aa durante 5 anos e seis meses.

b) Convenção Linear

Considerando que a capitalização simples é mais vantajosa que a capitalização composta para aplicação em prazo menor que o período de capitalização, quando ocorre prazo de aplicação fracionário a modalidade simples é aplicada na fração de tempo e a capitalização é aplicada no prazo inteiro remanescente.

Ou seja, por esta convenção, calcula-se o montante a juros compostos do número de períodos inteiros. montante obtido, adicionam-se os juros simples a ele correspondente no período fracionário.

Ao

1º passo:

2º passo:

Resultando,

onde,

n F n+n F =N = Prazo de Aplicação
n F
n+n F =N = Prazo de Aplicação

P 0

0 1 2 n-2 n-1 n Juro Composto Juro Composto Juro Composto Juros
0
1 2
n-2
n-1
n
Juro Composto
Juro Composto
Juro Composto
Juros

Simples

Juro Composto Juro Composto Juro Composto Juros Simples A aplicação se realiza da seguinte maneira: Aplicação

A aplicação se realiza da seguinte maneira:

Aplicação de Juros compostos na parcela inteira do prazo ( n

I

):

F

n

I

(

= P. 1+ i

)

n I

Em seguida, conclui-se a capitalização aplicando ao montante obtido (até a parcela inteira tempo) a capitalização simples para o prazo restante (a fração de tempo).

F

=

F

.(1

+

n

.i)

 

N

=

n

I

+

n

F

n

I

F

F

N

 

=

P (

. 1+

i)

(

n I . 1+

n

F

.

i)

FN = Montante (convenção linear)

P

= capital aplicado

N

= Prazo de aplicação = nI + nF

nI

= parcela inteira do prazo N

nF = parcela fracionária do prazo N

(7)

Data:

Obs.:

/

/2008

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20

3.2.6

EXEMPLOS.

EXEMPLO 7 Avaliar, para os regimes de capitalização simples e composto, a evolução mensal de uma dívida de R$100,00, durante três meses, à taxa de 5,00% a.m.:

MÊS

JUROS SIMPLES

JUROS COMPOSTOS

JUROS

MONTANTE

JUROS

MONTANTE

0

       

1

       

2

       

3

       

EXEMPLO 8 Um capital de R$ 50.000,00 aplicado a juro simples, à taxa de 15% a.m., quanto perfaz ao fim de dois anos?

EXEMPLO 9 O valor de US$ 10.000,00 colocado em uma conta, no final de 2.006, a juros de 10% a.a., em quanto montará em fins de 2.015 (desconsiderando correção monetária e alterações da moeda corrente.)

EXEMPLO 10) Calcular o montante devido pela utilização de um capital de R$ 1.500,00 por 20 dias à uma taxa de juros de 4%a.m. capitalizados continuamente?

EXEMPLO 11) Considerando Juro Composto, determine:

a. O capital que, sendo investido durante 4 meses à taxa mensal de 12% dá juro de R$20.000,00

b. O número de meses necessários para que um capital de R$ 50.000,00 investido à taxa semestral de 8%, dê um juro igual a R$ 135.000,00

c. A taxa quadrimestral a que deve ser investido um capital de R$500.000,00 para que dê, ao fim de 12 meses, um juro de R$ 50.000,00

EXEMPLO 12) Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10.000,00, a taxa de 6 % aa durante 5 anos e seis meses considerando a Convenção Linear de juros.

IMPORTANTE

Data:

/

Obs.:

o prazo (n) e a taxa de juros (i) devem estar sempre expressas na mesma unidade de tempo.

/2008

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Matemática Financeira.

21

3.3

TIPOS DE TAXAS DE JUROS.

A existência de distintos regimes de capitalização permite a utilização de artifícios que mascaram a rentabilidade real de um investimento de tal forma que os juros, conforme a conveniência, parecerem maiores ou menores.

Isto também ocorre quando existem obrigações, taxas, impostos ou comissões que comprometem os rendimentos ou oneram os pagamentos de juros.

Critérios diferentes para o cálculo de juros também fazem a taxa expressa na negociação diferir da taxa efetivamente realizada, como por exemplo, juros cobrados antecipadamente ou calculados sobre um total que na realidade é pago em parcelas.

Como os formulários utilizados em Engenharia Econômica são deduzidos a partir de taxas de juros, que refletem o rendimento efetivo, apresentamos na seqüência as diferentes formas de indicação de taxas de juros, assim como, a metodologia de conversão compatível com os formulários de equivalência de capitais.

3.3.1 TAXAS PROPORCIONAIS

Duas taxas de juros (i e im) são ditas proporcionais quando referidas a tempos diferentes (t e tm), mantém entre si a mesma relação que seus períodos de referência

i m

=

t

m

m =

t

i i m = m
i
i m =
m
 

i

t

t

m

T

tm

Equivalência de período

m

 

ano

mês

1 ano=12 meses

m=12 meses/ 1 mês = 12

ano

da

1 ano = 360 dias

m = 360 dias/ 1 dia = 360

mês

semana

 

1 mês = 4 semanas

m = 4 semanas / 1 semana = 4

(7)

EXEMPLO 13 Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano:

3.3.2 TAXAS EQUIVALENTES

Duas taxas (i e im) são ditas equivalentes se produzirem a mesma quantidade de juros (ou igual montante), para o mesmo capital inicial empregado (P) e no mesmo período de tempo (n)

F 1 = F F 2 = F n = 1 período t t t
F 1 = F
F 2 = F
n = 1 período t
t
t m
t m
t
m
m
t
i
m
n =m períodos t m
P
P
i
i m
m
i m
i m
i
m
Condição de Equivalência:
F1 = F2 = F

Data:

Obs.:

/

/2008

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22

a) Juros Simples

Fórmula do montante para juros simples: F = P. (1+n.i)

F1 = P.(1+1.i)

F2 = P. (1 + m . im)

Condição de equivalência:

F = F1 = F2

P.(1+1.i) = P. (1 + m . im)

i m =

i

m

donde se conclui:

JURO SIMPLES: TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES

b) Juros Compostos.

Fórmula do montante para juro composto: F = P. (1+i) n

F1 = P.(1+i) 1

F2 = P. (1 + im) m

Condição de equivalência:

F = F1 = F2

P.(1+i) = P. (1 + im) m

obtendo-se a equação de equivalência entre duas taxas, para Juros Compostos:

donde se conclui:

( 1+ i

)

(

= 1+i

m ) m

(8)

JURO COMPOSTO: TAXAS PROPORCIONAIS NÃO SÃO EQUIVALENTES .

c) Juros Contínuos

Fórmula do montante para juro contínuo : F = P. e i.n

F1 = P. e ix1

F2 = P. e imxm

Condição de equivalência:

F = F1 = F2

ou simplesmente,

donde se conclui:

F1 = P. e ix1 = P. e i m xm

i x 1 = e i m xm

i i m = m
i
i
m =
m

JURO CONTÍNUO: DUAS TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES.

Data:

Obs.:

/

/2008

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23

EXEMPLO 14

Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano para capitalização simples, composta e

contínua.

3.3.3

TAXA EFETIVA

Uma taxa de juros é dita efetiva quando ao final do período por ela indicado (período de referência da taxa de juros) o total de juros cobrado (ou incorporado ao principal) corresponde ao valor indicado pela taxa (valor da taxa).

juro simples: todas as taxas de juros são efetivas.

juro composto: taxa efetiva quando período de referência da taxa de juros igual ao período de capitalização.

juro contínuo: não existe taxa de juros efetiva, sempre o período de referência da taxa de juros difere período de capitalização (infinitesimal).

Período de capitalização = período de tempo em que os juros são incorporados/cobrados.

Período de referência da taxa de juros (ano)
Período de referência
da taxa de juros (ano)
Período de capitalização (ano)
Período de
capitalização (ano)

taxa de 12% ao ano, com capitalização anual.

3.3.4 TAXA NOMINAL

Quando uma taxa de juros declarada ou registrada nos contratos de uma operação de crédito ou de investimentos não corresponde ao seu custo efetivo (juro cobrado) é dita nominal.

juro simples: não existe taxa nominal.

juro composto: taxa nominal quando período de referência da taxa de juros difere do período de capitalização.

Juro contínuo: todas as taxas de juros são nominais, sempre o período de referência da taxa de juros difere período de capitalização (infinitesimal).

Período de referência da taxa de juros (ano)
Período de referência
da taxa de juros (ano)
Período de capitalização (mês)
Período de
capitalização (mês)

taxa de 12% ao ano, com capitalização mensal.

3.3.5 CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS

a) Juro Simples:

a.1)

Taxa Nominal em Taxa Efetiva

Não há de se falar em conversão de Taxa nominal em taxa efetiva para capitalização simples ou contínua pois nunca haverá uma taxa nominal associada à juro simples.

Data:

Obs.:

/

/2008

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24

a.2)

Taxas efetivas com diferentes períodos de capitalização

a conversão é realizada mediante a aplicação da equação (7) de proporcionalidade entre duas taxas de juros:

i m =

i

m

b) Juro Composto:

b.1)

Taxa nominal em Taxa efetiva

A taxa efetiva equivalente referida ao mesmo período da taxa nominal, difere da rentabilidade indicado na taxa nominal.

A conversão de um taxa nominal em uma taxa efetiva é realizad mediante os seguintes passos:

b.2)

1º passo:

2º passo:

A conversão da taxa nominal para a taxa efetiva implícita é feita no regime de juros simples através da determinação da taxa de juros proporcional referida ao período de capitalização que corresponde a taxa efetiva de juros. Equação (7):

i m =

i

m

Conhecida a taxa efetiva (taxa proporcional para período de capitalização) determina-se a taxa de juros equivalente para o período desejado. Equação (8)

(

1+i = 1+i

)

(

m

) m

Taxas efetivas referente a diferentes períodos de tempo:

A conversão é realizada mediante a aplicação da equação (8) de equivalência entre duas taxas de juros:

(

1+i = 1+i

)

(

m

) m

c) Juro Contínuo.

c.1)

Taxa nominal (Juro Contínuo) em Taxa efetiva (Juro Composto)

Como nunca haverá uma taxa efetiva associada à juro contínuo para converter uma taxa de juro contínuo em efetiva devemos converter o regime de capitalização de contínuo a composto.

A capitalização contínua se caracteriza por ocorrer a períodos de tempo infinitesimais ( t ). Considerando que a

capitalização contínua é um caso particular de capitalização composta podemos utilizar a equação (8) que

representa a relação de equivalência entre duas taxas de juros compostos.

Data:

Obs.:

/

(

1 +

i

)

i =

=

1 +

1

+

r  

m

r

m

m

m

1

onde

=

lim

m

/2008

r

m

1

+

zero

r

m

m

r

e

r

m

1

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25

resultando,

onde:

Por definição

 m  r  r  lim     1 + 
m
r 
r
lim
  1 +
m
m
  
r
i
=
e
1

r

= e

i

= taxa de juros efetiva (juro composto)

r

= taxa instantânea ou taxa contínua (juro contínuo)

(9)

obs. As taxas “i” e “r” definidas na equação (9) devem estar relacionadas ao mesmo período de tempo;

3.3.6 TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA

Tanto os juros simples como os compostos, podem ser capitalizados de forma antecipada ou:postecipada.

a) Taxa de Juros Postecipada:

Uma taxa de juros é dita postecipada quando os juros são cobrados/incorporados ao capital aplicado após decorrido o período de tempo especificado na taxa de juros.

TAXA POSTECIPADA 0 1 2 3 4 n-1 n J 1 J 2 J 3
TAXA POSTECIPADA
0
1
2
3
4
n-1
n
J
1
J
2
J
3
J
4

J n

Os formulários de equivalência entre capitais utilizados na Engenharia Econômica consideraram a cobrança de juros postecipada.

b) Taxa de Juros Antecipada.

Uma taxa de juros é dita Antecipada quando o juro é cobrado no início do período de tempo indicado na taxa. Neste caso, sempre que inicia um novo período de tempo o juro é pago (recebido) ou incorporado ao capital.

0 1 2 3 4 n-1 n J 1 J 2 J 3 J 4
0
1
2
3
4
n-1
n
J
1
J
2
J
3
J 4
J n

No caso, por exemplo, dos penhores da Caixa Econômica os juros cobrados são antecipados, ou seja, os juros são pagos na hora da operação de penhora

Considerando o mesmo valor da taxa de juros o juro antecipado é sempre maior que o postecipado.

Data:

Obs.:

/

/2008

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26

3.3.7

CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA

Considerando uma operação de empréstimo (P’), de prazo “n”, a ser paga com juros antecipados, onde: F = valor da divida a ser paga no período “n” = P’

Tendo que o prazo “n” é igual ao período de cobrança do juro, o valor recebido (P) no ato da operação de empréstimo (dedução do juro antecipadamente) corresponde a:

i a O n =1
i
a
O
n =1
i e O n =1
i
e
O
n =1

Os Juros antecipados correspondem à: