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2012
ATIVIDADE IV

JOÃO GUALBERTO DA COSTA


RIBEIRO JÚNIOR

UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PIAUÍ

01/01/2013
JOÃO GUALBERTO DA COSTA RIBEIRO JÚNIOR

ATIVIDADE IV
Antropologia Filosófica

Trabalho apresentado à cadeira de


Antropologia Filosófica, do Curso de Filosofia,
da Universidade Federal Aberta do Piauí, como
requisito parcial para obtenção de nota,
concernente à atividade IV.

Tutora: Prof.ª Talita Aralpe

PIRACURUCA

2012
ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA UAPI

QUESTÃO 01

Qual a compreensão de Sartre das noções de liberdade e angústia como condições do homem?
Responda a partir do texto “O existencialismo é um humanismo”. Jean-Paul Sartre. (Sartre –
existencialismo humanismo).

Sartre considera a liberdade como inerente ao próprio homem, visto ser o indivíduo,
um ser de escolhas. No entanto, admoesta Sartre, o homem vive com medo desta liberdade
e vive, na maior parte do tempo, cerceada por ela.
A angústia manifesta-se no homem e torna-se muitas vezes por este preferível, para
não ter de arcar com as responsabilidades advindas de escolhas, palavras e atitudes.
O homem, para Jean-Paul Sartre consiste num “ser para si”, possuindo, portanto, a
habilidade de fazer-se. Não é um ser preparado e pronto, constituído de elementos que por
si mesmos sejam capazes de progredir, inovar, acontecer. O indivíduo possui a capacidade de
se fazer, segundo Sartre, com os elementos básicos e essenciais de que todos nascem dotados
e, que individual e coletivamente se agregam no decorre da existência.
Com esta concepção antropológica de homem, Sartre estabelece a responsabilidade
como premissa existente em toda e qualquer condição humana.
O homem é um ser dotado da liberdade para fazer escolhas e, inserida nesta liberdade,
está a responsabilidades pelas escolhas feitas, pelo que o indivíduo consuma por palavras e
atos.
Para Jean-Paul Sartre, o indivíduo possui a liberdade inerente à sua condição; todavia,
o próprio pensador admite a inabilidade humana de conduzir-se a si próprio, através da
responsabilidade advinda por esta liberdade que lhe é inerente. E, é exatamente neste ponto,
onde manifesta-se o problema da angústia sartriana.
O homem, quando realiza suas escolhas, adquire também total e intransferível
responsabilidade pelas escolhas feitas. A ineficiência humana em lidar com as
responsabilidades que advêm das escolhas realizadas, em última análise, resultam na
angústia, fazendo desta, um aspecto intrínseco do próprio homem, estando intimamente
relacionada à liberdade. Trata-se de um triângulo, que pode ser vicioso ou não, dependente
naturalmente, do ponto inicial: as escolhas.

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


Prof.ª Talita Aralpe
Módulo IV
ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA UAPI

Em grande parte das vezes, o homem não estando preparado para assumir as
responsabilidades que provêm das escolhas feitas, começam a abster-se do que lhe é um
direito essencial e universal: a liberdade. Desta forma, a liberdade é tolhida pelo próprio
indivíduo, como objeto de fuga de suas responsabilidades, o que irá provocar níveis variados
de angústia, mantendo o indivíduo cerceado dentro de si mesmo.
As implicações desta tríade pode levar o indivíduo a um vazio existencial, a crises de
identidade devido à inabilidade de lidar com aquilo que faz parte de seu próprio cerne, de sua
essência.
Ressalta-se aqui que a angústia não impede as ações humanas; ao contrário, é
propulsora, capaz de fornecer um leque bastante amplo de escolhas ao indivíduo, embora
encarcerando o homem, ao mesmo tempo em que o projeta para fora, pelo ato da própria
escolha.

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João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


Prof.ª Talita Aralpe
Módulo IV