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Psicologia

Aplicada à
Administração

Prof. Leonel Tractenberg, M.Sc.

2013/2 Seção 3 1
Objetivos da Seção

Descrever a trajetória sócio-histórica que levou à constituição


da Psicologia como ciência.

Oferecer uma visão panorâmica das diversas correntes que


constituem a Psicologia.

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Conteúdo da Seção

A Constituição da Psicologia como Ciência.

As correntes Psicológicas e seus pioneiros.

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A Constituição da Psicologia como Ciência no Séc. XIX

A psiquê humana é objeto de interesse e indagações míticas, religiosas e


filosóficas desde a pré-história e a antiguidade (Sócrates, Platão etc.).

Mas o desenvolvimento da Psicologia como ciência só ocorreu no séc. XIX.

Esse desenvolvimento está vinculado:


– ao nascimento da ciência moderna;
– à ideologia liberal e às demandas do capitalismo.

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Nascimento da Ciência Moderna

René Descartes (séc. XVII):


Racionalismo: chega-se à verdade por
meio da razão. Os sentidos nos
enganam. Aprofunda a cisão entre
objetivismo e subjetivismo.

John Locke (séc. XVII):


Empirismo: chega-se à verdade por
meio da experiência dos órgãos
sensoriais.
Imagens:
Wikimedia commons

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Nascimento da Ciência Moderna

Immanuel Kant (séc. XVIII):


Idealismo: a realidade é subjetiva,
interpretação do sujeito que a
constrói. (herança da corrente
racionalista).

Auguste Comte (séc. XIX):


Positivismo: rejeita especulações
filosóficas e subjetivismos.
Só é verdade se é observável e
quantificável (herança da corrente
empirista). Imagens:
Wikimedia commons

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Nascimento da Ciência Moderna

A corrente empirista-positivista prevaleceu como paradigma


científico predominante em grande parte do século XIX e XX.

Os métodos das ciências exatas (Física, Química etc.) foram


tomados como as únicas formas de se chegar às verdades
científicas.

A filosofia, os métodos especulativos e subjetivos foram


rejeitados por não terem credibilidade científica.

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A Constituição da Psicologia como Ciência no Séc. XIX

No século XIX, para a Psicologia ser considerada ciência,


precisou rejeitar especulações filosóficas e se adequar aos
métodos consagrados pelas ciências exatas.
Isto é:
adotar métodos empíricos, experimentais (de laboratório);
dividir a psiquê em “elementos” constituintes (memória,
pensamento, percepção visual, tátil etc.), estudando cada um
separadamente;
buscar a máxima quantificação e precisão das medidas a fim de
encontrar leis gerais.

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A influência da ideologia liberal e do capitalismo

A ideologia liberal:
Individualismo: o progresso de cada um leva à melhoria da
sociedade. O Estado deve garantir os direitos individuais.
Liberdade: todas as liberdades decorrem da liberdade individual.
O limite da liberdade individual é a liberdade dos demais.
Propriedade: fruto do trabalho, do talento e da ascensão social. O
Estado deve proteger este direito, não intervir, nem usurpá-lo.
Igualdade: trata-se de igualdade de direitos, e não da econômica.
Democracia: é o direito de participar do governo e da escolha de
seus governantes.

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A influência da ideologia liberal e do capitalismo

Cresce o interesse científico pelas diferenças individuais, pelos


comportamentos “sadios”, ajustados, e pelos comportamentos
“patológicos”, desajustados.

“A noção de eu e a individualização vão nascendo e se


desenvolvendo com a história do capitalismo. A possibilidade de
uma ciência que estude este sentimento e este fenômeno
também é resultado deste processo histórico.” (Bock, 2004).

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A influência da ideologia liberal e do capitalismo

A ciência Psicológica poderia ajudar a promover a harmonia


social por meio de melhores “ajustes” no trabalho, na escola
etc.
“A psicologia do século XIX herdou do Iluminismo a preocupação
de encontrar no homem as mesmas leis que regem os fenômenos
naturais.” (Foucault, 1990).
“Constituiu-se então uma psicologia do comportamento humano
como uma ciência que descrevia as leis do comportamento e que,
por esta via, servia como um instrumento para promover a
adaptação do indivíduo ao meio social.” (Moraes, 2003).

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Constituição da Psicologia como Ciência
Grandes Correntes e seus desdobramentos

Há diversas correntes em Psicologia. Nesta disciplina,


focalizaremos algumas das correntes principais, que
influenciaram diversas aplicações em outras áreas,
como a Educação e a Administração.

HUMANISTA e PSICOLOGIA POSITIVA

GESTALT > PSICOLOGIA SOCIAL e COGNITIVA

BEHAVIORISMO

PSICANÁLISE

1875 1900 1925 1950 1975 2000

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Questões para discussão

Ler texto:
Bock, A.M.M. et al. Psicologias: uma introdução ao estudo de
Psicologia. 13.ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 1999. Cap. 2.
Bock, A. M. B. A perspectiva histórica da subjetividade: uma
exigência para a Psicologia atual. Rev. de la Unión
Latinoamericana de Psicología. n.1, fev. 2004. Disponível em:
http://www.psicolatina.org/Uno/a_perspectiva_historica.html.Ac
esso em: 11/1/2007.
Responder as questões:
Como o contexto histórico, social, econômico, cultural, político
contribuiu para o surgimento e desenvolvimento da Psicologia
como ciência?
E no caso do Brasil? Como isso ocorreu?

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Básica:
Bock, A.M.M. et al.
Psicologias: uma
introdução ao estudo de
Psicologia. 13.ed. Rio de
Janeiro: Saraiva, 1999.
Cap. 2.
Bock, A. M. B. A
perspectiva histórica da
subjetividade: uma
exigência para a
Psicologia atual. Rev. de
la Unión
Latinoamericana de
Psicología. n.1,
fev.2004. Disponível em:
http://www.psicolatina.
org/Uno/a_perspectiva_
historica.html Acesso
Bibliografia em: 15/07/2011.

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Complementar:
Bock, A.M.B. A Psicologia
a caminho do novo
século: identidade
profissional e
compromisso social.
Estudos de Psicologia,
4(2), pp.315-329, 1999.
Disponível em:
http://www.scielo.br/p
df/epsic/v4n2/a08v4n2.
pdf

Bibliografia
2013/2 Seção 3 15
Aprofundamento:
Atkinson, R. et al.
Introdução à Psicologia
de Hilgard. 13. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
Cap. 1
Cambaúva, L.G. et al.
Reflexões sobre o estudo
da história da Psicologia.
Estudos de Psicologia,
3(2), 1998, p.207-227
Disponível em:
http://www.scielo.br/p
df/epsic/v3n2/a03v03n2
.pdf Acesso em:
15/07/2011.
Japiassú, H. Introdução à
epistemologia da
psicologia. 2.ed. Rio de
Bibliografia Janeiro: Imago, 1977.
2013/2 Seção 3 16
Aprofundamento:
Moraes, M. A Psicologia
como reflexão sobre as
práticas humanas: da
adaptação à errância.
Estudos de Psicologia,
8(3), 2003, pp. 535-539
Disponível em:
http://www.scielo.br/p
df/epsic/v8n3/19976.pdf
. Acesso em:
15/07/2011.
Schultz, D. História da
psicologia moderna.
8.ed. SP: Thomson,
2005.

Bibliografia
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