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E-book de Alinhamento de Matemática Básica

Professora Karine Waldrich

Olá, meus queridos!

Hoje trago aqui um e-book com um tema pavoroso para alguns


concurseiros, e muito pouco abordado nos materiais de
concurso.

Trata-se daquela Matemática bem básica mesmo. Como fazer


multiplicações, divisões, soma com frações de denominadores
diferentes?

Usei, inclusive, papéis para explicar as contas no lápis mesmo, como


se estivesse do seu lado, escrevendo as contas junto com você :)

De antemão, esclareço que não é demérito algum ter dificuldades


nesses assuntos.

Quando resolvemos estudar para concurso, não devemos pensar no


porquê de não saber este ou aquele conteúdo. O porquê “olha”
para o passado, e não nos traz qualquer solução.

Devemos, sim, focar em como aprender. O como nos faz pensar


em alternativas, em meios de solucionar os problemas. O como
“olha” para o futuro.

Este é o pensamento do concurseiro vencedor!

Espero que este e-book lhe ajude a conquistar seus sonhos! Tamo
junto :)

Karine Waldrich 🌻
Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil - AFRFB
Professora com Amor
Master Coach certificada internacionalmente pelo International
Association of Coaching - IAC
@CoachingDaWaldrich - www.karinewaldrich.com.br

1. Tabuada

Vamos lá, meus queridos?

Fonte: http://matematicazup.com.br/wp-content/uploads/2016/02/como-
decorar-a-tabuada-tabuada-do-alien-3.png

Falaremos aqui da tabuada, analisando uma a uma.

Começaremos pela mais fácil: a tabuada do 1.

1.1 Tabuada do 1

A tabuada do 1 é a mais fácil!


Isso porque qualquer número multiplicado por 1 é igual a... ele
mesmo!

É assim:

Ou seja: se eu multiplico 1 x 5, o resultado é 5.

Se eu multiplico 1 x 87, o resultado é 87.

Se eu multiplico 1 x 8.947.932.956.939.878, a resposta é


8.947.932.956.939.878.

Lembrando que, em multiplicação (ou seja, na tabuada) a ordem não


importa. Assim:

1x5=5x1

1 x 87 = 87 x 1

1 x 8.947.932.956.939.878 = 8.947.932.956.939.878 x 1

Isso é válido para qualquer tabuada e para qualquer multiplicação,


ok?!

Nada mais a ser dito sobre a tabuada do 1, passemos à tabuada do


2. J

1.2 Tabuada do 2

Vamos ver na tabela abaixo a tabuada do 2:


Um detalhe interessante é que, na tabuada do 2, somamos um
número com ele mesmo.

Ou seja:

2 x 1: somamos 1 + 1 = 2.

2 x 7: somamos 7 + 7 = 14.

2 x 72.846.592.392: somamos 72.846.592.392 + 72.846.592.392 =


145.693.184.784.

Algo a se ressaltar sobre a tabuada do 2 é que todos os resultados


dela são números pares. E o contrário também é verdadeiro: todos
os números pares são resultados de produtos na tabuada do 2. Ou
seja: todos os números pares são múltiplos de 2.

ATENÇÃO!

Um número é múltiplo de outro quando é resultado da tabuada


deste outro número!

Vejamos exemplos:

2 x 4 = 8. Ou seja, 8 é múltiplo de 2 e de 4.

2 x 7 = 14. Ou seja, 14 é múltiplo de 2 e de 7.

Um número múltiplo é também divisível pelos números que o


originaram. Assim:

2 x 4 = 8. Ou seja, 8 é divisível por 2 e por 4.

2 x 7 = 14. Ou seja, 14 é divisível por 2 e por 7.


Vamos comprovar o que falamos sobre os múltiplos de 2 serem todos
pares? Vejamos os resultados da tabuada do 2 (estão na tabelinha
acima):

2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20...

Essa é exatamente a sequência de números pares. J

Sobre a tabuada do 2 é isso. Passemos à tabuada do 3:

1.3 Tabuada do 3

Vejamos a tabuada do 3:

Podemos perceber vários detalhezinhos sobre a tabuada do 3.


Primeiramente, os resultados se intercalam entre pares e ímpares:

3 (ímpar), 6 (par), 9 (ímpar), 12 (par)...

“Segundamente”, olha que legal: quando somamos os algarismos de


qualquer produto da tabuada do 3, o resultado é sempre um múltiplo
de 3! Por exemplo:

3 x 4 = 12 à Somando 1 + 2 = 3 à 3 é múltiplo de 3.

3 x 5 = 15 à Somando 1 + 5 = 6 à 6 é múltiplo de 3.

3 x 6 = 18 à Somando 1 + 8 = 9 à 9 é múltiplo de 3.

Portanto, quando somamos os algarismos de um múltiplo de 3, a sua


soma sempre dará 3, 6 ou 9, que são múltiplos de 3.
Vejamos outro exemplo: 64.095.891 é múltiplo de 3?

Para saber, basta somar os algarismos que o formam:

6 + 4 + 0 + 9 + 5 + 8 + 9 + 1 = 42 à 4 + 2 = 6 à 6 é múltiplo de
3.

Assim sabemos, com certeza, que 64.095.891 é múltiplo de 3. J

Mais um exemplo: 1.538.573 é múltiplo de 3?

Para saber, basta somar os algarismos que o formam:

1 + 5 + 3 + 8 + 5 + 7 + 3 = 32 à 3 + 2 = 5 à 5 não é múltiplo de
3.

Assim, sabemos, com certeza, que 1.538.573 não é múltiplo de 3.


J

Detalhes vistos, passemos à tabuada do 4:

1.4 Tabuada do 4

A tabela abaixo apresenta a tabuada do 4:

O que podemos perceber sobre essa querida tabuada?

Primeiro: os resultados são apenas pares. 4, 8, 12, 16... Ou seja,


todos os múltiplos de 4, como são pares, são também múltiplos de 2.

Isso vem do fato de que 4 = 2 x 2. Quando fazemos 4 x 2 = 8, isso


nada mais é do que fazer 2 x 2 x 2 = 8. Por isso, multiplicar um
número por 4 nada mais é do que multiplicar um número por 2, duas
vezes :)
Segundo: os números 12, 24, 36 (ou seja, de 12 em 12) são também
múltiplos de 3.

Há algum outro macete para esta tabuada, como vimos para as


anteriores? Não.

Por isso, vamos passar para uma tabuada mais legal, a tabuada do 5.

1.5 Tabuada do 5

A tabuada do 5 é mostrada na tabela abaixo:

O que podemos aprender com ela? Ora, que todo número que
termina em 5 ou em 0 é múltiplo de 5. Ou seja, os produtos da
tabuada do 5 são sempre terminados em 5 ou em 0.

Assim:

6.385 é múltiplo de 5? É.

284.749.204 é múltiplo de 5? Não é.

10.000.000.000 é múltiplo de 5? É.

28 é múltiplo de 5? Não é.

280 é múltiplo de 5? É.

Mais alguma coisa a dizer sobre a tabuada do 5? Not. Passemos à


próxima, a do 6.

1.6 Tabuada do 6

Vejamos a tabuada do 6 abaixo:


6 é igual a 2 x 3. Isso significa que todos os múltiplos de 6 são
também múltiplos de 2 e de 3.

Por serem também múltiplos de 2, todos os resultados da tabuada de


6 são pares.

Da mesma forma, por serem também múltiplos de 3, quando


somamos os algarismos dos resultados da tabuada do 6, temos como
resposta 3, 6 ou 9.

Por exemplo: 6 x 1 = 6, que é par e múltiplo de 3.

6 x 2 = 12. 12 é par e 1 + 2 = 3, que é múltiplo de 3.

6 x 3 = 18. 18 é par e 1 + 8 = 9, múltiplo de 3.

Vamos fazer da forma inversa?

Por exemplo, será que 6.294 é múltiplo de 6?

Para saber, basta vermos se é múltiplo de 2 e de 3, ao mesmo


tempo.

6.294 é múltiplo de 2? Sim, pois é par.

6 + 2 + 9 + 4 = 21 à 2 + 1 = 3. É múltiplo de 3? Sim, pois a soma


dos algarismos deu 3.

Portanto, 6.294 é múltiplo de 2 e de 3, ao mesmo tempo. Assim, é


múltiplo de 6.

Nada mais a dizer sobre a tabuada do 6, passemos à tabuada do 7.

1.7 Tabuada do 7

Assim é a tabuada do 7:
Existe algum macete para saber se um número pertence à tabuada
do 7? Não.

Existe alguma coisa a mais para dizer sobre a tabuada do 7? Não.

Gosto de salada? Não.

Estou com sono? Sim.

Respondidas essas pertinentes perguntas, passemos à tabuada do 8.

1.8 Tabuada do 8

Abaixo podemos ver a tabuada do 8:

8 é igual a 2 x 2 x 2.

Ou seja, quando um número é multiplicado por 8, é como se ele


estivesse sendo multiplicado por 2, mas 3 vezes.

Assim, podemos concluir que todo número multiplicado por 8 é par,


certo?

Há algum outro macete que possa nos ajudar? Infelizmente não. :/

Passemos para a tabuada do 9.


1.9 Tabuada do 9

A tabuada do 9 está apresentada na tabela abaixo:

9 é igual a 3 x 3. Então a tabuada do 9 obedece a alguns dos


mesmos princípios da tabuada do 3.

Na tabuada do 9, a soma dos algarismos dos resultados dá sempre 9.


Vejamos:

9 x 2 = 18 à 1 + 8 = 9

9 x 3 = 27 à 2 + 7 = 9

9 x 4 = 36 à 3 + 6 = 9 e assim por diante.

Outro aspecto importante dessa tabuada é que podemos descobrir os


resultados com um macete. Olha só:

1) Começamos escrevendo, em uma coluna, os números de 0 a 9, em


ordem crescente:

0
1
2
3
4
5
6
7
8
9

2) Depois, escrevemos na coluna ao lado os mesmos números, mas


na ordem decrescente (9, 8, 7, 6 e assim por diante):
0 9
1 8
2 7
3 6
4 5
5 4
6 3
7 2
8 1
9 0

3) Pronto! Esses são os resultados da tabuada do 9. Agora


escrevemos as multiplicações (começando do 9 x 1):

9 x 1 = 0 9
9 x 2 = 1 8
9 x 3 = 2 7
9 x 4 = 3 6
9 x 5 = 4 5
9 x 6 = 5 4
9 x 7 = 6 3
9 x 8 = 7 2
9 x 9 = 8 1
9x10 = 9 0

Está pronta a nossa tabuada do 9!

Agora que vimos todas as tabuadas, vamos passar para as operações


básicas (multiplicação, divisão, adição e subtração).

2. Operações matemáticas

2.1 Soma

Na soma, usamos o símbolo +.

Para fazer a soma de dois ou mais números, colocamos um embaixo


do outro e alinhamos estes números à direita. A ordem entre eles não
importa – o resultado é sempre o mesmo, independentemente da
ordem:
Obs.: quando temos números com vírgulas, devemos alinhar as
vírgulas (deixar uma embaixo da outra). No mais, fazemos
normalmente:

2.2 Subtração

Na subtração, usamos o símbolo -.

Para fazer a subtração de dois números (sempre dois, nunca mais do


que dois), colocamos um embaixo do outro e os alinhamos à direita.
A ordem entre eles importa – o resultado muda de acordo com a
ordem. Ou seja: 20 – 4 é diferente de 4 – 20. Na subtração sem
calculadora sempre colocamos o número maior em cima:
Obs.: quando temos números com vírgulas, devemos alinhar as
vírgulas (deixar uma embaixo da outra). No mais, fazemos
normalmente.
2.3 Multiplicação

Na multiplicação, podemos usar 3 símbolos: o símbolo x (“xis”), o


símbolo * (asterisco) e o símbolo . (um pontinho).

Para fazer a multiplicação de dois números (sempre dois, nunca mais


do que dois), colocamos os números um embaixo do outro (não é
necessário alinhar à direita). A ordem entre eles não importa – o
resultado é sempre o mesmo, independentemente da ordem. No
entanto, para facilitar os cálculos, sugiro que você sempre coloque o
número menor embaixo.

Obs.: quando temos números com vírgulas, fazemos normalmente.


Ao final, somamos o número de casas decimais após as vírgulas
existentes nos dois números que foram multiplicados, e deixamos no
resultado a quantidade de casas decimais equivalente a essa soma:
2.4 Divisão

Na divisão, podemos usar 3 símbolos: o símbolo ÷ (dois pontinhos


com um traço no meio), o símbolo : (dois pontinhos) e o símbolo /
(barra). Além disso, usamos as frações (que veremos mais à frente,
ainda nesta aula).

Para fazer a divisão de dois números (sempre dois, nunca mais do


que dois), usamos um símbolo matemático que chamamos de chave.
A ordem entre eles importa – o resultado é não o mesmo quando
dividimos 8 por 4 (resultado: 2) e quando dividimos 4 por 8
(resultado: 0,5), por exemplo.

Por exemplo, na divisão 264 por 22, colocamos o 22 dentro da chave


e o 264 fora da chave. Assim:

O número 264 é chamado de dividendo. O número 22 é chamado de


divisor e resultado desta divisão é chamado de quociente.

Como começamos a dividir?

Temos de pensar assim: dos números do dividendo 264 (2, 26, 264),
qual é o número que podemos dividir por 22?

Será o 2? Não, este é menor que 22.

Será o 26? Sim. Este é imediatamente maior que 22.


Assim, marcamos o 26 com um pontinho, da seguinte forma:

Então, fazemos a seguinte pergunta: quanto é 26 dividido por 22?

Não é 2, pois 2 x 22 = 44.

É 1?

Sim, é a resposta que mais se aproxima de 26, ou seja, 1 x 22 = 22.

Nossa conta fica assim:

Neste momento, multiplicamos 1 x 22 = 22.

Pergunta-se: de 22 até 26 existem quantos números? 4 números.


Basta subtrair: 26 – 22 = 4. Colocamos esse número embaixo do “6”:

Vamos jogar para baixo o 4 que está após o pontinho. Encontramos o


número 44:

Agora nos perguntamos: quanto é 44 dividido por 22? Dá exatamente


2. Colocamos esse número ao lado do “1”, que foi o resultado da
divisão inicial. Nossa conta fica assim:
Multiplicamos 2 x 22 = 44. Pergunta: de 44 até 44 existem quantos
números? Zero, basta subtrair: 44 – 44 = 0. Portanto, nossa conta
fica assim:

O número 12 é o quociente. Ele é o resultado da nossa divisão.


Assim, podemos dizer que 264 dividido por 22 é 12.

O número 0 é o resto. Quando o resto equivale a zero, a divisão é


exata.

Agora eu lhes pergunto: e quando a divisão não é exata? Quando


sobra um resto, o que fazer?

Neste caso, teremos um quociente com casas decimais. Vejamos a


divisão 275 por 22.

Inicialmente, colocamos o 22 dentro da chave e o 275 fora da chave.


Assim:

O número 275 é o nosso dividendo. O número 22 é o divisor e o


resultado desta divisão é chamado de quociente.

Começamos a dividir da mesma forma que fizemos antes. Temos de


pensar assim: dos números do dividendo 275 (2, 27 e 275), qual é o
número que podemos dividir por 22?

Será o 2? Não, este é menor que 22.

Será o 27? Sim. Este é imediatamente maior que 22.

Assim, marcamos o 27 com um pontinho, da seguinte forma:


Então, fazemos a seguinte pergunta: quanto é 27 dividido por 22?

Não é 2, pois 2 x 22 = 44.

É 1?

Sim, é a resposta que mais se aproxima de 27, ou seja, 1 x 22 = 22.

Nossa conta fica assim:

Neste momento, multiplicamos 1 x 22 = 22.

Pergunta-se: de 22 até 27 existem quantos números? 5 números.


Basta subtrair: 27 – 22 = 5. Colocamos esse número embaixo do “7”:

Vamos jogar para baixo o 5 que está após o pontinho. Encontramos o


número 55:

Agora nos perguntamos: quanto é 55 dividido por 22?

Dá algum número exato?

Ora, 22 x 1 = 22, e 22 x 2 = 44, 22 x 3 = 66...


Ou seja, não há um número que multiplique o nosso 22 e chegue no
resultado 55 de forma exata.

Por isso, colocamos abaixo da chave (ao lado do “1”) o número que,
multiplicado por 22, dê o maior resultado abaixo de 55.

Nesse caso, o número é o 2 (pois 22 x 2 = 44 e 22 x 3 = 66, que


passa de 55).

Colocamos o número “2” ao lado do “1”, que foi o resultado da


divisão inicial. Nossa conta fica assim:

Agora multiplicamos o 2 pelo número de dentro da chave. 2 x 2 = 4,


para 5 (a unidade do 55) falta 1. Colocamos esse 1 embaixo do 5:

Multiplicamos 2 x 2 (a dezena de dentro da chave). Resposta: 4. Para


5 (a dezena do 55) falta 1. Colocamos esse 1 embaixo do 5 (a dezena
do 55):

Chegamos a um resto de valor 11. Precisamos dividir o 11 por 22. 11


é menor do que 22.
O que fazemos?

Nessas horas, “puxamos um zero” do além, para que tenhamos 110,


e possamos dividir 110 por 22.

Mas só isso? Puxamos um zero sem dar nada em troca? Não!

A contrapartida é colocarmos uma vírgula no quociente, abaixo da


chave, ao lado do 2. Assim:

Agora, a divisão a ser feita é do 110 por 22. Já aprendemos como


fazer. Quantas vezes o 22 cabe dentro do 110? 4 x 22 = 88, já 5 x 22
= 110. Portanto, 5 vezes. Colocamos o 5 após a vírgula, no
quociente:

Por fim, multiplicamos. 5 x 2 = 10. Para o 0 do 110 não dá, por isso
tomamos uma dezena emprestada do 1 (que está ao lado – ele se
torna 0):
Multiplicamos agora o 5 pelo outro 2 (da dezena do 22). 5 x 2 = 10, e
10 é o que encontramos no resto, por isso “10 para 10” = 0:

Pronto, finalizamos a divisão. 275 dividido por 22 é igual a 12,5.

E quando temos de dividir números que possuem casas decimais?

Nesse caso, fazemos o seguinte:

1) Se os dois números têm o mesmo número de casas decimais:


simplesmente tiramos as vírgulas e fazemos a divisão normalmente,
sem vírgulas. Por exemplo, dividir 23,6 por 9,1 é o mesmo que dividir
236 por 91 (então você fará a divisão de 236 por 91).

2) Se um número possui mais casas decimais do que o outro, você


vai completar com 0 o número que possui menos casas decimais,
até chegar no número de casas decimais do número com mais casas
decimais. Só depois vai retirar a vírgula dos dois números, ok?

Por exemplo: como dividir 23,66 por 9,1?

Resposta:

a) Primeiro completamos com 0 o número com menos casas decimais


(o 9,1, que tem uma casa decimal), até chegar no número de casas
decimais do 23,66 (que tem 2 casas decimais):

Completando o 9,1 com zeros: 9,10.

Fica: 23,66 dividido por 9,10 (ambos com 2 casas decimais).

b) Finalmente, retiramos a vírgula e fazemos a divisão normalmente:

23,66 dividido por 9,10 = 2366 dividido por 910.

Por fim, vamos a um caso recorrente: quando temos de dividir um


número menor por um número maior.
Por exemplo: temos de dividir 9,1 por 30. Como fazer?

Primeiramente, um número possui uma casa decimal e outro não. Já


sabemos que temos de igualar as casas decimais. Para isso,
adicionamos uma casa decimal ao 30, que fica 30,0. A divisão ficará
9,1 dividido por 30,0. Retirando as vírgulas, temos as divisões de 91
dividido por 300.

“Segundamente”, colocamos na chave:

Quantas vezes o 300 cabe dentro do 91? Resposta: 0 vezes.

É isso que colocaremos embaixo da chave, como quociente:

E agora? Já vimos outro caso em que o dividendo não cabia no


divisor (quando dividimos o 11 por 22). O que fizemos? “Puxamos um
zero” e adicionamos uma vírgula no quociente. Portanto, aqui
faremos a mesma coisa: “puxaremos um zero” no 91, e
adicionaremos uma vírgula ao lado do 0:

Para continuar, dividimos 910 por 300. Quantas vezes o 300 cabe
dentro de 910? Ora, 300 x 3 = 900, um pouquinho menor. Portanto,
o 300 cabe 3 vezes dentro do 910:
Agora multiplicamos o 3 por cada número do divisor 300. 3 x 0 = 0,
para 0 (do 910), faltam 0. Colocamos 0 embaixo do 0 (do 910):

3 x 0 = 0, para 1 (do 910), faltam 1. Colocamos 1 embaixo do 1 (do


910):

3 x 3 = 9, para 9 (do 910), faltam 0. Colocamos 0 embaixo do 9 (do


910):

Nosso resto foi 10, nosso divisor é 300. Quantas vezes 300 cabe
dentro de 10? Nenhuma, por isso “puxamos um zero”, novamente.
Precisamos colocar uma nova vírgula? Não. Já temos uma, então não
precisa colocar outra, ok?
Quantas vezes o 300 cabe dentro do 100? Resposta: 0 vezes, pois
100 é menor do que 300. Portanto, colocamos “0” no quociente, ao
lado do 3:

Neste momento, “puxamos mais um zero”, pois 300 continua não


cabendo dentro de 100:

E quantas vezes o 300 cabe dentro de 1000? Ora, 3 x 300 = 900,


então 300 cabe dentro de 1000 3 vezes... Colocamos o 3 ao lado do
0, no quociente, e calculamos o resto, multiplicando 3 por todos os
números do divisor (300):

Reparem que, agora, o que vai acontecer é sempre isso: teremos um


resto 100, puxaremos um zero, e o quociente será adicionado de 3...

Trata-se de uma dízima periódica, que é quando o mesmo número


se repete no quociente, sem fim.

Neste caso, a dízima periódica é o 3 (ele se repetirá de forma


infinita).

Portanto, 91/300 = 0,30333...

2.5 Multiplicando e dividindo por 10, 100, 1000...


É muito fácil multiplicar e dividir um número por 10, 100, 1000,
assim por diante.

Quando multiplicamos um número por um múltiplo de 10, basta


que adicionemos a ele o número de zeros existentes no múltiplo
referido.

Por exemplo: 5 x 100 = 500 (adicionamos 2 zeros, pois 100 possui 2


zeros).

No caso de o número possuir casas decimais, deslocamos as casas


para a direita tantas vezes quantas forem o número de zeros.

Por exemplo: 5,55 x 1000 = 5550 (deslocamos a vírgula para a


direita 3 vezes, pois 1000 possui 3 zeros).

Para dividir, fazemos o inverso: deslocamos a vírgula para a


esquerda. Lembrando que, se um número não possui vírgula,
subentendemos que ela se encontra ao final do número.

Por exemplo: 5/100 = 0,05 (deslocamos a vírgula para a esquerda 2


vezes).

5,55/1000 = 0,00555 (deslocamos a vírgula para a esquerda 3


vezes).

Agora que já analisamos os tipos possíveis de adições, subtrações,


multiplicações e divisões, e como fazer sem calculadora, passemos às
operações com frações, que também são bastante frequentes nas
continhas que vemos nas provas de concurso.

3. Operações com frações

Frações costumam ser muito temidas.

O mais louco é que, aqui, ao contrário das operações com números


“não frações” (que vimos até agora), multiplicar e dividir é superfácil.

O mais chatinho é somar e subtrair...

Inicialmente, cabe lembrar que a “parte de cima” da fração é o


numerador, e a “parte de baixo” é o denominador, como no esquema
abaixo:
Numerador

2
7 Denominador

Na adição, subtração, multiplicação e divisão com frações, alguns


cuidados devem ser tomados. Vamos analisar cada uma das quatro
operações.

3.1 Adição e Subtração de frações

Na adição e subtração de frações, o importante é manter todos os


denominadores iguais. Essa é a regra principal.

E como fazer isso?

Vejamos a soma abaixo:

2 + 1 + 3
7 9 5

Para reduzir os três denominadores a um só, usamos uma regra


prática.

Como funciona? Assim:

a) Multiplicamos todos os denominadores:

b) Para cada fração, dividimos pelo denominador original e


multiplicamos pelo numerador, da seguinte forma:
3.2 Multiplicação e divisão de frações

A multiplicação de frações é obtida diretamente, apenas multiplicando


os numeradores e denominadores entre si.

Exemplo:
Já a divisão de frações é encontrada pela inversão da fração pela qual
se quer dividir, seguida da multiplicação tradicional. Uma maneira
mais fácil é com o método “Extremos pelos Meios”, ou seja:

a) Multiplicamos os extremos (no exemplo abaixo, 3 x 9);

b) Multiplicamos os meios (no exemplo abaixo, 5 x 4);

c) Dividimos a multiplicação dos extremos pela multiplicação dos


meios.

3
5
Extremos Meios
= 3 x 9 = 27
4 5x4 20
9
3.3 Simplificando frações

Podemos simplificar frações quando o numerador e o denominador


puderem ser divididos pelo mesmo número, ou seja, quando são
múltiplos de um mesmo número.

Por exemplo, podemos simplificar 5/7?

Não, pois ambos são números primos (que só podem ser divididos
por si mesmos e por 1).

5 e 7 não são múltiplos de um mesmo número, portanto não


podemos simplificar essa equação.

Já a fração 8/32, podemos simplificar?

Sim, pois tanto 8 quando 32 são múltiplos de 8. Então dividimos


ambos (numerador e denominador) por 8. Fica assim:
Já a fração 24/144, podemos simplificar?

Sim, pois ambos são múltiplos de 12:

“Nooooosssaaaa professora, como você sabia que 144 era múltiplo de


12?????”.

Ora, porque eu decorei os quadrados perfeitos até 15. Decorar isso


facilita muito na hora de simplificar as frações na prova.

“E como eu faço para aprender isso???”.

Fácil, te ensino no próximo tópico. :)

4. Quadrados Perfeitos

Os quadrados perfeitos são os produtos de números iguais. Por


exemplo: 2 x 2, 3 x 3, 4 x 4.

São chamados assim (de “quadrados perfeitos”) porque representam


a área de um quadrado, que possui lados iguais.

Por exemplo: um quadrado de lado 2 tem sua área dada por 2 x 2


(vemos isso em Geometria).

Portanto, o quadrado de área igual a 4 possui o lado igual a 2.

Assim, dizemos que o quadrado perfeito do 2 é o 4 (pois 2 x 2 = 4), o


quadrado perfeito do 3 é o 9 (pois 3 x 3 = 9) e assim por diante.
Abaixo vemos a tabela com as tabuadas, que já vimos. Destaquei os
quadrados perfeitos de cada tabuada:

A tabela abaixo mostra outros quadrados perfeitos. Atenção para os


quadrados que vão de 11 até 19:

Vocês podem me perguntar: “Profeeee, mas preciso saber os


quadrados perfeitos mesmos das tabuadas que não vimos??? Por
exemplo, 11, 12, 13...”
Resposta: na minha opinião, sim.

Vai cair uma questão cobrando um quadrado perfeito no concurso?


Não.

Mas pode cair uma questão sobre qualquer outro assunto em que
saber o quadrado perfeito te ajude a sair de um cálculo
aparentemente sem solução.

Portanto, memorize que 11 x 11 = 121.

Que 12 x 12 = 144.

Que 13 x 13 é 169, e 14 x 14 é 196 (memorize esses dois juntos que


fica mais fácil).

Que 15 x 15 = 225.

É legal saber os demais também, mas esses são os principais :)

Por hoje, ficamos por aqui.

Um grande beijo,

Professora Karine