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Águas Subterrâneas

Águas Subterrâneas no Ciclo Hidrogeológico


Águas Subterrâneas no Brasil
Gestão Integrada das Águas
Palestras
Províncias Hidrogeológicas

1 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO ESCUDO SETENTRIONAL


DADOS • Devida a quase total ausência de dados sobre esta província, pode se dizer de forma
GERAIS qualitativa que os principais aqüíferos se localizam em áreas de ocorrência de arenitos
finos a grossos, os quais constituem os aluviões das coberturas cenozóicas (Fm. Boa
vista), mesozóicas ( Fm. Tacatu ) e proterozóicas (Fm. Roraima e Beneficente).
• Nas rochas cristalinas do embasamento, os aqüíferos se limitam as zonas de fratura
ampliadas pelo material argilo-arenoso do manto de intemperismo.
2 – PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO AMAZONAS

ROCHAS Formações paleozóicas e cenozóicas. Área: 150.000 Km2
CONSTITU- •
Sedimentos terciários . Área e espessura: 1.500.000 Km2
INTES
LOCALIZA- • Fm. Alter do Chão - Área aflorante: 437500 Km2 e espessura de 545 m. Próximo a
ÇÃO DOS Manaus , ocorrem arenitos e argilitos friáveis intercalados por níveis e camadas de
AQÜÍFEROS
arenitos e argilitos consolidados, arenito Manaus . Os aqüíferos pertencentes a essa
formação possuem melhor qualidade na água.
• Belém, Manaus, Ilha de Marajó – Poços com qualidade da água inferior aos da Fm.
Alter do Chão. Apresentam conteúdo de Fe próximo de 15 mg/l, apesar de terem vazões
altas (5 até 150 m3/h; em beira de rios, 50 ate 250 m3/h ).
QUALIDADE • As águas da Fm. Alter do Chão são classificadas como hipotermais minerais com pH
DAS ÁGUAS próximo de 4,8.
3 – PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO ESCUDO CENTRAL
DADOS • Estima-se que os aqüíferos mais promissores se encontrem nos arenitos proterozóicos
GERAIS
das Fm. Beneficente e Pacáas Novos.
• As rochas fraturas do embasamento devem apresentar favoráveis aqüíferos devido aos
altos índices pluviométricos da área.
• Outros sistemas aqüíferos como os aluviões antigos , sedimentos coluvionares , as Fm.
Água Bonita, Gorotire, Pimenta Bueno e Rio Fresco foram classificados como pequenos
quanto a sua importância hidrogeológica.
4 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO PARNAÍBA
LOCALIZA- Bacia do Maranhão, abrange cerca de 90 % do estado do Piauí e todo o estado do
ÇÃO E Maranhão. Área : 700.000 Km2. Espessura máxima de 3.000 m.
ABRANGÊN-
CIA
ROCHAS Estratos Paleozóicos recobertos por depósitos Mesozóicos. Apresentam leve mergulho em
CONSTITU- direção ao centro da bacia e são cortados por fraturas locais preenchidas por diques de
INTES
diabásio.
FORMAÇÕES Arenito Serra Grande (Siluriano) – 50 a 700 m de espes.
ARMAZENA- Arenito Cabeças (Devoniano) – 200 ate 300 m de espes.
DORAS DE
ÁGUA
Arenitos Potí e Piauí (Carbonífero) – 200 ate 300 m de espes.
PRINCIPAIS • Aqüífero Serra Grande: - Constituição litológica: arenitos finos a grossos e siltitos. -
AQÜÍFEROS Explorado em condições de artesianismo, proporcionando poços jorrantes ao longo da
porção oriental da bacia. - Produtividade elevada: vazões superiores a 100 m3/h.
- Qualidade da água: Muito boa. Resíduo seco: 300 mg/l. - Idade: Devoniano.
• Aqüífero Cabeças: - Constituição litológica : arenitos finos a grossos e siltitos. -
Separado do aqüífero Serra Grande por um aqüitardo. - Considerado melhor aqüífero da
região, apesar de possuir espessura menor. - Produtividade elevada: vazões superiores a
100 m3/h. - Qualidade da água : Muito boa. Resíduo seco : 330 mg/l. - Idade : devoniano.
• Aqüífero Potí / Piauí: - Constituição litológica: arenitos e folhelhos. - São
considerados juntos por não haver nenhum aqüitardo que proporcione a separação desses
2 aqüíferos. - Explorado na condição de aqüífero livre a semi-confinado. - Produtividade
elevada: Vazões que variam de 25 ate 100 m3/h. - Qualidade da água: Muito boa.
Resíduo seco: 200 mg/l. - Idade : Carbonífero.
• Aqüífero Pastos Bons / Motuca: - Constituição litológica: arenitos, lamitos, siltitos e
calcareos. - Aqüífero muito fraco e com área restrita, sendo então pouco explorado. -
3
Produtividade media a fraca : vazões variam de 3 ate 25 m /h. - Idade: Triássico /
Permiano.
• Aqüífero Corda: - Constituição litológica: arenitos, siltitos, folhelhos e sílex. - Ocorre
na condição de livre, semi-livre, confinado e semi-confinado, sendo mais explorado como
semi-confinado onde apresenta melhores condições hidrodinâmicas. - Produtividade
media: vazões variam de 5 ate 25 m3/h. - Qualidade da água: boa. Resíduo seco: 400
mg/l. - Idade : Jurássico
• Aqüífero Codó: - Constituição litológica: arenitos, folhelhos e siltitos. - Apresenta-se
como aqüitardo em função da presença de pelitos e carbonatos. - Produtividade média:
vazões variam de 5 a 25 m3/h. - Qualidade da água: boa. Resíduo seco: 300 mg/l.
- Idade: Cretáceo.
• Aqüífero Itapecuru: - Constituição litológica: arenitos, folhelhos e siltitos. - Maior
extensão de ocorrência sob a forma de livre a semi-confinado. - A produtividade do
aqüífero é média a fraca com vazões que variam de 3,2 a 25 m3/h. - Idade: Cretáceo.
• Aqüíferos Barreiras e Aluvial: - Constituição litológica: arenitos, argilas e areias. -
Ocorrem em áreas restritas. O primeiro aqüífero ocorre na porção setentrional dos estados
do Piauí e Maranhão e o segundo em áreas descontinuas dos dois estados. -
Desempenham papel secundário e por isso não há dados de vazão dos respectivos
aqüíferos. - Idade: Barreiras (Tercio-quaternário); Aluvial (Quaternário). Ocorrem
alguns poços em depósitos mesozóicos , os quais tem vazão moderada (5 ate 50 m 3/h) e
são usados basicamente para as demandas domésticas rurais.
Coeficientes hidrodinâmicos dos principais aqüíferos da província Parnaíba
Aqüífero T ( m2/s ) K ( m/s ) S Q/s(m3/hxm)
-3 -5
Serra Grande 3.0 x 10 1.0 x 10 4.3 x 10-4 >4
Cabeças 1.3 x 10-2 5.4 x 10-5 3.7 x 10-4 >4
Potí / Piauí 1.7 x 10-3 1.1 x 10-5 2.0 x 10-3 <4,>1
P. Bons / Motuca 2.3 x 10-4 3.6 x 10-6 2.0 x 10-4 >1 , > 0,13
Corda 8.0 x 10-4 2.0 x 10-5 4.0 x 10-6 <4,>1
Codó 9.0 x 10-4 8.5 x 10-5 3.4 x 10-3 <4,>1
Itapecuru 1.5 x 10-4 3.8 x 10-6 1.3 x 10-1 < 1 , > 0,13

5 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO SÃO FRANCISCO


DADOS Localiza-se na porção ocidental do estado da Bahia, indo até os estados de Goiás a Brasília
GERAIS, e, mais ao sul, pode chegar até ao estado de Minas Gerais.
LOCALI
-ZAÇÃO
PRINCIPAIS Apenas dois sistemas de aqüíferos compõem essa província:
SISTEMAS - Sistema cárstico-fissural - Grupo Bambuí / Una e Fm. Caatinga.
AQÜÍFEROS
- Sistema granular arenítico – Fm. Urucuia e Fm. Areado.
SISTEMA • O sistema cárstico e formado por seqüências pelito-carbonatadas do Grupo Una,
CÁRSTI incluindo as Fm. Salitre e Bebedouro e as seqüências de rochas clásticas quaternárias da
CO-
FISSUR
Fm. Caatinga.
AL • Na Fm. Caatinga , fraturas de alívio de pressão foram desenvolvidas ao longo dos
planos de estratificação , que por serem semi-horizontalizados , fazem com que a
permeabilidade da água nesse sentido seja maior. Nas rochas do Grupo Uma,
predominam as fraturas sub-verticais nas mais variadas direções.
• Apesar de terem diferenças estruturais, os dois sistemas têm o mesmo comportamento
hidráulico, ou seja, estão conectados hidraulicamente.
• Algumas características cársticas se desenvolveram em ambas as seqüências:
- Trechos de drenagem superficial tendem a coincidir com as linhas de fratura,
constituindo excelentes áreas de recarga.
- Sumidouros e dolinas, provocados pela dissolução cárstica representam papel
significativo para a hidrogeologia.
• A partir de profundidades de 80 as presenças de fraturas são consideradas desprezíveis e
portanto não existe nem dissolução tampouco armazenamento.
• Os poços desse sistema têm profundidade média de 88 m, com vazão media de 9,8 m 3/h
e resíduo seco em torno de 1.101 mg/l.
SISTEMA • Composto por sedimentos detríticos descritos como coberturas arenosas detríticas, de
GRANULAR- idade tercio-quaternária e pelos sedimentos aluviais de idade quaternária.
ARENÍTICO
• A pequena espessura desses depósitos e sua reduzida espessura saturada restringem sua
importância e então funcionam como meio transmissor de água para os calcários
subjacentes. São apenas utilizados por meio de poços escavados.
• O potencial desse aqüífero é pouco explorado, mas foram levantados alguns dados no
estado de Minas Gerais. São eles:
- Profundidade média: 40 a 77 m.
- pH: 6,8 a 7,4.
- Resíduo seco: 78 a 97,8 mg/l.
6 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO ESCUDO ORIENTAL
DADOS • Compreende a maior área da região semi-árida e inclui praticamente todo o estado do
GERAIS, Ceará, 60 % do estado do Rio Grande do Norte, 95 % dos estados da Paraíba e
LOCALI
ZA-ÇÃO Pernambuco e aproximadamente 70% dos estados de Alagoas e Sergipe, 40 % do
nordeste e 50% do sudeste da Bahia.
• É constituído de rochas do embasamento cristalino e pode ser sub-dividido em duas
sub-províncias: Nordeste e Sudeste.
SUB- • Predominância de um clima semi-árido seco, pouco chuvoso, e portanto, há a presença
PROVINCIA de um solo raso ou não há a presença de solo (tudo isso em decorrência do intemperismo
NORDESTE
físico).
• Essa província é constituída de aqüíferos fissurais livres, compostos de rochas
metamórficas e ígneas de baixa permeabilidade.
• A produtividade é fraca com vazões inferiores a 3,2 m3/h.
• A água apresenta baixa qualidade por ser bastante salinizada. Resíduo seco da ordem de
3.000 mg/l.
SUB- • Limitada ao estado da Bahia ( paralelo 13º , altura de Salvador ), é representado por
PROVINCIA aqüíferos fissurais ampliados em alguns trechos devido a associação com rochas porosas
SUDESTE
do manto de intemperismo.
• São aqüíferos livres de baixa permeabilidade e boa qualidade química das aguas, cujo
resíduo seco é inferior a 500 mg/l.
• Apresenta produtividade média a fraca com vazões variando de 3,25 a 25 m3/h.
BACIAS • No âmbito dessa província, ocorrem pequenas bacias sedimentares, as quais são
SEDIMENTAR chamadas de inferiores por estarem inseridas dentro do continente.
ES
INFERIORES
• A bacia mais importante é a Bacia do Araripe, sejam por sua extensão – 11.000 Km 2 - ,
espessura de depósito – 1.200 m, e pela presença de vários aqüíferos.
• Outras bacias importantes ocorrem nos estados do Ceará e Paraíba, como as Bacias
Iguatu e Rio do Peixe, respectivamente.
BACIA DO • Bacia do tipo interiorana, com área de 12.000 Km2.
ARARI • Seus principais aqüíferos são Feira Nova e Missão Velha, sendo este último mais
PE
significativo em termos de produção. O aqüífero Missão Velha produz, em condições
favoráveis, cerca de 100 m3/h. Para o aqüífero Feira Nova, a vazão média e de 10 m3/h.
• Cerca de 50% das águas dessa bacia apresentam resíduo seco abaixo de 150 mg/l.
Abaixo de 800 mg/l, pode ocorrer em 80%. Apenas 16% das águas apresentam resíduo
seco maior que 1.000 mg/l.
• Ocorrem manchas de água subterrânea com resíduo seco de 4.000 mg/l próximas a
cidade do Crato e Juazeiro do Norte devido à contaminação por esgoto.
BACIA DO • Os valores de resíduo seco variam de 150mg/l a 4.800 mg/l, com média de 524 mg/l.
IGUATU Cerca de 78% das águas apresentam resíduos secos de 1.100 mg/l.
BACIA DO RIO • As águas apresentam resíduos secos variando de 350 a 930 mg/l.
DO PEIXE
7 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO PARANÁ
LOCALIZA- • Localiza-se na porção centro-leste da América do sul.
ÇÃO, ÁREA E • Área total de 1.600.000 Km2 sendo que 1.000.000 Km2 se localizam em território
OUTROS
DADOS
nacional.
GERAIS DA • Espessura máxima de 7.825 m.
BACIA DO • Bacia intracratônica de forma elíptica, com eixo maior coincidindo com o curso do Rio
PARANÁ Paraná e os sedimentos que a constituem datam desde o siluriano ate o cretáceo.
• A seqüência sedimentar é praticamente não perturbada tectonicamente. São freqüentes
falhas normais, por onde aconteceram os derrames de lava encontrados nessa bacia.
• Devida a sua grande extensão, a Bacia do Paraná apresenta diferentes condições
climáticas decorrentes das grandes variações de latitude e de relevo.
• Arenitos da Fm. Furnas (Devoniano)
PRINCIPAIS • Lençóis arenosos da Fm. Aquidauna e Itararé (Permiano inferior)
AQÜÍFEROS
• Fm. Rio Bonito (Permiano médio)
• Fm. Rio do Rastro (Permiano superior) – Grupo Passa Dois
• Fms. Triássicas – Jurássicas – Cretáceas formam um aqüífero de dimensões
continentais conhecidos como Aqüífero Guarani ou Botucatu (Brasil),
Tacuarembó (Uruguai) e Missiones (Paraguai).
O AQÜÍFERO GUARANI
OU BOTUCATU
ÁREA, • O aqüífero Guarani ou Botucatu tem área de aprox. de 950.000 Km2 e espessura
ESPESSURA E variando de 300 a 400 m.
CONSTITUI-
ÇÃO
• É composto por arenitos siltosos a argilosos de origem flúvio-lacustrina da Fm.
LITOLÓGICA Pirambóia e arenitos variegados quartzosos de origem lacustrino-eólico da Fm. Botucatu.
E OUTROS • A transição de aqüitarde para aqüífero é controlada pela mudança faciológica causada
DADOS por diferentes ambientes deposicionais, pela evolução estrutural da bacia e do tempo de
GERAIS residência das aguas.
• Este aqüífero se encontra em uma região tropical de grande disponibilidade hídrica e se
apresenta praticamente inexplorado.
• Ocorre uma espessa cobertura de basaltos (aprox. 1.500 m) que cobrem cerca de 90 %
desse aqüífero.
• Em decorrência das grandes espessuras dos basaltos que existem nessa província, as
águas desse aqüífero são quentes. Portanto, são destinadas ao aquecimento de casas ,
desenvolvimento de estufas e pisciculturas e centros de lazer.
• Em direção ao centro da bacia, as condições de exploração se tornam inviáveis devido
as grandes profundidades a que as águas estão submetidas.
• A potabilidade pode ser afetada pelo enriquecimento de alguns íons nocivos como o
flúor. Em alguns pontos do aqüífero , os teores de flúor são maiores que 1,2 mg/l. Esse
enriquecimento se deve as condições de grande confinamento, baixos gradientes
hidráulicos e maior tempo de residência.
• Cerca de 70% do aqüífero apresenta condições de artesianismo.
• Os volumes armazenados no aqüífero praticamente não variam. Isso se deve em função
da distância da zona de recarga e da lentidão do fluxo subterrâneo . A precipitação é a
principal fonte de recarga.
• Também ocorrem aqüíferos basálticos caracterizados por fraturas existentes e nas zonas
entre os diferentes derrames. Rochas sedimentares contemporâneas intercaladas nos
derrames aumentam a porosidade dos volumes rochosos.
• Os basaltos da Fm. Serra Geral constituem camadas confinantes do aqüífero mais
importante da província, o aqüífero Guarani.
• As condições gerais de ocorrência das águas subterrâneas são de aqüífero livre. Em
geral, as condições mais favoráveis foram obtidas por meio de poços que atravessavam a
profundidade de 100 m. Esses poços atravessam zonas de contato de interderrames.
A influência de alinhamentos tectônicos aumenta a comunicação entre as
descontinuidades e conseqüentemente aumenta também a produtividade dos poços.
QUALIDADE •
As águas dos basaltos mostram forte tendência alcalina (pH = 5,5 a 6,5) e
DAS AGUAS, mineralização total inferior a 300 mg/l. Devem ser ressaltados os altos teores de sílica
CUSTOS
RELATIVOS E
presentes – maiores que 30 mg/l, em média.

PRINCIPAIS No que se refere aos custos, mesmo em condições desfavoráveis, o valor monetário do
USOS. m3 produzido é inferior de 1/3 a 2/3 daquele que seria obtido em mananciais de
superfície alternativo para demandas situadas entre 300 a 700 m3/h.

O seu aproveitamento é viável para abastecimento rural e pequenas industrias. Embora,
a vazões dos poços de basalto sejam baixas e variáveis de um local para outro, esses
poços são necessários para o planejamento do desenvolvimento de recursos hídricos da
área.
FORMAÇÕES CRETÁCEAS
ÁREA, •
O cretáceo e representado pelas Fms. Bauru-Cauia. São arenitos que cobrem cerca de
ESPESSURA, 315.000 Km2 com uma espessura média de 100 m.
CONSTITUI- •
ÇÃO
O aqüífero Bauru-Cauia contém água de boa qualidade.

LITOLÓGICA Poços existentes são usados basicamente para abastecimento doméstico e também
E OUTROS conseguem suprir parte da demanda das pequenas industrias.

DADOS Embora ocupe menos de um terço da província, participa com metade dos recursos
GERAIS exploráveis. Isso decorre do fato de ser um aqüífero livre, local e ocasionalmente
freático. Também por ser um aqüífero de fácil acesso as diferentes classes de uso.

DADOS Vazões : 1,3 a 80 m3/h.
ESPECÍFICOS •
Resíduo seco: menor que 200 mg/l.
DOS POÇOS •
CRETÁCEOS
Permeabilidade: 10-5 a 10-6

Área de ocorrência: 315.00 Km2

DADOS Vazões: 10 a 150 m3/h (não-confinados) e 300 a 1000 m3/h
ESPECÍFICOS confinados.
SOBRE O •
AQÜÍFERO
Transmissividade: 1,5 a 7 x 10-3 m2/s

GUARANI OU Coeficiente de armazenamento: 0,2 a 0,05 (não-confinado) e 10-5 a 10-6 (confinado).

BOTUCATU Área de ocorrência: 818.000 Km2

Espessura média: 300 m

Vazão específica: 2 a 15 m3/h/m

Permeabilidade: 4 x 10-5 m/s.

Anexo: Quadro de reservas dos principais aqüíferos da província hidrogeológica do Paraná (m3)
Sistema / Reservas Reservas Reservas Número de pocos
aqüífero reguladoras permanentes exploráveis
Bauru 74 x 109 2.400 x 109 24 x 109 12.000
9 9 9
Guarani 160 x 10 48.021 x 10 56 x 10 8.000
8 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO ESCUDO MERIDIONAL
DADOS •
Localiza-se no extremo sul do país e apresenta aqüíferos restritos as zonas de
GERAIS fraturamento das rochas cristalinas arqueanas e proterozóicas.

Os altos índices pluviométricos asseguram a perenização dos rios e contribuem para a
recarga dos aqüíferos.

Os poços perfurados fornecem vazões entre 1 a 36 m3/h com uma média de 5 m3/h

A qualidade da água é boa e pode ser usada para os mais devidos fins.
9 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA DO CENTRO-OESTE
DADOS •
A província hidrogeológica do Centro-Oeste é dividida em 4 sub-províncias que estão
GERAIS localizadas na região Centro-Oeste do país. São elas:
- Ilha do Bananal
- Alto Xingu
- Chapada dos Parecis
- Alto Paraguai

Desta bacia, há somente os dados hidrogeológicos da Bacia do Alto Paraguai, os quais
permitem localizar os aqüíferos mais produtivos na cobertura cenozóica.

Nas demais sub-províncias, especula-se que os principais aqüíferos devam ser localizar
nos sedimentos paleo-mesozóicos (Fm. Aquidauna, Parecis e Botucatu).
10 - PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA COSTEIRA
DADOS •
Esta província é bastante diversificada por abranger varias bacias sedimentares
GERAIS costeiras, de diferentes idades e constituições.

Existem 9 sub-províncias, porém duas não serão tratadas neste bloco, as sub-províncias
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As restantes serão comentadas. São elas:
- São Luis / Barreirinhas
- Ceara / Piauí
- Pernambuco / Paraíba / Rio Grande do Norte
- Alagoas / Sergipe
- Potiguar
- Recôncavo, Tucano, Jatobá
- Amapá
SUB- •
Os dois aqüíferos serão tratados da mesma forma, pois são muito semelhantes.
PROVÍNCIA •
Foram depositados em fossas tectônicas de até 10.000 m de profundidade, porém os
SÃO LUIS /
BARREIRINH
poços atingem profundidades máximas de 200 m.

AS Esses aqüíferos tem produtividade média com vazões variáveis de 3,2 a 25 m3/h.

A qualidade da água é boa, com resíduo seco em torno de 250 a 500 mg/l.
SUB- •
Os poços existentes nessa sub-província possuem as mesmas características dos
PROVÍNCIA aqüíferos anteriores.
CEARÁ / PIAUÍ
SUB- •
Os calcários Marinha Farinha e Gramame não estão sendo utilizados por causa da
PROVÍNCIA dureza de suas águas e pela baixa vazão de seus poços.
PERNAMBUC •
O / PARAÍBA /
O aqüífero Beberibe é o principal manancial hídrico subterrâneo e vem sendo
RIO GRANDE amplamente utilizado para abastecimento de água das cidades costeiras.

DO NORTE Tem produtividade elevada: vazões variantes entre 25 a 100 m3/h. A qualidade da água é
boa, com resíduo seco inferior a 400 mg/l.

Os estratos geológicos que formam o substrato de Natal são as formações dunares e os
sedimentos inferiores e superiores do Grupo Barreiras. A parte inferior é formada por
arenitos com intercalações argilosas e aparte superior e constituída de argilas arenosas a
arenitos.

O suprimento hídrico da cidade de Natal e feito principalmente por aguas subterrâneas e
isso corresponde a 73 % do total da água consumida.

A aguas apresenta problemas na qualidade: elevados teores de nitrato e metais pesados
estão presentes em áreas próximas a região urbana e por isso o aqüífero apresenta grande
vulnerabilidade. E necessário proteger as áreas de recarga que situam próxima as regiões
urbanas, limitando a sua ocupação.
SUB- •
A maior parte dos poços são originários dos aqüíferos Barreiras e Marituba (membro
PROVÍNCIA superior da Fm. Piacabucu). Do ponto de vista hidrodinâmico, estes dois aqüíferos se
ALAGOAS /
SERGIPE
comportam como um só.

A produtividade é elevada a média no estado de Alagoas e média a baixa no estado de
Sergipe.

A Fm. Piacabucu e formada por areias medias a grossas e sub-arredondadas, cinza com
pirita e com intercalações de argila. O grupo Barreiras e constituído de areias com
granulometria de fina a grossa, intercalada por material arenoso a argiloso de forma
descontínua.

A qualidade da águas nesses poços é excelente com resíduo seco menor que 100 mg/l.
SUB- •
A parte superior é representada pelo aqüífero livre da Fm. Jandaira e na parte inferior
PROVÍNCIA pelo aqüífero Açu.
POTIGUAR •
O arenito cretáceo Açu é o aqüífero mais importante e tem os poços mais produtivos.
Tem uma área de 22.500 Km2 e espessura média variando de 300 a 1.000 m. Esse
aqüífero fornece vazões que vão de 100 a 300 m 3/h. O resíduo seco gira em torno de 500
mg/l.

Atualmente vem sendo super explorado para abastecimento de cidades, irrigação e
pequenas industrias.

Algumas cidades são abastecidas pelo aqüífero Beberibe (cretáceo superior). Esse
aqüífero tem profundidades médias de 100 a 600 m e com produção média de 80 m3/h.

Os calcários da Fm. Jandaira (cretáceo superior) formam o segundo aqüífero mais
importante da bacia potiguar. Tem uma área próxima de 18.000 Km2 e espessura média
de 300 m. Os poços apresentam vazões de 5 a 10 m 3/h. A água é considerada salina com
resíduo seco em torno de 2.000 mg/l.
SUB- •
Apesar de formarem uma mesma sub-província , para fins de estudo hidrogeológico
PROVÍNCIA elas serão separadas em dois conjuntos. As sub-províncias Recôncavo e Tucano e a sub-
RECÔNCAVO,
TUCANO E
província Jatobá.

JATOBÁ Nas sub-províncias Recôncavo e Tucano existem três grandes aqüíferos, são eles:
- Aqüíferos Barreiras, Marizal e São Sebastião (sistema aqüífero superior ).
- Aqüíferos Ilhas e Candeias (sistema aqüífero médio )
- Aqüíferos Sergi e Aliança (sistema aqüífero inferior).

Esses aqüíferos preenchem falhas normais e tem uma área de 56.000 Km 2 e espessura
média de 3.000 a 8.000 m. As formações com maior potencial para o desenvolvimento
de aqüíferos são os arenitos São Sebastião e Marizal.

A produtividade desses aqüíferos é de elevada a média e apresenta vazões médias entre
25 a 100 m3/h. Até 800 m , as águas são de boa qualidade e apresentam resíduo seco de
210 mg/l.

Os outros aqüíferos , de menor profundidade, Ilhas e Sergi, com profundidades de 250
m e 100m, respectivamente , fornecem vazões de 72 e 28 m3/h, respectivamente.

A bacia do Jatobá constituída pelas Fm. Aqüíferas Inajá e Tacaratu e são exclusivas
dessa bacia são as principais unidades aqüíferas dessa bacia. As Fms. Aliança, Candeias
e Ilhas não constituem bons aqüíferos e as Fms. Barreiras e São Sebastião ocorrem de
forma restrita e não são exploradas como aqüíferos.

O sistema Inajá / Tacaratu vem sendo captado na zona de confinamento e apresenta uma
produtividade de elevada a média (20 m3/h) e apresenta resíduo seco próximo de 540
mg/l, fazendo que a qualidade da água seja considerada boa (a profundidades de 200 a
300 m).