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REDESCUBRA A AQUARELA
25 EXERCÍCIOS PARA APRENDER NOVAS TÉCNICAS E TRUQUES
GG
VERONICA BALLART LILJA
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Título original: If You’re Bored with Watercolour Read This Book. Publicado originalmente na Grã Bretanha em 2017 por ILEX, uma divisão do Octopus Publishing Group Ltd. Direção de arte: Julie Weir Design: Louise Evans
Tradução: Denis Fracalossi Preparação de texto: Solange Monaco Revisão de texto: Luciana Moreira Design da capa: Toni Cabré/Editorial Gustavo Gili, SL
Qualquer forma de reprodução, distribuição, comunicação pública ou transformação desta obra só pode ser realizada com a autorização expressa de seus titulares, salvo exceção prevista pela lei. Caso seja necessário
reproduzir algum trecho desta obra, seja por meio de fotocópia, digitalização ou transcrição, entrar em contato com a Editora.
A Editora não se pronuncia, expressa ou implicitamente, a respeito da acuidade
das informações contidas neste livro e não assume qualquer responsabilidade legal em caso de erros ou omissões.
© Octopus Publishing Group Ltd. 2017
© textos e imagens: Veronica Ballart Lilja 2017
© da tradução: Denis Fracalossi
para a edição em português:
© Editorial Gustavo Gili, SL, Barcelona, 2017
Todos os direitos reservados
Veronica Ballart Lilja reivindica o direito moral de ser identificado como autora desta obra.
Impresso na China ISBN: 978-85-8452-105-0 Depósito legal: B. 15278-2017
Editorial Gustavo Gili, SL Via Laietana 47, 2º, 08003 Barcelona, Espanha. Tel. (+34) 93 3228161 Editora G. Gili, Ltda Av. José Maria de Faria, 470, sala 103, Lapa de Baixo CEP: 05038-190, São Paulo-SP, Brasil. Tel. (+55) (11) 3611 2443
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ballart Lilja, Veronica Redescubra a aquarela : 25 exercícios para aprender novas técnicas e truques / Veronica Ballart Lilja ; [tradução Denis Fracalossi]. -- 1. ed. -- São Paulo : Gustavo Gili, 2018.
Título original: If you’re bored with watercolour read this book. ISBN: 978-85-8452-105-0
1. Aquarela - Técnicas 2. Desenhos - Técnicas 3. Pintura - Técnicas I. Título.
17-05735
CDD-751.422
Índices para catálogo sistemático:
1. Aquarela : Pinturas : Técnicas 751.422
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REDESCUBRA A AQUARELA
25 EXERCÍCIOS PARA APRENDER NOVAS TÉCNICAS E TRUQUES
VERONICA BALLART LILJA
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SUMÁRIO
|
06 |
Introdução |
|
08 |
COR E TINTA |
|
10 |
O disco de cores |
|
12 |
Cores quentes e cores frias |
|
14 |
Sua paleta de cores |
|
16 |
Tipos de aquarela |
|
18 |
Como escolher suas tintas |
|
20 |
Como misturar suas tintas |
|
22 |
Outras formas de aquarela |
|
24 |
MATERIAIS E AMBIENTE DE TRABALHO |
|
26 |
Tipos de papel |
|
28 |
Como escolher seu papel |
|
30 |
Pincéis |
|
32 |
Ferramentas |
|
34 |
Estúdio |
|
36 |
COMBINANDO AQUARELA COM OUTROS MEIOS |
|
38 |
Aquarela e lápis: pássaro |
|
40 |
Aquarela e tinta nanquim: |
|
rabanete |
|
|
42 |
Aquarela e pastel a óleo: |
|
mulher com vestido listrado |
|
|
44 |
Aquarela e pastel: |
|
sapatos com meias |
|
|
46 |
Aquarela e lápis aquareláveis: |
|
besouro |
|
|
48 |
Aquarela e carvão: |
|
ilustração de moda |
|
|
50 |
Aquarela e bordado: cisnes |
|
52 |
TEXTURAS |
|
54 |
Criando texturas |
|
56 |
Colagem: composição de pássaros |
|
58 |
Silhueta: flor |
|
60 |
Quebra-cabeça: figura humana |
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|
62 |
COMBINANDO AQUAREL A |
Moda |
|
|
COM OUTROS MATERIAIS |
96 |
Luz e sombra: casaco verde |
|
|
E OBJETOS |
98 |
Úmido sobre úmido: roupas vermelhas |
|
|
64 |
Pente ou escova de cabelo: |
100 |
Silhuetas: ilustração de moda |
|
ilustração de passarela |
102 |
Manchas e respingos coloridos: duas meninas |
|
|
66 |
Escova de dentes: galo |
104 |
Estêncil e colagem: figura humana |
|
68 |
Sal: textura |
||
|
70 |
Alvejante: textura |
Animais e natureza |
|
|
72 |
Máscara líquida: abacaxi |
106 |
Estilo abstrato: pássaro |
|
108 |
Estilo geométrico: cabeça de veado |
||
|
74 |
TUTORIAIS |
110 |
Reflexos: flamingos |
|
Alimentos |
112 |
Detalhes com alvejante: flor |
|
|
76 |
Aquarela com caneta técnica e nanquim: alcachofras |
114 |
Mistura de cores: baleias |
|
78 |
Escala de cores: vegetais |
Paisagens urbanas |
|
|
80 |
Efeito pontilhado: pimenta e pimentão |
116 |
Mapa: Manhattan |
|
82 |
Aquarela com caneta técnica: |
118 |
Silhuetas dentro de silhuetas: |
|
frutas e legumes |
igreja |
||
|
84 |
Aquarela e tintas coloridas: |
120 |
Formas simples: Londres |
|
receita de peixe |
122 |
Composições de colagem: |
|
|
Barcelona |
|||
|
Still |
124 |
Skyline/reflexo: Nova York |
|
|
86 |
Uma cor: objetos vermelhos |
||
|
88 |
Quebra-cabeça: cadeira |
Índice remissivo |
|
|
90 |
Estilo realista: sapatos |
126 |
|
|
92 |
Contraste de cores: maquiagem |
128 |
Agradecimentos |
|
94 |
Silhueta: vaso de flores |
||
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INTRODUÇÃO
Como ilustradora profissional, costumo trabalhar com diferentes técnicas, mas a aquarela é, de
longe, minha favorita. Afinal, trata-se de um meio infinitamente versátil, em que se pode obter inúmeras variações de cores, brincar com misturas e transparências, experimentar diferentes
tipos de papel
tados realmente impressionantes. A questão é estar sempre inovando!
Sem falar que, ao combinar a aquarela com outros meios, podemos obter resul-
Talvez essa não seja a primeira ideia que vem à sua mente quando você pensa em aquarela.
A maioria das pessoas tende a considerá-la uma técnica calma, suave e algumas vezes até mes-
mo antiquada, frequentemente usada para representar flores e paisagens. Mas a verdade é que
a aquarela está passando por uma espécie de renascimento, dada sua versatilidade. Essa técni-
ca pode ser usada em contraste a ilustrações de base feitas com tinta, caneta técnica, lápis, carvão ou pastel. Outra opção é usá-la em colagens e silhuetas ou com estênceis. A aquarela lhe permite desenvolver trabalhos ousados e criar composições surpreendentes. Basta folhear
as páginas deste livro para perceber que os preconceitos contra a aquarela são totalmente in-
justificáveis. Talvez, o que a aquarela tem de melhor é o fato de ela não precisar ser perfeita. Na verdade, ela nem sequer deve ser perfeita. Por se tratar de um meio em que é difícil prever ou mesmo
controlar os resultados obtidos, a aquarela é um in- centivo à experimentação. Cada obra de arte criada com aquarela é única e, por mais que tentemos, ob- ter exatamente os mesmos efeitos uma segunda vez
é quase impossível. Provavelmente por tudo isso a aquarela esteja ressurgindo. Por mais populares que sejam as ilustrações digitais e por mais que possamos obter resultados fantásticos por meio da tecnologia, criar uma ilustração com efeito de aquarela usando um computador não é a mesma coisa que produzir uma obra de arte “real”, com todas as surpresas e peculiaridades que a pintura à mão sobre papel tem a oferecer. Muitas vezes me perguntam como consigo obter certos efeitos em minhas obras – as pes- soas querem que eu as ensine a pintar ou as convide a vir ao meu estúdio para ver como trabalho. De certa forma, é exatamente isso o que me proponho a fazer aqui. Gostaria de convidá-lo a seguir os exercícios presentes neste livro e a colocar em prática as técnicas que uso. Se você estiver começando a trabalhar com aquarela agora, sinto-me lisonjeada em poder apresentar-lhe meu meio favorito e espero que as lições contidas aqui possam lhe abrir as portas para um novo mundo de prazer e criatividade. Se você já está acostumado a pintar usando aquarela, então es-
pero que este livro lhe ensine algumas novas técnicas e lhe possibilite aprimorar suas habilidades
e encontrar novas fontes de inspiração. Nas páginas a seguir, além de mostrar algumas técnicas modernas e gráficas, compartilho também algumas de minhas melhores dicas e várias descobertas que fiz ao longo dos anos em que trabalho com aquarela. Tudo o que está neste livro é bastante simples. Afinal, minha inten- ção é fazer você explorar sua própria criatividade e fazer experimentações por conta própria. Não se preocupe com eventuais erros. O importante é você se divertir.
Talvez, o que a aquarela tem de melhor é o fato de ela não precisar ser perfeita.
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COR E TINTA
A principal característica da aquarela é a sua translucidez. As cores em uma pintura feita com aquarela parecem brilhantes e luminosas – e são vários os efeitos que podemos alcançar usando esse meio incrivelmente versátil.
A pintura com aquarela está baseada na mistura de cores subtrativas. Os pigmentos presentes tanto nas pastilhas de aquarela quanto nas aquarelas líquidas absorvem – ou “subtraem” – certos comprimentos de onda de luz. Dessa forma, em vez do branco puro da luz, vemos uma cor no local onde a tinta é aplicada. Existem diversas formas de misturar as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) para obter outras cores. Teoricamente, o preto é obtido a partir da combinação das três cores primárias. Na prática, porém, quando queremos pintar alguma coisa de preto, usamos pastilhas ou aquarelas líquidas da cor preta, já que o pigmento presente nelas nos permite obter uma tonalidade mais forte.
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10
COR E TINTA
O DISCO DE CORES
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As três cores primárias do disco de cores padrão são: vermelho, amarelo e azul. Quando duas cores primárias são misturadas, obtemos as chamadas cores secundárias: verde, roxo e laranja. As cores terciárias, por sua vez, são produzidas a partir da combinação de uma cor primária com uma cor secundária “próxima” a ela, como pode ser visto no diagrama ao lado. As cores terciárias são: { 1 } amarelo-alaranjando (âmbar), { 2 } vermelho-alaranjado, { 3 } vermelho- -arroxeado (vinho), { 4 } azul-arroxeado, { 5 } azul-esverdeado e { 6 } amarelo-esverdeado.
A cor exata que obtemos ao pintar dependerá das tintas que misturamos. Por exemplo, se
misturarmos amarelo-cobalto com azul-cobalto obteremos um verde muito mais suave do que
o resultante da combinação entre amarelo winsor e azul winsor. E esses dois verdes também
serão diferentes daquele obtido caso utilizemos um pigmento verde puro, como verde veridiano ou verde de hooker.
DICA: Você pode criar inúmeras variações de cada cor adicionando branco (ou água), preto ou cinza a ela. Na imagem ao lado, duas tiras de papel mostram diferentes tonalidades de cinza do preto ao branco. A tira de papel à esquerda foi clareada com a adição de água; já a tira à direita foi clareada com a aplicação da cor branca.
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COR E TINTA
CORES QUENTES E CORES FRIAS
Na teoria das cores, podemos dividir o espectro de cores em cores quentes e cores frias.
CORES QUENTES
As cores quentes – ou ativas – variam do amarelo
e do laranja ao vermelho e incluem também tonalidades
marrons e castanhas. As cores quentes são associadas
ao sol, ao verão, à terra, ao calor e ao fogo. O vermelho conta com tonalidades fortes que, quando usadas em uma ilustração, conseguem expressar paixão, raiva
e dinamismo. Já o laranja sugere fogo e outono.
O amarelo, por sua vez, pode ser associado à luz solar
e à felicidade.
CORES FRIAS
As cores frias – ou passivas – englobam as diferentes tonalidades de roxo, violeta, azul e verde e também
os vários tons de cinza. Tonalidades frias podem
ser reconfortantes e costumam ser associadas a relaxamento e harmonia. Elas também podem nos
lembrar do céu, do inverno, da água e da lua. O verde
é a cor da natureza e do meio ambiente; o roxo
tem uma conotação de realeza, extravagância e
individualismo. Eu, particularmente, gosto de combinar
o roxo com cores quentes, como o vermelho e o
laranja, para dar contraste a imagens de pôr do sol e/ou de um céu em uma noite de verão.
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DICA: Pela escolha das cores,
é possível mudar completamente
a sensação transmitida por seu
desenho. Acima são apresentadas duas imagens: uma pintada com cores quentes e a outra, com cores frias. A ilustração da esquerda parece mais
cheia de vida, ao passo que a imagem
à direita transmite uma sensação mais suave.
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