Sie sind auf Seite 1von 10

​CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE CURITIBA

PREPARO DE MEIOS DE CULTURA E CULTIVO DE


BACTÉRIAS

Alunos:
Elias dos Santos S. Oliveira, nº 8
Emanueli Cruz n° 9
Jaqueline Martins de Barros n° 13
Jorge L. Pavan n° 14
Tassiane Pereira Escala, nº 25

2BSN1
PROFESSORA: MAIRA VASSELAI
BIOLOGIA MOLECULAR E CULTIVO VEGETAL

CURITIBA - PR
2018
1. INTRODUÇÃO

Há milhares de anos, o cultivo e consumo da planta Coca (Erythroxylum coca)


vem sendo feito nos Andes, nas regiões onde hoje se situam a Bolívia, o Peru e a
Colômbia. Mesmo que esse fator seja conhecido mundialmente, um de seus
subprodutos mais conhecidos é tido como uma subversão social pelo seu teor
altamente viciante.
Neste presente trabalho veremos quais os efeitos deste alcalóide mais
conhecido como cocaína, os outros derivados da folha da coca e os fatores que
envolvem sua comercialização legal e ilegal.
Como introdução a este tema central, abordaremos também os metabólitos
secundários, sanando dúvidas tais quais:
O que são eles? De onde surgem? Para que servem? Como são obtidos? Que fins eles
têm?
Sendo assim, encontraremos respostas necessárias e pertinentes ao longo
deste trabalho.
2. METABOLISMOS PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

Uma das características dos seres vivos é a presença de atividade metabólica.


O metabolismo nada mais é do que o conjunto de reações químicas que ocorrem no
interior das células. No caso das células vegetais, o metabolismo costuma ser dividido
em primário e secundário. Entende-se como ​metabolismo primário ​o conjunto de
processos metabólicos que desempenham uma função essencial no vegetal, tais como
a fotossíntese, a respiração e o transporte de solutos. Os compostos envolvidos no
metabolismo primário possuem uma distribuição universal nas plantas.
Em contrapartida, o ​metabolismo secundário ​origina compostos que não
possuem uma distribuição universal, pois não são necessários para todas as plantas.
Como consequência prática, esses compostos podem ser utilizados em estudo
taxonômicos (organização vegetal).
Embora o metabolismo secundário nem sempre seja necessário para que uma
planta complete seu ciclo de vida, ele desempenha um papel importante na interação
das plantas com o meio ambiente. Um dos principais componentes do meio externo
cuja interação é mediada por compostos do metabolismo secundário são os fatores
bióticos. Deste modo, produtos secundários possuem um papel contra a herbivoria,
ataque de patógenos, competição entre plantas e atração de organismos benéficos
como polinizadores, dispersores de semente e microrganismos simbiontes. Contudo,
produtos secundários também possuem ação protetora em relação a estresses
abióticos, como aqueles associados com mudanças de temperatura, conteúdo de água,
níveis de luz, exposição a UV e deficiência de nutrientes minerais. Existem três
grandes grupos de metabólitos secundários: terpenos, compostos fenólicos e
alcalóides.

2.1. ALCALÓIDES

Os ​alcalóides ​são compostos orgânicos cíclicos que possuem pelos menos um


átomo de nitrogênio no seu anel. Na sua grande maioria os alcalóides possuem caráter
alcalino, já que a presença do átomo de N representa um par de elétrons não
compartilhados. Contudo, existem alcalóides de caráter ácido, como a Colchicina. Os
alcalóides são sintetizados no retículo endoplasmático, concentrando-se, em seguida,
nos vacúolos e,dessa forma não aparecem em células jovens. Essa classe de
compostos de metabolismo secundário é famosa pela presença de substâncias que
possuem acentuado efeito no sistema nervoso, sendo muitas delas largamente
utilizadas como venenos ou alucinógenos.
Como dito anteriormente, os alcalóides são caracterizados pela presença de N
em moléculas orgânicas. Tal característica indica de certa forma sua origem química.
Desse modo, quase a totalidade dos alcalóides é derivada de aminoácidos, como a
ornitina, a lisina, a tirosina e o triptofano.

3. ERYTHROXYLUM COCA

Erythroxylum coca ou coca ( Quechua : kuka ) é uma espécie sul-americana de


planta com flor da família das eritroxiláceas , originária dos contrafortes escarpados dos
Andes amazônicos.
A planta da coca sempre desempenhou um papel importante nas culturas
andinas, tanto para fins rituais na relação entre o homem quanto a natureza, como um
agente psicoativo para induzir transes cerimoniais, como uma energia para o trabalho,
para permuta entre produtos, como digestivo, e para fins analgésicos e curativos em
intervenções médicas. Ela tem sido usada em todos esses aspectos por milhares de
anos pelas culturas andinas, como as nações Chibcha , Aymara e Quechua . A planta
da coca tornou-se conhecida em todo o mundo por seus alcalóides , dos quais se
obtém, através de um processo químico descoberto no século XIX na Europa , o
cloridrato de cocaína (ou simplesmente chamada cocaína ), uma substância que é um
poderoso estimulante do sistema nervoso central e com uma alta tendência a causar
dependência. Desde 1885, extratos da folha de coca foram usados ​em produtos da
Coca-Cola e atualmente continuam a fazê-lo em seus produtos.
3.1 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA E CULTURAL

Na Bolívia e Peru , as formas tradicionais de uso e consumo da folha de


coca e sua cultura são legais por cada governo para uma certa quantidade em
toneladas e hectares precisamente para evitar grande - escala de produção de cocaína
. Esta planta é apreciada pela maioria da população indígena de cada país,
especialmente nas áreas rurais, para fazer rituais de gratidão à Mãe Natureza. Coca é
colhido três vezes por ano manualmente na área do Yungas da Bolívia (no
Departamento de La Paz, Bolívia ), colhido 4 vezes por ano no Chapare Departamento
de Cochabamba(Bolívia) e até seis vezes no Alto Huallaga (Peru). Na Colômbia , o
cultivo de folha de coca é proibido em todas as suas formas pelo estado se exceder 20
unidades ou plantas; 7 Mesmo assim, os índios nas reservas da Serra Nevada de
Santa Marta e do departamento do Cauca cultivam quantidades determinadas por seus
rituais religiosos. As folhas são arrancadas pelo pecíolo e secadas ao sol para posterior
venda e comercialização . A mesma planta pode ser colhida por dez anos

3.2. ASPECTOS FARMACOLÓGICOS

O alcalóide cocaína tem estimulantes, anestésicos, propriedades terapêuticas e


de mitigação de apetite, sede e cansaço. Tradicionalmente, esta substância foi obtida
em quantidades muito pequenas e diluída pela mastigação com uma substância
alcalina obtida naturalmente ( bicarbonato de cálcio ). Naturalmente, outras substâncias
levemente estimulantes também são obtidas da folha por meio de infusão em água
fervida ou cozimento (tisana), com efeito semelhante ao café ou chá. Essas formas de
consumo não causam dependência ou qualquer dano fisiológico, e seu efeito
estimulante dura semelhante ao do café e do chá.
A quantidade de cocaína contida nas folhas frescas varia de 0,4% a 1,0%. Além
desta substância, as folhas de coca têm outros alcalóides como metileneglina,
benzoilencinonina, metilecgonidina, cinnamola ecgonina, ecgonina e nicotina .
Absorção de cocaína na sua forma tradicional é muito menos rápido e eficiente
do que as formas purificadas de cloridrato de cocaína e provoca os mesmos efeitos
psicoativos e de euforia associados com o uso de drogas na preparação laboratório
químico. Dependência, formação de hábitos, danos corporais ou neurológicos ou
outros efeitos prejudiciais do consumo de folhas na sua forma natural, não foram
documentados ou cientificamente comprovados

3.3. CLORIDRATO DE COCAÍNA

As folhas amadurecidas são secas ao abrigo do sol, e precisam ser processadas


rapidamente, pois o teor de cocaína diminui rapidamente com o passar do tempo de
colheita. As folhas são prensadas, tratadas com querosene ou óleo diesel, durante três
dias. O suco obtido é tratado com cal virgem ou cimento, filtrado, e o conteúdo obtido,
pastoso e já rico em cocaína é seco ao sol. A pasta obtida é depois tratada com ácido
clorídrico, éter ou acetona, cal, amoníaco e álcool ou gasolina pura. A partir de então
os cristais começam a se depositar, e o conteúdo é filtrado e então se obtém o
cloridrato de cocaína. A cada filtração se conseguem novas quantidades do produto.
Quem sintetizou a cocaína pela primeira vez foi o químico alemão Albert
Niemann, em 1862, e seu uso como anestésico local começou a se dar a partir de
1880, fato que facilitou o desenvolvimento das primeiras cirurgias. As primeiras
cirurgias de olhos se deram após o uso da cocaína como anestésico local. Freud, pai
da Psicanálise chegou a receitar cocaína para melhorar o humor de pacientes
depressivos e para tentar eliminar o uso de ópio de pacientes dependentes do produto.
Somente se deu conta dos efeitos aditivos da cocaína após algum tempo de utilização
em seus pacientes.

3.4 OUTROS ALCALÓIDES

● Benzoilecgonina;
● Ecgonidina ou anidroecgonina;
● Ecogonina;
● Hidroxitropacocaina;
● Cinamato de metilecgonina;
● Tropacocaina;
● Truxilinas;
4. CONCLUSÃO

Com aspectos positivos e negativos, a cocaína, grande aliada clinicamente a


medicina no passado, não passa hoje de um subproduto marginalizado.
O uso deste tema neste trabalho é pertinente, pois ao ser abordado e descrito
poderá ser levado com mais naturalidade entre a academia e os profissionais na área
da saúde. Pois se metabólitos secundários podem ser usados para fins que não seja
essenciais para vegetais, há uma infinidade de possibilidades para que sejam
avaliadas e trazida à luz da ciência.
Hoje em dia, há ferramentas mais que suficientes para controle dos efeitos
colaterais de possíveis medicamentos com o princípio ativo da cocaína, e alguns
estudos apontam novas perspectivas no caminho do tratamento de doenças psíquicas,
tais como a depressão e o distúrbio bipolar.
Sendo assim, e trazendo a mesa redonda esse vegetais e seus tabus, poderá
ser que um dia esses metabólitos secundários sejam encarados como simplesmente
são: ferramentas auxiliadoras para os fins que cada um lhes incubir.
5. BIBLIOGRAFIA

METABOLISMO SECUNDÁRIO DAS PLANTAS Disponível em:


<http://www.oleosessenciais.org/metabolismo-secundario-das-plantas/>. Acesso em:
17 setembro. 2018.

ERYTHROXYLUM COCA Disponível em:


<https://es.wikipedia.org/wiki/Erythroxylum_coca>. Acesso em: 15 setembro. 2018.

DA FOLHA DE COCA À COCAÍNA: OS DIREITOS HUMANOS E OS IMPACTOS


DAS POLÍTICAS INTERNACIONAIS DE DROGAS NAS POPULAÇÕES NATIVAS
DA BOLÍVIA Disponível em:
<http://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=5e9f92a01c986baf>. Acesso em: 16
setembro. 2018.

COCAÍNA E SEUS DERIVADOS Disponível em:


<http://www.profdouglaslafemina.com.br/index.php?option=com_content&view=article&i
d=17&Itemid=18>. Acesso em: 16 setembro. 2018.

COCAÍNA Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna>. Acesso em:


18 setembro. 2018.
METABOLISMO SECUNDÁRIO DAS PLANTAS Disponível em:
<http://www.oleosessenciais.org/metabolismo-secundario-das-plantas/>. Acesso em:
17 setembro. 2018.