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O empirismo, dominante na Inglaterra. é um contraponto ao cartesianismo que impera no continente.

Para o
empirismo é importante interagir com a natureza, os sentidos, e aí se aproxima de Aristóteles. Além do cálculo é preciso
fazer experimentações (mundo dos sentidos). A natureza está a serviço do homem. Aristóteles e o papel da razão:
Nada está no intelecto antes de ter passado pelos sentidos. Isso justificaria a Revolução Industrial que ocorre nas ilhas
britânicas.
O empirismo trabalha com a experiência.

Já o cartesianismo se aproxima de Platão, mundo das ideias. Demonstrada matematicamente, a verdade está
provada.

O empirismo é a posição filosófica que aceita a experiência como base para a análise da natureza, procurando rejeitar
as doutrinas dogmáticas. Usado pela primeira vez pela Escola Empírica, uma escola de praticantes da medicina na
antiga Grécia, o termo empirismo deriva da palavra grega empeiría(ἐμπειρία), que designa conhecimento ou habilidade
obtida por meio da prática, sendo também a origem da palavra "experiência", por intermédio do termo latino
"experientia".

Empiristas defendem que o conhecimento é primariamente obtido pela experiência sensorial, alguns empiristas
radicais vão além afirmando que o conhecimento só é obtido pela experiência sensorial e por nenhuma outra forma.

A posição empirista é frequentemente contrastada com o racionalismo, que estabelece a razão como origem
do conhecimento, independente dos sentidos. O conceito e a busca de evidências como fonte primária de
conhecimento existiu durante toda a história da filosofia e ciência, desde a Grécia antiga, mas foi com o surgimento do
chamado Empirismo Britânico, no século XVII, que consolidou-se como uma posição filosófica especifica, sendo o
filósofo John Locke considerado o fundador do empirismo como tal.
Os principais filósofos do Empirismo Britânico foram John Locke, George Berkeley e David Hume.
Locke é famoso por sua comparação da mente humana com uma folha em branco, tabula rasa, na qual as experiências
derivadas das impressões dos sentidos são impressas. Desta forma, haveriam duas formas de surgimento de ideias,
pela sensação e pela reflexão, com ideias podendo ser simples ou complexas.

As ideias simples não são passíveis de análise, sendo referentes as qualidades primárias e secundárias dos
objetos. Sendo as primárias aquelas que definem o que o objeto é essencialmente, por exemplo, uma mesa tem como
qualidade primária o arranjo especifico de sua estrutura atômica, qualquer outro arranjo faria outro objeto e não uma
mesa. As qualidades secundárias tratam das informações sensoriais acerca do objeto, definindo seus atributos (cor,
sabor, espessura, etc).

Ideias complexas combinam ideias simples e constituem substancias, modos e relações. Desta forma,
segundo Locke, e discordando dos racionalistas, o conhecimento humano acerca dos objetos do mundo é a percepção
de ideias que estão em concordância ou discordância umas com as outras. Esta hipótese tornou-se a base da posição
empirista.

Preocupado que a posição de Locke levaria ao ateísmo, Berkeley formulou a hipótese de que as coisas só
existiriam na medida em que são percebidas. Para além destas, existiriam as entidades que percebem, tendo sua
existência garantida mesmo sem que outro as perceba. Exagerando a alegoria da tabula rasa, Berkeley defendeu que a
ordem que vemos na natureza é a escrita de Deus. Por isto, sua posição é hoje conhecida como idealismo subjetivo.

Na sequência desta discussão, o filósofo Hume moveu a posição empirista na direção do ceticismo. Para
Hume, a recusa de Berkeley se daria pelo fato de que o empirismo possui implicações que não são aceitas pela maioria
dos filósofos, devido a convicções pessoais.

No campo conceitual, Hume utiliza a distinção de argumentos, proposta por Locke, entre demonstrativos e
prováveis e a expande, dividindo os argumentos em demonstrações, provas e probabilidades. Sendo as provas,
aqueles argumentos da experiência aos quais não se pode oferecer oposição. Hume afirma ainda que a razão por si
mesma não poderia fazer surgir qualquer ideia original, ao mesmo tempo em que desafia a causalidade, ao afirmar que
a razão não seria capaz de concluir que a existência de uma causa seja um requisito absoluto.
Derivações posteriores incluem ainda o Empirismo Lógico, tendo como expoentes os filósofos Nelson Goodman, W. V.
Quine e Hilary Putnam e Karl Popper, e o Pragmatismo, desenvolvido especialmente a partir das discussões entre
Charles Sanders e William James.

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”Tudo o que sabemos existir nos é dado pelas sensações e percepções, portanto, pela experiência. Visto que a
experiência nos mostra e nos dá a conhecer apenas as coisas particulares e singulares, somente elas existem. Por
conseguinte, as ideias gerais ou universais não correspondem a realidades ou a essências existentes, mas são nomes
que instituímos por convenção para organizar nosso pensamento e nossos discursos.”
(CHAUÍ, 2010, p. 50).
Esta afirmação representa o pensamento:
a) De Platão.
b) De Descartes.
c) Do Racionalismo em geral.
d) Do Empirismo em geral.
e) Dos filósofos modernos.
Resposta D

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