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A História Secreta da Independência

Os movimentos que gestaram a proclamação de nossa

independência não se restringiam a motivações puramente políticas, econômicas

ou culturais. Foi fundamental neles a participação da maçonaria, através de duas figuras

centrais: José Bonifácio e Joaquim Gonçalves Ledo.

66L aços fora, soldados! Pelo meu

sangue, pela minha honra, juro fa- zer a liberdade do Brasil . Indepen- dência ou morte! " A proclamação da independên- cia - feita por Dom Pedro às mar- gens do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822 , em meio às

e spadas erguidas dos militares que o acompanhavam - parece lembrar claramente algum juramento ma- çônico: o que comemoramos a ca-

Por Carlos Cardoso Aveline

da 7 de setembro não é exatamen- te a independência do Brasil, mas o compromisso solene do príncipe Pedro com nosso povo . Sem dúvida, a independência brasileira foi resultado direto da ação do movimento maçônico . As organizações autônomas baseadas

na tradição da maçonaria - vivas até hoje - são fratemidades secre- tas ou semi-secretas que realizam reuniões ritualísticas. Elas buscam

Planeta @ setembr o 19 97

o aperfeiçoamento do ser humano através da vivência da fraternida- de universal, da liberdade de cons - ciência e da ruptura dos dogmas religiosos . Mas, como todo movi- mento baseado na liberdade de pensamento, as organizações ma- çônicas divergiam bastante umas das outras e deixavam à mostra as incoerências humanas, vaidades pessoais e lutas de poder dos seus integrantes, entre os quais esta-

vam alguns dos principais líderes das campanhas pela ind e p e nd ê n- cia dos países latino - am e r i ca- nos e do s Estados Unido s, e dirigentes de revolu ç õ es li -

b

s é culo 18 . Para que se c o mpre-

enda a indepe n d ê nci a

e rais da Europa de s d e o

do O papel f undamental do líd e r maç ô nic o Joaquim Gonçalves Le- do e m nossa independ ê ncia - porque L e do , mais radical, era ad ve rs ár io de Bonifácio . Ho-

j e, as informações dis p oní-

ve i s já pe r mitem uma po-

s i ç ã o equilibrada, capaz

de re c onhecer tanto o

o l í ti c a do Bra si l, é pr e c is o t e r c laro -

omo d es ta c a o hi s t o-

p

c

al o r d e Gonçalve s L e - do c omo o de J o s é B o- nifá c i o .

v

riad o r C aio Prado Jú - nior - que as monar-

Nã o há dúvida al- guma de que os ma-

qui a s de Portugal e E s-

ç

ons r e publicanos f o-

panh a estavam d e ca -

r

a m influ e ntes desde o

d

e ntes desde o s é culo

c

om eç o no Brasil. N a

17 . No s é culo 1 8, a Es -

In c onfidência Min e ira,

panh a f o i buscar ap o io

d

e i ns p ira ç ão c l a rame n -

na Fr a n ç a , enquant o

t

e maçônica, Tiradentes

Portugal se amparava na

e

s eu s co mpanheiros s o-

Inglat e rra . A disputa ent re Portug a l e Espanha - g r an -

nhavam c om a República . A bandeira do movimento

des pot ê n c ia s coloni ais c om

e

ra um tri â n g ul o, símbolo ma-

econom i a s p r é-indu stri ai s e

çô ni c o , c om a in scri ç ão " L i be r -

atrasadas - era, na v erdad e , um

d

a d e A inda que T a rdia " . Os ini-

r eflex o da briga en t r e In gla t e r r a e Fran ç a , a s grandes p o t ê nc i as mun- dia is da é poca . A maçon a r i a, c om toda a sua d iv er si dade n at u r al ,

tamb é m express av a essas c o ntr a -

di ç õ es política s, eco n ô mi cas e es -

trat ég icas. Na Inglat erra , o s ma -

ç o ns defendiam a monarquia c on s-

Tiradentes, o principal nome da Inconfidência Mineira: o movimento tinha claras inspirações maçônicas, mas era essencialmente uma ação política.

c i adores d o m ov imento ha vi am

si do ad m itido s p ela maçonaria

f rancesa e esta v am entu s ia s mado s

pel a i n d ep e nd ê n c ia do s Estados Un i d os. O mo v imento foi de s co - bert o e seu s integrantes pass ar a m

a s er pr eso s a p ar tir de mai o de

17 89. A nt es d e mor r er na for c a e

tituc io na l e ser v iam c om o uma

ter s e u cor po e s quartejado em 2 1

pont a de lança da influ ê n c ia bri-

berai s algo natural . Já na França

d

e ab ril d e 1 7 92 , T i radente s de-

tân i c a so bre o mundo . A id é ia da

as elit es s e ne g aram a a c eitar

c

l a rou : " Se eu tiv e sse dez vidas ,

monarquia acabou dominand o o s

qualqu e r mod e rnização, apesar

e

u d a ria todas ela s para que os

p r i m eiro s tempos da indep e ndên -

c ia brasileira . Mas na Fran ç a, com o no s Estados Un i dos (qu e fi-

dos esforços de grand e s maçon s

c omo C agli o stro e o c onde de

Saint Germaín, A influ ê ncia dog -

m e u s companh e iros não sofr es s e m

nada . "

N a verdade, a Inco n fid ê ncia

z

e r a m sua independ ê nci a a p a rtir

mática do V atican o, muito forte na

Min e ira n ã o passo u de uma ação

d

e 177 6 ) , os maçon s d e fendiam o

Fran ç a , inexist i a na Inglaterra. Isso

polític a , e mbora in s pirada p e l o

r

e gim e r e publi c ano , e divulg a ra m

tudo l e vou a o b a nh o d e s angu e

ide a l ma çô ni co . A primeir a asso-

essa i d é ia por todo o mund o d es -

da Re v olu çã o Fr a n cesa .

c

iaç ã o maçô ni ca n o B r asi l - e m-

d

e a revo lu ção c om eça d a e m 17 89

A di fere n ça e n tre as m aç on a ria s

b

o ra ai nda n ã o f o sse uma loja r e-

com a tom a da d a B asti lh a . O i d eá-

r anc e sa e in glesa explica a s luta s

f

g

ul ar - foi f u nda d a em P e rn am-

rio rep u b li c an o d essas c orrentes

de Jo sé B o nif ácio, m aç om mod e-

bu

co pe l o bo t â nico Mano el d e Ar-

m

açôn i c a s t ev e c on seq ü ê n c ia s d e -

rado e m o n a rqui s t a , c ont ra a m a io r

rud a Câmar a , em 17 9 6 , e fi co u c o-

c i sivas p ara os pa íses da A m é r ica

parte d o mo v im e n to maçô n i c o bra -

nh

ec id a c o m o o A r e ópago d e I tam-

es

p a nhola .

s

il e ir o, m ai s ra di ca l, co m f o rt e t en -

b

é . D evido à s u a influ ê n c i a, ec l o-

A ação dos m aço n s da I n g l a t e r -

d

ê n ci a re publi ca n a . A t é alg u n s

d

iu em 18 17 a R evo lu ção P e rn a m-

ra era m a i s m od erad a no começo

a

n os a tr ás, Bo n i f ácio era co n s id e-

bu

ca

n a, l i d e r a d a p or d ive r sos ma-

d o séc ul o 19 po rqu e lá não h av i a

r ad o traido r d a ca u sa d a ind e pen -

ço n s e c uj o id ea l era, t a m bé m , re-

s

id o n ecessár ia a v i o l ên cia d a R e-

d

ê n c ia bra s il e ir a e m m e io s ma çô -

p

u b li c a n o . O m ov iment o d e p ôs o

vo

lu ção F ran ces a. D e sd e os t e m-

n

i cos ; só a p a rti r dos a no s 8 0 , his-

g

ove rn a d o r e proc lamou a R e pú-

p os d e Fr a n c is Ba co n, a i nflu ê n c ia

r o s a cru z e maçô ni ca

maio r e mais fo r te naq u e l e

era be m

aís ,

t or nando a ace ita çã o das i d é i as , li -

p

t o ri a dor es como José C a s t e llani

passam a f aze r ju s ti ça a o Patriar -

Po r outr o

l a do, a hi s t ó ri a o f ic ial t e m ignora -

c a da Ind e p e nd ê n c ia.

Planeta @ se t em br o 19 97

bli ca e m 6 d e mar ç o d e 1817, r e -

s i s tind o p o u co m e nos de tr ês m e -

ses a t é s e r d e rrot a do pelas tropas

im per i a i s. Se u s pr incipai s líd e r es

Esquerda: Frei Caneca, maçom que se envolveu na Revolução Pernambucana de 1817 e na Confederação do Equador, de 1824. Acima: José Bonifácio. mentor da Independência sob a forma monárquica.

foram enforcado s, e x ceto Fre i Ca- ne c a , também maçom , que sobr e -

viv eu e iria l i derar com bra v u r a a Confederação do Equador , em

1824.

A revolução de 1817 inicia a contagem regressiva para a inde- pendência. Em 3 0 de março de

so u serv ido decla r ar por cr i min o- sas e proib idas toda s e quaisqu e r so cie dades s ecreta s de qualquer "

denomina ç ã o que s e jam M as o a v anço das idéias libe- rais , estimulado no mundo todo pelas maçonarias inglesa e fran- cesa, era inevitável . Os velhos r e - gimes coloniais e as

Em junho de 1822, Bonifá-- cio criou o Apostolado e no-- me ou D. Pedro como líder

monarquias ab s olutis -

t a s esta v am com o s

dias contados. Em Portugal, a r e v olu ç ão

li b eral d e 1820 alterou

radicalm e nt e a s itua-

ç ão e a s Cortes (par- lamento) portuguesas

1 818, o rei po r tugu ê s Dom João

V I - que vier a para o Brasil com

s u a corte d e 10 mil

1808, f u g ind o das tr o p as d e Na-

pesso a s em

po l eão - p r o i bia o fu nc ion ame nt o de soc i e dad es se c re t a s :

) qu e

s e t e ndo verifi cado pelos acont e -

" Eu E l -R e i f aço sa ber (

passaram a pressionar Dom João

V I . Qu a ndo finalm e nte o rei dei-

xou o Brasil e v olt o u para Li s bo a,

e m a bri l de 1 8 21 , a s C ort es pr e-

tend i a m fa z er a socied a de bra s i -

l ei r a vol t ar à s itu ação d e s impl es

c ol ô nia , d ep ois d e h ave r s ido sed e

d o Imp ério, e is s o ace l er ou a rup-

aconselhado por seu pai a chefiar

a independência caso esta fosse

inevitá v el - c edeu a um movimen-

to organizado por José Joaquim da

Rocha e outros maçons e desobe- deceu aos decretos 124 e 125 das

Cortes portuguesas, que alteravam

a estrutura administrativa do Bra-

s il e mandavam que o príncipe re-

gente v oltasse imediatamente a

Portugal . "Diga ao po v o que fico", anunciou Dom Pedro , firmando uma aliança com os maçons. Em

13 de maio , a loja maçônica " Co- mércio e Arte s" deu a Dom Pedro

o título d e Defe nsor Perpétuo do

Brasil. Cr e scia a influência de Joa-

quim Gonçalves Ledo. Poucos dias

depois, José Bonifácio a s sumiu o

c argo de mini s tro do Interior e do

Exterior . Nasc ido e m Santos (SP ) em 1 3

de junho d e 1763, Boni fá cio e ra

um hom e m d e extraordin á ria cul-

tura . Viajar a por toda a Europa e

ci

mentos qu e s ã o bem notório s o

tura.

p

e rtencia a di ve rsas entid a d es ci-

exces s o de abu so a qu e t ê m c h e -

E

m 9 d e j ane i ro

d e 1 822, o pr í n -

e

ntífi c as, t e nd o d e scrito 1 2 novos

ga d o a s s o c i e d a d es secr e t as (

)

cipe rege nt e Dom Pe d r a - qu e for a

min e ra i s . Fa l a va e e s c r e vi a fra n -

Planeta @ setembro

1997

cês, i ng l ê s , alemão, g r ego e l atim. Ti n h a um a p r o fun da percepção

é t ica da vida. D e f e n d i a

a

c

sos inimi g os, inc l usi ve e ntre os r e -

publicanos. Bonifácio tinha uma

visão d e est ad ista .

pr a zo . A tr av é s da mo n a rquia ,

e nd ia p r e s e rva r

ral

r i o do q u e a c on t ecia

a r e form a

g rá ri a e a a b o li ção g r adual d a e s-

r av atur a,

t

e i s so lh e d e u nume ro-

Olh a v a a longo

p r e -

a uni dade c ultu-

e po l í t i c a do Bras il, ao c o ntrá -

n a A mér i ca

d esse co m-

pro mis s o

pera do r . Go n ç alves L e d o e os p rin-

ip a i s líd e r es d o m ov imento e m an -

ip a dor eram mem bro s

d o A p o s -

t

c

c

m e nt e u m a re n ovaçã o

por parte do f u tu ro im-

olado. A data d a inic i açã o de Dom

Pe-

dro na maç on aria

t a . A l guns a ut ores f a lam d e m a io

n ã o par ece cer -

d e 1 8 2 2 . Ou t ros i n di c am o di a 1 3

de julho . S egundo a q u e l e qu e é t a l-

vez o p r in c i pal p e squisa d or maç ô -

e sp a nho l a,

que era r e pub l ica na ,

n i co d a in de p end ê nc i a ,

Jo sé Cas-

em p e q u e n os

tel

lani, D o m

P e dro foi in ici a d o n a

mas se esfacel ava países.

m

a ç o n a ria ape n a s n o di a 2 de

ago s-

Joaqu i m Go n ça lv es Ledo, n as -

to

. D e q ualquer

mo d o , em 1 7 de ju-

cido no Ri o d e J a n e iro

e m 1 781,

n ho Ledo orga ni z ou

a s loja s maçô -

est udou med i c in a

em Coi mbra,

ni

ca s n o Gr a nd e Ori e nt e do Bra sil

mas voltou ao Br a sil an tes de t e r -

e

o fe r ece u o cargo de gr ão- m es t re

m

in a r

o c ur so, co lo cando-se

e m

a

Jo sé Bonif ác i o, f i ca ndo c om a po -

po u c o t e mp o à f r e nt e da l uta pe l a

s

i ç ã o ime di a t a m e nt e

infer i o r ,

d e

i

n de p e n d ê n c i a

e f azendo

da m a -

p

r i meiro v i gi l a nt e . Do i s d ias depois,

ç

o n aria o cent r o d as n ovas i d é ias.

u

ma ca rta d e Dom Pe dr o a se u pai

Em set e m bro de

1 821 f un do u o jo r -

de i x a v a cla ro que a r upt ura e ntre

na l R evé rb e r o C on s titu c i ona l

m

i n e n se,

q ue

t eve

g r ande

Pl u -

i n -

f lu ê nci a no s u r giment o

c o n sci ê nci a na c ional brasile ira. Em 1821, lid e rou u ma r e volta r e publi-

d e uma

cana fra ca ssad a;

e

d

u m a i n dep e nd ê n c ia c om monar -

m g r a n -

d e núm er o

o s maç o ns. Em 2 de junho de 18 22, mes e s depoi s do Dia do Fico, Bonifácio

criou o Apo s tolado , org a nizaçã o

semelhant e

meou Dom P ed r o c omo s e u chefe,

n o a n o s e guinte,

stab e le ce u

alian ç a com Dom P e -

to rn o d e

de r epublica n os e nt re

ro e J o s é Boni f á c i o em

qui a , embo r a h o u ve s se

u

à maç o naria ,

e no -

B ra sil e L isb oa j á e ra tota l : "O Bra -

s i l , s e nhor , ama a v o s sa m a j es t a d e ,

rec onh e c e ndo- o e se mpre re co n h e -

c eu como s e u r ei; (mas quanto

às

Cort es )

hoje não só as abomina e

d e testa , m a s n ã o lhes obed ece , nem

l

"

Em ob ed i ê n cia à estratégia gra -

dua l tra ç ada

principal c on se lhei ro d o prín c ipe,

e m 1 0 de ag o sto Dom Pedro assi -

nou um M ani f e s to aos Brasileiro s ,

r e digido por G o nçalves L edo , e um

decreto tomando providên c ias pa- ra a defesa militar e a vigil â n c ia

Com o pro-

mai s, nem e u con-

h e s ob e d ece r á sentiria em tal

p o r Jo sé B o n i fá c io ,

dos porto s brasile iros .

com o títul o d e a rc on t e- re i.

U m dos

c

lama ç ão d a ind e pendência, o Ma-

lemas

do A po s tolado

da N obr e Or -

n

i fes to é muito mais c laro e pode-

d

e m do s Ca v al ei ro s

d a S an t a Cru z

r

oso do que o Grito do Ipiranga ,

er a , sig n if i ca ti va m e n t e ,

d ê n c i a o u Mor t e " . C o m o par t e do

" I n d e pen -

jurament o na ord e m,

pr e s t ado ao i n g r es sar

ca d a no v o m embr o

do

aposto l ado dizi a:

"J u ro promover ,

c om todas as

m i nhas for ç as e a c usto da minha

de 7 de setem br o . O nome do s e u

autor e s tá estabe lecido. O m a ço m Barão d o Rio Bran c o es c r eve u :

"Foi Led o qu e m i n spiro u todas

as grandes manifest ações

les dois anos da nossa cap i tal ,

quem i n stigou o gove rn o a c onvo-

daq u e-

v

ida e riqu e za s

mat e r i a í s. , a inte-

c

ar uma Con s tituinte

a qu e m re-

g

ridad e , a ind e pend ê n cia

e a f e li-

d

i g iu a lg u n s d o s principai s

d oc u-

c

i da d e

d o B ras il ,

como

impér i o

m

e nt os pol ític o s, c o m o o m a ni fes-

c

onst it u cio n a l , opond o- m e t a nt o ao

t

o de 1 0 d e a g o s t o de 1822 , d irigi-

despoti s mo

qu e o alt era

que o dissol ve .

c o m o à

do p or Do m P e dro aos brasile iros . "

anarquia

A ssim

N

o M anif es to

d e Sua Alt e za

Deus m e ajude . "

G

br

As pala v r a s

e m 7 d e se tem -

d o

rito d o Ipi ra nga,

o, s eriam,

m a i s t ar de ,

pra tica-

Real aos Po v os d es t e Reino, o prín-

i p e regente p roc l a mava :

c

aca b a do

o t empo

"E s t á os

de en ganar

Planeta @ se tembro 199 7

A Ve r dade, a Caridade, a Esperança e a Fé em salão maçônico.

O americano Washington com símbolos da maçonaria.

h

quere m

a pret e n dida

vos, o u sobre antigos er r os e ab u -

sos, t êm de ver o co l osso da sua grand eza t om b ar da f r ági l base so-

u

agora j á vejo re u nido t odo o Bra- sil em torno de mim, pedindo-me

bre que se erg u era

d os po -

omens .

Os gover n os

q u e ai n da

fu n dar o seu poder sobre

i gnorâ n c i a

outrora

E

a defesa dos seus direi t os e a ma-

nu t enção da sua L iberdade

e In-

q u e reconhece u a indepe n dênc i a

d os Estados Unidos da América, e

que ficou neutra n a l uta das Co l ô- nias Espanholas, não pode deixar

de reconhecer

não se ouça po i s en t re vós outro gr i to que não seja União . Do Ama- zonas ao Prata que não retu mb e

a do Brasil ( ). Q u e

n he i s todo o d i re ito

a Europa,

outro eco que não seja Indepen -

dênc i a. Forme m , todas as nossas

Não havia um projeto his-- tórico claro, com a exceção do plano de José Bonifácio

províncias,

misterioso que nen h u-

ma força pode

o feixe

que-

rr

No dia seguinte

a

esse manifest o

Ped r o parece ter sido in i c i ado na maçona- ria, e três d i as depois

Dom

d

e p e nd ência . rr Acordemos,

u E ainda :

po i s, generosos

habi t antes deste vasto e poderoso

i m pério. Está dado o grande so da vossa independência

cidade há t a nt o t emp o preco n iza-

d os pe lo s gran d es polí ti cos d a E u - ro p a. Já s oi s u m povo sobera n o ;

pas- e f e l i -

já entras t es

na grande sociedade

das nações indep e ndentes,

a que

foi e l evado ao gra u de mestre ma-

ocorre u o

Grito do Ipiranqa. Em 9 d e se tem -

bro , em reunião maçôn i ca no Grande Or i ente d o Bras i l, Dom Pe- dro fo i proclamado imperador. Os

ac o ntecimentos

Em 18 de se t embro e l e escreveu a

que o

Brasil não obedeceria mais à s C or -

Dom João VI anunciando

çom . Em 7 de setembro,

se precipi taram .

Planeta @ s etembro

1 997

tes por tu g u esas. Em 12 de o utu -

bro foi ac l ama d o

como i mperado r. O acor d o e nt re

José Bon i fácio e os m aço n s , q u e era frág il de ambos os l ados, se

des f ez. A maçona ria

do de Dom Pedro três papé i s ass i - na d os em branco e o j ur ame nt o

prévio da f u tura Co n s t i tui ção , f os- se qual fosse o seu t ext o . Como

Dom

P edra fec h ou o Gra n de O ri e nt e do

Brasil, e n o d i a 3 0 B oni f ácio pro - cesso u os principa i s l íderes maçô- nicos . Dia 3 de novembro, Bonifá-

cio ordenou

resp o sta ,

pub li camen t e

h avia ex i g i -

em 25 de o utubro

a prisão de Gonça l -

ves Ledo, mas ele escapo u para a

Ar g en t ina,

honr as pe lo s d i rigen t es

n a ria l oca l .

onde foi r ece b ido

com

da maço-

Em 3 de maio de 1823, finalmen-

te, fo i insta l ada a Assemb l éia Cons -

tituinte. Em 7 d e ju l ho, foi desfeita

a condenação c ontra os lí deres ma - çons e eles puderam vol t ar . José

Bon i fácio se a f as t o u do governo em

1 7 de julho. Em 16 de novembro ,

Dom Pedro f ec h o u a Assemb l é i a Cons tit uinte e Bonifácio foi preso e

deste rrado

p a ra a Fran ç a , onde fi -

caria por vá rio s anos. Em f eve r ei r o

r

o, co m a exceç ão do Br as il p lan e -

co mpr ee ndida ;

 

de 1824, Dom Pedro outorgou a pri-

j

a d o por José Bonifácio, qu e a ca-

 

Todo mal par c ial, b e m univ e rsal;

meira C o nstitu içã o br asil e ira . Em

bou , em parte , pr ev alece ndo :

um

E

ap es ar do o rgulho,

e da

ra z ão

2 d e ju l ho , o m aç o m P a is d e An -

país u ni d o , qu e ca m i nh asse

em d i-

q

u e f alha ,

.

 

drade, presid e nt e

d a Junta de G o-

r

eçã o à a boliçã o da escrava tura

e

U

ma v e rdad e é c lara : tud o

o qu e

verno d e Pernambuco, procl a m o u

à r e form a a gr á ria. O s o nho dos re -

é, é c orr e to .

 

®

a R e públi c a e p e diu a p oi o d os E s -

pub li c an os já é r ea lidade,

mas a

$$

t ad os vi z inh os, la nça n do a c h ama-

da C on fe d e ra ç ão

do Equador.

O

mo v im e n t o r e publi ca n o foi ve n c i do

e m no ve mbr o e s eus l í d e r e s m ort os.

N e nhum carr a s c o a c e it o u e n forcar Frei Can e ca, que t e v e d e s e r fu z il a -

do. Quanto a o Gr a nd e O ri e n te

d

o

Bra s il, f o i reo rg aniz a d o após a ab di- caç ã o d e Dom Pedro, e m 7- d e ab ril de 1831, qu a ndo hou ve um br eve perío d o d e ac o rd o e p az e ntr e José
f

I Há anos

! reun i ndo dado s so br e o s a n o s ag i - tado s d o p roce s so d e e m a n cipa-

ção do Brasil . A s principai s

políticas da é poca tinham um c o m- port a m e nt o mut áv el e in c o e r e nt e. Nã o ha via um pr oj eto hi s t ó ric o cl a-

Bonifáci o e Gonçalve s Le d o .

venho estudando

e

for ç a s

re f o r ma do ca mp o a ind a n ão ocor -

m açô ni co p ar-

tic i po u de t odas as lutas daque l e

pe r ío d o e até be m d epois d a pro -

cl

traduzind o n a su a atua ção fre -

qüe nt eme nt e

tr ad itó ria os t a l e n tos

zas d a a lma b r a sil e ira . Estuda nd o

r

e u . O m o vime nt o

a maç ão da R e p ú blica

d e s or d e nad a

e m 18 89,

e c on - .

e as fraqu e -

a

qu e l e

pe río d o

t ão con turb ad o ,

c

h eio d e go l pe s

e co n t r ago lp es,

lem b ro do s v er s o s do p oeta inglê s Al e xand e r P o p e :

o da a natu reza

T

é a p e na s ar te,

de sc onh ec ida por ti; Todo a c a s o , apenas dir eç ão , qu e

t u não pod e s ve r ;

n ão

o da dis c órdia ,

T

harmoni a

o que há para se ler

I

nt ro d u ção

à Ma ç onaria,

d e Riz za rdo d a

Ca min o, 2 ° v olume, Hi stó ri a do B r as i l , Editor a

Au r ora , 1 972, 238 pp

H istór i a E co n ôm i c a do Bra s i l, de Ca i o Pra do

Rio de J aneiro .

Júnior , Ed. Br a s i l i e n s e , 7 ' e diçã o , 19 6 2, S ã o Pa ul o, 35 1 pp. Ca i o Prado i nf or ma qu e a pop u -

l aç ão bras i leir a em 18 2 3 e r a d e 2,8 mi l h õ es d e pessoa s l ivres e 1 , 1 5 milh ão de esc r avos, s o -

man do um t otal d e 3,9 5 m i lh õe s d e p ess oas .

J o s é Bon itá c i o, um H o m e m

A

l é m

do S e u

T e mp o, de J o sé C as t e llani, Ed . A Gaze t a Ma çô -

ni c a , S ã o P a u lo , 18 3 pp

Bra s il e ira , di -

reç ã o de S é r g io Bu a rqu e de H o l a nd a, E d. B e r-

t rand Br a s i l , V olume n. 4 1 0 pp ., 199 3, RJ.

1

98 8 .

H istór ia Ge ral d a C i vi li z a ção

Os Maç o n s qu e F i ze r am a H istó ria do B r asil ,

de J os é C ast e l lan i, E d . A Gazeta Maçôni c a , S ã o

P a u l o , 177 pp ., 1991 (2 ' e di ç ão ).

A

M a ço n a ria na H istó r i a d o Bra s il , de J o s é Cas te l-

l ani, Pu bl icaç ão do G.O.B. , Br as í l ia, D F , 1993 ,

3 59 pp ., a l ém de di ve rso s a p ên di ces .

no

istó ri a

H

ltamb é ,

do Gra n de

O r ie nt e

do Br as il ,

B e r ço H e r ó i co da Ma ç onar i a

Bra s il , de X ico Tralh a , Ed . M a çô nica A Tralh a ,

L o ndr i na , PR , abri l d e 19 96, 224 pp.

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