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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR
PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE SÃO PAULO.

Processo nº 0000000000000000000000000

FULANO DE TAL E ADMINISTRAÇÃO


XXXXXXXXXXX LTDA, ambos, devidamente qualificados nos autos acima
epigrafados, por seu procurador, vem respeitosamente ante a honrosa presença de
Vossa Excelência, não se conformando com a respeitável decisão monocrática proferido
nos autos da Execução de Título Extrajudicial supra, para nos termos do art. 522 e
seguintes do CPC, interpor o presente

AGRAVO DE INSTRUMENTO
“COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO”

em face das razões de fato e direito, consubstanciadas nas laudas subsequentes:


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MINUTA DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Agravantes: FULANO DE TAL E ADMINISTRAÇÃO XXXXXXXXXXX


LTDA

Agravado: CICLANO DE TAL

Processo nº 0000000000000000000000000 - 0ª Vara Cível do Foro


Regional I de ..........................

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE

NOBRE DESEMBARGADOR RELATOR

EGRÉGIA CÂMARA JULGADORA

(1) – DA SINPOSE PROCESSUAL

DATA MAXIMA VENIA, merece reforma o R. Despacho


prolatado pelo magistrado “a quo” em sede da execução supra, sendo certo
que o entendimento adotado laborou em error in iudicando, quando
reconhecendo a insatisfação dos ora agravantes (fl.000/000 e 431/445)
quanto ao laudo acostado àqueles autos (fl. 327/372 e 415/417), nomeou
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perito para realização de novo laudo de avaliação imobiliária e fixou
honorários provisórios em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), determinado
ainda que os executados comprovem o depósito no prazo de cinco dias, sob
pena de preclusão e antecipando indeferimento de eventual futuro pedido de
dilação de prazo consoante destaque abaixo:

Também em cumprimento ao disposto no artigo 525 do


CPC e seguintes, declara o patrono na forma da lei, à autenticidade de todos
os documentos em anexo mencionados neste petitório conforme descritas na
última página do presente recurso.

Eis a síntese narrada dos fatos.

(2) – DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO

O recurso, ora interposto, deve ser considerado como


tempestivo, porquanto os Agravantes foram intimados da decisão
interlocutória com a publicação no DOEJ no dia 00/00/2016; assim,
iniciando-se no dia seguinte o decênio legal previsto no Artigo n° 525 do CPC.
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Portanto, à luz do que rege a CPC temos como


plenamente tempestivo o presente Agravo de Instrumento, quando
interposto nesta data de 00.00.2016, máxime porque o prazo final ocorreu em
08.02.2016 (Feriado de Carnaval) somente podendo ser protocolizado na
quarta feira de cinzas dia 10.02.2016, nos termos do PROVIMENTO CSM TJSP
Nº 2317/2015.

(3) – DA NECESSIDADE DO EFEITO SUSPENSIVO

No que tange ao efeito suspensivo, mostra-se esse


importantíssimo para a salvaguarda do direito dos agravantes, em especial
porque em caso de improvimento do efeito suspensivo ambos agravantes
poderão sofrer graves cerceamentos em seu direito de defesa, máxime
porque consoante se lê do R. Despacho fica patente que se no prazo de
CINCO DIAS (sem possibilidade de prorrogação ante o indeferimento
antecipado de dilação de prazo) os mesmos não comprovar o pagamento da
perícia, terão seu direito PRECLUSO conforme expresso no próprio despacho
ora guerreado.

Destarte, requer seja CONCEDIDO O EFEITO


SUSPENSIVO ao r. despacho monocrático “a quo” assegurando-se a
suspensão daquele feito até que se julgue este agravo ou recurso dele
decorrente, máxime porque evidente o periculum in mora e o fumus boni iuris
respectivamente demonstrados, posto que a continuidade daquele feito sem o
necessário efeito suspensivo, causarão danos irreparáveis aos ora
agravantes, dano este irreversível, porque na ausência do laudo haverá
prejuízo monetário enorme aos mesmos que já se encontram em situação de
falência em virtude da penhora da ampla maioria de seus bens em diversos
feitos de execução e cobranças.
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Também há que ser sopesado em prol dos agravantes


a notória grave situação econômica nacional que atravessa o país em crise
depressiva que consequentemente tem afetado a situação econômica de
pessoas físicas e jurídicas. Assim há que se considerarem os seguintes
precedentes:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE


INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO
SUSPENSIVO. ARTIGO 273 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. HONORÁRIOS PERICIAIS.
PORTARIA 53/11 DO TJDFT. PARCIAL
PROVIMENTO. 1. Para a concessão do efeito
suspensivo é vital verificar se estão presentes os
elementos a seguir: verossimilhança, dano de difícil e
incerta reparação, prova inequívoca e reversibilidade.
2. Sendo a perícia determinada de ofício pelo
magistrado, a responsabilidade pelo custeio recai
sobre o autor. De outra sorte, encontrando-se o autor
litigando sob o pálio da justiça gratuita, revela-se
necessário obediência à regra instituída na Portaria
Conjunta n. 53/11 deste E. TJDFT, por meio do qual,
a perícia será custeada por fundo próprio, suportado
pelo Estado. 3. Recurso parcialmente provido. (TJ-
DF - AGI: 20140020142150 - Relator: SILVA
LEMOS, Data de Julgamento: 17/06/2015, 3ª
Turma Cível, Data de Publicação: Publicado no
DJE: 03/07/2015 . Pág.: 383).

Destarte, diante dos fatos que ora se apresenta, torna-


se iniludível a necessidade de atribuição de efeito suspensivo ao presente
recurso, uma vez que, seguindo o trâmite processual ordinário, o próximo
provimento judicial, encaminhará para liquidação da sentença e os danos não
terão como ser reparados aos ora agravantes.
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O pedido de atribuição de efeito suspensivo ao
presente agravo tem por finalidade impedir que os Agravantes sejam
obrigados a arcar com o ônus probatório que deveria ser da parte adversa, o
que representa uma afronta a todo ordenamento jurídico, uma vez que é
garantia Constitucional que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei”, sendo certo que, conforme será
adiante demonstrado, a correta aplicação da lei não condiz com os termos do
r. despacho recorrido, o que acabaria representando uma afronta ao direito
pleiteado e aplicável a espécie.

Logo, Excelências, permanecendo incólume os


efeitos da decisão hostilizada, até o provimento final do presente recurso,
decerto, perecerá o direito dos Agravantes, o qual serão compelidos, antes
mesmo da decisão final deste recurso, a acatar a r. decisão guerreada,
mesmo contrária a legislação vigente, sob pena de sofrer as consequências
processuais.

(4) – DAS RAZÕES PARA REFORMA DO DECISUM

Com PERMISSA VENIA, o r. despacho interlocutório


“a quo”, merece mesmo ser reformado máxime porque violou dispositivos
infraconstitucionais e constitucionais conforme adiante restarão
demonstrados:

A)- DO PRAZO VENCIDO DO LAUDO PERICIAL APRESENTADO

Da análise dos autos verifica-se que o laudo pericial


de avaliação ocorreu em meados de março de 2013, constatando-se assim
que o mesmo se encontra com cerca de 3 (três) anos desde sua elaboração.
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Assim na espécie há que se considerar que a


avaliação, na verdade, deve refletir o valor de mercado do bem, que não pode
ser suprido por meros índices de atualização monetária.

No caso, não se justifica o aproveitamento de


avaliação que, segundo afirmam os agravantes e mesmo o agravado (em
pedido pericial anterior), foi realizada no início de 2013, ou seja, há cerca de
três anos, porque o escopo da perícia é alcançar valor que bem represente o
mercado da região, sabendo-se de antemão que em algumas delas a
evolução desse valor pode ficar aquém ou até mesmo superar a variação
inflacionária. Nesse sentido inclusive é o entendimento da 26ª Câmara desta
mais alta Corte Paulista, senão vejamos:

"PENHORA - AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA


REALIZADA HÁ MAIS DE TRÊS ANOS -
REPETIÇÃO - NECESSIDADE - RECURSO
PROVIDO. Não se justifica o aproveitamento de
avaliação realizada há mais de três anos porque o
escopo da perícia é alcançar valor que bem
represente o mercado da região, sabendo-se de
antemão que em algumas delas a evolução desse
valor pode ficar aquém ou até mesmo superar a
variação inflacionária". (TJ-SP - AI:
21288895020148260000 SP 2128889-
50.2014.8.26.0000, Relator: Renato Sartorelli -
Data de Julgamento: 22/09/2014, 26ª Câmara de
Direito Privado, Data de Publicação: 25/09/2014).

Assim, evidente a necessidade da realização de nova


avaliação porquanto a anterior foi concluída há cerca de três anos, estando,
ao que tudo indica desatualizada, máxime considerando-se à oscilação do
mercado imobiliário nacional.
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Se o valor do imóvel não sofreu nenhuma alteração,


somente a perícia poderá elucidar essa questão. O que não parece justo e
razoável é impedir a atualização do preço do imóvel sem possibilitar a prévia
manifestação por perícia judicial.

Essa medida serve para evitar o enriquecimento


ilícito tanto do exequente, quanto dos executados, prestigiando o princípio
da igualdade de tratamento das partes no processo (art. 125, inciso I, do
CPC).

Confira-se, a propósito, entendimento já sufragado


pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, verbis:

"A jurisprudência desta Corte assentou


entendimento de que o inc. II do art. 683, do CPC,
deve ser interpretado como se aludisse a
alteração capaz de alcançar tanto a redução
quanto o aumento no valor dos bens, ao
fundamento de evitar-se o enriquecimento ilícito
tanto do exequente quanto do arrematante em
detrimento do executado, em homenagem aos
princípios da igualdade e da menor gravosidade
para o réu." (STJ: REsp. n° 39060/SP, Rel. Min.
Salvio de Figueiredo Teixeira).
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B)- DO ÔNUS E HONORÁRIOS DA PROVA PERICIAL

Data máxima vênia, o despacho “a quo” não ofereceu


a prestação jurisdicional adequada ao presente impasse, quando se constatou
a insurgência dos agravantes quanto ao laudo acostado aos autos (fl. 327/372
e 415/417), máxime, porque, impôs ônus financeiro à parte que já vem
sofrendo forte devassa patrimonial decorrente de inúmeras cobranças, títulos
protestados e ações de execuções diversas, quando da nomeação de perito
para realização de nova avaliação imobiliária e fixando os honorários
provisórios aviltantes de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), e determinando-se
ainda que os ora agravantes comprovem o depósito no prazo de cinco dias,
sob pena de preclusão e inclusive com antecipação de indeferimento de
eventual futuro pedido de dilação de prazo, contrariando disposições do
ordenamento jurídico pátrio.

Indiscutível que após o pronunciamento judicial, que


determinou a intimação dos agravantes a custearem os honorários periciais
para liquidação da sentença, não houve recurso manejado pelos ora
agravantes, sendo esta sua oportunidade de fazê-lo através do presente
agravo.

Assim, permissa vênia, não deve ser mantido o


entendimento do D. Julgador, no sentido de que a verba referente aos
honorários periciais seja arcada pelos agravantes, posto que, esse é um ônus
da parte exequente - autora, que inclusive já teve laudo pericial acostado nos
autos há cerca de três anos atrás sobre o palio da justiça gratuita.
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Ademais, a regra disposta no Estatuto Processual
Civil acerca da responsabilidade pela antecipação dos honorários do perito, a
qual se encontra, expressamente, prevista no artigo 33, do CPC, dita o
seguinte:

“Art. 33 Cada parte pagará a remuneração do


assistente técnico que houver indicado; a do perito
será paga pela parte que houver requerido o exame,
ou pelo autor, quando requerido por ambas às partes
ou determinado de ofício pelo juiz.”

Assim, observa-se que o caso em análise se


enquadra, com perfeição, ao texto legal, ao passo que a r. decisão agravada,
data vênia, viola a disposição legal acima transcrita, reclamando, pois, pronta
reforma daquela por esta E. Câmara.

Aplicável ainda ao presente caso o art. 19 do Código


de Processo Civil, que estabelece:

“Art. 19”. Salvo as disposições concernentes à justiça


gratuita, cabe às partes prover as despesas dos atos
que realizam ou requerem no processo, antecipando-
lhes o pagamento desde o início até sentença final; e
bem ainda, na execução, até a plena satisfação do
direito declarado pela sentença.

§”2º Compete ao autor adiantar as despesas


relativas a atos, cuja realização o juiz determinar
de ofício ou a requerimento do Ministério
Público”.

Sobre o assunto esta E. TJMG decidiu:

AGRAVO DE INSTRUMENTO - LIQUIDAÇÃO DE


SENTENÇA - PROVA PERICIAL - DETERMINAÇÃO
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DE OFÍCIO - PRECLUSÃO - NÃO OCORRENCIA -
HONORÁRIOS DO PERITO - ÔNUS DO AUTOR. - A
preclusão para produção de prova pericial somente
se opera perante as partes, não perante o juízo, que
pode determiná-la até mesmo de ofício, conforme o
art. 130 do CPC, hipótese em que os honorários
periciais serão suportados pelo autor, nos termos do
art. 19, §2º c/c art. 33 do CPC. (TJMG - Processo:
1.0439.03.022060-2/001, Relator: Irmar Ferreira
Campos).

Assim, a incumbência de arcar com os custos para a


realização de prova pericial cabe ao Exequente, ora Agravado, nos termos do
texto legal supracitado, uma vez que o caso em análise se enquadra, com
perfeição, ao texto legal.

Destarte, não há que subsistir os termos da r. decisão


agravada ante a flagrante violação dos direitos dos ora Agravantes alhures
mencionados.

C)- DO VALOR EXCESSIVO E AFRONTA AOS PRINCIPIOS DA


RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

Em atenção aos princípios da proporcionalidade e da


razoabilidade, os honorários periciais devem ser definidos de modo que não
sejam abusivos, a ponto de cercear o direito de defesa da parte requerente, e
tampouco aviltante, de forma que não remunere condignamente o trabalho
sério do profissional especializado. Nesse sentido são os precedentes desta
Corte Paulista:

AGRAVO DE INSTRUMENTO EMBARGOS À


EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER TERMO
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DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA FIRMADO
ENTRE AS PARTES COM O FIM DE ISOLAR
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E
PROMOVER RECUPERAÇÃO FLORESTAL, E
AINDA DEMARCAR, INSTITUIR E AVERBAR
RESERVA FLORESTAL LEGAL NOS IMÓVEIS DE
PROPRIEDADE DA AGRAVANTE PROVA
PERICIAL PARA APURAÇÃO DO CUMPRIMENTO
DO TERMO FIRMADO INSURGÊNCIA QUANTO À
NOMEAÇÃO DO PERITO PRECLUSÃO
RECONHECIDA HONORÁRIOS PERICIAIS
ARBITRADOS EM VALOR ELEVADO
PRETENSÃO DE REDUÇÃO ADMISSIBILIDADE
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA TAL
FIM. I- Nomeado o "expert" de confiança do juízo
em outubro de 2014 sem impugnação da
embargante no momento processual adequado,
bem como que a impugnação acerca da
qualificação técnica do profissional nomeado não se
coaduna com os elementos contidos nos autos à luz
do art. 145 do CPC, impertinente a insurgência
voltada à nomeação do perito. II- A fixação dos
honorários provisórios deve ser feita com
modicidade, não podendo o valor estabelecido
inviabilizar o trabalho do perito, nem onerar
demasiadamente a parte, dificultando a produção
da prova, devendo o juízo fixar o valor definitivo
após a apresentação do trabalho. Considerando-se
que os honorários periciais foram fixados de
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maneira excessiva, justifica-se a redução do valor
arbitrado, ainda que não nos moldes pretendidos
pela agravante. Agravo de Instrumento
parcialmente provido. (TJ-SP - AI:
20121107520158260000 SP 2012110-
75.2015.8.26.0000, Relator: Paulo Ayrosa - Data
de Julgamento: 16/04/2015, 2ª Câmara
Reservada ao Meio Ambiente, Data de
Publicação: 23/04/2015).

Verificando em sítios eletrônicos inclusive oficiais,


constata-se que os valores periciais devem ser de no máximo 0,50 % do valor
do imóvel (doc. em anexo) e nesse sentido também validado pelo
entendimento dessa própria Corte Paulista que reconheceu o valor de R$
5.000,00 para três imóveis:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. Decisão que arbitrou


honorários periciais definitivos em R$ 5.000,00 para
avaliação de preço de três imóveis penhorados.
Alegação que o valor é excessivo. [...] (TJ-SP - AI:
4698564020108260000 SP 0469856-
40.2010.8.26.0000, Relator: Elmano de Oliveira
Data de Julgamento: 06/07/2011, 23ª Câmara de
Direito Privado, Data de Publicação: 18/07/2011).

Assim, o valor pericial em última análise deve ser


reduzido para cerca de R$ 1.800,00, seguindo proporcionalmente o
entendimento do julgado acima.
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Em última análise há que se reconhecer o direito dos


agravantes recolherem o pagamento ao final da liquidação da sentença.
Nesse sentido também é o precedente desta Corte:

AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO – Insurgência


contra decisão que arbitrou honorários periciais
[...] Decisão que afirma serem devidos pela
agravante os honorários do perito apenas no caso
de sucumbência, ao final do processo. (TJ-SP - AI:
22066598520158260000 SP 2206659-
85.2015.8.26.0000, Relator: Renato Rangel
Desinano - Data de Julgamento: 11/11/2015, 11ª
Câmara de Direito Privado, Data de Publicação:
12/11/2015).

Assim imperiosa a necessidade de no caso concreto


reconhecer o direito de que as eventuais custas periciais sejam recolhidas ao
final do processo de liquidação.

D)- DA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURIDICIONAL E VIOLAÇÃO DO


DIREITO DE ACESSO A JUSTIÇA

Por fim observe-se que ao negar eventual futura


solicitação de dilação de prazo, o despacho guerreado cerceia previamente o
direito a prestação jurisdicional e de acesso à justiça, implicando assim em
direta violação da garantia constitucional assegurada aos ora agravantes.
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Nesse sentido resta também impugnado no ponto
destacado, ressaltando que se trata de um direito assegurado
constitucionalmente aos agravantes.

(5) – PREQUESTIONAMENTO

O despacho interlocutório contrariou e feriu diversos


dispositivos infraconstitucionais e constitucionais, notadamente os princípios
constitucionais de ACESSO A JUSTIÇA, RAZOABILIDADE E
PROPORCIONALIDADE e o disposto nos artigos infraconstitucionais
mencionados anteriormente.

Neste contexto, ressalte-se ainda em


prequestionamento que num futuro julgamento deveria consagrar todas as
questões jurídicas suscitadas neste agravo com a sua base na legislação
constitucional e infraconstitucional as quais mereciam ter sido apreciada pelo
magistrado “a quo”.

Assim para efeito de prequestionamento, esclarece a


defesa que entende o despacho interlocutório como tendo sido fundado em
interpretação que CONTRARIOU E NEGOU VIGENCIA ao disposto no § 2º
do artigo 19 e do artigo 33 do Código de Processo Civil, bem como
afrontou os princípios constitucionais do Artigo 5 º da CF, quais sejam, o
direito de acesso à justiça, razoabilidade, igualdade e proporcionalidade,
que desde já ficam prequestionados à Corte.

(6) – DA CONCLUSÃO E PEDIDOS


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Destarte, diante de todo o exposto e resta claro que a


decisão interlocutória ora guerreada ao decidir da forma como o fez,
CONTRARIOU e negou vigência a dispositivo legal e constitucional,
razão esta que leva a afetar esta Egrégia Corte, na expectativa de que o
DESPACHO MONOCRÁTICO seja reformado, em face da equivocada
interpretação que nos autos contra os ora agravantes em absoluta afronta aos
dispositivos constitucionais e infraconstitucionais supracitados.

Ad argumentandum tantum, vem esta Defesa ante as


honrosas presenças de tão nobres e cultos julgadores desta Egrégia Corte
Paulista, com a finalidade de REQUERER seja dado PROVIMENTO LIMINAR
ao presente AGRAVO DE INSTRUMENTO, concedendo-se o efeito
suspensivo ao presente recurso, bem como para no mérito, reformar a
decisão “a quo” no sentido de RECONHECER o ônus da parte adversa ou
alternativamente que o valor seja substancialmente reduzido e pago somente
ao final da liquidação, por se tratar de medida da mais lídima, indispensável e
salutar JUSTIÇA!

“Não Somos Responsáveis Somente Pelo que Fazemos, Mas Também


Pelo que Deixamos de Fazer”. John Frank Kennedy

Nestes termos, Pede Deferimento.


São Paulo/SP, 08 de fevereiro de 2016.

ADVOGADO SUBSCRITOR
OAB/UF 000000
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DOCUMENTOS DE INSTRUÇÃO

Anexos (cópias) declaradas autenticadas pelo defensor:

1. GR de custas e preparo;

2. Procuração do patrono;

3. Decisão interlocutória Liminar;

4. Cópia da Decisão Interlocutória combatida;;

5. Certidão de intimação oficial da defesa;


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6. Certidão de Publicação no Diário Oficial;

7. Cópia da procuração do advogado da parte agravada;

8. Outros;