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GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS

11ª edição
2ª edição digital
GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS

11ª Edição
2ª Edição Digital/2018

ORGANIZADORA
Arquiteta e urbanista Gislaine Saibro

DESIGN DIGITAL
Laís Jéssica Lerner

PATROCÍNIO PROMOÇÃO EDITORA


CAU/RS AAI RS Santa Editora

G97 Guia de orientação profissional AAI Brasil/RS [recurso eletrônico] /


Organizadora Gislaine Saibro. 2. ed. digital. Porto Alegre : Santa Editora ;
AAI Brasil/RS, 2018.
157 p.

Inclui bibliografia
Formato: PDF
ISBN 978-85-68658-05-5

1. Arquitetos - Estatuto legal, leis, etc. 2. Arquitetos - Honorários -


Rio Grande do Sul. 3. Arquitetura de interiores. I. Gislaine, Saibro, 1960 -.
II. Associação de Arquitetos de Interiores do Rio Grande do Sul.

CDU 72-051

Ficha catalográfica elaborada por


Tatyane Barbosa Philippi
CRB 14/735
DIRETORIA AAI Brasil/RS
2018/2019

PRESIDÊNCIA
Arq. e urb. Flávia Bastiani

VICE PRESIDÊNCIA
Arq. e urb. Gislaine Saibro

DIRETORIA DE EXERCÍCIO PROFISSIONAL


Arq. e urb. Silvia Monteiro Barakat

DIRETORIA DE RELAÇÕES ACADÊMICAS


Arq. e urb. Elisabeth de Azevedo Sant’Anna

DIRETORIA DE RELACIONAMENTO
Arq. e urb. Ana Paula Bardini

DIRETORIA DE EVENTOS
Arq. e urb. Cármen Lila Gonçalves Saibro

DIRETORIA DE PLANEJAMENTO
Arq. e urb. Gislaine Saibro

DIRETORIA FINANCEIRA/TESOURARIA
Arq. e urb. Silvia Monteiro Barakat

ASSOCIAÇÃO DE ARQUITETOS DE INTERIORES DO BRASIL


SECCCIONAL RIO GRANDE DO SUL
www.aaibrasilrs.com.br
aaibrasilrsarquitetos
@aaibrasilrs
secretaria@aaibrasilrs.com.br
Revista AAI Digital: www.aaidigital.com.br
AGRADECIMENTOS

A Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul agradece


a todos os colaboradores que contribuíram para a elaboração desta 2ª edição digital do
Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS – GOP 2018 (11ª edição, incluindo as nove
edições impressas até 2013, com aprimoramento de conteúdo), sem os quais não seria
possível atingir a qualidade desejada:

- Consultor empresarial Sérgio L. Bombassaro;

- Engenheira Civil Margaret Souza Schmidt Jobim;

- Engenheira Civil Maria Angélica Covelo Silva;

- Advogada Cristina Baum da Silva;

- Advogada Adriana Ilha;

- Koff Coulon Advogados;

- Jornalista Letícia Wilson;

- Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul - CAU/RS;

- Grupo de Trabalho para aprimoramento do GOP, em 2018, formado por associados à


AAI Brasil/RS e convidados: Ana Paula Bardini, Andres Luiz Fonseca Rodriguez, Cármen
Lila Gonçalves Pires, Carolina Burin, Elizabeth Sant’Anna, Flávia Bastiani, Gislaine Saibro,
Karen Hass, Liane Lautert Etcheverry e Silvia Monteiro Barakat.


SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS...................................................................................................... 4
APRESENTAÇÃO.......................................................................................................... 8
AAI BRASIL/RS............................................................................................................. 9
PREFÁCIO.................................................................................................................. 10

1 NORMATIVAS QUE REGULAM AS ATIVIDADES DO ARQUITETO E URBANISTA............. 12


1.1 GERAIS................................................................................................................ 12
1.2 ESPECÍFICAS........................................................................................................ 12
1.3 RESOLUÇÕES DO CAU/BR..................................................................................... 24
1.4 NORMAS TÉCNICAS............................................................................................. 25
1.5 NORMAS REGULAMENTADORAS (NR).................................................................... 27

2 NORMA DE REFORMAS EM EDIFICAÇÕES – NBR 16.280 ........................................... 30


2.1 COMENTÁRIOS SOBRE REGRAS PARA CONDOMÍNIOS, MORADORES E RESPONSÁVEIS
TÉCNICOS................................................................................................................. 30
2.2 ORIGINAL DE 2014, A NBR 16.280 TEVE EMENDA EM 2015................................... 33
2.3 PRINCIPAIS ASPECTOS.......................................................................................... 33

3 NORMA DE EDIFICAÇÕES HABITACIONAIS – DESEMPENHO – NBR 15.575.................. 36


3.1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 36
3.2 CONCEITOS......................................................................................................... 36
3.3 CARACTERÍSTICAS DAS NORMAS BRASILEIRAS - DESEMPENHO............................... 37
3.4 METODOLOGIA.................................................................................................... 38
3.5 ESPECIFICAÇÃO DE PRODUTO.............................................................................. 38
3.6 OUTROS COMENTÁRIOS SOBRE A NBR 15.575...................................................... 38

4 CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA.............................................................................. 42


4.1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 42
4.2 CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA........................................................................... 43

5 CONCEITUAÇÕES.................................................................................................... 53
5.1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 53
5.2 GLOSSÁRIO DE ATIVIDADES E ATRIBUIÇÕES.......................................................... 54
6 ÁREAS DE ATUAÇÃO PRIVATIVAS DE ARQUITETOS E URBANISTAS............................ 62
6.1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 62
6.2 ÁREAS DE ATUAÇÃO PRIVATIVAS DA ARQUITETURA DE INTERIORES...................... 63
6.3 GLOSSÁRIO DA RESOLUÇÃO Nº 51....................................................................... 63

7 DIRETRIZES PARA A FISCALIZAÇÃO DA ARQUITETURA DE INTERIORES..................... 70


7.1 COMPETÊNCIA..................................................................................................... 70
7.2 PREMISSAS PARA AÇÃO FISCALIZATÓRIA DA ARQUITETURA DE INTERIORES........... 70

8 RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS....................................................................... 73

9 DIREITO AUTORAL NA ARQUITETURA ................................................................... 76


9.1 OS DIREITOS MORAIS .......................................................................................... 76
9.2 OS DIREITOS PATRIMONIAIS................................................................................. 76
9.3 SOBRE DIREITOS DE MESMA NATUREZA................................................................ 77
9.4 DA INFRAÇÃO DISCIPLINAR ................................................................................. 77
9.5 DA COAUTORIA DE PROJETOS ARQUITETÔNICOS ................................................. 78
9.6 ALGUMAS OBSERVAÇÕES..................................................................................... 78

10 HONORÁRIOS PROFISSIONAIS................................................................................ 80
10.1 CONDICIONANTES PARA O CÁLCULO DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS DE
ARQUITETURA DE INTERIORES.................................................................................... 80
10.2 MODALIDADES DE COBRANÇA DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS......................... 83
10.3 TABELA DE HONORÁRIOS................................................................................... 85

11. MÉTODO DE GESTÃO DO ESCRITÓRIO PELO VALOR HORA PRODUTIVA - VHP ....... 90
11.1 CÁLCULO DO HP - HORAS PRODUTIVAS.............................................................. 90
11.2 CÁLCULO DO VHP - VALOR HORA PRODUTIVA ................................................... 91

12 GESTÃO DO ESCRITÓRIO..................................................................................... 104

13 CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS................................... 108


13.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS................................................................... 108
13.2 NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES AO CONTRATO: PROPOSTA E MINUTA................. 108
13.3 MODELOS DE CONTRATOS............................................................................... 108

14 DOCUMENTOS PARA ENTREGA DOS SERVIÇOS..................................................... 128


14.1 OBJETIVOS DO MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO USUÁRIO - MOU.......................... 128
14.2 ETAPAS DO PROCESSO DE PROJETO ................................................................. 129
14.3 COMUNICAÇÃO = QUALIDADE......................................................................... 130
14.4 VÍCIOS E GARANTIAS DA CONSTRUÇÃO............................................................ 131
14.5 MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO USUÁRIO – MOU................................................ 133
14.6 ÍNDICE............................................................................................................ 134
14.7 DEMAIS ANEXOS - MOU.................................................................................... 137

15 METODOLOGIAS E FERRAMENTAS PARA COLETA DE DADOS PARA AVALIAÇÃO -


PESQUISAS.............................................................................................................. 145
15.1 PÓS-OCUPAÇÃO – ESTUDO DE CASO EM ARQUITETURA COMERCIAL.................. 145
15.2 PROCESSO DE PROJETO: CLIENTE SATISFEITO?.................................................. 152

REFERÊNCIAS........................................................................................................... 157
APRESENTAÇÃO

A Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul publica o


Guia de Orientação Profissional – GOP, um manual prático que tem como objetivo orientar
os arquitetos e urbanistas para o exercício da profissão.
O conteúdo da 9ª edição impressa (de 2013) foi aprimorado pela atuação de um Grupo
de Trabalho (GT) da AAI Brasil/RS, em 2018, para esta 11ª edição do GOP, publicado em
sua 2ª edição digital, no formato de e-book.
O aprimoramento inclui novos artigos sobre Responsabilidades Profissionais e Direito
Autoral. No conteúdo de Honorários Profissionais e Gestão do Escritório, apresenta
uma evolução da metodologia de cálculo, pelo Valor Hora Produtiva - VHP, adotado no
aplicativo calculAAI, desenvolvido especialmente pela Associação, agora em sua segunda
edição (2018). O GT aprimorou os modelos de contratos, inserindo Acompanhamento,
com cláusulas resultantes das experiências de seus membros na prática profissional. Os
documentos para entrega dos serviços e a legislação também foram atualizados.
A relação uniforme de procedimentos para o exercício da profissão junto aos clientes
e aos fornecedores, e a adoção de instrumentos de gestão, são tópicos presentes em
todas as edições, reafirmando a necessidade de uma atuação profissional responsável e
valorizada.
Ao entregarmos a 11ª edição do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS - GOP,
em sua 2ª edição digital (2018) aos profissionais e à sociedade, oferecemos um trabalho
desenvolvido e organizado por profissionais atuantes, que propõe uma abordagem comum
aos arquitetos e urbanistas, o que valorizará ainda mais a gestão dos escritórios e o nosso
campo de atuação de Arquitetura de Interiores.

Arquiteta e urbanista Flávia Bastiani


Presidente da AAI Brasil/RS (gestão 2018/2019)
AAI BRASIL/RS

A Associação de Arquitetos de Interiores Brasil – Seccional Rio Grande do Sul, AAI Brasil/
RS, foi fundada em 1987 por um grupo de 17 arquitetos gaúchos, que se reuniam para
discutir problemas comuns, relativos à prática profissional da arquitetura e urbanismo na
atividade de interiores.
A então AAI-RS foi a primeira entidade de arquitetos e urbanistas do Brasil a ser fundada
com a missão de trabalhar exclusivamente no segmento da Arquitetura de Interiores,
lutando sempre pela defesa do exercício da profissão. Desde 2009, quando se tornou AAI
Brasil e AAI Brasil/RS, mantém o desafio de ampliar as qualidades do trabalho desenvolvido
para todo o país.
A Entidade, desde a sua fundação, desenvolve ações relativas ao aprimoramento técnico
e profissional, oferecendo aos arquitetos e urbanistas instrumentos que possam auxiliá-
los, tanto na gestão do escritório e na relação de trabalho com o cliente e fornecedores,
quanto no desenvolvimento dos seus projetos, à medida que busca sempre colocá-los
em contato com as atualidades do setor. A divulgação da produção arquitetônica dos
associados, em especial, é um objetivo que resulta no sistemático esclarecimento ao
mercado sobre as especificidades da atividade da Arquitetura de Interiores.
A AAI Brasil/RS surgiu com empenho, e, em virtude do trabalho desenvolvido ao longo
de mais de 30 anos, por todas as suas Diretorias, conta com grande reconhecimento e
atuação marcante no sul do país.
Nestes mais de 30 anos de atividades, cabe o registro dos nomes dos seus ex-presidentes:
Joyce Chwartzman, Gilberto Sibemberg, Arlene Lubianca, Clarice Mancuso, Lúcio Cabral
Albuquerque, Denise Carazza, Gislaine Saibro, Cristina Azevedo, Cristina Langer, Silvia
Monteiro Barakat e Cármen Lila Gonçalves; e dos arquitetos e urbanistas que assinaram
a Ata de Fundação oficial em 1989: Ana Luiza Cuervo Lo Pumo, Anelise Canceli, Anne
Báril, Arlene Lubianca, Dulce Flores, Gilberto Sibemberg, Isac Hochberg, Marta Hochberg,
Jayme Leventon, Joyce Chwartzmann, Maria Cristina de Azevedo Moura, Moacir Kruchin,
Raul Pêgas, Roberto Bordasch, Salus Finkelstein, Sidnei Birmann e Sonia Tarasconi Pinheiro
Machado (in memoriam).
PREFÁCIO

A prática da Arquitetura e Urbanismo tem apontado a importância do aprimoramento


constante para que os profissionais possam atuar com competência nas diferentes
atividades que se apresentam. Trabalhar com Arquitetura de Interiores é um exemplo,
dado que a formaçãoe atuação de arquitetos e urbanistas é generalista. A formação básica
necessária para o “fazer arquitetônico”, como acredita a AAI Brasil/RS, é plenamente
absorvida na academia. Já instrumentos para gestão podem e devem ser tratados como
formação continuada.
Há mais de 30 anos, a Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil – Seccional Rio
Grande do Sul busca formas de aprimoramento e capacitação para o exercício profissional
e gestão de escritórios de seus associados, qualificação necessária para que a atuação na
atividade tenha o reconhecimento e valorização por parte da sociedade.
A Prof. Ms. Arq. Maria Isabel Marocco Milanez (in memoriam), ao prefaciar a edição
2007 do Guia de Orientação Profissional AAI-RS - GOP, afirmou que “O produto do fazer
arquitetônico é tangível, é materializável, e, portanto, a matéria é o resultado concreto de
um processo que se inicia no imaginário, isto é, no desejo de ter, e que se consubstancia
no desejo de viver o imaginado em sua plenitude, numa relação intrínseca entre criação
e obra, entre profissional e cliente”. Quando relaciona a Arquitetura e Urbanismo com
o profissional e com o cliente, a professora estabelece a importância desta publicação
como instrumento “mediador” entre a “prática criativa e a prática efetiva” para o exercício
responsável da nossa profissão no mercado. Esse é, mais uma vez, o objetivo que
buscamos alcançar com a organização deste material, o GOP, da Associação de Arquitetos
de Interiores do Brasil/RS.
A atuação do CAU desde 2011, e cada vez mais, enfrenta os grandes desafios para o
ensino e formação, a regulamentação e fiscalização do exercício da profissão, e explicita
condutas éticas para os arquitetos e urbanistas.
Às entidades de arquitetos e urbanistas cabe o trabalho colaborativo para amplificar sua
capacidade de efetiva atuação.

Arquiteta e urbanista Gislaine Saibro


Vice-presidente da AAI Brasil/RS (gestão 2018/2019)
Organizadora do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS
NORMATIVAS QUE REGULAM AS
ATIVIDADES DO ARQUITETO E URBANISTA
1 NORMATIVAS QUE REGULAM AS ATIVIDADES DO ARQUITETO E
URBANISTA

1.1 GERAIS

1.1.1 A Constituição da República Federativa do Brasil, de 05/10/1988;

1.1.2 Lei nº 4.950-A, de 22/04/1966, que dispõe sobre a remuneração de profissionais


diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária;

1.1.3 Lei nº 8.078, de 11/09/1990, Código de Defesa do Consumidor;

1.1.4 Lei nº 8.666, de 21/06/1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição
federal e institui normas para licitações e contratos da Administração Pública;

1.1.5 Lei nº 8.884, de 11/06/1994, que dispõe sobre a prevenção e a repressão às


infrações contra a ordem econômica;

1.1.6 Lei nº 10.406, de 10/01/2003, Código Civil Brasileiro;

1.1.7 Lei nº 13.425, de 30/03/2017, que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de
prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas
de reunião de público;

1.1.8 Lei nº 10.257, de 10/07/2001, Estatuto da Cidade;

1.1.9 Lei nº 13.089, de 12/01/2015, Estatuto da Metrópole;

1.1.10 Decreto nº 2.848, de 07/12/1940, Código Penal;

1.1.11 Decreto nº 5.452, de 01/05/1943, Consolidação das Leis do trabalho.

1.2 ESPECÍFICAS

1.2.1 Lei nº 12.378, de 31/12/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e


Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos
de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito federal – CAUs.

LEI Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010

Regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e


Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e
do Distrito federal - CAUs; e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Âmbito de abrangência
Art. 1º O exercício da profissão de arquiteto e urbanista passa a ser regulado por esta
Lei.
Atribuições de Arquitetos e Urbanistas.
Art. 2º As atividades e atribuições do arquiteto e urbanista consistem em:

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I - supervisão, coordenação, gestão e orientação técnica;
II - coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação;
III - estudo de viabilidade técnica e ambiental;
IV - assistência técnica, assessoria e consultoria;
V - direção de obras e de serviço técnico;
VI - vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e
arbitragem;
VII - desempenho de cargo e função técnica;
VIII - treinamento, ensino, pesquisa e extensão universitária;
IX - desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, padronização, mensuração e
controle de qualidade;
X - elaboração de orçamento;
XI - produção e divulgação técnica especializada; e
XII - execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico.
Parágrafo único. As atividades de que trata este artigo aplicam-se aos seguintes campos
de atuação no setor:
I - da Arquitetura e Urbanismo, concepção e execução de projetos;
II - da Arquitetura de Interiores, concepção e execução de projetos de ambientes;
III - da Arquitetura Paisagística, concepção e execução de projetos para espaços externos,
livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças, considerados isoladamente
ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial;
IV - do Patrimônio Histórico Cultural e Artístico, arquitetônico, urbanístico, paisagístico,
monumentos, restauro, práticas de projeto e soluções tecnológicas para reutilização,
reabilitação, reconstrução,
preservação, conservação, restauro e valorização de edificações, conjuntos e cidades;
V - do Planejamento Urbano e Regional, planejamento físico-territorial, planos de intervenção
no espaço urbano, metropolitano e regional fundamentados nos sistemas de infraestrutura,
saneamento básico e ambiental, sistema viário, sinalização, tráfego e trânsito urbano e
rural, acessibilidade, gestão territorial e ambiental, parcelamento do solo, loteamento,
desmembramento, remembramento, arruamento, planejamento urbano, plano diretor,
traçado de cidades, desenho urbano, sistema viário, tráfego e trânsito urbano e rural,
inventário urbano e regional, assentamentos humanos e requalificação em áreas urbanas
e rurais;
VI - da topografia, elaboração e interpretação de levantamentos topográficos cadastrais para
a realização de projetos de arquitetura, de urbanismo e de paisagismo, foto-interpretação,
leitura, interpretação e análise de dados e informações topográficas e sensoriamento
remoto;
VII - da tecnologia e resistência dos materiais, dos elementos e produtos de construção,
patologias e recuperações;
VIII - dos sistemas construtivos e estruturais, estruturas, desenvolvimento de estruturas e
aplicação tecnológica de estruturas;
IX - de instalações e equipamentos referentes à arquitetura e urbanismo;
X - do Conforto Ambiental, técnicas referentes ao estabelecimento de condições climáticas,
acústicas, lumínicas e ergonômicas, para a concepção, organização e construção dos
espaços;
XI - do Meio Ambiente, Estudo e Avaliação dos Impactos Ambientais, Licenciamento
Ambiental, Utilização Racional dos Recursos Disponíveis e Desenvolvimento Sustentável.
Art. 3º Os campos da atuação profissional para o exercício da arquitetura e urbanismo
são definidos a partir das diretrizes curriculares nacionais que dispõem sobre a formação do
profissional arquiteto e urbanista nas quais os núcleos de conhecimentos de fundamentação
e de conhecimentos profissionais caracterizam a unidade de atuação profissional.
§ 1º O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR especificará, atentando
para o disposto no caput, as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as

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áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.
§ 2º Serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas
quais a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou
danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.
§ 3º No exercício de atividades em áreas de atuação compartilhadas com outras áreas
profissionais, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU do Estado ou do Distrito
federal fiscalizará o exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo.
§ 4º Na hipótese de as normas do CAU/BR sobre o campo de atuação de arquitetos
e urbanistas contradizerem normas de outro Conselho profissional, a controvérsia será
resolvida por meio de resolução conjunta de ambos os conselhos.
§ 5º Enquanto não editada a resolução conjunta de que trata o § 4º ou, em caso de
impasse, até que seja resolvida a controvérsia, por arbitragem ou judicialmente, será
aplicada a norma do Conselho que garanta ao profissional a maior margem de atuação.
Art. 4º O CAU/BR organizará e manterá atualizado cadastro nacional das escolas e
faculdades de arquitetura e urbanismo, incluindo o currículo de todos os cursos oferecidos
e os projetos pedagógicos.
Registro do arquiteto e urbanista no Conselho.
Art. 5º Para uso do título de arquiteto e urbanista e para o exercício das atividades
profissionais privativas correspondentes, é obrigatório o registro do profissional no CAU
do Estado ou do Distrito federal.
Parágrafo único. O registro habilita o profissional a atuar em todo o território nacional.
Art. 6º São requisitos para o registro:
I - capacidade civil; e
II - diploma de graduação em arquitetura e urbanismo, obtido em instituição de ensino
superior oficialmente reconhecida pelo poder público.
§ 1º Poderão obter registro no CAU dos Estados e do Distrito federal os portadores
de diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo ou de diploma de arquiteto ou
arquiteto e urbanista, obtido em instituição estrangeira de ensino superior reconhecida no
respectivo país e devidamente revalidado por instituição nacional credenciada.
§ 2º Cumpridos os requisitos previstos nos incisos I e II do caput, poderão obter registro
no CAU dos Estados ou
do Distrito federal, em caráter excepcional e por tempo determinado, profissionais
estrangeiros sem domicílio no País.
§ 3º A concessão do registro de que trata o § 2o é condicionada à efetiva participação
de arquiteto e urbanista ou sociedade de arquitetos, com registro no CAU Estadual ou
no Distrito federal e com domicílio no País, no acompanhamento em todas as fases das
atividades a serem desenvolvidas pelos profissionais estrangeiros.
Art. 7º Exerce ilegalmente a profissão de arquiteto e urbanista a pessoa física ou jurídica
que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais
de que trata esta Lei ou, ainda, que, mesmo não realizando atos privativos, se apresenta
como arquiteto e urbanista ou como pessoa jurídica que atue na área de arquitetura e
urbanismo sem registro no CAU.
Art. 8º A carteira profissional de arquiteto e urbanista possui fé pública e constitui prova
de identidade civil para todos os fins legais.
Da Interrupção e do Cancelamento do registro profissional.
Art. 9º É facultada ao profissional e à pessoa jurídica, que não estiver no exercício de suas
atividades, a interrupção de seu registro profissional no CAU por tempo indeterminado,
desde que atenda as condições regulamentadas pelo CAU/BR.
Sociedade de arquitetos e urbanistas
Art. 10. Os arquitetos e urbanistas, juntamente com outros profissionais, poder-se-ão
reunir em sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo, nos termos das

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normas de direito privado, desta Lei e do Regimento Geral do CAU/BR.
Parágrafo único. Sem prejuízo do registro e aprovação pelo órgão competente, a
sociedade que preste serviços de arquitetura e urbanismo dever-se-á cadastrar no CAU da
sua sede, o qual enviará as informações ao CAU/BR para fins de composição de cadastro
unificado nacionalmente.
Art. 11. É vedado o uso das expressões “arquitetura” ou “urbanismo” ou designação
similar na razão social ou no nome fantasia de sociedade que não possuir arquiteto e
urbanista entre os sócios com poder de gestão ou entre os empregados permanentes.

Dos Acervos técnicos

Art. 12. O acervo técnico constitui propriedade do profissional arquiteto e urbanista e é


composto por todas as atividades por ele desenvolvidas, conforme discriminado nos arts.
2º e 3º, resguardando-se a legislação do Direito Autoral.
Art. 13. Para fins de comprovação de autoria ou de participação e de formação de acervo
técnico, o arquiteto e urbanista deverá registrar seus projetos e demais trabalhos técnicos
ou de criação no CAU do ente da federação onde atue.
Parágrafo único. A qualificação técnica de sociedade com atuação nos campos da arquitetura
e do urbanismo será demonstrada por meio dos acervos técnicos dos arquitetos e urbanistas
comprovadamente a ela vinculados.
Art. 14. É dever do arquiteto e urbanista ou da sociedade de prestação de serviços
de arquitetura e urbanismo indicar em documentos, peças publicitárias, placas ou outro
elemento de comunicação dirigido a cliente, ao público em geral e ao CAU local:
I - o nome civil ou razão social do(s) autor(es) e executante(s) do serviço, completo ou
abreviado, ou pseudônimo ou nome fantasia, a critério do profissional ou da sociedade de
prestação de serviços de arquitetura e urbanismo, conforme o caso;
II - o número do registro no CAU local; e
III - a atividade a ser desenvolvida.
Parágrafo único. Quando se tratar de atividade desenvolvida por mais de um arquiteto
e urbanista ou por mais de uma sociedade de prestação de serviços de arquitetura e
urbanismo e não sendo especificados diferentes níveis de responsabilidade, todos serão
considerados indistintamente coautores e corresponsáveis.
Art. 15. Aquele que implantar ou executar projeto ou qualquer trabalho técnico de
criação ou de autoria de arquiteto e urbanista deve fazê-lo de acordo com as especificações
e o detalhamento constantes do trabalho, salvo autorização em contrário, por escrito, do
autor.
Parágrafo único. Ao arquiteto e urbanista é facultado acompanhar a implantação ou
execução de projeto ou trabalho de sua autoria, pessoalmente ou por meio de preposto
especialmente designado com a finalidade de averiguar a adequação da execução ao
projeto ou concepção original.
Art. 16. Alterações em trabalho de autoria de arquiteto e urbanista, tanto em projeto
como em obra dele resultante, somente poderão ser feitas mediante consentimento por
escrito da pessoa natural titular dos direitos autorais, salvo pactuação em contrário.
§ 1º No caso de existência de coautoria, salvo pactuação em contrário, será necessária
a concordância de todos os coautores.
§ 2º Em caso de falecimento ou de incapacidade civil do autor do projeto original, as
alterações ou modificações poderão ser feitas pelo coautor ou, em não havendo coautor,
por outro profissional habilitado, independentemente de autorização, que assumirá a
responsabilidade pelo projeto modificado.
§ 3º Ao arquiteto e urbanista que não participar de alteração em obra ou trabalho de
sua autoria é permitido o registro de laudo no CAU de seu domicílio, com o objetivo de
garantir a autoria e determinar os limites de sua responsabilidade.

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§ 4º Na hipótese de a alteração não ter sido concebida pelo autor do projeto original,
o resultado final terá como coautores o arquiteto e urbanista autor do projeto original e
o autor do projeto de alteração, salvo decisão expressa em contrário do primeiro, caso
em que a autoria da obra passa a ser apenas do profissional que houver efetuado as
alterações.

Ética

Art. 17. No exercício da profissão, o arquiteto e urbanista deve pautar sua conduta
pelos parâmetros a serem definidos no Código de Ética e Disciplina do CAU/BR.
Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina deverá regular também os deveres do
arquiteto e urbanista para com a comunidade, a sua relação com os demais profissionais, o
dever geral de urbanidade e, ainda, os respectivos procedimentos disciplinares, observado
o disposto nesta Lei.
Art. 18. Constituem infrações disciplinares, além de outras definidas pelo Código de
Ética e Disciplina:
I - registrar projeto ou trabalho técnico ou de criação no CAU, para fins de comprovação de
direitos autorais e formação de acervo técnico, que não haja sido efetivamente concebido,
desenvolvido ou elaborado por quem requerer o registro;
II - reproduzir projeto ou trabalho técnico ou de criação, de autoria de terceiros, sem a
devida autorização do detentor dos direitos autorais;
III - fazer falsa prova de quaisquer documentos exigidos para o registro no CAU;
IV - delegar a quem não seja arquiteto e urbanista a execução de atividade privativa de
arquiteto e urbanista;
V - integrar sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo sem nela atuar,
efetivamente, com objetivo de viabilizar o registro da empresa no CAU, de utilizar o nome
“arquitetura” ou “urbanismo” na razão jurídica ou nome fantasia ou ainda de simular para
os usuários dos serviços de arquitetura e urbanismo a existência de profissional do ramo
atuando;
VI - locupletar-se ilicitamente, por qualquer meio, às custas de cliente, diretamente ou por
intermédio de terceiros;
VII - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas a cliente de quantias que houver
recebido dele, diretamente ou por intermédio de terceiros;
VIII - deixar de informar, em documento ou peça de comunicação dirigida a cliente, ao
público em geral, ao CAU/ BR ou aos CAUs, os dados exigidos nos termos desta Lei;
IX- deixar de observar as normas legais e técnicas pertinentes na execução de atividades
de arquitetura e urbanismo; x - ser desidioso na execução do trabalho contratado;
XI - deixar de pagar a anuidade, taxas, preços de serviços e multas devidos ao CAU/BR ou
aos CAUs, quando devidamente notificado; XII - não efetuar Registro de Responsabilidade
técnica quando for obrigatório.
Art. 19. São sanções disciplinares:
I - advertência;
II - suspensão entre 30 (trinta) dias e 1 (um) ano do exercício da atividade de arquitetura
e urbanismo em todo o território nacional;
III - cancelamento do registro; e
IV- multa no valor entre 1 (uma) a 10 (dez) anuidades.
§ 1º As sanções deste artigo são aplicáveis à pessoa natural dos arquitetos e urbanistas.
§ 2º As sanções poderão ser aplicadas às sociedades de prestação de serviços com
atuação nos campos da arquitetura e do urbanismo, sem prejuízo da responsabilização da
pessoa natural do arquiteto e urbanista.
§ 3º No caso em que o profissional ou sociedade de arquitetos e urbanistas deixar de
pagar a anuidade, taxas, preços de serviços e multas devidos ao CAU/BR ou aos CAUs,

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quando devidamente notificado, será aplicada suspensão até a regularização da dívida.
§ 4º A sanção prevista no inciso IV pode incidir cumulativamente com as demais.
§ 5º Caso constatado que a infração disciplinar teve participação de profissional vinculado
ao conselho de outra profissão, será comunicado o conselho responsável.
Art. 20. Os processos disciplinares do CAU/BR e dos CAUs seguirão as regras constantes
da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, desta Lei e, de forma complementar, das
resoluções do CAU/BR.
Art. 21. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação de
qualquer autoridade ou pessoa interessada.
§ 1º A pedido do acusado ou do acusador, o processo disciplinar poderá tramitar em
sigilo, só tendo acesso às informações e documentos nele contidos o acusado, o eventual
acusador e os respectivos procuradores constituídos.
§ 2º Após a decisão final, o processo tornar-se-á público.
Art. 22. Caberá recurso ao CAU/BR de todas as decisões definitivas proferidas pelos
CAUs, que decidirá em última instância administrativa.
Parágrafo único. Além do acusado e do acusador, o Presidente e os Conselheiros do
CAU são legitimados para interpor o recurso previsto neste artigo.
Art. 23. Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão de punição das sanções disciplinares,
a contar da data do fato.
Parágrafo único. A prescrição interrompe-se pela intimação do acusado para apresentar
defesa.

Criação e organização do CAU/BR e dos CAUs

Art. 24. ficam criados o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR


e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito federal - CAUs,
como autarquias dotadas de personalidade jurídica de direito público, com autonomia
administrativa e financeira e estrutura federativa, cujas atividades serão custeadas
exclusivamente pelas próprias rendas.
§ 1º O CAU/BR e os CAUs têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da
profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e
disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento
do exercício da arquitetura e urbanismo.
§ 2º O CAU/BR e o CAU do Distrito federal terão sede e foro em Brasília.
§ 3º Cada CAU terá sede e foro na capital do Estado, ou de um dos Estados de sua área
de atuação, a critério do CAU/BR.
Art. 25. O CAU/BR e os CAUs gozam de imunidade a impostos (art. 150, inciso VI, alínea
a, da Constituição federal).
Art. 26. O Plenário do Conselho do CAU/BR será constituído por:
I - 1 (um) Conselheiro representante de cada Estado e do Distrito federal;
II - 1 (um) Conselheiro representante das instituições de ensino de arquitetura e urbanismo.
§ 1º Cada membro do CAU/BR terá 1 (um) suplente.
§ 2º Os Conselheiros do CAU/BR serão eleitos pelo voto direto e obrigatório dos
profissionais do Estado que representam ou do Distrito federal.
§ 3º O Presidente será eleito entre seus pares por maioria de votos dos conselheiros, em
votação secreta, e terá direito apenas a voto de qualidade nas deliberações do CAU/BR.
§ 4º As instituições de ensino de arquitetura e urbanismo oficialmente reconhecidas
serão representadas por 1 (um) conselheiro, por elas indicado, na forma do Regimento
Geral do CAU/BR.
Art. 27. O CAU/BR tem sua estrutura e funcionamento definidos pelo seu Regimento
Geral, aprovado pela maioria absoluta dos conselheiros federais.
Parágrafo único. A prerrogativa de que trata o caput será exercida com estrita observância

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às possibilidades efetivas de seu custeio com os recursos próprios do Conselho federal de
Arquitetura e Urbanismo, considerados ainda seus efeitos nos exercícios subsequentes.
Art. 28. Compete ao CAU/BR:
I - zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da arquitetura e do
urbanismo;
II - editar, alterar o Regimento Geral, o Código de Ética, as Normas Eleitorais e os provimentos
que julgar necessários;
III - adotar medidas para assegurar o funcionamento regular dos CAUs;
IV - intervir nos CAUs quando constatada violação desta Lei ou do Regimento Geral;
V - homologar os regimentos internos e as prestações de contas dos CAUs;
VI - firmar convênios com entidades públicas e privadas, observada a legislação aplicável;
VII - autorizar a oneração ou a alienação de bens imóveis de sua propriedade;
VIII - julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos CAUs; IX - inscrever empresas
ou profissionais estrangeiros de arquitetura e urbanismo sem domicílio no País; X - criar
órgãos colegiados com finalidades e funções específicas;
XI - deliberar sobre assuntos administrativos e financeiros, elaborando programas de
trabalho e orçamento; XII - manter relatórios públicos de suas atividades;
XIII - representar os arquitetos e urbanistas em colegiados de órgãos públicos federais
que tratem de questões de exercício profissional referentes à arquitetura e ao urbanismo;
XIV - aprovar e divulgar tabelas indicativas de honorários dos arquitetos e urbanistas; XV
- contratar empresa de auditoria para auditar o CAU/BR e os CAUs, conforme dispuser o
Regimento Geral.
§ 1º O quorum necessário para a deliberação e aprovação das diferentes matérias será
definido no Regimento.
§ 2º O exercício das competências enumeradas nos incisos V, VI, VII, X, XI e XV do
caput terá como limite para seu efetivo custeio os recursos próprios do Conselho federal
de Arquitetura e Urbanismo, considerados os seus efeitos nos exercícios subsequentes,
observadas as normas de ordem pública quanto à alienação de bens patrimoniais e à
contratação de serviços.
Art. 29. Compete ao Presidente do CAU/BR, entre outras questões que lhe forem
atribuídas pelo Regimento Geral do CAU/BR:
I - representar judicialmente e extrajudicialmente o CAU/BR;
II - presidir as reuniões do Conselho do CAU/BR, podendo exercer o voto de desempate;
III - cuidar das questões administrativas do CAU/BR, ouvindo previamente o Conselho
quando exigido pelo Regimento Geral.
Art. 30. Constituem recursos do Conselho federal de Arquitetura e Urbanismo - CAU/BR:
I - 20% (vinte por cento) da arrecadação prevista no inciso I do art. 37;
II - doações, legados, juros e receitas patrimoniais;
III - subvenções;
IV - resultados de convênios;
V - outros rendimentos eventuais.
Parágrafo único. A alienação de bens e a destinação de recursos provenientes de receitas
patrimoniais serão aprovadas previamente pelo Plenário do Conselho federal de Arquitetura
e Urbanismo - CAU/BR.
Art. 31. Será constituído um CAU em cada Estado da federação e no Distrito federal.
§ 1º A existência de CAU compartilhado por mais de um Estado da federação somente
será admitida na hipótese em que o número limitado de inscritos inviabilize a instalação
de CAU próprio para o Estado.
§ 2º A existência de CAU compartilhado depende de autorização do CAU/BR em decisão
que será reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) anos.
Art. 32. O Plenário do CAU de cada Estado da federação e do Distrito federal é constituído
de 1 (um) presidente e de conselheiros.
§ 1º Os conselheiros, e respectivos suplentes, serão eleitos na seguinte proporção:

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I - até 499 (quatrocentos e noventa e nove) profissionais inscritos: 5 (cinco) conselheiros;
II - de 500 (quinhentos) a 1.000 (mil) profissionais inscritos: 7 (sete) conselheiros;
III - de 1.001 (mil e um) a 3.000 (três mil) profissionais inscritos: 9 (nove) conselheiros;
IV - acima de 3.000 (três mil) profissionais inscritos: 9 (nove) conselheiros mais 1 (um)
para cada 1.000 (mil) inscritos ou fração, descontados os 3.000 (três mil) iniciais.
§ 2º O Presidente será eleito entre seus pares em Plenário pelo voto direto por maioria
de votos dos conselheiros e terá direito apenas a voto de qualidade nas deliberações dos
CAUs.
§ 3º Na hipótese de compartilhamento de CAU, nos termos do § 2º do art. 31:
I - as eleições serão realizadas em âmbito estadual;
II - o número de membros do conselho será definido na forma do § 1º; e
III - a divisão das vagas por Estado do Conselho compartilhado será feita segundo o número
de profissionais inscritos no Estado, garantido o número mínimo de 1 (um) conselheiro
por Estado.
Art. 33. Os CAUs terão sua estrutura e funcionamento definidos pelos respectivos
Regimentos Internos, aprovados pela maioria absoluta dos conselheiros.
Art. 34. Compete aos CAUs:
I - elaborar e alterar os respectivos Regimentos Internos e demais atos administrativos;
II - cumprir e fazer cumprir o disposto nesta Lei, no Regimento Geral do CAU/BR, nos
demais atos normativos do CAU/BR e nos próprios atos, no âmbito de sua competência;
III - criar representações e escritórios descentralizados no território de sua jurisdição, na
forma do Regimento Geral do CAU/BR;
IV - criar colegiados com finalidades e funções específicas;
V - realizar as inscrições e expedir as carteiras de identificação de profissionais e pessoas
jurídicas habilitadas, na forma desta Lei, para exercerem atividades de arquitetura e
urbanismo, mantendo o cadastro atualizado;
VI - cobrar as anuidades, as multas e os Registros de Responsabilidade técnica;
VII - fazer e manter atualizados os registros de direitos autorais, de responsabilidade e os
acervos técnicos;
VIII - fiscalizar o exercício das atividades profissionais de arquitetura e urbanismo;
IX - julgar em primeira instância os processos disciplinares, na forma que determinar o
Regimento Geral do CAU/BR;
X - deliberar sobre assuntos administrativos e financeiros, elaborando programas de
trabalho e orçamento;
XI - sugerir ao CAU/BR medidas destinadas a aperfeiçoar a aplicação desta Lei e a promover
o cumprimento de suas finalidades e a observância aos princípios estabelecidos;
XII - representar os arquitetos e urbanistas em colegiados de órgãos públicos estaduais e
municipais que tratem de questões de exercício profissional referentes à arquitetura e ao
urbanismo, assim como em órgãos não governamentais da área de sua competência;
XIII - manter relatórios públicos de suas atividades; e
XIV - firmar convênios com entidades públicas e privadas.
§ 1º O exercício das competências enumeradas nos incisos III, IV, x e xIV do caput terá
como limite para seu efetivo custeio os recursos próprios do respectivo Conselho Regional
de Arquitetura e Urbanismo, considerados os seus efeitos nos exercícios subsequentes,
observadas as normas de ordem pública relativas à contratação de serviços e à celebração
de convênios.
§ 2º Excepcionalmente, serão considerados recursos próprios os repasses recebidos
do Conselho federal de Arquitetura e Urbanismo pelo Conselho Regional de Arquitetura e
Urbanismo, a conta do fundo especial a que se refere o art. 60.
Art. 35. Compete ao presidente do CAU, entre outras questões que lhe forem atribuídas
pelo Regimento Geral do CAU/BR e pelo Regimento Interno do CAU respectivo:
I - representar judicialmente e extrajudicialmente o CAU;
II - presidir as reuniões do Conselho do CAU, podendo exercer o voto de desempate;

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III - cuidar das questões administrativas do CAU, ouvindo previamente o Conselho quando
exigido pelo Regimento Geral do CAU/BR ou pelo Regimento Interno do CAU respectivo.
Art. 36. É de 3 (três) anos o mandato dos conselheiros do CAU/BR e dos CAUs sendo
permitida apenas uma recondução.
§ 1º O mandato do presidente será coincidente com o mandato do conselheiro.
§ 2º Perderá o mandato o conselheiro que:
I - sofrer sanção disciplinar;
II - for condenado em decisão transitada em julgado por crime relacionado com o exercício
do mandato ou da profissão; ou
III - ausentar-se, sem justificativa, a 3 (três) reuniões do Conselho, no período de 1 (um)
ano.
§ 3º O presidente do CAU/BR e os presidentes dos CAUs serão destituídos pela perda
do mandato como conselheiro, nos termos do § 2º ou pelo voto de 3/5 (três quintos) dos
conselheiros.
Art. 37. Constituem recursos dos Conselhos Regionais de Arquitetura e Urbanismo -
CAUs:
I - receitas com anuidades, contribuições, multas, taxas e tarifas de serviços;
II - doações, legados, juros e rendimentos patrimoniais;
III - subvenções;
IV - resultados de convênios;
V - outros rendimentos eventuais.
Art. 38. Os presidentes do CAU/BR e dos CAUs prestarão, anualmente, suas contas ao
tribunal de Contas da União.
§ 1º Após aprovação pelo respectivo Plenário, as contas dos CAUs serão submetidas ao
CAU/BR
para homologação.
§ 2º As contas do CAU/BR, devidamente homologadas, e as dos CAUs serão submetidas
à apreciação do tribunal de Contas da União.
§ 3º Cabe aos presidentes do CAU/BR e de cada CAU a responsabilidade pela prestação
de contas.
Art. 39. Cabe ao CAU/BR dirimir as questões divergentes entre os CAUs baixando normas
complementares que unifiquem os procedimentos.
Art. 40. O exercício das funções de presidente e de conselheiro do CAU/BR e dos CAUs
não será remunerado.
Art. 41. Os empregados do CAU/BR e dos demais CAUs Estaduais e do Distrito federal
serão contratados mediante aprovação em concurso público, sob o regime da Consolidação
das Leis do trabalho.

Anuidade devida para os CAUs.

Art. 42. Os profissionais e as pessoas jurídicas inscritas no CAU pagarão anuidade no


valor de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais).
§ 1º Os valores das anuidades serão reajustados de acordo com a variação integral
do índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, calculado pela fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nos termos de ato do CAU/BR.
§ 2º A data de vencimento, as regras de parcelamento e o desconto para pagamento à
vista serão estabelecidos pelo CAU/BR.
§ 3º Os profissionais formados há menos de 2 (dois) anos e acima de 30 (trinta) anos de
formados, pagarão metade do valor da anuidade.
§ 4º A anuidade deixará de ser devida após 40 (quarenta) anos de contribuição da
pessoa natural.
Art. 43. A inscrição do profissional ou da pessoa jurídica no CAU não está sujeita ao

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 20
pagamento de nenhum valor além da anuidade, proporcionalmente ao número de meses
restantes no ano.
Art. 44. O não pagamento de anuidade no prazo, sem prejuízo da responsabilização
pessoal pela violação ética, sujeita o infrator ao pagamento de multa de 20% (vinte por cento)
sobre o valor devido e à incidência de correção com base na variação da taxa Referencial
do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC até o efetivo pagamento.

Registro de Responsabilidade técnica - RRT.



Art. 45. toda realização de trabalho de competência privativa ou de atuação compartilhadas
com outras profissões regulamentadas será objeto de Registro de Responsabilidade
Técnica - RRT.
§ 1º Ato do CAU/BR detalhará as hipóteses de obrigatoriedade da RRT.
§ 2º O arquiteto e urbanista poderá realizar RRT, mesmo fora das hipóteses de
obrigatoriedade, como meio de comprovação da autoria e registro de acervo.
Art. 46. O RRT define os responsáveis técnicos pelo empreendimento de arquitetura e
urbanismo, a partir da definição da autoria e da coautoria dos serviços.
Art. 47. O RRT será efetuado pelo profissional ou pela pessoa jurídica responsável, por
intermédio de seu profissional habilitado legalmente no CAU.
Art. 48. Não será efetuado RRT sem o prévio recolhimento da taxa de RRT pela pessoa
física do profissional ou pela pessoa jurídica responsável.
Art. 49. O valor da taxa de RRT é, em todas as hipóteses, de R$ 60,00 (sessenta reais).
Parágrafo único. O valor referido no caput será atualizado, anualmente, de acordo com
a variação integral do índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, calculado pela
fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nos termos de ato do CAU/
BR.
Art. 50. A falta do RRT sujeitará o profissional ou a empresa responsável, sem prejuízo
da responsabilização pessoal pela violação ética e da obrigatoriedade da paralisação do
trabalho até a regularização da situação, à multa de 300% (trezentos por cento) sobre
o valor da taxa de RRT não paga corrigida, a partir da autuação, com base na variação
da taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, acumulada
mensalmente, até o último dia do mês anterior ao da devolução dos recursos, acrescido
este montante de 1% (um por cento) no mês de efetivação do pagamento.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput no caso de trabalho realizado em
resposta a situação de emergência se o profissional ou a pessoa jurídica diligenciar, assim
que possível, na regularização da situação.

Da cobrança de valores pelos CAUs

Art. 51. A declaração do CAU de não pagamento de multas por violação da ética ou pela
não realização de RRT, após o regular processo administrativo, constitui título executivo
extrajudicial.
Parágrafo único. Na hipótese do caput, os valores serão executados na forma da Lei no
5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
Art. 52. O atraso no pagamento de anuidade sujeita o responsável à suspensão do
exercício profissional ou, no caso de pessoa jurídica, à proibição de prestar trabalhos na
área da arquitetura e do urbanismo, mas não haverá cobrança judicial dos valores em
atraso, protesto de dívida ou comunicação aos órgãos de proteção ao crédito.
Art. 53. A existência de dívidas pendentes não obsta o desligamento do CAU.
Art. 54. Os valores devidos aos CAUs referentes a multa por violação da ética, multa
pela não realização de RRT ou anuidades em atraso, prescrevem no prazo de 5 (cinco)
anos.

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Instalação do CAU/BR e dos CAUsArt.

Art. 55. Os profissionais com título de arquitetos e urbanistas, arquitetos e engenheiro
arquiteto, com registro nos atuais Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia - CREAs terão, automaticamente, registro nos CAUs com o título único de
arquiteto e urbanista.
Parágrafo único. Os CREAs enviarão aos CAUs a relação dos arquitetos e urbanistas,
arquitetos e engenheiro arquiteto inscritos, no prazo de 30 (trinta) dias da instalação do
CAU, bem como os prontuários, dados profissionais, registros e acervo de todas as ARts
emitidas pelos profissionais e todos os processos em tramitação.
Art. 56. As Coordenadorias das Câmaras de Arquitetura dos atuais CREAs e a
Coordenadoria Nacional das Câmaras de Arquitetura do atual CONFEA gerenciarão o
processo de transição e organizarão o primeiro processo eleitoral para o CAU/BR e para
os CAUs dos Estados e do Distrito federal.
§ 1º Na primeira eleição para o CAU/BR o representante das instituições de ensino será
estabelecido pela Coordenadoria Nacional das Câmaras de Arquitetura.
§ 2º A eleição para os conselheiros do CAU/BR e dos CAUs dar-se-á entre 3 (três) meses
e 1 (um) ano da publicação desta Lei.
§ 3º Realizada a eleição e instalado o CAU/BR, caberá a ele decidir os CAUs que serão
instalados no próprio Estado e os Estados que compartilharão CAU por insuficiência de
inscritos.
§ 4º As entidades nacionais dos arquitetos e urbanistas participarão do processo de
transição e organização do primeiro processo eleitoral.
Art. 57. Os atuais Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia a contar
da publicação desta Lei, passarão a depositar mensalmente em conta específica, 90%
(noventa por cento) do valor das anuidades, das anotações de responsabilidade técnicas e
de multas recebidas das pessoas físicas e jurídicas de arquitetos e urbanistas, arquitetos
e engenheiros arquitetos até que ocorra a instalação do CAU/BR.
Parágrafo único. A quantia a que se refere o caput deverá ser usada no custeio do
processo eleitoral de que trata o art. 56, sendo repassado o restante para o CAU/BR
utilizar no custeio da sua instalação e da instalação dos CAUs. Art. 58. (VETADO)
Art. 59. O CAU/BR e os CAUs poderão manter convênio com o CONfEA e com os CREAs,
para compartilhamento de imóveis, de infraestrutura administrativa e de pessoal, inclusive
da estrutura de fiscalização profissional.
Art. 60. O CAU/BR instituirá fundo especial destinado a equilibrar as receitas e despesas
dos CAUs, exclusivamente daqueles que não conseguirem arrecadação suficiente para a
manutenção de suas estruturas administrativas, sendo obrigatória a publicação dos dados
de balanço e do planejamento de cada CAU para fins de acompanhamento e controle dos
profissionais.
Parágrafo único. Resolução do CAU/BR, elaborada com a participação de todos os
presidentes dos CAUs, regulamentará este artigo.
Art. 61. Em cumprimento ao disposto no inciso x do art. 28 e no inciso IV do art. 34,
o CAU/BR instituirá colegiado permanente com participação das entidades nacionais dos
arquitetos e urbanistas, para tratar das questões do ensino e do exercício profissional.
§ 1º No âmbito das unidades da federação os CAUs instituirão colegiados similares com
participação das entidades regionais dos arquitetos e urbanistas.
§ 2º fica instituída a Comissão Permanente de Ensino e formação, no âmbito dos CAUs
em todas as Unidades da federação que se articulará com o CAU/BR por intermédio do
conselheiro federal representante das instituições de ensino superior.
Art. 62. O CAU/BR e os CAUs serão fiscalizados pelo tribunal de Contas da União e
auditados, anualmente, por auditoria independente e os resultados divulgados para
conhecimento público.

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Mútuas de assistência dos profissionais vinculados aos CAUs.

Art. 63. Os arquitetos e urbanistas que por ocasião da publicação desta Lei se encontravam
vinculados à Mútua de que trata a Lei no 6.496, de 7 de dezembro de 1977, poder-se-ão
se manter associados. Adaptação do CONFEA e dos CREAs.
Art. 64. O Conselho federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA passa a
se denominar Conselho federal de Engenharia e Agronomia - CONFEA.
Art. 65. Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs passam
a se denominar Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia - CREAs.

Adaptação das Leis nos 5.194, de 1966, 6.496, de 1977.



Art. 66. As questões relativas a arquitetos e urbanistas constantes das Leis nos 5.194,
de 24 de dezembro de 1966 e 6.496, de 7 de dezembro de 1977, passam a ser reguladas
por esta Lei.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 67. (VETADO)

Vigência.

Art. 68. Esta Lei entra em vigor:


I - quanto aos arts. 56 e 57, na data de sua publicação; e II - quanto aos demais dispositivos,
após a posse do Presidente e dos Conselheiros do CAU/BR.Brasília, 31 de dezembro de
2010; 189º da Independência e 122º da República.

Luiz Inácio Lula Da Silva


Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Fernando Haddad
Carlos Lupi
Paulo Bernardo Silva
Este texto não substitui o publicado no DOU de 31.12.2010 - Edição extra

1.2.2 Lei nº 6.766, de 19/12/1979, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano;

1.2.3 Lei nº 7.270, de 10/12/1984, que apresenta disposições referentes ao exercício da


atividade de perícia técnica;

1.2.4 Lei nº 7.410, de 27/11/1985, que dispõe sobre a especialização de engenheiros e


arquitetos em Engenharia de Segurança do trabalho;

1.2.5 Lei nº 9.394, de 20/12/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação


nacional;

1.2.6 Lei nº 9.610, de 19/02/1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre
Direitos Autorais e dá outras providências;

1.2.7 Lei nº 9.605, de 12/02/1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente;

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1.2.8 Lei nº 10.098, de 19/12/2000, Acessibilidade - que estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências;

1.2.9 Lei nº 10.527, de 10/07/2001, Estatuto das Cidades – que regulamenta os arts.
182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana;

1.2.10 Lei nº 10.987, de 11/08/1997, que estabelece normas sobre sistemas de prevenção
e proteção contra incêndios, dispõe sobre a destinação da taxa de serviços especiais não
emergenciais do Corpo de Bombeiros e dá outras providências;

1.2.11 Lei nº 11.888, de 24/12/2008, Assistência Técnica – que assegura às famílias


de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de
habitação de interesse social e altera a Lei nº 11.124, de 16/06/2005, que dispõe sobre
o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS, cria o fundo Nacional de
Habitação de Interesse Social – FNHIS e institui o Conselho Gestor do FNHIS;

1.2.12 Decreto nº 5.154, de 23/07/2004, que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts.


39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20/12/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional;

1.2.13 Decreto nº 5.296, de 02/12/2004, Acessibilidade - que regulamenta as leis nº


10.048, de 08/11/2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para
a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida, e dá outras providências;

1.2.14 Decreto nº 92.530, de 09/04/1986, que regulamenta a Lei nº 7.410/1985 que


dispõe sobre a especialização de engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança
do Trabalho.

1.3 RESOLUÇÕES DO CAU/BR

É importante conhecer os Atos do CAU/BR que regulamentam o exercício da profissão


do arquiteto e urbanista, dentre eles, as Resoluções, disponíveis em www.caubr.org.
br. Aqui destacamos as Resoluções consideradas imprescindíveis ao conhecimento dos
profissionais:

Resolução nº 8, de 15/12/2011, que institui o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista;

Resolução nº 21, de 05/04/2012, que dispõe sobre as atividades e atribuições


profissionais do arquiteto e urbanista e dá outras providências;

Resolução nº 22, de 04/05/2012, que dispõe sobre a fiscalização do exercício profissional


da Arquitetura e Urbanismo, os procedimentos para formalização, instrução e julgamento de
processos por infração à legislação e a aplicação de penalidades, e dá outras providências;

Resolução nº 28, de 06/07/2012, que dispõe sobre o registro e sobre a alteração e a baixa
de registro de pessoa jurídica de Arquitetura e Urbanismo nos Conselhos de Arquitetura e
Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências;

Resolução nº 38, de 09/11/2012, que dispõe sobre a fiscalização do cumprimento do


Salário Mínimo Profissional do Arquiteto e Urbanista e dá outras providências;

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 24
Resolução nº 51, de 12/07/2013, que dispõe sobre as áreas de atuação privativas dos
arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões
regulamentadas, e dá outras providências;

Resolução nº 52, de 06/09/2013, que aprova o Código de Ética e Disciplina do Conselho


de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR);

Resolução nº 61, de 07/11/2013, que dispõe sobre a cobrança dos valores de anuidades
devidas aos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAU/
UF) e dá outras providências;

Resolução nº 64, de 08/11/2013, que aprova o Módulo I – Remuneração do Projeto


Arquitetônico de Edificações, das Tabelas de Honorários de Serviços de Arquitetura e
Urbanismo do Brasil;

Resolução nº 67, de 05/12/2013, que dispõe sobre os Direitos Autorais na Arquitetura


e Urbanismo, estabelece normas e condições para o registro de obras intelectuais no
Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), e dá outras providências;

Resolução nº 75, de 10/04/2014, que dispõe sobre a indicação da responsabilidade


técnica referente a projetos, obras e serviços no âmbito da Arquitetura e Urbanismo, em
documentos, placas, peças publicitárias e outros elementos de comunicação;

Resolução nº 76, de 10/04/2014, que aprova os Módulos II e III das Tabelas de Honorários
de Serviços de Arquitetura e Urbanismo do Brasil;

Resolução nº 91, de 09/10/2014, que dispõe sobre o Registro de Responsabilidade Técnica


(RRT) referente a projetos, obras e demais serviços técnicos no âmbito da Arquitetura e
Urbanismo e dá outras providências;

Resolução nº 128, de 16/12/2016, que institui o procedimento para a realização de


desagravo público no âmbito do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR)
e dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAU/UF);

Resolução nº 150, de 22/09/2017, que altera a Resolução nº 38, de 9 de novembro de


2012, que dispõe sobre a fiscalização do cumprimento do Salário Mínimo Profissional do
Arquiteto e Urbanista, e dá outras providências;

Resolução nº 162, de 24/05/2018, que dispõe sobre o registro do título complementar


e o exercício das atividades do arquiteto e urbanista com especialização em Engenharia de
Segurança do Trabalho e dá outras providências.

1.4 NORMAS TÉCNICAS

Consultem-se as Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas técnicas – ABNT,


em www.abnt.org.br, em especial:

NBR 5.671/1990 - Participação dos intervenientes


Esta norma fixa as condições exigíveis de participação dos intervenientes em serviços
e obras de Engenharia e Arquitetura, definindo suas responsabilidades e prerrogativas,
visando garantir características adequadas aos empreendimentos.

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NBR 6.492/1994 – Representação de projetos de Arquitetura
Esta norma também trata de projeto arquitetônico, mas se concentra sobre os elementos
gráficos do trabalho. O tipo e o formato do papel, as escalas do desenho arquitetônico,
os tipos das letras e dos números, os tipos de linhas, as formas de indicação de fachadas
e elevações estão entre os parâmetros técnicos definidos pela norma. Tanto a NBR 6.492
quanto a NBR 13.532 estão em processo de revisão técnica pelos comitês da ABNT.

NBR 13.532/1995 – Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura


Esta norma aborda a confecção dos projetos arquitetônicos, mas regulando as condições
exigidas para a construção de edificações, tanto em construção e ampliação, quanto em
modificação, recuperação etc.
Descrevendo as etapas do projeto arquitetônico (levantamento de dados, estudo de
viabilidade, estudo preliminar da Arquitetura entre outros), a norma detalha quais as
informações de referência devem constar do projeto. Identificação; descrição; condições
climáticas, de localização e de utilização; exigências e características relativas ao
desempenho no uso e aplicações do produto ou objeto estão entre as informações que
devem ser registradas no projeto, conforme esta norma.

NBR 13.531/1995 – Elaboração de projetos de edificações – Atividades Técnicas


Esta norma fixa as atividades técnicas de arquitetura e de engenharia exigíveis para a
construção de edificações. Define os objetos do projeto, classificados em ordem decrescente
em urbanização, edificação, elemento da edificação, instalação predial, componente
construtivo, material para construção.
Determina as partes em que podem ser divididas as atividades técnicas de projeto de
edificações e de seus elementos, instalações e componentes: levantamento, programa de
necessidades, estudo de viabilidade, estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal, projeto
básico e projeto para execução.

NBR 12.721/2006 - Normatiza o cálculo do Custo Unitário Básico de Construção


(CUB/m²)
É resultado de um amplo processo de revisão da NBR 12.721/1999 onde apresenta
profundas alterações em seu conteúdo, em virtude da sua obrigatória adaptação ao
disposto na legislação e aos novos padrões arquitetônicos atualmente praticados no
mercado imobiliário.

NBR 14.037/2011 (corrigida em 2014) – Manual de Uso


Estabelece as diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção
das edificações e requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos.

NBR 5.674/2012 - Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão


de manutenção.
Esta Norma estabelece os requisitos para a gestão do sistema de manutenção de
edificações. A gestão do sistema de manutenção inclui meios para: a) preservar as
características originais da edificação; b) prevenir a perda de desempenho decorrente da
degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes.

NBR 15.575/2013 – Edificações habitacionais – Desempenho


A “norma de desempenho” trata da qualidade da produção habitacional, e estabelece os
requisitos para os sistemas de pisos, sistemas de vedações verticais internas e externas,
sistemas de coberturas, e sistemas hidrossanitários. A norma dita exigências em termos de
segurança, sustentabilidade e habitabilidade (desempenho térmico e acústico, desempenho
lumínico, funcionalidade e acessibilidade entre outros).

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NBR 16.280/2015 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas —
Requisitos
A “norma das reformas”, original de 2014 e atualizada em 2015, é uma das mais recentes
do grupo e trata dos requisitos para a elaboração de plano de reforma, considerando
alterações em áreas privativas das edificações. Essa norma ganhou visibilidade nos
últimos aos devido aos episódios recentes de desabamentos, muitas vezes provocados
por intervenções desastradas que levaram à colapsos nas estruturas das edificações. A
norma exige que intervenções como troca de piso, revestimentos, troca de esquadrias
ou fachada-cortina, instalações elétricas, de gás ou de ar-condicionado, e que alterem o
projeto original da estrutura, tenham o aval de um arquiteto ou engenheiro.

NBR 9.050/2015 – Acessibilidade


Edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos devem ser acessíveis a todos –
independentemente de sua condição física—e esta norma técnica ajuda a concretizar esta
diretriz. Ao estabelecer exigências para altura de interruptores, dimensões das áreas de
transferências e sinalizações táteis (entre muitas outras), a norma leva em conta diversas
condições de mobilidade, com ou sem ajuda de aparelhos — como próteses, cadeiras de
rodas, bengalas, aparelhos auditivos e quaisquer outros que complementem necessidades
individuais.

1.5 NORMAS REGULAMENTADORAS (NR)

A Portaria nº 3214/78, que aprova as Normas Regulamentadoras (NR) da Consolidação das


Leis do trabalho, relativas à Segurança e Medicina do trabalho, determinou condicionantes
às empresas empregadoras a fim de que se evitem acidentes por más condições de trabalho
aos seus empregados.

Consultem-se as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego,
disponíveis em www.mte.gov.br, em especial:

NR-1 - Disposições gerais


NR-2 - Inspeção prévia
NR-3 - Embargo ou interdição
NR-4 - Serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho
NR-5 - Comissão interna de prevenção de acidentes
NR-6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI
NR-7 - Programa de controle médico de saúde ocupacional
NR-8 - Edificações
NR-9 - Programa de prevenção de riscos ambientais
NR-10 - Segurança em instalações e serviços em eletricidade
NR-11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
NR-13 - Caldeiras, vasos de pressão e tubulação
NR-14 - Fornos
NR-15 - Atividades e operações insalubres
NR-16 - Atividades e operações perigosas
NR-17 - Ergonomia
NR-18 - Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção
NR-21 - Trabalhos a céu aberto
NR-23 - Proteção contra incêndios
NR-24 - Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho
NR-25 - Resíduos industriais
NR-26 - Sinalização de segurança
NR-32 - Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde

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NR-33 - Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados
NR-35 - Trabalho em altura
NR-36 - Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes
e derivados

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NORMA DE REFORMAS EM EDIFICAÇÕES
2 NORMA DE REFORMAS EM EDIFICAÇÕES – NBR 16.280

2.1 COMENTÁRIOS SOBRE REGRAS PARA CONDOMÍNIOS, MORADORES


E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Conheça quais são os serviços que precisam de supervisão de responsável técnico e as


etapas de obras de reformas. Nota publicada pelo CAU/BR em 25 de janeiro de 2018.

A Norma de Reformas da ABNT (NBR 16.280/2015, original de 2014) estabelece as etapas


de obras de reformas e lista os requisitos para antes, durante e depois de uma reforma
em um prédio ou em uma unidade. Toda obra de imóvel que altere ou comprometa a
segurança da edificação ou de seu entorno precisa ser submetida à análise da construtora/
incorporadora e do projetista, dentro do prazo decadencial (a partir do qual vence a
garantia). Após este prazo, exige laudo técnico assinado por engenheiro ou arquiteto
e urbanista e autorização expressa do proprietário. A norma afasta definitivamente o
chamado o faz-tudo, o curioso ou o amador – e privilegia a boa técnica.

Antes de iniciar uma reforma, o responsável legal pela edificação deve:

a) quando condomínio, disponibilizar o teor da convenção de condomínio e regimento


interno;
b) requerer a necessária atualização do manual de operação, uso e manutenção da
edificação, observadas as normas pertinentes vigentes;
c) receber as documentações ou propostas da reforma com a constituição de profissional
habilitado;
d) autorizar a entrada de insumos e pessoas contratadas para realização dos serviços
de reforma na edificação somente após o atendimento a todos os requisitos do plano de
reforma;
e) promover a comunicação e disseminação entre os demais usuários sobre as obras de
reforma na edificação que estiverem aprovadas.

No caso do condomínio edilício será de responsabilidade do proprietário, possuidor ou


do responsável legal pela unidade a realização da reforma, e não do síndico, quando a
obra for em espaço privativo. O proprietário, possuidor ou responsável legal pela unidade
deve contratar profissional habilitado que deverá assumir a responsabilidade técnica
pelas obras e cumprir o plano de reforma, e todas as normas internas, que interfiram na
segurança da edificação, pessoas e sistemas.

Durante a reforma, o responsável legal pela edificação deve:

Tomar as ações necessárias, sob qualquer condição de risco iminente para a edificação,
seu entorno ou seus usuários.

Nota: O responsável legal pode a qualquer momento solicitar informações para o


profissional habilitado executante sobre a execução dos serviços, em atendimento ao
plano de reforma.

Após as obras de reforma, o responsável legal pela edificação deve:

a) receber o termo de encerramento das obras conforme plano aprovado elaborado pelo
executante e seu profissional habilitado, e o manual atualizado, nos termos da ABNT NBR
14.037;
b) encerrada a obra […], cancelar as autorizações para entrada e circulação de insumos

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 30
ou prestadores de serviço da obra;
c) arquivar toda a documentação oriunda da reforma, incluindo o termo de encerramento
das obras emitido pelo executante […].

Cabe ao proprietário de unidade autônoma de condomínio:

a) Antes do início da obra de reforma: Encaminhar ao responsável legal da edificação


o plano de reforma e as documentações necessárias que comprovem o atendimento à
legislação vigente, normalização e regulamentos para a realização de reformas.
b) Durante as obras de reforma: Diligenciar para que a reforma seja realizada dentro
dos preceitos da segurança e para que atenda a todos os regulamentos.
c) Após as obras de reforma: Atualizar o conteúdo do manual de uso, operação
e manutenção do edifício e o manual do proprietário, nos pontos em que as reformas
interfiram conforme os termos da ABNT NBR 14.037. No caso de inexistência deste manual
da edificação reformada, as intervenções que compõem a reforma devem ter o manual de
uso, operação e manutenção elaborado conforme a ABNT NBR 14.037.

Veja as atividades que só podem ser realizadas por profissional devidamente


habilitado:

a) Construção ou demolição de paredes e divisórias;


b) Substituição de revestimentos (pisos, paredes, tetos);
c) Abertura ou fechamento de vãos;
d) Alteração nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias;
e) Instalação de mobiliário fixo.

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Veja o fluxograma do processo:

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2.2 ORIGINAL DE 2014, A NBR 16.280 TEVE EMENDA EM 2015

A NBR 16.280 foi originalmente publicada em 2014, pouco mais de dois anos após o
desabamento do Edifício Liberdade, de 20 andares, e de mais dois prédios, no centro do Rio
de Janeiro, em 25 de janeiro de 2012. O acidente foi provocado por reformas irregulares
no Liberdade e provocou a morte de 17 pessoas, além de mais cinco desaparecidos até
hoje.
Em 2015, após consulta pública, foi atualizada. Uma das principais mudanças foi a
atribuição de responsabilidade ao arquiteto e urbanista e/ou engenheiro responsável
técnico pelo projeto e pela obra – que anteriormente estava vinculada à aprovação
do síndico/administrador ou responsável legal da edificação. A NBR prevê meios para
prevenção de perda de desempenho e inclui métodos para: planejamento, projetos e
análises técnicas e implicações de reformas nas edificações; alteração das características
originais da edificação ou de suas funções; descrição das características da execução das
obras de reforma; segurança da edificação do entorno e dos usuários; Registro documental
da situação da edificação, antes da reforma, dos procedimentos utilizados e do pós-obra
de reforma e supervisão técnica dos processos e das obras.
Com a nova alteração da NBR (em 2015), é responsabilidade do condômino ou responsável
legal pela unidade o conteúdo da documentação fornecida ao síndico e a execução da obra
realizada dentro da unidade - e não mais do síndico, por cumprir o PLANO DE REFORMA,
e todas as regras internas que possam impactar no bem-estar e segurança das pessoas,
sistemas e da edificação como um todo.

2.3 PRINCIPAIS ASPECTOS

a. Alterações dentro das unidades autônomas ou em áreas comuns que afetem a


estrutura, a vedação ou quaisquer outros sistemas da área privativa ou da edificação,
deverão possuir um responsável técnico (arquiteto e urbanista ou engenheiro) e a respectiva
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e/ou Registro de Responsabilidade Técnica
(RRT);
b. O síndico, antes do início da obra em área comum ou privativa, deverá estar de
posse do plano de reforma e da documentação pertinente. Nas áreas privativas, o síndico
deverá fazer a análise ou encaminhá-la a um responsável técnico e somente depois poderá
autorizar a obra no condomínio ou rejeitá-la justificadamente;
c. Durante o andamento da obra, o proprietário deverá diligenciar para que a reforma
seja realizada dentro dos preceitos da segurança, atendendo a todos os regulamentos.
O projeto deve ser devidamente assinado por profissional qualificado e aprovado pelo
condomínio;
d. O síndico é o responsável por autorizar ou não a entrada de materiais e pessoas
contratadas para a execução da obra;
e. O síndico deverá arquivar a documentação oriunda de qualquer tipo de reforma,
incluindo o termo de encerramento da obra, emitido pelo executante, transferindo a seu
sucessor;
f. As obras que não representem risco à segurança (como pintura, por exemplo) deverão
ser documentadas e seguir as regras internas do condomínio. Mas, neste caso, não haverá
necessidade de apresentação de responsável técnico;
g. Caso o síndico, no decorrer de qualquer fase da reforma em uma área privativa,
mesmo antes de seu início, entenda que não possui conhecimento técnico para aprová-
la, acompanhá-la ou receber o termo de encerramento da obra, poderá contratar um
profissional habilitado (engenheiro ou arquiteto) para auxiliá-lo neste processo, fato que
poderá demandar tempo, o qual deve ser considerado pelo condômino na programação
da referida reforma.

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Como realizar uma reforma de acordo com as regras

1. Instalações elétricas e a gás

Caso o proprietário queira incluir algo diferente do projeto original do imóvel, será
necessário a vistoria de um profissional qualificado para a autorização da obra. Incluir
novos pontos de tomada ou novos pontos de gás, por exemplo, exige a Responsabilidade
Técnica assinada por arquiteto e urbanista ou engenheiro. Mas se for apenas a instalação
de um chuveiro ou o conserto de uma tomada quebrada, não é preciso providenciar o
documento.

2. Instalação de equipamentos

A instalação de ar condicionado, aquecedor de ambiente, aparelho de ventilação e
equipamentos de automação, pode comprometer a estrutura do local, sendo necessária a
apresentação da Responsabilidade Técnica. As situações nas quais o documento não cabe
são os casos de manutenção e limpeza dos aparelhos.

3. Revestimentos

Se for uma simples troca de revestimento, sem o uso de martelo e ferramentas pesadas
para retirar o piso anterior, por exemplo, não há necessidade de contratar um responsável
técnico.

4. Reformas Hidráulicas

Para a alteração de local de algum equipamento como vaso sanitário, banheira e pia
será necessário a responsabilização de um profissional qualificado, ou seja, o proprietário
precisa providenciar o documento de Responsabilidade Técnica.

5. Estrutura

Qualquer mudança que seja necessária uma intervenção na estrutura do imóvel, como
quebra de parede, é obrigatória a emissão da Responsabilidade Técnica. A exigência se dá
pelo fato de que um erro de cálculo pode comprometer a estrutura de um edifício. Esse é
o tipo de reforma que requer mais atenção.

6. Pintura

Se a única mudança a ser feita no imóvel for a pintura, o proprietário não precisa se
preocupar em procurar profissionais que emitam um plano de execução. Independente
da cor e da textura que será usada nas paredes, o morador pode pintar o apartamento
quantas vezes desejar sem precisar de autorização.

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NORMA DE EDIFICAÇÕES
HABITACIONAIS - DESEMPENHO
3 NORMA DE EDIFICAÇÕES HABITACIONAIS – DESEMPENHO – NBR
15.575

Conteúdo extraído de curso ministrado pela engenheira civil Maria Angélica Covelo
Silva, Mestre em Engenharia pela UFRGS e Doutora em Engenharia pela EPUSP, diretora do
NGI - Núcleo de Gestão e Inovação.

O conceito de desempenho teve origem nas exigências de segurança estrutural


de produtos da indústria bélica e aeroespacial na Segunda Guerra Mundial. Porém, na
construção civil, o 2º Congresso do CIB (International Council for Research and Innovation
in Building and Construction), em 1962, foi o grande propulsor do conceito de desempenho
no setor.

3.1 INTRODUÇÃO

Uma das principais razões para o desenvolvimento da abordagem de desempenho foi a


necessidade de avaliação de sistemas construtivos inovadores. Nos países desenvolvidos,
o conceito de desempenho inseriu-se em todas as práticas de projeto, especificações e
comunicação com os clientes, desde a formação de arquitetos e engenheiros.
No Brasil, acompanhando as tendências internacionais, o IPt – Instituto de Pesquisas
tecnológicas do Estado de São Paulo, desenvolveu com o BNH (Banco Nacional de Habitação)
um conjunto de requisitos e critérios a serem atendidos em projetos de unidades
habitacionais, desenvolvendo capacitação para a realização de ensaios e avaliação,
segundo os requisitos estabelecidos pela metodologia. A primeira versão dos critérios de
desempenho publicada pelo IPt foi em 1981.
A introdução de inovações, ou a racionalização, sem o conceito de desempenho, pode
levar a conflitos entre requisitos, comprometendo o comportamento da edificação perante
o usuário ao longo da vida útil. Um exemplo destes requisitos é a relação da laje zero
com o desempenho acústico; outro exemplo é a relação do revestimento com textura em
edificações, com a sua durabilidade.
Novas tecnologias completas surgiram, sem que se pudesse avaliar o seu comportamento
em uso, antes que estivessem no mercado. A falta de conhecimento sobre as exigências
de normas e os cuidados necessários para a comprovação do atendimento das mesmas
acarretaram problemas extremos de desempenho.
O objetivo das normas de desempenho é determinar a verdadeira qualidade na construção
tradicional por meio de requisitos mínimos que definem o comportamento da edificação
ao longo de sua vida útil.

3.2 CONCEITOS

O desempenho é o comportamento de um produto em utilização. O produto deve


ter características que o capacite para cumprir os objetivos e funções para os quais foi
projetado. Está baseado em projetar e construir conforme as necessidades de todo o ciclo
de vida da edificação.

Conforme a Norma Brasileira NBR 15.575-1 – Edifícios Habitacionais de até 5 pavimentos


– Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais, cuja 1ª edição é de 12.05.2008, com validade
a partir de 12.05.2010, seguem as seguintes conceituações:

Manutenabilidade
Grau de facilidade de um sistema, elemento ou componente em ser mantido ou
recolocado no estado no qual pode executar suas funções requeridas, sobre condições
de uso especificadas, quando a manutenção é executada sob condições determinadas,

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procedimentos e meios prescritos.

Norma prescritiva
Conjunto de requisitos e critérios estabelecidos para um produto ou um procedimento
específico com base na consagração do uso ao longo do tempo.

Prazo de garantia
Período de tempo em que é elevada a probabilidade de que eventuais vícios ou defeitos
em um sistema, em estado de novo, venham a se manifestar, decorrentes de anomalias
que repercutam em desempenho inferior àquele previsto.

Requisitos de desempenho
Condições que expressam qualitativamente os atributos que o edifício habitacional e
seus sistemas devem possuir, a fim de que possam satisfazer as exigências do usuário.

Vida útil (VU)


Período de tempo durante o qual o edifício (ou seus sistemas) mantém o desempenho
esperado, quando submetido às atividades de manutenção predefinidas em projeto.

Vida útil de projeto (VUP)


Período estimado de tempo em que um sistema é projetado para atender aos requisitos de
desempenho estabelecidos nesta Norma, desde que cumprido o programa de manutenção
previsto no manual de operação, uso e manutenção. Vida útil requerida para o edifício ou
para seus sistemas, preestabelecida na etapa de projeto.

Vida útil requerida (VUR)


Vida útil definida para atender às exigências do usuário a ser estabelecida em projeto
ou em especificações de desempenho.

3.3 CARACTERÍSTICAS DAS NORMAS BRASILEIRAS - DESEMPENHO



As normas não são atos oficiais ou leis e são expedidas por associações privadas,
desvinculadas da administração pública. Entretanto, conforme o Código de Defesa do
Consumidor (Lei nº 8.078/90), é necessário observar que:

“Art. 39 – É vedado ao fornecedor de produtos e serviços:


Item III – Colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço, em desacordo
com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas,
não existirem, pela Associação Brasileira de Normas técnicas ou outra entidade credenciada
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO.”

Ao tratar as necessidades a serem atendidas como requisitos de desempenho, não


importa como uma edificação será construída, desde que os requisitos que garantem,
verdadeiramente, a sua qualidade e vida útil sejam assegurados por soluções de projeto,
materiais e sistemas, instruções de uso, operação e manutenção.

A NBR 15.575 é composta por seis partes:

Parte 1 - Requisitos gerais.


Parte 2 - Requisitos para os sistemas estruturais.
Parte 3 - Requisitos para os sistemas de pisos internos.
Parte 4 - Requisitos para os sistemas de vedações verticais externas e internas.
Parte 5 - Requisitos para sistemas de coberturas.

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 37
Parte 6 - Requisitos para sistemas hidrossanitários.

3.4 METODOLOGIA

São passos para a utilização da metodologia de desempenho:

1. Estabelecer as características dos usuários do edifício que determinarão as exigências


de desempenho;
2. Levantar e caracterizar todas as condições de exposição;
3. Definir as exigências dos usuários e os requisitos de desempenho para cada ambiente
e cada subsistema;
4. Definir os fatores limitantes/condicionantes;
5. Definir os critérios/referências a serem atingidos;
6. Utilizar um método de trabalho que permita compatibilizar e escolher, por meio de
pesos/prioridades, os requisitos predominantes;
7. Definir os parâmetros de controle em todas as etapas do processo;
8. Definir os métodos de demonstração de desempenho em todas as fases – projeto/
simulação; aquisição/contratação; execução/produção; uso, operação e manutenção;
9. Retroalimentar.

3.5 ESPECIFICAÇÃO DE PRODUTO

Exemplo de especificação de um produto de revestimento, conforme o seu desempenho.

Descrição:
-produto cerâmico do tipo porcelanato;
-índice de absorção d’água de 0 a 0,5%;
-resistência à abrasão PEI > ou igual a 4;
-resistência ao deslizamento em classe II (coeficiente de atrito entre 0,40 e 0,74);
-máxima resistência a manchas (classe 5 de resistência a manchas);
-classe A (máxima) de resistência ao ataque químico;
-resistência à gretagem e ao impacto assegurados por garantia do fabricante.

Observação:
Os rejuntes devem ser impermeáveis, laváveis e com aditivos antifungos.

Fornecedores de referência:
AA, BB e CC.

3.6 OUTROS COMENTÁRIOS SOBRE A NBR 15.575

A indústria da construção no Brasil está mudando seus parâmetros de qualidade. trata-


se de uma revolução conceitual sobre os requisitos mínimos de segurança para casas e
edifícios residenciais. Desde julho de 2013 entrou em vigor a Norma de Desempenho de
Edificações, da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT), que estabelece exigências
de conforto e segurança em imóveis residenciais. Pela primeira vez, uma norma brasileira
associa a qualidade de produtos ao resultado que eles conferem ao consumidor, com
instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação.
As regras privilegiam os benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre
fabricantes, projetistas, construtores e usuários. A norma NBR 15.575 determina que
níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que
compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações.

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A Norma de Desempenho de Edificações é dividida em seis partes: uma de requisitos
gerais da obra e outras cinco referentes aos sistemas que compõem o edifício (estrutural,
de pisos, de cobertura, de vedação e sistemas hidrossanitários). Para cada um deles a
Norma estabelece critérios objetivos de qualidade e os procedimentos para medir se os
sistemas atendem aos requisitos. Por exemplo, a estrutura de uma parede deve aguentar,
sem apresentar falhas ou rachaduras para impactos de uma determinada força medida
em joules. Sistemas de coberturas têm que apresentar resistência ao fogo durante um
determinado período de tempo. tubulações hidrossanitárias que não estiverem escondidas
devem suportar até cinco vezes seu próprio peso, para que não se rompam com facilidade
gerando grandes transtornos. Vedações de paredes têm que garantir uma redução específica
da temperatura verificada no lado exterior do edifício. também têm que oferecer proteção
acústica, ou seja, deve abafar sons externos dentro de uma medida predeterminada.

A norma prevê uma série de situações de risco para o imóvel e fornece não só a medida,
como também instruções de como medir se os sistemas são seguros. trata-se de um
documento de alto nível técnico, que vai orientar fabricantes de materiais, projetistas e
construtores. Conheça mais pelo Guia Orientativo da Norma nº 15.575, em https://www.
dropbox.com/sh/5cywedgntf6clth/U4YDEs0iN6

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CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA
4 CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA

A Resolução nº 52, de 6 de setembro de 2013, aprova o Código de Ética e Disciplina do


Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Este é o primeiro Código de Ética
da Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

4.1 INTRODUÇÃO

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), no exercício das competências


e prerrogativas de que trata o art. 28, incisos I e II da Lei nº 12.378, de 31 de dezembro
de 2010, os artigos 2º, incisos I e II, 3º, incisos I e III e 9º, inciso I do Regimento Geral
aprovado pela Resolução CAU/BR nº 33, de 6 de setembro de 2012, e de acordo com
a deliberação adotada da Reunião Plenária Ordinária nº 22, realizada nos dias 5 e 6 de
setembro de 2013;

RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo
do Brasil (CAU/BR), na forma do Anexo à presente Resolução.
Art. 2º Os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito federal
(CAU/Uf), após a publicação desta Resolução, deverão organizar, desenvolver, promover
e manter a divulgação do Código de Ética e Disciplina aos profissionais, às entidades de
classe, às instituições de ensino superior, às sociedades civis e organizadas, ao poder
público e ao público em geral.
Art. 3º O CAU/BR promoverá estudos em âmbito nacional, visando ao aperfeiçoamento
sistemático do Código de Ética e Disciplina aprovado por esta Resolução.
Art. 4º Os estudos, levantamentos e proposições realizados pelo CAU/BR para o
aperfeiçoamento do Código de Ética e Disciplina aprovado por esta Resolução serão
publicados pelos meios telemáticos disponíveis.
Art. 5º O Código de Ética e Disciplina deverá ser revisado, podendo sofrer alterações,
após 6 (seis) anos contados da data de sua publicação, e as revisões subsequentes deverão
ocorrer a cada 3 (três) anos, a partir da data de aprovação da primeira revisão.
Art. 6º Por iniciativa da maioria absoluta dos conselheiros do CAU/BR, o Código de Ética
e Disciplina poderá receber emendas aditivas a qualquer tempo.
Art. 7º A aplicação das sanções correspondentes às infrações das normas prescritas
no Código de Ética e Disciplina deverá ser estabelecida conforme metodologia prevista
em resolução específica, a qual deverá ser editada pelo CAU/BR em até 60 (sessenta) dias
após aprovação desta Resolução.
Art. 8º O Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, aprovado
por esta Resolução, entrará em vigor a partir da data da sua publicação.

Brasília, 6 de setembro de 2013.


HAROLDO PINHEIRO VILLAR DE QUEIROZ
Presidente do CAU/BR

O art. 17 estatui que, no exercício da profissão, o arquiteto e urbanista deve pautar


sua conduta pelos parâmetros a serem definidos no Código de Ética e Disciplina do CAU/
BR. E que, conforme diz o respectivo parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina
deverá regular também os deveres do arquiteto e urbanista para com a comunidade, a sua
relação com os demais profissionais, o dever geral de urbanidade e, ainda, os respectivos
procedimentos disciplinares, observados o disposto na Lei.
O art. 24, § 1º, estatui que o CAU tem como função promover, orientar, disciplinar
e fiscalizar o exercício da profissão, zelar pela fiel observância dos princípios de
ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo seu

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aperfeiçoamento.
O art. 28, inciso I, estatui que compete ao CAU/BR zelar pela dignidade, independência,
prerrogativas e valorização da Arquitetura e Urbanismo.
Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Regula o processo administrativo no âmbito da
Administração Pública federal); Resolução do CAU/BR nº 34, de 6 de setembro de 2012;
e Resoluções do CAU em geral; Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o
Código Civil; Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que Dispõe sobre a proteção do
consumidor e dá outras providências; Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940,
que aprova o Código Penal; Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que Altera, atualiza
e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências; e, outras leis.

4.2 CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA

PREÂMBULO
Funções Deontológicas do Código
Estrutura do Código
1. OBRIGAÇÕES GERAIS
2. OBRIGAÇÕES PARA COM O INTERESSE PÚBLICO
3. OBRIGAÇÕES PARA COM O CONTRATANTE
4. OBRIGAÇÕES PARA COM A PROFISSÃO
5. OBRIGAÇÕES PARA COM OS COLEGAS
6. OBRIGAÇÕES PARA COM O CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO (CAU)

PREÂMBULO
O Código de Ética e Disciplina define os parâmetros deontológicos que devem orientar
a conduta dos profissionais registrados nos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo.
As normas reunidas no Código de Ética e Disciplina impõem elevadas exigências éticas
aos arquitetos e urbanistas, as quais se traduzem em obrigações para com a sociedade
e para com a comunidade profissional, além de alçarem o dever geral de urbanidade.
O conjunto normativo deste Código também expressa e reafirma o compromisso dos
arquitetos e urbanistas em assumir as responsabilidades a eles delegadas pela Nação e pelo
Estado brasileiro de autogestão e controle do exercício profissional – responsabilidades
estas reivindicadas há décadas e consubstanciadas no processo de aprovação da Lei nº
12.378, em 31 de dezembro de 2010.
A Lei, em seus artigos 17 a 23, materializa a finalidade precípua do Código de Ética e
Disciplina, orientando o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil a instaurar, defender
e manter as normas de conduta dos profissionais. Essa conduta foi historicamente delineada
a partir de um propósito humanista e preservacionista do patrimônio socioambiental e
cultural, e encontra-se intrinsecamente relacionada com o direito à cidadania e com o
aperfeiçoamento institucional dos campos de atuação da Arquitetura e Urbanismo.
No que concerne aos aspectos legais coercitivos, este Código estabelece bases suficientes
para proporcionar clareza na identificação circunstanciada dos fatos, na avaliação das
infrações cometidas e na aplicação das respectivas sanções disciplinares.
A aplicação harmônica das determinações deontológicas do Código de Ética e Disciplina
será realizada pelos CAU/BR e CAU/Uf, conforme o disposto nas Resoluções que especificam
os procedimentos processuais respectivos às etapas de instauração, instrução, defesa,
relatório, pedido de reconsideração, recurso à instrução, decisão final, aplicação das
eventuais penalidades disciplinares e a verificação do seu cumprimento.
A processualística presumida nessas Resoluções seguirá, além do que estabelece a Lei
nº 12.378, de 2010, as regras procedimentais constantes nas demais leis do País, uma
vez que os arquitetos e urbanistas, essenciais a qualquer sociedade democrática, sempre
estarão sujeitos à Constituição, às leis e aos preceitos éticos e morais que delas emanam.
Doravante, os profissionais, assim como as sociedades de prestação de serviços com

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atuação no campo da Arquitetura e Urbanismo, devem orientar sua conduta no exercício
da profissão pelas normas definidas neste Código de Ética e Disciplina.

Funções Deontológicas do Código


Os termos do Código de Ética e Disciplina devem ser integralmente acatados e obedecidos
por todos os arquitetos e urbanistas, independentemente do modo de contratação de seus
serviços profissionais — como autônomo, como empresário ou gestor, como assalariado
privado ou como servidor público, ou em qualquer situação administrativa em que exista
dependência hierárquica de responsabilidades, cargos ou funções. Portanto, as normas
constantes neste Código aplicam-se a todas as atividades profissionais e em todos os
campos de atuação no território nacional.
São duas as funções deontológicas deste Código de Ética e Disciplina. A primeira, e
precedente, é a função educacional preventiva, que tem por objetivo a informação pública
sobre a dignidade da Arquitetura e Urbanismo e os deveres de seus profissionais. A segunda
função, subordinada à primeira, é a coercitiva, que admoesta e reprime os desacertos
procedimentais porventura praticados pelos indivíduos sujeitos à ética e à disciplina da
profissão.

Estrutura do Código
As normas prescritas neste Código de Ética e Disciplina, embora devam ser consideradas
como um todo coordenado e harmônico, estão estruturadas em uma hierarquia de
subordinação relativa, em 3 (três) classes respectivamente distintas: princípios, regras e
recomendações.
Os princípios são as normas de maior abrangência, cujo caráter teórico abstrato referência
agrupamentos de normas subordinadas.
As regras, que são derivadas dos princípios, devem ser seguidas de forma específica e
restrita às circunstâncias objetivas e concretas. A transgressão às regras será considerada
infração ético disciplinar imputável.
As recomendações, quando descumpridas, não pressupõem cominação de sanção,
todavia, sua observância ou inobservância poderão fundamentar argumento atenuante ou
agravante para a aplicação das sanções disciplinares.

1. OBRIGAÇÕES GERAIS

1.1. Princípios:

1.1.1. O arquiteto e urbanista é um profissional liberal, nos termos da doutrina trabalhista


brasileira, o qual exerce atividades intelectuais de interesse público e alcance social mediante
diversas relações de trabalho. Portanto, esse profissional deve deter, por formação, um
conjunto sistematizado de conhecimentos das artes, das ciências e das técnicas, assim
como das teorias e práticas específicas da Arquitetura e Urbanismo.
1.1.2. O processo de formação do arquiteto e urbanista deve ser estruturado e desenvolvido
com o objetivo de assegurar sua capacitação e habilitação para o desempenho pleno das
atividades profissionais.
1.1.3. O arquiteto e urbanista deve reconhecer, respeitar e defender as realizações
arquitetônicas e urbanísticas como parte do patrimônio socioambiental e cultural, devendo
contribuir para o aprimoramento deste patrimônio.
1.1.4. O arquiteto e urbanista deve manter e desenvolver seus conhecimentos, preservando
sua independência de opinião, imparcialidade, integridade e competência profissional,
de modo a contribuir, por meio do desempenho de suas atribuições específicas, para o
desenvolvimento do ambiente construído.
1.1.5. O arquiteto e urbanista deve defender os direitos fundamentais da pessoa humana,

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conforme expressos na Constituição brasileira e em acordos internacionais.

1.2. Regras:

1.2.1. O arquiteto e urbanista deve responsabilizar-se pelas tarefas ou trabalhos


executados por seus auxiliares, equipes, ou sociedades profissionais que estiverem sob
sua administração ou direção, e assegurar que atuem em conformidade com os melhores
métodos e técnicas.
1.2.2. O arquiteto e urbanista deve exercer, manter e defender a autonomia própria
da profissão liberal, orientando suas decisões profissionais pela prevalência das suas
considerações artísticas, técnicas e científicas sobre quaisquer outras.
1.2.3. O arquiteto e urbanista deve defender sua opinião, em qualquer campo da atuação
profissional, fundamentando-a na observância do princípio da melhor qualidade, e
rejeitando injunções, coerções, imposições, exigências ou pressões contrárias às suas
convicções profissionais que possam comprometer os valores técnicos, éticos e a qualidade
estética do seu trabalho.
1.2.4. O arquiteto e urbanista deve recusar relações de trabalho firmadas em pressupostos
não condizentes com os termos deste Código.
1.2.5. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de assumir responsabilidades
profissionais que extrapolem os limites de suas atribuições, habilidades e competências,
em seus respectivos campos de atuação.
1.2.6. O arquiteto e urbanista responsável por atividade docente das disciplinas de
Arquitetura e Urbanismo deve, além de deter conhecimento específico sobre o conteúdo a
ser ministrado, ter executado atividades profissionais referentes às respectivas disciplinas.

1.3. Recomendações:

1.3.1. O arquiteto e urbanista deve aprimorar seus conhecimentos nas áreas relevantes
para a prática profissional, por meio de capacitação continuada, visando à elevação dos
padrões de excelência da profissão.
1.3.2. O arquiteto e urbanista deve contribuir para o aperfeiçoamento e desenvolvimento
das tecnologias referentes à concepção e execução das atividades apropriadas às etapas
do ciclo de existência das construções.
1.3.3. O arquiteto e urbanista deve colaborar para que seus auxiliares ou empregados
envolvidos em atividades de sua responsabilidade profissional adquiram conhecimento e
aperfeiçoem capacidades e habilidades necessárias ao desempenho de suas funções.
1.3.4. O arquiteto e urbanista deve defender o direito de crítica intelectual fundamentada
sobre as artes, as ciências e as técnicas da Arquitetura e Urbanismo, colaborando para o
seu aperfeiçoamento e desenvolvimento.
1.3.5. O arquiteto e urbanista deve respeitar os códigos de ética e disciplina da profissão
vigentes nos países e jurisdições estrangeiras nos quais prestar seus serviços profissionais.

2. OBRIGAÇÕES PARA COM O INTERESSE PÚBLICO

2.1. Princípios:

2.1.1. O arquiteto e urbanista deve defender o interesse público e respeitar o teor das leis
que regem o exercício profissional, considerando as consequências de suas atividades
segundo os princípios de sustentabilidade socioambiental e contribuindo para a boa
qualidade das cidades, das edificações e sua inserção harmoniosa na circunvizinhança, e
do ordenamento territorial, em respeito às paisagens naturais, rurais e urbanas.
2.1.2. O arquiteto e urbanista deve defender o direito à Arquitetura e Urbanismo, às

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políticas urbanas e ao desenvolvimento urbano, à promoção da justiça e inclusão social
nas cidades, à solução de conflitos fundiários, à moradia, à mobilidade, à paisagem, ao
ambiente sadio, à memória arquitetônica e urbanística e à identidade cultural.

2.2. Regras:

2.2.1. O arquiteto e urbanista deve considerar o impacto social e ambiental de suas


atividades profissionais na execução de obras sob sua responsabilidade.
2.2.2. O arquiteto e urbanista deve respeitar os valores e a herança natural e cultural da
comunidade na qual esteja prestando seus serviços profissionais.
2.2.3. O arquiteto e urbanista deve, no exercício das atividades profissionais, zelar pela
conservação e preservação do patrimônio público.
2.2.4. O arquiteto e urbanista deve respeitar o conjunto das realizações arquitetônicas
e urbanísticas do patrimônio histórico e artístico nacional, estadual, municipal, ou de
reconhecido interesse local.
2.2.5. O arquiteto e urbanista deve considerar, na execução de seus serviços profissionais,
a harmonia com os recursos e ambientes naturais.
2.2.6. O arquiteto e urbanista deve prescindir de utilizar o saber profissional para emitir
opiniões que deturpem conscientemente a verdade, persuadindo leigos, a fim de obter
resultados que convenham a si ou a grupos para os quais preste serviço ou os quais
represente.
2.2.7. O arquiteto e urbanista deve adotar soluções que garantam a qualidade da construção,
o bem-estar e a segurança das pessoas, nos serviços de sua autoria e responsabilidade.
2.2.8. O arquiteto e urbanista, autor de projeto ou responsável pela execução de serviço ou
obra, deve manter informação pública e visível, à frente da edificação objeto da atividade
realizada, conforme o especificado no art. 14 da Lei nº 12.378, de 2010.

2.3. Recomendações:

2.3.1. O arquiteto e urbanista deve ter consciência do caráter essencial de sua atividade
como intérprete e servidor da cultura e da sociedade da qual faz parte.
2.3.2. O arquiteto e urbanista deve considerar e interpretar as necessidades das pessoas,
da coletividade e dos grupos sociais, relativas ao ordenamento do espaço, à concepção
e execução das construções, à preservação e valorização do patrimônio arquitetônico,
urbanístico, paisagístico e natural.
2.3.3. O arquiteto e urbanista deve envidar esforços para assegurar o atendimento das
necessidades humanas referentes à funcionalidade, à economicidade, à durabilidade, ao
conforto, à higiene e à acessibilidade dos ambientes construídos.
2.3.4. O arquiteto e urbanista deve subordinar suas decisões técnicas e opções estéticas
aos valores éticos inerentes à profissão.
2.3.5. O arquiteto e urbanista deve promover e divulgar a Arquitetura e Urbanismo
colaborando para o desenvolvimento cultural e para a formação da consciência pública
sobre os valores éticos, técnicos e estéticos da atividade profissional.
2.3.6. O arquiteto e urbanista deve respeitar a legislação urbanística e ambiental e colaborar
para o seu aperfeiçoamento.

3. OBRIGAÇÕES PARA COM O CONTRATANTE

3.1. Princípios:

3.1.1. O arquiteto e urbanista, nas relações com seus contratantes, deve exercer suas
atividades profissionais de maneira consciente, competente, imparcial e sem preconceitos,

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com habilidade, atenção e diligência, respeitando as leis, os contratos e as normas técnicas
reconhecidas.
3.1.2. O arquiteto e urbanista deve orientar sua conduta profissional e prestar serviços
profissionais a seus contratantes em conformidade com os princípios éticos e morais do
decoro, da honestidade, da imparcialidade, da lealdade, da prudência, do respeito e da
tolerância, assim como os demais princípios discriminados neste Código.

3.2. Regras:

3.2.1. O arquiteto e urbanista deve assumir serviços profissionais somente quando estiver
de posse das habilidades e dos conhecimentos artísticos, técnicos e científicos necessários
à satisfação dos compromissos específicos a firmar com o contratante.
3.2.2. O arquiteto e urbanista deve oferecer propostas para a prestação de serviços somente
após obter informações necessárias e suficientes sobre a natureza e extensão dos serviços
profissionais solicitados por seu contratante.
3.2.3. O arquiteto e urbanista deve orientar seus contratantes quanto a valorizações
enganosas referentes aos meios ou recursos humanos, materiais e financeiros destinados
à concepção e execução de serviços profissionais.
3.2.4. O arquiteto e urbanista deve discriminar, nas propostas para contratação de seus
serviços profissionais, as informações e especificações necessárias sobre sua natureza e
extensão, de maneira a informar corretamente os contratantes sobre o objeto do serviço,
resguardando-os contra estimativas de honorários inadequadas.
3.2.5. O arquiteto e urbanista deve assumir serviços profissionais somente quando
considerar que os recursos materiais e financeiros necessários estão adequadamente
definidos e disponíveis para o cumprimento dos compromissos a firmar com o contratante.
3.2.6. O arquiteto e urbanista deve prestar seus serviços profissionais considerando os
prazos julgados razoáveis e proporcionais à extensão e à complexidade do objeto ou
escopo da atividade.
3.2.7. O arquiteto e urbanista deve prestar seus serviços profissionais levando em
consideração sua capacidade de atendimento em função da complexidade dos serviços.
3.2.8. O arquiteto e urbanista deve, ao comunicar, publicar, divulgar ou promover seu
trabalho, considerar a veracidade das informações e o respeito à reputação da Arquitetura
e Urbanismo.
3.2.9. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de assumir a autoria de trabalho
que não tenha realizado, bem como de representar ou ser representado por outrem de
modo falso ou enganoso.
3.2.10. O arquiteto e urbanista deve assumir serviços profissionais somente quando
aqueles que lhe prestarem consultorias estiverem qualificados pela formação, treinamento
ou experiência nas áreas técnicas específicas envolvidas e de sua responsabilidade.
3.2.11. O arquiteto e urbanista deve manter seus contratantes informados sobre o progresso
da prestação dos serviços profissionais executados em seu benefício, periodicamente ou
quando solicitado.
3.2.12. O arquiteto e urbanista deve manter seus contratantes informados sobre quaisquer
questões ou decisões que possam afetar a qualidade, os prazos e custos de seus serviços
profissionais.
3.2.13. O arquiteto e urbanista deve manter seus contratantes informados sobre quaisquer
fatos ou conflitos de interesses que possam alterar, perturbar ou impedir a prestação de
seus serviços profissionais.
3.2.14. O arquiteto e urbanista deve assumir a responsabilidade pela orientação transmitida
a seus contratantes.
3.2.15. O arquiteto e urbanista deve manter sigilo sobre os negócios confidenciais de seus
contratantes, relativos à prestação de serviços profissionais contratados, a menos que
tenha consentimento prévio formal do contratante ou mandado de autoridade judicial.

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3.2.16. O arquiteto e urbanista deve recusar-se a receber, sob qualquer pretexto, qualquer
honorário, provento, remuneração, comissão, gratificação, vantagem, retribuição ou
presente de qualquer natureza – seja na forma de consultoria, produto, mercadoria ou
mão de obra – oferecidos pelos fornecedores de insumos de seus contratantes, conforme
o que determina o inciso VI do art. 18 da Lei nº 12.378, de 2010.
3.2.17. O arquiteto e urbanista proprietário ou representante de qualquer marca ou
empresa de material de construção, componente, equipamento ou patente que venha a ter
aplicação em determinada obra, não poderá prestar, em virtude desta qualidade, serviços
de Arquitetura e Urbanismo a título gratuito ou manifestamente sub-remunerados.
3.2.18. O arquiteto e urbanista deve recusar-se a receber honorários, pagamentos, ou
vantagens de duas partes de um mesmo contrato vigente.

3.3. Recomendação:

3.3.1. O arquiteto e urbanista deve exigir dos contratantes ou empregadores uma conduta
recíproca conforme a que lhe é imposta por este Código.

4. OBRIGAÇÕES PARA COM A PROFISSÃO

4.1. Princípios:

4.1.1. O arquiteto e urbanista deve considerar a profissão como uma contribuição para o
desenvolvimento da sociedade.
4.1.2. O respeito e defesa da profissão devem ser compreendidos como relevante promoção
da justiça social e importante contribuição para a cultura da humanidade.

4.2. Regras:

4.2.1. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de contratar, representar ou


associar-se a pessoas que estejam sob sanção disciplinar, excluídas ou suspensas por
seus respectivos conselhos profissionais.
4.2.2. O arquiteto e urbanista deve empenhar-se para que seus associados, representantes
e subordinados conduzam seus serviços profissionais, realizados em comum, em
conformidade com o mesmo padrão ético e disciplinar da profissão.
4.2.3. O arquiteto e urbanista, ao exercer a docência profissional, deve contribuir para a
formação acadêmica, tendo em vista a aquisição de competências e habilidades plenas
para o exercício da Arquitetura e Urbanismo.
4.2.4. O arquiteto e urbanista, ao exercer a docência profissional, deve cumprir as ementas
e os conteúdos programáticos das disciplinas de Arquitetura e Urbanismo constantes no
projeto pedagógico.
4.2.5. O arquiteto e urbanista, ao exercer a docência profissional, deve divulgar os princípios
deste Código, entre os profissionais em formação.
4.2.6. O arquiteto e urbanista deve denunciar fato de seu conhecimento que transgrida a
ética profissional e as obrigações deste Código.
4.2.7. O arquiteto e urbanista deve evitar assumir simultaneamente diferentes
responsabilidades técnicas, que sejam incompatíveis quanto a sua extensão, conteúdos,
distâncias e jornadas de trabalho sobrepostas.
4.2.8. O arquiteto e urbanista, quando chamado a cumprir tarefas de fiscalização, controle
ou gerenciamento técnico de contratos de serviços de Arquitetura e Urbanismo, deve
abster-se de qualquer atitude motivada por interesses privados que comprometam seus
deveres profissionais, devendo sempre fundamentar claramente suas decisões e pareceres
em critérios estritamente técnicos e funcionais.

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4.2.9. O arquiteto e urbanista, em qualquer situação em que deva emitir parecer técnico,
nomeadamente no caso de litígio entre projetista, dono de obra, construtor ou entidade
pública, deve agir sempre com imparcialidade, interpretando com rigor técnico estrito e
inteira justiça as condições dos contratos, os fatos técnicos pertinentes e os documentos
normativos existentes.
4.2.10. O arquiteto e urbanista deve condicionar todo compromisso profissional à
formulação e apresentação de proposta técnica que inclua com detalhe os produtos
técnicos a serem produzidos, sua natureza e âmbito, as etapas e prazos, a remuneração
proposta e sua forma de pagamento. A proposta deve ser objeto de contrato escrito entre
o profissional e o seu contratante, o qual deve ter também em conta as demais disposições
deste Código.

4.3. Recomendações:

4.3.1. O arquiteto e urbanista deve apresentar propostas de custos de serviços de acordo


com as tabelas indicativas de honorários aprovadas pelo CAU/BR, conforme o inciso XIV
do art. 28 da Lei nº 12.378, de 2010.
4.3.2. O arquiteto e urbanista deve empenhar-se na promoção pública da profissão.
4.3.3. O arquiteto e urbanista deve contribuir para o desenvolvimento do conhecimento,
da cultura e do ensino relativos à profissão.
4.3.4. O arquiteto e urbanista deve colaborar para o aperfeiçoamento e atualização das
Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo.
4.3.5. O arquiteto e urbanista deve empenhar-se em participar e contribuir em fóruns
culturais, técnicos, artísticos e científicos referentes à atividade profissional.
4.3.6. O arquiteto e urbanista deve, em concurso com o CAU, empenhar-se na preservação
da documentação de projetos, obras e outros serviços de Arquitetura e Urbanismo, visando
garantir o acesso da sociedade e das novas gerações de profissionais à história da profissão.
4.3.7. O arquiteto e urbanista deve manter-se informado sobre as normas que regulamentam
o exercício da profissão, obrigando-se a seguir os procedimentos nelas contidos.
4.3.8. O arquiteto e urbanista deve contribuir para ações de interesse geral no domínio
da Arquitetura e Urbanismo, participando na discussão pública de problemas relevantes
nesse âmbito.
4.3.9. O arquiteto e urbanista deve favorecer a integração social estimulando a participação
dos cidadãos no debate arquitetônico e urbanístico e no processo decisório sobre a cidade,
em tudo o que diz respeito ao ambiente, ao urbanismo e à edificação.

5. OBRIGAÇÕES PARA COM OS COLEGAS

5.1. Princípios:

5.1.1. O arquiteto e urbanista deve considerar os colegas como seus pares, detentores
dos mesmos direitos e dignidade profissionais e, portanto, deve tratá-los com respeito,
enquanto pessoas e enquanto produtores de relevante atividade profissional.
5.1.2. O arquiteto e urbanista deve construir sua reputação tão somente com base na
qualidade dos serviços profissionais que prestar.

5.2. Regras:

5.2.1. O arquiteto e urbanista deve repudiar a prática de plágio e de qualquer apropriação


parcial ou integral de propriedade intelectual de outrem.
5.2.2. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de oferecer vantagem ou incentivo
material ou pecuniário a outrem, visando favorecer indicação de eventuais futuros

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contratantes.
5.2.3. O arquiteto e urbanista deve estipular os honorários ou quaisquer remunerações
apenas quando solicitado a oferecer serviços profissionais.
5.2.4. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de propor honorários ou quaisquer
remunerações por serviços profissionais visando obter vantagem sobre propostas
conhecidas, já apresentadas por colegas concorrentes para os mesmos objetivos.
5.2.5. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de realizar trabalhos de avaliação
crítica, perícia, análise, julgamento, mediação ou aprovação de projetos ou trabalhos do
qual seja autor ou de cuja equipe realizadora faça parte.
5.2.6. O arquiteto e urbanista deve abster-se de emitir referências depreciativas, maliciosas,
desrespeitosas, ou de tentar subtrair o crédito do serviço profissional de colegas.
5.2.7. O arquiteto e urbanista, ao tomar conhecimento da existência de colegas que tenham
sido convidados pelo contratante para apresentar proposta técnica e financeira referente
ao mesmo serviço profissional, deve informá-los imediatamente sobre o fato.
5.2.8. O arquiteto e urbanista, quando convidado a emitir parecer ou reformular os serviços
profissionais de colegas, deve informá-los previamente sobre o fato.
5.2.9. O arquiteto e urbanista empregador deve cumprir o disposto na Lei nº 4.950-A, de
22 de abril de 1966, conferindo a remuneração mínima prevista nessa Lei aos arquitetos
e urbanistas empregados por ele.
5.2.10. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de associar seu nome a pessoas,
firmas, organizações ou empresas executoras de serviços profissionais sem a sua real
participação nos serviços por elas prestados.
5.2.11. O arquiteto e urbanista deve declarar-se impedido de exercer a atividade de crítica
da Arquitetura e Urbanismo a fim de obter vantagens concorrenciais sobre os colegas.
5.2.12. O arquiteto e urbanista deve reconhecer e registrar, em cada projeto, obra ou
serviço de que seja o autor, as situações de coautoria e outras participações, relativamente
ao conjunto ou à parte do trabalho em realização ou realizado.
5.2.13. O arquiteto e urbanista que desempenhar atividades nos órgãos técnicos dos
poderes públicos deve restringir suas decisões e pareceres ao cumprimento das leis e
regulamentos em vigor, com isenção e em tempo útil, não podendo, nos processos em
que atue como agente público, ser parte em qualquer um deles, nem exercer sua influência
para favorecer ou indicar terceiros a fim de dirimir eventuais impasses nos respectivos
processos, tampouco prestar a colegas informações privilegiadas, que detém em razão de
seu cargo.
5.2.14. O arquiteto e urbanista encarregado da direção, fiscalização ou assistência técnica
à execução de obra projetada por outro colega deve declarar-se impedido de fazer e
de permitir que se façam modificações nas dimensões, configurações e especificações e
outras características, sem a prévia concordância do autor.
5.2.15. O arquiteto e urbanista deve rejeitar qualquer serviço associado à prática de
reprodução ou cópia de projetos de Arquitetura e Urbanismo de outrem, devendo contribuir
para evitar práticas ofensivas aos direitos dos autores e das obras intelectuais.
5.2.16. O arquiteto e urbanista, enquanto membro de equipe ou de quadro técnico de
empresa ou de órgão público, deve colaborar para o legítimo acesso de seus colegas e
colaboradores às devidas promoções e ao desenvolvimento profissional, evitando o uso
de artifícios ou expedientes enganosos que possam prejudicá-los.

5.3. Recomendações:

5.3.1. O arquiteto e urbanista deve defender e divulgar a legislação referente ao Direito


Autoral em suas atividades profissionais e setores de atuação.
5.3.2. O arquiteto e urbanista deve promover e apoiar a crítica intelectual fundamentada
da Arquitetura e Urbanismo, como prática necessária ao desenvolvimento da profissão.
5.3.3. O arquiteto e urbanista deve proporcionar bom ambiente de trabalho aos colegas

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associados ou empregados, e contribuir para o aperfeiçoamento profissional destes.

6. OBRIGAÇÕES PARA COM O CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO – CAU

6.1. Princípio:

6.1.1. O arquiteto e urbanista deve reconhecer e respeitar o Conselho de Arquitetura e


Urbanismo (CAU) como órgão de regulação e fiscalização do exercício da Arquitetura e
Urbanismo, e colaborar no aperfeiçoamento do desempenho do Conselho nas atividades
concernentes às suas funções e prerrogativas legais.

6.2. Regras:

6.2.1. O arquiteto e urbanista deve colaborar com o CAU em suas atividades de orientação,
disciplina e fiscalização do exercício profissional.
6.2.2. O arquiteto e urbanista deve colaborar com o CAU para o aperfeiçoamento da prática
regular da profissão.
6.2.3. O arquiteto e urbanista que se comprometer a assumir cargo de conselheiro do CAU
deve conhecer as suas responsabilidades legais e morais.

6.3. Recomendações:

6.3.1. O arquiteto e urbanista deve colaborar com o CAU e empenhar-se para o


aperfeiçoamento da legislação que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo.
6.3.2. O arquiteto e urbanista deve colaborar com o CAU para o aperfeiçoamento da
legislação pertinente às atividades da Arquitetura e Urbanismo e as correlatas nos níveis
da União, dos Estados e dos Municípios.
6.3.3. O arquiteto e urbanista deve empenhar-se no conhecimento, na aplicação, no
aperfeiçoamento, na atualização e na divulgação deste Código de Ética e Disciplina,
reportando ao CAU e às entidades profissionais as eventuais dificuldades relativas a sua
compreensão e a sua aplicabilidade cotidiana.

Para verificar na íntegra o Código de Ética e Disciplina, acesse www.caubr.org.br e leia a


Resolução nº 52 do CAU/BR.

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CONCEITUAÇÕES
5 CONCEITUAÇÕES

5.1 INTRODUÇÃO

Os arquitetos e urbanistas constituem categoria uniprofissional, de formação generalista,


sujeitos a registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Unidade da federação (CAU/
UF) do local do seu domicílio, cujas atividades, atribuições e campos de atuação previstos
na Lei nº 12.378, de 2010, e disciplinados pela Resolução nº 21 do CAU/BR.

As atribuições (art. 2º) profissionais do arquiteto e urbanista a que se refere o artigo


anterior são as seguintes:
I - supervisão, coordenação, gestão e orientação técnica;
II - coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação;
III - estudo de viabilidade técnica e ambiental;
IV - assistência técnica, assessoria e consultoria;
V - direção de obras e de serviço técnico;
VI - vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e
arbitragem;
VII - desempenho de cargo e função técnica;
VIII - treinamento, ensino, pesquisa e extensão universitária;
IX - desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, padronização, mensuração e
controle de qualidade;
X - elaboração de orçamento;
XI - produção e divulgação técnica especializada; e
XII - execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico.

As atribuições de que trata o art. 2º da Lei nº 12.378 aplicam-se aos seguintes campos
de atuação, conforme seu parágrafo único:
I - de Arquitetura e Urbanismo, concepção e execução de projetos;
II - de Arquitetura de Interiores, concepção e execução de projetos;
III - de Arquitetura Paisagística, concepção e execução de projetos para espaços externos,
livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças, considerados isoladamente
ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial;
IV - do Patrimônio Histórico Cultural e Artístico, arquitetônico, urbanístico, paisagístico,
monumentos, restauro, práticas de projeto e soluções tecnológicas para reutilização,
reabilitação, reconstrução, preservação, conservação, restauro e valorização de edificações,
conjuntos e cidades;
V - do Planejamento Urbano e Regional, planejamento físico-territorial, planos de intervenção
no espaço urbano, metropolitano e regional fundamentados nos sistemas de infraestrutura,
saneamento básico e ambiental, sistema viário, sinalização, tráfego e trânsito urbano e
rural, acessibilidade, gestão territorial e ambiental, parcelamento do solo, loteamento,
desmembramento, remembramento, arruamento, planejamento urbano, plano diretor,
traçado de cidades, desenho urbano, inventário urbano e regional, assentamentos humanos
e requalificação em áreas urbanas e rurais;
VI - de topografia, elaboração e interpretação de levantamentos topográficos cadastrais para
a realização de projetos de arquitetura, de urbanismo e de paisagismo, foto-interpretação,
leitura, interpretação e análise de dados e informações topográficas e sensoriamento
remoto;
VII - da tecnologia e resistência dos materiais, dos elementos e produtos de construção,
patologias e recuperações;
VIII - dos sistemas construtivos e estruturais, estruturas, desenvolvimento de estruturas e
aplicação tecnológica de estruturas;
IX - de instalações e equipamentos referentes à Arquitetura e Urbanismo;

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X - do Conforto Ambiental, técnicas referentes ao estabelecimento de condições climáticas,
acústicas, lumínicas e ergonômicas, para a concepção, organização e construção dos
espaços;
XI - do Meio Ambiente, estudo e avaliação dos impactos ambientais, licenciamento
ambiental, utilização racional dos recursos disponíveis e desenvolvimento sustentável.

5.2 GLOSSÁRIO DE ATIVIDADES E ATRIBUIÇÕES

O Anexo da Resolução nº 21 do CAU/BR, de 05/05/2012, contém um Glossário de


atividades e atribuições estabelecidas no art. 2º da Lei nº 12.378/2010, e no art. 3º
da Resolução nº 21. Segundo o CAU/BR, embora os termos ali listados sejam também
aplicáveis a outros contextos, para os efeitos da Resolução nº 21, não devem prevalecer
entendimento e aplicação distintos deste Glossário.

Acessibilidade – possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para


a utilização, com segurança e autonomia, de edificações, mobiliário, espaços urbanos e
equipamentos;

Acompanhamento de obra ou serviço técnico – atividade exercida por profissional ou
empresa de arquitetura e urbanismo para verificação da implantação do projeto na obra,
visando assegurar que sua execução obedeça fielmente às definições e especificações
técnicas nele contidas;

Análise – atividade que consiste na identificação e no exame das partes constituintes


de um todo, buscando conhecer sua natureza ou avaliar seus aspectos técnicos;

Arbitragem – atividade que consiste na solução de conflitos a partir de decisão proferida


por árbitro, escolhido pelas partes envolvidas, entre profissionais versados na matéria
objeto da controvérsia;

As built – revisão do projeto conforme executado, objetivando sua regularidade junto


aos órgãos públicos, ou sua atualização e manutenção ao término da construção, fabricação
ou montagem da obra;

Assessoria – atividade que consiste na prestação de serviços por profissional que
detém conhecimento especializado em determinado campo profissional, visando ao auxílio
técnico à elaboração de projeto ou execução de obra ou serviço;

Assistência técnica – atividade que consiste na prestação de serviços em geral, por


profissional que detém conhecimento especializado em determinado campo de atuação
profissional, visando prestar auxílio com vistas a suprir necessidades técnicas;

Atividade – ação ou função específica facultada a um profissional, quando em atuação


em sua área de formação, que o possibilita a fazer ou empreender coisas relacionadas à
sua profissão;

Atribuição – prerrogativa ou competência de profissional, exclusiva ou compartilhada,


adquirida em razão da formação acadêmica ou do cargo exercido;

Auditoria – atividade que se constitui de exame e verificação de obediência a condições


formais estabelecidas para o controle de processos e a lisura de procedimentos;

Avaliação de imóvel – atividade que se constitui de determinação técnica do valor

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monetário de um imóvel;

Avaliação pós-ocupação – atividade que consiste na avaliação de resultado do projeto,


voltada para diagnosticar aspectos positivos e negativos do ambiente construído em uso;

Automação predial – utilização racional e planejada de diversos itens de consumo,


objetivando segurança, economia, sustentabilidade e conforto;

Cadastro técnico multifinalitário – registro de dados que servem de base para toda a
infraestrutura de dados geoespaciais referentes a parcelas territoriais de um país;

Caderno de encargos – instrumento que estabelece os requisitos, condições e diretrizes


técnicas e administrativas para a execução de obra ou serviço técnico;

Caderno de especificações – instrumento que estabelece as condições de execução e


o padrão de acabamento para cada tipo de serviço, indicando os materiais especificados
e os locais de sua aplicação, obedecendo à legislação pertinente e podendo ser parte
integrante do Caderno de Encargos;

Certificação ambiental – adequação de projetos e planos às normas técnicas, nacionais


e internacionais dos selos de eficiência energética e construtiva, a fim de aumentar o ciclo
de vida útil, melhorar o desempenho e reduzir o impacto sobre o meio ambiente;

Coleta de dados – atividade que consiste em reunir, de maneira organizada e consistente,


dados necessários ao desempenho de tarefas relacionadas a estudo, planejamento,
pesquisa, desenvolvimento, experimentação, ensaio e afins;

Conservação – atividade que consiste num conjunto de práticas, baseadas em medidas


preventivas e de manutenção continuada, que visam à utilização de recursos naturais,
construtivos, tecnológicos, etc., de modo a permitir que estes se preservem ou se renovem;

Consolidação – recuperação de lesões estruturais do edifício com técnicas tradicionais;

Consultoria – atividade de prestação de serviços de aconselhamento, mediante exame de


questões específicas, e elaboração de parecer ou trabalho teórico pertinente, devidamente
fundamentado;

Controle de qualidade – atividade de fiscalização exercida sobre o processo produtivo


visando garantir a obediência a normas e padrões previamente estabelecidos;

Controle de riscos ambientais – controle de riscos dos agentes físicos, químicos


e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde;

Conversão funcional – recuperação e adaptação de edifício, monumento ou espaço


urbano, habilitando-o a novas funções;

Coordenação e compatibilização de projetos – coordenação e compatibilização


do projeto arquitetônico ou urbanístico com os demais projetos a ele complementares,
podendo incluir a análise das alternativas de viabilização do empreendimento;

Desempenho de cargo ou função técnica – atividade exercida de forma continuada,


no âmbito da profissão, em decorrência de ato de nomeação, designação ou contrato de

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trabalho;

Desenvolvimento – atividade que leva à consecução de modelos ou protótipos, ou ao


aperfeiçoamento de dispositivos, equipamentos, bens ou serviços, a partir de conhecimentos
obtidos através da pesquisa científica ou tecnológica;

Direção ou condução de obra ou serviço técnico – atividade técnica de determinar,


comandar e essencialmente decidir na consecução de obra ou serviço, definindo uma
orientação ou diretriz a ser seguida durante a sua execução por terceiros;

Divulgação técnica – atividade de difundir, propagar ou publicar matéria de conteúdo


técnico especializado;

Elaboração de orçamento – atividade, realizada a priori, que se traduz no levantamento


de custos, de forma sistematizada, de todos os elementos inerentes à execução de
determinada obra, serviço ou empreendimento;

Ensaio – atividade que consiste no estudo ou investigação sumária de aspectos técnicos


e/ou científicos de determinado assunto;

Ensino – atividade que consiste na transmissão de conhecimentos de maneira sistemática,


formal e institucionalizada;

Equipamento – unidade ou conjunto de instrumentos, dispositivos ou máquinas,


necessário ao funcionamento de um edifício ou instalação, implantados mediante normas
técnicas;

Equipamento de Proteção Individual (EPI) – dispositivo ou produto utilizado pelo


trabalhador e de uso individual, destinado à proteção contra riscos capazes de ameaçar a
sua segurança e a sua saúde;

Equipamento urbano – unidade ou conjunto de bens públicos ou privados, de utilidade


pública, destinados à prestação de serviços necessários ao funcionamento da cidade,
implantados mediante autorização do poder público, em espaços públicos e privados;

Especificação – atividade que envolve a fixação das características, condições ou


requisitos relativos a materiais, equipamentos, instalações ou técnicas de execução a
serem empregados em obra ou serviço técnico;

Estudo de Impacto Ambiental (EIA) – Relatório de Impacto no Meio Ambiente (RIMA)


– EIA é o estudo realizado para licenciamento de atividades que, direta ou indiretamente,
afetam o meio ambiente ou que são potencialmente poluidoras. Este estudo deverá
incluir, no mínimo, o diagnóstico ambiental da área de influência do projeto, a análise dos
impactos ambientais previstos e de suas alternativas, a definição de medidas mitigadoras
e a elaboração de um programa de acompanhamento e monitoramento desses impactos.
já o RIMA é o relatório correspondente, que deverá ser feito após a implantação do
empreendimento;

Estudo de Impacto Ambiental complementar (EIAC) – estudo que, quando necessário,


complementa e atualiza um Estudo de Impacto Ambiental (EIA);

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) – estudo executado de forma a contemplar os


efeitos positivos e negativos de um empreendimento ou atividade quanto à qualidade de

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vida da população residente na área e suas proximidades;

Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) – parecer ou estudo técnico que aponta, em


determinada área de interesse, os aspectos físicos, ambientais e legais, que se constituem
condicionantes, impedimentos e/ou limitações em relação ao empreendimento ou projeto
que se pretende instalar;

Estudo de viabilidade econômico-financeira – análise técnica e econômico-financeira


de um empreendimento arquitetônico, urbanístico ou paisagístico para fins de subsidiar
planos estudos e projetos da mesma natureza;

Execução de obra, serviço ou instalação – atividade em que o profissional, por


conta própria ou a serviço de terceiros, realiza trabalho técnico ou científico visando à
materialização do que é previsto nos projetos de uma obra, serviço ou instalação;

Experimentação – atividade que consiste em observar manifestações de um determinado


fato, processo ou fenômeno, sob condições previamente estabelecidas, coletando dados
e analisando-os com vistas à obtenção de conclusões;

Extensão – atividade que se caracteriza pela transmissão de conhecimentos técnicos


através da utilização de sistemas informais de aprendizado;

Fiscalização de obra ou serviço – atividade que consiste na inspeção e controle técnico


sistemático de obra ou serviço, com a finalidade de examinar ou verificar se a execução
obedece ao projeto e às especificações e prazos estabelecidos;

Gerenciamento de obra – atividade que consiste no controle dos aspectos técnicos e


econômicos do desenvolvimento de uma obra, envolvendo a administração do contrato
de construção ou implantação da edificação, com rigoroso controle do cronograma físico-
financeiro estabelecido, quantidade e qualidade dos materiais empregados, mão de obra
utilizada e toda a sistemática técnica e administrativa do canteiro de obra;

Gestão – conjunto de atividades que englobam o gerenciamento da concepção,


elaboração, projeto, execução, avaliação, implementação, aperfeiçoamento e manutenção
de bens e serviços e de seus processos de obtenção;

Instalação – atividade de dispor ou conectar adequadamente um conjunto de dispositivos


necessários a uma determinada obra ou serviço técnico, em conformidade com instruções
e normas legais pertinentes;

Instalações efêmeras – obras de arquitetura de caráter transitório, podendo ser


utilizadas com finalidade cênica ou cenográfica, assim como em feiras, mostras e outros
eventos de curta duração;

Laudo técnico – peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado


como perito relata o que observou e apresenta suas conclusões;

Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) – documento que


transcreve, os diversos ambientes laborais como forma de identificar agentes agressivos,
sejam eles, físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, que possam causar acidentes ou
risco a integridade física do trabalhador, bem como, qual a intensidade de cada um deles,
quais as medidas de prevenção adotadas, e se essa presença constitui ou não, o direito do
adicional (insalubridade ou periculosidade);

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Manutenção – atividade que consiste em conservar espaços edificados e urbanos,
estruturas, instalações e equipamentos em bom estado de conservação e operação;

Mensuração – atividade que consiste na apuração de aspectos quantitativos de


determinado fenômeno, produto, obra ou serviço técnico, num determinado período de
tempo;

Mobilidade – articulação entre os sistemas de transporte, de trânsito e de acessibilidade,


refletida na condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço
urbano, com vistas a promover o acesso ao espaço de forma segura e sustentável;

Monitoramento – atividade de examinar, acompanhar, avaliar e verificar a obediência


a condições previamente estabelecidas para a perfeita execução ou operação de obra,
serviço, projeto, pesquisa ou qualquer outro empreendimento;

Montagem – operação que consiste na reunião de componentes, peças, partes ou


produtos, que resulte em dispositivo, produto ou unidade autônoma que venha a tornar-
se operacional, preenchendo a sua função;

Obra – resultado da execução ou operacionalização de projeto ou planejamento


elaborado visando à consecução de determinados objetivos;

Operação – atividade que implica em fazer funcionar ou em acompanhar o funcionamento


de instalações, equipamentos ou mecanismos para produzir determinados efeitos ou
produtos;

Orientação técnica – atividade de proceder ao acompanhamento do desenvolvimento


de uma obra ou serviço, segundo normas específicas, visando fazer cumprir o respectivo
projeto ou planejamento;

Padronização – atividade que consiste na determinação ou estabelecimento de


características ou parâmetros, visando à uniformização de processos ou produtos
desenvolvidos ou executados por outrem;

Parecer técnico – expressão de opinião tecnicamente fundamentada sobre determinado


assunto, emitida por especialista;

Perícia – atividade que consiste na apuração das causas de determinado evento, na qual
o profissional, por conta própria ou a serviço de terceiros, efetua trabalho técnico visando
a emissão de conclusão fundamentada;

Pesquisa – atividade que consiste na investigação minuciosa, sistemática e metódica


para elucidação ou o conhecimento dos aspectos técnicos ou científicos de determinado
fato, processo ou fenômeno;

Planejamento – atividade que envolve a formulação sistematizada de um conjunto de


decisões devidamente integradas, expressas em objetivos e metas, que explicita os meios
disponíveis ou necessários para alcançá-los, num dado prazo;

Plano de Controle Ambiental (PCA) – documento que norteia os programas e ações


mitigadoras de projetos executivos para minimização de impactos ambientais avaliados
pelo EIA/RIMA de acordo com a legislação;

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Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS) – instrumento
técnico para desenvolvimento da atividade turística, orientando investimentos, estratégias
e ações, com vistas à melhoria da capacidade de gestão dos polos turísticos;

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) – instrumento técnico que busca


minimizar a geração de resíduos na fonte, adequar a segregação na origem, controlar e
reduzir riscos ao meio ambiente e assegurar o correto manuseio e disposição final, em
conformidade com a legislação vigente;

Plano de manejo – documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos
gerais de uma área sujeita a regime especial de proteção,se estabelece o seu zoneamento
e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive
a implantação das estruturas físicas necessárias à sua gestão;

Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) – plano que reúne informações,


diagnósticos, levantamentos e estudos que permitam a avaliação da degradação ou
alteração e a consequente definição de medidas adequadas à recuperação de uma área,
em conformidade com a legislação pertinente;

Preservação – série de procedimentos e ações cujo objetivo é garantir a integridade e


perenidade de patrimônio edificado ou natural;

Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção


(PCMAT) – plano que estabelece condições e diretrizes de segurança do trabalho em
obras e outras atividades relativas à construção civil, visando garantir, através de ações
preventivas, a integridade física e a saúde dos trabalhadores da construção, dos funcionários
terceirizados, dos fornecedores, contratantes e dos visitantes;

Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) – formulação e implantação de medidas


e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e
controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de
segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil;

Programa de Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno (PPEOB) – programa


que visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação,
reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de exposição ao benzeno,
que existam ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a
proteção do meio ambiente e dos recursos naturais;

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) – programa cujo objetivo


principal é identificar e analisar os riscos ambientais aos quais os empregados estão
expostos, além de fornecer meios de controle e proteção eficaz;

Projeto – criação do espírito, documentada através de representação gráfica ou escrita


de modo a permitir sua materialização, podendo referir-se a uma obra ou instalação, a
ser realizada através de princípios técnicos e científicos, visando à consecução de um
objetivo ou meta e adequando-se aos recursos disponíveis e às alternativas que conduzem
à viabilidade de sua execução;

Prospecção – conjunto de técnicas relativas à pesquisa arqueológica e construtiva;

Reabilitação – conjunto de operações destinado a aumentar os níveis de qualidade de


um edifício, de modo a atingir a conformidade com exigências funcionais, para as quais o

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edifício foi concebido;

Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) – região metropolitana brasileira que se


situa em mais de uma Unidade da federação, criada por legislação federal específica, que
delimita os municípios que a integram e fixa as competências assumidas pelo colegiado
dos mesmos;

Relatório Ambiental Simplificado (RAS) – estudo dos aspectos ambientais relacionados


à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento,
apresentado como subsídio para a concessão da licença prévia requerida, que conterá,
dentre outras, as informações relativas ao diagnóstico ambiental da região de inserção
do empreendimento, sua caracterização, a identificação dos impactos ambientais e das
medidas de controle, de mitigação e de compensação;

Relatório de Controle Ambiental (RCA) – documento a ser apresentado no licenciamento


de empreendimentos ou atividades que fazem uso de recursos ambientais, e que é utilizado
nos casos em que a legislação permite a dispensa do EIA/RIMA;

Reparo – atividade que consiste em recuperar ou consertar obra, equipamento ou


instalação avariada, mantendo suas características originais;

Requalificação – recuperação do edifício usualmente para a mesma função;

Restauração – recuperação da unidade primitiva do edifício, monumento ou sítio e


suas artes integradas;

Serviço técnico – desempenho de qualquer das atividades técnicas compreendidas no


âmbito do campo profissional considerado;

Sistema de Informações Geográficas (SIG) – conjunto de ferramentas que integra dados,


pessoas e instituições, tornando possível a coleta, o armazenamento, o processamento, a
análise e a disponibilização de dados especializados. As informações produzidas por meio
das aplicações disponíveis neste sistema visam a facilidade, a segurança e a agilidade no
monitoramento, planejamento e tomada de decisão referente às atividades humanas em
determinado espaço geográfico;

Supervisão – atividade de acompanhar, analisar e avaliar, a partir de um plano funcional


superior, o desempenho dos responsáveis pela execução de projetos, obras ou serviços;

Trabalho técnico – desempenho de atividades técnicas coordenadas, de caráter físico ou


intelectual, necessárias à realização de qualquer serviço, obra, tarefa ou empreendimento
especializado;

Treinamento – atividade cuja finalidade consiste na transmissão de competências,


habilidades e destrezas de maneira prática;

Vistoria de obra ou serviço – atividade que consiste na constatação de um fato ou


estado de obra ou serviço, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos
elementos que o constituem, sem a indagação das causas que o motivaram;

Zoneamento – regulamentação da divisão de um espaço ou território em zonas, fixando


as condições de uso.

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ÁREAS DE ATUAÇÃO PRIVATIVAS
DE ARQUITETOS E URBANISTAS
6 ÁREAS DE ATUAÇÃO PRIVATIVAS DE ARQUITETOS E URBANISTAS

6.1 INTRODUÇÃO

Com a Resolução nº 51, o CAU/BR atende à responsabilidade que lhe foi atribuída pela Lei
nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010, de especificar as atividades, atribuições e campos
de atuação privativos dos arquitetos e urbanistas e os que são compartilhados entre estes
e os profissionais legalmente habilitados em outras profissões regulamentas. Cumpre
referir que este normativo se reveste de importância capital tanto para a Arquitetura e
Urbanismo como para seus profissionais, os quais há décadas vêm assistindo várias das
atividades técnicas que historicamente foram reconhecidas como de sua alçada – projeto
arquitetônico, urbanístico e paisagístico, e aquelas do âmbito do patrimônio histórico –
sendo indevidamente exercidas por outros profissionais que não têm a necessária formação
acadêmica que os credencie para tal.
Essa situação – que atenta contra a segurança das pessoas e do meio ambiente e inviabiliza
o adequado atendimento das necessidades sociais, além de ser prejudicial à profissão e
aos profissionais – se instalou no país juntamente com a instituição do primeiro marco
regulatório das profissões tecnológicas, representado pelo Decreto federal nº 23.569, de
11 de dezembro de 1933. No âmbito desta regulamentação, as atividades, atribuições
e campos de atuação dos então chamados arquitetos estiveram marcados por várias e
amplas áreas de “sombreamento” com os de outros profissionais, tais como engenheiros
civis e agrimensores, também estes regulamentados pelo citado decreto e fiscalizados
pelo Sistema Confea/Crea.
A situação de “sombreamento” acima referida não foi alterada de forma significativa
quando da publicação da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que, além de incluir a
Agronomia no rol de profissões inseridas neste marco regulatório, tratou de forma genérica
as atividades, atribuições e campos de atuação de cada uma delas. Regulamentando
apenas parcialmente o exercício das referidas profissões, esta lei remeteu às resoluções
do Confea a competência de especificar o que seria próprio de cada uma delas, permitindo
que permanecessem grandes áreas de “sombreamento” entre os campos de atuação da
Arquitetura e Urbanismo e os das outras profissões do sistema, sobretudo da Engenharia
Civil e da Agronomia.
Foi somente com o advento da Lei nº 12.378, de 2010, que se apresentaram em
plenitude as condições para a efetiva individualização da Arquitetura e Urbanismo e para
sua diferenciação em relação às demais profissões regulamentadas. Esta lei estabelece, em
seu art. 2º, quais as atividades e atribuições dos arquitetos e urbanistas e, no parágrafo
único deste artigo, quais os campos de atuação a que estas se aplicam. já em seu art. 3º
a lei determina que o CAU/BR especificará as áreas de atuação privativas dos arquitetos e
urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas,
destacando no parágrafo 2º do mesmo artigo que serão consideradas privativas de
profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência ou insuficiência de
formação profissional venha a expor o usuário do serviço prestado a qualquer tipo de
dano ou de risco à sua segurança ou saúde ou ao meio ambiente.
Na Resolução ora apresentada, as atividades, atribuições e campos de atuação
privativos dos arquitetos e urbanistas e aqueles compartilhados com outras profissões
regulamentadas foram especificados em estrita observância ao que determina a Lei nº
12.378, de 2010, confirmando o caráter uniprofissional da Arquitetura e Urbanismo e
tomando como referência as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de graduação
desta profissão vis-à-vis as correspondentes diretrizes dos cursos referentes às demais
profissões técnicas regulamentadas. Cuidou-se, ao mesmo tempo, de verificar e respeitar
o que se encontra estabelecido nos dispositivos legais e nas resoluções que especificam
as atividades, atribuições e campos de atuação referentes às demais profissões técnicas
referidas, de modo a assegurar aos profissionais nelas legalmente habilitados seus

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legítimos direitos, evitando-se que, ao se garantir os direitos dos arquitetos e urbanistas,
se prejudiquem os efetivos e legítimos direitos de outras categorias profissionais.

6.2 ÁREAS DE ATUAÇÃO PRIVATIVAS DA ARQUITETURA DE INTERIORES

A Resolução nº 51, de 12/07/2013, dispõe sobre as áreas de atuação privativas dos


arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões
regulamentadas. O art. 2º da Resolução nº 51 define que, no âmbito dos campos de
atuação relacionados nos seus incisos, em conformidade com o que dispõe o art. 3º da Lei
nº 12.378, de 2010, ficam especificadas como privativas dos arquitetos e urbanistas na
área da ARQUITETURA DE INTERIORES:

a) projeto de arquitetura de interiores;


b) coordenação e compatibilização de projeto de arquitetura de interiores com projetos
complementares;
c) relatório técnico de arquitetura de interiores referente a memorial descritivo, caderno
de especificações e de encargos e avaliação pós-ocupação;
d) desempenho de cargo ou função técnica concernente à elaboração ou análise de
projeto de arquitetura de interiores;
e) ensino de projeto de arquitetura de interiores;

Para conhecer todas as áreas de atuação privativas de arquitetos e urbanistas, acesse


www.caubr.org.br e leia a Resolução nº 51, na íntegra.

6.3 GLOSSÁRIO DA RESOLUÇÃO Nº 51

Este Glossário contém as atividades e atribuições discriminadas no art. 2º da Lei nº


12.378 e, no âmbito da Resolução nº 51 do CAU/BR, são especificadas, em seu art. 2º,
como áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas.

Acessibilidade – possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e


autonomia, dos espaços edificados e urbanos – incluindo mobiliário e equipamento –, bem
como dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa com deficiência
ou com mobilidade reduzida, nos termos da legislação vigente;

Análise de projeto – atividade que consiste em verificar, mediante exame minucioso, a


conformidade de um projeto arquitetônico, urbanístico ou paisagístico em relação a todos
os condicionantes legais que lhes são afetos, com vistas à sua aprovação e obtenção de
licença para a execução da obra, instalação ou serviço técnico a que ele se refere;

Arbitragem – atividade técnica que consiste na solução de conflito com base em decisão
proferida por árbitro que, dentre profissionais versados na matéria objeto da controvérsia,
seja escolhido pelas partes nela envolvidas;

Arquitetura de Interiores – campo de atuação profissional da Arquitetura e Urbanismo


queconsiste na intervenção em ambientes internos ou externos de edificação, definindo a
forma de uso do espaço em função de acabamentos, mobiliário e equipamentos, além das
interfaces com o espaço construído – mantendo ou não a concepção arquitetônica original
–, para adequação às novas necessidades de utilização. Esta intervenção se dá no âmbito
espacial; estrutural; das instalações; do condicionamento térmico, acústico e lumínico; da
comunicação visual; dos materiais, texturas e cores; e do mobiliário;

Arquitetura Paisagística – campo de atuação profissional da Arquitetura e Urbanismo

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que envolve atividades técnicas relacionadas à concepção e execução de projetos
para espaços externos, livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças,
considerados isoladamente ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial;

Cadastro como construído (as built) – atividade técnica que, durante e após a conclusão
de obra ou serviço técnico, consiste na revisão dos elementos do projeto em conformidade
com o que foi executado, objetivando tanto sua regularidade junto aos órgãos públicos
como sua atualização e manutenção;

Áreas de atuação compartilhadas – atividades técnicas, atribuições e campos de


atuação profissional que são legalmente comuns a duas ou mais profissões regulamentadas,
podendo ser exercidas pelos profissionais em qualquer delas habilitados na forma da lei;

Áreas de atuação privativas – atividades técnicas, atribuições e campos de atuação


profissional que, por expressão de lei ou regulamentação derivada de delegação legal, são
exclusivas de determinada profissão regulamentada;

Auditoria – atividade técnica que consiste em minuciosa verificação de obediência a


condições formais estabelecidas para o controle de processos e a lisura de procedimentos
relacionados à elaboração de projetos ou à execução de obra ou serviço técnico;

Avaliação – atividade técnica que consiste na determinação do valor qualitativo,


quantitativo ou monetário de um bem, o qual se constitui de um objeto arquitetônico,
urbanístico ou paisagístico;

Avaliação pós-ocupação – atividade técnica que, consistindo na avaliação do resultado


de projeto materializado através de obra ou serviço técnico, tem por objetivo diagnosticar
aspectos positivos e negativos do ambiente construído em uso;

Caderno de encargos – instrumento que estabelece os requisitos, condições e diretrizes


técnicas, administrativas e financeiras para a execução de obra ou serviço técnico;

Caderno de especificações – instrumento que estabelece as condições de execução e


o padrão de acabamento para cada tipo de obra ou serviço técnico, indicando os materiais
especificados e os locais de sua aplicação e obedecendo à legislação pertinente, podendo
ser parte integrante do caderno de encargos;

Condução – atividade técnica que consiste no comando ou chefia de equipe de trabalho


relacionado à elaboração de projeto ou à execução de obra ou serviço técnico no âmbito
da Arquitetura e Urbanismo;

Coordenação de projetos – atividade técnica que consiste em coordenar e


compatibilizar o projeto arquitetônico, urbanístico ou paisagístico com os demais projetos
a ele complementares, podendo ainda incluir a análise das alternativas de viabilização do
empreendimento;

Coordenação de equipe multidisciplinar – atividade que consiste no gerenciamento das


atividades técnicas desenvolvidas por profissionais de diferentes formações profissionais,
as quais se destinam à consecução de plano, estudo, projeto, obra ou serviço técnico;

Conservação – atividade que consiste num conjunto de práticas, baseadas em medidas


preventivas e de manutenção continuada, que visam à utilização de recursos naturais,
construtivos e tecnológicos, de modo a permitir que estes se preservem ou se renovem;

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Desempenho de cargo ou função técnica – atividade técnica exercida de forma
continuada e em decorrência de ato de nomeação, designação ou contrato de trabalho,
cujo objeto se insere no âmbito das atividades, atribuições e campos de atuação de
determinada profissão;

Direção de obra ou serviço técnico – atividade técnica que consiste em determinar,


comandar e essencialmente decidir com vistas à consecução de obra ou serviço, definindo
uma orientação ou diretriz a ser seguida durante a sua execução por terceiros;

Ensino – atividade profissional que consiste na produção de conhecimentos de maneira


sistemática, formal e institucionalizada, com vistas à formação acadêmica, em consonância
com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Arquitetura e Urbanismo;

Especificação – atividade que consiste na fixação das características, condições ou


requisitos relativos a materiais, equipamentos, instalações ou técnicas de execução a
serem empregadas em obra ou serviço técnico;

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) – estudo executado de forma a contemplar


os impactos positivos e negativos de um empreendimento ou atividade na área e suas
proximidades, em conformidade com a legislação vigente;

Ergonomia – campo de atuação profissional cujo objeto consiste em buscar as melhores


condições de acessibilidade das edificações, espaços urbanos, mobiliários e equipamentos,
com vistas à utilização destes sem restrições e com segurança e autonomia;

Fiscalização de obra ou serviço técnico – atividade que consiste na inspeção e no


controle técnico sistemático de obra ou serviço técnico, tendo por finalidade verificar se a
execução obedece às diretrizes, especificações e prazos estabelecidos no projeto;

Gerenciamento de obra ou serviço técnico – atividade que consiste no controle dos


aspectos técnicos e econômicos do desenvolvimento de uma obra ou serviço técnico,
envolvendo a administração dos contratos e incluindo um rigoroso controle do cronograma
físico-financeiro estabelecido;

Inventário – levantamento dos bens de valor cultural ou natural de um sítio histórico


ou natural;

Laudo – peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado como perito
relata o que observou e apresenta suas conclusões;

Loteamento – subdivisão de gleba em lotes edificáveis urbanos, com abertura ou


alargamento de vias públicas e destinação de áreas para equipamentos urbanos e áreas
verdes, nos termos da legislação vigente;

Memorial descritivo – peça ou documento que consiste na discriminação das atividades


técnicas, das especificações e dos métodos construtivos a serem empregados na execução
de determinada obra ou serviço técnico, em conformidade com o projeto;

Monitoramento – atividade técnica que consiste em acompanhar, verificar e avaliar a


obediência às condições previamente estabelecidas para a perfeita execução ou operação
de obra ou serviço técnico;

Monumento – edificação, estrutura ou conjunto arquitetônico, que se revela notável

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pelo valor artístico, pelo porte, pelo significado histórico-cultural ou pela antiguidade;

Parecer técnico – documento por meio do qual se expressa opinião tecnicamente


fundamentada sobre determinado assunto, emitido por profissional legalmente habilitado;

Patrimônio histórico cultural e artístico – conjunto de bens materiais ou imateriais


que, considerados individualmente ou em conjunto, serve de referência à identidade, à ação
ou à memória dos diferentes grupos formadores de uma sociedade, e cuja preservação
e conservação seja de interesse público, o que inclui: as formas de expressão; os modos
de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos,
documentos, edificações e outros espaços destinados às manifestações artísticas e
culturais; conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico,
paleontológico, ecológico e científico;

Perícia – atividade técnica que consiste na apuração das causas de determinado evento,
na qual o profissional legalmente habilitado, por conta própria ou a serviço de terceiros,
efetua trabalho técnico visando à emissão de conclusão fundamentada;

Planejamento – atividade técnica que, através de formulação sistematizada e contínua e


com base em decisões articuladas e integradas, consiste na determinação de um conjunto
de procedimentos a serem adotados com vistas a alcançar determinado fim, expressando
seus objetivos e metas e explicitando os meios disponíveis ou necessários para alcançá-
los, num dado prazo;

Plano – documento que se constitui nas diretrizes gerais formuladas para a implantação
de um conjunto de medidas de ordem técnica, econômica, social ou política, que visam
a determinado objetivo, do qual derivam as ações a serem empreendidas e os projetos
técnicos que conduzirão à execução das obras ou serviços técnicos dele advindos;

Plano de habitação de interesse social – instrumento através do qual o poder público


define soluções de moradias consideradas como de interesse social, sobretudo por voltar-
se à inclusão das populações de baixa renda, nos termos da legislação vigente;

Plano de intervenção local – instrumento técnico que se constitui no conjunto de


diretrizes dos programas e projetos voltados à reestruturação, requalificação ou reabilitação
funcional e simbólica de setor ou zona urbana, que resulta em intervenção sobre uma
realidade preexistente possuidora de características e configurações específicas e que tem
como objetivo retomar, alterar ou acrescentar novos usos, funções e propriedades, além
de promover a apropriação do espaço pela população que o ocupa;

Plano de regularização fundiária – instrumento técnico constituído do conjunto dos


elementos necessários à adoção das medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais
que visam à regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes,
de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais
da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, nos
termos da legislação vigente;

Plano ou traçado de cidade – instrumento técnico que estabelece a natureza e a


estrutura do traçado e desenho urbano, considerando zoneamento, sistema viário urbano,
setorização e mobilidade urbana, aplicável tanto em áreas não ocupadas como em áreas
de expansão urbana do município, e que servirá de diretriz para a elaboração dos projetos
técnicos correspondentes;

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Plano diretor – instrumento técnico que constitui a base para a política de desenvolvimento
e de ordenamento do uso do solo e ocupação urbana, dos normativos urbanísticos e
edilícios, da mobilidade e transporte ou da drenagem pluvial, em áreas de município ou
em regiões metropolitanas, nos termos da legislação vigente;

Plano setorial urbano – instrumento técnico voltado para o desenvolvimento local,


que é expresso em metas e objetivos de curto e médio prazo e se submete a constantes
revisões, apresentando-se na forma de planos diversos, como planos de mobilidade, de
habitação e de saneamento ambiental;

Preservação – conjunto de procedimentos e ações organizadas e integradas que


objetivam manter a integridade e perenidade de patrimônio edificado, urbanístico ou
paisagístico;

Projeto arquitetônico – atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma obra
de arquitetura;

Projeto de arquitetura da iluminação – atividade técnica de criação que consiste na


definição e representação dos sistemas de iluminação a serem utilizados em determinado
espaço edificado ou urbano, com vistas a atender aos aspectos qualitativos (para uma
melhor apreensão do espaço do ponto de vista do conforto visual), devendo ser entendido
ainda como a integração da iluminação natural com a artificial;

Projeto urbanístico – atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma intervenção
no espaço urbano, podendo aplicar-se tanto ao todo como a parte do território – projeto de
loteamento, projeto de regularização fundiária, projeto de sistema viário e de acessibilidade
urbana;

Projetos complementares – projetos técnicos que se integram ao projeto arquitetônico


(projeto estrutural, de instalações elétricas, de instalações telefônicas, de instalações
hidrossanitárias, de luminotecnia), urbanístico ou paisagístico (projeto de abastecimento
d’água, de saneamento, de drenagem, de terraplenagem e pavimentação, de iluminação
urbana) com vistas a fornecer indicações técnicas complementares necessárias à
materialização da obra, instalação ou serviço técnico;

Reabilitação – atividade técnica que consiste na requalificação de espaço edificado,


urbanístico ou paisagístico usualmente para a mesma função;

Recuperação paisagística – recomposição de uma paisagem degradada, natural ou


construída, a uma condição de não degradada, que pode ser diferente de sua condição
original;

Reforma de edificação – renovação ou aperfeiçoamento, em parte ou no todo,


dos elementos de uma edificação, a serem executados em obediência às diretrizes e
especificações constantes do projeto arquitetônico de reforma;

Restauro – atividade técnica que consiste em recuperar ou reintegrar, em parte ou


integralmente, os elementos de um edifício, monumento ou conjunto arquitetônico, por
meio das diversas formas de intervenção física, de caráter técnico e científico, que visem
a sua preservação;

Reutilização – atividade técnica que consiste na conversão funcional de um edifício,


monumento ou conjunto arquitetônico, por meio da alteração do uso original, considerando

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suas características essenciais para garantir funções apropriadas ao espaço objeto de
restauração, conservação ou preservação;

Sistema viário urbano – conjunto de elementos da malha viária de um determinado


território, distribuídos e classificados hierarquicamente – vias arteriais, vias coletoras, vias
locais, etc. – cujas conceituações, diretrizes e normas devem constar do plano diretor de
cada município;

Supervisão de obra ou serviço técnico – atividade exercida por profissional ou empresa


de Arquitetura e Urbanismo que consiste na verificação da implantação do projeto na obra
ou serviço técnico, visando assegurar que sua execução obedeça fielmente às definições
e especificações técnicas nele contidas;

Vistoria – atividade técnica que consiste na constatação de um fato, mediante exame


circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem, sem a indagação
das causas que o motivaram.

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DIRETRIZES PARA A FISCALIZAÇÃO
DA ARQUITETURA DE INTERIORES
7 DIRETRIZES PARA A FISCALIZAÇÃO DA ARQUITETURA DE INTERIORES

7.1 COMPETÊNCIA

O Manual de fiscalização do Exercício da Arquitetura e Urbanismo resulta da Decisão


Plenária nº 16, de 05/12/2012, do CAU/BR, e soma-se à Resolução nº 22, de 04/05/2012,
e à Lei nº 12.378 de 2010, para, em conjunto, definir as diretrizes básicas do procedimento
de fiscalização do exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil, uma competência do
CAU/BR.

Entretanto, conforme dispõe o art. 34, inciso VIII, da referida Lei, compete aos CAU/UF
fiscalizar o exercício das atividades profissionais de Arquitetura e Urbanismo no território
de suas jurisdições. Com vistas ao cumprimento deste dispositivo por parte destes
conselhos, o CAU/BR, ao elaborar um Manual, oferece as condições para a uniformização
dos princípios e dos procedimentos da ação fiscalizatória para todo o país, respeitadas as
peculiaridades regionais.

O Manual contém as premissas e as diretrizes da função fiscalizatória do exercício


da Arquitetura e Urbanismo e serve de referência aos CAU/UF para a elaboração de
seus próprios manuais. Conheça o Manual de fiscalização do Exercício Profissional da
Arquitetura e Urbanismo em http://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2012/07/
MANUAL-FISCALIZACAO.pdf

Como simples exemplo, no caso de exercício ilegal da profissão referente à realização


de quaisquer das atividades técnicas capituladas no Grupo de Execução, do art. 3º da
Resolução nº 21 do CAU/BR, que são atividades de materialização, a situação poderá ser
regularizada da seguinte forma:

a. Para atividade técnica em andamento, a regularização dependerá de RRT de


levantamento arquitetônico, RRT de vistoria e laudo referentes às etapas concluídas e,
além disso, de RRT de execução referente às etapas a serem realizadas;

b. No caso de atividade técnica concluída, a situação deverá ser regularizada mediante
RRT de levantamento arquitetônico e RRT de vistoria e laudo.

7.2 PREMISSAS PARA AÇÃO FISCALIZATÓRIA DA ARQUITETURA DE


INTERIORES

Para fins de operacionalização da ação fiscalizatória, os quadros que se seguem


sintetizam os objetos e os procedimentos a serem adotados pelos agentes de fiscalização
dos CAU/Uf:

a. Circunscrição:
Conjunto de elementos que disciplinam a relação de cheios e vazios em ambientes
internos das edificações, sejam as vedações, as aberturas, os volumes, os tratamentos
de superfícies, os pisos e revestimentos, os forros e o mobiliário fixo ou a repetição de
mobiliário padrão, além das instalações prediais (elétrica, hidráulica, lógica e telefonia).
Edificações residenciais, comerciais, de serviços ou institucionais, em geral; Espaços de
Mostras de Arquitetura e Decoração, de feiras e Exposições e de Lançamentos Imobiliários.

b. Fiscalização:
Verificar a existência de responsável técnico pela autoria e/ou execução por meio do(s)
RRT pertinente(s). Observar o disposto no § 4º do art. 16 da Lei nº 12.378, de 2010 para

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alterações que interferiram na concepção arquitetônica original.

c. Procedimentos administrativos:
Após elaboração do Relatório Digital de fiscalização, caso constatada situação de
irregularidade, lavrar Notificação por:
1) ausência de RRT, concedendo prazo de 10 (dez) dias ao arquiteto e urbanista para o
efetivo registro do RRT ou abertura de processo de RRT Extemporâneo, conforme o caso;
ou
2) exercício ilegal da profissão, concedendo prazo de 10 (dez) dias ao proprietário
ou responsável para, quando for o caso, regularização dos serviços por meio de RRT de
profissional legalmente habilitado.
Nas edificações e instalações de caráter efêmero, verificar a existência de RRT pela
autoria e execução do layout e das instalações prediais próprias ao funcionamento da
mostra, exposição ou feira.

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RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS
8 RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS

Artigo de Cristina Baum da Silva, advogada na área cível, especialista em Direito


Eletrônico e Direito Internacional.

Com a expansão das redes sociais e, aos diferentes recursos tecnológicos disponíveis os
profissionais da engenharia e arquitetura submetem seus projetos de forma mais rápida e
eficaz aos seus clientes, sem muitas vezes questionar suas responsabilidades e o reflexo
que esta agilidade causa. Como todo mercado competitivo, os profissionais em questão
empenham-se em trazer um diferencial de forma ágil aos seus projetos. Com tais avanços
fez-se necessário uma ampla normatização de processos e de um maior regramento legal
para a proteção do próprio profissional e da sociedade, tendo em vista que a prática da
arquitetura afeta, além do cliente, construtores, fabricantes, fornecedores, que, por tanto,
devem, também, ser considerados pelo profissional. Apesar de com eles não haver uma
infinidade de envolvimentos técnicos e legais

8.1 O PROFISSIONAL ESTARÁ SUJEITO A RESPONSABILIDADES, POR


CONSEQUÊNCIA DA SUA FUNÇÃO, A SABER:

I - A RESPONSABILIDADE LEGAL - Por determinação legais fica determinada que a conduta,


independentemente de qualquer outro vínculo, é responsabilidade de ordem pública
e, consequentemente, irrenunciável e intransacionável pelas partes. Como exemplo,
determina o art. 618 do Código Civil a responsabilidade do empreiteiro pela solidez da
obra durante o período de 05 (cinco) anos a partir de sua conclusão;
II - A RESPONSABILIDADE CONTRATUAL - Basicamente é o contrato firmado entre o
profissional com seu cliente para reportar-se aos encargos existentes entre os mesmos,
de acordo com o que for convencionado, para o cumprimento e realização da obra. Tal
instrumento é utilizado para estabelecer garantias e obrigações entre as partes, tornando-
se exigível os termos ajustados;
III - A RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL - Tal responsabilidade decorre de todo
e qualquer ato ilícito advinda do profissional. Tal responsabilidade, por óbvio, está em
desacordo com a Lei, bem como do Código de Ética.

8.2 DAS ESPÉCIES DE RESPONSABILIDADES

RESPONSABILIDADE ÉTICO-PROFISSIONAL
A responsabilidade ético-profissional rege o exercício da profissão e, deriva de imperativos
morais, de preceitos que o respeito mútuo entre os profissionais em suas relações com
seus clientes e a sociedade, baseados nas normas a serem observadas. É importante
salientar, ainda, que se incluem, entre as responsabilidades ético profissionais aquelas
que se referem à defesa e à preservação do meio ambiente, em conexão direta com o
exercício profissional.

RESPONSABILIDADE TÉCNICO-ADMINISTRATIVA
A responsabilidade técnico-administrativa formaliza-se na relação entre o profissional,
o cliente e, o Conselho, através do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). O RTT
basicamente obriga aos profissionais, como exercentes que são de atividades regulamentadas
e fiscalizadas, tanto pelo Ente Público, tanto pelos Conselhos Profissionais, ao cumprimento
das normas, dos encargos e das exigências de natureza técnico administrativas.

RESPONSABILIDADE CIVIL
As normas brasileiras, como o Código de Defesa do Consumidor e o Código Cível impõem
que aquele que causar um dano a outrem tem a obrigação de repará-lo, abrangendo não

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apenas aquilo que a pessoa lesada perdeu, como também o que ela deixou de ganhar.
Podemos exemplificar nesta modalidade as responsabilidades pelo projeto, pela execução
da obra contratada, pela sua solidez e segurança, quanto à escolha e utilização de materiais,
por eventuais danos causados aos vizinhos ou a terceiros. Ou seja, a responsabilidade
do profissional recai sobre a integridade física, a honra ou aos bens do cliente e aos
correlacionados.

RESPONSABILIDADE CRIMINAL
A responsabilidade penal é o dever jurídico de responder pela conduta dolosa ou culposa
que recais sob o profissional responsável. No caso dos profissionais da engenharia,
arquitetura ou agronomia de acordo com a gravidade do fato, as infrações penais serão
dolosas quando há a intenção ou quando o profissional assume o risco de praticá-la, mesmo
não desejando cometê-la. Exemplificando: Ao perceber uma falha no projeto, o mestre
de obra intencionalmente executa a obra conforme o desenho na planta. Já a conduta
culposa, conforme art. 18 do Código Penal, surge quando a infração é consequência de uma
imprudência, imperícia ou negligência, ou seja, quando o profissional não tiver a intenção
de cometer o delito. A imprudência consiste na conduta involuntária de observância de
medidas de precaução e normas de segurança, de consequências previsíveis. A imperícia
é a falta de habilidade, conhecimento ou experiência do profissional, no exercício de
determinada atividade. Por fim, a negligência é a omissão voluntária ou a falta do cuidado
que o bom senso aconselha, em circunstância de consequências previsíveis.

RESPONSABILIDADE TRABALHISTA
A responsabilidade trabalhista advém das relações contratuais assumidas com os
empregados e trabalhadores, obra ou serviço, como por exemplo, os operários, mestres
de obra, técnicos e outros profissionais. Essas obrigações estão diretamente vinculadas
com assinatura da CTPS, Férias, Décimo Terceiro, FGTS, Seguro Salubridade, Acidentes de
Trabalho e demais conquistas sociais de acordo com a categoria.

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DIREITO AUTORAL
9 DIREITO AUTORAL NA ARQUITETURA

Artigo de Adriana Larruscahim Hamilton Ilha, advogada especialista em Direitos da


propriedade Intelectual

O Direito Autoral trata da proteção dos direitos que todo o criador tem sobre sua
obra intelectual, sendo esta entendida como a criação resultante do esforço intelectual
humano. O Direito Autoral está disposto em diversos tratados e convenções internacionais,
especialmente a Convenção de Berna que, no Brasil, foi recepcionada pela Constituição
Federal de 1988.
Atualmente, o Direito Autoral está regulamentado em nosso ordenamento jurídico
pela Lei Lei nº 9.610/98, de 19/02/1998 - LDA. A LDA, em seu art. 7º trata das obras
intelectuais protegidas pelo Direito Autoral, prevendo, ali, entre outras, a proteção dos
projetos arquitetônicos:

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,


expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível
ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

(...)

X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia,


engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;

Sendo assim, o arquiteto e urbanista possui Direito Autoral sobre suas obras, os quais
dividem-se, de acordo com a LDA, em Direitos Morais e Direitos Patrimoniais.

9.1 OS DIREITOS MORAIS

São aqueles intimamente ligados à própria personalidade do criador da obra e, portanto,


são inalienáveis e irrenunciáveis, ou seja, não podem, em nenhuma hipótese, ser transferidos
a terceiros ou objeto de renúncia expressa do seu titular.
Entre o rol dos direitos morais do autor de uma obra intelectual estão: o direito de
reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra, o direito de ter o seu nome anunciado
como sendo o autor da obra, sempre que ela for utilizada e o direito de assegurar a
integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações que possam prejudicá-lo ou
atingi-lo em sua honra ou reputação.
Apenas com relação aos arquitetos, a LDA prevê o direito de repudiar uma obra, ou
seja, excepcionalmente, ver seu nome desvinculado de uma obra alterada sem o seu
consentimento, durante a execução ou mesmo após a conclusão da construção.
Além dos Direitos Morais, o autor de uma obra intelectual detém sobre ela Direitos
Patrimoniais, relacionado ao direito de explorar a sua obra da forma como lhe for mais
conveniente.

9.2 OS DIREITOS PATRIMONIAIS

É através do Direito Patrimonial que o autor poderá auferir remuneração pelo uso de
suas obras, pois estes direitos, ao contrário dos direitos morais, podem ser transmitidos
a terceiros.
No caso do arquiteto e urbanista, é o que acontece quando este profissional é contratado
para elaborar um projeto: aquele que contratar o arquiteto e pagar pelo projeto de uma
casa, por exemplo, estará autorizado a utilizar esse projeto, no caso, construir a casa tal
qual foi projetada. No entanto, a autoria sempre será do arquiteto e urbanista e seu nome

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sempre deverá ser citado, pois este é seu direito moral e, como tal, é intransferível.
Alinhada com as disposições da Lei de Direitos Autorais, é que foi publicada a Lei nº
12.378/2010 que regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista e criou o Conselho
de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR. A referida Lei prevê, de forma clara, que
alterações de projetos arquitetônicos somente poderão ser feitas pelo próprio autor do
projeto ou mediante autorização, em respeito, portanto, ao direito moral do autor de
preservar a integridade da sua obra.
As questões envolvendo alterações e obras resultantes de projetos arquitetônicos é das
que mais suscitam dúvidas e questionamentos quando se estabelece um debate sobre o
tema Direito Autoral na Arquitetura e Urbanismo.
A respeito das alterações, podem ocorrer conflito de interesses entre o arquiteto e o
consumidor (aquele que contratou o projeto – o dono da obra), entre o arquiteto autor do
projeto e o arquiteto contratado para elaborar as alterações e entre o arquiteto autor do
projeto e o ente público, quando estivermos diante de projetos/obras contratadas para
atender interesse público.

9.3 SOBRE DIREITOS DE MESMA NATUREZA

Todos esses conflitos se estabelecem entre direitos de mesma natureza, visto que o
Direito Autoral, o Direito do Consumidor e a preservação do interesse público são tutelados
pela Constituição Federal, como direitos fundamentais, não havendo prevalência, em tese,
de um direito sobre o outro. No caso de qualquer um desses conflitos a solução deverá ser
pontual e de acordo com as circunstâncias particulares de cada caso.
No caso envolvendo consumidor, contratante de um projeto que se destina a interesse
particular, pode-se admitir pequenas alterações não substanciais, ou seja, que não tenham
o condão de descaracterizar o projeto original, sem que haja violação de Direito Autoral.
Quando houver alteração em obra de interesse privado, por arquiteto não autorizado a
realizá-la, estará estabelecido o conflito de interesses entre profissionais. Se por um lado
o profissional contratado está atendendo às expectativas do seu cliente em realizar as
alterações contratadas, por outro deixou de observar, não só os Direitos Autorais de um
colega, mas infringiu o próprio código de ética profissional. A menos que haja justificativa
plausível, sempre que um profissional for trabalhar em alterações de projetos já existentes,
será necessária autorização expressa para tanto.
Por fim, quanto ao ente público, de regra, devem ser observados os Direitos Autorais,
dando preferência ao autor do projeto em realizar as alterações necessárias, sendo possível
haver dispensa de licitação, quando for o caso. No entanto, no caso concreto, especialmente
quando o assunto envolver custos para o erário e o atendimento de necessidades da
população, o interesse público poderá prevalecer.

9.4 DA INFRAÇÃO DISCIPLINAR

Ainda, além de estabelecer a obrigatoriedade de autorização para a realização de


alterações em projeto arquitetônico elaborado por terceiro, a Lei nº 12.378/2010 aponta
como infração disciplinar a falsa atribuição de autoria e a reprodução de trabalho de
autoria de terceiro sem a devida autorização, correspondendo tais infrações à violação de
Direitos Morais de autor, previstos na LDA.
Dada a relevância do tema, o CAU/BR editou, em 2013, a Resolução nº 67, através
da qual dispôs sobre os Direitos Autorais da Arquitetura e Urbanismo, estabelecendo as
normas e condições para registro das obras intelectuais no CAU.
Para que o autor de uma obra intelectual tenha reconhecido seu Direito Autoral sobre
ela, não é necessário que se realize qualquer tipo de registro, pois isto é o que dispõe a
LDA em seu art. 18. No entanto, o registro é uma faculdade da qual dispõe o autor das
obras intelectuais e providência altamente recomendável para que se tenha a prova da

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 77
data da criação da obra e a presunção de autoria.

9.5 DA COAUTORIA DE PROJETOS ARQUITETÔNICOS

Importante referir, visto que ocorre com muita frequência, que os projetos arquitetônicos
podem ser realizados por mais de um autor, estabelecendo-se uma relação de coautoria.
Neste caso, para qualquer tipo de uso da obra, sobretudo a realização de alterações por
terceiros, depende da concordância de todos os coautores.

9.6 ALGUMAS OBSERVAÇÕES

Os Direitos Autorais são transmissíveis aos herdeiros e o prazo de proteção, no Brasil,


é de 70 anos, contados do dia 1º de janeiro do ano subsequente à morte do autor da obra
e, quando for o caso, do último coautor.
Além da recomendação de efetuar o registro dos projetos para fins de comprovação de
Direitos Autorais, é fundamental que se observe a existência de coautores em um projeto,
pois todos os envolvidos têm os mesmos Direitos Morais e Patrimoniais.
Ainda, é recomendável que o arquiteto e urbanista organize seus trabalhos de forma a
conseguir comprovar, efetivamente a data em que os realizou, bem como elabore contratos
de prestação de serviços no qual esteja previsto o tratamento esperado em relação aos
seus Direitos Autorais sobre aquele trabalho, de forma que tudo fique claro, inclusive para
o contratante.
Apesar das normas de Direito Autoral parecerem algo vagas e até distantes da realidade
do arquiteto e urbanista, temos na legislação que regulamenta a profissão um perfeito
alinhamento com a Lei dos Direitos Autorais. Isto proporciona maior segurança no
desempenho da atividade do arquiteto e urbanista, além de contribuir para o fortalecimento
e valorização da profissão.

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HONORÁRIOS PROFISSIONAIS
10 HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

A Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul –


AAI Brasil/RS tem como um de seus objetivos sugerir métodos de cálculo de honorários
profissionais para a prestação de serviços de Arquitetura de Interiores, considerando
também a gestão dos escritórios.
Os parâmetros indicados para o cálculo destes valores são embasados no mercado da
cidade de Porto Alegre, e estão de acordo com o perfil da maioria dos escritórios de seus
associados, em sua maioria constituídos por profissionais pessoas físicas, tomados como
padrão básico.

10.1 CONDICIONANTES PARA O CÁLCULO DE HONORÁRIOS


PROFISSIONAIS DE ARQUITETURA DE INTERIORES

10.1.1 Capacidade de produção

A Capacidade de produção do escritório para o processo de projeto (projeto e execução)


está diretamente relacionada ao porte/perfil do mesmo.
Para efeito de cálculo do VALOR HORA PRODUTIVA (VHP) e, em consequência, do cálculo
do valor de honorários profissionais que o utilize como base, a AAI Brasil/RS considera as
seguintes características como padrão básico de escritório de Arquitetura e Urbanismo,
com uma estrutura mínima e eficiente para a prática do exercício profissional: profissional
autônomo; equipe de um (eventualmente dois) arquiteto e urbanista e mais um ou dois
estagiários; formação básica de graduação, em busca de especialização; 90% de atuação
exclusiva em Arquitetura de Interiores; assessoria contábil eventual; sem empregados;
desenvolvimento de atividades de projeto e execução (ou acompanhamento ou fiscalização);
escritório como fonte única de renda; arquiteto e urbanista autônomo, pessoa física.
Em 2015, o CAU/BR e o Instituto Datafolha realizaram o maior diagnóstico do setor já
feito no Brasil, com pesquisas quantitativa e qualitativa, de forma a traçar um panorama
abrangente sobre o que a população brasileira pensa sobre Arquitetura e Urbanismo.
Foram realizadas mais de 2.400 entrevistas em 177 municípios, aprofundadas em grupos
de discussão realizados nas cinco regiões do país. Os dados apurados refletem a realidade
do quadro de associados da AAI Brasil/RS e reforçam a importância deste campo de atuação
dos profissionais arquitetos e urbanistas, no País. http://www.caubr.gov.br/pesquisa2015

10.1.2 Atividades técnicas

A prestação de serviço de Arquitetura de Interiores, no processo de projeto (projeto


e execução), considera a NBR 13.531/1995 – Elaboração de projetos de edificações –
Atividades Técnicas e a NBR 13.532/1995 – Elaboração de projetos de edificações –
Arquitetura, adaptadas para o setor de atuação, que consiste em 3 fases:

1ª fase: concepção/projeto de Arquitetura de Interiores:


1ª etapa – estudo preliminar;
2ª etapa - anteprojeto;
3ª etapa - projeto executivo.

2ª fase: execução do projeto de Arquitetura de Interiores.

3ª fase: utilização/ocupação.

10.1.3 Escopo

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 80
Considera-se como serviço de Arquitetura de Interiores àquele que contempla o Escopo
de trabalho técnico, e administrativo, para o processo de projeto (projeto e execução) do
escritório (pessoa física), como relacionado abaixo:

1ª fase: concepção/projeto de Arquitetura de Interiores:

1ª etapa - estudo preliminar:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Elaboração de Proposta e/ou Contrato de serviços e de honorários profissionais;
- Verificação de necessidade de projetos complementares e de coordenação*;
- Verificação de necessidade de PPCI – Projeto de Prevenção Contra Incêndio*;
- Verificação de necessidade de Laudo de Inspeção Predial*;
- Verificação de necessidade de aprovação junto aos órgãos públicos*;
- Verificação de necessidade de estudo de viabilidade para aprovação de alterações
em edificações listadas e/ou tombadas como de interesse do patrimônio pelos poderes
públicos municipal, estadual e/ou nacional*;
- Elaboração de relatório de Vistoria inicial para projeto*, se necessário;
- Elaboração de Laudo de Vistoria*, com RRT específico, se necessário;
- Levantamento do espaço físico;
- Levantamento de mobiliários e/ou equipamentos existentes;
- Levantamento de elementos decorativos de interesse, existentes e/ou necessários*;
- Levantamento fotográfico;
- Elaboração de programa de necessidades;
- Definição da concepção de projeto;
- Elaboração do estudo preliminar: plantas, cortes e vistas;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de ajustes necessários;
- Registro de RRT - CAU de estudo preliminar de Arquitetura de Interiores, se necessário.

2ª etapa - anteprojeto:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Elaboração do anteprojeto (pode ser equiparado ao projeto básico): plantas, cortes e
vistas;
- Distribuição e especificação de pontos para elaboração de projetos complementares,
se necessário: de elétrico, de telefonia, de automação, de lógica, de gás, de calefação, de
aspiração, de áudio e vídeo, de pontos hidrossanitários e drenagem, e de condicionamento
térmico;
- Definição e especificação de elementos decorativos* de interesse, existentes e/ou
solicitados;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Elaboração de maquete eletrônica*, se necessário;
- Utilização de tecnologias para apresentação 3D*, se necessário;
- Elaboração de orçamento estimativo e/ou de orçamento definitivo*;
- Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de ajustes necessários;
- Registro de RRT - CAU de anteprojeto de Arquitetura de Interiores, se necessário.

3ª etapa - projeto executivo:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Contratação de projetos complementares*, se necessário;
- Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos projetos

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 81
complementares, se for o caso;
- Coordenação e compatibilização de projetos complementares*, se necessário;
- Contratação de projeto de PPCI*, se necessário;
- Contratação de Laudo de Inspeção Predial*, se necessário;
- Elaboração do projeto executivo (para execução): plantas, cortes e vistas;
- Especificação de materiais e detalhamento de acabamentos;
- Especificação de acabamentos acústicos específicos, quando necessário;
- Detalhamento de mobiliário sob medida;
- Especificação e/ou assessoria para aquisição de mobiliário pronto;
- Especificação e/ou assessoria para aquisição de elementos decorativos*;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Elaboração de maquete eletrônica*, se necessário;
- Utilização de tecnologias para apresentação 3D*, se necessário;
- Elaboração de documentação - projeto legal* - para aprovação junto aos órgãos
públicos, se necessário (exemplo: Vigilância Sanitária);
- Entrega, aprovação do projeto e apresentação de Termo de Recebimento de projeto
de Arquitetura de Interiores;
- Elaboração e entrega de Manual de Orientação do Usuário – MOU (Memorial Descritivo
de Projeto de Arquitetura de Interiores);
- Levantamento posterior de obra, conforme construída, e registro “as built” *, se
contratado;
- Registro de RRT – CAU de projeto executivo de Arquitetura de Interiores.

2ª fase: execução do projeto de Arquitetura de Interiores:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Entrevista(s) e reuniões com o(s) fornecedores(s);
- Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos projetos
complementares, se for o caso;
- Elaboração de Vistoria inicial para execução de projeto*, se necessário;
- Elaboração de Laudo de Vistoria com RRT* específico, se necessário;
- Elaboração de documentação requerida conforme a Norma de Reformas, se exigida;
- Confecção de placa de obra, conforme Resolução nº 75/2014, do CAU/BR;
- Apresentação de orçamentos para fornecimento de materiais e de mão-de-obra, por
terceiros, revisando contratos específicos, se for o caso;
- Execução de obras com visitas periódicas, conforme contrato de execução de projeto;
- Utilização de Registro Diário de Obra*, conforme prevê a Lei nº 8.666/93, se for o
caso;
- Definição e aquisição de elementos decorativos, e sua instalação*;
- Levantamento fotográfico para registro da execução e/ou para publicação*;
- Orientação aos clientes e autorização para os pagamentos de terceiros;
- Prestações de contas periódicas com documentação fiscal correspondente*;
- Elaboração de cronograma físico–financeiro*;
- Tomar ciência da entrega de manuais de materiais, instalações, equipamentos e
componentes que acompanham os produtos empregados e com os termos de Garantia
dos fornecedores ao(s) cliente(s);
- Elaboração e entrega de Manual de Orientação do Usuário – MOU (Memorial Descritivo
Como Construído);
- Elaboração e apresentação de Termo de Vistoria, para recebimento dos serviços de
execução prestados;
- Registro de RRT – CAU de execução de projeto de Arquitetura de Interiores.

3ª fase: utilização/ocupação:

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- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s)*;
- Aplicação de Pesquisa de pós-ocupação e de satisfação do cliente*;
- Elaboração de relatório e entrega;
- Registro de RRT – CAU de Avaliação Pós-ocupação.

*Estes itens são considerados Serviços Agregados pela AAI Brasil/RS: são aqueles que não
fazem parte do Escopo básico de serviços necessários para a elaboração de projeto e/ou
imprescindíveis para a sua execução. Devem ser, entretanto, e se for o caso, considerados
também no cálculo de honorários profissionais, de acordo com a sua representatividade
no conjunto do processo de projeto (projeto e execução).

Podem ser observadas algumas siglas de atividades/siglas para projetos de Arquitetura


conforme a NBR 13.531/1995:
a) levantamento de dados para arquitetura (LV-ARQ);
b) programa de necessidades de arquitetura (PN-ARQ);
c) estudo de viabilidade de arquitetura (EV-ARQ );
d) estudo preliminar de arquitetura (EP-ARQ );
e) anteprojeto de arquitetura (AP-ARQ) ou de pré execução (PR-ARQ);
f) projeto legal de arquitetura (PL-ARQ);
g) projeto básico de arquitetura (PB-ARQ) (opcional);
h) projeto para execução de arquitetura (PE-ARQ).

10.1.4 Tempo:

O Tempo é variável fundamental para a gestão e o cálculo de honorários profissionais:


está relacionado com o perfil do escritório (exemplo: pessoa física), com a equipe do
escritório de Arquitetura e Urbanismo, ou seja, com a sua capacidade de produção, sempre
considerando o Escopo de trabalho ofertado e contratado.
Para o método de gestão que utiliza o conceito de VALOR HORA PRODUTIVA (VHP), o
tempo de produção é a soma de todas as Horas Produtivas (HP) do arquiteto e urbanista e
de seus colaboradores e/ou parceiros.

10.2 MODALIDADES DE COBRANÇA DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

A AAI Brasil/RS recomenda algumas modalidades de cobrança de honorários profissionais,


considerando variáveis conforme os serviços prestados (Escopo), as atividades realizadas
(Projeto, Execução, etc), o tempo em Horas Produtivas (HP) para a equipe efetuar os
serviços, a valorização do tempo de atuação do profissional no mercado, a atividade de
desenho de produto, a atuação por consultoria e o valor de honorários fixado em CUB*/
m² (Tabela).

A Tabela deve ser utilizada apenas como uma referência geral. A prática da gestão do
escritório é fundamental para a justa cobrança de honorários profissionais.

Em especial, a AAI Brasil/RS desenvolveu e divulga o método de gestão do escritório pelo


VALOR HORA PRODUTIVA (VHP) e, com o conhecimento das despesas e domínio do tempo,
oportunizar aos profissionais a cálculo de honorários profissionais. O método conta com
um aplicativo, calculAAI, desenvolvido especialmente, disponível para download.

10.2.1 Percentual sobre o valor real gasto pela entidade, ou estimativo – para
execução de projeto

A determinação do valor de honorários profissionais, nesta modalidade, para execução

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 83
de projetos de Arquitetura de Interiores, consiste em aplicar um percentual sobre o valor
real gasto na execução do projeto ou sobre o valor apurado em um orçamento estimativo,
conforme o Grupo em que se insere, calculado conforme as indicações abaixo:
TEMPO DE ATUAÇÃO DO PERCENTUAL DO VALOR REAL GASTO OU DE
GRUPO
PROFISSIONAL NO MERCADO ORÇAMENTO ESTIMADO
A 0 - 10 anos de 10 a 15%
B mais de 10 anos acima de 15%

Esta modalidade é recomendada para o cálculo de honorários profissionais para
execução de projetos de Arquitetura de Interiores, em especial em ambientes comerciais
de lojas de shopping centers. Neste caso, os profissionais são em geral contratados para
projeto e execução, além da coordenação de projetos complementares - atividade que
pode ter valor apresentado em separado, como Serviço Agregado, podendo ser aplicados
os percentuais sobre o valor real gasto ou sobre o valor total de um orçamento estimativo
para a execução do projeto, apresentado e aprovado pelo cliente.

10.2.2 Valores mínimos - para projeto

Para cobrança de honorários profissionais mínimos para projeto, cujo valor do


serviço, baseado em orçamento estimativo, ou em CUB/m², seja inferior a 1 (um) CUB,
é recomendada a utilização da forma de cálculo de honorários profissionais por Hora
Técnica (HT) despendida para a realização do projeto de Arquitetura de Interiores.

10.2.3 Hora Técnica (HT)) – para serviços específicos

Esta modalidade é recomendada para determinar o valor para a prestação de serviços e


atividades específicos, como:
- Serviços Agregados previstos no Escopo e contrato;
- direitos de imagem;
- mostras de Arquitetura, exposições, eventos e Arquitetura Efêmera;
- outras atividades específicas como: Consultoria, Orientação Técnica, Laudos, Vistorias,
“as built”, aquisição de móveis e/ou objetos decorativos;
- Acompanhamento e/ou Fiscalização de execução de obras, com rotina estabelecida
previamente em contrato.

O valor da prestação destes serviços ou atividades pode ser calculado de acordo com o
Grupo em que se insere, considerando o tempo de atuação do profissional no mercado,
como segue:
GRUPO TEMPO DE ATUAÇÃO NO MERCADO PERCENTUAL DO CUB*
A 0 - 5 anos 15%
B 6 - 14 anos 20%
C acima de 15 anos 25%

*O valor do CUB - Custo Unitário Básico da Construção, utilizado como referência neste Guia, é o CUB
publicado pelo Sinduscon/RS, que tem como base de metodologia de cálculo a NBR 12.721/2006.

10.2.4 Serviços de desenho de produto

Recomendamos a cobrança de honorários profissionais conforme o tipo de relação


estabelecida entre o profissional e o contratante e o serviço a ser prestado, sendo que
pode ser adotada a cobrança por Horas Técnicas (HT).

10.2.5 Profissional efetivado por uma empresa

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 84
Os profissionais que trabalham como empregados, fazendo parte do grupo de
colaboradores de empresas (pessoas jurídicas) de Arquitetura e Urbanismo, devem ser
remunerados por meio de salário.
Para o estabelecimento dos valores de salário de arquitetos e urbanistas, deve ser
considerada a legislação trabalhista do Salário Mínimo Profissional (SMP), em vigor, e
também resoluções do CAU/BR para fracionamentos do valor do SMP, conforme o tempo
acordado para o trabalho, compatível com o serviço prestado.

10.2.6 Assessorias externas

Quando o trabalho é executado por assessorias externas, as formas de remuneração


variam:

a) por royalties: recomenda-se fixar um percentual sobre o faturamento gerado pelo


novo produto, que deve ser pago à assessoria. O percentual varia de 2 a 3%. As despesas
decorrentes de projeto e protótipo ficam a cargo da empresa;
b) por carga horária: o profissional ou a equipe é contratado para cumprir determinada
carga horária mensal, respondendo interna ou externamente sobre todos os assuntos
referentes aos produtos da empresa. Neste caso, a remuneração é calculada em horas de
trabalho;
c) por tarefa: a assessoria é contratada para executar uma tarefa específica e a
remuneração tem como base um valor pré-fixado para o trabalho.

Observação: no caso em que o profissional busque uma empresa com um produto pronto
para ser colocado em produção, este poderá ser remunerado na forma de royalties, sob
o valor de faturamento do produto ou, ainda, o profissional poderá previamente estipular
um valor fixo pelo qual a empresa pagará para ter todos os direitos sobre o produto.

10.3 TABELA DE HONORÁRIOS

Há uma grande discussão interna na AAI Brasil/RS sobre a manutenção da Tabela de


Honorários entre as recomendações para cobrança de prestação de serviços.

Na 7ª edição impressa deste Guia, em 2007, foi retirada a Tabela de Honorários do


Guia de Orientação Profissional - GOP, por se considerar que era imprescindível investir,
exclusivamente, em instrumentos de gestão, como era o caso do cálculo de honorários
profissionais pelo método de gestão do VALOR HORA (VH), publicado nas edições de 2007
(7ª), 2019 (8ª) e 2013 (9ª e última edição impressa), sempre aprimoradas por Grupos de
Trabalho e com assessoria contábil.

O método do VH foi inserido na 1ª edição do aplicativo da AAI Brasil/RS, em 2017, o
calculAAI, apresentado e testado em eventos na Capital e interior do Estado.
A 1ª edição digital do GOP (2017) no formato de e-book manteve a Tabela de Honorários,
por solicitação de associados e de profissionais recém-formados, dada a repercussão
nacional atingida pela publicação impressa, enviada para profissionais de todo o país por
muitos anos.

Investindo sempre mais em metodologias de gestão, um novo Grupo de Trabalho


aperfeiçoou o método do VH, que evoluiu para o conceito de VALOR HORA PRODUTIVA
(VHP), apresentado pela primeira vez na 2ª edição digital (2018) do Guia, que entre edições
impressas e digitais alcança a sua 11ª edição.
A evolução do método do VH para o VHP é parte, também, da 2ª edição do aplicativo

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 85
calculAAI (2018).
O GOP 2018 mantém a publicação da Tabela, em especial por considerar que os novos
profissionais que entram no mercado ainda não têm parâmetros de gestão (tempo, escopo,
domínio das despesas de seus escritórios) suficientes para estabelecer valores para a
cobrança de honorários apenas com base nos métodos de gestão. Sabemos, também,
que a Tabela de Honorários da AAI Brasil/RS é utilizada como referência em questões do
judiciário que envolvem discussão de valores de remuneração, desde que referenciada em
contrato.

Assim, a recomendação da AAI Brasil/RS é para que arquitetos e urbanistas que atuam
em atividades de projeto e execução de Arquitetura de Interiores, utilizem métodos de
gestão para o cálculo de Honorários Profissionais. E, caso utilizem a Tabela de Honorários
para obter orientação com base em CUB/m², devem sempre confrontar o resultado com
valores apurados com instrumentos de gestão de seus escritórios.

Para utilizar a Tabela de Honorários é necessário ter claro o Escopo do trabalho, com todos
os serviços a serem prestados para Projeto e/ou Execução de Arquitetura de Interiores,
buscando inseri-los, da forma mais aproximada, em uma das colunas da PLANILHA DE
SERVIÇOS – GRUPOS DE ESCOPOS.

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 86
PLANILHA DE SERVIÇOS - GRUPOS DE ESCOPOS
GRUPO I GRUPO II GRUPO III
OBRA CIVIL E AMBIENTAÇÃO OBRA CIVIL AMBIENTAÇÃO
Distribuição dos espaços com Distribuição dos
Distribuição dos espaços
alterações estruturais espaços
Distribuição de
Distribuição de mobiliário Distribuição de mobiliário
mobiliário
Distribuição e localização
Distribuição e localização
de pontos para projetos
de pontos para projetos
complementares, conforme
complementares, conforme
Escopo: de elétrico, de
Escopo: de elétrico, de telefonia,
telefonia, de automação, de
de automação, de lógica, de
lógica, de gás, de calefação,
gás, de calefação, de aspiração,
de aspiração, de áudio e vídeo,
de áudio e vídeo, de pontos
de pontos hidrossanitários
hidrossanitários e de drenagem, e
e de drenagem, e de
de condicionamento térmico
condicionamento térmico
Detalhamento das áreas Detalhamento das áreas
molhadas, impermeabilizações molhadas, impermeabilizações e
e exaustões exaustões
Detalhamento de acabamentos Detalhamento de acabamentos de
de forros e pisos forros e pisos
Detalhamentos de Detalhamentos de acabamentos
acabamentos de esquadrias, de esquadrias, rodapés, marcos e
rodapés, marcos e guarnições guarnições
Detalhamento de
Detalhamento de mobiliário
mobiliário sob
sob medida
medida
Especificação de mobiliário Especificação de
pronto mobiliário pronto
Detalhamento de sistemas de Detalhamento de sistemas de
iluminação com especificação iluminação com especificação
Especificação
de luminárias funcionais e de luminárias funcionais e
de luminárias
decorativas e de acabamentos decorativas e de acabamentos
decorativas
elétricos e detalhamento de elétricos e detalhamento de
sistemas de automação sistemas de automação
Especificação de louças
e metais sanitários; Especificação de louças e metais Especificação de
especificação de acessórios sanitários acessórios sanitários
sanitários
Detalhamento de tratamento Detalhamento de tratamento Especificação de
de superfícies; Especificação de superfícies; Especificação de cores (pinturas e
de cores (pinturas e outros) cores (pinturas e outros) papeis de parede)
Detalhamento de sistemas de Detalhamento de sistemas de
vedação e proteção solar vedação e proteção solar
Especificação
de elementos
Especificação de elementos Detalhamento de elementos
decorativos:
decorativos: cortinas, toldos, decorativos: cortinas, toldos,
cortinas, toldos,
brises e persianas brises, e persianas
brises e
persianas
Detalhamento de esperas para
Detalhamento de esperas para
equipamentos eletro-
equipamentos eletro-eletrônicos
eletrônicos e de outros
e de outros equipamentos para
equipamentos para cozinha e
cozinha e serviços
serviços
Especificação
Especificação de elementos de elementos
Detalhamento de elementos
decorativos: tecidos, tapetes, decorativos: tecidos,
decorativos: tecidos, tapetes,
estofaria, objetos e obras de tapetes, estofaria,
estofaria, objetos e obras de arte
arte objetos e obras de
arte

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 87
Detalhamento de esperas para
Detalhamento de esperas para
vegetação e drenagem para Especificação de
vegetação e drenagem para
paisagismo; especificação de vegetação
paisagismo
vegetação

Após estabelecer a relação dos serviços de Escopo a ser contratados com os Grupos
na PLANILHA DE SERVIÇOS – GRUPOS DE ESCOPOS: Obra Civil e Ambientação, Obra Civil,
Ambientação, é definido o Grupo de Escopo que melhor representa (por aproximação) o
serviço a ser prestado, seja Grupo I, II ou III.

Conforme o Grupo de Escopo definido na planilha anterior e a faixa de área/metragem


envolvida na intervenção do profissional, basta aplicar os índices abaixo, da PLANILHA DE
ÍNDICES – HONORÁRIOS PROFISSIONAIS para Projeto e/ou Execução, e calcular os valores
de honorários correspondentes.

PLANILHA DE ÍNDICES – HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

ÁREA GRUPO I (CUB/m²) GRUPO II (CUB/m²) GRUPO III (CUB/m²)


METRAGEM
P E P+E P E P+E P E P+E
(m²)
0a6 0,40 0,26 0,66 0,30 0,22 0,52 0,24 0,16 0,40
7 a 15 0,36 0,24 0,60 0,28 0,20 0,48 0,22 0,14 0,36
16 a 30 0,28 0,20 0,48 0,18 0,12 0,30 0,14 0,09 0,23
31 a 60 0,19 0,14 0,33 0,17 0,11 0,28 0,12 0,08 0,20
61 a 100 0,17 0,11 0,28 0,12 0,09 0,21 0,10 0,07 0,17
101 a 200 0,10 0,07 0,17 0,08 0,06 0,14 0,12 0,08 0,20
Acima de 200 0,08 0,06 0,14 0,07 0,05 0,12 0,05 0,04 0,09

P = Projeto (60%)
E = Execução (40%)
P+E = Projeto mais Execução

*O valor do CUB - Custo Unitário Básico da Construção, utilizado como referência neste Guia, é o CUB
publicado pelo Sinduscon/RS, que tem como base de metodologia de cálculo a NBR 12.721 – 2006.

Com base na PLANILHA DE ÍNDICES – HONORÁRIOS PROFISSIONAIS, acima, pode-se obter


valores referenciais para outras atividades, por sugestão da AAI Brasil/RS, tais como:
- Coordenação e compatibilização de projetos: 20% sobre o valor de projeto, se o
profissional contratado é o autor do projeto e 50% sobre o valor do projeto, se o profissional
contratado não é o autor do projeto;
- Gerenciamento com cronograma físico-financeiro: mesmo valor de execução acrescido
de 20% para cronograma físico-financeiro.

Observação: ao cálculo de honorários profissionais pela Tabela de Honorários da AAI


Brasil/RS devem associar-se os condicionantes para a gestão do escritório de Arquitetura
e Urbanismo; deve-se obter, sempre, o resultado calculado em percentuais de CUB/m²
equiparado com os valores necessários para a manutenção, risco e lucro do escritório e do
arquiteto e urbanista na prática do exercício profissional, que podem ser calculados pelo
método de gestão indicado neste Guia.

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MÉTODO DE GESTÃO
DO ESCRITÓRIO - VHP
11. MÉTODO DE GESTÃO DO ESCRITÓRIO PELO VALOR HORA
PRODUTIVA - VHP

A AAI Brasil/RS elaborou em 2007, desenvolveu em 2009, e aprimorou em 2013, sempre


por meio de Grupos de Trabalho, uma metodologia para referenciar o cálculo de honorários
para um escritório de arquiteto e urbanista, profissional autônomo (pessoa física), e com
uma estrutura padrão, básica, para a prática do exercício de Arquitetura de Interiores, com
base na gestão do escritório.
O método então criado, do VALOR HORA (VH), flexibilizou o cálculo de honorários
profissionais e contemplou parâmetros de mercado, considerando a gestão financeira
e administrativa do escritório de Arquitetura e Urbanismo e incorporando despesas,
reembolsos, receitas, riscos e lucro ao cálculo de honorários profissionais.

11.1 CÁLCULO DO HP - HORAS PRODUTIVAS

PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO


Gestão pelo VHP

Em 2018, o método de gestão proposto pela AAI Brasil/RS evoluiu para VALOR HORA
PRODUTIVA (VHP), que deve ser calculado de acordo com as seguintes variáveis:
A. Despesas correntes (mês);
B. Horas Produtivas (mês) = HP.

A. Despesas correntes

O total de Despesas correntes de um escritório de Arquitetura e Urbanismo, em um


mês, está diretamente relacionado com o perfil/porte do mesmo e com a capacidade
de trabalho de seus membros. Este valor deve ser integralmente reembolsável pelo(s)
CONTRATANTE(S).
Para o seu cálculo, são consideradas as despesas mensais de rotina: de ocupação, de
comunicação, de divulgação, com equipe (estagiários, colaboradores e empregados), com
pró-labore, com terceiros, gerais, tributárias e financeiras.

1. Despesas de ocupação: aluguel do escritório, condomínio, água, energia elétrica, outras;


2. Despesas de comunicação: telefone fixo; telefone celular; Internet, outras;
3. Despesas de divulgação: propaganda e publicidade, brindes, domínio de homepage,
hospedagem de homepage, impulsionamentos em redes sociais, blog profissional, outras;
4. Despesas com equipe: 1. estagiário(s) – convênio, remuneração, seguro, férias, transporte.
2. empregado(s) – salários, INSS, FGTS,13º salário, férias, transporte, outras;
5. Despesas com pró-labore: arquiteto e colaborador(es) arquiteto(s), INSS, outras;
6. Despesas com terceiros: contador, advogado, assessoria para informática, assessoria
de imprensa, fotógrafo, segurança, limpeza, motoboy, outras;
7. Despesas gerais: material de escritório, manutenção e reparos do escritório, material
de informática, softwares, material de consumo, material de limpeza, seguro patrimonial,
manutenção e reparos do veículo, seguro do veículo, combustível, tarifas bancárias,
depreciação e amortização de patrimônio, assinatura de publicações, participação em
feiras e eventos, anuidade do CAU, contribuições sindicais, associações de classe, seguro
profissional, outras;
8. Despesas tributárias (PF): IPTU, IPVA, IR, ISSQN, outras;
9. Despesas financeiras: conta bancária, cartão de crédito, juros, outras.

O valor de reembolso desejável para a remuneração do trabalho do arquiteto e urbanista


(e colaboradores arquitetos e urbanistas) é considerado como pró-labore, e faz parte do

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conjunto de Despesas correntes do escritório.

Observação: para efeito de cálculo do VALOR HORA PRODUTIVA (VHP), a Associação


recomenda que este valor não seja inferior a 1 (um) Salário Mínimo Profissional (SMP =
9 salários para 8 horas de trabalho/dia ou 6 salários para 6h/dia), conforme informa o
Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS – SAERGS, ainda que se trate, neste caso, de
profissional autônomo e sem considerar fatores de risco pelo modelo de negócio. O SMP
pode ser fracionado, chegando-se a um valor por hora de trabalho.

B. Horas Produtivas

Horas Produtivas (HP) é a soma das horas produtivas de todos os membros do escritório:
arquiteto e urbanista, colaboradores (arquitetos e urbanistas), estagiários e empregados.
O tempo de produção do escritório é determinado pela capacidade de trabalho produtivo
do mesmo em um mês.

Observações: em média, pelo horário comercial, uma pessoa trabalha 21 dias úteis/mês
com 8 horas/dia = 168 horas/mês; um estagiário trabalha no máximo 21 dias úteis/mês
com até 6 horas/dia = 126 horas/mês. Nem todas estas horas podem ser consideradas
horas produtivas, motivo pelo qual deve-se calcular o tempo produtivo, de fato, de cada
membro do escritório em um mês.

11.2 CÁLCULO DO VHP - VALOR HORA PRODUTIVA

HP (Horas Produtivas): é a soma de todas as horas produtivas de todos os membros do


escritório, em um mês.

VHP (Valor Hora Produtiva): o cálculo não contempla lucro, ou risco, apenas paga as
Despesas correntes de produção do escritório, motivo pelo qual é tratado como valor
reembolsável pelo contratante.

Despesas correntes
VHP (Valor Hora Produtiva) = ------------------------------------------------
HP (Horas Produtivas)

PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO


Gestão pelo VALOR HORA PRODUTIVA - VHP
DESPESAS CORRENTES (ROTINA) R$/MÊS
Despesas de ocupação
aluguel do escritório
condomínio
água
energia elétrica
outras
Despesas de comunicação
telefone fixo
telefone celular
Internet
outras
Despesas de divulgação

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PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO
Gestão pelo VALOR HORA PRODUTIVA - VHP
propaganda e publicidade
brindes
domínio de homepage
hospedagem de homepage
impulsionamentos em redes sociais
Blog profissional
outras
Despesas com equipe
1. estagiário(s)
convênio
remuneração
seguro
férias
transporte
2. empregado (s)
salários
INSS
FGTS
13º salário
férias
transporte
outras
Despesas com pró-labore
arquiteto
colaborador(es) arquiteto(s)
INSS
outras
Despesas com terceiros
contador
advogado
assessoria para informática
assessoria de imprensa
segurança
fotógrafo
limpeza
motoboy
outras
Despesas gerais
material de escritório
manutenção e reparos do escritório
material de informática
softwares
material de consumo
material de limpeza
seguro patrimonial
manutenção e reparos do veículo
seguro do veículo
combustível
tarifas bancárias
depreciação e amortização de patrimônio
assinatura de publicações

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PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO
Gestão pelo VALOR HORA PRODUTIVA - VHP
participação em feiras e eventos
anuidade do CAU
contribuições sindicais
associações de classe
seguro profissional
outras
Despesas tributárias (PF)
IPTU
IPVA
IR
ISSQN
outras
Despesas financeiras
conta bancária
cartão de crédito
juros
outras
TOTAL DE DESPESAS CORRENTES: R$ ...........

HORAS PRODUTIVAS (HP)


Arquiteto(s) HORAS
Estagiário(s) HORAS
Empregado(s) HORAS
HORAS PRODUTIVAS/MÊS: .......... HP

DESPESAS CORRENTES HP
VALOR HORA PRODUTIVA (VHP)
R$ HORAS
VHP = DESPESAS CORRENTES/HP: R$ ..............


Com base no método de gestão pelo VALOR HORA PRODUTIVA (VHP), é necessário
considerar, para cada atividade desenvolvida, as variáveis:
- Escopo, considerando os Serviços Agregados, se contratados;
- Tempo, para desenvolver cada atividade (projeto e execução);
- Risco;
- Lucro.

ESCOPO
A prestação de serviço de Arquitetura de Interiores, para projeto e execução de projeto,
consiste nas seguintes fases e etapas:

1ª fase: concepção/projeto de Arquitetura de Interiores:

1ª etapa - estudo preliminar:

Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s); Elaboração de Proposta e/ou Contrato


de serviços e de honorários profissionais; Verificação de necessidade de projetos
complementares e de coordenação*; Verificação de necessidade de PPCI – Projeto de
Prevenção Contra Incêndio*Verificação de necessidade de Laudo de Inspeção Predial*;
Verificação de necessidade de aprovação junto aos órgãos públicos*; Verificação de
necessidade de estudo de viabilidade para aprovação de alterações em edificações listadas

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e/ou tombadas como de interesse do patrimônio pelos poderes públicos municipal, estadual
e/ou nacional*; Elaboração de relatório de Vistoria inicial para projeto*, se necessário;
Elaboração de Laudo de Vistoria*, com RRT específico, se necessário; Levantamento do
espaço físico; Levantamento de mobiliários e/ou equipamentos existentes; Levantamento
de elementos decorativos de interesse, existentes e/ou necessários*; Levantamento
fotográfico; Elaboração de programa de necessidades; Definição da concepção de
projeto; Elaboração do estudo preliminar: plantas, cortes e vistas; Elaboração de imagens
perspectivas; Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de ajustes necessários;
Registro de RRT - CAU de estudo preliminar de Arquitetura de Interiores, se necessário.

2ª etapa - anteprojeto:

Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s); Elaboração do anteprojeto (pode ser


equiparado ao projeto básico): plantas, cortes e vistas; Distribuição e especificação de
pontos para elaboração de projetos complementares, se necessário: de elétrico, de telefonia,
de automação, de lógica, de gás, de calefação, de aspiração, de áudio e vídeo, de pontos
hidrossanitários e drenagem, e de condicionamento térmico; Definição e especificação
de elementos decorativos* de interesse, existentes e/ou solicitados; Elaboração de
imagens perspectivas; Elaboração de maquete eletrônica*, se necessário; Utilização de
tecnologias para apresentação 3D*, se necessário; Elaboração de orçamento estimativo
e/ou de orçamento definitivo*; Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de
ajustes necessários; Registro de RRT - CAU de anteprojeto de Arquitetura de Interiores, se
necessário.

3ª etapa - projeto executivo:

Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s); Contratação de projetos complementares*,


se necessário; Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos
projetos complementares, se for o caso; Coordenação e compatibilização de projetos
complementares*, se necessário; Contratação de projeto de PPCI*, se necessário;
Contratação de Laudo de Inspeção Predial*, se necessário; Elaboração do projeto executivo
(para execução): plantas, cortes e vistas; Especificação de materiais e detalhamento de
acabamentos; Especificação de acabamentos acústicos específicos, quando necessário;
Detalhamento de mobiliário sob medida; Especificação e/ou assessoria para aquisição
de mobiliário pronto; Especificação e/ou assessoria para aquisição de elementos
decorativos*; Elaboração de imagens perspectivas; Elaboração de maquete eletrônica*, se
necessário; Utilização de tecnologias para apresentação 3D*, se necessário; Elaboração de
documentação - projeto legal* - para aprovação junto aos órgãos públicos, se necessário
(exemplo: Vigilância Sanitária); Entrega, aprovação do projeto e apresentação de Termo de
Recebimento de projeto de Arquitetura de Interiores; Elaboração e entrega de Manual de
Orientação do Usuário – MOU (Memorial Descritivo de Projeto de Arquitetura de Interiores);
Levantamento posterior de obra, conforme construída, e registro “as built” *, se contratado;
Registro de RRT – CAU de projeto executivo de Arquitetura de Interiores.

2ª fase: execução do projeto de Arquitetura de Interiores:

Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s); Entrevista(s) e reuniões com o(s)


fornecedores(s); Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos
projetos complementares, se for o caso; Elaboração de Vistoria inicial para execução de
projeto*, se necessário; Elaboração de Laudo de Vistoria com RRT* específico, se necessário;
Elaboração de documentação requerida conforme a Norma de Reformas, se exigida;
Confecção de placa de obra, conforme Resolução nº 75/2014, do CAU/BR; Apresentação
de orçamentos para fornecimento de materiais e de mão-de-obra, por terceiros, revisando

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contratos específicos, se for o caso; Execução de obras com visitas periódicas, conforme
contrato de execução de projeto; Utilização de Registro Diário de Obra*, conforme prevê
a Lei nº 8.666/93, se for o caso; Definição e aquisição de elementos decorativos, e sua
instalação*; Levantamento fotográfico para registro da execução e/ou para publicação*;
Orientação aos clientes e autorização para os pagamentos de terceiros; Prestações de contas
periódicas com documentação fiscal correspondente*;Elaboração de cronograma físico–
financeiro*; Tomar ciência da entrega de manuais de materiais, instalações, equipamentos
e componentes que acompanham os produtos empregados e com os termos de Garantia
dos fornecedores ao(s) cliente(s); Elaboração e entrega de Manual de Orientação do Usuário
– MOU (Memorial Descritivo Como Construído); Elaboração e apresentação de Termo de
Vistoria, para recebimento dos serviços de execução prestados; Registro de RRT – CAU de
execução de projeto de Arquitetura de Interiores.

3ª fase: utilização/ocupação:

Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s)*; Aplicação de Pesquisa de pós-ocupação


e de satisfação do cliente*; Elaboração de relatório e entrega; Registro de RRT – CAU de
Avaliação Pós-ocupação.

*Estes itens são considerados Serviços Agregados pela AAI Brasil/RS: são aqueles que não
fazem parte do Escopo básico de serviços necessários para a elaboração de projeto e/ou
imprescindíveis para a sua execução. Devem ser, entretanto, e se for o caso, considerados
também no cálculo de honorários profissionais, de acordo com a sua representatividade
no conjunto do processo de projeto (projeto e execução).

TEMPO (H)
Conforme o Escopo e contrato firmados, é necessário estimar o Tempo (em horas) para
desenvolver cada atividade prevista, técnica e administrativa.

O número de Horas previsto para cada atividade na PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E


HORAS (Honorários profissionais) é multiplicado pelo Valor Hora Produtiva – VHP, apurado
pela PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO (Gestão pelo VHP).

RISCO
Para cada contrato devem ser previstas as diferentes atividades técnicas e administrativas
necessárias à prestação do serviço. Para o cálculo de honorários é fundamental considerar
um percentual de RISCO, que pode ser aplicado conforme sugerido abaixo:
- Projeto: aplicar 15% sobre o valor total apurado;
- Execução: aplicar 25% sobre o valor total apurado.

LUCRO
Esta variável não costuma ser considerada nas propostas de honorários e deve ser
prevista como uma reserva para investimento e crescimento do escritório ou negócio,
além de pró-labore.
Para definir o valor desta variável, é necessário considerar: o tempo de prática e formação
profissional do arquiteto e urbanista, o investimento em capacitação e aprimoramento
profissional da equipe, a marca reconhecida no mercado, a qualificação da equipe de
trabalho do escritório, a especialidade de atuação em que se insere o escritório, os trabalhos
publicados, e outros itens que agreguem valor ao serviço prestado pelo profissional e
escritório.
Para efeito de cálculo de Honorários profissionais, a AAI Brasil/RS sugere, como referência,
o percentual de 15% sobre o valor total apurado, adicionado o Risco.

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PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais

VALOR HORA PRODUTIVA – VHP (R$)

TEMPO (H)
(por cada atividade, técnica e administrativa, conforme Escopo)

RISCO (%)
(15% para Projeto e 25% para Execução de projeto – sobre total)

LUCRO (%), adicionado ao Risco


(15% - sobre total)

Honorários profissionais (R$)

A metodologia de gestão e cálculo de honorários pelo VHP adotada pela AAI Brasil/RS
considera os novos arranjos de prestação de serviços pelos arquitetos e urbanistas nos
escritórios (pessoa física), com equipes e no formato de trabalho colaborativo.

PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES


Cliente/Obra/Data

PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS


Honorários profissionais
ATIVIDADES TÉCNICAS E ADMINISTRATIVAS - ESCOPO DE TRABALHO HORAS
1. REUNIÃO CLIENTE - Primeiro encontro com o cliente, APRESENTAÇÃO
Apresentar-se
Apresentar portfólio
Conhecer o cliente
Identificar o perfil do cliente
Identificar as necessidades para elaborar o programa de necessidades
Identificar a faixa de orçamento a ser trabalhada
Identificar as expectativas do cliente
Conhecer o espaço
Identificar os elementos a serem mantidos, substituídos ou adquiridos
Identificar as dificuldades a serem encontradas
Registrar os dados pessoais do cliente
Explicar a forma de trabalho e de cobrança de honorários profissionais
Combinar a data para entrega da proposta de trabalho e honorários profissionais
para projeto
2. ESCRITÓRIO - Elaborar PROPOSTA de trabalho e honorários profissionais

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PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
Estabelecer o programa de necessidades
Definir o ESCOPO de trabalho, os itens a serem entregues
Discutir a necessidade de assessorias complementares
Verificar normas técnicas e a necessidade de legislação específica de aprovação
Verificar a viabilidade para alterações em edificações listadas e/ou tombadas
Identificar o autor do projeto original
Definir o cronograma para entrega de etapas
Fazer o levantamento do TEMPO, em Horas (H), a serem utilizadas para o
desenvolvimento do projeto
Prever os RISCOS
Organizar portfólio
Formalizar a proposta
3. REUNIÃO ESCRITÓRIO - Segundo encontro com o cliente, apresentar a PROPOSTA
Entregar a PROPOSTA de trabalho e honorários profissionais
Entregar portfólio
Explicar a PROPOSTA, os termos do futuro contrato e a forma de pagamento de
honorários profissionais
Assinar a PROPOSTA para a etapa: estudo preliminar, anteprojeto ou projeto
Definir as assessorias complementares para projeto e a coordenação/
compatibilização dos mesmos
Combinar o gerenciamento das alterações
Apresentar imagens e fotos de trabalhos anteriores
4. ESCRITÓRIO - Elaborar CONTRATO de trabalho e honorários profissionais
Formalizar a proposta em termos de CONTRATO de trabalho e honorários
profissionais
Elaborar o RRT CAU para a etapa: estudo preliminar, anteprojeto ou projeto
5. REUNIÃO CLIENTE - Terceiro encontro com o cliente, apresentar o CONTRATO
Apresentar o CONTRATO
Assinar o CONTRATO
Assinar o RRT CAU para a etapa: estudo preliminar, anteprojeto ou projeto
Receber parcela de honorários profissionais
Estabelecer a contratação de assessorias complementares e a coordenação/
compatibilização
Definir relação com autor do projeto original
Definir e aprovar o programa de necessidades
Combinar as formas e os horários para comunicação
Explicar o gerenciamento das aquisições para execução, se for o caso
Solicitar as plantas dos projetos, caso seja edificação nova ou em construção
6. OBRA - Levantamento do espaço físico
Medir o espaço
Fotografar o espaço
Medir mobiliários e equipamentos, na obra ou em outros locais
Efetuar Vistoria inicial ao local e entorno

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PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
7. ESCRITÓRIO - Pesquisar e elaborar a CONCEPÇÃO para PROJETO
Pesquisar tendências
Pesquisar materiais
Pesquisar sobre o estilo de vida ou negócio do cliente
Pesquisar sobre alternativas para projeto
Pesquisar normas técnicas e a necessidade de legislação específica de aprovação
Efetuar Termo de Vistoria inicial
Informar ao autor do projeto original da contratação para a intervenção no espaço
8. ESCRITÓRIO - Elaborar o ESTUDO PRELIMINAR e/ou o ANTEPROJETO
Elaborar plantas do levantamento
Estabelecer o cumprimento às normas técnicas e legislações para aprovação
Elaborar o programa de necessidades
Desenvolver o ESTUDO PRELIMINAR e/ou o ANTEPROJETO
Desenvolver cortes, vistas e perspectivas
Estabelecer a utilização de mobiliário e elementos decorativos (existentes ou
novos)
9. LOJAS E ESCRITÓRIO - Escolher MATERIAIS e TECNOLOGIAS
Visitar lojas e fornecedores para especificações
Adequar a escolha dos materiais e tecnologias ao projeto
10. ESCRITÓRIO - Elaborar ORÇAMENTO ESTIMATIVO ou DEFINITIVO
Pesquisar valores de todos os itens do ESCOPO previsto
Elaborar planilha de ORÇAMENTO ESTIMATIVO ou DEFINITIVO, de acordo com o
ESCOPO
Definir honorários profissionais para assessorias complementares
11. ESCRITÓRIO - Elaborar apresentação do ESTUDO PRELIMINAR e/ou ANTEPROJETO
Finalizar a elaboração das plantas, cortes, vistas e perspectivas
Imprimir e/ou plotar as plantas
Elaborar maquete eletrônica
Imprimir a planilha de ORÇAMENTO ESTIMATIVO ou DEFINITIVO
12. REUNIÃO ESCRITÓRIO - Quarto encontro com o cliente – Apresentar ESTUDO
PRELIMINAR e/ou ANTEPROJETO
Apresentar e aprovar o estudo preliminar e/ou anteprojeto
Apresentar amostras de materiais
Apresentar e aprovar ORÇAMENTO ESTIMATIVO ou DEFINITIVO
Estabelecer a contratação de assessorias complementares
13. ESCRITÓRIO - Desenvolver o projeto EXECUTIVO - detalhamentos
Elaborar projeto para a execução dos serviços
Fornecer projeto de pontos para instalações às assessorias complementares
contratadas
Elaborar alvenarias, demolições e construções
Elaborar distribuição e especificação de pontos elétricos
Elaborar distribuição e especificação de pontos hidráulicos
Elaborar distribuição de pontos de telefonia e lógica
Elaborar definição e especificação de sistema de condicionamento térmico
Elaborar forros e luminotécnica
Elaborar detalhamentos de revestimentos e especificar materiais
Elaborar detalhamento de mobiliário sob medida
Elaborar especificação e listagem de mobiliários prontos e equipamentos
Programar a compatibilização dos projetos complementares contratados
Revisar a planilha do orçamento estimativo, conforme escopo aprovado pelo cliente
Desenvolver maquete eletrônica
Elaborar PROJETO LEGAL para aprovação junto aos órgãos públicos

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PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
Elaborar PROJETO EXECUTIVO - detalhamentos para apresentação ao cliente
Elaborar apresentação de conjunto de projetos complementares contratados
Elaborar e apresentar Termo de Recebimento de projetos
14. ESCRITÓRIO - Elaborar Memorial Descritivo de projeto -
Manual de Orientação do Usuário - MOU
Elaborar Memorial Descritivo de projeto e Termo de Recebimento
15. REUNIÕES - Encontros com o cliente, apresentar PROJETO EXECUTIVO
Apresentar PROJETO EXECUTIVO e aprovar os detalhamentos
Entregar o Memorial Descritivo
Apresentar e aprovar a revisão da planilha de orçamento estimativo ou definitivo
Assinar Termo de Recebimento para projetos e Memorial Descritivo

VHP – Valor Hora Produtiva (reais)


PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO
TEMPO de produção de atividades (horas) HORAS
Somatório VHP x Tempo de produção Total R$
Risco (de retrabalho) - 15% do somatório R$
Lucro (+15%) R$
HONORÁRIOS: PROJETO Total R$
Serviços Agregados (opcional) Total R$
Serviços de Terceiros (opcional) Total R$
HONORÁRIOS PROJETO (com os opcionais): Total R$

Obs:
Serviços Agregados (atividades): são aqueles que não fazem parte do Escopo básico
de serviços necessários para a elaboração de projeto e/ou imprescindíveis para a sua
execução, que podem ser prestados pelo próprio profissional, caso incluídos no contrato.
Serviços de Terceiros (profissionais): são aqueles contratados de outros profissionais,
caso incluídos no contrato.

EXECUÇÃO DE PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES


Cliente/Obra/Data

PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS


Honorários profissionais
ATIVIDADES TÉCNICAS E ADMINISTRATIVAS - ESCOPO DE TRABALHO HORAS
1. ESCRITÓRIO - Elaborar PROPOSTA de trabalho e honorários profissionais para EXECUÇÃO
Definir o ESCOPO de trabalho para execução, os itens a serem entregues
Definir as atividades a serem realizadas
Definir o CRONOGRAMA de entregas
Fazer levantamento do TEMPO, em Horas (H) a serem utilizadas para a execução
Prever os RISCOS
Formalizar a PROPOSTA
2. REUNIÃO CLIENTE - Primeiro encontro com o cliente, apresentar PROPOSTA
Entregar a PROPOSTA de trabalho e honorários profissionais

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PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
Explicar a PROPOSTA, os termos do futuro contrato e a forma de pagamento
para execução
Explicar o ESCOPO previsto e assinar a PROPOSTA
Combinar o gerenciamento das alterações de projeto e de obra
3. ESCRITÓRIO - Elaborar CONTRATO de trabalho e Honorários Profissionais para EXECUÇÃO
Formalizar a proposta em termos de CONTRATO de trabalho e Honorários
Profissionais
Elaborar a RRT CAU para execução
4. REUNIÃO CLIENTE - Segundo encontro com o cliente, apresentar o CONTRATO
Entregar e apresentar o CONTRATO
Assinar o CONTRATO
Assinar o RRT CAU para execução
Receber parcela de honorários profissionais
Combinar as formas e os horários para comunicação
Determinar o gerenciamento das aquisições e pagamentos para execução
5. OBRA - VISTORIA INICIAL à obra
Efetuar a Vistoria Inicial ao local e entorno da obra
Elaborar Termo de Vistoria
6. ESCRITÓRIO e OBRA - Rever o ORÇAMENTO ESTIMATIVO ou elaborar os ORÇAMENTOS
DEFINITIVOS
Visitar a obra c/fornecedores de OBRAS CIVIS - demolições, elét., hid., cond.
térmico, revest., forros e pinturas
Visitar a obra c/fornecedores de ACABAMENTOS - pedras, vidros e espelhos e
equipamentos
Orçar mobiliário sob medida
Orçar equipamentos p/AMBIENTAÇÃO - mobiliário pronto, tapetes, luminárias,
adornos, elementos decorativos e cortinas
Orçar instalações de equipamentos - eletros, telefonia, lógica, automação, som
e imagem
Elaborar planilha de ORÇAMENTOS, com alternativas, conforme o
escopo aprovado
Organizar as contratações de serviços complementares
7. ESCRITÓRIO - Elaborar CRONOGRAMA para execução
Elaborar o CRONOGRAMA para execução dos serviços
8. REUNIÃO CLIENTE - Terceiro encontro com o cliente, apresentar ORÇAMENTOS
DEFINITIVOS e CRONOGRAMA
Apresentar e aprovar os ORÇAMENTOS
Apresentar e aprovar o CRONOGRAMA
Estabelecer data para início e fim dos trabalhos
Definir o gerenciamento das aquisições e pagamentos para execução
Providenciar documentos para liberação de obras e placa
9. OBRA e ESCRITÓRIO - Rotina para execução de OBRAS CIVIS
Marcação e medição das alvenarias, demolições e construções
Marcação e medição para distribuição de pontos elétricos, de telefonia, lógica,
automação, som e imagem

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 100
PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
Marcação e medição para distribuição de pontos hidráulicos
Marcação e medição de aparelhos e instalações para condicionamento térmico
Marcação e medição de forros e pontos para luminárias
Marcação e medição de revestimentos e materiais de acabamentos - pedras,
vidraçaria, esquadrias, rodapés, papéis de parede
Elaborar CONTRATOS de prestação de serviços e/ou de fornecimento de
materiais para assinatura do cliente
Solicitar RRT (ou ART) dos prestadores de serviços técnicos profissionais
complementares
Programar com os fornecedores a compatibilização das instalações
Adquirir materiais e programar fretes e entregas
Contratar os fornecedores de mão-de-obra para OBRAS CIVIS
Elaborar planilha para aquisições e controle de materiais e serviços para
OBRAS CIVIS
Elaborar CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO para OBRAS CIVIS
Elaborar relatórios de OBRAS CIVIS para controle do cliente
Manter o DIÁRIO DE OBRAS, caso necessário
Elaborar levantamento fotográfico
ROTINA DIÁRIA de execução para OBRAS CIVIS (visitas)
Verificar condições de segurança
Prevenir RISCOS
Providenciar limpeza de obra
Providenciar correto descarte de materiais
10. OBRA e ESCRITÓRIO - Rotina para execução de AMBIENTAÇÃO
Marcação e medição de mobiliário sob medida - marcenaria
Marcação e medição de revestimentos e acessórios
Medição para mobiliários prontos e equipamentos - conforme o especificado
Adquirir luminárias e acabamentos elétricos
Adquirir materiais de revestimentos
Definir e medir estofarias e cortinas
Adquirir materiais e programar fretes e entregas (tecidos, tapetes, quadros,
objetos, elementos decorativos)
Contratar os prestadores de serviços para AMBIENTAÇÃO
Elaborar planilha para aquisições e controle de materiais e serviços para
AMBIENTAÇÃO
Elaborar CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO para AMBIENTAÇÃO
Elaborar relatórios de obras de AMBIENTAÇÃO para controle do cliente
Manter o DIÁRIO DE OBRAS, se contratado
Elaborar levantamento fotográfico para apresentação ao cliente - Memorial
Descritivo Como Construído (parte do MOU - Memorial de Orientação do Usuário)
ROTINA DIÁRIA de execução para AMBIENTAÇÃO
Verificar condições de segurança
Prevenir RISCOS
Limpeza final e entrega de serviço de execução

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 101
PLANILHA DE ATIVIDADES, ESCOPO E HORAS
Honorários profissionais
11. ESCRITÓRIO - Elaborar documentos para entrega dos serviços de EXECUÇÃO
- Memorial Descritivo Como Construído (parte do MOU - Memorial de Orientação do Usuário)
Elaborar o Memorial Descritivo Como Construído, com revisões e alterações de
projeto
Entregar “as built”, se contratado
Tomar ciência da entrega de manuais de materiais, instalações, equipamentos e
componentes - de materiais e prestadores de serviços e termos de garantias
Elaborar o Termo de Vistoria de execução para recebimento dos serviços
12. OBRA: Quarto, quinto, sexto e sétimo encontros com o cliente - entrega de documentos e
VISTORIA FINAL
Entregar o Manual de Orientação do Usuário - MOU
Vistoriar a obra com o cliente para entrega final
Assinar o Termo de Recebimento do Memorial Descritivo Como Construído (parte
do MOU) e de Vistoria da entrega dos serviços

VHP – Valor Hora Produtiva (reais)


PLANILHA DE DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO
TEMPO de produção de atividades (horas) HORAS
Somatório VHP x Tempo de produção Total R$
Risco (de retrabalho) - 25% do somatório R$
Lucro (+15%) R$
HONORÁRIOS: EXECUÇÃO DE PROJETO Total R$
Serviços Agregados (opcional) Total R$
Serviços de Terceiros (opcional) Total R$
HONORÁRIOS EXECUÇÃO (com os opcionais): Total R$

Obs:
Serviços Agregados (atividades): são aqueles que não fazem parte do Escopo básico
de serviços necessários para a elaboração de projeto e/ou imprescindíveis para a sua
execução, que podem ser prestados pelo próprio profissional, caso incluídos no contrato.
Serviços de Terceiros (profissionais): são aqueles contratados de outros profissionais,
caso incluídos no contrato.

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GESTÃO DO ESCRITÓRIO
12 GESTÃO DO ESCRITÓRIO

GESTÃO FINANCEIRA E ADMINISTRATIVA DO ESCRITÓRIO E


HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

Conteúdo desenvolvido pelo consultor empresarial Sérgio L. Bombassaro, da empresa


PROCONTA Consultoria Empresarial, em conjunto com a Associação de Arquitetos de
Interiores do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul, e aprimorado ao longo das revisões do
GOP.

INTRODUÇÃO

No atual contexto de mercado, sabe-se que quem determina o preço de um determinado


serviço, seja ele profissional ou não, é o próprio mercado. É ele, pois, que responde, frente
ao orçamento apresentado, se está disposto ou não a pagar por aquele serviço naquelas
condições especificadas e apresentadas.
Compete, portanto, ao profissional arquiteto e urbanista identificar as necessidades
e as possibilidades de cada cliente em potencial para elaborar sua proposta de forma
condizente às reais condições diagnosticadas de forma a torná-la sempre competitiva.
Além disso, por óbvio, se faz necessário levar em consideração outros aspectos que,
embora muitas vezes intangíveis, também são determinantes para o fechamento do
contrato, tais como, relevância do projeto e ou do cliente, possível repercussão positiva
em função do próprio projeto, desafio, carreira, reconhecimento e grife do profissional,
sem esquecer-se da ética, é claro.
Por outro lado, de nada adianta tudo isso se, ao fim e ao cabo do projeto, o resultado
econômico-financeiro não remunerar adequadamente o(s) profissional(is) envolvido(s) no
projeto.
Desta forma, cada vez mais, as questões de gestão financeira e administrativa ganham
relevo, pois, independentemente do porte e ou da condição do profissional da área, se faz
necessário conhecer, controlar, analisar e tomar as decisões com base em informações
fidedignas e tempestivas. O próprio mercado exige isso do profissional para que ele se
mantenha competitivo no seu nicho.
Isto significa, então, que o profissional da área também deve estar atento a estas
questões. Precisa, também, conhecer e utilizar ferramentas de gestão que o auxiliem
nestas atividades.
Como início, importante separar e gerenciar cada um dos projetos. Para tanto, basta, de
forma simples e prática, controlar a receita e os custos diretos de cada projeto.

PLANILHA DE APURAÇÃO DE RECEITAS


POR CONTRATO DO ESCRITÓRIO
Gestão do escritório

PLANILHA DE APURAÇÃO DAS RECEITAS POR CONTRATO DO ESCRITÓRIO


MÊS DE
RECEITAS DO ESCRITÓRIO MÊS/ANO EM REAIS (R$)
REFERÊNCIA:
Contrato Contrato Contrato Contrato Contrato
RECEITA Totais
1 2 3 4 5
Honorários contratados
TOTAL DA RECEITA
Contrato Contrato Contrato Contrato Contrato
CUSTOS DIRETOS DO PROJETO Totais
1 2 3 4 5

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Serviços de terceiros
contratados para o projeto
Material empregado no
projeto taxas - RRT
Deslocamentos para o projeto
Tributos diretos 11%
Outros custos diretos do
projeto
TOTAL DOS CUSTOS DIRETOS
LUCRO BRUTO P/PROJETO

Note que a receita do escritório é o somatório dos honorários contratados em cada


contrato. Além disso, como os custos diretos estão separados por serviço prestado, é
possível verificar o resultado que cada um está gerando (ou não) para o profissional arquiteto
e urbanista. Esta informação também é chamada de LUCRO BRUTO. Faz-se necessário,
também, conhecer e controlar as despesas correntes do escritório e ou do profissional. A
PLANILHA DAS DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO, já apresentada, ajuda bastante na
compreensão e no levantamento de cada uma das despesas incorridas mensalmente ou
mesmo aquelas que são pagas apenas uma vez por ano.

Com todas as informações reunidas é possível apurar o resultado do escritório conforme


demonstra a planilha abaixo:

PLANILHA DE APURAÇÃO DO RESULTADO DO ESCRITÓRIO


Gestão do Escritório

RESULTADO DO ESCRITÓRIO MÊS/ANO em Reais (R$)


Discriminação do grupo/conta Totais %
RECEITAS
Contrato 1
Contrato 2
Contrato 3
TOTAL DAS RECEITAS 100,00%
CUSTOS DIRETOS DO PROJETO
Contrato 1
Contrato 2
Contrato 3
TOTAL DOS CUSTOS DIRETOS DO PROJETO 0,00%
LUCRO BRUTO
Contrato 1
Contrato 2
Contrato 3
TOTAL DO LUCRO BRUTO 0,00%
DESPESAS CORRENTES DO ESCRITÓRIO
Despesas de ocupação
Despesas de comunicação
Despesas de divulgação
Despesas com equipe
Despesa com pró-labore
Despesa com serviços de terceiros

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Despesas gerais
Despesas tributárias
Despesas financeiras
TOTAL DAS DESPESAS CORRENTES DO
0,00%
ESCRITÓRIO
RESULTADO DO ESCRITÓRIO 0,00%

Com todas essas informações apuradas, é possível dizer que construímos uma
ferramenta de gestão. Mesmo que incipiente, já é possível analisar as receitas e os custos
que elas geram para conhecer o LUCRO BRUTO. Analisando o LUCRO BRUTO do escritório
(somatório do lucro bruto de cada projeto desenvolvido no período) é possível perceber
que ele precisa ser suficiente para bancar as despesas correntes do escritório e gerar
resultado positivo (lucro) ou não (prejuízo) no período em análise.
Cabe destacar que o pró-labore do profissional deve ser considerado como despesa
corrente de operação do escritório. Assim sendo, o resultado positivo atingido (lucro) será
utilizado para novos investimentos sejam eles profissionais e ou pessoais.
Por fim, com este conjunto de informações, o profissional terá condições de conhecer,
controlar, analisar e tomar as decisões necessárias para o sucesso profissional, inclusive,
qualificando a determinação e fixação de seus honorários profissionais.

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CONTRATOS DE PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS
13 CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS

O contrato estabelece o que é exatamente almejado pelas partes, e as vincula, obrigando-


as a cumprir o que nele está pactuado. São inúmeros os agentes envolvidos em um
processo de projeto (projeto e execução), tornando-se da maior importância delimitar,
através de contrato de prestação de serviços do arquiteto, quais as exatas atribuições,
obrigações e responsabilidades das partes, bem como os seus direitos. Os modelos
originais apresentados foram desenvolvidos em conjunto do Koff Coulon Advogados,
sendo que foram aprimorados a cada edição.

13.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS

13.1.1 bilaterais: ambas as partes, contratante e contratado, têm deveres;


13.1.2 onerosos: ambas as partes fornecem algo, obtendo, cada qual, a vantagem que,
respectivamente, buscam;
13.1.3 comutativos: desde o ato da contratação conhece-se o valor das prestações que
serão fornecidas pelas partes;
13.1.4 casuais: têm as obrigações filiadas às causas que os geraram;
13.1.5 consensuais: são formalizados pelo mero consentimento entre as partes;
13.1.6 não-solenes: podem ser pactuados de forma livre;
13.1.7 inominados: são contratos que a lei não disciplina expressamente, mas que, se
lícitos, são permitidos em razão do princípio da autonomia da vontade;
13.1.8 principais: existem independentemente da existência de qualquer outro;
13.1.9 definitivos: criam diversos tipos de obrigações entre ambas as partes;
13.1.10 paritários: cujas cláusulas são debatidas, de modo a atingir consenso entre as
partes.

13.2 NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES AO CONTRATO: PROPOSTA E


MINUTA

Antes de formalizarem o contrato, as partes mantêm, usualmente, negociações


preliminares, durante as quais discutem seus mútuos interesses. Ainda que indiquem a
intenção de contratar, estas negociações iniciais não vinculam juridicamente as partes,
pois ambas estão expondo seus desejos e condições.
Após estas negociações preliminares, uma das partes pode encaminhar a outra uma
oferta, ou PROPOSTA, para que a outra parte aceite ou não. Neste caso, concretiza-se
a manifestação de vontade do que faz a proposta (proponente) e já o obriga, caso seja
aceita, ao vínculo jurídico. A PROPOSTA comporá o futuro contrato e, por essa razão, deve
ser suficientemente clara quanto ao negócio pretendido.
Já a MINUTA de contrato não cria vínculo, sendo uma espécie de “ensaio” do que será o
contrato, apenas para
discussão, até que se chegue à redação final do mesmo.
A seguir, apresentam-se modelos de contratos de elaboração de projeto, de execução e
de Acompanhamento de projeto de arquitetura de interiores, além de modelos de contrato
de prestação de serviços e/ou fornecimento de materiais.

13.3 MODELOS DE CONTRATOS

13.3.1 MODELO I

CONTRATO DE ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES

Pelo presente instrumento particular, de um lado ________, CPF (ou CNPJ) nº ______-__,

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domiciliado à _______, nº__ - ___, doravante denominado simplesmente CONTRATANTE, e,
de outro, o arquiteto e urbanista ______, registrado no CAU/___ sob o nº _______, CPF nº
______-__, com escritório profissional situado na _______, nº__ - ___, doravante denominado
simplesmente CONTRATADO, têm, entre si, como justo e acertado o que segue.

CLÁUSULA 1ª - DO OBJETO

O CONTRATANTE ajusta com o CONTRATADO a elaboração de PROJETO de Arquitetura


de Interiores, (para o espaço _________), conforme RRT – Registro de Responsabilidade
Técnica do CAU nº _________, em imóvel de ______m², situado na ______, nº__, Município
de ______ - ____.

Observação: caso seja contratada a elaboração de projetos técnicos complementares,


estes farão parte deste instrumento, com seus respectivos RRTs.

CLÁUSULA 2ª - DA ESPECIFICAÇÃO DO SERVIÇO

O PROJETO arquitetônico é a atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma


obra de arquitetura, segundo Resolução nº 21 – CAU/BR.
ARQUITETURA DE INTERIORES, segundo a Resolução nº 51 do CAU/BR é o campo
de atuação profissional da Arquitetura e Urbanismo que consiste na intervenção em
ambientes internos ou externos de edificação, definindo a forma de uso do espaço em
função de acabamentos, mobiliário e equipamentos, além das interfaces com o espaço
construído – mantendo ou não a concepção arquitetônica original –, para adequação às
novas necessidades de utilização. Esta intervenção se dá no âmbito espacial; estrutural;
das instalações; do condicionamento térmico, acústico e lumínico; da comunicação visual;
dos materiais, texturas e cores; e do mobiliário.

Para este contrato, o PROJETO de Arquitetura de Interiores toma como base o Escopo de
trabalho do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS – GOP, como relacionado abaixo:

Observação: com as devidas adaptações, necessárias ao Escopo contratado.

Concepção/projeto de Arquitetura de Interiores:

1ª etapa - estudo preliminar:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Elaboração de Proposta e/ou Contrato de serviços e de honorários profissionais;
- Verificação de necessidade de projetos complementares e de coordenação*;
- Verificação de necessidade de PPCI – Projeto de Prevenção Contra Incêndio*;
- Verificação de necessidade de Laudo de Inspeção Predial*;
- Verificação de necessidade de aprovação junto aos órgãos públicos*;
- Verificação de necessidade de estudo de viabilidade para aprovação de alterações em
edificações listadas e/ou tombadas como de interesse do patrimônio pelos poderes
públicos municipal, estadual e/ou nacional*;
- Elaboração de relatório de Vistoria inicial para projeto*, se necessário;
- Elaboração de Laudo de Vistoria*, com RRT específico, se necessário;
- Levantamento do espaço físico;
- Levantamento de mobiliários e/ou equipamentos existentes;
- Levantamento de elementos decorativos de interesse, existentes e/ou necessários*;
- Levantamento fotográfico;
- Elaboração de programa de necessidades;

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- Definição da concepção de projeto;
- Elaboração do estudo preliminar: plantas, cortes e vistas;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de ajustes necessários;
- Registro de RRT - CAU de estudo preliminar de Arquitetura de Interiores, se necessário.

2ª etapa - anteprojeto:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Elaboração do anteprojeto (pode ser equiparado ao projeto básico): plantas, cortes e
vistas;
- Distribuição e especificação de pontos para elaboração de projetos complementares,
se necessário: de elétrico, de telefonia, de automação, de lógica, de gás, de calefação, de
aspiração, de áudio e vídeo, de pontos hidrossanitários e drenagem, e de condicionamento
térmico;
- Definição e especificação de elementos decorativos* de interesse, existentes e/ou
solicitados;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Elaboração de maquete eletrônica*, se necessário;
- Utilização de tecnologias para apresentação 3D*, se necessário;
- Elaboração de orçamento estimativo e/ou de orçamento definitivo*;
- Apresentação ao(s) cliente(s), aprovação e elaboração de ajustes necessários;
- Registro de RRT - CAU de anteprojeto de Arquitetura de Interiores, se necessário.

3ª etapa - projeto executivo:

- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);


- Contratação de projetos complementares*, se necessário;
- Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos projetos
complementares, se for o caso;
- Coordenação e compatibilização de projetos complementares*, se necessário;
- Contratação de projeto de PPCI*, se necessário;
- Contratação de Laudo de Inspeção Predial*, se necessário;
- Elaboração do projeto executivo (para execução): plantas, cortes e vistas;
- Especificação de materiais e detalhamento de acabamentos;
- Especificação de acabamentos acústicos específicos, quando necessário;
- Detalhamento de mobiliário sob medida;
- Especificação e/ou assessoria para aquisição de mobiliário pronto;
- Especificação e/ou assessoria para aquisição de elementos decorativos*;
- Elaboração de imagens perspectivas;
- Elaboração de maquete eletrônica*, se necessário;
- Utilização de tecnologias para apresentação 3D*, se necessário;
- Elaboração de documentação - projeto legal* - para aprovação junto aos órgãos públicos,
se necessário (exemplo: Vigilância Sanitária);
- Entrega, aprovação do projeto e apresentação de Termo de Recebimento de projeto de
Arquitetura de Interiores;
- Elaboração e entrega de Manual de Orientação do Usuário – MOU (Memorial Descritivo
de Projeto de Arquitetura de Interiores);
- Levantamento posterior de obra, conforme construída, e registro “as built” *, se
contratado;
- Registro de RRT – CAU de projeto executivo de Arquitetura de Interiores.

Observação: os itens* são considerados Serviços Agregados pela AAI Brasil/RS - são

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aqueles que não fazem parte do Escopo básico de serviços necessários para a elaboração
de projeto e/ou imprescindíveis para a sua execução. A forma de cobrança de Honorários
poderá ser feita em HT (Horas Técnicas).

CLÁUSULA 3ª - DOS HONORÁRIOS DO CONTRATADO

I. Para executar os serviços descritos, será devida pelo CONTRATANTE a importância de


R$______,___ (_____reais), em conformidade com as orientações previstas para cobrança de
honorários pela Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS.
A correspondência dos itens dos serviços prestados às porcentagens sobre os seus
valores é da seguinte ordem:
a) 1ª etapa - estudo preliminar: equivalente a 50% do preço total supra;
b) 2ª etapa - anteprojeto: equivalente a 25% do preço total supra;
c) 3ª etapa - projeto executivo: equivalente a 25% do preço total supra.

Estes valores servem para indenização, em caso de rompimento do contrato, de acordo


com as etapas já executadas ou novamente executadas.

Observação: como modificação do programa de necessidades.

II. Para executar os Serviços agregados* será devida pelo CONTRATANTE a importância
de R$______,___ (_____reais) para cada atividade (listar atividades), conforme o cálculo
estimado de ____ Horas Técnicas (HT) necessárias para a elaboração dos serviços, a um
valor de R$ _____,___ por Hora Técnica (HT).

CLÁUSULA 4ª - DA FORMA DE PAGAMENTO

I. Os honorários definidos acima serão pagos nas seguintes condições:


a) ___% na assinatura do contrato, importando em R$_____,___ (____reais);
b) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
c) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
d) e o saldo restante em ___ dias após a assinatura do contrato, importando
em R$_____,___ (____reais).

Alternativamente,

I. Os honorários definidos acima serão pagos nas seguintes condições:


a) ___% na assinatura do contrato (de 20% a 50%), importando em
R$_____,___ (____reais);
b) ___% na conclusão dos estudos preliminares (1ª etapa), importando em
R$_____,___(____reais);
c) ___% na conclusão do anteprojeto (2ª etapa), importando em R$_____,___ (____reais);
d) ___% pela totalidade do projeto final (3ª etapa), importando em R$_____,___
(____reais).

Observação: no caso de vinculação da forma de pagamento com a conclusão de etapas


de trabalho, será necessário estabelecer um prazo para os pagamentos das mesmas, caso
haja atraso na aprovação de cada etapa por motivo alheio ao profissional.

Ou:

I. Os honorários definidos acima serão pagos parcelando-se em valores fixos,


independentemente dos prazos de entrega dos serviços. Por exemplo:

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 111
a) R$ ______,___ (_____reais) na assinatura do contrato;
b) R$ ______,___ (_____reais) em 30 dias após a assinatura;
c) R$ ______,___ (_____reais) em 60 dias após a assinatura e saldo em 90 dias após
assinatura do contrato.

II. Os pagamentos serão realizados na forma de _____________________________________.


Dados bancários __________________________________________________________________.

CLÁUSULA 5ª - DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTO DE HONORÁRIOS

Será fornecido RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo).

Observação: considerar o valor de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) para o cálculo


de honorários profissionais, como pessoa física.

CLÁUSULA 6ª - DO REAJUSTE

No caso de ser efetuada qualquer interrupção ou atraso nos serviços contratados, em


decorrência de motivos alheios à vontade do CONTRATADO, fica acordado que, quando do
reinício destes, o valor de honorários estabelecido supra, deverá ser reajustado conforme
o índice financeiro (determinar índice), de modo a manter-se o equilíbrio econômico-
financeiro da relação, respeitando-se o valor do contrato expresso acima.

CLÁUSULA 7ª - DO ATRASO DOS PAGAMENTOS

Caso os pagamentos não sejam efetuados nos prazos, lugares e modos estipulados
neste Contrato, sobre as parcelas em mora incidirão multa de 2% (dois por cento), mais
juros de 1% ao mês. O CONTRATADO não ficará obrigado a dar continuidade ao serviço
enquanto durar o atraso nos pagamentos, ficando-lhe de todo assegurado o exercício da
faculdade prevista no Código Civil.

CLÁUSULA 8ª - DOS PRAZOS PARA ENTREGA DOS SERVIÇOS

1ª etapa - estudos preliminares: __ dias a partir da assinatura deste (ou ____ dias da data
do levantamento);
2ª etapa - anteprojeto: __ dias após a entrega dos estudos preliminares;
3ª etapa - projeto executivo: __ dias após a entrega do anteprojeto.

CLÁUSULA 9ª - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

I. SERVIÇOS AGREGADOS: são aqueles que não fazem parte do Escopo de trabalho mínimo,
necessários para a elaboração de Projeto, e/ou imprescindíveis para a sua execução.
Poderão ter honorários profissionais estabelecidos à parte.

II. DOCUMENTOS: serão fornecidos pelo CONTRATANTE todos os elementos necessários
ao eficiente desempenho profissional do CONTRATADO.

III. MODIFICAÇÕES: quando o CONTRATANTE solicitar modificações em trabalhos


correspondentes a etapas já concluídas e entregues, estas modificações poderão ser objeto
de adendo a este contrato original, e o valor de remuneração poderá ser recalculado em
Horas Técnicas (HT). (exemplo)

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 112
IV. DENÚNCIA: o presente instrumento poderá ser denunciado, unilateralmente, por
ambas as partes, mediante comunicação por escrito, com antecedência mínima de ___
dias, caso em que deverão ser pagas pelo CONTRATANTE todas as despesas, até então
autorizadas, quando este der causa ao desfazimento da relação, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos.

V. UTILIZAÇÃO DO PROJETO: o projeto, ou qualquer uma de suas partes, somente poderá


ser utilizado para o fim e o local indicados nos documentos e desenhos apresentados.

VI. ORÇAMENTOS: caso solicitado, o CONTRATADO poderá orçar para o CONTRATANTE


a elaboração de projetos técnicos complementares, eventualmente não abrangidos no
Escopo deste contrato, como projeto estrutural, projeto arquitetônico de iluminação,
projeto de conforto ambiental, projeto de instalações e equipamentos (instalações prediais
elétricas e hidrossanitárias), projeto de arquitetura paisagística. também poderá orçar a
prestação de serviço de laudos técnicos e de vistoria, assim como a coordenação de projetos
complementares, se estes forem terceirizados a outros profissionais responsáveis. Nestes
casos, poderão ser considerados Serviços agregados.

VII. DESPESAS: esta proposta não inclui o pagamento de despesas de quaisquer espécies
(como, por exemplo, cópias, taxas como RRT – Registro de Responsabilidade Técnica do
CAU, plotagens e serviços assemelhados, etc.). Quando ocorrerem estas, o CONTRATANTE
as reembolsará, sendo tais pagamentos independentes dos previstos e poderão ser
faturados diretamente para o CONTRATANTE. O CONTRATANTE reembolsará as despesas
de deslocamento (transporte, alimentação e hospedagem) para serviços prestados fora do
perímetro de atuação do escritório.

VIII. MODIFICAÇÕES DO CONTRATO: todas as comunicações escritas ou via web entre


as partes, que impliquem, de comum acordo, em ratificação, retificação ou alteração do
presente contrato, em seus prazos e condições, integrarão o mesmo, para todos os devidos
fins e efeitos.

IX. PROTOCOLO: ao ser apresentada cada etapa do serviço, o CONTRATANTE assinará


um Termo de Recebimento de projeto(s) e Manual Descritivo (parte do MOU - Manual de
Orientação do Usuário), e uma cópia do projeto correspondente à respectiva etapa, dando
conta do recebimento da mesma.

X. PUBLICIDADE: qualquer matéria de publicidade ou propaganda com imagens gráficas


e/ou fotográficas, relacionada com o produto resultante deste contrato, deverá fazer
menção destacada do nome do CONTRATADO e autor do projeto de Arquitetura de
Interiores. O CONTRATADO também tem o direito de utilizar o objeto desta proposta
para promoção própria, conforme sua conveniência (Lei nº 12.378/2010 e Lei de Direito
Autoral nº 9.610/98).

XI. RESPEITO AO DIREITO AUTORAL 1: o CONTRATANTE providenciará, junto aos


autores dos projetos originais, as devidas autorizações, sempre que possível, por escrito,
necessárias para o desenvolvimento do projeto de Arquitetura de Interiores ora contratado,
as quais farão parte integrante do presente instrumento, de acordo com a Lei nº 9.610/98,
artigos 7º, 11º e 24º.

XII. RESPEITO AO DIREITO AUTORAL 2: De acordo com a Lei de Direito Autoral (Lei nº
9.610/98), a interrupção dos trabalhos na 1ª ou 2ª etapa não confere ao CONTRATANTE
o direito de executar o projeto sem a prévia autorização, preferencialmente por escrito,
por parte do autor do projeto. No entanto, se o projeto for concluído nas suas três etapas,

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 113
o CONTRATANTE adquire automaticamente o direito de executá-lo com o profissional ou
empresa de sua escolha e preferência. Caso o projeto não seja executado pelo seu autor,
isto não confere ao CONTRATANTE e/ou executante o direito de alterá-lo ou modificá-lo,
sem a prévia autorização do profissional autor do projeto.

XIII. HORÁRIO DE TRABALHO: os serviços contratados serão prestados em horário


comercial. Para serviços prestados fora deste horário, como rotina e previamente acordado,
poderão estes ser cobrados.

XIV. DESLOCAMENTOS: despesas com deslocamento, alimentação e hospedagem para


serviços prestados fora do previsto em contrato, deverão ser reembolsadas.

XV. O CONTRATADO poderá fornecer o MEMORIAL DESCRITIVO COMO CONSTRUÍDO


atualizando o que foi especificado em projeto, de acordo com o que foi efetivamente
realizado/executado em obra, serviço que poderá ter honorários profissionais especificados
à parte.

CLÁUSULA 10ª - DO FORO

Fica eleito o foro do Município de ________ para a solução de questões oriundas do


presente contrato, renunciando as partes a qualquer outro a que, porventura, tenham ou
possam vir a ter direito. E, por estarem assim, justos e contratados, firmam o presente
instrumento em duas vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas abaixo
assinadas.
_____________, ___ de _______ de _____.

___________________ ______________________
CONTRATANTE CONTRATADO
NOME/CPF OU CNPJ Nº NOME/CPF Nº

___________________ ______________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA
CPF Nº CPF Nº

Observação: os textos em itálico são observações e/ou alternativas.

13.3.2 MODELO II

CONTRATO DE EXECUÇÃO DE PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES

Pelo presente instrumento particular, de um lado ________, CPF (ou CNPJ) nº ______-__,
domiciliado à _______, nº__ - ___, doravante denominado simplesmente CONTRATANTE, e,
de outro, o arquiteto e urbanista ______, registrado no CAU/___ sob o nº _______, CPF nº
______-__, com escritório profissional situado na _______, nº__ - ___, doravante denominado
simplesmente CONTRATADO, têm, entre si, como justo e acertado o que segue.

CLÁUSULA 1ª - DO OBJETO

O CONTRATANTE ajusta com o CONTRATADO a EXECUÇÃO de projeto de Arquitetura


de Interiores, (para o espaço _________), conforme RRT – Registro de Responsabilidade
Técnica do CAU nº _________, em imóvel de ______m², situado na ______, nº__, Município
de ______ - ____.

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Observação: caso seja contratada a execução de projetos técnicos complementares,
estes farão parte deste instrumento, com seus respectivos RRT, ou ART.

CLÁUSULA 2ª - DA ESPECIFICAÇÃO DO SERVIÇO

Execução de obra, serviço ou instalação – atividade em que o profissional, por conta própria
ou a serviço de terceiros, realiza trabalho técnico ou científico visando à materialização do
que é previsto nos projetos de uma obra, serviço ou instalação, segundo a resolução n° 21
do CAU/BR.
A Arquitetura de Interiores, segundo a Resolução nº 51 do CAU/BR é o campo de atuação
profissional da Arquitetura e Urbanismo que consiste na intervenção em ambientes internos
ou externos de edificação, definindo a forma de uso do espaço em função de acabamentos,
mobiliário e equipamentos, além das interfaces com o espaço construído – mantendo ou não
a concepção arquitetônica original –, para adequação às novas necessidades de utilização.
Esta intervenção se dá no âmbito espacial; estrutural; das instalações; do condicionamento
térmico, acústico e lumínico; da comunicação visual; dos materiais, texturas e cores; e do
mobiliário.

Para este contrato, a EXECUÇÃO de projeto de Arquitetura de Interiores toma como


base o Escopo de trabalho do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS – GOP, como
relacionado abaixo:

Observação: com as devidas adaptações, necessárias ao Escopo contratado.

Execução do projeto de Arquitetura de Interiores:



- Entrevista(s) e reuniões com o(s) cliente(s);
- Entrevista(s) e reuniões com o(s) fornecedores(s);
- Entrevistas(s) e reuniões com os responsáveis técnicos pela execução dos projetos
complementares, se for o caso;
- Elaboração de Vistoria inicial para execução de projeto*, se necessário;
- Elaboração de Laudo de Vistoria com RRT* específico, se necessário;
- Elaboração de documentação requerida conforme a Norma de Reformas, se exigida;
- Confecção de placa de obra, conforme Resolução nº 75/2014, do CAU/BR;
- Apresentação de orçamentos para fornecimento de materiais e de mão-de-obra, por
terceiros, revisando contratos específicos, se for o caso;
- Execução de obras com visitas periódicas, conforme contrato de execução de projeto;
- Utilização de Registro Diário de Obra*, conforme prevê a Lei nº 8.666/93, se for o
caso;
- Definição e aquisição de elementos decorativos, e sua instalação*;
- Levantamento fotográfico para registro da execução e/ou para publicação*;
- Orientação aos clientes e autorização para os pagamentos de terceiros;
- Prestações de contas periódicas com documentação fiscal correspondente*;
- Elaboração de cronograma físico–financeiro*;
- Tomar ciência da entrega de manuais de materiais, instalações, equipamentos e
componentes que acompanham os produtos empregados e com os termos de Garantia
dos fornecedores, entregues ao(s) cliente(s);
- Elaboração e entrega de Manual de Orientação do Usuário – MOU (Memorial Descritivo
Como Construído);
- Elaboração e apresentação de Termo de Vistoria para recebimento dos serviços de
execução prestados;

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- Registro de RRT – CAU de execução de projeto de Arquitetura de Interiores.

Observação: os itens* são considerados Serviços Agregados pela AAI Brasil/RS - são
aqueles que não fazem parte do Escopo básico de serviços necessários para a elaboração
de projeto e/ou imprescindíveis para a sua execução. A forma de cobrança de Honorários
poderá ser feita em HT (Horas Técnicas).

CLÁUSULA 3ª - DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO

I. O CONTRATADO realizará os serviços segundo as estritas especificações dos projetos,


sendo que qualquer modificação somente será executada após prévia autorização do
CONTRATANTE, ou de seu representante legal, ou do autor do projeto.

II. O CONTRATADO poderá manter um Diário de Obra (Anexo), onde serão registradas
todas as considerações relevantes, por parte do CONTRATADO, do CONTRATANTE ou seu
representante, e dos fornecedores em geral.

III. O CONTRATADO elaborará e disponibilizará cronogramas em tempo hábil para que


sejam realizados os pagamentos de despesas na forma estipulada previamente com os
fornecedores.

CLÁUSULA 4ª - DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE

I. O CONTRATANTE realizará os pagamentos das despesas envolvidas na obra, segundo


o cronograma referido supra. tal pagamento deverá ser efetuado conforme acordado com
os fornecedores.

II. No término da obra, o CONTRATANTE deverá assinar o termo de Vistoria para


recebimento dos serviços prestados e Memorial Descritivo Como Construído (parte do
MOU).

CLÁUSULA 5ª - DOS HONORÁRIOS DO CONTRATADO

I. Para executar os serviços descritos, o CONTRATADO será remunerado em __% sobre


todos os valores das despesas da obra (real gasto), com base em um orçamento estimativo
((ou orçamento definitivo, caso contratado), necessários até a execução completa do objeto
deste contrato.

Ou:

I. O CONTRATADO será remunerado em R$ ______,__(____reais), por Hora Técnica (HT)


despendida na realização dos trabalhos, mediante apresentação de uma Planilha de horas
de trabalho e Relatórios de atividades.

Ou:

I. Para executar os serviços descritos, o CONTRATADO será remunerado em R$______,___


(_____ reais), em conformidade em conformidade com as orientações previstas para
cobrança de honorários pela Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS.

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II. Para executar os Serviços agregados* será devida pelo CONTRATANTE a importância
de R$______,___ (_____reais) para cada atividade (listar atividades), conforme o cálculo
estimado de ____ Horas Técnicas (HT) necessárias para a elaboração dos serviços, a um
valor de R$ _____,___ por Hora Técnica (HT).

Parágrafo único: Os serviços propostos serão prestados em horário comercial. Caso seja
estabelecida uma rotina de trabalho fora de horário comercial, o CONTRATADO poderá
acertar outra forma de remuneração. (exemplo: Hora Técnica)

Observação: definir horário de prestação de serviços.

CLÁUSULA 6ª - DA FORMA DE PAGAMENTO

I. Os honorários definidos acima serão pagos nas seguintes condições:


a) ___% na assinatura do contrato, importando em R$_____,___ (____reais);
b) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
c) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
d) e o saldo restante em ___ dias após a assinatura do contrato, importando em
R$_____,___ (____reais).

Ou:

I. Os honorários definidos acima serão pagos parcelando-se os pagamentos em valores fixos,


independentemente dos prazos de entrega dos serviços. Por exemplo:
a) R$ ______,___ (_____reais) na assinatura do contrato;
b) R$ ______,___ (_____reais) em 30 dias após a assinatura;
c) R$ ______,___ (_____reais) em 60 dias após a assinatura e saldo em 90 dias após assinatura
do contrato.

Ou:

I. Os honorários definidos acima serão pagos em periodicidade semanal (ou outra), em


percentual sobre os valores das despesas da obra efetuados no respectivo período, de acordo
com cronograma previsto e serviços já realizados.

II. Os pagamentos serão realizados na forma de _____________________________________.


Dados bancários: __________________________________________________________________.

CLÁUSULA 7ª - DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTO DE HONORÁRIOS

Será fornecido RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo).

Observação: considerar o valor de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) para o cálculo


de honorários profissionais, como pessoa física.

CLÁUSULA 8ª - DO REAJUSTE

No caso de ser efetuada qualquer interrupção ou atraso nos serviços contratados, em
decorrência de motivos alheios à vontade do CONTRATADO, fica acordado que, quando do
reinício destes, o valor de honorários estabelecido supra, deverá ser reajustado conforme

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o índice financeiro (determinar índice), de modo a manter-se o equilíbrio econômico-
financeiro da relação, respeitando-se o valor do contrato expresso acima.

CLÁUSULA 9ª - DO ATRASO DOS PAGAMENTOS

Caso os pagamentos de honorários não sejam efetuados nos prazos, lugares e modos
estipulados neste Contrato, sobre as parcelas em mora incidirão multa de 2% (dois por
cento), mais juros de 1% (um por cento) ao mês. O CONTRATADO não ficará obrigado a
dar continuidade ao serviço enquanto durar o atraso nos pagamentos, ficando-lhe de todo
assegurado o exercício da faculdade prevista no Código Civil.

CLÁUSULA 10ª - DOS PRAZOS PARA ENTREGA DOS SERVIÇOS

Os prazos para a obra serão estabelecidos de acordo com os prazos de contratação dos
próprios fornecedores e de acordo com cronograma elaborado em conformidade com os
mesmos e previsto para o andamento da obra. A obra será realizada dentro dos prazos
previstos no cronograma, salvo a ocorrência de caso fortuito, força maior ou qualquer
outro evento que impeça o CONTRATADO, mediante o emprego das próprias forças, de
atender ao prazo referido.

CLÁUSULA 11ª - DAS DESPESAS DE DESLOCAMENTO

Este contrato não inclui despesas de deslocamento para serviços prestados fora do
perímetro de atuação do contratado. (Por exemplo, na região metropolitana)

E/ou:

Este contrato não inclui despesas de deslocamento do CONTRATADO para outros


orçamentos em lojas e/ou fornecedores, solicitados pelo CONTRATANTE além do que,
inicialmente, foi orçado pelo CONTRATADO.

CLÁUSULA 12ª - DA INDICAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MATERIAL

I - A aquisição de material será feita pelo CONTRATANTE, após aprovação de orçamentos


apresentados pelo CONTRATADO.

Parágrafo único: para orçamentos/contratações de serviços em que não haja a indicação


de confiança do CONTRATADO, fica este desobrigado quanto ao cumprimento dos prazos,
entretanto não o desobrigando da qualidade da execução dos mesmos.

II – A aquisição de material feita pelo CONTRATANTE deverá vir acompanhada dos


respectivos manuais e termos de Garantia.

CLÁUSULA 13ª - DOS DETALHAMENTOS ADICIONAIS

Os detalhamentos dos projetos correspondem às necessidades dos fornecedores de


mão-de-obra indicados pelo CONTRATADO. Detalhamentos adicionais, exigidos por outros
profissionais, poderão ser cobrados por Hora técnica (Ht), conforme as horas de trabalho

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despendidas para atender essas exigências.

CLÁUSULA 14ª - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

I. SERVIÇOS AGREGADOS: são aqueles que não fazem parte do Escopo de trabalho mínimo,
necessários para a elaboração de Projeto, e/ou imprescindíveis para a sua execução.
Poderão ter honorários profissionais estabelecidos à parte.

II. DOCUMENTOS: serão fornecidos pelo CONTRATANTE todos os elementos necessários


ao eficiente desempenho profissional do CONTRATADO.

III. MODIFICAÇÕES: quando o CONTRATANTE solicitar modificações em trabalhos


correspondentes a etapas já concluídas e entregues, estas modificações poderão ser objeto
de adendo a este contrato original, e o valor de remuneração poderá ser recalculado em
HorasTécnicas (HT). (exemplo)

IV. DENÚNCIA: o presente instrumento poderá ser denunciado, unilateralmente, por


ambas as partes, mediante comunicação por escrito, com antecedência mínima de ___
dias, caso em que deverão ser pagas pelo CONTRATANTE todas as despesas, até então
autorizadas, quando este der causa ao desfazimento da relação, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos.

V. EXECUÇÃO DO PROJETO: o projeto e sua execução, ou qualquer uma de suas partes,


somente poderá ser utilizado para o fim e o local indicados nos documentos e desenhos
apresentados.

VI. ORÇAMENTOS: caso solicitado, o CONTRATADO poderá orçar para o CONTRATANTE a


execução de projetos técnicos complementares, eventualmente não abrangidos no Escopo
deste contrato, como projeto estrutural, projeto arquitetônico de iluminação, projeto de
conforto ambiental, projeto de instalações e equipamentos (instalações prediais elétricas
e hidrossanitárias), projeto de arquitetura paisagística.

VII. DESPESAS: esta proposta não inclui o pagamento de despesas de qualquer espécies
(como, por exemplo, cópias, taxas como RRT - Registro de Responsabilidade Técnica do
CAU, plotagens e serviços assemelhados, etc.). Quando ocorrerem estas, o CONTRATANTE
as reembolsará, sendo tais pagamentos independentes dos previstos. Despesas com cópias,
plotagens, taxas, ou outros poderão ser faturados diretamente para o CONTRATANTE.
O CONTRATANTE reembolsará as despesas de deslocamento (transporte, alimentação e
hospedagem) para serviços prestados fora do perímetro de atuação do escritório.

VIII. MODIFICAÇÕES DO CONTRATO: todas as comunicações escritas ou via web entre


as partes, que impliquem, de comum acordo, em ratificação, retificação ou alteração da
presente, em seus prazos e condições, integrarão a mesma, para todos os devidos fins e
efeitos.

IX. Tomar ciência da entrega do conjunto dos MANUAIS de materiais, instalações,


equipamentos e componentes que acompanham os produtos empregados e os termos de
Garantia dos fornecedores ao(s) cliente(s).

X. O CONTRATADO poderá fornecer o MEMORIAL DESCRITIVO COMO CONSTRUÍDO


atualizando o que foi especificado em projeto, de acordo com o que foi efetivamente
realizado/executado, serviço que poderá ter honorários profissionais especificados à

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parte.

XI. HORÁRIO DE TRABALHO: os serviços contratados serão prestados em horário comercial.


Para serviços prestados fora deste horário, como rotina e previamente acordado, poderão
estes ser cobrados em honorários calculados em Horas Técnicas (HT).

XII. ESTREGAS de materiais fora do horário de trabalho acordado entre as partes, deverão
ter o seu recebimento por parte do CONTRATANTE.

CLÁUSULA 15ª - DO FORO

Fica eleito o foro do Município de ________ para a solução de questões oriundas do


presente contrato, renunciando as partes a qualquer outro a que, porventura, tenham ou
possam vir a ter direito. E, por estarem assim, justos e contratados, firmam o presente
instrumento em duas vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas abaixo
assinadas.
_____________, ___ de _______ de _____.

___________________ ______________________
CONTRATANTE CONTRATADO
NOME/CPF OU CNPJ Nº NOME/CPF Nº

___________________ ______________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA

Observação: os textos em itálico são observações e/ou alternativas.

13.3.3 MODELO III

CONTRATO DE ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DE PROJETO


DE ARQUITETURA DE INTERIORES

Pelo presente instrumento particular, de um lado ________, CPF (ou CNPJ) nº ______-__,
domiciliado à _______, nº__ - ___, doravante denominado simplesmente CONTRATANTE, e,
de outro, o arquiteto e urbanista ______, registrado no CAU/___ sob o nº _______, CPF nº
______-__, com escritório profissional situado na _______, nº__ - ___, doravante denominado
simplesmente CONTRATADO, têm, entre si, como justo e acertado o que segue.

CLÁUSULA 1ª - DO OBJETO

O CONTRATANTE ajusta com o CONTRATADO o ACOMPANHAMENTO da execução
de projeto de Arquitetura de Interiores, de própria autoria, conforme RRT - Registro de
Responsabilidade Técnica do CAU nº______, em imóvel de ______m², situado na ______,
nº__, Município de ______ - ____.

Observações: caso seja contratado o Acompanhamento da execução de projetos técnicos


complementares, estes farão parte deste instrumento, com os seus RRT e/ou ART; caso o projeto
seja de autoria de outro profissional, o nome e RRT do autor devem ser parte do parágrafo
anterior.

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CLÁUSULA 2ª - DA ESPECIFICAÇÃO DO SERVIÇO

Acompanhamento de obra ou serviço técnico é atividade exercida por profissional ou


empresa de Arquitetura e Urbanismo para verificação da implantação do projeto na obra,
visando assegurar que sua execução obedeça fielmente às definições e especificações
técnicas nele contidas, segundo a Resolução nº 21 do CAU/BR.
A Arquitetura de Interiores, segundo a Resolução nº 51 do CAU/BR é o campo de atuação
profissional da Arquitetura e Urbanismo que consiste na intervenção em ambientes internos
ou externos de edificação, definindo a forma de uso do espaço em função de acabamentos,
mobiliário e equipamentos, além das interfaces com o espaço construído – mantendo ou não
a concepção arquitetônica original –, para adequação às novas necessidades de utilização.
Esta intervenção se dá no âmbito espacial; estrutural; das instalações; do condicionamento
térmico, acústico e lumínico; da comunicação visual; dos materiais, texturas e cores; e do
mobiliário.

Observação: o Acompanhamento pressupõe a execução da obra por profissional


habilitado com RRT ou ART de execução.

CLÁUSULA 3ª - DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO

I. O CONTRATADO verificará a execução dos serviços segundo as estritas especificações


dos projetos, sendo que qualquer modificação somente deverá ser executada após prévia
autorização do CONTRATANTE, ou de seu representante legal.

II. O CONTRATADO deverá observar e informar, por escrito, ao CONTRATANTE, eventuais


alterações na execução de seu próprio projeto. (ou do projeto de outro autor, se for o caso)

CLÁUSULA 4ª - DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE

O CONTRATANTE deverá receber as observações do CONTRATADO, ficando a seu


encargo o encaminhamento das devidas providências ao responsável pela execução.

CLÁUSULA 5ª - DOS HONORÁRIOS DO CONTRATADO E SUA FORMA DE PAGAMENTO



I. O CONTRATADO, por sua presença na obra por, no máximo, _______ horas/semana,
será remunerado em Hora Técnica (HT), no valor de R$ _____,___ (_____reais), pelo período
em que durarem os serviços de execução das obras.

Ou:

I. Os honorários serão pagos nas seguintes condições:


a) ___% na assinatura do contrato, importando em R$_____,___ (____reais);
b) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
c) ___% em ___ dias após, importando em R$_____,___ (____reais);
d) e o saldo restante em ___ dias após a assinatura do contrato, importando em
R$_____,___ (____reais).

Ou:

I. Os honorários serão pagos parcelando-se os pagamentos em valores fixos,

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 121
independentemente
dos prazos de entrega dos serviços. Por exemplo:
a) R$ ______,___ (_____reais) na assinatura do contrato;
b) R$ ______,___ (_____reais) em 30 dias após a assinatura;
c) R$ ______,___ (_____reais) em 60 dias após a assinatura e saldo em 90 dias após
assinatura
do contrato.

Ou:

I.O CONTRATADO será remunerado em R$ ______,__(____reais), por HORA TÉCNICA (HT)


despendida na realização dos trabalhos, mediante apresentação de uma Planilha de horas
de trabalho e Relatórios de atividades.

II. A remuneração prevista considera a prestação de serviço em horário comercial (de


segunda à sexta-feira das ___às ___ .

Parágrafo único. Os serviços propostos serão prestados em horário comercial. Caso seja
estabelecida uma rotina de trabalho fora de horário comercial, o CONTRATADO poderá
acertar outra forma de remuneração. (exemplo: Hora Técnica)

Observação: definir horário de prestação de serviços.

CLÁUSULA 6ª - DO ATRASO NOS PAGAMENTOS

Caso os pagamentos de honorários não sejam efetuados nos prazos, lugares e modos
estipulados neste contrato, sobre as parcelas em mora incidirão multa de 2% (dois por
cento), mais juros de 1% (um por cento) ao mês. O CONTRATADO não ficará obrigado a
dar continuidade ao serviço enquanto durar o atraso nos pagamentos, ficando-lhe de todo
assegurado o exercício da faculdade prevista no Código Civil.

CLÁUSULA 7ª - DO PRAZO DE FISCALIZAÇÃO

O Acompanhamento das obras será realizado dentro dos prazos previstos no cronograma
físico de execução da mesma, salvo a ocorrência de caso fortuito, força maior ou qualquer
outro evento que impeça o CONTRATADO, mediante o emprego das próprias forças, de
atender ao prazo referido.

CLÁUSULA 8ª – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

I. DOCUMENTOS: serão fornecidos pelo CONTRATANTE e executor dos serviços (responsável


técnico habilitado, com RRT ou ART), dos serviços todos os elementos necessários (projetos
e cronogramas) ao eficiente desempenho profissional do CONTRATADO.

II. DENÚNCIA: o presente instrumento poderá ser denunciado, unilateralmente, por


ambas as partes, mediante comunicação por escrito, com antecedência mínima de ___
dias, caso em que deverão ser pagas pelo CONTRATANTE todas as despesas, até então
autorizadas, quando este der causa ao desfazimento da relação, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos.

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III. DESPESAS: esta proposta não inclui o pagamento de despesas de quaisquer espécies
(como, por exemplo, cópias, taxas como RRT – Registro de Responsabilidade Técnica do
CAU, plotagens e serviços assemelhados, etc.). Quando ocorrerem estas, o CONTRATANTE
as reembolsará, sendo tais pagamentos independentes dos previstos. Despesas poderão ser
faturados diretamente para o CONTRATANTE. O CONTRATANTE reembolsará as despesas
de deslocamento (transporte, alimentação e hospedagem) para serviços prestados fora do
perímetro de atuação do escritório.

IV. MODIFICAÇÕES DO CONTRATO: todas as comunicações escritas ou via web entre


as partes, que impliquem, de comum acordo, em ratificação, retificação ou alteração da
presente, em seus prazos e condições, integrarão a mesma, para todos os devidos fins e
efeitos.

V. HORÁRIO DE TRABALHO: os serviços contratados serão prestados em horário comercial.


Para serviços prestados fora deste horário, como rotina e previamente acordado, poderão
estes ser cobrados em honorários calculados em Horas Técnicas (HT).

CLÁUSULA 9ª - DO FORO

Fica eleito o foro do Município de ________ para a solução de questões oriundas do


presente contrato, renunciando as partes a qualquer outro a que, porventura, tenham ou
possam vir a ter direito. E, por estarem assim, justos e contratados, firmam o presente
instrumento em duas vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas abaixo
assinadas.
_____________, ___ de _______ de _____.

___________________ ______________________
CONTRATANTE CONTRATADO
NOME/CPF OU CNPJ Nº NOME/CPF Nº

___________________ ______________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA
CPF Nº CPF Nº

Observação: os textos em itálico são observações e/ou alternativas.

13.3.4 MODELO IV

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MÃO DE OBRA DE TERCEIROS


E/OU DE FORNECIMENTO DE MATERIAIS

Pelo presente instrumento particular, de um lado ___________(dados do cliente), CPF


(ou CNPJ) nº ____________, domiciliado à ________, nº___/RS, doravante denominado
simplesmente CONTRATANTE e, de outro, ___________(dados do fornecedor), CNPJ (ou
CPF) nº _________-__, situado à _______, _____ - ___, doravante denominado simplesmente
CONTRATADO, têm, entre si, como justo e acertado o seguinte:

CLÁUSULA 1ª - DO OBJETO

Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira,

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bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção,
montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou
comercialização de produtos ou prestação de serviços.

Visam as partes ajustarem a prestação de serviços e/ou fornecimento de materiais relativos


aos serviços a serem efetuados no imóvel de _____ m² (área), situado à _____, nº____/RS, e
correspondentes aos itens que seguem especificados: ____________. (especificar prestação
de serviços de mão de obra de terceiros e/ou de fornecedores de materiais)

CLÁUSULA 2ª - DO VALOR DO CONTRATO



O valor do contrato é de R$_____,___ (_____reais), de acordo com orçamento efetuado pelo
CONTRATADO, que segue em anexo ao presente, fazendo parte integrante e indissociável
do mesmo, compondo-se da seguinte forma:

a) fornecimento dos materiais especificados: R$______,___ (_____reais);

E/ou:

b) prestação dos serviços de mão-de-obra, especificados: R$_____,___ (____reais).

CLÁUSULA 3ª - DOS PRAZOS DE ENTREGA E DE FORMAS DE PAGAMENTO

I - O prazo para execução do ora contratado será de _____ dias (ou meses, etc), iniciando-
se na data de __/__/__ e com termo final em __/__/__, impreterivelmente.
II - O pagamento dos materiais e/ou de mão de obra de serviços contratados será
efetuado nos moldes do orçamento em anexo, ou seja: (repetir os termos do orçamento).

CLÁUSULA 4ª - DAS MULTAS

A não execução do objeto deste instrumento nos prazos previstos supra, implicará:
(especificar a forma da multa).

CLÁUSULA 5ª - DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO

I - O CONTRATADO executará fielmente todos os serviços ora ajustados, obedecendo


aos projetos e especificações existentes. Para todos os pontos omissos ou ambíguos, o
CONTRATADO poderá solicitar esclarecimentos por escrito ou via web.

II - Os serviços deverão ser entregues pelo CONTRATADO completamente terminados,


com todas as instalações em pleno funcionamento e perfeitamente limpas.

III - O CONTRATADO declara-se como único responsável pelo cumprimento de todas


as exigências fiscais e legais, da legislação trabalhista e previdenciária, decorrente da
contratação de mão-de-obra, de autônomos ou sub-empreitadas que vier a empregar,
responsabilizando-se pelos salários, encargos sociais, seguros, prevenção de acidentes e
disciplina da obra, comprometendo-se a exibir, quando solicitado pelo CONTRATANTE, os
comprovantes relativos ao cumprimento de tais obrigações.

IV - Nenhuma responsabilidade caberá ao CONTRATANTE, por qualquer violação em que


incorra o CONTRATADO, ou seus operários, pelo desrespeito às leis, regulamentos ou atos

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de autoridades competentes, sobretudo no que diz respeito ao trabalho e à segurança de
seu pessoal e equipamentos.

V - Os serviços executados com falhas, defeitos, erros ou qualquer irregularidade ou


vício, imputáveis ao CONTRATADO, serão refeitos por conta do mesmo, arcando, desta
maneira, com os custos envolvidos.

VI - O CONTRATADO deverá manter a limpeza e o asseio no local dos serviços durante


a execução destes.

VII - Todos os danos ou prejuízos eventualmente causados a terceiros, provenientes da


execução dos serviços do CONTRATADO, serão de sua exclusiva responsabilidade.

VIII - O CONTRATADO será o único responsável pela guarda e conservação dos materiais
e documentos que lhe forem entregues, respondendo por eventuais danos ou furtos.

IX - Todas as ferramentas, equipamentos e acessórios, necessários à perfeita execução dos


serviços, serão fornecidos pelo CONTRATADO, sem qualquer ônus para o CONTRATANTE.

X – O CONTRATADO fica obrigado ao cumprimento de legislação de segurança e de
condições de trabalho e salário de seus subordinados.

XI – O CONTRATADO fica obrigado ao cumprimento de Normas Técnicas de Desempenho.

CLÁUSULA 6ª - DA RESCISÃO

O presente contrato poderá ser rescindido, independentemente de qualquer aviso,


notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial, nos seguintes casos:

a) violação de quaisquer das disposições contratuais;


b) falência ou concordata de uma ou ambas as partes;
c) paralisação dos trabalhos, sem motivo de força maior, pelo prazo de ___ (___) dias
consecutivos ou ___ (___) dias cumulativos;
d) atraso, por prazo superior a ___ (___) dias corridos, na conclusão de qualquer uma
das etapas previstas no cronograma estabelecido para a obra;
e) atraso, por prazo superior a ___ (___) dias corridos, no fornecimento de materiais ou
serviços que tenham sido acordados.

CLÁUSULA 7ª - DO FORO

Fica eleito o foro do Município de ________ para a solução de questões oriundas do


presente contrato, renunciando as partes a qualquer outro a que, porventura, tenham ou
possam vir a ter direito. E, por estarem assim, justos e contratados, firmam o presente
instrumento em duas vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas abaixo
assinadas.
_____________, ___ de _______ de _____.

___________________ ______________________
CONTRATANTE CONTRATADO
NOME/CPF OU CNPJ Nº NOME/CNPJ Nº

___________________ ______________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA
CPF Nº CPF Nº

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Observação: os textos em itálico são observações e/ou alternativas.

ANEXO: DIÁRIO DE OBRAS ou Relatório Diário de Obras (RDO)

O Relatório Diário de Obras (RDO) é o documento usado para registrar diariamente


informações sobre o dia de trabalho na obra, funciona como uma espécie de memorial
de obra. É no Diário de Obras que se registram as principais atividades executadas no
dia, o uso e a disponibilidade de recursos, o efetivo da obra, as locações de máquinas e
equipamentos e a sua utilização, condições climáticas, acidentes de trabalho, comentários
do Contratante e do Contratado, principais problemas não previstos que impediram a
execução de algum serviço ou tarefa.

DIÁRIO DE OBRAS
DADOS INFORMAÇÕES DATA
Endereço:
Contratante:
Dados da obra Contratado (CAU e RRT):
Atividade contratada: Execução, Acompanhamento, etc.

Informações climáticas Atividade que depende de clima:

Mão de obra Fornecedoras contratados:

Equipamentos utilizados Remoção de entulhos:

Piso:
Forro:
Elétrica:
Hidrossanitário:
Atividades executadas Iluminação:
Pedras:
Pinturas:
Marcenaria:
Outros:
Acidentes:
Paralizações e imprevistos Adiamentos de prazos:
Falta de recursos:

Cronograma adiado Atividade e justificativa

Arquitetônico:
Estrutural:
Alterações de projetos Elétrico:
Ar Condicionado:
Impermeabilização:

Retrabalho Item em revisão e justificativa

Comentários do
CONTRATANTE

Comentários do
CONTRATADO

Assinatura do responsável

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DOCUMENTOS PARA A
ENTREGA DOS SERVIÇOS
14 DOCUMENTOS PARA ENTREGA DOS SERVIÇOS

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a NBR 14.037/1998, que


estabelece o conteúdo a ser incluído no Manual de operação, uso e manutenção das
edificações, com recomendações para sua elaboração e apresentação, utilizada como base
para este trabalho.
A Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS recomenda que, com a entrega de
todos os serviços, os profissionais providenciem a elaboração do Manual de Orientação
do Usuário. Ao conjunto de documentos necessários para o melhor conhecimento
e desenvolvimento das atividades de operação, uso e manutenção destes serviços,
denominamos Manual de Orientação do Usuário – MOU.

14.1 OBJETIVOS DO MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO USUÁRIO - MOU

O Manual de Orientação do Usuário – MOU reúne o conjunto de documentos que indicam


as informações técnicas necessárias para o pleno conhecimento, por parte do cliente e/ou
usuário, dos elementos e técnicas especificados e/ou utilizados no processo de trabalho
de intervenção de arquitetura de interiores, conforme o estabelecido no Código de Defesa
do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078/1990, art. 50, parágrafo único: “a elaboração do
Manual de operação, uso e manutenção da edificação é uma obrigação do responsável
pela produção da edificação”.

Art. 50 - A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo


escrito.
Parágrafo único - O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer,
de maneira adequada, em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e
o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe
entregue, devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado
de manual de instrução, de instalação e uso de produto em linguagem didática, com
ilustrações.

Sendo assim, o Manual deve:


- informar aos usuários as características técnicas da edificação construída;
- descrever os procedimentos recomendáveis para o melhor aproveitamento da
edificação;
- orientar os usuários para a realização das atividades de manutenção;
- prevenir a ocorrência de falhas e acidentes decorrentes de uso inadequado;
- contribuir para o aumento da durabilidade da edificação.

Seu conteúdo deve se restringir ao fornecimento de informações técnicas estritamente


necessárias ao desenvolvimento das atividades da operação, uso e manutenção das
edificações (NBR 5.674/2012 - Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de
gestão de manutenção).

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14.2 ETAPAS DO PROCESSO DE PROJETO

A prestação de serviço de Arquitetura de Interiores, no processo de projeto (projeto e


execução), consiste em 3 fases:

1ª fase: concepção/projeto de Arquitetura de Interiores:


1ª etapa – estudo preliminar;
2ª etapa - anteprojeto;
3ª etapa - projeto executivo.

2ª fase: execução do projeto de Arquitetura de Interiores.

3ª fase: utilização/ocupação.

Ao término de cada uma das fases acima descritas, o arquiteto e urbanista responsável
deverá elaborar a sua documentação para entrega dos serviços, de acordo com os que
foram contratados e devidamente prestados.
Ao entregar ao cliente e/ou usuário a 1ª fase, de concepção/projeto de Arquitetura de
Interiores, deverá ser entregue o Memorial Descritivo de projeto de Arquitetura de Interiores,
com as especificações técnicas de materiais, componentes, instalações e tecnologias com
as indicações das informações técnicas necessárias ao desenvolvimento das atividades
de operação, uso e manutenção dos mesmos, bem como, das informações com relação
ao conjunto de prazos de garantias. Estas indicações dizem respeito especificamente ao
material dos próprios fornecedores, tais como catálogos, manuais ou sites.
Para a 2ª fase, de execução do projeto de Arquitetura de Interiores, o arquiteto e urbanista
responsável fornecerá o Memorial Descritivo Como Construído, atualizando o que foi
especificado em projeto, de acordo com o que foi efetivamente realizado/executado. Este
documento contém as indicações para o conhecimento dos procedimentos adequados ao
desenvolvimento das atividades de operação, uso e manutenção dos materiais, tecnologias,
instalações e componentes empregados, bem como, dos prazos e condições de garantias,
assegurando a redução de custos de manutenção e preservação e a vida útil dos mesmos.
De posse destes documentos, o cliente e/ou usuário tem os elementos necessários
como forma de prevenir a devida satisfação com os serviços prestados, ao iniciar a 3ª
fase, de utilização/ocupação. O emprego adequado das indicações para operação, uso
e manutenção é de responsabilidade exclusiva do usuário, estabelecendo o limite da
responsabilidade técnica do profissional.
Técnicas de Avaliação Pós-ocupação (APO), 3ª fase, de utilização/ocupação, têm sido
utilizadas para retornar às etapas de projeto e execução com as informações sobre as
condições reais de apropriação pelos usuários do espaço construído, identificadas a partir
de observações das etapas de operação, uso e manutenção. A qualificação da documentação
técnica produzida ao longo das etapas de projeto e execução e seu direcionamento, no
sentido de esclarecer dúvidas relativas aos procedimentos de operação, uso e manutenção,
e sistematizada na forma de manuais das edificações, tem sido um instrumento válido
para melhorar a comunicação em todo o processo, objeto de atenção deste Guia.
As diferentes conceituações para as atividades e campos de atuação da arquitetura
e urbanismo são encontradas nas Resoluções nº 21 e nº 51 do CAU/BR, além da Lei nº
12.378/2010.

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14.3 COMUNICAÇÃO = QUALIDADE

A comunicação com o cliente e/ou usuário é fator primordial para os prestadores de
serviço que buscam na qualidade um diferencial. A necessidade de prestar as informações
necessárias quanto ao “produto” - neste caso específico, o resultado (edificação) do
processo de trabalho de materialização da intervenção de arquitetura de interiores,
define as responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no processo de trabalho e
minimiza os custos de conservação e manutenção.
Nesse contexto, as metas do controle de qualidade a serem atingidas em cada fase do
processo de trabalho de materialização da intervenção de arquitetura de interiores são:

FASES DO PROCESSO QUALIDADE /DOCUMENTOS – MANUAL DE OPERAÇÃO DO USUÁRIO -


DE TRABALHO-ESCOPO MOU
Qualidade: atender às normas gerais e específicas de desempenho, às
normas e documentos prescritivos e os regulamentos para especificação.

Documentos - MOU:
- Termo de Vistoria inicial para o projeto de Arquitetura de Interiores (se
necessário);
1ª fase: concepção/
- Projeto de Arquitetura de Interiores;
projeto de Arquitetura de
- Projetos complementares (se houver);
Interiores
- Memorial Descritivo de projeto de Arquitetura de Interiores, com
as especificações técnicas de materiais, componentes, instalações
e tecnologias e indicações das informações técnicas necessárias ao
desenvolvimento das atividades de operação, uso e manutenção dos
produtos especificados;
- Termo de Recebimento de projeto(s) e do Memorial Descritivo.
Qualidade: documentar as alterações do projeto ocorridas na fase de
execução dos serviços e prestar as informações necessárias à adequada
utilização do produto.

Documentos - MOU:
-Termo de Vistoria inicial para execução de projeto de Arquitetura de
Interiores (se necessário);
2ª fase: execução do -Memorial Descritivo Como Construído de Arquitetura de Interiores,
projeto de Arquitetura de com as especificações técnicas atualizadas de materiais, componentes,
Interiores instalações e tecnologias e indicações das informações técnicas necessárias
ao desenvolvimento das atividades de operação, uso e manutenção dos
produtos especificados atualizados conforme o construído;
-Conjunto dos manuais de materiais, instalações, equipamentos e
componentes que acompanham os produtos empregados e os termos de
Garantia dos fornecedores;
- Termo de recebimento do Memorial Descritivo Como Construído;
- Termo de Vistoria de execução para recebimento dos serviços prestados.
FASES DO PROCESSO
QUALIDADE /DOCUMENTOS - MOU
DE TRABALHO-ESCOPO
qualidade: empregar adequadamente as indicações para operação, uso
e manutenção; efetuar as vistorias técnicas conforme exigidas pelos
termos de garantias dos fornecedores, respeitando os procedimentos
recomendáveis e a frequência necessária para a manutenção de
componentes, instalações e equipamentos; observar a importância da
3ª fase: utilização/ qualificação técnica do responsável pela atividade de vistoria ou inspeção,
ocupação sendo muitas vezes exigido pelos fornecedores pessoal autorizado próprio.

documento sugerido - mou:


- avaliação de pós-ocupação: apo

responsabilidade: cliente e/ou usuário.

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14.4 VÍCIOS E GARANTIAS DA CONSTRUÇÃO

Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/1990

SEÇÃO III

Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem


solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como
por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da
embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes
de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
§ 1º Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor
exigir, alternativamente e à sua escolha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de
uso;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.

Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos
produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou


atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.
§ 1º Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão
solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.
§ 2º Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço,
são responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que realizou a
incorporação.

SEÇÃO IV

Da Decadência e da Prescrição

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.
§ 1º Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto
ou do término da execução dos serviços.
§ 2º Obstam a decadência:
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de
produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de
forma inequívoca;
III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.
§ 3º Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar
evidenciado o defeito.

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato
do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do
prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

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CAPÍTULO V

Das Práticas Comerciais

SEÇÃO II

Da Oferta

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações


corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características,
qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem,
entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.

SEÇÃO IV

Das Práticas Abusivas

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
(Redação dada pela Lei nº 8.884/1994, que dispõe sobre a prevenção e a repressão às
infrações contra a ordem econômica).

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do
consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;
VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com
as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas técnicas ou outra entidade credenciada
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Conmetro);
XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo critério. (Incluído pela Lei nº 9.008/1995, que altera
os artigos 4º, 39, 82, 91 e 98 da Lei nº 8.078/1990, do Código de Defesa do Consumidor)

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento


prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem
empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos
serviços.
§ 3º O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da
contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

CAPÍTULO VI

Da Proteção Contratual

Parágrafo único. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer,


de maneira adequada em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e
o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe
entregue, devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado
de manual de instrução, de instalação e uso do produto em linguagem didática, com
ilustrações.

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14.5 MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO USUÁRIO – MOU

14.5.1 APRESENTAÇÃO

Exemplo:

Prezado Cliente...

O Manual de Orientação do Usuário - MOU tem a finalidade de transmitir, no momento


da entrega dos serviços, as informações necessárias sobre os materiais especificados e
equipamentos instalados, indicando desde já, suas condições de garantias. Este conjunto
de documentos visa orientar, de forma genérica, sobre o uso, conservação e manutenção
preventiva quanto ao resultado do trabalho de intervenção de arquitetura – de interiores
- prestado, assegurando a melhor satisfação possível com os serviços contratados e
devidamente executados.

Atenciosamente,
_____________________________
Arquiteto e urbanista
CAU nº _______

14.5.2 CONCEITUAÇÕES

Para a compreensão necessária do significado dos termos utilizados no Manual de


Orientação do Usuário – MOU, foram tomadas como base a Lei nº 12.378/2010 e as
Resoluções nº 21 e nº 51 do CAU/BR.

14.5.3 RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS

Alguns cuidados são necessários para a manutenção das garantias dos produtos e
serviços dos fornecedores, com relação à operação, uso e manutenção dos mesmos.
O cliente e/ou usuário deverá respeitar a indicação das Vistorias técnicas, conforme
exigidas pelos termos de garantias dos próprios fornecedores, respeitando os procedimentos
recomendáveis e a frequência necessária para a manutenção de componentes, instalações
e equipamentos. Observe-se que a importância da qualificação técnica do responsável pela
atividade de vistoria ou inspeção, é muitas vezes exigida pelos fornecedores que exigem
pessoal próprio.
Importante se faz destacar os itens relacionados à segurança e salubridade, ou aos
pontos considerados críticos ao seu funcionamento, como eventuais condições especiais
de acesso necessárias aos componentes, instalações e equipamentos, que demandem, por
exemplo, a necessidade de escadas, andaimes, equipamentos especiais de iluminação e
ventilação.

14.5.4 PROFISSIONAIS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS PELOS SERVIÇOS PRESTADOS

14.5.4.1 Para projeto de Arquitetura de Interiores (e projetos complementares, caso


sejam outros profissionais habilitados responsáveis).

Exemplo, para cada atividade e Responsável Técnico específico:


Projeto de Arquitetura de Interiores
RRT nº:
Profissional: CAU nº:

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 133
Endereço:
Fone: e-mail:

14.5.4.2 Para execução de projetos de Arquitetura de Interiores (e execução dos


projetos complementares, caso sejam outros profissionais habilitados responsáveis).

Exemplo, para cada atividade e Responsável Técnico específico:


Execução de projeto de Arquitetura de Interiores
RRT nº: CAU nº:
Profissional:
ART nº: CREA nº:
Endereço:
Fone: e-mail:

14.5.4.3 Para projeto de Arquitetura de Interiores Como Construído (“as built“ e


projetos complementares, caso sejam outros profissionais habilitados responsáveis).

Exemplo, para cada atividade e Responsável Técnico específico:


Projeto de Arquitetura de Interiores Como Construído
RRT nº:
Profissional: CAU nº:
Endereço:
Fone: e-mail:

14.6 ÍNDICE

1ª fase: concepção/projeto de Arquitetura de Interiores

Documentos projeto – MOU:


- Termo de Vistoria inicial para Projeto de Arquitetura de Interiores - Anexo I (pág.137);
- Projeto de Arquitetura de Interiores: anexar plantas;
- Projetos complementares (se houver): anexar plantas;
- Memorial Descritivo de projeto de Arquitetura de Interiores - Anexo II (pág.135);
- Termo de Recebimento de projeto(s) e de Memorial Descritivo – Anexo III (pág.138).

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ANEXO II (modelo): MEMORIAL DESCRITIVO DE PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES

2ª fase: Execução de projeto de Arquitetura de Interiores

Documentos execução – MOU:


- Termo de Vistoria inicial para execução de projeto de Arquitetura de Interiores - Anexo
IV (pág.139);
- Memorial Descritivo Como Construído: anexar fotos e planilhas (plantas novas, se
necessário) – Anexo V (pág.136).

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 135
ANEXO V (modelo): MEMORIAL DESCRITIVO COMO CONSTRUÍDO

- Tomar ciência da entrega de manuais de materiais, instalações, equipamentos e


componentes que acompanham os produtos empregados e com os termos de Garantia
dos fornecedores ao(s) cliente(s);
- Termo de Recebimento do Memorial Descritivo Como Construído – Anexo VI (pág.140);
- Termo de Vistoria de execução para recebimento dos serviços prestados - Anexo VII
(pág.140).

3ª fase: utilização/ocupação
Avaliação de pós-ocupação: APO

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14.7 DEMAIS ANEXOS - MOU

14.7.1 ANEXO I - Termo de Vistoria inicial para projeto de Arquitetura de Interiores

Exemplo:
Cliente e/ou usuário:
CPF/CNPJ:
Endereço:
Endereço do serviço:
Fone: e-mail:

Arquiteto e urbanista:
Projeto de Arquitetura de Interiores
RRT nº: CAU nº:
Endereço:
Fone: e-mail:

Eu, _____________________________, arquiteto e urbanista Responsável Técnico pelo projeto


de Arquitetura de Interiores a ser realizada no endereço do serviço supracitado, declaro
que realizei, nesta data, a Vistoria inicial para projeto de Arquitetura de Interiores do imóvel
(documento do Manual de Orientação do Usuário – MOU), para todos os fins e efeitos de
direito, como forma de prestar esclarecimentos quanto à situação da edificação antes do
início da mesma intervenção, oportunidade em que foram observados os seguintes vícios
aparentes e/ou de fácil constatação, que registro, conforme segue, e com fotos anexas (se
for o caso):

ANEXO I (exemplo planilha)


VISTORIA INICIAL PARA PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES

Testes
Dorm1 Dorm2 Sanitário Circulação Estar Jantar Cozinha Varanda
Efetuados
Exemplos:
madeira
Piso
arranhada
manchada
Pintura
Rodapés
descascada
Alvenaria
Paredes com
fissuras

Rachaduras Fissuras

Vazamentos
Teto
e mofos
Alumínio
com
Esquadrias
problemas
de vedação
Vidros
Vedações
quebrados

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Cortinas

Inst. Elétr.

Inst. Hidr.

Acessórios

Objetos

Ferragens

Tampos

Estando ciente e de acordo,

__________________________________________
Cliente e/ou usuário:

__________________________________________
Arquiteto e urbanista responsável:
Data:

14.7.2 ANEXO III - Termo de Recebimento de projeto(s) de Arquitetura de Interiores

Exemplo:
Cliente e/ou usuário:
CPF/CNPJ:
Endereço:
Endereço do serviço:
Fone: e-mail:

Eu, (cliente e/ou usuário) __________________________, declaro, para todos os fins e efeitos
de direito, que recebi nesta data, com a presença do(s) Responsável(is) Técnico(s) - os
projetos relativos aos serviços contratados para o endereço supracitado, bem como o
respectivo Memorial Descritivo de projeto de Arquitetura de Interiores (documentos do
Manual de Orientação do Usuário – MOU), conforme os itens abaixo:

1. Projeto de Arquitetura de Interiores;


2. Projetos complementares;
3. Memorial Descritivo de projeto de Arquitetura de Interiores.

Estando ciente e de acordo,

__________________________________________
Cliente e/ou usuário:

__________________________________________

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Arquiteto e urbanista responsável:
Data:
14.7.3 ANEXO IV - Termo de Vistoria inicial para execução de projeto de Arquitetura
de Interiores

Exemplo:
Cliente e/ou usuário:
CPF/CNPJ:
Endereço:
Endereço do serviço:
Fone: e-mail:

Arquiteto e urbanista:
Projeto de Arquitetura de Interiores
Nome:
RRT nº: CAU nº:
Endereço:
Fone: e-mail:

Eu, ...................................., arquiteto e urbanista Responsável Técnico pela intervenção


de execução de projeto de Arquitetura de Interiores a ser realizada no endereço do serviço
supracitado, declaro que realizei, nesta data, a Vistoria inicial para execução de projeto
de Arquitetura de Interiores do imóvel, para todos os fins e efeitos de direito, como forma
de prestar esclarecimentos quanto à situação da edificação antes do início da mesma
intervenção, oportunidade em que foram observados os seguintes vícios aparentes e/ou
de fácil constatação, que registro, conforme segue, e com fotos anexas (se for o caso):

ANEXO IV (exemplo planilha)


VISTORIA INICIAL PARA EXECUÇÃO DE PROJETO DE ARQUITETURA DE INTERIORES

Testes
Dorm1 Dorm2 Sanitário Circulação Estar Jantar Cozinha Varanda
Efetuados
Exemplos:
madeira
Piso
arranhada
manchada
Pintura
Rodapés
descascada
Alvenaria
Paredes com
fissuras

Rachaduras Fissuras

Vazamentos
Teto
e mofos
Alumínio
com
Esquadrias
problemas
de vedação
Vidros
Vedações
quebrados

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Cortinas

Inst. Elétr.

Inst. Hidr.

Acessórios

Objetos

Ferragens

Tampos

Estando ciente e de acordo,

__________________________________________
Cliente e/ou usuário:

__________________________________________
Arquiteto e urbanista responsável:
Data:

14.7.4 ANEXO VI - Termo de Recebimento do Memorial Descritivo Como Construído

Exemplo:
Cliente e/ou usuário:
CPF/CNPJ:
Endereço:
Endereço do serviço:
Fone: e-mail:

Eu, (cliente e/ou usuário), ___________________, declaro, para todos os fins e efeitos
de direito, que recebi nesta data, com a presença do(s) Responsável(is) Técnico(s), os
documentos relativos aos serviços contratados de execução para o endereço supracitado,
bem como o respectivo Memorial Descritivo Como Construído (documentos do Manual de
Orientação do Usuário – MOU), e reconheço que tomei ciência de manuais de materiais,
instalações, equipamentos e componentes que acompanham os produtos empregados e
com os termos de Garantia dos fornecedores, conforme os itens abaixo:

1. Projeto de Arquitetura de Interiores Como Construído – “as built”;


2. Projetos complementares Como Construído;
3. Memorial Descritivo Como Construído;

Considerações gerais:
O cliente e/ou usuário se obriga a zelar, conservar e manter:
- o resultado do trabalho de materialização da intervenção de Arquitetura de Interiores
executada, promovendo o que se fizer necessário para este fim, e respondendo pelas

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 140
omissões, excessos ou pelos danos que causar;
- todos os equipamentos e acessórios, promovendo o seu uso adequado e fazendo os
necessários reparos através de assistência técnica direta dos fabricantes. Os serviços para
consertos de defeitos deverão ser feitos pela assistência do fabricante, ou por pessoa
autorizada pela mesma, constituindo o descumprimento pelos adquirentes às regras
estipuladas, a perda do direito de reclamação.
Independente dos termos do Manual de Orientação do Usuário - MOU, o cliente e/ou
usuário se obriga ao cumprimento das referidas regras, sob pena de responder pela sua
omissão.

Estando ciente e de acordo,

__________________________________________
Cliente e/ou usuário:

__________________________________________
Arquiteto e urbanista responsável:
Data:

14.7.5 ANEXO VII - Termo de Vistoria para recebimento dos serviços prestados

Exemplo:
Cliente e/ou usuário:
CPF/CNPJ:
Endereço:
Endereço do serviço:
Fone: e-mail:

Arquiteto e urbanista:
RRT nº: CAU nº:
Endereço:
Fone: e-mail:

Eu, .................................................., arquiteto e urbanista Responsável Técnico pela


intervenção de Arquitetura de Interiores realizada no endereço do serviço supracitado,
declaro que realizei, nesta data, a Vistoria do imóvel, na presença do cliente e/ou usuário,
para todos os fins e efeitos de direito, como forma de garantir futuros esclarecimentos
quanto à situação da edificação quando da entrega da mesma intervenção, de execução
de projeto de Arquitetura de Interiores, oportunidade em que foram observados:

1. Que os serviços prestados SE ENCONTRAM DE ACORDO com o projeto de Arquitetura


de Interiores e os projetos complementares, se for o caso.

2. Que os serviços prestados NÃO SE ENCONTRAM DE ACORDO com o projeto de


Arquitetura de Interiores e os projetos complementares, se for o caso.

3. Que os serviços prestados apresentam vícios aparentes e/ou de fácil constatação, o


que registro, com fotos anexas (se for o caso), e conforme segue:

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ANEXO VII (exemplo planilha)
VISTORIA PARA RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS PELO CLIENTE E/OU USUÁRIO

Testes
Dorm1 Dorm2 Sanitário Circulação Estar Jantar Cozinha Varanda
Efetuados
Exemplos:
Piso Perfeitas
Condições
Perfeitas
Rodapés
Condições
Perfeitas
Paredes
Condições
Teto
Perfeitas
Esquadrias
Condições
Perfeitas
Vedações
Condições
Cortinas
Inst. Elétr.
Inst. Hidr.
Acessórios
Objetos
Ferragens
Tampos

Considerações gerais:

Através da documentação entregue, é dado ao cliente e/ou usuário o pleno conhecimento


dos procedimentos necessários para a verificação dos itens que fazem parte de todas as
etapas do trabalho.
O processo de Vistoria prevê testes de cada ponto de energia e disjuntores; do escoamento
de água de ralos, cubas e vasos; do funcionamento de partes móveis, como esquadrias,
e de todos os equipamentos; além do registro da situação dos acabamentos em geral,
ambiente por ambiente, com registro das condições na Planilha de Vistoria anexa.
De acordo com a NBR 5.671/1990 (define a participação dos intervenientes em serviços
e obras de Engenharia e Arquitetura) o cliente e/ou usuário conta com os seguintes prazos
para reclamar eventuais defeitos de construção:
- Defeitos visíveis: no ato de entrega da obra;
- Demais defeitos da construção* encontrados na obra, salvo os visíveis: seis meses;
- Defeitos estruturais que ameacem ou provoquem a ruína da obra. Conforme legislação
específica: Código Civil e Código de Defesa do Consumidor.
Para ser efetivados os reparos necessários em decorrência de defeitos de construção*,
o Cliente e/ou usuário deve fazer uma reclamação por escrito, diretamente ao profissional
contratado, imediatamente após a constatação do problema.
Ao Cliente e/ou usuário também é dada ciência de que os defeitos a ser reclamados não
podem ser resultantes de desgaste natural dos materiais, prolongado desuso, utilização
inadequada, acidentes de qualquer natureza, manifestações climáticas atípicas e casos
fortuitos e de força maior.
São admitidas as seguintes ocorrências devidas à própria natureza da construção e/ou
do imóvel:
- pequenas variações de qualidade ou quantidade nos serviços realizados decorrentes

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 142
do próprio processo construtivo, que é artesanal, não repetitivo, não industrializável, com
emprego de mão de obra não homogênea;
- deformações e fissuras em função dos esforços solicitantes a que é submetido o
imóvel a casa (cargas, ação do vento, variação térmica, etc);
- diferenças de cor, tonalidade ou textura em elementos de origem mineral ou vegetal,
ou materiais que procurem imitá-los;
- deformações próprias de peças em madeira, que não prejudiquem o seu uso, ou não
ocasionem prejuízo estético excessivo;
- outras variações intrínsecas e próprias do processo construtivo ou dos materiais
aplicados.

Estando ciente e de acordo,

__________________________________________
Cliente e/ou usuário:

__________________________________________
Arquiteto e urbanista responsável:
Data:

GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL AAI BRASIL/RS | 11ª EDIÇÃO | 2ª EDIÇÃO DIGITAL | 2018 143
METODOLOGIAS E FERRAMENTAS
PARA COLETA DE DADOS PARA
AVALIAÇÃO - PESQUISAS
15 METODOLOGIAS E FERRAMENTAS PARA COLETA DE DADOS PARA
AVALIAÇÃO - PESQUISAS

15.1 PÓS-OCUPAÇÃO – ESTUDO DE CASO EM ARQUITETURA COMERCIAL

Pesquisa realizada pela Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS, com a


coordenação da engenheira civil Margaret Souza Schmidt Jobim, em agosto de 2004,
nas lojas do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre.

INTRODUÇÃO

A metodologia de avaliação pós-ocupação vem sendo amplamente desenvolvida e


utilizada nos últimos anos, não apenas por estudiosos do assunto, mas por profissionais
interessados em avaliar o desempenho dos espaços construídos. Além dos vários trabalhos
realizados em espaços públicos, escolas, hospitais, conjuntos habitacionais, prédios
residenciais e comerciais, sistemas construtivos, materiais e componentes vêm sendo
objeto de avaliação nos últimos tempos, sempre visando retroalimentar futuros projetos.
Percebendo a importância do assunto e a necessidade de iniciar um trabalho conjunto
sobre este tema, a Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS, através da sua
diretoria e com a participação de associados e colegas, agilizou uma pesquisa de avaliação
pós-ocupação em espaços comerciais.
Entretanto, considerando-se a abrangência do tema, decidiu-se, num primeiro momento,
por um estudo de caso focando apenas espaços que comercializam moda feminina e
localizados em um grande shopping center da Capital do estado do Rio Grande do Sul.
Com este trabalho, pretende-se, além de avaliar aspectos distintos dos espaços projetados,
considerando a opinião de quem os utiliza, propor e discutir uma metodologia de avaliação
adequada aos profissionais projetistas. Desta forma, o objetivo principal do trabalho
é propor e testar uma ferramenta de coleta de dados para avaliação dos projetos de
arquitetura de interiores.
O estudo contou com a colaboração de arquitetos envolvidos em projetos de espaços
comerciais localizados em shoppings.
Este relatório apresenta a proposta de ferramenta e os resultados da pesquisa de avaliação
pós-ocupação realizada em lojas de moda feminina situadas no Shopping Iguatemi, em
Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

GENERALIDADES

Um dos objetivos principais de um projeto comercial é criar um ambiente que convide


o cliente a entrar e que permita que ele perceba o maior número de produtos, de forma
organizada e clara. Portanto, uma das funções da arquitetura de interiores, neste caso
específico “lojas de um shopping”, é adequar o espaço construído às necessidades dos
clientes. Entende-se por clientes os investidores (proprietários e locatários), os funcionários
(gerentes, subgerentes, supervisores, atendentes, operadores de caixa, empacotadores) e
os consumidores.
A adequação às necessidades dos clientes ocorre em quatro grandes grupos:

• o espaço construído:
projeto, construção e uso e operação;

• as condições de conforto:
calor, frio, ventilação e iluminação;

• o tipo de negócio:

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produto, preço e promoções;

• as relações pessoais:
atendimento, imagem, cor, tipo de luz e ambiente.

Simplificadamente pode-se sugerir que uma das principais funções da arquitetura


comercial é promover a interação entre pessoas e espaços, pessoas e produtos e espaços
e produtos.

O espaço projetado de uma loja de um shopping center pode ser classificado como um
ambiente “semiprivado”. Uma área comum de um shopping center é chamada de espaço
“semipúblico”, uma vez que, embora pertencente a um grupo privado empreendedor, é
usada para funções públicas, recebendo uma população usuária que dela se utiliza de
modo semelhante àquele que ocorre nos logradouros públicos. No caso das lojas, aqui
classificadas como “ambientes semiprivados”, a corresponsabilidade pelas intervenções
espaciais pode ser atribuída a um universo de pessoas limitado e facilmente identificável.
Neste caso, pode-se quantificar e estratificar qualitativamente e comportalmente.
Pode-se considerar, ainda, que o espaço projetado é parte da definição do cenário de
vendas, além de apresentar a necessidade de atender ao desempenho esperado a um
local de trabalho. Para avaliar o desempenho do espaço como cenário de vendas, o estudo
deve envolver fortemente os aspectos comportamentais, enquanto que, como local de
trabalho, pode-se sugerir que os aspectos funcionais são avaliados juntamente com os
comportamentais.
No caso das pessoas, Sheila Ornstein questiona a forma de verificar o padrão de
satisfação do usuário do ambiente semiprivado. É possível associar ao ambiente construído
um determinado padrão de comportamento do usuário? De acordo com a autora, dentre
outros fatores que afetam o comportamento, podem-se listar fatores como:

• faixa etária;
• preferências e percepção das mercadorias;
• vontade de explorar o ambiente e processar informações, quase que numa forma de
resposta afetiva ao ambiente e de domínio do território.

Segundo Paco Underhill (A magia dos shoppings, 2004), cada vez menos os produtos
distinguem uma loja da outra. De acordo com o autor, quando se entra numa loja pela
primeira vez, os sentidos são aguçados, os olhos varrem o lugar, o cheiro do ar e os
ouvidos procuram sinais que digam exatamente onde o consumidor está. É o ambiente
que favorece uma permanência maior no interior da loja. Entretanto, em alguns casos, as
pessoas demoram no interior de uma loja porque estão se divertindo ali, ou porque têm um
objetivo preciso, e isto é bom. Em outros casos, elas demoram porque a loja é mal concebida
e mal abastecida, e é preciso uma eternidade para se encontrar os produtos desejados, e

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isto é ruim. A Arquitetura de interiores pode interferir nos espaços construídos, de forma
a favorecer (ou não) a permanência do consumidor no interior da loja. Entretanto, é difícil
relacionar um projeto de interiores de uma loja com o comportamento do consumidor em
relação ao ingresso ou não na loja.

MÉTODO DE PESQUISA

A avaliação pós-ocupação é definida como o sub-processo ou etapa do processo de


construção que se baseia em avaliações de fatores técnicos, funcionais, econômicos,
estéticos e comportamentais do ambiente em uso, tendo em vista a opinião de técnicos,
projetistas e usuários.
Dos três níveis de APO (Indicativa, Investigativa e Diagnóstico), optou-se pela pesquisa
indicativa, realizada em curto prazo e de caráter exploratório.
Neste trabalho, a avaliação refere-se ao desempenho funcional e físico construtivo. As
avaliações do desempenho simbólico/estético, econômico, de comportamento e de
padrões perante o uso não são abordadas aqui, face à complexidade do tema em questão
(arquitetura comercial – lojas de moda feminina de shopping center).
O universo da pesquisa está limitado ao shopping center e a amostra não probabilística
foi escolhida por conveniência e com a quantidade de elementos desejada, impossibilitando
determinar uma margem de erro. foram identificados e escolhidos elementos representativos
do universo em estudo, bem como sua adequação ao trabalho.
Desta forma, o Shopping Center Iguatemi, localizado na cidade de Porto Alegre, Rio
Grande do Sul foi escolhido em função dos padrões comportamentais de uma população
alvo, permitindo que o estudo se limite a uma faixa populacional relativamente definida
(renda familiar média, média-alta e alta).
Identificados os vários cenários do Shopping Center Iguatemi (focal points), as lojas de
moda feminina foram escolhidas para compor a amostra, considerando o tempo disponível
para a pesquisa, o objetivo específico do trabalho (propor uma ferramenta de coleta de
dados) e as necessidades espaciais distintas que caracterizam este tipo de comércio.
As técnicas de APO utilizadas foram: entrevistas, questionários, observações, tabulação
e interpretação.

1 Etapas da pesquisa

Etapa 1:
revisão bibliográfica; discussão das ferramentas de coletas de dados; reunião com grupo
de arquitetos especialistas.

Etapa 2:
walkthrough (observação 1); reconhecimento de campo;
identificação de aspectos, tais como aceitação da pesquisa por parte dos gerentes das
lojas; coleta inicial de dados: número de gerentes e número de funcionários; pesquisa
piloto.

Etapa 3:
entrevistas com gerentes das lojas da amostra; entrega dos questionários aos
funcionários; observação 2.

Etapa 4:
recolhimento dos questionários; observação 3.

Etapa 5:
Tabulação.

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Etapa 6:
discussão e análise preliminar.

Etapa 7:
vistorias/observação técnica 4.

2 Características da amostra

Em um primeiro momento, foram selecionadas todas as lojas de moda feminina do


Shopping Iguatemi da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, excluídos os grandes
magazines e lojas de departamentos. Entretanto, após contato inicial, alguns gerentes
preferiram não participar da pesquisa. Assim, foram 44 (quarenta e quatro) os gerentes
entrevistados pelo grupo de pesquisadores, de um total de 45 (quarenta e cinco) lojas que
aceitaram participar deste trabalho.
O número total de funcionários das lojas estudadas é de 304 (trezentos e quatro) e, para
estes, foram distribuídos os questionários contendo as mesmas questões da entrevista.
O número de questionários retornados foi de 49 (quarenta e nove). Em algumas lojas,
houve participação da totalidade dos funcionários (100%) e, em outras, apenas o gerente
participou da pesquisa.

Nº lojas moda feminina Nº gerentes Nº questionários


Nº funcionários
(amostra) entrevistados respondidos
45 44 304 49

A metragem quadrada das lojas é variável. Desta forma, definiu-se a seguinte classificação
em função da área: lojas pequenas – menos de 50 metros quadrados de área; lojas médias
– entre 50 e 100 metros quadrados de área; lojas grandes – mais de 100 metros quadrados
de área. Assim, a amostra de lojas apresenta as características conforme o gráfico.

Tamanho das lojas da amostra


Grande -
mais de 100 m2
20%

Pequena -
menos de 60 m2
66%

Média - entre
60 e 100 m2
24%

3 Ferramenta de coletas de dados

A ferramenta utilizada na coleta de dados foi o questionário. As entrevistas seguiram


as mesmas questões contidas nos questionários, sendo parte delas abertas e o restante
fechadas, em uma escala de três pontos: Insatisfeito, Nem insatisfeito e nem satisfeito e
Satisfeito. Há, ainda, a opção de resposta Não percebido. Os gerentes das lojas receberam
uma carta explicando os objetivos do trabalho e, juntamente com os questionários, foi
solicitada a colaboração dos funcionários através de carta.

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O questionário foi subdividido em quatro partes:

Generalidades:
identificação da loja; conhecimento do responsável pelo projeto de interiores.
Parte A
Perfil do pesquisado.

Parte B
Percepção (questões abertas.)

Parte C
Avaliação da satisfação em relação aos seguintes aspectos:

• letreiro/luminoso externo;
• vitrine externa;
• acesso principal da loja;
• cores da loja;
• espelhos;
• piso interno;
• forro;
• iluminação interna;
• mobiliário;
• exposição interna do produto;
• provadores;
• caixa/pacote;
• sinalização interna;
• espaços para os estoques;

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ANEXO - FERRAMENTA DE COLETA DE DADOS - PESQUISA

NOME DA LOJA
PARTE A – PERFIL DO PESQUISADO
Função Caixa Pacote
Sexo Masculino
Entre
Menos Entre
13 e
Tempo na função atual de 6 6 e 12 Mais de 24 meses
24
meses meses
meses
Entre
Menos Entre
13 e
Tempo da função na loja de 6 6 e 12 Mais de 24 meses
24
meses meses
meses
Turno Variável
PARTE B – PERCEPÇÃO
Quais os aspectos positivos (qualidades) que percebe na loja?
Quais os aspectos negativos (defeitos) que percebe na loja?
Quais as principais qualidades apontadas pelos clientes consumidores em relação à loja?
Quais os principais defeitos apontados pelos clientes consumidores em relação à loja?
PARTE C – AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO
Considerar I – Insatisfeito; N – Nem insatisfeito, nem satisfeito; S – Satisfeito; NP – Não percebido
Em relação aos itens de projeto abaixo
Justificativa/observações
relacionados, assinale a resposta mais I N S NP
(caso considere necessário)
adequada e justifique
Acessibilidade
Facilidade de acesso a pessoas em
cadeira de rodas
Facilidade de deslocamento, no interior
da loja, de pessoas em cadeira de rodas
Sinalização para acesso de pessoas com
deficiência visual
PARTE C – AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO
Considerar I – Insatisfeito; N – Nem insatisfeito, nem satisfeito; S – Satisfeito; NP – Não percebido
Em relação aos itens de projeto abaixo
Justificativa/observações
relacionados, assinale a resposta mais I N S NP
(caso considere necessário)
adequada e justifique
Acessibilidade
Sinalização para orientação, no interior
da loja, de pessoas com deficiência
visual
Letreiro/luminoso externo
Design
Localização
Sistema de iluminação
Vitrine externa
Espaço destinado à exposição
Sistema de iluminação
Acesso principal da loja
Localização
Tamanho
Cores da loja
Uso de cor nos espaços internos

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Espelhos
Quantidade de espelhos
Localização dos espelhos
Sistema de iluminação nos espelhos
PARTE C – AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO
Considerar I – Insatisfeito; N – Nem insatisfeito, nem satisfeito; S – Satisfeito; NP – Não percebido
Em relação aos itens de projeto abaixo
Justificativa/observações
relacionados, assinale a resposta mais I N S NP
(caso considere necessário)
adequada e justifique
Forro
Tipo de forro
Estética do forro
Iluminação interna
Quantidade de pontos de iluminação
Facilidade de manutenção
Localização dos pontos
Mobiliário
Adequação e conforto dos móveis
Quantidade de móveis
Localização dos móveis
Exposição interna do produto
Forma de exposição
Local destinado à exposição
Tamanho dos espaços destinados à
exposição
Local destinado à exposição
Provadores
Número de provadores
PARTE C – AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO
Considerar I – Insatisfeito; N – Nem insatisfeito, nem satisfeito; S – Satisfeito; NP – Não percebido
Em relação aos itens de projeto abaixo
Justificativa/observações
relacionados, assinale a resposta mais I N S NP
(caso considere necessário)
adequada e justifique
Provadores
Localização e disposição
tamanho dos provadores
Qualidade dos espelhos
Quantidade de espelhos
Localização dos espelhos
Sistema de iluminação
Privacidade
Acessórios e mobiliário
Piso dos provadores
Caixa/pacote
Localização do caixa
Espaço destinado ao caixa
Mobiliário no caixa
Localização do espaço para
empacotamento
Espaço destinado ao empacotamento
Mobiliário no espaço para
empacotamento

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Sinalização interna
Localização do sistema de sinalização
interna
PARTE C – AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO
Considerar I – Insatisfeito; N – Nem insatisfeito, nem satisfeito; S – Satisfeito; NP – Não percebido
Em relação aos itens de projeto abaixo
Justificativa/observações
relacionados, assinale a resposta mais I N S NP
(caso considere necessário)
adequada e justifique
Sinalização Interna
Clareza do sistema de sinalização
interna
Espaços para os estoques
Localização dos espaços
Tamanho dos espaços
Funcionalidade dos espaços

15.2 PROCESSO DE PROJETO: CLIENTE SATISFEITO?

Pesquisa realizada pela Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS, com a


coordenação da engenheira civil Margaret Souza Schmidt jobim, em 2005, com clientes
indicados pelos arquitetos e urbanistas associados à Entidade.

INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos, a satisfação tem sido definida segundo duas categorias principais.
A primeira caracteriza a satisfação como sendo o resultado da experiência de consumo
(ou de uso) e a segunda integra na definição um caráter comparativo. Entre a maioria das
definições, entretanto, incluem-se três elementos característicos do conceito de satisfação:
é um estado psicológico, tratando-se, portanto, de uma resposta emocional ou avaliação
de uma emoção; posterior ao uso e com caráter relativo, ou seja, é o resultado do processo
comparativo entre a experiência subjetiva vivida pelo cliente e uma base de referência
inicial anterior.
Vários autores têm definido a satisfação de diferentes formas, particularizando-a dentro
de suas atividades, mas não se afastando do conceito geral. Satisfazer significa identificar
ou conhecer as necessidades e desejos dos clientes, atendendo às suas expectativas, ou
excedendo-as.
Este relatório apresenta uma proposta de ferramenta, os resultados e a análise da
pesquisa de avaliação da satisfação dos clientes em relação ao processo de projeto na
Arquitetura de Interiores. O estudo contou com a colaboração de um grupo de arquitetos
e urbanistas do Estado do Rio Grande do Sul.

GENERALIDADES

Inicialmente, saliente-se que em nenhum momento cogitou-se avaliar o resultado do


projeto como produto final, devido à sua complexidade e ao número de variáveis não
controláveis que afetam a satisfação do cliente de um projeto de Arquitetura de Interiores.
Da mesma forma, os resultados obtidos, mesmo sem envolver a avaliação do “produto
final”, devem ser analisados considerando-se o envolvimento emocional que caracteriza a
relação homem-espaço construído, especialmente quando se trata da moradia.
A princípio, o objetivo principal da pesquisa foi responder as seguintes questões:
• por que um cliente contrata um arquiteto de interiores?
• quais as características do profissional escolhido que mais influenciam na decisão de

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contratar o profissional?
• como o cliente identifica o arquiteto de interiores (onde procura o profissional e por
que escolhe determinado profissional)?
• o que o cliente espera do resultado do serviço (projeto e/ou execução) de Arquitetura
de Interiores?
• suas necessidades e expectativas (explícitas e implícitas) são atendidas?
• como é avaliado o processo do projeto?
O método de pesquisa adotado está descrito a seguir.

MÉTODO DE PESQUISA

Para a elaboração da pesquisa, o trabalho foi subdividido em três etapas:


Etapa 1 - modelagem do processo de Projeto de Arquitetura de Interiores.
- Através de reuniões e discussão com grupo de arquitetos e urbanistas, foi proposto
um modelo de processo, visto que o objetivo da pesquisa é avaliar o “processo”.
Etapa 2 - pesquisa junto aos associados da Associação dos Arquitetos de Interiores do
Brasil/RS.
- O principal objetivo desta etapa do trabalho foi verificar, junto aos arquitetos e
urbanistas associados da AAI Brasil/RS, a percepção a respeito do comportamento dos
clientes.
Etapa 3 - Avaliação da satisfação dos clientes:
- Revisão bibliográfica sobre avaliação da satisfação do cliente e sobre o processo de
projeto e/ou execução de arquitetura no trabalho de interiores;
- Discussão com arquitetos de interiores que desenvolvem este trabalho;
- Elaboração de ferramenta de coleta de dados;
- Entrevistas com clientes (ou aplicação da pesquisa);
- Tabulação e análise dos resultados.

Etapa 1 - Modelagem do processo de projeto de arquitetura no trabalho de interiores

Considerando-se que o objetivo do trabalho é a avaliação da satisfação do cliente em


relação ao processo de projeto de Arquitetura de Interiores, e que este processo não se
encontrava devidamente explicitado, foi necessário propor um modelo genérico que, em
hipótese alguma, pretende ser considerado padrão para todos os escritórios de arquitetos
e urbanistas.
Após reuniões para discussão, concluiu-se que o modelo representado abaixo, através de
um fluxo, pode ser representativo para alguns profissionais e fornecer subsídios àqueles
que pretendem elaborar seu próprio modelo de processo de projeto.

Etapa 2 - Pesquisa junto aos associados da Associação dos Arquitetos de Interiores do


Brasil/RS

Os arquitetos e urbanistas (vinte e dois) presentes em uma reunião-almoço (realizada em


2005) receberam um questionário para resposta imediata. As questões (abertas e fechadas)
constantes no questionário (em anexo) referem-se especificamente ao comportamento dos
clientes e à utilização do material contido no Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS.
A primeira parte do questionário é composta de quatro questões abertas. São elas:
• na sua opinião, quais as razões (motivos) que levam um cliente a contratar um arquiteto
de interiores?
• como o cliente escolhe (onde busca) o arquiteto de interiores para a elaboração do
projeto de interiores?
• quais as características do arquiteto que atua em Interiores escolhido que mais
influenciam na decisão de contratar especificamente este profissional?

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• na sua opinião, as necessidades e expectativas dos clientes são atendidas (nunca,
raramente, frequentemente, sempre).
Na segunda parte do questionário, são abordados aspectos relativos à utilização do Guia
de Orientação Profissional AAI Brasil/RS, material fornecido pela AAI Brasil/RS. Nesta parte
do questionário, as questões são fechadas, com as seguintes opções de respostas (escala
de 4 níveis – nunca utiliza, utiliza raramente, utiliza frequentemente, sempre utiliza). As
questões são as seguintes:
• contrato de trabalho cliente/arquiteto: projeto
• contrato de trabalho cliente/arquiteto: execução
• contrato de trabalho cliente/arquiteto: fiscalização
• contratos de trabalho, intermediados pelo arquiteto: cliente/fornecedor
• protocolo de entrega de obra
• manual descritivo
• manual de utilização do proprietário
• diário de obra
• APO – lojas

Etapa 3 – Avaliação da satisfação dos clientes

O método de pesquisa utilizado nesta etapa são as entrevistas, realizadas por telefone
junto a uma amostra de clientes indicados por arquitetos e urbanistas que executam
projetos de Arquitetura de Interiores no Rio Grande do Sul.

As fases desta etapa são as seguintes:


1 - elaboração da ferramenta de coleta de dados (questionário);
2 - validação da ferramenta por um grupo de profissionais que não participou da sua
elaboração;
3 - teste (piloto) da ferramenta com um grupo de clientes;
4 - definição da amostra (clientes indicados pelos arquitetos e urbanistas);
5 - entrevistas telefônicas;
6 - tabulação e análise.

A ferramenta de coleta de dados (anexo) é composta de três partes: parte A –


comportamento (questões abertas); parte B – atendimento prestado pelo arquiteto de
interiores (questões fechadas, escala de 5 níveis, do fortemente insatisfeito ao fortemente
satisfeito) e; parte C – avaliação geral (questões fechadas).
Foram entrevistados setenta e cinco clientes (não identificados), selecionados
aleatoriamente entre um número elevado de clientes indicados por arquitetos e urbanistas
do Rio Grande do Sul. Considerando-se que o objetivo principal do trabalho é validar a
ferramenta de coleta de dados (questionário de avaliação da satisfação), desconsidera-se
o fato de a amostra ter sido indicada pelos próprios profissionais. Saliente-se, entretanto,
que este fato pode reduzir a confiabilidade dos resultados de parte do questionário, mesmo
não sendo este o objeto principal do trabalho. A seguir são apresentados os resultados da
pesquisa.

Parte A - Comportamento
As questões relativas à análise do comportamento dos clientes são abertas. Neste caso, é
preciso anotar ou gravar a entrevista. Entretanto, se o questionário for enviado ao cliente,
nada impede que ele responda a estas questões sem a orientação do pesquisador.

Parte B – Atendimento prestado pelo arquiteto


Na parte B, as questões são fechadas, com uma opção de resposta em uma escala de cinco
níveis (fortemente insatisfeito, insatisfeito, nem insatisfeito e nem satisfeito, satisfeito e

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fortemente satisfeito).
Parte C – Avaliação geral
A parte C consta de uma avaliação geral, em que o resultado final é analisado pelo cliente.
Inicialmente, sugere-se que o pesquisado atribua uma nota ao interior do imóvel projetado
pelo arquiteto e urbanista. Esta nota pode variar de 1 a 5, considerando-se que a nota 1
corresponde à pior situação, ou seja, o cliente se sente fortemente insatisfeito, e a nota 5
deve ser atribuída ao imóvel quando o cliente se sente fortemente satisfeito.

ANEXO 1 - FERRAMENTA DE COLETA DE DADOS - PESQUISA

Considerando as questões abaixo, manifeste sua opinião:


Comportamento do cliente
1. Na sua opinião, quais as razões (motivos) que levam um cliente a contratar um arquiteto que atua
em Interiores?
2. Como o cliente escolhe (onde busca) o arquiteto de interiores para a elaboração do projeto de
Arquitetura de Interiores?
3. Quais as características do arquiteto que atua em Interiores escolhido que mais influenciam na
decisão de contratar especificamente este profissional?
4. Na sua opinião, as necessidades e expectativas dos clientes são atendidas:
Nunca Raramente Frequentemente Sempre
justifique sua resposta.
A AAI Brasil/RS fornece, através do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS - GOP, o material
abaixo apresentado. Assinale a resposta mais adequada no que se refere à utilização deste material,
sendo:
Utiliza
Nunca utiliza Utiliza raramente Utiliza sempre Não se aplica
frequentemente
N R F S NA

Material do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS N R F S NA


5. Tabela de honorários
6. Contrato de trabalho cliente/arquiteto: projeto
7. Contrato de trabalho cliente/arquiteto: execução
8. Contrato de trabalho cliente/arquiteto: acompanhamento
9. Contratos de trabalho, intermediados pelo arquiteto: cliente/fornecedor
10. Protocolo de entrega de obra
11. Manual de Orientação do Usuário - MOU
12. Diário de Obras
13. APO - lojas
Observação: Caso considere importante, coloque o número da questão e justifique sua resposta.

ANEXO 2 - FERRAMENTA DE COLETA DE DADOS - PESQUISA

Questionário n.º
Dados gerais
1. tipo de unidade: [ ] Comercial [ ] Residencial [ ] Corporativo [ ] Outros
2. tipo de projeto: [ ] Completo [ ] Por ambientes
3. Execução: [ ] Equipe do próprio arquiteto [ ] Equipe indicada pelo cliente [ ] Ambos
Parte A – Comportamento
4. Quais as razões (motivos) que o (a) levaram a contratar um arquiteto para o trabalho de interiores?
5. Como você escolheu (onde buscou) o arquiteto que elaborou o projeto de interiores?

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6. Quais as características do arquiteto escolhido que mais influenciaram na decisão de contratar este
profissional?
7. Quais eram suas expectativas em relação ao projeto de interiores?
8. Suas necessidades e expectativas foram atendidas?
9. Observações:

SATISFAÇÃO DO CLIENTE
Avalie os itens a seguir, considerando uma nota de um (1) a cinco (5), sendo:
Um – muito insatisfeito e Cinco – muito satisfeito
PARTE B - ATENDIMENTO PRESTADO PELO ARQUITETO DE INTERIORES
Como você classifica o atendimento prestado pelo arquiteto para o trabalho de Interiores, Nota
em obras concluídas, em relação aos seguintes aspectos:
10. Facilidade de contatar o arquiteto para solicitação do serviço (inicial)
11. Facilidade de contatar o arquiteto durante a execução do projeto
12. Facilidade de contatar o arquiteto após a conclusão do serviço
13. Cortesia do arquiteto (amabilidade no tratamento aos clientes)
14. Rapidez do atendimento
15. Comunicação (explicações em linguagem clara e objetiva)
16. Empenho na identificação e atendimento das exigências específicas
17. Cumprimento de prazos do arquiteto
18. Cumprimento de prazos do(s) fornecedor(es)
19. Conteúdo e abrangência do contrato
20. Detalhamento do orçamento
21. Adequação do projeto às condições financeiras e de interesse do cliente
22. Acompanhamento durante a execução do projeto, por parte do arquiteto
23. Entrega formal da obra, por parte do arquiteto
24. Assistência técnica fornecida pelo arquiteto após a entrega da obra
25. Recebeu um memorial descritivo (fornecedores e materiais) da obra?
Sim [ ] Não [ ]
26. Se recebeu, qual a nota atribuída ao conteúdo e aplicabilidade do Memorial?
27. Se recebeu, qual a nota atribuída à clareza, facilidade de consulta e compreensão do
Memorial?
28. Recebeu um manual de utilização (informações sobre manutenção), quando da
entrega da obra?
29. Se recebeu, qual a nota atribuída ao conteúdo e aplicabilidade do Manual?
30. Se recebeu, qual a nota atribuída à clareza, facilidade de consulta e compreensão do
Manual?
PARTE C - AVALIAÇÃO GERAL
31. Como você se sente em relação ao interior do seu imóvel, projetado pelo arquiteto que atua em
Interiores: Nota de um (1) a cinco (5):
PARTE C - AVALIAÇÃO GERAL
32. Na sua opinião, os espaços projetados por um arquiteto que atua em Interiores são, comparando
com espaços não projetados:
Muito piores [ ] Piores [ ] Nem piores nem melhores [ ] Melhores [ ] Muito melhores [ ]
33. Na sua opinião, a qualidade do projeto é compatível com o valor pago?
Sim [ ] Não [ ] Não sei [ ]
34. Você recomendaria o arquiteto que atua em Interiores que projetou os espaços internos do seu
imóvel a seus parentes e amigos?
Sim [ ] Não [ ] Não sei [ ]
35. Observações complementares:

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REFERÊNCIAS
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MACEDO, Édison flávio. Manual do profissional: introdução à teoria e prática do exercício


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