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SOCIEDADE PORVIR CIENTÍFICO


COLÉGIO AGRÍCOLA LA SALLE - XANXERÊ

PEDRO HENRIQUE MORSCHHEISER FLORES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO DE AGROINDÚSTRIA: PRODUÇÃO DE QUEIJOS


UTILIZANDO COMO TEMPERO DIFERENTES TIPOS DE ERVAS FINAS

XANXERÊ, 2018
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PEDRO HENRIQUE MORSCHHEISER FLORES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO DE AGROINDÚSTRIA: PRODUÇÃO DE QUEIJOS


UTILIZANDO COMO TEMPERO DIFERENTES TIPOS DE ERVAS FINAS

Relatório de Estágio de Agroindústria


apresentado ao Curso Técnico de Agropecuária
como requisito parcial para obtenção do título
de Técnico em Agropecuária pelo Colégio
Agrícola La Salle - Xanxerê.

Orientador: Prof. Danny Elson Kufner

XANXERÊ, 2018
11

Dedico este trabalho a todos que direta ou


indiretamente me auxiliaram na busca pelo
conhecimento.
12

AGRADECIMENTOS

Agradeço acima de tudo à Deus, por ter me proporcionado a capacidade de


encontrar conhecimento, e à minha família por todo o apoio que me foi dado e pelo amparo
que recebi nos momentos difíceis. Agradeço também ao professor orientador Danny Elson
Kufner pelo apoio concedido durante todo o tempo de realização do estágio e pela insistência
na qualidade e desenvolvimento do presente trabalho. Gratidão também pelo gerente do
laticínio São Domingos, Sr. Evandro Mezzalira, o qual possibilitou que eu entrasse no
laticínio e realizasse meu experimento.
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RESUMO

O queijo é um alimento muito consumido no Brasil, seja pela sua durabilidade na geladeira,
podendo ficar meses sem estragar, ou pelo seu sabor, que é diferente para cada tipo de queijo.
Os queijos mais consumidos no Brasil são: Parmesão; Prato; Mussarela; Colonial; e Minas
Frescal. Além desses tipos de queijos existem também outros, com diferentes sabores, mas
que não são muito consumidos no Brasil, como por exemplo o Roquefort e o Camembert. O
objetivo do trabalho foi realizar um experimento que consistia na produção de queijos
mussarela utilizando diferentes tipos de ervas finas como tempero e, posteriormente, realizar
uma pesquisa tendo como base a análise sensorial dos diferentes sabores de queijo produzido.
As ervas utilizadas foram orégano, combo de alho, cebola e salsa e alecrim. Todos os queijos
foram produzidos nas dependências do Laticínio São Domingos, situado na cidade de São
Domingos / SC. A produção foi consideravelmente complicada, pois a mistura da massa do
queijo mussarela com as ervas finas era complicada, devido ao fato de que a massa é dura e
não se mistura fácil com outras substâncias. Após a produção, salga e maturação dos queijos,
20 pessoas foram convocadas para participar de uma pesquisa que buscou avaliar qual queijo
agradava mais ao público. O queijo condimentado com orégano se sobressaiu obtendo um
total de 55% (por cento) de aprovação, seguido pelo queijo temperado com o combo de alho,
cebola e salsa (30%) e pelo queijo temperado com alecrim (15%). 80% dos participantes da
pesquisa alegaram que pagariam mais por um queijo temperado com ervas finas, enquanto
20% dos participantes disseram não pagar mais pelo queijo. Os queijos condimentados com
ervas finas agradaram bastante os participantes da pesquisa. Porém o dono do laticínio no qual
o experimento foi realizado alegou que a produção à mão não é rentável ao laticínio, pois
requer muito mais serviço e muito mais tempo de preparo dos queijos. Podem ser adquiridas
máquinas que realizam a mistura da massa com os condimentos, porém possuem um alto
valor e não seria rentável a modificação do laticínio para a produção dos queijos
condimentados, pois isto iria requerer mais funcionários e mais tempo de serviço por dia, o
que levaria à um aumento salarial dos funcionários.

Palavras-Chave: Queijos temperados. Queijo mussarela. Ervas finas em queijos.


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SUMÁRIO

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.........................................................................................17

2.1 Os benefícios do consumo de leite....................................................................................17

2.2 Qualidade do leite.............................................................................................................17

2.2.1 Higiene na sala de ordenha............................................................................................17

2.2.2 Higiene e manejo do resfriador e da sala de resfriagem...............................................18

2.5 Produção dos diferentes tipos de queijos........................................................................18

2.5.1 Queijo parmesão.............................................................................................................19

2.5.2 Mussarela........................................................................................................................19

2.5.3 Muzzarella de búfala.......................................................................................................19

2.5.4 Minas frescal...................................................................................................................19

2.5.5 Prato................................................................................................................................20

2.5.6 Colonial...........................................................................................................................20

3.0 APRESENTAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO............................................................21

3.1 Dados de identificação do local de estágio......................................................................21

3.2 Caracterização do local de estágio...................................................................................21

4 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO............................................................................23

4.1 Ervas finas utilizadas........................................................................................................23

4.2 Laticínio.............................................................................................................................23

4.2.1 História............................................................................................................................24

4.2.2 Controle de higiene do laticínio......................................................................................24

4.3 Produção dos queijos condimentados com ervas finas..................................................25

4.3.1 Queijo condimentado com orégano................................................................................25

4.3.2 Queijo condimentado com alecrim.................................................................................26


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4.3.3 Queijo condimentado com combo de alho, cebola e salsa.............................................26

4.4 Análise sensorial e opiniões públicas sobre os queijos...................................................27

4.5 Opinião do dono do laticínio............................................................................................29

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................30

6 REFERÊNCIAS...................................................................................................................31

ANEXOS..................................................................................................................................33
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1 INTRODUÇÃO

Segundo o site Portal Educação, o queijo existe há pelo menos 6 mil anos. Conta a lenda
que o primeiro queijo teria sido descoberto acidentalmente por um mercador árabe durante
uma cavalgada, o qual teria levado um cantil feito de estômago de carneiro com leite de cabra
dentro. Após um tempo o mercador abriu o cantil e percebeu que o leite que estava no cantil
havia se transformado em uma massa branca e a presença de um liquido de coloração
amarelada, o soro. O processo ocorreu devido à presença de enzimas no estômago do
carneiro, as quais acabaram realizando a coagulação do leite.
Dados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg)
apontam que Minas Gerais são, atualmente, a maior bacia leiteira do país, além disso também
possuem uma grande produção de queijo, alguns estilos típicos, como o Queijo Minas e
Minas Frescal, altamente apreciados atualmente pelos seus sabores.
A média de consumo no Brasil gira em torno de 5,4 quilogramas por pessoa por ano,
segundo Fábio Scarcelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq).
A média é muito baixa se comparada a outros países, como por exemplo a Argentina e
Uruguai, que possuem uma média de aproximadamente 11 quilogramas per capita.
Os tipos de queijos mais consumidos no Brasil são: Parmesão, Mussarela, Muzzarella
de Búfala, Minas Frescal, Prato e Colonial (CHALITA, 2012). Esses são os queijos mais
comuns no país, porém existem outros tipos, com diferentes processos de fabricação e
diferentes tempos de maturação, aspectos esses que agregam valor aos queijos, como por
exemplo: o Roquefort, o Gorgonzola, Camembert, Provolone, entre outros (FURTADO E
SBAMPATO, 2000).
O queijo mais comum e também mais consumido no Brasil é o Mussarela, que provém
do italiano Mozzarella. Atualmente, se utiliza do leite de vaca na produção deste tipo de
queijo, porém, inicialmente era feito com leite de Búfala.
O queijo Mussarela é rico em vitamina B12, nutriente o qual participa no metabolismo
de ácidos graxos e aminoácidos. Além disso, apenas 50 gramas do alimento, representam 25%
da necessidade diária de cálcio e 22% da quantidade recomendada por dia de proteínas
(MARCHIORI, 2006)
O objetivo deste trabalho foi a realização do estágio no setor de produção de derivados
do leite visando a aquisição de experiência profissional. O experimento foi realizado no
laticínio São Domingos, situado na cidade de São Domingos – SC, objetivando a fabricação
de “peças” de queijo mussarela (leite de vaca) utilizando como tempero diferentes tipos de
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ervas finas: orégano; alecrim; e combo de alho, cebola e salsa. A intenção foi realizar uma
pesquisa de análise sensorial com diferentes pessoas visando obter a opinião pública sobre os
diferentes sabores de queijos produzidos, bem como o valor agregado ao queijo temperado
com ervas finas em relação ao queijo mussarela comum.
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Os benefícios do consumo de leite

Sabe-se atualmente que em meio à agitação da vida moderna vão surgindo novas
doenças e a qualidade de vida da população acaba caindo. Na maioria das vezes, a solução
para este problema está na formulação de uma dieta mais equilibrada, na qual o leite participa
como um dos principais alimentos (CORRÊA e HOLLER, 2011).
Segundo Corrêa e Holler, para a manutenção da vida e o crescimento das crianças, aluns
aminoácidos são necessários, eles são: fenilalanina, histidina, isoleucina, leucina, lisina,
metionina, treonina, triptofano e valina. Todos estes aminoácidos estão contidos no leite. O
leite apresenta cálcio, proteínas, vitaminas, potássio, aminoácidos, açúcar, fósforo, minerais,
gordura e água, os quais são componentes necessários ao desenvolvimento dos órgãos, ossos e
também à saúde.
O leite também auxilia no crescimento, regulagem do sistema nervoso e no aumento da
resistência à infecções (TOMBINI e DALLACOSTA, 2012)

2.2 Qualidade do leite

Produtos de boa qualidade dependem de matéria-prima de boa qualidade, por isso o leite
destinado à fabricação deve ser de boa qualidade, e essa qualidade está diretamente
relacionada às condições de sanidade do rebanho e à produção higiênica do leite, englobando
o local de ordenha, o ordenhador, o vasilhame, o acondicionamento, a conservação e o
transporte do mesmo (BRAGANÇA e SOUZA, 2001).

2.2.1 Higiene na sala de ordenha

Sabe-se que a ordenha é um os processos mais importantes da produção de leite e


queijo, por isso, esta deve ser bem higienizada, limpa e funcional e que seja capaz de atender
às necessidades do produtor, proporcionando conforto e bem-estar aos animais e também ao
ordenhador.
Segundo Netto e Brito (2006), o piso da sala de ordenha deve ser feito em alvenaria e
deve possuir distribuição de água que permita o ordenhador lavar os tetos das vacas. A sala
deve ser desinfetada periodicamente, para evitar infecções nos animais. Os utensílios da
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ordenha devem ser lavados após cada ordenha, evitando assim a proliferação de
microrganismos.
O maior contaminador pode ser o próprio ordenhador, sendo assim recomenda-se que o
ordenhador siga alguns parâmetros básicos, são eles: manter unhas e cabelos curtos; usar boné
ou toca descartável; higienizar as mãos antes de início de cada ordenha; mante o uniforme
sempre limpo; evitar hábitos como fumar comer e cuspir dentro da sala de ordenha nem antes
da realização da ordenha ( NETTO e BRITO, 2006).

2.2.2 Higiene e manejo do resfriador e da sala de resfriagem

Um dos processos necessários na fabricação do queijo é a refrigeração do leite após a


ordenha. A sala de refrigeração deve ser higienizada, diariamente, pois esta tende a ficar suja e
possibilitar o acúmulo de barro e sujidades no chão, devido ao movimento de pessoas dentro
da sala. O piso da sala não deve ser excessivamente áspero, pois dificulta a limpeza. A
higienização do piso pode ser realizada utilizando um lava-à-jato, ou vassouras de plástico,
com auxilio de um detergente alcalino.
O resfriador deve ser lavado pelo menos 3 vezes na semana, com o auxilio também de
um detergente alcalino, ou neutro (MEDEIROS, 2011). O resto do leite que sobra nas paredes
do resfriador após a retirada do leite, cria uma crosta, que em contato com o leite da próxima
ordenha pode acabar azedando-o (CURIAKI, 2010).

2.5 Produção dos diferentes tipos de queijos

Existem diferentes tipos de queijos, que variam no processo de fabricação, no tempo de


maturação e nos temperos (SOUZA, 2010). Abaixo serão apresentados os principais tipos de
queijos encontrados no mercado atualmente, que possuem diferentes texturas, durezas e
sabores.
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2.5.1 Queijo parmesão

O queijo parmesão é um queijo feito de massa cozida, sem buracos (olhaduras), de


textura dura, sabor intenso, baixo teor de umidade e textura granular resultante da grande
retirada do soro. O queijo acabado apresenta, em média: 32% a 37% de umidade; 22% a 24%
de gordura; teor de sal variando entre 2,0% e 3,5% e pH entre 5,3 e 5,5 (SILVA, 2005).

2.5.2 Mussarela

Este é um dos queijos mais consumidos do Brasil, também por estar presente nas pizzas.
É um queijo de massa filada, macio e relativamente úmido. O queijo acabado apresenta, em
média, a seguinte composição: 43% a 46% de umidade; 22% a 24% de gordura; teor de sal
variando entre 1,6% a 1,8% e pH entre 5,1 e 5,3.

2.5.3 Muzzarella de búfala

A mozzarella foi introduzida no Brasil em 1922, pelo conde Matarazzo, que trouxe da
Itália vinte e duas búfalas e dois machos para a produção de mozzarella para consumo próprio
(SILVA, 2002). Para a produção de uma boa muzzarella, o leite de búfala deve possuir uma
ótima composição físico-química, condição microbiológica adequada, ausência de odores,
sabor normal e ausência ou baixíssimo conteúdo de toxinas (INTRIERI et. al 1998).

2.5.4 Minas frescal

O queijo Minas Frescal é um produto altamente perecível, pela elevada taxa de


umidade. Tem uma durabilidade de oito a dez dias, devendo ser conservado refrigerado até o
consumo. Devido ao seu bom rendimento na produção é um produto com preços acessíveis.
Não é prensado e nem maturado. Para sua fabricação é utilizado leite pasteurizado, cloreto de
cálcio, ácido lático, coalho, sal e água destilada.
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2.5.5 Prato

É obtido de leite pasteurizado, com massa semicozida, prensado e maturado no mínimo


por 30 dias. Todas as variedades encontradas no mercado são preparadas da mesma maneira,
somente variando sua apresentação (LONDOÑO E ABREU et. al 2009).

2.5.6 Colonial

O queijo colonial, também conhecido como queijo serrano é produzido com leite cru, é
semiduro e possui sabor forte. Sua casca é fina, uniforme, lisa, macia e apresenta uma cor
amarelo-palha. Sua estrutura interna é esbranquiçada com pequenas olhaduras não
distribuídas uniformemente (SOUZA, 2003).
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3.0 APRESENTAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

3.1 Dados de identificação do local de estágio

O estágio foi realizado nas dependências da Escola Agrícola La Salle, situada na


rodovia Rovilho Bortoluzzi, SC 480, km 85, Linha Santa Terezinha, Xanxerê – SC, 89820-
000.

3.2 Caracterização do local de estágio

O estágio foi realizado na Escola Agrícola La Salle, que tem como suas atividades
principais a produção de grãos, principalmente nas culturas do milho (silagem e grão) e soja.
Contando com a produção animal, gado leiteiro, gado de corte (confinamento) e aves de
postura e corte. Contando com 181 hectares na propriedade em Xanxerê – SC e 26 hectares de
reserva legal no município de Faxinal dos Guedes – SC, 89694-000. Para atividades práticas e
aquisição de conhecimentos.
A sala de produção agroindustrial, na qual o estágio foi realizado, encontra-se anexa à
sala de ordenha. O ambiente conta com: uma pia dupla, para a lavagem dos equipamentos de
trabalho; uma pia simples, para higienização das mãos; formas utilizadas na enformagem das
massas de queijo; panelas para o cozimento da massa; mesa de produção, utilizada como base
para a enformagem dos queijos; bancada de mármore para sustentação dos equipamentos de
serviço; geladeira; fogão à gás e prensa para os queijos. Além disso ainda conta com
ventilador e exaustor, torneira com bico para acoplar mangueira e janelas que possibilitam a
troca de ar do ambiente.
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Figura 01 – Identificação do local de estágio, imagem panorâmica da propriedade

Fonte: Google Earth 2018


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4 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

4.1 Ervas finas utilizadas

As ervas finas selecionadas para a realização do experimento podem ser adquiridas em


qualquer mercado ou loja de conveniência que venda ervas finas.
Foram selecionadas as seguintes ervas finas: alecrim; orégano; e um combo de alho,
cebola e salsa. As imagens abaixo demonstram as embalagens de cada tipo de condimento:

Figura 02 – Combo de alho, cebola e salsa Figura 03 - Orégano

Fonte: acervo do autor

Fonte: acervo do autor


Figura 04 - Alecrim

Fonte: acervo do autor


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4.2 LATICÍNIO

O laticínio que possibilitou a realização do experimento situa-se na cidade de São


Domingos – SC, próxima ao município de Ipuaçu. O experimento foi realizado no dia
26/10/2018, às 3 horas da tarde. A visita teve de ser marcada antecipadamente, pois haviam
outras visitas agendadas em dias diferentes.

4.2.1 História

O Laticínio São Domingos foi criado em 1995, por Luiz Debortoli e Osnir Favaretto,
porém atualmente o único proprietário é o sr. Luiz Debortoli.
Em 2015, um acidente acabou iniciando um incêndio que acabou totalmente com o
laticínio, porém, ele foi reconstruído logo em seguida e as produções iniciaram novamente.

4.2.2 Controle de higiene do laticínio

Para o bom funcionamento de qualquer agroindústria, a higiene se faz fundamental. No


caso do laticínio São Domingos a higiene era rigorosamente controlada. Todos os
funcionários, ao entrar na fábrica, deviam usar macacão, toca, avental, botas brancas, máscara
e luvas. Esses equipamentos eram todos fornecidos pelo próprio laticínio, sem a necessidade
do funcionário ter que comprá-los.
Na entrada no laticínio havia uma pia para a higienização das mãos, com presença de
álcool em gel para desinfecção e uma torneira próxima ao chão para a lavagem das botas.
Todos os funcionários homens deviam fazer a barba pelo menos 3 vezes por semana.
Inclusive os visitantes, que também deviam tirar a barba antes de entrar na área de produção
do laticínio.
Figura 05 – Exemplo de uniforme dos funcionários

Fonte: acervo do autor


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4.3 PRODUÇÃO DOS QUEIJOS CONDIMENTADOS COM ERVAS FINAS

A produção dos queijos foi realizada com o auxílio de um funcionário, o qual manuseou
a massa e introduziu os condimentos.
Foram encontradas dificuldades na introdução das ervas finas na massa, pois a massa do
queijo mussarela é grossa e pegajosa, o que dificultava a mistura dos condimentos com a
massa do queijo. No total foram produzidos três queijos, cada um com um condimento
diferente utilizado.
As quantidades de cada condimento utilizado na produção foram as seguintes: orégano
– 1 grama/peça de queijo; alho, cebola e salsa – 2,5 gramas/peça de queijo e alecrim – 1,71
gramas/peça de queijo.
O processo de mistura das ervas finas com a massa do queijo foi padrão para todos os
queijos, a massa era dispersa em cima da mesa e o tempero era distribuído igualmente por
toda parte na massa, posteriormente era realizada a modelagem, que ajudava na fixação das
ervas finas na massa.
As formas geométricas dos queijos ficaram diferentes, para melhor identificação dos
sabores através da análise externa.

4.3.1 Queijo condimentado com orégano

Para a condimentação deste queijo foi utilizado um pacote contendo 5 gramas de


orégano, o qual foi adquirido em um mercado normal, que ficava nas dependências da cidade
de São Domingos – SC.

Figura 06 – Modelagem da massa do queijo condimentado com orégano

Fonte: Acervo do autor


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4.3.2 Queijo condimentado com alecrim

Para a condimentação deste queijo foi utilizado um pacote que continha 6 gramas de
alecrim, o qual também foi adquirido no mesmo mercado que o produto anterior.

Figura 06 – Queijo condimentado com alecrim

Fonte: acervo do autor


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4.3.3 Queijo condimentado com combo de alho, cebola e salsa

Para a condimentação deste queijo foi utilizado um pacote que continha 30 gramas de
temperos misturados, os quais contribuíam para a formação de um combo de alho, cebola e
salsa. Ambos os temperos foram comprados no mesmo mercado.

Figura 08 – Modelagem do queijo condimentado com um combo de alho, cebola e salsa

Fonte: Acervo do autor

4.4 Análise sensorial e opiniões públicas sobre os queijos

Após a secagem e maturação dos queijos produzidos foi realizada uma pesquisa que
buscou a avaliação dos queijos condimentados com ervas finas. Nesta pesquisa participaram
um total de 20 pessoas. Todas residem no município de São Domingos – SC e foram
consultadas antecipadamente por mim para saber se aceitariam participar da pesquisa.

4.4.1 Análise sensorial e dados obtidos

A análise sensorial foi realizada com um total de 20 pessoas. Todas estavam cientes da
pesquisa antes de participar.
Após a degustação de um pedaço de cada sabor de queijo, foi pedido aos participantes
que escolhessem o sabor que mais lhe agradava, posteriormente foi realizada uma disputa
entre os 3 diferentes tipos de queijos, analisando qual se sobressaía entre os demais e
agradaria o maior número de pessoas.
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O campeão da análise sensorial foi o queijo condimentado com orégano, obtendo um


total de 55% (11 pessoas) dos votos. Em seguida, o queijo condimentado com o combo de
alho, cebola e salsa, com 30% dos votos (6 pessoas). Em último lugar ficou o queijo
condimentado com alecrim, obtendo um total de 15% dos votos (3 pessoas).
Os dados foram registrados e posteriormente calculados, possibilitando a obtenção dos
resultados demonstrados acima, como mostra o gráfico à seguir:

Gráfico 01 – Análise sensorial: determinação do queijo mais saboroso

Fonte: acervo do autor

4.4.2 Opiniões públicas em relação aos tipos de queijos

Uma pesquisa com 20 pessoas diferentes, certamente gera opiniões diferentes em ambos
os participantes. Foi pedido aos que participaram da pesquisa, quantos deles pagariam mais
caro por um queijo temperado com ervas finas e o resultado foi surpreendente, 80% do total
dos participantes concordou que pagaria um preço considerável a mais por uma peça de
queijo “diferenciado”, temperado com ervas finas. Este “preço considerável” representa em
média 10% a mais sobre o preço de um queijo mussarela convencional.
O gráfico à seguir representa o número de pessoas que concordaram que pagariam 10%
a mais em uma peça de queijo condimentado, levando em conta o tempo agregado na
produção dos queijos condimentados e o dinheiro gasto com condimentos:
30

Gráfico 02 – Relação das pessoas que concordam na agregação de valor aos queijos condimentados

Fonte: Acervo do autor

4.5 Opinião do dono do laticínio

A mistura da massa do queijo com as ervas finas é difícil, pois a massa é dura e dificulta
a fixação dos condimentos. Esse problema dificulta a produção dos queijos e o tempo que o
funcionário precisa para conseguir misturar a massa com os condimentos é grande, se feito à
mão.
O dono concorda que os queijos temperados produzidos possuem um sabor muito mais
intenso e são mais saborosos que os queijos normais, porém afirma que para a produção em
larga escala seriam necessárias máquinas que realizassem a mistura da massa com os
condimentos, pois o trabalho à mão não seria rentável a um laticínio que produz muitas peças
de queijo, como este. Também, segundo ele, a compra das máquinas representaria um grande
investimento ao laticínio, os gastos demorariam para serem compensados e os funcionários
deveriam receber aumento salarial devido ao aumento do serviço exercido na produção dos
queijos.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O queijo é um alimento saudável e muito consumido no Brasil, o qual possui um grande


número de laticínios espalhados pelo território.
No experimento realizado no Laticínio São Domingos, a mistura da massa com os
condimentos foi difícil, pois a massa do queijo mussarela é espessa e dificulta a fixação dos
temperos no queijo, a produção à mão deste tipo de queijo é complicada. O queijo
condimentado com orégano foi o mais votado, por possuir um sabor mais intenso que os
demais, seguido pelo condimentado com o combo de alho, cebola e salsa e pelo de alecrim.
Apesar do sabor dos queijos condimentados ser mais agradável ao gosto das pessoas do
que o sabor dos queijos normais, a fabricação destes queijos é difícil e, pensando em uma
produção de larga escala, máquinas que realizassem a mistura da massa com os condimentos
deveriam ser adquiridas.
A fabricação dos queijos temperados com ervas finas, apesar dos participantes terem
concordado em pagar mais por queijos assim, não é rentável, a não ser que o dono do laticínio
tenha condições financeiras o suficiente para investir em tudo necessário para a fabricação
desses queijos, como novas máquinas, infraestrutura e contratação de novos funcionários.
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6 REFERÊNCIAS

BRITO.V.A.M e BRITO. F. R. J. Qualidade do leite, 2011, Tcc Online, acesso em 11/10/2018,


disponível em <http://www.fernandomadalena.com/site_arquivos/903.pdf>

CORRÊA.A.D. e HOLLER.E. A importância do leite, 2011, Faculdade de Ciências


Biológicas e Saúde da Universidade Tuiuti do Paraná, acesso em 13/10/2018, disponível em
<http://tcconline.utp.br/media/tcc/2015/07/A-IMPORTANCIA-DO-LEITE.pdf>

NETO.S.G.F.; BRITO.G.L. e FIGUEIRÓ.R.M. A ordenha da vaca leiteira, 2006, Sober,


acesso em 11/10/2018, disponível em <http://www.sober.org.br/palestra/6/960.pdf>

TOMBINI, H.; DALLACOSTA, M. C.; BLEIL, R. A. T.; ROMAN, J. A. Consumo de leite de


vaca entre agricultores, 2012, Alim. Nutr, p. 267 – 274, acesso em 15/10/2018

ANTES.G.F. e DIAS.A.J. Qualidade físico-química, higiênicosanitária e composicional do


leite cru, 2014, Embrapa, acesso em 14/10/2018, disponível em
<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/125963/1/Doc-158-leite.pdf>

BRITO.G.L.; FIGUEIRÓ.R.M. e NETO.S.G.F. A ordenha da vaca leiteira, 2002, Embrapa,


acesso em 14/10/2018, disponível em
<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/24719/1/cot319-
ordenhadavacaleiteira.pdf>

CARVALHO.F.A.; FURTADO.M.M. e PAULA.J.C.J. Princípios básicos de fabricação de


queijo: do histórico à salga, 2009, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, acesso
em 12/10/2018, disponível em <https://www.revistadoilct.com.br/rilct/article/view/76/82>

OLIVEIRA.J.A. e SPADOTI.M.L. Uso de leite reconstituído na fabricação de queijo


mussarela, SciELO, 1999, acesso em 10/10/2018, disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?
pid=S010120611999000100025&script=sci_abstract&tlng=pt>
33

BUSNELLO.R.S. Aspectos da qualidade do leite e produção do queijo Minas Frescal, Centro


das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU, 2008, acesso em 20/10/2018, disponível em
<http://arquivo.fmu.br/prodisc/medvet/srb.pdf>
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ANEXOS

Anexo 01 – Croqui de implantação do Experimento 1 “Desempenho de cultivares de


morangueiro na presença e ausência de abrigos de polietileno transparente e leitoso”.

Croqui – Sorteio dos tratamentos


1 2 3 4 5 6 PT – Plástico Transparente
PT PT SC PL PL SC PL – Plástico Leitoso
SC – Sem Cobertura
7 8 9 10 11 12
PL PL PL PL PT PT
Croqui – Sorteio das cultivares
1 2 3 4 5 6 P – Portola
13 14 15 16 17 18
P M M M M P M – Monterrey
SC PL SC PT PT PT
A – Aromas
7 8 9 10 11 12 SA – San
19 20 21 22 23 24 Andreas
SC SC PL SC PL SC A A SA SA P SA
Obs. Os
25 26 27 28 29 30 13 14 15 16 17 18 números
S
PT PT SC SC SC PT representam as
A M SA P M A
parcelas.
31 32 33 34 35 36
19 20 21 22 23 24
SC PT PT PL PL PL
M M P SA P P

25 26 27 28 29 30
A M P A A SA

31 32 33 34 35 36
A A SA P SA A