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RELATÓRIO & CONTAS 2018

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Em cada ação, em cada decisão, em cada simples gesto podemos pensar
no nosso contributo para uma sociedade mais sustentável por ser mais
responsável, mais justa e mais equilibrada. Por proteger os recursos
naturais e as pessoas. Por se fundar num modelo de desenvolvimento
que assegura o futuro da vida no nosso planeta.

Para a The Navigator Company, a sustentabilidade faz parte da gestão


responsável do negócio. Está presente nas suas ações e decisões diárias.
Desde a floresta, fonte de matéria-prima natural e renovável, até
ao nosso produto final, o papel.

Numa lógica de sustentabilidade, as soluções funcionais para as quais


o papel poderá vir a constituir-se como potencial matéria-prima
assumem uma relevância vital.

Por este motivo, o Relatório e Contas e o Relatório de Sustentabilidade


de 2018 da The Navigator Company foram desenvolvidos tendo em
consideração as preocupações de sustentabilidade da Empresa.

Desta forma, e recorrendo a um modelo de economia circular, reduzimos


e utilizámos materiais biodegradáveis, procurando devolver esta peça
de comunicação à natureza numa lógica de renovação.

Esta peça valoriza o papel numa simbiose perfeita onde não podemos
esquecer a Natureza (fonte da matéria-prima), as Pessoas
(tudo o que fazemos tem que ser com e para as pessoas) e a Tecnologia
(o encontro entre a ciência e a engenharia), onde aliamos investigação
e recurso às melhores técnicas disponíveis no mercado para a obtenção
de um produto de elevadíssima qualidade.

O nosso Relatório é uma peça orgânica, foi executado com papel


proveniente de florestas com gestão sustentável, tintas de origem
vegetal com redução de densidade, linhas de algodão e cola
biodegradável.

Se plantar este Relatório ele será integrado na natureza,


e o ciclo continuará.

pa pel . v i d a . futu ro

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RELATÓRIO & CONTAS 2018
Propriedade
da The Navigator
Company
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ÍNDICE

01. 07.
VISÃO, VALORES E CULTURA AS NOSSAS PESSOAS
..................................................................................................................... 07 ...................................................................................................................... 57

02. 08.
MENSAGEM DO PRESIDENTE RESPONSABILIDADE SOCIAL
DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CORPORATIVA
...................................................................................................................... 10 ...................................................................................................................... 67

8.1. Moçambique
MENSAGEM DO PRESIDENTE ..................................................................................................................... 69
DA COMISSÃO EXECUTIVA
...................................................................................................................... 14 09.
DESEMPENHO
03. ...................................................................................................................... 73
A NAVIGATOR EM 2018 9.1. Gestão de Risco
....................................................................................................................... 21 ...................................................................................................................... 73
9.2. P
 rograma de Otimização
04. e Redução de Custos
MODELO DE NEGÓCIO ...................................................................................................................... 75
E CRIAÇÃO DE VALOR 9.3. Fornecedores
...................................................................................................................... 25 ...................................................................................................................... 78

05. 10.
EVOLUÇÃO DOS NEGÓCIOS PROPOSTA DE APLICAÇÃO
– SITUAÇÃO DE MERCADO: DE RESULTADOS
..................................................................................................................... 33 ....................................................................................................................... 81

5.1. Papel UWF


..................................................................................................................... 34 11.
5.2. Pasta BEKP DECLARAÇÃO
...................................................................................................................... 35
DO ARTIGO 245° DO CÓDIGO
5.3. Tissue DOS VALORES MOBILIÁRIOS
..................................................................................................................... 36
..................................................................................................................... 83
5.4. Energia
...................................................................................................................... 37
CORPOS SOCIAIS
5.5. Desempenho Financeiro ..................................................................................................................... 86
...................................................................................................................... 37
5.6. Transporte e Logística
..................................................................................................................... 40 12.
5.7. Clientes RELATÓRIO
....................................................................................................................... 41 DO GOVERNO SOCIETÁRIO
..................................................................................................................... 89
06.
PRIORIDADES ESTRATÉGICAS 13.
..................................................................................................................... 43 CONTAS E ANEXOS
6.1. Floresta e Economia Rural ÀS CONTAS
..................................................................................................................... 43 .................................................................................................................... 177
6.2. Bioeconomia NOTA

..................................................................................................................... 49
6.3. Crescimento Orgânico em 2018
14. A informação não
financeira prevista
no Decreto-Lei
...................................................................................................................... 52 RELATÓRIOS E PARECERES nº 89/2017 está

6.4. Novos Projetos DE ORGÃOSDE FISCALIZAÇÃO incluída no Relatório


de Sustentabilidade
..................................................................................................................... 54 E REVISÃO referente ao período
.................................................................................................................... 281 2018.
Olaia (Cersis
siliquastrum)
em flor, que faz
parte do arboreto
da Quinta de São
Francisco – RAIZ

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01
VISÃO, VALORES
E CULTURA

MISSÃO E VALORES
A nossa missão consiste em ser uma
Empresa global, reconhecida por transformar,
de forma inovadora e sustentável, a floresta
em produtos e serviços que contribuam para
o bem-estar das pessoas.

VISÃO
Estender a outros negócios a liderança
conquistada no papel de impressão e escrita,
e assim afirmar Portugal no mundo.

VALORES
Confiança Inovação
Acreditamos nas pessoas, acolhemos Promovemos o conhecimento e o potencial
o contributo de cada um, respeitamos a sua criativo de todos para fazer o impossível.
identidade, promovendo o desenvolvimento,
a cooperação e a comunicação.

Integridade Sustentabilidade
Somos norteados por princípios A sustentabilidade empresarial, social
de transparência, ética e respeito na relação e ambiental representa o nosso modelo
entre nós e com os outros. de negócio.

Empreendedorismo Excelência
Temos paixão pelo que fazemos, gostamos A nossa atuação assenta na qualidade,
de sair da nossa zona de conforto, temos na eficiência, na segurança e no rigor.
coragem para tomar decisões e assumir riscos
de forma responsável.

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Árvore da Quinta
de São Francisco
– RAIZ

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02
MENSAGEM
DO PRESIDENTE
DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO
.
MENSAGEM
DO PRESIDENTE
DA COMISSÃO
EXECUTIVA

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 ENSAGEM DO PRESIDENTE
M
DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Senhores Acionistas,

Prosseguindo um ciclo já longo designadamente através do Relatório


de crescimento e de bons resultados, de Sustentabilidade, que é de novo divulgado
o exercício de 2018 foi bastante favorável para este ano.
a The Navigator Company, confirmando-se as
expectativas positivas que havíamos A conciliação da vontade de desenvolvimento
antecipado. O vosso Grupo está assim com o escrupuloso respeito pelas normas
mais forte e melhor preparado para ambientais, cada vez mais rigorosas, tem
continuar a enfrentar com êxito os desafios exigido investimentos frequentes e de grande
que se colocam no caminho do seu envergadura, que o Grupo tem decidido
desenvolvimento. realizar, sempre preservando a necessária
robustez financeira. Em consequência desta
Num setor de elevada sensibilidade ambiental política, as unidades industriais da Navigator
como é o nosso, é muito gratificante situam-se entre as tecnologicamente mais
confirmar que trabalhamos de uma forma sofisticadas do seu setor de atividade, capazes
muito responsável, como uma vez mais foi de fabricar com elevados índices de qualidade
comprovado, desta vez com a atribuição e produtividade os produtos que exporta para
ao Grupo, pela prestigiada organização cerca de 130 países de todo o Mundo.
internacional CDP (Carbon Disclosure
Project), do nível mais elevado em termos Também no setor florestal tem sido
de atuação sustentável (“A” List Company), realizado um grande trabalho orientado para
em reconhecimento da sua contribuição para a melhoria das condições de produtividade,
o combate às alterações climáticas. uma necessidade permanente e que
as restrições regulamentares prevalecentes
Estes resultados são fruto do nosso empenho tornam ainda mais imperiosa. Este esforço
constante em compatibilizar os objetivos desenvolve-se em especial no património
de crescimento e rendibilidade, por um lado, diretamente gerido pelo Grupo, mas
e de empresa socialmente responsável, por é também dirigido, mediante ações
outro, praticando uma política de abertura de cooperação com associações e outros
em relação à comunidade, à qual gosta organismos representativos da área florestal,
de dar conta regular da sua atividade, ao aumento da eficiência geral do setor, (Continua na pág. 10)

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com benefício para milhares de produtores de realização com a capacidade de avaliar
independentes, grandes responsáveis pelo os riscos de cada movimento estratégico
fornecimento de matéria-prima, uma vez que significativo. Por isso, o Grupo foi sempre
o grau de autoabastecimento da Navigator crescendo com ambição, mas de uma
é inferior a vinte por cento. maneira prudente. Via no êxito de cada etapa
o estímulo para um novo empreendimento,
Estas atuações inserem-se na busca e olhava para os resultados não como
incessante do aumento da eficiência global um fim em si mesmo, mas principalmente
da nossa organização, que é um requisito como a alavanca necessária para se alcançar
fundamental para preservar a sua capacidade um novo patamar de desenvolvimento.
competitiva, nas diferentes áreas geográficas
onde concretiza as suas operações. Esta Entendia o Grupo não como um projeto
prática persistente, juntamente com pessoal, mas como o lugar de realização
a inovação em todas as áreas de operação, de todos os que no dia-a-dia lhe dedicam
tem reforçado a flexibilidade e resiliência o melhor das suas capacidades. Tinha uma
do Grupo, permitindo-lhe atravessar enorme satisfação em encabeçar um grupo
relativamente incólume os períodos português sólido e dinâmico, de elevada
de maior incerteza e dificuldade, decorrentes reputação e com projeção internacional,
da situação da economia mundial ou das com uma grande contribuição para o valor
crises cíclicas do setor. As barreiras ao livre acrescentado nacional, para as exportações
comércio internacional que, de modos e para a criação de emprego.
variados, se têm acentuado nos últimos anos,
obrigam a prosseguir de forma incansável Era, efetivamente, um empresário com valores
o aprofundamento de todos os fatores sólidos e marcadas preocupações sociais.
de competitividade que têm constituído O seu exemplo continuará a inspirar-nos.
os traços distintivos do Grupo.
Sei que o Senhor Queiroz Pereira dispensava
Quero, naturalmente, concluir esta mensagem elogios, e sei também que a única
com algumas sentidas palavras para lembrar homenagem que talvez aceitasse receber
o desaparecimento, em agosto de 2018, fosse o compromisso de prosseguirmos com
do Senhor Pedro Queiroz Pereira, fundador entusiasmo a obra de que hoje tanto nos
e principal dinamizador do que é hoje a The podemos orgulhar. É esse compromisso que
Navigator Company, deixando-lhe aqui aqui quero deixar expresso, com a certeza
o devido tributo e reconhecimento. de que o faço em nome de todos os que são
parte da The Navigator Company.
O Senhor Queiroz Pereira sabia combinar
muito bem a sua vontade indómita

Setúbal, 12 de março de 2019

João Nuno de Sottomayor Pinto de Castello Branco


Presidente do Conselho de Administração

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MENSAGEM DO PRESIDENTE
DA COMISSÃO EXECUTIVA

Caros Stakeholders,

O ano de 2018 ficou tristemente marcado na Figueira da Foz. Os trabalhos


pelo falecimento do Senhor Pedro Queiroz de recuperação, que permitiram retomar
Pereira, nosso Presidente do Conselho rapidamente a produção, são um exemplo
de Administração e Acionista de referência. do espírito combativo e de entreajuda dos
Perdemos o nosso Chairman que construiu Colaboradores da Navigator.
um dos maiores grupos industriais
portugueses e será sempre para nós uma –T
 ambém ao nível operacional,
referência, tanto pelo conjunto de Valores a performance das nossas fábricas ficou
que inspiravam e norteavam a sua conduta, aquém daquilo que habitualmente somos
como também pela sua forma única capazes de fazer, por razões operacionais
de ousar, de gerir e de estar próximo que foram e serão devidamente
de todos os que com ele colaboravam. avaliadas pelas nossas equipas e darão
oportunidade para aprendermos
Ao longo deste ano ocorreram ainda com as dificuldades, sendo certo que
outros factos desfavoráveis, totalmente esperamos, em 2019, alcançar a nossa
inesperados, que só conseguimos habitual performance industrial.
ultrapassar graças ao empenho
e competência das nossas equipas: Apesar das dificuldades ocasionadas
pelos factos imprevisíveis acima referidos
–E
 m agosto, fomos confrontados com e pelas dificuldades sentidas pela produção,
a aplicação de uma taxa anti-dumping os resultados anuais foram os melhores
de 37,34% nas nossas vendas de papel para de sempre:
os Estados Unidos, entre agosto de 2015
e fevereiro de 2017. Graças ao esforço Foi atingido um valor máximo de volume
das várias equipas internas envolvidas de negócios (€ 1 692 mil milhões);
na defesa da Companhia, o valor desta
taxa foi, em outubro, reduzido para 1,75%; Também o valor do EBITDA atingiu o seu
valor máximo (€ 455,2 milhões) com
– Em outubro, a tempestade Leslie um incremento de 12,8% face a 2017
provocou danos materiais muito extensos (€ 403,8 milhões), com uma margem (Continua na pág. 16)

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EBITDA/Vendas de 26,9% vs 24,7% de Rejuvenescimento permitiu, nos últimos
em 2017. O EBITDA recorrente, excluindo anos, que a idade média dos Colaboradores
impactos não recorrentes relativos à venda da Companhia tivesse baixado em cerca
do negócio pellets e taxas anti-dumping, de 4 anos e que haja um saldo positivo
seria de € 461 milhões (+ 14%) e margem de 955 novos Colaboradores.
EBITDA/Vendas de 27,2%.
A Visão, Missão e Valores da Navigator
Os resultados líquidos foram também são atributos que nos definem e,
os melhores de sempre (€ 225 milhões). por isso, é fundamental que sejam
conhecidos e interiorizados pelos
Free cash flow gerado no valor de nossos Colaboradores. Neste sentido,
€ 211,1 milhões suportados num bom ao longo de 2018, realizámos 54 sessões
desempenho operacional e no encaixe de desmultiplicação, que envolveram mais
inicial com a venda do negócio de pellets, de 2 000 Colaboradores, e onde foram
mas limitado pelo elevado volume trabalhados os valores da excelência,
de Capex que totalizou € 216,5 milhões, que confiança e sustentabilidade.
permitiram um pagamento de dividendos
no montante de € 200 milhões e a redução A política que temos prosseguido, com
da dívida líquida em € 10 milhões. tradução num forte investimento e numa
especial atenção à gestão das pessoas,
Prosseguiu-se ativamente com o programa bem como à sua motivação e valorização
de redução de custos e excelência pessoal e profissional, tem sido a chave
operacional M2, tendo registado para nos permitir ultrapassar as dificuldades
um impacto positivo YoY de € 21 milhões e alcançar os resultados económicos
em EBITDA. e financeiros que temos vindo a atingir, pois
é certo que as pessoas mais motivadas,
Estes resultados financeiros, robustos com formação contínua, tanto em liderança
e sustentáveis, que beneficiaram como ao nível técnico, são determinantes
da evolução muito favorável dos preços para o sucesso das empresas, por maioria
da pasta e do papel, que permitiram de razão num mundo global como é aquele
compensar a perda do volume disponível em que hoje vivemos.
para venda derivada das paragens
programadas e não programadas, são Em paralelo com o investimento realizado
também fruto do esforço das nossas na gestão das pessoas, o ano de 2018 foi
pessoas que, tanto em circunstâncias também marcado pela expansão do nosso
exteriores adversas, como mais favoráveis, parque industrial, com a conclusão
têm demonstrado ser capazes de superar do investimento na nossa nova fábrica
objetivos e tirar o melhor partido das de papel tissue, em Aveiro, que nos
circunstâncias de momento. permite duplicar a nossa capacidade
de produção neste segmento, e assumir
Conscientes da importância da motivação a posição de principal player em Portugal
e realização dos nossos Colaboradores, e terceiro da Península Ibérica, investimento
demos, no decurso de 2018, seguimento no valor de cerca de € 125 milhões, e com
a uma política de forte aposta um investimento de aproximadamente
e investimento nas nossas pessoas. € 80 milhões na modernização
Reestruturámos as áreas comerciais do Complexo Industrial da Figueira da Foz,
e corporativas e apostámos em continuar dotando-o de mais e melhor tecnologia,
com o diagnóstico do potencial dos permitindo-nos aumentar a capacidade
nossos Colaboradores. No âmbito de produção de pasta em 70 mil toneladas
da formação, promovemos diversas ações e melhorar significativamente o impacto
de formação em liderança e reforçámos ambiental.
a aposta na formação técnica através
do desenvolvimento do Learning Center. Também em Setúbal reconvertemos
Na mobilidade interna, conseguimos a Máquina de Papel 3 para produzir
um efetivo reforço, como resultado altas gramagens, posicionando-nos
do trabalho desenvolvido na gestão como um produtor com gama completa
do talento. Demos, também, continuidade no mercado, o que configura uma
ao nosso programa de rejuvenescimento, importante vantagem competitiva.
que tem permitido dar apoio aos nossos
Colaboradores que, estando há mais tempo No domínio da investigação, lançámos,
na Companhia, pretendem iniciar uma em conjunto com as Universidades
nova etapa na sua vida. Este Programa de Coimbra e Aveiro, as bases para

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um trabalho de Investigação Para além das parcerias existentes com
& Desenvolvimento na vanguarda entidades externas, como o Instituto
da tecnologia e que nos permitirá de Conservação da Natureza e Florestas,
aumentar a nossa competitividade a Liga da Protecção da Natureza,
futura, bem como nos permitirá entrar a Fundação Calouste Gulbenkian, entre
noutras áreas de negócio, nomeadamente outras, temos sempre o fito de manter
na área da bioeconomia tendo por base a chamada “licença social para operar”
o recurso natural floresta. O projeto o que determina o lançamento de iniciativas
Inpactus, sob a responsabilidade do RAIZ, como o “Love the Forest”, o nosso
é o maior investimento em investigação programa de voluntariado corporativo,
e desenvolvimento realizado em Portugal. no qual participaram muitos dos nossos
Com um orçamento de € 15,3 milhões, Colaboradores, envolvendo, de forma ativa,
envolvendo 180 investigadores, incluindo várias comunidades locais.
41 bolseiros, esta é uma missão que
reforça a ligação da nossa Companhia Mais uma vez apresentamo-nos
às Universidades e a outros parceiros perante os nossos Stakeholders com
de relevo no mundo científico e do a satisfação do dever cumprido e com
desenvolvimento de novas tecnologias. resultados financeiros ímpares na história
da Companhia.
O ano de 2018 fica também marcado
pela entrada da Companhia nos novos Resistimos a grandes adversidades
negócios e na bioeconomia. A forte e conseguimos estar ainda mais preparados.
aposta na diversificação dos negócios As nossas pessoas estão mais empenhadas,
nas áreas da bioeconomia, através rejuvenescidas e mais aptas para enfrentar
do desenvolvimento de processos os desafios do futuro. Colocámos
de utilização da fibra em novos produtos, na agenda da Companhia, de uma forma
como os óleos essenciais e o bioetanol, é já decidida, a forte aposta na motivação e na
uma realidade na Companhia, permitindo-nos formação das nossas pessoas; reforçámos
ser promotores e parceiros em novos o investimento na Investigação e demos
negócios. os primeiros passos no desenvolvimento
dos novos negócios. O futuro cada vez
Foi ainda um ano em que mais exigente está aí todos os dias, e é
se prosseguiu o caminho da forte aposta com estas apostas decisivas nas pessoas
na sustentabilidade, que é um dos e na inovação que se conseguem vencer
pilares em que assenta a nossa atividade os desafios num mundo cada vez mais
e que envolve a nossa Empresa e todos exigente.
e cada um dos nossos Colaboradores.

Setúbal, 12 de março de 2019

Diogo da Silveira
Presidente da Comissão Executiva

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CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO

JOÃO
CASTELLO
BRANCO

DIOGO LUIS
DA SILVEIRA DESLANDES

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ANTÓNIO FERNANDO
REDONDO ARAÚJO

NUNO JOÃO
SANTOS PAULO
OLIVEIRA

ADRIANO MANUEL
SILVEIRA REGALADO

JOSÉ MIGUEL
MIGUEL VENTURA
PAREDES

RICARDO VITOR
PIRES NOVAIS
GONÇALVES

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Plantação
de Eucalipto
numa propriedade
da The Navigator
Company

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03
A NAVIGATOR
EM 2018

O ano de 2018 caracterizou-se por um desempenho


financeiro muito positivo face a 2017:

Volume de Negócios de

€ 1 692 milhões (+3,3%)


EBITDA de Resultados líquidos de

€ 455 milhões € 225,1 milhões


(+13%) e Margem EBITDA/Vendas de 26,9% (+8,4%)

Cash Flow Livre de

€ 211,1 milhões
(+€ 13 milhões)

Capex de Dividendos pagos de


€ 216,5 milhões € 200 milhões
(+€ 101,8 milhões)

Net Debt/EBITDA de

1,5 x
ROE de ROCE de

19,0% 16,2%

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A atividade do Grupo ficou marcada
pelos seguintes acontecimentos:

Venda do negócio Passagem do furacão


de pellets nos EUA Leslie pela Figueira
no 1º trimestre com da Foz em outubro
impacto positivo levou à paragem
em EBITDA de da fábrica durante

€ 13,3 cerca de uma semana

milhões Aumento dos preços


de pasta no mercado
Paragens internacional para
de produção planeadas máximos históricos
e não planeadas
ao longo do ano Liderança
com consequente de 4 aumentos
condicionamento de preço do papel
de volumes disponíveis UWF na Europa
para venda

Assinatura de um MoU com o Governo


de Moçambique em julho

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Impacto das
alterações da taxa
anti-dumping nas
vendas de papel para
os EUA em agosto,
tendo o valor Conclusão
final da taxa para do programa
o primeiro período de redução de custos
sido estabelecido em 2018 com
em 1,75% já em poupanças de
outubro € 21 milhões

Concretização do plano de crescimento


e desenvolvimento previsto para 2018 num Capex
total no ano de cerca de

€ 216,5 milhões
dos quais € 129 milhões de expansão:

aumento de conclusão e reconversão


capacidade arranque da nova parcial da PM3
de pasta fábrica de em Setúbal
na Figueira tissue em Aveiro, para altas
da Foz em 70 tendo as linhas gramagens
mil toneladas, de converting em dezembro
concluído arrancado em maio
em maio; e julho e a produção
de bobinas
em setembro

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Plantação
de Sobreiros
numa propriedade
da Companhia

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04
MODELO DE NEGÓCIO
& CRIAÇÃO DE VALOR

A The Navigator Company é um produtor de eucalipto (BEKP), produzindo 1,6 milhões


integrado de floresta, pasta, papel, tissue de toneladas por ano, com cerca de 80%
e energia, cuja atividade está alicerçada da sua pasta integrada na produção de papel.
em fábricas modernas de grande escala, com A empresa entrou recentemente no negócio
tecnologia de ponta e que constituem uma do tissue e tem atualmente uma capacidade
referência de qualidade no setor. O modelo de produção de 65 mil toneladas de produto
de negócio da Empresa desenvolve-se com acabado por ano no Complexo Industrial
base numa matéria-prima de excelência − de Vila Velha de Ródão e 55 mil toneladas
o Eucalyptus globulus − cujas características no novo Complexo Industrial de Aveiro.
intrínsecas permitiram desenvolver uma O Grupo é também um produtor de relevo
estratégia de diferenciação, baseada na área da energia, produzindo cerca
em produtos de elevada qualidade, que são de 2,5 Twh de eletricidade anualmente, sendo
hoje uma referência internacional neste setor. responsável por cerca de 4% da produção
de energia de Portugal e de 52% da energia
Líder na produção de papel produzida a partir de biomassa.
uncoated woodfree
Com uma capacidade total de produção Com a sustentabilidade como
de 1,6 milhões de toneladas de papel por ano, pilar fundamental da sua atividade
o Grupo é o maior produtor Europeu de papel A Empresa é a terceira maior exportadora
de impressão e escrita uncoated woodfree portuguesa, representa aproximadamente
(UWF) e o sexto maior a nível mundial. 1% do PIB nacional e 2,4% das exportações
A The Navigator Company é também líder nacionais de bens. A The Navigator Company
na Europa na produção de pasta branqueada tem mais de 110 000 hectares de floresta

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Navigator Company integra grupo restrito de empresas
com classificação ‘A’ em alterações climáticas
A The Navigator Company foi A Navigator está muito orgulhosa no sentido da transição para uma
distinguida pelo Carbon Disclosure com este reconhecimento internacional economia sustentável.
Project (CDP) como líder global do CDP, mas lembra que o seu objetivo A Lista ‘A’ de Alterações Climáticas
no campo da atuação climática passa por ir ainda mais longe, já que é publicada, todos os anos, pelo CDP,
corporativa, tendo alcançado um lugar pretende ser, até 2035, uma Empresa juntamente com listas semelhantes
de destaque na lista ‘A’ das alterações neutra no que diz respeito às emissões de liderança na proteção das
climáticas daquela organização. de carbono. florestas e na segurança hídrica.
A Empresa foi reconhecida pelo Por seu turno, o CDP aproveitou para Recorde-se que o CDP avalia
trabalho desenvolvido, no último ano, recordar que, à medida que a gravidade as empresas pela abrangência da sua
em prol da redução de emissões, pela dos riscos ambientais para o negócio divulgação, pela sua consciencialização
diminuição dos riscos climáticos e pelo se torna cada vez mais evidente, são estas e gestão dos riscos ambientais e pela
desenvolvimento de uma economia as empresas que se posicionam como sua demonstração das melhores práticas
de baixo impacto de carbono, de acordo fornecedoras de soluções. Na verdade, associadas à liderança ambiental,
com os dados de 2018 divulgados pelo são empresas que aproveitam as novas assim como pela definição de metas
CDP. oportunidades de mercado e caminham ambiciosas e significativas.

sob gestão e o maior viveiro certificado pela sua atuação, em 2018, na redução
de plantas na Europa, com capacidade de emissões, diminuição dos riscos climáticos
de produzir 12 milhões de plantas por ano. e desenvolvimento de uma economia de baixo
Com uma atividade florestal verticalmente impacto de carbono, sendo a única empresa
integrada, o Grupo dispõe de um Instituto portuguesa a obter a classificação máxima.
de Investigação Florestal próprio, denominado
RAÍZ, referência mundial no melhoramento A The Navigator Company é também
genético do Eucalyptus globulus, e gere um exemplo por excelência da Economia
em Portugal uma vasta área florestal, 100% Circular devido ao facto de utilizar recursos
certificada pelos sistemas internacionais FSC® renováveis, de forma eficiente e numa lógica
(FSC C010852) e PEFC™ (PEFC/13-23-001). de cascata. A madeira que a Companhia utiliza
nos seus processos provém de florestas com
No início de 2019, a The Navigator Company gestão certificada, que estão em constante
recebeu a classificação pelo Carbon Disclosure renovação. Para além disso, 90% de matérias-
Project (CDP) de líder global no combate -primas empregues são renováveis, onde
às alterações climáticas, alcançando se inclui a matéria-prima florestal, e cerca
um lugar de destaque na lista “A” desta de 70% da energia consumida é proveniente
organização. A Companhia foi reconhecida de biomassa florestal. A Navigator tem ainda

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como política prevenir a produção de resíduos Desenvolvendo novas oportunidades
e, os que ainda assim são produzidos, acabam de crescimento e diversificação
por ser, na sua maioria, valorizados. Em 2018, Como parte da sua estratégia de crescimento
cerca de 79% dos resíduos provenientes e desenvolvimento, a Companhia adquiriu
de lamas biológicas da Etar foram integrados em 2015 o fabricante português de tissue AMS,
e valorizados na Caldeira de Recuperação localizado em Vila Velha de Ródão. No início
do Complexo Industrial da Figueira da Foz. de 2017, a Empresa decidiu avançar com
a construção de uma nova linha de tissue, com
Os seus produtos são vendidos capacidade para produzir 70 mil toneladas,
em todo o mundo integrada na fábrica de pasta de Aveiro, e cujo
Com um volume de negócios de cerca arranque teve início no segundo semestre
de € 1,6 mil milhões, cerca de 91% dos de 2018. Um dos projetos de expansão
produtos de papel, pasta e tissue do Grupo e desenvolvimento concluído em 2018 foi
são vendidos para fora de Portugal, e têm o aumento de capacidade de pasta na Figueira
por destino aproximadamente 130 países, da Foz em cerca de 70 mil toneladas.
sendo os seus principais mercados a Europa A Companhia tem ainda um projeto de longo
(64%), África (12%), o Médio Oriente (10%) prazo para desenvolver uma base florestal
e a América do Norte (9%). A The Navigator em Moçambique, que inclui a opção de construir
Company tem seguido com êxito uma uma fábrica de pasta de grande capacidade,
estratégia de inovação e desenvolvimento após a edificação de uma fábrica de estilha.
de marcas próprias e de produtos premium,
que se traduz numa quota de mercado Cotada na Euronext Lisbon desde 1995, a The
na Europa Ocidental de 19% no UWF, de cerca Navigator Company tem uma capitalização
de 54% no segmento premium e com um peso bolsista de cerca de € 2,6 mil milhões (no final
de 69% das marcas próprias nas suas vendas. de dezembro de 2018); o seu acionista
maioritário é a Semapa SGPS, com uma
participação de 69,4%.

Fórum Diretores

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 27


A nossa organização
O Grupo no mundo
S
 UBSIDIÁRIAS

E S C R I TÓ R I OS CO M E R C I A I S

U N I D A D E S FA B R I S

I&D E VIVEIROS

E U R O PA : USA E AMÉRICA
Amesterdão DO SUL:
Aveiro Norwalk
Colónia Dallas
Figueira da Foz Cidade do México
Londres
Madrid ÁSIA:
Moscovo Istambul
Paris Dubai
Setúbal
Varsóvia ÁFRICA:
Verona Casablanca
Vila Velha de Ródão Maputo
Viena
I&D E VIVEIROS: Norwalk
Luá-Gurué Norwalk
RAIZ
Viveiros da Caniceira
Viveiros de Espirra
Dallas
Viveiros das Ferreiras Dallas

Cidade do México
Cidade do México

RAÍZ
RAÍZ Aveiro
Aveiro
Figueira da Foz Viveiros das Ferreiras
Figueira da Foz Viveiros das Ferreiras
Vila Velha de Rodão
Vila Velha de Rodão
Viveiros da Caniceira
Viveiros da Caniceira

Lisboa Viveiros de Espirra


Lisboa Viveiros de Espirra Setúbal
Setúbal

28 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Moscovo

Amesterdão Varsóvia
Londres Colónia

Paris Viena

Verona

Istambul
Madrid

Casablanca

Dubai

Viveiros Luá

Maputo

ÁREAS DE ATIVIDADE
Investigação Agro-Florestal Produção Produção Produção Energia
& Desenvolvimento e Comercialização e Comercialização e Comercialização
de Pasta de Papel de Tissue

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 29


Organização interna

Instituto de Investigação
Aveiro RAIZ
I&D + i da Floresta e Papel

110 000 ha 12 milhões


Floresta
floresta com gestão de plantas nos viveiros de Espirra,
certificada, em 165 concelhos Caniceira e Ferreiras

Setúbal e Figueira da Foz


Pasta (pasta integrada) 1,6 milhões de toneladas
Aveiro
(em que 20% é pasta para mercado)
(pasta para mercado)

Papel
UWF
Setúbal
Figueira da Foz 1,6 milhões de toneladas

Vila Velha 65 000 t 55 000 t


Papel Aveiro de produto
Tissue de Ródão de produto
acabado acabado

Energia 2,5 TWh


energia elétrica

Moçambique
173 327 ha 182 886 ha 12 milhões
Projeto em
desenvolvimento na província na província de plantas
da Zambézia de Manica no Viveiro de Luá

Nota: os valores acima apresentados referem-se à capacidade anual de produção

30 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


INDICADORES ECONÓMICO FINANCEIROS - NAVIGATOR MILHÕES DE EUROS

2014 2015 2016 2017 2018

Vendas Totais 1 542,3 1 628,0 1 577,4 1 636,8 1 691,6


EBITDA (1) 328,4 390,0 397,4 403,8 455,2
Resultados Operacionais (EBIT) 218,3 282,9 230,4 255,0 303,2
Resultados Financeiros -34,2 -50,3 -20,8 -7,7 -22,5
Resultado Líquido 181,5 196,4 217,5 207,8 225,1
Cash Flow Exploração (2) 291,6 303,6 384,6 356,6 377,2
Investimentos 50,3 148,5 138,6 114,7 216,5
Dívida Líquida Remunerada (3) 273,6 654,5 640,7 692,7 683,0

Ativo Líquido 2 708,3 2 429,9 2 409,1 2 427,6 2 549,8


Passivo 1 254,6 1 215,6 1 175,9 1 248,0 1 362,6
Capitais Próprios 1 453,7 1 214,3 1 233,3 1 179,6 1 187,2
Dívida Bruta 773,2 727,1 708,3 818,1 763,8
Caixa 499,6 72,7 67,6 125,3 80,9
Ações próprias (v. mercado) (5) 155,8 181,6 1,6 2,1 3,1
Nº ações próprias detido em 31/12 (milhões) 50,5 50,5 0,5 0,5 0,9

EBITDA/Vendas (%) 21,3% 24,0% 25,2% 24,7% 26,9%


ROS (%) 11,8% 12,1% 13,8% 12,7% 13,3%
ROE (%) 12,4% 14,7% 17,8% 17,2% 19,0%
ROCE (%) (4) 12,4% 15,7% 12,3% 13,6% 16,2%
Autonomia Financeira 53,7% 50,0% 51,2% 48,6% 46,5%
Dívida Líquida/EBITDA 0,83 1,68 1,61 1,72 1,50

EUROS

Resultados líquidos por ação 0,253 0,274 0,303 0,290 0,314


Nº de ações no mercado (milhões) 717,0 717,0 717,0 717,0 716,6
Cash flow por ação 0,407 0,423 0,536 0,497 0,526
EBITDA por ação 0,458 0,544 0,554 0,563 0,635
Dividendo por ação (6) 0,280 0,614 0,237 0,349 0,279
Valor contabilístico por ação 2,027 1,694 1,720 2,362 2,378
Valor de mercado da ação 3,085 3,596 3,265 4,226 3,600

(1)
Resultados operacionais + amortizações + provisões
(2)
Resultados líquidos + amortizações + provisões
(3)
Dívida bruta remunerada – caixa
(4)
Resultados operacionais / (cap. próprio médio + endividamento líq. médio)
(5)
Em 2016 foram canceladas 50 milhões de ações próprias por redução de capital
(6)
Em Dezembro de 2015, o Grupo efetuou um pagamento de dividendos antecipados de € 130 milhões relativamente
a 2016 (equivalente a € 0,1813 por ação); os dividendos ajustados do montante antecipado seriam de € 0,433 por ação em 2015 e de € 0,4184 por ação em 2016

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 31


32 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018
05
EVOLUÇÃO
DOS NEGÓCIOS
.
SITUAÇÃO
DE MERCADO

Os Nossos resultados em 2018 MILHÕES DE EUROS

ANO ANO VARIAÇÃO (8)

2018 2017 ANO 2018 /ANO 2017

Vendas Totais 1 691,6 1 636,8 3,3%


EBITDA publicado(1) 455,2 403,8 12,7%
EBITDA recorrente (2) 460 403,8 13,9%
Resultados Operacionais (EBIT) 303,2 255 18,9%
Resultados Financeiros - 22,5 - 7,7 -
Resultado Líquido 225,1 207,8 8,4%
Cash Flow Exploração 377,2 356,6 20,6
Cash Flow Livre(3) 211,1 198,1 13
Investimentos 216,5 114,7 101,8
Dívida Líquida Remunerada(4) 683 692,7 - 9,8

EBITDA/Vendas 26,9% 24,7% 2,24


ROS 13,3% 12,7% 0,62
ROE(5) 19% 17,2% 1,8
ROCE(6) 16,2% 13,6% 2,58
Autonomia Financeira 46,5% 48,6% -2,03
Dívida Líquida/EBITDA(7) 1,50 1,72 -0,22

(1)
Resultados operacionais + amortizações + provisões;
(2)
EBITDA recorrente exclui efeito da venda do negócio de pellets + taxas antidumping
(3)
Variação dívida líquida + dividendos + compra de ações próprias
(4)
Dívida bruta remunerada – disponibilidades
(5)
ROE = Resultados líquidos anualizados / Média dos Capitais Próprios dos últimos 12 Meses
(6)
Resultados operacionais anualizados / Média do Capital empregue nos últimos 12 Meses
(7)
EBITDA correspondente aos últimos 12 meses
(8)
Variação de valores não arredondados

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 33


No ano de 2018, a The Navigator Company (€ 167 milhões), e o negócio de tissue 5%
registou um volume de negócios de € 1 692 (€ 91 milhões). O período ficou marcado pela
milhões, o que representa um valor recorde evolução favorável dos preços do papel UWF,
de vendas e um incremento de 3,3% pasta BEKP e tissue, e pelos menores volumes
em relação a 2017. Com vendas de € 1 248 disponíveis para venda devido essencialmente
milhões, o segmento de papel representou às paragens de produção ocorridas durante
74% do volume de negócios, a energia 10% o ano.
(€ 172 milhões), a pasta também cerca de 10%

5.1. PAPEL UWF

O preço de venda do papel Globalmente, a Navigator vendeu papel


beneficiou da melhoria do mix em mais de 130 países ou territórios
autónomos.
de produtos
No negócio do papel, as vendas de UWF A contínua aposta em inovação de produto
totalizaram 1 513 mil toneladas, situando-se 4% levou a Navigator a investir no alargamento
abaixo do período homólogo, essencialmente da sua gama de gramagens produzidas
devido a desvios na produção que resultaram in house por via do upgrade da máquina
de paragens não programadas. Tendo de papel #3 em Setúbal para a produção
implementado diversos aumentos de preço de altas gramagens que ocorreu no fim
ao longo do ano, na Europa e em outras do ano.
geografias, a Navigator beneficiou de um
aumento de 8,5% do preço médio face a 2017, Em 2018, a procura mundial de UWF
o que permitiu compensar, em valor, a redução sofreu uma redução ligeira – cerca de 1%
nos volumes vendidos, pelo que as vendas – em relação ao período homólogo, em face
cresceram 4% para € 1 248 milhões. Este da performance negativa da procura europeia
aumento é superior à evolução do índice e nos EUA, que diminuíram em torno de 4,3%
de referência na Europa – FOEX A4 B-copy e 1,9%, respetivamente, mas com benefício
– que cresceu 7,1% para 873 €/t em 2018, e foi do crescimento de cerca de 1% da procura nos
positivamente influenciado pela importante mercados emergentes. Em face do elevado
melhoria no mix de produtos ao nível preço da pasta de papel nos primeiros
da qualidade (54% vendas premium vs. 49%) 3 trimestres do ano, assistiu-se a subidas
e do peso das marcas próprias (69% vs. 62%), de preço em todas as regiões do Mundo
mas negativamente impactado pela evolução no mesmo período, com correção em baixa
do câmbio do EUR/USD (o câmbio médio na Ásia nos últimos meses do ano.
situou-se em 1 1815 no período e compara com
um câmbio de 1 1292 no período homólogo). Do lado da oferta, verificaram-se
desinvestimentos significativos nos EUA,
A Europa continua a ser o principal mercado designadamente no 2º trimestre com o fim
da Navigator, no qual 58% das vendas em 2018 da produção de UWF na fábrica de Camas
foram registadas no segmento premium, da Georgia Pacific e posterior anúncio
ainda que, na prossecução do objetivo da saída completa do negócio UWF em 2019.
de diversificar Clientes e geografias, Em sentido contrário, a Chenming arrancou
a Companhia tenha canalizado mais de 40% duas máquinas de papel na China no verão
das suas vendas para os mercados fora de 2018 que totalizam 1 milhão de toneladas
da Europa em 2018, nas quais o segmento de capacidade anual.
premium representou 49% das vendas.

pAPEL MILHARES DE tAD

2015 2016 2017 2018


Figueira da Foz 765 767 771 744
Setúbal 806 820 822 791
Produção Total de Papel 1 571 1 587 1 593 1 535
Vendas Totais de Papel 1 555 1 587 1 578 1 513

FOEX – A4- BCopy EUR/t 822 824 815 873

34 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


5.2. PASTA BEKP

A evolução favorável do preço refletem um incremento de 1%, para cerca de


da pasta permitiu compensar € 167 milhões. O aumento do preço líquido
de venda ficou a dever-se às condições
a menor produção disponível
de mercado – o valor médio do índice
para venda de preços de referência no período, FOEX
Em 2018, no 2º trimestre, a Navigator iniciou BHKP Europa, aumentou 21% (880 €/ton
uma longa paragem na linha de pasta vs. 729 €/ton) – bem como ao aumento
do Complexo Industrial da Figueira da Foz do peso das vendas em segmentos de valor
para manutenção e para permitir a conclusão acrescentado (décor e especialidades)
do projeto de aumento de capacidade de 62% em 2017 para 73% em 2018. Esta
instalada e alteração no processo de produção melhoria no mix de vendas permitiu uma
de pasta. A esta juntaram-se diversas paragens evolução percentual do preço médio de venda
na linha de pasta de Setúbal durante o 1º da Navigator acima da referência do mercado
trimestre, nomeadamente para manutenção, (+25%).
que obrigaram a parar a produção durante
um período superior ao previsto. O elevado As condições globais do mercado de pasta
número de dias de paragem obrigou à (re) química foram favoráveis nos primeiros
constituição de stocks, designadamente nove meses de 2018, com crescimento
para suportar a produção de papel e para da procura de pasta de mercado superior
repor existências para níveis adequados a 2% de acordo com os dados do PPPC,
de exploração, após nível mínimo histórico invertendo-se a tendência no último trimestre
atingido em dezembro de 2017. do ano com a procura a contrair cerca de 2%
face ao mesmo período em 2017 (dezembro
As restrições à produção condicionaram 2018 estimado).
fortemente a disponibilidade de pasta para
venda ao longo do ano, em particular nos A procura mundial de pasta BEKP apresentou
primeiros nove meses de 2018. Já em outubro crescimento superior a 5%, em particular
a passagem do furacão Leslie na Figueira na China (em torno dos 14%), impulsionada
da Foz obrigou a nova paragem de produção, nomeadamente pelos novos investimentos
tendo esta fábrica, no entanto, conseguido em capacidade de tissue, estimados
recuperar uma parte deste volume ainda no 4º em 1.3 milhões de toneladas em 2018.
trimestre. Deste modo, as vendas da Navigator
no ano de 2018 situaram-se em 253 mil Do lado da oferta verificaram-se algumas
toneladas, 18,5% abaixo do volume registado condicionantes (paragens planeadas
em 2017. e não-planeadas) que retiraram do mercado
um volume estimado em 1.9 milhões
A diminuição do volume foi totalmente de toneladas de pasta hardwood e 1.0 milhão
compensada pelo aumento do preço de toneladas de pasta softwood.
de venda, pelo que as vendas em valor

pASTA MILHARES DE tAD

2015 2016 2017 2018


Aveiro 296 341 354 358
Figueira da Foz 580 586 593 575
Setúbal 548 543 542 519
Produção Total de Pasta 1 424 1 470 1 489 1 452
Vendas Totais de Pasta 253 291 311 253

FOEX – BHKP EUR/t 705 628 729 880


FOEX – BHKP USD/t 784 696 819 1 038

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 35


5.3. TISSUE

No negócio de tissue, verificou-se um aumentou cerca de 300 mil toneladas nos


ajustamento em alta do preço médio de venda 2 últimos anos (82 mil toneladas em 2017 e 218
face a 2017 (+7,5%), em resultado da melhoria mil toneladas em 2018), destinando-se a 3 fins
do mix de produtos, com o menor peso distintos: reduzir dependência do converting
de bobinas e uma maior percentagem de bobinas externas (outsourcing de
de produto acabado, assim como dos matéria-prima papel em bobina); aumento
aumentos de preços implementados. O volume de capacidade e eficiência do converting para
de vendas situou-se em 63 mil toneladas, vendas Ibéricas e aumento de capacidade
ficando 14% acima do volume de 2017, e inclui exportadora de bobinas (sobretudo para
já a venda de produto acabado no novo o Reino Unido).
Complexo Industrial de Aveiro. Assim, o valor
das vendas de tissue no ano totalizou cerca O aumento do volume de vendas permitiu
de € 91 milhões, crescendo 22% face a 2017. atingir um crescimento em vários mercados,
O aumento do preço médio do tissue não nomeadamente nos mercados internacionais,
foi, no entanto, suficiente para absorver com destaque para o Francês e Espanhol,
o agravamento de cerca de 30% nos custos este último crescendo 30% em 2018
de produção, devido à evolução do preço e representando 35% das vendas de tissue
de alguns produtos químicos e, em particular, da Navigator. No mercado Português
à evolução do preço da pasta hardwood (que o Grupo atingiu um crescimento de 20%,
impactou o Complexo Industrial de Vila Velha representando um peso de 50% nas vendas
de Ródão) e também da pasta softwood. (reduzindo de 60% em 2017).

O mercado tissue europeu está entre os mais Em termos de segmentos, a Navigator


maduros, crescendo ao ritmo CAGR 1% cresceu nos dois grandes canais – At Home
em linha com o PIB. e Away From Home – sendo de destacar
o crescimento de 71% obtido no canal
A capacidade instalada de produção At Home Consumer, que atingiu um peso
de bobinas de tissue na Península Ibérica de 40% na faturação.

TISSUE MILHARES DE tAD

2015 2016 2017 2018


Produção de bobinas 33 47 56 72
Produção de produto acabado 35 42 49 66
Vendas de bobinas e mercadoria 2 9 7 2
Vendas de produto acabado 37 42 48 61
Vendas totais de tissue 39 51 55 63

36 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


5.4. ENERGIA

Negócio de energia beneficia planeadas, tendo, no entanto, atingido o valor


do aumento do preço de venda global de produção de 2,19 TWh.

No negócio de energia, o Grupo registou No ano de 2018, destaca-se também


um aumento no valor da energia elétrica a entrada em funcionamento da central solar
vendida de 3,5%, para € 173 milhões, refletindo fotovoltaica da Herdade de Espirra, composta
essencialmente o aumento do preço de venda, por cerca de 350 painéis solares fotovoltaicos
já que a energia elétrica associada à operação a operar em regime de autoconsumo, com
das centrais de ciclo combinado a gás uma potência instalada de 112,6 kW numa
natural beneficiou do acentuado aumento área aproximada de 1 250 m2. Este representa
do preço do brent de referência face ao ano mais um passo nos objetivos da Navigator
anterior, cerca de 32%, o que influencia em produzir energia a partir de fontes
diretamente o indexante da venda. Apesar renováveis, uma vez já instalado em 2016
deste aumento, a produção bruta total a maior central fotovoltaica num ambiente
de energia elétrica da Navigator no ano 2018 industrial em Portugal na fábrica de papel
registou um decréscimo de 1,6% face ao ano de ATF Setúbal, About the Future, com 8 800
2017, devido essencialmente às paragens não painéis solares e uma produção de 2.2 MW.

ENERGIA Gwh

2015 2016 2017 2018


Produção (Gwh) 2 292 2 114 2 227 2 191
Vendas (Electricidade) 1 961 1 641 1 785 1 762

5.5. DESEMPENHO FINANCEIRO

Navigator regista crescimento de uma nova taxa estimada para o segundo


de 13% no EBITDA e terceiro períodos de revisão, que
a Empresa de forma prudente decidiu refletir
A Navigator registou em 2018 um EBITDA nos seus resultados.
de € 455,2 milhões, que compara com
€ 403,8 milhões registados em 2017, o que Os custos de produção mantêm-se afetados
representa um incremento de 12,7% e uma negativamente pela evolução desfavorável
margem EBITDA/Vendas de 26,9% (vs. 24,7%). dos químicos (num montante acumulado
O EBITDA deste período inclui o impacto de € 10 milhões), com impacto nos custos
positivo da venda do negócio das pellets nos variáveis unitários de produção da pasta,
EUA (que líquido de custos e ajustamentos do papel e do tissue. Também os custos das
foi de cerca de € 13,3 milhões) e é fibras tiveram um agravamento de cerca
penalizado pelos montantes relativos à taxa de € 14 milhões, essencialmente devido
de anti-dumping (em cerca de € 18 milhões). à aquisição de fibra curta para a produção
O EBITDA de 2018 sem estes impactos teria de tissue do Complexo Industrial de Vila Velha
sido de € 460 milhões (+14%) e a margem de Ródão, assim como a aquisição de fibra
EBITDA/Vendas de 27,2%. longa. Nos custos fixos, a rúbrica de pessoal
evidenciou o agravamento mais significativo
O impacto contabilístico do anti-dumping (+€ 9,2 milhões), devido ao aumento
afetou negativamente o EBITDA em de estimativa dos prémios de desempenho
€ 18 milhões e inclui o reconhecimento de em virtude do reconhecimento dos
€ 3,6 milhões relativos à aplicação retroativa bons resultados registados pelo Grupo,
da taxa de 1,75% nas vendas do primeiro ao incremento do número de Colaboradores
período de revisão, compreendido entre com o novo projeto de tissue em Aveiro e ao
agosto de 2015 e fevereiro de 2017. programa de rejuvenescimento em curso.
O impacto total do anti-dumping inclui
ainda um montante adicional de cerca Neste enquadramento, a Navigator prosseguiu
de € 14 milhões relativo à aplicação ativamente com o seu programa de redução

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 37


de custos e excelência operacional M2, da nova fábrica de tissue em Aveiro e à
tendo registado um impacto positivo YoY expansão de capacidade da fábrica de pasta
de € 20,8 milhões em EBITDA. Foram da Figueira da Foz.
desenvolvidas cerca de 99 novas iniciativas
de redução de custos desde o início do ano, Assim, no final do ano, a dívida líquida
com 84 a contribuir positivamente para do Grupo era de € 683,0 milhões,
este impacto. Algumas das iniciativas o que expressa um decréscimo de
desenvolvidas que mais se destacam este € 9,8 milhões relativamente ao final de 2017
ano estão relacionadas com a redução (€ 692,7 milhões), redução que aconteceu
do consumo de fibra longa no Complexo apesar do pagamento de dividendos,
Industrial da Figueira da Foz, resultado no montante de € 200 milhões, e da
de ações de controlo da operação realização dos investimentos já referidos.
e sensibilização das equipas, com um impacto
no ano de € 2,5 milhões, e o novo sistema Os resultados antes de impostos totalizaram
de gestão das pilhas de aparas, também € 280,7 milhões (vs.€ 247,4 milhões),
no Complexo Industrial da Figueira tendo a linha de imposto do período sido
da Foz, que gerou poupanças associadas de negativamente afetada pelo aumento dos
€ 2 milhões, através da redução do consumo resultados (que inclui o ganho associado
específico de madeira. Destacam-se também à venda do negócio de pellets), pela
os projetos transversais ao Grupo associados constituição de um conjunto de provisões
à otimização de rotas logísticas no transporte para riscos fiscais e pelo aumento da taxa
marítimo e rodoviário, que contribuíram para da derrama estadual.
uma poupança de € 2,2 milhões.
Assim, o Grupo atingiu resultados líquidos
Resultados financeiros em 2018 de € 225,1 milhões, um aumento
impactados negativamente de 8% em relação a 2017 (€ 207,8 milhões).
pelos resultados cambiais Desempenho no mercado
Os resultados financeiros situaram-se em de capitais
€ 22,5 milhões negativos (vs. € 7,7 milhões
negativos). Apesar da evolução positiva O ano de 2018 revelou-se difícil para
do custo das operações de financiamento os mercados bolsistas mundiais. À exceção
do Grupo, houve um conjunto de fatores do índice brasileiro que subiu cerca de 15%,
que afetaram negativamente a evolução a generalidade dos restantes índices acabou
dos resultados financeiros, entre os quais por registar quedas de mais de 3%.
se destacam (i) a evolução negativa em
€ 10 milhões dos resultados cambiais As tensões comerciais à escala mundial
relativamente ao resultado de 2017, resultantes entre os EUA e países como a China
dos programas de cobertura levados a cabo e Canadá, a instabilidade vivida na Zona
pela Empresa, largamente compensados Euro e o consecutivo abrandamento das suas
no valor das vendas, (ii) a evolução economias, o caso do Brexit, a situação social
negativa em € 3,3 milhões dos resultados em França e as oscilações políticas em Itália,
da aplicações de liquidez excedentária, num foram alguns dos fatores que alimentaram
enquadramento de queda generalizada dos este clima negativo ao longo do ano.
mercados financeiros e (iii) o reconhecimento,
no final do 1º trimestre, de um montante No lado do setor de pasta e papel, a evolução
de cerca de € 1,5 milhões negativos resultante positiva dos preços e a sua manutenção
da diferença entre o valor nominal e o valor em alta ao longo de grande parte do ano,
atual do montante ainda a receber pela venda nomeadamente no preço da pasta, teve
do negócio de pellets (USD 45 milhões). um efeito positivo no desempenho em bolsa
dos seus produtores. No entanto, já no
Forte geração de cash flow final do ano, o abrandamento verificado
na atividade industrial global, e em particular
O cash flow livre gerado, de € 211,1 milhões na China, teve um impacto negativo no setor
(vs. € 198,1 milhões), foi suportado num bom e acabou por levar a uma correção geral
desempenho operacional, mas também no desempenho acionista.
no encaixe inicial com a venda do negócio
de pellets no primeiro trimestre (no montante Neste enquadramento, o preço de ação
de € 67,6 milhões). Em contrapartida, foi da Navigator registou uma tendência
limitado pelo elevado volume de Capex, que ascendente durante a primeira metade do ano,
totalizou € 216,5 milhões (vs. € 114,7 milhões), atingindo valores de máximos históricos
em grande parte associado à construção 6,011 €/ação em 13 de junho, um pouco

38 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


antes do pagamento de € 200 milhões da atividade desenvolvida pelas empresas
em dividendos efetuado pela Empresa. Já no que integram o Grupo Navigator, estas
segundo semestre, as ações sofreram uma incorrem numa multiplicidade de impostos,
correção significativa, nomeadamente a partir taxas e contribuições, constituindo o Grupo
de agosto, depois de conhecida uma taxa um importante financiador nacional das
anti-dumping de 37,34% atribuída às vendas necessidades públicas.
do Grupo no mercado norte-americano, taxa
que foi mais tarde revertida para 1,75%. Ciente do papel que representa no tecido
empresarial português, e por imperativo
Assim, as ações da Navigator fecharam de transparência para com os respetivos
o ano de 2018 com uma perda de 15,33%, stakeholders, a Navigator tem, nos últimos
face ao final de 2017, e um volume médio anos, procurado determinar a sua Pegada
transacionado de 811 mil ações diárias, o que Tributária (Tax footprint), identificando
representou um incremento de volume o volume de tributos que suporta
transacionado de 25% face ao ano 2017. economicamente e aqueles que cobra
e administra por conta do Estado ou de
Já no final do ano a Navigator iniciou uma terceiros.
compra de ações próprias, tendo adquirido
até ao dia 31/12/2018 cerca de 374 mil ações, Conforme se ilustra no gráfico infra,
totalizando uma carteira de ações próprias no ano de 2018 e ao nível dos tributos
de 864 049. suportados, para os quais relevaram mais
de 22 impostos, contribuições e taxas,
Contributo da Navigator o gasto do Grupo totalizou € 101,7 milhões
para receita fiscal (2017: € 93,2 milhões), equivalente a uma
carga fiscal efetiva de 31,12% (2017: 32,84%)
A política fiscal tem um impacto significativo sobre o resultado antes de impostos.
no tecido empresarial, afetando toda Para este impacto, muito contribuíram
a cadeia de valor. Com efeito, no âmbito os encargos fiscais relativos ao Imposto sobre

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 39


o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC), que ascenderam a € 70,6 milhões (2017:
incluindo derramas (Municipal e Estadual) 56,2 milhões) e € 19,7 milhões (2017:
e as contribuições para a Segurança Social, 19 milhões), respetivamente.

Tributos Suportados

ISP Outros TA Derrama Segurança


1% 3% 6% Estadual Social IRC
e Municipal 19 % 52 %
Taxa 17 %
de Recursos
Hídricos
2%
Total Tax Rate (todos os impostos suportados)

31,12%

Nota-se que o valor acima referido inclui de retenções na fonte de IRS (2017:
impostos ambientais (entre os quais € 27,4 milhões), essencialmente sobre salários.
o Imposto sobre os Produtos petrolíferos,
a Taxa de Recursos Hídricos/Taxa de Domínio Quanto à distribuição geográfica em território
Público Marítimo e Taxa de Domínio Público nacional dos tributos suportados,
Hídrico, o Imposto Especial de Consumo nomeadamente em sede de derrama
de eletricidade, a Contribuição Extraordinária municipal, do IMI, do IMT e das taxas
sobre o Setor Energético, Imposto Único municipais, o Grupo assume maior expressão
de Circulação e C02), tendo-se verificado nas regiões de Setúbal, Coimbra, Aveiro
uma diminuição em cerca de 50% face ao ano e Castelo Branco, suportando aí impostos
anterior (2018: € 3,6 milhões versus 2017: de € 2,4 milhões, € 1,1 milhão, € 0,8 milhões
€ 6,46 milhões). e € 0,1 milhões, respetivamente.

No que diz respeito aos impostos arrecadados O relatório Tax Footprint assume especial
a favor do Estado, a Navigator concentrou importância no que concerne à nova era
um valor de € 1 057 milhões (2017: da digitalização fiscal, na medida em que
€ 590 milhões), tendo sido uma vez mais agrega a compilação e a análise dos principais
o IVA aquele que mais contribuiu para esse indicadores e dados que relevam para
montante (2018: € 1 018 milhões e 2017: a fiscalidade. No mesmo sentido, esta
€ 551 milhões). evolução dinamiza a redução da carga fiscal
imposta às empresas, bem como colocar
Importa ainda salientar a estabilização a empresa em sintonia com o elevado
do indicador labor tax rate (2018: 17,59% investimento em sistemas da Autoridade
e 2017: 17,78%), correspondente ao rácio entre Tributária, reduzindo o risco no reporte não
os impostos incidentes sobre o fator trabalho cuidado de informação.
(Segurança Social a cargo da empresa
e do trabalhador e Retenções de IRS sobre Por fim, destaca-se a continuidade dada
rendimentos de trabalho dependente) à elaboração do seu country by country tax
e os resultados antes de impostos. Para reporting, evidenciando que em 2017 pagou
o apuramento desta informação, relevaram em Portugal 93,78% do IRC (2016: 93,62%)
ainda os € 9,1 milhões de contribuições devido nas 17 (2017:16) jurisdições onde tem
à Segurança Social a cargo dos Colaboradores atividade.
(2017: € 9 milhões) e os € 28,7 milhões

5.6. TRANSPORTE E LOGÍSTICA

No que se refere à logística de outbound como cerca de 200 mil toneladas das
(papel, pasta de papel e tissue), a Empresa plataformas logísticas localizadas para
movimentou, em 2018, cerca de 1,9 milhões Clientes, essencialmente nos EUA.
de toneladas no transporte entre os seus
complexos industriais e os Clientes, para cerca Dos 1,9 milhões de toneladas expedidas,
de 130 países e 4 800 pontos de entrega maioritariamente na atividade do papel,
espalhados pelos cinco continentes, assim cerca de 65% foi via marítima por contentor

40 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


(Europa cerca de 40%) e 35% por via e França. A relevância do transporte marítimo,
rodoviária. Estas percentagens na atividade principalmente na carga contentorizada, torna
do papel comparam com cerca de 92% a The Navigator Company o maior exportador
por via marítima e 8% por via rodoviária de carga contentorizada em Portugal e muito
(Espanha) na atividade de pasta e 98% provavelmente ibérico, tendo representado,
por via rodoviária na atividade do tissue, em 2018, cerca de 6% desta carga exportada
maioritariamente para Portugal, Espanha pelos portos nacionais.

5.7. CLIENTES

A relação de proximidade com os Clientes com maior potencial de crescimento,


é um fator essencial na estratégia e na nomeadamente África, Médio Oriente
cadeia de valor da Navigator. Nesse sentido, e América Latina. A estratégia da Navigator
em 2018 a Empresa deu continuidade assentou também na promoção e venda
à implementação de algumas ferramentas de marcas próprias e produtos premium
que permitem aferir o nível de satisfação dos nestes mercados, assim como novos produtos
Clientes e assim poder dar uma resposta mais como bobinas para inkjet, papel para sacos
efetiva e assertiva junto destas entidades e papéis de altas gramagens.
chave. Foram ainda constituídos grupos
de trabalho multidisciplinares com vários Ao nível do mercado da pasta de papel,
Clientes da Navigator na Europa, integrando 2018 foi ano de consolidar a presença
elementos da Navigator e dos Clientes, com da Empresa enquanto principal fornecedor
o objetivo principal de identificar estratégias de pastas de fibra curta para o setor do Décor,
colaborativas com benefício mútuo, resolver nomeadamente para o Grupo Munskjo com
problemas e estudar novas oportunidades. quem a Empresa tem uma forte relação.
Manter os padrões de alta qualidade, uma
Ao nível dos mercados internacionais, oferta diferenciada em função do produto
registou-se um aumento de 67 novos Clientes final, um serviço eficiente são para a Navigator
de papel UWF e houve uma clara aposta elementos chave no reforço e melhoria da sua
no reforço da equipa de vendas em regiões relação com os Clientes.

Inquérito de satisfação dos Clientes


A Navigator avalia a satisfação dos representaram 50% do crescimento
seus Clientes através da realização total deste segmento.
de questionários confidenciais, de forma No que refere aos Clientes
regular e por meio de uma entidade Europeus, para além da habitual
independente. muito boa classificação em termos
Na área dos Clientes de tissue, por de qualidade dos produtos da Navigator,
exemplo, o nível geral de satisfação destaca-se a excelente classificação
manteve-se acima dos 60% e é ainda também obtida relativamente
de destacar um forte crescimento ao trabalho, acompanhamento
internacional, nomeadamente e proximidade da equipa Navigator.
nos mercados extra-ibéricos que

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 41


As nossas
propriedades são
palco exemplar
de biodiversidade

42 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


06
PRIORIDADES
ESTRATÉGICAS

6.1. FLORESTA E ECONOMIA RURAL

A floresta e a sustentabilidade de 110 mil hectares de floresta de Norte


do setor florestal ocupam um lugar central a Sul do país (sendo 55% área própria
na prioridade estratégica da Navigator, onde e os outros 45% arrendados). Desta forma
a Empresa procura promover as melhores o fomento da economia rural é uma realidade
práticas silvícolas e de exploração florestal determinante, promovendo a gestão
quer na área que gere quer na restante e valorização dos espaços rurais, em particular
floresta nacional. nos que estão à sua guarda, dinamizando
a atividade regional através de atividades
O compromisso por um desenvolvimento de plantação, condução e exploração dos
sustentável, abraçado pela procura referidos espaços.
simultânea da prosperidade económica
tanto da Navigator como das comunidades Em 2018 a Navigator investiu diretamente
rurais em torno das quais trabalha, cerca de € 28 milhões nesta cadeia de valor,
a responsabilidade ambiental e a equidade nos 18 Distritos de Portugal Continental onde
social são pilares determinantes na estratégia está implantada, sendo que cerca de 61%
de toda a Companhia. do investimento incide nas regiões do interior
do país.
A Navigator assume um papel crucial
enquanto impulsionador de riqueza nas
regiões onde se encontra, gerindo mais

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 43


Cadeia de valor: Investimento da Navigator EUROS

nos 18 distritos de Portugal continental


SANTARÉM 16%
CASTELO BRANCO 15%
BEJA 15%
PORTO 9%
COIMBRA 8%
FARO 7%
VISEU 6%
SETÚBAL 6%
PORTALEGRE 4%
ÉVORA 3%
AVEIRO 3%
BRAGA 2%
VIANA DO CASTELO 1%
GUARDA 1%
LISBOA 1%
LEIRIA 1%
BRAGANÇA 0%
VILA REAL 0%
500 000 1 000 000 1 500 000 2 000 000 2 500 000 3 000 000 3 500 000

No que respeita aos cerca de 50 mil hectares áreas, próprias e arrendadas, que gere
arrendados, o fomento da economia rural são subcontratados a empresas locais,
passa não só pela retribuição fundiária contribuindo assim também para desenvolver
dos espaços florestais associados, mas um setor de prestação de serviços em torno
também por via do trabalho desenvolvido da floresta que, posteriormente, permite não
por um conjunto de empresas locais, só a prestação de serviços à The Navigator
às quais a The Navigator Company recorre Company como também a terceiros.
para prestação de serviços silvícolas e de
exploração. Exceto quando não existem Em 2018 registou-se um aumento do número
prestadores locais, todos os serviços de prestadores de serviços na Silvicultura
que a Companhia utiliza na gestão das e Exploração, passando de 209 para 212.

Gestão florestal da Navigator 2018

110 425 ha
área florestal total

81 600 ha 1 600 ha 3 000 ha


eucalipto sobreiro pinho

900 ha 8 500 ha 2 755 ha


outras espécies infraestruturas outras ocupações

44 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Melhoramento genético a qualidade dos nossos clones, resultado
promove ganhos de qualidade de 30 anos de investigação e experimentação
conduzida pelo RAIZ, não chegavam para
Sendo certo que a Navigator assegura, dar resposta às necessidades do mercado
internamente, um conjunto de boas o que levou a Empresa, em 2018, a investir
práticas ao nível do melhoramento genético no aumento de capacidade dos seus viveiros,
do Eucalyptus globulus, que contribuem para que passam de 6 milhões de plantas clonais
o sucesso das plantações de eucalipto, o ano de eucalipto para 8,5 milhões/ano.
de 2018 representou uma viragem nesta área,
tendo o Grupo investido de forma relevante Nesse sentido, todo o aumento de produção
para poder partilhar este conhecimento com que daí advém será direcionado para
os seus parceiros externos. o mercado, melhorando o material genético
disponível para plantação. Por outro lado,
A produção de plantas florestais a Navigator procurou também desenvolver
e ornamentais nos Viveiros Aliança da The parcerias com outros viveiros e implementar
Navigator Company é uma importante programas de colaboração que lhes permitam
alavanca ao nível da produtividade nas ter acesso a melhor material genético e a
florestas geridas pela Empresa, uma vez que melhores técnicas de produção de plantas.
apresentam excelentes níveis de crescimento
e um bom desempenho em campo. Mas

iPlant
Através do projeto iPlant, será de pasta e papel, a partir de material melhorando a produtividade dos
possível disponibilizar novos materiais clonal melhorado. pés-mãe, do enraizamento das estacas
genéticos de eucalipto, mais produtivos, O projeto permite ainda e da qualidade das plantas que saem
diversificados, tolerantes a fatores desenvolver um sistema inovador, do viveiro.
climáticos adversos e com propriedades para produzir médio/mini estacas
da madeira adequadas para produção de eucalipto a nível operacional,

Abastecimento de madeira Uma segunda fonte de abastecimento, Os Viveiros da


responsável por mais de 50% do total Navigator têm
A The Navigator Company é a maior produtora da madeira que chega aos complexos uma capacidade
florestal privada em Portugal, promovendo industriais, é o mercado nacional, mas por via de produção
uma gestão eficiente e responsável de mais dos milhares de produtores independentes de 12 milhões
de 110 mil hectares de floresta, em áreas que asseguram a venda de Eucalyptus de plantas/
próprias e arrendadas. Com uma política globulus à Navigator. Segue-se o mercado ano florestais
e ornamentais
florestal e um Código de Boas Práticas Espanhol com a Galiza e a Andaluzia e,
incluindo
Florestais próprios, a Companhia demonstra finalmente, o mercado fora da península
6 milhões de
a sua preocupação para com a conservação Ibérica, especialmente a América latina. eucalipto clonal,
dos espaços florestais, que constituem 30 espécies
a origem do seu negócio. Este ciclo de compra, no mercado interno, florestais,
é mais um dos exemplos com impacto 130 espécies
O abastecimento de madeira aos complexos relevante ao nível da economia rural já que ornamentais e
industriais é feito a partir das áreas que possui dois terços da matéria-prima consumida pela 5 variedades de
no território nacional, assim como de madeira, Companhia provém de fontes nacionais, sendo oliveira.
proveniente de áreas arrendadas em Portugal que apenas 12% é madeira das áreas que gere.
(estando a empresa atualmente a alargar
estas áreas ao território Espanhol), uma fonte Uma questão de logística
de abastecimento que a Companhia gostaria
de ver aumentar. Neste caso, trata-se de Assumindo um peso relevante no custo final
arrendar novas matas a proprietários que da madeira, a gestão da cadeia logística é uma
optem por não gerir, eles próprios, os seus das principais preocupações da Navigator
terrenos. Este crescimento do arrendamento que, ao longo de 2018, trabalhou na melhoria
vai permitir à The Navigator Company de todo o processo, nomeadamente através
assegurar também um importante aumento da redução dos quilómetros viajados por esta
da sua presença em território nacional. matéria-prima.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 45


Com três complexos industriais de destino A modernização tecnológica deu também aqui
e variadíssimos pontos de origem, a Empresa uma importante ajuda sob o ponto de vista
passou a determinar, a partir da origem, logístico, tendo a The Navigator Company
o local onde a madeira seria entregue, recorrido a um sistema de navegação
reduzindo quilómetros viajados. Do ponto para gerir quilómetros viajados de forma
de vista económico, verificaram-se inúmeras mais eficaz. Por via desta tecnologia foi
mais-valias que começam, desde logo, possível perceber qual a origem da madeira,
na otimização dos custos, mas também eliminando-se a necessidade de checkpoint
na diminuição da pegada de carbono, e seguindo esta diretamente para o respetivo
reduzindo-se as emissões correspondentes. complexo industrial.

Ferrovia
chega a Aveiro
O Complexo Industrial de Aveiro,
unidade da The Navigator Company
mais a norte do país, não contava
com o suporte de uma ferrovia
para entrega de madeira. Esta
necessidade foi colmatada em 2018,
abrindo-se assim uma nova porta
no que diz respeito à receção
de matéria-prima, nomeadamente,
proveniente da Galiza.

Negócio que ultrapassa o seu modelo de gestão florestal certificado


fronteiras desde 2007, para todo o património que
gere em Portugal, compromisso renovado
A estratégia de negócio da Navigator tem anualmente. A gestão florestal na The
fortes raízes em Portugal, mas faz-se também Navigator Company é reconhecida através
em outros locais do globo. Aqui mesmo de dois programas de referência mundial:
1
Licença nº FSC ao lado, em Espanha, encontramos duas o Forest Stewardship Council® (FSC®1) e o
C010852
regiões estratégicas para a aquisição Programme for the Endorsement of Forest
2
PEFC/13-23-001 de madeira: Galiza e Andaluzia. Certification schemes™ (PEFC™2).

Por se situar a uma grande proximidade Em paralelo, a Navigator colabora para


e apresentar características, em termos o fomento da gestão florestal certificada
de terrenos florestais muito semelhantes em áreas que não estão sob a sua gestão
ao norte de Portugal, a Galiza foi alvo, direta. Este programa de incentivo à adoção
em 2018, de um projeto específico de sistemas de certificação florestal FSC
que, uma vez concluído, terá grande e PEFC, iniciado há já algum tempo, em áreas
impacto na economia rural daquela não geridas diretamente pela Companhia,
região. Falamos do facto de a Navigator procura assegurar o aumento da adoção
passar a gerir área florestal na Galiza, de boas práticas de gestão florestal,
à semelhança do que existe já em Portugal, reconhecidas através da sua certificação. 2018
por via do arrendamento aos seus foi um ano de reforço e aposta redobrada
proprietários. Desta forma, a Companhia neste campo, com o aumento da compra
exporta o seu conhecimento para de madeira com gestão certificada a passar
a Galiza, profissionalizando a gestão de 27% em 2017 para 42% em 2018.
florestal e potenciando ainda mais a sua
produtividade. Este caminho faz-se com parceiros.
É fundamental chegar aos produtores
Dinamizar a certificação florestal florestais, o que tem sido possível através
da dinamização dos intermediários
A certificação florestal continua a ser uma intervenientes na aquisição da madeira,
das prioridades da Navigator, que tem incluindo a implementação de incentivos

46 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


comerciais específicos, bem como com Navigator Company levou a cabo, em 2018, Fique a saber
a ativação de protocolos de colaboração um conjunto de ações com vista a fomentar que …
com, entre outras entidades, Organizações a valorização da certificação florestal e a …o sistema de
de Produtores Florestais e Grupos promover a sua adoção entre os proprietários. gestão florestal
de Certificação. Assim, em conjunto, é possível O projeto Outgrowers é um bom exemplo, certificado da
financiar um conjunto de ações de divulgação, ainda que apenas para o território nacional, Navigator tem
promover a melhoria dos serviços técnicos já que junta as necessidades de mercado aos como um dos
e a capacitação dos recursos humanos, conceitos muito próprios da silvicultura e à seus objetivos
levados a cabo por associações com maior necessidade de se fazer boa gestão florestal. a contratação
de serviços a
capilaridade junto dos produtores florestais, Iniciado em 2018, o Outgrowers tenta levar
entidades locais
promovendo ao mesmo tempo a economia a diferentes públicos-alvo, nomeadamente
local e assegurando uma maior estabilidade aos proprietários florestais menos informados,
às comunidades locais. a importância de assegurar uma efetiva gestão
e certificação florestal das suas propriedades
Ainda no que diz respeito à certificação com a adoção das melhores práticas silvícolas.
florestal, a realidade vivida em Espanha As vantagens para os proprietários passam
é claramente diferente, sendo que 99,9% não apenas pelos apoios disponibilizados
da madeira adquirida na Galiza pela Navigator pela Navigator ao longo de todo o processo
tem o selo da certificação, enquanto de certificação, como também pela venda
na Andaluzia esse valor se situa nos 75%. da matéria-prima a um preço mais elevado.
De um lado e do outro da fronteira, a The

Evolução da percentagem de madeira certificada,


recebida nos complexos industriais da Navigator

63%

54%
48%

2016 2017 2018

O Programa Limpa e Aduba


Em parceria com a CELPA e melhorando a produtividade. A ideia
– Associação da Indústria Papeleira, passou por levar a cabo práticas
a Navigator tem vindo a assegurar uma de manutenção dos eucaliptais privados
maior aproximação aos produtores que integram a limpeza da vegetação
florestais locais, transmitindo-lhes espontânea e a seleção de varas
conhecimento técnico e colocando de forma mais eficaz. Em contrapartida,
à disposição dos particulares as melhores a Navigator financiou a adubação das
práticas em matéria de silvicultura suas propriedades. Em 2018 foram
e da certificação da gestão florestal. já integrados neste programa 6 000
O Programa Limpa e Aduba teve o seu hectares, mas o trabalho pensado
início em 2018, com a identificação a médio prazo, deverá permitir chegar
dos proprietários a abordar para aos 100 mil hectares envolvidos,
efeitos de uma melhor gestão florestal, assegurando-se um conjunto bastante
diminuindo o risco de incêndio expressivo do mercado.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 47


e-globulus
O projeto e-globulus é uma o planeamento técnico de propriedades
plataforma online de transferência rurais e a realização de operações
de conhecimento técnico-científico florestais sustentáveis nas vertentes
e recomendação customizada técnicas, ambiental e económica. Esta
de silvicultura do eucalipto para ferramenta considera, entre outros
produtores florestais. Desenvolvido conteúdos, recomendações de práticas
pelo RAIZ – Instituto de Investigação silvícolas que abrangem as várias fases
da Floresta e Papel, no biênio de desenvolvimento dos povoamentos
2017-2018 esta plataforma, de cariz de eucalipto – instalação, manutenção
inovador, de fácil utilização e de ou condução em talhadia até à indicação
acesso gratuito, pretende estimular da época de corte.

Percentagem Prevenção contínua Numa área superior a 110 mil hectares


de certificação a intervenção carece de uma equipa
de madeira no A gestão florestal assume um papel de técnicos bastante numerosa e quando
mercado total preponderante na prevenção dos incêndios, os recursos da Empresa não são suficientes
Madeira com sendo necessário gerir de forma cuidada para fazer essa gestão é necessário recorrer
certificação e contínua a floresta. A investigação a recursos externos à Navigator. São dezenas
no mercado científica e a prática no terreno, mostram as empresas contratadas pelo país todo,
nacional: que um povoamento florestal pouco aumentando para centenas o número

42%
gerido acumula combustível e reage de pessoas que trabalham com a Navigator
ao fogo de forma muito semelhante, nesta preparação da floresta. E são pessoas
independentemente da espécie que que conhecem as propriedades, que antes
Madeira com o constitui. já fizeram outras atividades relacionadas,
certificação no como a plantação e a adubação, que agora
total: Perante um território não cuidado, o número fazem esse trabalho de controlo de vegetação,

63%
de ignições aumenta, enquanto que nas e que, durante o verão, integram as equipas
áreas com gestão profissional de eucaliptais, de combate a incêndios da Afocelca
os incêndios são menos frequentes e as suas um Agrupamento da The Navigator Company
consequências são menores. A área ardida e do grupo ALTRI, que tem por missão
nas plantações com gestão profissional, apoiar o combate aos incêndios florestais
nomeadamente propriedade das Empresas nas propriedades das empresas agrupadas,
Industriais da Fileira do Eucalipto, tem sido em estreita coordenação e colaboração com
inferior a 1% da área total gerida. A gestão a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
ativa, isto é, a força humana a limpar e a
cuidar da floresta, reduz significativamente Estas iniciativas têm também um impacto
o perigo de incêndio. Com este objetivo, económico e social muito relevante. Quando
a The Navigator Company investiu mais se fala do abandono da floresta, fala-se muito
de € 3,3 milhões em 2018 na prevenção da falta de oportunidades de vida no interior
e controlo de fogos florestais através do seu do país o que pode ser contrariado com
envolvimento com a Afocelca. este modelo. Ou seja, através do trabalho
de prevenção estrutural que acontece
Um conjunto de ações chave para diminuir, periodicamente e o trabalho de combate
prevenir e mitigar o risco de incêndios a incêndios, é possível garantir emprego local
voltaram a ter lugar em 2018, entre as quais e respetivos rendimentos durante todo o ano.
o controlo da vegetação e redução de carga
combustível nos terrenos, suspensão
de atividades de exploração em dias
de elevado risco meteorológico e manutenção
de pontos de água, de caminhos e aceiros.
Estas iniciativas são levadas a cabo
ao longo de todo o ano pelas equipas
de produção e gestão florestal da Navigator
em coordenação e envolvimento com
as comunidades e agentes locais (municípios,
bombeiros, GNR e outras entidades).

48 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Prevenção em números
Em 2018, a Navigator investiu

€ 3,3 milhões dos quais € 2 milhões em prevenção


em ações de defesa (€ 1,05 milhões em limpeza e controlo de vegetação
da floresta contra em 9 500 hectares e € 290 mil em conservação
incêndios da rede viária em 3 150 Km)

6.2. BIOECONOMIA

Bioeconomia, o futuro que Alguns projetos na área da Bioeconomia:


se constrói hoje
– Biocompósitos
A utilização da biomassa florestal como
matéria-prima para outras indústrias há muito A incorporação de fibra celulósica
que se tornou uma realidade concreta. Nos em materiais termoplásticos tem vindo a ser
laboratórios do RAIZ e das universidades investigada pelo RAIZ e pelos seus parceiros
parceiras da The Navigator Company, as várias académicos. Os biocompósitos assim obtidos,
experiências levadas a cabo provam que para além de boas propriedades mecânicas,
é possível substituir os produtos de origem permitem reduzir ou eliminar completamente
petroquímica por outros mais sustentáveis, a utilização de plásticos de origem
recorrendo a resíduos da indústria da pasta petroquímica. Os novos biocompósitos estão
e do papel. São vários os projetos associados a ser já produzidos a uma escala piloto,
a esta área e sempre ligados às novas visando a avaliação técnico-económica
utilizações da biomassa florestal, essa e testes de mercado.
matéria-prima que há muito deixou de estar
apenas ligada à industria do papel. Aplicação: E
 mbalagem, impressão 3D, injeção/
moldagem de plásticos.
A procura de aplicações de valor acrescentado
para uma fração menor dos resíduos gerados – Biocombustíveis
é preocupação constante numa perspetiva
de Economia Circular, cujo objetivo passará Há vários anos que a Navigator testa
sempre por aproveitar estes resíduos como a produção de bioetanol de segunda geração.
matérias-primas para outras indústrias. Numa primeira fase, extraído dos açúcares das
aparas de madeira, depois utilizando as lamas
Esta acaba por ser, na verdade, a essência primárias das suas fábricas, e, há cerca
da Bioeconomia, através da qual se pretende de quatro anos, por via do desenvolvimento
encontrar rotas alternativas à indústria de um projeto que usou diferentes biomassas
petroquímica; a resposta pode estar florestais residuais disponíveis em Portugal.
em produtos como a celulose, a hemicelulose Neste momento, o RAIZ está a testar
e a lenhina. Assente nesta estratégia estão e otimizar processos, já numa perspetiva
já projetos concretos, a serem implementados de desenvolvimento de uma unidade
aos dias de hoje, com o RAIZ à cabeça industrial.
e envolvido, por exemplo, no desenvolvimento
da biorrefinaria na indústria da pasta e papel, Aplicação: A
 partir de 2021 a UE impõe
sempre em parceria com outras entidades. incorporação obrigatória crescente
de biocombustíveis avançados
– de origem celulósica (2ª geração)
nos combustíveis petroquímicos.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 49


Corte transversal
de madeira
de Eucalipto (X40)
– Óleos essenciais procedimentos, processos e boas práticas
de inovação e que vem posicionar o RAIZ
Outros Com a recente mecanização da recolha num patamar de excelência nas áreas
projetos em de biomassa na floresta e algumas sinergias do Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia
desenvolvimento: nas fábricas de pasta, poderia ser possível e Conhecimento, passando a fazer parte
– Processos de dar uma nova relevância à indústria de óleos de um núcleo de organizações de elite ao nível
desconstrução da essenciais de eucalipto. Extraídos das folhas, mundial, com uma missão reconhecida
biomassa estes óleos têm aplicação em inúmeros pela Comissão Europeia de dinamização
– Compostos produtos farmacêuticos, na cosmética e nos dos ecossistemas de inovação regionais
bioativos a partir perfumes, em antissépticos, desinfetantes e nacionais, no domínio da Floresta e da
da biomassa e ambientadores. Bioeconomia.
florestal
– Prébioticos Aplicação: Cosmética e farmacêutica. Centro de Investigação
derivados da & Desenvolvimento da
madeira RAIZ recebe certificação Navigator implementa
– Espumas de europeia de Business metodologia com pedido
poliuretano a
partir da lenhina
Innovation Centre de patente submetida
– Nanoceluloses 2018 foi um ano de grande importância
e celulose para o RAIZ que depois de se constituir Reconhecido como entidade do Sistema
bacteriana membro associado do European Business Científico e Tecnológico Nacional e como
– Biossensores Network (EBN) em agosto de 2018 viu o seu Centro de Interface – Centro de Valorização
de papel trabalho distinguido ao receber a certificação e Transferência de Tecnologia, o instituto
de Business Innovation Centre europeu. RAIZ tem dedicado parte do seu trabalho
de investigação ao estudo sobre o impacto
Esta é a única certificação de inovação das plantações de eucalipto sobre os recursos
da Comissão Europeia, a nível mundial, que hídricos, o solo e a biodiversidade e em
reconhece organizações que implementam paralelo à IDI (Investigação, Desenvolvimento

50 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


e Inovação) em Bioeconomia. É através e desenvolvimento, e consiste em quatro Fique a saber
do RAIZ que a The Navigator Company passos sequenciais e interconectados: que…
materializa grande parte do seu investimento … a Bioeconomia
em investigação e desenvolvimento –p  ré-avaliação do programa aquando da sua tem potencial
na indústria da pasta e do papel a partir submissão; para criar
do eucalipto, trabalho consistente que ­– ponderação do incremento anual globalmente
promove a articulação entre a indústria e o dos indicadores-chave de avaliação 1 milhão de
meio académico. de desempenho para cada organização empregos
(score card); verdes até
2030.
Durante o ano de 2018, o RAIZ assumiu – avaliação do programa no seu términus e
também um conjunto de medidas no sentido – avaliação do impacto de todas as atividades
de melhorar e otimizar os seus processos de IDT (Investigação, Desenvolvimento
de trabalho, tomada de decisão e avaliação e Tecnologia) no médio-longo prazo, com
do impacto dos Programas de Inovação uma periocidade de 2,5-5 anos.
e Investigação Tecnológica nas Organizações.
Ainda dentro da área da Investigação
Resultante desse esforço, implementou uma & Desenvolvimento destaca-se o Projeto
nova metodologia com pedido de patente Inpactus, criado para o desenvolvimento
submetida pelo RAIZ também no ano passado de novos produtos, tecnologias e serviços
– multinível, dinâmica, flexível/ajustável nas áreas industriais de negócio da pasta,
e transversal, de gestão e de avaliação papel UWF, papel tissue e da biorrefinaria,
do valor criado por atividades de inovação, em conjugação com as Universidades O Inpactus é…
de investigação e de desenvolvimento, de Coimbra e de Aveiro e em parceria … “um passo em
capaz de identificar valor económico, ativos com diversas outras entidades do mundo direção a uma
intangíveis, antecipando e medindo eficiência científico e tecnológico nacionais Bioeconomia
e eficácia. Uma ferramenta diferenciadora e internacionais, projeto que envolve verde, global,
e que veio dar suporte aos gestores um investimento global de cerca de sustentável e
na tomada de decisão de forma a poderem € 15 milhões. Este Projeto, de enorme competitiva, em
focar-se nos projetos e atividades mais relevância pela sua dimensão, conta com Portugal, baseada
na indústria da
relevantes para a sua atividade operacional, uma vasta equipa e permite à Companhia
pasta e do papel
assente em análises e dados reais, avaliados prosseguir na linha de desenvolvimento
proveniente do
continuamente e conferindo a coerência de novos produtos com especial destaque eucalipto “, Carlos
necessária entre a estratégia corporativa e as para os da biorrefinaria. Pascoal Neto,
decisões a médio-longo prazo. diretor-geral do
RAIZ
A metodologia sustenta o papel
de liderança da estratégia corporativa nas
decisões de inovação, de investigação

O Inpactus em números
180 investigadores e técnicos das universidades, do RAIZ e da The Navigator
Company vão dedicar-se a tempo inteiro a este projeto

50 bolseiros € 2 milhões 50 conferências


de investigação serão contratados entre é o investimento direto da The Navigator serão realizadas ao longo da duração
os alunos das universidades envolvidas Company em equipamento, bolsas, do projeto
investigadores e “Cátedras Convidadas”
€ 15,3 milhões para o projeto 10 patentes
é o investimento global, para serão registadas pelo consórcio
um período de quatro anos 100 artigos científicos envolvido no projeto
serão publicados como resultado
€ 8,6 milhões do projeto ao fim dos quatro anos 17 doutoramentos
do investimento provém resultarão da investigação realizada
de financiamento público durante o projeto

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 51


6.3. CRESCIMENTO ORGÂNICO EM 2018

A Navigator registou um valor de investimento capacidade total de produção de 130 mil


global de € 216,5 milhões. O projeto de tissue toneladas de bobinas e de 120 mil toneladas
de Aveiro representou € 83,4 milhões, de converting (produto acabado). Esta
o aumento de capacidade da Figueira nova fábrica, dotada de ativos industriais
da Foz cerca € 37,3 milhões e o investimento de grande escala e sofisticação, beneficia
recorrente relativo aos negócios de pasta da integração a montante em pasta o que
e papel totalizou cerca de € 95,8 milhões. lhe possibilita obter vantagens competitivas
Neste último montante estão incluídos o valor ao nível dos custos de produção, utilizar
do projeto de reconversão da PM3 de Setúbal a pasta de eucalipto de elevada qualidade
(€ 8,2 milhões) assim como a capitalização produzida em Aveiro, e beneficiar também
de alguns custos relativos a paragens da localização junto do porto de Aveiro,
de produção e aos estragos do furacão Leslie que lhe permitirá vender os seus produtos
no Complexo Industrial da Figueira da Foz. em mercados mais distantes. O arranque das
diversas linhas de transformação aconteceu
Nova fábrica de tissue ao longo do segundo e terceiro trimestres,
em Aveiro tendo a linha doméstica iniciado produção
em maio e as linhas de guardanapos
A conclusão do projeto da nova fábrica e industrial em julho. A produção de bobinas
de tissue da Navigator em Aveiro representa iniciou a sua laboração em setembro,
uma etapa importante do desenvolvimento encontrando-se ainda numa fase
estratégico delineado pelo Grupo em 2015 de crescimento.
já que posiciona a Navigator como o terceiro
maior produtor ibérico de tissue, com uma

A Fábrica A Máquina
€ 125 milhões € 24 milhões 2,50 metros
– investimento feito na nova fábrica – investimento na máquina – largura padrão
de papel tissue em Aveiro de papel tissue das bobinas produzidas

34 000 m2 800 toneladas 40 bobinas


– área de edificação da unidade – peso – produção média diária
industrial num projeto com 188 mil m2 de papel tissue
36 metros
70 000 toneladas – comprimento 6 toneladas
– capacidade de fabricação papel tissue – peso médio de cada bobina
5,67 metros que sai da máquina
55 000 toneladas – largura máxima que cada bobina
– capacidade de transformação de papel pode ter 2 000 metros
papel tissue – papel produzido por minuto

140 postos de trabalho criados

Aumento de capacidade do Complexo Industrial da Figueira


de pasta na Figueira da Foz da Foz. Um dos objetivos foi melhorar
a eficiência do processo de produção
O ano de 2018 ficou marcado pela conclusão de pasta, com a redução do consumo
e arranque do projeto denominado PO3 específico de madeira e de químicos, assim
(Projeto de Otimização 3), de aumento como a implementação das melhores
da capacidade de produção de pasta práticas ambientais, nomeadamente com
na Figueira da Foz, que passou de uma a incorporação da deslinhificação por
capacidade nominal de 580 mil toneladas/ oxigénio e a consequente diminuição
ano para 650 mil toneladas/ano. Este de efluentes, e ainda um investimento num
projeto incluiu também um conjunto queimador de gases não-condensáveis
de importantes melhorias ambientais integrado na Caldeira de Recuperação,
com impacto significativo na globalidade com consequente redução ao nível dos

52 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


odores, para valores muito baixos e quase da componente ambiental constituem
impercetíveis. um claro alinhamento com o propósito
de combate às alterações climáticas desta
O Grupo contratou um empréstimo de instituição. O empréstimo contratado tem uma
€ 40 milhões junto do Banco Europeu maturidade de 10 anos a partir da sua emissão,
de Investimento para o financiamento tendo sido apenas emitido já em 2019.
deste projeto, cujos objetivos de aumento
de eficiência e de significativa melhoria

Furacão Leslie afeta laboração na Figueira da Foz


A passagem do Furacão Leslie Apenas o esforço e bom de paragem no Complexo Industrial
por Portugal, em outubro, acabou desempenho das equipas ali colocadas, da Figueira da Foz, colocando a linha
por provocar estragos no Complexo assim como o apoio e envolvimento de pasta e as máquinas de papel 1 e
Industrial da Figueira da Foz, resultando de várias equipas multidisciplinares 2 rapidamente a funcionar.
na falta de fornecimento de eletricidade, do Grupo, permitiram o início rápido
água e telecomunicações. A situação de todos os trabalhos necessários
levou à necessidade de se avançar com à reparação dos danos causados. Desta
a suspensão da laboração local. forma, foi possível minimizar o tempo

Reconversão da PM3 para altas O segmento das altas gramagens O Complexo


gramagens em Setúbal é complementar às gramagens Industrial da
de 60-120 g/m2, em particular no segmento Figueira da Foz
Já no 4º trimestre foi concretizado o projeto gráfico, e representa cerca de um terço passou de uma
de conversão da Máquina de Papel 3, do consumo de Folio UWF na Europa, e cerca capacidade de
no Complexo Industrial de Setúbal, de 7% do total de UWF. A produção própria produção de
capacitando-a para a produção de papel de altas gramagens permitirá à Navigator pasta nominal
de 580 mil
com gramagem entre 135 e 300 g/m2, explorar mais oportunidades de negócio
toneladas/ano
num investimento total de € 11,8 milhões. e é uma forma de complementar o portefólio
para 650 mil
A transformação da máquina de papel para atual com altas gramagens de qualidade, toneladas/ano,
a produção de altas gramagens implicou permitindo desenvolver a presença comercial ascendendo
a introdução de novos equipamentos da Navigator num nicho de mercado com agora a
e modificação de outros, de forma a garantir perspetivas de crescimento positivas. capacidade
a produção de papéis que se possam O objetivo é ter uma produção própria total do Grupo
posicionar no topo da qualidade no mercado de cerca de 35 mil toneladas em velocidade a 1,6 milhões de
das altas gramagens. de cruzeiro. toneladas.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 53


Moçambique assinado com o Governo de Moçambique,
o que até ao final do ano 2018 não se verificou.
A 9 de julho de 2018, a Portucel Moçambique
e o Governo de Moçambique assinaram Atendendo ao facto de não haver mercado
um memorando de entendimento ativo de madeira de eucalipto em Moçambique
(Memorandum of Understanding) em relação e de ainda não estarem criadas as condições
à reformulação do projeto de investimento, para o início da construção de uma fábrica
que passará a desenvolver-se em duas fases. de estilha foi registada uma imparidade
Num primeiro momento será criada uma relativa ao justo valor dos ativos biológicos
base florestal de cerca de 40 000 hectares, implantados na Zambézia, no valor
que garantirá o abastecimento de uma de € 6,7 milhões.
unidade (a construir) de produção de estilha
de madeira de eucalipto para exportação, Pese embora o MoU celebrado com
de cerca de 1 milhão de toneladas por ano, o Governo Moçambicano acima referido
num investimento global estimado de USD 140 prever um compromisso de “melhor esforço”
milhões. para a criação dessas condições até 31 de
dezembro último, tal não foi possível alcançar
Foi constituída uma equipa conjunta entre continuando ambas as partes a trabalhar
a Portucel Moçambique e o Governo para alcançar esse objetivo. Neste contexto,
para trabalhar com vista a assegurar a Navigator decidiu, face às condições atuais
o cumprimento das condições precedentes relevar de forma prudente, e para além
necessárias para avançar com o investimento, das respetivas imparidades, registar uma
onde se inclui o estabelecimento das provisão adicional de € 12 milhões nas suas
infraestruturas logísticas necessárias contas de final do ano de 2018, para fazer
à exportação de estilha. A primeira fase face ao atual cenário de desenvolvimento
do projeto está, portanto, condicionada do projeto.
à boa resolução das condições precedentes
identificadas no Memorando de Entendimento

6.4. NOVOS PROJETOS

…uma das Os últimos anos têm representado para Novos Produtos


possíveis a Navigator uma grande evolução não
utilizações do só no que respeita ao lançamento de novos A The Navigator Company tem uma larga
papel para saco produtos, introdução constante de inovação experiência na produção de papéis finos
produzido pela nos seus processos e equipamentos, de impressão e escrita, e de pasta de papel,
Companhia, são redefinição de uma cultura mais transversal mas também uma forte componente
os habituais e orientada para a excelência operacional de investigação e desenvolvimento que acaba
sacos de loja,
como também na forma como a Empresa por levar a Empresa a trabalhar na criação
que devem
se quer posicionar no mercado e no valor e lançamento de novos produtos.
assegurar um
que quer aportar para a economia. A aposta
peso máximo
para transporte em novos setores como a biotecnologia, Neste campo, o ano de 2018 ficou
de 15 kg. biorefinarias ou biocombustíveis são uma marcado pela grande aposta na produção
preocupação na atual estratégia da Empresa de papel para sacos. Este negócio surge
no momento de olhar o futuro. com a crescente necessidade que o mercado
apresenta de substituição dos tradicionais
Assente nesta estratégia estão projetos sacos de plástico por outros mais amigos
concretos a serem implementados já no início do ambiente. Neste sentido, a Navigator
de 2019 como acontece, por exemplo, com tentou perceber, em conjunto com a sua
a integração de uma indústria de bioetanol equipa, quais as características críticas
numa fábrica de celulose de eucalipto que para este tipo de aplicação num mercado
levará à primeira unidade de produção em crescimento, e descobrir onde poderia
de bioetanol em Portugal. É nesta o seu know-how acrescentar valor ao negócio.
diversificação de negócios que estará focada
a estratégia da Navigator nos próximos Os sacos de papel tradicionais são
anos, tirando partindo dos recursos naturais maioritariamente fabricados a partir de fibra
disponíveis para o desenvolvimento de novas longa (pinho) devido à sua resistência
áreas de produção e que ao mesmo tempo mecânica conhecida. Em oposição,
vêm dar resposta aos desafios ambientais a Navigator procurou inovar, recorrendo
e culturais que os dias de hoje nos colocam. ao know-how que detém, usando para

54 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


a produção do mesmo tipo de produtos a fibra tipo de características no seu papel para saco,
curta de eucalipto, igualando o papel para oferecendo um produto com resistências
sacos aos produtos já existentes no mercado mecânicas elevadas e com um maior valor
e com a mesma resistência mecânica, acrescentado ao nível da perceção visual – cor
mostrando uma vez mais a versatilidade e da qualidade. O branco característico dos
do Eucalyptus globulus a sua matéria-prima papéis de impressão e escrita da Navigator,
de excelência. replicado no papel para sacos, permite
explorar a imagem e os logos das marcas/
Tirando partido do seu conhecimento nas empresas que procuram este produto,
áreas de impressão office e offset, a The recorrendo à menor utilização de tinta
Navigator Company procurou explorar esse e de recursos.

Um Expresso em saco de papel


Embora tenha visto a luz do dia equipas, no sentido de se entregar destaque o cliente Calzedonia em Itália,
apenas no primeiro sábado de 2019, ao consumidor um produto com e a Zara em Espanha para além
o trabalho de parceria desenvolvido resistência e versatilidade. O primeiro de um vasto conjunto de outras marcas
entre a The Navigator Company e o saco de papel entregue contou com reconhecidas.
Expresso, para que este jornal ao fim a participação e o desenho da artista
de 26 anos fosse entregue num saco plástica Joana Vasconcelos.
de papel, vem de 2018. A mudança foi Mas outras são as parcerias que
antecedida de um trabalho colaborativo permitem à Empresa escoar o seu papel
entre as duas empresas e as suas para produção de sacos, merecendo

O papel como alternativa


Há uma procura cada vez maior Entre estas, contam-se:
por produtos alternativos ao plástico – Copos descartáveis em papel;
e o consumidor torna-se cada – Palhinhas;
vez mais exigente neste sentido. – Cotonetes;
As preocupações com as alterações – Chupa-chupas;
climáticas e de responsabilidade
para com o nosso planeta obrigam O desenvolvimento de novos usos
a uma tomada de posição por para o papel, com maior resistência
parte das empresas que têm uma mecânica, produzido a partir de uma
responsabilidade social e ambiental floresta com gestão sustentável,
de trazer para o mercado produtos depende apenas dos requisitos
alternativos e amigos do ambiente. do mercado. Na The Navigator
Company detemos o conhecimento e a
A procura de novos segmentos capacidade empreendedora, contando
de negócio é, por isso, um desígnio com o apoio do RAIZ, um parceiro
para 2019, tendo a Navigator fundamental para o desenvolvimento
começado já, no final de 2018, de produtos capazes de responder
a estudar algumas possibilidades. às exigências do mercado.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 55


56 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018
07
AS NOSSAS
PESSOAS

Responsabilidade Corporativa Navigator ganhou especial relevo ao longo


do último ano, tendo-se apostado numa
«Trabalhar na The Navigator Company forte estratégia de formação, num volume
é aprender a voar ao lado dos melhores total de 213 852 horas, como forma
profissionais do mercado.» de assegurar o desenvolvimento eficaz dos
recursos internos. Sendo este, claramente,
No âmbito da sua estratégia de renovação um desafio com impacto a médio e longo
da marca e adaptação constante prazo, o objetivo final da The Navigator
às necessidades do mercado em que Company passa por assegurar a criação de um
atua, a The Navigator Company tem vindo conjunto de pessoas disponíveis internamente
a desenvolver um conjunto de ações para funções críticas, sempre que isso for
e programas específicos nos quais as Pessoas necessário.
ocupam o papel central.
Novas oportunidades
Depois de um 2017 assumidamente centrado de emprego com negócio
na consolidação ao nível da nova identidade
de tissue em Aveiro
The Navigator Company, 2018 foi o ano
de aproximar ainda mais e integrar as pessoas A entrada da The Navigator Company
na cultura da Companhia. no negócio do tissue e a produção
da nova linha de produtos deste segmento,
Todo o trabalho desenvolvido em torno no Complexo Industrial de Aveiro em 2018,
da gestão de carreiras dos profissionais conduziu à necessidade de recrutamento

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 57


Antecipar de um elevado conjunto de profissionais lado, os prazos eram bastante exigentes
o perfil das qualificados e capazes de responder e a formação teve de ser planeada
pessoas e as às exigências que este complexo industrial e disponibilizada em tempo recorde.
necessidades trazia. Para colmatar esta realidade, foi
que a Empresa assegurado o recrutamento de mais de 100 Aveiro não foi o único local a receber
poderá vir a profissionais para a fábrica, na sua larga novos profissionais, sendo que, em toda
ter é o maior maioria associados às funções de técnicos a organização houve um volume elevado
estímulo que
operacionais, mas também vários quadros. de admissões decorrente da necessidade
temos pela
Neste campo, as dificuldades de recrutamento de recrutamento inerente ao programa
frente na
colocaram-se a dois níveis: porque se trata de rejuvenescimento, e também devido
Navigator.
de uma área onde existe elevada escassez a novas áreas que foram surgindo dentro
de recursos, tornou-se mais difícil arranjar da The Navigator Company.
profissionais com qualificações; por outro

58 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


O Universo Navigator em números *v
 alores referentes
ao universo
de colaboradores
de 3126, excluindo
Moçambique

3 282 Colaboradores
346 novos Colaboradores em 2018*
Diversidade de Género no Grupo:
2017 2018

86% de homens* 85% de homens*


14% de mulheres* 15% de mulheres*
Entre Quadros Médios e Superiores:

2017 2018

74% de homens 72% de homens


26% de mulheres 28% de mulheres
Colaboradores por Idade:

2018 12% < 30 anos; 56%/30-50 anos; 32% > 50 anos*


2017
10% < 30 anos; 56%/30-50 anos; 34% > 50 anos*
Distribuídos pelos seguintes Complexos Industriais/Operacionais:
Complexo Complexo Complexo Complexo Outros Escritórios Portucel
Industrial Industrial Industrial Industrial locais em de vendas Moçambique
da Figueira de Setúbal de Aveiro de Vila Portugal internacionais 156
da Foz 1147 460 Velha 216 88
1011 de Ródão
204

Diversidade de Género em Moçambique:

75% de homens 25% de mulheres


R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 59
Uma Empresa de referência e trainees. Sendo este um Programa
para trabalhar de recrutamento e desenvolvimento
profissional que permite à The Navigator
Por via do Programa Employer Branding, Company constituir um pool de talento
a Navigator esteve mais próxima das de suporte ao preenchimento futuro
universidades, marcando presença de posições críticas, os próximos passos
em praticamente todos os grandes eventos já estão traçados: reforçar a presença nos
realizados ao nível das áreas de Engenharia politécnicos e nas escolas técnicas de modo
e Gestão de modo a divulgar aos jovens a que a Navigator seja identificada como uma
estudantes os programas de estágios Empresa de referência para trabalhar.

Equipas mistas são mais


equilibradas
A paridade entre homens e mulheres um universo predominantemente
é um dos objetivos da The Navigator masculino. É estratégico para
Company, mas nem sempre fácil a Navigator continuar a contar com mais
de concretizar. A Empresa aposta mulheres nos seus quadros e de lhes
fortemente na criação de equipas mistas criar condições internas, num processo
que se revelam muito mais equilibradas, a longo prazo, para que estas possam
mas no momento de recrutar este é ainda crescer para funções de gestão.

Cultura e mobilização As Sessões de Desmultiplicação da Visão,


organizacional Missão e Valores, realizadas ao longo
de 2018, contaram com a participação
O ano de 2018 ficou marcado pelo de Colaboradores nacionais e dos escritórios
reforço da cultura e comunicação interna internacionais. Nesta primeira fase, foram
na The Navigator Company. Considerando trabalhados os valores da Confiança,
a importância da motivação e do sentimento Excelência e Sustentabilidade, bem como
de pertença dos seus Colaboradores, os respetivos comportamentos. Numa
a Companhia desenvolveu uma política segunda fase, serão trabalhados os restantes
de comunicação interna de proximidade, três valores: Liderança, Integridade
focada nas pessoas, em simultâneo e Empreendedorismo.
com a implementação de um conjunto
de programas para promoção do people Estas sessões foram concebidas para que
engagement. todos pudessem ter um tempo exclusivamente
dedicado ao conhecimento e interiorização
A Vivência da Visão, Missão e Valores é um dos valores da Navigator, num momento
claro exemplo da aposta da Navigator num de partilha de conhecimento e experiência
maior envolvimento dos seus Colaboradores. entre Colaboradores de várias geografias,
Este projeto, lançado em 2018, visa que funções e níveis hierárquicos.
todos possam conhecer e interiorizar
os valores que caracterizam a Companhia,
transportando-os para o seu dia-a-dia.

60 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Vivência dos valores
os resultados em 2018

As sessões decorreram
em 4 complexos industriais e na Base de Lisboa

Foram trabalhados três valores e os respetivos comportamentos:


Sustentabilidade, Confiança e Excelência

Realizadas O Programa contou


54 Sessões com um total de
2 204 participantes

Taxa de participação Taxa de Satisfação

82% 87%
18 Key Focal Points
dinamizaram as sessões

46 facilitadores

Voluntariado na Companhia
A dimensão social da The Navigator O Programa arrancou com duas Nesse sentido, em várias parcelas,
Company foi um dos eixos de melhoria edições piloto: a primeira decorreu junto à praia do Creiro, os voluntários
identificados pelos Colaboradores na Mata do Bussaco e consistiu retiraram da floresta aproximadamente
em 2018 que, associado à vontade interna no controlo de acácias, espécie invasora 3 toneladas de Senécio e 120 kg de lixo
de reforçar o envolvimento da Companhia que, depois dos incêndios florestais abandonado pelos veraneantes.
com as comunidades locais, conduziu e do abate de alguns pinheiros afetados O Love The Forest segue agora
à criação do Programa de Voluntariado pelo Nemátodo, tem vindo a crescer para 2019 com novas ações previstas,
Corporativo Love The Forest. Este espontaneamente na zona Centro de Norte a Sul do país, e onde
programa, para além de contribuir para do país. os Colaboradores da Navigator poderão
a consolidação da Responsabilidade O segundo local de intervenção foi fazer a diferença na defesa da floresta
Social da Navigator é, também, uma a Serra da Arrábida, onde os voluntários que é de todos.
forma de potenciar o sentimento fizeram a diferença no que se refere
de pertença e orgulho dos Colaboradores. à proteção da biodiversidade local.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 61


Love the Forest à lupa

Duas ações de voluntariado em 2018


Locais intervencionados: Mata do Bussaco e Serra da Arrábida

100 16
e coordenadores internos
voluntários envolvidos
(área florestal)

97% de satisfação

62 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Learning Center e supply chain), florestal, segurança
e onboarding, num total de 17 áreas distintas.
No quadro das ações em torno da formação
a Colaboradores da The Navigator Company, Mas este é também um passo em frente
o ano de 2018 ficou marcado pelo crescimento na digitalização da Empresa e na forma
do Learning Center. Estruturado por como aborda as novas tecnologias, já que
áreas de conhecimento, o projeto surge o Learning Center conta com um Portal
da integração da Academia de Gestão (que próprio, apresentado em 2018, que permitiu
visa o desenvolvimento de competências introduzir outras modalidades de formação
de gestão e liderança) com a Academia como o eLearning, o bLearning e o vídeo
Técnica (que visa o desenvolvimento Learning. Neste portal, acessível a todos
e a atualização das competências técnicas), os Colaboradores, cada funcionário tem
mas também pela tomada de consciência a possibilidade de aceder ao histórico
do envelhecimento da população e possível de formações, consultar o calendário
perda de conhecimento técnico nos disponível e marcar ações de particular
complexos industriais. interesse ou mesmo aprender, a qualquer hora
e em qualquer lugar, por via da versão mobile.
Assim, o Learning Center vem ajudar
a garantir a retenção do conhecimento O portal do Learning Center está também
técnico, a sistematização e a preparação disponível em inglês. Desta forma, o Learning
de conteúdos formativos e o desenvolvimento Center chega a todos os Colaboradores
de novas gerações de profissionais. Este da Empresa independentemente do local onde
projeto formativo está estruturado por se encontrem, desde os complexos industriais
áreas de conhecimento, entre as quais: até aos escritórios internacionais espalhados
gestão, liderança, comportamental, industrial pelo mundo.
(pasta, papel, tissue, energia e manutenção),
comercial (vendas, marketing, logística

Industrial Challenge prima pela abrangência


A antiga Semana da Formação Company contando então com um total ações de team building, visitas a viveiros
do Operador deu lugar ao Programa de 32 edições, só no ano passado, e ao Instituto de Investigação RAIZ,
Industrial Challenge que vem reformular e mais de 2 000 Colaboradores da área promovendo uma verdadeira partilha
por completo o primeiro. Em 2018, industrial envolvidos. de experiências e saberes. O Programa
este programa, que teve o seu início Muito associado a questões em torno segue em 2019, naquela que será a sua
em Setúbal, foi alargado aos quatro da Segurança, um dos pilares chave segunda edição.
complexos industriais da The Navigator da Navigator, foram realizadas várias

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 63


Learning Center 2018

N° Acções N° Participantes
de Formação

567 14 305
Volume de Formação (h)

202 962
N° Colaboradores N° médio de horas
envolvidos por Colaborador

3 070 65

Projecto de rejuvenescimento

Quatro funções críticas identificadas:


Operador de produção de pasta, Operador de produção de papel,
Técnico de manutenção mecânico e Técnico de manutenção elétrico;

Ações de formação específicas criadas em parceria com a Atech;

Duração da formação: 9 meses


Atribuição de bolsa pela The Navigator Company

50 jovens formados;
Taxa de retenção: superior a 90%

64 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Por um 2018 mais seguro plataforma para a respetiva gestão. Esta A Segurança em
– Programa Horizonte Seguro iniciativa teve como principal objetivo números:
assegurar a existência de equipamentos – 5934
2020 Safety Talks
que garantam a minimização dos
A par com a Saúde, a Segurança é uma das riscos inerentes às atividades realizados
maiores preocupações da Navigator no que da Navigator através da consciencialização – Mais de
respeita ao bem-estar dos seus Colaboradores de todos os Colaboradores no que respeita 2500 APPT’s
e foi nesse sentido que a equipa à importância destes suportes enquanto (Avaliação de
de Segurança da Navigator desenvolveu meio de proteção à sua segurança Perigo Pré-
em 2018 um conjunto de iniciativas no âmbito e integridade física. Para isso foi igualmente Tarefa)
do Programa Horizonte Seguro 2020, importante a partilha de informação sobre –4
3
com duas vertentes: Comportamental todos os EPI’s disponibilizados pela Empresa Compromissos
e Operacional. Com o objetivo traçado bem como a sua respetiva uniformização com a
no início do ano de redução do número com todas as vantagens ao nível Segurança
de acidentes, o Programa Horizonte Seguro da segurança e conforto dos Colaboradores.  ais de 11
–M
2020 deu lugar às seguintes ações: milhões
–A
 ssente no objetivo da Navigator “Zero de horas
– ‘Safety Talks’ e o ‘Momento de Segurança’, Acidentes”, 2018 fica também marcado pelo trabalhadas
que inicia todas as reuniões lançamento do ‘Pequeno livro dos grandes – Índice de
de Colaboradores (internos e externos). compromissos’ que visa o posicionamento frequência
Complementarmente a Empresa passou da Comissão Executiva e dos diretores global = 6
a colocar na Intranet várias sugestões de primeira e segunda linhas no que respeita
de temas que podem ser abordados nestes à Cultura de Segurança da Companhia.
Momentos de Segurança. Foi também Neste sentido, cada Administrador e Diretor
introduzida uma ‘Avaliação de Perigo identificou 3 compromissos para 2018/2019
Pré-Tarefa (APPT)’, permitindo que, antes que deram origem ao desenvolvimento deste
do início de cada operação, a equipa avalie livro distribuído por todos os Colaboradores.
os riscos e defina medidas que os minimize.
A par destas iniciativas foram ainda instalados
–F
 oi desenvolvido um procedimento outdoors e outros suportes de comunicação
para a ‘Gestão de Subcontratados’, com informação e sinalização, de forma
de forma a melhorar a sua performance a aumentar a visibilidade.
e compromisso com a Segurança.

–P
 aralelamente, a Empresa avançou com
a divulgação de um catálogo, em versão
impressa e digital, contendo informação
de todos os ‘Equipamentos de Proteção
Individual’ (EPI’s) bem como uma

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 65


Propriedade
da Companhia
a sul do país

66 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


08
RESPONSABILIDADE
SOCIAL
CORPORATIVA

O ano de 2018 marcou o 12.º aniversário Estas iniciativas assentam na estratégia que
da Política de Envolvimento com move hoje a The Navigator Company na sua
a Comunidade, um pilar fundamental da sua política de aproximação aos diferentes
Responsabilidade Social Corporativa. Desde stakeholders, e que se consubstancia num
2006 que a Companhia aposta num programa conjunto de projetos que abrangem desde
claro de cooperação, diálogo e apoio crianças em idade escolar a produtores
à comunidade envolvente, uma filosofia florestais ou à comunidade artística.
de atuação que ganha tanto mais importância
quanto a Navigator atravessa uma fase Ainda no âmbito de dar a conhecer a realidade Em 2018:
de crescimento para novas áreas de negócio. da Navigator em todas as suas vertentes, 2 902 visitantes.
a Empresa recebeu 2 902 visitantes, mais + 81% do que
Por acreditar que a Responsabilidade Social 81% que em 2017, inseridos no programa em 2017.
é, cada vez mais, um elemento relevante Navigator Tour – Programa que regularmente
da cultura empresarial e uma prioridade para abre as portas dos seus complexos industriais
o desenvolvimento do Grupo, a Navigator a públicos internos e externos.
levou a cabo em 2018 um conjunto de novas
iniciativas de âmbito social e educacional nas Num mundo em que o saber e a informação
regiões onde se situam os seus complexos são propagados à velocidade da Internet,
industriais e áreas florestais, apoiando projetos a Navigator tem conhecimento para partilhar,
e organizações ou partilhando conhecimento, tanto mais que a ausência de comunicação
nomeadamente no que diz respeito a boas é o atalho mais direto para as ideias
práticas florestais e princípios ambientais. pré-concebidas e o terreno mais fértil para
os equívocos. E não há comunicação sem
laços fortes e de confiança.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 67


Dá a Mão à Floresta, um projeto de continuidade
A The Navigator Company tem ambiental, sustentabilidade, amizade, de papel, bem como eventos
em curso o projeto Dá a Mão à Floresta, respeito, solidariedade e otimismo, em espaços comerciais, no Jardim
dirigido a um público-alvo entre está a disseminar valores em que Zoológico e no parque de Monsanto
os quatro e os dez anos de idade, acredita, procurando criar raízes para em Lisboa.
porque acredita que é o público a educação e consciencialização para Na vertente de comunicação, este
onde pode fazer a diferença, criando a sustentabilidade. projeto lançou uma revista mensal, com
bases para uma maior consciência Em 2018, o Dá a Mão à Floresta uma tiragem de 11 000 exemplares
ambiental. Ao sensibilizar as crianças promoveu ações de grande alcance que distribuídos em casa dos membros
para a necessidade de proteger se traduziram em múltiplas atividades do Clube, um blogue e, ainda, páginas
e valorizar a floresta nacional, de rua, roadshows nas escolas com de Facebook e de Instagram.
despertando valores de consciência espetáculos de teatro e marionetas

Principais números da iniciativa em 2018

mais de 9 000 crianças do 1.º ciclo do ensino básico.

#MYPLANET
Um projeto nascido em 2018 que e adoção de plantas. No final do ano,
comunica os valores de sustentabilidade o #MYPLANET estreou um programa
da The Navigator Company a um de televisão semanal, em nome próprio,
público adulto urbano através de uma num canal nacional, que conta histórias
mensagem de harmonia com a natureza, de quem abraçou uma vida mais
são os objetivos do projeto #MYPLANET. equilibrada. Lançou ainda o primeiro
Quisemos desacelerar e trazer número da revista #MYPLANET,
o ritmo e realidade do campo para de periocidade trimestral e de
a cidade, bem como moldar alguns distribuição gratuita, com artigos sobre
hábitos menos saudáveis. a importância de ter uma vida mais
Entre as atividades propostas equilibrada, e o website #MYPLANET
contam-se momentos de leitura, (www.myplanet.pt).
aulas de ioga, oficinas de artes

Principais números da iniciativa em 2018

cerca de 6 000 participantes.

68 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


8.1. MOÇAMBIQUE

No plano internacional, Moçambique é um família para reprodução e partilha das duas


dos mercados de aposta para o crescimento primeiras crias (180 famílias abrangidas).
do Grupo, através da Portucel Moçambique.
A empresa é detida pela The Navigator –S
 uporte à qualidade de vida das famílias,
Company e tem uma parceria com o Banco trabalhando-se em diferentes dimensões
Mundial, através do International Finance como a saúde, a escolaridade, os acessos
Corporation (IFC). O projeto tem beneficiado e outras variáveis que possam conferir
do know-how do IFC, internacionalmente maior qualidade de vida às populações
reconhecido como robusto para projetos envolvidas. Em 2018 foram entregues cerca
que envolvam acesso à terra e direitos de 1 500 lâmpadas solares com o objetivo
comunitários, sempre num contexto de sensibilizar para a utilização de energias
de desenvolvimento sustentável e inclusivo renováveis, ser fonte de iluminação, fornecer
com as comunidades. Esta parceria e a energia para carregar dispositivos como
aprendizagem do projeto sustentam uma um telemóvel e permitir que as crianças
dimensão socioeconómica de elevados estudem quando já não há luz solar. No final
padrões, no contexto das operações do Grupo de 2018, a extensão de estradas e caminhos
no país. reparados ou novos, da responsabilidade
da Portucel Moçambique, era superior
Assumindo-se como uma aposta de longo a 5 000 km.
prazo, que visa desenvolver uma importante
base florestal em Moçambique, o projeto O conjunto de realizações e benefícios Fique a saber
assenta num forte compromisso com da Portucel Moçambique abrangiam, que…
as comunidades locais, enquanto parte no final de 2018, mais de seis mil famílias …em 2018,
integrante do progresso económico e social nas áreas do projeto. Em 2018, o PDSP a Portucel
induzido diretamente e indiretamente pela procurou desenvolver o segundo e o terceiro Moçambique
empresa, na convicção de que apenas pilares, nomeadamente no que diz respeito contribuiu para
a partilha de valor tornará o projeto à introdução de espécies novas de cultivo, a abertura de
empresarial sustentável. Os estudos como a soja, produto com elevado valor 20 novos furos
de impacto ambiental e social realizados económico e muito mercado para explorar, de água e a
recuperação de
foram a base para definir as três prioridades à semelhança do que tinha já acontecido com
outros 20.
do Programa de Desenvolvimento Social o sésamo.
(PDSP), as quais são também oportunidades
de crescimento: Um dos projetos de destaque, no âmbito
do objetivo de gerar rendimento adicional,
–S
 egurança e diversidade alimentar, foi a introdução de colmeias junto às áreas
associadas a uma componente de geração de plantação de eucalipto. O desenvolvimento
de rendimento. Neste âmbito, e entre outras e valorização deste processo é assegurado
ações, a empresa distribuiu sementes através de uma parceria com uma empresa
melhoradas (cerca de 123 mil kg na do setor, que distribui as colmeias e assegura
campanha 2017/2018 – essencialmente a compra da produção do mel. A cada
milho e feijão), e deu formação em técnicas agregado familiar cabe a responsabilidade
de agricultura de conservação, que aumenta de supervisionar uma colmeia, recebendo,
a resiliência dos solos e a produtividade no final, um pagamento por cada quilo de mel
e melhora a segurança alimentar; foram produzido.
distribuídas 65 mil hastes de mandioca
(variedades resistentes a doenças comuns O objetivo é promover a autossuficiência para
e com maior produtividade). que as famílias possam vir a desenvolver esta
atividade de forma independente. De realçar
–O
 portunidades de crescimento que o mel da flor do eucalipto é uma
e fomento económico por via do apoio variedade bastante valorizada e cuja produção
à criação de condições para a valorização é ainda baixa.
e dinamização da economia local. Em 2018
foram lançados dois projetos piloto que No âmbito do Desenvolvimento Social,
visam gerar rendimento: montagem de 250 a Empresa estabeleceu como ação prioritária
colmeias visando a produção de mel com implementar um plano de abertura
escala comercial e formação de produtores e reparação de furos de água. Desde o final
de sementes para venda ao mercado. de 2017 foram abertos um total de 20
Foi ainda reforçado o programa iniciado furos de água e reparados outros 20 furos
em 2017 de distribuição de 3 cabritos por já existentes, na província da Zambézia.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 69


Tendo em vista uma utilização sustentável, Os parceiros de negócio são parte
a empresa promoveu a constituição de fundamental do trabalho desenvolvido pela
“comités de gestão da água”, os quais Portucel Moçambique, que procura privilegiar
ficam responsáveis por assegurar a gestão a contratação de empresas moçambicanas
responsável do uso, manutenção, limpeza e promover o desenvolvimento de capacidade
e saneamento, e realizou análises laboratoriais empreendedora a nível local. A Portucel
independentes que atestam a adequação Moçambique conta no seu portefólio com
da água para consumo humano. cerca de 550 fornecedores nacionais, aos
quais foram pagos cerca de USD 67 milhões
Trabalhadores e parceiros (cerca de € 60 milhões) desde 2010.
de negócio Em trabalho ocasional, a empresa investiu
já mais de USD 10 milhões (cerca
Ao nível dos Colaboradores da Portucel de € 9 milhões).
Moçambique, a empresa promove
a qualificação profissional e transferência Também as comunidades da área do projeto
de conhecimento para trabalhadores são parte desta estratégia, as quais têm
moçambicanos. Está prevista a criação a oportunidade de desenvolver pequenos
de 2 000 empregos na primeira fase e de negócios associados ao fomento agrícola
8 000 empregos na segunda fase do projeto, e à atividade da Portucel Moçambique, assim
em linha com o consenso internacional de que como podem associar-se ao fomento florestal,
cada 20 hectares de plantação originam que é uma das vertentes a desenvolver.
em média a criação de um posto de trabalho.

70 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


A Portucel Moçambique em números
PESSOAS

24 mil Número de famílias identificadas, no total,


a residir na área do projeto;

Seis mil Número de famílias já abrangidas por um conjunto alargado


de benefícios integrados no Programa de Desenvolvimento Social;

5 000 km Extensão de estradas e caminhos reparados ou novos,


da responsabilidade da Portucel Moçambique

TERRA

356 213 ha
Área total
concessionada:

173 327 ha 182 886 ha


na província
da Zambézia
na província
de Manica

200 ha Total de áreas novas plantadas na província


de Manica ao longo de 2018.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 71


Eucalipto
em floração nas
propriedades
da Empresa, são
um chamariz
para as abelhas
e agrada aos
apicultores

72 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


09
DESEMPENHO

9.1. GESTÃO DE RISCO

A Gestão de Risco é considerada pela à Empresa avaliar em permanência


Sociedade um processo central à sua a adequação do seu sistema de controlo
atividade. Está por isso implementado interno aos riscos entendidos em cada
um sistema de monitorização permanente momento como mais críticos.
da gestão de risco na Navigator, envolvendo
todas as unidades organizacionais, a Direção No exercício da sua atividade, o Grupo
de Gestão de Risco e o Conselho Fiscal. encontra-se exposto a uma variedade
de riscos económicos, financeiros e jurídicos,
Este sistema tem por base uma avaliação apresentando-se de seguida uma seleção dos
sistemática e explícita dos riscos de negócio principais riscos identificados:
por todas as direções organizacionais
do Grupo e a identificação dos principais
controlos existentes em todos os processos
de negócio. Uma base que permitirá

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 73


RISCO (SELEÇÃO NÃO EXAUSTIVA) DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Acidentes de trabalho industriais Risco de ocorrência de acidentes de trabalho, podendo resultar em lesões,
incapacidade ou fatalidades.
Aumento de custos de transporte Risco de aumento dos custos de transporte de pasta, papel ou tissue, podendo resultar
numa redução das margens de venda ou na necessidade de aumentar os preços de venda a
Clientes.
Aumento de procura de matéria-prima Risco associado ao aumento da procura de matéria-prima (madeira), devido à maior
(madeira) capacidade por parte de concorrentes, provocando um aumento dos preços de compra
de madeira e consequente aumento dos custos de produção.
Cambial Risco de variação da taxa de câmbio do Euro face a outras divisas, podendo afetar
significativamente os resultados do Grupo, tanto por via das receitas (vendas) como por via
dos custos (compras).
Consequências ambientais da atividade Risco de ocorrências com consequências ambientais adversas, direta ou indiretamente
imputados à atividade industrial, e que possam resultar no incumprimento de legislação
ambiental, insatisfação de Clientes e stakeholders, nomeadamente ao nível da comunidade
local.
Danos florestais Risco de danos florestais decorrentes de fenómenos naturais ou humanos, podendo pôr
em causa a quantidade de matéria-prima necessária à atividade do Grupo e consequente
acréscimo de custos ou perda de receita.
Deterioração regulatória da competitividade Risco de deterioração das condições de venda da energia produzida, determinadas em certa
do negócio energético medida pelo entorno regulatório; Volatilidade na regulamentação do setor pode levar de
forma repentina à perda (total ou parcial) da contribuição deste negócio para a rentabilidade
do Grupo.
Diminuição de procura de papel Risco associado a uma diminuição da procura dos produtos comercializados pelo Grupo,
por substituição tecnológica podendo resultar numa redução significativa das vendas.
Falha no abastecimento Risco de falhas no abastecimento de madeira, podendo resultar em paragens de produção
de madeira e consequente acréscimo de custos ou perda de receita.
Falhas de equipamentos Risco de falhas no funcionamento dos equipamentos de produção, podendo resultar em
paragens de produção e consequente acréscimo de custos ou perda de receita.
Falhas de segurança de informação Risco de ocorrência de falhas de segurança da informação, relacionadas com a
confidencialidade, disponibilidade e integridade da informação ao longo do seu processo de
captura, processamento, comunicação, armazenamento e destruição, potenciando situações
de perdas/fugas de informação, fraudes, descontinuidade das operações.
Falta de matéria-prima certificada Risco associado à incapacidade de obtenção de matéria-prima certificada, podendo resultar
numa perda de valor do produto final e consequentemente dos valores de vendas.
Fraude Risco de fraude nos processos com movimentação de valores para prejuízo do Grupo.
Gestão de fornecedores Risco de ineficiência na gestão do relacionamento com os fornecedores críticos para o
negócio, ou excessiva dependência destes e que comprometa a qualidade dos serviços
prestados, limite as operações do Grupo ou potencie ineficiências operacionais.
Incumprimento de legislação e regulamentação Risco de incumprimento da legislação fiscal, laboral, ambiental, contabilística ou outra e/ou
de regulamentação do setor. Incumprimento de normas contabilísticas.
Irregularidades em compras e pagamentos Risco de ineficiência ou inadequação do processo de compras de materiais ou serviços
críticos para o negócio, tendo como consequência ruturas de stock, perdas financeiras,
incumprimento de e para com fornecedores ou ocorrência de situações de fraude.
Ocorrência de incêndios ou outras catástrofes Risco de perda de ativos ou mesmo de danos pessoais por incêndios ou outros fenómenos
naturais naturais.
Perda de oportunidades de novos negócios/ Risco de não serem capturadas oportunidades no desenvolvimento de novos negócios,
produtos/processos produtos ou processos por via de ineficaz atividade de I&D ou de scouting tecnológico.
Perda de Produtividade Florestal Risco de poder não se conseguir atingir o potencial produtivo da estação por não aplicação
das melhores práticas silvícolas disponíveis.
Perdas em crédito a Clientes Risco dos créditos concedidos a Clientes, podendo resultar em valores incobráveis e
consequente acréscimo de custos.
Preço da pasta de papel Risco associado a flutuações do preço da pasta, podendo resultar em perdas para o Grupo.
Qualidade dos produtos Risco associado à qualidade dos produtos, podendo resultar em insatisfação por parte dos
consumidores e consequente quebra de vendas e perda de receita.
Redução do preço do papel Risco de pressões concorrenciais, podendo resultar numa quebra das vendas e da quota de
mercado.
Restrições ambientais à produção industrial Risco de ocorrência de restrições ambientais à produção industrial, podendo resultar em
alterações necessárias ao processo produtivo e consequente acréscimo de custos.
Restrições legais à produção florestal Risco de imposição de restrições legais à produção florestal, podendo resultar num
decréscimo da produção de matéria-prima e consequente aumento dos custos com a sua
aquisição.
Restrições legais às importações de papel Risco de restrição às importações de papel em países produtores através da implementação
de barreiras alfandegárias, podendo resultar numa redução de vendas.
Sustentabilidade da atividade florestal Risco de comprometimento da atividade futura da organização ou da sociedade e tecido
empresarial local, em geral, devido a uma utilização excessiva ou não racional dos recursos
naturais envolvidos na atividade florestal.

(…)

74 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


(…)
RISCO (SELEÇÃO NÃO EXAUSTIVA) DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Sustentabilidade da atividade industrial Risco de contaminação dos solos ou de emissões excessivas de gases nocivos para a
atmosfera, resultantes direta ou indiretamente do processo de abastecimento, saneamento
ou tratamento de resíduos sólidos urbanos (e.g. acidentes, avarias, técnicas utilizadas) ou
de causas naturais como cheias ou secas nos pontos de captação, ou acidentes graves de
poluição.
Variação de preços de energia Risco associado a alterações dos preços de compra e venda de energia, resultando em
acréscimos de custos e perdas de receita.

Muitos dos fatores de risco assinalados Por outro lado, as diversas áreas/
não são controláveis pelo Grupo, como direções beneficiam da gestão de risco
por exemplo fatores externos que podem através da possibilidade de antecipar
afetar fundamental e desfavoravelmente situações de incerteza, mitigando os riscos
o preço de mercado das ações da Navigator, de consequências adversas e potenciando
independentemente do desempenho os riscos que encerram em si oportunidades.
operacional e financeiro do Grupo. É ainda obtida uma maior e mais sustentada
capacidade de decisão do Grupo face
A gestão de risco representa para a Navigator a eventos de risco, respondendo de forma
um instrumento essencial para a tomada coordenada e integrada a riscos com causas,
de decisão através da permanente monitorização impactos ou vulnerabilidades que abranjam
dos riscos a que se encontra exposta. Neste mais do que uma área.
sentido, o Grupo opera tendo por base uma
cultura de risco que inclua quer uma perspetiva
de evitar como de assumir os riscos inerentes
à operação de uma forma positiva.

9.2. PROGRAMA DE OTIMIZAÇÃO E REDUÇÃO DE CUSTOS

A redução de custos assume na The Navigator O ano de 2018 foi de consolidação


Company uma dinâmica muito própria, e convergência. Nesse âmbito foi realizado
contando com uma estrutura interna que um investimento significativo de integração
dá corpo e vida a esta área. A redução entre o trabalho realizado no Programa
do desperdício e da criação de uma cultura M2 e a frente de Lean Management – focada
de redução de custos presente já no “modus na implementação de boas práticas de gestão
operandi” do Grupo há alguns anos surgiu operacional com recurso a metodologias
ao longo de 2018 suportada em três vetores: e instrumentos do Instituto Kaizen. O esforço
permitiu assegurar maior alinhamento,
– Excelência Operacional; capilaridade e capacidade de gerar valor.
–E xpansão do Ecossistema de parceiros para O principal foco de atuação foram as áreas
melhoraria da performance; industriais pela natureza dos processos,
–T ransformação do conhecimento relevância dos ativos e materialidade
em oportunidades de negócio; associada à intervenção.

Excelência operacional Assim, o exercício realizado de acordo com


as orientações da Comissão Executiva, permitiu
A The Navigator Company, embora criar um racional de definição de referenciais
sempre tenha investido fortemente mais rigoroso, desafiar a Companhia para
na otimização da sua atividade como identificar um mais ambicioso e amplo leque
fator de competitividade, tem desde 2015 de iniciativas estrategicamente alinhadas,
um Programa de Excelência Operacional definir ordem de mérito e criar condições
orientado para a redução sistemática para um acompanhamento sistemático
de custos e melhoria sustentada da sua da execução do programa a médio e longo
performance – o M2. Contemplou, durante prazo – horizonte a cinco anos. Para tal,
o ano de 2018, o desenvolvimento foi iniciado um exercício que se pretende
de mais de 150 projetos em diversas que seja sistemático, de comparação entre
áreas da Companhia, com impacto o desempenho da Companhia em cash costs
de aproximadamente € 21 milhões e os ativos considerados referência mundial
no resultado da operação. nesta dimensão.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 75


…em 2018, O balanço da implementação do programa como a segurança, a Internet das Coisas
o valor de em 2018 é extremamente positivo, pelos seus e o big data, são muitos os especialistas que
redução resultados, diversidade de oportunidades consideram estarmos às portas de uma nova
de custos de implementação endereçadas e, muito revolução industrial.
estrutural foi de relevante, envolvimento das equipas de toda
€ 21 milhões a Companhia na dinâmica de permanente Esta é uma nova forma de gerir a indústria
orientação para a eficiência e qualidade. Como e os processos de negócio, muito mais
instrumento de motivação dos Colaboradores, digitalizada e associada às potencialidades
foi também realizado um significativo trazidas pelas novas tecnologias em áreas
investimento na comunicação associada como a inteligência artificial e a robótica,
à Excelência Operacional, em canais e fóruns a mobilidade e as novas aplicações que daí
de grande visibilidade. derivam.

É ambição da The Navigator Company continuar A Navigator apesar de dispor de tecnologia


a investir nesta dimensão, pela definição de ponta consegue ainda retirar mais-valias
de referenciais de Excelência Operacional cada da Indústria 4.0 em toda a sua cadeia de valor,
vez mais exigentes e ambiciosos, criando valor nomeadamente no que toca a ganhos
para todos os seus principais stakeholders de eficiência e aumentos de produtividade.
– acionistas, Colaboradores e comunidades As novas tecnologias e a digitalização que
em que se insere. se impõe, permite à Companhia aumentar
o nível de excelência dos complexos
Indústria 4.0 industriais ao mesmo tempo que trabalha
numa clara melhoria dos processos de negócio
O conceito associado à Indústria 4.0 tem florestal e comercial.
vindo a ser desenvolvido ao longo dos
últimos anos em diversas vertentes.
Suportado em princípios como a capacidade
de operação em tempo real, a virtualização e a
descentralização e em pilares fundamentais

76 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Expansão do ecossistema –M
 anutenção preventiva: Na área Em parceria
de parceiros de prevenção, foi criado um algoritmo que com o Instituto
permite antecipar 10 dias um potencial Pedro Nunes, a
Com a criação de uma Direção Indústria problema de funcionamento de uma The Navigator
4.0 foi desenhado um roadmap definindo máquina. O impacto acaba por ser grande Company
os principais parceiros Navigator e tecnologias não apenas ao nível da mitigação dessa trabalhou
de referência. paragem, mas também no desenho de uma na mudança
dos ciclos
estratégia de manutenção pró-ativa.
de inovação,
A par com um conjunto de outras empresas
reforçando a
com as quais a Navigator trabalhou –M
 elhor serviço ao cliente: Foi criado intensidade
em parceria no ano de 2018, a IBM um algoritmo na frente de serviço ao cliente, e dedicação
desenvolveu quatro provas de conceito que permite aferir o momento da entrega das equipas
em áreas particulares, ajudando a perceber do produto; tendo como base do seu modelo internas.
onde poderia a tecnologia ser uma efetiva de trabalho o conceito make to order, este Uma farinha
mais-valia: algoritmo permite à The Navigator Company sem lactose
melhorar significativamente a relação com feita a partir
–P
 revisão de madeira disponível: Recorrendo o Cliente. da celulose
às potencialidades da análise avançada produzida pela
de dados, criou-se um algoritmo capaz Mais conhecimento, Navigator é
apenas uma das
de prever, com uma margem de erro melhor negócio ideias saídas
de 3%, a madeira disponível na empresa
ao longo dos próximos 12 meses. Sendo este Transformar o conhecimento destes ciclos de
inovação.
um recurso que tem um peso importante em oportunidades de negócio, cruzando
na estrutura de custos do Grupo, esta a inovação interna e o trabalho saído do RAIZ
iniciativa é de enorme importância já que consubstancia o terceiro pilar de 2018 ao nível
ajuda a reduzir o investimento em fundo da redução de custos. O resultado passou
de maneio. pela criação de uma nova direção denominada
Direção de Bioeconomia e Parcerias.
–T
 ornar o procurement mais eficaz:
Um segundo projeto abrangeu a frente Trata-se de dar corpo a toda a Inovação
de procurement para a qual foi desenvolvido existente dentro da The Navigator Company
um sistema que permite avaliar informação e transformá-la em oportunidades de negócio.
estruturada e não estruturada em diversas
fontes, e daí trazer conhecimento
para melhorar as condições negociais
da Empresa. O procurement representa
€ 250 milhões/ano na estrutura de custos
Navigator sendo que o conhecimento
disponível é crucial para uma maior
disciplina de compra.

Navigator em modo Simplex


Fevereiro de 2018 marcou o final Company poderá melhorar o seu de projetos enquanto outra tinha
da fase de análise referente ao Projeto trabalho, ultrapassando as dificuldades a ver com toda a questão de gestão
Simplex na Navigator, em parceria com referenciadas no Projeto Simplex. Uma orçamental e o tratamento de dados
uma consultora externa. Daqui nasceram destas iniciativas levou à criação de uma chave colmatando a ideia de que
um conjunto de iniciativas que procuram área de Project Management Office a Empresa é rica em dados, mas pobre
endereçar a forma como a The Navigator (PMO) com ferramentas de valorização no seu tratamento.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 77


9.3. FORNECEDORES

Do ponto de vista de fornecimento de madeira e levando de igual modo a alguma


de matérias-primas, o ano de 2018 especulação de preços.
caracterizou-se por uma grande pressão
ao nível dos produtos químicos justificado, Por forma a contrapor esta tendência
por um lado, pela implementação de políticas de mercado ao nível dos químicos, a Navigator
ambientais mais restritivas na China com implementou um projeto em conjunto com
repercussão significativa numa escassez o grupo Altri para a aquisição conjunta
de oferta de alguns produtos a nível global dos maiores produtos químicos de pasta,
e, por outro, por uma legislação europeia permitindo o aumento da nossa base
cada mais restritiva para a indústria química de fornecimento, o incremento da capacidade
levando a que fossem encerradas quatro de negociação através de um maior volume
unidades de produção de soda cáustica, por de compras e a otimização da estrutura
não conversão do processo de produção de custos fixos destes materiais. Foi assim
à base de mercúrio. formada e operacionalizada a empresa
PulpChem Logistics, A.C.E.
A conjugação destes fatores levou a um
desequilíbrio entre a oferta e a procura Ao nível da estrutura de base
de químicos e mesmo a alguma especulação de fornecimentos da Navigator,
de preços por parte de fornecedores, tendo a reestruturação ocorrida em finais
impactado diretamente os custos da atividade de 2017 e que levou à agregação das áreas
da Navigator. Também com um aumento de procurement com as compras de materiais
significativo de preços estiveram os nossos e serviços de produção e gestão de armazéns
combustíveis petroquímicos, diretamente na Direção de Materials Management
afetados pelos aumentos consecutivos (DMM), a base de fornecedores sob sua
no preço do petróleo que ocorreram ao longo responsabilidade alargou-se drasticamente
de 2018. Ao nível das paletes, destacamos permitindo uma melhor gestão destas áreas,
igualmente o impacto dos grandes incêndios numa lógica transversal à organização e de
ocorridos em 2017 nas áreas de pinho forma mais articulada.
da floresta portuguesa, criando incerteza
nos mercados consumidores deste tipo

Suplemento – SUPPLIER’S DAY


– “Collaboration to Innovate”
A iniciativa Supplier’s Day e matérias-primas/serviços industriais. a discussão com cada um dos seis
da Navigator realiza-se desde 2015 De salientar a forte presença dos parceiros e estabelecer, caso o projeto
com o objetivo de aproximar e envolver fornecedores de madeira, com uma fosse considerado apropriado, um plano
os seus principais parceiros e partilhar representação de cerca de 35% de concretização. Em 2018 foram
informação relevante da Companhia. do volume total de abastecimento implementados dois dos seis projetos
Com o mote “Collaboration em 2018, destacando-se a participação discutidos, um relativo à utilização
to Innovate”, o Supplier’s Day de 100% do mercado extra-ibérico. de camiões de transporte de papel
de 2018 contou com a participação Esta edição caracterizou-se por uma com maior capacidade, com redução
de 120 parceiros, representando participação ativa dos nossos parceiros significativa nas emissões de CO2,
um crescimento de 20% face à última no desenho de projetos inovadores. e o outro associado à otimização
edição. Uma vez mais o evento contou Foram propostos 22 projetos de rotinas de lubrificação nos complexos
com a presença de fornecedores de diferentes áreas, tendo sido industriais com o objetivo de evitar
das três principais áreas de compras selecionados 6 para discussão no dia erros.
da Navigator: madeira, logística do evento. O objetivo foi promover

78 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Purchase-to-Pay melhora de melhoria relativas ao ciclo integrado
processamento de faturas P2P. Um ciclo que vai desde a identificação
de necessidades ao pagamento da fatura
na Navigator
de um bem ou serviço em si.
O Projeto Purchase-to-Pay (P2P), desenhado
em conjunto pela The Navigator Company Foram assim definidas as principais categorias
e pela Deloitte, tem como objetivo principal cujos processos de Purchase-to-Pay são mais
a melhoria do processamento de faturas representativos e relevantes para a Navigator
dentro do Grupo, através de uma redução das e encontrados os principais pontos críticos
faturas em contabilização e de um melhor em cada uma delas; a partir daqui, a equipa
controlo de todo o processo P2P. de trabalho determinou os pontos de melhoria
em todo o processo.
Na realidade, e ao longo dos últimos
anos, o número de faturas em processo Estando o projeto ainda em curso,
de contabilização (backlog) sofreu os resultados atingidos são já importantes,
um aumento significativo, com a Navigator com uma redução no montante total
a tratar anualmente cerca 110 000 de faturas em contabilização na ordem
faturas. Nesse âmbito, a Empresa sentiu dos 45% e no tempo médio de resolução
necessidade de assegurar uma maior eficácia de situações pendentes de aproximadamente
em todo o processo, levando a NVG/Deloitte 90%. O projeto deverá terminar durante o ano
a trabalhar no sentido de identificar áreas em curso.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 79


Produto
acabado (tissue)
na unidade
de produção
de Aveiro

80 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


10
PROPOSTA
DE APLICAÇÃO
DE RESULTADOS

O Conselho de Administração propõe que os resultados líquidos das contas individuais,


no montante de € 228 252 756,82, apurados segundo o normativo IFRS, tenham a seguinte
aplicação:

– Dividendos às ações em circulação (*) € 200 003 438,93


(0,27943 €/ação)

– Para Resultados Transitados: € 5 249 317,89


– Participação dos Colaboradores (**) nos lucros do exercício até € 23 000 000

*o
 montante de ações próprias em carteira considerado na data de apresentação da presente proposta é de € 1 744 931; caso, à data
de pagamento, esse montante seja alterado, o valor global dos dividendos a pagar será ajustado, mantendo-se inalterado o valor
a pagar por ação.

** Em 2018, a participação dos Colaboradores nos lucros para o mesmo universo foi de € 17 197 556.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 81


Centro
de Investigação
– RAIZ

82 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


11
DECLARAÇÃO
A QUE SE REFERE
A ALÍNEA C) DO Nº 1
DO ARTIGO 245º
DO CÓDIGO
DOS VALORES
MOBILIÁRIOS

Dispõe a alínea c) do nº 1 do artigo 245º de contas da The Navigator Company S.A.,


do Código de Valores Mobiliários que cada todos relativos ao exercício de 2018 foram
uma das pessoas responsáveis dos emitentes elaborados em conformidade com as normas
deve fazer um conjunto de declarações contabilísticas aplicáveis, dando uma
aí previstas. No caso da Navigator foi adotada imagem verdadeira e apropriada do ativo
uma declaração uniforme, com o seguinte e do passivo, da situação financeira e dos
teor: resultados daquela sociedade e das empresas
incluídas no perímetro da consolidação,
Declaro, nos termos e para os efeitos previstos e que o relatório de gestão expõe fielmente
na alínea c) do n.º 1 do artigo 245.º do Código a evolução dos negócios, do desempenho e da
de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do posição daquela sociedade e das empresas
meu conhecimento, o relatório de gestão, incluídas no perímetro da consolidação,
as contas anuais, a certificação legal contendo uma descrição dos principais riscos
de contas e demais documentos de prestação e incertezas com que se defrontam.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 83


Considerando que os membros do Conselho só se considerou que estão compreendidos
Fiscal e o Revisor Oficial de Contas no conceito de “responsáveis do emitente”
subscrevem uma declaração equivalente os titulares dos órgãos sociais. Nos termos
no âmbito dos documentos que são da sua da referida disposição legal, faz-se a indicação
responsabilidade, a declaração independente nominativa das pessoas subscritoras e das
com aquele texto foi subscrita apenas pelos suas funções:
titulares do órgão de administração, pois

João Nuno de Sottomayor Pinto de Castello Branco


Presidente do Conselho de Administração

Diogo António Rodrigues da Silveira


Presidente da Comissão Executiva

Luís Alberto Caldeira Deslandes


Administrador não Executivo

António José Pereira Redondo


Administrador Executivo

José Fernando Morais Carreira Araújo


Administrador Executivo

Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos


Administrador Executivo

João Paulo Araújo Oliveira


Administrador Executivo

Adriano Augusto da Silva Silveira


Administrador não Executivo

Manuel Soares Ferreira Regalado


Administrador não Executivo

José Miguel Pereira Gens Paredes


Administrador Não Executivo

Paulo Miguel Garcês Ventura


Administrador Não Executivo

Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires


Administrador Não Executivo

Vitor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves


Administrador Não Executivo

84 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


A renovação
da floresta,
acontece nas
propriedades da
The Navigator
Company

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 85


Corpos Sociais

Em 31 de dezembro de 2018, os órgãos sociais da The Navigator Company S.A. eleitos para
o quadriénio 2015-2018 tinham a seguinte constituição:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL


Presidente
Francisco Xavier Zea Mantero
Secretário
Rita Maria Pinheiro Ferreira

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente
João Nuno de Sottomayor Pinto de Castello Branco
Vice-Presidentes
Diogo António Rodrigues da Silveira
Luís Alberto Caldeira Deslandes
Vogais
António José Pereira Redondo
José Fernando Morais Carreira de Araújo
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos
João Paulo Araújo Oliveira
Adriano Augusto da Silva Silveira
Manuel Soares Ferreira Regalado
José Miguel Pereira Gens Paredes
Paulo Miguel Garcês Ventura
Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires
Vitor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves

COMISSÃO EXECUTIVA
Presidente
Diogo António Rodrigues da Silveira
Vogais
António José Pereira Redondo
José Fernando Morais Carreira de Araújo
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos
João Paulo Araújo Oliveira

SECRETÁRIO DA SOCIEDADE
Efetivo
António Pedro Gomes Paula Neto Alves
Suplente
António Alexandre de Almeida e Noronha da Cunha Reis

86 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


CONSELHO FISCAL
Presidente
José Manuel Oliveira Vitorino
Vogais Efetivos
Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira
Maria da Graça Torres Ferreira da Cunha Gonçalves

COMISSÃO DE FIXAÇÃO DE VENCIMENTOS


Presidente
José Gonçalo Maury

Vogais
João Rodrigo Appleton Moreira Rato
Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses

REVISOR OFICIAL DE CONTAS


Efetivo
KPMG & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A., representada pelo Revisor
Oficial de Contas, Paulo Alexandre Martins Quintas Paixão, inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais
de Contas sob o n.º 1427KPMG & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A.,
representada pelo Revisor Oficial de Contas, Paulo Alexandre Martins Quintas Paixão, inscrito
na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 1427
Suplente
Vítor Manuel da Cunha Ribeirinho, inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n.º 1081.)

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Casca
de Eucalyptus
globulus

88 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


12
RELATÓRIO
DO GOVERNO
DA SOCIEDADE
2018

PARTE I – Informação sobre estrutura acionista,


organização e governo da sociedade

A . ES T R U T U R A A C I O N I S T A

I. ESTRUTURA DE CAPITAL

1. E
 strutura de capital (capital social, número realizado, composto exclusivamente por
de ações, distribuição do capital pelos um total de 717 500 000 ações ordinárias,
acionistas, etc.), incluindo indicação sem valor nominal, sendo iguais os direitos
das ações não admitidas à negociação, e deveres inerentes a todas as ações.
diferentes categorias de ações,
direitos e deveres inerentes às mesmas A totalidade das ações representativas
e percentagem de capital que cada do capital social da Sociedade
categoria representa (Art. 245.º-A, n.º 1, al. a)). encontram-se admitidas à negociação
no mercado regulamentado Euronext Lisbon,
O capital social da The Navigator Company, gerido pela Euronext Lisbon – Sociedade
S.A. é de 500 000 000 euros, integralmente Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 89


No final de 2018, a Sociedade realizou social da Navigator, foram identificados
uma nova análise da sua base acionista, e caraterizados cerca de 217 acionistas
identificando e caraterizando os seus institucionais, representando cerca de 21,4%
principais acionistas institucionais. do capital.

Para além da participação do Grupo Semapa, A composição acionista identificada foi


acionista maioritário com 69,4% do capital a seguinte:

Investidores Investidores Grupo


Particulares Institucionais Semapa
9,2 % 21,4 % 69,4 %

De acordo com esta nova caracterização, das ações eram detidas por investidores
e excluindo a participação do acionista institucionais com uma estratégia orientada
maioritário e as ações próprias, os acionistas para o Crescimento, existindo cerca de 17%
institucionais da Navigator são oriundos dos investidores com estratégia do estilo
maioritariamente da Europa, com destaque Fundos de Índice e 6% com estratégia do tipo
para os acionistas portugueses que detêm Valor. Investidores com estratégias do tipo
cerca de 30% das ações, existindo 14% Yield, Aggressive Growth e GARP (Growth
de acionistas oriundos de Espanha, cerca at a Reasonable Price) representavam apenas
de 7% com sede no Reino Unido, 5% cerca de 11% dos investidores.
na Alemanha, cerca de 4% em França
e 5% na Noruega. Os acionistas com base A distribuição geográfica e a caracterização
nos Estados Unidos representavam 17% dos do estilo de investimento dos acionistas
investidores institucionais identificados. institucionais caracterizava-se da seguinte
forma:
Adicionalmente, em termos de caracterização
do estilo de investimento, cerca de 65%

distribuição geográfica dos acionistas institucionais


França Reino Unido EUA
4% 7% 17 %

Noruega Alemanha Espanha Portugal


5% 5% 14 % 30 %

Resto
do Mundo
0,5 %

Caracterização do estilo de investimento:


Tipo de estratégia
GARP Value
4% 6%

Yield Aggressive Index Growth


2% Growth 17 % 65 %
5%
Deep
Value
1%

90 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


2. Restrições à transmissibilidade das ações, A Sociedade e algumas subsidiárias são
tais como cláusulas de consentimento para parte de alguns contratos de financiamento
a alienação, ou limitações à titularidade e de operações de emissão de dívida que
de ações (Art. 245.º-A, n.º 1, al. b)). estabelecem cláusulas de manutenção
de controlo acionista pela SEMAPA
As ações representativas do capital social – Sociedade de Investimento e Gestão,
da Navigator são livremente transmissíveis. SGPS, S.A., e preveem a possibilidade
de ser solicitado o reembolso antecipado
3. N
 úmero de ações próprias, percentagem do empréstimo em caso de alteração
de capital social correspondente do controlo acionista, de acordo com a prática
e percentagem de direitos de voto a que normal de mercado.
corresponderiam as ações próprias (Art.
245.º-A, n.º 1, al. a)). 5. R
 egime a que se encontre sujeita
a renovação ou revogação de medidas
Em 31 de dezembro de 2018, a Navigator defensivas, em particular aquelas que
era detentora de 864 049 ações próprias, prevejam a limitação do número de votos
correspondentes a 0,12048% do seu capital suscetíveis de detenção ou de exercício
social e a 864 049 direitos de voto. por um único acionista de forma individual
ou em concertação com outros acionistas.
4. A
 cordos significativos de que a sociedade
seja parte e que entrem em vigor, sejam Não existem no seio da Sociedade
alterados ou cessem em caso de mudança medidas defensivas, em particular que
de controlo da sociedade na sequência prevejam a limitação do número de votos
de uma oferta pública de aquisição, bem suscetíveis de detenção ou de exercício por
como os efeitos respetivos, salvo se, pela um único acionista de forma individual ou em
sua natureza, a divulgação dos mesmos for concertação com outros acionistas.
seriamente prejudicial para a sociedade,
exceto se a sociedade for especificamente 6. A
 cordos parassociais que sejam
obrigada a divulgar essas informações por do conhecimento da sociedade e possam
força de outros imperativos legais conduzir a restrições em matéria
(art. 245.º-A, n.º 1, al. j)). de transmissão de valores mobiliários ou
de direitos de voto (art. 245.º-A, n.º 1, al. g)).
A Sociedade não é parte de acordos
significativos que entrem em vigor, sejam A Sociedade não tem conhecimento
alterados ou cessem em caso de mudança da existência de qualquer acordo parassocial
de controlo da sociedade na sequência que possa conduzir a restrições em matéria
de uma oferta pública de aquisição. de transmissão de valores mobiliários ou de
direitos de voto.

II. PARTICIPAÇÕES SOCIAIS E OBRIGAÇÕES DETIDAS

7. Identificação das pessoas singulares com indicação detalhada da percentagem


ou coletivas que, direta ou indiretamente, de capital e de votos imputável e da fonte
são titulares de participações qualificadas e causas de imputação.
(art. 245.º-A, n.º 1, als. c) e d) e art. 16.º),

Participações qualificadas calculadas nos termos do artigo 20. 0


do Código dos Valores Mobiliários em 20 de novembro de 2018
Entidade IMPUTAÇÃO N.º DE AÇÕES % CAPITAL % DE DIREITOS DE VOTO
NÃO SUSPENSOS

Semapa – Soc. de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. Direta 256 034 284 35,6842% 35,7086%
Seinpar Investments B.V. Indireta através 241 583 015 33,6701% 33,6931
da Sociedade
Dominada
Total imputável à SEMAPA 497 617 299 69,3543% 69,4017%

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 91


8. Indicação sobre o número de ações 10. Informação sobre a existência de relações
e obrigações detidas por membros dos significativas de natureza comercial entre
órgãos de administração e de fiscalização. os titulares de participações qualificadas
[NOTA: a informação deve ser prestada de forma a dar
e a sociedade.
cumprimento ao disposto no n.º 5 do art. 447.º CSC]
Em 1 de fevereiro de 2013 foi celebrado
António José Pereira Redondo: 6 000 ações um contrato de prestação de serviços entre
Adriano Augusto da Silva Silveira: 2 000 ações a Semapa – Sociedade de Investimentos
e Gestão, SGPS, S.A. e a Navigator nos termos
9. Poderes especiais do órgão do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 495/88 de
de administração, nomeadamente no que 30 de dezembro, tendo o Conselho Fiscal,
respeita a deliberações de aumento após uma prévia avaliação de eventuais
do capital (art. 245.º-A, n.º 1, al. i)), com contingências, se pronunciado favoravelmente.
indicação, quanto a estas, da data em que
lhe foram atribuídos, prazo até ao qual O referido Contrato fixa um sistema
aquela competência pode ser exercida, de remuneração baseado em critérios
limite quantitativo máximo do aumento equitativos que não originam carga
do capital social, montante já emitido burocrática para as outorgantes nas
ao abrigo da atribuição de poderes e modo referidas relações contínuas de colaboração
de concretização dos poderes atribuídos. e assistência, assegurando a máxima
objetividade na fixação da remuneração
Os Estatutos da Sociedade não autorizam e respeitando as regras aplicáveis às relações
o Conselho de Administração a tomar comerciais entre as sociedades do mesmo
deliberações que aprovem aumentos grupo. Em 2018 o valor da prestação
de capital. de serviços deste contrato foi € 9 038 268,00.

B . Ó RG Ã O S SO CI A I S E CO M I S S Õ ES

I. ASSEMBLEIA GERAL

A) C
 O M P O S I Ç ÃO DA M E SA impostos para o exercício do direito
D A A S S E M B L E I A G E R A L* de voto ou sistemas de destaque
de direitos de conteúdo patrimonial
11. Identificação e cargo dos membros (Art. 245.º-A, n.º 1, al. f));
da mesa da Assembleia Geral e respetivo
mandato (início e fim). 12.1. Exercício do direito de voto.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral A Sociedade entende que não existem, no seu
é o Dr. Francisco Xavier Zea Mantero, seio, limites ao exercício do direito de voto por
sendo as funções de secretário da Mesa parte dos seus acionistas.
da Assembleia Geral desempenhadas pela
Dr.ª Rita Maria Pinheiro Ferreira. Não existem no âmbito da Sociedade
mecanismos que tenham por efeito provocar
Os membros da Mesa da Assembleia Geral o desfasamento entre o direito ao recebimento
foram eleitos para um mandato com início de dividendos ou à subscrição de novos
em 1 de janeiro de 2015 e termo em 31 valores mobiliários e o direito de cada ação
de dezembro de 2018. ordinária.

B) E
 X E R C Í C I O D O D I R E I TO Com efeito, de acordo com os Estatutos,
D E VOTO a cada ação corresponde um voto e para que
a Assembleia Geral possa reunir e deliberar
12. Eventuais restrições em matéria de direito em primeira convocação é indispensável
de voto, tais como limitações ao exercício a presença ou representação de acionistas
do voto dependente da titularidade de um que detenham pelo menos metade do capital
número ou percentagem de ações, prazos social mais uma ação.

* ao longo do ano de referência

92 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Por outro lado, os Estatutos não preveem que assim, a referência à data do registo das
os votos não sejam contados acima de um mencionadas ações; essas comunicações
determinado limite, não existido categorias podem, igualmente, ser remetidas por
de ações sem voto. correio eletrónico para o endereço referido
na convocatória.
12.2. E
 xercício do direito de voto por
correspondência ou por via eletrónica. Adicionalmente, os acionistas que, a título
profissional, detêm ações em nome próprio
Os Estatutos da Sociedade permitem também mas por conta de clientes e que pretendam
que o exercício do direito de voto seja feito votar em sentido diverso com as suas
por correspondência ou por via eletrónica, ações, para além da declaração de intenção
estando todos os procedimentos necessários de participação na Assembleia Geral
para o fazer devidamente explicitados e do envio, pelo respetivo Intermediário
na convocatória da Assembleia Geral. Financeiro da informação sobre o número
de ações registadas em nome do seu cliente,
A consideração dos votos por devem apresentar ao Presidente da Mesa
correspondência ou por via eletrónica fica da Assembleia Geral, no mesmo prazo
dependente de os acionistas que recorram indicado no parágrafo anterior, e com recurso
a tal mecanismo fazerem prova da sua a meios de prova suficientes e proporcionais,
qualidade de acionistas, nos termos gerais. (i) a identificação de cada cliente e o número
Só serão tidos em consideração os votos de ações a votar por sua conta e, ainda,
recebidos até o dia anterior ao da Assembleia (ii) as instruções de voto, específicas para
Geral, inclusive. cada ponto da ordem de trabalhos, dadas
por cada cliente. Os acionistas podem ainda
Os acionistas podem encontrar na página fazer-se representar, na Assembleia Geral,
da internet da Navigator por quem entenderem, podendo, para
(http://www.thenavigatorcompany.com/) o efeito, obter um formulário de procuração
os modelos necessários para o exercício através da página da Sociedade na Internet
do direito de voto por correspondência ou por (http://www.thenavigatorcompany.com/)
via eletrónica. ou mediante solicitação na sede social.

12.3. P
 articipação e representação Sem prejuízo da regra da unidade de voto
na Assembleia Geral. prevista no artigo 385.º do Código das
Sociedades Comerciais, qualquer acionista
A participação na Assembleia Geral pode nomear diferentes representantes
depende da comprovação da qualidade relativamente às ações que detiver
de acionista com direito de voto até à data em diferentes contas de valores mobiliários.
de registo, correspondente às 0 horas (GMT)
do 5.º (quinto) dia de negociação anterior Os instrumentos de representação voluntária
ao da realização da Assembleia Geral, dos acionistas, quer sejam pessoas singulares
correspondente à data de registo. ou coletivas, deverão ser entregues
ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
O acionista que pretende participar para que sejam recebidos até cinco dias
na Assembleia Geral da Sociedade antes da data da Assembleia Geral, podendo,
deve transmitir essa intenção, através igualmente, ser remetidos por correio
de comunicações dirigidas, respetivamente, eletrónico.
ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral
e ao Intermediário Financeiro onde a conta Não existem restrições adicionais em matéria
de registo individualizado esteja aberta, o mais do exercício do direito de voto, já que
tardar, até ao dia anterior à data de registo, a participação e o exercício do direito de voto
ou seja, até ao dia anterior ao 5.º (quinto) na Assembleia Geral não são prejudicados
dia de negociação anterior ao da realização pela transmissão de ações em momento
da Assembleia Geral. posterior à data de registo, nem dependem
do bloqueio das mesmas entre esta data e a
O Intermediário Financeiro tem de enviar data da Assembleia Geral.
ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
até ao final do 5.º (quinto) dia de negociação Tendo em conta os mecanismos
anterior ao dia da realização da Assembleia de participação e votação em Assembleia
Geral, a informação respeitante ao número Geral, supra referidos, a Sociedade cumpre
de ações registadas em nome do acionista plenamente a Recomendação n.º I.1 do Código
cuja intenção de participação na Assembleia do Governo das Sociedades da CMVM, quer
Geral lhe tenha sido comunicada e, bem ao promover a participação acionista, através

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 93


do voto eletrónico, por correspondência e por 14. Identificação das deliberações acionistas
representante nomeado com procuração que, por imposição estatutária, só podem
outorgada nos termos legais e estatutários ser tomadas com maioria qualificada, para
acima descritos, quer pelo facto de a cada além das legalmente previstas, e indicação
ação corresponder um voto, nos termos dos dessas maiorias.
Estatutos.
Os Estatutos da Sociedade não contêm regras
13. Indicação da percentagem máxima dos específicas quanto ao quórum deliberativo
direitos de voto que podem ser exercidos nas Assembleias Gerais, pelo que se aplicam
por um único acionista ou por acionistas na íntegra os preceitos legais previstos
que com aquele se encontrem em alguma no Código da Sociedades Comerciais.
das relações do n.º 1 do art. 20.º.

Não existem normas estatutárias que


estabeleçam regras a este respeito.

II. ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO

(Conselho de Administração, Conselho a proposta aprovada pela Assembleia Geral.


de Administração Executivo e Conselho Geral Ou seja, a competência para a designação
e de Supervisão) dos Administradores (bem como do Órgão
de Fiscalização) pertence aos acionistas.
A ) CO M P O S I Ç ÃO *
A Assembleia Geral que elege os membros
15. Identificação do modelo de governo do Conselho de Administração designa
adotado. o respetivo Presidente, podendo também
eleger Administradores suplentes até
A Sociedade adotou estatutariamente ao limite fixado por lei. Não estando fixado
um modelo de gestão monista, ou seja, com expressamente pela Assembleia Geral
um Conselho de Administração composto o número de Administradores,
por membros Executivos e Não Executivos entender-se-á que tal número é o dos
e um Conselho Fiscal, nos termos do disposto Administradores efetivamente eleitos.
na alínea a) do n.º 1 do artigo 278.º do Código
das Sociedades Comerciais. Os Estatutos preveem, todavia, que
um Administrador possa ser eleito
16. Regras estatutárias sobre requisitos individualmente se existirem propostas
procedimentais e materiais aplicáveis subscritas e apresentadas por grupos
à nomeação e substituição dos membros, de acionistas, contanto que nenhum desses
consoante aplicável, do Conselho grupos possua ações representativas de mais
de Administração, do Conselho de vinte por cento e de menos de dez por
de Administração Executivo e do Conselho cento do capital social. O mesmo acionista não
Geral e de Supervisão (art. 245.º-A, n.º 1, pode subscrever mais do que uma lista. Cada
al. h)). Política de Diversidade. proposta deverá conter a identificação de, pelo
menos, duas pessoas elegíveis. Se existirem
De acordo com os Estatutos, os órgãos sociais várias propostas subscritas por diferentes
da Sociedade são constituídos pela Assembleia acionistas ou grupos de acionistas, a votação
Geral, pelo Conselho de Administração, pelo incidirá sobre o conjunto dessas listas.
Conselho Fiscal e por um Revisor Oficial
de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais Encontra-se, ainda, estabelecido
de Contas. Compete à Assembleia Geral eleger estatutariamente que o Conselho
os Administradores, os membros do Conselho de Administração pode delegar a gestão
Fiscal e o Revisor Oficial de Contas corrente da Sociedade num Administrador
ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. ou ainda numa Comissão Executiva composta
por três a nove membros.
O Conselho de Administração é composto
por um número de membros, entre três Na eventualidade de falta ou impedimento,
e dezassete, eleitos pela Assembleia Geral temporário ou definitivo, do Presidente
de acionistas. Os Administradores, nos do Conselho de Administração, este irá
termos da lei e dos Estatutos, são eleitos para providenciar a sua substituição, designando
o Conselho de Administração de acordo com outro vogal no seu lugar.

94 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Todavia, a falta definitiva, por qualquer do grupo em que se insere a Navigator,
motivo, de Administrador eleito para com concentração da estrutura de capital
o cargo de Presidente com o perfil num grupo de natureza familiar e membros
adequado ao exercício dessas funções, nos de conselhos de administração comuns
termos da regra acima descrita, determina a várias empresas relacionadas, entende
a obrigação de uma nova eleição pela a Administração que o juízo sobre as opções
Assembleia Geral que designará o Presidente de composição dos órgãos sociais deve ser
do Conselho de Administração. remetida para os acionistas.

No que respeita à elaboração de uma política 17. C


 omposição, consoante aplicável,
de diversidade, a Navigator optou por não do Conselho de Administração,
proceder a uma aprovação formal da mesma, do Conselho de Administração Executivo
tendo esta opção sido fundada num conjunto e do Conselho Geral e de Supervisão, com
de circunstâncias legais e operacionais e não indicação do número estatutário mínimo
na convicção de que não é positiva a diversidade e máximo de membros, duração estatutária
no âmbito dos respetivos órgãos sociais. do mandato, número de membros efetivos,
data da primeira designação e data
Na verdade, embora não exista uma política do termo de mandato de cada membro.
de diversidade nem requisitos e critérios
formalmente adotados relativamente ao perfil Tal como já referido, os Estatutos
de novos membros dos órgãos societários, da Sociedade definem que o Conselho
no sentido de ser adequado às funções de Administração integra três a dezassete
a desempenhar, reconhece a Sociedade membros e que os seus mandatos são
que os atributos individuais, tais como de quatro anos e renováveis. Em 29 de abril
a competência, a independência, a integridade de 2015, a Assembleia Geral da Sociedade
de carácter, a disponibilidade e a experiência aprovou deliberação que elegeu os membros
e, bem assim, os requisitos de diversidade, do Conselho de Administração da Sociedade
contribuem para a melhoria do desempenho para o quadriénio de 2015-2018.
dos órgãos sociais.
Assim, em 31 de dezembro de 2018,
Por força do sistema legislativo português que o Conselho de Administração integrava
remete para os acionistas a composição dos treze membros – um Presidente, dois
órgãos das sociedades e da própria natureza Vice-Presidentes e dez Vogais.

Nome DATA DA PRIMEIRA DESIGNAÇÃO


E DATA DO TERMO DE MANDATO

Pedro Mendonça de Queiroz Pereira (2004 - 2018)


João Nuno de Sottomayor Pinto de Castello Branco (2015 - 2018)
Diogo António Rodrigues da Silveira (2014 - 2018)
Luís Alberto Caldeira Deslandes (2001 - 2018)
António José Pereira Redondo (2007 - 2018)
José Fernando Morais Carreira de Araújo (2007 - 2018)
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos (2015 - 2018)
João Paulo Araújo Oliveira (2015 - 2018)
Adriano Augusto da Silva Silveira (2007 - 2018)
José Miguel Pereira Gens Paredes (2011 - 2018)
Manuel Soares Ferreira Regalado (2004 - 2018)
Paulo Miguel Garcês Ventura (2011 - 2018)
Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires (2015 - 2018)
Vítor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves (2015 - 2018)

O Senhor Pedro Mendonça de Queiroz A composição do Conselho de Administração


Pereira cessou o exercício de funções como está livremente disponível para consulta
Presidente do Conselho de Administração, por na página de Internet da Sociedade, em
óbito ocorrido em 19 de agosto de 2018. http://www.thenavigatorcompany.
com/Investidores/Governo-da-
Sociedade#modulo878.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 95


18. Distinção dos membros executivos e não Os membros executivos do Conselho
executivos do Conselho de Administração de Administração pertencem à Comissão
e, relativamente aos membros Executiva e estão identificados infra no ponto
não executivos, identificação dos 28, sendo os restantes membros não
membros que podem ser considerados executivos. Não obstante, o Senhor Pedro
independentes, ou, se aplicável, Mendonça de Queiroz Pereira, Presidente
identificação dos membros independentes do Conselho de Administração da Sociedade
do Conselho Geral e de Supervisão. e até ao respetivo óbito, em 19 de agosto
de 2018, mantinha uma significativa
18.1. A independência dos membros proximidade às decisões relevantes
do Conselho Geral e de Supervisão e dos da atividade corrente da Sociedade.
membros da Comissão de Auditoria
afere-se nos termos da legislação Tendo ainda em conta o perfil, a idade,
vigente e, quanto aos demais membros o percurso e a experiência profissional
do Conselho de Administração, e a integridade dos membros desse
considera-se independente quem não órgão, consideramos que a Sociedade
esteja associado a qualquer grupo tem um número de administradores não
de interesses específicos na Sociedade executivos adequado à natureza e dimensão
nem se encontre em alguma circunstância da Sociedade, nomeadamente atendendo
suscetível de afetar a sua isenção à sua natureza familiar, à estabilidade
de análise ou de decisão, nomeadamente da respetiva estrutura de capital,
em virtude de: e à complexidade dos riscos inerentes
à sua atividade e suficiente para assegurar
a. Ter sido Colaborador da Sociedade com eficiência as funções que lhes estão
ou de Sociedade que com ela se encontre cometidas, garantindo a efetiva capacidade
em relação de domínio ou de grupo nos de acompanhamento, supervisão, fiscalização
últimos três anos; e avaliação da atividade dos membros
executivos.
b. T
 er, nos últimos três anos, prestado
serviços ou estabelecido relação comercial De acordo com os termos referidos no ponto
significativa com a Sociedade ou com 18.1 supra, os membros não executivos
Sociedade que com esta se encontre do Conselho de Administração acima
em relação de domínio ou de grupo, identificados não podem ser considerados
seja de forma direta ou enquanto sócio, independentes.
administrador, gerente ou dirigente
de pessoa coletiva; Todavia, os Administradores Não Executivos,
embora não sendo independentes de acordo
c. Ser beneficiário de remuneração paga pela com os critérios supra, reúnem a necessária
Sociedade ou por Sociedade que com ela idoneidade, experiência e competência
se encontre em relação de domínio ou de profissional comprovada o que permite
grupo além da remuneração decorrente enriquecer e otimizar a gestão da Sociedade
do exercício das funções de administrador; numa ótica de criação de valor, bem
como assegurar uma efetiva a defesa dos
d. V
 iver em união de facto ou ser cônjuge, interesses de todos os acionistas e acautelar
parente ou afim na linha reta e até uma fiscalização e avaliação da atividade
ao 3.º grau, inclusive, na linha colateral, dos Administradores Executivos de forma
de administradores ou de pessoas isenta, imparcial, independente e objetiva
singulares titulares direta ou indiretamente e, em simultâneo, a inexistência de conflitos
de participação qualificada; de interesses entre o interesse e posição
do acionista e a Sociedade.
e. S
 er titular de participação qualificada
ou representante de um acionista titular O Regulamento da Comissão Executiva,
de participação qualificada aprovado pelo Conselho de Administração,
estabelece o regime de atuação dos
Em 31 de dezembro de 2018 e à data, cinco Administradores Executivos. Por outro lado,
membros do Conselho de Administração o Regulamento do Conselho de Administração
exercem funções executivas e formam uma (artigo 24.º) regula o exercício de outras
Comissão Executiva, que foi eleita e cujos funções administrativas em entidades fora
poderes foram delegados pelo Conselho do grupo empresarial em que se enquadra
de Administração, e oito dos Administradores a Sociedade, por Administradores Executivos
exercem funções não executivas. e Não Executivos.

96 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


19. Q
 ualificações profissionais e outros Diogo António Rodrigues da Silveira
elementos curriculares relevantes Diogo da Silveira tem um Diplôme
de cada um dos membros, consoante d’Ingénieur, pela Ecole Centrale de Lille,
aplicável, do Conselho de Administração, em França (1984), foi Research Scholar
do Conselho Geral e de Supervisão e do na Universidade de Berkeley, UC, nos
Conselho de Administração Executivo. EUA (1984), e tem um MBA pelo INSEAD,
em França (1989). Iniciou a sua atividade
Pedro Mendonça de Queiroz Pereira profissional no Grupo Technicatome/
Pedro Queiroz Pereira frequentou o curso AREVA, em França em 1984, tendo passado
geral dos liceus em Lisboa e o Instituto a integrar o grupo industrial japonês Shin Etsu
Superior de Administração. Entre 1975 e 1987 Handtotal, em 1985. Ingressou na McKinsey
residiu no Brasil, período durante o qual & Company em 1989, onde integrou o setor
exerceu cargos de administração em diversas das instituições financeiras, desempenhou
sociedades ligadas às áreas da indústria, funções de consultoria no escritório Ibérico
comércio, turismo e agricultura. De regresso (4 anos) e de França (5 anos) e foi Partner,
a Portugal, continuou a exercer cargos entre 1996 e março de 1998. Em 1998 passou
de administração em diversas sociedades a Administrador Executivo e Group CFO
controladas pela família Queiroz Pereira. da Sonae Investimentos, tendo assumido
Em 1995, com a expansão dos interesses as funções de Chief Operating Officer
da família Queiroz Pereira para a indústria da Sonae Distribuição entre 1998 e 1999.
cimenteira, passou a exercer funções Assumiu funções de CEO da Novis Telecom
de Presidente do Conselho de Administração e Vogal da Administração da Sonaecom entre
na Secil e na Semapa, e também como 1999 e 2001 e de CEO da Isoroy, do Grupo
CEO da última, tendo deixado de exercer Sonae Indústria, entre junho de 2001 e março
as funções de Presidente da Comissão de 2005. Posteriormente, foi CEO da ONI
Executiva da Semapa em julho de 2015. entre março de 2005 e fevereiro de 2007.
Desde 2004, exerceu igualmente funções Exerceu o cargo de Chief Operating Officer
de Presidente do Conselho de Administração do Banif, entre abril de 2007 e janeiro de 2008,
da The Navigator Company. e entre fevereiro de 2008 e março de 2014 foi
Presidente da Comissão Executiva da Açoreana
João Nuno de Sottomayor Pinto Seguros. É Vice-Presidente do Conselho
de Castello Branco de Administração e Presidente da Comissão
João Castello Branco é licenciado Executiva da Sociedade desde abril de 2014.
em Engenharia Mecânica pelo Instituto
Superior Técnico e tem um Mestrado Luís Alberto Caldeira Deslandes
em Gestão pelo INSEAD. Exerce, desde Luís Deslandes é Engenheiro Químico
julho de 2015, funções como Presidente pelo instituto Superior Técnico de Lisboa
da Comissão Executiva da Semapa, tendo e Engenheiro Cervejeiro pelo Institut Supérieur
sido, até essa data, Sócio Diretor da McKinsey D’Agronomie de Louvain. Iniciou a carreira
& Company – Escritório Ibéria. Ingressou em 1966 na Sociedade Central de Cervejas,
na McKinsey em 1991, onde desenvolveu a sua onde foi Diretor Industrial até 1975. Foi
atividade num número variado de indústrias, Vice-Presidente da Central de Cervejas
tendo servido algumas das instituições entre 1975 e 1978, Administrador Delegado
líderes, tanto em Portugal, como em Espanha. da CICER, entre 1976 e 1980, e Presidente
Trabalhou também nesses setores na Europa, Executivo da Central de Cervejas entre 1979
América Latina e Estados Unidos. Liderou e 1980. Assumiu as funções de Presidente
vários trabalhos na McKinsey sobre Executivo da Portucel entre 1980 e 1983
competitividade, produtividade e inovação, e Presidente do Conselho de Administração
tanto em Portugal, como em Espanha. Executivo da Soporcel entre 1984 e 1990. Foi
Previamente a integrar a McKinsey, trabalhou Presidente do Conselho de Administração
no centro de desenvolvimento de motores Executivo da SAL – Sociedade da Água
da Renault, em França. Em 2017, foi designado do Luso entre 1984 e 1989. Entre 1990 e 2001
vogal do Conselho Geral da AEM – Associação foi Administrador Delegado da Soporcel.
de Empresas Emitentes de Valores Cotados É Membro honorário do ACFPI (FAO) –
em Mercado. Exerce ainda, desde 2015, cargos Advisory Committee on Sustainable Forest
de administração na The Navigator Company – based Industries. Foi Presidente da ACEL,
e na Secil, tendo sido designado Presidente da CELPA, da Câmara de Comércio Luso-
do Conselho de Administração das mesmas, -Chinesa, da CEPAC – Groupement des
no final do ano de 2018. Celluloses e Presidente do CEPI entre 1998
e 2000. Foi ainda membro da direção da CIP
– Confederação da Indústria Portuguesa
e do Conselho de Administração da Bolsa

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 97


de Valores de Lisboa. É Vice-Presidente e tem um MBA pelo INSEAD (1996). Iniciou
no Conselho de Administração da Sociedade a carreira profissional na McKinsey & Company
The Navigator Company, S.A. desde 2001 em 1993 e até março de 2015 foi Senior
tendo exercido, também desde 2001, diversos Partner (Diretor) e líder da Prática de Energia,
cargos de administração em sociedades Commodities & Indústria do Escritório
do Grupo Navigator. da Ibéria da McKinsey & Company. Foi
também membro do Comité de Liderança
António José Pereira Redondo da Prática Global de Energia, Commodities
António Redondo é licenciado em Engenharia & Indústria da McKinsey & Company e líder
Química pela FCT da Universidade de Coimbra do Client Committee da Prática Global
(1987), frequentou o 4.º ano de Gestão de Energia/Utilities da McKinsey & Company.
de Empresas da Universidade Internacional, Assumiu funções de Administrador Executivo
e tem um MBA com especialização da Sociedade em abril de 2015.
em Marketing pela Universidade Católica
Portuguesa (1998). Ingressou na Soporcel João Paulo Araújo Oliveira
em 1987 e até dezembro de 1998 exerceu João Paulo Oliveira é licenciado
diversas funções nas áreas técnica, produção em Engenharia de Produção Industrial
e de marketing e direção comercial na Faculdade de Ciências e Tecnologia
na Soporcel. Foi Diretor de Marketing da Universidade Nova de Lisboa (1988) e tem
da Soporcel entre janeiro de 1998 e dezembro um MBA em Engenharia Comercial e Gestão
de 2002, tendo assumido funções como AEP – ESADE, Espanha (1994). Iniciou a sua
Diretor Comercial do Grupo Navigator (então carreira no grupo Bosch em 1989. Entre 1994
designado Grupo Portucel Soporcel) entre e 1996 foi Diretor Industrial da Bosch na China.
janeiro de 2003 e março de 2007. É membro Posteriormente, esteve envolvido no projeto
da Comissão Executiva da Sociedade desde de aquisição de uma empresa no Chile
abril de 2007. e assumiu também funções na operação
do Grupo Bosch em França e na Alemanha.
José Fernando Morais Carreira de Araújo Entre 2002 e 2015, foi Administrador Delegado
Fernando Araújo tem um bacharelato da Bosch Termotecnologia S.A. Nos últimos
em Contabilidade e Administração pelo 8 anos em que integrou o Grupo Bosch foi
Instituto Superior de Contabilidade Presidente da Unidade de Negócio de Água
e Administração do Porto (ISCAP – 1986) e um Quente do Grupo, cujo centro de competência
Curso de Estudos Superiores Especializados mundial está centralizado em Aveiro. Foi
em Controle Financeiro pelo Instituto Superior presidente da Câmara de Comércio e Indústria
de Contabilidade e Administração do Porto Luso-Alemã entre 2009 e 2012. Acumula
(ISCAP – 1992). É Revisor Oficial de Contas ainda os cargos de membro do Conselho
desde 1995. Tem uma Licenciatura em Direito Geral da Universidade de Aveiro, Membro
pela Universidade Lusíada do Porto (2000). do Conselho Consultivo da AICEP e membro
É Pós-Graduado em Contabilidade Financeira do Conselho de Supervisão da Fraunhofer
Avançada (ISCTE – 2002/2003), Pós- Institute em Portugal. É Administrador
-Graduado em Direito Fiscal pela Faculdade Executivo da Sociedade desde julho de 2015.
de Direito de Lisboa (FDL – 2002/2003)
e Pós-Graduado em Corporate Governance Adriano Augusto da Silva Silveira
pelo Instituto Superior de Economia Adriano Silveira é licenciado em Engenharia
e Gestão de Lisboa (ISEG – 2006/2007). Química pela Universidade do Porto. Iniciou
Concluiu um MBA em Corporate Reporting a carreira no Serviço de Estudos do Ambiente,
no INDEG – IUL em 2016. Iniciou a carreira tendo integrado a Empresa Nacional
profissional em 1987, na Sportrade, de Urânio (1979) e a Empresa Minas de Jales
tendo assumido funções de responsável (1983). Ingressou na Soporcel em 1983,
de contabilidade da Eurofer entre 1988 e 1991. onde desempenhou diversas funções com
Entre 1991 e 2001 exerceu funções na área responsabilidade nas áreas da recuperação
da fiscalidade na KPMG, tendo sido Senior de energia, produção de pasta e de papel,
Tax Manager entre 1993 e 2001. Foi Diretor gestão de projetos, manutenção e engenharia.
de Fiscalidade e Contabilidade da Secil, É membro do Conselho de Administração
entre 2001 e 2005, da SEMAPA entre 2002 da Sociedade desde 2007, tendo sido
e 2006, e da Sociedade entre 2006 e 2007. Administrador Executivo entre abril de 2007
É Administrador Executivo da Sociedade e julho de 2015.
desde abril de 2007.
José Miguel Pereira Gens Paredes
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos José Miguel Paredes licenciou-se em
Nuno Santos é licenciado em Engenharia Economia pela Universidade Católica
Civil pelo Instituto Superior Técnico (1993) Portuguesa e iniciou a sua atividade

98 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


profissional em 1985, na Direção Geral Secretário da Sociedade da Semapa.
de Concorrência e Preços. Nos anos seguintes, De 2005 a 2007 exerceu funções de Vogal
exerceu funções na transportadora Rodoviária do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem
Nacional, na Trader Interbiz, na Direção dos Advogados. Desde 2006, exerce funções
de Crédito Externo da Companhia de Seguros de Administrador Executivo na Semapa
de Crédito Cosec, no Departamento e em diversas sociedades com esta
Comercial e na Tesouraria/Sala de Câmbios relacionadas. Em 2007, foi ainda designado
do Generale Bank Sucursal em Portugal, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia
e no Departamento Financeiro da United Geral da REN (cargo que exerceu até final
Distillers em Portugal. Assumiu em 1994 de 2014) e das Infraestruturas de Portugal.
funções de Diretor Financeiro da Semapa e de Desde 2011 e 2012, respetivamente, exerce
outras sociedades com esta relacionadas. Foi cargos de administração na The Navigator
Administrador executivo da Enersis, empresa Company e na Secil. Em 2014 foi designado
que operava na área das energias renováveis Vogal do Conselho Geral da AEM – Associação
e que era detida pelo Grupo Semapa. Exerceu de Empresas Emitentes de Valores Cotados
funções de Representante das Relações em Mercado, funções que exerceu até ao final
com o Mercado da Semapa desde 2004 de 2016, tendo em 2017 sido designado
e até 2018 e é, desde 2006, Administrador membro da Direção da mesma Associação.
Executivo da Semapa. Assumiu em 2008 É desde 2018 Administrador da Sonagi.
funções de administrador na ETSA sendo
Presidente do Conselho de Administração Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires
dessa Sociedade desde 2010. Desde 2011 Ricardo Pires é licenciado em Administração
e 2012, respetivamente, exerce cargos e Gestão de Empresas pela Universidade
de administração na The Navigator Company Católica Portuguesa, detém uma
e na Secil. É desde 2018 Administrador especialização em Corporate Finance pelo
da Sonagi. ISCTE e um MBA em Gestão de Empresas pela
Universidade Nova de Lisboa. Iniciou a sua
Manuel Soares Ferreira Regalado carreira na área de consultoria de gestão,
Manuel Regalado é licenciado em Finanças, entre 1999 e 2002, primeiro na BDO Binder
pelo Instituto Superior de Economia e Gestão e posteriormente na GTE Consultores. Nos
(ISEG) de Lisboa (1972) e concluiu o Senior anos de 2002 a 2008 exerceu funções
Executive Programme da London Business na Direção de Corporate Finance do ES
School (1997). Iniciou a carreira profissional Investment, onde executou diversos projetos
em 1971, tendo, entre esse ano e 1984, de M&A e mercado de capitais nos setores
exercido diferentes funções de auditoria de Energia, Pasta e Papel e Food&Beverages.
interna, planeamento e controlo de gestão Colabora desde 2008 com a Semapa,
e análise de projetos de investimento. Entre inicialmente como Diretor de Planeamento
1984 e 1994, e 1998 e 2004, exerceu cargos Estratégico e Novos Negócios e depois,
de administração e gestão em entidades a partir de 2011, como Chefe de Gabinete
com atuação em diferentes sectores, do Presidente do Conselho de Administração.
designadamente na banca, seguros, indústria É desde 2014 Administrador Executivo
e energia, como a Edinfor, COSEC, IAPMEI, da Semapa, exercendo ainda funções noutras
Hidroelétrica de Cahora-Bassa e Banco BPI sociedades com esta relacionadas. Desde
(em Portugal, África e América Latina). 2015, exerce cargos de administração na The
Entre 1994 e 1998 integrou o Conselho Navigator Company e na Secil. É desde 2017
de Administração da Portucel, tendo CEO da Semapa Next.
igualmente feito parte dos órgãos sociais
da INAPA e CELPA. É membro do Conselho Vítor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves
de Administração da The Navigator Company Vítor Novais Gonçalves é licenciado em Gestão
desde 2004, tendo sido Administrador de Empresas pelo ISC-HEC, em Bruxelas,
Executivo até 2016. e tem mais de 30 anos de experiência
profissional com responsabilidades de gestão
Paulo Miguel Garcês Ventura executiva nos sectores de Produtos
Miguel Ventura é licenciado em Direito de Consumo, Telecomunicações e Financeiro.
e completou os Cursos do INSEAD IEP ‘08Jul, Iniciou a sua atividade profissional em 1984
COL ‘15Dec e Governance Programmes na Unilever como Management Trainee
em 2018. Iniciou a sua atividade profissional e posteriormente como Gestor de Produto
de Advogado em 1995. A partir de 1997, e Gestor de Mercado. De 1989 a 1992 exerceu
desempenhou funções nas Mesas das funções no Citibank Portugal, como Gestor
Assembleias Gerais de diversas sociedades de Negócios na área de Capital de Risco,
participadas pela Cimigest, pela Sodim tendo sido responsável pela área de Corporate
e pela Semapa, e foi ainda designado Finance e membro do Management

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 99


Committee. Entre 1992 e 2000, na área Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, João
financeira do Grupo José de Mello, foi Nuno de Sottomayor Pinto de Castello
Administrador em várias empresas e, Branco, José Miguel Pereira Gens Paredes,
entre outros, Diretor Geral da Companhia Paulo Miguel Garcês Ventura, Ricardo Miguel
de Seguros Império. Entre 2001 e 2009 dos Santos Pacheco Pires eram também
exerceu funções na área de telecomunicações Administradores da acionista SEMAPA.
do Grupo SGC como Administrador O Administrador Vítor Manuel Galvão Rocha
da SGC Comunicações responsável pelo Novais Gonçalves era também representante
Desenvolvimento Internacional de Negócios. da ZOOM LUX S.À.R.L., Sociedade que teve
É Administrador, entre outras, da Zoom uma participação qualificada na Navigator até
Investment, da Semapa e da The Navigator novembro de 2018.
Company.
21. O
 rganogramas ou mapas funcionais
20. Relações familiares, profissionais relativos à repartição de competências
ou comerciais, habituais e significativas, entre os vários órgãos sociais, comissões
dos membros, consoante aplicável, e/ou departamentos da Sociedade,
do Conselho de Administração, incluindo informação sobre delegações
do Conselho Geral e de Supervisão e do de competências, em particular no que
Conselho de Administração Executivo se refere à delegação da administração
com acionistas a quem seja imputável quotidiana da Sociedade.
participação qualificada superior a 2% dos
direitos de voto. Os organogramas e mapas funcionais relativos
à repartição de competências entre os vários
Entre os membros do Conselho órgãos sociais, comissões e departamentos
de Administração da Sociedade, ao longo da Sociedade encontram-se representados
do ano de referência, os Administradores em baixo.

100 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Organograma das comissões
no seio da Sociedade

Conselho
de Administração

Mesa
Secretário Comissão Assembleia da Assembleia
da Sociedade de nomeados Geral Geral

Comissão
Conselho
ROC de Fixação
Comissão Comissão do Fiscal
de Vencimentos
de ética Governo Societário

Comissão
Forúm
de acompanhamento
de sustentabilidade
do fundo de pensões

Comissão de análise
Conselho
e acompanhamento
Ambiental
de riscos patrimoniais

Comissão
Executiva

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 101


Estrutura Organizacional
da Sociedade

Comissão
Executiva
Diogo da Silveira
António Redondo
PORTUCEL Fernando Araújo
Moçambique João Paulo Oliveira Chefe do Gabinete
João Lé Nuno Santos do CEO
Paulo Silva António da Cunha Reis

Relações com
investidores
Joana Lã Appleton

Área Área Área Área


Investigação Florestal Tissue Industrial

Instituto de Investigação Direção Gestão Florestal Direção Comercial Tissue Direção Industrial
da Floresta e Papel Nuno Neto Nuno Anjo e Silva de Setúbal
Carlos Pascoal Neto José Nordeste

Direção Abastecimento Direção de Operações


de Madeira de Tissue Direção Industrial
Hermano Mendonça José Miranda* da Figueira da Foz
Pedro Matos Silva

Direção Industrial
de Aveiro
João Paulo Oliveira

Direção Central
de Energia
Guilherme Pedroso
Centro Fabril Tissue Centro Fabril Tissue Direção Supply Chain
V. V. Rodão Aveiro Tissue
Joaquim Belfo Paulo Santos Fernando Gaga
Direção Ambiente
e Energia
Óscar Arantes

Direção Central
Técnica
Carlos Brás

* Até 31 de Dezembro de 2018

102 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Área Área
Comercial Corporativa

Direção Marketing Direção Comercial Pasta Direção de Gestão de Risco Direção Serviços Jurídicos
António Quirino Soares José Tátá Anjos Gonçalo Veloso de Sousa António Neto Alves

Direção Logística Direção de Comunicação Direção Financeira


Direção Comercial Papel
Gonçalo Vieira e Marca Manuel Arouca
Rui Pedro Batista

Direção de Controlo
Direção Técnica
Direção de Gestão do Talento de Gestão
de Produto
e Desenvolvimento João Escobar Henriques
Vitor Crespo Organizacional
Paula Castelão

Direção de Processos
e Sistemas de Informação
Direção Gestão de Pessoas
Adriano Serrano
João Ventura

Direção Vendas Europa Direção Vendas Direção Supply Chain Direção Contabilidade
Vitor Coelho Internacional Eduardo Veiga Direção Inovação e Fiscalidade
Mário França e Consultoria Interna
Carla Guimarães
Miguel Faria

Seguros – Empremédia
Direção Business
Alexandra Fernandes
Development
Vasco Ferreira

Direção de Materials
Pedro Sousa
Direção Sustentabilidade
António Porto Monteiro

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 103


C O M I S S Ã O E X E C U T I VA b) P
 ropor ao Conselho de Administração,
os orçamentos de exploração e os planos
Tal como referido, com referência de investimento e desenvolvimento a médio
a 31 de dezembro de 2018 e atualmente, e longo prazo, e executá-los após a sua
a Comissão Executiva é composta por cinco aprovação;
membros, que dividem entre si a seguinte lista
de pelouros: c) A
 provar alterações orçamentais no ano
social, incluindo transferência entre centros
Diogo António Rodrigues da Silveira: de custo, desde que em cada ano, não
– Direção de Gestão de Risco ultrapassem os vinte milhões de euros;
– Direção Comunicação e Marca
– Direção de Gestão do Talento d) A
 provar contratos de aquisição de bens
e Desenvolvimento Organizacional ou de serviços cujo valor global em cada
– Direção Gestão de Pessoas ano não ultrapasse vinte milhões de euros;
– Direção Inovação e Consultoria Interna
– Direção Business Development e) Aprovar contratos de financiamento,
– Direção Sustentabilidade solicitação de garantias bancárias,
– Relações com Investidores ou assumir quaisquer outras
responsabilidades que representem
António José Pereira Redondo: acréscimo de endividamento, de valor
– Direção Comercial Pasta globalmente inferior em cada ano a vinte
– Direção Comercial Papel milhões de euros;
– Direção Marketing
– Direção Logística f) Adquirir, alienar ou onerar bens do ativo
– Direção Técnica de Produto imobilizado da Sociedade até ao valor
individual de cinco por cento do capital
José Fernando Morais Carreira de Araújo: social realizado;
– Direção Serviços Jurídicos
– Direção Financeira g) T
 omar ou dar de arrendamento quaisquer
– Direção Controlo de Gestão bens imóveis;
– Direção de Sistemas de Informação
– Direção Contabilidade e Fiscalidade h) Representar a Sociedade em juízo ou fora
– Seguros / Empremédia dele, ativa ou passivamente, bem como
propor e seguir quaisquer ações judiciais
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos: ou arbitrais, confessá-las e delas desistir,
– Direção Gestão Florestal transigir;
– Direção Abastecimento de Madeira
– Direção Comercial Tissue i) Adquirir, alienar ou onerar participações
– Direção de Operações de Tissue noutras sociedades até ao máximo de vinte
– Portucel Moçambique milhões de euros em cada ano;
– Colombo Energy
j) Deliberar sobre a execução da aquisição
João Paulo Araújo Oliveira: e alienação de ações próprias, quando tal
– Instituto de Investigação da Floresta e Papel tenha sido deliberado pela Assembleia
– Direção Industrial de Setúbal Geral, e com observância do que por aquela
– Direção Industrial da Figueira da Foz tenha sido deliberado;
– Direção Industrial de Aveiro
– Direção Central de Engenharia k) Gerir as participações noutras sociedades,
– Direção Ambiente e Energia em conjunto com o Presidente do Conselho
– Direção de Materials Management de Administração, nomeadamente
designando com o acordo daquele
Os poderes delegados na Comissão Executiva os representantes nos respetivos órgãos
são os seguintes: sociais, e definindo orientações para
a atuação desses representantes;
a) Propor ao Conselho de Administração
as políticas, objetivos e estratégias l) Celebrar, alterar e fazer cessar contratos
da Sociedade; de trabalho;

m) A
 brir, movimentar e encerrar contas
bancárias;

n) Constituir mandatários da Sociedade;

104 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


o) E
 m geral todos os poderes que por lei são ou consideradas especialmente relevantes,
delegáveis, com as eventuais limitações ainda que estas se enquadrem no âmbito
resultantes do disposto nas alíneas dos poderes gerais delegados, e ainda
anteriores. pela presença do Presidente do Conselho
de Administração nalgumas reuniões
Em conjunto com o Presidente do Conselho da Comissão Executiva da Sociedade.
de Administração, a Comissão Executiva
poderá também deliberar sobre as matérias Também relativamente aos restantes membros
previstas nas alíneas c), d), e) e i) atrás dos órgãos sociais, as informações solicitadas
referidas quando os respetivos valores, são prestadas pelos membros da Comissão
calculados nos termos ali referidos, Executiva em tempo útil e de forma adequada.
ultrapassem vinte milhões de euros mas não
excedam cinquenta milhões de euros. Para assegurar uma transmissão regular
de informação, o Presidente da Comissão
O Presidente do Conselho de Administração Executiva remete ao Presidente do Conselho
tem as competências que lhe são de Administração e ao Presidente do Conselho
atribuídas por Lei e pelos Estatutos. Fiscal as convocatórias e as atas das
A Comissão Executiva pode discutir todos respetivas reuniões. Também as restantes
os assuntos da competência do Conselho comissões e órgãos sociais da Sociedade
de Administração, sem prejuízo de só asseguram, atempada e adequadamente
poder deliberar nas matérias que lhe estão e nos termos dos respetivos regulamentos
delegadas. de funcionamento, o fluxo de informação,
nomeadamente, através da disponibilização
A competência para a alteração de quaisquer de convocatórias e de atas, nos termos
condições de contratos anteriormente necessários e adequados ao exercício das
celebrados e abrangidos pelas referidas competências legais e estatutárias por parte
alíneas c), d), e) e i) caberá ao órgão dos restantes órgãos e comissões.
ou órgãos que teriam competência para
os celebrar. No final de 2018, foram revistos, aprovados
e divulgados novos regulamentos internos
As decisões respeitantes à definição do Conselho de Administração e Conselho
da estratégia da Sociedade, bem Fiscal, bem como das comissões internas
como às políticas gerais da mesma abaixo identificadas, que contêm regras
e à estrutura empresarial do Grupo de funcionamento, competência e articulação
Navigator, são matéria da competência entre os vários órgãos e comissões. Nos
do Conselho de Administração, não tendo termos dos referidos regulamentos e das
a Comissão Executiva competências demais normas aplicáveis, os mencionados
delegadas nesse sentido. Participam órgãos sociais e as demais comissões
assim os Administradores Não Executivos da Sociedade elaboram atas completas das
na definição da estratégia, principais políticas, respetivas reuniões.
estrutura empresarial e decisões que devam
considerar-se estratégicas em virtude do seu Os órgãos sociais e as comissões internas
montante ou risco, bem como na avaliação acima identificadas estão obrigadas, nos
do respetivo cumprimento. termos dos respetivos, regulamentos internos
de funcionamento a disponibilizar entre
A gestão da Sociedade é centrada si, nos termos legal e estatutariamente
na articulação entre o Conselho exigidos, toda a informação e documentação
de Administração e a Comissão Executiva. necessária ao exercício das competências
A coordenação e a aproximação foram legais e estatutárias de cada um dos restantes
asseguradas pela estreita cooperação órgãos e comissões, devendo ainda as várias
desenvolvida pelo Presidente do Conselho direções e serviços da Sociedade colaborar
de Administração com a equipa executiva, pela na produção, tratamento e divulgação
disponibilidade dos membros da Comissão da referida informação, de modo adequado,
Executiva para a transmissão regular de toda rigoroso e atempado.
a informação relevante ou urgente, ou que
seja solicitada, relativa à gestão corrente Os regulamentos do Conselho
da Sociedade aos membros não executivos de Administração e do Órgão de Fiscalização
do Conselho de Administração, de forma estabelecem ainda, em especial, mecanismos
a permitir um acompanhamento permanente que garantem, dentro dos limites da legislação
da vida societária, e pela convocação e do regulamentação aplicável, o acesso
de reuniões do Conselho de Administração dos seus membros aos Colaboradores
para todas as decisões estratégicas da Sociedade e a toda a informação que

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 105


seja necessária à avaliação do desempenho, –O
 s Administradores Não Executivos
situação e perspetivas de desenvolvimento devem participar na definição, pelo órgão
da Sociedade, incluindo e sem limitar, atas, de administração, da estratégia, principais
documentação de suporte das deliberações políticas, estrutura empresarial e decisões
tomadas, convocatórias e arquivo das que devam considerar-se estratégicas
reuniões do Conselho de Administração e da para a Sociedade em virtude do seu
respetiva Comissão Executiva, sem prejuízo montante ou risco, bem como na avaliação
de poderem aceder a outros documentos do cumprimento destas.
ou pessoas a quem possam ser solicitados
esclarecimentos. –O
 s Administradores que integram
a Comissão Executiva não podem
B ) F U N C I O N A M E N TO desempenhar funções de administração
executiva em entidades exteriores
22. Existência e local onde podem ao grupo empresarial em que se enquadra
ser consultados os regulamentos a Sociedade, salvo se a atividade dessas
de funcionamento, consoante aplicável, entidades for considerada acessória
do Conselho de Administração, ou complementar à atividade do Grupo
do Conselho Geral e de Supervisão e do ou não implicar um dispêndio de tempo
Conselho de Administração Executivo. relevante;

O regulamento interno de funcionamento –O


 s Administradores que não integram
do Conselho de Administração da Navigator a Comissão Executiva podem desempenhar
encontra-se publicado na página de Internet funções de administração (executivas
da Sociedade, na área dos Investidores, ou não) em entidades exteriores
relativa ao Governo da Sociedade, estando ao Grupo empresarial em que se enquadra
livremente disponível para consulta na página a Sociedade sempre que não estejam
de Internet da Sociedade, em http://www. em causa sociedades que desempenham
thenavigatorcompany.com/Investidores/ uma atividade concorrente com
Governo-da-Sociedade. a da Sociedade, ou das sociedades direta
ou indiretamente participadas por esta,
O Regulamento de Funcionamento devendo informar o Presidente do Conselho
do Conselho de Administração dispõe de Administração previamente ao início
sobre o exercício das respetivas atribuições, dessas mesmas funções.
presidência, periodicidade de reuniões,
funcionamento e quadro de deveres dos seus –N
 ão podem ser objeto de delegação
membros. genérica: a) a definição da estratégia e das
principais políticas da Sociedade, sem
De acordo com este Regulamento, dentro dos prejuízo de o Conselho de Administração
limites da legislação aplicável: poder delegar na Comissão Executiva
a elaboração, para aprovação pelo Conselho
–D
 eve ser permanentemente assegurado aos de Administração, da proposta do plano
membros do Conselho de Administração estratégico e da política de investimentos; b)
o acesso a toda a informação a organização e coordenação da estrutura
e Colaboradores da Sociedade para empresarial da Sociedade; e c) matérias que
a avaliação do desempenho, da situação sejam, em cada momento, consideradas
e das perspetivas de desenvolvimento estratégicas em virtude do seu montante,
da Sociedade, incluindo, designadamente, risco ou características especiais.
as atas, a documentação de suporte
às decisões tomadas, as convocatórias e o –O
 Conselho de Administração deve
arquivo das reuniões da Comissão Executiva, avaliar anualmente o seu desempenho,
sem prejuízo do acesso a quaisquer outros bem como o desempenho da Comissão
documentos ou pessoas a quem possam ser Executiva e demais Comissões e dos
solicitados esclarecimentos. administradores delegados se houver,
tendo em conta o cumprimento do plano
–O
 Conselho de Administração deve estratégico e orçamento da Sociedade,
assegurar, atempada e adequadamente, a gestão de riscos, o seu funcionamento
o fluxo de informação, desde logo das interno e o contributo de cada membro para
respectivas convocatórias e atas, necessário o efeito, e o funcionamento entre Órgãos
ao exercício das competências legais e Comissões da Sociedade, identificando
e estatutárias de cada um dos restantes hipóteses de melhoria desse desempenho.
órgãos e comissões.

106 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


23. Número de reuniões realizadas da Sociedade e do orçamento, a gestão
e grau de assiduidade de cada membro, de riscos, o seu funcionamento interno e o
consoante aplicável, do Conselho contributo de cada membro para o efeito,
de Administração, do Conselho e o relacionamento entre órgãos e comissões
Geral e de Supervisão e do Conselho da Sociedade. Assim, muito embora
de Administração Executivo, às reuniões a avaliação dos Administradores Executivos
realizadas. venha já a ocorrer anualmente, a autoavaliação
do Conselho de Administração e das suas
Durante o exercício de 2018 o Conselho comissões irá ter lugar no exercício de 2019
de Administração realizou doze reuniões, relativamente ao desempenho de 2018.
tendo sido elaboradas atas das mesmas.
Nas doze reuniões realizadas estiveram 25. C
 ritérios pré-determinados para
presentes todos os membros do Conselho a avaliação de desempenho dos
de Administração, o que corresponde a grau Administradores Executivos.
de assiduidade por parte dos mesmos
de 100%, salvo quanto ao Eng.º Nuno Santos, Os critérios base para a avaliação
que não pode estar presente numa reunião, do desempenho dos Administradores
tendo essa falta sido devidamente justificada. Executivos são os definidos no ponto
2 do capítulo VI da Declaração sobre
De acordo com o Regulamento do Conselho Política de Remunerações para definição
de Administração, são elaboradas atas da componente variável da remuneração.
detalhadas das respetivas reuniões. Estes critérios são concretizados através
de um sistema de KPI’s que cobrem
O número de reuniões do Conselho componentes quantitativas e qualitativas,
de Administração realizadas está livremente individuais e conjuntas. Os elementos
disponível para consulta na página quantitativos conjuntos considerados são
de Internet da Sociedade, em http://www. o EBITDA, os resultados líquidos e o cash flow.
thenavigatorcompany.com/Investidores/
Governo-da-Sociedade. 26. D
 isponibilidade de cada um dos membros,
consoante aplicável, do Conselho
24. Indicação dos órgãos da Sociedade de Administração, do Conselho
competentes para realizar a avaliação Geral e de Supervisão e do Conselho
de desempenho dos Administradores de Administração Executivo, com
Executivos. indicação dos cargos exercidos
em simultâneo em outras empresas,
A Comissão de Fixação de Vencimentos dentro e fora do Grupo, e outras
define a forma de funcionamento do sistema atividades relevantes exercidas pelos
e prepara todo o enquadramento da avaliação membros daqueles órgãos no decurso
dos Administradores Executivos. É também do exercício.
da sua responsabilidade a verificação final
dos fatores de desempenho e dos seus Os membros do Conselho de Administração
impactos em termos de remuneração, têm a disponibilidade adequada
bem como a garantia de uma coerência ao desempenho das funções que lhes estão
geral. Não obstante, a avaliação acometidas. Com efeito, as demais atividades
em sentido restrito, enquanto apreciação exercidas pelos Administradores no decurso
concreta de desempenho individual, é da do exercício, fora do grupo económico
responsabilidade da pessoa que preside de que a Navigator faz parte, não constituem
à equipe, no caso dos vogais da Comissão obstáculo à disponibilidade exigida para
Executiva, e do Presidente do Conselho o exercício das suas funções no Grupo
de Administração, no caso do Presidente Navigator.
da Comissão Executiva, em ambos os casos
com participação de outros não executivos
que o responsável entenda por pertinente
envolver.

O Regulamento do Conselho de Administração


aprovado em dezembro de 2018 prevê ainda
que o Conselho de Administração deve
avaliar anualmente o seu desempenho, bem
como o desempenho das suas comissões
e dos administradores delegados, tendo
em conta o cumprimento do plano estratégico

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 107


Para além das atividades referidas no ponto
19, os membros do Conselho de Administração
desempenham os cargos sociais que a seguir
se descrevem:

Pedro Mendonça de Queiroz Pereira1


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Presidente do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»  residente do Conselho de Administração da Celcimo, S.L.
P
» Presidente do Conselho de Administração da Semapa Next, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Seinpart – Participações, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Seminv – Investimentos, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Cimigest, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Ciminpart – Investimentos e Participações, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração do Hotel Ritz, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão,
SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Sodim, SGPS, S.A.

João Nuno de Sottomayor Pinto de Castello Branco


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Presidente no Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.2
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»P  residente do Conselho de Administração da APHELION, S.A.
» Membro do Conselho Geral da AEM – Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados
em Mercado.
» Vogal do Conselho de Administração da CIMIGEST, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações
Sociais, S.A.3
» Presidente do Conselho de Administração da Longapar, SGPS, S.A.4
» Presidente do Conselho de Administração da SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.5
» Presidente do Conselho de Administração da SEINPART – Participações, SGPS, S.A.6
» Presidente do Conselho de Administração da SEMAPA NEXT, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da SEMAPA
– Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SODIM, SGPS, S.A.

1
Funções desempenhadas até 19-08-2018. 4
 ociedade incorporada na Cimo – Gestão
S
2
Desempenhou as funções de Vice-Presidente do Conselho de Participações, SGPS, S.A. a 27 de dezembro de 2018.
de Administração até 20 de novembro de 2018, tendo 5
Desempenhou as funções de Vice-Presidente do Conselho
iniciado as funções de Presidente após essa data. de Administração até 21 de novembro de 2018, tendo
3
Sociedade incorporada na Cimigest, SGPS, S.A. a 27 iniciado as funções de Presidente após essa data.
de dezembro de 2018. 6
Sociedade liquidada em 30 de novembro de 2018.

108 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Diogo António Rodrigues da Silveira
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»P  residente do Conselho de Administração da About The Future – Empresa Produtora
de Papel, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Magellan Holdings, INC.7
» Presidente do Conselho de Administração da Eucaliptusland – Sociedade de Gestão
de Património Florestal, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Africa, S.R.L.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Financial Services SP. Z.O.O.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Fine Paper, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator International Holding, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Paper Figueira, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Paper World, S.A.8
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Parques Industriais, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Participações Holding, SGPS, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Pulp Cacia, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Pulp Figueira, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Pulp Setúbal, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Tissue Cacia, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Tissue Ródão, S.A.
»P  residente da Comissão Executiva e Vice-Presidente do Conselho de Administração da The
Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»V  ogal do Conselho de Administração da Shilling Capital Partners, SGPS, S.A.
»V  ice-Presidente da CEPI – Confederation of European Paper Industries
»M  embro da Comissão Executiva do WBCSD – World Business Council for Sustainable
Development
» Integra o Conselho Superior da Forestis (Associação Florestal de Portugal)
»V  ice-Presidente da CIP (Confederação Empresarial Portuguesa)
»V  ice-Presidente em Portugal dos Conselheiros do Comércio Externo de França, junto
da Embaixada em Portugal
»M  embro do Conselho Consultivo do Instituto Superior Técnico

7
 nteriormente designada Colombo Energy, Inc.,
A 8
Anteriormente designada Navigator Switzerland, Ltd.
e dissolvida em 31-12-2018

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 109


Luís Alberto Caldeira Deslandes
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Vice-Presidente no Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»M
 embro honorário do ACFPI (FAO) – Advisory Committee on Sustainable Forest – based
Industries.

António José Pereira Redondo


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»V  ogal do Conselho de Administração da About The Future – Empresa Produtora de Papel, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da Magellan Holdings,
Inc.9
» Vogal do Conselho de Administração da Eucaliptusland – Sociedade de Gestão de Património
Florestal, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Africa, S.R.L.
» Gerente da Navigator Afrique Du Nord, SARLAU.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Deutschland, GMBH.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Eurasia Kagit Ve Kagit Ürünleri Sanayi
Ve Ticaret Anonim Sirke.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Fine Paper, S.A.
» Presidente da Direção da Navigator France, SAS.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator International Holding, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Gerência da Navigator International Trading, GMBH.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Itália, S.R.L.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Netherlands B.V.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator North America, Inc.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Austria GMBH.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Company, UK, Ltd.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Paper España, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Figueira, S.A.
» Gerente da Navigator México S. De R.L. De C.V.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Parques Industriais, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Participações Holding, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Gerência da Navigator Poland Paper Spółka Z Ograniczona
Odpowiedzialnoscia.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Cacia, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Figueira, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Holding, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Setúbal, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Rus Company, LLC.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper World, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Cacia, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Ródão, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da The Navigator
Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
» Em 31 de dezembro de 2018 não exercia funções noutras sociedades/entidades.

9
 nteriormente designada Colombo Energy, Inc.,
A
e dissolvida em 31-12-2018

110 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


José Fernando Morais Carreira de Araújo
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»V  ogal do Conselho de Administração da About The Future – Empresa Produtora de Papel, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Bosques do Atlântico, S.L.
»V  ogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da Magellan
Holdings, Inc.10
»V  ogal do Conselho de Administração da Eucaliptusland – Sociedade de Gestão de Património
Florestal, S.A.
»P  residente do Conselho de Administração da Navigator Added Value, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Africa, S.R.L.
»G  erente da Navigator Afrique du Nord, SARLAU.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Deutschland, GMBH.
»V  ice-Presidente do Conselho de Administração da Navigator Eurasia Kagit Ve Kagit Ürünleri
Sanayi Ve Ticaret Anonim Sirketi.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Financial Services SP Z.O.O.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Fine Paper, S.A.
»M  embro da Direção da Navigator France, SAS.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator International Holding, SGPS, S.A.
»P  residente do Conselho de Gerência da Navigator International Trading, GMBH.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Itália, S.R.L.
»V  ogal do Conselho de Gerência da Navigator Lusa, Unipessoal, Lda.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Netherlands, B.V.
»V  ice-Presidente do Conselho de Administração da Navigator North America, Inc.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Austria, GMBH.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Company UK, Ltd.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper España, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Figueira, S.A.
»G  erente da Navigator México S. De R.L. De C.V.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Parques Industriais, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Participações Holding, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de gerência da Navigator Poland Paper Spółka Z Ograniczona
Odpowiedzialnoscia.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Cacia, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Figueira, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Holding, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Setúbal, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Rus Company, LLC.
»V  ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper World, S.A.11
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Cacia, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Iberica, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Ródão, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Portucel Moçambique – Sociedade
de Desenvolvimento Florestal e Industrial
» Vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da The Navigator
Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»P
 residente da Mesa da Assembleia Geral da CELPA – Associação da Indústria Papeleira.

10
A
 nteriormente designada Colombo Energy, Inc., 11
Anteriormente designada Navigator Switzerland, Ltd.
e dissolvida em 31-12-2018

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 111


Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»V  ogal do Conselho de Administração da About The Future – Empresa Produtora de Papel, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Atlantic Forests – Comércio de Madeiras, S.A.
» Vice-Presidente do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da Magellan
Holdings, Inc.12
» Vogal do Conselho de Administração da Eucaliptusland – Sociedade de Gestão de Património
Florestal, S.A.
» Membro da Direção da Navigator Abastecimento de Madeira, ACE.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Africa, S.R.L.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Financial Services SP Z.O.O.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Fine Paper, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Navigator Forest Portugal, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator International Holding, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Figueira, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Parques Industriais, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Participações Holding, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navi gator Pulp Cacia, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Figueira, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Holding, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Setúbal, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Paper World, S.A.13
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Cacia, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Iberica, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Ródão, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Portucel Moçambique – Sociedade
de Desenvolvimento Florestal e Industrial, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Vinhos da Herdade de Espirra
– Produção e Comercialização de Vinhos, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da Viveiros Aliança – Empresa Produtora
de Plantas, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da The Navigator
Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»M
 embro do Conselho Geral da CELPA – Associação da Indústria Papeleira, enquanto
representante da Navigator Forest Portugal, S.A. e da Navigator Pulp Cacia, S.A.

12
 nteriormente designada Colombo Energy, Inc.,
A 13
Anteriormente designada Navigator Switzerland, Ltd.
e dissolvida em 31-12-2018

112 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


João Paulo Araújo Oliveira
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»V ogal do Conselho de Administração da About The Future – Empresa Produtora de Papel, S.A.
»P residente do Conselho de Administração da Arboser – Serviços Agro-Industriais, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da Megellan
Holdings, Inc.14
»P residente do Conselho de Administração da EMA21 – Engenharia e Manutenção Industrial
Século XXI, S.A.
»P residente do Conselho de Administração da Enerpulp – Cogeração Energética de Pasta, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Eucaliptusland – Sociedade de Gestão de Património
Florestal, S.A.
»P residente do Conselho de Administração da Headbox – Operação e Controlo Industrial, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Africa, S.R.L.
» Vogal do Conselho de Administração da Navigator Financial Services SP Z.O.O.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator International Holding, SGPS, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Figueira, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper Setúbal, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Parques Industriais, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Participações Holding, SGPS, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Cacia, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Figueira, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Holding, SGPS, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Pulp Setúbal, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Sales & Marketing, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Paper World, S.A.15
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Cacia, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Navigator Tissue Ródão, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Pulpchem Logistics, ACE.
»V ogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da The Navigator
Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»M
 embro do Conselho Geral da CELPA – Associação da Indústria Papeleira, enquanto
representante da About the Future, S.A.
»M
 embro do Conselho Geral da Universidade de Aveiro
»M
 embro do Conselho Consultivo da AICEP
»M
 embro do Conselho de Supervisão da Fraunhofer Institute em Portugal

Adriano Augusto da Silva Silveira


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»P
 residente da Direção do RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e do Papel
»V
 ogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»V
 ogal da direção da APIGEE, em representação da The Navigator Company, S.A.

14
 nteriormente designada Colombo Energy, Inc.,
A 15
Anteriormente designada Navigator Switzerland, Ltd.
e dissolvida em 31-12-2018

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 113


José Miguel Pereira Gens Paredes
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Vogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
» Presidente do Conselho de Administração da ABAPOR – Comércio e Indústria de Carnes, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da APHELION, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da Aprovechamiento Integral de Subprodutos Ibéricos, S.A.
» Gerente da BIOLOGICAL – Gestão de Resíduos Industriais, Lda.
» Vogal do Conselho de Administração da CELCIMO, S.L.
» Presidente do Conselho de Administração da ETSA – Investimentos, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração ETSA LOG, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração I.T.S. – Indústria Transformadora
de Subprodutos, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração SEBOL – Comércio e Indústria de Sebo, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SEINPART – Participações, SGPS, S.A.16
» Vogal do Conselho de Administração da SEMAPA NEXT, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SEMINV – Investimentos, SGPS, S.A.17
»V  ogal do Conselho de Administração da CIMIGEST, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações
Sociais, S.A.18
» Presidente do Conselho de Administração da CIMO – Gestão de Participações, SGPS S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da HOTEL RITZ, S.A.19
» Presidente do Conselho de Administração da LONGAPAR, SGPS, S.A.20 21
» Vogal do Conselho de Administração da MOR ON-LINE – Gestão de Plataformas
de Negociação de Resíduos On-Line, S.A.22
» Vogal do Conselho de Administração da SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da SEMAPA
– Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SODIM, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SONAGI, SGPS, S.A.

Manuel Soares Ferreira Regalado


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Vogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
» Em 31 de dezembro de 2018 não exercia funções noutras sociedades/entidades.

16
Sociedade liquidada em 30 de novembro de 2018. 20
Desempenhou as funções Presidente do Conselho
17
Sociedade liquidada em 28 de setembro de 2018. de Administração até 28 de maio de 2018.
18
Sociedade incorporada na Cimigest, SGPS, S.A. a 27 21
Sociedade incorporada na Cimo – Gestão
de dezembro de 2018. de Participações, SGPS, S.A. a 27 de dezembro de 2018.
19
Funções desempenhadas até 23 de março de 2018. 22
Funções desempenhadas até 27 de junho de 2018.

114 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Paulo Miguel Garcês Ventura
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
»V
 ogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»V  ogal do Conselho de Administração da ABAPOR – Comércio e Indústria de Carnes, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da APHELION, S.A.
»V ogal do Conselho de Administração da Aprovechamiento Integral de Subprodutos Ibéricos, S.A.
»G  erente da BIOLOGICAL – Gestão de Resíduos Industriais, Ld.ª
»V  ogal do Conselho de Administração da CELCIMO, S.L.
»V  ogal do Conselho de Administração da ETSA – Investimentos, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da ETSA LOG, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da I.T.S. – Indústria Transformadora de Subprodutos, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEBOL – Comércio e Indústria de Sebo, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEINPART – Participações, SGPS, S.A.23
»V  ogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da SEMAPA –
Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEMAPA Inversiones, S.L.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEMAPA NEXT, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEMINV – Investimentos, SGPS, S.A.24
» Membro da Direção da AEM – Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados
em Mercado.
» Vogal do Conselho de Administração da CIMIGEST, SGPS, S.A.
» Presidente do Conselho de Administração da CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações
Sociais, S.A.25 26
»V  ogal do Conselho Geral FUNDAÇÃO NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO.
»V  ogal do Conselho de Administração da HOTEL RITZ, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da LONGAPAR, SGPS, S.A.27
»P  residente do Conselho de Administração da OEM – Organização de Empresas, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SODIM, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SONAGI, SGPS, S.A.
»P  residente da Mesa da Assembleia Geral ANTASOBRAL – Sociedade Agropecuária, S.A.
»P  residente da Mesa da Assembleia Geral da BEIRA-RIO – Sociedade Construtora
de Armazéns, S.A.
»P  residente da Mesa da Assembleia Geral da GALERIAS RITZ – Imobiliária, S.A.28
»V  ice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, S.A.
»P  residente da Mesa da Assembleia Geral da LONGAVIA – Imobiliária, S.A.29
» Presidente da Mesa da Assembleia Geral da PARQUE RITZ – Imobiliária, S.A.
» Presidente da Mesa da Assembleia Geral da REFUNDOS – Sociedade Gestora de Fundos
de Investimento Imobiliário, S.A.
» Presidente da Mesa da Assembleia Geral da SONAGI – Imobiliária, S.A.30
»P  residente da Mesa da Assembleia Geral SONAGI, SGPS, S.A.31
»P residente da Mesa da Assembleia Geral da VÉRTICE – Gestão de Participações, SGPS, S.A.
»P residente da Mesa da Assembleia Geral Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, S.A.

23
 ociedade liquidada em 30 de novembro de 2018.
S 29
 ociedade Incorporada na Cimilonga
S
24
Sociedade liquidada em 28 de setembro de 2018. – Imobiliária, S.A. a 1 de agosto de 2018, que alterou a sua
25
Funções desempenhadas até 28 de maio de 2018. designação para Sonagi – Imobiliária, S.A.
26
Sociedade incorporada na Cimigest, SGPS, S.A. a 27 30
Sociedade Incorporada na Cimilonga – Imobiliária, S.A.
de dezembro de 2018. a 1 de agosto de 2018, que alterou a sua designação para
27
Sociedade incorporada na Cimo – Gestão Sonagi – Imobiliária, S.A.
de Participações, SGPS, S.A. a 27 de dezembro de 2018 31
Funções desempenhadas até 30 de maio de 2018.
28
Funções desempenhadas até 29 de maio de 2018

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 115


Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Vogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
» Vogal do Conselho de Administração da APHELION, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da SEINPART – Participações, SGPS, S.A.32
»V  ogal do Conselho de Administração da SEMAPA NEXT, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SEMINV – Investimentos, SGPS, S.A.33
» Vogal do Conselho de Administração da CIMIGEST, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações
Sociais, S.A.34
»V  ogal do Conselho de Administração da CIMO – Gestão de Participações, SGPS S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da HOTEL RITZ, S.A.35
»V ogal do Conselho de Administração da LONGAPAR, SGPS, S.A.36
»V  ogal do Conselho de Administração da PYRUS AGRICULTURAL LLC.
»V  ogal do Conselho de Administração da PYRUS INVESTMENTS LLC.
»V  ogal do Conselho de Administração da PYRUS REAL ESTATE LLC.
»V  ogal do Conselho de Administração da SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração e membro da Comissão Executiva da SEMAPA
– Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da SODIM, SGPS, S.A.
»V  ogal do Conselho de Administração da UPSIS S.A.

Vítor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves


FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES DO GRUPO NAVIGATOR:
» Vogal do Conselho de Administração da The Navigator Company, S.A.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS SOCIEDADES/ENTIDADES:
»  ogal do Conselho de Administração da BELDEVELOPMENT, S.A.
V
» Vogal do Conselho de Administração da EXTRASEARCH SGPS S.A.
» Gerente da MAGALHÃES e GONÇALVES – Consultoria e Gestão, Lda.
» Administrador da QUALQUER PONTO – Sociedade Imobiliária, S.A.
» Gerente da QUALQUER PRUMO – Sociedade Imobiliária, Lda.
» Vogal do Conselho de Administração da SEMAPA – Sociedade de Investimento e Gestão,
SGPS, S.A.
» Gerente da VANGUARDINTEGRAL, Lda.
» Vogal do Conselho de Administração da VRES – Vision Real Estate Solutions, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da ZOOM INVESTMENT, SGPS, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da ZOOM INVESTMENT TURISMO, S.A.
» Vogal do Conselho de Administração da 2FOR VENTURE, SGPS, S.A.

32
 ociedade liquidada em 30 de novembro de 2018.
S 35
 unções desempenhadas até 23 de março de 2018.
F
33
Sociedade liquidada em 28 de setembro de 2018 36
Sociedade incorporada na Cimo – Gestão
34
Sociedade incorporada na Cimigest, SGPS, S.A. a 27 de Participações, SGPS, S.A. a 27 de dezembro de 2018.
de dezembro de 2018.

116 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Nos termos do regulamento do Conselho Os Regulamentos de Funcionamento destas
de Administração aprovado em Dezembro Comissões dispõem sobre o exercício
de 2018, os administradores que integram das respetivas atribuições, presidência,
a Comissão Executiva não podem periodicidade de reuniões, funcionamento
desempenhar funções de administração e quadro de deveres dos seus membros,
executiva em entidades exteriores ao grupo sendo elaboradas atas detalhadas das
empresarial em que se enquadra a sociedade, respetivas reuniões, e podem ser consultados
salvo se a atividade dessas entidades for na página de Internet da Sociedade, em http://
considerada acessória ou complementar www.thenavigatorcompany.com/Investidores/
à atividade do grupo ou não implicar Governo-da-Sociedade.
um dispêndio de tempo relevante, não
desempenhando os administradores A composição e o número de reuniões anuais
executivos funções noutras sociedades que das comissões internas são divulgados através
não cumpram os critérios atrás referidos. da página de Internet da sociedade, em http://
www.thenavigatorcompany.com/Investidores/
No mesmo regulamento está previsto Governo-da-Sociedade.
que os administradores que não integram
a Comissão Executiva podem desempenhar De acordo com os respetivos Regulamentos
funções de administração (executivas ou não) de Funcionamento, as Comissões
em entidades exteriores ao grupo empresarial Internas devem assegurar, atempada
em que se enquadra a sociedade sempre e adequadamente, o fluxo de informação,
que não estejam em causa sociedades que desde logo das respetivas convocatórias
desempenham uma atividade concorrente e atas, necessário ao exercício das
com a da sociedade, ou das sociedades competências legais e estatutárias de cada
direta ou indiretamente participadas por esta, um dos restantes órgãos e comissões.
devendo informar o Presidente do Conselho
de Administração previamente ao início dessas 28. C
 omposição, se aplicável,
mesmas funções. Os administradores não da comissão executiva e/ou identificação
executivos da sociedade não desempenham de administrador(es) delegado(s).
funções noutras sociedades que não cumpram
os requisitos atrás descritos. A 31 de dezembro de 2018 a Comissão
Executiva integrava os seguintes
C) C
 OMISSÕES NO SEIO Administradores:
D O Ó R G ÃO D E
A D M I N I ST R AÇ ÃO Presidente Diogo António Rodrigues
O U S U P E RV I SÃO da Silveira
E ADMINISTRADORES Vogais António José Pereira Redondo
DELEGADOS José Fernando Morais Carreira de Araújo
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos
João Paulo Araújo Oliveira
27. Identificação das comissões criadas
no seio, consoante aplicável, do Conselho 29. Indicação das competências de cada
de Administração, do Conselho uma das comissões criadas e síntese das
Geral e de Supervisão e do Conselho atividades desenvolvidas no exercício
de Administração Executivo, e local onde dessas competências.
podem ser consultados os regulamentos
de funcionamento. Comissão Executiva

Existem no seio do Conselho de Administração Os poderes da Comissão Executiva são


da Sociedade as seguintes comissões: elencados no ponto 21 do presente relatório.

– Comissão Executiva A Comissão Executiva é o órgão de gestão


– Comissão de Governo Societário executivo da Sociedade, tendo desenvolvido
– Fórum de Sustentabilidade as suas competências no âmbito da delegação
–C omissão de Acompanhamento do Fundo de poderes que lhe foi confiada pelo Conselho
de Pensões de Administração. Esta Comissão reúne
–C omissão de Análise e Acompanhamento com regularidade e sempre que necessário
de Riscos Patrimoniais em função dos negócios em curso e do
– Comissão de Ética acompanhamento da atividade da Sociedade,
– Conselho Ambiental (Comissão Estatutária) tendo reunido 40 vezes durante o exercício
– Comissão de Fixação de Vencimentos de 2018. Para além dos membros da Comissão
– Comissão de Nomeações Executiva, sempre que as matérias assim

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 117


o justifiquem, estão presentes nestas reuniões e) S
 upervisionar o cumprimento e a correta
Administradores Não Executivos e de aplicação dos princípios e normas legais,
Sociedades do Grupo e elementos das várias regulamentares e estatutárias do Governo
Direções da Empresa. Societário em vigor, em articulação com
a atividade desenvolvida pelo Conselho
Comissão de Governo Societário de Administração, pela Comissão
Executiva, pelo R.O.C. e pelo Auditor
A Comissão de Governo Societário Externo, promovendo e solicitando a troca
é composta por três membros, sendo eles Luís de informações necessárias para o efeito;
Deslandes, Fernando Araújo e António Neto
Alves. f) D
 efinir os parâmetros do relatório sobre
o Governo da Sociedade a incorporar
A Comissão de Governo Societário tem como no Relatório e Contas anual da Sociedade;
responsabilidade supervisionar a aplicação das
normas do Governo Societário da Sociedade g) A
 companhar a atividade da Comissão
e do Código de Ética, tendo as seguintes de Ética e dos serviços das sociedades que
atribuições: integram o Grupo Navigator em matérias
abrangidas pelas suas atribuições;
a) Por incumbência do Conselho
de Administração, colaborar com este, h) A
 companhar de forma permanente,
avaliando e submetendo-lhe as propostas avaliar e fiscalizar os procedimentos
de orientação estratégica no domínio internos relativos a matérias de conflitos
da responsabilidade corporativa; de interesses, bem como a eficácia
dos sistemas de avaliação e resolução
b) Acompanhar e supervisionar de conflitos de interesses;
de modo permanente as matérias relativas
ao Governo Societário, responsabilidade i) P
 ronunciar-se sobre os negócios entre
social, ambiental e ética; à sustentabilidade a Sociedade e os seus Administradores,
dos negócios do Grupo Navigator, aos bem como entre a Sociedade e os seus
Códigos Internos de Ética e aos sistemas acionistas, desde que sejam materialmente
de avaliação e resolução de conflitos relevantes;
de interesses, nomeadamente no que
respeita a relações entre a sociedade e os j) Sempre que solicitado pelo Conselho
seus acionistas ou outros stakeholders. de Administração, dar pareceres
relativamente à aplicação do regime
No desempenho das suas atribuições, de incompatibilidades e de independência
compete à Comissão de Governo Societário: aos titulares dos órgãos sociais da Sociedade;

a) Submeter ao Conselho de Administração k) P


 romover e reforçar a atuação
a política de Governo Societário a adotar da Sociedade enquanto empresa
pela Sociedade; sustentável, tornando-a reconhecida como
tal, interna e externamente;
b) Acompanhar, rever e avaliar a adequação
do modelo de Governo da Sociedade e a l) Z
 elar pelo cumprimento, por parte dos
sua consistência com as recomendações, membros do Conselho de Administração
padrões e melhores práticas nacionais e dos outros destinatários, das normas
e internacionais do Governo Societário, do mercado de valores aplicáveis à sua
dirigindo ao Conselho de Administração conduta;
as recomendações tidas como adequadas
nesse sentido; m) Desenvolver a estratégia transversal
de sustentabilidade empresarial, integrante
c) P
 ropor e submeter ao Conselho e coerente com a estratégia da Sociedade;
de Administração alterações ao modelo
de Governo da Sociedade, incluindo n) P
 romover, desenvolver e supervisionar
a estrutura organizativa, funcionamento, a criação de condições internas
responsabilidades e regras internas necessárias para o crescimento sustentado
do Conselho de Administração; da Sociedade, nas vertentes económica,
ambiental e social;
d) Monitorizar a articulação corporativa
da Sociedade com a estrutura organizativa o) P
 reparar e acompanhar a tomada
das demais sociedades do Grupo Navigator; de decisões dos órgãos sociais e comissões
em matérias que digam respeito

118 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


ao Governo Societário, sustentabilidade São Membros Internos, além do Presidente
ou que deem origem a conflitos e do Secretário-geral, os elementos
de interesses entre a Sociedade, acionistas da Comissão Executiva, os membros
e membros dos seus órgãos sociais; do Conselho Ambiental e os Consultores
Seniores da Companhia para o efeito
p) A
 companhar as ações inspetivas da CMVM nomeados pela Comissão Executiva.
no âmbito do Governo Societário.
No exercício de 2018 participaram, como
Em 2018 a Comissão realizou três reuniões Membros Internos, Eng.º Diogo da Silveira
nas quais se analisaram os seguintes temas: (Presidente), Eng.º Manuel Gil Mata
Aprovação do Relatório do Governo Societário (Secretário-geral até 31.03.2018), Dr. Manuel
relativo a 2017; Código de Governo Societário Regalado (Secretário-geral desde 01.04.2018),
divulgado pelo IPCG e modelo de monitorização Eng.º António Redondo, Dr. Fernando Araújo,
do Código de Governo das Sociedades do IPCG; Eng.º Nuno Santos e Eng.º João Paulo Oliveira,
Análise da proposta a submeter ao Conselho da Comissão Executiva, Eng.º Adriano Silveira,
de Administração, de adoção do Código do Conselho de Administração, Prof. Doutor
de Governo Societário do IPCG e medidas Fernando Santana, Prof. Doutor Casimiro Pio,
e regulamentos internos a rever ou adotar pela Prof.ª Doutora Maria da Conceição Cunha
Navigator, nesse contexto. e Prof.ª Doutora Margarida Tomé, do Conselho
Ambiental.
Fórum de Sustentabilidade
No mesmo exercício, os Membros Externos,
Reconhecendo o papel fundamental que personalidades relevantes ligadas a atividades
a sustentabilidade tem no desenvolvimento dos principais stakeholders da Companhia,
estratégico do Grupo Navigator, foram Prof. Doutor Filipe Duarte Santos,
foi constituído, em 2015, o Fórum Eng.º João Proença, Eng.º Jorge Loureiro,
de Sustentabilidade da Navigator. Eng.º José Júlio Norte, Eng.º Luís Neves
da Silva, Prof.ª Doutora Margarida Santos-Reis,
O principal objetivo do Fórum consiste Eng.º Nuno Ribeiro da Silva, Dr.ª Rosário Alves,
em potenciar a colaboração entre o Grupo Dr.ª Teresa Presas, Eng.º Tito Rosa (até abril
Navigator e personalidades que fazem parte de 2018) e Mr. Winfried Brüeggmann.
da sua esfera de atuação, desde organizações
não-governamentais a Universidades, Durante o exercício de 2018 realizaram-se duas
passando por organizações sociais e sindicais, sessões do Fórum. A primeira, realizada
clientes e fornecedores. em 3 de abril, foi dirigida exclusivamente
aos Membros Permanentes e destinou-se a
Trata-se de uma iniciativa que procura reforçar partilhar a evolução no negócio mais recente
o diálogo com os seus principais stakeholders, da Navigator na área do papel tissue,
promovendo o debate e a escuta ativa sobre a ligação da Companhia às comunidades
temas relevantes para a Empresa e para e investimentos realizados em I&D florestal
a sociedade. e tecnológico. A segunda reunião, realizada
em 30 de outubro, teve por objetivo debater
O Fórum de Sustentabilidade reúne duas com os seus stakeholders locais e nacionais
vezes por ano: uma sessão dedicada aos o modelo de desenvolvimento sustentável
Membros Permanentes e outra sessão que está na base da evolução da unidade
alargada a vários stakeholders. As sessões industrial de Aveiro. Em discussão estiveram
alargadas têm um tema central, alvo tópicos como o investimento no papel tissue,
de debate e aprofundamento, contribuindo as parcerias e o contributo desta unidade para
para a formulação da política corporativa o desenvolvimento da comunidade.
e estratégica em assuntos de responsabilidade
social e ambiental, potenciando plataformas Comissão de Acompanhamento do Fundo
de entendimento e cooperação entre o Grupo de Pensões
Navigator e os seus principais stakeholders.
Em 2016, foi nomeada a atual Comissão
O Fórum de Sustentabilidade é constituído de Acompanhamento do Fundo de Pensões,
por Membros Externos e Membros Internos que é constituída por três representantes
do Grupo Navigator, sendo presidido da Sociedade, os quais são António Cunha
pelo Presidente da Comissão Executiva, Reis, João Ventura e Manuel Arouca, e por dois
Eng.º Diogo da Silveira, e tendo como representantes dos beneficiários do fundo,
Secretário-geral o Eng.º Manuel Gil Mata até sendo eles Alberto Vale Rego e Fernando
31.03.2018 e o Dr. Manuel Regalado a partir Dias Amaral. As funções da Comissão
dessa data. de Acompanhamento incluem verificar

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 119


a observância das disposições aplicáveis várias temáticas, designadamente, foram
ao plano de pensões e à gestão do respetivo revistas as recomendações endereçadas
fundo de pensões, pronunciar-se sobre a cada Complexo Fabril, atentas as respetivas
propostas de transferência da gestão e de categorias de níveis de risco associadas,
outras alterações relevantes aos contratos assim como o estado das correspondentes
constitutivos e de gestão de fundos, bem implementações de acordo com
como sobre a extinção do fundo de pensões as informações dos Diretores Fabris; foram
ou de uma quota-parte do mesmo. identificados e quantificados os sinistros
ocorridos nos últimos 10 anos; reviu-se o
No ano de 2018, a Comissão de quadro síntese com riscos, capitais, franquias
Acompanhamento do Fundo de Pensões e limites de indemnização da apólice a colocar
realizou duas reuniões nas quais, entre outras e a vigorar em 2018.
temáticas, procedeu à apreciação da criação
de um novo plano de contribuição definida, Comissão de Ética
que abrangerá colaboradores de outras
empresas que não tinham o benefício e foi Na sequência da elaboração e aprovação
feito um ponto de situação do desempenho do Código de Ética pela Comissão Executiva
da gestão dos ativos do Fundo de Pensões. durante o exercício de 2010, foi criada
a Comissão de Ética, que elabora anualmente
Comissão de Análise e Acompanhamento um relatório acerca do cumprimento
de Riscos Patrimoniais do normativo contido no Código
de Ética. Esse relatório deve explicitar
Existe no seio da Sociedade uma Comissão todas as situações irregulares de que
de Análise e Acompanhamento de Riscos a Comissão tenha conhecimento, assim como
Patrimoniais que é coordenada pelos as conclusões e propostas de seguimento
Administradores responsáveis pelos pelouros que esta adotou nos vários casos analisados.
Financeiro, ou de Risco ou de Património, Este relatório está incluído no Anexo IV do
que no caso são Fernando Araújo e João presente Relatório do Governo da Sociedade.
Paulo Oliveira, e constituída pelos Diretores
Fabris, que a 31 de Dezembro de 2018 eram Cabe à Comissão de Ética acompanhar
Pedro Silva, Carlos Brás, José Nordeste e José com isenção e independência
Miranda, pelo Diretor de Ambiente e Energia, os órgãos da Sociedade na divulgação
Óscar Arantes, pelo Diretor Financeiro, e no cumprimento do Código de Ética
Manuel Arouca, e pelo Diretor de Gestão em todas as sociedades do Grupo Navigator.
de Risco, Gonçalo Veloso de Sousa. Tem ainda No desempenho das suas atribuições
contado com a presença regular de Alexandra compete, em especial, à Comissão de Ética:
Fernandes, responsável operacional pela
Empremédia. a) V
 erificar que o Código de Ética
e de Conduta se encontra integrado nos
Esta Comissão reúne sempre que necessário, habituais sistemas de controlo interno
e tem como objetivos pronunciar-se sobre da empresa, nomeadamente no âmbito
os sistemas de prevenção de risco patrimonial da Direção de Gestão de Riscos (DGR);
em vigor na empresa, nomeadamente sobre
as medidas tomadas para ir ao encontro das b) A
 preciar as conclusões que a DGR retire
recomendações resultantes das inspeções de eventuais auditorias que efetue
efetuadas pelos resseguradores, assim no âmbito de temas abrangidos pelo
como pronunciar-se sobre a adequação, Código de Ética e de Conduta;
em termos de âmbito, tipo de coberturas
e capitais, dos seguros contratados pelo c) G
 arantir o funcionamento
Grupo Navigator; discutir e emitir pareceres de um mecanismo de reporte de violações
ou recomendações sobre políticas, ao Código de Ética e de Conduta,
procedimentos, riscos significativos, limites como parte do âmbito do mecanismo
de risco e situações extraordinárias em termos de comunicação de irregularidades
de risco patrimonial; promover e acompanhar em vigor no Grupo;
a manutenção do inventário dos riscos mais
significativos de cariz patrimonial, em estreita d) A
 preciar e avaliar qualquer situação que
ligação com o sistema de governança do risco se suscite relativamente ao cumprimento
em vigor no Grupo Navigator. dos preceitos incluídos no Código de Ética
e de Conduta em que esteja abrangido
Em 2018 a Comissão de Análise algum membro de um órgão social;
e Acompanhamento de Riscos Patrimoniais
realizou uma reunião, na qual foram analisadas

120 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


e) S
 ubmeter à Comissão do Governo importantes domínios das preocupações
Societário a adoção de quaisquer medidas ambientais da atividade do Grupo Navigator
que considere convenientes neste âmbito, na sua atual configuração.
incluindo a revisão de procedimentos
internos; O Conselho Ambiental estabelece
um contacto direto com o universo
f) S
 ubmeter ao Conselho de Administração, empresarial do Grupo Navigator, através
caso entenda necessário, propostas de reuniões que têm lugar nos seus
de alteração ao Código de Ética e de estabelecimentos industriais, nas suas
Conduta do Grupo; principais plantações florestais e no seu
instituto de investigação, o RAIZ.
g) E
 laborar um relatório anual sobre a sua
atuação no âmbito do cumprimento Durante o exercício de 2018, o Conselho
do normativo contido no Código de Ética Ambiental realizou duas reuniões, tendo sido
e de Conduta nas sociedades do Grupo abordados os temas seguidamente descritos:

Em 2018, a Comissão de Ética era composta a) S


 ituação Ambiental da Atividade Industrial
por três membros, Júlio Castro Caldas, Rui das unidades fabris do Grupo Navigator;
Gouveia e Jaime Falcão.
b) Incêndios Florestais: prevenção,
Foi realizada uma reunião, na qual foi combate e monitorização – relação com
analisado um resumo das atividades as comunidades;
desenvolvidas em 2017, entre as quais
se destacam a revisão dos códigos internos c) P
 rojeto Empresa “Carbon Neutral”
de ética e de conduta, realizada uma – contributo da Navigator para uma resposta
atualização de um processo submetido global à ameaça de alterações climáticas;
a consulta da Comissão de Ética, o qual foi
objeto de parecer da Comissão, assim como d) P
 acote de energias limpas para a Europa
um enquadramento da atividade – Plano Nacional de Energia e Clima;
desenvolvida pela Direção de Gestão
de Riscos em 2017, em matéria de averiguação e) D
 esafios atuais para a atividade florestal
de irregularidades. Foi também discutido em Portugal – uma reflexão face
e aprovado o relatório de atividade à conjuntura política, mediática, científica
da Comissão de Ética durante o exercício e de negócio;
findo em 31 de dezembro de 2017.
f) R
 edução das emissões das caldeiras
Conselho Ambiental de biomassa – plano de investimentos para
minimizar a utilização de combustíveis
Dada a especificidade da atividade fósseis;
do Grupo Navigator e as preocupações
ambientais que lhe são inerentes, o Conselho g) R
 edução da utilização de água
de Administração promoveu em 2008 no Complexo Industrial de Setúbal;
a constituição de um Conselho Ambiental,
ao qual compete fazer o acompanhamento h) Projeto de etanol celulósico na Navigator.
e dar parecer sobre os aspetos ambientais
da atividade da Sociedade e formular Comissão de Fixação de Vencimentos
recomendações acerca do impacte ambiental
dos seus principais empreendimentos, tendo A Comissão de Fixação de Vencimentos
especialmente em atenção as disposições é responsável pela elaboração
legais, as condições de licenciamento e a e apresentação da declaração anual sobre
política do Grupo Navigator sobre a matéria. a política de remuneração dos membros
O Conselho Ambiental é atualmente do órgão de administração e fiscalização
composto por quatro membros, Prof. Doutor e pela determinação das remunerações dos
Fernando Santana, da Universidade Nova, membros dos órgãos sociais. A Comissão
(Presidente), Prof. Doutor Casimiro Pio, de Vencimentos participa, igual e ativamente,
da Universidade de Aveiro, Prof.ª Doutora na avaliação de desempenho, em particular
Maria da Conceição Cunha, da Universidade para efeitos da fixação da remuneração
de Coimbra, Prof.ª Doutora Maria Margarida variável dos Administradores Executivos.
Tomé, da Universidade de Lisboa, e todos eles
personalidades académicas e independentes, Em 2018, a Comissão é composta por três
de reconhecida competência técnica membros, sendo eles José Gonçalo Maury,
e científica, particularmente nos mais João Moreira Rato e Frederico Meneses.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 121


No decurso do ano 2018, e atenta às suas escolhidos para proposta os que apresentem
competências, a Comissão de Vencimentos maior mérito, melhor se adequem
realizou uma reunião na qual se deliberou às exigências da função e promovam, dentro
sobre a fixação da remuneração variável da organização, uma diversidade adequada
a atribuir aos Administradores relativa a 2017 incluindo de género.
e a atualização da remuneração fixa dos
Administradores Executivos. Para além de outras funções que lhe sejam
expressamente atribuídas pelo Conselho
A fim de prestar informações de Administração, compete à Comissão
ou esclarecimentos aos acionistas, de Nomeações:
os membros da Comissão de
Fixação de Vencimentos estão presentes (a) P
 ronunciar-se sobre as políticas
na Assembleia Geral anual e em quaisquer e procedimentos internos relativos
outras se a respetiva ordem de trabalhos à seleção, contratação, retribuição,
incluir assunto conexo com a remuneração cessação de funções e avaliação
dos membros dos órgãos e comissões contínua dos quadros dirigentes,
da Sociedade ou se tal presença tiver sido as políticas de retribuições e incentivos
requerida por acionistas. para os mesmos, bem como o plano
de sucessão para os mesmos, e formular
Dentro das limitações orçamentais as recomendações que considere
da Sociedade, a Comissão de Fixação adequadas a esse respeito;
de Vencimentos pode decidir livremente
a contratação, pela Sociedade, dos serviços (b) A
 companhar, assistir e pronunciar-se sobre
de consultadoria necessários ou convenientes os processos de seleção dos quadros
para o exercício das suas funções. dirigentes da Sociedade e do Grupo
A Comissão de Fixação de Vencimentos deve Navigator;
assegurar que os serviços são prestados
com independência e que os respetivos (c) S
 er informado da nomeação e cessação
prestadores não serão contratados para de funções de quadros dirigentes;
a prestação de quaisquer outros serviços
à própria Sociedade ou a outras que com ela (d) R
 eceber, para apreciação, propostas
se encontrem em relação de domínio ou de de potenciais candidatos para cobrir vagas
grupo sem autorização expressa da Comissão. que possam existir para cargos dirigentes;

Comissão de Nomeações (e) E


 xercer a representação da Comissão
de Nomeações em relação aos órgãos
Em 2018, a Sociedade instituiu uma Comissão sociais e outras instâncias da Sociedade.
de Nomeações. De acordo com o seu
Regulamento Interno, compete à Comissão Esta Comissão é composta por três membros,
de Nomeações a função de acompanhamento incluindo uma maioria de Administradores que
e apoio às designações de quadros dirigentes não desempenhem funções executivas, um dos
da Sociedade e do Grupo Navigator. quais será Presidente, designados pelo Conselho
A Comissão de Nomeações deve disponibilizar de Administração, por um período de quatro
os seus termos de referência e deve induzir, anos, coincidente com o mandato do Conselho
na medida das suas competências, processos de Administração. Dado que em 2019
de seleção transparentes que incluam haverá lugar a uma Assembleia Geral eletiva,
mecanismos efetivos de identificação os membros da Comissão de Nomeações serão
de potenciais candidatos, e que sejam designados após a mesma.

III. FISCALIZAÇÃO

(Conselho Fiscal, Comissão de Auditoria De acordo com o modelo de gestão monista


ou Conselho Geral e de Supervisão) adotado, o órgão de fiscalização da Sociedade
é o Conselho Fiscal.
A ) CO M P O S I Ç ÃO *
31. C
 omposição, consoante aplicável,
30. Identificação do órgão de fiscalização do Conselho Fiscal, Comissão de Auditoria,
(Conselho Fiscal, Comissão de Auditoria do Conselho Geral e de Supervisão ou da
ou Conselho Geral e de Supervisão) Comissão para as Matérias Financeiras,
correspondente ao modelo adotado. com indicação do número estatutário

122 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


mínimo e máximo de membros, Fiscal, Dr. Miguel Camargo de Sousa Eiró
duração estatutária do mandato, para cessar funções também na Navigator,
número de membros efetivos, data na Assembleia Geral de 23 de maio de 2018,
da primeira designação, e data do termo foi designado o Dr. José Manuel Oliveira
de mandato de cada membro, podendo Vitorino, que já era vogal efetivo do Conselho
remeter-se para ponto do relatório onde Fiscal, para exercer o cargo de Presidente
já conste essa informação por força do Conselho Fiscal até ao final do mandato
do disposto no nº18. em curso dos restantes titulares dos órgãos
sociais.
Em 2018, o Conselho Fiscal da Sociedade teve
a seguinte constituição: O Dr. Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira
foi eleito vogal efetivo do Conselho Fiscal
Presidente pela primeira vez com efeitos a partir do início
–J osé Manuel Oliveira Vitorino* do mandato de 2007 a 2010, tendo sido
(vogal até 30 de junho de 2018, Presidente reeleito para os mandatos entre 2011 a 2014
a partir de 1 de julho de 2018) e 2015 a 2018.
–M iguel Camargo de Sousa Eiró*
(até 30 de junho de 2018) A Dr.ª Maria da Graça Torres Ferreira da Cunha
Vogais Efetivos Gonçalves foi designada vogal efetivo
– Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira do Conselho Fiscal na Assembleia Geral de 23
–M aria da Graça Torres Ferreira da Cunha de maio de 2018, até ao final do mandato
Gonçalves * em curso dos restantes titulares dos órgãos
(a partir de 1 de julho de 2018) sociais.
Vogal Suplente
– Ana Isabel Moraes Nobre de Amaral Marques A Dr.ª Ana Isabel Moraes Nobre de Amaral
Marques foi designada para o cargo
De acordo com os Estatutos da Sociedade, de membro suplente do Conselho Fiscal em 19
o Órgão de Fiscalização é composto por de abril de 2016, até ao final do mandato
três membros efetivos, um dos quais em curso dos restantes titulares dos órgãos
é o Presidente, e dois suplentes, eleitos sociais.
em Assembleia Geral, por períodos de quatro
anos. Em virtude das alterações introduzidas
na composição do Conselho Fiscal durante
Neste sentido, o Dr. Miguel Camargo de Sousa o ano, a 31 de dezembro de 2018 o Conselho
Eiró foi eleito vogal em 2007, para o mandato Fiscal integrava um Presidente, dois vogais
de 2007 a 2010 e Presidente em 2011 e 2015, efetivos e uma vogal suplente.
para os mandatos entre 2011 a 2014 e 2015
a 2018. A Sociedade considera existir um número
de membros do Conselho Fiscal perfeitamente
O Dr. José Manuel Oliveira Vitorino foi eleito adequado à sua dimensão e à complexidade
vogal suplente em 29 de abril de 2015. dos riscos inerentes à sua atividade,
Em 2 de julho de 2015, o Dr. José Manuel assegurando com eficiência as funções que
Oliveira Vitorino assumiu as funções de vogal lhes estão cometidas.
efetivo do Conselho Fiscal para o mandato
de 2015 a 2018, em substituição do vogal 32. Identificação, consoante aplicável, dos
efetivo Duarte Nuno d’Orey da Cunha, que membros do Conselho Fiscal, da Comissão
renunciou ao cargo. Em Assembleia Geral de Auditoria, do Conselho Geral
ordinária de 19 de abril de 2016, o Dr. José e de Supervisão ou da Comissão para
Manuel de Oliveira Vitorino foi designado as Matérias Financeiras que se considerem
para o cargo de membro efetivo do Conselho independentes, nos termos do art. 414.º,
Fiscal, até ao final do mandato em curso dos n.º 5 CSC, podendo remeter-se para
restantes titulares dos órgãos sociais. ponto do relatório onde já conste essa
informação por força do disposto
No entanto, considerando que a composição no n.º 19.
do Conselho Fiscal da Navigator e da sua
acionista maioritária Semapa – Sociedade A Sociedade considera que todos os membros
de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. tem do Conselho Fiscal em funções a 31
vindo a ser coincidente, que em 2018 teve de dezembro de 2018 podem ser considerados
lugar a eleição do Conselho Fiscal da Semapa independentes, nos termos definidos
para o mandato de 2018 a 2022, com alteração no número 5 do artigo 414.º do Código das
da respetiva composição, e a disponibilidade Sociedades Comerciais.
manifestada pelo Presidente do Conselho

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 123


O Senhor Dr. Miguel Camargo de Sousa Eiró, da Universidade de Lisboa. Qualificado
durante o período em que exerceu funções como Revisor Oficial de Contas e no
como Presidente do Conselho Fiscal foi Programa de Formação para Executivos
considerado como independente, de acordo da Universidade Nova de Lisboa. Foi Professor
com os critérios legais aplicáveis. Assistente da Faculdade de Economia
da Universidade de Coimbra onde se manteve
33. Qualificações profissionais, consoante até 1980, tendo de seguida ingressado
aplicável, de cada um dos membros na PricewaterhouseCoopers e repartido
do Conselho Fiscal, da Comissão a sua atividade pelas áreas de auditoria
de Auditoria, do Conselho Geral e assessoria financeira, tanto em empresas
e de Supervisão ou da Comissão e grupos nacionais e estrangeiros, como
para as Matérias Financeiras e outros em projetos em que integrou equipas
elementos curriculares relevantes, internacionais. Desempenhava há vários
podendo remeter-se para ponto anos as funções de Partner quando deixou
do relatório onde já conste essa a PricewaterhouseCoopers em 2013,
informação por força do disposto por atingir o limite de idade na função.
no n.º 21. Exerceu também as funções de Presidente
do Conselho Fiscal do Novo Banco, S.A., até
Miguel Camargo de Sousa Eiró 2017 e exerce funções de vogal do Conselho
(Presidente do Conselho Fiscal Fiscal da ANA – Aeroportos de Portugal,
até 30 de junho de 2018) S.A. É membro do Conselho Fiscal da The
Miguel Eiró é licenciado em Direito pela Navigator Company desde 2015 e da Semapa
Faculdade de Direito da Universidade e da Secil desde 2016, desempenhando, desde
de Lisboa em 1971, encontrando-se inscrito 2018, funções de Presidente desses órgãos
na Ordem dos Advogados desde 28 de junho de fiscalização.
de 1973, de que foi membro do Conselho
Distrital de Lisboa entre 1982/1984 e membro Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira
do Conselho Geral entre 1999/2002 (Vogal efetivo do Conselho Fiscal)
e entre 2002/2004. É Agente Oficial Gonçalo Picão Caldeira é licenciado em Direito
da Propriedade Intelectual e frequentou e esteve inscrito na Ordem dos Advogados
um Curso de Mediação. Exerce advocacia em 1991, após a conclusão do estágio
desde a sua licenciatura, em 1971, atualmente profissional de advocacia. É pós-graduado
na “Correia Moniz & Associados – Sociedade em Gestão (MBA – Universidade Nova
de Advogados, R.L.”, sociedade da qual de Lisboa) e frequentou o curso de Gestão
é atualmente Sócio e Administrador. Entre e Avaliação Imobiliária do ISEG. Tem vindo
1972 e 1975 cumpriu o serviço militar a exercer a atividade de gestão e promoção
na Marinha como Técnico Especialista imobiliária através de empresas familiares
em Direito. Foi membro da Direção do Centro desde 2004. Antes disso, colaborou com
de Arbitragens da Ordem dos Advogados o Grupo BCP de 1992 a 1998 e com o Grupo
entre 1997/1999. Foi Juiz Árbitro no Centro Sorel de outubro de 1998 a março de 2002.
de Resolução de Conflitos Automóvel Foi ainda Colaborador da Semapa de abril
em 2004 e desempenhou funções de Árbitro de 2002 a fevereiro de 2004. É membro
em diversas outras arbitragens. Entre do Conselho Fiscal da Sociedade desde 2007,
1975 e 1980 foi Administrador da Brisa da Semapa desde 2006, e da Secil desde 2013.
– Auto Estradas de Portugal, S.A., tendo
posteriormente, ao longo da sua atividade Maria da Graça Torres Ferreira da Cunha
profissional, sido Gerente de outras Gonçalves
sociedades comerciais. Foi membro (Vogal efetivo do Conselho Fiscal)
do Conselho Fiscal da Semapa de 2006 a 2018 Maria da Graça Torres Ferreira da Cunha
e da The Navigator Company de 2007 a 2018, Gonçalves é licenciada em Organização
tendo desempenhado funções de Presidente e Gestão de Empresas pelo Instituto
desses órgãos de fiscalização desde 2010 de Ciências do Trabalho e da Empresa
e 2011, respetivamente. Exerceu ainda (ISCTE) e técnica oficial de contas. De junho
as funções de Presidente do Conselho Fiscal de 1978 a novembro de 1985, desempenhou
da Secil de 2013 a 2018. funções diversas nas áreas de Contabilidade
Geral, Analítica e Planeamento e Análise
José Manuel Oliveira Vitorino Financeira na Magnetic Peripherals Inc.
(Presidente do Conselho Fiscal Portugal. Foi analista financeira na Shell
a partir de 1 de junho de 2018) Portuguesa, S.A. entre dezembro de 1985
José Manuel Vitorino é licenciado a novembro de 1989. Entre dezembro de 1989
em Organização e Gestão de Empresas e julho de 1994, foi controller e CFO, com
pelo Instituto Superior de Economia responsabilidade de toda a Área Financeira,

124 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Informática e Compras. Entre agosto de 1994 35. N
 úmero de reuniões realizadas
e julho de 1995, foi CFO da ITT Automotive e grau de assiduidade às reuniões
Europe GmbH, com responsabilidade de toda realizadas, consoante aplicável,
a Área Financeira e Pessoal. De agosto de cada membro do Conselho Fiscal,
de 1995 a junho de 2015, foi Back Office Comissão de Auditoria, Conselho
Director da Pernod Ricard Portugal, com Geral e de Supervisão e da Comissão
responsabilidade das Áreas Financeira, para as Matérias Financeiras, podendo
Controle de Gestão, Compras, Logística, remeter-se para ponto do relatório onde
Produção, Recursos Humanos e Jurídico. já conste essa informação por força
Em 2001 e 2002, foi responsável em Portugal do disposto no n.º 25.
pelo processo de aquisição da Seagram
{Sandeman & Co.). Posteriormente, O Conselho Fiscal realizou, durante o exercício
em 2005 e 2006, foi responsável para de 2018, catorze reuniões tendo todas
as Áreas Financeira e Recursos Humanos as agendas, bem como as respetivas atas
do processo de aquisição da Allied Domecq sido enviadas ao Presidente do Conselho
(Cockburn Smithes & C.ª). Foi Vice-Presidente de Administração, estando as mesmas
na Associação do sector, ACIBEV, como também à disposição da Direção de Gestão
representante da Allied Domecq. É vogal de Risco.
do Conselho Fiscal da Sociedade, da Semapa
e da Secil desde 2018. Os seus membros estiveram presentes
em todas as reuniões realizadas enquanto
Ana Isabel Moraes Nobre Amaral Marques estavam em funções, pelo que se verificou
(Vogal suplente do Conselho Fiscal) um grau de assiduidade, por parte destes,
Ana Isabel Amaral Marques é licenciada de 100%.
em Direito pela Faculdade de Direito
da Universidade de Lisboa. Exerce advocacia O número de reuniões do Conselho Fiscal
desde 1997, em regime profissional liberal realizadas está livremente disponível para
ou em Sociedades de Advogados. Atualmente consulta na página de Internet da Sociedade,
integra a Direção de Recuperação de Crédito em http://www.thenavigatorcompany.com/
da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Investidores/Governo-da-Sociedade.
C.R.L. É vogal suplente do Conselho Fiscal
da Semapa. De acordo com o Regulamento do Conselho
Fiscal, são elaboradas atas detalhadas das
B ) F U N C I O N A M E N TO respetivas reuniões.

34. E
 xistência e local onde podem 36. D
 isponibilidade de cada um dos membros,
ser consultados os regulamentos consoante aplicável, do Conselho
de funcionamento, consoante Fiscal, da Comissão de Auditoria,
aplicável, do Conselho Fiscal, do Conselho Geral e de Supervisão ou da
Comissão de Auditoria, Conselho Geral Comissão para as Matérias Financeiras,
e de Supervisão ou da Comissão para com indicação dos cargos exercidos
as Matérias Financeiras, podendo em simultâneo em outras empresas,
remeter-se para ponto do relatório onde dentro e fora do grupo, e outras
já conste essa informação por força atividades relevantes exercidas pelos
do disposto no n.º 24. membros daqueles órgãos no decurso
do exercício, podendo remeter-se para
O Conselho Fiscal da Sociedade tem ponto do relatório onde já conste essa
um regulamento interno de funcionamento, informação por força do disposto
que se encontra publicado na página no n.º 26.
da Internet da Sociedade, na área dos
Investidores, relativa ao Governo da Essa informação está disponível no anterior
Sociedade, estando livremente disponíveis ponto 33 referente às qualificações
para consulta através da seguinte hiperligação profissionais e outros elementos curriculares
http://www.thenavigatorcompany.com/ relevantes de cada membro dos órgãos sociais
Investidores/Governo-da-Sociedade. em epígrafe.

O relatório anual emitido pelo Conselho Fiscal Os membros do Conselho Fiscal têm
sobre a atividade desenvolvida é publicado a disponibilidade adequada ao desempenho
conjuntamente com o Relatório & Contas, das funções que lhes estão acometidas.
estando disponível na página de Internet
do Grupo Navigator.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 125


Para além das atividades referidas » Vogal do Conselho Fiscal da SEMAPA –
no ponto 33, os membros do Conselho Fiscal Sociedade de Investimento e Gestão,
desempenham as funções que se descrevem SGPS, S.A.
infra:
C) COMPETÊNCIAS E FUNÇÕES
Miguel Camargo de Sousa Eiró
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES 37. D
 escrição dos procedimentos e critérios
DO GRUPO NAVIGATOR: aplicáveis à intervenção do órgão
Não exerce funções noutras sociedades de fiscalização para efeitos de contratação
em relação de grupo com a Navigator. de serviços adicionais ao Auditor Externo.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS
SOCIEDADES/ENTIDADES: De acordo com as regras estabelecidas
»P residente do Conselho Fiscal da SECIL no artigo 77.º n.º 10 e 11.º do Estatuto
– Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. da Ordem dos Revisores Oficiais
(até 10 de agosto de 2018) de Contas, aprovado pela Lei n.º 140/2015
» Presidente do Conselho Fiscal SEMAPA de 7 de setembro, no Regulamento Interno
– Sociedade de Investimento e Gestão, do Conselho Fiscal e no Regulamento Interno
SGPS, S.A. (até 25 de junho de 2018) sobre a aprovação de serviços fora do âmbito
de auditoria, a contratação de serviços
José Manuel Oliveira Vitorino distintos de auditoria, que não sejam exigidos
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES por lei nem constituam serviços proibidos,
DO GRUPO NAVIGATOR: ao Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas
Não exerce funções noutras sociedades ou a qualquer membro da sua rede, pela
em relação de grupo com a Navigator. Navigator ou por sociedades em relação
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS de domínio ou de grupo com a mesma, está
SOCIEDADES/ENTIDADES: sujeita a aprovação prévia do Conselho Fiscal
»V  ogal do Conselho Fiscal da ANA da Navigator, devidamente fundamentada.
Aeroportos de Portugal, S.A.
» Presidente do Conselho Fiscal da SECIL Nestes termos, as propostas apresentadas são
– Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. transmitidas ao Conselho Fiscal para análise
» Presidente do Conselho Fiscal da SEMAPA e validação, procurando-se salvaguardar,
– Sociedade de Investimento e Gestão, essencialmente, (i) que se tratam de serviços
SGPS, S.A. permitidos, (ii) que essa prestação de serviços
não afeta a independência e a isenção
Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira do Auditor Externo necessárias à prestação
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES dos serviços de auditoria, (iii) que o valor
DO GRUPO NAVIGATOR: acumulado dos honorários recebidos pela
Não exerce funções noutras sociedades prestação de serviços distintos de auditoria
em relação de grupo com a Navigator. não excede o limite definido no EOROC e
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS (iv) que os serviços adicionais em causa
SOCIEDADES/ENTIDADES: são prestados com elevada qualidade
»G  erente da LINHA DO HORIZONTE e autonomia.
– Investimentos Imobiliários, Lda.
» Gerente da LOFTMANIA – Gestão Imobiliária, 38. O
 utras funções dos órgãos de fiscalização
Lda. e, se aplicável, da Comissão para
» Vogal do Conselho Fiscal da SECIL as Matérias Financeiras.
– Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
» Vogal do Conselho Fiscal da SEMAPA 1. As funções e deveres do Conselho Fiscal
– Sociedade de Investimento e Gestão, estão expressamente previstos no seu
SGPS, S.A. Regulamento de Funcionamento, que dispõe
sobre o exercício das respetivas atribuições,
Maria da Graça Torres Ferreira da Cunha presidência, periodicidade de reuniões,
Gonçalves funcionamento e quadro de deveres
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM SOCIEDADES dos seus membros, sendo elaboradas
DO GRUPO NAVIGATOR: atas detalhadas das respetivas reuniões,
Não exerce funções noutras sociedades e podem ser consultados na página
em relação de grupo com a Navigator. de Internet da Sociedade, em http://www.
FUNÇÕES DESEMPENHADAS EM OUTRAS thenavigatorcompany.com/Investidores/
SOCIEDADES/ENTIDADES: Governo-da-Sociedade.
»V
 ogal do Conselho Fiscal da SECIL
– Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.

126 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


De acordo com o Regulamento j) F
 iscalizar a eficácia do sistema de gestão
de Funcionamento, revisto em dezembro de riscos, do sistema de controlo interno
de 2018, o Conselho Fiscal assegura, e do sistema de auditoria interna,
atempada e adequadamente, o fluxo se existentes, propondo os ajustamentos
de informação, desde logo das respetivas que se mostrem necessários;
convocatórias e atas, necessário ao exercício
das competências legais e estatutárias k) Pronunciar-se sobre os planos de trabalho
de cada um dos restantes órgãos e comissões. e os recursos afetos aos serviços
de controlo interno, incluindo o controlo
2. N
 o desempenho das suas atribuições, de cumprimento das normas aplicadas
e sem prejuízo de outras competências que à Sociedade e de auditoria interna;
lhe são atribuídas por lei, nomeadamente
no artigo 420.º do Código das Sociedades l) R
 eceber as comunicações de irregularidades
Comerciais, de acordo com o seu apresentadas por acionistas, Colaboradores
Regulamento de funcionamento, compete da Sociedade ou outros;
em especial ao Conselho Fiscal:
m)Contratar a prestação de serviços de peritos
a) F
 iscalizar a administração da Sociedade, que coadjuvem um ou vários dos seus
incluindo, neste âmbito, avaliar anualmente membros no exercício das suas funções,
o cumprimento do plano estratégico devendo a contratação e a remuneração
da Sociedade e do orçamento, a gestão dos peritos ter em conta a importância
de riscos, o funcionamento interno dos assuntos a eles cometidos e a situação
do Conselho de Administração e das suas económica da Sociedade;
comissões, bem como o relacionamento
entre os vários órgãos e comissões n) Cumprir as demais atribuições constantes
da Sociedade; da lei ou do contrato de sociedade;

b) V
 igiar pela observância da lei e do contrato o) F
 iscalizar a adequação do processo
de sociedade; de preparação e de divulgação
de informação financeira pelo Conselho
c) V
 erificar a regularidade dos livros, registos de Administração, incluindo a adequação
contabilísticos e documentos que lhe das políticas contabilísticas, das estimativas,
servem de suporte; dos julgamentos, das divulgações
relevantes e sua aplicação consistente
d) V
 erificar, quando o julgue conveniente entre exercícios, de forma devidamente
e pela forma que entenda adequada, documentada e comunicada;
a extensão da caixa e as existências
de qualquer espécie dos bens ou valores p) P
 ropor à Assembleia Geral a nomeação
pertencentes à Sociedade ou por ela do Revisor Oficial de Contas e respetiva
recebidos em garantia, depósito ou outro remuneração, indicando os critérios que
título; presidiram à escolha do Revisor Oficial
de Contas proposto e descrevendo
e) V
 erificar a exatidão dos documentos o processo de seleção do revisor por
de prestação de contas; si conduzido;

f) V
 erificar se as políticas contabilísticas q) P
 ropor à Assembleia Geral a destituição
e os critérios valorimétricos adotados do Revisor Oficial de Contas ou a resolução
pela Sociedade conduzem a uma correta do contrato de prestação dos seus serviços
avaliação do património e dos resultados; sempre que se verifique justa causa para
o efeito;
g) E
 laborar anualmente relatório sobre
a sua ação fiscalizadora e dar parecer r) Fiscalizar a revisão de contas aos
sobre o relatório, contas e propostas documentos de prestação de contas
apresentados pela Administração; da Sociedade;

h) C
 onvocar a Assembleia Geral, quando s) F
 iscalizar a independência do Revisor
o Presidente da respetiva mesa não o faça, Oficial de Contas, designadamente
devendo fazê-lo; no tocante à prestação de serviços
adicionais, e avaliar anualmente o trabalho
i) A
 companhar, avaliar e pronunciar-se sobre realizado pelo Revisor Oficial de Contas e a
as linhas estratégicas e a política de riscos sua adequação para o exercício das funções
definidas pelo Conselho de Administração; que lhe são atribuídas;

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 127


t) A
 testar se o relatório sobre a estrutura d) O
 bter os relatórios realizados pelos
e práticas de Governo Societário serviços de controlo interno e de auditoria
divulgado inclui os elementos referidos interna da Sociedade, em particular
no art.º 245-A do Código dos Valores aqueles sobre matérias relacionadas com
Mobiliários; a prestação de contas, a identificação ou a
resolução de conflitos de interesses e a
u) Emitir parecer prévio e vinculativo deteção de potenciais irregularidades;
sobre o Regulamento sobre Conflitos
de Interesses e Transações com Partes e) Obter do Revisor Oficial de Contas
Relacionadas a elaborar e aprovar da Sociedade os esclarecimentos
pelo Conselho de Administração necessários à avaliação anual, pelo
ou na falta deste regulamento, sobre Conselho Fiscal, do trabalho realizado
a definição a efetuar pela Administração pelo Revisor Oficial de Contas, bem como
do tipo, âmbito e valor mínimo, individual da sua independência e adequação para
ou agregado, dos negócios com partes o exercício de funções;
relacionadas que:
f) Obter de terceiros que tenham realizado
(i) D  evem ser previamente aprovados pelo operações por conta da Sociedade
Conselho de Administração; e as informações de que careçam para
(ii) Dos que, por serem de valor mais o conveniente esclarecimento de tais
elevado, requerem, ainda, um parecer operações;
prévio favorável do Conselho Fiscal;
g) A
 ssistir às reuniões da Administração,
v) Emitir parecer prévio relativo a quaisquer sempre que o entendam conveniente.
negócios com partes relacionadas que
sejam submetidos à sua apreciação, Para o desempenho das suas funções,
incluindo sobre aqueles que, nos termos o Conselho Fiscal pode ser coadjuvado por
da parte final da alínea anterior, requeiram técnicos especialmente designados para esse
o seu parecer prévio favorável. efeito e ainda por empresa especializada
em trabalho de auditoria, podendo deliberar
3. R
 elativamente aos seus poderes, a contratação da prestação de serviços
no desempenho das suas atribuições, e sem de peritos que coadjuvem um ou vários dos
prejuízo de outros poderes que lhes são seus membros no exercício das suas funções.
atribuídos por lei, os membros do Conselho
Fiscal podem, atuando em conjunto 4. No desempenho das suas atribuições, e sem
ou separadamente: prejuízo de outros deveres que lhes sejam
impostos por lei, os membros do Conselho
a) Obter da Administração a apresentação, Fiscal têm o dever de:
para exame e verificação, dos livros,
registos e documentos da Sociedade, bem a) Informar-se e preparar com diligência
como verificar as existências de qualquer as reuniões do Conselho;
classe de valores, designadamente dinheiro,
títulos e mercadorias; b) Participar nas reuniões do Conselho
e assistir às Assembleias Gerais e bem assim
b) Obter da Administração, ou de qualquer às reuniões da Administração para que
dos Administradores, informações o Presidente da mesma os convoque ou em
ou esclarecimentos sobre o curso das que se apreciem as contas do exercício;
operações ou atividades da Sociedade
ou sobre qualquer dos seus negócios; c) E
 xercer uma fiscalização conscienciosa
e imparcial;
c) T
 er acesso a toda a informação
e Colaboradores da Sociedade para d) G
 uardar segredo dos factos e informações
a avaliação do desempenho, da situação de que tiverem conhecimento em razão
e das perspetivas de desenvolvimento das suas funções, sem prejuízo dos deveres
da Sociedade, incluindo, designadamente, enunciados no n.º 2 e n.º 3 deste artigo;
as atas, a documentação de suporte
às decisões tomadas, as convocatórias e o e) Dar conhecimento à Administração das
arquivo das reuniões dos demais Órgãos verificações, fiscalizações e diligências que
Sociais, sem prejuízo do acesso a quaisquer tenham feito e do resultado das mesmas;
outros documentos ou pessoas a quem
possam ser solicitados esclarecimentos; f) Informar, na primeira assembleia que
se realize, de todas as irregularidades

128 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


e inexatidões por eles verificadas e bem ao exercício das competências legais
assim se obtiveram os esclarecimentos e estatutárias de cada um desses órgãos
de que necessitaram para o desempenho e comissões.
das suas funções;
Os membros do Conselho Fiscal
g) R
 egistar por escrito todas as verificações, devem participar ao Ministério Público
fiscalizações, denúncias recebidas os factos delituosos de que tenham tomado
e diligências que tenham sido efetuadas e o conhecimento e que constituam crimes
resultado das mesmas; públicos.

h) Informar o órgão de Administração 5. Sempre que se aperceba de factos que


dos resultados da revisão legal das revelem dificuldades na prossecução
contas e explicar o modo como esta normal do objeto social, qualquer membro
contribuiu para a integridade do processo do Conselho Fiscal deve comunicá-los
de preparação e divulgação de informação imediatamente ao Revisor Oficial de Contas.
financeira, bem como o papel que o órgão
de fiscalização desempenhou nesse Convém sublinhar que a definição dos critérios
processo; e do processo de seleção do Auditor Externo
e Revisor Oficial de Contas da Sociedade
i) A
 companhar o processo de preparação é uma competência do Conselho Fiscal que
e divulgação de informação financeira está expressamente prevista no respetivo
e apresentar recomendações ou propostas regulamento interno, nos termos acima
para garantir a sua integridade; expostos, devendo a concretização dos
referidos critérios e a definição concreta das
j) F
 iscalizar a eficácia dos sistemas de controlo condições do processo de seleção aplicável
de qualidade interno e de gestão ter lugar através de deliberação do Conselho
do risco e, se aplicável, de auditoria interna, Fiscal e em função de cada processo que
no que respeita ao processo de preparação vier a ocorrer, tal como sucedeu no último
e divulgação de informação financeira, sem processo de seleção respeitante ao atual
violar a sua independência; Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas
da Sociedade.
k) A
 companhar a revisão legal das contas
anuais individuais e consolidadas, O Conselho Fiscal é ainda o interlocutor
nomeadamente a sua execução; privilegiado do Auditor Externo
e Revisor Oficial de Contas, tendo acesso
l) V
 erificar e acompanhar a independência e conhecimento direto da atividade por
da Sociedade de revisores oficiais de contas este desenvolvida. A Sociedade crê que
e, em especial, verificar a adequação é possível esta ação fiscalizadora direta
e aprovar a prestação de outros serviços do Conselho Fiscal, sem interferência
e respetivas condições, para além dos do Conselho de Administração, relativamente
serviços de auditoria, pelo Revisor Oficial ao trabalho desenvolvido pelo Auditor
de Contas à Sociedade e demais entidades Externo e Revisor Oficial de Contas desde
do Grupo em que a mesma se integra; que não saia prejudicado o conhecimento
atempado e adequado do órgão
m) Selecionar as sociedades de revisores de Administração, responsável último
oficiais de contas a propor à Assembleia pelo que se passa na Sociedade e pelas
Geral para eleição e recomendar demonstrações financeiras, quanto a este
justificadamente a preferência por uma mesmo trabalho. Respeitando este princípio,
delas; os relatórios do Auditor Externo e Revisor
Oficial de Contas são dirigidos ao Conselho
n) Tratar de forma confidencial toda Fiscal e discutidos em reuniões conjuntas
a documentação da Sociedade a que deste órgão com um membro do Conselho
tenham acesso no exercício das funções, de Administração, onde o Conselho Fiscal
incluindo o conteúdo das reuniões informa designadamente sobre os resultados
do Conselho e dos demais órgãos da revisão legal das contas, zelando o Conselho
sociais em que participe e da informação Fiscal para que sejam assegurados dentro
preparatória das mesmas; e da Sociedade as condições necessárias para
a prestação dos serviços de auditoria. Cabe
o) Disponibilizar aos demais órgãos ainda ao Conselho Fiscal propor e acompanhar,
sociais e comissões, nos termos legal com o apoio dos serviços internos
e estatutariamente exigidos, toda da Sociedade, a remuneração do Auditor
a informação e documentação necessária Externo e Revisor Oficial de Contas.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 129


O Revisor Oficial de Contas colabora Nos termos do Regulamento do Conselho
ainda com o Conselho Fiscal, no sentido Fiscal este órgão deve verificar a adequação
de prestar, de imediato e nos termos legais e aprovar a prestação de outros serviços
e regulamentares aplicáveis, informação sobre e respetivas condições, para além dos
irregularidades relevantes para o desempenho serviços de auditoria, pelo Revisor Oficial
das funções do Conselho Fiscal que tenha de Contas à Sociedade e demais entidades
detetado, bem como quaisquer dificuldades do Grupo em que se integra a Sociedade, tal
com que se tenha deparado no exercício das como definidos no Estatuto da Ordem dos
suas funções. Revisores Oficiais de Contas, aprovado pela
Lei n.º 140/2015, de 7 de setembro.

IV. REVISOR OFICIAL DE CONTAS

39. Identificação do Revisor Oficial de Contas O Revisor Oficial de Contas anteriormente


e do sócio Revisor Oficial de Contas que indicado no ponto 39 exerce as suas funções
o representa. na Sociedade desde 2018.

O Revisor Oficial de Contas efetivo 41. D


 escrição de outros serviços prestados
da sociedade é a KPMG & Associados pelo ROC à Sociedade.
– Sociedade de Revisores Oficiais de Contas,
S.A., inscrita na Ordem dos Revisores Oficiais Para além dos serviços de revisão legal
de Contas com o n.º 189 e registada na CMVM de contas prestados na Sociedade e nas suas
com o n.º 20161489, representada por Paulo subsidiárias, o ROC prestou também outros
Alexandre Martins Quintas Paixão (ROC serviços de garantia e fiabilidade, de acordo
n.º 1427). com o previsto na Lei 140/2015, de 7
de setembro.
O Revisor Oficial de Contas suplente é Vítor
Manuel da Cunha Ribeirinho (ROC n.º 1081). Os valores pagos por estes serviços ao longo
de 2018 estão detalhados no ponto 46 e
40. Indicação do número de anos em que 47 infra.
o Revisor Oficial de Contas exerce
funções consecutivamente junto
da Sociedade e/ou Grupo.

V. AUDITOR EXTERNO

42. Identificação do Auditor Externo O Auditor Externo e o respetivo sócio


designado para os efeitos do art. 8.º e Revisor Oficial de Contas que o representa
do sócio Revisor Oficial de Contas que no cumprimento dessas funções foram
o representa no cumprimento dessas nomeados em Assembleia Geral em setembro
funções, bem como o respetivo número de 2017, para o exercício com início a 1
de registo na CMVM. de janeiro de 2018. Desta forma, 2018 é o
primeiro ano de exercício de funções junto
O Auditor Externo da Sociedade é a KPMG da Sociedade e/ou do Grupo.
& Associados – Sociedade de Revisores
Oficiais de Contas, S.A., inscrita na Ordem dos 44. Política e periodicidade da rotação
Revisores Oficiais de Contas com o n.º 189 do Auditor Externo e do respetivo sócio
e registada na CMVM com o n.º 20161489, Revisor Oficial de Contas que o representa
sendo representada no cumprimento dessas no cumprimento dessas funções.
funções pelo sócio Paulo Alexandre Martins
Quintas Paixão (ROC n.º 1427). O Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais
de Contas, aprovado pela Lei n.º 140/2015,
43. Indicação do número de anos em que de 7 de setembro, entrou em vigor em 1
o Auditor Externo e o respetivo sócio de janeiro de 2016 e veio consagrar um novo
Revisor Oficial de Contas que o representa regime jurídico aplicável à rotação obrigatória
no cumprimento dessas funções exercem dos revisores oficiais de contas nas sociedades
funções consecutivamente junto de interesse público, como a Navigator,
da Sociedade e/ou do Grupo. sendo que anteriormente a Sociedade não

130 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


tinha nenhuma política que impusesse apreciar toda a informação contabilístico-
a rotatividade do Auditor Externo e Revisor -financeira que considere necessária em cada
Oficial de Contas ou do seu representante. momento, podendo solicitar-lhes qualquer
informação que entenda necessária para a sua
Com a consagração do referido fiscalização.
regime jurídico, e considerando que
a PricewaterhouseCoopers & Associados Adicionalmente, o Conselho Fiscal, no exercício
– SROC, Lda. tinha atingido os limites das suas funções fiscalizadoras e de revisão
temporais máximos para o exercício aos documentos de prestação de contas
de funções de revisão oficial de contas da Sociedade, efetua anualmente uma
na SEMAPA, sociedade com a qual a Navigator avaliação global do desempenho do Auditor
consolida contas, o Conselho Fiscal, Externo no âmbito dos trabalhos preparatórios
no decurso do ano de 2017, desenvolveu, do seu Relatório e Parecer às contas anuais
com o apoio das administrações e serviços e, bem assim, fiscaliza a sua independência,
das empresas do grupo SEMAPA envolvidas, designadamente através da obtenção
o processo organizado de seleção do Revisor da confirmação escrita de independência
Oficial de Contas, para o exercício de 2018, do auditor prevista no artigo 62.º do EOROC
até ao final do mandato dos restantes órgãos (Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais
sociais, tendo o processo de seleção sido de Contas); da confirmação do cumprimento
aberto a várias entidades. As propostas dos requisitos de rotação do sócio
apresentadas foram analisadas e avaliadas responsável e da identificação das ameaças
pelo Conselho Fiscal, com base nos critérios à independência e das medidas de salvaguarda
adotados no processo de seleção. adotadas para a sua mitigação.

Em resultado do processo de seleção, Nessa medida, o Conselho Fiscal tem acesso


o Conselho Fiscal recomendou e propôs irrestrito à documentação produzida pelos
aos acionistas a designação como Auditor auditores da Sociedade, podendo-lhes solicitar
Externo da KPMG & Associados – Sociedade qualquer informação que entenda necessária
de Revisores Oficiais de Contas, S.A. tendo e sendo a primeira destinatária dos relatórios
a referida proposta sido aprovada pelos finais elaborados pelos auditores externos.
acionistas em Assembleia Geral.
Nos termos do disposto na alínea b) do n.º 2
45. Indicação do órgão responsável do artigo 420.º do Código das Sociedades
pela avaliação do Auditor Externo Comerciais, compete ao Conselho Fiscal
e periodicidade com que essa avaliação propor à Assembleia Geral a nomeação
é feita. do Revisor Oficial de Contas da Sociedade.

No âmbito da sua função fiscalizadora 46. Identificação de trabalhos, distintos dos


e de revisão aos documentos de prestação de auditoria, realizados pelo Auditor
de contas da Sociedade, o Conselho Fiscal Externo para a Sociedade e/ou para
avalia o Auditor Externo e Revisor Oficial sociedades que com ela se encontrem
de Contas de forma contínua e em especial em relação de domínio, bem como
no âmbito dos trabalhos preparatórios do seu indicação dos procedimentos internos
Relatório e Parecer às contas anuais. para efeitos de aprovação da contratação
de tais serviços e indicação das razões
O Conselho Fiscal, para além de ser para a sua contratação.
responsável por propor à Assembleia Geral
a nomeação do Revisor Oficial de Contas Tal como descrito nos pontos 41 e 47,
e respetiva remuneração, é o órgão no exercício findo em 31 de dezembro de 2018,
responsável por avaliar e acompanhar todos foram faturados pela sociedade de revisores
os trabalhos de auditoria desenvolvidos pelo oficiais de contas, e outras entidades
Auditor Externo de uma forma contínua, tendo pertencentes à mesma rede, os honorários
a possibilidade de propor a sua destituição relativos à revisão legal das contas anuais,
com justa causa na Assembleia Geral, reunidas revisão limitada das contas intercalares
as devidas formalidades para o fazer. Nesse e outros serviços de garantia de fiabilidade.
sentido, ao longo do exercício o Conselho A decomposição da faturacão desses serviços
Fiscal reúne-se frequentemente com encontra-se detalhada infra no ponto 47.
o Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo,
estabelecendo-se entre estes dois órgãos Os serviços indicados como “outros serviços
uma relação permanente e direta, sendo este de garantia de fiabilidade” dizem respeito
último destinatário dos respetivos relatórios. à emissão de relatórios sobre informação
Nessas reuniões o Conselho Fiscal poderá financeira.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 131


Os serviços indicados como “outros serviços” do âmbito de auditoria, de junho de 2016,
foram prestados no âmbito dos serviços e dos processos de análise e fiscalização pelo
que não de revisão legal que são permitidos Conselho Fiscal, dos trabalhos propostos
de acordo com as regras de independência e da sua definição criteriosa em sede
definidas no EOROC e foram sempre de contratação.
aprovados pelo Conselho Fiscal
em observância das normas legais aplicáveis Como prova disso, de acordo como
e dos procedimentos internos instituídos para próprio Regulamento do Conselho Fiscal,
o efeito. no seu artigo 2.º, competem a este órgão
as competências, funções e deveres elencados
Os serviços prestados pelo Auditor Externo supra no ponto 38, n.ºs 2, 3 e 4.
e Revisor Oficial de Contas, distintos dos
de auditoria, foram sempre aprovados pelo Adicionalmente, na prestação dos serviços
Conselho Fiscal, obedecendo às normas que não de auditoria, os nossos auditores
legais aplicáveis e aos procedimentos internos têm instituídas regras internas para garantir
instituídos para o efeito. a salvaguarda da sua independência, tendo
essas regras sido adotadas na prestação
O Conselho de Administração e o Conselho destes serviços e objeto de monitorização
Fiscal entendem que a contratação pontual por parte da Sociedade, em especial pelo
de tais serviços é justificada pela experiência Conselho Fiscal.
acumulada do Auditor Externo e Revisor Oficial
de Contas nos sectores onde a sociedade atua 47. Indicação do montante da remuneração
e pela qualidade do seu trabalho, para além anual paga pela Sociedade e/ou por
da definição criteriosa do âmbito do trabalho pessoas coletivas em relação de domínio
solicitado, apoiando-se ainda o Conselho Fiscal ou de grupo ao auditor e a outras pessoas
na análise e pareceres internos dos serviços. singulares ou coletivas pertencentes
à mesma rede e discriminação
O Conselho de Administração entende da percentagem respeitante aos seguintes
existirem suficientes procedimentos serviços (para efeitos desta informação,
de salvaguarda da independência dos o conceito de rede é o decorrente
auditores, através da observância da norma da Recomendação da Comissão Europeia
interna sobre a aprovação de serviços fora n.º C (2002) 1873, de 16 de maio)

POR ENTIDADES QUE INTEGREM


O GRUPO NAVIGATOR (INCLUINDO
PELA SOCIEDADE A PRÓPRIA SOCIEDADE)

VALOR % VALOR %

Valor dos serviços de revisão legal / revisão limitada de contas 32 067,00 59% 95 760,00 81%
Valor de outros serviços de garantia e fiabilidade 4. 500,00 8% 4 500,00 4%
Valor de outros serviços 17 800,00 33% 17 800,00 15%
Total 54 367,00 100% 118 060,00 100%

Em 2018, os serviços distintos dos serviços a mesma rede, representaram 19% do total dos
de auditoria faturados à sociedade serviços prestados.
ou a entidades que com ela mantenham uma
relação de domínio pelo Auditor Externo Em 2018, a PricewaterhouseCoopers
e Revisor Oficial de Contas, incluindo & Associados – SROC, Lda faturou honorários
as entidades que com ele se encontram de serviços de revisão legal de contas de 2017
em relação de participação ou que integram de € 332 860.

132 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


C . O RG A N I ZA Ç Ã O I NTERN A

I. ESTATUTOS

48. R
 egras aplicáveis à alteração dos e deliberada em Assembleia Geral, a qual
estatutos da Sociedade (art. 245.º-A, só poderá reunir em primeira convocação
n.º 1, al. h)). se estiverem presentes ou representados
acionistas que detenham, pelo menos, ações
Os Estatutos da Sociedade não definem correspondentes a um terço do capital social,
quaisquer regras específicas relativas não estando a realização da Assembleia Geral
à alteração dos mesmos, pelo que compete em segunda convocação, com esse objetivo,
à Assembleia Geral deliberar sobre quaisquer sujeita a um quórum constitutivo.
propostas de alterações aos mesmos, nos
termos previstos no Código das Sociedades Por outro lado, a proposta de alteração dos
Comerciais. Estatutos da Sociedade só será aprovada
por dois terços dos votos emitidos, quer
Assim, a proposta de alteração aos Estatutos a Assembleia Geral reúna em primeira quer
deverá ser submetida pelos acionistas em segunda convocação.
da Sociedade para que seja votada

II. COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES

49. Meios e política de comunicação Direção de Gestão de Riscos, deve proceder


de irregularidades ocorridas na Sociedade. à averiguação de todos os factos necessários
à apreciação da alegada irregularidade. Este
Existe na Sociedade um “Regulamento processo termina com o arquivamento ou com
Relativo à Comunicação de Irregularidades” a apresentação ao Conselho de Administração
que tem como objeto enquadrar ou à Comissão Executiva, conforme esteja
e regulamentar a comunicação por quaisquer ou não em causa um titular dos órgãos
interessados, sejam eles Colaboradores, sociais, de uma proposta de aplicação das
clientes, fornecedores, parceiros ou quaisquer medidas mais adequadas face à irregularidade
outras entidades ou indivíduos que em causa. De todas as comunicações
se relacionem com a Sociedade ou com suas recebidas deve ser dado conhecimento
subsidiárias de irregularidades alegadamente ao Conselho Fiscal.
ocorridas no seio do Grupo Navigator.
O Regulamento contém ainda outras
Nos termos do referido Regulamento disposições, designadamente no sentido
é considerada irregularidade qualquer alegada de salvaguardar a confidencialidade
violação de disposições legais, regulamentares da comunicação, o tratamento não prejudicial
e/ou estatutárias ocorrida no Grupo Navigator. do stakeholder comunicante e a difusão
É igualmente considerada irregularidade do respetivo regime na Sociedade.
o incumprimento dos deveres e princípios
éticos constantes do Código de Ética No decurso do exercício de 2018, foram
da Sociedade. comunicadas 7 potenciais irregularidades.
Em todas elas, foram devidamente seguidos
Este Regulamento consagra o dever geral os mecanismos de apreciação dos factos
de comunicação de alegadas irregularidades, reportados, sua investigação e decisão
indicando uma equipa multidisciplinar sobre as medidas a tomar. Sobre estas
como entidade com competência para comunicações, cumpre reportar o seguinte:
as tratar. Os regulamentos internos dos
órgãos e comissões da Sociedade preveem –D
 as 3 denúncias de 2017 ainda em aberto,
igualmente a adoção e o cumprimento foi fechada uma que dizia respeito a práticas
do referido regulamento. comerciais de um parceiro de negócio.
O assunto foi adequadamente resolvido
A equipa multidisciplinar, constituída pela com todos os intervenientes, tendo sido esta
Direção dos Serviços Jurídicos e pela actuação apreciada pela Comissão de Ética

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 133


(já em 2019). As outras duas situações, dada silvícolas realizadas respeitam em todo
a sua especial complexidade, continuam o momento as populações locais.
ainda em aberto.
–D
 uas participações referiam-se a alegadas
–A
 estas duas ainda em investigação, irregularidades em concursos e promoções
e por se tratarem de temas conexos, levados a cabo pelas marcas da Companhia.
juntaram-se durante o ano de 2018 mais As situações foram analisadas, tendo num
duas participações, que continuam também dos casos sido prestadas informações
em investigação. ao comunicante sobre o processo
de atribuição de prémios, sem mais
–U
 ma situação reportou um potencial caso medidas, e no outro tendo sido esclarecida
de “bullying” no seio de uma das direções a participante sobre a lista de vencedores.
do Grupo. Esta situação foi investigada
com recurso a entrevistas e vasta análise –U
 ma participação referia a compra
documental, não se tendo concluído de uma resma de papel alegadamente
pela fundamentação da denúncia. Foram com dimensões irregulares. Foi dado
no entanto dados avisos pela hierarquia conhecimento à Direcção Técnica
referentes a situações consideradas menos de Produto para as atuações relevantes.
adequadas, embora sem relevo disciplinar.
Cumpre ainda dizer que foi verificado
–U
 ma situação referia sem concretizar no processo anual de revisão de todas
a intenção de abater florestas de alto valor as denúncias recebidas ter havido situações
de conservação, com alegados impactos em que as conclusões das investigações não
negativos nas populações afetadas. Não foram em devido tempo comunicadas aos
havendo informação sobre nenhuma denunciantes/participantes. Os mesmos foram
operação específica, foram comunicados de imediato contactados, dando nota do nosso
ao denunciante os mecanismos da empresa lapso e transmitindo as informações relevantes.
para garantir que todas as operações

III. CONTROLO INTERNO E GESTÃO DE RISCOS

50. Pessoas, órgãos ou comissões de controlo interno aos riscos percebidos


responsáveis pela auditoria interna e para apoiar a organização a implementar
e/ou pela implementação de sistemas programas de melhoria a esse mesmo sistema.
de controlo interno.
À cabeça deste sistema de governação
A Gestão de Risco é considerada pela de risco estão o Conselho Fiscal e o Conselho
Sociedade um processo central à sua de Administração, conforme em seguida
atividade. Está por isso implementado se detalha.
um sistema de monitorização permanente
da gestão de risco no Grupo Navigator, Conselho de Administração
envolvendo todas as unidades organizacionais, As responsabilidades do Conselho
a DGR e o Conselho Fiscal. de Administração neste âmbito são:
–R
 ever e aprovar a política de risco definida
Este sistema tem por base uma avaliação para o Grupo Navigator, incluindo o apetite
sistemática e explícita dos riscos de negócio e a tolerância de risco;
por todas as direções organizacionais –F
 ixar objetivos em matéria de assunção
do Grupo Navigator e a identificação dos de riscos e zelar pela sua prossecução;
principais controlos existentes em todos –A
 provar o modelo de governação de risco
os processos de negócio. Esta base permitirá adotado pelo Grupo Navigator;
à Sociedade avaliar em permanência –S
 upervisionar a aplicação da política de risco
a adequação do seu sistema de controlo no Grupo Navigator;
interno aos riscos entendidos em cada –D
 ebater e aprovar o plano estratégico e a
momento como mais críticos. política de risco da Sociedade, que inclua
a definição de níveis de risco considerados
Como parte dessa avaliação periódica, aceitáveis;
estabelece-se um programa anual de auditoria –A
 provar estratégias para fazer face a riscos,
interna, a ser levado a cabo pela DGR nomeadamente riscos muito elevados;
em conjunto com cada direção envolvida, para –P
 romover uma cultura de risco no Grupo
monitorar a adequação do referido sistema Navigator.

134 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Conselho Fiscal –A  poiar na definição de responsabilidades
As responsabilidades do Conselho Fiscal neste a atribuir no âmbito da gestão de risco;
âmbito são: – Apoiar na identificação e na caracterização
–F
 iscalizar a eficácia do sistema de gestão de riscos;
de riscos, do sistema de controlo interno – Monitorizar indicadores de risco;
e do sistema de auditoria interna; – Apoiar na definição de medidas
–A
 valiar e propor melhorias ao modelo, de mitigação de riscos;
processos e procedimentos de gestão dos – Avaliar a efetividade das medidas
riscos; de mitigação de riscos;
–A
 companhar a execução dos planos – Avaliar o cumprimento da tolerância
de atividades no âmbito da gestão de risco; de risco;
–T
 omar conhecimento dos relatórios – Assegurar o cumprimento dos planos
de acompanhamento da gestão de risco de ação para mitigação de riscos;
emitidos pela Direção de Gestão de Risco. – Elaborar relatórios de acompanhamento
da gestão de risco.
Presidente da Comissão Executiva
As responsabilidades do Presidente Áreas de Negócio/Direções
da Comissão Executiva neste âmbito são: As responsabilidades das áreas de negócio/
–D
 efinir a política de risco do Grupo direções neste âmbito são:
Navigator, incluindo o apetite de risco; – Definir tolerância de risco;
–T
 er em consideração a política de risco – Identificar e caracterizar riscos;
na definição dos objetivos estratégicos – Definir e monitorizar indicadores de risco;
do Grupo Navigator; – Definir, implementar e executar medidas
–D
 isponibilizar meios e recursos com vista de mitigação de riscos, de acordo com
à eficácia e eficiência da gestão de risco; os planos de ação para mitigação de riscos;
–A
 provar o modelo, os processos e os – Realizar assessments de riscos e controlos.
procedimentos de gestão de risco;
–D
 efinir o modelo de governação da gestão 51. E
 xplicitação, ainda que por inclusão
de risco a adotar pelo Grupo Navigator, de organograma, das relações
incluindo as responsabilidades a atribuir; de dependência hierárquica e/ou funcional
–A
 provar os planos de atividades no âmbito face a outros órgãos ou comissões
da gestão de risco; da Sociedade.
–A
 ssegurar que os principais riscos a que
Grupo Navigator se encontra exposto Resulta claro do ponto anterior que a gestão
são identificados e reduzidos para níveis de risco na Sociedade é responsabilidade
aceitáveis, em linha com o apetite e com de toda a organização, com as funções
a tolerância de risco definidos; aí detalhadas.
–D
 iscutir e aprovar opções de tratamento
de riscos cujo nível de risco residual Em termos de enquadramento hierárquico
se encontre acima dos níveis de tolerância e funcional, importa salientar que a Auditoria
de risco; Interna (Direção de Gestão de Risco) além
–A
 companhar e rever o trabalho realizado de reportar funcionalmente ao Presidente
pela Direção de Gestão de Risco no âmbito da Comissão Executiva, reporta, também,
da gestão de risco; ao Conselho Fiscal assegurando, assim,
–C
 omunicar resultados ao Conselho o apoio necessário à boa execução
de Administração. das suas competências. Estas relações
demonstram-se esquematicamente
Direção de Gestão de Risco no organograma que se segue:
As responsabilidades da Direção de Gestão
de Risco neste âmbito são:
–D  efinir o modelo, os processos e os
procedimentos de gestão de riscos;
–E  laborar os planos de atividades no âmbito
da gestão de risco;
– Identificar e implementar meios e recursos
(humanos, processuais e tecnológicos), que
facilitem a identificação, a análise e a gestão
de risco;
–A  lertar para potenciais riscos na definição
dos objetivos estratégicos e operacionais;
–A  poiar na definição do apetite de risco e da
tolerância ao risco;

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 135


Supervisão

Conselho
Assembleia
de Administração
Geral

Secretário
da Sociedade Conselho
Fiscal

Controlo e monitorização

Direcção
Comissão
de Gestão
Executiva
de Risco

Presidente Função de auditoria


da Comissão Executiva interna

Administradores Executivos Função de Análise


de riscos
Operação

Áreas de Negócio

Direções

52. E
 xistência de outras áreas funcionais com entre o Grupo Navigator e os seus acionistas
competências no controlo de riscos. ou outros stakeholders.

Existem na Sociedade as seguintes comissões, –F


 órum de Sustentabilidade – implementa
que complementam a atividade do Conselho a política corporativa e estratégica
Fiscal e do Presidente da Comissão Executiva em assuntos de responsabilidade social
quanto ao controlo e monitorização de riscos e ambiental, e de prevenção de potenciais
específicos: riscos que afetem essas matérias.

–C
 omissão de Análise e Acompanhamento –C
 omissão de Ética – supervisiona
dos Riscos Patrimoniais – pronuncia-se sobre o cumprimento do disposto no Código
sistemas de prevenção do risco patrimonial de Ética e identifica situações que
em vigor na empresa, em estreita condicionem o seu cumprimento.
ligação com o sistema de governança
do risco em vigor no Grupo Navigator; 53. Identificação e descrição dos principais
e avalia a adequação das políticas tipos de riscos (económicos, financeiros
de seguro de riscos patrimoniais em vigor e jurídicos) a que a Sociedade se expõe
no Grupo Navigator, e das apólices em que no exercício da atividade.
se traduzam.
No exercício da sua atividade, o Grupo
–C
 omissão de Governo Societário – Navigator encontra-se exposto a uma
supervisiona a aplicação das normas variedade de riscos económicos, financeiros
do Governo Societário do Grupo Navigator, e jurídicos. Nesse âmbito, apresentam-se em
bem como do Código de Ética, bem como seguida uma seleção dos principais riscos
fiscaliza os procedimentos internos relativos identificados:
às matérias de conflitos de interesses,
nomeadamente no que respeita a relações

136 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


RISCO (SELEÇÃO NÃO EXAUSTIVA) DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Acidentes de trabalho Industriais Risco de ocorrência de acidentes de trabalho, podendo resultar em lesões,
incapacidade ou fatalidades.
Aumento de custos de transporte Risco de aumento dos custos de transporte de pasta, papel ou tissue, podendo
resultar numa redução das margens de venda ou na necessidade de aumentar
os preços de venda a clientes.
Aumento de procura de matéria-prima (madeira) Risco associado ao aumento da procura de matéria-prima (madeira), devido à maior
capacidade por parte de concorrentes, provocando um aumento dos preços
de compra de madeira e consequente aumento dos custos de produção.
Cambial Risco de variação da taxa de câmbio do Euro face a outras divisas, podendo afetar
significativamente os resultados do grupo, tanto por via das receitas (vendas) como
por via dos custos (compras).
Consequências ambientais da atividade Risco de ocorrências com consequências ambientais adversas, direta ou
indiretamente imputados à atividade industrial, e que possam resultar no
incumprimento de legislação ambiental, insatisfação de clientes e stakeholders,
nomeadamente ao nível da comunidade local.
Danos florestais Risco de danos florestais decorrentes de fenómenos naturais ou humanos, podendo
pôr em causa a quantidade de matéria-prima necessária à atividade do Grupo
e consequente acréscimo de custos ou perda de receita.
Deterioração regulatória da competitividade Risco de deterioração das condições de venda da energia produzida, determinadas
do negócio energético em certa medida pelo entorno regulatório; Volatilidade na regulamentação do setor
pode levar de forma repentina à perda (total ou parcial) da contribuição deste
negócio para a rentabilidade do grupo.
Diminuição de procura de papel por substituição Risco associado a uma diminuição da procura dos produtos comercializados pelo
tecnológica Grupo, podendo resultar numa redução significativa das vendas.
Falha no abastecimento de madeira Risco de falhas no abastecimento de madeira, podendo resultar em paragens
de produção e consequente acréscimo de custos ou perda de receita.
Falhas de equipamentos Risco de falhas no funcionamento dos equipamentos de produção, podendo resultar
em paragens de produção e consequente acréscimo de custos ou perda de receita.
Falhas de segurança de informação Risco de ocorrência de falhas de segurança da informação, relacionadas com
a confidencialidade, disponibilidade e integridade da informação ao longo do seu
processo de captura, processamento, comunicação, armazenamento e destruição,
potenciando situações de perdas/fugas de informação, fraudes, descontinuidade
das operações.
Falta de matéria-prima certificada Risco associado à incapacidade de obtenção de matéria-prima certificada, podendo
resultar numa perda de valor do produto final e consequentemente dos valores
de vendas.
Fraude Risco de fraude nos processos com movimentação de valores para prejuízo do grupo.
Gestão de fornecedores Risco de ineficiência na gestão do relacionamento com os fornecedores críticos
para o negócio, ou excessiva dependência destes e que comprometa a qualidade
dos serviços prestados, limite as operações do Grupo ou potencie ineficiências
operacionais.
Incumprimento de legislação e regulamentação Risco de incumprimento da legislação fiscal, laboral, ambiental, contabilística ou outra
e/ou de regulamentação do setor. Incumprimento de normas contabilísticas.
Irregularidades em compras e pagamentos Risco de ineficiência ou inadequação do processo de compras de materiais ou
serviços críticos para o negócio, tendo como consequência ruturas de stock, perdas
financeiras, incumprimento de e para com fornecedores ou ocorrência de situações
de fraude.
Ocorrência de incêndios ou outras catástrofes naturais Risco de perda de ativos ou mesmo de danos pessoais por incêndios ou outros
fenómentos naturais.
Perda de oportunidades de novos negócios/produtos/ Risco de não serem capturadas oportunidades no desenvolvimento de novos
processos negócios, produtos ou processos por via de ineficaz atividade de I&D ou de scouting
tecnológico.
Perda de Produtividade Florestal Risco de poder não se conseguir atingir o potencial produtivo da estação por não
aplicação das melhores práticas silvícolas disponíveis.
Perdas em crédito a clientes Risco dos créditos concedidos a clientes, podendo resultar em valores incobráveis
e consequente acréscimo de custos.
Preço da pasta de papel Risco associado a flutuações do preço da pasta, podendo resultar em perdas para
o Grupo.
Qualidade dos produtos Risco associado à qualidade dos produtos, podendo resultar em insatisfação por
parte dos consumidores e consequente quebra de vendas e perda de receita.
Redução do preço do papel Risco de pressões concorrenciais, podendo resultar numa quebra das vendas
e da quota de mercado.
Restrições ambientais à produção industrial Risco de ocorrência de restrições ambientais à produção industrial, podendo resultar
em alterações necessárias ao processo produtivo e consequente acréscimo de custos.
Restrições legais à produção florestal Risco de imposição de restrições legais à produção florestal, podendo resultar num
decréscimo da produção de matéria-prima e consequente aumento dos custos com
a sua aquisição.
(…)

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 137


(…)
RISCO (SELEÇÃO NÃO EXAUSTIVA) DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Restrições legais às importações de papel Risco de restrição às importações de papel em países produtores através
da implementação de barreiras alfandegárias, podendo resultar numa redução
de vendas.
Sustentabilidade da atividade florestal Risco de comprometimento da atividade futura da organização ou da sociedade
e tecido empresarial local, em geral, devido a uma utilização excessiva ou não racional
dos recursos naturais envolvidos na atividade florestal.
Sustentabilidade da atividade industrial Risco de contaminação dos solos ou de emissões excessivas de gases nocivos para
a atmosfera, resultantes direta ou indiretamente do processo de abastecimento,
saneamento ou tratamento de resíduos sólidos urbanos (e.g. acidentes, avarias,
técnicas utilizadas) ou de causas naturais como cheias ou secas nos pontos
de captação, ou acidentes graves de poluição.
Variação de preços de energia Risco associado a alterações dos preços de compra e venda de energia, resultando
em acréscimos de custos e perdas de receita.

Muitos dos fatores de risco assinalados de risco assume uma especial relevância,
não são controláveis pelo Grupo através da possibilidade de avaliação contínua
Navigator, nomeadamente fatores do perfil de risco do Grupo Navigator
de mercado que podem afetar fundamental e do reforço do nível de controlo interno.
e desfavoravelmente o preço de mercado É igualmente relevante a contribuição
das ações da Sociedade, independentemente da gestão de risco para a Auditoria Interna,
do desempenho operacional e financeiro orientando a sua ação para as áreas/processos
do Grupo Navigator. de maior risco e preocupação para o negócio
– “Auditoria Interna baseada no Risco”. Como
54. Descrição do processo de identificação, resultado imediato desta abordagem, será
avaliação, acompanhamento, controlo possível planear e executar ações de auditoria
e gestão de riscos. que tenham em consideração os riscos mais
relevantes para o Grupo Navigator, através
A gestão de risco representa para o Grupo de uma metodologia para planeamento
Navigator um instrumento essencial para de auditorias.
a tomada de decisão através da permanente
monitorização dos riscos a que se encontra O processo de gestão de risco do Grupo
exposto, sensibilizando o Grupo Navigator Navigator segue as melhores práticas,
de uma forma abrangente, para uma cultura modelos e frameworks de gestão de risco
de risco que inclua a perspetiva de evitar internacionalmente aceites, entre os quais
riscos mas também a perspetiva positiva se encontram o “COSO II – Integrated
de assumir riscos. framework for Enterprise Risk Management”,
o “Risk Management Standard AS/NZS 4360”
Por outro lado, as diversas áreas/ e a norma ISO 31000.
direções beneficiam da gestão de risco
através da possibilidade de antecipar Para a elaboração do processo de gestão
situações de incerteza, mitigando os riscos de risco foi tida em consideração a norma ISO
de consequências adversas e potenciando 31000 no que concerne às principais fases
os riscos que encerram em si oportunidades. do mesmo, e o COSO II para a sistematização
É ainda obtida uma maior e mais sustentada e estruturação dos riscos. Este processo
capacidade de decisão do Grupo Navigator é composto por um conjunto de sete
face a eventos de risco, respondendo de forma fases inter-relacionadas, englobando em si
coordenada e integrada a riscos com causas, mesmo um processo iterativo de melhoria
impactos ou vulnerabilidades que abranjam contínua, consubstanciado por um processo
mais do que uma área. de comunicação e consulta e por um processo
de monitorização e revisão. A figura seguinte
Por último, do ponto de vista da Auditoria representa esquematicamente o fluxo
Interna e do ambiente de controlo, a gestão do processo de gestão de risco.

138 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Estabelecer
o contexto

Avaliação
de riscos
Identificar
os riscos

Comunicação Analisar Monitorização


e consulta os riscos e revisão

Avaliar
os riscos

Tratar os
riscos

Todo este processo está suportado numa do Grupo, os processos de gestão de compras
ferramenta informática disseminada e os processos de tratamento de efluentes
na Sociedade. de algumas das instalações fabris.

A auditoria externa está a cargo da KPMG. 55. P


 rincipais elementos dos sistemas
O Auditor Externo da Sociedade verifica, de controlo interno e de gestão
designadamente a aplicação das políticas de risco implementados na Sociedade
e sistemas de remunerações, bem como relativamente ao processo de divulgação
a eficácia e o funcionamento dos mecanismos de informação financeira (art. 245.º-A,
de controlo interno através dos elementos n.º 1, al. m)).
que lhe são facultados pela Sociedade.
As conclusões das verificações efetuadas são A Sociedade possui um sistema de controlo
reportadas pelo Auditor Externo ao Conselho interno relativo à preparação e divulgação
Fiscal que, sendo caso disso, reporta de informação financeira, que é assegurado
as deficiências encontradas. pelo Conselho Fiscal, em colaboração
com outras Direções/Áreas de Negócio
Em face dos principais riscos identificados, da Sociedade, nomeadamente a Direção
manteve-se a função de monitorização de Contabilidade e Fiscalidade, a Direção
e controlo protagonizada pela Direção de Controlo de Gestão, a Direção de Gestão
de Gestão de Risco através da execução de Risco e o Departamento de Relações
de auditorias de controlo interno. com Investidores. No âmbito deste sistema,
o Conselho Fiscal aprecia a informação
Neste âmbito, durante o ano de 2018 foram financeira cada trimestre com base nos
levadas a cabo 3 auditorias de controlo interno reportes da Direção que os prepara
e feitos seguimentos de assuntos em aberto e apoiando-se da opinião que o ROC e Auditor
das auditorias anteriores. Nomeadamente, Externo lhe emitem sobre aquela. Neste
os trabalhos deste ano tiveram como foco âmbito, são ainda realizadas reuniões com
principal as áreas da receção de madeiras a participação da Direção de Gestão de Risco,

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 139


de membros da Comissão Executiva, do ROC processos em curso. Os elementos de sistema
e Auditor Externo, e de responsáveis pela de controlo interno e gestão de risco
contabilidade e pelo planeamento e controlo encontram-se descritos no ponto 54.
de gestão, com vista ao acompanhamento dos

IV. APOIO AO INVESTIDOR

56. S
 erviço responsável pelo apoio elementos mencionados no artigo 171.º do
ao investidor, composição, funções, Código das Sociedades Comerciais, está
informação disponibilizada por esses disponível na página de Internet do Grupo
serviços e elementos para contacto. Navigator, cujo endereço é http://www.
thenavigatorcompany.com/. As divulgações
A Sociedade dispõe de um Gabinete de resultados trimestrais, os relatórios
de Relações com Investidores desde 1995, que e contas semestrais e anuais, os respetivos
tem como missão elaborar, gerir e coordenar comunicados e press releases, a descrição
todas as atividades necessárias com o objetivo dos órgãos sociais, o calendário financeiro,
de assegurar um contacto permanente os Estatutos da Empresa, as convocatórias
e adequado com a comunidade financeira para as Assembleias Gerais, as propostas
– investidores, acionistas, analistas financeiros apresentadas para discussão e votação
e entidades reguladoras – e promover em Assembleia Geral, as deliberações
a comunicação da informação financeira aprovadas e a estatística de presenças,
da Sociedade, ou outra que seja relevante bem como todos os factos relevantes
para a evolução do desempenho das ações que ocorram estão também disponíveis
da Navigator no mercado de capitais. na página de Internet da Navigator, na área
de Investidores, em português e em inglês.
De acordo com princípios de coerência,
integridade, regularidade, equidade, 57. R
 epresentante para as relações com
credibilidade e oportunidade contribui o mercado.
assim para facilitar o processo de decisão
de investimento e a criação sustentada A representante para as Relações com
de valor para o acionista. o Mercado da Sociedade é Joana de Avelar
Pedrosa Rosa Lã Appleton e pode ser
O Gabinete de Relações com Investidores tem contactada através do telefone com o n.º
como funções cumprir as suas obrigações (+351) 219 017 434 ou do seguinte endereço
legais de informação ao regulador e ao eletrónico: joana.la@thenavigatorcompany.
mercado, nomeadamente a responsabilidade com. Estes contactos estão disponíveis
de divulgar resultados e atividades do grupo, na página de Internet da Navigator, na área
responder a pedidos de informação de Investidores.
de investidores, analistas financeiros e de
outros agentes bem como apoiar a comissão 58. Informação sobre a proporção e o prazo
executiva na divulgação da estratégia de resposta aos pedidos de informação
de crescimento e desenvolvimento da The entrados no ano ou pendentes de anos
Navigator Company. anteriores.

Este Gabinete assegura assim, Os pedidos de informação colocados


de forma adequada e rigorosa, a produção, ao Gabinete de Relações com Investidores
o tratamento e a atempada divulgação são feitos na sua maioria através de correio
de informação à Administração, aos acionistas, eletrónico, sendo também recebidos alguns
aos investidores e demais stakeholders, aos contactos por via telefónica. Todos os pedidos
analistas financeiros e ao mercado em geral. são respondidos ou reencaminhados para
os serviços competentes, sendo que o prazo
O Gabinete de Relações com Investidores médio de resposta estimado é inferior a três
integra uma pessoa, que exerce também dias úteis.
as funções de representante para o mercado
de capitais, e cujos elementos para contacto Em 31 de dezembro de 2018 todos os pedidos
estão detalhados no ponto seguinte. de informação recebidos tinham sido
considerados como concluídos, pelo que não
Toda a informação de caráter obrigatório, tal existiam, até aquela data, pedidos pendentes.
como a informação relativa à firma, a qualidade
de sociedade aberta, à sede e aos demais

140 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


V. SÍTIO DE INTERNET

59. Endereço(s). Os resultados trimestrais, semestrais


e anuais da Navigator, publicados
O endereço da página desde 2003, encontram-se disponíveis
da Internet da Navigator é: http://www. na área de Investidores, na parte intitulada
thenavigatorcompany.com/. “Informação financeira”, disponível em http://
www.thenavigatorcompany.com/Investidores/
60. L
 ocal onde se encontra informação sobre Informacao-Financeira. O calendário com
a firma, a qualidade de sociedade aberta, os eventos societários do ano em curso tem
a sede e demais elementos mencionados um separador próprio na área dos Investidores
no artigo 171.º do Código das Sociedades intitulada “Calendário”, disponível em http://
Comerciais. www.thenavigatorcompany.com/Investidores/
Calendário.
A informação acima mencionada
encontra-se disponível na página 64. L
 ocal onde são divulgados a convocatória
da Internet da Navigator, na área para a reunião da Assembleia Geral e toda
de Investidores, disponível em http://www. a informação preparatória e subsequente
thenavigatorcompany.com/Investidores/ com ela relacionada.
Accao-Navigator.
A convocatória para a Assembleia Geral
61. L
 ocal onde se encontram os estatutos assim como toda a informação preparatória
e os regulamentos de funcionamento dos e subsequente com ela relacionada, está
órgãos e/ou comissões. disponível na área dos Investidores, num
separador próprio intitulado “Assembleias
A informação acima mencionada Gerais”, disponível em http://www.
encontra-se disponível na página de Internet thenavigatorcompany.com/ Investidores/
da Navigator, na área de Investidores, na área Assembleias-Gerais.
relativa ao Governo da Sociedade, disponível
em http://www.thenavigatorcompany.com/ 65. Local onde se disponibiliza o acervo
Investidores/Governo-da-Sociedade. histórico com as deliberações tomadas
nas reuniões das Assembleias Gerais
62. Local onde se disponibiliza informação da Sociedade, o capital social
sobre a identidade dos titulares dos órgãos representado e os resultados das
sociais, do representante para as relações votações, com referência aos 3 anos
com o mercado, do Gabinete de Apoio antecedentes.
ao Investidor ou estrutura equivalente,
respetivas funções e meios de acesso. A informação acima mencionada
encontra-se disponível no mesmo local
A informação acima mencionada que a informação relativa às Assembleias
encontra-se disponível na página de Internet Gerais, ou seja, na área dos Investidores, num
da Navigator, na área de Investidores, separador próprio intitulado “Assembleias
concretamente na área relativa ao Governo Gerais”, disponível em http://www.
da Sociedade, assim como na parte intitulada thenavigatorcompany.com/Investi-dores/
Perfil, disponível, respetivamente, em http:// Assembleias-Gerais.
www.thenavigatorcompany.com/Investidores/
Governo-da-Sociedade e http://www.
thenavigatorcompany.com/ Investidores/
Contactos.

63. Local onde se disponibilizam


os documentos de prestação de contas,
que devem estar acessíveis pelo
menos durante cinco anos, bem como
o calendário semestral de eventos
societários, divulgado no início de cada
semestre, incluindo, entre outros,
reuniões da Assembleia Geral, divulgação
de contas anuais, semestrais e, caso
aplicável, trimestrais.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 141


D . RE M U N E RA Ç Õ ES

I. COMPETÊNCIA PARA A DETERMINAÇÃO

66. Indicação quanto à competência anualmente e a submete para aprovação


para a determinação da remuneração na Assembleia Geral Anual de Acionistas, onde
dos Órgãos Sociais, dos membros está presente pelo menos um representante
da Comissão Executiva ou Administrador da Comissão de Fixação de Vencimentos.
Delegado e dos dirigentes da Sociedade.
A política de remunerações apresentada
A política de remunerações dos Órgãos à Assembleia Geral Ordinária de 23 de maio
Sociais é da responsabilidade da Comissão de 2018 consta do ponto 70 do presente
de Fixação de Vencimentos, que a revê relatório.

II. COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES

67. Composição da comissão de análise e decisão não se encontra


de remunerações, incluindo identificação condicionada. Em segundo lugar, exerceu
das pessoas singulares ou coletivas funções de administração, entre junho de 2013
contratadas para lhe prestar apoio e maio de 2014, na Sodim, sociedade à qual
e declaração sobre a independência são atualmente imputados cerca de 72% dos
de cada um dos membros e assessores. direitos de voto não suspensos da SEMAPA,
acionista da Navigator, facto que a Sociedade
A Comissão de Fixação de Vencimentos considera também não afetar a sua isenção
é unicamente composta pelos seguintes de análise nem a sua capacidade de decisão.
membros: Com efeito, e tendo por base que o que
está aqui em causa é uma independência
Presidente relativamente aos membros executivos
– José Gonçalo Ferreira Maury do órgão de administração, a Navigator
Vogais considera que este membro da Comissão
– João Rodrigo Appleton Moreira Rato exerce de forma independente as suas funções
– Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses na Comissão de Fixação de Vencimentos.

A Sociedade considera que a composição Na Sociedade a Comissão de Fixação


da comissão de remunerações assegura a sua de Vencimentos presta todas as informações
independência em face à Administração, ou esclarecimentos aos acionistas nas
porquanto todos os seus membros são respetivas Assembleias Gerais Anuais ou em
independentes, não obstante a CMVM quaisquer outras Assembleias Gerais se a
sustentar entendimento divergente, no âmbito respetiva ordem de trabalhos incluir assunto
da aplicação de recomendação constante conexo com a remuneração dos membros
do Código do Governo Societário da CMVM, dos órgãos e comissões da Sociedade ou se
quanto ao Senhor Eng.º Frederico da Cunha. tal presença for requerida pelos acionistas,
Quanto a este membro esclarecemos fazendo-o através da presença, de pelo
o seguinte: menos, um dos seus membros. Foi o que
sucedeu na Assembleia Geral anual de 23
Em primeiro lugar, a sua conexão com de maio de 2018, na qual estiveram presentes
a Navigator resulta do facto de ter sido todos os seus membros.
até 2005 Administrador Não Executivo
da SEMAPA e de manter atualmente uma Nos termos do respetivo Regulamento
pensão de reforma por força das funções de funcionamento, a Comissão de Fixação
que desempenhou. Entende no entanto de Vencimentos pode decidir livremente
a Sociedade que, pelo facto de terem sido a contratação, pela Sociedade, dos serviços
funções não executivas, por força do tempo de consultadoria necessários ou convenientes
decorrido e de o direito à pensão ser um direito para o exercício das suas funções, devendo
adquirido e independente da vontade assegurar que esses serviços são prestados
da administração da SEMAPA, a sua isenção com independência e que os respetivos

142 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


prestadores não serão contratados para Todos os membros da Comissão de Fixação
a prestação de quaisquer outros serviços de Vencimentos possuem larga experiência
à própria Sociedade ou a outras que com ela e conhecimentos ao nível das matérias
se encontrem em relação de domínio ou de respeitantes aos vencimentos atribuídos aos
grupo sem autorização expressa da Comissão. membros dos Órgãos Sociais, em virtude
dos cargos que têm desempenhado ao longo
Durante o exercício de 2018 não houve da sua vida profissional. Realça-se ainda
nenhuma contratação para prestar apoio a circunstância de o Dr. José Maury, Presidente
à Comissão. desta Comissão, ter sido, de 1990 a 2014,
representante de uma empresa multinacional
68. C
 onhecimentos e experiência dos especializada em contratação de recursos
membros da comissão de remunerações humanos, em particular de executivos,
em matéria de política de remunerações. o que envolve profundo conhecimento dos
processos e critérios de avaliação e dos
pacotes remuneratórios associados.

III. ESTRUTURA DAS REMUNERAÇÕES

69. Descrição da política de remuneração dos quantitativa o EBITDA, os resultados líquidos


órgãos de administração e de fiscalização e o cash flow.
a que se refere o artigo 2.º da Lei
n.º 28/2009, de 19 de junho. O efeito do alinhamento dos interesses
no longo prazo e de um desempenho
A Política de Remuneração dos órgãos sustentado, resulta em certa medida do facto
de administração e de fiscalização de um dos KPIs de EBITDA estabelecer
da Sociedade encontra-se patenteada uma relação com o plano de médio prazo,
na Declaração sobre Política de Remunerações mas de forma mais limitada do que resulta
da Comissão de Fixação de Vencimentos, da situação de facto existente na Navigator
aprovada no início de cada mandato de estabilidade significativa dos titulares
e confirmada anualmente, que corresponde na Comissão Executiva. Esta estabilidade
ao Anexo II do presente Relatório, tal como tem por natureza um alinhamento com
se encontra descrita no ponto seguinte, prazos mais longos, também na componente
não existindo qualquer afastamento salarial, pois os resultados futuros influenciam
do procedimento de aplicação da política remunerações futuras em relação às quais
de remuneração aprovada. existem expetativas.

70. Informação sobre o modo como O mesmo se deve dizer para a assunção
a remuneração é estruturada de forma excessiva de riscos. Não existe na Sociedade
a permitir o alinhamento dos interesses qualquer mecanismo remuneratório
dos membros do órgão de administração independente com esse objetivo específico.
com os interesses de longo prazo O risco é uma característica inerente
da Sociedade, bem como sobre a qualquer ato de gestão e, como tal,
o modo como é baseada na avaliação inevitável e permanentemente objeto
do desempenho e desincentiva de ponderação em qualquer decisão
a assunção excessiva de riscos. da Administração. A sua avaliação qualitativa
ou quantitativa como boa ou má não pode
A forma como é estruturada a remuneração ser efetuada de forma isolada em si mesma,
e como é baseada a avaliação do desempenho mas apenas no seu resultado no desempenho
da Administração resulta clara da Declaração da Sociedade ao longo do tempo,
sobre Política de Remunerações da Comissão confundindo-se assim com os interesses
de Fixação de Vencimentos, designadamente de longo prazo, e beneficiando por isso com
dos números 1 e 6 do capítulo VI, para o qual os incentivos ao alinhamento geral de longo
se remete. prazo acima referidos.

Em desenvolvimento daqueles princípios, 71. R


 eferência, se aplicável, à existência
é aplicada na determinação exata de uma componente variável
da componente variável da remuneração da remuneração e informação sobre
um conjunto de KPI’s que, como referido eventual impacto da avaliação
no ponto 25 supra, incluem na sua parte de desempenho nesta componente.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 143


A remuneração dos Administradores Na Sociedade a remuneração variável não
Executivos integra uma componente variável integra qualquer componente em opções.
que depende da avaliação de desempenho,
nos termos descritos na Declaração sobre 75. Principais parâmetros e fundamentos
Política de Remunerações e em especial de qualquer sistema de prémios anuais
no ponto 2 do seu capítulo VI. e de quaisquer outros benefícios não
pecuniários.
No âmbito da remuneração variável,
a avaliação de desempenho, na sua Os critérios que pautam a fixação dos prémios
componente individual e qualitativa, tem anuais são os referentes à remuneração
um impacto em cerca de 50% da totalidade variável descritos no ponto 2 do capítulo VI da
dessa componente da remuneração. Declaração sobre Política de Remunerações,
e no ponto 25 supra, não existindo a atribuição
Relativamente aos Administradores Não de outros benefícios não pecuniários.
Executivos, refira-se que apesar de ser apenas
composta por uma parte fixa, a mesma poderá 76. Principais características dos
ser diferenciada em função da acumulação regimes complementares de pensões
de responsabilidades acrescidas. ou de reforma antecipada para
os Administradores e data em que
Não existem limites máximos de remuneração, foram aprovados em Assembleia Geral,
sem prejuízo do limite estatutário em termos individuais.
à participação da administração nos lucros
do exercício e não está instituído qualquer Não existe regime de reforma antecipada para
mecanismo que permita à Sociedade solicitar os Administradores.
a restituição de remuneração variável paga.
Nos termos do Regulamento do Plano
Já a remuneração dos membros do Conselho de Pensões The Navigator Company
Fiscal não inclui nenhuma componente (ex-Plano de Pensões Portucel S.A.) em vigor,
variável. os Administradores da Sociedade que recebam
como tal, e que tenham cumprido, pelo menos,
72. Diferimento do pagamento um mandato completo nos termos estatutários,
da componente variável da remuneração, têm direito, após a passagem à reforma
com menção do período de diferimento. ou em situação de invalidez, caso esta ocorra
na vigência do mandato, a um complemento
Na Sociedade não existe diferimento mensal de pensão de reforma por velhice
do pagamento da componente variável ou invalidez respetivamente.
da remuneração, não obstante a existência
de um indicador específico – uma das Se a invalidez ocorrer em ocasião posterior
componentes do EBITDA não é aferida ao termo do mandato, os referidos membros
em relação ao exercício mais sim a um EBITDA do Conselho de Administração só terão direito
teórico determinado por referência ao plano ao complemento de pensão de invalidez
de médio prazo – que afere o desempenho se lhes for atribuído, pelo organismo
sustentável a médio prazo. da Segurança Social em que se encontram
inscritos, a correspondente pensão
73. Critérios em que se baseia a atribuição de invalidez e se o solicitarem à Sociedade.
de remuneração variável em ações
bem como sobre a manutenção, pelos Esse complemento está definido de acordo
Administradores Executivos, dessas ações, com uma fórmula que tem em consideração
sobre eventual celebração de contratos a remuneração mensal ilíquida e no número
relativos a essas ações, designadamente de anos de serviço, sendo considerados,
contratos de cobertura (hedging) no mínimo, 10 anos, e tendo como limite
ou de transferência de risco, respetivo máximo 30 anos.
limite, e sua relação face ao valor
da remuneração total anual. Em 31 de dezembro de 2018,
o Dr. Manuel Soares Ferreira Regalado era
Na Sociedade a remuneração variável não o único Administrador beneficiário do Plano
integra qualquer componente em ações. de Pensões The Navigator Company.

74. Critérios em que se baseia a atribuição Adicionalmente, os Administradores


de remuneração variável em opções Eng.º António José Pereira Redondo
e indicação do período de diferimento e Eng.º Adriano Augusto da Silva Silveira
e do preço de exercício. são participantes de planos de pensões

144 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


da Navigator Paper Figueira, S.A., subsidiária e forma de funcionamento regulada pela lei
da Sociedade, na qualidade de Colaboradores especial aplicável a este tipo de empresas,
daquela sociedade. tendo sido neste período que foram aprovadas
as regras específicas aplicadas às reformas
Por força da especificidade do plano de pensões dos membros do Conselho de Administração.
do Grupo Navigator, até à data, não houve
qualquer intervenção da Assembleia Geral No entanto, importa referir que os planos
na aprovação das principais características de complemento de pensões de reforma
respeitantes às regras específicas aplicáveis em vigor na Sociedade estão descritos
à reforma dos Administradores. na nota 27 dos anexos às contas consolidadas
do exercício, que fazem parte do Relatório
Refira-se a este respeito que a Sociedade foi e Contas sujeito à aprovação pela Assembleia
uma empresa pública até 1991, com a atividade Geral.

IV. DIVULGAÇÃO DAS REMUNERAÇÕES

77. Indicação do montante anual mas diz respeito ao desempenho de 2017,


da remuneração auferida, de forma pelos membros do órgão de administração
agregada e individual, pelos membros dos da Sociedade, proveniente da Navigator, com
órgãos de administração da Sociedade, distinção entre remuneração fixa e variável,
proveniente da Sociedade, incluindo mas sem distinguir as diferentes componentes
remuneração fixa e variável e, que deram origem à remuneração variável,
relativamente a esta, menção às diferentes porque a componente variável é definida
componentes que lhe deram origem. como um todo, ponderando os elementos
explicados na Declaração sobre Política
Indica-se abaixo o montante da remuneração de Remunerações da Comissão de Fixação
auferida no ano de 2018, sendo que de Vencimentos, sem identificação
a remuneração variável foi paga em 2018 de componentes.

Conselho de Administração REMUNERAÇÃO REMUNERAÇÃO


FIXA VARIÁVEL
VALOR % VALOR %
Pedro Mendonça de Queiroz Pereira 689 200,05 41,61% 967 061,00 58,39%
Navigator 0 0,00% 767 061,00 100,00%
Participadas 689 200,05 77,51% 200 000,00 22,49%
Diogo António Rodrigues da Silveira 517 713,00 45,48% 620 627,00 54,52%
Navigator 517 713,00 80,55% 125 000,00 19,45%
Participadas 0 0,00% 495 627,00 100,00%
Luís Alberto Caldeira Deslandes 117 579,00 100,00% 0 0,00%
Navigator 117 579,00 100,00% 0 0,00%
Participadas 0 0,00% 0 0,00%
António José Pereira Redondo 314 485,78 37,53% 523 551,00 62,47%
Navigator 0 0,00% 25 000,00 100,00%
Participadas 314 485,78 38,68% 498 551,00 61,32%
José Fernando Morais Carreira de Araújo 314 495,72 39,12% 489 410,00 60,88%
Navigator 0 0,00% 25 000,00 100,00%
Participadas 314 495,72 40,38% 464 410,00 59,62%
Nuno Miguel Moreira de Araújo Santos 314 481,58 35,86% 562 493,00 64,14%
Navigator 314 481,58 67,71% 150 000,00 32,29%
Participadas 0 0,00% 412 493,00 100,00%
João Paulo Araújo Oliveira 314 481,58 40,80% 456 349,00 59,20%
Navigator 314 481,58 80,74% 75 000,00 19,26%
Participadas 0 0,00% 381 349,00 100,00%
Manuel Soares Ferreira Regalado 77 000,00 100,00% 0 0,00%
Navigator 77 000,00 100,00% 0 0,00%
Participadas 0 0,00% 0 0,00%
Adriano Augusto da Silva Silveira 397 108,00 100,00% 0 0,00%
Navigator 0 0,00% 0 0,00%
Participadas 397 108,00 100,00% 0 0,00%
Vítor Manuel Galvão Rocha Novais Gonçalves 98 000,00 100,00% 0 0,00%
Navigator 98 000,00 100,00% 0 0,00%
Participadas 0 0,00% 0 0,00%

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 145


Esta informação consta já da proposta de grupo, sendo que esta informação
de Declaração sobre Política de Remunerações consta já da proposta de Declaração sobre
da Comissão de Fixação de Vencimentos Política de Remunerações da Comissão
a apresentar na Assembleia Geral Anual de Remunerações a apresentar na Assembleia
da Sociedade a realizar este ano. Geral Anual da sociedade a realizar este ano.

78. Montantes a qualquer título pagos por 79. R


 emuneração paga sob a forma
outras sociedades em relação de domínio de participação nos lucros e/ou de
ou de grupo ou que se encontrem sujeitas pagamento de prémios e os motivos por
a um domínio comum. que tais prémios e ou participação nos
lucros foram concedidos.
Importa esclarecer que os montantes a que
se refere este número dizem apenas respeito Não houve lugar na Sociedade, durante
a sociedades não dominadas pela Sociedade. o exercício em causa, ao pagamento
Estão igualmente compreendidos valores de remuneração sob a forma de participação
a que a Sociedade e os seus órgãos de sociais nos lucros. A política de remunerações
são alheios, por dizerem respeito a acionistas estabelece os critérios em vigor para
seus, a acionistas de acionistas e a outras a atribuição da remuneração variável,
sociedades controladas por acionistas, desde sendo a base de atribuição de prémios
que haja relações de domínio. anuais, os resultados da Sociedade obtidos
em cada exercício, conjugados com o mérito
O montante total pago em 2018 pelo conjunto e avaliação de desempenho de cada
das sociedades em relação de domínio ou de Administrador em concreto.
grupo com a Sociedade e por sociedades
que se encontrem sujeitas a domínio 80. Indemnizações pagas ou devidas
comum ascende a € 5 337 731,64. Auferiram a ex-Administradores Executivos
remunerações noutras sociedades em relação relativamente à cessação das suas
de domínio ou que se encontram sujeitas funções durante o exercício.
a um domínio comum, os Administradores
Senhor Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Não foram pagas durante o exercício, nem
Eng.º João Nuno de Sottomayor Pinto são devidas, quaisquer indemnizações
de Castello Branco, Dr. José Miguel Pereira a ex-Administradores Executivos pela
Gens Paredes, Dr. Paulo Miguel Garcês cessação de funções.
Ventura, Dr. Ricardo Miguel dos Santos
Pacheco Pires e Dr. Vítor Manuel Galvão Rocha 81. Indicação do montante anual
Novais Gonçalves, nos montantes totais de da remuneração auferida, de forma
€ 1 267 442,14, € 1 423 610,25, € 880 433,50, agregada e individual, pelos membros dos
€ 857 636,50, € 830 784,25 e € 77 825,00, órgãos de fiscalização da Sociedade, para
respetivamente. Esclarece-se que os membros efeitos da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho.
do Conselho de Administração não auferiram
remunerações noutras sociedades em relação

Conselho de Administração REMUNERAÇÃO REMUNERAÇÃO


FIXA VARIÁVEL

MONTANTE PERCENTAGEM MONTANTE PERCENTAGEM


RELATIVA RELATIVA
Miguel Camargo de Sousa Eiró 31 956,78 100% 0 0%
José Manuel Vitorino 19 854,00 100% 0 0%
Gonçalo Picão Caldeira 16 002,00 100% 0 0%
Maria Graça Gonçalves 9 398,50 100% 0 0%

No quadro supra foi indicado o montante anual 82. Indicação da remuneração no ano
correspondente ao período em que os membros de referência do presidente da mesa
do Conselho Fiscal exerceram funções. da Assembleia Geral.

Note-se que esta informação consta O Presidente da Mesa da Assembleia Geral


já da proposta de Declaração sobre Política recebe exclusivamente remuneração fixa.
de Remunerações da Comissão de Fixação
de Vencimentos a apresentar na Assembleia
Geral Anual da sociedade a realizar este ano.

146 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Durante o ano de 2018, o Presidente da Mesa Note-se que esta informação consta
da Assembleia Geral auferiu uma remuneração já da proposta de Declaração sobre Política
fixa no montante de € 3 000 (três mil euros). de Remunerações da Comissão de Fixação
de Vencimentos a apresentar na Assembleia
Geral Anual da Sociedade a realizar este ano.

V. ACORDOS COM IMPLICAÇÕES REMUNERATÓRIAS

83. L
 imitações contratuais previstas para 84. R
 eferência à existência e descrição, com
a compensação a pagar por destituição indicação dos montantes envolvidos,
sem justa causa de Administrador e sua de acordos entre a Sociedade e os
relação com a componente variável titulares do órgão de administração
da remuneração. e dirigentes, na aceção do n.º 3
do artigo 248.º-B do Código dos Valores
Em conformidade com o Anexo II do Mobiliários, que prevejam indemnizações
presente Relatório, não existem, nem nunca em caso de demissão, despedimento
foram fixados pela Comissão de Fixação sem justa causa ou cessação da relação
de Vencimentos quaisquer acordos quanto de trabalho na sequência de uma
a pagamentos pela Sociedade relativos mudança de controlo da Sociedade.
à destituição ou cessação por acordo (art. 245.º-A, n.º 1, al. l).
de funções de Administradores, com ou sem
justa causa. A cessação de funções antes Não existem acordos entre a Sociedade
do termo do mandato não origina pois, e os titulares do órgão de administração
direta ou indiretamente, o pagamento e dirigentes, na aceção do n.º 3 do artigo
ao Administrador de quaisquer montantes 248.º-B do Código de Valores Mobiliários,
além dos previstos na lei. que prevejam indemnizações em caso
de demissão, despedimento sem justa
causa ou cessação da relação de trabalho
na sequência de uma mudança de controlo
da Sociedade.

VI. PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE AÇÕES OU OPÇÕES


SOBRE AÇÕES (‘STOCK OPTIONS’)

85. Identificação do plano e dos respetivos 87. D


 ireitos de opção atribuídos
destinatários. para a aquisição de ações (‘stock
options’) de que sejam beneficiários
Não aplicável face à inexistência os trabalhadores e Colaboradores
de pagamentos de remuneração através da Empresa.
de planos de atribuição de ações ou de stock
options. Não aplicável face à inexistência
de pagamentos de remuneração através
86. C
 aracterização do plano de planos de atribuição de ações ou de stock
(condições de atribuição, cláusulas options.
de inalienabilidade de ações, critérios
relativos ao preço das ações e o preço 88. M
 ecanismos de controlo previstos num
de exercício das opções, período durante eventual sistema de participação dos
o qual as opções podem ser exercidas, trabalhadores no capital na medida
características das ações ou opções em que os direitos de voto não sejam
a atribuir, existência de incentivos para exercidos diretamente por estes (art.
a aquisição de ações e ou o exercício 245.º-A, n.º 1, al. e)).
de opções).
Não aplicável face à inexistência
Não aplicável face à inexistência de pagamentos de remuneração através
de pagamentos de remuneração através de planos de atribuição de ações ou de stock
de planos de atribuição de ações ou de stock options.
options.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 147


E. T
 R A N S A Ç Õ E S C O M P A RT E S
R E LA C I O N A D A S E C O N F L I T O S
D E I NTE RES SES

I. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS DE CONTROLO

89. Mecanismos implementados pela parte relacionada e num mesmo exercício,


Sociedade para efeitos de controlo um valor acumulado igual ou superior
de transações com partes relacionadas ao dobro do valor resultante da aplicação
(Para o efeito remete-se para o conceito do critério anterior;
resultante da IAS 24).
b) S
 ejam realizadas com entidades fora
Em 13 de dezembro de 2018, o Conselho do grupo de sociedades a que se refere
de Administração aprovou, com o parecer a alínea anterior, tenham valores individuais
favorável do Conselho Fiscal, um novo ou acumulados iguais ou superiores a um
Regulamento sobre Conflitos de Interesses quinto dos referidos na alínea anterior.
e Transações com Partes Relacionadas,
através do qual foram definidas as regras São Transações Não Significativas todas
relativas a conflitos de interesses e transações as restantes Transações com Partes
com partes relacionadas, em que seja Relacionadas não incluídas nos parágrafos
parte a Sociedade, em complemento dos anteriores, sendo que só poderão ter lugar
mecanismos internos que a Sociedade tem Transações com Partes Relacionadas se existir
em vigor para efeitos do cumprimento justificado interesse próprio da Sociedade.
da norma internacional de contabilidade (IAS)
24 (Divulgações de Partes Relacionadas), As Transações Significativas só podem ser
e é aplicável sem prejuízo das obrigações aprovadas por deliberação do Conselho
da Sociedade e dos seus Dirigentes de Administração precedidas de parecer
em matéria de Informação Privilegiada, favorável do Conselho Fiscal. As Transações
do regime legal de negócios da Sociedade Não Significativas não requerem parecer
com Administradores e regulamento interno do Conselho Fiscal e são aprovadas
relativo à Comunicação de Irregularidades pelo Conselho de Administração ou pela
e da demais legislação aplicável nesta matéria. Comissão Executiva se o seu valor individual
ou acumulado for inferior a duzentos
O referido regulamento encontra-se disponível e cinquenta mil euros.
para consulta na página de Internet
da Sociedade. O Conselho de Administração e o Conselho
Fiscal devem ser informados semestralmente
Nos termos do Regulamento sobre das deliberações relativas a transações com
Conflito de Interesses e Transações com partes relacionadas em que não tenham
Partes Relacionadas, as transações, participado. Compete ainda aos Dirigentes
entre a Sociedade e partes relacionadas, da Sociedade que intervêm na formalização
qualificadas como tal nos termos e para de transações com partes relacionadas
os efeitos previstos na norma internacional assegurar que as transações são previamente
de contabilidade IAS 24, estão sujeitas aos submetidas às deliberações exigidas pelo
seguintes procedimentos de aprovação: regulamento. A formalização e execução
das deliberações de transações com partes
São Transações Significativas as Transações relacionadas deve ser objeto de especial
com Partes Relacionadas que: acompanhamento por parte da Comissão
Executiva.
a) Sejam realizadas com sociedades
controladas pela Sociedade e que com Até à aprovação do referido regulamento
esta consolidem contas que tenham (i) vigoraram as regras e critérios que, nos
individualmente um valor igual ou superior últimos relatórios de Governo Societário
a 1% do volume de negócios consolidado encontravam-se descritos no ponto 91 infra,
apurado nas últimas contas consolidadas e que eram aplicáveis aos negócios com
da Sociedade aprovadas pelos acionistas titulares de participações qualificadas,
ou (ii) perfaçam, em relação à mesma nomeadamente os seguintes procedimentos:

148 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


a) O
 Conselho de Administração Acresce ainda que todos os regulamentos
encontrava-se obrigado a sujeitar de funcionamento dos Órgãos Sociais
a avaliação e parecer prévio do Conselho e comissões internas consagram disposições
Fiscal os negócios entre a Sociedade sobre conflitos de interesses de harmonia com
e os titulares de participação qualificada as regras acima descritas.
ou entidades que com eles estivessem
em qualquer relação, nos termos do artigo Constata-se assim uma alteração muito
20.º do Código dos Valores Mobiliários, significativa face aos procedimentos
sempre que preenchessem algum dos anteriormente aplicáveis em sede
seguintes critérios por referência a cada de transações com partes relacionadas, com
exercício: a ampliação quer das operações sujeitas quer
da intervenção dos órgãos com competência
(i) T ivessem, individualmente, um valor nestas matérias, e a aprovação de um novo
igual ou superior a 1% do volume regime de controlo de eventuais conflitos
de negócios consolidado da Sociedade de interesses entre os membros dos órgãos
relativo ao exercício anterior; sociais e das respetivas comissões e a
(ii) P
 erfizessem, em relação ao mesmo sociedade.
titular de participação qualificada
ou entidades que com ele estejam 90. Indicação das transações que foram
em qualquer relação, nos termos sujeitas a controlo no ano de referência.
do artigo 20.º do Código dos Valores
Mobiliários, um valor acumulado Em 2018, não houve outras transações sujeitas
igual ou superior ao dobro do valor a controlo dado que, por aplicação dos
resultante da aplicação do critério critérios referidos no ponto 91 infra, nenhum
referido na alínea anterior. dos negócios da Sociedade com acionistas
titulares de participação qualificada, ou com
No que respeita aos procedimentos aplicáveis entidades que estejam em qualquer relação
em matéria de conflitos de interesses, com a Sociedade, nos termos do artigo
o referido regulamento prevê que existe uma 20.º do Código dos Valores Mobiliários, estava
situação de conflito sempre que algum decisor sujeito a parecer prévio do Conselho Fiscal.
ou participante num processo de decisão Refira-se ainda que não existiram quaisquer
(Dirigente) se encontre numa posição negócios entre a Sociedade e titulares
que, vista de forma objetiva, é suscetível de participação qualificada fora das condições
de comprometer a sua independência e de normais de mercado.
causar no seu juízo influência de interesses
distintos dos interesses da Sociedade, 91. Descrição dos procedimentos e critérios
sejam esses interesses patrimoniais ou não, aplicáveis à intervenção do órgão
próprios ou alheios, e que, para efeitos de fiscalização para efeitos da avaliação
da sua adequada prevenção, identificação prévia dos negócios a realizar entre
e resolução, o Dirigente deve: a Sociedade e titulares de participação
qualificada ou entidades que com eles
a) C
 omunicar a existência de um conflito estejam em qualquer relação, nos termos
de interesses, ainda que potencial, ao seu do artigo 20.º do Código dos Valores
superior hierárquico ou, tratando-se de Mobiliários.
membro de órgão colegial, ao órgão
em causa, nos termos dos respetivos Os procedimentos e critérios aplicáveis
regulamentos de funcionamento, e à intervenção do órgão de fiscalização para
efeitos da avaliação prévia dos negócios
b) A
 bster-se de interferir ou participar a realizar entre a Sociedade e titulares
no processo de decisão sempre que de participação qualificada ou entidades que
se encontrem em conflito de interesses, com eles estejam em qualquer relação, nos
e fazer constar esse impedimento termos do artigo 20.º do Código dos Valores
de ata ou de outro documento escrito Mobiliários estão descritos no ponto 89.
que documente a decisão, sem prejuízo
do dever de prestar as informações e os
esclarecimentos que o órgão em causa e os
respetivos membros lhe solicitarem.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 149


II. ELEMENTOS RELATIVOS AOS NEGÓCIOS

92. Indicação do local dos documentos A informação disponível sobre os negócios


de prestação de contas onde está com partes relacionadas está incluída
disponível informação sobre os negócios no Relatório & Contas da Sociedade, nas
com partes relacionadas, de acordo Notas às Demonstrações Financeiras
com a IAS 24, ou, alternativamente, Consolidadas, mais concretamente na nota 36.
reprodução dessa informação.

150 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


PARTE II – Avaliação do Governo Societário

1 . I D E N T I F I C A Ç Ã O D O 2. A
 N Á L I S E D E C U M P R I M E N TO
CÓ D I G O D E G OV E R N O DA S D O CÓ D I G O D E G OV E R N O
S O C I E D A D E S A D O TA D O D A S S O C I E D A D E S A D O TA D O

Em 2018, a Navigator adotou o Código No quadro abaixo faz-se a declaração das


de Governo das Sociedades do Instituto recomendações adotadas e não adotadas.
Português de Corporate Governance (“IPCG”) Em relação às recomendações adotadas
de 2018, tendo em consideração a revogação indica-se apenas o local deste relatório
do Código de Governo Societário da CMVM onde a matéria se encontra desenvolvida.
(Regulamento da CMVM n.º 4/2013) que Em relação às recomendações não adotadas,
a Sociedade tinha vindo a seguir. indica-se depois do quadro a respetiva
justificação de não acolhimento e eventual
O Código adotado é divulgado pelo IPCG mecanismo alternativo adotado.
e pode ser acedido no respetivo site,
em https://cgov.pt/images/ficheiros/2018/
codigo_de_governo_das_sociedades_ipcg_
vf.pdf.

RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES


Capítulo I – PARTE GERAL
Princípio geral:
O governo societário deve promover e potenciar o desempenho das sociedades, bem como do mercado de capitais, e
sedimentar a confiança dos investidores, dos trabalhadores e do público em geral na qualidade e transparência da administração
e da fiscalização e no desenvolvimento sustentado das sociedades.
I.1. Relação da sociedade com investidores e informação
Princípio:
As sociedades e, em particular, os seus administradores devem tratar de forma equitativa os acionistas e restantes investidores,
assegurando designadamente mecanismos e procedimentos para o adequado tratamento e divulgação da informação.
Recomendação:
I.1.1. A
 sociedade deve instituir mecanismos que assegurem, de forma adequada e rigorosa, a Adotada Parte I n.º 21, 22, 38
produção, o tratamento e a atempada divulgação de informação aos seus órgãos sociais, e 56 a 65.
aos acionistas, aos investidores e demais stakeholders, aos analistas financeiros e ao
mercado em geral.
I.2. Diversidade na composição e funcionamento dos órgãos da sociedade
Princípios:
I.2.A As sociedades asseguram a diversidade na composição dos respetivos órgãos de governo e a adopção de critérios
de mérito individual nos respetivos processos de designação, os quais são da exclusiva competência dos acionistas.
I.2.B As sociedades devem ser dotadas de estruturas decisórias claras e transparentes e assegurar a máxima eficácia
do funcionamento dos seus órgãos e comissões.
Recomendações:
I.2.1. A
 s sociedades devem estabelecer critérios e requisitos relativos ao perfil de novos Não adotada Explicação das
membros dos órgãos societários adequados à função a desempenhar, sendo que, além Recomendações
de atributos individuais (como competência, independência, integridade, disponibilidade não adotadas infra
e experiência), esses perfis devem considerar requisitos de diversidade, dando particular
atenção ao do género, que possam contribuir para a melhoria do desempenho do órgão
e para o equilíbrio na respetiva composição.
I.2.2. Os órgãos de administração e de fiscalização e as suas comissões internas devem dispor Adotada Parte I n.º 21, 22, 23,
de regulamentos internos — nomeadamente sobre o exercício das respetivas atribuições, 27, 34, 35 e 38.
presidência, periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro de deveres dos seus
membros —, devendo ser elaboradas atas detalhadas das respetivas reuniões.
I.2.3. O
 s regulamentos internos de órgãos de administração, de fiscalização e das suas Adotada Parte I n.º 22, 27,
comissões internas devem ser divulgados, na íntegra, na página de Internet. 34 e 61
I.2.4. A composição, o número de reuniões anuais dos órgãos de administração, de fiscalização Adotada Parte I n.º 17, 23,
e das suas comissões internas devem ser divulgados através da página de Internet da 27, 29, 31 e 35, 67
sociedade.
I.2.5. Os regulamentos internos da sociedade devem prever a existência e assegurar o Adotada Parte I n.º 49
funcionamento de mecanismos de deteção e prevenção de irregularidades, bem como a
adoção de uma política de comunicação de irregularidades (whistleblowing) que garanta
os meios adequados para a comunicação e tratamento das mesmas com salvaguarda da
confidencialidade das informações transmitidas e da identidade do transmitente, sempre
que esta seja solicitada.
(…)

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 151


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

I.3. Relação entre órgãos da sociedade


Princípio:
Os membros dos órgãos sociais, mormente os administradores, deverão criar as condições para que, na medida das
responsabilidades de cada órgão, seja assegurada a tomada de medidas ponderadas e eficientes e, de igual modo, para
que os vários órgãos da sociedade atuem de forma harmoniosa, articulada e com a informação adequada ao exercício
das respetivas funções.
Recomendações:
I.3.1. O
 s estatutos ou outras vias equivalentes adotadas pela sociedade devem Adotada Parte I n.º 21, 22 e 38
estabelecer mecanismos para garantir que, dentro dos limites da legislação aplicável,
seja permanentemente assegurado aos membros dos órgãos de administração e de
fiscalização o acesso a toda a informação e colaboradores da sociedade para a avaliação
do desempenho, da situação e das perspetivas de desenvolvimento da sociedade,
incluindo, designadamente, as atas, a documentação de suporte às decisões tomadas, as
convocatórias e o arquivo das reuniões do órgão de administração executivo, sem prejuízo
do acesso a quaisquer outros documentos ou pessoas a quem possam ser solicitados
esclarecimentos.
I.3.2. C
 ada órgão e comissão da sociedade deve assegurar, atempada e adequadamente, Adotada Parte I n.º 21, 22, 27 e 38
o fluxo de informação, desde logo das respetivas convocatórias e atas, necessário ao
exercício das competências legais e estatutárias de cada um dos restantes órgãos e
comissões.
I.4. Conflitos de interesses
Princípio:
Deve ser prevenida a existência de conflitos de interesses, atuais ou potenciais, entre os membros de órgãos ou comissões
societárias e a sociedade. Deve garantir-se que o membro em conflito não interfere no processo de decisão.
Recomendações:
I.4.1. D
 eve ser imposta a obrigação de os membros dos órgãos e comissões societárias Adotada Parte I n.º 89
informarem pontualmente o respetivo órgão ou comissão sobre os factos que possam
constituir ou dar causa a um conflito entre os seus interesses e o interesse social.
I.4.2. D
 everão ser adotados procedimentos que garantam que o membro em conflito não Adotada Parte I n.º 89
interfere no processo de decisão, sem prejuízo do dever de prestação de informações e
esclarecimentos que o órgão, a comissão ou os respetivos membros lhe solicitarem.
I.5. Transações com partes relacionadas
Princípio:
Pelos potenciais riscos que comportam, as transações com partes relacionadas devem ser justificadas pelo interesse da
sociedade e realizadas em condições de mercado, sujeitando-se a princípios de transparência e a adequada fiscalização.
Recomendações:
I.5.1. O
 órgão de administração deve definir, com parecer prévio e vinculativo do órgão de Adotada Parte I n.º 38 e 89 a 91
fiscalização, o tipo, o âmbito e o valor mínimo, individual ou agregado, dos negócios com
partes relacionadas que:
(i) requerem a aprovação prévia do órgão de administração (ii) e os que, por serem
de valor mais elevado, requerem, ainda, um parecer prévio favorável do órgão de
fiscalização.
I.5.2. O órgão de administração deve, pelo menos de seis em seis meses, comunicar ao órgão de Adotada Parte I n.º 89 a 91
fiscalização todos os negócios abrangidos pela Recomendação I.5.1.
Capítulo II – ACIONISTAS E ASSEMBLEIA GERAL
Princípios:
II.A O adequado envolvimento dos acionistas no governo societário constitui um factor positivo de governo societário, enquanto
instrumento para o funcionamento eficiente da sociedade e para a realização do fim social.
II.B A sociedade deve promover a participação pessoal dos acionistas nas reuniões da Assembleia Geral, enquanto espaço de
comunicação dos acionistas com os órgãos e comissões societários e de reflexão sobre a sociedade.
II.C A sociedade deve ainda permitir a participação dos acionistas na Assembleia Geral por meios telemáticos, o voto
por correspondência e, em particular, o voto eletrónico, salvo quando tal se mostre desproporcional tendo em conta,
designadamente, os custos associados.
Recomendações:
II.1. A
 sociedade não deve fixar um número excessivamente elevado de ações necessárias para Adotada Parte I n.º 12 e 13
conferir direito a um voto, devendo explicitar no relatório de governo a sua opção sempre
que a mesma implique desvio ao princípio de que a cada ação corresponde um voto.
II.2. A
 sociedade não deve adotar mecanismos que dificultem a tomada de deliberações Adotada Parte I n.º 14
pelos seus acionistas, designadamente fixando um quórum deliberativo superior
ao previsto por lei.
II.3. A
 sociedade deve implementar meios adequados para o exercício do direito de voto por Adotada Parte I n.º 12
correspondência, incluindo por via eletrónica.
II.4. A
 sociedade deve implementar meios adequados para a participação dos acionistas Não adotada Explicação das
na assembleia por meios telemáticos. Recomendações
não adotadas infra

(…)

152 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

II.5. O
 s estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que podem ser Não aplicável Parte I n.os 5, 13 e 14
detidos ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com
outros acionistas, devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja
sujeita a deliberação pela Assembleia Geral a alteração ou a manutenção dessa disposição
estatutária – sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal – e que, nessa
deliberação, se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione.
II.6. N
 ão devem ser adotadas medidas que determinem pagamentos ou a assunção de encargos Adotada Parte I n.º 4, 83 e 84
pela sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do
órgão de administração e que se afigurem suscetíveis de prejudicar o interesse económico
na transmissão das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos
administradores.
Capítulo III – ADMINISTRAÇÃO NÃO EXECUTIVA E FISCALIZAÇÃO
Princípios:
III.A Os membros de órgãos sociais com funções de administração não executiva e de fiscalização devem exercer, de modo
efetivo e criterioso, uma função fiscalizadora e de desafio à gestão executiva para a plena realização do fim social, devendo
tal atuação ser complementada por comissões em áreas centrais do governo da sociedade.
III.B A composição do órgão de fiscalização e o conjunto dos administradores não executivos devem proporcionar à sociedade
uma equilibrada e adequada diversidade de competências, conhecimentos e experiências profissionais.
III.C O órgão de fiscalização deve desenvolver uma fiscalização permanente da administração da sociedade, também numa
perspetiva preventiva, acompanhando a atividade da sociedade e, em particular, as decisões de fundamental importância
para a sociedade.
Recomendações:
III.1. S
 em prejuízo das funções legais do presidente do conselho de administração, se este Não adotada Explicação das
não for independente, os administradores independentes devem designar entre si um Recomendações
coordenador (lead independent director) para, designadamente, (i) atuar, sempre que não adotadas infra
necessário, como interlocutor com o presidente do conselho de administração e com
os demais administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto de condições e
meios necessários ao desempenho das suas funções; e (iii) coordená-los na avaliação do
desempenho pelo órgão de administração prevista na recomendação V.1.1.
III.2. O
 número de membros não executivos do órgão de administração, bem como o número de Adotada Parte I, n.º 18, 30, 31,
membros do órgão de fiscalização e o número de membros da comissão para as matérias 50, 51 e 54
financeiras deve ser adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos
inerentes à sua atividade, mas suficiente para assegurar com eficiência as funções que lhes
estão cometidas.
III.3. E
 m todo o caso, o número de administradores não executivos deve ser superior Adotada Parte I, n.º 18
ao de administradores executivos.
III.4. Cada sociedade deve incluir um número não inferior a um terço, mas sempre plural, de Não adotada Explicação das
administradores não executivos que cumpram os requisitos de independência. Para efeitos Recomendações
desta recomendação, considera-se independente a pessoa que não esteja associada a qualquer não adotadas infra
grupo de interesses específicos na sociedade, nem se encontre em alguma circunstância
suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de:
i. Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em
qualquer órgão da sociedade;
ii. Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação
de domínio ou de grupo nos últimos três anos;
iii. Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa
com a sociedade ou com sociedade que com esta se encontre em relação de domínio ou
de grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou dirigente de
pessoa coletiva;
iv. Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se
encontre em relação de domínio ou de grupo para além da remuneração decorrente do
exercício das funções de administrador;
v. Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau,
inclusive, na linha colateral, de administradores da sociedade, de administradores de pessoa
coletiva titular de participação qualificada na sociedade ou de pessoas singulares titulares
direta ou indiretamente de participação qualificada;
vi. Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de
participações qualificadas.
III.5. O
 disposto no parágrafo (i) da recomendação III.4 não obsta à qualificação de um novo Não aplicável Parte I n.º 18
administrador como independente se, entre o termo das suas funções em qualquer órgão
da sociedade e a sua nova designação, tiverem, entretanto, decorrido pelo menos três anos
(cooling-off period).
III.6. O
 s administradores não-executivos devem participar na definição, pelo órgão de Adotada Parte I n.º 21 e 22
administração, da estratégia, principais políticas, estrutura empresarial e decisões que
devam considerar-se estratégicas para a sociedade em virtude do seu montante ou risco,
bem como na avaliação do cumprimento destas.
III.7. O
 conselho geral e de supervisão deve, no quadro das suas competências legais e Não aplicável Não aplicável
estatutárias, colaborar com o conselho de administração executivo na definição da
estratégia, principais políticas, estrutura empresarial e decisões que devam considerar-se
estratégicas para a sociedade, em virtude do seu montante ou risco, bem como na
avaliação do cumprimento destas.
(…)

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 153


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

III.8. C
 om respeito pelas competências que lhe são conferidas por lei, o órgão de fiscalização Adotada Parte I n.º 38
deve, em especial, acompanhar, avaliar e pronunciar-se sobre as linhas estratégicas e a
política de risco definidas pelo órgão de administração.
III.9. A
 s sociedades devem constituir comissões internas especializadas adequadas à sua Adotada Parte I n.º 27 e 29
dimensão e complexidade, abrangendo, separada ou cumulativamente, as matérias de
governo societário, de remunerações e avaliação do desempenho, e de nomeações.
III.10. O
 s sistemas de gestão de riscos, de controlo interno e de auditoria interna devem ser Adotada Parte I n.º 50, 51, 52,
estruturados em termos adequados à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos 53, 54 e 55
inerentes à sua atividade.
III.11. O
 órgão de fiscalização e a comissão para as matérias financeiras devem fiscalizar a Adotada Parte I n.º 38, 50
eficácia dos sistemas e de gestão de riscos, de controlo interno e de auditoria interna e e 54
propor os ajustamentos que se mostrem necessários.
III.12. O
 órgão de fiscalização deve pronunciar-se sobre os planos de trabalho e os recursos Adotada Parte I n.º 37, 38,
afetos aos serviços de controlo interno, incluindo controlo de cumprimento das normas 45, 49 e 50
aplicadas à sociedade (serviços de compliance) e de auditoria interna, e devem ser
destinatários dos relatórios realizados por estes serviços, pelo menos quando estejam em
causa matérias relacionadas com a prestação de contas, a identificação ou a resolução de
conflitos de interesses e a deteção de potenciais irregularidades.
Capítulo IV – ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVA
Princípios:
IV.A Como forma de aumentar a eficiência e a qualidade do desempenho do órgão de administração e o adequado fluxo de
informação para este órgão, a gestão corrente da sociedade deve pertencer a administradores executivos com as qualificações,
competências e a experiência adequadas à função. À administração executiva compete gerir a sociedade, prosseguindo os
objetivos da sociedade e visando contribuir para o seu desenvolvimento sustentável.
IV.B Na determinação do número de administradores executivos, devem ser ponderados, além dos custos e da desejável
agilidade de funcionamento da administração executiva, a dimensão da empresa, a complexidade da sua atividade
e a sua dispersão geográfica.
Recomendações:
IV.1. O
 órgão de administração deve aprovar, através de regulamento interno ou mediante Adotada Parte I n.º 18, 22 e 26
via equivalente, o regime de atuação dos executivos e do exercício por estes de funções
executivas em entidades fora do grupo.
IV.2. O
 órgão de administração deve assegurar que a sociedade atua de forma consentânea Adotada Parte I n.º 21 e 22
com os seus objetivos e não deve delegar poderes, designadamente, no que respeita
a: i) definição da estratégia e das principais políticas da sociedade; ii) organização
e coordenação da estrutura empresarial; iii) matérias que devam ser consideradas
estratégicas em virtude do seu montante, risco ou características especiais.
IV.3. O
 órgão de administração deve fixar objetivos em matéria de assunção de riscos e zelar Adotada Parte I n.º 50 a 55
pela sua prossecução.
IV.4. O
 órgão de fiscalização deve organizar-se internamente, implementando mecanismos Adotada Parte I n.º 38, 50 e 54
e procedimentos de controlo periódico com vista a garantir que os riscos efetivamente
incorridos pela sociedade são consistentes com os objetivos fixados pelo órgão de
administração.
Capítulo V – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, REMUNERAÇÕES E NOMEAÇÕES
V.1 Avaliação Anual de Desempenho
Princípio:
A sociedade deve promover a avaliação do desempenho do órgão executivo e dos seus membros individualmente e ainda
do desempenho global do órgão de administração e das comissões especializadas constituídas no seu seio.
Recomendações:
V.1.1. O
 órgão de administração deve avaliar anualmente o seu desempenho, bem como o Parcialmente Parte I n.º 22, 24 e 25
desempenho das suas comissões e dos administradores delegados, tendo em conta o adotada Explicação das
cumprimento do plano estratégico da sociedade e do orçamento, a gestão de riscos, o seu Recomendações
funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito, e o relacionamento não adotadas infra
entre órgãos e comissões da sociedade.
V.1.2. O órgão de fiscalização deve fiscalizar a administração da sociedade e, em particular, Adotada Parte I n.º 24, 25, 38
avaliar anualmente o cumprimento do plano estratégico da sociedade e do orçamento, e 50
a gestão de riscos, o funcionamento interno do órgão de administração e das suas
comissões, bem como o relacionamento entre órgãos e comissões da sociedade.
V.2 Remunerações
Princípio:
A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização deve permitir à sociedade atrair, a um custo
economicamente justificável pela sua situação, profissionais qualificados, induzir o alinhamento de interesses com os dos acionistas
— tomando em consideração a riqueza efetivamente criada pela sociedade, a situação económica e a do mercado — e constituir um
factor de desenvolvimento de uma cultura de profissionalização, de promoção do mérito e de transparência na sociedade.
Recomendações:
V.2.1. A fixação das remunerações deve competir a uma comissão, cuja composição assegure Adotada Parte I n.º 27, 66 e 67
a sua independência em face da administração.

(…)

154 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

V.2.2. A
 comissão de remunerações deve aprovar, no início de cada mandato, fazer executar e Parcialmente Parte I n.º 69 a 75,
confirmar, anualmente, a política de remuneração dos membros dos órgãos e comissões adotada Anexo II
da sociedade, no âmbito da qual sejam fixadas as respetivas componentes fixas, e, quanto Explicação
aos administradores executivos ou administradores pontualmente investidos de tarefas das Recomendações
executivas, caso exista componente variável da remuneração, os respetivos critérios de não adotadas infra
atribuição e de mensuração, os mecanismos de limitação, os mecanismos de diferimento
do pagamento da remuneração e os mecanismos de remuneração baseados em opções
ou ações da própria sociedade.
V.2.3. A  declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e Adotada Parte I n.º 77, 81 e 82
fiscalização a que se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho, deverá conter
adicionalmente:
i. A remuneração total discriminada pelos diferentes componentes, a proporção relativa da
remuneração fixa e da remuneração variável, uma explicação do modo como a remuneração
total cumpre a política de remuneração adotada, incluindo a forma como contribui para o
desempenho da sociedade a longo prazo, e informações sobre a forma como os critérios de
desempenho foram aplicados;
ii. As remunerações provenientes de sociedades pertencentes ao mesmo grupo; Adotada Parte I n.º 78
iii. O número de ações e de opções sobre ações concedidas ou oferecidas, e as principais Não aplicável Parte I n.º 73, 74, 85, 86,
condições para o exercício dos direitos, incluindo o preço e a data desse exercício e Anexo II
qualquer alteração dessas condições;
iv. Informações sobre a possibilidade de solicitar a restituição de uma remuneração Adotada Parte I n.º 69 e 71
variável; e Anexo II
v. Informações sobre qualquer afastamento do procedimento de aplicação da política de Adotada Parte I n.º 69
remuneração aprovada, incluindo a explicação da natureza das circunstâncias excecionais e e Anexo II
a indicação dos elementos específicos objeto de derrogação;
vi. Informações quanto à exigibilidade ou inexigibilidade de pagamentos relativos à cessação Adotada Parte I n.º 69, 80
de funções de administradores. e Anexo II
V.2.4. P
 ara cada mandato, a comissão de remunerações deve igualmente aprovar o regime de Não aplicável Parte I n.º 70, 76 e 80
pensões dos administradores, se os estatutos as admitirem, e o montante máximo de
todas as compensações a pagar ao membro de qualquer órgão ou comissão da sociedade
em virtude da respetiva cessação de funções.
V.2.5. A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou, no Adotada Parte I n.º 29 e 66
seu impedimento, outro membro da comissão de remunerações deve estar presente na
Assembleia Geral anual e em quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos incluir
assunto conexo com a remuneração dos membros dos órgãos e comissões da sociedade
ou se tal presença tiver sido requerida por acionistas.
V.2.6. D
 entro das limitações orçamentais da sociedade, a comissão de remunerações deve Adotada Parte I n.º 29 e 67
poder decidir livremente a contratação, pela sociedade, dos serviços de consultadoria
necessários ou convenientes para o exercício das suas funções. A Comissão de
remunerações deve assegurar que os serviços são prestados com independência e que
os respetivos prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer outros
serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se encontrem em relação de
domínio ou de grupo sem autorização expressa da Comissão.
V.3 Remuneração dos Administradores
Princípio:
Os administradores devem receber uma compensação:
i) que remunere adequadamente a responsabilidade assumida, a disponibilidade e a competência colocadas ao serviço da sociedade;
ii) que garanta uma atuação alinhada com os interesses de longo prazo dos acionistas, bem como de outros que estes
expressamente definam; e
iii) que premeie o desempenho.
Recomendações:
V.3.1. T
 endo em vista o alinhamento de interesses entre a sociedade e os administradores Adotada Parte I n.º 70, 71 e 75
executivos, uma parte da remuneração destes deve ter natureza variável que reflita Anexo II
o desempenho sustentado da sociedade e não estimule a assunção de riscos
excessivos.
V.3.2. U
 ma parte significativa da componente variável deve ser parcialmente diferida no tempo, Não adotada Explicação das
por um período não inferior a três anos, associando-a à confirmação da sustentabilidade recomendações
do desempenho, nos termos definidos em regulamento interno da sociedade. não adotadas infra
V.3.4. Q
 uando a remuneração variável compreender opções ou outros instrumentos direta ou Não aplicável Parte I n.º 73 e 74
indiretamente dependentes do valor das ações, o início do período de exercício deve ser
diferido por um prazo não inferior a três anos.
V.3.5. A
 remuneração dos administradores não executivos não deve incluir nenhuma Adotada Parte I n.º 71
componente cujo valor dependa do desempenho da sociedade ou do seu valor.
V.3.6. A
 sociedade deve estar dotada dos instrumentos jurídicos adequados para que a cessação Adotada Parte I n.º 83 e 84
de funções antes do termo do mandato não origine, direta ou indiretamente, o pagamento
ao administrador de quaisquer montantes além dos previstos na lei, devendo explicitar os
instrumentos jurídicos adotados no relatório de governo da sociedade.

(…)

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 155


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

V.4. Nomeações
Princípio:
Independentemente do modo de designação, o perfil, conhecimentos e currículo dos membros dos órgãos sociais e dos quadros
dirigentes devem adequar-se à função a desempenhar.
Recomendações:
V.4.1. A
 sociedade deve, nos termos que considere adequados, mas de forma suscetível Não adotada Explicação das
de demonstração, promover que as propostas para eleição dos membros dos órgãos recomendações
sociais sejam acompanhadas de fundamentação a respeito da adequação do perfil, não adotadas infra
conhecimentos e currículo à função a desempenhar por cada candidato.
V.4.2. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de acompanhamento Adotada Parte I n.º 29
e apoio às designações de quadros dirigentes deve ser atribuída a uma comissão de
nomeações.
V.4.3. Esta comissão inclui uma maioria de membros não executivos independentes. Não adotada Explicação
das recomendações não
adotadas infra
V.4.4. A comissão de nomeações deve disponibilizar os seus termos de referência e deve Adotada Parte I n.º 29
induzir, na medida das suas competências, processos de seleção transparentes que
incluam mecanismos efetivos de identificação de potenciais candidatos, e que sejam
escolhidos para proposta os que apresentem maior mérito, melhor se adequem às
exigências da função e promovam, dentro da organização, uma diversidade adequada
incluindo de género.
Capítulo VI – GESTÃO DE RISCO
Princípio:
Tendo por base a estratégia de médio e longo prazo, a sociedade deverá instituir um sistema de gestão e controlo de risco
e de auditoria interna que permita antecipar e minimizar os riscos inerentes à atividade desenvolvida.
Recomendações:
VI.1. O
 órgão de Administração deve debater e aprovar o plano estratégico e a política de risco Adotada Parte I n.º 50, 54
da sociedade, que inclua a definição de níveis de risco considerados aceitáveis.
VI.2. T
 endo por base a sua política de risco, a sociedade deve instituir um sistema de gestão de Adotada Parte I n.º 38, 50,
riscos, identificando (i) os principais riscos a que se encontra sujeita no desenvolvimento 53 e 54.
da sua atividade, (ii) a probabilidade de ocorrência dos mesmos e o respetivo impacto,
(iii) os instrumentos e medidas a adotar tendo em vista a respetiva mitigação, (iv) os
procedimentos de monitorização, visando o seu acompanhamento e (v) o procedimento de
fiscalização, avaliação periódica e de ajustamento do sistema.
VI.3. A
 sociedade deve avaliar anualmente o grau de cumprimento interno e o desempenho Adotada Parte I n.º 38, 50,
do sistema de gestão de riscos, bem como a perspetiva de alteração do quadro de risco 53, 54.
anteriormente definido.
Capítulo VII – INFORMAÇÃO FINANCEIRA
VII.1 Informação financeira
Princípios:
VII.A O órgão de fiscalização deve, com independência e de forma diligente, assegurar-se de que o órgão de administração
cumpre as suas responsabilidades na escolha de políticas e critérios contabilísticos apropriados e no estabelecimento de
sistemas adequados para o reporte financeiro, para a gestão de riscos, para o controlo interno e para a auditoria interna.
VII.B O órgão de fiscalização deve promover uma adequada articulação entre os trabalhos da auditoria interna
e da revisão legal de contas.
Recomendações:
VII.1.1. O regulamento interno do órgão de fiscalização deve impor que este fiscalize a Adotada Parte I n.º 38
adequação do processo de preparação e de divulgação de informação financeira pelo órgão
de administração, incluindo a adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos
julgamentos, das divulgações relevantes e sua aplicação consistente entre exercícios, de forma
devidamente documentada e comunicada.
VII.2 Revisão legal de contas e fiscalização
Princípio:
Cabe ao órgão de fiscalização estabelecer e monitorizar procedimentos formais, claros e transparentes sobre a forma de seleção
e relacionamento da sociedade com o Revisor Oficial de Contas, e sobre a fiscalização do cumprimento por este das regras
de independência que a lei e as normas profissionais lhe impõem.
Recomendações:
VII.2.1. Através de regulamento interno, o órgão de fiscalização deve definir:
i. Os critérios e o processo de seleção do Revisor Oficial de Contas; Adotada Parte I n.º 38
ii. A metodologia de comunicação da sociedade com o Revisor Oficial de Contas; Adotada Parte I n.º 38
iii. Os procedimentos de fiscalização destinados a assegurar a independência do Adotada Parte I n.º 37, 38
Revisor Oficial de Contas; e 46
iv. Os serviços distintos de auditoria que não podem ser prestados pelo Revisor Oficial Adotada Parte I n.º 46
de Contas.

(…)

156 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


(…)
RECOMENDAÇÕES CUMPRIMENTO OBSERVAÇÕES

VII.2.2. O órgão de fiscalização deve ser o principal interlocutor do Revisor Oficial de Contas Adotada Parte I, n.º 38
na sociedade e o primeiro destinatário dos respetivos relatórios, competindo-lhe,
designadamente, propor a respetiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas,
dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços.
VII.2.3. O
 órgão de fiscalização deve avaliar anualmente o trabalho realizado pelo Revisor Oficial Adotada Parte I, n.º 38
de Contas, a sua independência e adequação para o exercício das funções e propor ao
órgão competente a sua destituição ou a resolução do contrato de prestação dos seus
serviços sempre que se verifique justa causa para o efeito.
VII.2.4. O Revisor Oficial de Contas deve, no âmbito das suas competências, verificar a Adotada Parte I n.º 54
aplicação das políticas e sistemas de remunerações dos órgãos sociais, a eficácia e o
funcionamento dos mecanismos de controlo interno e reportar quaisquer deficiências ao
órgão de fiscalização.
VII.2.5. O Revisor Oficial de Contas deve colaborar com o órgão de fiscalização, Adotada Parte I n.º 38
prestando-lhe imediatamente informação sobre quaisquer irregularidades relevantes
para o desempenho das funções do órgão de fiscalização que tenha detetado, bem
como quaisquer dificuldades com que se tenha deparado no exercício das suas
funções.

Recomendação I.2.1. As sociedades Pelos motivos atrás mencionados


devem estabelecer critérios e requisitos é entendimento da Sociedade que não
relativos ao perfil de novos membros se justifica, presentemente, adotar a referida
dos órgãos societários adequados recomendação, porquanto os objetivos
à função a desempenhar, sendo que, além subjacentes à mesma foram já materialmente
de atributos individuais (como competência, atingidos e a incerteza quanto aos resultados
independência, integridade, disponibilidade desse sistema não justificará que se incorra
e experiência), esses perfis devem considerar numa sobrecarga administrativa para
requisitos de diversidade, dando particular instalação de um sistema adicional.
atenção ao do género, que possam contribuir
para a melhoria do desempenho do órgão III.1. S
 em prejuízo das funções legais
e para o equilíbrio na respetiva composição. do presidente do conselho
de administração, se este não for
No caso desta recomendação não adotada independente, os administradores
o explain resulta já do ponto 16. da Parte independentes devem designar entre
I supra, para o qual se remete. si um coordenador (lead independent
director) para, designadamente,
II.4. A
 sociedade deve implementar meios (i) atuar, sempre que necessário, como
adequados para a participação dos interlocutor com o presidente do conselho
acionistas na assembleia por meios de administração e com os demais
telemáticos. administradores, (ii) zelar por que
disponham do conjunto de condições
Considerando a inexistência de quaisquer e meios necessários ao desempenho
solicitações ou manifestações de interesse, das suas funções; e (iii) coordená-los
até ao momento, por parte dos acionistas, na avaliação do desempenho pelo
relativamente à implementação de sistemas órgão de administração prevista
que permitam a participação em Assembleias na recomendação V.1.1.
Gerais através de meios telemáticos e estando
assegurados os meios que permitem o voto Atendendo à dimensão e especificidades
por correspondência eletrónica e, por da Sociedade, nomeadamente a sua natureza
outro lado, beneficiando essas reuniões familiar e concentração da respetiva
de alargados prazos de divulgação e de estrutura de capital, e ao número total
requisitos flexíveis de participação – prevendo-se, de Administradores Não Executivos
designadamente, que a cada ação e, bem assim, às características
corresponde um voto e prazos curtos para e atual posicionamento do atual Presidente
a prova da qualidade acionista e constituição do Conselho de Administração, considera
de representantes –, entende a Sociedade a Sociedade que a designação de um lead
que o direito dos acionistas a comparecer independent director seria desajustada
nas reuniões de Assembleia Geral está e almejaria apenas o mero cumprimento
já plenamente assegurado e em termos formal da presente recomendação, no qual
bastante flexíveis. a Sociedade não se reveria.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 157


Na realidade e como já vem referido Por conseguinte, entende-se que
no presente relatório, existem instituídos os objetivos visados por esta Recomendação
na Sociedade várias regras e procedimentos do IPCG se encontram devida e inteiramente
que permitem uma articulação estreita acautelados, estando asseguradas
e regular entre os vários membros as condições necessárias para garantir
do Conselho de Administração, o exercício de uma função fiscalizadora
designadamente entre o respetivo Presidente na Sociedade com um elevado nível
e os demais Administradores, e a existência de isenção, imparcialidade e autonomia.
das condições e meios necessários
ao desempenho das suas funções. Recomendação V.1.1. “O órgão
de administração deve avaliar anualmente
Assim, esta recomendação não é formalmente o seu desempenho, bem como o desempenho
adotada pela Sociedade, sendo, no entanto das suas comissões e dos administradores
atingidos todos os objetivos dela decorrentes. delegados, tendo em conta o cumprimento
do plano estratégico da sociedade
III.4. C
 ada sociedade deve incluir um número e do orçamento, a gestão de riscos, o seu
não inferior a um terço mas sempre funcionamento interno e o contributo de cada
plural, de administradores não membro para o efeito, e o relacionamento
executivos que cumpram os requisitos entre órgãos e comissões da sociedade.”
de independência.[…]
Muito embora a avaliação dos Administradores
A Sociedade não cumpre o critério de aferição Executivos venha já a ocorrer anualmente,
da independência dos Administradores Não a autoavaliação do Conselho de Administração
Executivos do Conselho, em virtude de não ter e das suas comissões irá ter lugar no exercício
Administradores independentes. No entanto, de 2019 relativamente ao desempenho
considera-se que os Administradores de 2018, estando a mesma prevista
Não Executivos, cuja representatividade na versão do Regulamento do Conselho
no Conselho de Administração é atualmente de Administração aprovada em 2018.
de 61%, reúnem a necessária idoneidade,
experiência e competência profissional V.2.2. A
 comissão de remunerações deve
comprovada no sentido de assegurar aprovar, no início de cada mandato,
uma efetiva fiscalização da atividade dos fazer executar e confirmar, anualmente,
Administradores Executivos de forma a política de remuneração dos
isenta, imparcial, independente e objetiva membros dos órgãos e comissões
e a inexistência de conflitos de interesses da sociedade, no âmbito da qual sejam
entre o interesse e posição do acionista e a fixadas as respetivas componentes
Sociedade. Além disso, o modelo de governo fixas, e, quanto aos administradores
de gestão monista adotado pela Sociedade, executivos ou administradores
no que respeita à composição do Conselho pontualmente investidos de tarefas
de Administração, não exige a inclusão executivas, caso exista componente
de membros não executivos que operem com variável da remuneração, os respetivos
funções de fiscalização, em adição às funções critérios de atribuição e de mensuração,
de administração, o que, por sua vez, resulta os mecanismos de limitação,
da inexistência qualquer norma jurídica que os mecanismos de diferimento
estabeleça um requisito de independência do pagamento da remuneração e os
com base numa proporção adequada mecanismos de remuneração baseados
de independentes para os membros do órgão em opções ou ações da própria
de Administração. sociedade.

Por outro lado, importa realçar que Esta recomendação, na parte aplicável,
a Sociedade adotou modelo societário que é cumprida quanto a todos os seus pontos
integra dois níveis de fiscalização. Assim, exceto no que respeita à indicação dos
por um lado, foi instituído um Conselho montantes da componente fixa das
Fiscal, cujos membros são considerados remunerações. Esta opção fica a dever-se ao
independentes, sendo um deles Revisor Oficial facto de se entender que neste assunto
de Contas, e estão sujeitos a um exigente os acionistas devem aprovar apenas
regime de responsabilidade – solidária com os princípios e remeter as fixações concretas
a da Administração. Paralelamente, nos termos para a comissão. Note-se que é matéria
dos Estatutos da Sociedade, foi designado em relação à qual existe total transparência
um Revisor Oficial de Contas independente, pois os valores fixos são anualmente
cujas funções têm também como finalidade divulgados.
a fiscalização da atividade da Administração.

158 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


V.3.2. U
 ma parte significativa da componente impacto no direito à componente variável
variável deve ser parcialmente diferida pelos administradores da Navigator.
no tempo, por um período não inferior
a três anos, associando-a à confirmação V.4.1. A
 sociedade deve, nos termos que
da sustentabilidade do desempenho, considere adequados, mas de forma
nos termos definidos em regulamento suscetível de demonstração, promover
interno da sociedade. que as propostas para eleição dos
membros dos órgãos sociais sejam
A justificação para a não adoção desta acompanhadas de fundamentação
recomendação vem explicada na declaração a respeito da adequação do perfil,
sobre a política de remunerações em vigor, conhecimentos e currículo à função
que corresponde ao Anexo II deste relatório, a desempenhar por cada candidato.
cuja parte relevante a seguir se transcreve:
Por força do sistema legislativo português que
“Tem vindo a ser defendido pelos especialistas remete para os acionistas a composição dos
nesta área a existência de vantagens órgãos das sociedades e da própria natureza
relevantes no diferimento do pagamento do Grupo em que se insere a Navigator, com
da parte variável da remuneração para uma concentração na estrutura de capital
um momento posterior que permitisse de natureza familiar e membros de conselhos
de alguma forma a ponderação de todo de administração comuns a várias empresas
o mandato. relacionadas, entende a Administração que
o juízo sobre as opções de composição
Aceitamos o princípio em abstrato como dos Órgãos Sociais deve ser remetido para
bom, mas não nos parece que seja vantajoso os acionistas.
no caso concreto da Semapa e de outras
sociedades de natureza similar. V.4.3. E
 sta comissão inclui uma maioria
de membros não executivos
A opção proposta tem como um dos independentes.
principais suportes o comprometimento
da administração e da sua remuneração com No caso desta recomendação não
um resultado de médio prazo, sustentável, adotada o explain corresponde ao exposto
evitando assim a associação a um simples relativamente à Recomendação III.4, para
exercício que pode não ser representativa a qual se remete.
e cujos resultados podem mesmo ser
superiores em prejuízo de exercícios seguintes.

Ora, se este perigo é real e se justifica que


seja minorado através de sistemas como
este em sociedades de capital totalmente
disperso em que a administração pode
ser tentada a ter uma visão imediatista
de rápida realização de potenciais vantagens
em sacrifício do futuro, o mesmo não se passa
neste momento com uma sociedade como
a Semapa, de controlo e administração
estável, em que essas preocupações estão por
natureza asseguradas.”

A recomendação não é assim acolhida


pela Sociedade, sem prejuízo de assegurar
a substância que a justifica em medida ainda
maior do que resultaria do seu cumprimento.

Refira-se ainda que o resultado consolidado


do exercício da Navigator tem vindo a ser
sempre de forma reiterada e consistente muito
positivo, evidenciando a sustentabilidade
de desempenho que a Recomendação visa
acautelar. Resulta pois deste histórico que
o possível diferimento parcial, por um período
não inferior a três anos, da componente
variável da remuneração, não teria tido

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 159


PARTE III – Outras informações

Não existem outros elementos ou informações


adicionais que sejam relevantes para
a compreensão do modelo e das práticas
de governo adotadas.

A N E XO I
1 . I N F O R M A Ç Õ E S A Q U E » Sodim, SGPS, SA – 15 252 726 ações
S E R E F E R E M O S A R T. º da Semapa – Sociedade de Investimento
447º E 448º DO CSC E OS e Gestão, SGPS, S.A.
N . O S 6 E 7 D O A R T. º 1 4 º D O
R E G U L A M E N TO 5/2 0 0 8 DA d) A
 quisição, alienação, oneração
CMVM (POR REFERÊNCIA ou promessas relativas a valores mobiliários
AO E X E R C Í C I O D E 2 0 1 8 ) . da Sociedade ou de sociedades em relação
de domínio ou de grupo efetuadas pelos
titulares dos Órgãos Sociais:
a) Valores mobiliários da Sociedade detidos
pelos titulares dos Órgãos Sociais: Durante o ano de 2018 não foram efetuadas
aquisições, alienações, onerações
António José Pereira Redondo: 6 000 ações ou promessas relativas a valores mobiliários
Adriano Augusto da Silva Silveira: 2 000 ações da Navigator ou de sociedades em relação
de domínio ou de grupo nem pelos titulares
b) V
 alores mobiliários (*) de sociedades dos Órgãos Sociais e nem pelas sociedades
em relação de domínio com a The referidas no ponto c) supra.
Navigator Company detidos pelos titulares
dos Órgãos Sociais na aceção do art.º 447º 2 . I N F O R M A Ç Õ E S S O B R E A Ç Õ E S
do CSC e do art.º 248º-B do CVM (*): PRÓPRIAS

José Miguel Pereira Gens Paredes: (ao abrigo do artigo 66º e do n.º 2 do artigo
70 “Obrigações 2014/2019” 324º, ambos do Código das Sociedades
José Fernando Morais Carreira de Araújo: Comerciais)
100 “Obrigações 2014/2019”
Herança indivisa de Maria Rita de Carvalhosa De acordo com os termos da alínea d)
Mendes de Almeida de Queiroz Pereira: do n.º5 do art.º 66º do Código das Sociedades
1 000 ações da The Navigator Company, S.A. Comerciais, a Navigator informa que durante
o ano de 2018 adquiriu as seguintes ações
c) V
 alores mobiliários da Sociedade representativas do seu capital:
e de sociedades em relação de domínio
detidos por sociedades em que – 24/12/2018: 17 586 ações ao preço médio
os membros dos Órgãos de Administração de € 3,51971;
e Fiscalização exercem cargos nos Órgãos – 27/12/2018: 205 000 ações ao preço médio
Sociais na aceção do art.º 447º do CSC de € 3,49285;
e do art.º 248.º-B do CVM: – 28/12/2018: 101 490 ações ao preço médio
de € 3,52727:
» Cimigest, SGPS, S.A. – 3 185 019 ações – 31/12/2018: 50 000 ações ao preço médio
da Semapa – Sociedade de Investimento de € 3,58517.
e Gestão, SGPS, S.A.
Após as aquisições supra identificadas,
»Cimo – Gestão de Participações, SGPS, S.A. – a Navigator passou a ser detentora
38 959 431 ações da Semapa de 864 049 ações correspondentes a 0,120%
–S
 ociedade de Investimento e Gestão, do seu capital social.
SGPS, S.A.

(*)
 s obrigações emitidas pela Semapa e denominadas
A no dia útil seguinte TARGET imediatamente anterior
“Obrigações SEMAPA 2014/2019” correspondem à data de início de cada período de juros, adicionada
às obrigações da Sociedade, com taxa variável de 3,25% ao ano e maturidade em 2019.
correspondendo à taxa EURIBOR a 6 meses, cotada

160 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


A N E XO I I
Declaração Sobre Política de Remuneração Assembleia Geral de acionistas uma
dos Membros do Órgão de Administração declaração sobre política de remuneração dos
e Fiscalização da Navigator Company órgãos de administração e fiscalização. Foi
apresentada na Assembleia Geral o que sucedeu em 2018 com a apresentação
de Acionistas de 23 de maio 2018. aos acionistas de uma proposta nesse sentido,
tendo sido aprovada a declaração sobre
Impõe a Lei n.º 28/2009, de 19 de junho, política de remunerações cujo teor aqui
que a Comissão de Fixação de Vencimentos se reproduz.
submeta anualmente a aprovação pela

I. INTRODUÇÃO

No início do ano de 2008 a Comissão o período do mandato, razão pela qual


de Fixação de Vencimentos da Sociedade também este ano se mantém o conteúdo
elaborou pela primeira vez uma declaração desta declaração.
sobre política de remunerações que veio
a ser submetida e aprovada na Assembleia As duas possibilidades de definição
Geral da Sociedade desse ano. A declaração de remunerações dos Órgãos Sociais
foi então elaborada no âmbito de uma mais comuns têm entre si um significativo
recomendação da Comissão de Mercado afastamento. Temos por um lado a definição
de Valores Mobiliários sobre a matéria. direta das remunerações pela Assembleia
Geral, a que poucas vezes se recorre
Declarou nesse momento a Comissão por não ser muito praticável pelas mais
de Vencimentos que entendia que as opções diversas razões, e por outro a definição das
então defendidas deviam ser mantidas até remunerações por uma Comissão que decide
ao final do mandato em curso dos Órgãos segundo critérios em relação aos quais
Sociais. O mandato em causa era o mandato os acionistas não tiveram oportunidade de se
2007-2010. pronunciar.

No ano de 2010 foi então necessário renovar Temos perante nós a solução intermédia
a declaração por força do disposto na Lei de submeter à apreciação dos acionistas uma
n.º 28/2009, de 19 de junho, que determina declaração sobre a política de remunerações
a obrigatoriedade da Comissão de Fixação a seguir pela Comissão. Há que tentar retirar
de Vencimentos submeter anualmente o melhor de ambas as soluções abstratamente
à aprovação da Assembleia Geral uma possíveis, como nos propomos fazer neste
declaração sobre a política de remunerações. documento, recorrendo e reproduzindo o que
em boa parte já antes defendemos, mas
Esta Comissão tem mantido o entendimento também tentando trazer o contributo de maior
de que uma declaração sobre política experiência e conhecimento da Sociedade e o
de remunerações, pela sua própria respeito pelas disposições legais nesta matéria
natureza de conjunto de princípios, deve que acima referimos.
ser tendencialmente estável durante todo

II. ENQUADRAMENTO LEGAL E RECOMENDATÓRIO

A presente declaração tem como ao conteúdo determinando que a declaração


enquadramento a já referida Lei n.º 28/2009, contenha informação relativa:
de 19 de junho, e as Recomendações
da Comissão do Mercado de Valores a) A
 os mecanismos que permitam
Mobiliários (2013). o alinhamento dos interesses dos
membros do Órgão de Administração com
Quanto àquele diploma legal, para além os interesses da Sociedade;
do que determina quanto à periodicidade
da declaração e sua aprovação e quanto b) A
 os critérios de definição da componente
à divulgação do seu teor, dispõe relativamente variável da remuneração;

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 161


c) À
 existência de planos de atribuição II.3.3. A
 declaração sobre a política
de ações ou de opções de aquisição de remunerações dos órgãos
de ações por parte de membros dos órgãos de administração e fiscalização a que
de administração e de fiscalização; se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009,
de 19 de junho, deverá conter,
d) À
 possibilidade de o pagamento adicionalmente:
da componente variável da remuneração,
se existir, ter lugar, no todo ou em parte, a) Identificação e explicitação dos critérios
após o apuramento das contas de exercício para a determinação da remuneração
correspondentes a todo o mandato; a atribuir aos membros dos Órgãos Sociais;

e) A
 os mecanismos de limitação b) Informação quanto ao montante máximo
da remuneração variável, no caso de os potencial, em termos individuais, e ao
resultados evidenciarem uma deterioração montante máximo potencial, em termos
relevante do desempenho da Empresa agregados, a pagar aos membros dos
no último exercício apurado ou quando esta Órgãos Sociais, e identificação das
seja expectável no exercício em curso. circunstâncias em que esses montantes
máximos podem ser devidos;
Já no que respeita ao enquadramento
recomendatório, recomenda a Comissão c) Informação quanto à exigibilidade
do Mercado de Valores Mobiliários o seguinte: ou inexigibilidade de pagamentos relativos
à destituição ou cessação de funções
de Administradores.

III. REGIME LEGAL E ESTATUTÁRIO APLICÁVEL


À SOCIEDADE

Qualquer definição de remunerações não Para o Conselho Fiscal e para os membros


pode deixar de ter em conta quer o regime da Mesa da Assembleia Geral determina
legal geral quer o regime particular acolhido a lei que a remuneração deve consistir
pelos Estatutos da Sociedade, quando for numa quantia fixa, e que é determinada
caso disso. nos mesmos moldes pela Assembleia Geral
de acionistas ou uma comissão por aquela
O regime legal para o Conselho nomeada, devendo ter em conta as funções
de Administração vem essencialmente desempenhadas e a situação económica
estabelecido no artigo 399.º do Código das da Sociedade.
Sociedades Comerciais, e do mesmo resulta
essencialmente o seguinte: Já no que respeita aos Estatutos, no caso
da Sociedade, existe uma cláusula específica
»A  fixação das remunerações compete apenas para o Conselho de Administração,
à Assembleia Geral de acionistas ou a uma a vigésima primeira, que estabelece que
comissão por aquela nomeada. as remunerações dos Administradores podem
» Aquela fixação de remunerações deve ter ser diferenciadas. O número 2 da mesma
em conta as funções desempenhadas cláusula estabelece que a Assembleia Geral
e a situação económica da Sociedade. pode regular o regime da reforma e de
» A remuneração pode ser certa ou consistir complementos suplementares de reforma dos
parcialmente numa percentagem dos Administradores.
lucros do exercício, mas a percentagem
máxima destinada aos Administradores É este o enquadramento formal em que deve
deve ser autorizada por cláusula ser definida a política de remunerações.
do contrato de Sociedade e não incide
sobre distribuições de reservas nem sobre
qualquer parte do lucro do exercício que
não pudesse, por lei, ser distribuído aos
acionistas.

162 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


IV. O PERCURSO HISTÓRICO

Na Sociedade, desde a sua transformação Note-se que a atribuição de uma percentagem


em sociedade anónima ocorrida em 1991 e até do resultado não é aplicada de forma direta,
ao ano de 2004, a remuneração de todos mas antes como um indicador, por um lado,
os Administradores era composta por e como um limite estatutário, por outro,
uma parte fixa, pagável catorze vezes por de valores que são apurados de forma mais
ano, e fixada pela Comissão de Fixação elaborada tendo em conta todos os fatores
de Vencimentos, havendo anualmente, por que constam da declaração sobre a política
decisão casuística, uma remuneração variável de remunerações em vigor e os KPI’s abaixo
com base nos resultados, tomada pelo referidos.
acionista Estado.
Existe pois um procedimento constante desde
Após a 2.ª fase de privatização ocorrida o ano de 2004 no sentido de a remuneração
em 2004, foi pela primeira vez aplicado dos membros do Conselho de Administração
o princípio formal de coexistência de uma ser composta por uma parte fixa e outra
remuneração fixa e variável, esta última variável.
tendo por base os resultados da Sociedade
e o desempenho em concreto de cada Quanto ao Conselho Fiscal foi desde
Administrador. a constituição da Sociedade remunerado
com uma quantia mensal fixa. Já os membros
Este procedimento tem-se vindo a repetir da Mesa da Assembleia desde que passaram
anualmente desde 2004 no sentido de a a ser remunerados, também o foram através
remuneração dos membros do Conselho de uma remuneração determinada em função
de Administração ser composta por uma parte das reuniões efetivamente ocorridas.
fixa e outra variável.

V. PRINCÍPIOS GERAIS

Os princípios gerais a observar na fixação Também a existência de funções


das remunerações dos Órgãos Sociais desempenhadas noutras sociedades
são essencialmente aqueles que de forma dominadas não pode ser alheia a esta
muito genérica resultam da lei: por um lado ponderação, pelo que significa por um lado
as funções desempenhadas e por outro em termos de aumento de responsabilidade
a situação económica da Sociedade. Se a e por outro em termos de fonte cumulativa
estes acrescentarmos as condições gerais de rendimento.
de mercado para situações equivalentes,
encontramos aqueles que nos parecem ser Importa aqui referir que a experiência
os três grandes princípios gerais: com a Navigator tem revelado que
os Administradores nesta Sociedade,
a) Funções desempenhadas. ao contrário do que é típico em sociedades
Há que ter em conta as funções desta natureza, não se têm sempre dividido
desempenhadas por cada titular de Órgãos dicotomicamente de forma homogénea
Sociais não apenas num sentido formal, entre Executivos e Não Executivos.
mas num sentido mais amplo da atividade Há um conjunto de Administradores que têm
efetivamente exercida e das responsabilidades poderes delegados e que são comummente
que lhe estão associadas. Não estão na mesma chamados Executivos, mas entre aqueles
posição todos os Administradores entre que não têm poderes delegados existiram
si, nem muitas vezes todos os membros já as mais diversas formas e proximidades
do Conselho Fiscal, por exemplo. de participação na vida da Sociedade.
A ponderação das funções deve ser efetuada É particularmente relevante neste contexto,
no seu sentido mais amplo e deve considerar designadamente para efeitos de atribuição
critérios tão diversos como, por exemplo, de remuneração variável, a posição
a responsabilidade, o tempo de dedicação, do Presidente do Conselho de Administração
ou o valor acrescentado para a Empresa que, não sendo membro da Comissão
que resulta de um determinado tipo Executiva, mantém uma significativa
de intervenção ou de uma representação proximidade às decisões relevantes
institucional. da atividade corrente da Sociedade.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 163


b) A situação económica da Sociedade. c) Critérios de mercado.
Também este critério tem que ser O encontro entre a oferta e a procura
compreendido e interpretado com cuidado. é incontornável na definição de qualquer
A dimensão da Sociedade e inevitável remuneração, e os titulares dos Órgãos Sociais
complexidade da gestão associada não são exceção. Só o respeito pelas práticas
é claramente um dos aspetos relevantes do mercado permite manter profissionais
da situação económica entendida na sua de um nível ajustado à complexidade das
forma mais lata. As implicações existem funções a desempenhar e responsabilidades
quer na necessidade de remunerar uma a assumir, e assim assegurar não só os
responsabilidade que é maior em sociedades interesses do próprio mas essencialmente os da
maiores e com modelos de negócio Sociedade e a criação de valor para todos
complexos quer na capacidade de remunerar os seus acionistas. No caso da Sociedade, pelas
adequadamente a gestão. suas características e dimensão, os critérios
de mercado a ter em conta são não só os
nacionais mas também os internacionais.

VI. E
 NQUADRAMENTO DOS PRINCÍPIOS NO REGIME LEGAL
E RECOMENDATÓRIO

Exposto o percurso histórico e consignados e aos objetivos previamente fixados. Este valor
os princípios gerais adotados importa agora target é definido ponderando os princípios
fazer o enquadramento dos princípios nos acima referidos – mercado, funções concretas,
regimes normativos aplicáveis. situação da Sociedade –, com destaque
para situações comparáveis de mercado
1. A
 línea a) do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009. em funções de relevância equivalente.
Alinhamento de interesses.
Um outro fator relevante na definição
O primeiro aspeto que a Lei 28/2009 dos targets é a opção pela inexistência
considera essencial em termos de informação na Sociedade de planos de ações ou opções
nesta declaração é o da explicitação dos de aquisição de ações.
mecanismos que permitam o alinhamento
dos interesses dos membros do Órgão As ponderações do desempenho efetivo
de Administração com os interesses face às expectativas e objetivos, que
da Sociedade. determinam a variação em relação ao target,
têm por base um conjunto de KPIs,
Cremos que o sistema remuneratório em vigor quantitativos e qualitativos, relacionados
na Sociedade é bem sucedido no assegurar com o desempenho da Sociedade e do
desse alinhamento. Em primeiro lugar Administrador em causa, e nos quais relevam
por ser uma remuneração que se procura especialmente o EBITDA, os resultados
justa e equitativa no âmbito dos princípios líquidos e o cash flow.
enunciados, e em segundo lugar por associar
os membros do Órgão de Administração Adicionalmente a estes critérios,
aos resultados através de uma componente em alinhamento com os compromissos
variável da remuneração que tem nos assumidos pela Sociedade na sua estratégia
resultados o fator preponderante. de sustentabilidade e reconhecendo
a importância da utilização eficiente
2. Alínea b) do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009. da energia e a necessidade de redução
Critérios para a componente variável. de emissões de CO2 de origem fóssil das
atividades económicas, considera-se ainda
A informação sobre os critérios para na ponderação a implementação do programa
a definição da componente variável corporativo para a eficiência energética,
da remuneração é o segundo dos aspetos aprovado em 2016.
exigidos pelo diploma legal referido.
3. A
 línea c) do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009.
A fixação da componente variável Planos de ações ou opções.
da remuneração tem por base um valor target
aplicável a cada Administrador e que é devido A opção pela existência ou não de planos
em condições de desempenho do próprio e da de atribuição de ações ou opções é de
Sociedade que correspondam às expectativas natureza estrutural. A existência de um plano

164 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


desta natureza não é um simples acréscimo estável, em que essas preocupações estão por
ao sistema remuneratório existente, sendo natureza asseguradas.
antes uma modificação profunda do que existe
já, pelo menos em termos de remuneração 5. A
 línea e) do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009.
variável. Mecanismos de limitação da remuneração
variável.
Muito embora um regime remuneratório
estruturado desta forma não seja incompatível Defende-se com este mecanismo a limitação
com os Estatutos da Sociedade, entendemos da remuneração variável no caso de os
que a redação da respetiva cláusula resultados evidenciarem uma deterioração
estatutária e o histórico existente apontava relevante do desempenho da Empresa
na manutenção de um sistema remuneratório no último exercício apurado ou quando esta
global sem uma componente de ações seja expectável no exercício em curso.
ou opções.
Também neste mecanismo transparece uma
Não significa isto que não reconheçamos preocupação de que o bom desempenho num
os méritos de uma componente de ações momento, com vantagens remuneratórias para
ou opções na remuneração da administração, a Administração, seja feito em sacrifício de um
nem tão pouco que não estejamos recetivos bom desempenho futuro.
a encontrar uma nova forma de estruturação
da remuneração da Administração com esta Igualmente aqui, por maioria de razão,
componente, mas o recurso a planos de ações se aplicam os raciocínios supra. Note-se,
e opções não é essencial para assegurar aliás, que se trata de uma solução com pouco
os princípios que defendemos e, como efeito prático se não for associada a um
se disse, não cremos que fosse essa a opção diferimento relevante da remuneração, o que
base dos acionistas da Sociedade. não se propõe para a Sociedade.

4. A
 línea d) do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009. 6. R
 ecomendação II.3.3. alínea a) Critérios
Momento do pagamento da remuneração para a determinação da remuneração.
variável.
Os critérios para a determinação
Tem vindo a ser defendido pelos especialistas da remuneração a atribuir aos membros dos
nesta área a existência de vantagens Órgãos Sociais são os que se extraem dos
relevantes no diferimento do pagamento princípios enunciados no capítulo V supra
da parte variável da remuneração para e, relativamente à componente variável
um momento posterior que permitisse da remuneração dos Administradores,
de alguma forma a ponderação de todo os referidos no ponto 2 do capítulo VI supra.
o mandato.
Para além destes não existem na Sociedade
Aceitamos o princípio em abstrato como outros critérios obrigatórios pré-determinados
bom, mas não nos parece que seja vantajoso para a fixação da remuneração.
no caso concreto da Sociedade e de outras
sociedades de natureza similar. 7. R
 ecomendação II.3.3. alínea b). Montante
máximo potencial, individual e agregado,
A opção proposta tem como um dos da remuneração.
principais suportes o comprometimento
da Administração e da sua remuneração com Não existem limites máximos numéricos
um resultado de médio prazo, sustentável, da remuneração, sem prejuízo da limitação
evitando assim a associação a um simples que resulta dos princípios descritos neste
exercício que pode não ser representativa documento.
e cujos resultados podem mesmo ser
superiores em prejuízo de exercícios seguintes. 8. R
 ecomendação II.3.3. alínea c). Pagamentos
relativos à destituição ou cessação
Ora, se este perigo é real e se justifica que de funções.
seja minorado através de sistemas como
este em sociedades de capital totalmente Não existem nem nunca foram fixados por
disperso em que a Administração pode esta Comissão quaisquer acordos quanto
ser tentada a ter uma visão imediatista a pagamentos pela Sociedade relativos
de rápida realização de potenciais vantagens à destituição ou cessação de funções
em sacrifício do futuro, o mesmo não se passa de Administradores.
neste momento com uma sociedade como
a Sociedade, de controlo e administração

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 165


Esta circunstância resultou naturalmente Aplica-se, assim, o regime legal supletivo
dos vários casos concretos existentes nesta matéria.
na Sociedade e não de uma posição
de princípio desta Comissão contra
a existência de acordos desta natureza.

VII. OPÇÕES CONCRETAS

As opções concretas de política da Comissão Executiva e para os que


de remuneração propostas podem pois ser não sendo membros daquela Comissão
sumariadas da seguinte forma: exerçam funções ou desenvolvam
trabalhos específicos de natureza repetida
1ª A
 remuneração dos membros executivos ou continuada.
do Conselho de Administração e do
Presidente do Conselho de Administração, 6ª A
 fixação de valor predeterminado
tal como referido na alínea a) do Capítulo V, por cada participação em reunião aos
será composta por uma parte fixa e por uma membros do Conselho de Administração
parte variável. será feita para aqueles que tenham
funções essencialmente consultivas e de
2ª A
 remuneração dos membros não fiscalização.
executivos do Conselho de Administração
será composta apenas por uma parte fixa, 7ª A
 s remunerações fixas dos membros
que poderá ser complementada em função do Conselho Fiscal consistirão todas num
da acumulação de responsabilidades valor fixo mensal pagável catorze vezes por
acrescidas. ano.

3ª A remuneração dos membros do Conselho 8ª A


 s remunerações fixas dos membros
Fiscal e dos membros da Mesa da Mesa da Assembleia Geral consistirão
da Assembleia Geral será composta apenas todas num valor predeterminado por
por uma parte fixa. cada reunião, sendo inferior o valor para
a segunda e seguintes reuniões que tenham
4ª A
 parte fixa da remuneração dos membros lugar durante o mesmo ano.
do Conselho de Administração consistirá
num valor mensal pagável catorze vezes 9ª N
 a fixação de todas as remunerações,
por ano ou num valor predeterminado por incluindo designadamente na distribuição
cada participação em reunião do Conselho do valor global da remuneração variável
de Administração. do Conselho de Administração serão
observados os princípios gerais acima
5ª A
 fixação do valor mensal para a parte consignados: funções desempenhadas,
fixa das remunerações dos membros situação da Sociedade e critérios
do Conselho de Administração será de mercado.
feita para todos os que sejam membros

27 de abril de 2018

A Comissão de Fixação de Vencimentos

Presidente: José Gonçalo Ferreira Maury

Vogal: Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses


Vogal: João Rodrigo Appleton Moreira Rato

166 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


A N E XO I I I

CÓDIGO DE ÉTICA E DE CONDUTA

I. O
 B J E C T I VO S G E R A I S e práticas de responsabilidade social e de
E VA L O R E S fomento do desenvolvimento social das zonas
onde exerce a sua atividade empresarial.
1. O
 Código de Ética e de Conduta como
fundamento da cultura do Grupo The Em virtude de se tratarem de princípios
Navigator Company basilares e por natureza gerais, as matérias
reguladas no Código de Ética e de Conduta
A prossecução dos objetivos, o respeito podem ser densificadas em orientações,
pelos valores e o cumprimento das normas políticas e procedimentos internos, ou em
de conduta enunciados no presente Código códigos de conduta específicos.
de Ética e de Conduta constituem a cultura
deontológica do universo empresarial 3. Valores
do Grupo The Navigator Company.
Os princípios e normas de conduta
O Código de Ética deverá ser visto como previstos no Código de Ética e de Conduta
um modelo de conduta e interpretado como resultam da concretização dos valores
uma referência de comportamento, que o Grupo tidos como fundamentais no Grupo The
The Navigator Company e todos os que nele Navigator Company, os quais devem ser
trabalham deverão seguir e respeitar. permanentemente prosseguidos no âmbito
da sua atividade empresarial, em especial:
2. Missão e Objetivos Fundamentais
(a) C
 onfiança – Acreditamos nas pessoas,
O Grupo The Navigator Company aspira acolhemos o contributo de cada um,
estender a outros negócios a liderança respeitamos a sua identidade, promovendo
conquistada no papel de impressão e escrita o seu desenvolvimento individual
e assim afirmar Portugal no mundo, enquanto e coletivo, a cooperação e a comunicação
empresa global, reconhecida por transformar entre todos;
de forma inovadora e sustentável a floresta
em produtos e serviços que contribuem para (b) I ntegridade – Somos norteados por
o bem-estar das pessoas. princípios de transparência, ética
e respeito na relação entre todos
Os objetivos fundamentais prosseguidos os Colaboradores e com terceiros;
pelo Grupo The Navigator Company
assentam na criação sustentada de valor e na (c) E
 mpreendedorismo – Temos paixão pelo
protecção dos interesses dos Accionistas, que fazemos, gostamos de sair da nossa
com um adequado nível de remuneração zona de conforto, temos coragem para
aos investidores, suportada na oferta tomar decisões e assumir riscos de forma
dos mais elevados padrões de qualidade responsável;
no fornecimento de bens e serviços aos
seus Clientes, e ainda no recrutamento, (d) Inovação – Promovemos o conhecimento
motivação e desenvolvimento dos melhores e o potencial criativo de todos para fazer
e mais competentes profissionais. O Grupo o impossível;
The Navigator Company promoverá sempre
uma cultura de meritocracia que permita (e) S
 ustentabilidade – A sustentabilidade
o desenvolvimento pessoal e profissional empresarial, social e ambiental é o nosso
dos seus Colaboradores e, através do seu modelo de negócio;
empenho, posicionar a atividade do Grupo nos
primeiros níveis de liderança dos mercados (f) Excelência – Atuamos focados
onde atua, mantendo uma política de gestão na qualidade, na eficiência, na segurança
sustentável de recursos naturais, mitigação e no rigor.
dos impactes ambientais, adotando princípios

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 167


I I . Â M B I T O D E A P L I C A Ç Ã O Navigator Company, nas jurisdições dos países
E I N T E R P R E TA Ç Ã O onde operam.

4. Âmbito de Aplicação 7. Autoridades Públicas

O Código de Ética e de Conduta aplica-se a A conduta do Grupo The Navigator Company


todos os Colaboradores de todas as entidades e dos Colaboradores deve ser pautada por uma
do Grupo The Navigator Company. permanente colaboração com as autoridades
públicas, designadamente entidades
As regras nele definidas devem reguladoras, satisfazendo as solicitações que
presidir à conduta ética e profissional legitimamente lhe forem dirigidas e que estejam
de todos os Colaboradores, no âmbito ao seu alcance e adotando os comportamentos
da prossecução da sua atividade empresarial que permitam o exercício das competências
e no relacionamento com terceiros, sendo cometidas a essas autoridades.
instrumento essencial da política e cultura
empresariais seguidas e fomentadas pelo 8. Integridade
Grupo The Navigator Company.
É interdita toda a prática de corrupção
5. Interpretação e suborno, em todas as suas formas ativas
e passivas, quer através de atos e omissões,
Para efeitos do Código de Ética e de Conduta, quer por via da criação e manutenção
deve entender-se por: de situações de favor ou irregulares, bem
como adotar comportamentos que possam
(a) C
 olaboradores – todas as pessoas que criar nos interlocutores expectativas
laborem ou prestem serviços, de forma de favorecimento nas suas relações com
permanente ou meramente ocasional, o Grupo The Navigator Company.
nas empresas do Grupo The Navigator
Company, incluindo, designadamente, 9. Transparência
membros dos Órgãos Sociais, empregados,
prestadores de serviços, mandatários O Grupo The Navigator Company
e auditores ou consultores; compromete-se a relatar o seu desempenho
de forma transparente, tendo em consideração
(b) C
 lientes – pessoas singulares ou coletivas os deveres legais aplicáveis e as boas práticas
a quem as empresas do Grupo The dos mercados de capitais e financeiros.
Navigator Company fornecem os seus
produtos ou prestam os seus serviços; 10. Confidencialidade

(c) F
 ornecedores – pessoas singulares 10.1. Os Colaboradores devem manter
ou coletivas que fornecem produtos a confidencialidade de todas
às empresas do Grupo The Navigator as informações do Grupo The Navigator
Company ou lhes prestam serviços; Company, de outros Colaboradores,
de Clientes, de Fornecedores ou de
(d) S
 takeholders – pessoas singulares Stakeholders, de que tenham conhecimento
ou coletivas com quem as empresas por força do exercício das suas funções
do Grupo The Navigator Company e que não sejam de conhecimento público
se relacionam nas suas atividades ou notório. Essas informações são apenas
empresariais, institucionais ou sociais, para uso restrito e interno no Grupo The
incluindo acionistas, membros dos Navigator Company.
Órgãos Sociais, Colaboradores, Clientes,
Fornecedores, parceiros de negócio 10.2. O
 s Colaboradores devem manter
ou membros da comunidade com que confidencialidade das informações referidas
o Grupo The Navigator Company interage. no parágrafo anterior mesmo após cessação
das suas funções no Grupo The Navigator
I I I . N O R M A S D E C O N D U TA Company e independentemente da causa
de cessação.
6. Cumprimento da Legislação e Regulação
10.3. A
 s informações confidenciais só podem
A atividade do Grupo The Navigator Company ser reveladas a terceiros nos termos
e dos seus Colaboradores deve ser pautada legalmente exigíveis ou desde que
pelo rigoroso cumprimento das normas legais, a divulgação seja previamente
estatutárias e regulamentares aplicáveis autorizada, por escrito, pelo Conselho
à atividade e empresas do Grupo The de Administração.

168 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


11. Transações de Valores Mobiliários interesses dos acionistas e investidores
bem como a procura de criação de valor
Os Colaboradores que estejam na posse para os acionistas.
de informação relativa à The Navigator
Company, concreta e específica, que não 13.2. O
 Grupo The Navigator Company
tenha sido tornada pública, mas que se fosse compromete-se a respeitar o princípio
tornada pública seria suscetível de influenciar de igualdade de tratamento dos
de forma sensível as cotações bolsistas acionistas, tendo em consideração
da The Navigator Company, não podem, as proporções no capital social da The
durante o período anterior à sua divulgação, Navigator Company, nomeadamente
transacionar valores mobiliários do Grupo The assegurando a disponibilização
Navigator Company, de parceiros estratégicos de informação em tempo útil,
ou de empresas envolvidas em transações em observância dos deveres legais
ou relações com o Grupo The Navigator aplicáveis.
Company, nem divulgar essa informação
a terceiros. 14. Concorrência

Entre outras, são tipos de informação O Grupo The Navigator Company


privilegiada as estimativas de resultados, compromete-se a agir em conformidade com
as decisões relativas a aquisições, vendas as leis da concorrência, de acordo com regras
ou parcerias significativas e a aquisição e critérios de mercado e promovendo uma
ou perda de contratos relevantes. concorrência leal.

12. Conflitos de Interesses 15. Propriedade Intelectual e Industrial

12.1. O
 Grupo The Navigator Company O Grupo The Navigator Company e os
compromete-se a adoptar medidas Colaboradores devem respeitar a Propriedade
que assegurem a isenção de atuação Intelectual e Industrial dos Fornecedores,
nos processos de decisão, nos casos Clientes e Stakeholders.
de potencial conflito de interesses
que envolvam o Grupo The Navigator 16. R
 elações com Clientes, Fornecedores,
Company ou os seus Colaboradores. Prestadores de Serviços e Terceiros

12.2. O
 s Colaboradores não podem prosseguir 16.1. O
 Grupo The Navigator Company deverá
objetivos particulares em concorrência assegurar que as condições de venda dos
com o Grupo The Navigator Company, produtos aos seus Clientes se encontrem
estando também impedidos de obter definidas de forma clara, devendo
benefícios, vantagens ou favores pessoais as empresas do Grupo The Navigator
por força do cargo ocupado ou das Company e os seus Colaboradores
funções desempenhadas. assegurar o cumprimento das mesmas.

12.3. Os Colaboradores devem comunicar 16.2. O


 s Fornecedores e prestadores
imediatamente ao superior hierárquico de serviços do Grupo The Navigator
qualquer situação suscetível de criar Company devem ser selecionados
um conflito de interesses, nomeadamente com base em critérios objetivos,
se, no âmbito das suas funções, forem atendendo-se às condições propostas,
chamados a intervir em processos às garantias efetivamente dadas e à
ou decisões que envolvam, direta otimização global das vantagens para
ou indiretamente, organizações, entidades o Grupo The Navigator Company.
ou pessoas com as quais colaborem
ou tenham colaborado, ou a quem 16.3. O
 s Fornecedores e prestadores
estejam ligados por laços de parentesco, de serviços do Grupo The Navigator
proximidade ou influência. Para além Company devem observar
destes, em quaisquer outros casos em que o disposto no Código de Conduta para
possa eventualmente vir a ser posta Fornecedores e prestadores de serviços
em dúvida a sua imparcialidade, devem do Grupo The Navigator Company.
proceder àquela comunicação.
16.4. O
 Grupo The Navigator Company e seus
13. Relações com Acionistas Colaboradores devem sempre negociar
na observância dos princípios da boa fé e
13.1. É
 objetivo primordial para o Grupo The das obrigações legais e boas práticas
Navigator Company a proteção dos que sejam aplicáveis.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 169


17. Relações com Movimentos e Partidos como elemento potenciador da sua
Políticos motivação e do seu melhor desempenho,
reconhecendo um elevado valor
As relações do Grupo The Navigator Company ao desenvolvimento profissional
e dos seus Colaboradores com movimentos e pessoal dos seus mesmos.
ou partidos políticos decorrerão dentro
do cumprimento das disposições legais 20.2. O
 Grupo The Navigator Company
em vigor, não devendo os Colaboradores, valoriza e responsabiliza
nesse âmbito, invocar a sua relação com profissionalmente os Colaboradores
o Grupo The Navigator Company. no exercício das suas funções, com base
no mérito individual, permitindo-lhes
18. Responsabilidade Social assumir um nível de autonomia
e Desenvolvimento Sustentável e de assunção de responsabilidades
associadas às suas capacidades
18.1. O
 Grupo The Navigator Company e empenho.
assume a sua responsabilidade social
junto das comunidades onde desenvolve 20.3. A
 s políticas de seleção, contratação,
as suas atividades empresariais de forma remuneração e progressão profissional
a contribuir para o progresso e bem-estar adotadas orientam-se por critérios
das mesmas. de mérito e de práticas de referência
de mercado.
18.2. O
 Grupo The Navigator Company
compromete-se a adotar, 20.4. O
 Grupo The Navigator Company
cumprir e promover uma Política assegura a igualdade de oportunidades,
de Sustentabilidade e proteção ao nível do recrutamento,
do ambiente. da contratação e do desenvolvimento
profissional, valorando apenas
19. Segurança e Condições de Trabalho os aspetos profissionais. Para tal, todos
os seus Colaboradores deverão adotar
19.1. O
 Grupo The Navigator Company medidas que considerem necessárias
nunca empregará mão-de-obra infantil para combater e impedir qualquer
ou forçada, nem pactuará com tais forma de discriminação ou tratamento
práticas, adotando as medidas tidas diferenciado em função, nomeadamente,
como convenientes ao combate a tais da origem étnica ou social, convicções
situações, designadamente procedendo religiosas, nacionalidade, género, estado
à sua denúncia pública sempre que tome civil, orientação sexual ou deficiência
conhecimento de tais situações. física.

19.2. A segurança e saúde dos Colaboradores 21. Urbanidade


é uma prioridade do Grupo The Navigator
Company, pelo que todos os Colaboradores No trato pessoal com outros Colaboradores,
devem procurar conhecer e respeitar, não bem como com Fornecedores, contrapartes,
só a legislação em vigor, como também Clientes e Stakeholders do Grupo The
as normas e recomendações internas sobre Navigator Company, os Colaboradores devem
estas matérias. agir de forma ativa com correção, respeito,
lealdade e urbanidade.
19.3. O
 s Colaboradores devem comunicar
imediatamente qualquer acidente 22. Não discriminação e Coação
ou situação que possam colocar em risco
a higiene, segurança e saúde no local 22.1. O
 s Colaboradores não devem atuar
de trabalho, nos termos das normas de forma discriminatória em relação
aplicáveis, devendo ser adotadas aos Colaboradores ou a quaisquer
as medidas preventivas que se revelem pessoas, designadamente em função
necessárias ou recomendáveis. da raça, religião, sexo, orientação
sexual, ascendência, idade, idioma,
20. Desenvolvimento e Progressão território de origem, convicções políticas
Profissional ou ideológicas, situação económica,
contexto social ou vínculo contratual,
20.1. O
 Grupo The Navigator Company fomentando o respeito pela dignidade
proporciona ações de formação humana como um dos princípios basilares
adequadas aos seus Colaboradores da cultura e política seguida pelo Grupo
e fomenta uma formação continuada, The Navigator Company.

170 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


22.2. É
 expressamente interdita qualquer (b) R
 espeitar princípios de legalidade, rigor,
conduta que possa consistir numa forma oportunidade, objetividade, veracidade
de coação, nomeadamente através e clareza;
de ofensas morais, mobbing, assédio,
moral ou sexual, ou bullying. (c) S
 alvaguardar o sigilo e a reserva
de informação confidencial, dentro
23. Uso do Património da proteção dos interesses do Grupo The
Navigator Company;
23.1. O
 s Colaboradores devem fazer uma
utilização sensata e razoável dos meios (d) R
 espeitar os parâmetros culturais e éticos
de trabalho postos à sua disposição, da comunidade e a dignidade da pessoa
evitando o desperdício e utilizações humana;
abusivas.
(e) C
 ontribuir para a imagem de coesão,
23.2. O
 s Colaboradores devem cuidar criação de valor e dignificação do Grupo
do património do Grupo The Navigator The Navigator Company, promovendo
Company, não adoptando qualquer a sua boa imagem na sociedade.
conduta que, dolosa ou negligentemente,
possa colocar em causa o seu estado 26. Comunicação nas redes sociais e nos
de conservação. media

24. Proteção de Dados Pessoais Os Colaboradores sabem que os novos


meios de comunicação, em constante
24.1. O
 Grupo The Navigator Company desenvolvimento, podem ter um forte impacto
compreende o papel preponderante para o Grupo The Navigator Company e para
da privacidade e da proteção dos dados os próprios Colaboradores e que a divulgação
pessoais dos seus Clientes, Stakeholders, e partilha de informação por esses meios pode
Fornecedores, Colaboradores ou de facilmente significar a perda de controlo sobre
quaisquer outras pessoas singulares esses conteúdos.
ou colaboradoras de quaisquer
outras entidades. Assim, o Grupo The Por isso, os Colaboradores assumem como
Navigator Company e os Colaboradores compromisso que ao usar as redes sociais e ao
comprometem-se a utilizar essa recorrer a meios de comunicação (tradicionais
informação de forma responsável, e atuais):
respeitando rigorosamente a legislação
e regulamentação aplicável à proteção (a) D
 evem agir de forma eticamente
de dados pessoais. responsável, contribuindo para criar
valor e dignificar o Grupo The Navigator
24.2. O
 s Colaboradores não devem recolher Company bem como para reforçar a sua
dados pessoais, criar listas de dados imagem na sociedade;
pessoais ou efetuar tratamentos
ou transferências de dados pessoais (b) D
 evem respeitar, cumprir e fazer refletir
sem articulação e autorização prévia os princípios, valores e regras de conduta
da direção responsável pela área estabelecidos no presente Código de Ética
da Proteção dos Dados Pessoais. e de Conduta;

25. Comunicação externa – Comunicação (c) N


 ão devem publicar informação sobre
Social e Publicidade o Grupo The Navigator Company
de natureza confidencial ou do foro
As informações prestadas pelo Grupo interno;
The Navigator Company e pelos seus
Colaboradores aos meios de comunicação (d) N
 ão devem comunicar,
social, incluindo as que se destinem a fins identificando-se como Colaboradores
publicitários devem: da The Navigator Company, sem
autorização para o efeito.
(a) S
 er emitidas exclusivamente pelas Direções
e estruturas autorizadas para efeito e para
agirem na qualidade de representantes
ou porta-voz do Grupo The Navigator
Company;

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 171


IV. SUPERVISÃO, INCUMPRIMENTO E COMUNICAÇÃO

27. Incumprimento 29. Dúvidas e Questões

O desrespeito pelo cumprimento das Os Colaboradores podem colocar dúvidas


regras estabelecidas no Código de Ética e questões a respeito da interpretação
e de Conduta constitui falta grave, passível ou aplicação do Código de Ética
de procedimento disciplinar, sem prejuízo à Comissão de Ética, à Direção de Gestão
de eventual responsabilidade civil, de Riscos ou à Direção Serviços Jurídicos.
administrativa ou criminal de acordo com Estabelece-se também um regime permanente
disposição legal ou regulamentar. de comunicação, direto e confidencial,
através do Conselho de Administração,
28. Comunicação a que pode recorrer qualquer Colaborador
através do Procedimento de Comunicação
28.1. O
 s Colaboradores têm o dever de Irregularidades.
de comunicar a ocorrência de condutas
incompatíveis com as regras 30. Procedimento
estabelecidas neste código, de que
tenham conhecimento ou fundada 30.1. A
 s comunicações recebidas serão
suspeita, de forma eficaz e em tempo processadas nos termos definidos
útil, através dos canais próprios, nos no Procedimento de Comunicação
termos previstos no Procedimento de Irregularidades.
de Comunicação de Irregularidades.
30.2. S
 erá dado conhecimento à Comissão
28.2. O
 Grupo The Navigator Company Executiva e ao Conselho Fiscal de todas
garante a confidencialidade das as comunicações recebidas e à Comissão
comunicações recebidas, nos de Ética, sempre que as mesmas
termos previstos no Procedimento envolvam um membro do Conselho
de Comunicação de Irregularidades. de Administração ou do Conselho Fiscal.

28.3. O
 Grupo The Navigator Company 31. Relatório anual
compromete-se a não retaliar,
por qualquer forma, em relação 31.1. A
 Comissão de Ética fará anualmente
a quem apresentar uma comunicação um Relatório acerca do cumprimento
de incumprimento do Código de Ética do normativo contido no Código de Ética
e Conduta ou de outra irregularidade e de Conduta, devendo esse Relatório
e garante um tratamento justo explicitar todas as situações irregulares
dos visados, não permitindo que de que tenha tido conhecimento,
o Colaborador que tenha agido com assim como as conclusões e propostas
boa fé, ponderação e diligência seja de seguimento que adotou nos vários
prejudicado por esse facto. casos analisados.

28.4. N
 os termos gerais da Lei, a utilização 31.2. P
 ara o efeito previsto no número
abusiva e de má-fé do mecanismo anterior, as Direções de Gestão de Riscos
de comunicação de irregularidades e Serviços Jurídicos comunicam
poderá expor o seu autor a sanções à Comissão de Ética os factos relevantes
disciplinares e/ou a procedimento de que tenham tido conhecimento.
judicial.

172 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


V. DIVULGAÇÃO

32. Divulgação do Código de Ética Stakeholders, Investidores, e outras


e de Conduta entidades com as quais o Grupo The
Navigator Company se relaciona.
32.1. O
 Código de Ética e de Conduta
do Grupo The Navigator Company 32.2. O
 Grupo The Navigator Company
será divulgado na plataforma digital disponibiliza o Código de Ética e de
de internet do Grupo bem como Conduta a todos os Colaboradores
em conjunto com os documentos anuais e promoverá a sua divulgação, o seu
de prestação de contas, de modo generalizado conhecimento e a sua
que dele possam ter conhecimento prática obrigatória.
Acionistas, Clientes, Fornecedores,

(Lisboa, 25 de outubro de 2017)

O Conselho de Administração

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 173


A N E XO IV
Relatório de atividade da Comissão de Ética desenvolvidas no ano anterior, entre as quais
durante o exercício findo em 31 de dezembro se destacam a revisão dos códigos internos
de 2018. de ética e de conduta.

Durante o ano, a Comissão de Ética procedeu A Comissão congratula-se pela verificação


à atualização de um processo submetido de normalidade do funcionamento dos órgãos
a consulta da Comissão, sobre o qual emitiu de Governo da Sociedade e emite o presente
parecer, assim como um enquadramento relatório nos termos e para os efeitos
da atividade desenvolvida pela Direção do disposto na alínea g) do artigo 2.º do
de Gestão de Riscos no ano anterior, Regulamento Interno da Comissão de Ética.
em matéria de averiguação de irregularidades,
e realizou um resumo das atividades

Lisboa, 29 de janeiro de 2019

A Comissão de Ética

Presidente
Júlio de Lemos de Castro Caldas

Vogais
Jaime Falcão
Rui Tiago Trindade Ramos Gouveia

174 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 175
As nossas
propriedades são
palco exemplar
de biodiversidade

176 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


13
CONTAS
CONSOLIDADAS
E ANEXO ÀS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017
EUROS
NOTA 2018 2017 2018 2017
4º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE
(não auditado) (não auditado)

Réditos 5e6
Vendas 1 687 173 462 1 632 127 611 438 632 726 426 000 882
Prestações de serviços 4 454 032 4 706 825 691 157 1 037 416
Outros rendimentos e gastos operacionais 7
Ganhos na alienação de ativos não correntes 18 397 088 1 686 738 502 525 1 071 951
Outros proveitos operacionais 28 512 739 28 339 792 15 456 981 15 999 601
Variação de justo valor nos ativos biológicos 21 (9 782 369) 3 783 988 (11 339 516) 597 982
Gastos e Perdas 8
Inventários consumidos e vendidos (700 242 350) (652 186 373) (178 019 102) (157 327 770)
Variação da produção 44 687 130 (25 301 241) 13 542 273 (23 891 687)
Materiais e serviços consumidos (414 924 552) (407 745 075) (110 192 735) (106 854 036)
Gastos com o pessoal (161 630 782) (156 044 826) (36 064 541) (44 864 710)
Outros gastos e perdas (41 426 865) (25 529 350) (18 595 221) (7 981 688)
Provisões líquidas (13 546 948) (4 084 555) (15 288 165) (1 029 336)
Depreciações, amortizações e perdas por Imparidade 10 (138 510 647) (144 703 899) (40 746 444) (33 174 673)
Resultados operacionais 303 159 936 255 049 635 58 579 937 69 583 932

Rendimentos financeiros 12 1 956 327 13 867 638 114 306 6 387 794
Gastos financeiros 12 (24 443 953) (21 564 608) (6 064 724) (7 596 020)
Resultados financeiros (22 487 626) (7 696 970) (5 950 418) (1 208 226)

Resultados apropriados de associadas e emp. conjuntos - - - -


Resultados antes de impostos 280 672 310 247 352 665 52 629 519 68 375 706

Imposto sobre rendimento 13 (55 534 992) (39 583 528) 742 796 (6 407 661)
Resultado líquido do exercício 225 137 318 207 769 137 53 372 315 61 968 044

Atribuível a:
Detentores de capital da empresa-mãe 225 135 403 207 770 604 53 368 427 61 975 958
Interesses que não controlam 15 1 915 (1 467) 3 888 (7 914)

Resultados por acção


Resultados básicos por ação, Eur 14 0,314 0,290 0,078 0,086
Resultados diluídos por ação, Eur 14 0,314 0,290 0,078 0,086

As notas das páginas 183 à 278 são parte integrante das presentes Demonstrações Financeiras.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 177


DEMONSTRAÇÃO da posição financeira consolidada
Em 31 de dezembro de 2018 e 2017

EUROS
NOTAS 31-12-2018 31-12-2017

Ativo
Ativos não correntes
Goodwill 17 377 339 466 377 339 466
Outros ativos intangíveis 18 2 886 251 3 878 245
Ativos fixos tangíveis 19 1 239 008 735 1 171 125 052
Propriedades de investimento 20 97 527 99 174
Ativos biológicos 21 119 614 567 129 396 936
Outros ativos financeiros 22 63 168 912 424 428
Ativos por impostos diferidos 30 71 006 775 44 727 571
1 873 122 233 1 726 990 872
Ativos correntes -
Inventários 23 e 26 222 376 871 187 795 595
Valores a receber correntes 24 e 26 307 750 689 237 704 322
Estado 25 79 751 430 75 076 422
Caixa e equivalentes de caixa 33 80 859 784 125 331 036
690 738 774 625 907 375
Ativos não correntes detidos para venda
Ativos não correntes detidos para venda 27 - 86 237 049
- 86 237 049
Ativo Total 2 563 861 007 2 439 135 296

Capital Próprio e Passivo


Capital e Reservas
Capital social 28 500 000 000 500 000 000
Ações próprias 28 (2 317 915) (1 002 084)
Reservas de justo valor 29 (5 633 483) (3 020 990)
Reserva legal 29 100 000 000 109 790 475
Reservas livres 29 197 292 250 217 500 000
Reservas de conversão cambial 29 (20 575 294) (13 966 898)
Resultados transitados 16 e 29 192 512 197 167 388 264
Resultado líquido do exercício 225 135 403 207 770 604
1 186 413 158 1 184 459 371
Interesses que não controlam 15 204 263 420 277
1 186 617 421 1 184 879 648

Passivos não correntes


Passivos por impostos diferidos 30 66 123 135 83 023 517
Responsabilidade por benefícios definidos 31 7 324 279 5 090 242
Provisões 32 43 065 470 19 536 645
Passivos remunerados 33 652 025 122 667 851 880
Outros passivos 33 82 324 405 25 466 139
850 862 411 800 968 424
Passivos correntes
Passivos remunerados 33 111 805 556 150 205 591
Valores a pagar correntes 34 323 800 570 259 509 848
Estado 25 90 775 049 43 571 785
526 381 175 453 287 224
Passivo Total 1 377 243 586 1 254 255 647

Capital Próprio e Passivo Total 2 563 861 007 2 439 135 296

As notas das páginas 183 à 278 são parte integrante das presentes Demonstrações Financeiras.

178 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017

EUROS
2018 2017 2018 2017
4º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE
(não auditado) (não auditado)
Resultado líquido do exercício 225 137 318 207 769 137 53 372 314 61 968 045

Elementos passíveis de reversão na demonstração dos resultados


Justo valor de instrumentos financeiros derivados (3 603 439) 6 861 624 (1 137 514) (1 642 325)
Diferenças de conversão cambial (6 608 395) (13 187 529) (3 870 950) (12 692 525)
Impostos sobre os itens supra quando aplicável 990 946 (2 310 833) 924 097 (232 122)
Imposto sobre remuneração convencional de capital - 3 388 000 - (847 000)
(9 220 888) (5 248 738) (4 084 367) (15 413 972)
Elementos não passíveis de reversão na demonstração dos resultados
Outras variações nos capitais próprios de empresas subsidiárias (182 788) (32 063) (4 594 686) (922 808)
Remensuração de benefícios pós-emprego (desvios actuariais) (12 617 390) 989 841 (7 715 071) 151 431
Impostos sobre os itens supra quando aplicável (59 870) (10 320) (72 692) (8 324)
(12 860 048) 947 458 (12 382 449) (779 701)
(22 080 936) (4 301 280) (16 466 816) (16 193 674)

Total dos rendimentos e gastos reconhecidos no exercício 203 056 382 203 467 857 36 905 498 45 774 372

Atribuível a:
Detentores de capital da empresa-mãe 203 272 396 203 469 324 36 908 394 45 904 034
Interesses que não controlam (216 014) (1 467) (2 896) (129 662)
203 056 382 203 467 857 36 905 498 45 774 372

As notas das páginas 183 à 278 são parte integrante das presentes Demonstrações Financeiras.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 179


DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS CONSOLIDADOS
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017

1 DE JANEIRO DE 2018 RENDIMENTOS E GASTOS TRANSAÇÕES COM DIVIDENDOS E RESERVAS


RECONHECIDOS NO INTERESSES QUE NÃO DISTRIBUÍDAS (NOTA 16)
EXERCÍCIO CONTROLAM

Capital social 500 000 000 - - -


Ações próprias (1 002 084) - - -
Reservas de justo valor (3 020 990) (2 612 493) - -
Reserva legal 109 790 475 - - -
Reservas livres 217 500 000 1 475 - (29 999 700)
Reservas de conversão cambial (13 966 898) (6 608 395) - -
Resultados transitados 167 388 264 (12 643 594) - (170 003 077)
Resultado líquido do exercício 207 770 604 225 135 403 - -
Total 1 184 459 371 203 272 396 - (200 002 777)
Interesses que não controlam 420 277 (216 014) -
Total 1 184 879 648 203 056 382 - (200 002 777)

1 DE JANEIRO DE 2017 RENDIMENTOS E GASTOS TRANSAÇÕES COM DIVIDENDOS E RESERVAS


RECONHECIDOS NO INTERESSES QUE NÃO DISTRIBUÍDAS (NOTA 16)
EXERCÍCIO CONTROLAM

Capital social 717 500 000 - - -


Ações próprias (1 002 084) - - -
Reservas de justo valor (7 571 781) 4 550 791 - -
Reserva legal 99 709 036 - - -
Reservas livres - - - -
Reservas de conversão cambial (779 369) (13 187 529) - -
Resultados transitados 205 639 864 4 335 458 - (250 007 056)
Resultado líquido do exercício 217 501 437 207 770 604 - -
Total 1 230 997 102 203 469 324 - (250 007 056)
Interesses que não controlam 2 272 606 (1 467) (1 850 862) -
Total 1 233 269 708 203 467 857 (1 850 862) (250 007 056)

As notas das páginas 183 à 278 são parte integrante das presentes Demonstrações Financeiras.

180 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


EUROS
AQUISIÇÃO DE AÇÕES APLICAÇÃO DO RESULTADO REDUÇÃO DE CAPITAL GRATIFICAÇÃO DE BALANÇO 31 DE DEZEMBRO DE 2018
PRÓPRIAS (NOTA 28) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
ANTERIOR (NOTA 16)

- - - - 500 000 000


(1 315 831) - - - (2 317 915)
- - - - (5 633 483)
- (9 790 475) - - 100 000 000
- 9 790 475 - - 197 292 250
- - - - (20 575 293)
- 214 770 604 - (7 000 000) 192 512 197
- (207 770 604) - - 225 135 403
(1 315 831) 7 000 000 - (7 000 000) 1 186 413 158
- - - - 204 263
(1 315 831) 7 000 000 - (7 000 000) 1 186 617 421

EUROS

AQUISIÇÃO DE AÇÕES APLICAÇÃO DO RESULTADO REDUÇÃO DE CAPITAL GRATIFICAÇÃO DE BALANÇO 31 DE DEZEMBRO DE 2017
PRÓPRIAS (NOTA 28) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
ANTERIOR (NOTA 16)

- - (217 500 000) - 500 000 000


- - - - (1 002 084)
- - - - (3 020 990)
- 10 081 439 - - 109 790 475
- - 217 500 000 - 217 500 000
- - - - (13 966 898)
- 214 419 998 - (7 000 000) 167 388 264
- (217 501 437) - - 207 770 604
- 7 000 000 - (7 000 000) 1 184 459 371
- - - - 420 277
- 7 000 000 - (7 000 000) 1 184 879 648

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 181


DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017

EUROS
NOTAS 2018 2017 4º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE
2018 2017

(não auditado) (não auditado)


ATIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 1 729 662 775 1 710 590 465 526 241 150 434 585 703
Pagamentos a fornecedores 1 261 605 850 1 269 538 220 300 265 025 309 474 663
Pagamentos ao pessoal 124 990 220 121 790 121 26 775 495 33 482 332
Fluxos gerados pelas operações 343 066 705 319 262 125 199 200 630 91 628 709

(Pagamentos)/recebimentos do imposto sobre o rendimento (27 807 156) (67 285 321) (4 014 717) (15 835 186)
Outros (pagamentos)/recebimentos relativos à atividade 44 895 841 53 925 125 (89 437 909) 5 047 735
operacional
Fluxos das atividades operacionais (1) 360 155 390 305 901 929 105 748 004 80 841 258

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Outros ativos não correntes 74 410 845 - 5 384 687 -
Juros e proveitos similares - 2 131 516 - 258 732
Fluxos gerados pelas operações (A) 74 410 845 2 131 516 5 384 687 258 732
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 22 - - - -
Ativos tangíveis 209 311 719 98 863 395 53 667 519 35 057 613
Fluxos gerados pelas operações (B) 209 311 719 98 863 395 53 667 519 35 057 613

Fluxos das atividades de investimento (2 = A - B) (134 900 874) (96 731 879) (48 282 832) (34 798 881)

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 100 000 000 155 503 210 (23 046 352) (379 496 790)
Fluxos gerados pelas operações (C) 100 000 000 155 503 210 (23 046 352) (379 496 790)

Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 150 205 591 44 702 381 38 942 804 (350 148 809)
Juros e custos similares 18 123 511 12 174 374 5 808 853 2 911 493
Aquisição de Ações Próprias* 28 1 315 831 - 1 315 831 -
Dividendos e reservas distribuídas* 16 200 002 777 250 007 056 - -
Fluxos gerados pelas operações (D) 369 647 711 306 883 811 46 067 488 (347 237 317)

Fluxos das atividades de financiamento (3 = C - D) (269 647 711) (151 380 601) (69 113 840) (32 259 473)

VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (1)+(2)+(3) (44 393 194) 57 789 449 (11 648 669) 13 782 905

VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES - - (32 462 290) 44 006 544


NOS RESTANTES TRIMESTRES
EFEITO DAS DIFERÊNCIAS DE CÂMBIO (78 058) - (360 294) -

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO INÍCIO DO EXERCÍCIO 125 331 036 67 541 588 125 331 036 67 541 588

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO EXERCÍCIO 33 80 859 784 125 331 036 80 859 784 125 331 036
*Ver demonstração de alterações nos capitais próprios consolidados.

As notas das páginas 183 à 278 são parte integrante das presentes Demonstrações Financeiras.

182 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


N OTAS À S D E M O N S TRA Ç Õ ES FI N A N CE I RAS
C O N S O LI D A D A S
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017
(Nas notas, todos os montantes são apresentados em Euros, salvo se indicado o contrário.)

O Grupo Navigator (Grupo) é constituído pela não revestidos, respetivamente, com uma
The Navigator Company, S.A. (anteriormente capacidade de 1,5 e 1,6 milhões de toneladas,
denominada Portucel, S.A.) e pelas suas sendo que comercializa cerca de 254 mil
subsidiárias. toneladas de pasta, integrando o restante
na produção de papel UWF e papel tissue.
A génese do Grupo Navigator remonta
a meados dos anos 50 do século XX, quando Em junho de 2004 o Estado Português alienou
uma equipa de técnicos da Companhia uma tranche de 30% do capital da Portucel
Portuguesa de Celulose de Cacia tornou que foi adquirida pelo Grupo Semapa que,
possível que esta empresa fosse a primeira em setembro desse ano, lançou uma OPA
no mundo a produzir pasta branqueada tendente a assegurar o controlo do Grupo, o que
de eucalipto ao sulfato. viria a conseguir assegurando uma posição
correspondente a 67,1% do capital da Portucel.
Em 1976 foi constituída a Portucel EP como
resultado do processo de nacionalização Em novembro de 2006 o Estado Português
da indústria de celulose que, pela fusão concluiu a 3ª e última fase de reprivatização,
da CPC – Companhia de Celulose, S.A.R.L. tendo a Párpublica, SGPS, S.A. (ex-Portucel,
(Cacia), Socel – Sociedade Industrial SGPS, S.A.) alienado os remanescentes 25,72%
de Celulose, S.A.R.L. (Setúbal), Celtejo do capital da Sociedade.
– Celulose do Tejo, S.A.R.L. (Vila Velha
de Ródão), Celnorte – Celulose do Norte, De 2009 a julho de 2015, a Sociedade foi
S.A.R.L. (Viana do Castelo) e da Celuloses detida em mais de 75% direta e indiretamente
do Guadiana, S.A.R.L. (Mourão) incorporou pela Semapa – Sociedade de Investimento
a Portucel – Empresa de Celulose e Papel e Gestão SGPS, S.A. (excluindo ações
de Portugal, E.P., transformada em Sociedade próprias), tendo a percentagem de controlo
anónima de capitais maioritariamente de direitos de voto sido reduzida para cerca
públicos, pelo Decreto-Lei n.º 405/90, de 21 de 70% em resultado da operação pública
de dezembro. de troca de títulos da então Portucel por
títulos Semapa, realizada em julho de 2015.
Posteriormente, como resultado do processo
de reestruturação da Portucel – Empresa Em fevereiro de 2015, o Grupo entrou
de Celulose e Papel de Portugal, S.A., que no segmento do tissue, com a aquisição
se passou a denominar Portucel, SGPS, S.A., da AMS-BR Star Paper, S.A. (atualmente
tendente à sua privatização, formalizou-se em denominada Navigator Tissue Ródão, S.A.),
1993 a constituição da Portucel S.A., em 31 que detém e opera uma unidade de produção
de maio desse ano, ao abrigo do Decreto-Lei em Vila Velha de Ródão, tendo construído uma
n.º 39/93 de 13 de fevereiro, com os ex-ativos nova unidade industrial em Aveiro, em agosto
das duas principais sociedades, sedeadas de 2018, que é operada pela Navigator
em Cacia e Setúbal. Tissue Cacia, S.A., sendo atualmente o maior
produtor português e o terceiro na Península
Em 1995, esta empresa haveria de ser Ibérica, com uma capacidade de produção
privatizada, sendo então colocado no mercado de 130 mil toneladas e de transformação
uma parte significativa do seu capital. de 120 mil toneladas.

Com o objetivo de reestruturar a indústria Em julho de 2016 o Grupo expandiu a sua


papeleira em Portugal, a Portucel adquiriu atividade ao negócio de Pellets, com a edificação
a Papéis Inapa, S.A. (Setúbal), em 2000, de uma fábrica em Greenwood, no Estado
e a Soporcel – Sociedade Portuguesa da Carolina do Sul, nos Estados Unidos
de Papel, S.A. (Figueira da Foz), em 2001. da América, que alienou em fevereiro de 2018.
Estes movimentos estratégicos foram
decisivos e deram origem ao grupo Portucel A principal atividade do Grupo consiste
Soporcel (atualmente Grupo Navigator) na produção e comercialização de papel fino
que é atualmente o maior produtor europeu de impressão e escrita (UWF) e de papel
de pasta branca de eucalipto e de papéis finos de uso doméstico (tissue), estando presente

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 183


de forma materialmente relevante em toda com o capital social representado por ações
a cadeia de valor, desde a investigação nominativas.
e desenvolvimento à produção florestal,
aquisição e venda de madeiras, produção Sede Social: Mitrena, 2901-861 Setúbal
de pasta branqueada de eucalipto – pasta BEKP Capital Social: Euros 500 000 000
– e produção de energia térmica e elétrica, bem N.I.P.C.: 503 025 798
como a respetiva comercialização.
Estas Demonstrações financeiras
Em 6 de fevereiro de 2016 o Grupo Portucel consolidadas foram aprovadas pelo Conselho
alterou a sua marca corporativa para The de Administração em 12 de março de 2019.
Navigator Company. Esta nova identidade
corporativa representa a união de empresas Os responsáveis da Empresa, isto é,
com uma história de mais de 60 anos, os membros do Conselho de Administração
pretendendo dar uma imagem mais moderna que assinam o presente relatório, declaram
e apelativa do Grupo. que, tanto quanto é do seu conhecimento,
a informação nele constante foi elaborada
Na sequência, a Portucel, S.A. mudou em conformidade com as Normas
a sua denominação social após aprovação Contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem
em Assembleia Geral, realizada no dia 19 de abril verdadeira e apropriada do ativo e do passivo,
de 2016, para The Navigator Company, S.A.. da situação financeira e dos resultados
das empresas incluídas no perímetro
A The Navigator Company, S.A. (The de consolidação do Grupo.
Navigator Company ou Empresa) é uma
Sociedade Aberta, cotada na Euronext Lisboa,

1. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas aplicadas livros e registos contabilísticos das empresas


na elaboração destas Demonstrações incluídas na consolidação (Nota 4), e tomando
financeiras consolidadas estão descritas por base o custo histórico, exceto para
abaixo. os ativos financeiros disponíveis para venda,
instrumentos financeiros derivados e ativos
Relativamente às políticas relacionadas com biológicos, que se encontram registados
marcas, instrumentos financeiros detidos até ao justo valor (Notas 36.2, 36.3 e 21).
à maturidade e investimentos em associadas,
estas não são atualmente aplicáveis Os ativos não correntes detidos para venda
às Demonstrações financeiras apresentadas, e os grupos de ativos detidos para venda
sendo, no entanto, incluídas por uma questão são registados ao menor entre o seu valor
de uniformização de políticas com a casa mãe contabilístico ou justo valor deduzido dos
– o Grupo Semapa. respetivos custos de venda. O passivo
sobre obrigações de benefícios definidos
1.1. Bases de preparação é reconhecido ao valor presente dessa
obrigação líquido dos ativos do fundo.
As Demonstrações financeiras consolidadas
do Grupo foram preparadas em conformidade A preparação das Demonstrações financeiras
com as Normas Internacionais de Relato exige a utilização de estimativas e julgamentos
Financeiro endossadas pela União Europeia relevantes na aplicação das políticas
(IFRS – anteriormente designadas Normas contabilísticas do Grupo. As principais
Internacionais de Contabilidade – IAS) asserções que envolvem um maior
emitidas pelo International Accounting nível de julgamento ou complexidade,
Standards Board (IASB) e Interpretações ou os pressupostos e estimativas mais
emitidas pelo International Financial Reporting significativas para a preparação das referidas
Interpretations Committee (IFRIC) ou pelo Demonstrações financeiras, estão divulgados
anterior Standing Interpretations Committee na Nota 3.
(SIC), em vigor à data da preparação das
referidas Demonstrações financeiras. Nos termos definidos pela IFRS 3 -
Concentração de atividades empresariais,
As Demonstrações financeiras consolidadas caso o preço de aquisição inicial dos
anexas foram preparadas no pressuposto ativos, passivos e passivos contingentes
da continuidade das operações, a partir dos adquiridos (“Purchase price allocations”)

184 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


seja identificado como provisório deverá Os ativos e passivos identificáveis adquiridos
a entidade adquirente, no período e passivos contingentes assumidos
de 12 meses subsequente à operação numa concentração empresarial são
de concentração de atividades empresariais, mensurados inicialmente ao justo valor
efetuar a alocação do preço de aquisição na data de aquisição, independentemente
dos justos valores dos ativos, passivos da existência de interesses que não
e passivos contingentes adquiridos. Estes controlam. O excesso do custo de aquisição
ajustamentos com impacto nos montantes relativamente ao justo valor da parcela
de Goodwill previamente registados, do Grupo dos ativos e passivos identificáveis
determinam a reexpressão da informação adquiridos é registado como Goodwill, que
comparativa, sendo reflectido o respetivo se detalha na Nota 17.
efeito nas rubricas da demonstração
da posição financeira, com referência à data Se o custo de aquisição for inferior ao justo
de realização da operação de concentração valor dos ativos líquidos da subsidiária
de atividades empresariais. adquirida (Goodwill negativo), a diferença
é reconhecida diretamente na Demonstração
1.2. Bases de consolidação dos Resultados no exercício em que
é apurada.
1.2.1. S U B S I D I Á R I A S
Os gastos diretamente atribuíveis
Subsidiárias são todas as entidades sobre à transação são imediatamente reconhecidos
as quais o Grupo tem controlo, o que ocorre em resultados.
quando o Grupo está exposto, ou tem
direito, aos retornos variáveis resultantes As transações internas, saldos, ganhos não
do seu envolvimento com as entidades e tem realizados em transações e dividendos
a capacidade para afetar esse retorno através distribuídos entre empresas do Grupo são
do exercício do poder sobre as entidades, eliminados. As perdas não realizadas são
independentemente da percentagem que também eliminadas, exceto se a transação
detém sobre os seus capitais próprios. revelar evidência da existência de imparidade
nos ativos transferidos.
A existência e o efeito dos direitos de voto
potenciais que sejam correntemente exercíveis Quando, à data da aquisição do controlo,
ou convertíveis são considerados quando a The Navigator Company já detém uma
se avalia se o Grupo detém o controlo sobre participação adquirida previamente, o justo
outra entidade. valor dessa participação concorre para
a determinação do Goodwill ou Goodwill
As subsidiárias são consolidadas, pelo método negativo.
integral, a partir da data em que o controlo
é transferido para o Grupo, sendo excluídas Numa operação de aquisição por fases
da consolidação a partir da data em que (step acquisition) que resulte na aquisição
o controlo cessa. de controlo, a reavaliação de qualquer
participação anteriormente detida
O capital próprio e o resultado líquido destas é reconhecida por contrapartida de resultados
empresas, correspondentes à participação aquando do cálculo do Goodwill.
de terceiros nas mesmas, são apresentados
nas rubricas de interesses que não controlam, Quando ocorrem transações subsequentes
quer na Demonstração da posição financeira de alienação ou de aquisição de participações
consolidada (de forma autónoma dentro a interesses que não controlam, que não
do capital próprio), quer na Demonstração implicam alteração do controlo, não resulta
dos resultados consolidados. As empresas dessa operação qualquer reconhecimento
incluídas nas Demonstrações financeiras de ganhos, perdas ou Goodwill, sendo
consolidadas encontram-se detalhadas qualquer diferença apurada entre
na Nota 4. o valor da transação e o valor contabilístico
da participação transacionada, reconhecida
A contabilização da aquisição das subsidiárias no Capital próprio.
segue o método da compra. Assim, o custo
de uma aquisição é mensurado pelo justo Os resultados negativos gerados em cada
valor dos bens entregues, dos instrumentos período pelas subsidiárias com interesses que
de capital emitidos e dos passivos incorridos, não controlam são alocados, na percentagem
ou assumidos na data de aquisição, e a detida, aos interesses que não controlam,
melhor estimativa de qualquer pagamento independentemente destes se tornarem
contingente negociado. negativos.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 185


No caso de alienações de participações Os ganhos não realizados em transações com
das quais resulte a perda de controlo sobre as associadas são eliminados na extensão
uma subsidiária, qualquer participação da participação do Grupo nas associadas.
remanescente é reavaliada ao valor As perdas não realizadas são também
de mercado na data da venda e o ganho eliminadas, exceto se a transação revelar
ou perda resultante dessa reavaliação evidência da existência de imparidade nos
é registado por contrapartida de resultados, ativos transferidos.
assim como o ganho ou perda resultante
dessa alienação. As políticas contabilísticas utilizadas
pelas associadas na preparação das suas
As políticas contabilísticas das subsidiárias são Demonstrações financeiras individuais são
ajustadas, sempre que necessário, de forma alteradas, sempre que necessário, de forma
a garantir que as mesmas são aplicadas de forma a garantir consistência com as políticas
consistente por todas as empresas do Grupo. adotadas pelo Grupo.

1.2.2. A S S O C I A D A S 1.3. Relato por segmentos


Associadas são todas as entidades sobre Segmento operacional é um grupo de ativos
as quais o Grupo exerce influência significativa e operações do Grupo cuja informação
mas não possui controlo, geralmente com financeira é utilizada no processo de decisão
investimentos representando entre 20% desenvolvido pela gestão do Grupo.
a 50% dos direitos de voto. Os investimentos
em associadas são contabilizados pelo Os segmentos operacionais são apresentados
método da equivalência patrimonial. nestas Demonstrações financeiras da mesma
forma que são apresentados internamente
De acordo com o método da equivalência na análise da evolução da atividade do Grupo.
patrimonial, as participações financeiras
são registadas pelo seu custo de aquisição, Foram identificados quatro segmentos
ajustado pelo valor correspondente operacionais: pasta branqueada de eucalipto
à participação do Grupo nas variações dos BEKP para mercado, papel de impressão
capitais próprios (incluindo o resultado e escrita não revestido UWF, papel tissue,
líquido) das associadas, por contrapartida e outros, nos quais se inclui a floresta,
de ganhos ou perdas do período ou variações a energia e o negócio de Pellets até à sua
de capital, e pelos dividendos recebidos. venda em fevereiro de 2018.

As diferenças entre o custo de aquisição e o O Grupo dispõe de quatro complexos


justo valor dos ativos e passivos identificáveis industriais, dois dos quais localizados
da associada na data de aquisição, na Figueira da Foz e em Setúbal onde
se positivas, são reconhecidas como Goodwill produz pasta BEKP, energia elétrica e papel
e mantidas no valor do investimento UWF. Dispõe ainda de um outro complexo
em associadas. Se essas diferenças forem industrial localizado em Aveiro onde produz
negativas são registadas como proveito pasta BEKP, energia e papel tissue, e de
do período em que são apuradas na rubrica outro em Vila Velha de Ródão onde produz
Resultados apropriados de associadas apenas papel tissue. Possuiu um quinto site
e empreendimentos conjuntos. em Greenwood (EUA) onde, desde julho
de 2016 até fevereiro de 2018, produziu
Os gastos diretamente atribuíveis à transação Pellets.
são imediatamente reconhecidos em resultados.
A produção própria de madeira
Quando existem indícios de que o ativo e cortiça é efetuada em plantações florestais
possa estar em imparidade é feita uma em terrenos próprios e arrendados situados
avaliação dos investimentos em associadas, em Portugal e Espanha, bem como em terrenos
sendo registadas como gasto as perdas por concessionados situados em Moçambique.
imparidade que se demonstrem existir. A cortiça e a madeira de pinho produzidas
são vendidas a terceiros, enquanto a madeira
Quando a participação do Grupo nas perdas de eucalipto é essencialmente consumida
da associada iguala ou ultrapassa o seu na produção de pasta BEKP.
investimento na associada, o Grupo deixa
de reconhecer perdas adicionais, exceto Na produção de UWF e de tissue apenas
se tiver incorrido em responsabilidades no site de Aveiro é consumida uma parte
ou efetuado pagamentos em nome significativa da produção própria de pasta
da associada. BEKP. As vendas de pasta BEKP, papel UWF

186 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


e papel tissue – destinam-se a mais de 130 As diferenças de câmbio, favoráveis
países e territórios em todo o mundo. e desfavoráveis, originadas pelas diferenças
entre as taxas de câmbio em vigor na data
A produção de energia é efetuada das transações e as vigentes na data das
principalmente a partir de biomassa, cobranças, pagamentos ou à data
através de 3 centrais de cogeração, da Demonstração da posição financeira, foram
produzindo-se vapor e eletricidade, sendo registadas como rendimentos e/ou gastos
o primeiro consumido internamente e a financeiros na Demonstração dos resultados
segunda maioritariamente vendida à rede consolidados do exercício.
nacional de energia, integrada na produção
de pasta. O Grupo possui ainda duas centrais 1.4.3. E M P R E S A S D O G R U P O
de cogeração a gás natural, integradas
na produção de papel na Figueira da Foz Os resultados e a posição financeira de todas
e em Setúbal, e duas centrais independentes, as entidades do Grupo que possuam uma
alimentadas a biomassa, sendo que moeda funcional diferente da moeda de relato
a produção das duas últimas é toda vendida do Grupo são convertidos para a moeda
à rede nacional de energia. de relato como segue:

As políticas contabilísticas do relato por (i) O


 s ativos e passivos de cada Demonstração
segmentos são as utilizadas consistentemente da posição financeira são convertidos
no Grupo. Todas as vendas e prestações à taxa de câmbio em vigor na data
de serviços intersegmentais são apresentados da Demostração da posição financeira
a preços de mercado e todas as vendas consolidada;
e prestações de serviços intersegmentais são
eliminadas na consolidação. (ii) O
 s saldos das rubricas de Capital próprio
são convertidos à taxa de câmbio histórica;
A informação relativa aos segmentos
identificados é apresentada na Nota 5. (iii) O
 s rendimentos e os gastos de cada
Demonstração dos resultados são
1.4. Conversão cambial convertidos pelas taxas de câmbio
em vigor nas datas das transações.
1.4.1. M
 O E DA F U N C I O N A L Quando tal não acontece, ou quando
E D E R E L AT O o custo de tal procedimento ultrapassa
os benefícios que dele se retirariam,
Os elementos incluídos nas Demonstrações utiliza-se na conversão dos rendimentos
financeiras de cada uma das entidades e gastos a taxa de câmbio média
do Grupo são mensurados utilizando a moeda do período.
do ambiente económico em que a entidade
opera (moeda funcional). As diferenças de câmbio resultantes dos
pontos i) e iii) acima são reconhecidas
As Demonstrações financeiras consolidadas no Rendimento integral consolidado
são apresentadas em Euros, sendo esta e registadas na rubrica de “Reservas
a moeda funcional e de relato do Grupo. de conversão cambial”, sendo transferidas
para Resultados financeiros aquando
1.4.2. S
 A L D O S E T R A N SAÇÕ E S da alienação dos correspondentes
E X P R E S S O S E M M O E DA S investimentos.
ESTRANGEIRAS

Todos os ativos e passivos do Grupo expressos


em moedas estrangeiras foram convertidos
para Euros utilizando as taxas de câmbio
vigentes na data da Demonstração da posição
financeira.

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 187


1.4.4. T
 AXAS DE CÂMBIO
U T I L I Z A DA S

As taxas de câmbio utilizadas na conversão


dos saldos e das demonstrações financeiras
em moeda estrangeira foram as seguintes:

31-12-2018 31-12-2017 VALORIZAÇÃO/


(DESVALORIZAÇÃO)

GBP (libra esterlina)


Câmbio médio do exercício 0,88 0,88 -0,96%
Câmbio de fim do exercício 0,89 0,89 -0,82%
USD (dólar americano)
Câmbio médio do exercício 1,18 1,13 -4,58%
Câmbio de fim do exercício 1,15 1,20 4,53%
PLN (zloti polaco)
Câmbio médio do exercício 4,26 4,26 -0,10%
Câmbio de fim do exercício 4,30 4,18 -2,98%
SEK (coroa sueca)
Câmbio médio do exercício 10,26 9,64 -6,46%
Câmbio de fim do exercício 10,25 9,84 -4,18%
CZK (coroa checa)
Câmbio médio do exercício 25,65 26,33 2,60%
Câmbio de fim do exercício 25,72 25,54 -0,74%
CHF (franco suiço)
Câmbio médio do exercício 1,15 1,11 -3,91%
Câmbio de fim do exercício 1,13 1,17 3,70%
DKK (coroa dinamarquesa)
Câmbio médio do exercício 7,45 7,44 -0,20%
Câmbio de fim do exercício 7,47 7,44 -0,30%
HUF (florim hungaro)
Câmbio médio do exercício 318,89 309,25 -3,12%
Câmbio de fim do exercício 320,98 310,33 -3,43%
AUD (dólar australiano)
Câmbio médio do exercício 1,58 1,47 -7,23%
Câmbio de fim do exercício 1,62 1,53 -5,70%
MZM (Moçambique Metical)
Câmbio médio do exercício 71,96 72,20 0,33%
Câmbio de fim do exercício 70,95 71,48 0,74%
MAD (Marrocos Dirham)
Câmbio médio do exercício 10,88 10,96 0,75%
Câmbio de fim do exercício 11,05 11,22 1,52%
NOK (Norway Kroner)
Câmbio médio do exercício 9,60 9,33 -2,87%
Câmbio de fim do exercício 9,95 9,84 -1,10%
MXN (peso mexicano)
Câmbio médio do exercício 22,70 21,33 -6,43%
Câmbio de fim do exercício 22,49 23,66 4,94%
AED (Dirrã)
Câmbio médio do exercício 4,33 3,95 -9,60%
Câmbio de fim do exercício 4,21 4,12 -2,03%
CAD (Dólar canadense)
Câmbio médio do exercício 1,53 1,44 -5,87%
Câmbio de fim do exercício 1,56 1,48 -5,55%
ZAR (rand sul africano)
Câmbio médio do exercício 15,62 15,04 -3,82%
Câmbio de fim do exercício 16,46 14,81 -11,17%
RUB (rublos russos)
Câmbio médio do exercício 74,04 65,89 -12,37%
Câmbio de fim do exercício 79,72 69,39 -14,88%
BRL (real brasileiro)
Câmbio médio do exercício 4,31 3,61 -19,52%
Câmbio de fim do exercício 4,44 3,97 -11,86%
TRY (lira turca)
Câmbio médio do exercício 5,71 4,12 -38,56%
Câmbio de fim do exercício 6,06 4,55 -33,27%

188 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


1.5. Ativos intangíveis O efeito na Demonstração de Resultados será
assim neutro, no que respeita aos consumos
Os ativos intangíveis encontram-se registados de licenças atribuídas. Qualquer efeito
ao custo de aquisição deduzido das respetivas na Demonstração de Resultados resultará
amortizações e de perdas por imparidade. da compra de licenças adicionais para cobrir
o excesso de emissões, a venda de eventuais
O Grupo procede a testes de imparidade licenças excessivas face aos consumos efetivos
sempre que eventos ou circunstâncias ou ainda de perdas por imparidade de licenças
indiciam que o valor contabilístico excede que não são utilizadas operacionalmente.
o valor recuperável, sendo a diferença, caso
exista, reconhecida em resultados. 1.5.2. M A R C A S

1.5.1. D
 I R E I TO S D E E M I SSÃO Sempre que numa concentração de atividades
DE CO2 empresariais sejam identificadas marcas,
o Grupo procede ao seu reconhecimento
As Licenças de emissão de CO2 atribuídas em separado nas Demonstrações financeiras
ao Grupo, no âmbito do regime CELE – consolidadas como um ativo mensurado
Comércio Europeu de Licenças de Emissão ao custo, o qual corresponde ao seu justo
de gases com efeito de estufa, a título valor na data da aquisição.
gratuito dão origem a um ativo intangível
correspondente às licenças atribuídas, Na mensuração subsequente as marcas são
um subsídio do governo de igual montante refletidas nas Demonstrações financeiras
e um passivo pela obrigação de entregar consolidadas do Grupo pelo seu custo, não
as licenças equivalentes aos consumos sendo alvo de amortização anual, mas sendo
durante o período. testadas a cada data de relato para efeitos
de eventuais perdas de imparidade.
As licenças de emissão só são registadas
enquanto ativos intangíveis quando As marcas próprias não são relevadas nas
o Grupo é capaz de exercer controlo, e são Demonstrações financeiras do Grupo, uma
mensurados pelo seu justo valor (nível 1) vez que correspondem a ativos intangíveis
na data do reconhecimento inicial. Se o valor gerados internamente.
de mercado das licenças cai significativamente
abaixo do valor contabilístico e a diminuição 1.5.3. I N TA N G Í V E I S
é considerada permanente, é registada uma D E S E N V O LV I D O S
perda por imparidade sobre as licenças que INTERNAMENTE
o Grupo não vai utilizar nas suas operações.
As despesas de desenvolvimento apenas são
O passivo associado à obrigação de devolver reconhecidas como ativo intangível na medida
as licenças é reconhecido com base nas em que se demonstre a capacidade técnica
emissões efetivas reais, será liquidado com para completar o desenvolvimento do ativo
a entrega das licenças e é mensurado pelo e que este está disponível para uso próprio
valor contabilístico das licenças detidas, sendo ou comercialização. Caso as despesas não
eventuais emissões adicionais mensuradas satisfaçam esses requisitos, nomeadamente
pelo valor de mercado das licenças à data as despesas com investigação, são registados
de relato. como custo quando incorridas.

Na Demonstração dos Resultados 1.6. Goodwill


Consolidada, o Grupo reconhece como
gasto (rubrica de Outros gastos e perdas) O Goodwill representa o excesso do custo
as emissões efetuadas ao justo valor de aquisição face ao justo valor dos ativos,
à data de atribuição, exceto no que os passivos e os passivos contingentes
respeita a licenças adquiridas, onde o gasto identificáveis das subsidiárias/ associadas
é mensurado pelo custo de aquisição das na data da sua aquisição pelo Grupo. O Goodwill
licenças. de aquisições de associadas é incluído na rubrica
de investimentos em associadas.
Os referidos gastos irão compensar
os outros rendimentos operacionais que O Goodwill de aquisições de subsidiárias
resultam do reconhecimento do subsídio não é amortizado e está sujeito a testes
do governo original (também ele reconhecido de imparidade, numa base mínima anual,
em resultados pelo justo valor à data iniciando-se no exercício seguinte ao da
de atribuição) e das libertações ou vendas aquisição, e mais regularmente, caso existam
de eventuais licenças em excesso. eventos ou circunstâncias que indiciem

R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018 189


a existência de imparidade. As perdas por Os custos subsequentes são reconhecidos
imparidade relativas ao Goodwill não podem como ativos, conforme apropriado, quando
ser revertidas. Ganhos ou perdas decorrentes é provável que benefícios económicos futuros
da venda de uma entidade incluem o valor fluam para a empresa por via da sua utilização
do Goodwill líquido que lhe corresponde. e o respetivo montante possa ser mensurado
com fiabilidade.
1.7. Propriedades
de investimento Os gastos com manutenção programada
são considerados como uma componente
O Grupo classifica como propriedades do custo de aquisição do ativo fixo tangível,
de investimento nas demonstrações sendo depreciados integralmente até à data
financeiras consolidadas os imóveis detidos prevista da próxima manutenção ou se
com o objetivo de valorização do capital e/ ocorridos posteriormente à data de aquisição,
ou obtenção de rendas de terceiros. capitalizados no caso de a vida útil ser igual
ou superior a 12 meses.
Uma propriedade de investimento é mensurada
inicialmente pelo seu custo de aquisição Os demais dispêndios com reparações
ou produção, incluindo os custos das transações e manutenção, que não a manutenção
que lhe sejam diretamente atribuíveis. Após programada, são reconhecidos como
o reconhecimento inicial, as propriedades um gasto no período em que são incorridos.
de investimento são mensuradas ao custo
deduzido das amortizações e perdas por A Navigator reconhece as suas peças
imparidade acumuladas. de reserva de acordo com a IAS 16. Assim,
as peças consideradas estratégicas, cuja
Os custos subsequentes com as propriedades utilização não se destina ao consumo
de investimento só são adicionados ao custo no âmbito do processo produtivo
do ativo se for provável que deles resultarão e cuja utilização se espera que venha
benefícios económicos futuros acrescidos face a prolongar-se por mais que dois exercícios
aos considerados no reconhecimento inicial. económicos, e ainda as peças de manutenção
consideradas como “peças de substituição
1.8. Ativos fixos tangíveis críticas” são reconhecidas no ativo não
corrente, como Ativos fixos tangíveis.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos até janeiro
de 2004, data da transição das demonstrações Respeitando esta classificação, as peças
financeiras para as Normas Internacionais de reserva são depreciadas desde o momento
de Relato Financeiro, encontram-se registados em que se tornam disponíveis para uso
pelo valor constante das Demonstrações e é-lhes atribuída uma vida útil que segue
financeiras preparadas de acordo com a natureza dos equipamentos onde
os Princípios contabilísticos geralmente aceites se prevê que venham a ser integradas, não
em Portugal a essa data, incluindo reavaliações ultrapassando a vida útil remanescente destes.
efetuadas de acordo com os diplomas legais
publicados para o efeito, tendo esse sido As peças de manutenção de valores
considerado o custo presumido dos ativos considerados imateriais e cuja utilização
deduzido das depreciações e das perdas por prevista seja por período inferior a 2 anos são
imparidade acumuladas. classificadas como inventários.

Os ativos fixos tangíveis adquiridos As depreciações são calculadas sobre o custo


posteriormente à data de transição são de aquisição, sendo utilizado essencialmente
apresentados ao seu custo de aquisição, o método das quotas constantes, a partir
deduzido de depreciações e perdas por da data em que o ativo se encontra
imparidade. O custo de aquisição inclui todos disponível para uso, utilizando-se as taxas
os dispêndios diretamente atribuíveis à aquisição que melhor refletem a sua vida útil estimada,
dos bens e sua disponibilização no local como segue:
e condições de operacionalidade pretendidos.

ANOS MÉDIOS DE VIDA ÚTIL

Terrenos (custo da preparação para florestação) 50


Edifícios e outras construções 12 - 30
Equipamento básico 6 - 25
Equipamento de transporte 4-9
Ferramentas e utensílios 2-8
Equipamento administrativo 4-8
Outros ativos fixos tangíveis 4 - 10

190 R E L ATÓ R I O & CO N TAS _ 2018


Os valores residuais dos ativos e as respetivas detidos para venda, estes ativos e/ou Grupos
vidas úteis são revistos e ajustados, para alienação serão reclassificados de acordo
se necessário, em cada data de relato. com a natureza subjacente dos ativos e serão
remensurados pelo menor entre i) o valor
Se a quantia escriturada de um ativo fixo contabilístico antes de terem sido classificados
tangível for superior ao seu valor recuperável como detidos para venda, ajustado por
procede-se ao ajustamento do seu valor quaisquer gastos de depreciação/amortização,
contabilístico para o seu valor recuperável ou valores de reavaliação que tenham sido
estimado, mediante o reconhe