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Série Leguminosas Tropicais - Gênero Leucaena (Leucaena leucocephala)


HERBERT VILELA
Engenheiro Agrônomo e Doutor

1 – INTRODUÇÃO

A Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit é uma leguminosa perene arbustiva, originária da América do Sul, Central e Ilhas do Pacífico. Apresenta flores
brancas agrupadas em uma cabeça globular, sementes elípticas, compridas e marrom-brilhante. É tolerante à acidez e não tolera solos úmidos. Pouco
resistente ao frio; tem crescimento inicial lento, mas apresenta boa rebrota. A utilização para pastejo não deve ultrapassar a 1,50 m de altura.

Toxidez: As folhas e sementes contêm um alcalóide denominado mimosina glicosídica, que pode ocasionar a perda de pêlo em cavalos e bovinos
jovens. O conteúdo de mimosina também pode ser reduzido pela secagem. Os ovinos devem ser introduzidos nos campos de Leucaena, gradualmente,
para aumentar sua capacidade de se desintoxicarem sem modificar os pêlos.

Os efeitos nocivos da mimosina são irregulares; algumas vezes não se observam efeitos, inclusive, quando a Leucaena é ministrada como único
alimento volumoso. O tanino tende a reduzir a digestibilidade da MS, mas aumenta o by pass da proteína no rúmen. Há 14 espécies diferentes de
Leucaena e três híbridos. É uma planta tetraplóide.

Nomes comuns: Leucaena, koa haole (Hawai), ipil-ipil (Philippines), Acacia bella rosa, Aroma Blanco, Jumbie bean, Vaivai (América Latina) e Leucena
(Brasil).

2 – CARACTERÍSTICAS BASICAS

Nome científico: Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit [L. glauca (L.) Benth.] cv Peru
Origem: América do Sul
Ciclo vegetativo: perene
Número de cromossomos: 52 ou 56
Temperatura: ótima 25 a 30°C
Forma de crescimento: arbóreo, podendo alcançar até 20 m de crescimento livre
Altura da planta para pastejo: mantê-la a 1,0 m de altura
Forma de uso: pastejo, fenação e sombreamento (Café, Cacau etc)
Digestibilidade: satisfatória
Palatabilidade: satisfatória
Precipitação pluviométrica requerida: 800 a 1.500 mm/ano
Produção da matéria seca: 12 a 20 t MS/ha/ano
Produção de semente: 3.000 kg/ha
Teor de proteína na matéria seca: 21 a 22%, média anual
Tolerância a insetos e doenças: sensível ao inseto Heteropsylla cubana e aos fungos Araecerus Levipennis, Pythium e Rhyzoctonia

Planta de Leucaena

3 – RECOMENDAÇOES AGRONOMICAS

Fertilidade do solo: acima de média fertilidade, com pH acima de 5,2


Época de plantio: durante a estação chuvosa
Forma de plantio: sementes e partes de raízes
Espaçamento: na linha 0,25, 0,50, 0,75 até 1,0 m na linha e 0,50, 1,0, 3,0 a 10 m entre linhas
Escarificação da semente: necessária
Inoculação da semente: inocular com estirpe de Rhizobium TAL1145
Modo de plantio: em linha
Sementes necessárias: 5 a 8 kg/ha
Espaçamento: 3 a 5 m
Profundidade de plantio: 3 a 5 cm
Tempo para utilização: 150 a 160 dias de plantio
Tolerância à seca: alta
Tolerância ao frio: baixa
Tolerância a solos úmidos: requer solos drenados e não tolera alagamentos
Toxidez: não apresenta toxidez para ruminantes, em dietas com menos de 30% de Leucena, por conter o aminoácido mimosina (3-5% MS) que é tóxico
para monogástricos
Altitude: 500 a 1.700 m
Consorciação: todos os tipos de gramíneas
Adubação: de acordo com as recomendações técnicas determinadas pela análise de solo
Pureza: mínima 95%
Germinação: mínima 60%

4 – COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA

Composição bromatológica, digestibilidade e a. acidos %


Forma da forragem
MS PB FB MM EE ENN Ca P

Folhas verdes 18,0 21,0 18,1 8,4 6,5 46,0 -- --

Ramos tenro 31,6 27,8 10,4 3,5 3,2 55,1 0,54 0,29

Planta verde 30,6 24,2 24,2 8,9 2,7 40,0 -- --

Vagem 89,5 21,7 25,6 5,8 1,4 45,5 -- --

Sementes 91,0 35,8 11,4 4,4 7,5 40,9 -- --

Coeficientes de digestibilidade (%) e Energia metabolizável

PB FB EE ENN EM

65,0 35,0 36,0 74,0 2,13

Conteúdo em aminoácidos expressos em % da Proteína Bruta da Leucaena

Arg Gli Hys Ils Leu Lis Met Fe Tre Tri

Folhas Verdes 6,4 5,1 2,7 5,0 9,0 6,7 1,4 5,4 4,6 -

5 – LITERATURA CONSULTADA
BOGDAN, A. V. Tropical pasture and fodder plants – Grasses and legumes London and New York, 475 p., 1977.

FAO – 2004a http://www.fao.org/ag/AGP/AGPC/doc/Gbase/Latin.htm

FAO – 2004b http://www.fao.org/ag/AGA/AGAP/FRG/afris/es/Data/31.HTM

VALADARES FILHO, SEBASTIÃO DE CAMPOS. Nutrição, Avaliação de Alimentos e Tabelas de Composição de Alimentos para Bovinos. XXXVII Reunião Anual da SBZ, 37,
Viçosa, 2000, Anais... Viçosa: 2000. P.

VILELA, H. Escolha de Espécies Forrageiras. Formação de Pastagens. CPT. Viçosa. 98p. 1998.

VILELA, H. Forragicultura. Departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da UFMG. 68p. 1977.

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