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TRANSPLANTE DE

MEDULA ÓSSEA
Medula Óssea
 A medula óssea é o tecido líquido que ocupa o
interior dos ossos.
 Produção de células sanguíneas:
 HEMÁCIAS (transporte de gases);
 LEUCÓCITOS (sistema imune);
 PLAQUETAS (coagulação).
Medula Óssea x Medula Espinhal
Medula Espinhal
 Porção alongada do sistema nervoso central cuja
função é transmissão de impulsos nervosos.
Um pouco de história
• A história do TMO inicia-se com o reconhecimento de que a proteção do baço
salvava animais da irradiação letal
• Infusão de MO ou células do baço poderia impedir o óbito por aplasia pós
irradiação
– Células tronco-hematopoéticas transplantáveis
Os pioneiros do TMO
Os primeiros transplantes em humanos

Georges Mathé Edward Donnall Thomas

 Início década 50 primeiros  1956 TMO entre gêmeas idênticas


modelos animais de TMO  1969 primeiros TMO entre
 1958 injeção MO em cientistas indivíduos com compatibilidade
irradiados acidente nuclear imunológica
 Primeiro TMO de sucesso entre  1970 primeiro artigo relatando
humanos que não gêmeos idênticos
vários casos de TMO em pacientes
 1963 primeiro TMO em criança com leucemias avançadas
com leucemia aguda
 Mudança do grupo sanguíneo
 Criança apenas sobreviveu 20 meses,
recidiva
 Doença secundária pós TMO
 Imunoterapia adotiva
Os pioneiros do TMO
Os primeiros transplantes em humanos

Georges Mathé E. Donnall Thomas


Premio Nobel de Medicina 1990
Os pioneiros do TMO
Imunologia do TMO

Década de 50 e 60
• Doença secundária pós TMO hoje
conhecida como doença do enxerto
contra hospedeiro
• Efeito curativo do TMO era devido à
pega das células tronco hematopoéticas
e não por fatores humorais
• Biologia da Irradiação
• Livro: “Radiation chimeras”
• TMO em doenças auto-imunes

Dirk van Bekkum


Os pioneiros do TMO
O sistema HLA

Jean Dousset
Jon J. van Rood
Premio Nobel de Medicina 1980
TMO no Brasil

Prof. Dr. Pasquini

Hospital de Clinicas - Curitiba

1979
Doação
Como se tornar um doador de
Medula Óssea
 Idade: 18 e 55 anos;
 Boa saúde;
 Formulário;
 Amostra de 5 mL HLA
 Banco de dados
 Não é necessário cadastrar-se mais de uma vez.
 Dados atualizados.
 Todos os grupos raciais
Tipagem HLA
 É a identificação laboratorial dos genes que
codificam o HLA do indivíduo.
 Método: Biologia Molecular e Sorologia.
 Determinar o grau de compatibilidade entre
doador e receptor de órgãos.
 Aparentados;
 Não-Aparentado
 Doador-cadáver.
Tipagem HLA

São as diferenças nestes alelos que determinam a rejeição do transplante


A POPULAÇÃO BRASILEIRA É
RESULTADO DE MUITOS GRUPOS
ÉTNICOS E ISSO DIFICULTA A
BUSCA PELO DOADOR
COMPATÍVEL!
Transplante
Tipos de Transplante
 Autólogo – mesmo indivíduo.
 Singênico – gêmeos univitelinos.
 Alogênico – indivíduos geneticamente diferentes.
 Aparentado
 Não-Aparentado
Indicações
 Anemia Aplástica
 Leucemias
 Leucemia Mielóide Aguda
 Leucemia Mielóide Crônica
 Leucemia Linfóide Aguda

 Mieloma Múltiplo
 Linfoma
Importância
 O transplante de medula óssea pode ser a única
alternativa de tratamento para crianças ou adultos
com leucemias, linfomas, certas anemias e outras
doenças hematológicas.

 Estima-se:
 Entre
irmãos: 25%
 Não-aparentados: 1 em 1mi.
Fonte: Inca
REDOME

 Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea.


 Registro informatizado onde ficam arquivados os
dados dos doadores e facilita a as buscas de
compatibilidade com receptores.
 REREME
Obtenção de Células-Tronco
Hematopoiéticas
Medula-Óssea
 Aspiração da medula:
 CristaIlíaca posterior ou anterior
 Externo
 Tíbia

 Duração: 1 a 2 horas
 Realizado em centro cirúrgico
 Anestesia geral ou parcial.
 Riscos :
 Dores intensas no local da aspiração;
 Anestésicos comuns.

São feitas várias punções com agulhas de 6 a 10 cm de comprimento, aspirando


alíquotas de 3 a 5 mL.
Sangue Periférico
 Fator de crescimento hematopoético ou fator de
estimulante de colônia (CSF) Mobilização
 Coletado por aférese.
 Duração: 3 dias de coleta – cada coleta (4 horas)
 Procedimento simples
 Isenção de riscos (anestésicos e dor residual)

É preciso realizar três coletas consecutivas para a obtenção da quantidade


necessária (150 – 300 mL) de células que vão garantir a “pega”
Cordão Umbilical
 Células Obtidas do Cordão Umbilical
 Coletado após o nascimento.
 Células congeladas

Este é um procedimento limitado, pois o volume de sangue


obtido é de aproximadamente 50 a 200 mL (volume é
suficiente apenas para pacientes com peso inferior a 30 kg).
Medula Óssea
Preparo Sangue do Cordão Umbilical
Infusão das Células Tronco
 Regime de Condicionamento Zero
 Imunossupressão
 Remoção de células não desejáveis
 Via Endovenosa
 Acompanhamento médico
 Verificação da “pega”
Complicações Pós Transplante
 Micro-embolia;
 Sobrecarga de volume;
 Febre;
 Reação Anafilática;
 Relacionado a intensa imunodepressão
 Infecções bacterianas, fúngicas, virais ou por protozoários
 Recorrência da doença maligna
 Falência da Medula Óssea
 Rejeição do Enxerto
 Doença do Enxerto Contra Hospedeiro (DECH)
Tipos de rejeição

• Hiperaguda – rejeição extremamente rápida (horas


pós cirurgia), causada por oclusão das artérias do
enxerto.

• Aguda – de dias a semanas pós transplante,


mediada por resposta imune celular

• Crônica – de meses a anos pós transplante, mediada


por doença vascular no enxerto.
Rejeição hiperaguda
Anticorpos naturais

Rejeição dependente de hipersensibilidade do tipo II, mediada por


anticorpos pré-formados(ou anticorpos de memória). Ocorre por
incompatibilidade do ABO (também pode ocorrer contra antígenos
de MHC polimórficos).

Pode ser evitada por compatibilidade de ABO e/ou testes de reação


cruzada.

Principal problema dos transplantes xenogeneicos,

Possibilidade: desensibilização com gama globulina


Rejeição aguda
Reação mediada por linfócitos T

Principal acometimento em transplante não MHC idêntico – resposta alogênica


Rejeição aguda
Resposta contra o MHC - aloreatividade

Nas respostas alogênicas, o antígeno


imunogênico são as proteinas codificadas
pelo MHC. Estas proteínas podem ser
utilizadas de duas maneiras para induzir
resposta produtiva.

Nat Rev Immunol. 2007 Dec;7(12):942-53.


Rejeição aguda
Resposta contra o MHC - aloreatividade
Rejeição aguda
Resposta contra o MHC - sobrevida
Rejeição aguda
1ª fase – priming
Ativação de linfócitos T no órgão linfóide secundário do
recipiente. Resposta alogenêica (mais intensa)
Rejeição aguda
1ª fase – efetora
Reações de hipersensibilidade tipo IV – destruição do
órgão transplantado
Rejeição crônica
Transplante de medula óssea
Funções dos linfócitos T

•“Pega” – adaptação do enxerto, gerando medula óssea produtiva.


Determinada pela eritro e megacariopoiese. Completa com a produção de
linfócitos B. Os linfócitos T presentes do doador se alojam na medula óssea e
produzem citocinas importantes para a pega e.g. GM-CSF e IL3; além disso
os linfócitos do doador atacam linfócitos residuais do receptor, que poderiam
fazer respostas alogeneicas.

•Efeito enxerto contra o tumor. No caso de uma doença maligna, os linfócitos


T do doador são capazes de montar respostas específicas contra o tumor
residual. A ausência de linfócitos T facilita recidivas da doença de base.
No entanto, o principal
acometimento dos pacientes após
o TMO é a doença enxerto contra
o hospedeiro (GVHD ou DECH).
Ocorre através da resposta
alogeneica dos linfócitos T contra
os tecidos do hospedeiro.

EC
T
Doença enxerto contra o hospedeiro

3 fases:
- Condicionamento: dano em
tecidos com atividade
proliferativa (epitélios) e
transmigração bacteriana;

- chegada dos linfócitos do


doador; resposta alogeneica
e estímulo inflamatório por
células apresentadoras;

- dano tecidual inflamatório e


celular.
Doença enxerto contra o hospedeiro

Ataca principalmente intestino, pele, fígado e pulmão. Òrgãos colonizados ou que


tem contato íntimo com produtos bacterianos.
Não
Não percatempo:
perca tempo: SALVE
SALVE UMA
UMA VIDA!!
VIDA!!

Seja um doador de medula óssea!