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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

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SUMÁRIO

Direito Processual Civil ................................................................ 3


Direito Previdenciário ............................................................... 36

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NFPSS – PARTE 3

DIREITO PROCESSUAL CIVIL1

1. DAS NORMAS PROCESSUAIS CIVIS E SUA APLICAÇÃO. OS PRINCÍPIOS INFORMADORES DO PROCESSO


CIVIL.

De forma inovadora, a nova legislação trouxe, nos seus primeiros artigos, um rol de normas
fundamentais do processo civil, em consonância com o que prevê a Constituição Federal. Sem dúvidas,
podemos afirmar que o neoconstitucionalismo orientou a edição do NCPC: é a constitucionalização do
processo.

 Representa um conjunto de garantias que foram maturadas ao longo da


história, com o objetivo de defender as pessoas da tirania. Refere-se não só ao
Devido Processo Legal processo jurisdicional, como também ao processo administrativo, legislativo e
privado.

 Dimensão formal: garante às partes o direito de participar do processo e de


Contraditório atuar nele. Direito de ser informado sobre a existência do processo.
 Dimensão substancial: Garante o direito de poder influenciar a decisão.

 A própria garantia do devido processo legal impõe uma série de providências


que devem ser tomadas que fazem com que o processo demore (demora
Duração razoável do inerente ao processo), como a oitiva do réu, recursos e produção de provas. O
processo nome do princípio não é celeridade, que dá a ideia de rapidez, velocidade. Na
verdade, o processo tem que demorar o tempo necessário para se ter um
processo justo (deve ser examinado caso a caso).

 Tem uma dupla dimensão:


 Publicidade interna: dirigida aos sujeitos do processo.
 Publicidade externa: dirigida a terceiros.

Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade.
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença
somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério
Público.
Publicidade (...)
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de
justiça os processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união
estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral,
desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante

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Por Thaís Oliveira

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o juízo.

 Deriva do princípio da igualdade de forma geral, mas possui aplicação em


âmbito processual. Pode ser extraído do art. 7º:

Igualdade Processual Art. 7o É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de


direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à
aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo
contraditório.
 Impõe que o juiz conduza o processo de forma eficiente. Está relacionado à
gestão do processo. Para ser eficiente, deve ter o menor gasto possível e o
Eficiência melhor resultado possível. Essa é a nova visão: juiz como gestor do processo
(gerenciamento processual).

 Processo efetivo é um processo que realiza o direito material reconhecido pela


Efetividade decisão. Está relacionado, portanto, a resultado.

 Adequação objetiva: É a adequação do processo ao seu objeto, àquilo que está


sendo discutido em juízo.
Adequação  Adequação subjetiva: O processo tem que ser adequado aos sujeitos que vão
se valer dele
 Adequação teleológica: O processo deve ser adequado aos seus fins.

 O princípio da boa-fé se dirige a todos os sujeitos do processo, inclusive ao


juiz. O NCPC previu o princípio da boa-fé expressamente em seu art. 5º:

Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de


Boa-fé processual acordo com a boa-fé.
- O princípio da boa-fé processual impede o abuso de direitos processuais;
- Possui função hermenêutica;
- O exercício abusivo de um direito processual é considerado ilícito.
- Proíbe comportamentos contraditórios.
 O NCPC, em diversos momentos, estimula a autocomposição, concretizando o
princípio previsto. O primeiro artigo a tratar do feito é o 3o:
Promoção da Solução Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
Consensual dos [...]
Conflitos o
§ 3 A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos
deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do
Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial.
Primazia da Decisão  Para o NCPC, o que importa é a apreciação do mérito pelo magistrado; ou seja,
de Mérito a decisão de mérito é prioritária em relação à decisão que não é de mérito.

 Consoante o artigo 10 do Código de Processo Civil “o juiz não pode decidir, em


grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se
Vedação às decisões tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de
surpresas matéria sobre a qual deva decidir de ofício”. Esse princípio é aplicável em
grau recursal (art. 933).
#ATENÇÃO: O art. 9º prevê exceções:

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Art. 9º. “Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja
previamente ouvida.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:
I - à tutela provisória de urgência;
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III;
III - à decisão prevista no art. 701”.
 O NCPC é totalmente estruturado, do início ao fim, ao respeito do
autorregramento da vontade no processo. Isto porque uma de suas premissas
é a de que o processo, para ser considerado devido, não pode ser um
ambiente hostil para o exercício da liberdade.
Autonomia da  A possibilidade de negócios jurídicos processuais representa aplicação do
Vontade no Processo princípio, assim como a possibilidade de se prestigiar a arbitragem.

#IMPORTANTE: Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam


autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no
procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os
seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
 Com o advento do NCPC, passou a contar com previsão expressa:
Cooperação Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha,
em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.
 O princípio da decisão informada está previsto no art. 166, "caput", do NCPC e
aplica-se à conciliação e à mediação.
 Segundo Daniel Amorim Neves, o referido princípio "cria o dever ao
Decisão Informada conciliador e ao mediador de manter o jurisdicionado plenamente informado
quanto aos seus direitos e ao contexto fático no qual está inserido". Assim, é
uma forma de permitir que as partes celebrem acordos tendo plena ciência do
ato que estão praticando. 

#JÁCAIU:
(2016, Juiz Federal, TRF - 4ª Região) “O Código é marcado pelos princípios do contraditório permanente e
obrigatório, da cooperação, do máximo aproveitamento dos atos processuais, da primazia do julgamento de
mérito e da excepcionalidade dos recursos intermediários, entre outros”. CERTO.

(2016, Juiz Federal, TRF - 4ª Região) “O Código busca a segurança jurídica e a isonomia, reforçando o sistema
de precedentes (stare decisis) e estabelecendo como regra, no plano vertical, a observância dos precedentes
e da jurisprudência e, no plano horizontal, a estabilidade, a integridade e a coerência da jurisprudência”.
CERTO.

2. DA JURISDIÇÃO. AÇÃO (CONCEITO, NATUREZA JURÍDICA, CLASSIFICAÇÃO). LIMITES DA JURISDIÇÃO


NACIONAL E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL. DA ORGANIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO. EQUIVALENTES
JURISDICIONAIS. ARBITRAGEM E MEDIAÇÃO.

→ PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO:

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Princípio da Inércia:
Trata-se da ideia básica do princípio dispositivo.
Art. 2º, CPC/15: “O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as
exceções previstas em lei”.
#ATENÇÃO: Em algumas situações o Juiz pode agir de ofício, como em procedimentos especiais, jurisdição
voluntária, cumprimento de sentença etc.
#ATENÇÃO: Não há mais a possibilidade de abertura de inventário de ofício.
#SELIGA É possível que o Juiz determine a produção, de ofício, de provas (art. 370 do CPC).
Art. 370, CPC: “Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao
julgamento do mérito”.
Princípio da Investidura:
Quem exerce a função jurisdicional? Aquele regularmente investido no cargo.
Quem é regularmente investido no cargo? Aquele aprovado em concurso público de provas e títulos (Art.
93, I, CRFB/88), bem como os ingressos pelo quinto constitucional (art. 94, CRFB/88) e os nomeados para
Ministros dos Tribunais Superiores.

Princípio da Territorialidade:
Também é chamado pela doutrina de princípio da aderência ao território.
Todo Juiz tem jurisdição em todo o território nacional e no exterior, desde que respeitados os costumes
locais e acordos internacionais.
A divisão do exercício da função jurisdicional (medida da jurisdição) se traduz na atribuição de competência
(órgãos jurisdicionais especializados).
#ATENÇÃO: Pode haver mitigação em relação ao princípio da territorialidade? SIM.
Na verdade, o próprio legislador estipulou duas exceções (mitigações) ao princípio da territorialidade, a
saber: (i) imóvel (art. 60 do CPC); (ii) Oficial de Justiça (Art. 255 do CPC).
Art. 60 do CPC: “Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, comarca, seção ou subseção judiciária,
a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a totalidade do imóvel”.
OBS: No CPC/15 o que torna prevento o Juízo é o registro ou a distribuição da petição inicial.
Art. 59 do CPC: “O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo”.
Art. 255 do CPC: “Nas comarcas contíguas de fácil comunicação e nas que se situem na mesma região
metropolitana, o oficial de justiça poderá efetuar, em qualquer delas, citações, intimações, notificações,
penhoras e quaisquer outros atos executivos”.
#ATENÇÃO: O art. 255 do CPC/15, se comparado ao antigo art. 230 do CPC/73, inovou ao possibilitar que o
Oficial de Justiça fizesse não apenas citações e intimações, mas, também, notificações, penhoras e
quaisquer outros atos executivos.

Princípio da Indelegabilidade:
O exercício da função jurisdicional é indelegável. Apenas os órgãos jurisdicionais que a Constituição Federal
estabelece e autoriza é que podem praticar os atos jurisdicionais.
Assim, veda-se a delegação de atos decisórios.
#ATENÇÃO: Contudo, é possível pedido de cooperação (inquirição de testemunhas através de carta
precatória, carta de ordem etc.), no que tange aos atos instrutórios, à luz do princípio da cooperação (art.
6º, CPC). Nesse caso, não há delegação do exercício da jurisdição.
OBS: As delegações no âmbito do Judiciário não abrangem os atos decisórios; delegam-se apenas atos
instrutórios, diretivos ou executórios.
OBS: A CF/88, no art. 93, XI e XIV, autoriza a delegação de competência do Tribunal Pleno para um Órgão
Especial e para serventuário poder praticar atos de administração e mero expediente sem caráter decisório,

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Art. 93 da CF/88: “Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Magistratura, observados os seguintes princípios:
XI: nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com
o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício das atribuições administrativas e
jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por antiguidade
outra metade por eleição do tribunal pleno;
XIV: os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente
sem caráter decisório”.
Art. 203, § 4º, do CPC: “Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem
de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário”.

Princípio da Inevitabilidade:
As partes devem se sujeitar ao que for decidido pelo órgão jurisdicional.
É inevitável a sujeição das partes ao resultado que emanar do Estado-Juiz.
Ideia de imperatividade da jurisdição (vinculação obrigatória).

Princípio da Inafastabilidade/Indeclinabilidade:
Art. 5º, XXXV, da CF: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.
Há exceções, como no caso da Justiça Desportiva, em que se exige o esgotamento das vias administrativas, e
do habeas data, cuja inicial deverá ser instruída com a prova da recusa por parte da autoridade
administrativa.
Art. 217, § 1º, da CF/88: “O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições
desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, reguladas em lei”.
Súmula 2 do STJ: “Não cabe habeas data (CF, art. 5º, LXXII, a) se não houve recusa de informações por parte
da autoridade administrativa”.
Art. 8º, Parágrafo único, Lei nº 9.507/97: “A petição inicial deverá ser instruída com prova:
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão;
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais de quinze
dias sem decisão”.

Princípio do Juiz Natural/Promotor Natural:


Há dois dispositivos na CF/88 relativos ao princípio do Juiz Natural.
No Brasil, não haverá Juízo ou Tribunal de exceção.
Art. 5º, XXXVII, da CF/88: “não haverá juízo ou tribunal de exceção”.
Os jurisdicionados têm o direito de serem julgados por tribunais previamente existentes.
Art. 5º, LIII, da CF/88: “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”.
Relaciona-se também ao princípio da investidura – a função jurisdicional é atribuída às autoridades
devidamente investidas no cargo.

→ JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA:

São características gerais da jurisdição voluntária:

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Trata-se de atividade estatal de integração (da vontade do interessado) e de fiscalização, pois os efeitos
jurídicos almejados somente poderão ser obtidos após a atuação do Estado-Juiz, que o faz quando, de plano,
fiscaliza os requisitos legais (é por isso que se diz que não haveria voluntariedade, mas, sim, obrigatoriedade).
Trata-se de atividade estatal inquisitória, já que o Juiz poderá dar início de ofício a determinadas demandas,
afastando-se o rigorismo do princípio da inércia, bem como poderá produzir provas mesmo contra a vontade
das partes.
Trata-se de atividade estatal baseada na equidade, já que não se observa a legalidade estrita. O Juiz pode usar
de discricionariedade, decidindo de acordo com critérios de conveniência e oportunidade, ainda que
contrariamente à lei.
Art. 723, § único, do CPC: “O juiz não é obrigado a observar o critério de legalidade estrita, podendo
adotar em cada caso a solução que considerar mais conveniente ou oportuna”.
Em suma, a jurisdição voluntária como administração pública de interesses privados (natureza
administrativa) é a ideia que prevalece na doutrina brasileira, conforme concepção de José Frederico
Marques.

→ ARBITRAGEM:

A arbitragem é uma técnica de solução de conflitos em que as partes buscam em uma terceira pessoa,
imparcial, a solução de seus litígios.

Características da Arbitragem:
A) Escolha da norma de direito material a ser aplicada;
B) Escolha do árbitro;
C) Desnecessidade de homologação judicial;
D) Título executivo judicial (art. 515, VII, do CPC);
E) Possibilidade de reconhecimento e execução de sentenças arbitrais prolatadas no exterior.

Para a maioria doutrinária, possui natureza jurídica de equivalente jurisdicional (Humberto Theodoro
Jr., Vicente Greco Filho, Luiz Guilherme Marinoni e Cassio Scarpinella Bueno).

Parcela da doutrina, contudo, entende que não se trata de equivalente jurisdicional, mas sim de
jurisdição propriamente dita, sendo exercida por particulares com autorização do Estado (Fredie Didier Jr.,
Carlos Alberto Carmona e Joel Dias Figueira Jr.).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: O STJ já reconheceu a natureza jurisdicional da arbitragem (CC


111.230/DF).

É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e câmara arbitral. Isso porque a
atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional.
STJ. 2ª Seção. CC 111230-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/5/2013 (Info 522).

Vale ressaltar, no entanto, que não cabe ao STJ julgar conflito de competência envolvendo dois
tribunais arbitrais, sendo isso atribuição da justiça de 1ª instância:

(...) Em se tratando da interpretação de cláusula de compromisso arbitral constante de contrato de compra e


venda, o conflito de competência supostamente ocorrido entre câmaras de arbitragem deve ser dirimido no

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Juízo de primeiro grau, por envolver incidente que não se insere na competência do Superior Tribunal de
Justiça, conforme os pressupostos e alcance do art. 105, I, alínea "d", da Constituição Federal. (...)
(STJ. 2ª Seção. CC 113260/SP, Rel. p/ Acórdão Min. João Otávio de Noronha, julgado em 08/09/2010)

#DEOLHONOENUNCIADO:
Enunciado 164, FPPC: A sentença arbitral contra a Fazenda Pública não está sujeita à remessa necessária.

→ TEORIA DA ASSERÇÃO:

O STJ tem adotado a teoria da asserção. Para os seus adeptos, há a seguinte concepção: se numa
cognição sumária (superficial) for possível identificar a ausência de alguma(s) das condições da ação, o feito
deveria ser extinto sem resolução do mérito.

Todavia, se dentro de uma cognição mais aprofundada (exauriente), for constatada a ausência de
alguma(s) das condições da ação, poderia se dizer que se trata de mérito propriamente dito, de modo que o
processo seria extinto com resolução do mérito.

O que individualiza a teoria da asserção é o momento da cognição: se for superficial, a extinção do


processo é sem resolução do mérito; se for aprofundada, a decisão é com resolução do mérito.

Mas qual o conceito de ação?

Direito de ação é o direito fundamental (situação jurídica) composto por um conjunto de situações
jurídicas, que garantem ao seu titular o poder de acessar os Tribunais e exigir deles uma tutela jurisdiciona
adequada, tempestiva e efetiva.

Por sua vez, a ação/DEMANDA é um ato jurídico. Trata-se do exercício do direito de ação, podendo
ser chamada também de ação exercida.

→ CONDIÇÕES DA AÇÃO:

Possibilidade Jurídica do Pedido:


Embora Liebman a tratasse como condição da ação e o CPC/73 assim o previsse, o CPC/15 é
silente sobre sua incidência, pelo que se passa a entender que a possibilidade jurídica do pedido é questão
meritória.
O pedido juridicamente possível é aquele que não tenha vedação no ordenamento jurídico. Ou
seja, existindo vedação legal, o pedido será juridicamente impossível.
OBS: O embasamento argumentativo para que a possibilidade jurídica do pedido seja mérito, e não
mais condição da ação, está no art. 332 do CPC/15 (antigo art. 285-A do CPC/73).
Assim, por exemplo, sempre que o autor levar ao Judiciário um pedido que contraria enunciado de Súmula
do STF, tratar-se-ia de hipótese de impossibilidade jurídica do pedido e, portanto, de improcedência liminar
(análise de mérito).
Em suma: enquadrando-se nas hipóteses de improcedência liminar, previstas no art. 332 do CPC, estamos
diante de um pedido juridicamente impossível.

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Interesse de Agir:
O interesse de agir está intimamente ligado à utilidade da prestação jurisdicional que se pretende
obter com a movimentação do Judiciário.
A utilidade de se buscar o Judiciário resulta no binômio que caracteriza o interesse de agir, que é a
necessidade e a adequação.
O interesse de agir, portanto, deve ser demonstrado a partir do instante em que se tem necessidade
de se buscar o Judiciário e, também, a partir do instante em que tal busca se dê por meio da utilização dos
instrumentos processuais adequados. Com isso, pretende-se conseguir uma melhoria na situação fática do
autor.
Art. 19 do CPC: “O interesse do autor pode limitar-se à declaração:
I. da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica;
II. da autenticidade ou da falsidade de documento”.
Legitimidade Ad Causam:
A legitimidade é a pertinência subjetiva da ação. Parte legítima é aquela que se encontra em
posição processual coincidente com a situação legitimadora.
O Direito pátrio também chancela a legitimidade extraordinária (anômala) /substituição processual.
A legitimidade extraordinária/substituição processual ocorre quando não houver correspondência
total entre a situação legitimante e as situações jurídicas submetidas à apreciação do Magistrado.
Art. 18 do CPC: “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado
pelo ordenamento jurídico”.
§ único: “Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial”.
#ATENÇÃO: Entende-se majoritariamente que a expressão substituição processual não se confunde
com sucessão processual.
A substituição processual ocorre na legitimação anômala (extraordinária).
Exemplo: ao ajuizar uma ação civil pública, o MP atua, em nome próprio, defendendo direito alheio.
Já a sucessão processual caracteriza-se pela substituição dos sujeitos que compõem os polos da demanda e
sempre acontece quando um sujeito que componha uma das partes do polo seja retirado para
que um terceiro tome o seu lugar.
Exemplo: falecimento de uma das partes do processo.

→ ELEMENTOS DA AÇÃO:

Partes:
Deve haver pertinência subjetiva.

Pedido:
Quando se busca o Judiciário, requer-se uma resposta imediata do Estado, de modo que o pedido
imediato se caracteriza fundamentalmente pela prestação da tutela jurisdicional, ao passo que o pedido
mediato consiste no bem jurídico inserido no comando da tutela jurisdicional.
No âmbito do CPC/15, o pedido precisa ser certo e determinado. A novel redação corrige um
equívoco do CPC/73.
A certeza deve se referir tanto ao pedido imediato (aspecto processual) quanto ao mediato (aspecto
material). O autor deve indicar de forma precisa e clara qual a espécie de tutela jurisdicional pretendida
(pedido imediato).
#ATENÇÃO: O Direito brasileiro não admite pedido incerto; é necessário que se indique, de forma específica
e clara, qual a espécie de tutela jurisdicional pretendida e também o gênero do bem da vida pleiteado.
A determinação, por sua vez, refere-se apenas ao pedido mediato, ou seja, ao bem jurídico

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tutelado. Determinação é pertinente à liquidez do pedido (quantidade, qualidade).


#ATENÇÃO: O próprio CPC, contudo, permite o pedido genérico, conforme art. 324, § 1º, que leciona:
Art. 324, §1º, CPC: “É lícito, porém, formular pedido genérico:
I. nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; [universalidade de
bens, exemplo: herança]
II. quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato;
III. quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser
praticado pelo réu”.
OBS: o art. 324, § 1º, do CPC também se aplica à reconvenção.
#SELIGA: O CPC/15 também prevê o princípio da adstrição (congruência).
Art. 492 do CPC: “É vedado ao juiz proferir decisão de natureza diversa da pedida, bem como
condenar a parte em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado”.
OBS: Os pedidos implícitos não ofendem o princípio da adstrição (art. 492 do CPC/15).

Causa de Pedir:
A causa de pedir é um dos elementos da petição inicial e corresponde aos fatos e fundamentos
jurídicos do pedido.
Há duas teorias que tentam explicar a ratio da causa de pedir, oriundas do Direito alemão.
- Teoria da Individuação (individualização):
A teoria da individuação leciona que a causa de pedir é composta tão somente pela relação jurídica
afirmada pelo autor.
- Teoria da Substanciação:
A teoria da substanciação entende que a causa de pedir, independentemente da natureza da ação,
não é formada pela relação jurídica, mas, sim, pelos fatos jurídicos narrados pelo autor.
#ATENÇÃO: O Direito brasileiro acolhe a teoria da substanciação, importando apenas os fatos
jurídicos narrados pelo demandante.
Todavia, a previsão legal (art. 319, III, do CPC/15) é no sentido de que a causa de pedir é composta
pelos fatos e fundamentos jurídicos do pedido (o que de certa forma é contraditório).

→ LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL:

Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que:
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil.
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica
estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal.
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações:
I - de alimentos, quando:
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil;
b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou
obtenção de benefícios econômicos;
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil;
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional.

JURISDIÇÃO DA AUTORIDADE BRASILEIRA COM EXCLUSÃO DE QUALQUER OUTRA (art. 23):

Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra:

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I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;


II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inventário e à
partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha
domicílio fora do território nacional;
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de bens situados no
Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional.

ELEIÇÃO DE FORO: #DEOLHONOVADE

Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando
houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo réu na
contestação.
§1º. Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste
Capítulo.

#JÁCAIU:
(2017/CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF 5º REGIÃO) De acordo com as regras do Código de Processo Civil (CPC) que
tratam da cooperação jurídica internacional, o denominado auxílio direto passivo: d) pode ser utilizado para
qualquer medida judicial ou extrajudicial, desde que não vedada pela lei brasileira e não sujeita a juízo de
delibação no Brasil.
Gabarito: D

3. DA COMPETÊNCIA (DISPOSIÇÕES GERAIS, MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA E DA INCOMPETÊNCIA). DA


COOPERAÇÃO NACIONAL. DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.

- O NCPC mantém a regra da perpetuatio jurisdictionis, mas previu um novo critério de prevenção.
Nos termos do art. 59, o registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. No NCPC não
interessa mais despacho, nem citação válida, critérios antes previstos no CPC/73.

- Competência ação possessória imobiliária:


Art. 47. (...)§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem
competência absoluta”.

- Competência para ações de alimentos, casamento e união estável:


“Art. 53. É competente o foro:
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união
estável: a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; (...)”.

- Possibilidade de reunião de processos semelhantes para julgamento conjunto mesmo que não haja
conexão: Art. 55. (...) § 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre
eles”.

#APOSTACICLOS: Competência Material Delegada:

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O escopo dessa regra é facilitar a vida do jurisdicionado, aumentando o acesso à Justiça. Em razão
disso, a legislação brasileira, em alguns casos, transfere a competência das Justiças Federal e do Trabalho para
a Justiça Estadual. Isto se dá através do fenômeno da competência material delegada.

A transferência de competência para a Justiça Estadual ocorre quando NÃO houver, no local de
domicílio do autor, Justiça Federal ou Justiça do Trabalho.

No âmbito da justiça federal, há duas hipóteses de transferência de competência à Justiça Estadual,


quais sejam:

(i) benefício previdenciário: quando não houver no local do domicílio do autor Vara Federal. Esta
hipótese não depende de lei, pois decorre do próprio texto constitucional;

Art. 109, § 3º, da CF: “Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou
beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a
comarca não seja sede da vara do juízo federal e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras
causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual”.
§ 4º: “Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na
área de jurisdição do juiz de primeiro grau”.

(ii) não havendo Vara Federal no local do domicílio do autor, poderá a lei autorizar que a Justiça
Estadual julgue processos de competência da Justiça Federal.

#ATENÇÃO: Até 2014, havia a hipótese do art. 15 da Lei 5.010/66, que estabelecia que execução fiscal
de tributo federal, quando não houvesse Vara Federal no domicílio do executado, seria ajuizada na Justiça
Estadual. Todavia, o art. 114 da Lei 13.042/14 revogou o art. 15 da Lei 5.010/66. Portanto, não há mais
hipótese de execução fiscal federal na Justiça Estadual, salvo as ajuizadas antes da revogação do dispositivo.

#SELIGA: O art. 381, § 4º, do CPC estabelece uma nova hipótese de delegação de competência da
Justiça Federal para a Justiça Estadual. Trata-se da hipótese da produção antecipada da prova.

Art. 381, § 4º, do CPC: “O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em
face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver vara
federal”.

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#NÃOCONFUNDA:

CONEXÃO CONTINENCIA
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações
quando lhes for comum o pedido ou a causa de
pedir.
§1º Os processos de ações conexas serão reunidos
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais
para decisão conjunta, salvo se um deles já houver
ações quando houver identidade quanto às partes e à
sido sentenciado.
causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais
§2º Aplica-se o disposto no caput:
amplo, abrange o das demais.
I - à execução de título extrajudicial e à ação de
Art. 57. Quando houver continência e a ação
conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico;
continente tiver sido proposta anteriormente, no
II - às execuções fundadas no mesmo título
processo relativo à ação contida será proferida
executivo.
sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os
ações serão necessariamente reunidas.
processos que possam gerar risco de prolação de
decisões conflitantes ou contraditórias caso
decididos separadamente, mesmo sem conexão
entre eles.

COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO VALOR E DO TERRITÓRIO (#DEOLHONOVADE):

Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será
proposta ação oriunda de direitos e obrigações.
§1º A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a
determinado negócio jurídico.
§2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes.
§3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz,
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu.
§4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de
preclusão.

INCOMPETÊNCIA:

Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação.
§1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada
de ofício.
§2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência.
§3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente.
§4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo
incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente.

PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:

Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de
contestação.
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar.

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#JÁCAIU:
(2017/CESPE/Juiz Federal/TRF 54ª região) Com base na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
julgue os seguintes itens, no que concerne à tutela provisória, à competência e ao cumprimento de sentença.
II. A justiça federal possui competência para julgar demanda proposta por estudante acerca de
credenciamento de instituição privada de ensino superior junto ao Ministério da Educação, com vistas à
expedição de diploma de ensino a distância ao autor. (CERTO)

#DEOLHONASÚMULA:
Súmula 570, do STJ: Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de demanda em que se discute a
ausência de ou o obstáculo ao credenciamento de instituição particular de ensino superior no Ministério da
Educação como condição de expedição de diploma de ensino a distância aos estudantes.

4. DOS SUJEITOS DO PROCESSO. DAS PARTES E DOS SEUS PROCURADORES. DO LITISCONSÓRCIO. DA


INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. DO JUIZ E DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA. DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DA
ADVOCACIA PÚBLICA E DA DEFENSORIA PÚBLICA.

→ INTERVENÇÃO DE TERCEIROS:

O CPC/15 previu expressamente a figura do amicus curiae, bem como disciplinou o incidente de
desconsideração da personalidade jurídica! #FOCANATABELA

INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA
AMICUS CURIAE
PERSONALIDADE JURÍDICA
Art. 133. O incidente de desconsideração da
personalidade jurídica será instaurado a pedido da Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a
parte ou do Ministério Público, quando lhe couber relevância da matéria, a especificidade do tema
intervir no processo. objeto da demanda ou a repercussão social da
§1º O pedido de desconsideração da personalidade controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de
jurídica observará os pressupostos previstos em lei. ofício ou a requerimento das partes ou de quem
§2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a
desconsideração inversa da personalidade jurídica. participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível entidade especializada, com representatividade
em todas as fases do processo de conhecimento, no adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua
cumprimento de sentença e na execução fundada intimação.
em título executivo extrajudicial.
§1º A instauração do incidente será imediatamente §1º A intervenção de que trata o caput não implica
comunicada ao distribuidor para as anotações alteração de competência nem autoriza a
devidas. interposição de recursos, ressalvadas a oposição de
§2º Dispensa-se a instauração do incidente se a embargos de declaração e a hipótese do § 3o.
desconsideração da personalidade jurídica for
requerida na petição inicial, hipótese em que será §2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que
citado o sócio ou a pessoa jurídica. solicitar ou admitir a intervenção, definir os poderes
§3º A instauração do incidente suspenderá o do amicus curiae.
processo, salvo na hipótese do § 2o.
§4º O requerimento deve demonstrar o §3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que
preenchimento dos pressupostos legais específicos julgar o incidente de resolução de demandas
para desconsideração da personalidade jurídica. repetitivas.
Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa

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jurídica será citado para manifestar-se e requerer as


provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o
incidente será resolvido por decisão interlocutória.
Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo
relator, cabe agravo interno.
Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a
alienação ou a oneração de bens, havida em fraude
de execução, será ineficaz em relação ao
requerente.

#ATENÇÃO: A denunciação da lide deixou de ser obrigatória em qualquer hipótese. Previu, ainda, o NCPC a
vedação de denunciações sucessivas. Atualmente a legislação prevê uma única denunciação sucessiva:

Art. 125, CPC/15, § 1º. O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for
indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida.
§2º. Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor
imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo
promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma.

Art. 128, CPC/15. Feita a denunciação pelo réu:


Parágrafo único. Procedente o pedido da ação principal, pode o autor, se for o caso, requerer o cumprimento
da sentença também contra o denunciado, nos limites da condenação deste na ação regressiva.

→ IMPEDIMENTO x SUSPEIÇÃO:

IMPEDIMENTO SUSPEIÇÃO
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe Art. 145. Há suspeição do juiz:
vedado exercer suas funções no processo: I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes
I - em que interveio como mandatário da parte, ou de seus advogados;
oficiou como perito, funcionou como membro do II - que receber presentes de pessoas que tiverem
Ministério Público ou prestou depoimento como interesse na causa antes ou depois de iniciado o
testemunha; processo, que aconselhar alguma das partes acerca
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, do objeto da causa ou que subministrar meios para
tendo proferido decisão; atender às despesas do litígio;
III - quando nele estiver postulando, como defensor III - quando qualquer das partes for sua credora ou
público, advogado ou membro do Ministério devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de
Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parentes destes, em linha reta até o terceiro grau,
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou inclusive;
colateral, até o terceiro grau, inclusive; IV - interessado no julgamento do processo em favor
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu de qualquer das partes.
cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo §1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo
ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas
grau, inclusive; razões.
V - quando for sócio ou membro de direção ou de §2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando:
administração de pessoa jurídica parte no processo; I - houver sido provocada por quem a alega;
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou II - a parte que a alega houver praticado ato que
empregador de qualquer das partes; signifique manifesta aceitação do arguido.

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VII - em que figure como parte instituição de ensino Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do
com a qual tenha relação de emprego ou conhecimento do fato, a parte alegará o
decorrente de contrato de prestação de impedimento ou a suspeição, em petição específica
serviços;#NOVIDADE dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o
VIII - em que figure como parte cliente do escritório fundamento da recusa, podendo instruí-la com
de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou documentos em que se fundar a alegação e com rol
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou de testemunhas. #VAICAIR
colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que §1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao
patrocinado por advogado de outro escritório; receber a petição, o juiz ordenará imediatamente a
#VAICAIR! remessa dos autos a seu substituto legal, caso
IX - quando promover ação contra a parte ou seu contrário, determinará a autuação em apartado da
advogado. petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará
§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se suas razões, acompanhadas de documentos e de rol
verifica quando o defensor público, o advogado ou o de testemunhas, se houver, ordenando a remessa
membro do Ministério Público já integrava o do incidente ao tribunal.
processo antes do início da atividade judicante do §2º Distribuído o incidente, o relator deverá
juiz. declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente
§ 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim for recebido:
de caracterizar impedimento do juiz. I - sem efeito suspensivo, o processo voltará a
§ 3º O impedimento previsto no inciso III também se correr;
verifica no caso de mandato conferido a membro de II - com efeito suspensivo, o processo permanecerá
escritório de advocacia que tenha em seus quadros suspenso até o julgamento do incidente.
advogado que individualmente ostente a condição §3º Enquanto não for declarado o efeito em que é
nele prevista, mesmo que não intervenha recebido o incidente ou quando este for recebido
diretamente no processo. com efeito suspensivo, a tutela de urgência será
requerida ao substituto legal.
§4º Verificando que a alegação de impedimento ou
de suspeição é improcedente, o tribunal rejeitá-la-á.
§5º. Acolhida a alegação, tratando-se de
impedimento ou de manifesta suspeição, o tribunal
condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao
seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da
decisão.
§6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o
tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não
poderia ter atuado.
§7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz,
se praticados quando já presente o motivo de
impedimento ou de suspeição.
Art. 147. Quando 2 (dois) ou mais juízes forem
parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou
colateral, até o terceiro grau, inclusive, o primeiro
que conhecer do processo impede que o outro nele
atue, caso em que o segundo se escusará,
remetendo os autos ao seu substituto legal.

5. DOS ATOS PROCESSUAIS. DA FORMA, DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS. DA


COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS. DAS NULIDADES. DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO.

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→ TEMPO E LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS:

Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
§ 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a
diligência ou causar grave dano.
§ 2º Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no
período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste
artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal.
§ 3º Quando o ato tiver de ser praticado por meio de petição em autos não eletrônicos, essa deverá ser
protocolada no horário de funcionamento do fórum ou tribunal, conforme o disposto na lei de organização
judiciária local.
Art. 213. A prática eletrônica de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro)
horas do último dia do prazo.
Parágrafo único. O horário vigente no juízo perante o qual o ato deve ser praticado será considerado para fins
de atendimento do prazo.
Art. 214. Durante as férias forenses e nos feriados, não se praticarão atos processuais, excetuando-se:
I - os atos previstos no art. 212, § 2º;
II - a tutela de urgência.

#VAICAIR:

Art. 215. Processam-se durante as férias forenses, onde as houver, e não se suspendem pela superveniência
delas:
I - os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à conservação de direitos, quando puderem ser
prejudicados pelo adiamento;
II - a ação de alimentos e os processos de nomeação ou remoção de tutor e curador;
III - os processos que a lei determinar.
Art. 216. Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos e os dias em
que não haja expediente forense.
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.
§1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.
§2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após
decorridas 48 (quarenta e oito) horas.
§3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de
ato processual a cargo da parte.
§4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

→ COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS:

1. CARTAS:

O NCPC prevê a existência de 4 cartas:

Art. 237. Será expedida carta:


I - de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2o do art. 236;
Art. 236, § 2º O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, se o ato houver de se realizar fora
dos limites territoriais do local de sua sede.
II - rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica internacional,

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relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro;


III - precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área de
sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado por órgão
jurisdicional de competência territorial diversa;
IV - arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua
competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral,
inclusive os que importem efetivação de tutela provisória.
Parágrafo único. Se o ato relativo a processo em curso na justiça federal ou em tribunal superior houver de
ser praticado em local onde não haja vara federal, a carta poderá ser dirigida ao juízo estadual da
respectiva comarca.

2. CITAÇÕES:

Efeitos da citação:

Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna
litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de
10 de janeiro de 2002 (Código Civil).
§ 1º A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo
incompetente, retroagirá à data de propositura da ação.
§ 2º Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as providências necessárias para viabilizar a citação,
sob pena de não se aplicar o disposto no § 1o.
§ 3º A parte não será prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário.
§ 4o O efeito retroativo a que se refere o § 1o aplica-se à decadência e aos demais prazos extintivos
previstos em lei.

Em regra, a citação será feita pelo correio. Mas há exceções:

Art. 247. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país, exceto:
I - nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3o;
II - quando o citando for incapaz;
III - quando o citando for pessoa de direito público;
IV - quando o citando residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência;
V - quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma.

Citação de pessoas físicas em condomínios edilícios ou loteamentos com controle de acesso:

Art. 248. (...)


§ 4º Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a entrega do mandado
a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência, que, entretanto, poderá recusar
o recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que o destinatário da correspondência está
ausente.

Citação por hora certa (art. 252): agora BASTAM DUAS DILIGÊNCIAS + SUSPEITA DE OCULTAÇÃO.

Art. 252. Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça houver procurado o citando em seu domicílio ou
residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em

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sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que
designar.
Parágrafo único. Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a
intimação a que se refere o caput feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de
correspondência.

Citação por edital:

Art. 256. A citação por edital será feita:


I - quando desconhecido ou incerto o citando;
II - quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando;
III - nos casos expressos em lei.
§ 1o Considera-se inacessível, para efeito de citação por edital, o país que recusar o cumprimento de carta
rogatória.
§ 2o No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada
também pelo rádio, se na comarca houver emissora de radiodifusão.
§ 3o O réu será considerado em local ignorado ou incerto se infrutíferas as tentativas de sua localização,
inclusive mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos
públicos ou de concessionárias de serviços públicos.

3. INTIMAÇÕES:

Intimação por meio eletrônico (regra): sempre que possível, as intimações serão realizadas por meio
eletrônico.

Ordem preferencial de intimação no NCPC:


1. Meio eletrônico (art. 270);
2. Pelo órgão oficial – diários de justiça (art. 272) e
3. Pessoal (art. 273).

Art. 269. (...)


§1º É facultado aos advogados promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio,
juntando aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento.
§2º O ofício de intimação deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença.

→ NULIDADES:

Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele dependam,
todavia, a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras que dela sejam independentes.

Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e ordenará as providências
necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados.
§1º O ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte.
§2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a
pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.

Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser
aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais.

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Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte prejuízo à defesa de
qualquer parte.

6. DA TUTELA PROVISÓRIA. TUTELAS DE URGÊNCIA E DA EVIDÊNCIA.

Incidental
Cautelar
Antecedente
Urgência
Tutela Provisória Incidental
Evidência Antecipada
Antecedente

No CPC/15, a primeira grande mudança é a unificação do trato das tutelas provisórias (antecipada,
cautelar e de evidência) na parte geral do Código.

#ATENÇÃO: O CPC/15 acabou com a autonomia ritual do processo cautelar. Isto é, não há mais um
processo autônomo cautelar. Todas as medidas cautelares necessárias são abarcadas no poder geral de
cautela do Juiz.

→ TUTELA DE URGÊNCIA:

O CPC/15, embora reconhecendo as diferenças, consolida tutelas cautelares (conservativas) e


antecipadas (satisfativas) sob a insígnia das tutelas de urgência (periculum in mora).

Art. 300 do CPC: “A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito [fumus boni iuris] e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo
[periculum in mora]”.

Logo, para a concessão de ambas, os requisitos passam a ser os mesmos = PROBABILIDADE DO


DIREITO + PERIGO DE DANO ou O RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO.

No âmbito da tutela provisória de urgência, o sistema trabalha com o modelo da cognição sumária
(probabilidade do direito ou fumus boni iuris - aparência).

Tutela antecipada antecedente: o Juiz, ao apreciar o requerimento, pode deferi-lo (§1º) ou indeferi-lo (§6º).

(i) sendo deferida a tutela antecipada antecedente, o autor terá o prazo de 15 dias para promover o
aditamento da petição inicial, nos mesmos autos e sem novas custas.

(ii) por outro, se for indeferida a tutela antecipada antecedente, o Juiz determinará a emenda da
petição inicial em até 05 dias, para transformar o requerimento de tutela provisória em pedido principal.

Art. 304 do CPC: “A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 [de forma antecedente], torna-se
estável se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso”.

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Estabilidade da tutela antecipada antecedente: A estabilização da tutela de urgência antecipada ocorre


quando não for interposto recurso contra a decisão que a concedeu, e que implica a extinção do processo sem
formação de coisa julgada. Porém, o direito de rever, reformar ou invalidar essa decisão somente poderá ser
exercido no prazo limite de 2 (dois) anos contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, e não a
qualquer tempo (art. 304, CPC/15).

#CUIDADO: ENUNCIADO 43, CJF: Não ocorre a estabilização da tutela antecipada requerida em
caráter antecedente, quando deferida em ação rescisória.

Não há possibilidade de estabilização da tutela cautelar. Isso porque não há correspondência entre o
que se pede inicialmente e ao final (tem caráter conservativo). Ex: a parte requer, cautelarmente, a separação
de corpos com a finalidade conservativa para que, após, seja pedido o divórcio. Nesta hipótese, não há
correspondência entre o pedido inicial (separação de corpos) e o final (divórcio). Na verdade, a parte autora só
ficará satisfeita com a procedência do pleito final, qual seja, o divórcio.

Há formação de coisa julgada na decisão que concede a tutela antecipada antecedente


estabilizada? Segundo o CPC/15, não!

Art. 304, § 6º, do CPC: “A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos
respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada
por uma das partes, nos termos do § 2º deste artigo”.

→ TUTELA DE EVIDÊNCIA:

O CPC/15 disciplina, de modo específico e usando expressamente essa nomenclatura, a tutela de


evidência, ampliando seu cabimento para além das hipóteses previstas nos procedimentos especiais e na
legislação extravagante.

A tutela de evidência é satisfativa e provisional, embora não seja de urgência, já que fundada na alta
probabilidade do direito do autor e na baixa probabilidade de o réu apresentar defesa idônea.

#DICA: A tutela de evidência é uma tutela antecipada, sem urgência (periculum in mora).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:
O art. 1º da Lei nº 9.494/97 determina, entre outras vedações, que não será cabível tutela antecipada contra o
Poder Público visando obter a reclassificação ou equiparação de servidores públicos ou a concessão de
aumento ou extensão de vantagens pecuniárias. O STF declarou que esse dispositivo é constitucional (ADC 4).
Vale ressaltar, no entanto, que a decisão proferida na referida ADC 4 não impede toda e qualquer antecipação
de tutela contra a Fazenda Pública. Somente está proibida a concessão de tutela antecipada nas hipóteses
listadas no art. 1º da Lei nº 9.494/97, que deve ser interpretado restritivamente. No presente julgado, o STF
afirmou que seria possível a concessão de tutela antecipada tratando sobre férias de servidores públicos,
considerando que isso não envolve a reclassificação ou equiparação de servidores públicos nem a concessão
de aumento ou extensão de vantagens. STF. Plenário. Rcl 4311/DF, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado
em 6/11/2014 (Info 766).

7. DA FORMAÇÃO, DA SUSPENSÃO E DA EXTINÇÃO DO PROCESSO.

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Art. 313. Suspende-se o processo:


§ 2º Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar
conhecimento da morte, o juiz determinará a
suspensão do processo e observará o seguinte:
I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para
que promova a citação do respectivo espólio, de
quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros,
no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e no
máximo 6 (seis) meses;
II - falecido o autor e sendo transmissível o direito
em litígio, determinará a intimação de seu espólio,
de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos
I - pela morte ou pela perda da capacidade herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar
processual de qualquer das partes, de seu mais adequados, para que manifestem interesse na
representante legal ou de seu procurador; sucessão processual e promovam a respectiva
habilitação no prazo designado, sob pena de extinção
do processo sem resolução de mérito.

§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer


das partes, ainda que iniciada a audiência de
instrução e julgamento, o juiz determinará que a
parte constitua novo mandatário, no prazo de 15
(quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo
sem resolução de mérito, se o autor não nomear
novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do
processo à revelia do réu, se falecido o procurador
deste.
II - pela convenção das partes; PRAZO MÁXIMO: 6 MESES
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;
IV- pela admissão de incidente de resolução de
demandas repetitivas;
V - quando a sentença de mérito:
a) depender do julgamento de outra causa ou da
declaração de existência ou de inexistência de
relação jurídica que constitua o objeto principal de
PRAZO MÁXIMO: 1 (UM) ANO.
outro processo pendente;
b) tiver de ser proferida somente após a verificação
de determinado fato ou a produção de certa prova,
requisitada a outro juízo;
VI - por motivo de força maior;
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente
de acidentes e fatos da navegação de competência
do Tribunal Marítimo;
VIII - nos demais casos que este Código regula.
§ 6º No caso do inciso IX, o período de suspensão
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção,
será de 30 (trinta) dias, contado a partir da data do
quando a advogada responsável pelo processo
parto ou da concessão da adoção, mediante
constituir a única patrona da causa;
apresentação de certidão de nascimento ou

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documento similar que comprove a realização do


parto, ou de termo judicial que tenha concedido a
adoção, desde que haja notificação ao cliente.
§ 7º No caso do inciso X, o período de suspensão
será de 8 (oito) dias, contado a partir da data do
parto ou da concessão da adoção, mediante
X - quando o advogado responsável pelo processo apresentação de certidão de nascimento ou
constituir o único patrono da causa e tornar-se pai. documento similar que comprove a realização do
parto, ou de termo judicial que tenha concedido a
adoção, desde que haja notificação ao cliente.
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia,
determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso de arguição de
impedimento e de suspeição.
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal.
§ 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de
suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia.
§ 2º Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final do qual
aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1o.

8. DO PROCESSO DE CONHECIMENTO. DO PROCEDIMENTO COMUM. DISPOSIÇÕES GERAIS. PETIÇÃO INICIAL.


DA IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO. DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO. DA
CONTESTAÇÃO E DA RECONVENÇÃO. DA REVELIA E DO JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO.
DA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. DAS PROVAS. DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA.

→ Com relação à petição inicial, o CPC/15 deixou de listar como requisito o requerimento de citação do réu.
Ainda, deve constar a opção do autor pela realização ou não da audiência de conciliação/mediação; e prazo
de 15 dias para emendar a inicial.

#NÃOCONFUNDA: O autor poderá aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir? Pessoal, fiquem atentos ao
seguinte artigo:

Art. 329. O autor poderá:


I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do
réu;
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento do réu,
assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze)
dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir.

→ IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO:

Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará
liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recursos repetitivos;

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III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de


competência;
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
§1º. O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência
de decadência ou de prescrição.
§2º. Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos do art.
241.
§3º. Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias.
§4º. Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do réu, e, se não
houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 (quinze)
dias.

→ No procedimento comum, passa a existir como regra uma audiência de conciliação antes da apresentação
da defesa (que será oferecida 15 dias após frustrada a tentativa de conciliação). Essa audiência pode ser
dispensada entre as partes de comum acordo ou quando não admitir composição (arts 334 e 335).

→ CONCENTRAÇÃO DE ATOS NA CONTESTAÇÃO: passaram a ser preliminares da contestação: a exceção de


incompetência relativa (art. 337, II); impugnação ao valor da causa (art. 337, III); Impugnação ao benefício da
justiça gratuita (art. 337, XIII); Reconvenção (art. 343); Denunciação da lide passiva (art. 126); chamamento ao
processo (art. 131); demais preliminares (art. 337); impugnação específica (art. 341), etc.
(#MEMORIZAQUEPASSA).

→ PROVAS: Tradicionalmente, a distribuição do ônus da prova no processo era feita de modo estático. Em
verdade, essa ainda é a regra do NCPC, conforme se observa dos incisos I e II do artigo 373 do NCPC. Contudo,
o §1º traz os seguintes requisitos para a distribuição dinâmica:

- Previsão legal (como ocorre com CDC, por exemplo);


- Impossibilidade ou a excessiva dificuldade de cumprir o seu ônus (prova diabólica);
- Maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário (aptidão da prova);
- Decisão fundamentada e oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

#CUIDADO: a inversão deve se dar em um momento em que se garanta a possibilidade de a parte a quem se
atribuir o ônus dele se desincumbir. Ademais, não se admite simplesmente a mera transferência de prova
diabólica. A inversão só faz sentido se a outra parte tiver melhores condições de obter o meio de prova.

#IMPORTANTE: A distribuição diversa do ônus probatório também pode ocorrer por convenção das partes
(art. 373, §3º, CPC), sendo importante destacar que esse negócio processual pode ocorrer antes ou durante o
processo. (§4º).

→ SENTENÇA:

SENTENÇA TERMINATIVA SENTENÇA DEFINITIVA


Sentença terminativa é aquela que extingue o feito
Sentença definitiva extingue o feito com resolução
sem o julgamento do mérito (art. 485 do CPC).
do mérito (art. 487 do CPC).
Art. 485 do CPC: “O juiz não resolverá o mérito Art. 487 do CPC: “Haverá resolução de mérito
quando: quando o juiz:
I. indeferir a petição inicial; I. acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou
II. o processo ficar parado durante mais de 1 (um) na reconvenção;

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ano por negligência das partes; II. decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a
III. por não promover os atos e as diligências que lhe ocorrência de decadência ou prescrição;
incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 III. homologar:
(trinta) dias; a) o reconhecimento da procedência do pedido
IV. verificar a ausência de pressupostos de formulado na ação ou na reconvenção;
constituição e de desenvolvimento válido e regular b) a transação;
do processo; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na
V. reconhecer a existência de perempção, de reconvenção”.
litispendência ou de coisa julgada; VI. verificar a Parágrafo único: “Ressalvada a hipótese do § 1º do
ausência de legitimidade ou de interesse processual; art. 332, a prescrição e a decadência não serão
VII. acolher a alegação de existência de convenção reconhecidas sem que antes seja dada às partes
de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer oportunidade de manifestar-se”.
sua competência;
VIII. homologar a desistência da ação;
IX. em caso de morte da parte, a ação for
considerada intransmissível por disposição legal;
X. nos demais casos prescritos neste Código”
#ATENÇÃO: Ocorrendo três vezes a hipótese do art.
485, III, do CPC (abandonar a causa por mais de 30
dias), depois de o autor ser intimado pessoalmente
para suprir a falta e não o fazer, tem-se a
PEREMPÇÃO. Ressalta-se que o prazo para o
suprimento da falta (§1º, art. 485) é de 05 dias, e
não mais de 48h, como no CPC/73.

#ATENÇÃO: O CPC/15 não mais menciona


“condições da ação”, além de excluir a possibilidade
jurídica do pedido, que, segunda doutrina
majoritária, será analisada como questão de mérito.
#ATENÇÃO: Ressalvada a hipótese de
reconhecimento da prescrição e da decadência
#ATENÇÃO: A convenção de arbitragem deve ser
liminarmente, o juiz não poderá reconhecê-las sem
alegada pelo réu na contestação, sob pena de se
antes dar às partes oportunidade de se manifestar.
presumir a escolha pela via judicial (art. 337, §6º).

#ATENÇÃO: O Juiz conhecerá de ofício, em qualquer


tempo e grau de jurisdição e enquanto não ocorrer o
trânsito em julgado, a ausência de pressupostos de
constituição e desenvolvimento válido e regular do
processo (pressupostos processuais), perempção,
litispendência e coisa julgada (pressupostos
processuais negativos), ausência de legitimidade e
interesse processual (condições de ação) e quando
houver morte da parte e a ação for considerada
intransmissível por disposição legal (art. 485, §3º).

→ COISA JULGADA:

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de
mérito não mais sujeita a recurso.

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Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal
expressamente decidida.

O CPC/2015 prevê a possibilidade de coisa julgada sobre questões principais – neste ponto não há
inovação – mas também prevê a coisa julgada de prejudiciais incidentais – a grande novidade – sem
necessidade de instaurar uma ação declaratória incidental para tanto. Vejamos:

§ 1o O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no


processo, se:
I - dessa resolução depender o julgamento do mérito;
II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia;
III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão principal.

9. DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO PROVISÓRIO. CUMPRIMENTO DEFINITIVO DE


SENTENÇA (OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA, OBRIGAÇÃO DE FAZER, NÃO FAZER E DE ENTREGAR
COISA). CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E A FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. A INEXIGIBILIDADE DAS
SENTENÇAS JUDICIAIS.

MODALIDADE CPC OLDSTYLE NOVO CPC


DESNECESSIDADE DE GARANTIR O
IMPUGNAÇÃO AO
NECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO
CUMPRIMENTO DE
JUÍZO *Execução é suspensa com a garantia
SENTENÇA
(desde que haja fumus + periculum)
DESNECESSIDADE DE GARANTIR O
DESNECESSIDADE DE GARANTIR O
JUÍZO
EMBARGOS À EXECUÇÃO JUÍZO
*Execução é suspensa com a
COMUM *Execução é suspensa com a garantia
garantia (desde que haja fumus +
(desde que haja fumus + periculum)
periculum)
NECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO
EMBARGOS À EXECUÇÃO NECESSIDADE DE GARANTIR O
*Execução é suspensa com a garantia
EM EXECUÇÃO FISCAL JUÍZO
(desde que haja fumus + periculum)

→ Cumprimento de sentença e a fazenda pública:

CPC 1973 CPC/15


O novo CPC previu dois procedimentos diferentes:
1) Se o título executivo for JUDICIAL: o
Tanto no caso de título executivo judicial como procedimento é chamado de cumprimento de
extrajudicial o procedimento era o mesmo e sentença, sendo regido pelos arts. 534 e 535.
estava previsto no art. 730. 2) Se o título executivo for EXTRAJUDICIAL: o
procedimento é chamado de execução contra a
Fazenda Pública (art. 910).
Passou a existir um procedimento próprio chamado
Não havia o nome cumprimento de sentença
de cumprimento de sentença contra a Fazenda
contra a Fazenda Pública (isso era chamado de
Pública.
execução contra a Fazenda Pública).
A nomenclatura execução contra a Fazenda Pública

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ficou destinada para a execução fundada em título


extrajudicial.
No cumprimento de sentença, a defesa da Fazenda é
A defesa apresentada pela Fazenda Pública era
chamada de impugnação.
chamada de embargos (art. 730) tanto em caso de
Na execução contra a Fazenda Pública, esta se
título judicial como extrajudicial.
defende por meio de embargos.
Tanto o prazo da impugnação como dos embargos
O prazo dos embargos era de 30 dias.
continua sendo de 30 dias.

#JÁCAIU:
(2016/TRF 4º REGIÃO/JUIZ FEDERAL): “A sentença condenatória para pagamento de quantia certa contra a
Fazenda Pública será executada no mesmo processo, em fase de cumprimento de sentença, a exemplo do
que ocorre contra os devedores privados, sendo o meio de defesa a impugnação; já a execução de título
extrajudicial dar-se-á por meio de processo específico de execução, cuja defesa deverá ser promovida via
embargos do devedor”. CERTO

10. DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS.
AÇÕES POSSESSÓRIAS. AÇÃO DE DIVISÃO E DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES. AÇÃO
DISCRIMINATÓRIA. EMBARGOS DE TERCEIRO. AÇÕES DE DIREITO DE FAMÍLIA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
FEDERAL. OPOSIÇÃO. HABILITAÇÃO. AÇÃO MONITÓRIA. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL.
RESTAURAÇÃO DE AUTOS. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA. NOTIFICAÇÃO E
INTERPELAÇÃO. ALIENAÇÃO JUDICIAL.

→ AÇÃO MONITÓRIA:

Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em prova escrita sem
eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz:
I - o pagamento de quantia em dinheiro;
II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel;
III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer. (...)
§6º É admissível ação monitória em face da Fazenda Pública.
§7º Na ação monitória, admite-se citação por qualquer dos meios permitidos para o procedimento comum.
Art. 701. Sendo evidente o direito do autor, o juiz deferirá a expedição de mandado de pagamento, de
entrega de coisa ou para execução de obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo de 15
(quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios de cinco por cento do valor
atribuído à causa.
§1º O réu será isento do pagamento de custas processuais se cumprir o mandado no prazo.
§2º Constituir-se-á de pleno direito o título executivo judicial, independentemente de qualquer
formalidade, se não realizado o pagamento e não apresentados os embargos previstos no art. 702,
observando-se, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial.
§3º É cabível ação rescisória da decisão prevista no caput quando ocorrer a hipótese do § 2o.
§4º Sendo a ré Fazenda Pública, não apresentados os embargos previstos no art. 702, aplicar-se-á o
disposto no art. 496, observando-se, a seguir, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial.
§5º Aplica-se à ação monitória, no que couber, o art. 916.
Art. 702. Independentemente de prévia segurança do juízo, o réu poderá opor, nos próprios autos, no
prazo previsto no art. 701, embargos à ação monitória.
§1º Os embargos podem se fundar em matéria passível de alegação como defesa no procedimento
comum.

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11. DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. DA EXECUÇÃO EM GERAL. DAS DIVERSAS ESPÉCIES DE EXECUÇÃO. DA


EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA. DA EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER OU DE NÃO FAZER. DA
EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. DA EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DOS EMBARGOS À
EXECUÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE

Fica expressamente proibida a aplicação do parcelamento da dívida no cumprimento de sentença,


ou seja, só é possível o parcelamento nas execuções de título extrajudicial (art. 916, §7º).

Art. 833. São impenhoráveis:


I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução;
II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os
de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de
vida;
III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor;
IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as
pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e
destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de
profissional liberal, ressalvado o § 2o; (*)
V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários
ou úteis ao exercício da profissão do executado;
VI - o seguro de vida;
VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;
VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família;
IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde
ou assistência social;
X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; (*)
XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei;
XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária,
vinculados à execução da obra.
§ 1º A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida relativa ao próprio bem, inclusive àquela
contraída para sua aquisição.
§ 2º O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de
prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como às importâncias excedentes a 50
(cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8o, e no art.
529, § 3o.
§ 3º Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do caput os equipamentos, os implementos e as
máquinas agrícolas pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora rural, exceto quando tais
bens tenham sido objeto de financiamento e estejam vinculados em garantia a negócio jurídico ou quando
respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou previdenciária.

12. DO PRECEDENTE. DA ORDEM DOS PROCESSOS NO TRIBUNAL. INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE


COMPETÊNCIA. INCIDENTE DE ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA.
HOMOLOGAÇÃO DE DECISÃO ESTRANGEIRA E DA CONCESSÃO DO EXEQUATUR À CARTA ROGATÓRIA. AÇÃO
RESCISÓRIA. RECLAMAÇÃO.

→ PRECEDENTE:

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Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:


I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade;
II - os enunciados de súmula vinculante;
III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em
julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos;
IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior
Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional;
V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.
§ 1o Os juízes e os tribunais observarão o disposto no art. 10 e no art. 489, § 1o, quando decidirem com
fundamento neste artigo.
§ 2o A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou em julgamento de casos repetitivos
poderá ser precedida de audiências públicas e da participação de pessoas, órgãos ou entidades que
possam contribuir para a rediscussão da tese.
§ 3o Na hipótese de alteração de jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais
superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos repetitivos, pode haver modulação dos efeitos da
alteração no interesse social e no da segurança jurídica.
§ 4o A modificação de enunciado de súmula, de jurisprudência pacificada ou de tese adotada em
julgamento de casos repetitivos observará a necessidade de fundamentação adequada e específica,
considerando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia.
§ 5o Os tribunais darão publicidade a seus precedentes, organizando-os por questão jurídica decidida e
divulgando-os, preferencialmente, na rede mundial de computadores.

Nomenclaturas:

• SÚMULA: “é o enunciado normativo (texto) da ratio decidendi (norma geral) de uma jurisprudência
dominante, que é a reiteração de um precedente. Texto que cristaliza a norma geral”.

• JURISPRUDÊNCIA: “é a reiteração dos precedentes. Há casos, no Brasil, em que precedentes possuem


eficácia normativa, mesmo que não tenham gerado jurisprudência”.

• STARE DECISIS : tratar os casos iguais de forma igual (treat like cases alike)2.

• RATIO DECIDENDI: é o próprio precedente. A ratio é uma razão necessária e suficiente para resolver uma
questão relevante constante no caso. Envolve a análise da dimensão fático-jurídica das questões que devem
ser resolvidas pelo juiz. A proposição é “necessária” quando sem ela não é possível chegar à solução da
questão. É “suficiente” quando basta para resolução da questão.

• OBTER DICTUM: algo dito de passagem. É aquilo que é dito durante um julgamento ou consta em uma
decisão sem referência ao caso ou que concerne ao caso, mas não constitui proposição.

• DISTINGUISHING: técnica de confronto, interpretação e aplicação do precedente. Com efeito, ocorrendo


vinculação do julgador a precedentes, é preciso ter em mira que o método da comparação é fundamental:
análise dos elementos objetivos da demanda, verificando os elementos das demandas antecedentes. Logo
após, se houver aproximação, é necessário verificar a ratio decidendi (tese jurídica) das anteriores. Diante da
conclusão no sentido de que há distinção, é possível: a) dar à ratio decidendi uma interpretação restritiva,

2
Stare decisis horizontal (art. 927 do CPC/15): o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça devem
respeitar os seus próprios precedentes. Tribunais Estaduais e Regionais Federais devem observar a própria jurisprudência.

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afastando do caso concreto em razão das particularidades (restrictive distinguish); b) estender ao caso a
mesma solução (ampliative distinguishing).

• DECISÃO PER INCURIAM: decisão que ignora um precedente obrigatório. À luz do art. 1.022, parágrafo
único, I e II, do NCPC , tal decisão é omissa.

• INCONSISTENT DISTINGUISHING: inobservância da técnica de distinção.

• OVERRRULING: técnica usada quando um precedente perde sua força e é substituído por outro precedente.
“Essa substituição pode ser expressa (express overruling) ou tácita (implied overruling). A forma tácita, todavia,
não é admitida no Brasil, uma vez que o NCPC exige fundamentação adequada e específica para a superação
de uma determinada orientação jurisprudencial (art. 927, §4º, NCPC ). Também não é admitida a prática de
TRANSFORMATION, pela qual o tribunal revoga implicitamente a orientação anterior, mas ainda tenta
compatibilizá-la com o novo precedente”. Válido ressaltar, ainda, que a técnica de superação de um
precedente pode ocorrer de forma difusa (qualquer processo) ou concentrada (processo autônomo).

• PROSPECTIVE OVERRRULING: a eficácia da superação do precedente só se realiza para o futuro.

• SINALING: sinalização. A Corte não distingue o caso nem revoga o precedente no todo ou em parte, mas
manifesta sua preocupação com a justiça da solução nele expressa. Essa é uma das maneiras pelas quais se
busca evitar a traição da confiança legítima do jurisdicionado nas decisões judiciais.

• OVERRIDING: reescrita. Funciona como redefinição do âmbito de incidência do precedente.

• REVERSAL: tem lugar quando uma corte superior reforma uma decisão da corte inferior. É uma mera técnica
de controle.

#JÁCAIU: (2016, TRF - 4ª REGIÃO, Juiz Federal Substituto) Considerando o Código de Processo Civil de 2015: III.
A distinção (distinguishing), a superação (overruling) e a superação para a frente, mediante modulação dos
efeitos (prospective overruling), são técnicas de adequação do sistema de precedentes às alterações
interpretativas da norma e às circunstâncias factuais postas sob exame dos juízes e dos tribunais (CERTO).

→ RECLAMAÇÃO:

Além das hipóteses de cabimento, o NCPC elenca, expressamente, um rol de hipóteses em que não
se admite reclamação:

Art. 988, §5º. É inadmissível a reclamação:


I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada;
II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral
reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando
não esgotadas as instâncias ordinárias.
§6o A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão
reclamado não prejudica a reclamação.

13. RECURSOS. DISPOSIÇÕES GERAIS. APELAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO INTERNO.


EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSOS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PARA O SUPERIOR

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ORDINÁRIO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL). AGRAVO


EM RECURSO ESPECIAL E EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.

- O NCPC extirpou do ordenamento jurídico a figura dos embargos infringentes e do agravo retido. Ademais,
apresentou de forma expressa e específica o agravo interno.

- Juízo de admissibilidade: a regra geral é a de que tanto o juízo de admissibilidade quanto o juízo de mérito
do recurso são realizados pelo órgão ad quem. EXCEÇÕES: RECURSO ESPECIAL E RECURSO EXTRAORDINÁRIO!

- O NCPC enumera diversas hipóteses em que é possível o juízo de retratação (efeito regressivo do recurso):
apelação em desfavor da sentença que indefere a petição inicial; apelação contra sentença de improcedência
liminar do pedido; apelação contra sentença que extingue o processo sem julgamento de mérito; nos casos de
agravo de instrumento; agravo interno; e recurso especial e extraordinário repetitivos.

- Possibilidade de desistência do recurso escolhido como paradigma para fixação da tese:


“Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do
recurso. Parágrafo único. A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão geral já
tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos”.

- Desaparecimento da figura do revisor no julgamento dos recursos: o NCPC retirou do ordenamento jurídico
a figura do revisor, uma vez que, em tempos de processo eletrônico, a figura do revisor deixou de ter qualquer
sentido, já que os autos estão à disposição de todos a qualquer tempo.

- Agravo de instrumento no NCPC: prazo de 15 dias úteis (antigamente eram 10 dias); passou a ter hipóteses
taxativamente previstas em lei (art. 1.015) e, diferentemente do CPC/73, antes de inadmitir o recurso, o
relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a
documentação exigível, independente de se tratar de peças essenciais ou não essenciais à formação do
instrumento. Conclui-se, portanto, que o novo código permite o saneamento em fase recursal.

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: É admissível a interposição de agravo de instrumento contra decisão que não


concede efeito suspensivo aos embargos à execução. As hipóteses em que cabe agravo de instrumento estão
previstas art. 1.015 do CPC/2015, que traz um rol taxativo. Apesar de ser um rol exaustivo, é possível que as
hipóteses trazidas nos incisos desse artigo sejam lidas de forma ampla, com base em uma interpretação
extensiva. Assim, é cabível agravo de instrumento contra decisão que não concede efeito suspensivo aos
embargos à execução com base em uma interpretação extensiva do inciso X do art. 1.015: Art. 1.015. Cabe
agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: X - concessão, modificação ou
revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; STJ. 2ª Turma. REsp 1694667-PR, Rel. Min. Herman
Benjamin, julgado em 05/12/2017 (Info 617).

- Embargos de declaração: além de serem usados para contradição, omissão ou obscuridade, passa a existir
previsão expressa para a correção de erro material. Continuam com o prazo de 5 dias, mas agora são dias
úteis. Sem preparo e passam a ter o efeito de interromper o prazo em TODAS as hipóteses (inclusive no
Juizado Especial). Existe previsão expressa de contrarrazões e de utilização da fungibilidade com o agravo
interno. Princípio da complementariedade:

“Art. 1024. (...)§ 4o Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão
embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) dias, contado
da intimação da decisão dos embargos de declaração”.

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Diante do advento do § 5o do art. 1024, o Enunciado de Súmula 418 do STJ não deve ser mais
aplicado:

“§ 5o Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior, o


recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será
processado e julgado independentemente de ratificação”.

Passam a gerar prequestionamento ficto para fins de especial e extraordinário (art. 1025).

- Ampliação do colegiado no NCPC: nos termos do artigo 941, §2o, em regra, no julgamento de apelação e de
agravo de instrumento, a decisão será tomada, no órgão colegiado, pelo voto de três juízes. Entretanto, caso o
julgamento não seja unânime e como o NCPC extinguiu a figura dos Embargos Infringentes, o legislador trouxe
uma novidade, que é uma técnica de ampliação do colegiado em caso de votação não unânime em
julgamento de apelação cível e de agravo de instrumento:

“Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a
ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos
no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial,
assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos
julgadores.
§ 1o Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de
outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
§ 2o Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do
julgamento.
§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime
proferido em:
I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento
ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II - da remessa necessária;
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.

- Aplicação da teoria da causa madura no NCPC:


“Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. (...)
§ 3o Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito
quando:
I - reformar sentença fundada no art. 485;
II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir;
III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
§ 4o Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível, julgará o
mérito, examinando as demais questões, sem determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau”.

A teoria da causa madura consiste na possibilidade de o tribunal avançar para decidir o mérito, mesmo
que o mérito não tenha sido examinado pelo juiz de primeiro grau. Ou seja, é a possibilidade de julgamento

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direto pelo tribunal em apelação. O NCPC alargou um rol de hipóteses em que é possível que o tribunal decida
diretamente a lide.

14. SUBSISTEMA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. PRINCÍPIOS INFORMADORES. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS:
COMPETÊNCIA, PROCEDIMENTO E RECURSOS.

Os prazos vêm sendo contados em dias úteis nos juizados especiais federais. Nesse sentido o
enunciado 175 do XIII FONAJEF: “Por falta de previsão legal específica nas leis que tratam dos juizados
especiais, aplica-se, nestes, a previsão da contagem dos prazos em dias úteis (CPC/2015, art. 219)”.

OS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS E DA FAZENDA PÚBLICA NÃO TÊM COMPETÊNCIA PARA JULGAR
AS DEMANDAS SOBRE DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS OU INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS (art. 3º da Lei
10.259/01).

15. AÇÕES COLETIVAS. LEGITIMIDADE ATIVA. COMPETÊNCIA. COISA JULGADA. EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA. REGRAS PROCEDIMENTAIS APLICÁVEIS.

DIREITOS DIFUSOS DIREITOS COLETIVOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS


 Ex.: direito ao meio ambiente  Ex.: reajuste abusivo das  Ex: determinado lote de um
ecologicamente equilibrado. mensalidades escolares. remédio causou lesão a
alguns consumidores.
 São classificados como
direitos SUBESPÉCIE DOS
 São classificados como  São classificados como
DIREITOS COLETIVOS (isso
direitos ESSENCIALMENTE direitos ESSENCIALMENTE
porque são direitos
COLETIVOS. COLETIVOS.
individuais, mas tratados
como se fossem coletivos).
 Há uma transindividualidade
ARTIFICIAL, formal ou relativa
 São transindividuais (há uma  São transindividuais (há uma
(são direitos individuais que,
transindividualidade real ou transindividualidade real ou
no entanto, recebem
material). material).
tratamento legal de direitos
transindividuais).
 Têm natureza INDIVISÍVEL.
 Têm natureza INDIVISÍVEL. O  Têm natureza DIVISÍVEL.
Tais direitos pertencem a
resultado será o mesmo para  O resultado da demanda
TODOS de forma simultânea
aqueles que fizerem parte do pode ser diferente para os
e indistinta. O resultado será
GRUPO, CATEGORIA ou diversos titulares(ex: o valor
o mesmo para todos os
CLASSE de pessoas. da indenização pode variar).
titulares.
 Os titulares são pessoas:  Os titulares são pessoas:  Os titulares são pessoas:
• indeterminadas e • indeterminadas, • determinadas; ou
• indetermináveis. • determináveis. • determináveis.
Não se tem como determinar Os titulares são, a princípio, Caracterizam-se, portanto, pela
(dizer de maneira específica) indeterminados, mas é possível DETERMINABILIDADE.
quem são os titulares desses que eles sejam identificados.
direitos. Isso porque são direitos Os titulares fazem parte de um
que não pertencem a apenas uma grupo, categoria ou classe de

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pessoa, mas sim à COLETIVIDADE. pessoas.


Caracterizam-se, portanto, pela Caracterizam-se, portanto, pela
indeterminabilidade ABSOLUTA. indeterminabilidade RELATIVA.
Os titulares desses direitos NÃO
EXISTE uma relação jurídica base
possuem relação jurídica entre si. Os titulares não são ligados entre
entre os titulares.
Os titulares são ligados por si, mas seus interesses decorrem
Os titulares são ligados entre si ou
CIRCUNSTÂNCIAS DE FATO. de uma ORIGEM COMUM.
com a parte contrária em virtude
Os titulares se encontram em
de uma RELAÇÃO JURÍDICA BASE.
uma situação de fato comum.
 Outros exemplos: patrimônio  Outros exemplos:  Outros exemplos:
histórico; moralidade Interesses ligados aos membros Ex.: pílula de farinha como
administrativa; publicidade de um mesmo sindicato ou anticoncepcional: só tem direito a
enganosa divulgada pela TV. partido; integrantes de um mulher que comprovar que
mesmo conselho profissional (ex: tomou o remédio daquele lote.
OAB).

DIVISIBILIDADE DO DETERMINAÇÃO DOS EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO


MODALIDADE
BEM JURÍDICO TITULARES JURÍDICA
NÃO (ligados por
DIREITOS DIFUSOS Indivisível Indeterminados
circunstâncias de fato)
SIM (ligados por uma
DIREITOS COLETIVOS Indivisível Determináveis
relação-jurídica base)
DIREITOS IRRELEVANTE (o que importa
Determinados ou
INDIVIDUAIS Divisível é que sejam decorrentes de
determináveis
HOMOGÊNEOS origem comum)

16. O CPC E O DIREITO INTERTEMPORAL.

Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma
revogada. (...).
Art. 1.046. Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos processos pendentes,
ficando revogada a Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973. (...).
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas
requeridas ou determinadas de ofício a partir da data de início de sua vigência.
Art. 1.059 do CPC/2015. À tutela provisória requerida contra a Fazenda Pública aplica-se o disposto nos arts.
1º a 4º da Lei no 8.437, de 30 de junho de 1992e no art. 7º, § 2º, da Lei n o 12.016, de 7 de agosto de 2009.

E o que falam esses dispositivos das Leis nº 8.437 e nº 12.016? #VAMOSCONFERIR!

Leis nº 8.437:
Art. 1° Não será cabível medida liminar contra atos do Poder Público, no procedimento cautelar ou em
quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que providência semelhante não puder ser
concedida em ações de mandado de segurança, em virtude de vedação legal.
§1° Não será cabível, no juízo de primeiro grau, medida cautelar inominada ou a sua liminar, quando
impugnado ato de autoridade sujeita, na via de mandado de segurança, à competência originária de tribunal.

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§2° O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos processos de ação popular e de ação civil pública. § 3°
Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação.
§4° Nos casos em que cabível medida liminar, sem prejuízo da comunicação ao dirigente do órgão ou entidade,
o respectivo representante judicial dela será imediatamente intimado.
§5º Não será cabível medida liminar que defira compensação de créditos tributários ou previdenciários.

Lei nº 12.016:
Art. 7º, § 2º: Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a
entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores
públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:
Os honorários advocatícios nascem contemporaneamente à sentença e não preexistem à propositura da
demanda. Assim sendo, nos casos de sentença proferida a partir do dia 18/3/2016, deverão ser aplicadas as
normas do CPC/2015. STJ. 2ª Turma. REsp 1.636.124-AL, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 6/12/2016
(Info 602).

#JÁCAIU: (2017, TRF - 2ª Região, Juiz Federal Substituto) São cabíveis honorários sucumbenciais recursais
somente contra decisões publicadas a partir da entrada em vigor do novo código (CERTO).

DIREITO PREVIDENCIÁRIO3

1. SEGURIDADE SOCIAL. SAÚDE, PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA. DISTINÇÕES.


2. SEGURIDADE SOCIAL. CONCEITOS FUNDAMENTAIS. NATUREZA. PRINCÍPIOS. FONTES DO DIREITO DA
SEGURIDADE SOCIAL. INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO, INTEGRAÇÃO E EFICÁCIA DAS NORMAS. DIREITO
INTERTEMPORAL. DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO.

SEGURIDADE SOCIAL

SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL

Arts. 196 a 200, CF Arts. 201 e 202, CF Arts. 203 a 204, CF


Direito de todos e dever do Prestada para quem dela
Direito de quem contribui
Estado necessite

Sistema não contributivo Sistema contributivo Sistema não contributivo

Princípios da Seguridade Social:

PRINCÍPIOS CONTEÚDO
 Este princípio busca conferir a maior abrangência possível às ações da
Universalidade da Cobertura seguridade social no Brasil, na medida dos recursos disponíveis. É
e do Atendimento possível cindi-lo a fim de ligar a Universalidade da Cobertura aos riscos
sociais abarcados pelo Sistema Nacional de Seguridade Social (aspecto

3
Por Thaís Oliveira

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objetivo), enquanto a Universalidade do Atendimento se refere às


pessoas destinatárias das prestações securitárias (aspecto subjetivo).

 Este princípio veda a discriminação negativa em desfavor das


Uniformidade e
populações urbanas ou rurais, como ocorreu com os povos rurais no
equivalência dos benefícios
passado, pois agora os benefícios e serviços da seguridade social
e serviços às populações
deverão tratar isonomicamente ambos os povos.
rurais
 A seletividade deverá lastrear a escolha feita pelo legislador dos
benefícios e serviços integrantes da seguridade social, bem como os
requisitos para a sua concessão, conforme as necessidades sociais e a
Seletividade
disponibilidade de recursos orçamentários, de acordo com o interesse
público. Também deverá o legislador escolher os destinatários das
prestações de acordo com as necessidades sociais.
 A distributividade coloca a seguridade social como sistema realizador da
Distributividade justiça social, consectário do Princípio da Isonomia, sendo instrumento
de desconcentração de riquezas.
 Por este princípio, decorrente da segurança jurídica, não será possível a
Irredutibilidade do valor dos redução do valor nominal de benefício da seguridade social.
benefícios  #ATENÇÃO: No caso específico da previdência social, ainda é garantido
constitucionalmente o reajustamento para manter o seu valor real.
 O custeio da seguridade social deverá ser o mais amplo possível, mas
precisa ser isonômico, devendo contribuir de maneira mais acentuada
Equidade no custeio
aqueles que dispuserem de mais recursos financeiros, bem como os que
mais provocarem a cobertura da seguridade social.
 O financiamento da seguridade social deverá ter múltiplas fontes, a fim
Diversidade da base de de garantir a solvibilidade do sistema, para se evitar que a crise em
financiamento determinados setores comprometa demasiadamente a arrecadação,
com a participação de toda a sociedade, de forma direta e indireta.
 A gestão da seguridade social será quadripartite, de índole democrática
e descentralizada, envolvendo representantes dos trabalhadores, dos
Gestão quadripartite
empregadores, dos aposentados e do Poder Público nos seus órgãos
colegiados.
 Essencialmente a seguridade social é solidária, pois visa a agasalhar as
pessoas em momentos de necessidade. Há uma verdadeira socialização
Solidariedade
dos riscos com toda a sociedade. pois os recursos mantenedores do
sistema provêm dos orçamentos públicos e das contribuições sociais.
 Por esse princípio, nenhum benefício ou serviço da seguridade social
Precedência da fonte de
poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte
custeio
de custeio total.

Orçamento diferenciado  Existe uma peça orçamentária exclusiva para a seguridade social.

→ JÁCAIU:

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(TRF 3ª REGIÃO/2016) “Diversidade da base de financiamento refere-se à busca da seguridade social pela
pluralidade de recursos, com participação individual e social e decorre do solidarismo social, pelo qual
devem ser adotadas técnicas de proteção social e conjugados esforços de todos para a cobertura das
contingências sociais” (CERTO).

3. FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL. PRINCÍPIOS. FONTES DE CUSTEIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.


NATUREZA E ESPÉCIES. PRESCRIÇÃO. DECADÊNCIA.

Contribuições sociais (art. 149 da CF/88) é gênero que engloba:

a) Contribuições ordinárias para a seguridade social (arts. 195, incisos. I a IV, e 239, da CF/88); ARTIGOS MAIS
IMPORTANTES!
b) Contribuições residuais para a seguridade social (art. 195, §4º, da CF/88);
c) Contribuições sociais gerais (arts. 212, § 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);
d) Contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE), que é prevista constitucionalmente nos arts.
149 e 177, §4°;
e) Contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas, também denominadas de
Contribuições corporativas (arts. 8°, inc. IV, 149 da CF/88).

No âmbito do Direito Previdenciário, a prescrição e a decadência se operam:

a) em relação ao custeio, que é o ponto exigido neste tópico (decadência do direito de lançar e prescrição do
direito de cobrar as contribuições);
b) em relação aos benefícios (decadência do direito do contribuinte de revisão do ato inicial de concessão de
benefícios e prescrição da pretensão de cobrança de parcelas vencidas).

Quanto às contribuições, tanto o prazo decadencial para lançar, quanto o prazo para cobrar os
créditos delas decorrentes, são de cinco anos (CTN, arts. 173 ou 150, §4º e 174). Isso porque, o STF
reconheceu a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91 (que haviam ampliado tal prazo para 10
anos), sob o fundamento de que tal matéria se encontra submetida à reserva de Lei Complementar (Súmula
Vinculante nº 8).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA #APOSTACICLOS:
O auxílio quebra de caixa consubstancia-se no pagamento efetuado mês a mês ao empregado como uma
forma de compensar os riscos assumidos pela função exercida que envolve guarda e conferência de dinheiro.
Incide contribuição previdenciária sobre o auxílio quebra de caixa. O auxílio quebra de caixa tem nítida
natureza salarial e integra a remuneração. Logo, possuindo natureza salarial, conclui-se que esta verba
integra a remuneração, razão pela qual incide contribuição previdenciária. STJ. 1ª Turma. EREsp 1467095-PR,
Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. para acórdão Min. Og Fernandes, julgado em 10/5/2017 (Info 610).

4. PREVIDÊNCIA SOCIAL. MODELOS. REGIME GERAL. REGIMES PRÓPRIOS. REGIMES ESPECIAIS. PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR.

Classificação dos sistemas previdenciários:

Quanto à contributividade, os sistemas previdenciários serão classificados em:

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a) Não contributivos: custeados com os tributos em geral, inexistindo contribuições específicas, como ocorre
no primeiro pilar da previdência da Dinamarca;
b) Contributivos: custeados por contribuições previdenciárias;
b.1) Capitalização - Exige a cotização durante certo prazo para fazer jus aos benefícios, em fundo individual
ou coletivo, sendo os valores investidos pelos administradores (Previdência Privada no Brasil);
b.2) Repartição - Em regra, a ausência de contribuição durante determinado tempo não retira o direito ao
benefício, salvo os casos de carência, existindo um fundo único (Previdência Pública do Brasil).

Quanto ao responsável pela gestão, adota-se a seguinte classificação:

a) Pública: O Poder Público assume a responsabilidade da administração do regime previdenciário;


b) Privada: O gerenciamento é feito pela iniciativa privada, como no Chile, desde a reforma de 1981;
c) Mista: Adota-se uma gestão pública e privada, a depender do plano, como ocorre no Brasil, onde há planos
públicos e privados.

Planos previdenciários brasileiros:

Planos básicos
A) Regime Geral de Previdência Social- RGPS: Obrigatório para os trabalhadores em geral, exceto para os
titulares de cargos públicos efetivos e militares filiados a Regime Próprio de Previdência Social, de
competência da União e administrado pelo Ministério da Fazenda.
CRFB/88, Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo
e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá,
nos termos da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
B) Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS's: Obrigatórios para os servidores públicos efetivos da
União, estados, Distrito Federal e municípios, bem como os militares, caso tenham sido criados pelas
respectivas entidades políticas.

Regime Geral de
Previdência Social

Regimes Próprios de
Planos Básicos
Previdência Social

Plano de Seguridade
Social dos
PREVIDÊNCIA Congressistas
SOCIAL BRASILEIRA

Público
Planos
Complementares
Privado
39 (aberto ou fechado)
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C) Plano de Seguridade Social dos Congressistas - PSSC: Instituído pela Lei 9.506/97, de filiação facultativa
dos Deputados Federais, Senadores e suplentes não vinculados a RPPS por não serem servidores efetivos ou
militares, que assim o requerer, no prazo de trinta dias do início do exercício do mandato
#DEOLHONAJURIS: Incide contribuição previdenciária sobre os rendimentos pagos aos exercentes de
mandato eletivo, decorrentes da prestação de serviços à União, aos Estados e ao Distrito Federal ou aos
Municípios, após o advento da Lei nº 10.887/2004, desde que não vinculados a regime próprio de
previdência. STF. Plenário. RE 626837/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/5/2017 (repercussão geral)
(Info 866).

Planos complementares
A) Regime Complementar dos Servidores Públicos Efetivos: a ser implementado pelas entidades políticas,
de índole facultativo e de contribuição definida, previsto nos §§14, 15 e 16, do artigo 40, da Constituição
Federal.
CRFB/88, Art. 40. (...)
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do
respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por
intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos
respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
B) Regime Complementar Privado Aberto: explorado por sociedades anônimas com autorização estatal, de
índole facultativo e que tem por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário,
concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas,
regulamentado pelo artigo 202, da Constituição Federal e pelas Leis Complementares 108 e 109/2001.
CRFB/88, Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma
autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de
reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 20, de 1998).
C) Regime Complementar Privado Fechado: mantido por entidades fechadas de Previdência Complementar
(associações ou fundações), facultativo, que oferecem planos de benefícios a todos os empregados dos
patrocinadores ou associados dos instituidores, também regulado pelas normas acima referidas.

#DEOLHONAJURIS:
Se a antecipação da tutela anteriormente concedida a assistido de plano de previdência complementar
fechada houver sido revogada em decorrência de sentença de improcedência do seu pedido,
independentemente de culpa ou má-fé, será possível à entidade previdenciária - administradora do plano de
benefícios que tenha suportado os prejuízos da tutela antecipada - efetuar descontos mensais no percentual
de 10% sobre o montante total de cada prestação do benefício suplementar que vier a ser recebida pelo
assistido, até que ocorra a integral compensação, com atualização monetária, da verba que fora antecipada,
ainda que não tenha havido prévio pedido ou reconhecimento judicial da restituição. STJ. 2ª Seção. REsp
1.548.749-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 13/4/2016 (recurso repetitivo) (Info 584).

#DEOLHONASÚMULA:
Súmula 563, do STJ: O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência
complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.

ABERTAS (EAPC) FECHADAS (EFPC)

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As entidades abertas são empresas privadas As entidades fechadas são pessoas jurídicas,
constituídas sob a forma de sociedade anônima, organizadas sob a forma de fundação ou
que oferecem planos de previdência privada que sociedade civil, mantidas por grandes empresas
podem ser contratados por qualquer pessoa física ou grupos de empresa, para oferecer planos de
ou jurídica. As entidades abertas normalmente previdência privada aos seus funcionários.
fazem parte do mesmo grupo econômico de um Essas entidades são conhecidas como “fundos de
banco ou seguradora. pensão”.
Exs: Bradesco Vida e Previdência S.A., Itaú Vida e Os planos não podem ser comercializados para
Previdência S.A., Mapfre Previdência S.A., Porto quem não é funcionário daquela empresa.
Seguro Vida e Previdência S/A., Sul América Ex: Previbosch (dos funcionários da empresa
Seguros de Pessoas e Previdência S.A. Bosch).
Possuem finalidade de lucro. Não possuem fins lucrativos.
A gestão é compartilhada entre os representantes
São geridas (administradas) pelos diretores e
dos participantes e assistidos e os representantes
administradores da sociedade anônima.
dos patrocinadores

5. RELAÇÃO JURÍDICA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. FILIAÇÃO. INSCRIÇÃO. PERÍODO DE CARÊNCIA. SEGURADOS


E DEPENDENTES. QUALIDADE DE SEGURADO: MANUTENÇÃO E PERDA. PERÍODO DE GRAÇA.

 Período de carência: é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o


beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de
suas competências.

Carência
Benefício
(em meses)
 Aposentadoria por idade, especial e por tempo de contribuição. 180 contribuições

 Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, em regra. 12 contribuições

 Salário-maternidade da contribuinte individual, segurada especial e


facultativa. 10 contribuições

 Salário-família; auxílio-acidente; pensão por morte ; auxílio--reclusão ;


serviço social; reabilitação profissional; salário--maternidade da
empregada, avulsa e doméstica; aposentadoria por invalidez e auxílio- Sem carência
doença decorrentes de acidentes de qualquer natureza, moléstia
ocupacional ou doença grave listada pelo Ministério da Saúde.

 Segurados: Os segurados podem ser obrigatórios, se exercem atividade vinculada ao Regime Geral da
Previdência Social (RGPS) – sem possibilidade de exclusão voluntária –, ou facultativos, quando se
filiam ao sistema voluntariamente e não estão exercendo atividade laborativa remunerada.

SEGURADOS OBRIGATÓRIOS
 aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não
EMPREGADO
eventual. sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor

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empregado;
 aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação
específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de
pessoal
 regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas;
 o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como
empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior;
 aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de
carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e
repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o
brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão
diplomática ou repartição consular;
 o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais
brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá
domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do
domicílio;
 o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como
empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante
pertença a empresa brasileira de capital nacional;
 o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União,
Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais;
 o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no
Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;
 o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não
vinculado a regime próprio de previdência social.
EMPREGADO  aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito
DOMÉSTICO residencial desta, em atividades sem fins lucrativos.
 aquele que presta serviços a diversas empresas, sem vínculo empregatício, de
TRABALHADOR
natureza urbana ou rural, sindicalizado ou não, por intermédio de órgão gestor de
AVULSO
mão-de-obra ou do sindicato da categoria.
 a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo
a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o
auxílio eventual de terceiros, na condição de produtor rural, que explore atividade
agropecuária em área de até 4 módulos fiscais ou de seringueiro ou extrativista
SEGURADO
vegetal como principal meio de vida;
ESPECIAL
 pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou
principal meio de vida;
 cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este
equiparado, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo.
 a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer
título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos
fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade
pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos;
CONTRIBUINTE
 a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral;
INDIVIDUAL
 garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de
prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda
que de forma não contínua;
 o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de

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congregação ou de ordem religiosa;


 o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual
o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando
coberto por regime próprio de previdência social;
 o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de
conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de
indústria,
 o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu
trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em
cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o
síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde
que recebam remuneração;
 quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais
empresas, sem relação de emprego;
 a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza
urbana, com fins lucrativos ou não.

SEGURADOS FACULTATIVOS
- Art. 14, da Lei 8.212/91 e Art. 13, da Lei 8.213/91 (mesma redação): “É segurado facultativo o maior de
14 (quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição.”
- Entretanto, de acordo com o artigo 11, do RPS (Decreto 3.048/99), a idade mínima
para a filiação do segurado facultativo é de 16 anos de idade, sendo este o posicionamento administrativo
do INSS e dominante da doutrina previdenciária.
- Rol exemplificativo de pessoas que poderão se filiar como segurados facultativos (art. 11, § 1º RPS + art.
55, § 1º da IN 77/2015):
I - a dona-de-casa;
II - o síndico de condomínio, quando não remunerado;
III - o estudante;
IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior;
V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social;
VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando
não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social;
VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977;
(exceção – atividade remunerada)
VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação,
mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de
previdência social; (exceção – atividade remunerada)
IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de
previdência social;
X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o
qual o Brasil mantenha acordo internacional;
XI - o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semiaberto, que, nesta condição, preste serviço,
dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização
carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria; (exceção – atividade
remunerada)
XII - o beneficiário de auxílio-acidente ou de auxílio suplementar, desde que simultaneamente não esteja

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exercendo atividade que o filie obrigatoriamente ao RGPS;


#ATENÇÃO: SEGURADO FACULTATIVO DE BAIXA RENDA
XIII - o segurado sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua
residência, desde que pertencente à família de baixa renda, com pagamento de alíquota de 5% (cinco por
cento), observado que:
a) o segurado facultativo que auferir renda própria não poderá recolher contribuição na forma prevista no
inciso II, b, do art. 21 da Lei n° 8.212, de 1991, salvo se a renda for proveniente, exclusivamente, de auxílios
assistenciais de natureza eventual e temporária e de valores oriundos de programas sociais de transferência
de renda;
b) considera-se de baixa renda, para os fins do disposto no inciso XIII do caput deste artigo, aquele segurado
inscrita no CadÚnico, cuja renda mensal familiar seja de até dois salários mínimos;
c) o conceito de renda própria deve ser interpretado de forma a abranger quaisquer rendas auferidas pela
pessoa que exerce trabalho doméstico no âmbito de sua residência e não apenas as rendas provenientes de
trabalho; e
d) as informações do CadÚnico devem ser atualizadas pelo menos a cada dois anos.

 Dependentes:

DEPENDENTES DOS SEGURADOS (ART. 16, LEI Nº 8.213/91)


Classe I – Preferencial e
 O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de
com presunção de
dependência qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha
econômica deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

Classe II – Sem
presunção de  Os pais do segurado
dependência
econômica
Classe III – Sem  O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um)
presunção de anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou
dependência deficiência grave
econômica

#ATENÇÃO:

→ Ainda são equiparados a filhos pelo §2º, do artigo 16, da Lei 8.213/91, o enteado e o menor tutelado, mas
não milita em seu favor a presunção de dependência econômica, que deverá ser comprovada. Neste caso, é
preciso a comprovação da inexistência de bens suficientes para o próprio sustento e educação, na forma do
artigo 16, §3°. do RPS.

→ Por questões de isonomia, o parceiro homoafetivo também é considerado como dependente de segurado,
inclusive com presunção de dependência econômica, tendo em conta que essa relação afetiva entre pessoas
do mesmo sexo também é apta a instituir uma entidade familiar.

→ O menor sob guarda tem direito à concessão do benefício de pensão por morte do seu mantenedor,
comprovada sua dependência econômica, nos termos do art. 33, § 3º do Estatuto da Criança e do
Adolescente, ainda que o óbito do instituidor da pensão seja posterior à vigência da Medida Provisória
1.523/96, reeditada e convertida na Lei n. 9.528/97. Funda-se essa conclusão na qualidade de lei especial do

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Estatuto da Criança e do Adolescente (8.069/90), frente à legislação previdenciária. STJ. 1ª Seção. REsp
1411258-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 11/10/2017 (recurso repetitivo) (Info 619). No
mesmo sentido: STJ. Corte Especial.EREsp 1141788-RS, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em
7/12/2016 (Info 595).

→ Deve ser reconhecido aos avós de segurado falecido o direito ao recebimento de pensão por morte em
razão de terem sido os responsáveis pela criação do neto, ocupando verdadeiro papel de genitores. STJ. 2ª
Turma. REsp 1574859-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 8/11/2016 (Info 594).

#DEOLHONASSÚMULAS:

Súmula 336, do STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão
previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente.

Súmula 37, da TNU: A pensão por morte, devida ao filho até os 21 anos de idade, não se prorroga pela
pendência do curso universitário.

Súmula 63, da TNU: A comprovação de união estável para efeito de concessão de pensão por morte prescinde
de início de prova material.

 Período de graça: o art. 15 da Lei 8.213/91 prevê situações em que, mesmo sem o pagamento de
contribuições previdenciárias, é mantida a qualidade de segurado com fundamento no princípio da
solidariedade.

PERÍODO DE GRAÇA
+12 meses: Segurado desempregado com registro no MTE.
Súmula 27, TNU: A ausência de registro em órgão do Ministério
12 meses: Segurados do Trabalho não impede a comprovação do desemprego por
obrigatórios outros meios admitidos em Direito.
Regra geral + 12 meses: Segurado com mais de 120 contribuiç ões mensais. (É
preciso que não tenha havido perda da qualidade de segurado.)
6 meses: Segurados facultativos
12 meses: Após cessar a segregação compulsória por doença.
Casos
12 meses: Após o livramento do preso.
específicos
3 meses: Após o licenciamento do incorporado às forças armadas.

#AJUDAMARCINHO: A ausência de anotação laboral na CTPS do indivíduo não é suficiente para comprovar a
sua situação de desemprego. Isso porque pode ser que ele tenha trabalhado em alguma atividade
remunerada na informalidade, não tendo assinado carteira. STJ. 1ª Turma. REsp 1338295-RS, Rel. Min. Sérgio
Kukina, julgado em 25/11/2014 (Info 553).

6. CÁLCULO DO VALOR DOS BENEFÍCIOS. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. SALÁRIO DE BENEFÍCIO. LIMITES.


FATOR PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. VALOR TETO. REAJUSTES. REVISÕES.

O salário de contribuição é um instituto exclusivo do Direito Previdenciário, regulado pelo artigo 28,
da Lei 8.212/91, sendo utilizado para a fixação do salário de benefício e, por conseguinte, para o cálculo de
todos os benefícios do RGPS, exceto o salário-família e o salário-maternidade.

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Entende-se por SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO:


 a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a
totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer
título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que
seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma
I - para o empregado e de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer
trabalhador avulso: pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do
empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato
ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença
normativa;

 a remuneração registrada na Carteira de Trabalho, observadas as


II - para o empregado normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do
doméstico: vínculo empregatício e do valor da remuneração;

III - para o contribuinte  a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de
individual: sua atividade por conta própria, durante o mês;

IV - para o segurado  o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o §
facultativo: 5º.

O § 9º do art. 28 traz uma relação de verbas que não integram o salário de contribuição. ATENÇÃO,
pois este artigo foi alterado em 2017.

ANTES DA LEI Nº 13.467/2017 DEPOIS DA LEI Nº 13.467/2017


§ 8º Integram o salário-de-contribuição pelo seu
valor total:
REVOGADO
a) o total das diárias pagas, quando excedente a
cinquenta por cento da remuneração mensal;
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os
fins desta Lei, exclusivamente: fins desta Lei, exclusivamente:
h) as diárias para viagens, desde que não excedam a h) as diárias para viagens; (Redação dada pela Lei nº
50% (cinquenta por cento) da remuneração mensal; 13.467, de 2017)
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço q) o valor relativo à assistência prestada por serviço
médico ou odontológico, próprio da empresa ou por médico ou odontológico, próprio da empresa ou
ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas por ela conveniado, inclusive o reembolso de
com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas com medicamentos, óculos, aparelhos
despesas médico-hospitalares e outras similares, ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-
desde que a cobertura abranja a totalidade dos hospitalares e outras similares; (Redação dada pela
empregados e dirigentes da empresa; Lei nº 13.467, de 2017)

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z) os prêmios e os abonos. (Incluído pela Lei nº


Sem correspondência
13.467, de 2017)

O salário de benefício também é um instituto exclusivo do Direito Previdenciário, regulado pelos


artigos 28 a 32 da Lei 8.213/91, sendo utilizado para o cálculo da maioria dos benefícios do RGPS.

#ATENÇÃO: De efeito, na forma do artigo 28, da Lei 8.213/91, o valor do benefício de prestação
continuada, inclusive o regido por norma especial e o de corrente de acidente do trabalho, exceto o salário-
família e o salário--maternidade, será calculado com base no salário de benefício.

Apenas esses dois benefícios serão calculados sem o manejo do salário de benefício, haja vista o
salário-família possuir dois valores fixos (artigo 66, da Lei 8.213/91), bem como o salário-maternidade tomar
como base de cálculo o salário de contribuição, a remuneração ou a receita proveniente da comercialização
da produção, a depender do enquadramento da segurada (artigo 72 e 73, da Lei 8.213/91).

#SELIGA: O fator previdenciário apenas será utilizado no cálculo da renda mensal da aposentadoria
por tempo de contribuição (incidência obrigatória, salvo regra 85/95) e da aposentadoria por idade e do
deficiente (incidência facultativa).

Os salários de contribuição considerados no cálculo do valor do benefício serão corrigidos mês a mês
de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor- lNPC, calculado pela
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE, até o mês anterior ao do início do benefício.

#ATENÇÃO: O salário de benefício possui limites mínimos e máximos, não podendo ser inferior a
um salário mínimo nem superior ao teto do salário de contribuição da data de início do benefício, atualizado
para R$ 5.645,80, desde 1º de janeiro de 2018.

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 83, da TNU: A partir da entrada em vigor da Lei n. 8.870/94, o décimo terceiro salário não integra o
salário de contribuição para fins de cálculo do salário de benefício.

#AJUDAMARCINHO O décimo terceiro salário (gratificação natalina) somente integra o cálculo do salário de
benefício, nos termos da redação original do § 7º do art. 28 da Lei nº 8.212/91 e § 3º do art. 29 da Lei nº
8.213/91, quando os requisitos para a concessão do benefício forem preenchidos em data anterior à
publicação da Lei nº 8.870/94, que expressamente excluiu o décimo terceiro salário do cálculo da Renda
Mensal Inicial (RMI), independentemente de o Período Básico de Cálculo (PBC) do benefício estar,
parcialmente, dentro do período de vigência da legislação revogada. STJ. 1ª Seção. REsp 1546680-RS, Rel. Min.
Og Fernandes, julgado em 10/5/2017 (recurso repetitivo) (Info 603).

Renda mensal inicial dos benefícios previdenciários:

Exceto o salário-família e o salário-maternidade, que têm outras fórmulas de cálculo, todos os


benefícios do RGPS serão cálculos através da aplicação de um percentual sobre o salário de benefício.

A) Auxílio-acidente: 50% do salário de benefício;

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B) Aposentadoria por idade: 70% do salário de benefício, acrescido de 1% a cada grupo de 12 contribuições
mensais, até o limite máximo de 100%;
C) Auxílio-doença: 91% do salário de benefício;
D) Aposentadoria por invalidez, especial e por tempo de contribuição: 100% do salário de benefício.

7. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA FINS PREVIDENCIÁRIOS. PROVA DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO.


RECONHECIMENTO DO TEMPO DE FILIAÇÃO. ATIVIDADE RURÍCOLA E O REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR.
CONTAGEM RECÍPROCA.

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 5, da TNU: A prestação de serviço rural por menor de 12 a 14 anos, até o advento da Lei 8.213, de 24
de julho de 1991, devidamente comprovada, pode ser reconhecida para fins previdenciários, pois respeitado o
regramento vigente à época.

Súmula 6, da TNU: A certidão de casamento ou outro documento idôneo que evidencie a condição de
trabalhador rural do cônjuge constitui início razoável de prova material da atividade rurícola.

Súmula 14, da TNU: Para a concessão de aposentadoria rural por idade, não se exige que o início de prova
material corresponda a todo o período equivalente à carência do benefício.

Súmula 34, da TNU: Para fins de comprovação do tempo de labor rural, o início de prova material deve ser
contemporâneo à época dos fatos a provar.

#AJUDAMARCINHO #DEOLHONAJURIS:

A sentença trabalhista pode ser considerada como início de prova material, sendo apta a comprovar o
tempo de serviço, mesmo que o INSS não tenha participado da relação jurídico-processual-trabalhista, se
corroborado por outro meio de prova. STJ. 2ª Turma. AgInt no AREsp 988325/SP, Rel. Min. Mauro Campbell
Marques, julgado em 20/04/2017.

Os chamados "soldados da borracha" têm direito à pensão mensal vitalícia no valor de 2 salários-mínimos, nos
termos do art. 54 do ADCT. Para ter direito à pensão, o indivíduo deverá comprovar que trabalhou como
seringueiro na Região Amazônica, durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos do art. 1º, caput e parágrafo
único, da Lei nº 7.986/89. Como é (era) feita essa comprovação? É necessário que o requerente apresente
documentos?
- Antes da edição da Lei nº 9.711/98: a comprovação desse trabalho podia ser feita por todos os meios de
prova admitidos em direito, inclusive mediante justificação administrativa ou judicial. Não se exigia início de
prova material.
- Depois da edição da Lei nº 9.711/98: a comprovação somente produzirá efeito quando baseada em início
de prova material.
Assim, se for realizada justificação, administrativa ou judicial, essa prova só produzirá efeitos se for
acompanhada de início de prova material. Não se admite prova exclusivamente testemunhal. Para
recebimento do benefício previsto no art. 54 do ADCT/88, a justificação administrativa ou judicial é, por si só,
meio de prova hábil para comprovar o exercício da atividade de seringueiro quando requerida na vigência da
Lei nº 7.986/89, antes da alteração legislativa trazida pela Lei nº 9.711/98, que passou a exigir início de
prova material. STJ. 1ª Turma. REsp 1329812-AM, Rel. Min. Sérgio Kukina, Rel. para acórdão Min. Napoleão
Nunes Maia Filho, julgado em 6/12/2016 (Info 598).

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A sentença trabalhista homologatória de acordo só pode ser considerada como início de prova material se
fundada em elementos que demonstrem o labor exercido na função e os períodos alegados pelo trabalhador,
sendo, dessa forma, apta a comprovar o tempo de serviço enunciado no art. 55, § 3º, da Lei 8.213/91. Se não
houve não houve instrução probatória, nem exame de mérito da demanda trabalhista que demonstre o
efetivo trabalho, esta sentença não poderá ser utilizada como início de prova material. STJ. 2ª Turma. RCD
no AREsp 886.650/SP, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 17/05/2016. STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp
565.575/PR, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 02/10/2014.

Se a petição inicial de ação em que se postula a aposentadoria rural por idade não for instruída com
documentos que demonstrem início de prova material quanto ao exercício de atividade rural, o processo deve
ser extinto sem resolução de mérito por falta de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido do
processo (art. 485, IV, do CPC/2015). Isso significa que o segurado poderá ajuizar nova ação caso reúna os
elementos necessários a essa iniciativa (art. 486, § 1º). STJ. Corte Especial. REsp 1352721-SP, Rel. Min.
Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 16/12/2015 (recurso repetitivo) (Info 581).

As certidões de casamento e de óbito prestam-se como início de prova material do labor campensino, desde
que corroboradas por robusta prova testemunhal, apta a ampliar sua força probante. A ocorrência do
falecimento do cônjuge, em momento anterior ao implemento da idade para a obtenção do benefício de
aposentadoria rural por idade, não tem o condão de afastar a certidão de casamento como início de prova
material do labor rurícola, desde que acompanhada de prova testemunhal suficiente. STJ. 2ª Turma. AgRg no
AREsp 782695/SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 05/11/2015.

Contagem recíproca:

O direito à contagem recíproca do tempo de serviço já era previsto na Lei 6.226/75. sendo
estampado expressamente na Constituição Federal de 1988 no seu artigo 201, §9º, ao dispor que: "para efeito
de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e
na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se
compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei".

Por conseguinte, a contagem recíproca é o direito de os segurados computarem esse tempo de


contribuição do RGPS, se houver migração para o RPPS, caso o trabalhador seja investido em cargo público
efetivo de ente político que tenha criado um regime previdenciário para os seus servidores públicos
permanentes e vice-versa.

OBS: Poderá ainda haver contagem recíproca entre Regimes Próprios de Previdência Social de entes
políticos diversos, ou mesmo com regimes previdenciários estrangeiros, se houver tratado internacional
autorizando.

A regulamentação é promovida pelo artigo 94, da Lei 8.213/91, que autoriza a contagem recíproca
do tempo de serviço (antes da Emenda 20/98) ou de contribuição, assim considerada como o direito do
segurado de computar o período de filiação ao RGPS se houver migração para RPPS da União, estados,
Distrito Federal ou Municípios, e vice-versa, para fins de obtenção de benefício previdenciário, vedada a
contagem de qualquer período fictício.

#ATENÇÃO: Excepcionalmente, não será admitida a contagem recíproca do tempo de contribuição


do segurado facultativo e do contribuinte individual que optem por recolher 11% sobre o salário de
contribuição de um salário mínimo, ou 5% sobre um salário mínimo no caso do contribuinte individual
enquadrado como MEI que fizer o recolhimento simplificado ou o segurado facultativo de baixa renda com

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atividades domésticas em sua residência, conforme faculta § 2°, do artigo 21, da lei no 8.212/91, exceto se
recolhida retroativamente a qualquer tempo a complementação de 9% ou de 15%, com os respectivos
encargos legais.

Já no âmbito do RGPS, o tempo de serviço do segurado trabalhador rural prestado antes da vigência
da Lei 8.213/91 será computado independentemente do recolhimento das contribuições a ele
correspondentes, exceto para efeito de carência, nos termos do artigo 55, §2º da Lei 8.213/92.

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 24, da TNU: O tempo de serviço do segurado trabalhador rural anterior ao advento da Lei no 8.213/91,
sem o recolhimento de contribuições previdenciárias, pode ser considerado para a concessão de· benefício
previdenciário do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), exceto para efeito de carência, conforme a regra
do art. 55, §2°, da Lei nº 8.213/91.

Ademais, em termos de contagem recíproca, com base no artigo 96, da Lei 8.213/91 e no artigo 127,
do RPS:

A) é vedada a contagem de tempo de contribuição no serviço público com o de contribuição na atividade


privada, quando concomitantes (salvo nas hipóteses constitucionais que admitem a acumulação de cargos,
empregos ou funções públicas a teor do artigo 130, §12, do Decreto 3.048/99);

B) não será contado por um regime o tempo de contribuição utilizado para concessão de aposentadoria por
outro regime;

C) não será admitida a contagem em dobro ou em outras condições especiais (as atividades que conduzem à
aposentadoria especial em 15, 20 ou 25 anos).

8. PRESTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONCESSÃO. SUSPENSÃO. CANCELAMENTO. RESTABELECIMENTO.


CUMULAÇÃO DE BENEFÍCIOS. ABONO ANUAL. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA.

Cumulação de benefícios:

Em regra, é possível a acumulação de benefícios previdenciários pelo mesmo segurado ou


dependente, salvo nas hipóteses proibidas pela legislação previdenciária de maneira expressa ou implícita.

Não poderão ser acumulados no âmbito do RGPS:

A) aposentadoria e auxílio-doença;
B) mais de uma aposentadoria (exceto com data de início anterior a janeiro de 1967, de acordo com o Decreto-
Lei nº 72, de 21 de novembro de 1966, pois respeitado o direito adquirido);
C) salário-maternidade e auxílio-doença;
D) mais de um auxílio-acidente;
E) mais de uma pensão deixada por cônjuge ou companheiro, ressalvado o direito de opção pela mais
vantajosa (exceto se o óbito tenha ocorrido até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei no 9.032, de
1995, período em que era permitida a acumulação);

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F) o recebimento conjunto do seguro-desemprego com qual quer benefício de prestação continuada da


Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente;
G) Aposentadoria com abono de permanência em serviço.
H) Auxílio-acidente com aposentadoria (após a Lei 9.528/97);
I) Amparo assistencial do idoso ou deficiente com benefício previdenciário (artigo 20, §4o, da Lei 8.742/93),
exceto com as pensões especiais indenizatórias (artigo 5°, do Decreto 6.214/2007);
J) Auxílio-doença com auxílio-acidente, se a causa for a mesma, vez que a percepção do auxílio-acidente
pressupõe a cessação do auxílio-doença (artigo 86, §2°, da Lei 8.213/91);
K) Aposentadoria, abono de permanência em serviço ou auxílio-doença do segurado baixa renda recluso com o
auxílio-reclusão dos seus dependentes (artigo 8o, da Lei 8.213/91);
L) Mais de um auxílio-doença, mesmo que o segurado mantenha vínculos concomitantes, devendo haver a
soma dos salários de contribuição para o cálculo da renda mensal inicial;
M) Renda mensal vitalícia com qualquer outra espécie de benefício da Previdência Social;
N) Mais de um auxílio-reclusão de instituidor cônjuge ou companheiro, para evento ocorrido a partir de 29 de
abril de 1995, data da publicação da Lei no 9.032, de 1995, facultado o direito de opção pelo mais vantajoso;
O) Benefício assistencial com benefício da Previdência Social ou de qualquer outro regime previdenciário,
exceto a Pensão Especial Mensal aos Dependentes das Vítimas da Hemodiálise em Caruaru prevista na Lei no
9-422, de 24 de dezembro de 1996;
I) Auxílio-suplementar com aposentadoria ou auxílio-doença.

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 36, da TNU: "Não Vhá vedação legal à cumulação da pensão por morte de trabalhador rural com o
benefício da aposentadoria por invalidez, por apresentarem pressupostos fáticos e fatos geradores distintos".
Prescrição e decadência:

No tocante aos benefícios, o prazo decadencial para que o beneficiário ou a Fazenda busquem a
revisão do valor do benefício é comum de 10 anos (Lei 8.213/91, art. 103 e 103-A). Contudo, será de apenas 5
anos o prazo prescricional para que os beneficiários cobrem as eventuais diferenças.

9. BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. ESPÉCIES. APOSENTADORIAS, AUXÍLIOS, SALÁRIO-MATERNIDADE E


PENSÃO POR MORTE. APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.

Aposentadoria por invalidez


 Segurado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que
Cabimento lhe garanta a subsistência.

Beneficiários  Todos os segurados.

 12 contribuições mensais (No caso do segurado especial, 12 meses de atividade


rurícola ou pesqueira em regime de economia familiar para a subsistência).
Carência  Salvo, acidente de qualquer natureza, doença profissional ou do trabalho e
doenças graves listas em ato regulamentar.

Valor  100% do Salário de Benefício

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 É possível um acréscimo de 25%, inclusive extrapolando o teto, se o segurado


necessitar de assistência permanente de outra pessoa.

 O segurado é obrigado, em regra, a se submeter a exames médicos periódicos e


reabilitação profissional, mas não cirurgia e transfusão de sangue.
 O segurado aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer
momento para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a
aposentadoria, concedida judicial ou administrativamente.
Outras informações  O aposentado por invalidez e o pensionista inválido estão isentos do exame
médico: I – após completarem cinquenta e cinco anos ou mais de idade e
quando decorridos quinze anos da data da concessão da aposentadoria por
invalidez ou do auxílio-doença que a precedeu; II – após completarem 60 anos
de idade.
 Grande invalidez: nomenclatura utilizada para identificar o adicional de 25%
previsto no art. 45 da Lei 8.213/91: “O valor da aposentadoria por invalidez do
segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será
acrescido de 25%”.

Aposentadoria por idade


 Devida ao segurado homem com 65 anos de idade e mulher com 60 anos de
idade, com redução de 5 anos para o produtor rural, o segurado especial e o
Cabimento garimpeiro. O segurado deficiente também possui direito à redução de cinco
anos.

Beneficiários  Todos os segurados.

 180 contribuições mensais, observada a tabela de transição do art. 142 da Lei


Carência 8.213/91.

 70% do Salário de Benefício, acrescido de 1% a cada grupo de 12 contribuições


mensais, no máximo de 100%, sendo facultativa a utilização do fator
Valor previdenciário. No caso do segurado especial, será de um salário mínimo, salvo
se este contribuiu como contribuinte individual.

 Será devida desde o requerimento administrativo, exceto para o empregado e o


doméstico, se requerida até 90 dias, sendo devida para estes após o
desligamento do emprego.

Aposentadoria híbrida: É um tipo de aposentadoria por idade previsto no art. 48, §


Outras informações 3º da Lei 8.213/91. Trata da situação instituída para possibilitar ao trabalhador rural
(diante da impossibilidade da obtenção de aposentadoria exclusivamente por tempo
rural – 180 meses-) a soma do tempo de atividade urbana para integralizar a
carência da aposentadoria por idade, afastando-se, contudo, o redutor da idade em
5 anos. Ou seja, ao invés de 60 anos para homem e 55 para mulher, o requisito da
idade passa para 65 e 60 anos, respectivamente.

Aposentadoria por tempo de contribuição

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 Devida ao segurado homem com 35 anos de contribuição ou mulher com 30 anos


de contribuição.
Cabimento  Redução de 5 anos para professor do ensino infantil, fundamental, e médio, ou
que exerça atividade de direção de unidade escolar, coordenação e
assessoramento pedagógico.

 Todos os segurados.
 Exceção: O segurado especial (se não recolher como contribuinte individual) e o
Beneficiários contribuinte individual ou segurado facultativo que recolha 11% sobre o salário
mínimo (ou 5% no caso do MEI e segurado facultativo de baixa renda), conforme
facultado pela LC 123/2006, ao invés de 20%.

 180 contribuições mensais, observada a tabela de transição do art. 142 da Lei


Carência 8.213/91.

 100% do salário de benefício, sendo obrigatório o manejo do fator previdenciário,


Valor salvo regra de transição do 85/95.

 Apenas existe a aposentadoria por tempo de contribuição proporcional em regra


de transição da EC 20/1998.
Outras informações
 A comprovação do tempo de contribuição (antigo tempo de serviço) demanda
início de prova material, nos termos do art. 55, §3º, da Lei 8.213/91.

Aposentadoria Especial
 Devida a aposentadoria especial ao segurado que tiver trabalhado sujeito a
Cabimento condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante 15,
20 ou 25 anos de contribuição (a depender do grau de nocividade)

Beneficiários  Todos os segurados.

 180 contribuições mensais, observada a tabela de transição do art. 142 da Lei


Carência 8.213/91.

Valor  100% do salário de benefício.

Súmula 62 – TNU: O segurado contribuinte individual pode obter reconhecimento de


atividade especial para fins previdenciários, desde que consiga comprovar exposição
a agentes nocivos à saúde ou à integridade física.
 O direito à aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição do trabalhador
a agente nocivo a sua saúde, de modo que se o Equipamento de Proteção
Outras informações Individual (EPI) for realmente capaz de neutralizar a nocividade, não haverá
respaldo à concessão constitucional de aposentadoria especial.
 Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima dos limites legais de
tolerância, a declaração do empregador no âmbito do Perfil Profissiográfico
Previdenciário (PPP), no sentido da eficácia do Equipamento de Proteção
Individual (EPI), não descaracteriza o tempo de serviço especial para a

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aposentadoria.

Aposentadoria especial das pessoas com deficiência


 Segurado deficiente do sexo masculino com 33, 29 ou 25 anos de contribuição.
Cabimento  Segurada deficiente do sexo feminino com 28, 24 e 20 anos de contribuição.

Beneficiários  Segurados com deficiência.

Carência  180 recolhimentos mensais.

 100% do salário de benefício, apenas havendo a incidência do fator


Valor previdenciário se benéfico ao segurado.

 Se for benéfico ao deficiente, este poderá requerer a aposentadoria por idade


Outras informações com redução em cinco anos na sua idade, independentemente do grau de
deficiência.

Auxílio-Doença
 Segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade
Cabimento habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Beneficiários  Todos os segurados.

 12 contribuições mensais (segurado especial 12 meses de atividade rurícola ou


pesqueira em regime de economia familiar para a subsistência), salvo acidente
Carência de qualquer natureza, doença profissional ou do trabalho e doenças graves
constante de ato regulamentar.

Valor  91% do salário de benefício.

 O ato de concessão ou de reativação de auxílio-doença, judicial ou administrativo,


deverá fixar o prazo estimado para a duração do benefício (§ 8º do art. 60 da Lei
nº 8.213/91).
Outras Informações  Caso não seja possível fixar o prazo de duração, o auxílio-doença cessará
automaticamente após 120 dias, contados da data de concessão ou de
reativação, exceto se o segurado requerer a sua prorrogação perante o INSS (§
9º do art. 60 da Lei nº 8.213/91).

Auxílio-Acidente
 Será devido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das
lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que
impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia ou
Cabimento impossibilidade de desempenho da atividade da atividade que exercia a época
do acidente, porém permita o desempenho de outra, após processo de
reabilitação profissional.

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 Apenas o segurado empregado, o trabalhador avulso e o segurado especial (art.


Beneficiários 18, §1º, da Lei 8.213/91).

Carência  Não há.

Valor  50% do valor do salário de benefício.

 É o único benefício previdenciário exclusivamente indenizatório.


 Será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença,
independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo
acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria.
Outras informações  Em caso de ação judicial, não havendo concessão anterior de auxílio-doença, bem
como ausente prévio requerimento administrativo de auxílio-acidente, o termo
a quo será a data da citação (STJ, 3ª seção, Recurso Especial repetitivo
1.112.886/SP).

Salário-Família
 Determinados segurados que tenham filhos/equiparados menores de 14 anos ou
Cabimento inválidos, condicionado à apresentação do atestado anual de vacinação (até 06
anos de idade) ou semestral de frequência escolar (maiores de 07 anos).

Beneficiários  Será devido apenas aos segurados de baixa renda.

Carência  Não há.

 Será pago em duas cotas fixas atualizadas anualmente, de acordo com a renda
Valor do segurado, por filho menor de 14 anos ou inválido.

 É possível a percepção de dois salários-família por um filho, desde que ambos os


pais sejam responsáveis pelo infante.
Outras informações
 No caso de separação, divórcio ou abandono, o segurado não receberá o
benefício se não ficar com a guarda.

Salário-Maternidade
 Será devido à segurada da Previdência Social, durante 120 dias, com início de
Cabimento vigência no 28º dia antes do parto.

Beneficiários  Todas as seguradas.

 Para a segurada empregada, doméstica e trabalhadora avulsa não há carência.


Para as demais, contribuinte individual, facultativa e especial, será de 10
Carência contribuições mensais ou 10 meses de atividade rurícola/pesqueira em regime
de economia familiar para a subsistência (Segurada especial).

Valor (I) Segurada empregada e a (II) Trabalhadora avulsa – valor da remuneração integral
correspondente a um mês de trabalho;

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(III) Empregada doméstica – Valor do seu último salário de contribuição registrado


em sua CTPS;
(IV) Segurada especial – em regra, um salário mínimo; caso tenha contribuído como
contribuinte individual, o salário-maternidade será igual a 1/12 do valor sobre o qual
incidiu sua última contribuição anual, assegurando-se, ao menos, a percepção de um
salário mínimo mensal;
(V) Contribuintes individuais e facultativas - 1/12 incidente sobre a soma dos últimos
12 salários de contribuição apurados em período não superior a 15 meses. A RMI da
segurada empregada e da trabalhadora avulsa poderá superar o teto do RGPS, mas
não o teto do funcionalismo público (subsídio dos Ministros do STF), cabendo à
empresa arcar com a diferença.

Pensão por Morte


Cabimento  Óbito do segurado da previdência que deixar dependentes.

 Os dependentes, observadas a ordem preferencial de classes do art. 16 da Lei


Beneficiários 8.213/91.

Carência  Dispensada.

 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria


Valor direito se estivesse aposentado por invalidez na data do seu falecimento.

 A condição de dependente será aferida no momento do óbito e não


posteriormente.
 Será devida desde o falecimento ou do requerimento, se postulada após 90 dias;
Outras informações no caso de morte presumida, após a decisão judicial.

 Havendo mais de um dependente da mesma classe, será dividida em partes


iguais, excluídos os da classe menor.

Auxílio-Reclusão
 Será devido aos dependentes do segurado baixa renda recolhido à prisão, que
Cabimento não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença,
abono de permanência em serviço ou aposentadoria.

Beneficiários  Os dependentes do segurado baixa renda.

Carência  Dispensada.

Valor  O mesmo da pensão por morte.

 Só será cabível no regime fechado, semiaberto, medida socioeducativa de


Outras informações internação e nas prisões cautelares (exclui o regime aberto e a prisão civil).

10. SERVIÇO SOCIAL. HABILITAÇÃO E REABILITAÇÃO PROFISSIONAL

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Serviço Social
 Esclarecer junto aos beneficiários seus direitos sociais e os meios de exercê-los e
estabelecer conjuntamente com eles o processo de solução dos problemas que
Objetivo emergirem da sua relação com a Previdência Social, tanto no âmbito interno da
instituição como na dinâmica da sociedade.

Beneficiários  Todos os segurados e dependentes.

Carência  Inexiste.

 Será dada prioridade aos segurados em benefício por incapacidade temporária e


Outras informações atenção especial aos aposentados e pensionistas.

Habilitação e Reabilitação Profissional


 Proporcionar ao beneficiário incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho,
e às pessoas portadoras de deficiência, os meios para a (re)educação e de
Objetivo (re)adaptação profissional e social indicados para participar do mercado de
trabalho e do contexto em que vivem.

Beneficiários  Todos os segurados e dependentes, assim como as pessoas com deficiência.

Carência  Inexiste.

A) A reabilitação profissional compreende: I) o fornecimento de aparelho de prótese,


órtese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a perda ou redução da
capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos equipamentos
necessários à habilitação e reabilitação social e profissional; II) a reparação ou a
substituição dos aparelhos mencionados no inciso anterior, desgastados pelo uso
normal ou por ocorrência estranha à vontade do beneficiário; lll) o transporte do
acidentado do trabalho, quando necessário.
B) A prestação de que trata o artigo anterior é devida em caráter obrigatório aos
segurados, inclusive aposentados e na medida das possibilidades do órgão da
Outras informações
Previdência Social, aos seus dependentes.
C) Concluído o processo de habilitação ou reabilitação social e profissional, a
Previdência Social emitirá certificado individual, indicando as atividades que poderão
ser exercidas pelo beneficiário, nada impedindo que este exerça outra atividade para
a qual se capacitar.
D) Na forma do artigo 140, §1o, do RPS, não constitui obrigação da previdência social
a manutenção do segurado no mesmo emprego ou a sua colocação em outro para o
qual foi reabilitado, cessando o processo de reabilitação profissional com a emissão
do certificado.

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12. ASSISTÊNCIA SOCIAL. PRINCÍPIOS. BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA AO IDOSO E À PESSOA COM
DEFICIÊNCIA.

Princípios básicos da Assistência Social:


Art. 4º A assistência social rege-se pelos seguintes princípios:
I - supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica;
II - universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas
demais políticas públicas;
III - respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem
como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade;
IV - igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se
equivalência às populações urbanas e rurais;
V - divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos
oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão.

Benefício mensal de um salário mínimo para pessoa com deficiência ou idoso:


A CF/88 estabelece, em seu art. 203, V:
Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à
seguridade social, e tem por objetivos:
(...)
V – a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que
comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme
dispuser a lei.
Em que consiste esse benefício:
 à pessoa com
deficiência; ou Desde que comprove não possuir meios de prover a
Pagamento de um
própria manutenção nem de tê-la provida por sua
salário-mínimo por mês  ao idoso com 65
família.
anos ou mais.

#DEOLHONAJURIS
Em 2013, o STF no RE 580.963 pronunciou a inconstitucionalidade material incidental do critério do art. 20, §
3º, da LOAS (Lei n. 8.742/93), sob o fundamento de que este estava defasado para caracterizar a situação de
miserabilidade, em face dos outros benefícios assistenciais que previam como critérios mais benéficos para
aferir a miserabilidade (a exemplo do Bolsa Família) (inconstitucionalidade sem nulidade).
Além disso, entendeu inexistir no caso prova tarifada, razão pela qual o juiz pode levar em conta outros
critérios para aferição da miserabilidade do requerente (entendimento incorporado à legislação com a
vigência do Estatuto da Pessoa com Deficiência). Entretanto, o STJ, em sede de recurso repetitivo entendeu
que se a renda per capita for inferior a ¼ do salário mínimo, presume-se absolutamente a miserabilidade, nos
demais casos ela deve ser comprovada.
Também no julgamento do RE 567985 e RE 580.963, o Plenário STF declarou a inconstitucionalidade por
omissão parcial do art. 34, parágrafo único, da Lei n. 10.471/03 (Estatuto do Idoso). Referido dispositivo
estabelece que o benefício do LOAS já concedido a qualquer membro da família não será computado para os
fins do cálculo da renda familiar per capita.
Com base na isonomia, o STF afirmou que não existe justificativa plausível para discriminação dos portadores
de deficiência em relação aos idosos, bem como dos idosos beneficiários da assistência social em relação aos
idosos titulares de benefícios previdenciários no valor de até um salário mínimo.

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#DICACICLOS: Esse benefício não pode ser acumulado com qualquer outro no âmbito da seguridade
social ou de outro regime, SALVO os da assistência médica e da pensão especial de natureza indenizatória,
(inclusa a pensão especial devida aos dependentes das vítimas da hemodiálise de Caruaru/PE, prevista na Lei
nº 9.442/96) - art. 20, § 4o, da LOAS.

#SELIGA: Os estrangeiros residentes no País são beneficiários da assistência social prevista no art.
203, V, da Constituição Federal, uma vez atendidos os requisitos constitucionais e legais. STF. Plenário. RE
587970/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 19 e 20/4/2017 (repercussão geral) (Info 861).

13. PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO. ATENDIMENTO AOS SEGURADOS. DIREITO AO MELHOR


BENEFÍCIO FASES DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REAFIRMAÇÃO DA DER. JUSTIFICAÇÃO
ADMINISTRATIVA.

O processo administrativo é utilizado para garantir a ampla defesa e o contraditório aos


contribuintes e segurados da Previdência Social, no âmbito administrativo.

Aos contribuintes que, em uma fiscalização, receberem notificação de débito ou ato de infração, fica
garantido o direito ao contraditório. Da mesma forma, o segurado que teve a sua requisição de benefício
indeferida pode, administrativamente, tentar uma revisão do ato indeferitório.

No que tange às decisões do INSS concernentes a direitos dos beneficiários, é garantido o prazo de
30 dias para interposição de recurso às Juntas de Recursos do CRPS (art. 305, RPS). Tal recurso é: denominado
recurso ordinário, de acordo com o art. 29, do Regimento do Conselho de Recursos da Previdência Social.

Justificação administrativa:

Constitui instrumento utilizado para suprir a falta ou insuficiência de documento ou produzir prova
de fato ou circunstância de interesse dos beneficiários, perante a Previdência Social (art. 142 do Dec.
3.048/99).

É um meio de prova de natureza administrativa, processada perante o próprio INSS, que vai avaliar
a prova produzida para verificar sua autenticidade. Consiste em procedimento subsidiário que só será
admitido na hipótese de ficar evidenciada a inexistência de outro meio capaz de comprovar a verdade do fato
alegado (caráter subsidiário da justificação).

Direito ao melhor benefício:

#AJUDAMARCINHO

O segurado do Regime Geral de Previdência Social (INSS) tem direito adquirido a benefício calculado
de modo mais vantajoso, sob a vigência da mesma lei, consideradas todas as datas em que o direito poderia
ter sido exercido, desde quando preenchidos os requisitos para a aposentadoria.

Ex: José (segurado do INSS) requereu sua aposentadoria em 1980, após 34 anos de serviço. No entanto, desde
1976, ele já poderia ter obtido o benefício, mas optou por continuar na ativa. Logo, no momento do cálculo do
valor da aposentadoria, o segurado terá direito de ver o seu benefício deferido de modo que corresponda à
maior renda mensal inicial (RMI) possível na comparação entre todas aquelas possíveis no período entre 1976
a 1980.

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Assim, o STF garantiu a possibilidade de os segurados verem seus benefícios deferidos ou revisados
de modo que correspondam à maior renda mensal inicial (RMI) possível no cotejo entre aquela obtida e as
rendas mensais que estariam percebendo na mesma data caso tivessem requerido o benefício em algum
momento anterior, desde quando possível a aposentadoria proporcional, com efeitos financeiros a contar do
desligamento do emprego ou da data de entrada do requerimento, respeitadas a decadência do direito à
revisão e a prescrição quanto às prestações vencidas.

Logo, se ficar demonstrado que o valor da RMI de José era maior se calculada com base no ano de
2008, ele terá direito a esse cálculo, mesmo tendo se aposentado somente em 2012. O STF considerou que,
uma vez incorporado o direito à aposentação ao patrimônio do segurado, sua permanência na ativa não
poderia prejudicá-lo. Ao não exercer seu direito assim que cumpridos os requisitos mínimos para tanto, o
segurado deixaria de perceber o benefício mensal desde já e ainda prosseguiria contribuindo para o sistema.
Dessa feita, não faria sentido que, ao requerer o mesmo benefício posteriormente (aposentadoria), o valor da
sua RMI fosse inferior àquele que já poderia ter obtido.

Reafirmação da DER:

Se, durante o processo administrativo, for verificado que o segurado não satisfazia as condições
mínimas exigidas para a concessão do benefício pleiteado, mas que os completou em momento posterior ao
pedido inicial, poderá ser feita a reafirmação da DER (data de entrada do requerimento), sendo dispensada
nova habilitação.

A reafirmação da DER está prevista no art. 690 da IN INSS/PRES 77/2015. Vejamos:

IN 77/2015, Art. 690. Se durante a análise do requerimento for verificado que na DER o segurado não satisfazia
os requisitos para o reconhecimento do direito, mas que os implementou em momento posterior, deverá o
servidor informar ao interessado sobre a possibilidade de reafirmação da DER, exigindo-se para sua efetivação
a expressa concordância por escrito.

A reafirmação da DER também é admitida na via judicial com base no princípio processual
previdenciário da primazia do acertamento da relação jurídica de proteção social.

14. AÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. COMPETÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS: QUESTÕES PREVIDENCIÁRIAS.


PRÉVIO INGRESSO DO PEDIDO DE BENEFÍCIOS NA VIA ADMINISTRATIVA. INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO
PÚBLICO. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO DOS FEITOS.

CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

Para que a ação judicial proposta seja conhecida, é necessário que fique comprovado que:

1. o autor requereu administrativamente o benefício, mas este foi negado pelo INSS (total ou
parcialmente);
2. o autor requereu administrativamente o benefício, mas o INSS não deu uma decisão em um prazo
máximo de 45 dias;
3. o benefício pleiteado trata de matéria sobre a qual o INSS tem posição manifestamente contrária
ao pedido feito pelo segurado.

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Vale ressaltar que o STJ, em julgamento ocorrido após a decisão do STF acima explicada, reconheceu a
existência de uma quarta exceção à regra geral:

4. pode ser ajuizada a ação judicial pedindo o benefício quando o autor comprova que o INSS se
recusou a receber o requerimento administrativo apresentado, ou seja, a autarquia nem examinou o
pedido administrativo porque o servidor não aceitou sequer dar regular processamento ao pedido de
benefício (STJ. 2ª Turma. REsp 1.488.940-GO, Rei. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/11/2014.
lnfo 552).

Logo, EM REGRA, é indispensável o prévio requerimento administrativo do benefício no INSS.

Obs.: não é necessário o esgotamento da via administrativa (o segurado não precisa interpor recurso
administrativo contra a negativa do pedido).

REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

REGRA: NÃO há necessidade de prévio requerimento administrativo.

EXCEÇÃO: será necessário prévio requerimento administrativo se o pedido envolver apreciação de matéria
de fato.

Devolução de parcelas recebidas:

Segurado recebe o benefício por força de: Devolverá os valores?

1ª) Tutela antecipada, que é, posteriormente, revogada na STJ e TNU: SIM


sentença. STF: NÃO*

2ª) Sentença que é, posteriormente, reformada em 2ª instância. SIM

3ª) Sentença que é mantida em 2ª instância, sendo, porém,


NÃO
reformada em Resp.

4ª) Sentença transitada em julgado, que posteriormente, é


NÃO
reformada em AR.

* Observação quanto à situação 1: Em provas objetivas, atentar para o enunciado da questão para verificar se
ele fala em STF ou STJ. No entanto, se não mencionar nada, marque o entendimento do STJ (deve devolver).
Isso porque no STF o tema ainda não está consolidado enquanto que no STJ já existe até precedente em
recurso especial repetitivo.

#DEOLHONAJURIS:

#APOSTACICLOS: O art. 115, II, da Lei nº 8.213/91 não autoriza o INSS a descontar, na via administrativa,
valores concedidos a título de tutela antecipada (tutela provisória de urgência), posteriormente cassada com a

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improcedência do pedido. Em outras palavras, o art. 115, II, da Lei nº 8.213/91 não autoriza o INSS a cobrar,
administrativamente, valores pagos a título de tutela judicial, sob pena de afronta ao princípio da segurança
jurídica. A autarquia previdenciária deverá se valer dos instrumentos judiciais próprios para ter de volta essa
quantia. STJ. 1ª Turma. REsp 1338912-SE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 23/5/2017 (Info 605).

Se o segurado recebeu valores a mais do INSS por força de erro administrativo da autarquia, ele não poderá
ser obrigado a devolver. Isso em razão do caráter alimentar aliado à percepção de boa-fé dos valores
percebidos por beneficiário da Previdência Social, por erro da Administração, aplicando ao caso o princípio da
irrepetibilidade dos alimentos. STJ. 1ª Turma. AgInt no REsp 1606811/PR, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia
Filho, julgado em 06/12/2016. STJ. 2ª Turma. REsp 1666526/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em
23/05/2017.

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