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Contratos
Aula 08 Administrativos
Matéria: Direito Administrativo
Curso: Noções de Direito Administrativo
Professor: Jonatas
para Técnico Albino do Nascimento
Administrativo da ANVISA
Professor: Jonathan Lincher
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas
Professor Jonatas Albino do Nascimento

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Olá, caro aluno!


Hoje abordaremos o tema contratos administrativos. É um tema muito
importante para adentrarmos na próxima aula (licitações)! Por isso, mais uma
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vez preciso de atenção e motivação máximas de você!


Para aumentar sua motivação, sugiro que imagine algo que você queira
conquistar após a sua aprovação. Seja algum bem material, como uma casa
ou um carro novo; uma viagem ou até mesmo ter condição para ajudar sua
família. Pense bem no quanto você quer isso e como será mais fácil após a
posse no cargo pretendido. Quando eu estava na mesma situação que você
(como concurseiro), antes de começar a estudar alguma matéria, eu abria
minha planilha de controle de horas estudadas para informar o horário de
início de determinada matéria e observava algumas fotos de uma casa, um
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carro e lugares que queria conhecer (que estavam anexadas na planilha) para
me motivar. Funcionou bastante comigo.
Vamos em frente!

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CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

Sumário

1 – Introdução .................................................................................. 4
2 – Características dos contratos administrativos .............................. 5
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2.1 – Cláusulas Exorbitantes .......................................................................................................6


2.1.1 – Alteração/Rescisão unilateral..........................................................................................7
2.1.2 – Exigência de garantia ....................................................................................................13
2.1.3 – Fiscalização do contrato e aplicação de sanções............................................................ 15
2.1.4 – Ocupação temporária ...................................................................................................17
2.1.5 – Retomada do objeto .....................................................................................................18
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2.1.6 – Restrição à cláusula de contrato não cumprido ............................................................. 18


3 – Formalização dos Contratos ....................................................... 19
4 – Alteração consensual dos contratos ........................................... 21
5 – Prazo de duração dos contratos administrativos ......................... 22
6 – Recebimento do objeto .............................................................. 25
7 – Responsabilidade dos envolvidos ............................................... 27
8 – Manutenção do equilíbrio Econômico-Financeiro ........................ 29
9 – Espécies de Contratos administrativos ....................................... 32
9.1 – Contrato de obra ............................................................................................................. 32
9.2 – Contrato de prestação de serviço .................................................................................... 33
9.3 – Contrato de fornecimento ou compras ............................................................................ 34
9.4 – Contrato de Concessão ....................................................................................................34
10 – Convênios Administrativos ....................................................... 35
11 – Questões Comentadas ............................................................. 38
11.1 - CESPE ............................................................................................................................. 38
12 – Lista de exercícios ................................................................... 54
12.1 - CESPE ............................................................................................................................. 54
13 – Gabarito .................................................................................. 60
14 – Referencial Bibliográfico .......................................................... 61

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1 – Introdução

Os contratos firmados pelo Poder Público são chamados de


contratos da administração (conceito amplo). Ocorre que em parte desses
contratos o Estado atua efetivamente na condição de Poder Público e
por isso goza de certas prerrogativas não extensíveis aos particulares
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(veremos adiante que tais prerrogativas são chamadas de cláusulas


exorbitantes). Com isso, tais contratos são regidos pelo direito público.
Estes são os contratos administrativos ou contratos administrativos
típicos. Podemos citar, como exemplo, o contrato de construção de um
estádio para as Olimpíadas.
Quando a Administração Pública) for parte de um contrato sem
atuar na qualidade de Poder Público (ou seja: ocupando um dos pólos da
relação como qualquer outra entidade ou pessoa) estaremos diante de um
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contrato administrativo atípico ou semipúblico.

Regidos pelo direito público

Típicos

Contratos administrativos
Contratos da
Administração
Regidos predominantemente pelo
direito privado
Atípicos

Contratos semipúblicos

Notem que em qualquer contrato da administração há uma


manifestação bilateral de vontades - tanto do Poder Público quanto da outra
parte que tem interesse na realização do contrato. Essa é a principal
diferença entre os atos administrativos e os contratos da
administração, pois os primeiros são manifestações unilaterais do Poder
Público.

Manifestação unilateral de
Atos Administrativos
vontades

Manifestação bilateral de
Contratos Administrativos
vontades

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A Lei nº 8.666/93 aplica-se a todos os contratos da


administração. Com efeito, a própria lei estabelece (ajustando o artigo 62)
que aplica-se, no que couber, aos contratos de seguro, de financiamento, de
locação em que o Poder Público seja locatário, e aos demais cujo conteúdo
seja regido, predominantemente, por norma de direito privado.
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Aos contratos administrativos aplicam-se, supletivamente, os princípios


da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado (artigo 54 da
Lei nº 8.666/93).

2 – Características dos contratos administrativos

As características gerais dos contratos administrativos são:


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 Administração Pública atuando nessa qualidade  Nos contratos


administrativos, a APU tem que estar atuando sob regime de direito
público, o que só ocorre quando ela atua na qualidade de Poder
Publico.
 Finalidade Pública  O fim almejado nos contratos administrativos é
sempre a realização do interesse público.
 Bilateralidade  Tanto a Administração Pública quanto a outra parte
contratante manifestam suas vontades em estabelecer o contrato.
 Procedimento Legal  A lei define uma série de procedimentos que
devem ser seguidos na realização de um contrato administrativo, como
a autorização legislativa, motivação e justificativa de preços.
 Formalidade  Diversas formalidades estão previstas na Lei nº
8.666/93 e precisam ser cumpridas nos contratos administrativos.
 Consensualidade  É estabelecido por meio de um acordo de
vontades e não de uma imposição.
 Onerosidade  Ambas as partes envolvidas têm ônus a cumprir, que
tem valor econômico.
 Comutatividade  As partes têm equivalência de prestações, que são
previamente conhecidas.
 Sinalagmático  Tanto a Administração Pública quanto o particular
têm obrigações recíprocas.
 Natureza de contrato de adesão  Nos contratos de direito privado,
é normal que as partes negociem as cláusulas do contrato até que o
contrato atenda os interesses de ambos. Já nos contratos
administrativos, a Administração Pública estabelece as cláusulas,
que são apresentadas aos particulares e, caso concordem,

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poderão contratar (geralmente precedido de licitação) com o


Poder Público nos termos definidos por este.
 Caráter personalíssimo (intuitu personae)  Os contratos
administrativos são firmados levando-se em consideração as
características pessoais do contratado. Logo, em regra, não é permitido
que o vencedor transfira a realização do contrato para outro sem o aval
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da APU (há exceções para tal regra que serão vistas à frente). Mesmo
nos casos em que seja permitida a subcontratação, os contratos
continuam sendo personalíssimos, pois a responsabilidade original dos
contratados não é afastada.
 Presenças de cláusulas exorbitantes  Veremos em detalhes tal
tema no tópico seguinte.
 Mutabilidade  O contrato pode vir a sofrer mudanças: seja pelo uso
da prerrogativas da Administração Pública, seja por acordo entre as
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partes ou por força maior que impeça que contrato seja mantido nos
termos inicialmente pactuados.

Características dos contratos administrativos

Adminsitração Pública atuando como Poder Público

Busca do Regidos pelo


Contrato de
Personalíssimo interesse direito
adesão
público público

2.1 – Cláusulas Exorbitantes

Quando a Administração Pública atua em um contrato administrativo, o


fim almejado é sempre o interesse público. Para alcançar tais objetivos, o
Poder Público dispõe de certas prerrogativas, as cláusulas exorbitantes.
As cláusulas exorbitantes colocam a APU em posição de
superioridade na relação contratual. Tais cláusulas estão sempre
presentes nos contratos admnistrativos típicos (regidos pelo direito
público), ainda que isso não ocorra de forma expressa (escritas no próprio
contrato). Já nos contratos regidos pelo direito privado (contratos
atípicos), tais cláusulas poderão também existir, mas precisam estar
expressas (escritas) no instrumento contratual.

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Expressas
Sempre presentes nos
contratos administrativos
(direito público)
Implícitas
Cláusulas
Exorbitantes
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Podem estar presentes


nos contratos
Expressas
administrativos atípicos
(direito privado)

2.1.1 – Alteração/Rescisão unilateral

Quando se estuda a teoria dos contratos do direito civil, um dos mais


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importantes princípios é de que os termos pactuados devem ser obedecidos


(pacta sunt servanda). Isso é bem intuitivo, já que um contrato, como ato
bilateral, estabelece direitos e obrigações para ambas as partes e por isso
deve ser obedecido.
Ocorre que tal princípio é atenuado nos contratos administrativos.
Assim, a APU pode proceder à alteração dos contratos de forma
unilateral (sem consulta/concordância da outra parte), dentro dos limites
estabelecidos em lei. A justificativa para tal prerrogativa está novamente no
predomínio do interesse público sobre o interesse particular.

Contratos privados •Pacta sunt servanda

Contratos administrativos •São permitidas alterações unilaterais


dentro dos limites da lei

A Lei nº 8.666/93 estabelece que os contratos administrativos poderão


ser alterados, com as devidas justificativas, unilateralmente pela
Administração quando:
 Houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor
adequação técnica aos seus objetivos;

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 Necessária a modificação do valor contratual em decorrência de


acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites
permitidos na Lei;

O primeiro dispositivo representa a possibilidade de efetuar a


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alteração qualitativa dos contratos. Isso representa a alteração do próprio


projeto, nas suas especificações e requisitos técnicos.
O segundo dispositivo trata da alteração quantitativa. Notem que
nesse trecho o projeto não sofre alterações nas suas características técnicas,
mas somente no “tamanho”, que obviamente impacta o valor contratual para
mais ou para menos.
A Lei de Licitações estabelece limites apenas para as alterações
quantitativas, definindo que o contratado fica obrigado a aceitar, nas
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mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se


fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do
valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de
edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para
os seus acréscimos.
Com relação às alterações qualitativas, o TCU e parte da doutrina
entendem que valem os mesmos limites definidos para os aspectos
quantitativos. Segundo o TCU, a própria lei exige respeito ao contrato, não
sendo legítimo alterações ilimitadas em termos qualitativos, observado o
princípio da proporcionalidade.

Limites

Quantitativo Qualitativo

25% (para mais ou para Limites não estão


menos) - regra geral previstos em lei

50% (apenas para mais) TCU entende que se


no caso de reforma de aplicam regras do limite
edifício/equipamento Quantitativo

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A lei estabelece que as cláusulas econômico-financeiras e


monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas
sem prévia concordância do contratado.
Havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do
contratado, a Administração deverá restabelecer, por aditamento, o
equilíbrio econômico-financeiro inicial. Essa é uma importante garantia
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concedida ao contratato, pois sem isso a Administração Pública teria uma


verdadeira carta branca para realizar qualquer alteração contratual.
No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já
houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos, estes
deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição
regularmente comprovados e monetariamente corrigidos, podendo caber
indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão,
desde que regularmente comprovados (art. 65, §4º).
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Além da alteração, pode ocorrer a rescisão contratual que é o


rompimento definitivo (extinção) do vínculo contratual entre a APU e
o contratado.
Segundo a lei, a rescisão do contrato pode ser realizada diretamente
pela APU (via administrativa), de forma unilateral e escrita. A maioria dos
motivos para rescisão são intuitivos e por isso recomendo que vocês dêem
uma lida rápida. Já os menos intuitivos serão destacados.
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou
prazos;
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos
e prazos;
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a
impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou do fornecimento, nos
prazos estipulados;
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento;
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e
prévia comunicação à Administração;
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do
contratado com outrem, a cessão ou transferência, total ou parcial, bem como
a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato;
VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade
designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução, assim como as
de seus superiores;
VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, anotadas na forma
da Lei;
IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil;

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X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado;


XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da
empresa, que prejudique a execução do contrato;
XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo
conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima autoridade da
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esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas


no processo administrativo a que se refere o contrato;
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente
comprovada, impeditiva da execução do contrato.
XVIII – descumprimento do pagamento de adicional de remuneração para as
atividades penosas, insalubres ou perigosas, sem prejuízo das sanções penais
cabíveis.
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Inadimplência do contrato (com/sem culpa


do contratado)

Rescisão
Unilateral do Razões de interesse público
contrato

Caso fortuito e força maior

Seguem abaixo os casos em que a rescisão é originada pelo particular


contratante:
XIII - a supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou
compras, acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite
permitido na Lei;
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da
Administração, por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias, salvo em
caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra,
ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo,
independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas
sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e
outras previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o direito de optar
pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja
normalizada a situação;
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos
pela Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou
parcelas destes, já recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade
pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao

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contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas


obrigações até que seja normalizada a situação;
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto
para execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem
como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto;
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Supressão das Além do limite


dimensões do contrato definido em lei

Suspensão por ordem Por mais de 120


da APU dias
Rescisão por
culpa da APU Contratado pode
Atraso no pagamento optar pela
por mais de 90 dias suspensão de suas
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obrigações

Não liberação dos meios para execução do


contrato

Resumidamente, rescisão do contrato poderá ser:


I – determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos
enumerados nos incisos I a XII, XVII e XVIII, citados anteriormente (via
administrativa). Esse ato pode ocorrer por inexecução (total/parcial) do
contrato ou por interesse público.
II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da
licitação, desde que haja conveniência para a Administração. Deverá ser
precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente.
III - judicial, nos termos da legislação. Aqui estão as hipóteses em que há
culpa da Administração Pública e o particular não consegue a rescisão
amigável.

Rescisão

Administrativa Judicial Amigável

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A possibilidade de rescisão unilateral dos contratos administrativos (que


é uma das principais cláusulas exorbitantes) não precisa estar expressa
nos contratos administrativos, pois faz parte do regime de direito público
dos contratos adminstrativos típicos.
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Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos


do processo, assegurado o contraditório e a ampla defesa.
A rescisão contratual acarreta consequências. A lei a divide em duas
situações:
1º - Com culpa do contratado:
I - assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se
encontrar, por ato próprio da Administração;
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II - ocupação e utilização do local, instalações, equipamentos, material e


pessoal empregados na execução do contrato, necessários à sua continuidade
III - execução da garantia contratual, para ressarcimento da Administração, e
dos valores das multas e indenizações a ela devidos;
IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos
causados à Administração.

2º - Sem culpa do contratado. Nesse caso o contratado terá os


seguintes direitos:
I - será ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver
sofrido
II - devolução de garantia;
III - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão;
IV - pagamento do custo da desmobilização.

O STJ entende que dentro do conceito de “prejuízos regularmente


comprovados” estão tanto os danos emergentes (o que perdeu) quanto
os lucros cessantes (aquilo que deixará de ganhar). Ainda segundo o STJ, a
existência de débitos tributários do contratado não justifica a retenção de
pagamentos estabelecidos no contrato devidos pela Administração Pública ao
contratado.

Anulação dos Contratos Administrativos


Os contratos administrativos podem ser anulados pela própria APU
como exercício da autotutela (dever de rever seus próprios atos quando

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verificadas irregularidades). Isso pode ocorrer de ofício (sem nenhuma


interferência externa) ou quando provocada, além da via judicial, que pode ser
sempre utilizada.
Os efeitos da anulação de um contrato administrativo são semelhantes
à anulação de um ato administrativo: efeitos retroativos (ex tunc) que
desconstituem todos os seus efeitos, em regra.
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Com objetivo de impedir o enriquecimento sem causa, a nulidade não


exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que
este houver executado até a data em que ela for declarada e por
outros prejuízos regularmente comprovados.
Obviamente o descrito acima só ocorre se não for imputável ao
contratado os motivos da nulidade, promovendo-se a responsabilidade de
quem lhe deu causa. Para isso, a Administração Pública deve abrir
procedimento administrativo para apurar as responsabilidades pela nulidade,
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após a anulação.
A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato,
ressalvado o dever de indenizar o que já tiver sido feito, conforme detalhamos
acima.

Efeitos
Retroativos

Não exonera a
Administração Nulidade da
do dever de Nulidade licitação induz
indenizar o a do contrato
contratado

Decorrência
da
autotutela

2.1.2 – Exigência de garantia

É facultado à APU exigir dos contratantes e licitantes garantias


econômico-financeiras com o intuito de verficar a capacidade dos mesmos
para cumprir o contrato.
A garantia dos licitantes está prevista no artigo 31 da Lei nº 8.666/93,
que estabelece que é limitada a 1% (um por cento) do valor estimado
do objeto da contratação. Tal garantia deve ser apresentada na fase de

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habilitação que, como veremos, é a primeira fase da licitação. Caso não


vençam a licitação, a garantia será devolvida.
A garantia a ser exigida dos contratados (e não licitantes) não
excederá a 5% (cinco por cento) do valor do contrato. Já para obras,
serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade
técnica e riscos financeiros consideráveis, demonstrados por meio de
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parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente, o limite poderá


ser elevado para até 10% (dez por cento) do valor do contrato.
Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela
Administração, dos quais o contratado ficará depositário, ao valor da
garantia deverá ser acrescido o valor desses bens.

5%
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Regra geral
Acrescido dos
bens
Garantia dos entregues
Contratados
10%
Envolvendo alta complexidade
técnica e riscos financeiros
consideráveis Acrescido dos
bens
entregues
1%
Garantia dos
Licitantes
acrescido dos bens entregues

A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a


execução do contrato e, quando em dinheiro, atualizada monetariamente.
No caso de rescisão por culpa do contratante, poderá ocorrer a
execução da garantia contratual para ressarcimento da Administração e dos
valores das multas e indenizações a ela devidos até o limite dos prejuízos
causados. Tal medida pode ser executada direto pela APU sem necessidade
de recorrer ao Poder Judiciário. Caso os valores excedam as garantias, deve-
se buscar a via judicial.
Tanto os licitantes quanto os contratados posssuem o direito de
escolher a modalidade de garantia, que pode ser:
1. Caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública;
2. Seguro-garantia;

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3. Fiança bancária.
Uma vez feita a escolha, esta só pode ser alterada com a anuência do
Poder Público.

Caução
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Modalidades
de Garantia

Seguro- Seguro-
garantia fiança
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Os contratos relativos à concessão de serviço público precedidos


da execução de obra pública deverão exigir garantia do fiel
cumprimento, pela concessionária, das obrigações relativas às obras
vinculadas à concessão e limitadas ao valor da obra (artigos 18 e 23 da Lei
nº 8.987/95).
De acordo com a Lei nº 10.079/04, as parcerias público-privadas
deverão também ter garantias com os mesmos limites estabelecidos na Lei
nº 8.666/93 para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo
alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis (máximo de
10% acrescido dos bens porventura entregues pela APU).

Concessão de serviço
público precedido Limite da garantia Valor da obra
de obras

10% + valor
Parcerias Público-
Limite da garantia dos bens
Privadas
entregues

2.1.3 – Fiscalização do contrato e aplicação de sanções

A Lei nº 8.666/93 em seu artigo 58, inciso III, estabelece a prerrogativa


da Administração Pública de fiscalizar a execução dos contratos
administrativos. Ainda segundo a norma, a execução do contrato deverá ser
acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração

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especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-


lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
O contratado deverá manter preposto, aceito pela
Administração, no local da obra ou serviço, para representá-lo na execução
do contrato.
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Já vimos anteriormente que o desatendimento das determinações


regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua
execução, assim como as de seus superiores, configura motivo de rescisão
contratual.

Se forem
verificadas
APU define irreugularidades, o Em caso de
representante para representante da descumprimento,
fiscalizar execução APU pode pode ocorrer a
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do contrato determinar o rescisão contratual


saneamento por
parte do contratado

Ao fiscalizar os contratos, a APU pode verificar irregularidades.


Dependendo do tipo de irregularidade e das providências adotados pelo
contratado quando da notificação, a APU pode (e em muitos casos deve)
adotar medidas para punir os responsáveis.
A APU pode aplicar diretamente sanções aos contratados, em
decorrência do poder disciplinar (que permite que tais sanções sejam
aplicadas sem necessidade de recorrer ao Poder Judiciário). Obviamente
que o particular deve ter sempre acesso ao contraditório e ampla defesa no
curso do procedimento adminstrativo.
O Lei nº 8.666/93 estabelece que, pela inexecução total ou parcial do
contrato, a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao
contratado as seguintes sanções:
I - advertência;
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de
contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos;
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a
Administração Pública enquanto perdurarem os motivos
determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação
perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida
sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos
resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no
inciso anterior.

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Sanções

Suspensão Declaração de
Advertência Multa temporária inidoneidade para
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(até 2 anos) licitar e contratar

Notem que a rescisão contratual não está na lista acima e por isso não é
considerada tercnicamente como sendo uma penalidade, mas sim uma medida
a ser adotada com o fim de garantir o interesse público.
A defesa prévia do interessado, no respectivo processo de aplicação de
sanções, deve ser feita no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
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Das penalidades acima, a multa é a única que pode ser cumulada


com as demais, na sanção por uma mesma irregularidade. Vamos a um
exemplo: suponha que num contrato para construção de 100 cadeiras, 20
tenham apresentado tamanho fora do especificado. Assim, seria possível
aplicar a multa (na forma prevista no edital) e uma advertência. O que não
pode ocorrer é a aplicação da penalidade de advertência com a suspensão
temporária.
A suspensão temporária de licitar e contratar e a declaração de
inidoneidade de licitar/contratar têm, em regra geral, os mesmos
efeitos, salvo o fato de que a suspensão temporária é de no máximo 2
anos enquanto que a declaração de inidoneidade persiste até a
regularização dos fatos que lhe deram origem, sendo o prazo mínimo de
2 anos para proceder a tal regularização.
A competência para declaração de inidoneidade para licitar ou
contratar é exclusiva do Ministro de Estado, do Secretário Estadual ou
Municipal, conforme o caso, facultada a defesa do interessado no respectivo
processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista, podendo a
reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação.

2.1.4 – Ocupação temporária

Nos temos da Lei nº 8.666/93, nos contratos administrativos que


envolvam serviços essenciais, é conferida à APU a prerrogativa de ocupar
provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados
ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração
administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de
rescisão do contrato administrativo.

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Percebe-se no texto acima duas possibilidades de ocupação


provisória. Na primeira trata-se de medida cautelar para apurar faltas
possivelmente cometidas pelo contratado. Já na segunda hipótese, a ocupação
ocorre para garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais no
caso de rescisão contratual.
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apurar possíveis
infrações
cometidas
De contratos que
Ocupação
envolvam serviços
Temporária
essenciais para garantir a
continuidade dos
dos serviços
essenciais em caso
de rescisão
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2.1.5 – Retomada do objeto

Em decorrência da rescisão contratual por ato unilateral da APU,


ocorre a assunção imediata (retomada) do objeto do contrato, no
estado e local em que se encontrar, por ato próprio da Administração.
A medida acima tem por objetivo garantir a continuidade na prestação
dos serviços e está prevista no artigo 80, inciso I da Lei nº 8.666/93.

2.1.6 – Restrição à cláusula de contrato não cumprido

Uma das cláusulas mais importantes da teoria dos contatos no direito


privado é exatamente o princípio da exceptio non adimpleti contractus ou
exceção do contrato não cumprido. Segundo tal cláusula, se uma das
partes descumpre aquilo que o contrato determina (que foi objeto de
consenso quando da sua assinatura) a outra parte estaria
automaticamente liberada de cumprir sua parte. Bastante intuitivo, não?
“Se você não fez sua parte então também não preciso fazer a minha...”.
Ocorre que nos contratos administrativos essa cláusula é severamente
atenuada dada a supremacia do interesse público. De forma geral, o
contratado não pode suspender imediatamente a execução do
contrato mesmo que a APU esteja inadimplente.
Mas ocorreria uma injustiça com os particulares se essa prerrogativa
pudesse ser exercida indefinidamente. Imagine: a APU poderia ficar
indefinidamente sem honrar suas obrigações e o contrato continuaria sendo

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executado. Isso certamente prejudicaria severamente o equilíbrio econômico-


financeiro.
Para tentar encontrar um meio termo, a Lei de Licitações estabeleceu
que o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos
pela Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento,
ou parcelas destes, já recebidos ou executados pode acarretar a
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rescisão do contrato, salvo em caso de calamidade pública, grave


perturbação da ordem interna ou guerra. Tal rescisão pode ser tanto amigável
quanto judicial.
Na situação acima é assegurado ao contratado o direito de optar
pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja
normalizada a situação. É o contratado falando para a APU: “Enquanto você
não faz sua parte eu também não faço a minha...”.
Percebam que nos casos de calamidade pública, grave perturbação da
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ordem interna ou guerra tal hipótese de rescisão não se aplica, ou seja, o


contratado tem que “se virar” mesmo com inadimplência do Poder Público.

É
Contratado
necessária
Contratado pode optar
decisão
Inadimplemento tem que pela
judicial ou
da APU esperar 90 rescisão
acordo
dias ou
para
suspensão
resc./susp

3 – Formalização dos Contratos

Os contratos administrativos são, em regra, formais e escritos.


Geralmente são precedidos de licitação, salvo nos casos de dispensa e
inexigibilidade (estudaremos em aula futura).
Segundo a norma, é nulo e sem nenhum efeito o contrato verbal
com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto
pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a R$
4.000,00, feitas em regime de adiantamento.
O instrumento de contrato (ou termo de contrato) é obrigatório
nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas
dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos
limites destas duas modalidades de licitação.
São cláusulas necessárias dos contratos administrativos (segundo Lei
nº 8.666/93):
I - o objeto e seus elementos característicos;

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II - o regime de execução ou a forma de fornecimento;


III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e
periodicidade do reajustamento de preços, os critérios de atualização
monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo
pagamento;
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IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de


observação e de recebimento definitivo, conforme o caso;
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação
funcional programática e da categoria econômica;
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando
exigidas;
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e
os valores das multas;
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VIII - os casos de rescisão;


IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de rescisão
administrativa;
X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão,
quando for o caso;
XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a
inexigiu, ao convite e à proposta do licitante vencedor;
XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos
omissos;
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do
contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as
condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação.
X – Declaração de competência do foro da sede da Administração para dirimir
qualquer questão contratual, salvo licitações internacionais para a aquisição de
bens e serviços cujo pagamento seja feito com o produto de financiamento
concedido por organismo financeiro internacional de que o Brasil faça parte,
ou por agência estrangeira de cooperação, nos casos de contratação com
empresa estrangeira, para a compra de equipamentos fabricados e entregues
no exterior, nos casos de aquisição de bens e serviços realizada por unidades
administrativas com sede no exterior.

Apesar da Lei estabelecer que todas as cláusuas acima são


necessárias, a doutrina entende que algumas não são, como a claúsula que
especifica as hipóteses de rescisão, pois estão previstos na própria lei. O
raciocínio é que se já está previsto na lei não há porque se repetir no
contrato.

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Define extensa lista de cláusulas


Lei
necessárias

Só é essencial o que não é


Doutrina
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estabelecido na lei

Esse é o entendimento da doutrina! Se na questão da sua prova vier a


frase “Segundo a Lei nº 8.666/93 as hipóteses de rescisão precisam constar
no contrato...”, você irá responder um sonoro SIM. É muito comum as bancas
de concursos utilizarem esse tipo de prática para blindar a questão de
possíveis recursos.
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4 – Alteração consensual dos contratos

Os contratos administrativos podem também ser alterados de forma


consensual, bilateral, como qualquer outro contrato. Nesse caso não se
trata de uma cláusula exorbitante, pois a APU não está exercendo
nenhuma prerrogativa típica do direito público.
A Lei, no seu artigo 65, determina as seguintes situações que podem
justificar a alteração bilateral do contrato:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou
serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação
técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários;
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento, por
imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial
atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao cronograma
financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação de fornecimento de
bens ou execução de obra ou serviço;
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente
entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para
a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na
hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de
conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do
ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do
príncipe, configurando álea econômica extraordinária e extracontratual.

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e) Em supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, se estas


excederem os limites definidos para alteração unilateral.

Substituição
de garantia
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Modificação no regime de Modificação da


execução ou modo de forma de
fornecimento pagamento

Restabelecer o Supressões
equilíbrio que excedam o
econômico- limite
financeiro permitido
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A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços


previsto no próprio contrato, as atualizações, compensações ou penalizações
financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas, bem
como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do
seu valor corrigido, não caracterizam alteração do mesmo, podendo ser
registrados por simples apostila, dispensando a celebração de aditamento.

5 – Prazo de duração dos contratos administrativos

Segundo o artigo 57 do Estatuto dos Contratos e Licitações, a duração


dos contratos ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos
orçamentários, exceto quanto aos relativos:
I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas
estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão ser prorrogados se
houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no
ato convocatório;
II - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que
poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos
com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a
administração, limitada a sessenta meses;
IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de
informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta
e oito) meses após o início da vigência do contrato;
V - Nas hipóteses previstas listada abaixo, cujos contratos poderão ter
vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso haja interesse da
administração. Tais hipóteses são:

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1 - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança


nacional, nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da
República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional;
2 - para as compras de material de uso pelas Forças Armadas,
com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, quando
houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura
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de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante


parecer de comissão instituída por decreto;
3 – para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados
no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade
tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão
especialmente designada pela autoridade máxima do órgão;
4 – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos
contingentes militares das Forças Singulares brasileiras
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empregadas em operações de paz no exterior, necessariamente


justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e
ratificadas pelo Comandante da Força.
VI – Aos casos de dispensa de licitação em situações de emergência ou
de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de
situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de
pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou
particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação
emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam
ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias
consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos.

Situação Prazo

Serviços executados de forma Até 60 meses


contínua

Aluguel de equipamento e uso de Até 48 meses


programas de informática

Dispensa de Licitação em Até 180 dias


situações de emergências e
calamidade pública

Comprometimento de segurança Até 120 meses


nacional

Segundo a Lei nº 8.666/93, é vedado o contrato com prazo de


vigência indeterminado.

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Em regra, os prazos dos contratos devem ser cumpridos. Ocorre que a


Lei prevê no seu artigo 57, §1º, situações onde os contratos podem ser
prorrogados. Isso de forma alguma pode ser interpretado no sentido de que
os prazos contratuais não precisam ser cumpridos, pois tais situações devem
ser devidamente justificadas e sua prorrogação só ocorrerá após
anuência expressa da Adminsitração Pública.
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Segundo a Lei, os prazos de início de etapas de execução, de


conclusão e de entrega admitem prorrogação, mantidas as demais cláusulas
do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-
financeiro, desde que ocorra algum dos seguintes motivos, devidamente
autuados em processo:
I - alteração do projeto ou especificações, pela Administração;
II - superveniência de fato excepcional ou imprevisível, estranho à
vontade das partes, que altere fundamentalmente as condições de execução
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do contrato;
III - interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de
trabalho por ordem e no interesse da Administração;
IV - aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato, nos
limites permitidos em Lei;
V - impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro
reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua
ocorrência;
VI - omissão ou atraso de providências a cargo da Administração, inclusive
quanto aos pagamentos previstos de que resulte, diretamente, impedimento
ou retardamento na execução do contrato, sem prejuízo das sanções legais
aplicáveis aos responsáveis.
Notem que nas hipóteses acima previstas, o contratado nunca tem
culpa, ou seja, se o contratado der causa ao atraso a regra é: dê seu jeito!

Situações em
que a
prorrogação é
permitida

Tem que ter


autorização da
APU

Quando a APU der Fato excepcional ou


Fato causado por
causa (suspensão, impresível
terceiro estranho ao
atraso, aumento, superveniente sem
contrato
mudança, etc) culpa das partes

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6 – Recebimento do objeto

Receber o objeto corresponde ao ato em que a APU recebe o objeto e


atesta se o contrato foi devidamente cumprido pelo contratado.
Segundo a lei, há dois tipos de recebimento: o recebimento
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provisório e o definitivo.
O recebimento provisório corresponde ao recebimento pela APU
dos bens ou resultados dos serviços, não havendo liberação das
obrigações do particular quanto àquilo que foi entregue. O único efeito
para o contratado do recebimento provisório é que o produto passa a ser de
responsabilidade da APU. Podemos dizer que é a entrega do produto, o que
não atesta que está aderente à todas as condições estipuladas no contrato.
Após o recebimento provisório, o Poder Público irá verificar se o objeto
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está correto, de acordo com o previsto no contrato. Caso seja verificado algum
defeito ou desconformidade com o previsto no termo contratual, o objeto será
devolvido para que o contratado faça os ajustes necessários.
Obviamente, podem ocorrer diversos recebimentos provisórios até que o
objeto esteja plenamente aderente com o previsto. Nesse caso, a APU irá
atestar o recebimento definitivo do objeto.
É muito importante perceber que mesmo com o recebimento
definitivo podem ser verificados vícios ocultos, que são aqueles que só
se revelaram depois da entrega e do ateste da APU. Os ajustes de tais
vícios continuam sendo de responsabilidade do contratado, mesmo após
o recebimento definitivo.
Segundo a Lei nº 8.666/93, executado o contrato, o seu objeto será
recebido:
I - em se tratando de obras e serviços:
a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e
fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até
15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado;
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade
competente, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes, após o
decurso do prazo de observação, ou vistoria que comprove a adequação do
objeto aos termos contratuais, que não poderá ser superior a 90
(noventa) dias, salvo em casos excepcionais, devidamente justificados e
previstos no edital.
II - em se tratando de compras ou de locação de equipamentos:
a) provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do
material com a especificação;

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b) definitivamente, após a verificação da qualidade e quantidade do


material e conseqüente aceitação.

Recebimento
até 15 dias
provisório
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Obras e serviços

Recebimento
até 90 dias
Definitivo

Compras ou Recebimentos provisório e definitivo


locação de ocorrerão de acordo com as necessidades
equipamentos de verificação
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Caso a APU não adote as providências necessárias, pode ocorrer o


recebimento tácito, na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação
não serem, respectivamente, lavrado ou procedida dentro dos prazos
fixados, reputar-se-ão como realizados, desde que comunicados à
Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos
mesmos.
Há situações em que a Lei dispensa o recebimento provisório, sendo
feito direto o recebimento definitivo. São elas:
I - gêneros perecíveis e alimentação preparada;
II - serviços profissionais;
III - obras e serviços de valor até R$ 80.000,00, desde que não se
componham de aparelhos, equipamentos e instalações sujeitos à verificação
de funcionamento e produtividade.

Recebimento Direto

Gêneros
Obras e
Serviços perecíveis e
serviços de até
profissionais alimentação
R$ 80.000,00
preparada

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Recebimento Recebe objeto sem atestar condições. Mera


Provisório entrega.
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Recebimento Atesta que o objeto foi entregue conforme


Definitivo previsto

Recebimento Após decurso de prazo sem manifestação


Tácito da APU, considera-se recebido

Recebimento Ocorre direto o recebimento definitivo.


Direto Lista de itens previstos em lei
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7 – Responsabilidade dos envolvidos

Como vimos, a APU pode fiscalizar e até punir os contratados


responsáveis pela execução dos contratos administrativos. Isso de forma
alguma elide o contratado dos defeitos porventura verificados no objeto
entregue.
Com efeito, segundo o artigo 69 do Estatuto dos Contratos, o
contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou
substituir, às suas expensas, no total ou em parte, o objeto do contrato
em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da
execução ou de materiais empregados.
Além disso, o contratado é responsável pelos danos causados
diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou
dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa
responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.
Em regra, percebe-se que a culpa do contratado é do tipo
subjetiva (depende de dolo ou culpa). Entretanto, caso o contratado
preste serviços públicos, aplica-se o artigo 37, §6º, da CF/88 e a culpa
será do tipo objetiva, ou seja, havendo dano, o contratado deve repará-lo
independente de dolo/culpa.

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Subjetiva
Em regra
Depende de dolo/culpa
Responsabilidade
do Contratado
Objetiva
Se prestar
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serviço público
Basta danos e nexo causal

O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários,


fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.
A inadimplência do contratado, com referência aos encargos
trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato
ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante
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o Registro de Imóveis.
A APU responde solidariamente com o contratado pelos encargos
previdenciários resultantes da execução do contrato.
Salvo disposições em contrário constantes do edital, do convite ou de
ato normativo, os ensaios, testes e demais provas exigidos por normas
técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta
do contratado (são de sua responsabilidade).

Encargos Trabalhistas: Lei x Jurisprudência

Já vimos que a Lei estabelece a responsabilidade exclusiva do


contratado pelos encargos trabalhistas. Ocorre que o TST (Tribunal
Superior Eleitoral) já se posicionou na súmula 331 que “O
inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador,
implica a responsabilidade subsidiária do tomador de
serviços...”. O descrito vale também para a APU quando esta se
encontra na posição de tomador de serviço. Notem que a
responsabilidade é subsidiária (cobra do empregador e depois do
tomador) e não solidária.

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Encargos
Solidária
previdenciários

Responsabilidade
Encargos fiscais
da APU com o Não existe
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e comerciais
contratado

Segundo lei não existe


Encargos
trabalhistas
Segundo TST é
Subsidiária

8 – Manutenção do equilíbrio Econômico-Financeiro


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Primeiro, devemos ressaltar que um dos princípios essenciais nos


contratos (inclusive administrativos) é a manutenção do equilíbrio
econômico-financeiro inicialmente pactuado. Sem isso, as partes podem
se ver impedidas de cumprir suas obrigações.
Especificamente nos contratos administrativos, há situações que podem
impactar esse equilíbrio, como a alteração unilateral por parte da APU ou
outros eventos imprevisíveis que possam dificultar ou até impedir o
cumprimento dos contratos. Daí a mutabilidade dos contratos administrativos.
O marco inicial que deve ser tomado como referência para aferição
do equilíbrio corresponde à data de apresentação das propostas nos
processos licitatórios e não a data de assinatura do contrato.
Para manter o equilibrio econômico-financeiro são realizados reajustes
e revisões. Os reajustes têm por objetivo adequar os valores definidos
aos efeitos da inflação. Já a revisão decorre da ocorrência de fatos novos
ou no mínimo desconhecidos que acabam alterando o equilíbrio financeiro.
Outro conceito importante é o de repactuação, que corresponde ao
processo de revisão contratual para serviços de caráter continuado.

Repactuação Revisões Reajustes

• Processo de revisão • Ocorrência de fatos • Adequar os valores


contratual para novos ou no definidos aos efetios
serviços de caráter mínimo da inflação
continuado deconhecidos.

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Um exemplo de fato que pode gerar a revisão dos termos: a descoberta


de que um morro que seria perfurado para gerar um túnel é de um material
que impede tal procedimento, sendo necessário contornar o morro.
Segundo a norma, a variação do valor contratual para fazer face ao
reajuste de preços previsto no próprio contrato, as atualizações,
compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de
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pagamento nele previstas, bem como o empenho de dotações orçamentárias


suplementares até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam alteração
do mesmo, podendo ser registrados por simples apostila, dispensando
a celebração de aditamento.
Ainda que em situações extremas (como calamidades públicas), a APU
não pode deixar de restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, devido ao
princípio rebus sic stanlibus (“enquanto as coisas estão assim”).
É óbvio que há o risco empresarial (ou ordinário), normal em
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qualquer atividade que busca o lucro e por isso assume certos riscos
intrínsecos da atividade empresarial. Segundo a doutrina, o contratado
responde por tal risco.
Há também o risco associado à APU (administrativo), que pode em
certas situações influenciar no cumprimento do contrato. Este divide-se em
três modalidades:
1º - Alteração Unilateral. Já vimos que a APU pode alterar unilateralmente o
contrato, respeitados certos limites previstos em lei. Isso obviamente pode
alterar o equilíbrio econômico-financeiro.
2º - Fato de Príncipe. Aqui a APU atua de forma geral (atingindo todos)
na forma de Poder Público e acaba também atingindo o contratado. Para
caracterizar fato de príncipe, a medida deve ser adotada pela mesma esfera
que assinou o contrato. O exemplo clássico é a implementação de um novo
tributo sobre a matéria prima utilizada no contrato.
3º - Fato da Administração. Aqui o desequilíbrio também ocorre por
conta da APU. A diferença em relação ao fato de príncipe é que nessa
situação a APU atua especificamente no contrato e não de forma geral. Por
exemplo, se o contrato prever que a APU tiver que entregar certos bens e ela
não o fizer no prazo estipulado no contrato.

O contrato é
APU atua de
Fato de príncipe atingido de forma
forma geral
indireta

APU atua de Impacta de


Fato da
forma específica forma direta o
Administração
no contrato contrato

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Outra situação que pode impactar o contrato são os riscos


econômicos (álea econômica). Nesse caso, não estamos falando do risco
empresarial oridinário, mas sim de situações imprevisíveis (teoria da
imprevisão), como uma grave crise internacional. Nesse caso, nenhuma das
partes envolvidas possui culpa por assim dizer. Em tal caso o ônus para
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ajuste do contrato fica a cargo da APU, em regra.

Caso Fortuito e força maior


Segundo a doutrina, tratam-se de eventos impresíveis e inevitáveis
que geram excessiva onerosidade para o contratado. Força maior seria
originado de uma ação humana (como uma greve) e caso fortuito seria um
evento da natureza (um terremoto, por exemplo). A diferença entre a força
maior e o risco econômico seria que no primeiro o contrato ficaria impossível
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de ser realiado, já no segundo a APU poderia restabelecer o equilíbrio. Essa é


a posição dominante da doutrina.

Caso fortuito Força maior

Evento natural Ação humana

A lei estabelece que para restabelecer a relação que as partes


pactuaram inicialmente, objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro, na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém
de conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do
ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe,
configurando álea econômica extraordinária e extracontratual, pode ocorrer a
revisão do contrato.
É importante dizer que o aumento do piso salarial não é motivo para
revisão contratual segundo o STJ, por não se tratar de um fato imprevisível.
Em relação aos serviços de natureza continuada, o TCU consolidou o
entendimento de que a repactuação pode ocorrer somente após o prazo
mínimo de um ano a contar da apresentação da proposta.

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9 – Espécies de Contratos administrativos

9.1 – Contrato de obra

Segundo a Lei nº 8.666/93, obra é toda construção, reforma,


fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta
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ou indireta. Tal lista é taxativa: o que não está nos itens não é considerado
obra, mas provavelmente serviço.

Construção

Fabricação Reforma
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Obra

Recuperação Ampliação

As obras podem ser executadas diretamente (pela própria APU) ou


indiretamente (quando a APU contrata terceito para realizá-la). A Lei de
Contratos define os seguintes regimes de execução indireta:
a) empreitada por preço global: obra é contratada por preço certo e
total;
b) empreitada por preço unitário: obra é contratada por preço certo
de unidade determinada;
c) tarefa: fornecimento de mão de obra para pequenos trabalhos
com preço determinado, com ou sem o fornecimento de materiais;
d) empreitada integral. É o mais completo dos conceitos e
corresponde a contratação de obra em todas as suas fases, para
entrega de empreendimento à APU já em perfeita condição para
entrar em operação.

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Regime de
execução indireta
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Empreitada Empreitada
Empreitada
por preço por preço Tarefa
integral
global unitário

Fornecimento de Contratação de
mão de obra p/ obra em todas
Preço certo
Preço certo pequenos as suas fases
de unidade
e total trabalhos com (entrega em
determinada
preço condições de
determinado operação)
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9.2 – Contrato de prestação de serviço

Segundo a norma, serviço é toda atividade destinada a obter


determinada utilidade de interesse para a Administração, tais como:
demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação,
reparação, adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade,
seguro ou trabalhos técnico-profissionais. Essa lista é apenas
exemplificativa, pois é impossível prever todos os possívels serviços que
serão necessários para a Administração Pública.
Dentro dos serviços, há os de natureza comum (que não necessitam
de nenhuma habilitação específica) e os de natureza técnico-
profissionais (que requerem algum tipo de habilitação). Além desses,
são serviços os listados abaixo (lista taxativa):
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos;
II - pareceres, perícias e avaliações em geral;
III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou
tributárias;
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico.

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A relevância de um serviço ser considerado técnico-profissional


é que tais serviços podem ser enquadrados na hipótese de
inexigibilidade de licitação caso atendam aos seguintes requisitos:
 Natureza singular;
 Prestados por profissionais/empresas de notória especialização.
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Serviço tem que


Serviços Hipótese de ser singular e
técnico- inexigibilidade contratado com
profissionais de licitação notória
especialização
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9.3 – Contrato de fornecimento ou compras

Segundo a lei, compras corresponde a toda aquisição remunerada de


bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. Já segundo
a doutrina, as compras englobam a aquisição bens móveis ou semoventes
necessários à execução de obras ou serviços.
Segundo parte da doutrina, tal contrato só adquire as características
de contrato administrativo se for referente a fornecimento contínuo,
parcelado ou quando o fornecimento for integral, mas para entrega
futura. Já para para contratos de pronta entrega e pagamento à vista, ocorre
o predomínio no direito privado.

9.4 – Contrato de Concessão

Segundo a doutrina majoritária, trata-se de contrato no qual a


Administração Pública concede ao contratado a execução remunerada
de serviços públicos, de obra pública e de uso de bens públicos. A
análise dos outros tipos de concessão e do contrato de permissão de serviços
públicos é tema específico referente ao assunto Serviços Públicos.
O contrato de obra pública é aquele em que o Poder Público concede o
direito de executar determinada obra, por sua conta e risco, cuja
remuneração será obtida por meio do uso dos pelos futuros usuários.
Esse modelo é muito comum nas concessões de rodovias.
Situação similar ocorre com a prestação de serviços públicos, que
será remunerada pelos usuários.
Já o contrato de uso de bem público é aquele em que a APU concede
o uso privativo de determinado bem público ao contratado.

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Concessão
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Serviços Uso de bem


Obras
públicos público

10 – Convênios Administrativos
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Os convênios administrativos correspondem a ajustes feitos entre a APU


e particulares, com o foco de atingir determinado objetivo que é de
interesse de todas as partes envolvidas, mediante colaboração mútua.
Assim como o contrato, trata-se de um acordo de vontades. A
diferença entre os convênios e os contratos é que nos primeiros há
uma concidência de interesses enquanto nos contratos tais interesses
são opostos, contraditórios.
Outra diferença é que enquanto no contrato a relação é bilateral,
nos convênios podemos ter diversos polos (participantes do convênio,
todos querendo atingir um mesmo fim).
No convênio, em regra, não há criação de nova pessoa jurídica e o
vínculo costuma ser mais tênue, com maior flexibilidade para se retirar.
Segundo a Lei nº 8.666/93, aplicam-se suas disposições, no que
couber, aos convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres
celebrados por órgãos e entidades da Administração. Em regra, não há
licitação nos convênios, pois todos têm os mesmos interesses.

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Contrato Convênio

Interesses contraditório Interesses coincidentes


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Regra: Licitação Regra: Não há licitação

Mais flexível quanto à


Não pode sair livremente
retirada
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A celebração de convênio, acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades


da APU depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho
proposto pela organização interessada, o qual deverá conter, no mínimo, as
seguintes informações:
I - identificação do objeto a ser executado;
II - metas a serem atingidas;
III - etapas ou fases de execução;
IV - plano de aplicação dos recursos financeiros;
V - cronograma de desembolso;
VI - previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão
das etapas ou fases programadas;
VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de
que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão
devidamente assegurados, salvo se o custo total do empreendimento recair
sobre a entidade ou órgão descentralizador.

Assinado o convênio, a entidade ou órgão repassador dará ciência do


mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva. Tal
ato é para controle e conhecimento, uma vez que, segundo o STF, é
inconstitucional norma que condicione a realização de convênios a autorização
do Legislativo.
As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com
o plano de aplicação aprovado, exceto nos casos a seguir, em que as mesmas
ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes:

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I - quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da


parcela anteriormente recebida, na forma da legislação aplicável, inclusive
mediante procedimentos de fiscalização local, realizados periodicamente pela
entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do
sistema de controle interno da Administração Pública;
II - quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos, atrasos
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não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas, práticas


atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas
contratações e demais atos praticados na execução do convênio, ou o
inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais
básicas;
III - quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas
pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo
sistema de controle interno.
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Os saldos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente


aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a
previsão de seu uso for igual ou superior a um mês, ou em fundo de aplicação
financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos
da dívida pública, quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos
menores que um mês.
As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão
obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas,
exclusivamente, no objeto de sua finalidade, devendo constar de
demonstrativo específico que integrará as prestações de contas do ajuste.
Quando da conclusão, denúncia, rescisão ou extinção do convênio,
acordo ou ajuste, os saldos financeiros remanescentes, inclusive os
provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, serão
devolvidos à entidade ou órgão repassador dos recursos, no prazo
improrrogável de 30 (trinta) dias do evento, sob pena da imediata instauração
de tomada de contas especial do responsável, providenciada pela autoridade
competente do órgão ou entidade titular dos recursos.

Pessoal, nossa aula termina aqui ! Façam todas as questões e revisões


necessárias! Te espero na proxima aula !
Bons estudos!

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11 – Questões Comentadas

11.1 - CESPE
1. (CESPE - Tec - APU – TC - DF/2014)
Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
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Aos contratos administrativos aplicam-se, supletivamente, as disposições de


direito privado.
Comentários:
Segundo a Lei nº 8.666/93: “Art. 54. Os contratos administrativos de que
trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito
público, aplicando-se-lhes, supletivamente, os princípios da teoria geral dos
contratos e as disposições de direito privado.”
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Gabarito 1. Certo.

2. (CESPE - Ag Adm - MTE/2014)


No que se refere à Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente.
Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados intuitu
personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado, apuradas
no procedimento da licitação.
Comentários.
Os contratos administrativos são sempre personalíssimos, mesmo quando a
subcontratação é permitida.
Gabarito 2. Certo.

3. (CESPE - Tec APU – TC - DF/2014)


Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
A administração pública possui a prerrogativa de alterar unilateralmente o
objeto do contrato, desde que a alteração seja apenas quantitativa,
mantendo-se a qualidade do objeto.
Comentários.
Como vimos, as alterações podem ser tanto quantitativas como qualitativas.
Gabarito 3. Errado.

4. (CESPE - Adm - PF/2014)


A respeito de compras e serviços no setor público, julgue o item subsecutivo.

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O princípio da impessoalidade, no que se refere à execução de obras públicas,


proíbe a subcontratação de empresas para a execução de parte do serviço
licitado, porquanto a escolha pessoal do subcontratado pelo contratado viola o
interesse público.
Comentários.
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A subcontratação é permitida, desde que seja parcial e esteja prevista no


contrato e edital.
Gabarito 4. Errado.

5. (CESPE - APF – DEPEN - Área 1/2015)


Julgue o item seguinte, relativo à gestão de contratos na administração
pública.
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As garantias contratuais prestadas pelos fornecedores contratados mediante


licitação são uma prerrogativa da administração pública com o objetivo de
assegurar a prestação adequada do serviço ou, em caso de falha na execução
que seja passível de aplicação de multa, assegurar o recebimento do valor
pactuado.
Comentários.
As garantias são exatamente uma prerrogativa da APU para assegurar a
adequada execução do contrato.
Gabarito 5. Certo.

6. (CESPE - Tec APU - TC - DF/2014)


Suponha que a Secretaria de Saúde do DF tenha celebrado contrato de
prestação de serviços de limpeza e conservação do prédio da sede do órgão.
Suponha, ainda, que a empresa contratada não esteja fornecendo o material
necessário à execução dos serviços e que alguns dos funcionários da empresa
reiteradamente se ausentem do trabalho sem justificativa adequada. Com
base nessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
A empresa de limpeza e conservação contratada não será isenta da
responsabilidade pelas falhas verificadas na execução de suas obrigações,
ainda que se verifique que a administração não tenha fiscalizado o contrato
adequadamente.
Comentários.
A fiscalização do contrato é obrigação da APU, mas isso de forma alguma elide
o contratado de suas responsabilidades.
Gabarito 6. Certo.

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7. (CESPE - APF – DEPEN - Área 1/2015)


Julgue o item seguinte, relativo à gestão de contratos na administração
pública.
Os contratos administrativos devem, necessariamente, conter cláusulas que se
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refiram aos direitos e às responsabilidades das partes, bem como às hipóteses


de rescisão, sob pena de nulidade do instrumento.
Comentários.
Realmente as cláusulas que se refiram aos direitos e às responsabilidades das
partes e as hipóteses de rescisão são cláusulas necessárias. Mas a sua
ausência acarreta nulidade? NÃO!!! Lembrem-se que a doutrina inclusive
entende que essa cláusulas necessárias não são “tão necessárias”...
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Gabarito 7. Errado.

8. (CESPE - Tec APU - TC-DF/2014)


Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
Em decorrência do princípio do formalismo, todas as contratações celebradas
pela administração pública devem ser formalizadas por meio de instrumento
de contrato, não sendo possível a sua substituição por outros instrumentos,
como a nota de empenho de despesa.
Comentários.
A resposta está no artigo 62 da Lei 8666: “Art. 62. O instrumento de contrato
é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas
dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites
destas duas modalidades de licitação, e facultativo nos demais em que a
Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como
carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou
ordem de execução de serviço.”
Gabarito 8. Errado.

9. (CESPE – ANTAQ/2014)
Com base na Lei n.º 8.666/1993, julgue o seguinte item, no que concerne à
contratação de serviços de natureza continuada pela administração pública.
Nos casos de prestação de serviços a serem executados de forma contínua, a
duração dos contratos poderá ser prorrogada ordinariamente por períodos
iguais e sucessivos, até o prazo máximo de 60 meses.
Comentários.

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Correto o item. Os serviços executados de forma contínua têm prazo de


duração de até 60 meses.
Gabarito 9. Certo.
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10. (CESPE - AnaTA - CADE/2014)


Com relação a compras e contratos na administração pública, julgue o item
que se segue.
O contrato terá vigência dentro do exercício financeiro, embora sejam
permitidos, em casos especiais, contratos com prazo de vigência
indeterminado.
Comentários.
Essa questão volta e meia cai em prova. Segundo a lei, é vedada a
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contratação por prazo indeterminado.


Gabarito 10. Errado.

11. (CESPE - ANTAQ /2014)


Determinado órgão da administração indireta celebrou contrato administrativo
cujo objeto era o fornecimento de serviços terceirizados de mão de obra para
limpeza e conservação do seu edifício-sede.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, a respeito da
fiscalização da execução do objeto contratual.
Conforme expresso na Lei n.º 8.666/1993, caso haja inadimplência do
contratado em relação a encargo trabalhista, a responsabilidade pelo
pagamento desse encargo não será transferida à administração.
Comentários.
Veja que o examinador ao dizer “Conforme expresso na Lei n.º 8.666/1993”
blindou a questão de possíveis recursos originados no posicionamento do TST.
Vida de concurseiro não é mole... Prestem atenção na questão seguinte.
Gabarito 11. Certo.

12. (CESPE - ANTAQ /2014)


Determinado órgão da administração indireta celebrou contrato administrativo
cujo objeto era o fornecimento de serviços terceirizados de mão de obra para
limpeza e conservação do seu edifício-sede.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, a respeito da
fiscalização da execução do objeto contratual.

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Conforme entendimento recente do Tribunal Superior do Trabalho, a


administração pública poderá ser responsabilizada subsidiariamente pelos
encargos trabalhistas apenas quando evidenciada sua conduta dolosa na
atividade de fiscalização contratual, especialmente no tocante ao recolhimento
dos referidos encargos pelo contratado.
Comentários.
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Afirmativa incorreta. Não exigência de conduta dolosa para que seja possível a
responsabilização, bastando a hipótese de omissão em fiscalizar por parte do
Estado.
Gabarito 12. Errado.

13. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
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No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o


item que se segue.
Nos contratos administrativos, a administração pública terá situação
privilegiada, legalmente estabelecida, em relação ao particular, dada a
prevalência do interesse público sobre o privado.
Comentários.
Os contratos firmados pelo Poder Público são chamados de contratos da
administração (conceito amplo).
Ocorre que, em parte desses contratos, o Estado atua efetivamente na
condição de Poder Público e por isso goza de certas prerrogativas não
extensíveis aos particulares (tais prerrogativas são chamadas de cláusulas
exorbitantes). Com isso, tais contratos são regidos pelo direito público.
Estes são os contratos administrativos ou
contratos administrativos típicos. Podemos citar, como exemplo, o contrato
de construção de um estádio para as olimpíadas.
Já quando a Administração Pública for parte de um contrato, sem atuar na
qualidade de Poder Público (ou seja: ocupando um dos polos da relação
como qualquer outra entidade ou pessoa), estaremos diante de um contrato
administrativo atípico ou semipúblico. Nesse tipo de
contrato predomina o regime de direito privado (direito civil e
empresarial).
Gabarito 13. Certo.

14. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)

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No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o


item que se segue.

A disposição das cláusulas de um contrato administrativo é livre à negociação


pelo particular, com a finalidade de se buscar o equilíbrio contratual.
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Comentários.
Os contratos administrativos têm a natureza de contrato de adesão.
Nos contratos de direito privado é normal que as partes negociem as cláusulas
do contrato até que o contrato atenda os interesses de ambos.
Já nos contratos administrativos, a Administração Pública estabelece as
cláusulas que são apresentadas aos particulares e, caso concordem,
poderão (geralmente precedido de licitação) contratar com o Poder
Público nos termos definidos por este.
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Gabarito 14. Errado.

15. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o
item que se segue.
No âmbito da contratação pública, assim como ocorre na esfera civil, a
contratação do particular poderá ocorrer verbalmente, sem a necessidade, em
determinadas hipóteses, de formalizá-la por meio de contrato administrativo.
Comentários.
O grande detalhe da questão é a expressão "em determinadas hipóteses" que
representa a possibilidade de contratos verbais.
A regra geral é que os contratos devem ser escritos enquanto que a exceção
(contratos verbais) é permitida no artigo 60 da Lei 8.666/93:
Art. 60. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições
interessadas, as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e
registro sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre
imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de
tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem.
Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a
Administração, salvo o de pequenas compras de pronto pagamento,
assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do
limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea "a" desta Lei, feitas em regime
de adiantamento.
Gabarito 15. Certo.

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16. (CESPE/2015/STJ/Técnico Judiciário - Administrativa)


Julgue o item subsecutivo, que tratam das características dos contratos
administrativos.
No âmbito dos contratos públicos, assim como ocorre na esfera civil, a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

contratação do particular poderá ser feita verbalmente, não havendo


necessidade de se formalizar a relação por meio de contrato administrativo.
Comentários.
A questão não apresenta expressões como “em determinadas hipóteses” ou
“excepcionalmente”, que vimos na questão anterior, que permitiriam a
situação de exceção para pequenas compras de pronto pagamento em que é
possível o contrato verbal.
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Gabarito 16. Errado.

17. (CESPE/2013/ANP/Todos os Cargos)


Em consonância com a previsão constitucional de observância do
procedimento licitatório no âmbito da administração pública, não é admissível,
em nenhuma hipótese, o contrato verbal.
Comentários.

Conforme ensinamentos anteriores, é admissível o contrato verbal no caso de


pequenas compras de pronto pagamento.
Gabarito 17. Errado.

18. (CESPE/2015/STJ/Conhecimentos Básicos para todos os cargos


(Exceto 1, 3, 6 e 14)
A respeito da licitação e dos contratos administrativos, julgue o item
subsecutivo.
É lícito à administração pública reter pagamentos à empresa que, contratada
administrativamente por meio de licitação, passe, no curso da execução
contratual, a situação de irregularidade fiscal.
Comentários.

O STJ já se posicionou contra a retenção de pagamentos a empresa irregular


quanto à situação fiscal (pagamento de tributos, na linguagem mais didática),
por essa exigência não constar dos artigos 55 (cláusulas necessárias em todos
os contratos) e 87 (sanções) da Lei 8.666/93. Pode ser rescindido o contrato,
porém a retenção do pagamento não. Por isso o gabarito da questão é errado.
Vejamos os textos das ementas de alguns julgados:

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ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRATO. RESCISÃO.


IRREGULARIDADE FISCAL. RETENÇÃO DE PAGAMENTO.
1. É necessária a comprovação de regularidade fiscal do licitante como
requisito para sua habilitação, conforme preconizam os arts. 27 e 29 da Lei nº
8.666/93, exigência que encontra respaldo no art. 195, § 3º, da CF.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

2. A exigência de regularidade fiscal deve permanecer durante toda a


execução do contrato, a teor do art. 55, XIII, da Lei nº 8.666/93, que dispõe
ser "obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato,
em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições
de habilitação e qualificação exigidas na licitação".
3. Desde que haja justa causa e oportunidade de defesa, pode a
Administração rescindir contrato firmado, ante o descumprimento de cláusula
contratual.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

4. Não se verifica nenhuma ilegalidade no ato impugnado, por ser legítima a


exigência de que a contratada apresente certidões comprobatórias de
regularidade fiscal.
5. Pode a Administração rescindir o contrato em razão de descumprimento de
uma de suas cláusulas e ainda imputar penalidade ao contratado
descumpridor. Todavia a retenção do pagamento devido, por não constar do
rol do art. 87 da Lei nº 8.666/93, ofende o princípio da legalidade, insculpido
na Carta Magna.

ADMINISTRATIVO. CONTRATO. ECT. PRESTAÇAO DE SERVIÇOS DE


TRANSPORTE. DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇAO DE MANTER A
REGULARIDADE FISCAL. RETENÇAO DO PAGAMENTO DAS
FATURAS.IMPOSSIBILIDADE.
1. A exigência de regularidade fiscal para a participação no procedimento
licitatório funda-se na Constituição Federal, que dispõe no 3º do art. 195 que
"a pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como
estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios", e deve ser mantida
durante toda a execução do contrato, consoante o art.55 da Lei 8.666/93.
2. O ato administrativo, no Estado Democrático de Direito, está subordinado
ao princípio da legalidade (CF/88, arts. 5º, II, 37, caput, 84, IV), o que
equivale assentar que a Administração poderá atuar tão-somente de acordo
com o que a lei determina.
3. Deveras, não constando do rol do art. 87 da Lei 8.666/93 a retenção do
pagamento pelos serviços prestados, não poderia a ECT aplicar a referida
sanção à empresa contratada, sob pena de violação ao princípio constitucional
da legalidade. Destarte, o descumprimento de cláusula contratual pode até
ensejar, eventualmente, a rescisão do contrato (art. 78 da Lei de Licitações),

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mas não autoriza a recorrente a suspender o pagamento das faturas e, ao


mesmo tempo, exigir da empresa contratada a prestação dos serviços.
4. Consoante a melhor doutrina, a supremacia constitucional "não significa que
a Administração esteja autorizada a reter pagamentos ou opor-se ao
cumprimento de seus deveres contratuais sob alegação de que o particular
encontra-se em dívida com a Fazenda Nacional ou outras instituições. A
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

administração poderá comunicar ao órgão competente a existência de crédito


em favor do particular para serem adotadas as providências adequadas. A
retenção de pagamentos, pura e simplesmente, caracterizará ato abusivo,
passível de ataque inclusive através de mandado de segurança." (Marçal
Justen Filho. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos, São
Paulo, Editora Dialética, 2002, p. 549).
Gabarito 18. Errado.
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19. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Acerca da elaboração e da fiscalização de contratos, julgue o item que se
segue.
Devem estar definidos no edital e no contrato os procedimentos para a
aplicação de sanções e glosas, bem como da rescisão contratual, e as
justificativas para sua aplicação em caso de descumprimento das obrigações
estabelecidas. Cada sanção ou penalidade tem de ser proporcional ao dano,
sendo vedado o uso das garantias contratuais para a aplicação de penalidades.
Comentários.

A primeira parte da questão está correta, segundo o artigo 55 da Lei


8.666/93:
Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam:
...
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando
exigidas;
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades
cabíveis e os valores das multas;
VIII - os casos de rescisão;
IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de
rescisão administrativa prevista no art. 77 desta Lei;
...

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XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do


contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas
as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação.
Já a segunda parte está incorreta, já que é possível a utilização das garantias
segundo a Lei 8.666/93:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Art. 86. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado


à multa de mora, na forma prevista no instrumento convocatório ou no
contrato.
§ 1o A multa a que alude este artigo não impede que a Administração
rescinda unilateralmente o contrato e aplique as outras sanções previstas
nesta Lei.
§ 2o A multa, aplicada após regular processo
administrativo, será descontada da garantia do respectivo contratado.
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§ 3o Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada, além da


perda desta, responderá o contratado pela sua diferença, a qual será
descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou
ainda, quando for o caso, cobrada judicialmente.
Gabarito 19. Errado.

20. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Com base no que dispõe a Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente,
acerca de licitação e contratos administrativos.
A documentação necessária para a qualificação econômico-financeira de
pessoa jurídica limita-se ao balanço patrimonial e às demonstrações
contábeis do último exercício social.
Comentários.

Segundo a Lei nº 8.666/93:


Art. 31. A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-
se-á a:
I - balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício
social, já exigíveis e apresentados na forma da lei, que comprovem a boa
situação financeira da empresa, vedada a sua substituição por balancetes ou
balanços provisórios, podendo ser atualizados por índices oficiais quando
encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta;
II - certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor
da sede da pessoa jurídica, ou de execução patrimonial, expedida no domicílio
da pessoa física;

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III - garantia, nas mesmas modalidades e critérios previstos no "caput" e


§ 1o do art. 56 desta Lei, limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do
objeto da contratação.
Gabarito 20. Errado.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

21. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Com base nos dispositivos da Lei n.º 8.666/1993 relativos ao
acompanhamento da execução contratual, julgue o seguinte item.
Nas hipóteses de inexecução total ou parcial do contrato, a administração
pode, entre outras formas de sanção, suspender temporariamente a
participação do contratado em licitação e impedi-lo de contratar com a
administração, por prazo não superior a dois anos.
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Comentários.

A questão está certa, pois reproduz o inciso III do artigo 87 da Lei 8.666/93:
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração
poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes
sanções:
I - advertência;
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento
de contratar com a Administração, por prazo não superior a 2
(dois) anos;
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração
Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que
seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a
penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a
Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção
aplicada com base no inciso anterior.
Gabarito 21. Certo.

22. (CESPE/2014/Anatel/Analista Administrativo - Direito)

Considerando o disposto na Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente.


Conforme entendimento do Tribunal de Contas da União, a extensão dos
efeitos da sanção de suspensão temporária do direito de licitar e contratar
aplicada pelo órgão ou entidade à empresa contratada impede a referida

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empresa de licitar a contratar apenas com o órgão ou a entidade que aplicou a


sanção.
Comentários.

O TCU já se manifestou no sentido da questão:


Acórdão nº 3243/2012-Plenário, TC-013.294/2011-3, redator Ministro
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Raimundo Carreiro, 28.11.2012.


1. A sanção prevista no inciso III do art. 87 da Lei nº 8.666/93 produz
efeitos apenas no âmbito do órgão ou entidade que a aplicou.
Fique bem atento:

1. Quando o examinador blindar a questão, informando que o


entendimento a ser seguido é o do TCU, siga o texto do acórdão acima: a
sanção produz efeitos apenas no âmbito do órgão ou entidade que a aplicou.
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2. Caso o examinador cite o STJ ou não cite nenhum dos órgãos citados,
siga o entendimento de que a sanção produz efeitos perante toda a
Administração Pública. Segue o texto de julgado de Recurso Especial:
STJ - Recurso Especial 174274: ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DE
PARTICIPAÇÃO EM LICITAÇÕES. MANDADO DE SEGURANÇA. ENTES OU
ÓRGÃOS DIVERSOS.EXTENSÃO DA PUNIÇÃO PARA TODA
A ADMINISTRAÇÃO. A punição prevista no inciso III do artigo 87 da Lei
nº 8.666/93 não produz efeitos somente em relação ao órgão ou ente
federado que determinou a punição, mas a toda a Administração
Pública, pois, caso contrário, permitir-se-ia que empresa suspensa
contratasse novamente durante o período de suspensão, tirando desta
a eficácia necessária. Recurso especial provido.
Gabarito 22. Certo.

23. (CESPE/2008/STF/Analista Judiciário – Área Administrativa)


Com relação aos conceitos e aplicações gerais da administração, julgue os
itens de 124 a 135.
O poder público tem a prerrogativa de modificar, unilateralmente, sem prévia
concordância do contratado, as cláusulas econômico-financeiras dos contratos
administrativos, para adequá-los melhor às finalidades de interesse público.
Comentários.

A questão está incorreta, pois segundo a Lei 8.666/93:


Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei
confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

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I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de


interesse público, respeitados os direitos do contratado;
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79
desta Lei;
III - fiscalizar lhes a execução;
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;


V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis,
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da
necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo
contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.
§ 1o As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos
administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do
contratado.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Gabarito 23. Errado.

24. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Julgue os próximos itens, relativos à gestão de contratos.
A empresa contratada por processo licitatório é responsável pelos danos que
causar aos equipamentos e (ou) a outros bens de propriedade do contratante
e aos de propriedade dos funcionários contratados.
Comentários.

Temos a seguinte informação no artigo 70 da Lei 8.666/93:


Art. 70. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à
Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na
execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a
fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.
A questão não informa se a responsabilidade se dará por culpa ou dolo, como
o artigo acima e por isso está errada. Podem haver situações excludentes de
responsabilidade por não decorrerem de culpa ou dolo da empresa contratada.
Gabarito 24. Errado.

25. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Julgue os próximos itens, relativos à gestão de contratos.
À empresa contratada por processo licitatório é conferida a liberdade de
arbitrar os salários de seus empregados, não sendo permitida, portanto, a

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divulgação de sua folha de pagamento, ainda que por solicitação do


contratante.
Comentários.

A empresa contratada será responsável pelos encargos trabalhistas,


previdenciários, fiscais e comerciais resultantes do contrato.
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A inadimplência destes encargos não transferirá à Administração Pública (APU)


a responsabilidade pelo pagamento, mas especificamente no caso dos
encargos previdenciários, a APU responde solidariamente e por isso deve
fiscalizar o fiel cumprimento desses encargos e pode solicitar a divulgação da
folha de pagamento paga pela contratada.
Essas informações estão presentes no artigo 71 da Lei 8.666/93:
Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas,
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

§ 1o A inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas,


fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade
por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a
regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de
Imóveis.
§ 2o A Administração Pública responde solidariamente com o
contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do
contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
Gabarito 25. Errado.

26. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Com relação à garantia contratual, julgue os itens que se seguem.
A garantia contratual destina-se a evitar prejuízos ao patrimônio público.
Comentários.

A questão está correta. Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (Direito


Administrativo Descomplicado - 23a edição - 2015):
"A exigência de que os
particulares contratados (e também os licitantes) prestem
garantias à administração visando a assegurar o adequado adimpl
emento do contrato, ou, na hipótese de inexecução, facilitar
o ressarcimento dos prejuízos sofridos pela administração, constitui
uma das características dos contratos administrativos, considerada, por
alguns autores, uma cláusula exorbitante, uma vez que o respectivo
regramento legal confere prerrogativas à administração pública."

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Gabarito 26. Certo

27. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
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Com relação à garantia contratual, julgue os itens que se seguem.


A garantia contratual, em regra, não deve exceder 5% do valor do contrato,
no entanto, esse percentual pode atingir 10% no caso de obras, serviços e
fornecimentos de pequeno e médio vulto, particularmente aqueles que não
envolvam riscos financeiros.
Comentários.

O limite da garantia poderá ser elevado até 10% apenas nos casos de obras,
serviços e fornecimentos de grande vulto (e não pequeno e médio como
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

afirma a questão) que envolvem alta complexidade técnica e riscos financeiros


consideráveis (a questão afirma que não envolvem riscos financeiros).
Segundo a Lei 8.666/93:
Art. 56. A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que
prevista no instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de
garantia nas contratações de obras, serviços e compras.
§ 1o Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de
garantia:
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, devendo estes ter sido
emitidos sob a forma escritural, mediante registro em sistema centralizado de
liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados
pelos seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda;
II - seguro-garantia;
III - fiança bancária.
§ 2o A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco
por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas
condições daquele, ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste artigo.
§ 3o Para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo
alta complexidade técnica e riscos financeiros
consideráveis, demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela
autoridade competente, o limite de garantia previsto no parágrafo
anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do
contrato.
Gabarito 27. Errado.

28. (CESPE/2015/FUB/Engenheiro Civil)

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Em relação às disposições da Lei de Licitações e Contratos, julgue o item


subsecutivo.
O prazo de execução de um contrato administrativo é iniciado na data de
assinatura do contrato.
Comentários.
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O prazo de início da execução será determinado no contrato, conforme artigo


55 da Lei 8.666/93:
Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam:
V - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega,
de observação e de recebimento definitivo, conforme o caso;
Porém, o que é importante você saber é que há um condicionante para esse
prazo: a eficácia do contrato se dará a partir da publicação resumida do
instrumento/aditamentos na imprensa oficial. Assim, entendo que o prazo de
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execução terá início a partir da publicação, quando o contrato terá eficácia.


Tenha bastante cuidado na leitura de uma questão que cobre esse assunto,
para entender o que o examinador pede. Vejamos o artigo da Lei 8.666/93:
Art. 61. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus
representantes, a finalidade, o ato que autorizou a sua lavratura, o número do
processo da licitação, da dispensa ou da inexigibilidade, a sujeição dos
contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais.
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento de contrato ou
de seus aditamentos na imprensa oficial, que é condição indispensável
para sua eficácia, será providenciada pela Administração até o quinto
dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo
de vinte dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda que sem
ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei.
Gabarito 28. Errado.

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12 – Lista de exercícios

12.1 - CESPE
1. (CESPE - Tec - APU – TC - DF/2014)
Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Aos contratos administrativos aplicam-se, supletivamente, as disposições de


direito privado.

2. (CESPE - Ag Adm - MTE/2014)


No que se refere à Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente.
Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados intuitu
personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado, apuradas
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no procedimento da licitação.

3. (CESPE - Tec APU – TC - DF/2014)


Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
A administração pública possui a prerrogativa de alterar unilateralmente o
objeto do contrato, desde que a alteração seja apenas quantitativa,
mantendo-se a qualidade do objeto.

4. (CESPE - Adm - PF/2014)


A respeito de compras e serviços no setor público, julgue o item subsecutivo.
O princípio da impessoalidade, no que se refere à execução de obras públicas,
proíbe a subcontratação de empresas para a execução de parte do serviço
licitado, porquanto a escolha pessoal do subcontratado pelo contratado viola o
interesse público.

5. (CESPE - APF – DEPEN - Área 1/2015)


Julgue o item seguinte, relativo à gestão de contratos na administração
pública.
As garantias contratuais prestadas pelos fornecedores contratados mediante
licitação são uma prerrogativa da administração pública com o objetivo de
assegurar a prestação adequada do serviço ou, em caso de falha na execução
que seja passível de aplicação de multa, assegurar o recebimento do valor
pactuado.

6. (CESPE - Tec APU - TC - DF/2014)

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Suponha que a Secretaria de Saúde do DF tenha celebrado contrato de


prestação de serviços de limpeza e conservação do prédio da sede do órgão.
Suponha, ainda, que a empresa contratada não esteja fornecendo o material
necessário à execução dos serviços e que alguns dos funcionários da empresa
reiteradamente se ausentem do trabalho sem justificativa adequada. Com
base nessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A empresa de limpeza e conservação contratada não será isenta da


responsabilidade pelas falhas verificadas na execução de suas obrigações,
ainda que se verifique que a administração não tenha fiscalizado o contrato
adequadamente.

7. (CESPE - APF – DEPEN - Área 1/2015)


Julgue o item seguinte, relativo à gestão de contratos na administração
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

pública.
Os contratos administrativos devem, necessariamente, conter cláusulas que se
refiram aos direitos e às responsabilidades das partes, bem como às hipóteses
de rescisão, sob pena de nulidade do instrumento.

8. (CESPE - Tec APU - TC-DF/2014)


Com relação aos contratos administrativos, julgue o item subsequente.
Em decorrência do princípio do formalismo, todas as contratações celebradas
pela administração pública devem ser formalizadas por meio de instrumento
de contrato, não sendo possível a sua substituição por outros instrumentos,
como a nota de empenho de despesa.

9. (CESPE – ANTAQ/2014)
Com base na Lei n.º 8.666/1993, julgue o seguinte item, no que concerne à
contratação de serviços de natureza continuada pela administração pública.
Nos casos de prestação de serviços a serem executados de forma contínua, a
duração dos contratos poderá ser prorrogada ordinariamente por períodos
iguais e sucessivos, até o prazo máximo de 60 meses.

10. (CESPE - AnaTA - CADE/2014)


Com relação a compras e contratos na administração pública, julgue o item
que se segue.
O contrato terá vigência dentro do exercício financeiro, embora sejam
permitidos, em casos especiais, contratos com prazo de vigência
indeterminado.

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11. (CESPE - ANTAQ /2014)


Determinado órgão da administração indireta celebrou contrato administrativo
cujo objeto era o fornecimento de serviços terceirizados de mão de obra para
limpeza e conservação do seu edifício-sede.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, a respeito da


fiscalização da execução do objeto contratual.
Conforme expresso na Lei n.º 8.666/1993, caso haja inadimplência do
contratado em relação a encargo trabalhista, a responsabilidade pelo
pagamento desse encargo não será transferida à administração.

12. (CESPE - ANTAQ /2014)


Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Determinado órgão da administração indireta celebrou contrato administrativo


cujo objeto era o fornecimento de serviços terceirizados de mão de obra para
limpeza e conservação do seu edifício-sede.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, a respeito da
fiscalização da execução do objeto contratual.
Conforme entendimento recente do Tribunal Superior do Trabalho, a
administração pública poderá ser responsabilizada subsidiariamente pelos
encargos trabalhistas apenas quando evidenciada sua conduta dolosa na
atividade de fiscalização contratual, especialmente no tocante ao recolhimento
dos referidos encargos pelo contratado.

13. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o
item que se segue.
Nos contratos administrativos, a administração pública terá situação
privilegiada, legalmente estabelecida, em relação ao particular, dada a
prevalência do interesse público sobre o privado.

14. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o
item que se segue.
A disposição das cláusulas de um contrato administrativo é livre à negociação
pelo particular, com a finalidade de se buscar o equilíbrio contratual.

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15. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
No que se refere às características dos contratos administrativos, julgue o
item que se segue.
No âmbito da contratação pública, assim como ocorre na esfera civil, a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

contratação do particular poderá ocorrer verbalmente, sem a necessidade, em


determinadas hipóteses, de formalizá-la por meio de contrato administrativo.

16. (CESPE/2015/STJ/Técnico Judiciário - Administrativa)


Julgue o item subsecutivo, que tratam das características dos contratos
administrativos.
No âmbito dos contratos públicos, assim como ocorre na esfera civil, a
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

contratação do particular poderá ser feita verbalmente, não havendo


necessidade de se formalizar a relação por meio de contrato administrativo.

17. (CESPE/2013/ANP/Todos os Cargos)


Em consonância com a previsão constitucional de observância do
procedimento licitatório no âmbito da administração pública, não é admissível,
em nenhuma hipótese, o contrato verbal.

18. (CESPE/2015/STJ/Conhecimentos Básicos para todos os cargos


(Exceto 1, 3, 6 e 14)
A respeito da licitação e dos contratos administrativos, julgue o item
subsecutivo.
É lícito à administração pública reter pagamentos à empresa que, contratada
administrativamente por meio de licitação, passe, no curso da execução
contratual, a situação de irregularidade fiscal.

19. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Acerca da elaboração e da fiscalização de contratos, julgue o item que se
segue.
Devem estar definidos no edital e no contrato os procedimentos para a
aplicação de sanções e glosas, bem como da rescisão contratual, e as
justificativas para sua aplicação em caso de descumprimento das obrigações
estabelecidas. Cada sanção ou penalidade tem de ser proporcional ao dano,
sendo vedado o uso das garantias contratuais para a aplicação de penalidades.

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20. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Com base no que dispõe a Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente,
acerca de licitação e contratos administrativos.
A documentação necessária para a qualificação econômico-financeira de
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

pessoa jurídica limita-se ao balanço patrimonial e às demonstrações


contábeis do último exercício social.

21. (CESPE/2015/TCU/Auditor Federal de Controle Externo –


Tecnologia da Informação)
Com base nos dispositivos da Lei n.º 8.666/1993 relativos ao
acompanhamento da execução contratual, julgue o seguinte item.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Nas hipóteses de inexecução total ou parcial do contrato, a administração


pode, entre outras formas de sanção, suspender temporariamente a
participação do contratado em licitação e impedi-lo de contratar com a
administração, por prazo não superior a dois anos.

22. (CESPE/2014/Anatel/Analista Administrativo - Direito)

Considerando o disposto na Lei n.º 8.666/1993, julgue o item subsequente.


Conforme entendimento do Tribunal de Contas da União, a extensão dos
efeitos da sanção de suspensão temporária do direito de licitar e contratar
aplicada pelo órgão ou entidade à empresa contratada impede a referida
empresa de licitar a contratar apenas com o órgão ou a entidade que aplicou a
sanção.

23. (CESPE/2008/STF/Analista Judiciário – Área Administrativa)


Com relação aos conceitos e aplicações gerais da administração, julgue os
itens de 124 a 135.
O poder público tem a prerrogativa de modificar, unilateralmente, sem prévia
concordância do contratado, as cláusulas econômico-financeiras dos contratos
administrativos, para adequá-los melhor às finalidades de interesse público.

24. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Julgue os próximos itens, relativos à gestão de contratos.

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A empresa contratada por processo licitatório é responsável pelos danos que


causar aos equipamentos e (ou) a outros bens de propriedade do contratante
e aos de propriedade dos funcionários contratados.

25. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Administração)
Julgue os próximos itens, relativos à gestão de contratos.
À empresa contratada por processo licitatório é conferida a liberdade de
arbitrar os salários de seus empregados, não sendo permitida, portanto, a
divulgação de sua folha de pagamento, ainda que por solicitação do
contratante.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

26. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Com relação à garantia contratual, julgue os itens que se seguem.
A garantia contratual destina-se a evitar prejuízos ao patrimônio público.

27. (CESPE/2010/ABIN/Agente Técnico de Inteligência – Área de


Administração)
Com relação à garantia contratual, julgue os itens que se seguem.
A garantia contratual, em regra, não deve exceder 5% do valor do contrato,
no entanto, esse percentual pode atingir 10% no caso de obras, serviços e
fornecimentos de pequeno e médio vulto, particularmente aqueles que não
envolvam riscos financeiros.

28. (CESPE/2015/FUB/Engenheiro Civil)


Em relação às disposições da Lei de Licitações e Contratos, julgue o item
subsecutivo.
O prazo de execução de um contrato administrativo é iniciado na data de
assinatura do contrato.

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13 – Gabarito

Gabarito 1. Certo. ........................................................................ 38


Gabarito 2. Certo. ........................................................................ 38
Gabarito 3. Errado. ...................................................................... 38
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Gabarito 4. Errado. ...................................................................... 39


Gabarito 5. Certo. ........................................................................ 39
Gabarito 6. Certo. ........................................................................ 39
Gabarito 7. Errado. ...................................................................... 40
Gabarito 8. Errado. ...................................................................... 40
Gabarito 9. Certo. ........................................................................ 41
Gabarito 10. Errado. ...................................................................... 41
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Gabarito 11. Certo. ........................................................................ 41


Gabarito 12. Errado. ...................................................................... 42
Gabarito 13. Certo. ........................................................................ 42
Gabarito 14. Errado. ...................................................................... 43
Gabarito 15. Certo. ........................................................................ 43
Gabarito 16. Errado. ...................................................................... 44
Gabarito 17. Errado. ...................................................................... 44
Gabarito 18. Errado. ...................................................................... 46
Gabarito 19. Errado. ...................................................................... 47
Gabarito 20. Errado. ...................................................................... 48
Gabarito 21. Certo. ........................................................................ 48
Gabarito 22. Certo. ........................................................................ 49
Gabarito 23. Errado. ...................................................................... 50
Gabarito 24. Errado. ...................................................................... 50
Gabarito 25. Errado. ...................................................................... 51
Gabarito 26. Certo ......................................................................... 52
Gabarito 27. Errado. ...................................................................... 52
Gabarito 28. Errado. ...................................................................... 53

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14 – Referencial Bibliográfico

Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 23ª ed. São


Paulo: Editora Método, 2015.
Bandeira de Melo, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Malheiros, 2010.
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas,
2009.
Alexandre, Ricardo. Deus, João de. Direito Administrativo Esquematizado. São
Paulo: Editora Método, 2014.
Meirelles, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 22. Ed. São Paulo, RT,
1997.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Brasília, DF, Senado, 1998.

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