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Matéria: Direito Administrativo


Professor: Jonatas Albino do Nascimento
Intervenção do Estado na Propriedade
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas
Professor Jonatas Albino do Nascimento

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Olá, Pessoal!
Hoje vamos tratar de Intervenção do Estado na Propriedade. Vamos ao
trabalho!
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INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE

Sumário

1 – Introdução ..................................................................................... 3
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2 – Intervenções Restritivas ................................................................ 3


2.1 – Servidão administrativa ......................................................................................................... 3
2.2 – Requisição ............................................................................................................................. 4
2.3 – Ocupação Temporária ........................................................................................................... 5
2.4 – Limitação Administrativa ....................................................................................................... 5
2.5 – Tombamento ......................................................................................................................... 6
3 – Intervenção supressiva.................................................................. 8
3.1 – Desapropriação ..................................................................................................................... 8
3.1.1 – Tipos de desapropriação .................................................................................................. 10
3.1.2 – Procedimento ................................................................................................................... 14
3.1.3 – Imissão Provisória............................................................................................................. 15
3.1.4 – Tredestinação ................................................................................................................... 16
3.1.5 – Retrocessão ...................................................................................................................... 16
3.1.6 – Indenização ...................................................................................................................... 17
5 – Questões Comentadas ................................................................. 19
5.1 - CESPE .................................................................................................................................... 19
5.2 - ESAF ...................................................................................................................................... 22
6 – Listas de exercícios ...................................................................... 28
6.1 - CESPE .................................................................................................................................... 28
6.2 - ESAF ...................................................................................................................................... 30
7 – Gabarito ....................................................................................... 35
8– Referencia Bibliográfico ................................................................ 36

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1 – Introdução

A competência administrativa para intervir na propriedade privada


é de todos os entes federativos.
A intervenção na propriedade pode ser restritiva ou supressiva. É
restritiva quando Estado impõe limites ao uso da propriedade por seu dono,
sem entretanto lhe tirar o bem. A intervenção é supressiva quando
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efetivamente o Poder Público coercitivamente transfere para si a


propriedade de terceiro.

Bem continua com


Restritiva o proprietário
original
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Intervenção na
propriedade
Estado se apropria
Supressiva
do bem

2 – Intervenções Restritivas

Temos cinco tipos de intertenções restritivas na propriedade: servidão


administrativa, requisição, ocupação temporária, limitação
administrativa e tombamento.
Vejamos cada um dos itens.

Intervenções
restritivas

Servidão Ocupação Limitação


Requisição Tombamento
administrativa temporária administrativa

2.1 – Servidão administrativa

A servidão administrativa corresponde à situação onde o Poder Público,


direta ou indiretamente (pode ser realizado tanto pelo Poder Público quanto
pelos seus delegatários), estabelece um direito real de uso sobre bem

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imóvel particular ou público, para garantir a prestação de serviço


público ou a realização de obra pública.
São definidos o elemento dominante, que pode ser um prédio ou um
serviços públco (res dominans) e um elemento serviente (res serviens). Os
poderes se limitam à possibilidade de usar, gozar e de extrair
determinados produtos.
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A servidão é perpétua, durando até que deixe de ser necessária,


podemdo ocorrer por lei, acordo ou decisão judicial. Nos dois últimos casos
precisa ser precedida de ato declaratório de utilidade pública do bem, não
sendo medida autoexecutória - para que tenha validade erga omnes é
necessário seu assento no Registro de Imóveis. A medida só é autoexecutória
se for instituída por lei.
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Como regra não há direito à indenização. Se houver perspectiva de


prejuízo, os danos devem ser previdamente indenizados.
Podemos citar como exemplo a obrigação de que o particular permita a
passagem de fios pelo seu terreno.

Direito real

Sobre bens imóveis

Instituída pelo Poder Público ou por delegatários

Como regra não há indenização

2.2 – Requisição

A requisição tem previsão constitucional. Vejamos o que diz a CF/88:


Art. 5º (...) XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao
proprietário indenização ulterior, se houver dano;
Como vemos a requisição é medida extraordinária onde o Estado, por
ato unilateral e autoexecutório, utiliza bens móveis, imóveis ou
serviços de particulares para tratar situações de perigo
eminente/imediato, havendo obrigação de indenização caso se configure
prejuízo ao particular.
Percebem a diferença da servidão? Lá é tratada uma situação
“permanente” (enquanto durar a necessidade), enquanto aqui é transitória
(apenas para determinada situação).

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2.3 – Ocupação Temporária

A ocupação temporária ocorre quando o Poder Público


compulsoriamente utiliza imóvel para permitir a realização de obra,
serviço ou atividade pública.
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A ocupação pode ser tanto remunerada quanto gratuita e é sempre


transitória. É nítida a semelhança com a requisição, diferindo por não
tratar de situação de emergência.
A ocupação temporária pode estar vinculada a um processo de
desapropriação. Nesse caso o uso da propriedade deve ser indenizado. Nas
demais situações como regra não há indenização, salvo se houver prejuízo.
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OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA

Só há indenização no
Ocorre para realização
caso de estar vinculada
Provisória de obras e serviços
à desapropriação ou se
públicos normais
houver prejuízo

2.4 – Limitação Administrativa

A limitação administrativa trata-se de ato unilateral, geral e gratuito


que obriga o proprietário a fazer, não fazer ou permitir que outro faça,
em sua propriedade, com o objetivo de garantir que a propriedade
cumpra sua função social. A propriedade continua com seu proprietário,
mas seu uso passa a ser condicionano pelo que é estabelecido pelo Poder
Público.
Diferentemente da servidão administrativa, a limitação administrativa é
ato geral – atinge todos que se encontram na situação prevista. Um
exemplo é a definição de que cada imóvel em determinado bairro pode ter no
máximo dois pavimentos por questões de mobilidade urbana.
Podem ser estabelecidas por atos legislativos ou administrativos
(sempre de caráter geral) e têm caráter de perpetuidade. Podem atingir
móveis, imóveis ou serviços.
Salvo em situações excepcionais não geram direito a indenização.

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Servidão administrativa Limitação administrativa

•Atinge propriedade determinada •Ato geral (atinge quem atender


os requisitos previstos)
•Afeta apenas imóveis •Afeta móveis, imóveis e serviços
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•Objetivo é garantir serviço •Objetivo é garantir que as


público ou obra/serviço de propriedade cumpram sua função
interesse coletivo social

2.5 – Tombamento
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Tombamento é a forma de intervenção estatal onde o Poder Público


procura proteger/preservar o patrimônio histórico, artístico e cultural.
Pode incidir sobre bens móveis, imóveis e até imateriais, sejam públicos
ou privados. Para esclarecer o que seriam bens imateriais, podemos citar as
festas populares de rua que existem em nosso país.
O tombamento tem respaldo na utilidade pública que os bens
tombados possuem.

Preserva patrimônio
Atinge bens móveis,
Tombamento histórico, artístico e
imóveis e imateriais
cultural

Segundo a CF/88, constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de


natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto,
portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços
destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

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Ainda segundo a CF/88, compete à União, aos Estados e ao Distrito


Federal legislar concorrentemente sobre proteção ao patrimônio histórico,
cultural, artístico, turístico e paisagístico. Lembramos que no âmbito da
legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer
normas gerais.
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Todos os entes políticos têm competência para tombar um bem.


Os bens tombados continuam no patrimônio dos proprietários
originais, surgindo entretanto a obrigação de conservação das características
do bem.
O tombamento pode ocorrer de ofício, voluntário ou compulsório.
Ocorre o tombamento de ofício quando é decretado o tombamento de bem
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público. Já o tombamento sobre bens privados pode ser voluntário ou


compulsório. O primeiro é oriundo de acordo entre o Estado e o particular,
enquanto o segundo é decretado pelo Poder Público
independentemente da concordância do particular.

Bem público De ofício

Tombamento
Voluntário

Bem privado

Compulsório

O tombamento pode ser definitivo ou provisório. É definitivo


quando é decretado na esfera administrativa e é realizada sua
inscrição no Livro de Tombo (livro onde são registrados todos o
tombamentos). Já o tombamento provisório ocorre enquanto o processo de
tombamento definitivo ainda está tramitando.
Ao determinar os bens a serem tombados, o Poder Público pode
restringir seu ato à determinado bem (por exemplo, a Igreja Nossa
Senhora de Fátima localizada no município de Vinhedo) ou a todos os bens
que atendam determinados requisitos (por exemplo, todas as casas
localizadas na Praça Tirandentes, no município de Belo Horizonte, que tenham
sua estrutura com traços da cultura barroca). No primeiro caso temos o
tombamento individual e no segundo o tombamento geral.

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Tombamento

Individual Geral
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Bens que atendam


Determinado bem
certos requisitos

O tombamento é declarado por ato do Poder Executivo


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(jurisprudência do STF).
Em regra não há indenização, salvo nos casos em que o bem perca
sua utilizadade econômica para o proprietário.
É possível a alienação de bem tombado, desde que seja dada
preferência ao Poder Público (art. 22, Decreto 25/1937). O bem deve
primeiro ser oferecido à União, Estado e Município onde se localize. Os entes
políticos terão o prazo de 30 dias para se manifestar.

3 – Intervenção supressiva

A única forma de intervenção supressiva é a desapropriação que


veremos adiante.

3.1 – Desapropriação

Suas regras gerais se encontram no Decreto nº 3.365/41. A


desapropriação é o procedimento que permite ao Poder Público e aos
seus delegatários transferir para si determinada propriedade de
terceiros, baseado em razões de utilidade pública, necessidade pública
ou interesse social.
Trata-se de procedimento de aquisição de propriedade originária,
uma vez que não guarda relação com o proprietário anterior. Por isso
não pode ser questionada pelos credores do proprietário e os direitos reais
sobre a propriedade são extintos. O Poder Público tem o dever de pagar
(incluir na indenização) eventuais ônus ou direitos que recaiam sobre o bem.
Segundo a CF/88 compete privativamente à União legislar sobre
desapropriação. Lei complementar pode entretanto autorizar os Estados a
legislar sobre tal matéria.

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Todos os entes políticos têm competência para declarar o bem de


utilidade pública, necessidade pública ou interesse social (competência
declaratória), respeitado (como regra) o critério territorial – não faz
sentido o Estado do Rio de Janeiro declarar de utilidade pública para o Estado
um terreno localizado em Manaus (AM). Há certas situações onde apenas
determinado ente/entidade pode realizar a declaração, como a desapropriação
confiscatória (quando são encontradas provas de que o terrenos eram
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utilizados para o cultivo de entorpecentes), cuja competência é exclusiva da


União.
Há ainda a competência executória, que se refere à execução de
todos os procedimentos para promover a desapropriação. Todos os
entes políticos, entidades da APU indireta e até os delegatários de
serviços públicos podem executar a desapropriação.
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Os entes políticos têm competência executória incondicionada,


ou seja, não precisam de qualquer autorização para exercer tal competência.
Já os demais sujeitos precisam que tal competência esteja prevista em lei ou
contrato.

Competência

Legislativa Declaratória Executória

Entes Entes/entida
União políticos des da APU e
(regra) delegatários

É interessante perceber que até bens públicos podem ser


desapropriados, respeitado o princípio da hierarquia, segundo o qual a
União pode desapropriar bens públicos de outros entes, os Estados podem
desapropriar bens municípais e os municípios não podem desapropriar bens de
outros entes.
Princípio da Hierarquia

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União pode desapropriar bens •Estados


dos •Municípios

Estados podem desapropriar


•Municípios
bens dos
Municípios não podem
desapropriar bens dos outros
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entes

Para que um ente político proceda à desapropriação de bem


público de outro ente federativo é necessário que o ente expropriante
(quem realiza a desapropriação) tenha autorização do Poder Legislativo.
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O bem desapropriado pode ser definitivamente incluído no patrimônio


do ente expropriante. Alternativamente pode ser provisoriamente incluído no
bem do Poder Público para depois ser transferido a terceiro.

3.1.1 – Tipos de desapropriação

Há cinco tipos de desapropriação: ordinária (comum), urbanística


sancionatória, rural para fins de reforma agrária, confiscatória e
indireta. Vejamos o conceito de cada uma.

Ordinária

Urbanística sancionatória
Desapropriação

Rural para reforma agrária

Confiscatória

Indireta

Ordinária ou Comum

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Nesse caso, a desapropriação ocorre por necessidade pública,


utilidade pública ou interesse social. A necessidade pública corresponde a
situação em que o Poder Público deve atuar imediatamente, sem
possibilidade de adiamento. A utilidade pública ocorre quando a
desapropriação do bem é oportuna, mas não indispensável. Por fim,
interesse social está relacionado à redução de desigualdades sociais.
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Poder Público deve


Necessidade
atuar
pública
imediatamente

Desapropriação do
Desapropriação bem é oportuna,
Utilidade pública
ordinária mas não
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indispensável

Redução de
Interesse social desigualdades
sociais

Urbanística Sancionatória
Essa hipótese está prevista no artigo 182 da CF/88 e possibilita que o
Município realize a desapropriação do solo urbano não edificado,
subutilizado ou não utilizado. É regulado também pelo Estatuto da Cidade,
Lei nº 10.257/01. Para que o imóvel seja desapropriado deve nessa situação,
seu terreno deve estar no plano direto do município.
Segundo a própria CF/88 é facultado ao Poder Público municipal,
mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos
termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado,
subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado
aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
I - parcelamento ou edificação compulsórios;
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no
tempo;
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública
de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de
resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas,
assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

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Atinge solo
urbano não Só pode ser
Última das
edificado, realizado por
medidas possíveis
subutilizado ou município/DF
não utilizado.
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Como percebe-se a desapropriação é a última das possíveis ações a


serem adotada pelo Poder Público.
A competência para esse tipo de desapropriação é exclusiva dos
municípios e do DF e incide apenas sobre bens imóveis urbanos.

Rural para fins de Reforma Agrária


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Espécie de desapropriação por interesse social, recai sobre imóveis


rurais que não cumpram sua função social (artigo 184 da CF/88). A
competência para esse tipo de desapropriação é privativa da União.
Segundo a CF/88, a função social é cumprida quando a propriedade
rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência
estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação
do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos
trabalhadores.

São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:


I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que
seu proprietário não possua outra;
II - a propriedade produtiva.

São imunes a impostos federais, estaduais, municipais e distritais as


operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma
agrária.
Segundo a CF/88 as benfeitorias úteis e necessárias serão
indenizadas em dinheiro, o que de acordo com a jurisprudência do STF não
significa exceção de pagamentos pelo regime de precatórios.

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Não podem ser desapropriadas para reforma agrária

A pequena e média propriedade


rural, assim definida em lei, desde
A propriedade produtiva
que seu proprietário não possua
outra;
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Desapropriação Confiscatória
Incide sobre propriedades rurais e urbanas onde forem
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração
de trabalho escravo, na forma da lei. Serão expropriadas (desapropriadas)
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e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem


qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções
previstas em lei (artigo 243 da CF/88).

Desapropriação confiscatória

Localizadas culturas Onde for verificado


ilegais de plantas exploração de
psicotrópicas trabalho escravo

Desapropriação Indireta
Ocorre quando o Poder Público não respeita a fase declaratória
e/ou paga a indenização. É uma forma de desapropriação irregular
que pode ensejar o pagamento de perdas e danos ao particular.
O artigo 35 do Decreto-Lei nº 3.365/41 determina que os bens
expropriados, uma vez incorporados à Fazenda Pública, não podem ser
objeto de reivindicação, ainda que fundada em nulidade do processo
de desapropriação. Qualquer ação, julgada procedente, resolver-se-á em
perdas e danos.

Pode gerar
perdas e
Desapropriação
Irregular danos, mas
Indireta
não devolução
do bem

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3.1.2 – Procedimento

A desapropriação possui duas fases, a declaratória e a executória.


Na primeira, o Poder Público declara o seu interesse na propriedade. Já na
segunda, o Estado efetivamente transfere para si a propriedade, podendo
ser administrativa ou judicial.
O ato declaratório pode ser feito pelo Poder Executivo via
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decreto ou pelo Poder Legislativo, através de lei de efeitos concretos.


Com o ato declaratório tem início o prazo para caducidade deste ato.
O prazo de caducidade do ato declaratório é de 5 (cinco) anos para
desapropriações por necessidade ou utilidade público. No caso de interesse
social o prazo é de 2 anos.
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O prazo de caducidade é o prazo que o Poder Público tem para fechar


acordo com o particular ou entrar com ação judicial para efetivamente
promover a desapropriação.
A declaração de utilidade pública do imóvel para fins de desapropriação
não impede que o seu proprietário continue tendo pleno poder sobre o
bem, podendo inclusive aliená-lo.
Na fase executória são adotadas as providências para efetivamente
realizar a desapropriação. Pode ser pela via administrativa se houver acordo
com o proprietário, tendo nesse caso natureza contratual. O título aquisitivo
deverá ser registrado no Registro de Imóveis competente.
Caso não haja acordo ou o proprietário seja desconhecido a saída é a
via judicial. Tal ação pode ser promovida tanto pelo Poder Público
quanto pelo delegatário de serviço público, desde que devidamente
autorizado por lei ou contrato.

•Declara interesse no bem


•Pode ser realizada pelo Executivo (decreto) ou
1ª Fase Legislativo (lei)
Declaratória

•Executa desapropriação
•Poder ser realizada pelo Poder Público ou por particular
2ª Fase delegatário
Executória

Se não houver acordo quanto ao valor da indenização, deve-se adotar a


prova pericial, quando o perito responsável terá o prazo de 5 (cinco) dias para
entregar o laudo. A indenização será detalhada em tópico próprio.

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Com a sentença final é autorizada a imissão definitiva do bem,


servindo também como instrumento para atualização do registro de imóveis.

Participação do Ministério Público

Não há consenso quanto à necessidade de participação do


Ministério Público (defensor dos interesses da sociedade) nos processos
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de desapropriação, sendo certo que, segundo o STJ, a participação


do MP é obrigatória nos processos de desapropriação de imóvel
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3.1.3 – Imissão Provisória

A imissão provisória é a situação onde o Poder Público passa a ter a


posse do bem antes do desfecho do processo de desapropriação e do
pagamento da indenização.
Para que seja concedida a imissão provisória o Poder Público deve:
1º - Declarar urgência;
2º - Requerer ao juiz a imissão provisória de posse;
3º - Efetuar o depósito da quantia arbitrada pelo juíz.

A declaração de urgência é privativa do expropropriante, que


geralmente é feita no própria decreto. À partir daí o Decreto nº 3.365/41
determina que o expropriante tem 120 dias para solicitar a imissão
provisória.

Necessária Depósito da Poder Público


declaração de quantida tem 120 dias
urgência arbitrada para solicitar

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Depósito Judicial para imissão provisória

Como geralmente são utilizadas informações do banco de dados


do Poder Público (que muitas vezes estão desatualizadas),
normalmente o valor arbitrado para a concessão para imissão
provisória é bem menor do que o valor real do bem. O STF
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entendeu que isso não viola a justa indenização, uma vez que o
valor é apenas provisório.

3.1.4 – Tredestinação
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Na tredestinação o bem desapropriado é utilizado para finalidade


diferente da prevista inicialmente no ato de desapropriação. A
tredestinação pode ser lícita ou ilícita.
Tredestinação lícita é aquela em que o interesse público
continua sendo utilizado para definir o uso do bem, apesar deste ser
aplicado em finalidade distinta do previsto inicialmente. Podemos citar
desapropriação de um prédio que seria utilizado para construção de um asilo,
mas que acaba sendo utilizado para construir uma maternidade pública. Como
o próprio nome diz esse procedimento é regular.
O STJ afirma que na tredestinação lícita não há desvio de finalidade pelo
Poder Público, desde que o interesse público continue sendo a finalidade
almejada.
A tredestinação ilícita é aquela onde não só o bem deixa de ser
empregado na finalidade prevista inicialmente, mas há também a fuga
da busca pelo interesse público. Nesse caso, pode ocorrer a anulação do
ato de desapropriação e a obrigação de indenizar pelo Poder Público.

Interesse público é
Lícita
mantido
Tredestinação
Fuga do interesse
Ilícita
público

3.1.5 – Retrocessão

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Define o Código Civil que se a coisa expropriada para fins de


necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, não tiver o destino
para que se desapropriou, ou não for utilizada em obras ou serviços
públicos, caberá ao expropriado direito de preferência, pelo preço atual
da coisa.
Apesar de o texto deixar margem para interpretação contrária, a
retrocessão só é cabível em caso de tredestinação ilícita. Na
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tredestinação lícita não há esse direito.


A característica marcante da retrocessão é o desinteresse superveniente
do Poder Público pelo que expropriou.

3.1.6 – Indenização
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Como regra a indenização deve ser justa, prévia e em dinheiro. O


pagamento costuma ocorrem em duas etapas: na primeira é feito o depósito
judicial para concessão da imissão provisória. O valor final é definido ao
término do processo de desapropriação. É então atualizado, sendo a diferença
a maior paga geralmente pelo sistema de precatórios.
Há entretanto exceções. No caso de reforma agrária, o pagamento
é feito em títulos da dívida agrária (TDAs), resgatáveis no prazo de até
20 (vinte) anos.
Outra exceção é a desapropriação para fins urbanísticos, cujo
pagamento é feito por títulos da dívida pública de emissão autorizada
pelo Senado e com prazo de resgate de até 10 (dez) anos.
Por fim temos a situação da desapropriação confiscatória
(Lembram? “...onde forem localizadas culturas ilegais de plantas
psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo...”). Aqui como o nome
diz a desapropriação é verdaderia penalidade e não gera qualquer direito à
indenização.

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Justa

Características
Prévia
gerais

Em dinheiro

Indenização Reforma Títulos de


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

agrária até 20 anos

Fins Títulos de
Exceções
urbanísticos até 10 anos

Não há
Confiscatória
indenização
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5 – Questões Comentadas

5.1 - CESPE
1. (CESPE - AJ - STJ - Judiciária/2012)
Com relação ao instituto da requisição e ao regime jurídico dos bens públicos,
julgue o item subsecutivo.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Como modalidade de intervenção estatal que visa à satisfação do interesse


público, a requisição incide sobre bens e sobre serviços particulares.
Comentários.
Perfeito o item. Apesar da CF88 não detalhar tão bem essa questão, a
requisição administrativa incide sobre bens móveis, imóveis ou serviços de
particulares
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

Gabarito 1. Certo.

2. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Considere que a Câmara dos Deputados pretenda ampliar a sua sede por meio
da construção de novo anexo, contíguo ao prédio da atual sede, e que o
terreno pertença ao Distrito Federal (DF). A respeito dos aspectos legais
relacionados a essa situação, julgue o item que se segue.
Por prestar serviço público essencial, a Câmara dos Deputados poderá fazer
requisição administrativa para construir o anexo no terreno de propriedade do
DF.
Comentários.
Como vimos a requisição é para ser utilizada em situações de emergência, o
que nitidamente não é o caso.
Gabarito 2. Errado.

3. (CESPE - Adv - AGU/2012)


Determinado município deferiu a um empreendedor alvará para a construção
de um hotel de vinte andares. Entretanto, antes do início da obra, sobrevieram
normas de caráter geral, limitando a apenas quinze andares as construções no
local. Foi solicitado, então, parecer jurídico sobre a legalidade de se revogar o
primeiro alvará, para o devido cumprimento das novas regras urbanísticas.
Com base nessa situação hipotética e na jurisprudência do STF acerca do
tema, julgue o item que se segue.
A norma que limitou a quinze o número de andares dos prédios a serem
construídos na localidade constitui limitação administrativa que, dotada de

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caráter geral, se distingue das demais formas de intervenção estatal na


propriedade, não caracterizando, via de regra, situação passível de
indenização
Comentários.
Perfeito o item. A principal característica da limitação administrativa é
exatamente o seu caráter geral, atingindo todos aqueles que se encontrem em
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

determinada situação.
Gabarito 3. Certo.

4. (CESPE - Def – PF - DPU/2015)


No que tange às limitações administrativas da propriedade e aos bens
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públicos, julgue o item seguinte.


As limitações administrativas são determinações de caráter geral por meio das
quais o poder público impõe a determinados proprietários obrigações de
caráter negativo, mas não positivo, que condicionam a propriedade ao
atendimento de sua função social.
Comentários.
A limitação da imposta pela limitação administrativa pode ser tanto positiva
quanto negativa, daí a incorreção do item.
Gabarito 4. Errado.

5. (CESPE - Proc - AGU /2013)


Relativamente à permissão de uso de bem público e à desapropriação por
utilidade pública, julgue o item a seguir.
Caracteriza desapropriação por utilidade pública, entre outras, aquela que o
Estado promove para a preservação e conservação dos monumentos históricos
e artísticos, assim como para a criação de estádios, aeródromos ou campos de
pouso para aeronaves.
Comentários.
A utilidade pública é uma das justificativas para o tombamento.
Gabarito 5. Certo.

6. (CESPE - PRF/2012)
Julgue o item subsequente, relativo a bens públicos, desapropriação e
intervenções do Estado no domínio econômico.

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A propriedade produtiva não pode ser desapropriada, ainda que a justificativa


para a desapropriação seja a realização de reforma agrária.
Comentários.
Perfeito o item. É uma das exceções previstas.
Gabarito 6. Certo.
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7. (CESPE - Adv - AGU /2012)


O ato de a União desapropriar, mediante prévia e justa indenização, para fins
de reforma agrária, imóvel rural que não esteja cumprindo a sua função social
configura desapropriação por utilidade pública.
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Comentários.
Trata-se de situação de interesse social.
Gabarito 7. Errado.

8. (CESPE - Proc - PGE BA/2014)


Caso um governador resolva desapropriar determinado imóvel particular com
o objetivo de construir uma creche para a educação infantil e, posteriormente,
com fundamento no interesse público e em situação de urgência, mude a
destinação do imóvel para a construção de um hospital público, o ato deve ser
anulado, por configurar tredestinação ilícita.
Comentários.
Como vimos se a tredestiinação é lícita (mantido o interesse público) o ato não
deve ser anulado.
Gabarito 8. Errado.

9. (CESPE - DP DF /2013)
Acerca da intervenção do Estado na propriedade e no domínio econômico,
julgue o próximo item.
A desapropriação é forma originária de aquisição de propriedade que libera o
bem de qualquer ônus que sobre ele incida, ou seja, se o bem estiver gravado
com algum encargo, será repassado para o poder público sem nenhum ônus,
não havendo, inclusive, a incidência de imposto sobre esse tipo de operação
de transferência de imóveis. Entretanto, segundo o STJ, incidirá imposto de
renda sobre verba recebida pelo proprietário a título de indenização decorrente
de desapropriação.

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Comentários.
A verba recebida tem caráter indenizatório, logo não incide imposto de renda.
Fora isso o resto da alternativa está correta.
Gabarito 9. Errado.
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5.2 - ESAF
10. (ESAF - AFC - CGU/2002)
O instituto jurídico de intervenção do Estado na propriedade privada,
impositiva de ônus real de uso pela Administração, para assegurar a realização
e conservação de obras e serviços públicos ou de utilidade pública, mediante
indenização dos prejuízos efetivamente suportados pelo proprietário, é uma
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forma de
a) desapropriação
b) servidão administrativa
c) limitação administrativa
d) requisição administrativa
e) ocupação temporária
Comentários.
Direito real de uso para garantir obra, caráter temporário. Esse é exatamente
o conceito de servidão administrativa.
Gabarito 10. B.

11. (ESAF – EPPGG – MPOG - Gestão e Políticas Públicas/2005)


Em decorrência do denominado regime jurídico-administrativo, o Poder Público
apresenta-se em posição de supremacia em relação ao administrado. Tal
posição de supremacia ampara a existência de diversos institutos jurídicos de
intervenção na propriedade privada, de forma a atender ao interesse público.
No rol abaixo, assinale o instituto que não se enquadra neste conceito.
a) desapropriação
b) interdição
c) tombamento
d) servidão administrativa
e) requisição administrativa
Comentários.

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A única situação que não é intervenção do Estado na propriedade privada é a


letra B
Gabarito 11. B.

12. (ESAF – PFN - PGFN/1998)


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A passagem de fios elétricos de alta tensão sobre propriedade particular


caracteriza caso de:
a) desapropriação
b) servidão administrativa
c) servidão civil
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d) limitação administrativa
e) ocupação administrativa
Comentários.
Esse é o exemplo clássico de servidão administrativa.
Gabarito 12. B.

13. (ESAF – AFRFB/2012)


A coluna I traz características fundamentais dos diversos meios de intervenção
do Estado na propriedade. A coluna II relaciona o nomen iuris de cada um
desses institutos.
Correlacione as colunas e, ao final, assinale a opção que apresenta a
sequência correta para a coluna II.

COLUNA I COLUNA II

(1) Ônus real incidente sobre imóvel


( ) Requisição.
alheio para permitir utilização pública.

(2) Direito pessoal da Administração


Pública que, diante de um perigo
( ) Ocupação
iminente, de forma transitória, pode
Temporária.
utilizar-se de bens móveis, imóveis ou
serviços.

(3) Intervenção pela qual o Poder Público ( ) Servidão


usa transitoriamente imóveis privados Administrativa.

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como meio de apoio à execução de obras


e serviços públicos.

(4) Restrição geral imposta


( ) Limitações
indeterminadamente às propriedades
Administrativas.
particulares em benefício da coletividade.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

a) 1, 3, 2, 4
b) 2, 3, 4, 1
c) 3, 2, 1, 4
d) 4, 3, 1, 2
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e) 2, 3, 1, 4
Comentários.
1) Servidão administrativa. Direito real para permitir utilização pública.
2) Perigo iminente? Requisição administrativa
3) Ocupação temporária. Uso temporária para garantir execução de obras e
serviços
4) Limitação administrativa. Restrição geral de uso.
Gabarito 13. E.

14. (ESAF - ERH - ANA/2009)


Relacione as modalidades de intervenção do Estado na propriedade de
terceiros a suas respectivas características. Ao final, assinale a opção
correspondente.
1. Servidão Administrativa
2. Requisição Administrativa
3. Tombamento
4. Desapropriação
( ) Tem por finalidade proteger o patrimônio cultural brasileiro; constitui uma
restrição parcial da propriedade; e, em regra, não gera direito à indenização.
( ) Promove-se a transferência da propriedade por razões de utilidade pública
ou interesse social; pode recair sobre bens móveis ou imóveis dotados de
valoração patrimonial; em regra, enseja indenização.

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( ) Pode recair sobre bens móveis, imóveis ou serviços, quando existente


perigo público iminente; possui natureza transitória; e a indenização, se
houver, será ulterior.
( ) Constitui um ônus real sobre bem imóvel, em prol de uma utilidade
pública; em regra, possui caráter de definitividade; caracteriza-se como uma
espécie de restrição parcial da propriedade.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

a) 3, 4, 2 , 1
b) 2, 4, 1, 3
c) 4, 3, 1, 2
d) 1, 3, 4, 2
e) 3, 2, 1, 4
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Comentários.
I – Proteção ao patrimônio cultural .... Tombamento. Fácil, né?
II - transferência da propriedade... Desapropriação. Aí já matamos a questão
– Letra A
III - Perigo Iminente – Requisição
IV – Ônus real sobre bem imóvel... Servidão administrativa
Gabarito 14. A.

15. (ESAF - Adv - AGU/1998)


A Servidão Administrativa equipara-se à desapropriação no sentido de que
a) é de execução indelegável
b) é passível de retrocessão
c) depende necessariamente de prévio ato declaratório
d) depende necessariamente de prévia indenização
e) intervém na propriedade privada
Comentários.
Óbvio que assim como a desapropriação a servidão administrativa é forma de
intervenção na propriedade privada. Como podemos perceber os concursos
antigamente eram mais fáceis. Estamos olhando questões antigas porque não
há muitas questões da ESAF sobre o tema.
Gabarito 15. E.

16. (ESAF - AFC - CGU /2001)

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Em relação à desapropriação, não é correto afirmar:


a) Os ônus e direitos que existiam em relação ao bem expropriado
extinguem-se e ficam sub-rogados no preço.
b) A desapropriação é forma originária de aquisição de propriedade.
c) A prova de domínio deverá ser feita, pelo proprietário, apenas no
momento de levantar a indenização.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

d) Os bens expropriados, uma vez incorporados à Fazenda Pública, não


podem ser objeto de reivindicação.
e) Para propositura da ação judicial de desapropriação é essencial a
identificação do proprietário do bem.
Comentários.
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Todos os itens estão corretos, salvo a letra E, pois pode ocorrer do proprietário
não ser identificado e ainda assim o processo de desapropriação deve ter
prosseguimento.
Gabarito 16. E.

17. (ESAF - Proc - BACEN /2001)


Em relação à desapropriação, pode-se afirmar:
a) a desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade.
b) é necessário que se conheça o proprietário da coisa para se ajuizar a ação
expropriatória.
c) o processo de desapropriação pode ser contestado por motivo de evicção
em relação ao imóvel expropriado.
d) o requerimento para imissão provisória na posse pode ser renovado por
duas vezes, no prazo de 360 dias contados da alegação de urgência.
e) a desapropriação por interesse social é privativa da União Federal.
Comentários.
O gabarito é letra A (fácil!!!). O prazo para imissão provisória é de 120 dias (D
errada). A desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária é
privativa da União Federal (E errada). Não é necessário que se conheça o
proprietário (B errada) e não há possibilidade de questionamento da
desapropriação por vínculos anteriores (C errada).
Gabarito 17. A.

18. (ESAF - PGFN/1998)


Assinale a hipótese de desapropriação por interesse social.

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a) Para construção de equipamentos urbanos.


b) Para ampliação de distritos industriais.
c) Para fins de reforma agrária.
d) Para incorporação de bem artístico ao acervo público.
e) Para construção de unidade escolar.
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Comentários.
Uma das forma de desapropriação por interesse social é a desapropriação para
fins de reforma agrária.
Gabarito 18. C.
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19. (ESAF – PFN - PGFN/2003)


Assinale a opção correta.
a) A competência para desapropriar imóvel rural para fins de reforma agrária
pertence exclusivamente à União e aos Estados.
b) São imunes a impostos federais, estaduais, municipais e distritais, as
operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma
agrária.
c) Na desapropriação de imóvel rural por interesse social, para fins de
reforma agrária, o pagamento da indenização, inclusive das benfeitorias úteis
e necessárias, será feito em títulos da dívida agrária.
d) Os títulos da dívida agrária não decorrem do sistema financeiro comum,
motivo pelo qual não são passíveis de negociação no mercado.
e) Apenas nos casos expressamente estabelecidos em lei, poderá a
propriedade produtiva ser desapropriada para fins de reforma agrária.
Comentários.
Vejamos cada item.
a) Falso. A competência é exclusiva da União.
b) Verdadeiro.
c) Falso. No caso das benfeitorias úteis e necessárias o pagamento é em
dinheiro, obedecido o regime de precatórios.
d) Falso. Os títulos da dívida agrária podem ser negociados normalmente.
e) Falso. A propriedade produtiva não poderá ser desapropriada.
Gabarito 19. B.

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6 – Listas de exercícios

6.1 - CESPE
1. (CESPE - AJ - STJ - Judiciária/2012)
Com relação ao instituto da requisição e ao regime jurídico dos bens públicos,
julgue o item subsecutivo.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Como modalidade de intervenção estatal que visa à satisfação do interesse


público, a requisição incide sobre bens e sobre serviços particulares.

2. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

Considere que a Câmara dos Deputados pretenda ampliar a sua sede por meio
da construção de novo anexo, contíguo ao prédio da atual sede, e que o
terreno pertença ao Distrito Federal (DF). A respeito dos aspectos legais
relacionados a essa situação, julgue o item que se segue.
Por prestar serviço público essencial, a Câmara dos Deputados poderá fazer
requisição administrativa para construir o anexo no terreno de propriedade do
DF.

3. (CESPE - Adv - AGU/2012)


Determinado município deferiu a um empreendedor alvará para a construção
de um hotel de vinte andares. Entretanto, antes do início da obra, sobrevieram
normas de caráter geral, limitando a apenas quinze andares as construções no
local. Foi solicitado, então, parecer jurídico sobre a legalidade de se revogar o
primeiro alvará, para o devido cumprimento das novas regras urbanísticas.
Com base nessa situação hipotética e na jurisprudência do STF acerca do
tema, julgue o item que se segue.
A norma que limitou a quinze o número de andares dos prédios a serem
construídos na localidade constitui limitação administrativa que, dotada de
caráter geral, se distingue das demais formas de intervenção estatal na
propriedade, não caracterizando, via de regra, situação passível de
indenização

4. (CESPE - Def – PF - DPU/2015)


No que tange às limitações administrativas da propriedade e aos bens
públicos, julgue o item seguinte.
As limitações administrativas são determinações de caráter geral por meio das
quais o poder público impõe a determinados proprietários obrigações de

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caráter negativo, mas não positivo, que condicionam a propriedade ao


atendimento de sua função social.

5. (CESPE - Proc - AGU /2013)


Relativamente à permissão de uso de bem público e à desapropriação por
utilidade pública, julgue o item a seguir.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Caracteriza desapropriação por utilidade pública, entre outras, aquela que o


Estado promove para a preservação e conservação dos monumentos históricos
e artísticos, assim como para a criação de estádios, aeródromos ou campos de
pouso para aeronaves.
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

6. (CESPE - PRF/2012)
Julgue o item subsequente, relativo a bens públicos, desapropriação e
intervenções do Estado no domínio econômico.
A propriedade produtiva não pode ser desapropriada, ainda que a justificativa
para a desapropriação seja a realização de reforma agrária.

7. (CESPE - Adv - AGU /2012)


O ato de a União desapropriar, mediante prévia e justa indenização, para fins
de reforma agrária, imóvel rural que não esteja cumprindo a sua função social
configura desapropriação por utilidade pública.

8. (CESPE - Proc - PGE BA/2014)


Caso um governador resolva desapropriar determinado imóvel particular com
o objetivo de construir uma creche para a educação infantil e, posteriormente,
com fundamento no interesse público e em situação de urgência, mude a
destinação do imóvel para a construção de um hospital público, o ato deve ser
anulado, por configurar tredestinação ilícita.

9. (CESPE - DP DF /2013)
Acerca da intervenção do Estado na propriedade e no domínio econômico,
julgue o próximo item.
A desapropriação é forma originária de aquisição de propriedade que libera o
bem de qualquer ônus que sobre ele incida, ou seja, se o bem estiver gravado
com algum encargo, será repassado para o poder público sem nenhum ônus,
não havendo, inclusive, a incidência de imposto sobre esse tipo de operação

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de transferência de imóveis. Entretanto, segundo o STJ, incidirá imposto de


renda sobre verba recebida pelo proprietário a título de indenização decorrente
de desapropriação.

6.2 - ESAF
10. (ESAF - AFC - CGU/2002)
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

O instituto jurídico de intervenção do Estado na propriedade privada,


impositiva de ônus real de uso pela Administração, para assegurar a realização
e conservação de obras e serviços públicos ou de utilidade pública, mediante
indenização dos prejuízos efetivamente suportados pelo proprietário, é uma
forma de
a) desapropriação
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

b) servidão administrativa
c) limitação administrativa
d) requisição administrativa
e) ocupação temporária

11. (ESAF – EPPGG – MPOG - Gestão e Políticas Públicas/2005)


Em decorrência do denominado regime jurídico-administrativo, o Poder Público
apresenta-se em posição de supremacia em relação ao administrado. Tal
posição de supremacia ampara a existência de diversos institutos jurídicos de
intervenção na propriedade privada, de forma a atender ao interesse público.
No rol abaixo, assinale o instituto que não se enquadra neste conceito.
a) desapropriação
b) interdição
c) tombamento
d) servidão administrativa
e) requisição administrativa

12. (ESAF – PFN - PGFN/1998)


A passagem de fios elétricos de alta tensão sobre propriedade particular
caracteriza caso de:
a) desapropriação
b) servidão administrativa
c) servidão civil

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d) limitação administrativa
e) ocupação administrativa

13. (ESAF – AFRFB/2012)


A coluna I traz características fundamentais dos diversos meios de intervenção
do Estado na propriedade. A coluna II relaciona o nomen iuris de cada um
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

desses institutos.
Correlacione as colunas e, ao final, assinale a opção que apresenta a
sequência correta para a coluna II.
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

COLUNA I COLUNA II

(1) Ônus real incidente sobre imóvel


( ) Requisição.
alheio para permitir utilização pública.

(2) Direito pessoal da Administração


Pública que, diante de um perigo
( ) Ocupação
iminente, de forma transitória, pode
Temporária.
utilizar-se de bens móveis, imóveis ou
serviços.

(3) Intervenção pela qual o Poder Público


usa transitoriamente imóveis privados ( ) Servidão
como meio de apoio à execução de obras Administrativa.
e serviços públicos.

(4) Restrição geral imposta


( ) Limitações
indeterminadamente às propriedades
Administrativas.
particulares em benefício da coletividade.

a) 1, 3, 2, 4
b) 2, 3, 4, 1
c) 3, 2, 1, 4
d) 4, 3, 1, 2
e) 2, 3, 1, 4

14. (ESAF - ERH - ANA/2009)

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Relacione as modalidades de intervenção do Estado na propriedade de


terceiros a suas respectivas características. Ao final, assinale a opção
correspondente.
1. Servidão Administrativa
2. Requisição Administrativa
3. Tombamento
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

4. Desapropriação
( ) Tem por finalidade proteger o patrimônio cultural brasileiro; constitui uma
restrição parcial da propriedade; e, em regra, não gera direito à indenização.
( ) Promove-se a transferência da propriedade por razões de utilidade pública
ou interesse social; pode recair sobre bens móveis ou imóveis dotados de
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

valoração patrimonial; em regra, enseja indenização.


( ) Pode recair sobre bens móveis, imóveis ou serviços, quando existente
perigo público iminente; possui natureza transitória; e a indenização, se
houver, será ulterior.
( ) Constitui um ônus real sobre bem imóvel, em prol de uma utilidade
pública; em regra, possui caráter de definitividade; caracteriza-se como uma
espécie de restrição parcial da propriedade.
a) 3, 4, 2 , 1
b) 2, 4, 1, 3
c) 4, 3, 1, 2
d) 1, 3, 4, 2
e) 3, 2, 1, 4

15. (ESAF - Adv - AGU/1998)


A Servidão Administrativa equipara-se à desapropriação no sentido de que
a) é de execução indelegável
b) é passível de retrocessão
c) depende necessariamente de prévio ato declaratório
d) depende necessariamente de prévia indenização
e) intervém na propriedade privada

16. (ESAF - AFC - CGU /2001)


Em relação à desapropriação, não é correto afirmar:

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a) Os ônus e direitos que existiam em relação ao bem expropriado


extinguem-se e ficam sub-rogados no preço.
b) A desapropriação é forma originária de aquisição de propriedade.
c) A prova de domínio deverá ser feita, pelo proprietário, apenas no
momento de levantar a indenização.
d) Os bens expropriados, uma vez incorporados à Fazenda Pública, não
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

podem ser objeto de reivindicação.


e) Para propositura da ação judicial de desapropriação é essencial a
identificação do proprietário do bem.

17. (ESAF - Proc - BACEN /2001)


Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

Em relação à desapropriação, pode-se afirmar:


a) a desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade.
b) é necessário que se conheça o proprietário da coisa para se ajuizar a ação
expropriatória.
c) o processo de desapropriação pode ser contestado por motivo de evicção
em relação ao imóvel expropriado.
d) o requerimento para imissão provisória na posse pode ser renovado por
duas vezes, no prazo de 360 dias contados da alegação de urgência.
e) a desapropriação por interesse social é privativa da União Federal.

18. (ESAF - PGFN/1998)


Assinale a hipótese de desapropriação por interesse social.
a) Para construção de equipamentos urbanos.
b) Para ampliação de distritos industriais.
c) Para fins de reforma agrária.
d) Para incorporação de bem artístico ao acervo público.
e) Para construção de unidade escolar.

19. (ESAF – PFN - PGFN/2003)


Assinale a opção correta.
a) A competência para desapropriar imóvel rural para fins de reforma agrária
pertence exclusivamente à União e aos Estados.

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b) São imunes a impostos federais, estaduais, municipais e distritais, as


operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma
agrária.
c) Na desapropriação de imóvel rural por interesse social, para fins de
reforma agrária, o pagamento da indenização, inclusive das benfeitorias úteis
e necessárias, será feito em títulos da dívida agrária.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

d) Os títulos da dívida agrária não decorrem do sistema financeiro comum,


motivo pelo qual não são passíveis de negociação no mercado.
e) Apenas nos casos expressamente estabelecidos em lei, poderá a
propriedade produtiva ser desapropriada para fins de reforma agrária.
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

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7 – Gabarito

Gabarito 1. Certo.
Gabarito 2. Errado.
Gabarito 3. Certo.
Gabarito 4. Errado.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Gabarito 5. Certo.
Gabarito 6. Certo.
Gabarito 7. Errado.
Gabarito 8. Errado.
Gabarito 9. Errado.
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

Gabarito 10. B.
Gabarito 11. B.
Gabarito 12. B.
Gabarito 13. E.
Gabarito 14. A.
Gabarito 15. E.
Gabarito 16. E.
Gabarito 17. A.
Gabarito 18. C.
Gabarito 19. B.

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8– Referencia Bibliográfico

Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São


Paulo: Editora Método, 2014.
Bandeira de Melo, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2010.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas,


2009.
Alexandre, Ricardo. Deus, João de. Direito Administrativo Esquematizado. São
Paulo: Editora Método, 2014.
Meirelles, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 22. Ed. São Paulo, RT,
1997.
Cópia registrada para SILMARA CAETANO FELIPE (CPF: 048.828.513-50)

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.


Brasília, DF, Senado, 1998.

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