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Modelo de Resumo Expandido

BANCADA HIDRÁULICA PARA ESTUDO INTRODUTÓRIO A PERDA DE


CARGA EM TUBULAÇÕES

OBJETIVO GERAL
O presente estudo tem por objetivo contribuir com a formação de recursos humanos na área de hidráulica por
meio da utilização de bancada experimental. (1) Permitir ao graduando o entendimento das linhas de energia
e sua importância para o dimensionamento e operação de sistemas hidráulicos; e, (2) enfatizar o assunto
erros em modelos hidráulicos, demonstrando as diferenças entre os valores da energia total no sistema
observado em um piezômetro e os estimados pela equação de Bernoulli para fluidos ideais.

OBJETIVO ESPECÍFICO
Proporcionar a visualização e o entendimento das formas de transformação de energia em tubulações,
introduzindo o conceito de perda de carga.

MÉTODOS

Afim de alcançar os objetivos, uma bancada para simulação de perda de carga foi utilizada. A bancada
consiste em um conjunto de tubulações de diferentes diâmetros, conectados com mangueiras de poliuretano
com engate rápido a uma bomba com fonte variável, na qual pode-se regular a amperagem e a voltagem, o
sistema possui quatro pontos de tomada de pressão, que são medidos através de tubos piezométricos
graduados, e um reservatório elevado, simulando uma instalação hidráulica, conforme figura 1.

Figura 1. Esquema do aparato experimental (sistema hidráulico em série).

A utilização da bancada consiste na alimentação do sistema hidráulico e no acionamento do conjunto motor-


bomba via fonte variável. Para a obtenção dos resultados um conjunto, ordenado, de atividades foi proposto e
apresentado no quadro 1.

Atividade Descrição
(1) Coleta de dados:  Coletam-se informações do sistema hidráulico
(diâmetro, cotas, comprimento).
(2) Alimentar o sistema:  Alimenta-se o sistema com vazão de entrada
(QE1).
(3) Determinar valor de vazão:  Determina-se o valor de vazão de entrada (QE1),
utilizando método volumétrico.
(4) Anotar o valor das cargas  Anotam-se as cargas piezométricas apresentadas
piezométricas: nos piezômetros (valores observados).

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Atividade Descrição
(5) Refazer os procedimentos:  Repetem-se os procedimentos 2, 3 e 4, por mais
dez vezes, de modo que a vazão de entrada da
primeira vez (QE1) seja menor que as demais
vazões (QE1 < QE2 < QE3).
(6) Calcular as cargas de pressão:  Calcula-se as cargas de pressão estimadas (a partir
dos dados de vazão de entrada, da carga de pressão
observada no ponto 1, da Equação da Energia e da
hipótese de conservação de energia) para os pontos
2, 3 e 4.
(7) Manipular os dados:  Preenchem-se as tabelas com o resumo dos
resultados obtidos.
Quadro 1. Metodologia utilizada para a retirada de informações

O experimento consiste em comparar os valores de carga de pressão obtida através da leitura do piezômetro
(denominada de carga observada) com as obtidas a partir da equação de Bernoulli para fluidos ideais
(denominada de carga estimada), sendo considerada que a energia total do sistema permanece constante. Por
fim, propõe-se a realização de ensaios, com a participação de graduandos, na bancada experimental, e a
discussão de resultados. Na figura 2, há o piezômetro, onde são tomadas as cargas de pressão dos 4 pontos.

Figura 2. Piezômetro com 4 pontos de tomadas de carga de pressão

Na figura 3, é apresentada a bancada com as três tubulações, por onde a água estará passando e de onde é
tomada as pressões.

Figura 3. Bancada com tubulações, bomba e reservatório

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A figura 4 mostra uma visão geral de todo o conjunto, com o piezômetro, a bancada, contendo as tubulações,
a fonte variável e o reservatório.

Figura 4. Bancada com todo o conjunto ao lado do piezômetro

RESULTADOS E DISCUSSÕES
O experimento expos as diferenças de valores de carga de pressão encontrados através da leitura de um
piezômetro e os encontrados utilizando a equação de energia com H sendo constante, demonstrando os efeitos
da perda de carga nas tubulações, que são consequência da rugosidade do material, do atrito interno dos
tubos. A figura 5, 6, 7 e 8 expressam um resumo dos resultados encontrados.

Figura 5. Resultados obtidos de vazão, velocidade e áreas de seção transversal do tubo.

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Figura 6: Valores do ponto 2 Figura 7: Valores do ponto 3 Figura 8: Valores do ponto 4

Os gráficos 1, 2 e 3 são referentes as cargas de pressão estimadas e observadas, para cada um dos três pontos
de tomada de pressão pelo piezômetro.

Gráfico 1: Valores do ponto 2 Gráfico 2: Valores do ponto 3 Gráfico 3: Valores do ponto 4

Os gráficos (1, 2 e 3) foram produzidos através dos dados obtidos com observação direta ao piezômetro e
através de valores estimados pela equação de Bernoulli, comparando-os, utilizando o coeficiente de
determinação (R²). Os gráficos 4, 5 e 6 que se seguem, expressam a energia total em 3 medições, do total de
10 realizadas, sendo elas a inicial, a média e a final.

Gráfico 4: E. total 1ª medição Gráfico 5: E. total 6ª medição Gráfico 6: E. total 10ª medição

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Segundo Porto (2006), os valores obtidos nos gráficos de energia total, demonstram que para os valores
estimados, que são os calculados a partir da equação de Bernoulli, que é utilizada para fluidos ideais e com
energia constante, percebe-se a formação de uma reta. Com os valores observados através do piezometro,
percebe-se a perda de carga no sistema, e essa perda é gradativa na medida em que os pontos se distanciam da
bomba, isso fica claro ao se comparar o gráfico de energia total da 1ª medição e depois da 10ª medição, a linha
de carga de pressão encontrada se distância cada vez mais da linha de energia real, isso ocorre, de acordo com
Azevedo Neto (1998), pois quanto mais o fluido se desloca pelo sistema mais energia é perdida, sendo o erro
de estimação mais alto nos pontos mais distantes. Essa variação entre a reta dos valores estimados e a reta dos
valores observados se denomina a perda de carga que ocorreu no sistema, onde essa energia que foi perdida no
sistema foi transformada em calor.

CONLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

Através dos experimentos realizados, é possível concluir que, não somente a extensão da tubulação, o
diâmetro, a velocidade de circulação e a rugosidade causam perdas no escoamento de fluidos, mas sim
qualquer acessório que perturbe a velocidade de circulação dele, tais como, o aumento ou diminuição de
turbulência, as mudanças de direção e a variação de velocidade propiciam também uma perda de carga. Os
cálculos comprovam essa perda, a partir dos gráficos demonstrados nos resultados. Observando os gráficos,
nota-se que mesmo as tubulações sendo do mesmo diâmetro, como no caso dos pontos 2 e 4, a perda de carga
se difere, pela distância entre os dois pontos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. AZEVEDO NETTO, J. M.; FERNANDEZ, M. F.; ARAÚJO, R.; ITO, A. E. Manual De Hidráulica.
8.ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1998.
2. PORTO, R. M. Hidráulica Básica. 4.ed. São Carlos: EESC-USP, 2006.

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