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Superior Tribunal de Justiça

Ofício n. 938/2017-NUGEP

Brasília, 06 de outubro de 2017.

Senhor(a) Desembargador(a) Presidente,

Comunico que a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça afetou os


Recursos Especiais n. 1.643.051/MS e n. 1.683.324/DF, relator Ministro Rogerio
Schietti Cruz, com base no § 5º do art. 1.036 do Código de Processo Civil de 2015 e
no parágrafo único do art. 256-I do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça,
incluído pela Emenda Regimental n. 24, de 28 de setembro de 2016, para uniformizar o
entendimento da matéria neste Tribunal sobre a seguinte questão:

“Reparação de natureza cível por ocasião da prolação da sentença


condenatória nos casos de violência cometida contra mulher praticados
no âmbito doméstico e familiar (dano moral)”.

Nos termos do parágrafo único do art. 256-I do RISTJ, a referida questão foi
cadastrada como “TEMA REPETITIVO N. 983”, na base de dados do Superior Tribunal
de Justiça.

Informo, ainda, que o Ministro Relator determinou a suspensão do


processamento de todos os processos pendentes que versem sobre a questão e
tramitem no território nacional, nos termos do art. 1.037, II, do CPC/2015 (decisão
publicada no DJe de 06/10/2017).

Ressalto a importância de se dar ampla divulgação da referida decisão no


âmbito desse Tribunal, da primeira instância e do juizado especial e do
acompanhamento do processo pelos magistrados e servidores por meio da página dos
recursos repetitivos no Portal do STJ e sistema PUSH.
A título de colaboração, sugere-se que sejam cadastradas as seguintes
informações nos processos sobrestados no Estado ou Região.

Assunto

Tabelas Processuais Unificadas – CNJ

Documento eletrônico VDA17613232 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Paulo de Tarso Sanseverino Assinado em: 09/10/2017 10:09:12
Código de Controle do Documento: BA5E8975-3262-478A-A82D-B9C72CBD249E
Superior Tribunal de Justiça

DIREITO PENAL(287)/Violência Doméstica Contra a Mulher(10949)/Efeitos da


Condenação(10642)

Movimento

Tabelas Processuais Unificadas – CNJ Complemento


Suspensão ou Sobrestamento (25) / número do tema no STJ que ensejou a
Recurso Especial repetitivo (11975) suspensão do processo (disponível no
Portal do STJ na internet)

Noticio que, conforme disposto no anexo I da Resolução CNJ n. 76/2009, os


processos suspensos nos termos acima são desconsiderados para o cálculo da taxa de
congestionamento líquida (TCL).

Para mais informações, consulte o portal do STJ: quadro à esquerda ou Menu


“Processos” – Repetitivos e IAC”: http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/ ou

Por fim, coloco à disposição de Vossa Excelência os contatos dos servidores


do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes, Marcelo Ornellas Marchiori,
Assessor-Chefe do NUGEP, marcelo.marchiori@stj.jus.br, 61 3319-7100, e Aline
Carlos Dourado Braga, Assessora do NUGEP, alinecar@stj.jus.br, 61 3319-7012.

Atenciosamente,

Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO


Presidente da Comissão Gestora de Precedentes - Portaria STJ 299/2017

Documento eletrônico VDA17613232 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Paulo de Tarso Sanseverino Assinado em: 09/10/2017 10:09:12
Código de Controle do Documento: BA5E8975-3262-478A-A82D-B9C72CBD249E
Superior Tribunal de Justiça
ProAfR no RECURSO ESPECIAL Nº 1.643.051 - MS (2016/0325967-4)

VOTO

O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ (Relator):


Cuida-se de proposta de afetação que submeto aos eminentes
ministros que integram a 3ª Seção deste Tribunal Superior, com o objetivo de
afetar, sob o rito dos recursos repetitivos, este recurso especial.

A lei não fixou um procedimento quanto à reparação de natureza


cível por ocasião da prolação da sentença condenatória, mas, ao menos nos
casos de violência cometida contra mulher no âmbito doméstico e familiar,
entendo que o tema está a merecer novas reflexões.

O Superior Tribunal de Justiça tem desenvolvido o


entendimento de que "a aferição do dano moral, em regra, não causará
nenhum desvirtuamento ou retardamento da atividade instrutória a ser realizada
na esfera criminal, a qual deverá recair, como ordinariamente ocorre, sobre o
fato delituoso narrado na peça acusatória; desse fato ilícito – se
comprovado – é que o juiz extrairá, com esteio nas regras da experiência
comum, a existência do dano à esfera íntima do indivíduo" (trecho do voto
proferido no REsp 1.651.518/MS, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, 6ª T.,
DJe 13/6/2017).

No mesmo sentido, colaciono o julgado abaixo:


[...]
1. O cerne da controvérsia revela-se pela determinação da
natureza jurídica do quantum referente à reparação dos danos
sofridos pela vítima em decorrência de infração criminal (art.
387, IV, do CPP).
2. Um mesmo fato da vida que contrarie, simultaneamente,
regras jurídicas de Direito Penal e de Direito Civil, dando
ensejo, de igual maneira, ao fenômeno da múltipla incidência,
com a emanação das consequências jurídicas impostas por cada
ramo do direito para sancionar a ilicitude perpetrada.
3. O preceito normativo esculpido no art. 387, IV, do Código de
Processo Penal, não estabelece nenhuma restrição quanto à
natureza dos danos suscetíveis de reparação mediante o valor
indenizatório mínimo. Isso não impede, obviamente, que se
imponha uma restrição ao âmbito de incidência normativa pela
via hermenêutica, desde que existam razões plausíveis para
Documento: 76954964 - VOTO - Site certificado Página 1 de 3
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tanto.
4. A aferição do dano moral, na maior parte das situações,
não ensejará nenhum alargamento da instrução criminal,
porquanto tal modalidade de dano, de modo geral, dispensa
a produção de prova específica acerca da sua existência,
encontrando-se in re ipsa. Isto é, não há necessidade de
produção de prova específica para apuração do grau de
sofrimento, de dor e de constrangimento suportados pelo
ofendido; o que se deve provar é uma situação de fato de que
seja possível extrair, a partir de um juízo baseado na
experiência comum, a ofensa à esfera anímica do indivíduo.
5. Embora o arbitramento do valor devido a título de
compensação dos danos morais não seja tarefa fácil, é
importante registrar que o juízo penal deve apenas arbitrar um
valor mínimo, o que pode ser feito, com certa segurança,
mediante a prudente ponderação das circunstâncias do caso
concreto - gravidade do ilícito, intensidade do sofrimento,
condição sócio-econômica do ofendido e do ofensor, grau de
culpa, etc. - e a utilização dos parâmetros monetários
estabelecidos pela jurisprudência para casos similares. Sendo
insuficiente o valor arbitrado poderá o ofendido, de qualquer
modo, propor liquidação perante o juízo cível para a
apuração do dano efetivo (art. 63, parágrafo único, do CPP).
6. Este Superior Tribunal, em relação à fixação de valor mínimo
de indenização a título de danos morais, nos termos do art. 387,
IV, do Código de Processo Penal, entende que se faz
indispensável o pedido expresso do ofendido ou do Ministério
Público, este firmado ainda na denúncia, sob pena de violação ao
princípio da ampla defesa.
7. Adequada a fixação de valor mínimo de indenização à vítima,
porque o Ministério Público requereu a fixação desse quantum
no momento do oferecimento da denúncia.
8. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as
razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
9. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp n.
1.626.962/MS, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, 6ª T., DJe
16/12/2016, grifei)

Em recentes julgados, porém, a Quinta Turma deste Superior


Tribunal tem decidido que "'A reparação de danos, além de pedido expresso,
pressupõe a indicação de valor e prova suficiente a sustentá-lo,
possibilitando ao réu o direito de defesa. Necessário, portanto, instrução
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específica para apurar o valor da indenização' (AgRg no REsp 1483846/DF,
Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, Quinta Turma, julgado
em 23/2/2016, DJe 29/2/2016)" (AgRg no AREsp n. 952.492/MS, Rel.
Ministro Jorge Mussi, 5ª T., DJe 18/11/2016, destaquei).

A Sexta Turma, por sua vez, já decidiu que "Neste caso houve
pedido expresso por parte do Ministério Público, na exordial acusatória, o que
é suficiente para que o juiz sentenciante fixe o valor mínimo a título de
reparação dos danos causados pela infração" (REsp n. 1.265.707, Rel.
Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 10/6/2014).

Dessarte, considerando a relevância do tema e os princípios da


segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia, nos termos do
artigo 927, § 4º, do Código de Processo Civil e do artigo 256-E, II, do
Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (Emenda Regimental n.º 24,
de 28 de setembro de 2016, disponibilizada no DJe de 13/10/2016 e publicada
em 14/10/2016), afeto à Terceira Seção o presente recurso especial, a fim de
que, julgado sob o rito dos recursos repetitivos, esta Corte Superior de
Justiça possa firmar tese jurídica sobre o tema.

Documento: 76954964 - VOTO - Site certificado Página 3 de 3


Superior Tribunal de Justiça
ProAfR no RECURSO ESPECIAL Nº 1.683.324 - DF (2017/0167461-5)

VOTO

O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ (Relator):


Cuida-se de proposta de afetação que submeto aos eminentes
ministros que integram a 3ª Seção deste Tribunal Superior, com o objetivo de
afetar, sob o rito dos recursos repetitivos, este recurso especial.

A lei não fixou um procedimento quanto à reparação de natureza


cível por ocasião da prolação da sentença condenatória, mas, ao menos nos
casos de violência cometida contra mulher no âmbito doméstico e familiar,
entendo que o tema está a merecer novas reflexões.

O Superior Tribunal de Justiça tem desenvolvido o


entendimento de que "a aferição do dano moral, em regra, não causará
nenhum desvirtuamento ou retardamento da atividade instrutória a ser realizada
na esfera criminal, a qual deverá recair, como ordinariamente ocorre, sobre o
fato delituoso narrado na peça acusatória; desse fato ilícito – se
comprovado – é que o juiz extrairá, com esteio nas regras da experiência
comum, a existência do dano à esfera íntima do indivíduo" (trecho do voto
proferido no REsp 1.651.518/MS, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, 6ª T.,
DJe 13/6/2017).

No mesmo sentido, colaciono o julgado abaixo:


[...]
1. O cerne da controvérsia revela-se pela determinação da
natureza jurídica do quantum referente à reparação dos danos
sofridos pela vítima em decorrência de infração criminal (art.
387, IV, do CPP).
2. Um mesmo fato da vida que contrarie, simultaneamente,
regras jurídicas de Direito Penal e de Direito Civil, dando
ensejo, de igual maneira, ao fenômeno da múltipla incidência,
com a emanação das consequências jurídicas impostas por cada
ramo do direito para sancionar a ilicitude perpetrada.
3. O preceito normativo esculpido no art. 387, IV, do Código de
Processo Penal, não estabelece nenhuma restrição quanto à
natureza dos danos suscetíveis de reparação mediante o valor
indenizatório mínimo. Isso não impede, obviamente, que se
imponha uma restrição ao âmbito de incidência normativa pela
via hermenêutica, desde que existam razões plausíveis para
Documento: 76954983 - VOTO - Site certificado Página 1 de 3
Superior Tribunal de Justiça
tanto.
4. A aferição do dano moral, na maior parte das situações,
não ensejará nenhum alargamento da instrução criminal,
porquanto tal modalidade de dano, de modo geral, dispensa
a produção de prova específica acerca da sua existência,
encontrando-se in re ipsa. Isto é, não há necessidade de
produção de prova específica para apuração do grau de
sofrimento, de dor e de constrangimento suportados pelo
ofendido; o que se deve provar é uma situação de fato de que
seja possível extrair, a partir de um juízo baseado na
experiência comum, a ofensa à esfera anímica do indivíduo.
5. Embora o arbitramento do valor devido a título de
compensação dos danos morais não seja tarefa fácil, é
importante registrar que o juízo penal deve apenas arbitrar um
valor mínimo, o que pode ser feito, com certa segurança,
mediante a prudente ponderação das circunstâncias do caso
concreto - gravidade do ilícito, intensidade do sofrimento,
condição sócio-econômica do ofendido e do ofensor, grau de
culpa, etc. - e a utilização dos parâmetros monetários
estabelecidos pela jurisprudência para casos similares. Sendo
insuficiente o valor arbitrado poderá o ofendido, de qualquer
modo, propor liquidação perante o juízo cível para a
apuração do dano efetivo (art. 63, parágrafo único, do CPP).
6. Este Superior Tribunal, em relação à fixação de valor mínimo
de indenização a título de danos morais, nos termos do art. 387,
IV, do Código de Processo Penal, entende que se faz
indispensável o pedido expresso do ofendido ou do Ministério
Público, este firmado ainda na denúncia, sob pena de violação ao
princípio da ampla defesa.
7. Adequada a fixação de valor mínimo de indenização à vítima,
porque o Ministério Público requereu a fixação desse quantum
no momento do oferecimento da denúncia.
8. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto as
razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
9. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp n.
1.626.962/MS, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, 6ª T., DJe
16/12/2016, grifei)

Em recentes julgados, porém, a Quinta Turma deste Superior


Tribunal tem decidido que "'A reparação de danos, além de pedido expresso,
pressupõe a indicação de valor e prova suficiente a sustentá-lo,
possibilitando ao réu o direito de defesa. Necessário, portanto, instrução
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Superior Tribunal de Justiça
específica para apurar o valor da indenização' (AgRg no REsp 1483846/DF,
Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, Quinta Turma, julgado
em 23/2/2016, DJe 29/2/2016)" (AgRg no AREsp n. 952.492/MS, Rel.
Ministro Jorge Mussi, 5ª T., DJe 18/11/2016, destaquei).

A Sexta Turma, por sua vez, já decidiu que "Neste caso houve
pedido expresso por parte do Ministério Público, na exordial acusatória, o que
é suficiente para que o juiz sentenciante fixe o valor mínimo a título de
reparação dos danos causados pela infração" (REsp n. 1.265.707, Rel.
Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 10/6/2014).

Dessarte, considerando a relevância do tema e os princípios da


segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia, nos termos do
artigo 927, § 4º, do Código de Processo Civil e do artigo 256-E, II, do
Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (Emenda Regimental n.º 24,
de 28 de setembro de 2016, disponibilizada no DJe de 13/10/2016 e publicada
em 14/10/2016), afeto à Terceira Seção o presente recurso especial, a fim de
que, julgado sob o rito dos recursos repetitivos, esta Corte Superior de
Justiça possa firmar tese jurídica sobre o tema.

Documento: 76954983 - VOTO - Site certificado Página 3 de 3


Superior Tribunal de Justiça
ProAfR no RECURSO ESPECIAL Nº 1.643.051 - MS (2016/0325967-4)

RELATOR : MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ


RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO DO SUL
RECORRIDO : A L S DOS S
ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO
GROSSO DO SUL
EMENTA
RECURSO ESPECIAL. RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS.
AFETAÇÃO. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER.
DANO MORAL. INDENIZAÇÃO MÍNIMA. REQUISITOS.
RECURSO ESPECIAL AFETADO.
1. Malgrado a lei não tenha fixado um procedimento específico
quanto à reparação de natureza cível por ocasião da prolação da
sentença condenatória, ao menos para os casos de violência cometida
contra mulher praticados no âmbito doméstico e familiar é imperiosa
a fixação de tese jurídica representativa da interpretação desta Corte
Superior sobre o tema, inclusive acerca de seus requisitos mínimos,
considerado o número de recursos especiais que aportam no STJ
diariamente.
2. Recurso Especial afetado para julgamento sob o rito dos
repetitivos.
ACÓRDÃO

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,


acordam os Ministros da Terceira Seção, por unanimidade, acolher a proposta
de afetação do recurso especial ao rito dos recursos repetitivos, conjuntamente
com o REsp 1.683.324/DF, para que esta Corte Superior de Justiça possa firmar
tese jurídica sobre o tema da aferição do dano moral nos casos de violência
cometida contra mulher no âmibito doméstico e familiar, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro
Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Maria Thereza de Assis
Moura, Jorge Mussi e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro
Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer. Presidiu o
julgamento o Sr. Ministro Nefi Cordeiro.

Brasília (DF), 27 de setembro de 2017

Documento: 77034071 - EMENTA / ACORDÃO - Site certificado - DJe: 04/10/2017 Página 1 de 2


Superior Tribunal de Justiça
Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ

Documento: 77034071 - EMENTA / ACORDÃO - Site certificado - DJe: 04/10/2017 Página 2 de 2


Superior Tribunal de Justiça
ProAfR no RECURSO ESPECIAL Nº 1.683.324 - DF (2017/0167461-5)

RELATOR : MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ


RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
RECORRIDO : F R DA S
ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
EMENTA

RECURSO ESPECIAL. RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS.


AFETAÇÃO. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER.
DANO MORAL. INDENIZAÇÃO MÍNIMA. REQUISITOS.
RECURSO ESPECIAL AFETADO.
1. Malgrado a lei não tenha fixado um procedimento específico
quanto à reparação de natureza cível por ocasião da prolação da
sentença condenatória, ao menos para os casos de violência cometida
contra mulher praticados no âmbito doméstico e familiar é imperiosa
a fixação de tese jurídica representativa da interpretação desta Corte
Superior sobre o tema, inclusive acerca de seus requisitos mínimos,
considerado o número de recursos especiais que aportam no STJ
diariamente.
2. Recurso Especial afetado para julgamento sob o rito dos
repetitivos.

ACÓRDÃO

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,


acordam os Ministros da Terceira Seção, por unanimidade, acolher a proposta
de afetação do recurso especial ao rito dos recursos repetitivos, conjuntamente
com o REsp 1.643.051/MS, para que esta Corte Superior de Justiça possa
firmar tese jurídica sobre o tema da aferição do dano moral nos casos de
violência cometida contra mulher no âmbito doméstico e familiar, nos termos
do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca,
Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Maria Thereza
de Assis Moura, Jorge Mussi e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr.
Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer.
Documento: 76998026 - EMENTA / ACORDÃO - Site certificado - DJe: 04/10/2017 Página 1 de 2
Superior Tribunal de Justiça
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Nefi Cordeiro.

Brasília (DF), 27 de setembro de 2017

Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ

Documento: 76998026 - EMENTA / ACORDÃO - Site certificado - DJe: 04/10/2017 Página 2 de 2