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SOBRE OS DESVIOS PARA O NACIONALISMO.

Do iníorme sôbre a atuação do Comitê Central, pro-


nunciado perante o XVII Congresso do Partido Comunis-
ta (bolchevique) da U . R . S . S . , a 26 de janeiro de 1934 345
SÔBRE OS DESVIOS PARA O NACIONALISMO

Do informe sobre a atuação do Comitê


Central, pronunciado perante o XVII Congresso
do Partido Comunista (b) da U. R. S.S., a 26
de janeiro de 198b.

Vejamos 9gora o problema nacional, Também no


que diz respeito ao problema nacional, como a todos os
outros problemas, existe, num sector do Partido, uma con-
fusão de idéias que dá origem a determinado perigo. Falei
da vitalidade das sobrevivências do capitalismo. É necessá-
rio assinalar que as sobrevivências do capitalismo na cons-
ciência dos homens são muito mais vigorosas no terreno
do problema nacional que em qualquer outro. São mais vi-
gorosas porque têm a possibilidade de dissimular-se sob
a roupagem nacional. Muitos pensam que o êrro de Skrí-
pnik é caso isolado, exceção da regra. Isso não é certo. O
êrro de Skrípnik e de seu grupo na Ucrânia não constituí
«xceção. Iguais desacertos se observam em alguns cama-
radas de outras Repúblicas nacionais.
Que significa o desvio nacionalista, tanto quando se
trata de desvio para o nacionalismo grande-russo como
para o nacionalismo local? O desvio nacionalista é a adap-
tação da política internacionalista da classe operária à po-
lítica nacionalista da burguesia. O desvio nacionalista re-
flete as tentativas da burguesia "nacional", "própria", na
sentido de solapar o regime soviético e restaurar o capi-
talismo. Como vêdes. a fonte de ambos os desvios é *

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mesma. É o abandono do internacionalismo leninista. Se
quereis atingir de cheio ambos os desvios, cumpre dirigir
os golpes, antes de tudo, contra essa fonte, contra os que
se separam do internacionalismo, quer se trate do des-
vio nacionalista local quer do desvio nacionalista gran-
de-russo. (Aplausos calorosos).
Discute-se a questão de qual é o perigo principal, se
o desvio nacionalista grande-russo ou o desvio naciona-
lista local. Nas condições atuais, trata-se de uma discussão
puramente formal e, portanto, de uma discussão inútil.
Seria estúpido dar uma receita preparada, adaptável a to-
dos os momentos e condições, sobre o perigo principal e o
secundário. Tais receitas não existem, em geral, na nature-
za. O perigo principal é aquele desvio contra o qual se
deixou de combater e que se permitiu crescer dêsse modo.
até chegar a constituir um perigo para o Esta'do.
(Aplausos prolongados.)

Ainda há bem pouco, o desvio' nacionalista ucraniano


não cpnstituía, na Ucrânia, perigo principal, mas quan-
do deixámos de combatê-lo e permitimos que crescesse até
unir-se aos intervencionistas, converteu-se no perigo prin-
cipal. A questão do perigo principal no problema nacional
não se resolve através de vãs discussões formais, mas
através da análise marxista da situação no momento dado
e através do exame de todos os erros cometidos nessa
questão.

Pvavda, n. 23, 28 de janeiro de 1934.

— 346—é

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