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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

CURSO DE PEDAGOGIA

RITA DE CÁSSIA NEVES SILVA

A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM NECESSIDADES


EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR: Um
Estudo de Caso em uma Escola Publica Estadual da
Cidade de Espinosa – MG.

Espinosa - MG
2017
RITA DE CÁSSIA NEVES SILVA

A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM NECESSIDADES


EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR: Um
Estudo de Caso em uma Escola Publica Estadual da
Cidade de Espinosa – MG.

Projeto de Ensino em apresentado à Universidade Norte


do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a
obtenção do título de Pedagogia.

Orientadores: Prof. Okçana Battini e Natália Gomes dos


Santos

Espinosa - MG
2017
SILVA, Rita de Cássia Neves. A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM NECESSIDADES
EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR: Um Estudo de Caso em uma
Escola Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG. 2017. 27 folhas. Projeto de
Ensino Graduação em Pedagogia– Centro de Ciências Exatas e Tecnologia.
Universidade Norte do Paraná, Espinosa - MG, 2017.

RESUMO

O presente Projeto de Ensino tem como tema: A Inclusão da Criança Com


Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular: Um Estudo de Caso em
Uma Escola Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG, adotando uma linha de
pesquisa sobre a teoria de autores como: MANTOAN (2006); STAINBACK(1999),
REIS(1999), BUENO(1999) e dos CARVALHO(2004), que retratam uma discussão
teórica sobre a contribuição da educação inclusiva para a criança com necessidades
educacionais especiais e de uma pesquisa de campo realizada em uma escola que
atende a uma criança especial. A escolha do tema justifica-se por acreditar que as
crianças com necessidades educacionais especiais necessitam de uma atenção
especial para conseguir desenvolver os aspectos pedagógicos, educacionais e
sociais. O estudo traz como objetivo geral: Investigar de que forma A Inclusão da
Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular pode
contribuir para a sua formação socioeducacional, desmembrando-se em objetivos
específicos que visam: Compreender qual a contribuição do ensino regular para a
criança com necessidades educacionais especiais; Investigar a atuação do professor
de apoio à comunicação, linguagens e tecnologias assistivas, Refletir, se por meio
da inclusão no ensino regular, esta sendo desenvolvida a socialização e a
aprendizagem do aluno com educacionais especiais. O estudo de cunho quali-
quantitativo apresenta uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo
referente ao tema escolhido, considerando que quando a escola é inclusiva traz
grandes contribuições para a formação socioeducacional das crianças.

Palavras-chave: Escola. Inclusão. Criança. Socioeducacional.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4
2.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................................ 6

3. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO .............................. 17


3.1. TEMA E LINHA DE PESQUISA .......................................................................................... 17

3.2. JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................... 17

3.3. PROBLEMATIZAÇÃO .......................................................................................................... 18

3.4. OBJETIVOS ........................................................................................................................... 18

3.4.1. OBJETIVO GERAL ......................................................................................................... 18


3.4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................... 18
3.5. CONTEÚDOS ........................................................................................................................ 19

3.6. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO ........................................................................ 19

3.7. TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO............................................................... 21

3.8. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS ........................................................................... 22

3.9. AVALIAÇÃO ........................................................................................................................... 22

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................ 23


REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 23
4

1. INTRODUÇÃO

Na sociedade atual a educação inclusiva constitui-se como fator real nas


escolas de ensino regular, possibilitando a criança com necessidades educacionais
especiais o acesso à educação e a construção da socialização e do aprendizado.
O presente Projeto de Ensino tem como tema: A Inclusão da Criança Com
Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular: Um Estudo de Caso em
Uma Escola Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG, adotando uma linha de
pesquisa que vem a encontro da teoria de autores como: MANTOAN(2006);
STAINBACK(1999), REIS(1999), BUENO(1999) e dos CARVALHO(2004), que
retratam uma discussão teórica sobre a contribuição da educação inclusiva para a
criança com necessidades educacionais especiais. A escolha do tema justifica-se
por acreditar que a criança com necessidades educacionais especiais, quando
inserida no ensino regular sente-se pertencente ao meio social e que essa pratica
poderá proporcionar a mesma uma oportunidade de grandes construções na
aprendizagem, pois por meio dela é possível desenvolver habilidades necessárias à
vida escolar e social da criança.
Na perspectiva da Educação Inclusiva, destaca-se em sua problemática de
que ha uma necessidade das escolas em adequar a sua realidade ao acolhimento e
atendimento das especificidades destas crianças. Sabe-se que os estabelecimentos
de ensino ainda não estão totalmente adequados para ofertar este atendimento
especializado, mas independente das condições apresentadas à escola precisa
buscar meios de oportunizar condições de ensino e aprendizagem as crianças
especiais.
O estudo traz como objetivo geral: Investigar de que forma A Inclusão da
Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular pode
contribuir para a sua formação socioeducacional, desmembrando-se em objetivos
específicos que visam: Compreender qual a contribuição do ensino regular para a
criança com necessidades educacionais especiais; Investigar a atuação do professor
de apoio à comunicação, linguagens e tecnologias assistivas, Refletir, se por meio
da inclusão no ensino regular, esta sendo desenvolvida a socialização e a
aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais.
5

O presente O estudo de cunho quali-quantitativo, apresenta uma pesquisa


bibliográfica na visão de teóricos como: MANTOAN (2006); STAINBACK (1999),
REIS (1999), BUENO (1999) e dos CARVALHO (2004), e esta Pautado em uma
pesquisa de campo referente ao tema escolhido, considerando que quando a escola
é inclusiva traz grandes contribuições para a formação socioeducacional das
crianças. Este se desenvolve, por meio de uma abordagem teórica sobre o tema “A
Inclusão da Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino
Regular:”, por meio da realização de leituras de diversos autores que abordam a
temática e realização de uma pesquisa quali-quantitativa, sendo este desenvolvido
por etapas. Para a execução do projeto de ensino foram utilizados vários recursos
materiais, tais como: notebook, entrevista e questionários impresso em folhas A4,
caneta, lápis, borracha. Também foi preciso lançar mão de recursos humanos para
a consolidação da pesquisa, sendo estes: Especialista em Educação Básica para a
realização da entrevista. Professora regente de turma e professora de apoio à
comunicação, linguagens e tecnologias assistivas para a aplicação do questionário.
Para a avaliação deste projeto de ensino se faz necessário a reflexão acerca
da inclusão da criança com necessidades educacionais especiais no ensino regular.
Pretendendo por meio de pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, entender
como a educação inclusiva pode contribuir para a formação socioeducacional
dessas crianças.
Em seu referencial teórico, o projeto de ensino discute a visão de diversos
teóricos que adotam a Inclusão Escolar como linha de pesquisa, e da legislação
vigente sobre o tema, visto que estes buscam em seus estudos refletir sobre a
contribuição da escola regular inclusiva para a formação social e educacional das
crianças com necessidades educacionais especiais. .
Por fim conclui-se que a educação inclusiva contribui positivamente no
processo de ensino e aprendizagem e na formação social da criança com
necessidades educacionais especiais, pois por meio dela é perceptível que há uma
melhora significativa no comportamento das crianças. Sendo assim, é importante
incluir as crianças especiais no ensino regular, na intenção oportunizar um
aprendizado que reflita positivamente na vida educacional e em sociedade, além do
aprimorar as habilidades cognitivas e motoras, necessárias a formação das crianças.
6

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A Educação Inclusiva esta cada vez mais presente na sociedade atual, esta
é uma prática inovadora que vem ganhando espaço no âmbito das políticas publicas
nacionais e vem sendo adotada pelas instituições de ensino regular, com o objetivo
de promover a qualidade do ensino ofertado para todos os alunos, mas para que
esta pratica aconteça, a uma necessidade da escola em se modernizar e dos
professores que atuam com crianças com necessidades educacionais especiais em
aperfeiçoar suas práticas pedagógicas. Como enfatiza MANTOAN (2006, P. 40);

A inclusão é uma inovação que implica um esforço de modernização e


reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas -
especialmente as de nível básico, ao assumirem que as dificuldades de
alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do
modo como o ensino é ministrado e de como a aprendizagem é concebida e
avaliada. MANTOAN (2006, P. 40):

O processo educacional na perspectiva da escolarização vai muito além dos


muros da escola, na sociedade contemporânea, a educação não pode continuar
sendo vista como um processo restrito para poucos, mas sim deve ser vista com
uma perspectiva de que todos tem o direito de estar inseridos no processo
educativo, reafirma a importância e o compromisso que a sociedade e as famílias
assumem que é o dever de garantir o direito à educação, conforme determina a
Constituição Federal de 1988.
Nesse sentido, o artigo 205 da Constituição Federal prevê que;

Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e


incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho. (Art. 205, CF).

No âmbito da educação especial, entende-se que a inclusão escolar é um


direito de todas as crianças com necessidades educacionais especiais e que deve
ser assegurado a elas o direito de estudar, em cumprimento ao direito de todos à
educação.
Neste sentido, entende-se que a educação inclusiva pode ser caracterizada
por uma política pública de justiça social que pretende atender aos alunos com
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necessidades educacionais especiais, conforme descrito na Declaração de


Salamanca (1994, p. 17-18);

O princípio fundamental desta Linha de Ação é de que as escolas devem


acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas,
intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras. Devem acolher
crianças com deficiência e crianças bem dotadas, crianças que vivem nas
ruas e que trabalham, crianças de população distantes ou nômades,
crianças de minorias lingüísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros
grupos ou zonas desfavorecidas ou marginalizadas (DECLARAÇÃO DE
SALAMANCA, 1994, P. 17-18):

Para efetivar esse direito, o artigo 158 da Lei 9.394/96 (BRASIL, 1996)
especifica sobre a educação especial, conforme descrito abaixo:

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a
modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede
regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
§1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola
regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial.
§2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços
especializados, sempre que, em função das condições específicas dos
alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino
regular. §3º A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado,
tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
(Brasil, 2006).

Com relação à educação especial, o artigo 2º da Resolução CNE/CEB Nº 2,


de 11 de setembro de 2001 entende:

Por educação especial, modalidade da educação escolar entende-se um


processo educacional definido por uma proposta pedagógica que assegure
recursos e serviços educacionais e especiais, organizados
institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns
casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a
educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos
educandos que apresentem necessidades educacionais especiais, em
todas as etapas e modalidades da educação básica (BRASIL- MEC/SEESP,
2001, p. 1).

Ainda com relação à educação especial, o artigo 3º da Resolução CNE/CEB


Nº 2, de 11 de setembro de 2001 vem dispor sobre o público alvo da Educação
Especial;

Consideram-se educandos que apresentam necessidades educacionais


especiais, prioritariamente, aqueles que apresentam superdotação, ou
condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou
psiquiátricos, e os portadores de deficiência, ou seja, com significativas
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diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais de caráter temporário ou


permanente e que, em interação com fatores socioambientais, resultam em
necessidades educacionais especiais. (BRASIL- MEC/SEESP, 2001, p.1- 2)

No Estado de Minas Gerais, no ano de 2014 a Secretaria Estadual de


Educação, com base em legislações nacionais sobre a educação inclusiva, instituiu
o Guia de Orientação da Educação Especial na rede estadual de ensino, versão 3,
que traz as informações necessárias para que o atendimento educacional
especializado a alunos com Deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e
Altas habilidades/Superdotação seja realizado na rede estadual de ensino do
estado.
Neste contexto, o Guia de Orientação da Educação Especial na rede
estadual de ensino de Minas Gerais (2014, p.07) o nos diz que;

A educação inclusiva parte do princípio de que todos têm o direito de


acesso ao conhecimento sem nenhuma forma de discriminação. Tem como
objetivo reverter à realidade histórica do país marcada pela desigualdade e
exclusão. A política educacional inclusiva da rede pública estadual de
educação é orientada pelo reconhecimento deste direito, respeito à
individualidade e valorização da diversidade. (Guia de Orientações da
Educação Especial na rede estadual de MG, 2014, p.07)

Ainda de acordo com a legislação mineira, conforme descrito no Guia de


Orientação da Educação Especial na rede estadual de ensino de Minas Gerais
(2014, p.08), “considera-se público-alvo da educação especial os alunos com
Deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Altas
Habilidades/Superdotação”. Onde caso confirmado e atestado por laudo
devidamente legitimado por profissional competente algum dos itens citados, o aluno
tem direito ao atendimento educacional especializado, que tem como função
complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de
serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem barreiras para sua
plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. (Guia de
Orientações da Educação Especial na rede estadual de MG, 2014, p.16).
De acordo com (REIS, 1999, p.35) consideram-se alunos com necessidades
educativas especiais;

1. SÃO DECORRENTES DE DEFICIÊNCIA


1.1- Atraso de desenvolvimento global: Quando se verifique em relação à
idade, um atraso na maturação e aquisição das capacidades básicas no
Domínio Psicomotor, expressão oral, intelectual, emocional/relacional. Esta
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categoria só se refere a crianças abaixo dos 6 anos de idade. 1.2-


Deficiência mental: - Quando se verifique um funcionamento intelectual
geral significativamente abaixo da média. Devem excluir-se desta categoria
cujo atraso mental seja devido a incapacidades visuais, auditivas e motoras.
1.3- Deficiência visual: Quando se verifica um déficit de visão que ainda que
corrigido, afeta a aprendizagem. 1.4- Deficiência auditiva: Quando se
verifica uma incapacidade total ou parcial e processar a informação
lingüística através da audição. 1.5- Deficiência motor: Quando se verifica
um problema grave na motricidade provocado por lesões congênitas,
doenças e outras causas traumáticas ou infecciosas. 1.6- Problemas de
comunicação: Refere-se a problemas de comunicação que afetam a
aprendizagem de criança/aluno. 1.7- Multideficiências: Quando a
criança/aluno apresenta sobre forma associada, mais do que um tipo de
deficiência. 1.8- Doença crônica: - Quando a criança/aluno apresenta
problemas crônicos e/ou graves de saúde que afetam significativamente a
sua aprendizagem.
2. NÃO SÃO DECORRENTES DE DEFICIÊNCIA:
2.1- Distúrbio funcional: - Quando a criança/aluno apresenta um dos
seguintes quadros: a) Imaturidade/desadaptação- Quando o aluno
apresenta dificuldades significativas em comportar-se e/ou relacionar-se de
acordo com o esperado para a sua idade cronológica, refletindo-se na sua
aprendizagem. b) Hiperatividade - Quando a criança/aluno apresenta uma
atividade motora exagerada, baixos níveis de concentração e atenção nas
tarefas (especialmente as escolares), alto nível de impulsividade. c)
Alteração de conduta - Quando o aluno apresenta comportamentos
sistemáticos de agressividade e/ou de inadaptação às normas sociais. d)
Alteração da personalidade - Quando o aluno apresenta alterações graves
no seu comportamento, implicando, por vezes, uma perda da sua noção de
identidade e do real. 2.2- Dificuldades específicas de aprendizagem:
Quando se verificam problemas em um ou mais dos processos básicos
implicados na compreensão ou utilização da linguagem falada ou escrita,
resultando em incapacidades na compreensão auditiva, pensamento, fala,
leitura, escrita, cálculo matemático e nos aspectos da aprendizagem escolar
geral. Incluem-se nesta categoria os casos de alunos com problemas de
percepção disfunção cerebral mínima, dislexia e afasia. Esta categoria só se
refere a aluno acima dos 6 anos de idade. 2.3- Sobredotação: é
considerada (o) criança/aluno sobredotada (o) ou talentosa(o), quando
manifesta uma capacidade intelectual superior à média, apresentando
desempenho com elevada potencialidade em qualquer dos seguintes
aspectos, isolados ou combinados: aptidão acadêmica específica;
pensamento criador ou produtivo; talento especial para artes visuais,
dramática e musica; capacidade psicomotora; elevado nível motivacional;
Capacidade de Liderança.

Ao fazer uma reflexão sobre o conceito de necessidades educacionais


especiais, faz-se necessário entender a deficiência pode ser considerara como, um
produto social e cultural, esta não deve ser vista como uma incapacidade que
impossibilita o portador de executar atividades rotineiras, esta deve ser enxergada
com um olhar positivo de que é possível sim acontecer à aprendizagem. Para que
esta aprendizagem ocorra, é preciso lançar mão de ações planejadas para atender
as reais dificuldades dos alunos com necessidades educacionais especiais.
Nesta perspectiva o Guia de Orientações da Educação Especial na rede
estadual de MG (2014 p.16) estabelece que;
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Na rede estadual mineira, os atendimentos educacionais especializados são


oferecidos na forma de apoio (professor de apoio à comunicação,
linguagens e tecnologias assistivas, intérprete de Libras e guia-intérprete) e
de complementação no contraturno de escolarização do aluno (sala de
recursos). Os alunos beneficiados pelo AEE de apoio devem frequentar
também o AEE de Sala Recursos. E todos os alunos beneficiados pelo AEE
podem participar de todos os projetos da escola, inclusive do projeto Tempo
Integral. (Guia de Orientações da Educação Especial na rede estadual de
MG, 2014, p.16)

Para se Construir uma sociedade inclusiva é imprescindível haver ações para


o desenvolvimento de um Estado democrático. Entende-se por inclusão o direito, a
todos, do alcance continuado ao lugar comum da vida em comunidade, comunidade
essa que deve estar orientada por ações de acolhimento à diversidade humana, de
aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de
oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida
(Diretrizes Nacionais de Educação Especial para Educação Básica BRASIL, 2001, p.
13).
De acordo com Bueno (1999 p. 09);

Não podemos deixar de considerar que a implementação da educação


inclusiva demanda, por um lado, ousadia e coragem, mas, por outro,
prudência e sensatez, quer seja na ação educativa concreta (de acesso e
permanência qualificada, de organização escolar e do trabalho pedagógico
e da ação docente) ou nos estudos e investigações que procurem
descrever, explicar, equacionar, criticar e propor alternativas para a
educação especial (BUENO, 1999, p. 9).

Ao pensar na implementação da educação inclusiva no sistema educacional


brasileiro, observa que o número de alunos com deficiência na rede regular de
ensino tem apresentado um avançado considerado significativo. Mas esse número
ainda precisa avançar muito, pois o ideal seria que todos os alunos com
necessidades educacionais especiais fossem inseridos em sistemas educacionais
planejados e organizados para atender as reais necessidades destes alunos,
oferecendo o suporte adequado às suas características e necessidades individuais
de cada um.
Neste sentido o caderno Saberes e práticas da inclusão - Estratégias para a
educação de alunos com necessidades educacionais especiais (BRASIL, 1999,
p.38), expõe que;
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A inclusão escolar constitui, portanto, uma proposta politicamente correta


que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a
igualdade de direitos e de oportunidades educacionais para todos, em um
ambiente educacional favorável. Impõe-se como uma perspectiva a ser
pesquisada e experimentada na realidade brasileira, reconhecidamente
ampla e diversificada. (BRASIL, 1999, p.38).

Nos dias atuais, a escola não pode pautar o seu trabalho pedagógico no
método excludente, onde o aluno com deficiência é tratado como sendo “o
diferente”, mas sim, adequar o seu currículo para melhor atender os alunos com
necessidades educacionais especiais. Para compreender a inclusão das pessoas
com necessidades educacionais especiais em sua comunidade escolar, faz-se
necessário questionar alguns paradigmas da educação, sendo assim, na visão de
Stainback e Stainback (1999, p. 11) entende-se que a educação inclusiva;

(...) é aquela que educa todos os alunos em salas de aulas regulares.


Educar todos os alunos em salas de aulas regulares significa que todo
aluno recebe educação e freqüenta aulas regulares. Também significa que
todos os alunos recebem oportunidades educacionais adequadas,
desafiadoras, porém ajustadas às suas habilidades e necessidades, que
recebem todo apoio e ajuda, à medida em que necessitem, para que eles e
seus professores possam alcançar sucesso nas principais atividades. (...)
Ela é um lugar no qual todos fazem parte, em que todos são aceitos, onde
todos ajudam e são ajudados por seus colegas e por outros membros da
comunidade escolar, para que suas necessidades educacionais sejam
satisfeitas (STAINBACK E STAINBACK 1999, P.11).

A escola regular não pode ser considerada inclusiva apenas para o


cumprimento das leis, decretos ou portarias que as obriguem a aceitarem os alunos
com necessidades educacionais especiais. A prática da educação inclusiva no
ambiente escolar vai muito além do cumprir a legislação vigente, a escola regular
será inclusiva a partir do momento em que a escola estiver preparada para receber
os alunos que apresentarem necessidades educacionais especiais e que esta ser
capaz de desenvolver um trabalho voltado para o acolhimento, a socialização e a
inclusão deste na escola, independentemente de suas diferenças ou características
individuais. Como bem afirma Carvalho (1999, p. 38):

A educação inclusiva tem sido conceituada, como um processo de educar


conjuntamente e de maneira incondicional, nas classes de ensino comum,
alunos ditos normais com alunos-portadores ou não de deficiência - que
apresentem necessidades educacionais especiais. A inclusão beneficia a
todos, uma vez que sadios sentimentos de respeito à diferença, de
cooperação e de solidariedade podem se desenvolver. (CARVALHO, 1999,
P. 38):
12

Para que a escola seja realmente inclusiva, segundo o pensamento de


Stainback e Stainback (1999), faz-se necessário reconhecer e responder às
necessidades diversificadas de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e
ritmos de aprendizagem e assegurando educação de qualidade para todos. Neste
sentido, precisa de currículos apropriados e adequados a cada necessidade,
organizando as ações educativas, as estratégias de ensino e fazer uso de recursos
didáticos diferenciados. Dessa forma entende-se que, para as escolas serem
inclusivas, esta tem que adaptar-se no que for necessário para assegurar uma
educação de qualidade, atendo as reais necessidades dos alunos.
Ferreira e Guimarães (2003, p. 116) nos diz que:

A inclusão impõe uma mudança de perspectiva educacional, pois não se


limita àqueles que apresentam deficiência, mas se estende a qualquer aluno
que manifeste dificuldades na escola, ainda que contribuindo para o
crescimento e desenvolvimento de todos – professores, alunos, e pessoal
administrativo. (Ferreira e Guimarães 2003, p. 116).

Neste contexto, o trabalho pedagógico desenvolvido pela instituição de


ensino, voltado para o atendimento educacional especializado, no intuito de
promover à educação inclusiva sempre será um novo aprendizado e um desafio
para a escola, visto que cada aluno apresenta suas necessidades individuais, em
termos de adequação das estratégias de ensino e na aquisição da aprendizagem.
Isso requer que os professores destinem uma especial atenção ao
planejamento das atividades diferenciadas que serão desenvolvidas e a adequação
da metodologia de ensino as particularidades de cada aluno com necessidades
educacionais especiais. Quando a escola depara-se com uma criança que requer
um atendimento especializado, surge à necessidade de entender o mundo particular
dessa criança e a partir desse momento começar a planejar e desenvolver ações
que irão promover a inclusão e o convívio social.

Nesta perspectiva, Carvalho (2004, p. 88) enfatiza:


A diversidade, hoje, constitui-se em tema central, pois muito se tem
debatido sobre a diversidade social, cultural, de gênero, de capacidades,
inclusive as comunicativas. Valorizar a diversidade entre as pessoas,
principalmente no âmbito da educação, é uma das formas da ultrapassagem
sonhada por Betinho, permitindo a todos “ser gente, mudar de futuro, mudar
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de mundo, não estabelecer limites”. É fugir da homogeneidade, dos


estigmas e dos preconceitos (Carvalho, 2004, p. 88).

Sabe-se que a diversidade dentro do espaço escolar e na própria sala de


aula é algo que de certa forma, assusta alguns dos profissionais da educação que
lidam diretamente com esta situação, pois ainda existem aqueles que adotam a
visão tradicional de homogeneização e tem dificuldades para lidar com a
heterogeneidade. Há uma necessidade de estes profissionais começarem a
enxergar a inclusão escolar como algo possível e pertencente da sociedade atual e
começar a organizar-se em favor das diferenças individuais.
De acordo com a Declaração de Salamanca (1994, p. 152), a uma
necessidade de:

Incutir em todos os professores uma orientação positiva sobre a deficiência


que permita entender o que se pode conseguir nas escolas com serviços
locais de apoio. E ainda, uma boa pedagogia apontada pelo mesmo
documento, é a que: (...) desenvolvam a capacidade de avaliar as
necessidades especiais, de avaliar o conteúdo do programa de estudos, de
recorrer a ajuda da tecnologia, de individualizar os procedimentos
pedagógicos para atender ao maior número de aptidões. (DECLARAÇÃO
DE SALAMANCA, 1994, P. 152)

Nesta concepção as estratégias de aprendizagem ganha cada vez mais


importância para que prática educativa ocorra com sucesso. A escola deve adotar
metodologias diversificadas e pensadas para atenderem as necessidades individuais
dos alunos com necessidades educacionais especiais proporcionando ao mesmo
uma maior interação, participação e acesso ao conhecimento.
Para uma escola inclusiva há também a necessidade das famílias caminharem
lado a lado com a instituição de ensino, cumprindo o seu papel de auxiliadora do
processo de ensino e aprendizagem. Estas devem se fazer presentes na escola não
apenas nas reuniões de pais ou quando solicitados pela escola, mas sim, se inteirarem
diretamente do processo educacional de seus filhos, favorecendo assim o processo de
aprender a aprender. Em relação a isso Stainback e Stainback (1999) reforçam que:

Apenas com o estabelecimento de uma boa relação entre escola e família é


que as propostas educacionais relativas à formação de cidadãos nos dias
de hoje poderá acontecer. Para que a inclusão seja bem sucedida, as
diferenças dos alunos devem ser reconhecidas como um recurso positivo.
As diferenças entre os alunos devem ser reconhecidas e capitalizadas para
fornecer oportunidades de aprendizagem para todos os alunos da classe
consequentemente a educação inclusiva torna-se um meio privilegiado para
alcançar a inclusão social, algo que não deve ser alheio aos governos e
14

estes devem dedicar os recursos econômicos necessários para estabelecê-


la. Mais ainda, a inclusão não se refere somente ao terreno educativo, mas
o verdadeiro significado de ser incluído. (STAINBACK E STAINBACK,1999).

Nesta linha de pensamento, fica evidente a ideia de que para a inclusão


social acontecer é preciso o envolvimento não apenas das instituições de ensino e
da família, mas também um investimento dos governos na disponibilização de
recursos econômicos dedicados a suprir as necessidades existentes.
Entende-se que a política de educação inclusiva deve exigir que as ações
desenvolvidas sejam pautadas nos aspectos quantitativos, qualitativos e principalmente
na formação de recursos humanos, além da garantia dos recursos financeiros e
serviços públicos de apoio pedagógico para assegurar o oferecimento de uma educação
inclusiva de boa qualidade e principalmente o desenvolvimento educacional das
crianças com necessidades educacionais especiais.
Diante disso, (MANTOAN, 2006, p. 64):

Para que se avance nessa direção, é essencial que os sistemas de ensino


busquem conhecer a demanda real de atendimento a alunos com
necessidades educacionais especiais, mediante à criação de sistemas de
informação e o estabelecimento de interface com os órgãos governamentais
responsáveis pelo Censo Escolar e pelo Censo Demográfico, para atender
a todas as variáveis implícitas à qualidade do processo formativo desses
alunos. Nestes termos a acessibilidade deve ser assegurada nos seguintes
aspectos: mediante à eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas,
na edificação. Incluem-se também, as instalações, equipamentos,
mobiliários, nos transportes escolares, nas barreiras nas comunicações e
informações. (MANTOAN, 2006, p. 64).

Estas adaptações são necessárias para que a educação inclusiva seja


oferecida, alem disso ainda há casos que precisam ser feitas adaptações
curriculares na intenção de favorecer a todas as crianças com necessidades
educacionais especiais.
No dia a dia da escola, a criança especial vai revelando quais são as suas
principais dificuldades e a partir daí a escola podem começar a desenvolver as
estratégias de atividades diferenciadas, que deverão ser adotadas para que todos os
alunos tenham acesso ao conhecimento. Sabe-se que para que estas estratégias
sejam efetivadas, é preciso o envolvimento não apenas da família e da escola, mas
requer a intervenção de instâncias político-administrativas superiores para colocar
em pratica as ações pensadas para o atendimento das especificidades de cada
criança e promover a educação inclusiva.
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É preciso possibilitar a criança com necessidades educacionais especiais


meios que verdadeiramente favoreça a sua permanência na escola, oferecendo-lhe
o acesso ao currículo e permitindo a eles vivenciarem o sentimento de que são
pertencente à escola, formando-os não apenas no que diz respeito aos
conhecimentos escolares, mas preparando-os para a vida em sociedade.
Sabe-se que o conceito de educação inclusiva ainda é uma barreira a ser
superada por alguns profissionais da área da educação. Segundo Ferreira e
Guimarães (2003, p.27);

Os efeitos causados pela visão equivocadas sobre pessoas com deficiência


levam ao desconhecimento de suas potencialidades, o que acabam por
continuar reforçando a crença sobre a sua suposta incapacidade. Esse
quadro só poderá ser superado a partir do momento em que a condição de
“deficiência” modificar-se tomando em consideração também as
potencialidades e possibilidades, e não apenas os defeitos e as limitações
das pessoas (Guimarães,2003, p.27).

A Educação Inclusiva deve se tratada como aquela capaz de transformar a


realidade social das crianças com necessidades educacionais especiais.
Neste sentido Mantoan (2001, p.84) expõe que;

A educação inclusiva não se refere apenas a inserção de alunos com


deficiência no ensino regular. É um conceito mais amplo que inclui o
respeito às diferenças individuais, culturais, raciais, religiosas, políticas,
sociais, vendo o indivíduo como um ser pleno e com talentos a serem
desenvolvidos. MANTOAN (2001, P.84).

A ideia de inclusão defende que todas as crianças que apresentarem


alguma necessidade educacional especial passa ser inserido nos serviços
educacionais disponíveis para atender as suas necessidades individuais nas salas
de ensino regular. Dessa forma, é importante que o profissional da educação
compreenda que no processo de inclusão a criança irá passar por diversas fases do
desenvolvimento. Conforme afirma Bianchetti e Freire (1992, p.21);

É importante compreender todas as habilidades das crianças com


deficiências, os níveis de funcionamento socioafetivo e cognitivo, e a
qualidade das experiências e vivências que possuem. É fundamental
conhecer suas dificuldades visando proporcionar melhores formas de
interação e comunicação, desenvolver estratégias de ação, de
potencialização do pensamento e resolução de problemas, verificar os
desafios, as necessidades, quais os conteúdos e atividades que podem
modificar as possibilidades de funcionamento e produzir respostas
16

qualitativamente melhores e mecanismo de adaptação ao meio (Bianchetti e


Freire, 1992, p.21)

Dessa forma, é preciso que todos os agentes da inclusão social percebam


que a inclusão se torna um processo de ampliação da circulação social e ganha
força quando acontece à aproximação dos seus diversos atores, favorecendo a
construção diária de uma sociedade mais justa que ofereça varias oportunidades as
crianças com necessidades educacionais especiais, respeitando os seus direitos,
diferenças e necessidades, a fim de garantir o direito a educação e a inclusão social
dos mesmos.
17

3. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO

3.1. TEMA E LINHA DE PESQUISA

O presente estudo apresenta como tema “A Inclusão da Criança Com


Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular: Um Estudo de Caso em
uma Escola Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG”, seguindo uma linha de
pesquisa que vem a encontro do pensamento de autores que abordam a inclusão de
alunos com necessidades especiais no ensino regular a fim de promover a
socialização e a aprendizagem dos mesmos.

3.2. JUSTIFICATIVA

Partindo do pressuposto de que os alunos com necessidades educacionais


especiais necessitam de uma atenção especial para conseguir desenvolver os
aspectos pedagógicos, educacionais, sociais, motores e psicomotores, afetivos,
comunicacionais, cognitivos e metacognitivos, percepção, atenção, memória. Por
acreditar que a criança com necessidades educacionais especiais, quando inserida
no ensino regular sente-se pertencente ao meio social e que essa pratica poderá
proporcionar a mesma uma oportunidade de grandes construções na aprendizagem,
pois por meio dela é possível desenvolver habilidades necessárias a vida escolar e
social da criança, escolhi desenvolver um projeto de ensino com o tema: “A Inclusão
da Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular: Um
Estudo de Caso em uma Escola Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG”,
objetivando descobrir como essa inclusão vem sendo realizada nos dias atuais.
18

3.3. PROBLEMATIZAÇÃO

Na atual sociedade, vivenciamos um momento de grandes transformações


sociais, onde a inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais na
escola de ensino regular se faz cada vez mais necessária, pois estas crianças
precisam e tem o direito instituído por lei de sentir-se pertencente ao meio social.
Surge então, a necessidades das escolas em adequar a sua realidade ao
acolhimento e atendimento das especificidades destas crianças. Sabe-se que os
estabelecimentos de ensino ainda não estão totalmente adequados para ofertar este
atendimento especializado, mas independente das condições apresentadas à escola
precisa buscar meios de oportunizar condições de ensino e aprendizagem as
crianças especiais.
No decorrer do curso de pedagogia, percebi que diversos teóricos e a
legislação vigente dão ênfase à importância da educação inclusiva e que este
publico esta cada vez mais presente nas instituições de ensino conforme observado
no estagio curricular.
Dessa Forma, nota-se que fica evidente a ideia de que para a inclusão social
acontecer é preciso o envolvimento não apenas das instituições de ensino e da
família, mas também um investimento dos governos na disponibilização de recursos
econômicos dedicados a suprir as necessidades existentes. Contudo, se não há
uma reflexão sobre a escola inclusiva, com certeza esta não conseguirá atender as
necessidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.

3.4. OBJETIVOS

3.4.1. OBJETIVO GERAL

 Investigar de que forma A Inclusão da Criança Com Necessidades


Educacionais Especiais no Ensino Regular pode contribuir para a sua
formação socioeducacional.
19

3.4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Compreender qual a contribuição do ensino regular para a criança com


necessidades educacionais especiais.
 Investigar a atuação do professor de apoio à comunicação, linguagens e
tecnologias assistivas.
 Refletir, se por meio da inclusão no ensino regular, esta sendo desenvolvida
a socialização e a aprendizagem do aluno com necessidades educacionais
especiais.

3.4. CONTEÚDOS

Os conteúdos a serem desenvolvidos por este projeto de ensino tem como


base um estudo sobre a inclusão da criança com necessidades educacionais
especiais no ensino regular. Sendo tratados temas como a contribuição da inclusão
da vida dessas crianças e a influência da inclusão escolar na socialização e
aprendizagem destes alunos.

3.5. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

O presente projeto de ensino será desenvolvido por meio de uma


abordagem teórica sobre a contribuição da inclusão da criança com necessidades
educacionais especiais no ensino regular. Para o desenvolvimento deste estudo, de
cunho quali-quantitativa como base a teoria de autores como, MANTOAN (2006);
STAINBACK(1999), REIS(1999), BUENO(1999) e dos CARVALHO(2004), e em
uma pesquisa de campo em uma escola publica da rede estadual de ensino da
cidade de Espinosa- MG. A pesquisa adotou como método de uma entrevista com a
Especialista em Educação Básica e a aplicação de questionários para os
professores do ensino regular e professor de apoio à comunicação, linguagens e
tecnologias assistivas.
20

Para a Elaboração do Projeto de ensino que traz como objeto de a


contribuição da inclusão da criança com necessidades educacionais especiais no
ensino regular, tendo como objetivo principal investigar de que forma a Inclusão da
Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular pode
contribuir para a sua formação socioeducacional, desmembrando-se em objetivos
específicos que visam: Compreender qual a contribuição do ensino regular para a
criança com necessidades educacionais especiais; Investigar a atuação do professor
de apoio à comunicação, linguagens e tecnologias assistivas, Refletir, se por meio
da inclusão no ensino regular, esta sendo desenvolvida a socialização e a
aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais.

De inicio foi escolhido o tema “A Inclusão da Criança Com Necessidades


Educacionais Especiais no Ensino Regular: Um Estudo de Caso em uma Escola
Publica Estadual da Cidade de Espinosa – MG” seguido da escolha de materiais
para a revisão de literatura e estudo dos mesmos. Logo após, começou-se a
elaboração do projeto de ensino, seguindo as orientações repassadas pela
Universidade.
Para a construção do processo de desenvolvimento do projeto de ensino foi
elaborado a justificativa e a problematização e proposto os objetivos. Para iniciar a
pesquisa, na introdução foi abordado o tema Inclusão da Criança Com
Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular. Dando prosseguimento,
foram realizadas leituras e uma pesquisa detalhada das obras dos autores citados
acima, objetivando um embasamento teórico sobre o a inclusão escolar.
Para a consolidação do projeto, foi realizada uma pesquisa campo de cunho
quali-quantitativo tendo como método de pesquisa a aplicação de uma entrevista
para uma Especialista em Educação Básica, e de um questionário para duas
professoras, sendo uma professora das series iniciais do ensino fundamental e a
outra professora de apoio à comunicação, linguagens e tecnologias assistivas, com
o objetivo de investigar como a inclusão escolar vem acontecendo na instituição de
ensino pesquisada.
Diante da pesquisa bibliográfica e dos resultados da pesquisa de campo,
foram elaboradas as considerações finais e para finalizar o trabalho foi elaborado o
resumo sendo o projeto de ensino formatado de acordo com as normas da ABNT.
21

3.7. TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO


PERÍODO ATIVIDADE REALIZADA
05 dias Escolha do tema.
Seleção e estudo do material bibliográfico sobre o tema.
15 dias Escolha e Leitura do embasamento teórico
10 dias Elaboração do processo de desenvolvimento do projeto
de ensino:
Elaboração dos objetivos, justificativa, problematização,
conteúdos e do processo de desenvolvimento.
Elaboração da introdução do projeto.
Início da elaboração da revisão bibliográfica do projeto de
ensino, baseando na fundamentação teórica escolhida.
05 dias Visita à escola escolhida para a realização da pesquisa.
Elaboração da entrevista que será aplicada para o
Especialista.
Elaboração do questionário para os professores.
Aplicação da Entrevista e questionário.
04 dias Tabulação de dados da pesquisa.
Analise dos resultados.
15 dias Término da elaboração da revisão bibliográfica do projeto
de ensino, baseando na fundamentação teórica
escolhida.
Construção do resumo
Avaliação diagnóstica e elaboração das considerações
finais do projeto de ensino.
06 dias Formatação do projeto de ensino de acordo com as
normas da ABNT.
Construção de slides e estudo para a apresentação do
Projeto de Ensino.
22

3.8. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS

Para a execução do presente projeto de ensino foram utilizados vários


recursos, sendo eles: Recursos materiais: os livros de obras literárias utilizados na
fundamentação teórica, notebook, entrevista e questionários impresso em folhas A4,
caneta, lápis, borracha.

Recursos humanos: Especialista em Educação Básica para a realização da


entrevista. Professora regente de turma e professora de apoio à comunicação,
linguagens e tecnologias assistivas para a aplicação do questionário.

3.9. AVALIAÇÃO

Para a avaliação deste projeto de ensino se se faz necessário a reflexão


acerca da inclusão da criança com necessidades educacionais especiais no ensino
regular. Pretendendo por meio de pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo,
entender como a educação inclusiva pode contribuir para a formação
socioeducacional dessas crianças.
23

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pesquisa teve como objeto de estudo investigar de que forma a


Inclusão da Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular
pode contribuir para a sua formação socioeducacional. A partir dos estudos
realizados foi possível conseguir alcançar os objetivos propostos, confirmando, por
meio da análise da entrevista aplicada para o Especialista em Educação Básica, e
dos questionários respondidos pelos professores: regente de turma e de apoio à
comunicação, linguagens e tecnologias assistivas, que a educação inclusiva traz
contribuições significativas no processo socioeducacional do aluno com
necessidades educacionais especializadas.
Por meio da coleta de dados, ainda foi possível refletir se por meio da
inclusão no ensino regular, esta sendo desenvolvida a socialização e a
aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Sendo
Comprovado que, por meio da inclusão no ensino regular, a criança consegue
desenvolver a socialização, sendo verificado que esta favorece a boa convivência
com outras crianças, promovendo assim o fortalecimento das relações sociais que
são fundamentais para a formação educacional e social dessas das crianças com
necessidades educacionais especiais.
Com relação à atuação do professor de apoio à comunicação, linguagens e
tecnologias assistivas, percebe-se que este tem uma função fundamental no
processo de inclusão, pois em sua prática pedagógica, deve desenvolver
metodologias diferenciadas e adaptadas as reais necessidades do aluno,
promovendo o desenvolvimento de habilidades importantes para a formação
educacional e social da criança.
Portanto, fica evidente que a adequação inclusiva contribui positivamente no
processo de ensino e aprendizagem e na formação social da criança com
necessidades educacionais especiais, pois por meio dela é perceptível que há uma
melhora significativa no comportamento das crianças. Sendo assim, é importante
incluir as crianças especiais no ensino regular, na intenção oportunizar um
aprendizado que reflita positivamente na vida educacional e em sociedade, além do
aprimorar as habilidades cognitivas e motoras, necessárias a formação das crianças.
24

Em relação a trabalhos futuros, recomendam-se outros estudos direcionados


a inclusão da criança com educacionais especiais, visto que este estudo trouxe
contribuições para a minha formação em pedagogia.
25

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, São Paulo: Editora


Saraiva, 1998.

BRASIL. Crianças com necessidades educativas especiais, política


educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas.
Revista Brasileira de Educação Especial, vol. 3. nº5, 1999.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes


nacionais para a educação especial na educação básica. Brasília: MECSEESP,
2001.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação Básica. Diretrizes Nacionais para a


Educação Especial na Educação Básica, Resolução CN/CEB nº 2 de 11 de
setembro de 2001.

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de


1996. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, v.135, n. 24,20
dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Fundamental.


Secretaria de Educação Especial. Parâmetros Curriculares Nacionais/
Adaptações Curriculares. Brasília: MEC, 1999.
26

BUENO, J. G. S. Crianças com necessidades educativas especiais, política


educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas.
Revista Brasileira de Educação Especial, vol. 3. nº5, 1999.

CARVALHO, Rosita Edler. Educação inclusiva: com os pingos nos "is". (4ª ed.).
Porto Alegre: Meditação, 2006.

CARVALHO, Rosita Edler. Integração e Inclusão: do que estamos falando? In: Salto
para o Futuro: Educação Especial: tendências atuais. Secretaria de Educação a
Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 1999.

FERREIRA, M. E. C.; GUIMARÃES, M. Educação Inclusiva. Rio de Janeiro: DP&A,


2003.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A integração da pessoa com de deficiência. São


Paulo, Memnon, 1997.

REIS, R. A. Por uma escola diferente. Presença Pedagógica, v.5, n.30, p.74 – 79,
nov/dez. 1999.

STAINBACK, S., STAINBACK, W. Inclusão, um guia para educadores. São Paulo:


Artved, 1999. 435 p.

UNESCO & MEC. Declaração de Salamanca e Linha de Ação. Brasília: CORDE,


1994.
27

APÊNDICE 1

Caro Especialista em Educação Básica, da Escola Estadual Professora


Adalgisa Fernandes Ribeiro, meu nome é Rita de Cássia Neves Silva, sou
acadêmica do Curso de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a
presente entrevista visa Investigar de que forma A Inclusão da Criança Com
Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Regular pode contribuir para a sua
formação socioeducacional.
. Solicitamos a gentileza de responder o questionário abaixo, não é
necessário se identificar e por uma questão ética não serão divulgados nomes. Sua
contribuição é de extrema importância, visto que sua opinião muito enriquecerá
nosso estudo e sua fidelidade nas respostas é primordial.

ENTREVISTA

1. A escola oferece algum tipo de atendimento educacional especializado? Se


sim, qual e para quantos alunos?

2. Em sua opinião, a escola esta preparada para receber estes alunos?

3. Quais são os recursos existentes na escola destinados ao atendimento


educacional especializado.

4. Em sua concepção a inclusão do aluno com necessidades educacionais


especiais na escola de ensino regular traz contribuições para a vida do aluno?
Se sim quais?

5. Como a escola promove a socialização deste aluno?

6. Para você, quais são os desafios da escola inclusiva?


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APÊNDICE 2

Caro Professor, da Escola Estadual Professora Adalgisa Fernandes Ribeiro,


meu nome é Rita de Cássia Neves Silva, sou acadêmica do Curso de Pedagogia da
Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, a presente entrevista visa Investigar de
que forma A Inclusão da Criança Com Necessidades Educacionais Especiais no
Ensino Regular pode contribuir para a sua formação socioeducacional.
. Solicitamos a gentileza de responder o questionário abaixo, não é
necessário se identificar e por uma questão ética não serão divulgados nomes. Sua
contribuição é de extrema importância, visto que sua opinião muito enriquecerá
nosso estudo e sua fidelidade nas respostas é primordial.

QUESTIONÁRIO
1. Qual a Sua função na escola?
( ) Professor regente de turma
( ) Professor de apoio à comunicação, linguagens e tecnologias assistivas.

2. Em sua pratica docente, a criança com necessidades educacionais especiais


apresenta mudanças em seu comportamento a partir do momento em que acontece
a sua inclusão na sala regular?
( ) Sim ( ) Não

3. Por meio da inclusão da criança com necessidades educacionais especiais no


ensino regular a socialização esta sendo desenvolvida?
( ) Sim ( ) Não

4. E a aprendizagem? ( ) Sim ( ) Não

5. Há uma boa convivência da criança especial com as demais crianças da turma?


( ) Sim ( ) Não

6. (No caso do Professor de apoio) Em sua pratica pedagógica, você utiliza


metodologias diferenciadas para o atendimento destas crianças? Se sim quais?
( ) Sim ( ) Não _________________________________________