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Crítica da razão Pura – Emmanuel Kant

No estudo da filosofia há uma divisão entre empiristas e racionalistas; isso, para poder
entender o porquê das coisas acontecerem e serem concebidas pelo ser humano.

Pelo empirismo, todo o conhecimento e ideias se concebiam através das experiências. Nossa
mente seria como uma folha em branco e cada experiência seria um rabisco. Ao analisarmos
esses rabiscos detalhadamente, eles formariam o conhecimento; como é o caso da ciência,
aceitando os fatos apenas mediante apresentação de algo concreto como prova.

Por outro lado, o racionalismo acreditava na razão e a concepção do conhecimento pela


capacidade intelectual dos seres, e não das experiências como os empiristas acreditavam. Um
exemplo de racionalismo é a religião, cuja teoria é amplamente difundida e aceita sem haver
comprovações concretas.

Os empiristas discordavam das ideias racionalistas. Sendo assim, havia discordância entre as
duas correntes filosóficas. Foi Emmanuel Kant quem propôs a junção de ambas
e, consequentemente, trouxe a ideia do sujeito transcendental.

Segundo Kant, o sujeito transcendental é o sujeito possuidor da possibilidade da experiência,


ou seja, possui conhecimento não só pela experiência sensível, mas pela junção da
sensibilidade das coisas e dos sentidos com o entendimento. Assim o filósofo passa a investigar
a razão e seus limites, ao invés de investigar como deve ser o mundo para conhecê-lo, como
a filosofia havia feito até então.

Para Kant, as faculdades permitem ao sujeito transcendental o conhecimento e a experiência;


sendo o conhecimento humano ligado a dois troncos: a sensibilidade e o entendimento.

A sensibilidade nos é dada pelos objetos, enquanto no entendimento os objetos são


processados para serem pensados. Assim, podemos dizer ser nosso conhecimento formado
pela contribuição das intuições geradas pela nossa sensibilidade. Contudo, essas intuições
precisam ser articuladas por esquemas a priori, constitutivos da própria racionalidade humana
e da condição do conhecimento. Em outras palavras, o conhecimento é adquirido em uma
parte pela experiência da relação entre o sujeito e o objeto; em outra parte, pelo próprio
sujeito.

No sujeito transcendental a intuição seria a sensibilidade. Obtemos informações através do


objeto mediante os sentidos: textura, cor, forma, sabor e cheiro. Essas intuições serão levadas
ao cérebro, onde deverá ocorrer o entendimento sobre aquele objeto antes da reflexão sobre
ele acontecer.

Sem ao menos saber como uma laranja é, se ela realmente existe no espaço-tempo ou
entender o que a laranja é, você não poderá indagar: nossa, por que essa laranja é azeda
e aquela é doce? É aqui onde entram os conceitos e as categorias do entendimento. Os
conceitos permitem você entender as coisas, moldando-as a aquilo conhecível e até usando
saberes pretéritos como base. Apenas então, você poderá fazer reflexões com as ideias
formadas. Cada ideia carrega consigo diversas características agregadas após passarem pelos
moldes individuais para cada ser. As ideias, por sua vez, são utilizadas nos raciocínios
desenvolvidos pela razão.

As categorias do entendimento se dividem em: unidade, pluralidade, realidade, substância,


causalidade, possibilidade, necessidade, limitação, negação.

Se considerarmos as categorias realidade e negação, podemos exemplificar como: a girafa


é real e o unicórnio não é. Já na limitação seria: o ser humano pode respirar em qualquer lugar
do planeta terra, menos embaixo da água, sendo essa a sua limitação. No caso da causalidade:
o sol ilumina a sala e a sala está quente, então, o sol esquenta a sala.

Para Kant, existem dois conceitos para coisa: o conceito de coisa em si é aquilo que ela
realmente é; e o conceito de coisa para nós é aquilo que ela é para nós.

Nós apenas podemos conhecer as coisas para nós porque o objeto deve ser moldado a partir
do indivíduo e não a pessoa ser moldada para encaixar no objeto. Exemplificando: quando
temos um pouco de líquido, segundo Kant, nós não poderíamos saber a real concepção desse
líquido. Primeiramente deveríamos molda-lo ao nosso conhecimento, ou seja, poderíamos usar
uma garrafa. Então, o líquido seria o objeto, e a garrafa nosso conhecimento, e cada pessoa
teria uma garrafa de formato diferente. A pessoa pega a intuição (líquido) e molda segundo
seus conceitos e conhecimentos (garrafa).