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SGM-601

OSTENSIVO

NORMAS SOBRE AUDITORIA, ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE CONTAS NA MARINHA

MARINHA DO BRASIL

SECRETARIA-GERAL DA MARINHA

2014

OSTENSIVO

SGM-601

NORMAS SOBRE AUDITORIA, ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE CONTAS NA MARINHA

MARINHA DO BRASIL

SECRETARIA-GERAL DA MARINHA

2014

FINALIDADE: NORMATIVA

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5ª REVISÃO

- I -

REV.5

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ATO DE APROVAÇÃO

SGM-601

APROVO, para emprego na MB, a 5ª Revisão da publicação SGM-601 - NORMAS

SOBRE AUDITORIA, ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE CONTAS NA MARINHA.

BRASÍLIA, DF. Em 18 de setembro de 2014.

AIRTON TEIXEIRA PINHO FILHO Almirante-de-Esquadra Secretário-Geral da Marinha

ASSINADO DIGITALMENTE

AUTENTICADO

RUBRICA

PELO ORC

 

EM

/

/

CARIMBO

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- II -

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Folha de Rosto Ato de Aprovação Índice Introdução

ÍNDICE

SGM-601

PÁGINAS

I

II

III

VI

CAPÍTULO 1 - O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL (SCIPEF)

1.1 - O SCIPEF

1-1

1.2 - Finalidades do SCIPEF

1-1

1.3 - Estrutura do SCIPEF

1-1

1.4 - Autonomia Administrativa da CGU

1-2

CAPÍTULO 2 - CONTROLE EXTERNO - ATUAÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

2.1 - Introdução

2-1

2.2 - Instrumentos de Fiscalização

2-1

2.3 - Autonomia Administrativa do TCU

2-3

2.4 - Competência

2-3

2.5 - Julgamento de Contas

2-3

2.6 - Apuração de Irregularidade

2-3

2.7 - Defesa do Agente Responsável

2-4

2.8 - Condenação do Agente Responsável

2-4

2.9 - Prescrição de Prazo

2-4

CAPÍTULO 3 - SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DA MARINHA DO BRASIL (SCIMB)

3.1 - Introdução

3-1

3.2 - Organização do SCIMB

3-1

3.3 - Orientações emanadas do Controle Interno da MB

3-2

3.4 - Elementos Organizacionais de Controle Interno

3-2

CAPÍTULO 4 - AUDITORIA E ANÁLISE DE CONTAS

4.1 - Conceitos

4-1

4.2 - Auditoria na Marinha do Brasil (MB)

4-1

4.3 - Plano Anual de Auditorias (PAA)

4-1

4.4 - Tipos de Auditoria

4-1

4.5 - Abrangência de Atuação

4-6

4.6 - Execução da Auditoria

4-6

4.7 - Relatório de Auditoria

4-6

4.8 - Análise de Contas

4-7

CAPÍTULO 5 - APRESENTAÇÃO DE CONTAS NA MARINHA

5.1 - Introdução

5-1

5.2 - Conceituação

5-1

5.3 - Metodologia de Apresentação de Contas

5-2

5.4 - Avaliação da Gestão das UJ

5-3

5.5 - Relatório de Gestão (RG)

5-4

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- III -

REV.5

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5.6 - Processos de Contas e Tomada de Contas Especial

5-5

5.7 - Responsabilização do Dirigente Máximo das UJ

5-9

CAPÍTULO 6 - DEFINIÇÕES E RESPONSABILIDADES

6.1 - Fatos Geradores de Dívidas

6-1

6.2 - Instrumentos para Apuração de Dívidas

6-1

6.3 - Crime contra o Patrimônio

6-2

6.4 - Responsabilidade Administrativa

6-2

6.5 - Responsabilidade Civil

6-3

6.6 - Responsabilidade Criminal

6-3

6.7 - Ajuste de Contas

6-3

6.8 - Alcance

6-3

6.9 - Responsabilidade pela Administração

6-3

6.10 - Responsabilidade dos Agentes

6-3

6.11 - Apuração da Responsabilidade por Prejuízos

6-4

6.12 - Sujeição à Tomada de Contas

6-5

6.13 - Extinção de Responsabilidade

6-5

CAPÍTULO 7 - REGISTRO DE RESPONSABILIDADE

7.1 - Regra Geral

7-1

7.2 - Rol de Responsáveis

7-1

7.3 - Rol de Devedores

7-1

7.4 - Rol de Alcançados

7-1

7.5 - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN).

7-1

7.6 - Inclusão nos Róis e no CADIN

7-2

7.7 - Exclusão/Baixa dos Róis e do CADIN

7-3

7.8 - Restrição Legal

7-3

CAPÍTULO 8 - PREJUÍZOS À FAZENDA NACIONAL

8.1 - Prejuízos à Fazenda Nacional

8-1

8.2 - Indenização à Fazenda Nacional

8-6

8.3 - Propositura de Ação de Cobrança Judicial

8-9

8.4 - Indenização de Prejuízos Causados a Terceiros

8-12

CAPÍTULO 9 - AJUSTE DE CONTAS COM A FAZENDA NACIONAL

9.1 - Quitação com a Fazenda Nacional

9-1

9.2 - Recolhimento das Indenizações à Fazenda Nacional

9-3

CAPÍTULO 10 - AUDITORIA DOS ATOS DE GESTÃO DE PESSOAL

10.1 - Legislação

10-1

10.2 - O Sistema de Exame e Registro de Atos

10-1

10.3 - Órgãos de Pessoal (OP) da MB

10-1

10.4 - Atos Sujeitos à Apreciação e Registro pelo TCU

10-2

10.5 - Sistemática de Processamento dos Atos

10-2

10.6 - Atribuições

10-3

10.7 - Atendimento das Diligências Internas pelos OP

10-4

10.8 - Atendimento das Diligências Externas pelo CCIMAR e pelos OP

10-4

10.9 - Composição dos Processos de Concessão

10-5

10.10 - Sanções

10-7

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- IV -

REV.5

OSTENSIVO

SGM-601

10.11 - Disposições Gerais

10-7

ANEXOS

ANEXO A - Lista de Anexos

A-1

ANEXO B - Relação de Legislação Pertinente

B-1

ANEXO C - Propostas de Tarefas que podem ser Desempenhadas pelo Elemento de Controle Interno no Âmbito da UJ

C-1

ANEXO D - Orientações para o arquivamento das Prestações de Contas

D-1

ANEXO E - Organização dos Processos de Tomada de Contas Especiais

E-1

ANEXO F - Modelo de Termo de Anuência

F-1

ANEXO G - Modelo de Termo de Confissão de Dívida

G-1

ANEXO H - Modelo de Termo de Recusa

H-1

ANEXO

I - Modelo de Carta de Notificação

I-1

ANEXO

J - Modelo de Demonstrativo de Débito

J-1

ANEXO K - Modelo de Demonstrativo de Indenização de Cursos, Estágios e Estudos

K-1

APÊNDICE I - Instruções para Elaboração do Demonstrativo de Indenização de Cur- sos, Estágios e Estudos

K-I-1

ANEXO L - Modelo de Papeleta de Diligência de Atos de Pessoal

L-1

APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento da Papeleta de Diligência de Atos de Pessoal

L-I-1

ANEXO M - Modelo de Papeleta de Resposta de Diligência Externa

M-1

APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento da Papeleta de Resposta de Diligência Externa

M-I-1

ANEXO N - Lista de Siglas

N-1

ANEXO O - Ementário

O-1

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- V -

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SGM-601

INTRODUÇÃO

1 - HISTÓRICO A criação do Serviço de Auditoria da Marinha (SAMA), em 10 de maio de 1974, foi uma evolução natural do controle interno desenvolvido pelo Setor da Secretaria-Geral da Marinha (SGM), esta criada 23 anos antes, que enfatizou a necessidade de aprimoramento das atividades relacionadas, na Marinha do Brasil (MB). Coerente com essa constante evolução, em 25 de setembro de 1998, a MB criou a Diretoria de Contas da Marinha (DCoM), que passou a exercer as atividades de auditoria, herdadas do SAMA, extinto na mesma data, e a de tomada de contas, que era uma atividade exercida, anteriormente, pela Diretoria de Finanças da Marinha (DFM). Pelo Decreto nº 7.809, de 20SET2012, foi alterada a Estrutura Regimental do Comando da Marinha (CM), compreendendo, entre outras modificações, a inclusão do Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR) como órgão de assistência direta e imediata do Comandante da Marinha. Tal medida veio ao encontro da recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), de modo que os Órgãos de Controle Interno das Forças Armadas ficassem subordinados diretamente aos seus Comandantes e recebessem denominação similar. Em ato contínuo, a Portaria nº 509/MB, de 29OUT2012, alterou, desde 05OUT daquele ano, a denominação da DCoM para CCIMAR, com subordinação direta ao Comandante da Marinha e sob a supervisão funcional da Secretaria-Geral da Marinha, no que concerne ao Sistema de Controle Interno da Marinha do Brasil (SCIMB). Atualmente, a estrutura administrativa da MB, voltada para o controle interno, atende adequadamente às demandas do TCU, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Secretaria de Controle Interno do Ministério da Defesa (CISET-MD). A complexidade das organizações impôs a diversificação das atividades de auditoria, passando da tradicional fiscalização de documentos para a avaliação da eficiência, eficácia, efetividade e economicidade dos atos de gestão praticados pelos agentes públicos. Nesse caminho, o CCIMAR, aliado às demais Diretorias Especializadas (DE) participantes do SCIMB, busca estar cada vez mais próximo às organizações da administração direta ou indireta da MB, atuando, por meio de tempestiva orientação, de modo a reduzir a necessidade de correções.

2 - PROPÓSITO Estabelecer procedimentos para execução das tarefas de auditoria, análise e apresentação de contas sobre os atos de gestão orçamentária, financeira e patrimonial, praticados pelos agentes públicos das organizações da administração direta e indireta, sob a jurisdição da MB.

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- VI -

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SGM-601

3 - APRESENTAÇÃO A SGM-601 consolida as diversas informações contidas na legislação vigente e nas instruções normativas do TCU, bem como, Portarias e Decisões Normativas da CGU e da CISET-MD, que regulamentam as atividades de auditoria, análise e apresentação de contas, no âmbito do CM.

4 - EMENTÁRIO

4.1 - As consultas encaminhadas por uma Organização Militar (OM) ao CCIMAR, sobre os

assuntos tratados nestas Normas, após respondidas, poderão ser divulgadas por meio de

circular da SGM, visando ao amplo conhecimento.

4.2 - A Ementa servirá como documento de orientação às OM e versará sobre assunto que foi

objeto de consulta ao CCIMAR.

Basicamente, a Ementa conterá os seguintes tópicos:

a) consulta - matéria que motiva a orientação;

b) discussão - a argumentação a respeito da consulta;

c) legislação de apoio - normas que apoiam a consulta e a discussão; e

d) conclusão - parte que responde objetivamente à consulta.

4.3 - As orientações divulgadas por Ementas servirão de subsídios para as revisões futuras

destas Normas. O importante é que sejam esclarecidas as dúvidas, visando à otimização dos serviços.

5 - ORIENTAÇÕES

5.1 - Os procedimentos inerentes à apresentação de contas ao TCU e de Auditoria, que

tenham reflexo nas OM, estão estabelecidos nestas Normas. Em decorrência disso, é vedada a consulta direta a outros órgãos, tais como: Ministério da Defesa (MD), Secretaria do Tesouro

Nacional (STN), Secretaria de Orçamento Federal (SOF), Controladoria-Geral da União (CGU), Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) e TCU. Havendo dúvidas quanto aos procedimentos de apresentação de contas ao TCU e de Auditoria, que não sejam sanadas à luz destas Normas, deverá ser solicitada orientação ao CCIMAR. 5.2 - Sugestões visando ao aprimoramento destas Normas poderão ser encaminhadas ao CCIMAR, por meio de acesso à página na intranet , ou por qualquer outro meio de comunicação.

6 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

As instruções e procedimentos estabelecidos nestas Normas têm origem na legislação e

documentos listados no Anexo B.

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- VII -

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SGM-601

7 - PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES A SGM-601 foi revista de forma a mantê-la atualizada e alcançar a objetividade administrativa desejada. As principais modificações são as seguintes:

desejada. As principais modificações são as seguintes: Em todos os capítulos e anexos - alteração da

Em todos os capítulos e anexos - alteração da sigla DCoM para CCIMAR;

Capítulo 3 - Sistema de Controle Interno da Marinha do Brasil (SCIMB) - alteração da Organização do SCIMB e a inclusão do conceito de Elemento Organizacional de Controle Interno;capítulos e anexos - alteração da sigla DCoM para CCIMAR; Capítulo 4 - Auditoria e Análise

do conceito de Elemento Organizacional de Controle Interno; Capítulo 4 - Auditoria e Análise de Contas

Capítulo 4 - Auditoria e Análise de Contas - inserção de procedimentos relativos à audi- toria de conformidade documental; alteração no trâmite do relatório de auditoria;

alteração no trâmite do relatório de auditoria; Capítulo 5 - Apresentação de Contas na Marinha -

Capítulo 5 - Apresentação de Contas na Marinha - alteração das principais conceituações relacionadas a processos de contas; atualização da composição dos processos de contas ordinárias e especiais;

dos processos de contas ordinárias e especiais; Capítulo 6 - Definições e Responsabilidades - alteração

Capítulo 6 - Definições e Responsabilidades - alteração do prazo de extinção da respon- sabilidade dos agentes da administração pública;

respon- sabilidade dos agentes da administração pública; Capítulo 8 - Prejuízos à Fazenda Nacional - alteração

Capítulo 8 - Prejuízos à Fazenda Nacional - alteração dos procedimentos de indenização à Fazenda Nacional;

dos procedimentos de indenização à Fazenda Nacional; Capítulo 10 - Auditoria dos Atos de Gestão de

Capítulo 10 - Auditoria dos Atos de Gestão de Pessoal - alteração da composição dos processos de concessão;

- alteração da composição dos processos de concessão; Capítulo 11 - Auditoria de Avaliação da Gestão

Capítulo 11 - Auditoria de Avaliação da Gestão - cancelamento de todo o capítulo, tendo em vista que, anualmente, são divulgados os procedimentos para elaboração dos processos de contas e do relatório de Auditora de Avaliação da Gestão, por meio de Decisões Normativas (DN) do TCU; e

Anexos - atualizações e reposicionamentos, de modo a adequarem-se às instruções divulgadas pelo TCU.

8 - CLASSIFICAÇÃO Esta Publicação é classificada como: PMB, não controlada, ostensiva, normativa e norma.

9 - SUBSTITUIÇÃO Esta Publicação substitui a 4ª Revisão da SGM-601 - Normas sobre Auditoria, Análise e Apresentação de Contas na Marinha, aprovada em 08JUN2010.

- Normas sobre Auditoria, Análise e Apresentação de Contas na Marinha, aprovada em 08JUN2010. OSTENSIVO -

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- VIII -

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CAPÍTULO 1

SGM-601

SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL (SCIPEF)

1.1 - O SCIPEF

A organização, a estrutura, as atividades, as finalidades e as competências estão

estabelecidas no Decreto n º 3.591, de 06SET2000 e na Lei n º 10.180, de 06FEV2001.

O SCIPEF exercerá a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e

patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,

legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas. O SCIPEF é abordado nestas Normas sob o enfoque do relacionamento direto com a estrutura de controle interno da Marinha do Brasil (MB).

1.2 - FINALIDADES DO SCIPEF

As finalidades deste Sistema são as seguintes:

a) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficiência e eficácia da

gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

b) avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual (PPA), a execução de

programas de governo e dos orçamentos da União; c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; e

d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão constitucional.

1.3 - ESTRUTURA DO SCIPEF A estrutura do SCIPEF é a seguinte:

a) Órgão Central do Sistema - É a Controladoria-Geral da União (CGU), cabendo à

Secretaria Federal de Controle Interno (SFC), órgão subordinado, o desempenho das funções

de fiscalização e auditoria de competência da CGU;

b) Órgãos Setoriais - São as Secretarias de Controle Interno (CISET), que integram as

estruturas do Ministério da Defesa (MD), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Casa Civil; e

c) Unidades Setoriais da Secretaria de Controle Interno do Ministério da Defesa

(CISET-MD) - São as unidades de Controle Interno dos Comandos Militares.

Os órgãos que compõem o Sistema ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão

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SGM-601

técnica da CGU (Órgão Central do Sistema), sem prejuízo da subordinação administrativa ao órgão a cuja estrutura administrativa estiverem integrados. A Comissão de Coordenação de Controle Interno, órgão colegiado de coordenação do SCIPEF, tem o objetivo de promover a integração e a homogeneização de entendimentos dos respectivos órgãos e unidades. 1.4 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA DA CGU A CGU possui autonomia administrativa para fiscalizar e auditar as OM e as entidades da administração indireta, sob a jurisdição da MB. No desenvolvimento do seu trabalho, poderá efetuar diligências direcionadas diretamente às mencionadas organizações, solicitando esclarecimentos. Caso isso ocorra, o Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR) deverá ser informado, por intermédio de mensagem, a fim de possibilitar o acompanhamento e a orientação para instrução da diligência.

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CAPÍTULO 2

SGM-601

CONTROLE EXTERNO - ATUAÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

2.1 - INTRODUÇÃO

O controle externo cabe ao Congresso Nacional e será exercido com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme estabelecido no art. 71 da Constituição Federal, de

1988.

A atuação do TCU está regulamentada pela Lei n º 8.443, de 16JUL1992. O TCU poderá fiscalizar as Organizações Militares (OM) e as entidades da administração indireta, sob a jurisdição da Marinha do Brasil (MB), por iniciativa própria ou por determinação do Congresso Nacional. Os conceitos e procedimentos apresentados neste capítulo não esgotam o campo de atuação do TCU, mas indicam como podem ocorrer os principais contatos com os agentes responsáveis pela gestão de recursos públicos de qualquer natureza.

2.2 - INSTRUMENTOS DE FISCALIZAÇÃO Os instrumentos de fiscalização são: auditoria, levantamento, inspeção, acompanhamen-

to e monitoramento, assim definidos:

2.2.1 - Auditoria

É o instrumento de fiscalização utilizado pelo TCU para:

a) examinar a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos

a sua jurisdição, quanto aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial;

b) avaliar o desempenho dos órgãos e entidades jurisdicionados, assim como dos sis-

temas, programas, projetos e atividades governamentais, quanto aos aspectos de economici-

dade, eficiência e eficácia dos atos praticados; e

c) subsidiar a apreciação dos atos sujeitos a registro.

2.2.2 - Levantamento

É o instrumento de fiscalização utilizado pelo TCU para:

a) conhecer a organização e o funcionamento dos órgãos e entidades da administração

direta, indireta e fundacional dos Poderes da União, incluindo os Fundos e demais instituições

jurisdicionadas; b) conhecer os sistemas, programas, projetos e atividades governamentais no que se

refere aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário, patrimonial e operacional;

c) identificar objetos e instrumentos de fiscalização; e

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d) avaliar a viabilidade da realização de fiscalizações.

2.2.3 - Inspeção

É o instrumento de fiscalização utilizado pelo TCU para suprir omissões e lacunas de informações, esclarecer dúvidas ou apurar denúncias ou representações quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade de fatos da administração e de atos administrativos praticados por qualquer responsável sujeito a sua jurisdição.

2.2.4 - Acompanhamento É o instrumento de fiscalização utilizado pelo TCU para:

a) examinar, ao longo de um período predeterminado, a legalidade e a legitimidade

dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos a sua jurisdição, quanto ao aspecto contábil,

financeiro, orçamentário e patrimonial; e b) avaliar, ao longo de um período predeterminado, o desempenho dos órgãos e entidades jurisdicionadas, assim como dos sistemas, programas, projetos, e atividades governamentais, quanto aos aspectos de economicidade, eficiência e eficácia dos atos praticados.

2.2.5 - Acompanhamento na MB

As atividades das OM e das entidades da administração indireta, sob a jurisdição da MB, são acompanhadas, de forma seletiva e concomitante, pela MB, mediante informações

obtidas:

a) pela publicação no Diário Oficial da União (DOU) e nos sistemas informatizados da

Administração Pública Federal - Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE),

Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG), entre outros:

- da Lei relativa ao Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias

(LDO), da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da abertura de créditos adicionais; e - dos editais de licitação, extratos de contratos, convênios e instrumentos congêne- res, assim como em quaisquer outros documentos divulgados em publicações oficiais;

b) por meio de expedientes e documentos solicitados pelo TCU ou colocados a sua

disposição;

c) por meio de visitas técnicas ou participações em eventos promovidos por órgãos e

entidades da administração pública; e

d) notícias sobre possíveis danos causados ao erário, publicadas em jornais de grande

circulação.

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2.2.6 - Monitoramento É o instrumento de fiscalização utilizado pelo TCU para verificar o cumprimento de suas deliberações e os resultados delas advindos.

2.3 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA DO TCU

O TCU possui autonomia administrativa para fiscalizar e auditar as OM e as entidades

da administração indireta, sob a jurisdição da MB. Entretanto, conforme a Portaria

n°488/1998/TCU, no desenvolvimento do seu trabalho, deverá efetuar diligências às mencionadas organizações, via CCIMAR. Caso isso não ocorra, o CCIMAR deverá ser informado, por intermédio de mensagem, a fim de possibilitar o acompanhamento e a orientação para instrução da diligência.

2.4 - COMPETÊNCIA

O TCU, dentre outras competências, poderá apurar:

a) denúncia feita por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato, considerados partes legítimas para apresentá-la; e b) representação impetrada pelo Ministério Público (Federal e Estadual), órgãos de controle interno, senadores, deputados, juízes, servidores públicos, tribunais de contas (estadual, municipal e do Distrito Federal) e outros órgãos e pessoas com essa prerrogativa estabelecida em legislação específica. As denúncias e as representações que preencham os requisitos de admissibilidade serão apuradas em caráter sigiloso. Reunidas as provas que indiquem a existência de irregularidade ou ilegalidade, será instaurado processo para apuração dos fatos. Até as decisões sobre as denúncias e as representações, o TCU poderá encaminhar diligências aos envolvidos, via CCIMAR, para ampliar os conhecimentos sobre o ocorrido e instruir o processo correspondente.

2.5 - JULGAMENTO DE CONTAS

Anualmente, o TCU julgará as contas dos agentes públicos responsáveis pela gestão orçamentária, financeira e patrimonial das OM e das entidades da administração indireta, sob a jurisdição da MB. A imposição de sanções não é feita arbitrariamente, sendo conferido aos responsáveis o direito de ampla defesa, com todos os elementos a ela inerentes.

2.6 - APURAÇÃO DE IRREGULARIDADE Verificada a irregularidade e definida a responsabilidade individual ou solidária pelo ato

de gestão inquinado, podem ocorrer duas situações:

a) existindo o débito, o responsável será citado para que, no prazo de quinze dias, faça o ressarcimento ao Erário ou apresente sua defesa; e

- 2-3 -

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b) não existindo o débito, o responsável será notificado para que, no prazo de quinze

dias, apresente suas razões de justificativa, podendo ser multado caso o TCU não as acolha.

Os débitos serão atualizados monetariamente e, caso o responsável venha a ser condenado pelo TCU, serão acrescidos de juros de mora, nos termos da legislação vigente.

2.7 - DEFESA DO AGENTE RESPONSÁVEL

A qualquer momento do processo, o responsável poderá formalizar sua defesa. As

respostas ao TCU devem ser apresentadas, preferencialmente, por intermédio do CCIMAR, visando a aprimorar o controle e o acompanhamento da ação pelo Sistema de Controle Interno

da MB (SCIMB), cujo órgão central é a Secretaria-Geral da Marinha (SGM).

2.8 - CONDENAÇÃO DO AGENTE RESPONSÁVEL

O TCU condenará o responsável pelo débito, apurado no julgamento de uma conta

julgada irregular, ao pagamento da dívida atualizada monetariamente, acrescida dos juros de

mora devidos, podendo, ainda, aplicar-lhe multa prevista no art. 57 da Lei n º 8.443, de 16JUL1992. O modo de atualização consta da alínea a do inciso 8.1.2.

A decisão publicada no DOU constituirá título executivo bastante para amparar a

respectiva cobrança judicial. O TCU poderá determinar o arquivamento do processo, sem cancelamento do débito, a cujo pagamento continuará obrigado o devedor, para que lhe possa ser dada quitação.

2.9 - PRESCRIÇÃO DE PRAZO

As Unidades Jurisdicionadas (UJ) e os órgãos de controle interno devem manter a guarda dos documentos comprobatórios de cada exercício, incluídos os de natureza sigilosa,

de acordo com os seguintes prazos:

a) dez anos, contados a partir da apresentação do relatório de gestão ao Tribunal, para as

unidades jurisdicionadas não relacionadas para constituição de processo de contas no exercício; ou.

b) cinco anos, contados a partir da data do julgamento das contas dos responsáveis pelo

Tribunal, para as unidades jurisdicionadas relacionadas para constituição de processo de

contas no exercício.

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CAPÍTULO 3

SGM-601

SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DA MARINHA DO BRASIL (SCIMB)

3.1 - INTRODUÇÃO

O SCIMB, normatizado pela Portaria nº 45/MB, de 24JAN2013, está estruturado de forma a atender as demandas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCIPEF) e do Tribunal de Contas da União (TCU), previstas nos capítulos anteriores. O termo Organização será utilizado de forma generalizada nestas Normas, quando for necessário representar qualquer um de seus tipos. Caso contrário, os tipos serão apresentados distintamente de acordo com suas características.

3.2 - ORGANIZAÇÃO DO SCIMB O SCIMB está estruturado funcionalmente, sob a ótica do controle interno, de acordo

com o seguinte esquema:

funcionalmente, sob a ótica do controle interno, de acordo com o seguinte esquema: OSTENSIVO - 3-1

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3.3 - ORIENTAÇÕES EMANADAS DO CONTROLE INTERNO DA MB As orientações emanadas pelo CCIMAR, relativas ao controle interno exercido sobre a execução contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial das Unidades Gestoras (UG), serão divulgadas com o título “Controle Interno”, preferencialmente, por meio de Boletim de Ordens e Notícias (BONO) e de mensagem “COMUNICA SIAFI”. Além das orientações divulgadas pelos meios acima descritos, aquelas específicas para as Unidades Jurisdicionadas Apresentadoras (UJAP) de Contas e para as UJ Consolidadas e Agregadas poderão ser comunicadas por meio de mensagem. Os conceitos dessas UJ são apresentados no Capítulo 5. As Organizações deverão manter as referidas orientações fisicamente arquivadas, em pasta própria, à disposição dos Órgãos de Controle Interno e Externo. Tal procedimento será verificado pelo CCIMAR por ocasião da realização das auditorias. 3.4 - ELEMENTOS ORGANIZACIONAIS DE CONTROLE INTERNO O Elemento Organizacional de Controle Interno é a parte da Organização, presente nas UJ Apresentadoras de Contas, que atuará de forma integral nas atividades de controle interno, monitorando, com a maior proximidade e tempestividade possível, os atos de gestão. As demais OM poderão instituir um Elemento Organizacional de Controle Interno para auxiliar o monitoramento efetivado por seus Conselhos de Gestão. No Anexo C, constam algumas propostas de tarefas que podem ser desempenhadas pelo Elemento de Controle Interno no âmbito da UJ.

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CAPÍTULO 4 AUDITORIA E ANÁLISE DE CONTAS

4.1 - CONCEITOS

A auditoria é um instrumento de fiscalização utilizado para examinar a legalidade e a

legitimidade dos atos de gestão dos responsáveis pela aplicação de recursos públicos, quanto

aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial.

A auditoria é um instrumento de controle que permite a atuação antecipada do órgão de

controle interno, visando à orientação e à correção da improbidade administrativa.

A auditoria como instrumento de fiscalização e controle contribui para a economicidade,

a eficiência e a eficácia dos atos praticados, permitindo o adequado desempenho do órgão público.

A análise de contas é, igualmente, um instrumento de fiscalização e controle que possui

os mesmos objetivos básicos da auditoria, diferenciando desta, pelo escopo das verificações efetuadas que, no caso da análise de contas, aplica-se apenas aos documentos e registros contábeis constantes dos processos de prestações de contas e sistemas auxiliares de registros de informações financeiras e patrimoniais. As duas atividades contribuem diretamente para a elaboração do processo de tomada de contas anual, que resume as atividades financeiras da organização.

4.2 - AUDITORIA NA MARINHA DO BRASIL (MB)

O CCIMAR é o responsável, no âmbito da MB, pela execução das tarefas inerentes às

atividades de auditoria. O resultado deste trabalho é consolidado em um Relatório de

Auditoria, que é encaminhado à OM auditorada.

4.3 - PLANO ANUAL DE AUDITORIAS (PAA)

As auditorias são efetuadas de acordo com o PAA, elaborado pelo CCIMAR que, após parecer da SGM, é aprovado pelo Comandante da Marinha. O PAA, após aprovação, deve ser

encaminhado, pelo CCIMAR, à Secretaria Federal de Controle Interno (SFC).

4.4 - TIPOS DE AUDITORIA Os seguintes tipos de auditoria são realizados, de modo integrado, na MB:

a) Auditoria de Acompanhamento;

b) Auditoria Especial;

c) Auditoria Operacional;

d) Auditoria dos Atos de Gestão de Pessoal;

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OSTENSIVO

e) Auditoria de Conformidade Documental; e

f) Auditoria de Avaliação da Gestão.

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4.4.1 - Auditoria de Acompanhamento

É o instrumento de fiscalização utilizado pelo CCIMAR para examinar a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão praticados pelos responsáveis pela administração de valores e bens da MB ou a ela confiados, quanto aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial. É realizada ao longo do processo de gestão, mediante visita à Organização, para

análise e avaliação dos atos de gestão praticados pelos agentes responsáveis, por meio da utilização das técnicas de auditoria previstas no Manual de Controle Interno do Poder Executivo Federal, evidenciando aspectos positivos, orientando e apontando possíveis discrepâncias e irregularidades.

4.4.2 - Auditoria Especial

a) Conceito

É o instrumento de fiscalização utilizado pelo CCIMAR, com a aprovação do

Comandante da Marinha, após parecer da SGM, para o exame de fatos ou situações relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, que demonstrem inicialmente a existência de possível irregularidade ou ilegalidade.

b) Solicitação para a realização de Auditoria Especial Esta auditoria é solicitada ao Comandante da Marinha, via SGM, por autoridade

competente - Órgão de Direção Setorial (ODS), Comando Imediatamente Superior (COMIMSUP), Unidade Jurisdicionada (UJ) Apresentadora de Contas e Diretor ou

Comandante de OM, por intermédio de mensagem para a SGM, com informação ao Comandante da Marinha, ou Ofício explicativo para o Comandante da Marinha, via SGM, no qual serão detalhadas as irregularidades ou ilegalidades verificadas.

O CCIMAR, ao tomar conhecimento de denúncia, diligência, representação ou

outro instrumento, encaminhado pelos Órgãos de Controle Interno e Externo ou por outros Órgãos da Administração Pública, ou, ainda, de notícias veiculadas nos meios de comunicação, sobre possíveis irregularidades ou ilegalidades em OM da MB, poderá, também, mediante autorização do Comandante da Marinha, após parecer da SGM, realizar Auditoria Especial com a finalidade de averiguar tais fatos e subsidiar a resposta àqueles Órgãos.

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4.4.3 - Auditoria Operacional A Auditoria Operacional está voltada para o exame de programas, projetos e atividades

governamentais, alocados à MB (avaliação de programa), assim como de Unidades Gestoras (UG) da MB (auditoria de desempenho operacional), com o objetivo de obter ganhos de:

a)

Economicidade;

b)

Eficácia;

c)

Eficiência; e

d)

Efetividade.

O

foco da Auditoria Operacional é o processo de gestão nos seus múltiplos aspectos

de planejamento, de organização, de procedimentos operacionais e de acompanhamento

gerencial, inclusive quanto aos seus resultados em termos de metas alcançadas.

4.4.4 - Auditoria dos Atos de Gestão de Pessoal

A Auditoria dos Atos de Gestão de Pessoal, processada pelo CCIMAR, tem o objetivo

de apreciar os atos de admissão, de concessão de aposentadoria, reforma e pensão referentes

ao pessoal civil e militar, lotados nas OM e nas entidades da administração indireta, sob a jurisdição da MB. Este assunto será tratado, de forma detalhada, no Capítulo 10.

4.4.5 - Auditoria de Conformidade Documental

a) Conceito

Consiste no exame das Prestações de Contas e documentos afins, referentes às gestorias de Execução Financeira, Caixa de Economias, Municiamento, Pagamento de Pessoal Ativo e Inativo e Material, administradas pelas diversas OM da MB, com o objetivo de comprovar a conformidade e a fidelidade dos atos e fatos praticados pelos Agentes Responsáveis por essas contas de gestão, diante do preconizado no ordenamento jurídico- legal brasileiro, que regula as gestões orçamentária, financeira, contábil e patrimonial, bem como nas Normas internas complementares. É uma Auditoria de Acompanhamento executada de forma simplificada, à distân- cia, realizada no CCIMAR, em cumprimento ao PAA, mediante solicitação à OM do processo

de prestação de contas em sua forma completa, para análise, por meio da verificação dos do- cumentos juntados ao processo de prestação de contas, e complementada por exames em in- formações extraídas dos sistemas informatizados.

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b) Solicitação de documentos pelo CCIMAR

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O CCIMAR poderá solicitar o encaminhamento de outros documentos complementares que sejam necessários para a realização da Auditoria em questão. Em caráter excepcional, poderão ser realizadas verificações “in loco”, que sejam necessárias para complementação da Auditoria de Conformidade Documental. c) Resultado da Auditoria Será consolidado em relatório, por gestoria, classificado de acordo com o previsto no Decreto nº 7.845, de 14NOV2012, que será enviado à OM auditorada e à UJ. O COMIMSUP também receberá uma cópia do relatório quando a OM auditorada não for comandada ou dirigida por Almirante.

Ao término das atividades de Auditoria de Conformidade Documental, o CCIMAR providenciará a restituição dos processos de prestações de contas às suas respectivas OM, por meio de ofício, para serem mantidos em arquivo da própria OM.

d) Orientações gerais:

I) as UGE deverão observar o cumprimento rigoroso das rotinas de registro da conformidade de Registro de Gestão, de acordo com o previsto na Instrução Normativa nº 6/2007, da STN; II) a OM deve responder ao relatório de auditoria discriminando, para cada constatação, a providência adotada para saná-la, no prazo máximo de trinta dias, a contar da data de seu recebimento, conforme previsto no art. 4.7;

III) as Prestações de Contas de Suprimento de Fundos e Convênio deverão ser elaboradas e encaminhadas ao CCIMAR, separadamente, embora sejam executadas pela Gestoria de Execução Financeira; IV) em caso de transferência de responsabilidade, deverá ser encaminhada, eletronicamente, para o CCIMAR, a Declaração de Passagem e Assunção de Função do Ordenador de Despesa (OD) e do Gestor; V) as Prestações de Contas deverão ser elaboradas de forma completa pelos Gestores e analisadas pelos Conselhos de Gestão das OM, conforme os prazos e procedimentos estabelecidos nas respectivas Normas vigentes, a fim de que possam ser enviados, oportunamente, ao CCIMAR, quando solicitadas. Deverão, ainda, ser confeccionadas em uma só via, contendo os documentos originais; VI) as OM tornam-se responsáveis pela guarda e conservação das suas prestações de contas, assinadas pelos Agentes Responsáveis, devendo mantê-las arquivadas, de forma

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organizada, em local seguro e de fácil acesso aos interessados, pelos prazos mencionados no Anexo D; VII) as OM deverão manter suas prestações de contas arquivadas, de acordo com as orientações contidas no Anexo D; VIII) as OM, que ainda não operam com o Sistema SISMAT WEB, deverão encaminhar, eletronicamente, para o CCIMAR, no prazo previsto nas Normas, as Notas de Movimentação de Material (NMM), do CADBEM, em meio magnético, das Prestações de Contas Trimestrais da Gestoria de Material; e IX) os documentos enviados, eletronicamente, ao CCIMAR, deverão, ainda, ser assinados pelo OD e pelos demais Agentes Responsáveis, compondo a respectiva Prestação de Contas que ficará arquivada na OM. Os sistemas QUAESTOR CAIXA, QUAESTOR MUNICIAMENTO, SISMAT WEB, SISPAG, SIAPE e SIAFI serão permanentemente monitorados por analistas e auditores do CCIMAR, com vistas a fortalecer o controle sobre as gestorias e cumprimento de prazos atinentes à gestão dos recursos em lide. 4.4.6 - Auditoria de Avaliação da Gestão

A Auditoria de Avaliação da Gestão, realizada pelo CCIMAR nas Unidades

Jurisdicionadas Apresentadoras (UJAP), objetiva emitir opinião sobre o exercício financeiro

anterior, com vistas a certificar a regularidade das contas e da execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, bem como a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados.

A

Auditoria de Avaliação da Gestão compreende, principalmente, os seguintes

aspectos:

a) exame das peças que instruem os processos de contas;

b) exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos;

c) verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil;

d) verificação do cumprimento da legislação pertinente; e

e) avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo

quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia. Os procedimentos para elaboração dos processos de contas, bem como, para elaboração do relatório de Auditoria de Avaliação da Gestão serão divulgados, anualmente, por meio de Decisões Normativas (DN) do TCU.

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4.5 - ABRANGÊNCIA DE ATUAÇÃO

A abrangência de atuação da auditoria na MB inclui as atividades de gestão e os

sistemas de controle administrativo, operacional e contábil das diversas UG e entidades da administração indireta, sob jurisdição da MB. Na Auditoria de Conformidade Documental,

essa abrangência se limitará aos processos de prestações de contas e aos registros contábeis dos sistemas informatizados que auxiliam as atividades das gestorias. Estão sujeitos à Auditoria:

a) Dirigente Máximo (DM) da UJ que apresenta as contas aoTCU;

b) Membro de Diretoria;

c) Membro de Órgão Colegiado que, por definição legal, regimental ou estatutária, seja

responsável por atos de gestão;

d) os DM, os OD, os Agentes Financeiros e os demais Agentes Responsáveis pelas

diversas gestorias da OM;

e) qualquer responsável pela gestão de recursos e bens da MB ou a ela confiados; e

f) aqueles que, remunerados ou não pelos cofres públicos, por ação ou omissão,

causarem prejuízo ao Erário.

Os recursos aqui mencionados são os originários da Lei Orçamentária Anual (LOA), dos

créditos adicionais, das operações de crédito, das Caixas de Economias, das aplicações

financeiras e dos Fundos sob a administração da MB.

4.6 - EXECUÇÃO DA AUDITORIA

O auditor, no exercício de suas funções, deve possuir livre acesso: aos servidores

envolvidos com as suas verificações, para entrevistas; às dependências da organização auditorada; aos documentos, aos bens, aos valores e registros contábeis considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições. Quando lhe for negada qualquer informação ou acesso aos mencionados quesitos fundamentais à Auditoria, a organização deve justificar tal procedimento.

4.7 - RELATÓRIO DE AUDITORIA

O resultado do trabalho de auditoria será expresso em relatório classificado de acordo

com o previsto no Decreto n º 7.845, de 14NOV2012, que será enviado à organização auditorada. A UJAP e o COMIMSUP, quando a organização auditorada não for dirigida/comandada por Almirante, receberão uma cópia do Relatório de Auditoria. O Relatório de Auditoria Especial será enviado à OM auditorada, com cópia para a sua UJAP, para o seu COMIMSUP (caso a OM auditorada não seja dirigida/comandada por

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Almirante) e para a SGM.

O relatório de Auditoria de Avaliação da Gestão será enviado à UJAP. No caso da OM

auditorada ser uma UJAP agregada, deverá ser encaminhada cópia também para a UJAP agregadora.

O relatório deverá ser claro e objetivo, apresentando as impropriedades/irregularidades

observadas, identificando os respectivos casos concretos, orientando a forma adequada de proceder e relacionando a legislação pertinente. Por outro lado, poderão ser apontados os aspectos positivos observados, quando relevantes, em função de administração eficiente,

eficaz e que tenha produzido resultados.

A organização deve responder ao relatório, por meio eletrônico, discriminando, para

cada constatação, a providência adotada para saná-la, no prazo máximo de sessenta dias, a contar da data de seu recebimento.

4.7.1 - Formatação básica do relatório

As

constatações devem estar agrupadas de acordo com as áreas de auditoria, a saber:

a)

Execução Financeira e Suprimento de Fundos;

b)

Licitações e Acordos Administrativos;

c)

Caixa de Economias;

d)

Pagamento de Pessoal;

e)

Material;

f)

Municiamento; e

g)

Gestorias Especiais.

O

relatório deve identificar: o DM da UJ que apresenta as contas ao Tribunal; o

Membro de Diretoria; o Membro de Órgão Colegiado que, por definição legal, regimental ou estatutária, seja responsável por atos de gestão; o DM; o OD; o Agente Financeiro; os demais Agentes Responsáveis pelas gestorias da OM e os oficiais, servidores civis e praças que participaram como auditores. Serão inseridas, também, as considerações iniciais e finais acerca do trabalho realizado na OM auditorada.

4.8 - ANÁLISE DE CONTAS

A análise de contas consiste no exame dos registros contábeis encontrados no Sistema

Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), demais Sistemas Corporativos da MB e dos documentos encaminhados ao CCIMAR, periodicamente, destinados à prestação de contas dos recursos públicos gerenciados pela organização. O

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objetivo da análise de contas é obter elementos comprobatórios suficientes que permitam certificar que os procedimentos adotados para elaboração e apresentação da prestação de contas ao CCIMAR e a utilização dos recursos públicos estão de acordo com a legislação vigente. O CCIMAR analisa os seguintes processos:

a) Prestações de Contas de Suprimento de Fundos e despesas inscritas em restos a pagar;

b) Prestações de Contas de COPIMED;

c) Prestações de Contas de Material de Início e Término de Gestão; e

d) Prestações de Contas dos Convênios.

As eventuais discrepâncias resultantes das análises de contas serão comunicadas à OM por meio de Papeleta de Discrepância das Contas de Gestão (PDC), de acordo com o inciso 2.5.3 da SGM-301 - Normas sobre Administração Financeira e Contabilidade, podendo ser realizada, também, por meio de mensagem para situações consideradas especiais pelo Diretor do Centro de Controle Interno da Marinha.

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CAPÍTULO 5 APRESENTAÇÃO DE CONTAS NA MARINHA

5.1 - INTRODUÇÃO Este Capítulo visa estabelecer os procedimentos para operacionalização, pelas Unidades

Jurisdicionadas (UJ) da Marinha, da atual Metodologia de Apresentação de Contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), contida na Instrução Normativa TCU n º 63, de

01SET2010.

5.2 - CONCEITUAÇÃO Para os fins do disposto nestas Normas, considera-se:

a) Processo de Contas: processo de trabalho do controle externo, destinado a avaliar e

julgar o desempenho e a conformidade da gestão das pessoas abrangidas pelos incisos I, III,

IV, V e VI do art. 5º da Lei n º 8.443, de 16JUL1992, com base em um conjunto de documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, obtidos direta ou indiretamente;

b) Relatório de Gestão (RG): conjunto de documentos, informações e demonstrativos de

natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, organizado para permitir a visão sistêmica do desempenho e da conformidade da gestão dos responsáveis por uma ou mais UJ durante um exercício financeiro;

c) Processo de Contas Ordinárias: processo de contas referente a exercício financeiro

determinado, organizado anualmente por UJ selecionadas pelo TCU segundo critérios de risco, materialidade e relevância;

d) Processo de Contas Extraordinárias: processo de contas organizado quando da

extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização de UJ, cujos responsáveis estejam alcançados pela obrigação prevista no art. 70, parágrafo único, da Constituição Federal, para apreciação do TCU nos termos do art. 15 da Lei n º 8.443, de

16JUL1992;

e) Processo de Tomada de Contas Especial: processo de rito próprio, que visa a apurar a

responsabilidade por omissão ou irregularidade no dever de prestar contas ou por dano causado à Administração Pública Federal e à obtenção do respectivo ressarcimento. É a formalização da Tomada de Contas Especial (TCE) pela MB para envio ao TCU, conforme

disposto na Instrução Normativa TCU n º 71, de 28NOV2012;

f) Risco: possibilidade de algo acontecer e causar impacto nos objetivos, sendo medido

em termos de consequências e probabilidades;

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g) Materialidade: volume de recursos envolvidos;

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h) Relevância: aspecto ou fato considerado importante, em geral no contexto do objetivo

delineado, ainda que não seja material ou economicamente significativo;

i) Exame da Conformidade: análise da legalidade, legitimidade e economicidade da

gestão em relação a padrões normativos e operacionais, expressos nas normas e regulamentos aplicáveis, e da capacidade dos controles internos de identificar e corrigir falhas e irregularidades;

j) Exame do Desempenho: análise da eficácia, eficiência, efetividade e economicidade

da gestão em relação a padrões administrativos e gerenciais, expressos em metas e resultados negociados com a administração superior ou definidos nas leis orçamentárias, e da capacidade dos controles internos de minimizar riscos e evitar falhas e irregularidades;

k) Controles Internos: conjunto de atividades, planos, métodos, indicadores e

procedimentos interligados utilizados com vistas a assegurar a conformidade dos atos de gestão e a concorrer para que os objetivos e as metas estabelecidos para as UJ sejam alcançados;

l) Órgãos de Controle Interno: unidades administrativas integrantes dos sistemas de

controle interno da administração pública federal, incumbidas, dentre outras funções, da verificação da consistência e qualidade dos controles internos, bem como do apoio às atividades de controle externo exercidas pelo TCU; e m) Nexo de Causalidade: é o vínculo ou relação de causa e efeito entre a conduta e o resultado; portanto, estabelece a ligação entre um determinado comportamento e um evento, permitindo concluir, com base no direito positivo, se a ação ou omissão do agente foi ou não a causa do dano. Determina se o resultado surge como consequência natural da voluntária conduta do agente. Em suma, é através dele que poderemos concluir quem foi o causador do

dano. Pode-se ainda afirmar que o nexo de causalidade é elemento indispensável em qualquer espécie de responsabilidade civil. 5.3 - METODOLOGIA DE APRESENTAÇÃO DE CONTAS 5.3.1 - A atual metodologia de apresentação de contas surgiu como resultado de um esforço interno de desenvolvimento institucional do TCU, o qual tinha como intento a racionalização e a simplificação de seus próprios processos. Esta nova proposta visa a possibilitar, por meio da redução do número de Processos de Contas a serem analisados, uma atuação mais efetiva daquele Tribunal na apreciação das contas, privilegiando, sobretudo, o atendimento de dois de seus objetivos estratégicos:

a) Tempestividade - com a redução do tempo de apreciação dos processos; e

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b) Seletividade - por meio de uma atuação de forma seletiva em áreas de risco, materialidade e relevância.

5.3.2 - Além da redução do número de Processos de Contas a serem analisados, a atual

metodologia de apresentação das contas representa uma substancial mudança na postura adotada pelo TCU no que se refere à avaliação das contas das UJ, uma vez que o Tribunal passa a priorizar a AVALIAÇÃO DA GESTÃO, sob o duplo aspecto da CONFORMIDADE e do DESEMPENHO dos atos e fatos inerentes à administração financeira, orçamentária e patrimonial das UJ.

5.3.3 - Outra mudança importante consiste na possibilidade de responsabilização, pela Gestão,

dos Dirigentes Máximos (DM) das UJ, diferentemente do que vinha ocorrendo até então, quando a responsabilização era restrita aos Ordenadores de Despesa (OD), e aos demais Agentes Responsáveis pelas Gestorias.

5.3.4 - A apresentação de contas ocorrerá em duas fases distintas:

a) a primeira, com base na 1ª Decisão Normativa expedida pelo TCU, em que todas as

UJ apresentadoras de contas, encaminharão ao TCU, via CCIMAR, os RG; e

b) a segunda, com base na 2ª Decisão Normativa expedida pelo TCU, em que algumas

UJ serão selecionadas para apresentação de contas ordinárias para fins de julgamento pelo Tribunal, sob a forma de Processo de Contas Ordinárias. Nesta segunda fase, o RG é uma das peças que compõem o Processo de Contas.

5.3.5 - Para a MB, a atual metodologia de apresentação das contas se materializa por meio da

Consolidação/Agregação das apresentações de contas das UJ, ocasionando sua redução significativa, as quais deverão sofrer alterações quantitativas e qualitativas com o objetivo de

abarcar todas as informações necessárias à Avaliação de Gestão a ser realizada pelo TCU.

5.3.6 - Para viabilizar a redução das apresentações de contas a serem encaminhadas ao TCU,

foi necessário estabelecer uma consolidação das UJ para apresentação das contas da MB, considerando as UJ apresentadoras de contas e suas UGE/OM agregadas ou consolidadas, que serão divulgadas, anualmente, por Decisão Normativa expedida pelo TCU, nos termos da

Instrução Normativa TCU n º 63/2010; e orientadas internamente na Marinha, por meio de Circular da SGM. 5.4 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DAS UJ

5.4.1 - Até o exercício de 2007, o TCU focou seu trabalho de exame e julgamento dos Proces-

sos de Contas na verificação da CONFORMIDADE da gestão, ou seja, na verificação da lega- lidade, da legitimidade e da economicidade dos atos e fatos inerentes à administração finan-

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ceira, orçamentária e patrimonial das UJ, como forma de inibir a má utilização dos recursos públicos. Contudo, com a evolução dos conceitos de transparência e controle social, o Processo de Contas passou a ser visto como instrumento de aferição da Governança da Administração Pública, que consiste na capacidade do governo em responder às demandas da sociedade. Dessa forma, o TCU passou a adotar uma nova postura em relação ao exame e julgamento das contas, transcendendo de um conceito tradicional, focado apenas no exame da legalidade, da legitimidade e da economicidade, para um conceito moderno, mais abrangente, de aferição do DESEMPENHO da gestão pública. Essa aferição de desempenho consiste na avaliação operacional das UJ, em nível administrativo e gerencial, com a verificação da eficiência, eficácia, economicidade e efetividade dos atos e fatos da administração financeira, orçamentária e patrimonial, além da tradicional verificação da legalidade, da legitimidade e da economicidade. Do exposto, verifica-se que a AVALIAÇÃO DA GESTÃO consiste no somatório da avaliação da CONFORMIDADE da gestão e da avaliação do DESEMPENHO da gestão.

AVALIAÇÃO

DA

GESTÃO

AVALIAÇÃO

DA

CONFORMIDADE

(legalidade +

legitimidade +

economicidade)

(legalidade + legitimidade + economicidade) AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO (eficiência + eficácia +

AVALIAÇÃO

DO

DESEMPENHO

(eficiência + eficácia + economicidade + efetividade)

5.4.2 - O TCU, na condução da Avaliação da Gestão das UJ, se utilizará, basicamente, das

informações constantes de duas peças dos Processos de Contas: o RG elaborado pelas UJ e o Relatório da Auditoria de Avaliação de Gestão realizada pelo CCIMAR.

5.5 - RELATÓRIO DE GESTÃO (RG)

5.5.1 - Na atual metodologia de apresentação de contas o RG se tornou a peça única, para as

UJ que não apresentarão Processo de Contas, ou a principal para o TCU, quando do julgamento das contas das UJ que apresentarão Processo de Contas, uma vez que a avaliação do desempenho da gestão tomará por base as informações constantes do referido relatório, sobretudo no que se refere aos aspectos relacionados aos Controles Internos existentes e aos Indicadores de Desempenho (ID) apresentados pelas UJ.

5.5.2 - O RG deverá possibilitar a reflexão estratégica e a identificação da atuação da UJ no

gerenciamento e execução das políticas públicas, dando uma visão sistêmica do desempenho

e da conformidade da gestão. Ele deverá ser composto de informações e demonstrativos

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contábeis relativos à gestão dos responsáveis por uma ou mais UJ. Deve conter informações sobre a atuação, as realizações, as dificuldades e as oportunidades de avanço experimentadas

pela UJ, durante o exercício a que se refere, visando facilitar o trabalho de avaliação da gestão pelo Controle Interno (CCIMAR) e pelo Controle Externo (TCU).

5.5.3 - As UJ que apresentarão o RG serão divulgadas, anualmente, por Decisão Normativa

expedida pelo TCU, na qual estarão definidas a forma, os conteúdos e os prazos de

apresentação ao Tribunal, nos termos do art. 3º da Instrução Normativa TCU n º 63/2010; e serão orientadas internamente na Marinha, por meio de Circular da SGM, Boletim de Ordens e Notícias (BONO) ou Mensagem do CCIMAR.

5.5.4 - O RG de UJ em extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação

ou desestatização contemplarão, além dos conteúdos mencionados no inciso 5.5.3, conforme o caso, cópia do ato determinante da extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desativação da UJ, cópia dos documentos e informações relativos as providências adotadas para encerramento das atividades da UJ, em especial os termos de transferência patrimonial e a situação dos processos administrativos não encerrados, com o

aceite dos respectivos destinatários.

5.5.5 - Os RG serão encaminhados ao TCU, obedecendo ao seguinte trâmite:

UJ

encaminhados ao TCU, obedecendo ao seguinte trâmite: UJ CCIMAR TCU . 5.5.6 - Os RG ficarão

CCIMAR

ao TCU, obedecendo ao seguinte trâmite: UJ CCIMAR TCU . 5.5.6 - Os RG ficarão disponíveis

TCU.

5.5.6 - Os RG ficarão disponíveis na INTERNET, no Portal do Tribunal de Contas da União,

para consulta pela sociedade, nos termos do § 4º do art. 3º da Instrução Normativa TCU n º

63/2010.

5.6 - PROCESSOS DE CONTAS E TOMADA DE CONTAS ESPECIAL

5.6.1 - Processo de Contas Ordinárias

a) As UJ que deverão apresentar Processo de Contas Ordinárias serão divulgadas, anualmente, por Decisão Normativa expedida pelo TCU, na qual estarão também definidas a forma, os conteúdos e os prazos de apresentação ao Tribunal, nos termos dos art. 4º e 13 da

Instrução Normativa TCU n º 63/2010; e serão orientadas internamente na Marinha, por meio de Circular da SGM, BONO ou Mensagem do CCIMAR. Os seguintes documentos deverão ser apresentados pela UJ:

I) Rol de Responsáveis da UJ, observado o disposto nos art. 10 e 11 da Instrução Normativa TCU n º 63/2010; II) Relatório de Gestão da UJ, conforme mencionado no inciso 5.5.3; e III) Relatórios e pareceres de órgãos, entidades ou instâncias que devam se

pronunciar sobre as contas ou sobre a gestão dos responsáveis pela UJ, consoante previsão em

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lei ou em seus atos constitutivos, observados os formatos e os conteúdos definidos na Decisão Normativa de que trata o art. 4º da Instrução Normativa TCU n º 63/2010. b) O CCIMAR juntará, aos apresentados pela UJ, os seguintes documentos:

I) Relatório de Auditoria de Gestão emitido pelo CCIMAR, conforme formatos e conteúdos definidos, anualmente, por Decisão Normativa expedida pelo TCU, nos termos do inciso IV do art. 13 da Instrução Normativa TCU n º 63/2010;

II) Certificado de Auditoria emitido pelo CCIMAR;

III) Parecer conclusivo do Dirigente do Órgão de Controle Interno, que é emitido pelo CCIMAR; IV) Manifesto do Comandante da Marinha (CM), ratificando a Proposta de

Julgamento contida no Certificado de Auditoria (Portaria Normativa n º 1.013, de 23FEV2000, do MD); e

V) Pronunciamento, expresso e indelegável, do Ministro da Defesa atestando haver

tomado conhecimento das conclusões contidas no Parecer do Diretor do CCIMAR e na Manifestação do CM, nos termos do art. 52 da Lei n º 8.443, de 16JUL1992. 5.6.2 - Processo de Contas Extraordinárias a) A Unidade Jurisdicionadas Apresentadoras (UJAP) submetida a processo de extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização deverá apresentar para julgamento do TCU o Processo de Contas Extraordinárias, conforme o caso, abrangendo o período compreendido entre o início do exercício financeiro e a data da efetiva extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização. Assim, a UJAP deverá comunicar ao CCIMAR, no prazo de até dez dias do ato que tenha autorizado o processo modificador da unidade, para que seja efetuada a comunicação ao Tribunal no prazo de até vinte dias. Cabe salientar que a UJAP permanece obrigada à apresentação do Relatório de Gestão anual até a conclusão do evento. b) O Processo de Contas Extraordinárias deverá ser apresentado ao TCU em até 120 dias da efetiva extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização da UJAP. Assim, a UJAP deverá:

I) comunicar ao CCIMAR o encerramento dos processos modificadores da unidade no prazo de até cinco dias, para que seja efetuada a comunicação ao Tribunal no prazo de até dez dias; e II) enviar para o CCIMAR os documentos mencionados na alínea a do inciso 5.6.1, no prazo de até sessenta dias, contados da data do encerramento do processo modificador da

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unidade, para que seja providenciada a juntada dos documentos mencionados na alínea b, do inciso 5.6.1.

5.6.3 - Trâmite dos Processos de Contas O trâmite dos Processos de Contas, independente do tipo, deve ser o mesmo e será o

seguinte:

CCIMAR

do tipo, deve ser o mesmo e será o seguinte: CCIMAR SGM GCM MD TCU .

SGM

do tipo, deve ser o mesmo e será o seguinte: CCIMAR SGM GCM MD TCU .

GCM

do tipo, deve ser o mesmo e será o seguinte: CCIMAR SGM GCM MD TCU .

MD

tipo, deve ser o mesmo e será o seguinte: CCIMAR SGM GCM MD TCU . O

TCU.

O CCIMAR encaminhará os Processos de Contas, na íntegra, à sua Assessoria em Brasília, que providenciará o seu trâmite.

5.6.4 - O TCU mediante Acórdão divulgará o resultado do julgamento, que poderá ser:

a) de contas regulares, com quitação plena do responsável;

b) de contas regulares com ressalva, com quitação ao responsável e determinando a

adoção de medidas necessárias à correção das impropriedades ou faltas identificadas, de

modo a prevenir a ocorrência de outras semelhantes;

c) de contas irregulares, quando:

I) havendo débito, o TCU condenará o responsável ao pagamento da dívida atualizada monetariamente, acrescida dos juros de mora devidos, podendo, ainda, aplicar-lhe a multa prevista no art. 57 da Lei n º 8.443, de 16JUL1992, sendo o instrumento da decisão considerado título executivo para fundamentar a respectiva ação de execução; e II) não havendo débito, mas comprovada qualquer das seguintes ocorrências:

omissão no dever de prestar contas; prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico, ou infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial; e dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico, o TCU aplicará ao responsável a multa prevista no inciso I do art. 58 da Lei

n º 8.443, de 16JUL1992; e

d) contas iliquidáveis - quando ocorrer perda devido a caso fortuito ou de força maior,

o TCU poderá ordenar o trancamento e o consequente arquivamento do processo.

5.6.5 - As UJ e os Órgãos de Controle Interno devem manter os documentos comprobatórios

de cada exercício, incluídos os de natureza sigilosa, conforme mencionado no inciso 2.3; o seu descumprimento sujeitará o responsável à sanção prevista no inciso II do art. 58 da Lei n º 8.443, de 16JUL1992, sem prejuízo da instauração de tomada de contas especial, para

apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano ao erário, se for o caso, conforme o disposto no parágrafo único e caput do art. 14 da Instrução Normativa TCU

n º 63/2010.

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5.6.6 - Os Processos de Contas ficarão disponíveis na INTERNET, para consulta pela sociedade, nos termos da Portaria n º 262/2005, da CGU, e do § 4º do art. 3º da Instrução

Normativa TCU nº 63/2010. Em cumprimento a esses dispositivos, o CCIMAR passou a publicar em seu sítio eletrônico, os documentos dos Processos de Contas de todas as UJ da MB. 5.6.7 - Processo de Tomada de Contas Especial (TCE) a) Organização

I) A TCE deverá ser instalada imediatamente e somente depois de esgotadas todas

as providências administrativas internas, visando à recomposição do Erário;

II) O Dirigente Máximo deve adotar providências com vistas à apuração dos fatos, identificação dos responsáveis, quantificação do dano e ao imediato ressarcimento ao Erário, no prazo de 180 dias. Ao deixar de fazê-lo, responderá solidariamente;

III) O CCIMAR, ao tomar conhecimento de que a TCE não foi instaurada, deverá

fazê-lo, visando a assegurar o cumprimento da legislação pertinente, sob pena de responsabilidade solidária (§ 1º, art. 74, da Constituição Federal de 1988);

IV) A TCE possui duas fases: a 1ª fase, na MB, e a 2ª fase, no TCU;

V) A TCE será instaurada quando o valor do prejuízo ao Erário for igual ou

superior ao constante no inciso I do art. 6º da Instrução Normativa TCU n º 71/2012; e

VI) O Processo da TCE deverá ser encaminhado ao TCU para julgamento, tão logo

esteja concluído pelo CCIMAR. O Processo da TCE será organizado pela CCIMAR com base

nos documentos constantes do Anexo E.

b) Trâmite O processo da TCE será encaminhado na íntegra durante todo o trâmite:

CCIMAR c) Julgamento
CCIMAR
c) Julgamento

SGM

íntegra durante todo o trâmite: CCIMAR c) Julgamento SGM GCM MD TCU . I) O TCU,

GCM

durante todo o trâmite: CCIMAR c) Julgamento SGM GCM MD TCU . I) O TCU, mediante

MD

durante todo o trâmite: CCIMAR c) Julgamento SGM GCM MD TCU . I) O TCU, mediante

TCU.

I) O TCU, mediante Decisão ou Acórdão, divulgará o resultado do julgamento,

que poderá ser pela regularidade, pela exclusão da responsabilidade ou pela culpabilidade, imputando ao responsável a indenização ao Erário ou o pagamento de multa; II) Os processos poderão ser desarquivados para julgamento pelo TCU nos seguintes casos:

- o somatório de vários débitos do mesmo devedor ultrapassa o valor referido na subalínea V, da alínea a;

-

acumulação de três reincidências por parte de um mesmo responsável devedor;

-

houver o recolhimento do valor da dívida; e

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- o responsável apresentar alegações de defesa. III) A inclusão do nome do responsável no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) será efetuada mediante solicitação à DFM pela Organização onde originou-se o fato gerador. Tal solicitação, condicionada ao julgamento, pelo TCU, da irregularidade apontada na TCE, será viável quando o Acórdão ou Decisão do Tribunal for pela condenação do responsável. O resultado do julgamento pelo TCU será informado à Organização pelo CCIMAR, após comunicação daquele Tribunal.

d) Independência das instâncias

A TCE dirige-se ao resguardo da integridade dos recursos públicos, enquanto o Processo Judicial à apuração do cometimento ou não de ilícito penal pelos servidores públicos, embora tenham peças componentes em comum, como a Qualificação do Devedor, Relatório e Solução de Sindicância ou Inquérito Policial Militar (IPM), entre outros.

e) Apurações sem identificação de responsável

Quando o prejuízo causado ao Erário não decorrer de crime e nem de contravenção disciplinar ou constituir um caso fortuito ou fato decorrido de força maior, não haverá identificação do responsável, sendo o Processo arquivado no CCIMAR. Neste caso, os seguintes documentos deverão ser enviados ao CCIMAR:

I) cópia autenticada do Relatório e Solução do IPM ou Sindicância, ou ainda, do Processo Administrativo, ou ainda, de um Histórico do fato ocorrido; este último, uma narração cronológica do ocorrido, assinada por um oficial, deverá conter, basicamente, as seguintes informações: fato que originou o débito; tipo de prejuízo causado; e providências efetuadas pela OM; II) cópia autenticada do Laudo de Avaliação do Prejuízo, de acordo com o inciso

8.1.2; e

III) cópia autenticada da Portaria de Instauração do IPM ou Sindicância, se for o

caso.

O arquivamento será informado à OM por meio de mensagem. 5.7 - RESPONSABILIZAÇÃO DO DIRIGENTE MÁXIMO DAS UJ

5.7.1 - Na atual metodologia de apresentação de contas, o TCU acena com mais uma impor-

tante mudança de postura, que consiste na possibilidade de responsabilização, pela Gestão,

dos DM das UJ.

5.7.2 - A responsabilização do DM pode ocorrer tanto pela CONFORMIDADE, quanto pelo

DESEMPENHO da gestão da UJ, como a seguir evidenciado:

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a) Responsabilização do DM pela CONFORMIDADE da gestão:

O DM da UJ, tal qual qualquer responsável por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, bem como aqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público, pode ser responsabilizado pela DESCONFORMIDADE da gestão (ocorrência de gestão ilegal, ilegítima ou antieconômica), desde que, por ação ou omissão, tenha contribuído para o resultado (prejuízo), caracterizando- se o NEXO DE CAUSALIDADE entre a sua conduta e o resultado. Cabe ressaltar que o TCU, na avaliação da responsabilidade do DM, deve verificar, no caso concreto, se o ato irregular foi praticado em situação que exigia o seu pleno conhecimento não somente do seu caráter errado, mas, sobretudo, de sua ocorrência. E, neste último caso, se o DM adotou, ou não, as providências cabíveis para apuração de responsabilidades e ressarcimento do prejuízo causado. Do exposto, verifica-se que a responsabilização do DM, pela CONFORMIDADE da gestão, ocorrerá somente em casos excepcionais, quando este tiver participação na irregularidade praticada ou, ainda, quando este, tendo tomado conhecimento de irregularidade praticada por qualquer agente vinculado a sua UJ, não adotar as providências cabíveis para apuração de responsabilidades e para o ressarcimento do prejuízo. Assim, espera-se que a responsabilidade pela CONFORMIDADE da gestão seja atribuída diretamente aos responsáveis pelos atos e fatos da gestão considerados em desconformidade (ilegais, ilegítimos ou antieconômicos), somente alcançando os DM das UJ excepcionalmente, quando as desconformidades forem decorrentes da ação ou omissão desses agentes (nexo de causalidade).

b) Responsabilização do DM pelo DESEMPENHO da gestão:

O DM da UJ pode ser responsabilizado pelo baixo desempenho da gestão

(ocorrência de gestão ineficiente, ineficaz, antieconômica ou inefetiva), desde que, por ação ou omissão, tenha contribuído para o resultado. Ou seja, tal qual acontece na responsabilização pela conformidade da gestão, a responsabilização dos agentes pelo DESEMPENHO da gestão, também exige que fique caracterizada a existência de nexo de causalidade entre a sua conduta e o resultado.

A responsabilização pelo DESEMPENHO da gestão realiza-se em ambiente

diferente daquele no qual se desenvolveram os mecanismos de responsabilização pela CONFORMIDADE. Na responsabilização pela CONFORMIDADE da gestão, o TCU avalia a compatibilidade da conduta do agente com as normas legais em vigor na Administração

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Pública.

Na responsabilização pelo DESEMPENHO da gestão, o TCU avalia a execução dos programas governamentais e os resultados alcançados pela UJ na consecução de seus objetivos institucionais, mediante a avaliação dos ID apresentados por ocasião da apresentação de seus RG. Importante ressaltar que o TCU, até o presente momento, não expediu nenhum normativo que descreva, ponto a ponto, em que termos se efetivará a responsabilização dos agentes quanto ao DESEMPENHO da gestão das UJ. No entanto, por sua própria natureza gerencial de alto nível, espera-se que a responsabilidade pelo DESEMPENHO da gestão seja atribuída, em nível político, aos DM, Membros de Diretoria e Membros de Órgãos Colegiados das UJ.

Diz-se que a responsabilização ocorrerá em nível político, uma vez que, até o presente momento, não existem sanções claramente definidas, caso o TCU venha a constatar o baixo desempenho da gestão de uma UJ. Neste caso, restaria ao Tribunal, tão somente, a aplicação de censura aos métodos de gestão empregados pela UJ, com a determinação de emprego de melhores práticas de gestão ao DM responsável. Não obstante este entendimento, não se pode afastar, de todo, a possibilidade de que o TCU venha a aplicar multas, ou mesmo, a determinar a restituição de valores gastos, nos casos em que venha a constatar que o baixo desempenho da gestão decorreu de infração à norma ou regulamento de natureza operacional, em nível administrativo e gerencial. Do exposto, verifica-se que passou a haver, por parte do TCU, um maior controle da discricionariedade do agente público, a partir do fundamento de que o administrador deve escolher a melhor solução, e não qualquer opção. Se não escolhe a melhor, o DM comete vício de ineficiência, compromete o resultado, o que o coloca ao alcance da Lei de Improbidade Administrativa, da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei Orgânica do TCU. Neste contexto, torna-se fundamental que todas as decisões inerentes à administração financeira, orçamentária e patrimonial das UJ sejam exaustivamente fundamentadas pelos agentes responsáveis, quanto aos seus aspectos técnicos e legais, permitindo aos DM das UJ o acompanhamento tempestivo e a fiscalização intercorrente da gestão.

que se refere à

CONFORMIDADE, quanto ao que se refere ao DESEMPENHO da gestão, ocorrerá sem prejuízo de que se possa responsabilizar terceiros, não mencionados nas contas, em TCE,

abertas posteriormente, em caso de irregularidades por eles cometidas.

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Cabe

ressaltar

que,

qualquer

sanção

ao

DM,

tanto

no

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CAPÍTULO 6

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DEFINIÇÕES E RESPONSABILIDADES

6.1 - FATOS GERADORES DE DÍVIDAS

6.1.1 - As dívidas com a Fazenda Nacional originam-se, dentre outras, das seguintes ilegali-

dades e irregularidades causadoras de prejuízos à Fazenda Nacional:

a) desfalques;

b) danos;

c) pagamentos indevidos a terceiros;

d) falta de recolhimento de saldos;

e) omissão de prestação de contas;

f) prestação de contas irregular;

g) falta de licitação, excetuados os casos previstos na legislação em vigor;

h) assunção de compromissos sem créditos;

i) assunção de compromissos em créditos impróprios;

j) pagamento sem liquidação;

k) irregularidades nas liquidações;

l) faltas nos estoques por deficiência de controle;

m) faltas no patrimônio por deficiência de controle;

n) desperdícios no consumo;

o) falta de pagamento de multa por ocupação indevida de Próprio Nacional

Residencial (PNR);

p) atos de improbidade administrativa;

q) desvio de dinheiro, bem ou valor público;

r) ilegalidade ou irregularidade em licitação;

s) extravio de material;

t) fraudes; e

u) pagamentos indevidos de pessoal militar e civil, pensão, ex-combatentes e

anistiados políticos da Marinha do Brasil (MB).

6.2 - INSTRUMENTOS PARA APURAÇÃO DE DÍVIDAS A apuração dos fatos (acontecimentos) e atos (documentos), que derem causa a

prejuízos

Administrativo Disciplinar, Inquérito Policial Militar (IPM) ou Tomada de Contas Especial

Nacional, será realizada por meio de Sindicância, Processo

à

Fazenda

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(TCE), quando necessário, ou ainda, por meio de procedimento administrativo previsto em Normas próprias.

6.2.1 - Sindicância

É o meio ou instrumento utilizado pela Administração para, com indiciados ou não,

proceder à apuração de ocorrências anômalas no serviço público, que o Comandante ou Diretor julgar deverem ser melhor esclarecidas.

6.2.2 - Processo Administrativo Disciplinar

É o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor civil por infração

praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.

6.2.3 - Inquérito Policial Militar (IPM)

É o instrumento de apuração de fato que, nos termos legais, configure crime militar e

determine ou não sua autoria. Tem caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a

de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal na Justiça Militar da União.

6.2.4 - Tomada de Contas Especial (TCE)

É o instrumento de apuração utilizado quando se verificar que não houve prestação de

contas por agente responsável ou que ocorreu desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade ou ilegalidade da qual resulte prejuízo para a Fazenda Nacional. Tem caráter administrativo, será instruído e enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para julgamento, pelo CCIMAR, após esgotados todos os esforços com vistas ao ressarcimento por parte dos responsáveis apontados em algum dos instrumentos anteriormente citados. Maiores

detalhes, inclusive a descrição dos documentos que a compõe, encontram-se no inciso 5.6.7.

6.2.5 - Procedimento Administrativo

Consiste em qualquer instrumento, exclusive os supracitados, que permita a apuração da responsabilidade pelo prejuízo e o imediato ressarcimento. É recomendado quando a verdade dos fatos ficar evidente e não houver necessidade de se instaurar um dos processos dos incisos supracitados, ficando a critério do Diretor ou Comandante o meio a ser utilizado. Exemplo: Apuração Sumária.

6.3 - CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO A ocorrência de crime contra o Patrimônio, apurada mediante Sindicância ou Processo

Administrativo Disciplinar, implicará em IPM.

6.4 - RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA É a que resulta da violação de normas administrativas e independe do ilícito penal.

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6.5 - RESPONSABILIDADE CIVIL

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É a que decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em

prejuízo ao Erário ou a terceiros e independe do ilícito penal.

6.6 - RESPONSABILIDADE CRIMINAL É a que resulta do cometimento de crimes funcionais definidos em Lei Federal.

6.7 - AJUSTE DE CONTAS

O ajuste de contas consiste no acerto financeiro do servidor civil ou militar que se

afasta, definitivamente ou não, do Serviço Ativo da Marinha (SAM), com perda, ou não, de

vínculos remuneratórios.

6.8 - ALCANCE

Consiste na ação ou omissão que cause prejuízo à Fazenda Nacional mediante apropriação indébita, desvio, furto, roubo, avaria, uso indevido, inutilização ou falta não justificada de bens ou valores, confiados à guarda de alguém em razão de cargo ou função.

6.9 - RESPONSABILIDADE PELA ADMINISTRAÇÃO

A responsabilidade pela administração da Organização Militar (OM) é do Diretor ou

Comandante e a ele compete a condução de todas as atividades desenvolvidas na OM.

6.9.1 - Ao Diretor ou Comandante, como responsável pela administração da OM, compete

tomar todas as providências de caráter administrativo, necessárias ao desempenho das atividades-fim e meio da OM, de acordo com a legislação em vigor, sendo responsável, portanto, pelos atos e fatos administrativos praticados na sua gestão.

6.9.2 - A Lei prevê, no entanto, que o Diretor ou Comandante, salvo conivência, não é

responsável solidário por prejuízo causado à Fazenda Nacional decorrente de atos praticados por subordinado que exorbite das ordens recebidas ou que se omita no cumprimento delas.

6.10 - RESPONSABILIDADE DOS AGENTES

6.10.1 - Todo militar ou servidor civil, investido ou não em cargo ou função, que vier a causar

prejuízos à União, às pessoas físicas ou jurídicas ou ao serviço, terá sua responsabilidade administrativa, civil ou criminal vinculada às omissões ou atos ilegais em que incorrer ou praticar.

6.10.2 - Ficam também sujeitos a reparação do dano causado à Fazenda Nacional aqueles que

não sendo militares ou servidores civis, vierem a causar ou concorrer para qualquer prejuízo ao Erário, contra material, aparelhamento ou, ainda, bem de utilidade militar ou bem que, embora não seja de utilidade militar, esteja a seu serviço.

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6.10.3 - O Ordenador de Despesa (OD) responderá, por si só ou solidariamente com os

demais agentes responsáveis, em caso de conivência, por eventuais prejuízos causados à

Fazenda Nacional em decorrência do recebimento, guarda e aplicação de dinheiros, valores e outros bens postos à sua disposição ou pelos quais seja responsável, observado o disposto no inciso 6.9.2.

6.10.4 - O OD que autorizar a realização de despesa além do crédito distribuído, à conta de

classificação imprópria ou em desacordo com as finalidades previstas nos Programas de Trabalho do Governo Federal e nos Planos Internos, poderá ser pessoalmente

responsabilizado pelo ocorrido, ficando obrigado, nesse caso, a indenizar à Fazenda Nacional

a importância correspondente à despesa realizada.

6.10.5 - É de integral responsabilidade do OD a comprovação das contas de gestão, bem como

a transferência de responsabilidade de um agente responsável para outro, e a determinação do ajuste de contas dos militares e servidores civis que se afastam do SAM.

6.11 - APURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE POR PREJUÍZOS

6.11.1 - A apuração das responsabilidades administrativa, civil e criminal consiste no

seguinte:

a) Apuração da responsabilidade administrativa

Pode ser feita de maneira sumária, quando a verdade dos fatos ficar evidente, e por intermédio de sindicância ou processo administrativo disciplinar, de acordo com a

gravidade do fato a ser apurado;

b) Apuração da responsabilidade civil

Faz-se perante a justiça comum, devendo ser precedida de conclusões de sindi- cância ou inquérito administrativo, tendo como finalidade a reparação do dano causado; e

c) Apuração da responsabilidade criminal É feita mediante processo criminal, tendo como penalidades as definidas na Lei

Penal.

6.11.2

- O Diretor ou Comandante, para ressalva de sua responsabilidade solidária, fica

obrigado a determinar, imediatamente, a apuração dos fatos que levarem à ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional, competindo-lhe, consequentemente:

a) apurar a responsabilidade pelo prejuízo;

b) avaliar o prejuízo;

c) apontar o responsável ou responsáveis; e

d) providenciar o encaminhamento dos documentos, previstos no inciso 5.6.2 e no

Capítulo 8, ao CCIMAR.

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6.12 - SUJEIÇÃO À TOMADA DE CONTAS

6.12.1 - O TCU, mediante ato específico, quando julgar iliquidável determinada conta, pode

liberar da respectiva responsabilidade os seguintes agentes públicos:

a) o Dirigente Máximo (DM) da Unidade Jurisdicionada (UJ) que apresenta as

contas ao Tribunal, o Membro de Diretoria e o Membro de Órgão Colegiado que, por definição legal, regimental ou estatutária, seja responsável por atos de gestão; b) o Ordenador de Despesa; e

c) todos os militares e servidores civis ou qualquer pessoa ou entidade custeada

pelos cofres públicos, ou não, que derem causa à perda, subtração, extravio ou estrago de valores, bens e material da União ou pelos quais seja responsável.

6.12.2 - A responsabilidade pela indenização do prejuízo causado só será afastada por motivo

de “caso fortuito” ou “força maior”, podendo ainda, somente na alçada do TCU, ocorrer quando houver absolvição criminal, com sentença transitada em julgado, que negue a existência do fato ou sua autoria por erro de fato ou erro de pessoa. A alínea e do inciso 5.6.7 descreve os procedimentos a serem adotados nestes casos.

6.12.3 - Tratando-se de dano causado a terceiro, responderá perante a Fazenda Nacional, em

ação regressiva, o militar ou servidor civil que lhe der causa.

6.13 - EXTINÇÃO DE RESPONSABILIDADE

6.13.1 - A responsabilidade dos agentes da administração pública só se extingue: após 10

anos, contados a partir da apresentação do Relatório de Gestão ao TCU, das UJ não relacionadas para constituição de processo de contas no exercício; ou, após 5 anos, contados a

partir da data de julgamento das contas dos responsáveis TCU, das UJ relacionadas para constituição de processo de contas no exercício.

6.13.2 - A obrigação daqueles que têm dívida com a Fazenda Nacional só se extingue após

concluída a indenização integral do prejuízo causado à Fazenda Nacional.

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CAPÍTULO 7

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REGISTRO DE RESPONSABILIDADE

7.1 - REGRA GERAL

Todos os responsáveis, devedores e alcançados devem ser registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN). Na Marinha do Brasil (MB), a responsabilidade pelo registro e atualização no SIAFI e no CADIN, é da

Diretoria de Finanças da Marinha (DFM), exceto para o caso do Rol de Responsáveis do SIAFI, cuja atribuição é da própria Unidade Gestora (UG).

7.2 - ROL DE RESPONSÁVEIS

O Rol de Responsáveis é composto de todos os agentes da administração pública que,

por dever de cargo ou função, utilizem, arrecadem, guardem, gerenciem ou administrem dinheiros, bens e valores públicos da União e das entidades da administração indireta ou pelas quais estas respondam, ou que, em nome destas, assumam obrigação de natureza pecuniária e, ainda, o gestor de quaisquer recursos repassados pela União, mediante convênio, acordo,

ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal, a Município, a entidades públicas ou organizações particulares.

7.3 - ROL DE DEVEDORES O Rol de Devedores é composto de todos os que têm débito com a Fazenda Nacional,

resultante de responsabilidade pessoal imputada.

7.4 - ROL DE ALCANÇADOS

O Rol de Alcançados é composto de todos os agentes da administração pública que têm

débito para com a Fazenda Nacional, resultante de apropriação, extravio ou falta verificada na

prestação de contas de dinheiro, bens ou valores confiados a sua guarda em razão de cargo ou função.

7.5 - CADASTRO INFORMATIVO DE CRÉDITOS NÃO QUITADOS DO SETOR

PÚBLICO FEDERAL (CADIN)

O CADIN é um banco de dados onde estão registrados os nomes de pessoas físicas e

jurídicas em débito com órgãos e entidades federais. As informações contidas no CADIN permitem à Administração Federal uniformizar os procedimentos relativos à concessão de crédito, garantias, incentivos fiscais e financeiros, bem como à celebração de convênios, acordos, ajustes, contratos ou outros instrumentos congêneres, de modo a favorecer a gestão seletiva dos recursos existentes.

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Cabe à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) expedir orientações de natureza normativa a respeito do CADIN e ao Banco Central do Brasil (BACEN) administrar e disponibilizar, por meio do Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN), as informações que compõem o seu banco de dados. O CADIN é regulado pela Lei n º 10.522, de 19JUL2002, e alterações posteriores. O Tribunal de Contas da União (TCU) normatizou a inclusão dos nomes dos responsáveis indiciados nas Tomadas de Contas Especiais (TCE) no CADIN, por meio da Instrução Normativa TCU n º 71/2012. 7.6 - INCLUSÃO NOS RÓIS E NO CADIN A inclusão nos róis ocorre:

7.6.1 - No Rol de Responsáveis Quando o servidor torna-se um agente da administração pública.

7.6.2 - No Rol de Devedores e de Alcançados

Quando da constatação de prejuízo ao Erário, após apurado pela OM, instaurada a respectiva TCE ou arquivado o processo, sem cancelamento do débito. O responsável (devedor ou alcançado) será inscrito em conta contábil dos grupos de “Diversos Responsáveis-Apurados” ou de “Crédito Administrativo” do SIAFI, conforme o caso.

7.6.3 - No CADIN

Os devedores e alcançados serão registrados no CADIN, nos seguintes casos:

a) após condenação ao pagamento de débito com o Erário, em julgamento pelo TCU, com trânsito em julgado da sentença (Acórdão condenatório) do Processo de Tomada de Contas Especial; e b) na situação mencionada na subalínea II da alínea c do inciso 8.1.5, quando o valor

do prejuízo atualizado for igual ou superior ao valor previsto em legislação específica, para registro no CADIN. Esse registro será efetuado pela DFM, por meio do SISBACEN, mediante solicitação do Ordenador de Despesa (OD) da Unidade Jurisdicionada (UJ) onde se originou o fato gerador, ou ainda, por solicitação desse mesmo OD, no caso do fato ter ocorrido em uma UG centralizada por essa UJ.

A UJ deverá comunicar o devedor sobre a existência do débito passível de inscrição

no CADIN, quando receber, por intermédio do CCIMAR, o ofício do TCU, notificando o responsável para efetuar pagamento do débito, fornecendo-lhe todas as informações pertinentes. Se o débito não for regularizado dentro de 75 dias, contados a partir da data de comunicação, o nome do devedor ou alcançado será inscrito no CADIN.

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Quando a comunicação ao devedor ou alcançado for efetuada por via postal ou telegráfica, dirigida ao endereço indicado no instrumento que deu origem ao débito, será considerada entregue após quinze dias da sua expedição, contando-se, a partir de então, o prazo de 75 dias. A UJ, quando for solicitar o registro no CADIN, deverá fazê-lo por ofício à DFM, com cópia para o CCIMAR, anexando as cópias das comunicações expedidas aos responsá- veis.

Caso o responsável, após notificado, concorde com o pagamento da dívida, a UJ deverá orientá-lo quanto aos procedimentos para ressarcimento, de acordo com o previsto nestas Normas.

7.7 - EXCLUSÃO/BAIXA DOS RÓIS E DO CADIN

7.7.1 - A baixa do Rol de Responsáveis ocorre nas seguintes situações:

a) Parcialmente - Quando o agente passa a função;

b) Integralmente - Quando suas contas são aprovadas pelo TCU; e

c) Definitivamente - Decorridos cinco anos da aprovação das contas pelo TCU.

7.7.2 - Baixa do Rol de Devedores e Alcançados

Somente após o ressarcimento integral do prejuízo, ou caso notificado pelo TCU, ou após o julgamento pela regularidade das contas do responsável pelo Tribunal e encerramento do processo.

7.7.3 - Exclusão do CADIN

Caberá ao devedor procurar a UJ que o notificou para regularizar o seu débito com o Erário. Após a regularização, a UJ solicitará, por ofício à DFM, com cópia para o CCIMAR, a exclusão do CADIN, anexando o comprovante de recolhimento do débito. A DFM procederá

à respectiva baixa no prazo de cinco dias úteis. Na impossibilidade de efetuar a baixa no prazo indicado, a UJ fornecerá uma "Certidão de Regularidade do Débito", caso não haja outras pendências. O CCIMAR, por sua vez, comunicará ao TCU o pagamento do débito e a exclusão do registro no CADIN, quando for o caso.

7.8 - RESTRIÇÃO LEGAL

Enquanto se verificar a hipótese de alcance, os responsáveis ficarão impedidos de exercer qualquer comissão em que tenham sob sua responsabilidade dinheiros, bens e valores

públicos da Fazenda Nacional, conforme prevêem a Lei n º 4.320, de 17MAR1964, e o Decreto n º 93.872, de 23DEZ1986.

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CAPÍTULO 8

SGM-601

PREJUÍZOS À FAZENDA NACIONAL

8.1 - PREJUÍZOS À FAZENDA NACIONAL

8.1.1 - Conceito

Consideram-se prejuízos ou danos causados ao Erário os casos decorrentes de atos culposos ou dolosos (por ação ou omissão), ou seja, passíveis de enquadramento no Regulamento Disciplinar para a Marinha - RDM (Decreto nº 88.545, de 26JUL1983, itens 47

e 48 do art. 7 º), Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei n º 8.112, de 11DEZ1990 e suas alterações (quando do descumprimento dos incisos I e VII do art. 116), ou ainda, previstos no Código Penal Militar (ilícitos penais relacionados a atos prejudiciais ao Erário), bem como os casos fortuitos ou fatos decorrentes de força maior, nos quais não há responsável.

8.1.2 - Avaliação do Prejuízo

a) Cálculo do valor

Entende-se como total do prejuízo, a soma do seu valor originário acrescido de todos os encargos legais cabíveis, sejam atualização monetária, juros de mora, multas e outros que a lei expressamente determinar. Para o cálculo do valor do prejuízo, o valor original, a partir da data da ocorrência, deverá ser atualizado por meio da Unidade Fiscal de Referência (UFIR) até 26OUT2000, e

pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a partir de 27OUT2000, e somado aos juros de mora, equivalentes a um por cento ao mês calendário ou fração, calculados sobre o valor atualizado em reais. A OM poderá utilizar como ferramenta para o cálculo do valor atualizado do prejuízo, o programa “Débito” do Tribunal de Contas da União (TCU), que se encontra na página oficial daquele Tribunal na inter net (http://www.tcu.gov.br). O cálculo deverá ser demonstrado por meio de Laudo de Avaliação, conforme o estabelecido na alínea c.

b) Data da ocorrência Com relação à data da ocorrência do prejuízo, deverão ser observadas as seguintes

regras:

I) quando se tratar de alcance, a incidência de juros e de atualização monetária será calculada a contar da data do próprio evento; sendo desconhecida, considera-se a data da ciência do fato ao titular da Organização;

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II) quando se tratar de desvio ou de desaparecimento de bens, a incidência de juros

e atualização monetária será calculada a partir da data da ocorrência do fato ou se

desconhecida, da data da ciência do fato ao titular da Organização, adotando-se como base de cálculo o valor de mercado ou o de aquisição de bem igual ou similar, no estado em que se encontrava, com os acréscimos legais; III) quando se tratar de omissão no dever de prestar contas, de não aplicação, de glosa ou impugnação de despesa, ou de desvio de recursos recebidos de convênios ou outros instrumentos similares, a incidência de juros e atualização monetária será calculada a partir da

data do recebimento do recurso em conta bancária ou em espécie; e IV) quando se tratar de indenização de cursos, estágios e estudos, a incidência de atualização monetária será calculada a partir da data da conclusão do curso.

c) Laudo de Avaliação do Prejuízo I) verificado o prejuízo à Fazenda Nacional, deverá ser lavrado um Laudo de Avaliação Direta ou Indireta, de acordo com o preconizado no art. 3.31 das Normas sobre Justiça e Disciplina na MB (DGPM-315), volume II; II) a avaliação do prejuízo deverá ser feita de acordo com o disposto na subalínea III

da

alínea d, ou seja, levando-se em consideração o valor de mercado ou arbitramento; e III) nos casos em que o prejuízo causado à Fazenda Nacional se deu ao longo de mais

de

um mês, o Laudo de Avaliação deverá especificar, no corpo do documento ou em anexo, o

valor original do prejuízo referente a cada mês. d) Características gerais I) Os cálculos dos valores atualizados da dívida deverão ser comunicados ao interessado e, a partir de então, terão validade até a publicação do próximo IPCA mensal. Se não tiver ocorrido a indenização, os cálculos serão novamente atualizados. II) As indenizações calculadas em moeda estrangeira deverão ser convertidas para a moeda nacional pela taxa oficial de câmbio (comercial) vigente no dia da sua indenização. Para converter o valor em moeda estrangeira para moeda nacional deverá ser utilizado o sistema de conversão de moedas on-line da página oficial do Banco Central do Brasil (http://www.bcb.gov.br - caminho: Câmbio e capitais estrangeiros - Taxas de Câmbio - Conversão de Moedas). III) Para avaliação dos bens da Fazenda Nacional a serem indenizados, utilizam-se

os critérios de:

- valor de mercado - é o custo de aquisição de um bem idêntico ou similar de fato, nas mesmas condições do avaliado; e

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- arbitramento - é a avaliação feita por dois peritos nomeados para tal finalidade, de modo a obter-se o valor mais próximo possível do valor de mercado. IV) Em caso de parcelamento de multa, só se aplicará a atualização monetária pelo IPCA, não sendo cabível a incidência de juros de mora.

8.1.3 - Prejuízo à Fazenda Nacional sem identificação de responsável

Quando o prejuízo causado ao Erário não decorrer de crime e nem de contravenção disciplinar, quando constituir um caso fortuito ou fato decorrido de força maior, ou, ainda, quando não for possível identificar o responsável pelo dano, os seguintes documentos deverão

ser enviados ao CCIMAR:

a) cópia autenticada da Portaria de Instauração do IPM ou Sindicância, se for o caso;

b) cópia autenticada do Relatório e Solução do procedimento administrativo que

apurou o prejuízo (Sindicância, IPM ou Processo Administrativo) ou, ainda, de um Histórico do fato ocorrido, este último uma narração cronológica do ocorrido, assinada por um oficial, que deverá conter, basicamente, as seguintes informações: fato que originou o prejuízo; tipo de prejuízo causado; e providências efetuadas pela OM; e

c) Laudo de Avaliação do prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.2.

8.1.4 - Concordância com o prejuízo

a) Havendo concordância do militar ou servidor civil, pensionista, ex-combatente ou

anistiado político com vínculo remuneratório com a MB, quanto à responsabilidade do

prejuízo causado, e estando impossibilitado de indenizá-lo de imediato, o mesmo deve assinar

o Termo de Anuência (TA), conforme modelo constante do Anexo F. b) Caso o devedor, militar ou servidor civil, pensionista, ex-combatente ou anistiado político não possua, ou esteja em processo de perda, do vínculo remuneratório com a MB, e

esteja impossibilitado de indenizar a dívida de imediato, o mesmo deverá assinar o Termo de Confissão de Dívida (TCD), conforme modelo constante do Anexo G. Neste caso, havendo suspensão da relação de remuneração do responsável com a MB, e transcorridos sessenta dias

a partir da data de conhecimento da dívida e não havendo o ressarcimento integral do débito

com o Erário, será providenciada pela OM do militar ou servidor civil, a propositura de ação de cobrança do prejuízo junto à Advocacia-Geral da União (AGU), acionando-se o Sistema de Assessoria Jurídica Consultiva da Marinha (SAJCM), de acordo com o subitem 9.2 das

Normas aprovadas pela Portaria n º 319/MB/2013. O inciso 8.3.3 descreve os documentos necessários à propositura de ação de cobrança judicial. c) Havendo a concordância, os seguintes documentos deverão ser enviados ao

CCIMAR:

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I) cópia autenticada da Portaria de Instauração do IPM ou Sindicância, se for o

caso;

II) cópia autenticada do Relatório e da Solução do competente instrumento legal

de apuração (Sindicância, IPM ou Processo Administrativo Disciplinar), ou ainda, de um Histórico do fato ocorrido; este último, uma narração cronológica do ocorrido, assinada por um oficial, deverá conter, basicamente, as seguintes informações: fato que originou o débito; nome do responsável, ou responsáveis, pelo prejuízo, quando for conhecida a autoria do fato; tipo de prejuízo causado; providências efetuadas pela OM; se houve ressarcimento parcial ou

integral do débito; e se houve dolo, culpa ou isenção de responsabilidades do devedor;

III) Laudo de Avaliação do Prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.2;

IV) cópia autenticada da Nota Fiscal (NF) em nome do responsável, contendo a

descrição do material reparado ou adquirido e o seu valor, conforme o inciso 8.2.4, se for o caso;

V) cópia autenticada do comprovante de recolhimento do débito à vista, de acordo

com o inciso 8.2.2, se for o caso; e

VI) Termo de Anuência (Anexo F), se for o caso, indicando a forma de pagamento;

caso solicite parcelamento, observar o inciso 8.2.3.

8.1.5 - Discordância com o prejuízo

a) Não havendo concordância do militar, servidor civil, ex-militar, ex-servidor civil,

pensionista, ex-combatente, anistiado político da MB ou terceiros quanto à responsabilidade do prejuízo causado, o mesmo deverá assinar o Termo de Recusa (TR), conforme modelo constante do Anexo H. Caso se negue, o TR deverá ser assinado por duas testemunhas, indicando que, diante de sua presença, foi-lhe lido de inteiro teor, tendo o mesmo se negado a

assinar. Caso a OM tenha dificuldade para obter o referido Termo, poderá utilizar a Carta de Notificação (Anexo I), observando o disposto no inciso 8.1.7.

b) No caso de ex-militar, ex-servidor civil, ex-pensionista, ex-combatente, anistiado

político da MB e terceiros, será providenciada pela OM a propositura de ação de cobrança do

prejuízo junto ao órgão da AGU local, acompanhada da documentação aprovada pelo CCIMAR, com informação ao COMIMSUP e CCIMAR, independentemente de julgamento

na esfera penal, se for o caso. Para a cobrança judicial, deverão ser tomadas as precauções na identificação e qualificação do causador do prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.6.

c) O militar ou servidor civil da MB que se recusar a ressarcir um prejuízo ao Erário,

ao qual foi responsabilizado, conforme o caso:

I) será indiciado em um Processo de Tomada de Contas Especial (PTCE)

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instaurado pelo CCIMAR, que será enviado ao TCU para julgamento, quando o valor do

dano, atualizado monetariamente, for igual ou superior à quantia fixada pelo Tribunal para

esse efeito; ou

II) terá o seu processo arquivado sem cancelamento de débito, quando o valor do

dano, atualizado monetariamente, for inferior à quantia fixada pelo Tribunal para abertura de

PTCE e envio para julgamento.

Mediante informação do CCIMAR, a DFM procederá à inscrição do militar ou

servidor civil no Rol de Devedores da Fazenda Nacional (conta contábil dos grupos de

"Diversos Responsáveis Apurados" ou de “Créditos Administrativos”do SIAFI, conforme o

caso).

nas

subalíneas I, II e III, alínea c, inciso 8.1.4, deverão ser enviados ao CCIMAR:

I) Termo de Recusa (Anexo H) ou cópia da Carta de Notificação (Anexo I) enviada

ao responsável, com o respectivo Aviso de Recebimento, conforme o caso;

d)

Havendo

a

discordância,

os

seguintes

documentos,

além

dos

descritos

II) Qualificação do Devedor, conforme inciso 8.1.6; e

III) Demonstrativo de Débito (Anexo J), caso o valor do prejuízo causado ao Erário

seja inferior àquele divulgado, anualmente, pelo TCU e publicado em BONO pelo CCIMAR.

8.1.6 - Qualificação do devedor

a) Pessoa Física

A identificação e qualificação do devedor pessoa física deverá ser composta pelos

seguintes dados:

- nome completo, por extenso;

- NIP ou matrícula;

- nomes dos pais, completos;

- estado civil;

- naturalidade;

- nacionalidade;

- data de nascimento;

- profissão;

- categoria funcional;

- endereço profissional e residencial;

- n º da carteira de identidade e órgão expedidor;

- CPF; e

- período de gestão, se for o caso.

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b) Pessoa Jurídica A identificação e qualificação do devedor pessoa jurídica deverá ser composta pelos seguintes dados:

- Razão Social;

- Representante Legal;

- CNPJ;

- Inscrição Estadual;

- Endereço;

- Telefone; e

- Fax.

8.1.7 - Carta de Notificação

O devedor que se encontrar em local distante da cidade onde foi instaurado o processo

(IPM, Sindicância ou procedimento administrativo) poderá ser notificado para efetuar o ressarcimento do débito com o Erário, em substituição ao Termo de Anuência, Termo de Confissão de Dívida ou Termo de Recusa, por meio de “Carta de Notificação” (modelo do Anexo I), encaminhada à autoridade militar da MB, sediada no local onde se encontre trabalhando em Organização extra MB ou residindo, para que esta providencie a notificação,

ou ainda, diretamente à residência ou local de trabalho extra MB, de ex-servidor civil, ex- militar, militar da reserva, pensionista, ex-combatente, anistiado político da MB ou ainda, de terceiros.

A Carta de Notificação, na impossibilidade da obtenção do Termo de Recusa, deverá

fazer parte dos processos, cabendo ainda à OM mencionar o motivo pelo qual deixa de seguir o citado Termo. O envio de Carta de Notificação, quando diretamente para residência ou local de trabalho extra MB do devedor, deverá ser feito por meio de correspondência registrada e com Aviso de Recebimento (AR).

8.2 - INDENIZAÇÃO À FAZENDA NACIONAL

8.2.1 - Características gerais:

Indenização à Fazenda Nacional é o pagamento feito para reparação de prejuízo ou

dano que se tenha causado ao Erário.

A cobrança pelos prejuízos causados à Fazenda Nacional, sejam decorrentes de erro,

engano, omissão, fraude, furto, roubo, desfalque, alcance, negligência, imprudência, imperícia ou decorrentes de qualquer outra causa, é exigível de imediato e pelo total do prejuízo.

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A indenização de prejuízo causado à Fazenda Nacional poderá ser feita em qualquer fase do processo.

8.2.2 - Pagamento à vista:

a) o valor a ser ressarcido à vista, caso recolhido imediatamente após a ocorrência do

prejuízo (dentro do mesmo mês em que ocorreu o fato), não será atualizado (IPCA) e não sofrerá a incidência de juros de mora. Caso o recolhimento seja feito a partir do mês seguinte à ocorrência do prejuízo, o valor deverá ser atualizado (IPCA) e acrescido de juros de mora, de acordo com o inciso 8.1.2;

b) apurado o valor da indenização, o militar, servidor civil, ex-militar, ex-servidor civil ou terceiro, deverá recolher a importância referente a essa indenização, mediante pagamento de Guia de Recolhimento à União (GRU), ao Fundo Naval, e enviar o comprovante à OM responsável;

c) recebida a GRU, devidamente autenticada pelo Banco do Brasil, a OM deverá

enviar cópia da mesma ao CCIMAR, juntamente com os documentos previstos nos incisos 8.1.4 ou 9.1.2, conforme o caso;

8.2.3 - Pagamento parcelado:

a) não podendo o militar, servidor civil, pensionista, ex-combatente ou anistiado

político da MB efetuar o pagamento integral do débito, de uma só vez, poderá solicitar ao CCIMAR o parcelamento do débito, que será descontado mensalmente de seu pagamento em parcelas apuradas com base no valor da margem consignável do militar, somada aos valores dos descontos autorizados que serão retirados do Bilhete de Pagamento (BP), de modo que o

ressarcimento do prejuízo causado ao Erário seja efetuado no menor prazo possível. O parcelamento dos débitos dos servidores civis obedecerá a legislação própria vigente; b) o parcelamento do débito deverá ser solicitado no Termo de Anuência a ser assinado pelo devedor, e enviado ao CCIMAR, para análise e comando do desconto em

BP/Comprovante de Rendimentos do militar, servidor civil, pensionista, ex-combatente ou anistiado político da MB. O valor das parcelas será calculado pelo CCIMAR, considerando a margem consignável do militar ou servidor civil;

c) em casos de parcelamento, o saldo remanescente será corrigido monetariamente,

utilizando somente o IPCA, de acordo com a alínea a do inciso 8.1.2, adotando-se a seguinte metodologia:

- o(s) valor(es) original(is) do prejuízo a partir da(s) sua(s) respectiva(s) data(s) de ocorrência, ou caso desconhecida, da data do conhecimento do fato pela Administração Naval (Portaria de Instauração do IPM ou Sindicância, ou ainda, outro documento que represente

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essa data), deverá(ão) ser atualizado(s) até a data da cobrança, de acordo com o inciso 8.1.2. O valor atualizado terá validade até a publicação do próximo IPCA mensal;

- o valor atualizado deverá ser dividido em parcelas iguais, de acordo o disposto na

alínea a;

- ao final da última parcela paga, o valor original deverá ser novamente atualizado

desde a data da anuência até uma data posterior a da última parcela paga e a partir da segunda

quinzena do mês - publicação do novo IPCA, creditando-se os valores que foram recolhidos anteriormente por meio do parcelamento, obtendo-se um saldo que deverá ser pago integralmente ou parceladamente; e

- caso haja a necessidade de parcelar o saldo, deverá ser adotada a mesma sistemá-

tica descrita acima e assim por diante até a quitação total da dívida atualizada.

Exemplo:

- extravio de material ocorrido em 01JAN2XXX;

- valor original do prejuízo: R$ 1.000,00;

- data da cobrança (termo de anuência): 01FEV2XXX;

- valor atualizado (IPCA + juros de mora): R$ 1.032,73;

- margem consignável + descontos autorizados: R$ 260,00;

- valor de cada parcela: R$ 258,18;

- número de parcelas: 4 (BP de Março - data pagto: 02ABR; BP de Abril - data

pagto: 05MAI; BP de Maio - data pagto: 03JUN; e BP de Junho - data pagto: 02JUL);

- apuração do saldo remanescente: valor do termo de anuência (R$ 1.032,73, em

01FEV2XXX, atualizados até data posterior a 02JULXXX, a partir da segunda quinzena do mês - publicação do novo IPCA, abatendo-se as parcelas pagas nas suas respectivas datas de

pagamento): R$ 78,70 (saldo remanescente); e

- saldo de R$ 78,70 será pago em parcela única no BP referente a Agosto.

d) o parcelamento do débito, por meio de desconto em BP, em parcela ou rubrica própria, é de exclusiva competência do CCIMAR, que, em situações especiais, poderá autorizar a própria OM do militar, servidor civil, pensionista, ex-combatente ou anistiado político da MB anuente, para que efetue o desconto, utilizando a parcela ou a rubrica do CCIMAR; e e) é vedado a ex-militares, ex-servidores civis e terceiros, sem vínculo remuneratório com a MB, o parcelamento do débito, devendo ser observado o disposto no inciso 9.1.3.

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8.2.4 - Reposição ou reparo do material extraviado ou danificado:

a) o responsável, militar, servidor civil ou terceiro, poderá repor o material extraviado

adquirindo-o no comércio, nas mesmas condições e características do anterior, com nota fiscal emitida em seu nome; e

b) em caso de dano de material, o responsável poderá providenciar o serviço de reparo

no comércio, com nota fiscal emitida em seu nome, de modo a restabelecer as mesmas

condições em que o material se encontrava.

8.3 - PROPOSITURA DE AÇÃO DE COBRANÇA JUDICIAL

8.3.1 - Características gerais

É a ação de cobrança movida contra terceiro, ex-militar ou ex-servidor civil que, após

notificado para pagamento de dívida com a Fazenda Nacional, se recuse a ressarci-la ou manifeste a impossibilidade de pagá-la no prazo previsto em Norma ou, ainda, não responda à notificação encaminhada pela OM.

A ação de cobrança correrá em uma das Varas da Justiça Federal do País. Cabe à OM

encaminhar a propositura de ação de cobrança a uma das Procuradorias da União (Órgãos da

Advocacia-Geral da União), para que entrem com a ação na Justiça Federal e inscrevam o devedor na Dívida Ativa da União.

8.3.2 - Organização

A propositura de ação de cobrança é elaborada pela OM e analisada pelo CCIMAR,

antes de ser remetida ao órgão da AGU local. Para isso, a OM encaminhará cópia autenticada da documentação ao CCIMAR.

O CCIMAR, depois de analisar a documentação recebida, informará à OM se o processo original deverá ser enviado, se deverá sofrer correções ou se não deverá ser encaminhado à AGU local. Após a análise documental e estando a documentação de acordo com as Normas, ou

estando os documentos corrigidos, de acordo com a Portaria n º 319/MB/2013, a OM deverá encaminhar o processo original, por meio de ofício, ao órgão da AGU local, com cópia para o COMIMSUP e o CCIMAR, sem anexos, solicitando àquele órgão da AGU o estabelecimento de propositura de ação de cobrança.

8.3.3 - Documentação Conforme o caso, a seguinte documentação deverá ser preparada pela Organização:

a) quando a dívida decorrer da não indenização de cursos ou estágios realizados na

MB, devido à demissão ex-officio ou a pedido, de acordo com os art. n º 116 e 117 da Lei n º 6.880/1980, com sua nova redação:

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I) Papeleta de Informações para Quitação (PIQ) - Devendo constar no campo 3.0 os cursos realizados e no campo 3.1 o valor da indenização e a informação de que não foi recolhida; II) Cópia do ato administrativo referente ao desligamento do Militar da OM (a pedido ou ex-o fficio );

III) Demonstrativo de Indenização de Cursos, Estágios e Estudos - Anexo K,

preenchido conforme as instruções contidas no Apêndice I do referido anexo. O demonstrativo deverá conter, em moeda Real (R$):

- o valor original do curso, estágio ou estudo a ser indenizado (valor informado

pela DEnsM);

- o valor do curso, estágio ou estudo, atualizado até a data da solicitação de

afastamento do militar (a pedido) ou até a data do seu afastamento efetivo ( ex-officio ). A OM poderá utilizar para a atualização monetária o programa “Débito”, que se encontra na página

do TCU na Internet (http://www.tcu.gov.br);

- o valor a ser deduzido, sendo que, para o cálculo deverá ser computado o

número de meses transcorridos após a conclusão do curso ou após a nomeação como Oficial, até o desligamento efetivo do militar.

IV) cópia da mensagem da Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM), contendo os

valores dos cursos indenizáveis e/ou outros documentos que comprovem os valores atribuídos

aos cursos, se for o caso; V) memória com o detalhamento do cálculo das deduções informadas no demonstrativo citado na subalínea III;

VI) planilha de custos atualizada;

VII) informação sobre o curso realizado especificando o período de duração; VIII) Termo de Recusa - Anexo H - Devendo ser assinado pelo devedor, ou caso se negue, observar o disposto no inciso 8.1.5; e

IX) Qualificação completa do ex-militar.

b) quando a dívida decorrer de prejuízo causado à Fazenda Nacional, tendo a OM instaurado IPM, Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar, ou ainda, qualquer outro procedimento administrativo:

I) Relatório e Solução da Sindicância, IPM ou Processo Administrativo ou Histórico do fato ocorrido; este último, uma narração cronológica do ocorrido, assinada por um oficial, deverá conter, basicamente, as seguintes informações: fato que originou o débito; nome do responsável, ou responsáveis, pelo prejuízo, quando for conhecida a autoria do fato;

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tipo de prejuízo causado; providências efetuadas pela OM; se houve ressarcimento parcial ou integral do débito; e se houve dolo, culpa ou isenção de responsabilidades do devedor;

II) Laudo de Avaliação do Prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.2;

III) Termo de Recusa (observado o disposto no inciso 8.1.5), ou Carta de

Notificação, ou Termo de Confissão de Dívida (TCD) de acordo com os Anexos H, I ou G, respectivamente;

IV) Portaria de Instauração do IPM ou Sindicância, se for o caso; e

V) Qualificação do Devedor, de acordo com o inciso 8.1.6;

c) Ação de Ressarcimento (acidente envolvendo viatura administrativa):

I) cópia do BRAT;

II) cópia integral da Sindicância/IPM;

III) cópia dos orçamentos (três);

IV) Laudo de Avaliação do Prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.2;

de

Notificação, ou Termo de Confissão de Dívida (TCD) de acordo com os Anexos H, I ou G,

respectivamente;

V) Termo

de

Recusa

(observado

o

disposto

no

inciso

8.1.5),

ou

Carta

VI) qualificação completa do causador do dano; e

VII) elementos de fato e de direito.

d) Ação de Cobrança (pagamento indevido a ex-militar e após falecimento):

I) cópia integral da Sindicância/IPM;

II) planilha de valores atualizada;

III) Laudo de Avaliação do Prejuízo, de acordo com o inciso 8.1.2;

IV) documento emitido pela Instituição Financeira conveniada informando:

- eventual impossibilidade do estorno; e - numerário existente na conta.

disposto no inciso 8.1.5), ou Carta de

Notificação, ou Termo de Confissão de Dívida (TCD) de acordo com os Anexos H, I ou G,

respectivamente;

V) Termo

de

Recusa

(observado

o

VI) Qualificação completa do Devedor; e

VII) Elementos de fato e de direito.

e) no caso de utilização de Carta de Notificação, deverá ser incluída cópia, autenticada

pelo Oficial encarregado do Processo, com recibo do AR.

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8.4 - INDENIZAÇÃO DE PREJUÍZOS CAUSADOS A TERCEIROS Quando o militar ou servidor civil da MB, no exercício de suas funções ou nesta qualidade, causar prejuízos a terceiros, a MB promoverá a indenização do prejuízo causado somente após o trânsito em julgado da Ação de Indenização de Danos contra ela promovida, e se condenada a tal, ressalvado o direito de ação regressiva contra o militar ou servidor civil que deu causa ao prejuízo.

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CAPÍTULO 9

SGM-601

AJUSTE DE CONTAS COM A FAZENDA NACIONAL

9.1 - QUITAÇÃO COM A FAZENDA NACIONAL

9.1.1 - Conceito

A Quitação com a Fazenda Nacional é processada pelo Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR) mediante o somatório dos valores informados pela Organização Militar

(OM), onde estiver servindo o militar ou lotado o servidor civil, referentes a cursos, estágios ou estudos, além da verificação da existência dos seguintes fatos:

a) transferência regular de responsabilidade, no rol de responsáveis, se for o caso, de

acordo com o disposto nestas Normas; e

b) existência de dívidas pessoais com a Fazenda Nacional nos procedimentos adminis-

trativos instaurados pelo CCIMAR para cobrança e nos róis de devedores e alcançados.

9.1.2 - Documentação

a) A OM, onde serve o militar ou está lotado o servidor civil, deve encaminhar os se-

guintes documentos, por ofício ou mensagem, conforme o caso, para o início do processamen- to da referida Quitação:

I) Papeleta de Informações para Quitação (PIQ), de acordo com a DGPM-301, para militares, ou mensagem informando dados profissionais e os tipos de contas geridas nos últimos cinco anos, para servidores civis; II) demonstrativo do cálculo das indenizações, de acordo com o modelo constante do Anexo J, preenchido conforme o apêndice do referido anexo, se for o caso; III) cópia da mensagem da Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM), contendo os valores dos cursos indenizáveis e/ou outros documentos que comprovem os valores atribuídos aos cursos, se for o caso; IV) memória com o detalhamento do cálculo das deduções informadas no demonstrativo citado na subalínea II; V) comprovante do recolhimento das indenizações obrigatórias, se for o caso, de acordo com os procedimentos estabelecidos no art. 8.2; e b) À vista dos documentos mencionados, o CCIMAR efetuará as verificações necessárias, observando, para tanto, o prazo de trinta dias para divulgação do “nada consta” do Processo de Quitação, por meio de Boletim de Ordens e Notícias (BONO), exceto para os Oficiais-Generais e servidores civis, cuja divulgação será por mensagem. O Processo de Quitação com restrições e impedimentos será informado à OM de origem do militar ou

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servidor civil, no prazo previsto acima, para a adoção das providências cabíveis, com informação à Diretoria do Pessoal Militar da Marinha (DPMM), Comando do Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais (CPesFN) ou Diretoria do Pessoal Civil da Marinha (DPCvM), conforme o caso.

9.1.3 - Ressarcimento de dívidas pessoais Constatada a existência de dívidas pessoais do militar ou servidor civil, quando

excluído do Serviço Ativo da Marinha (SAM), duas situações poderão ocorrer:

a) Permanência do vínculo remuneratório

Permanecendo o vínculo remuneratório, caso haja desconto no sistema de pagamento destinado ao ressarcimento por prejuízos causados à Fazenda Nacional, que por ocasião do ajuste de contas não tenha sido concluído, deverá ser observada a sua continuidade pelo prazo necessário; e b) Extinção do vínculo remuneratório Não havendo continuidade de vínculo remuneratório e caso haja indenização não concluída ou não iniciada para militar ou servidor civil que se afaste da atividade, por ocasião do ajuste de contas, deverá ser observado o prazo de sessenta dias para liquidação dessa dívida, contados a partir da data de conhecimento do débito. Ao fim desse prazo, não ocorrendo o pagamento dessa dívida, a OM deverá adotar os procedimentos com vistas à cobrança judicial, de acordo com o art. 8.3.

9.1.4 - Restrições à Quitação com a Fazenda Nacional

a) Os oficiais que requererem Demissão a Pedido e possuírem dívidas com a Fazenda

Nacional referentes à indenização de cursos e estágios, não ficarão impedidos de deixar o SAM; no entanto, o CCIMAR não publicará o “NADA CONSTA” em BONO e comunicará a restrição à

OM do oficial, e ao Órgão de Pessoal pertinente (DPMM ou CPesFN) para registro no Processo de Exclusão;

b) Da mesma forma, os militares que requererem a Transferência para a Reserva Remune-

rada a Pedido e estejam indiciados em Processo de Tomada de Contas Especial (PTCE) em julga-

mento no Tribunal de Contas da União (TCU), os militares em Licenciamento do SAM ex-officio, Exclusão do SAM a bem da disciplina e Demissão por ação judicial, não ficarão impedidos por motivo de dívida com a Fazenda Nacional; no entanto, o CCIMAR não publicará o “NADA CONSTA” em BONO e comunicará a restrição à OM do militar ou do servidor civil, e ao Órgão de Pessoal pertinente (DPMM, CPesFN e DPCvM) para registro no Processo de Exclusão; e

c) Os excluídos do SAM com restrições (dívidas com o Erário) serão acionados, pos-

teriormente, por meio de propositura de ação de cobrança judicial, caso não possuam mais o

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vínculo remuneratório, ou por meio de uma Tomada de Contas Especial (TCE), no caso de possuírem vínculo remuneratório. 9.1.5 - Solicitação de Quitação já publicada em BONO Caso a quitação do militar já tenha sido publicada em BONO, a OM não deverá enviar novamente a PIQ, bastando transmitir mensagem ao CCIMAR, com informação à DPMM ou ao CPesFN, conforme o caso, mencionando o número e o ano do BONO que publicou a Quitação com a Fazenda Nacional (QFN) anterior, e solicitando que informe se a primeira quitação permanece válida. O CCIMAR realizará uma nova verificação e informará se o militar permanece quite ou não, também por meio de mensagem. 9.2 - RECOLHIMENTO DAS INDENIZAÇÕES À FAZENDA NACIONAL Para o recolhimento das indenizações à Fazenda Nacional deverão ser observadas as instruções contidas no art. 8.2.

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CAPÍTULO 10

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AUDITORIA DOS ATOS DE GESTÃO DE PESSOAL

10.1 - LEGISLAÇÃO

O Regimento Interno do Tribunal de Contas da União (TCU), a Instrução Normativa

TCU n º 55, de 24OUT2007, e a Resolução TCU n º 206, de 24OUT2007, são os principais

documentos normatizadores das atividades de Controle Interno e Externo relativas aos atos de

pessoal gerados pelos Órgãos de Pessoal (OP) da Marinha do Brasil (MB) e analisados e

homologados pelo Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR) - Órgão de Controle

Interno de Pessoal (OCIP) da MB.

10.2 - O SISTEMA DE EXAME E REGISTRO DE ATOS

O CCIMAR submeterá, por meio do Sistema de Apreciação e Registro dos Atos de

Admissão e Concessões (SISAC), os atos de pessoal à apreciação e registro do TCU.

O SISAC é um sistema gerenciado pelo TCU que possibilita a geração, a crítica e a

tramitação de atos de pessoal entre os diversos Órgãos da estrutura de pessoal.

O SISAC pode ser utilizado na MB nas versões “off-line” e “on-line”.

10.3 - ÓRGÃOS DE PESSOAL (OP) DA MB

De acordo com a Tabela de Órgãos constante do SISAC, as seguintes OM são

consideradas OP da MB:

CÓDIGO

ORGÃO DE PESSOAL

ATO DE

SISAC

PESSOAL

   

- Admissão

10001581

Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais

- Desligamento

- Reforma

   

- Admissão

10072608

Caixa de Construções de Casas para o Pessoal da Marinha

- Desligamento

- Aposentadoria

   

- Pensão Civil

   

- Admissão

10345604

Diretoria do Pessoal Civil da Marinha

- Desligamento

- Aposentadoria

   

- Pensão Civil

   

- Admissão

10345906

Diretoria do Pessoal Militar da Marinha

- Desligamento

   

- Admissão

10431403

Empresa Gerencial de Projetos Navais

- Desligamento

   

- Reforma

10637508

Serviço de Inativos e Pensionistas da Marinha

- Pensão Militar

- Pensão Ex-Combatente

   

- Admissão

10774300

Tribunal Marítimo

- Desligamento

- Aposentadoria

   

- Pensão Civil

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10.4 - ATOS SUJEITOS À APRECIAÇÃO E REGISTRO PELO TCU Os seguintes atos de pessoal deverão ser submetidos ao TCU:

a) admissão de pessoal;

b) desligamento de servidor;

c) cancelamento do desligamento e restabelecimento da admissão;

d) concessão de aposentadoria;

e) concessão de pensão civil;

f) concessão de pensão especial a ex-combatente;

g) concessão de reforma (inclusive para anistiados);

h) concessão de pensão militar (inclusive para anistiados);

i) cancelamento ou restabelecimento de concessões; e

j) alteração do fundamento legal do ato concessório.

10.5 - SISTEMÁTICA DE PROCESSAMENTO DOS ATOS

a) Formas de tramitação dos atos de concessão de aposentadoria, de pensão, de

reforma e de cancelamento e restabelecimento de concessões

O processo referente ao ato será composto por uma parte física, contendo os

documentos comprobatórios do ato, e um arquivo magnético, contendo a ficha de cadastramento do ato no SISAC. A parte física dos processos tramitará entre os OP e o CCIMAR, e vice-versa, por meio do Serviço Postal da Marinha. O arquivo magnético gerado no SISAC “off-line”, tramitará preferencialmente, entre os OP e o CCIMAR, juntamente com a parte física; ou pela Internet por meio do SISAC “on-line”.

O arquivo magnético, após análise e homologação pelo CCIMAR, tramitará

preferencialmente por meio do SISAC “on-line” entre o CCIMAR e o TCU, e vice-versa,

ressalvadas as exceções previstas na IN n º 55/2007, do TCU.

b) Formas de tramitação dos atos de admissão, de desligamento, de cancelamento

do desligamento e de restabelecimento da admissão Somente será tramitado o arquivo magnético contendo as fichas de registro no SISAC. O trâmite obedecerá às mesmas regras informadas na alínea a.

c) Formas de tramitação dos atos de alteração do fundamento legal do ato

concessório O trâmite obedecerá às mesmas regras informadas na alínea a, devendo ser

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observadas as peculiaridades e as exigências comprobatórias dos atos. 10.6 - ATRIBUIÇÕES

a) Do Órgão de Controle Interno:

I) analisar e homologar os atos de admissão de pessoal e de concessão de

aposentadoria, de reforma e de pensão;

II) criticar os dados previamente cadastrados no SISAC pelo Órgão de Pessoal com

aqueles constantes dos respectivos processos, por ocasião da análise dos atos sujeitos a

registro;

III) emitir parecer quanto à legalidade dos atos de admissão e de concessão

cadastrados pelos OP, devendo colocar à disposição do TCU, no SISAC, no prazo de 120 dias a contar do cadastramento dos atos;

IV) diligenciar o OP quando os atos forem rejeitados pelo SISAC ou quando for

verificada inexatidão ou insuficiência dos dados recebidos ou indícios de ilegalidade;

V) atender às diligências e solicitações oriundas da Secretaria de Fiscalização de

Pessoal (SEFIP) do TCU;

VI) atender às diligências e solicitações oriundas da Procuradoria-Geral da União

(PGU), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Controladoria-Geral da União (CGU), da

Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) e da Secretaria de Controle Interno do Ministério da Defesa (CISET-MD); e

VII) gerenciar o SISAC, controlando os gestores de usuários dos OP da MB.

b) Dos Órgãos de Pessoal (OP):

I) cadastrar no SISAC as informações pertinentes aos atos de admissão e concessão,

e encaminhar os respectivos processos ao CCIMAR no prazo de 60 (sessenta) dias, contados

da data:

-

de sua publicação ou, sendo esta dispensada, de assinatura do ato;

-

do efetivo exercício do interessado, nos casos de admissão de pessoal; e

-

da data de apostilamento, no caso de alteração;

II)

enviar diretamente ao TCU os atos de desligamento, de cancelamento de

desligamento e de cancelamento de concessão, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da

publicação do ato ou do respectivo apostilamento, se dispensável a publicação;

III) atender às diligências do TCU nos prazos determinados;

IV) manter arquivo dos processos de pessoal;

V) cadastrar os respectivos usuários internos do SISAC; e

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VI) manter atualizado o programa SISAC na versão mais recente disponibilizada pelo TCU.

10.7 - ATENDIMENTO DAS DILIGÊNCIAS INTERNAS PELOS OP Os OP serão diligenciados pelo CCIMAR quando for verificada a inexatidão ou a insuficiência dos dados recebidos nos processos ou nos respectivos atos registrados no SISAC, ou, ainda, quando houver indícios de ilegalidade que demandem justificativas ou necessitem adequação do ato à legislação ou à jurisprudência do TCU.

O CCIMAR formalizará a diligência por meio da emissão da Papeleta de Diligência de

Atos de Pessoal (PDAP), modelo do Anexo L. A papeleta será encaminhada pelo CCIMAR

em duas vias, por meio do Serviço Postal da Marinha, acompanhada do respectivo processo, caso necessário. A 1ª via da papeleta deverá ser datada e devolvida com a aposição do CIENTE pelo responsável pelo seu atendimento.

A diligência deverá ser cumprida pelo OP no prazo máximo de trinta dias contados do

seu recebimento. O prazo de cumprimento da diligência poderá ser prorrogado por até noventa dias, devendo o CCIMAR consignar os motivos que ensejaram a prorrogação no SISAC concernente ao ato sujeito a registro. Uma vez encerrado o prazo total e não tendo ocorrido o atendimento da diligência, o CCIMAR emitirá parecer pela ilegalidade do ato, identificando em seu parecer a autoridade responsável pelo seu não atendimento.

10.8 - ATENDIMENTO DAS DILIGÊNCIAS EXTERNAS PELO CCIMAR E PELOS ORGÃOS DE PESSOAL (OP) As diligências ou solicitações oriundas dos Órgãos Diligenciadores - TCU, PGU, AGU, CGU, SFC e CISET-MD - são endereçadas ao OP e tramitam pelo CCIMAR.

O CCIMAR encaminhará a diligência ou solicitação ao OP responsável, que deverá

restituir a 1ª via do ofício da diligência datada e com a aposição do CIENTE do Comandante

ou do Diretor. Essa via será encaminhada pelo CCIMAR ao Órgão Diligenciador e a data aposta será considerada como marco inicial para a contagem dos prazos. As diligências e solicitações estabelecem um prazo limite para atendimento; na impossibilidade de cumprimento do prazo, o OP deverá solicitar ao CCIMAR a prorrogação do prazo. O CCIMAR, por sua vez, repassará ao Órgão Diligenciador a solicitação de prorrogação.

A resposta à diligência ou solicitação, emitida pelo OP, deverá conter os seguintes

requisitos:

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a) deverá observar o modelo de Papeleta de Resposta de Diligência Externa (Anexo

M);

b) deverão ser anexados à Papeleta supracitada todos os documentos necessários à

comprovação das informações e dados prestados pelo OP;

c) deverá ser emitido um ofício de encaminhamento contendo, como anexos, os

documentos acima descritos; e

d) nenhuma informação adicional, que seja essencial para compor a resposta à

diligência ou solicitação, deverá constar do corpo do ofício de encaminhamento, devendo ser incorporada ao documento citado na alínea a. Caso os Órgãos Diligenciadores encaminhem as diligências ou solicitações diretamente ao OP, este deverá restituir a 1ª via do ofício da diligência datada com a aposição do CIENTE do Comandante ou do Diretor ao Órgão e, em seguida, enviar cópia de todo o expediente para o CCIMAR. O CCIMAR encaminhará os documentos citados nas alíneas a e b para o Órgão Diligenciador. Ressalta-se que a responsabilidade pelas informações e dados é exclusiva do

OP diligenciado. A OM deverá manter em arquivo, por prazo indeterminado, as diligências, ofícios, documentos comprobatórios e mensagens emitidas, uma vez que se tratam de direitos trabalhistas. 10.9 - COMPOSIÇÃO DOS PROCESSOS DE CONCESSÃO

10.9.1 - Os documentos que compõem os processos de concessão ou que respaldam as

diligências e consultas devem possuir os seguintes requisitos para serem considerados como válidos:

a) não conter rasuras ou correções a carmim, a não ser que o Órgão Diligenciador

determine que as correções sejam feitas desse modo;

b) ser em originais ou cópias autenticadas; e

c) ser assinados pela autoridade competente para sua emissão.

10.9.2 - Os seguintes documentos, obrigatoriamente, deverão constar do processo físico,