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ANÁLISE DO TIPO E EFEITO DE FALHA

FAILURE MODE AND EFFECT ANALYSIS


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Introdução
1.1 – Produção
1.2 – Processos
1.3 - Mapeamento de Processos

1.4 - Conceituação
1.5 - Relação com a qualidade
2. Mapeamento de processos na cadeia produtiva
2.1 - Macro Processos (Processos e Sub processos)
2.2 - Células de Produção
2.3 - Atividades – Fluxos mais detalhados
2.4 - Objetos
3. Teoria das restrições
4. Produtividade
CONCEITOS BÁSICOS

PRODUÇÃO
Segundo Slack, 2009 – Toda organização possui uma função produção
porque produz algum tipo de bem ou serviço para seus clientes, porém nem
todas as organizações denominam a produção por esse nome.

A produção determinará o motivo da existência da organização!


CONCEITOS BÁSICOS

PROCESSOS
A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) define processo como: “um
conjunto de atividades preestabelecidas que, executadas numa sequência
determinada, vão conduzir a um resultado esperado que assegure o atendimento
das necessidades e expectativas dos clientes e outras partes interessadas”.
CONCEITOS BÁSICOS

PROCESSOS
Quaisquer atividades que recebem entradas (inputs) as transformam
em saídas (outputs) podem ser consideradas como um processo.
A identificação e a gestão sistemática dos processos empregados dentro
de uma organização e as interações entre tais processos, podem ser consideradas
como abordagem por processos.

Transformação de entradas através de seu processamento em saídas.


CONTEXTUALIZAÇÃO

PROBLEMA
Um problema se origina de um ato ou circunstância que não ocorra
como desejado.
Os problemas podem acontecer em qualquer:
• Hora
• Local
• Condição
CONTEXTUALIZAÇÃO

PROBLEMA
Do prisma organizacional os problemas se derivam de inúmeras fontes e
causas.
Característica dos problemas:
 Geralmente tem MUITAS, MUITAS raízes latentes
 Requerem pensamento sem limite
 É preciso ser obstinado para resolvê-las
 Não podem ser totalmente eliminadas sem custo
CONTEXTUALIZAÇÃO

PROBLEMA x NÃO CONFORMIDADE


Dentro de uma empresa, existem processos, procedimentos, pessoas e
uma série de fatores que podem influenciar ou sofrer influencia uns dos outros
em um ciclo infinito de repetições.
A estes problemas dá o nome de Não conformidade!
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


O requisito 8.5.2 – Ação Corretiva (ISO 9001:2000):
A organização deve executar ações corretivas para eliminar as causas de
não-conformidades, de forma a evitar sua repetição. As ações corretivas devem
ser apropriadas aos efeitos das não-conformidades encontradas.
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


O requisito 8.5.2 – Ação Corretiva (ISO 9001:2000):
Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir os
requisitos para:
a) análise crítica das não-conformidades (incluindo reclamações de clientes);
b) determinação das causas das não-conformidades;
c) avaliação da necessidade de ações para assegurar que aquelas não-
conformidades não ocorrerão novamente;
d) determinação e implementação de ações necessárias;
e) registro dos resultados de ações executadas (ver 4.2.4) e;
f) análise crítica de ações corretivas executadas.
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


Os requisitos 8.5.2.1 – Solução de Problemas (ISO TS 16949:2002),
A organização deve ter um processo definido para solução de
problemas conduzindo à identificação e eliminação de causa raiz. Se existe um
formato prescrito pelo cliente para solução de problemas, a organização deve
usar o formato prescrito.
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


8.5.2.2 – Prova de erros (ISO TS 16949:2002),
A organização deve usar métodos a prova de erro em seus processos de
ação corretiva.

8.5.2.3 Impacto da ação corretiva (ISO TS 16949:2002),


A organização deve aplicar a outros processos e produtos similares a
ação corretiva, e controles implementados, para eliminar a causa de uma não
conformidade.
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


8.5.3 Ação Preventiva (ISO 9001:2000)
A organização deve definir ações para eliminar as causas de não-
conformidades potenciais, de forma a evitar sua ocorrência. As ações preventivas
devem ser apropriadas aos efeitos dos problemas potenciais.
CONTEXTUALIZAÇÃO

RELAÇÃO COM AS NORMAS DE QUALIDADE


8.5.3 Ação Preventiva (ISO 9001:2000)
Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir os
requisitos para:
a) definição de não-conformidades potenciais e de suas causas;
b) avaliação da necessidade de ações para evitar a ocorrência de não-
conformidades;
c) definição e implementação de ações necessárias;
d) registros de resultados de ações executadas (ver 4.2.4), e;
e) análise crítica de ações preventivas executadas.
FMEA

ANÁLISE DO TIPO E EFEITO DE FALHA

FAILURE MODE AND EFFECT ANALYSIS


INTRODUÇÃO

CLIENTE
A confiabilidade, é um fator de vital importância para a rentabilidade de
qualquer negócio. Do ponto de vista dos consumidores a falha de um produto,
mesmo que prontamente reparada pelo serviço de assistência técnica e,
totalmente coberta por termos de garantia, gera uma insatisfação ao privá-lo do
uso do produto por determinado tempo.
CONCEITOS RELACIONADOS

AÇÃO CORRETIVA x AÇÃO PREVENTIVA


Ação corretiva
Qualquer ação realizada depois que o problema aconteceu e com o
objetivo de evitar a repetição do problema.

Ação preventiva
Qualquer ação realizada antes que o problema aconteça e com o
objetivo de evitar a ocorrência do problema.
CONCEITO

O QUE É FMEA
Failure Modes and Effects Analysis
FMEA é a Análise dos Modos de Falha e Efeitos é uma técnica que
oferece três funções distintas:
• Ferramenta para prevenção de problemas
• Procedimento para desenvolvimento e execução de projetos, processos e
ou serviços.
• Diário de projeto, processo ou serviço.
CONCEITO

O QUE É FMEA
FMEA é uma metodologia de análise sistemática que visa orientar e
evidenciar, em fase preventiva, as falhas em potencial do produto, para que suas
respectivas causas sejam analisadas e tomadas às ações necessárias para evitar a
ocorrência dessas falhas. O objetivo básico desta técnica é detectar falhas antes
que se produza uma peça e/ou produto.
CONCEITO

PARA QUE FMEA?


A NORMA TS (aplicada a fornecedores da indústria automobilística)
determina o uso desta ferramenta para todos os fornecedores, durante o projeto
e o desenvolvimento de um novo produto. A norma especifica o FMEA como um
dos documentos necessários para um fornecedor submeter uma peça/produto à
aprovação da montadora.
ÁREAS DE INTERESSE E APLICAÇÃO

PARA QUE FMEA?


 Desenvolvimento de Produtos

 Teste e Ensaio de Componentes e Produtos

 Engenharia de Confiabilidade

 Asseguramento e Gestão da Qualidade

 Manutenção de Produção

 Engenharia da Segurança
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas em projetos de novos
produtos ou processos.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Diminuir a probabilidade de falhas potenciais (ou seja, que ainda não tenham
ocorrido) em produtos/processos já em operação.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Aumentar a confiabilidade de produtos ou processos já em operação por meio
da análise das falhas que já ocorreram.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Diminuir os riscos de erros e, aumentar a qualidade em procedimentos
administrativos.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Melhorar os cumprimentos dos prazos estabelecidos através da redução do
retrabalho e da otimização das varias etapas ao longo do processo.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Reduzir os índices de falhas.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Melhorar a comunicação interna e promover o trabalho em equipe.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Reduzir custos do produto, tornando-o mais competitivo.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Melhorar a imagem do produto/processo aumentando a sua confiabilidade.
BENEFÍCIOS DO FMEA

APLICAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS


- Reduzir custos com garantia.
FUNCIONAMENTO DO FMEA

COMO FUNCIONA
 O FMEA possui um grau de subjetividade significativo.
 Requer um trabalho apurado de suposição em relação as possibilidades de
falha e à sua prevenção.
 Estas suposições são feitas pelos especialistas no assunto.
 Dados históricos podem ser coletados e usados para esta suposição.
 Caso não haja ou não seja possível a coleta de tais dados a equipe deve usar
sua experiência.
 É fundamental ter um designado responsável pela elaboração e manutenção
do FMEA.
TIPOS DE FMEA

FMEA DE PRODUTO
FMEA de Produto é utilizado para avaliar possíveis falhas no projeto do
produto antes da sua liberação para a manufatura. Enfoca as falhas do projeto
em relação ao cumprimento dos objetivos definidos para cada uma de suas
características e está diretamente ligado à capacidade do projeto em atender aos
objetivos pré-definidos.
TIPOS DE FMEA

FMEA DE PRODUTO
 Define necessidade de alterações no projeto do produto

 Estabelece prioridades para as ações de melhoria

 Auxilia na definição de testes e validação do produto

 Auxilia na identificação de características críticas

 Auxilia na avaliação dos requisitos e alternativas do projeto


TIPOS DE FMEA

FMEA DE PROCESSO
FMEA de Processo é utilizado para avaliar as falhas em processos antes
da sua liberação para produção. Enfoca as falhas do processo em relação ao
cumprimento dos seus objetivos pré-definidos e está diretamente ligado à
capacidade do processo em cumprir esses objetivos.
TIPOS DE FMEA

FMEA DE PROCESSO
 Define necessidades de alterações no processo

 Estabelece prioridades para as ações de melhoria

 Auxilia na execução do plano de controle do processo

 Auxilia na análise dos processos de manufatura e montagem


TIPOS DE FMEA

FMEA DE PROCESSO
As organizações utilizam o FMEA de processo para analisar a capacidade
que o mesmo tem em produzir o produto que o FMEA do produto já validou
anteriormente.
METODOLOGIA

IMPLANTAÇÃO DO FMEA
Passo 1:

Para que seja possível a implementação do FMEA, deve-se,


primeiramente, determinar quais são as funções de um dado produto/processo.
Para auxiliar na determinação das funções do serviço pode-se utilizar o conceito
de Qualidade Total.

Conhecendo as funções, procede-se o desenvolvimento do FMEA,


realizando o levantamento dos modos de falha, das causas dos modos de falha e
dos seus efeitos sob a perspectiva do cliente.
METODOLOGIA

IMPLANTAÇÃO DO FMEA
Passo 2:

Posteriormente, desenvolve-se a análise das informações obtidas


através de duas formas distintas, uma tradicional, através do Número de
Prioridade de Risco (NPR) e outra mais visual e preventiva, analisando-se
somente possibilidade de ocorrência de um dado modo de falha ou de suas
causas versus sua severidade (impacto da falha sobre ao cliente).
METODOLOGIA

IMPLANTAÇÃO DO FMEA
Passo 3:

Em seguida são avaliados os riscos de cada causa de falha por meio de


índices e, com base nesta avaliação, são tomadas as ações necessárias para
diminuir estes riscos, aumentando a confiabilidade do produto/processo.
PASSO A PASSO

IMPLANTAÇÃO DO FMEA

Planejamento
Análise de Falhas em Potencial

Avaliação dos Riscos

Melhoria

Continuidade
PASSO A PASSO

PLANEJAMENTO
Esta fase é realizada pelo responsável pela aplicação da metodologia e
compreende:

 Descrição dos objetivos e abrangência da análise;

 Formação dos grupos de trabalho;

 Planejamento das reuniões;

 Preparação da documentação.
PASSO A PASSO

ANÁLISE DAS FALHAS POTENCIAIS


 Funções e características do produto/processo;

 Tipo(s) de falha(s) potencial(is) para cada função;

 Efeito(s) do tipo de falha;

 Causa(s) possível(eis) da falha;

 Controles atuais.
ANÁLISE DE FALHAS EM POTENCIAL

FUNÇÃO / REQUISITOS DO PROCESSO


Se refere ao produto/processo indicado para análise. Segundo o manual
de FMEA é uma descrição simplificada do processo ou operação em questão.

Nesta Fase é de suma importância não só saber quais os requisitos do


produto/processo, como também saber quais requisitos o mesmo deve
atender e como devem atender.
ANÁLISE DE FALHAS EM POTENCIAL

MODO POTENCIAL DA FALHA


Se refere ao problema propriamente dito. O mesmo se resulta do não
cumprimento da função, ou seja, a análise do modo de falha depende
exclusivamente da função. O manual FMEA a descreve ainda como uma não-
conformidade de alguma operação especifica.

O FMEA de processo deve assumir que as peças e materiais comprados serão


recebidos de acordo com as especificações não devendo ser considerado
modos de falhas de operações anteriores.
ANÁLISE DE FALHAS EM POTENCIAL

EFEITO POTENCIAL DA FALHA


É a descrição do que o “cliente” sofre caso a falha potencial venha
ocorrer. Devendo os mesmos serem descritos em termos do que seria observado
ou experimentado pelo cliente.

Para clientes usuais externos o efeito deverá ser descrito em termos de


desempenho de um sistema. Para clientes usuais internos o efeito deverá ser
descrito em termos de desempenho de processo e/ou operação.
ANÁLISE DE FALHAS EM POTENCIAL

CAUSA
É tudo aquilo que ocasiona o modo de falha em questão, devendo ser
levantado tudo o que pode ter ocasionado o modo potencial de falha.

 Brainstorming

 Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito)

Um mesmo tipo de falha pode ter causa distintas, devendo ser listadas as
causas e posteriormente estabelecido ações de prevenção e detecção.
PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA


Todas as variações do FMEA devem incluir seis elementos básicos, afim
de garantir sua eficácia e sucesso. Se um dos elementos for excluído, a
contribuição do FMEA fica comprometida ou é muito pequena em relação as
expectativas.

PLANEJAMENTO

MODO CAUSA EFEITO

OCORRÊNCIA SEVERIDADE DETECÇÃO

INTERPRETAÇÃO

ACOMPANHAMENTO
PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA

PLANEJAMENTO

Selecionar o projeto, processo ou serviço com


o maior potencial de retorno de qualidade e
de confiabilidade para a organização e seus
clientes.
PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA

MODO – CAUSA – EFEITO

Perguntar e responder:

1) Como pode falhar?

2) Por que falha?

3) O que acontece quando falha?


PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA


No caso do FMEA de projeto, a equipe deve perguntar:

 Como esse projeto pode deixar de fazer o que deve fazer?

 O que devemos fazer para prevenir essas falhas potenciais de projeto?

No caso do FMEA de processo, a equipe deve perguntar:

 Como esse processo pode deixar de fazer o que deve fazer?

 O que devemos fazer para prevenir estas potenciais falhas de processo ?


PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA


PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA

OCORRÊNCIA - SEVERIDADE - DETECÇÃO

Identificar os modos de falha mais impactante no


projeto/processo importantes a fim de trabalhar neles
ou melhorá-los.
PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA

INTERPRETAÇÃO

Para priorizar ou selecionar os modos de falha


potenciais que serão tratados em primeiro lugar,
usaremos:

 Grau de Prioridade de Risco (RPN)


PRATICANDO O FMEA

ELEMENTOS BÁSICOS DO FMEA

ACOMPANHAMENTO

Após o preenchimento e análise do FMEA é


necessário que a organização acompanhe a
implementação das ações preventivas.

É recomendado que a cada ocorrência de não-


conformidade no processo ou projeto, o FMEA
correspondente seja revisado e atualizado a fim
de que o mesmo retrate a situação atual da
prevenção.
FMEA de Processo
PRATICANDO O FMEA

ATIVIDADE PRÁTICA

 Entender a aplicação do FMEA.

 Construir um FMEA.

 Interpretar um FMEA.
PRATICANDO O FMEA

O FOCO SERÁ A ELABORAÇÃO DE UM FMEA


CONSTRUINDO UM FMEA

FMEA DE PROCESSO

[1] [2] [3] [4] [6] [8] [11] [12]


[5] [7] [9]
[10]
CONSTRUINDO UM FMEA

FMEA DE PROCESSO [1]

[2] [3] [4] [5]

Campos do formulário

[1] Qual o tipo de FMEA [3] Quem faz parte da equipe do FMEA [5] Controle do formulário FMEA

[2] Do que trata este FMEA Descrição [4] Quais os documentos envolvidos no
completa FMEA
CONSTRUINDO UM FMEA

FMEA DE PROCESSO

[6] [7] [8] [9] [11] [13] [16] [17]


[10] [12] [14]
[15]

Campos do formulário

[6] Etapas do processo [10] Grau de Severidade [14] Grau de Detecção

[7] Função de cada etapa [11] Causa da Falha [15] RPN (Grau de Risco)

[8] Modo de Falha [12] Grau de Ocorrência [16] Ações Preventivas

[9] Efeito do modo de falha [13] Formas de Detecção [17] Status das ações
CONSTRUINDO UM FMEA

FMEA DE PROCESSO
CONSTRUINDO UM FMEA

6) OPERAÇÕES DO PROCESSO
QUAIS AS ETAPAS DO PROCESSO?

Defina a sequência correta das operações do processo. Nesta etapa é comum:

 Esquecer alguma etapa da operação do processo.

 Não envolver todas as pessoas relacionadas ao processo.

 Não consultar os padrões envolvidos.

 Não usar a lógica.


CONSTRUINDO UM FMEA

7) FUNÇÃO
PARA QUE SERVE CADA ETAPA DO PROCESSO?

Alguns problemas são comuns nesta coluna:

 A descrição da função não é exata.

 A descrição não usa linguagem direta.

 Listar apenas uma função.


CONSTRUINDO UM FMEA

8) MODO DE FALHA
O QUE PODE DAR ERRADO EM CADA ETAPA DO PROCESSO?

Ao identificar os modos de falha, devemos descrever COMO o projeto/


processo ou serviço deixa de desempenhar a função definida na coluna anterior.
Alguns problemas são comuns nesta coluna:

 Listar modos de falha inimagináveis

 Escrever difícil
CONSTRUINDO UM FMEA

9) EFEITO DA FALHA
QUAL O EFEITO DE CADA MODO DE FALHA?

Alguns problemas são comuns nesta coluna:

 Não adotar a visão do cliente.

 Descrição técnica muito complexa (não reflete a consequência).

 Confusão entre efeitos locais/imediatos e efeitos globais/sistêmicos.


CONSTRUINDO UM FMEA

10) GRAU DE SEVERIDADE


Descrição da Escala de Severidade Grau

Efeito não percebido pelo cliente. 1

Efeito bastante insignificante, percebido pelo cliente, entretanto, não faz com que o cliente procure a assistência. 2

Efeito bastante insignificante, que perturba o cliente, entretanto, não faz com que o cliente procure a assistência. 3

Efeito bastante insignificante, que perturba o cliente, fazendo com que o cliente procure a assistência. 4

Efeito menor, inconveniente para o cliente, entretanto, não faz com que o cliente procure a assistência. 5

Efeito menor, inconveniente para o cliente, e faz com que o cliente procure a assistência. 6

Efeito moderado, que prejudica o desempenho do projeto levando a uma falha grave ou a uma falha que pode impedir a
7
execução das funções do projeto/processo.
Efeito significativo, resultante em falha grave;
8
Entretanto, não coloca a segurança do cliente em risco e não resulta em custo significativo da falha.

Efeito crítico que provoca a insatisfação do cliente, interrompe as funções do projeto, gera custo significativo da falha e
9
impõe um leve risco de segurança (não ameaça a vida nem provoca incapacidade permanente) ao cliente.

Perigoso, ameaça a vida ou pode provocar incapacidade permanente que coloca em risco a organização. 10
CONSTRUINDO UM FMEA

10) ÍNDICE DE SEVERIDADE OU GRAVIDADE


SEVERIDADE
Índice Severidade Critério
1 Mínima O cliente mal percebe qua a falha ocorre
2
Pequena Ligeira deterioração no desempenho com leve descontentamento do cliente
3
4 Deterioração significativa no desempenho de um sistema com descontentamento do
5 Moderada cliente
6
7
Alta Sistema deixa de funcionar e grande descontentamento do cliente
8
9
Muito alta Idem ao anterior porém afeta a segurança
10

Uma nota de severidade ou uma classificação apenas podem ser alteradas


mediante modificação do produto, de outra forma, a mesma jamais poderá ser
alterada.
CONSTRUINDO UM FMEA

11) CAUSA
QUAIS AS CAUSAS POTENCIAIS?

QUE PROVOCAM ESSE MODO DE FALHA ?

Para cada modo de falha potencial, liste as causas ou razões que


poderiam resultar na falha Alguns problemas são comuns nesta coluna:

 Não pesquisar as causas dos modos de falhas.

 Tentar listar todas as causas inimagináveis.

 Listar apenas uma causa.


CONSTRUINDO UM FMEA

12) PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA


É a estimativa da probabilidade da causa em questão ocorrer e
ocasionar o tipo de falha considerado. A estimativa de porcentagem de falhas
possíveis é feita com base no número estimado de falhas que ocorrerão durante
a produção.
CONSTRUINDO UM FMEA

12) PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA


Escala de Avaliação de Ocorrência Grau

Extremamente remoto, altamente improvável. 1

Remoto, improvável. 2

Pequena chance de ocorrência. 3

Pequeno número de ocorrências. 4

Espera-se um número ocasional de falhas. 5

Ocorrência moderada 6

Ocorrência freqüente 7

Ocorrência elevada 8

Ocorrência muito elevada 9

Ocorrência certa 10
CONSTRUINDO UM FMEA

12) PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA


OCORRÊNCIA
Índice Severidade Proporção CPK
1 Remota 1:1.000.000 CPK > 1,67
2 1:20.000
Pequena CPK > 1,00
3 1:4.000
4 1:1.000
5 Moderada 1:400 CPK > 1,00
6 1:80
7 1:40
Alta
8 1:20
9 1:8
Muito alta
10 1:2

Sempre que uma não-conformidade acontecer este índice deverá ser alterado,
tendo a sua pontuação elevada, sendo que a mesma somente poderá ser
reduzida mediante ações de prevenção.
CONSTRUINDO UM FMEA

13) DETECÇÃO
O QUE USAREMOS PARA DETECTAR OS MODOS DE FALHA?

Descreva os tipos de controle que foram planejados ou estão em vigor


para garantir que todos os modos de falha sejam identificados e/ou eliminados.
CONSTRUINDO UM FMEA

14) ÍNDICE DE DETECÇÃO


Descrição da Escala de Detecção Grau

É quase certo que será detectado 1

Probabilidade muito alta de detecção 2

Alta probabilidade de detecção 3

Chance moderada de detecção 4

Chance média de detecção 5

Alguma probabilidade de detecção 6

Baixa probabilidade de detecção 7

Probabilidade muito baixa de detecção 8

Probabilidade remota de detecção 9

Detecção quase impossível 10


CONSTRUINDO UM FMEA

14) ÍNDICE DE DETECÇÃO


É a estimativa da probabilidade de se detectar o tipo de falha, no ponto

previsto e com a precisão e a exatidão necessária, baseando-se nas formas de

controle previstas ou existentes, antes da peça deixar a área de produção.


CONSTRUINDO UM FMEA

14) ÍNDICE DE DETECÇÃO


DETECÇÃO
Índice Detecção Critério
1
Muito grande Certamente será detectado
2
3
Grande Grande probabilidade de ser detectado
4
5
Moderada Provavelmente não será detectado
6
7
Pequena Certamente não será detectado
8
9
Muito peuqena Certamente não será detectado
10

Nunca se deve pontuar a detecção levando-se em conta os controles


preventivos do processo. A detecção deve ser considerada para a capacidade
dos controles para detectar o problema.
CONSTRUINDO UM FMEA

15) RPN – NÚMERO DE PRIORIDADE DE RISCO


O RPN (Grau da Prioridade de Risco ) é o produto das três escalas: o
valor da severidade multiplicado pelo grau de ocorrência multiplicado pelo grau
de detecção.
Sendo assim: RPN: Ocorrência X Severidade X Detecção
CONSTRUINDO UM FMEA

16) AÇÕES PREVENTIVAS


Quando as prioridades forem estabelecidas, o grupo deverá
recomendar ações capazes de reduzir o índice de risco a níveis aceitáveis,
estabelecendo ações preventivas. Existem alguns critérios que direcionam a
adoção dessas ações:

 Maior produto do RPN

 Alta Probabilidade de Ocorrência

 Alto Índice de Severidade

 Alto Índice de Detecção


CONSTRUINDO UM FMEA

16) AÇÕES PREVENTIVAS


Após definidas as ações, os prazos para implantação devem ser
estabelecidos diretamente com o responsável da ação, depois de estabelecido
um prazo, é recomendável que não se altere o mesmo.

AÇÕES RECOMENDADAS

 Risco Baixo: Tomar ações a longo prazo

 Risco Médio: Tomar ações a médio prazo

 Risco Alto: Tomar ações a curto prazo


CONSTRUINDO UM FMEA

16) AÇÕES PREVENTIVAS


O objetivo das ações recomendadas são:

 Prevenir os problemas potenciais

 Reduzir a severidade

 Aumentar a probabilidade de detectar os problemas potenciais

 Fornecer ao cliente, mecanismos de detecção/advertência

 Reduzir as chances de ocorrência dos modos de falha


CONSTRUINDO UM FMEA

17) STATUS DAS AÇÕES


O QUE ESTÁ SENDO FEITO NO MOMENTO PARA IMPLANTAR AS AÇÕES
PREVENTIVAS RECOMENDADAS NO FMEA?

Verificar se a ação recomendada foi implementada e realmente são


capazes de gerar um retorno de qualidade. Objetivo:

1) Garantir o risco mínimo para todas as ações recomendadas

2) Acompanhar o desenvolvimento do FMEA

3) Fornecer documentação para medidas adicionais e acompanhamento

É aqui também que se compara os resultados com as estimativas feitas e se


verifica se os objetivos de controle de falha estão dentro dos parâmetros
esperados.
CONSTRUINDO UM FMEA

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

FMEA - Mal entendido comum

Um Análise de FMEA não é uma análise de causa raiz


CONSTRUINDO UM FMEA

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
O formulário FMEA é um documento “vivo”, ou seja, uma vez realizada

uma análise para um produto/processo qualquer, esta deve ser revisada sempre

que ocorrerem alterações neste produto/processo específico.


CONSTRUINDO UM FMEA

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
As revisões das FMEA’s podem ser acionadas pelos indicadores de qualidade:

 Índices de refugo;

 Reclamações de clientes;

 Solicitação de desvios;

 Custos da qualidade de fornecedores;

 Solicitação de clientes;

 Revisão de ações corretiva/preventivas executadas;

 Alterações de Layout;

 Implantação de novas tecnologias e etc.


CONSTRUINDO UM FMEA

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
O conceito de FMEA apresenta algumas particularidades que dificultam
a sua utilização. Uma delas é o fato de que, quando há uma ação atuando na
detecção da falha (como "controle atual"), o formulário tradicional de FMEA
obriga que esta ação seja repetida diversas vezes, pois é comum a ação de
detecção estar relacionada ao modo de falha e não a uma causa específica.

Como dentro de cada modo de falha podem existir várias causas


possíveis, é necessário repetir as mesmas ações de detecção enquanto se estiver
explorando aquele modo de falha. Isto gera trabalho (enfadonho) adicional e
dificulta a atualização de FMEA.
CONSTRUINDO UM FMEA

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Outro fato adverso é que o conceito de FMEA gera uma grande
confusão em relação às informações dos controles atuais, ações recomendadas e
ações tomadas, pois, quando se tem FMEA como "ferramenta viva", as ações
recomendadas tornam-se controles atuais. Além disso, não se pode identificar
facilmente se os controles atuais atuam sobre a detecção ou sobre a ocorrência
da falha.
BIBLIOGRAFIA

• Amaral, Daniel Capaldo: FMEA – Análise do tipo e efeito de Falha.

• Helman, Horácio: Análise de Falhas (Aplicação dos métodos de FMEA e FTA). Horácio
Hekman, Paulo Roberto Pereira Andery. – Belo Horizonte, MG: Fundação Christiano
Ottoni.

• Manual FMEA 4ª edição – Potential Failure Mode and Effect Análysis – Reference
Manual AIAG.