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COMPROMISSO COM DEUS NEEMIAS 9 : 38

A primeira reforma promovida por Neemias foi estrutural. A cidade passou por uma imensa reforma física, econômica
e social. Já a segunda reforma foi espiritual. Esta foi a mais importante. Surgiu do desejo de conhecer a palavra de
Deus. O povo começou a estudar a Bíblia 3 horas e mais 3 horas confissão e adoração 6 horas de culto, e os resultados
vieram: choro pelo pecado, confissão e vontade de acertar-se com Deus.
Então, Israel não quis ficar só nas palavras e nem na emoção do momento: decidiu fazer uma aliança com o Senhor,
assumindo e registrando compromissos. Uma coisa é sermos impactados pela palavra e fazermos uma oração
fervorosa de confissão, como pode ser visto no capítulo 9 de Neemias, outra, muito diferente, é sermos fiéis a Deus
e nos mantermos assim, depois que dizemos: “Amém”.
Israel levou a sério aquela oração e estava decido mesmo a recomeçar. Os líderes e todo o povo fizeram um pacto
solene de fidelidade.

Essa atitude é desafiadora para nós hoje, pois vivemos numa época em que muitas pessoas não gostam de assumir
compromissos, pois compromisso requer fidelidade, comprometimento, vivemos um tempo em que as pessoas estão
ocupadas em atender as vontades próprias, em suprir os egoísmos, em uma atitude altiva e orgulhosa, vivem a correr
atrás das riquezas, dos prazeres.
Deus não habita as suas vidas, constituindo-se apenas num Ser a que se busca na hora da dificuldade, não permitem
que Deus habita em suas casas, preferindo que Ele more nos templos aonde comparecem uma vez por semana, por
mês ou de vez em quando, para participarem de cultos em que não se dispõem a obedecer a Palavra ouvida, o
resultado é corações satisfeitos no culto, mas que não alegram o coração de Deus. Podem até serem socialmente
vida corretas, mas não pulsam a alegria do Espírito Santo. O resultado são vidas medíocres, sem vibração, sem
compromisso.
Todo ser humano, deveria ter consciência de que é um pecador, e por isso, não deve construir sua vida pela medida
e pelo prumo do seu coração. Pois no que depender do seu coração e das pessoas deste mundo decaído, todo e
qualquer projeto nesta vida, sempre sairá torto e sempre nos levará na direção da desgraça humana. Por isso, Deus
deixou a luz do seu Filho para que caminhemos com fé até Ele. Pois Ele é o único que pode colocar nossas vidas no
prumo certo!
Além de Neemias aparecem mais oitenta e quatro pessoas que puseram o seu selo na aliança feita com Deus. Ali,
estavam os nomes dos sacerdotes (10:2-8), dos levitas (9-13), dos líderes e nobres (14-27). Estes assinaram em nome
de todo o povo. Os cidadãos comuns, mesmo não assinando o documento, concordaram e aderiram àquela aliança
(10:28). Até mesmo as mulheres e as crianças, que não podiam colocar um selo pessoal num documento oficial,
comprometeram-se também. Que cena magnífica: cada uma daquelas pessoas que ouviram a leitura e a explanação
da palavra estava, agora, assumindo, com emoção e consciência, o compromisso de obedecer ao que lhe fora
ensinado. Essa postura dos judeus concorda com o ensino de Tiago, que disse: Sede praticantes da palavra e não
somente ouvintes, enganando a vós mesmos. Pois, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, é semelhante a
um homem que contempla o próprio rosto no espelho; porque ele se contempla, vai embora e logo se esquece de
como era (Tg 1:23-24). Quantas vezes ouvimos a palavra, nos comprometemos com ela, mas, logo a esquecemos? É
só lembrarmos as muitas promessas não cumpridas que já fizemos, a cada início de ano.
Neemias e seus amigos não queriam que isso acontecesse. Não podiam esquecer o que ouviram de Deus. Decidiram
praticar e, para não esquecer, revolveram anotar num documento cada atitude a ser tomada. De fato, “não somos
bem sucedidos em nossa vida cristã porque fazemos promessas a Deus, mas sim porque cremos nas promessas dele
e agimos em função delas”.

2. Os compromissos: Anotar, a fim de não esquecer o que devemos praticar ou melhorar é um exercício precioso.
Foi isso que Neemias e os demais judeus fizeram. Diante da exposição da lei de Deus, eles perceberam claramente
em que estavam falhando e decidiram fazer um pacto de mudança.
Em primeiro lugar, assumiram um compromisso com a obediência à palavra. Eles decidiram “andar na lei de Deus”
e disseram: ... obedeceremos a tudo o que o Senhor, nosso Deus, nos manda; e cumpriremos todas as suas leis e
mandamentos (Ne 10:29b). Eles elegeram a palavra de Deus como regra suprema e fizeram da obediência um projeto
de vida. Que bela decisão!
Em segundo lugar, assumiram um compromisso com a pureza do casamento. Jerusalém estava cercada de gentios
que queriam que o remanescente do povo de Deus fizesse parte de seu meio social e econômico. A melhor maneira
para isso acontecer era através dos casamentos mistos. Para os judeus, as vantagens eram muitas e a tentação era
enorme. Porém, não era a vontade de Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros idólatras eram condenadas pela
lei de Deus (cf. Êx 34:12-16). O motivo para a proibição desses casamentos mistos não era racial, mas espiritual e
religioso.
Não era uma questão de preconceito, mas de santificação do povo. Nestes casamentos, o cônjuge judeu corria um
grande risco de perder a sua fé. De que forma um judeu casado com uma esposa idólatra poderia obedecer fielmente
às leis cerimoniais e às leis da alimentação? Como iria educar os filhos? Em situações assim, o marido e a mulher
ficavam em constante conflito e o lado judeu quase sempre cedia. Vale lembrar que casamentos mistos continuam,
ainda hoje, sendo um grande problema para os filhos de Deus (1Co 7:12,13,39a; 2Co 6:14-7:1). Os jovens cristãos
devem prestar atenção nisso para não sofrer no futuro.

Em terceiro lugar, assumiram um compromisso com a observância do sábado. Antes de Neemias chegar, Jerusalém
era uma “cidade fantasma”, uma “terra de ninguém”, mas, após a sua reedificação, tornou-se uma “terra de
oportunidades”. Devido à posição geográfica estratégica da cidade e ao talento dos judeus para os negócios, muitos
viam a chance de prosperar e, de fato, alguns estavam prosperando. Outros, ali, ainda estavam buscando “seu lugar
ao sol” e trabalhavam por sobrevivência. Com isso, o dia do Senhor estava sendo negligenciado. Se guardassem o
sábado, teriam um dia a menos para o comércio. Então, a ganância e a falta de confiança em Deus estavam levando-
os a pecar. Mas decidiram que era hora de mudar. Eles afirmaram que não comprariam nada no dia de
sábado (10:31a). Seriam fiéis em seus negócios; inclusive, prometeram guardar os anos sabáticos (10:31b), isto é, de
sete em sete anos, fariam a terra descansar por doze meses. Foi uma grande prova de confiança e um lindo exemplo
de dependência de Deus.

Em quarto lugar, eles assumiram um compromisso com a manutenção da casa de Deus. Em Neemias 10:32-39, é
repetida nove vezes a expressão “a casa do Senhor”. A ênfase é clara: eles decidiram dar a devida atenção à
manutenção da obra. Por muito tempo, o povo havia negligenciado o lugar da adoração, mas agora seria diferente.
Eles prometeram entregar as ofertas e os dízimos para o sustento dos levitas e dos sacerdotes e para o cuidado do
templo.
Você deve ter percebido que as questões levantadas no capítulo 10 de Neemias são bastante atuais. Em nossos dias,
vemos, ainda, cristãos sofrendo por causa de casamentos mistos. Vemos, também, alguns com dificuldade na guarda
do sábado, tendo que escolher entre o sustento e a fé. Para outros, a questão é a fidelidade nos dízimos e nas ofertas.
Poucos gostam de rever seus conceitos, de reconhecer o erro e recomeçar. Porém, a vida cristã é marcada por
recomeços. Precisamos nos consertar com Deus.

Não seja superficial


Neemias percebeu que a reconstrução do muro era só uma parte de um longo percurso. Deveria andar, agora, sua
segunda milha. Por mais grandiosa que fosse a reforma feita na cidade, ainda era superficial. Parecia que tudo estava
bem, mas não estava. Havia iniquidade dentro da cidade. Outra reforma era necessária, uma reforma espiritual,
profunda e radical. Neemias não ficou satisfeito com a superficialidade do “muro” e levou o povo a um grande
reavivamento espiritual. E nós? Que compromisso temos assumido com Deus? Como está nossa santidade? E nossa
vida de oração? Superficial? Meu irmão, não se contente só com o “muro”, não fique só na aparência. Pegue a Bíblia
e, com base nela, faça um exame completo de sua conduta e de seu interior (Hb 4:12). Se for preciso, recomece;
volte atrás e refaça o seu pacto com Deus.

Não fique somente nas palavras


É triste quando os compromissos assumidos com Deus ficam apenas nas palavras. Afirmamos que vamos mudar, mas
não mudamos; dizemos que vamos orar mais, e não oramos. Garantimos que iremos controlar a língua e não
controlamos. Neemias não queria que isso acontecesse com Israel, e fez com que todos os líderes do povo assinassem
uma aliança, com princípios de condutas. Ele não ficou só nas palavras: partiu para a ação. Se você deseja que suas
promessas a Deus não sejam apenas promessas, parta para a ação. Mude sua agenda e seus hábitos. Não espere
para manhã. E lembre-se: Coloque em prática a palavra de Deus, e não seja apenas ouvinte (Tg 1:22 – NBV).

Não vise somente ao seu interesse


O compromisso feito por Israel era admirável. Porém, significava abrir mão de muitas coisas. O povo iria perder
casamentos socialmente lucrativos; teria de fechar o comércio aos sábados, perdendo “dias úteis”, e não iria mais
sonegar os impostos para a manutenção do culto. Mas quem disse que ser fiel é algo fácil? Ser fiel é escolher a porta
estreita; é andar na contramão do mundo; é remar contra a maré. Quem está disposto? Há cristãos que assumem
compromissos com Deus e fazem promessas e votos para alcançar bênçãos e obter proveitos desse relacionamento.
Mas quem está disposto mesmo a abrir mão das “vantagens”? Quem é capaz de negar a si mesmo? Talvez não agora,
mas logo você verá que vale a pena, sim, servir a Deus (Mt 25:21 “Muito bem servo bom e fiel, foi fiel no pouco o
porei sobre muito. VENHA E PARTICIPE DA ALEGRIA DO SEU SENHOR.”).

Conclusão
Este episódio da história dos judeus nos desafia, hoje, a sermos cristãos comprometidos com a palavra de Deus e a
estarmos dispostos a recomeçar. Nossa tendência é caminharmos para um afrouxamento de valores, por isso,
acabamos por fazer concessões e abrir mão de alguns princípios cristãos. Por isso, de tempo em tempo, precisamos
voltar à palavra e nos acertar com Deus. Que estejamos dispostos a recomeçar e a assumir compromissos com
Deus.

Todos esforços do acabamento final de uma casa nova, como pintura, o piso e a beleza dos móveis, se perdem
numa parede malfeita. Pequenas falhas fazem todo o resto perder o seu brilho. O nosso olho parece ser treinado
para ver só o que está errado. Por isso, uma parede mal levantada, compromete todo o resto do trabalho, mesmo
que seja bem feito.
É fácil ver isso quando Deus fala com o profeta Amós (Amós 7.7-15).
Enquanto a vida com Deus dependia do que faziam (sacrifícios, cultos e deveres religiosos) para andar com Ele, a
casa de Deus construída por eles saía torta. Por isso, Deus fez de Jesus Cristo, o muro perfeito onde não se acha
falhas e todos podem se apoiar com segurança, pois ele não cairá. É nEle que nossos pecados e preocupações
podem ser trazidos e recebermos o perdão de Deus. Só Jesus Cristo teve condições de realizar essa proeza. Proeza
que se realiza na vida de cada ser humano quando este se apoia com fé em Jesus Cristo.

Muitas pessoas buscam por bênçãos materiais: casa, carro e sucesso profissional. Mas o texto de Efésios diz que
Deus tem algo melhor. São as bênçãos espirituais! Porque elas moldam seu espírito para algo muito maior, pois
não acabam nesta vida. Por isso não existe benção maior do que estas três: ser livre, ser perdoado e escolhido por
Deus em Jesus Cristo.
Pois quem apoia a sua vida no exemplo de Jesus, é libertado dos seus erros e aperfeiçoado por Deus. É amado por
Deus, pois escolheu Jesus Cristo para ser SENHOR E SALVADOR de sua vida. De que vale uma vida cheia de bênçãos
materiais se você terá que deixar tudo no dia da sua morte? Viver como escolhido de Deus é muito melhor. Não
existe bênção maior do que aprender amar e ser amado. Do que deitar a noite com a cabeça no travesseiro e dormir
em paz, livre de fantasmas, culpas e medo do fim.

É quando estamos em culto, com a nossa mente e coração voltados para Jesus, que Deus nos dá essas bênçãos. É
na hora: da confissão de pecados, da confissão de fé, no louvor, mas de modo especial na bênção final, que sentimos
a alegria de estar com Deus, como Jeremias fala. Onde Deus te envia Ele vai na frente de ti para preparar o caminho,
porque você decidiu levar Deus junto com você para dentro da sua casa e de sua vida.

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