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6. Jeremy Bentham e Jean-Baptiste Say

6.1. Bentham: o utilitarismo como fundamento de teoria econômica

6.2. Say e os “fundamentos do valor das coisas”

6.3. A lei dos mercados de Say

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6.1. Bentham: o utilitarismo como fundamento de teoria econômica

Jeremy Bentham (1748-1832) - filósofo moral, jurista e reformador social inglês, adepto da escola clássica (a seu modo) viveu 84 anos, acompanhando a publicação de Hume, Smith, Ricardo e Malthus - criança precoce, formou-se aos 15 anos; estuda direito, mas abandona a advocacia para iniciar vida acadêmica

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- autor de vasta obra em panfletos e artigos (nulla dies sine linea), reuniu círculo de discípulos entusiastas (movimento conhecido como “radicalismo”)

- doou seu corpo para ciência e todos os seus

bens para a University College (Londres), com a condição de que seu cadáver estivesse presente em todas as reuniões do conselho (cabeça mumificada)

- influência mais forte sobre a teoria econômica

vêm dos livros An introduction to the principles of morals and legislation (1780) – seria parte de um

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prefácio geral a um código legal completo – e The philosophy of economic science

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identificado com a perspectiva liberal da escola clássica, compõe junto com Say e outros uma abordagem predominante (até 1817, Ricardo) - abordagem que preserva a perspectiva microeconômica do equilíbrio competitivo individualista e os elementos harmonicistas da teoria de Smith (sem sua teoria do excedente em trabalho e o conflito de interesses na produção e distribuição)

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O utilitarismo e a teoria do valor

utilitarismo: princípio de conduta moral que busca a maior felicidade do maior número de pessoas (ou filosofia moral derivada desse princípio)

“A natureza colocou a humanidade sob o domínio de dois mestres soberanos, o sofrimento e o prazer. Só eles podem mostrar o que devemos fazer, bem

Eles nos governam

como determinar o que faremos

em tudo o que fazemos, em tudo o que dizemos, em

tudo o que pensamos

como o

O princípio da utilidade

a

aceita

reconhece

esta

sujeição

e

fundamento [de sua teoria social]”

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as motivações humanas reduzem-se a um único

princípio: maximizar a utilidade

a utilidade significa a propriedade de qualquer objeto que tenda a produzir algum benefício, vantagem, prazer, bem ou felicidade (é a mesma coisa) ou impedir danos, sofrimento, mal ou infelicidade (que é o negativo daqueles)

derivado da filosofia hedonista, da Antigüidade

(prazer como finalidade da vida), o utilitarismo

acrescenta-lhe uma ética pela promoção da maior felicidade do maior número de pessoas (e não apenas para si próprio)

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- muito semelhante às idéias de filósofos franceses (Helvétius) do século XVIII

este princípio seria a chave da elaboração de uma ciência do bem-estar ou da felicidade humana, que poderia ser expressa matematicamente, alcançando um dia a mesma exatidão que a Física

quantificação dos prazeres (sofrimentos):

determinação de seu valor depende de sete circunstâncias: intensidade, duração, (in)certeza, proximidade, fecundidade, pureza, extensão [Jevons vai considerar os 4 primeiros aspectos]

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segundo Bentham, “em todo coração humano o

interesse próprio predomina sobre todos os outros

interesses em conjunto

mesmo tem lugar em toda parte” – individualismo hedonista

a comunidade é um corpo fictício, composto de

a preferência por si

indivíduos; o interesse da comunidade é a soma de interesses de seus vários membros; é inútil falar do interesse da comunidade sem entender qual é o interesse do indivíduo (maximizar o seu prazer)

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- defesa da liberdade individual para a busca da felicidade (laissez-faire)

Bentham apresenta uma nova maneira de conceber as motivações das ações humanas, considerando os indivíduos como átomos sociais

em luta com as forças impessoais do mercado (e não como partes de um todo interdependente, como destacava Smith)

- suas idéias inscrevem-se na tradição de Hume, Hutcheson e Smith

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- Smith afirmara a utilidade (para a sociedade) da busca do interesse próprio; havia relacionado o valor também com o “esforço e o incômodo” de

produzir (tanto para determinar o valor de troca como para garantir a invariabilidade da medida do valor em trabalho); também destacou tais aspectos subjetivos na livre escolha da ocupação

- porém, Smith considerava outros valores morais

para a conduta humana e a primazia do bem-estar

da sociedade sobre os interesses individuais; destacava a dependência recíproca, integração em sociedade como necessária e útil

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Bentham admite que a busca do prazer pessoal nem sempre promove a felicidade geral - sociedade tem meios de obrigar os indivíduos a promover a felicidade geral (domínio da lei, sanções morais, sociais ou teológicas – ajudam a reconciliar o interesse próprio hedonista com o social) o trabalho é sempre penoso: “aversão é a única emoção que o trabalho, em si mesmo, é capaz de gerar” – nunca será feito sem a promessa de prazer ou de evitar sofrimento maior; trabalho representa utilidade negativa

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a utilidade determina o valor; o valor determina o preço, pois o dinheiro é um instrumento que mede a quantidade de prazer ou sofrimento (imperfeito, mas os insatisfeitos que procurem outro mais preciso ou abandonem a política e a moral)

o valor de uso é a base do valor de troca

- todo valor baseia-se na utilidade; onde não há utilidade, não pode haver valor algum - Smith argumentou mal: negou que a água tenha valor de troca, mas viu em Paris água sendo vendida a varejo

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- negou que os diamantes tivessem valor de uso;

não é essencial ou invariável como o da água, mas pode ter grande utilidade para dar prazer

- a razão de seu engano é que, quando se pode

dispor de toda água que se precisa, o excesso

não tem valor algum; mas há circunstâncias em que seu valor supera o do vinho

foi o iniciador de uma tendência (surpreendente) entre os economistas pós-smithianos, de buscar a explicação do valor de troca no valor de uso (ao invés de buscar nos custos de produção)

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A trajetória de Bentham

a partir do utilitarismo, Bentham desenvolveu

uma série de doutrinas filosóficas e econômicas reformadoras da sociedade

pensava no princípio da utilidade como aplicável às ações de indivíduos e do governo; uma medida de governo é ditada por esse princípio quando tende mais a aumentar a felicidade da comunidade do que o contrário

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nos primeiros escritos, Bentham aceitou o argumento de Smith: mercado livre em concorrência alocaria os recursos para os setores em que fossem mais produtivos, nenhuma intervenção do governo pode aumentar a renda nacional acreditava também, como Smith, que a demanda agregada seria sempre igual a oferta agregada, num mercado livre (não poderia haver superprodução geral) – quem quer que poupe dinheiro, aumenta proporcionalmente o total do capital

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em 1801, mudança: “a interferência do governo,

na medida em que ofereça a mínima vantagem, deve ser vista com bons olhos” – afirma não ter medo, sentimental ou anárquico, da mão do governo

duas motivações para a mudança

- como Malthus, observa que a poupança poderia não ser igualada pelo investimento (aumento na frugalidade, reduz consumo, a moeda pode ir para

um baú); a produção diminuiria, haveria desemprego e o livre mercado não estaria funcionando no interesse do público

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- governo poderia diminuir os efeitos socialmente prejudiciais de grandes desigualdades de renda e riqueza (benefício do dinheiro diminui com seu aumento; pode-se retirar dos ricos para os pobres aumentando a utilidade total agregada da sociedade)

a redistribuição logo atinge um ponto em que os efeitos benéficos são superados pelos efeitos prejudiciais é justificada a intervenção do governo que aumenta a felicidade de uma comunidade mais do que a diminui

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os legisladores devem aumentar a felicidade

total da comunidade de maneira eficiente: o Estado deve servir as pessoas, os indivíduos são os melhores juízes

Estado deveria estabelecer uma harmonia

artificial de interesses que promovesse a maior felicidade de um grande número de pessoas (onde não houvesse harmonia natural)

Bentham defendeu a melhoria das condições

sociais dos “pobres trabalhadores”, o progresso econômico, a reforma social e a democracia

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crítica de Hunt: (argumento da implausibilidade do agente das reformas)

há uma resposta em Bentham – as reformas

democráticas propostas: sufrágio universal (masculino), distritos eleitorais iguais, parlamento anual, voto secreto; opositor da Monarquia e da Câmara dos Lordes - apenas em uma democracia os interesses dos governantes e dos governados podem ser idênticos

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Bentham e seus seguidores:

- defenderam a competição e a liberdade para o

comércio, a produção e os juros, além de diversas reformas sociais, econômicas e políticas

- foram denominados “filósofos radicais” – o

“radicalismo” e as reformas sociais propostas viriam influenciar os ricardianos de inclinação socialista (Mill também foi influenciado)

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Afinidade entre o utilitarismo

e a economia capitalista

busca do lucro conduz à divisão do trabalho, especialização, maior produtividade; maior interdependência social, sentida como dependência do mercado; concorrência vivenciada como força social impessoal, com suas leis supostas naturais e imutáveis conseqüências dessa forma da produção social são percebidas como condições humanas gerais - a teoria da utilidade assume essas condições como características naturais dos seres humanos

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O legado de Bentham

utilitarismo é a base original da teoria neoclássica do valor, principalmente como fundamento da demanda, mas também pelo lado da produção e dos custos (sacrifício do trabalho e também da “abstinência” ou “espera”)

concepção de natureza humana aplica-se na teoria da demanda, na teoria da produção e na teoria do juro

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na tradição neoclássica baseada na utilidade, há uma cisão já contida nos escritos de Bentham: os economistas que desenvolvem a “economia do bem-estar” com base em alguma “função social de utilidade”

teoria neoclássica em geral rejeitou a comparação interpessoal de utilidade, bem como superou a necessidade de uma medida cardinal para a mesma

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manteve-se a racionalidade individual como

fundamento de teoria econômica

- racionalidade parte do cálculo maximizador

(informado) de benefícios em relação aos custos

Brue: a economia moderna não depende do

“cálculo da felicidade” de Bentham como base filosófica (considera outros motivos e padrões de comportamento)

- mas grande parte do pensamento econômico

contemporâneo tem raízes no conceito de comporta- mento humano de Bentham, aplicando-o inclusive a temas como discriminação, casamento, crime e vício

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ciência econômica moderna realizou de certo modo a utopia científica de Bentham, mas procurou livrar-se do utilitarismo; a utilidade, adotada pelos primeiros neoclássicos, foi substituída pela ordenação de preferências ou por preferências reveladas

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6.2. Say e os “fundamentos do valor das coisas”

Jean-Baptiste Say (1767-1832), economista

francês que popularizou as idéias de A. Smith no continente, com obra sua principal A treatise on political economy (1ª 1803; 2ª 1814)

pretendia tão somente expressar conceitos e

teorias puras, depuradas de circunstâncias históricas tão longamente discutidas por Smith e corrigidas de seus pequenos erros

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- porém, suas expressões são pouco rigorosas,

por vezes coloquiais, circulares e tautológicas; alcançou persuasão pela capacidade de cunhar aforismos que sintetizam paradoxos aparentes

- apesar disso, ao corrigir os pequenos erros de

Smith, estabelece as bases para uma tradição posterior e distinta de teoria econômica (a partir de 1870, escola neoclássica)

uma das finalidades de seu Tratado era demonstrar que o resultado natural de uma economia capitalista era a harmonia social – o estudo da EP ganhará maior valor quando se

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perceber que ela “prova que os interesses do rico

e do pobre

rivalidades são meras tolices”

abordagem do valor parece semelhante à de Smith (três rendas ou custos como fonte do valor), porém considera a utilidade como determinante primeiro e inclui o rendimento do empresário

- a utilidade determina a demanda e esta o preço que se pode obter; mas a demanda se modifica com o preço

- não chega a uma exposição coerente do problema

não são antagônicos, e todas as

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a utilidade é o fundamento do valor

- para criar utilidade é preciso a “indústria

humana” (trabalho e empreendimento), auxiliada pelos capitais e pelos bens fundiários

- esses quatro fatores prestam “serviços produtivos”

- o motivo primeiro que leva os homens a fazerem sacrifícios para possuir um produto é a necessidade que este pode satisfazer, o prazer que nasce de seu uso

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o valor de alguma coisa – que pode ser

expresso em quantidades de outras ou dinheiro –

é o preço normal de mercado (isto é, o valor

corrente = o que geralmente se pode obter, quando se quiser, em troca da coisa avaliada)

as necessidades indicam a utilidade das coisas; são grandezas determinadas - riquezas naturais satisfazem necessidades sem

sacrifício qualquer, com coisas que a natureza dá

a todos; não são objeto de estudo

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- riquezas sociais satisfazem necessidades com o uso de várias coisas que não são obtidas gratuitamente; são as únicas que podem ser objeto de estudo científico, pois seu valor não é arbitrário

as necessidades dependem de preferências e

são ordenadas pelos indivíduos, tendo em vista suas prioridades de despesa

das necessidades nasce determinada

quantidade demandada em cada lugar, mas que varia inversamente ao preço ao qual o produto pode ser oferecido (custos)

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a quantidade demandada de um produto é

alterada pelos custos de produção e pela quantidade dos consumidores que sentem necessidade e tem meios para comprá-lo - resulta disso que a quantidade demandada pode se alterar com os custos sem que a utilidade intrínseca tenha se alterado

a oferta – quantidade oferecida – é representada

pelos produtos e fatores (serviços produtivos) em circulação (colocados para venda)

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- somente compõem a oferta as mercadorias cuja venda é aceita ao preço corrente

- mercadorias cujo custo ultrapassa esse preço não serão produzidas nem oferecidas

demanda determinada pela utilidade e pelos custos e oferta determinada pelo preço corrente, na medida em que supere ou iguale os custos – esses são os fundamentos gerais

- o preço é a medida do valor e o valor é a medida da utilidade; o preço é um índice da utilidade reconhecida

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- o preço corrente também sofre alterações com circunstâncias passageiras e acidentais que provocam divergências entre oferta e demanda; podem oscilar com as paixões e virtudes e por causas puramente políticas

“o preço dos produtos se fixa, em cada lugar, no nível a que são elevados pelos seus custos de produção, desde que a utilidade que lhes é conferida dê origem ao desejo de adquiri-los” - os custos de produção determinam as proporções das trocas

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os preços dos serviços produtivos (salários, lucros, juros e renda) determinam os custos de produção

- se somente o trabalho criasse valor (utilidade) e todos os trabalhos fossem do mesmo tipo, seus custos de produção (e proporções de troca) seriam proporcionais ao número de jornadas exigidas para a produção

- mas os trabalhos são distintos e correspondem a

uma escala de retribuição; além de serem necessários bens fundiários e capitais, que podem retirar da produção contribuições muito diversas, conforme as circunstâncias e tipos

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- as retribuições obtidas pelos serviços produtivos

compõem as rendas dos produtores (pessoas com capitais, terras e seus trabalhos - empreendedorismo)

- semelhança essencial entre o trabalho e a posse

de recursos que prestam serviços produtivos

- a frugalidade (desistência de exercer o consumo) é

a fonte da propriedade do capital (sagrada e livre de

disputas), que exige tanto sacrifício quanto o trabalho; pode ser comparada à verdadeira produção de mercadorias

- “O preço do produto será [

]

a soma necessária

para pagar os serviços indispensáveis à sua criação”

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na abordagem de Say, a demanda de bens de

consumo se transforma em demanda de serviços produtivos e os preços destes passam a depender de sua contribuição indireta à satisfação das necessidades dos consumidores

- cada serviço produtivo recebe um preço

proporcional à sua contribuição produtiva

a economia capitalista não apenas é eficiente na alocação de recursos conforme a demanda (a mão invisível de Smith), mas também é justa na distribuição da renda produzida

-

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Ricardo afirma que os custos decidem o valor e tem razão apenas no sentido de que os produtos nunca são vendidos muito tempo por preço inferior aos custos - Ricardo está errado quando afirma que a demanda dos produtos não influi em seu valor, já que a demanda influi sobre o valor dos serviços produtivos, aumentando os custos de produção e o valor dos produtos

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Avaliação da teoria do valor de Say

teoria do valor tem fundamento último na utilidade, que aparece ora conferida

subjetivamente, ora materialmente criada pelos “sacrifícios” (serviços produtivos)

- a utilidade define uma grandeza de valor, a qual justifica (ou não) a realização da produção (e a assunção de custos)

- compare-se com Smith: o valor de uso é apenas

uma condição, não quantificável, para que exista valor de troca

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em Smith, os preços refletem os níveis de salários

e lucros (determinados por subsistência e produtivi- dade), enquanto que em Say salários e lucros são determinados pelas contribuições respectivas para

a produção do valor (correspondente à utilidade); logo, são determinados pelo preço do produto

teoria do valor de troca padece da mesma

circularidade que em Smith (preços determinados por preços)

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ao incluir custos de produção e utilidade

aproximou-se mais da abordagem moderna (cf.

Brue) (corrigir “não inclui os planos

contudo, as formulações que articulam as

Marshall”)

noções de oferta, demanda, preço, valor, custos, utilidade são pouco rigorosas e por vezes contraditórias

a consideração dos fatores produtivos como

“serviços produtivos” análogos, com igual modo de

participação no produto (conforme sua contribuição produtiva) é:

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- antecipação da teoria neoclássica da distribuição (Clark; Marshall)

- uma assimilação da produção a um processo de

troca, que permite uma abordagem desprovida de conflitos em torno da questão produção- apropriação

- uma equiparação de todas as rendas, pois não

há diferença qualitativa entre o trabalho humano e o uso das propriedades (capital e terra)

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6.3. A lei dos mercados de Say

lei dos mercados:

- “produção abre caminho para produção”

- cada oferta cria uma demanda de igual valor

- não é possível a superprodução generalizada, apenas desequilíbrios setoriais

- em mercados livres, todos os recursos

produtivos (inclusive o trabalho) tendem ao pleno emprego (os recursos que realmente podem contribuir a um custo compatível com o valor do produto [=utilidade])

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- a produção anual de uma nação é igual ao seu poder de compra, que será integralmente efetivado, pois ninguém deseja o dinheiro mas sim os produtos

essa idéia fora intuída em certo trecho de Smith, expressa por James Mill em 1808; formulada em prosa, sob vários ângulos, por Say em 1814

Say supera Smith na intenção de justificar o laissez-faire

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- Smith vislumbrou desequilíbrios possíveis no ajuste

dos mercados, setoriais e talvez gerais (excesso de oferta de capital em todos os setores)

- Say procurou demonstrar a impossibilidade de um excesso de oferta generalizado

pode haver superprodução temporária de algumas mercadorias, quando o mercado não alcançar o equilíbrio; isso reflete a escassez de outras mercadorias; preços se ajustam nos diversos mercados (mediante a mobilidade dos recursos) para estabelecer o equilíbrio

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a lei de Say estabelece uma relação específica:

Renda Gasto = Produto

o dinheiro representa mero veículo das trocas, todos aspiram obter produtos (a economia mercantil-monetária fica assemelhada a uma economia de trocas diretas) - o que seria uma demanda potencial (valor da renda = valor do produto) é considerado como demanda efetiva

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formulada com contradições até mesmo por

Say, foi encampada por Ricardo e a partir disso incorporada à teoria clássica como um de seus aspectos macroeconômicos (teoria da demanda agregada)

foi uma das heranças clássicas assumidas pela corrente teórica principal na atualidade, a neoclássica

opositores da época em Malthus, Sismondi e Marx; posteriormente Keynes e Kalecki

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os dois últimos vão propor o princípio da

demanda efetiva (uma anti-lei de Say), com outra relação principal de determinação

Gasto Produto = Renda

Brue: desacreditada como eficaz no curto prazo,

presume-se que corresponda a uma tendência em prazo maior, pela qual o crescimento do produto também provoca um crescimento das rendas e assim da demanda agregada

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