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NOV 1994 NBR 13225


Medição de vazão de fluidos em
condutos forçados, utilizando placas de
ABNT-Associação orifício e bocais em configurações
Brasileira de
Normas Técnicas
especiais (com furos de dreno, em
Sede:
tubulações com diâmetros inferiores a
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
50 mm, como dispositivos de entrada e
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
saída e outras configurações)
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Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Telex: (021) 34333 ABNT - BR Especificação
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA
Origem: Projeto 04:005.10-016/1993
CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
CE-04:005.10 - Comissão de Estudo de Instrumentos para Medição de Vazão
de Fluidos
NBR 13225 - Specification for square - edged orifice plates and nozzles (with
drain holes, in pipes bellow 50 mm diameter, as inlet and outlet devices) and
other orifice plates - Specification
Descriptors: Orifice plate. Fluid flow measurement
Copyright © 1990, Esta Norma foi baseada na BS 1042 Section 1.2:1989 e ISO TC 30 SC2 N 240
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas Válida a partir de 30.12.1994
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Placa de orifício. Medição de vazão 14 páginas
Todos os direitos reservados

SUMÁRIO 3 Condições gerais


1 Objetivo
2 Documento complementar 3.1 Símbolos
3 Condições gerais
4 Condições específicas Os símbolos utilizados nesta Norma são apresentados na Ta-
5 Inspeção bela 1.
6 Aceitação e rejeição
3.2 Princípio do método de medição e de cálculo
1 Objetivo O princípio do método de medição e de cálculo é especificado
na NBR ISO 5167-1.
Esta Norma fixa as condições exigíveis relativas à geometria
e ao método de utilização de placas de orifício de entrada cô- 4 Condições específicas
nica, placas de orifício com entrada em quarto de círculo e
placas de orifício excêntrico. Nesta Norma são especificados 4.1 Placas de orifício de canto vivo e bocais em configura-
também os requisitos para placas de orifício de canto vivo e ções especiais (com furos de dreno, em tubulações com diâ-
bocais utilizados em condições fora do objetivo da metros inferiores a 50 mm, como dispositivos de entrada e
NBR ISO 5167-1. saída)

2 Documento complementar 4.1.1 Furos de dreno através da face a montante de placas


de orifício de canto vivo e bocais
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
4.1.1.1 Aspectos gerais
NBR ISO 5167-1 - Medição de vazão de fluidos por meio
de instrumentos de pressão diferencial - Parte 1: Placas Placas de orifício de canto vivo e bocais com furos de dreno
de orifício, bocais e tubos de Venturi, instalados em uma devem ser instalados, usados e construídos de acordo com a
seção transversal circular, de condutos forçados. NBR ISO 5167-1.
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2 NBR 13225/1994

Tabela 1 - Símbolos

Dimensões
M: massa
Símbolo Grandeza representada Unidade
L: comprimento
T: tempo

a Diâmetro do furo da tomada de pressão L m

C Coeficiente de descarga adimensional -

d Diâmetro do orifício ou garganta do elemento primário nas L m


condições de operação
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D Diâmetro interno da tubulação a montante do elemento primário nas L m


condições de operação

e Espessura do orifício L m

E, E1 Espessura da placa de orifício L m

FE Fator de correção adimensional -

k Rugosidade uniforme equivalente L m

P Pressão estática absoluta do fluido ML-1T-2 Pa

qm Vazão em massa MT-1 kg/s

r Raio do perfil L m

Ra Critério de rugosidade L m

Re Número de Reynolds adimensional -

ReD Número de Reynolds referido a D adimensional -

Red Número de Reynolds referido a d adimensional -

β Relação de diâmetros, β = d/D adimensional -

∆p Pressão diferencial ML-1T-2 Pa

ε Fator de expansão adimensional -

k Expoente isoentrópico adimensional -

O Massa específica do fluido ML-3 kg/m3

τ Relação de pressões, τ = p2/p1 adimensional -

Notas: a)Outros símbolos usados nesta Norma são definidos no texto.

b) Alguns símbolos utilizados nesta Norma são diferentes daqueles usados na NBR ISO 5167-1.

c) O subscrito 1 refere-se à seção transversal, no plano da tomada de pressão a montante. O subscrito 2 refere-se à seção
transversal, no plano da tomada de pressão a jusante.
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NBR 13225/1994 3

4.1.1.2 Placas de orifício de canto vivo f) o diâmetro medido do orifício dm deve ser corrigi-
do para compensar a área adicional do orifício, re-
4.1.1.2.1 Se um furo de dreno for feito através da placa de presentada pelo furo de dreno de diâmetro dk, con-
orifício, os valores dos coeficientes especificados na forme mostrado nas seguintes equações:
NBR ISO 5167-1 não podem ser usados, a menos que as se-
guintes condições sejam observadas: - d ≈ dm [1 + 0,40 (dk/dm)2]

- dm ≈ d [1 - 0,40 (dk/d)2]
a) o diâmetro do tubo deve ser maior que 100 mm;
Nota: Estas equações são baseadas na suposição de
b) o diâmetro do furo de dreno não pode exceder 0,1d e que o valor de C ε (1 - β4)-0,5, para o escoamento
nenhuma parte do furo pode ficar dentro de um círcu- através do furo de dreno, é 10% maior que o va-
lo, concêntrico com o orifício, de diâmetro (D - 0,2d). A lor para o escoamento através da garganta do
bocal.
borda externa do furo de dreno deve ficar tão próxima
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quanto possível da parede do tubo; 4.1.1.3.2 Uma incerteza adicional, equivalente a 100% da cor-
reção do furo de dreno, deve ser adicionada aritmeticamente
c) o furo de dreno deve estar livre de rebarbas e o bordo à incerteza do coeficiente de descarga, quando da estimativa
de entrada deve ter canto vivo; da incerteza total da medição da vazão.

d) as tomadas de pressão devem ser orientadas de forma 4.1.1.4 Bocais de raio longo
que fiquem entre 90° e 180° da posição do furo de
dreno; Não devem ser usados furos de dreno com estes elementos
primários.
e) o diâmetro medido do orifício dm deve ser corrigido 4.2 Placas de orifício de canto vivo, instaladas em
para compensar a área adicional do orifício, repre- tubulações com diâmetro 25 mm < D < 50 mm
sentada pelo furo de dreno de diâmetro dk, conforme
mostrado nas seguintes equações: 4.2.1 Aspectos gerais

- d ≈ dm [1 + 0,55 (dk/dm)2] As placas de orifício devem ser instaladas e construídas de


acordo com a NBR ISO 5167-1.
- dm ≈ d [1 - 0,55 (dk/d)2]
4.2.2 Limites de utilização

Nota: Estas equações são baseadas na suposição de Se uma placa de orifício de canto vivo for instalada em tubula-
que o valor de C ε e (1 - β4)-0,5, para o escoamento
ção de diâmetro 25 mm < D < 50 mm, as seguintes condições
através do furo de dreno, é 10% maior que o va-
devem ser estritamente observadas:
lor para o escoamento através do orifício.
a) os tubos devem ter superfície interna de alta qualidade,
4.1.1.2.2 Uma incerteza adicional, equivalente a 100% da tais como: tubos de cobre ou latão trefilados, tubos de
correção do furo de dreno, deve ser adicionada aritmetica- vidro ou de plástico, ou tubos de aço trefilados ou usi-
mente à incerteza do coeficiente de descarga, quando da esti- nados com acabamento fino. Os tubos de aço devem
mativa da incerteza total da medição da vazão. ser inoxidáveis para utilização com fluidos corrosi-
vos, tal como água. A rugosidade equivalente unifor-
4.1.1.3 Bocais ISA 1932 me k deve ser menor que 0,03 mm para qualquer β.
Se o tubo for usinado, o acabamento da superfície deve
4.1.1.3.1 Se um furo de dreno for feito através da face de en- ser menor que 0,3 µm;
trada do bocal, os valores dos coeficientes especificados na
NBR ISO 5167-1 não podem ser usados, a menos que as se- b) as placas de orifício devem ter tomadas de canto, pre-
guintes condições sejam observadas: ferencialmente do tipo com anel piezométrico;

c) a relação de diâmetros β deve estar entre 0,23 e


a) o valor de β deve ser menor que 0,625; 0,7 e o valor de C β2(1 - β4)-0,5 deve estar entre 0,032
e 0,350.
b) o diâmetro do furo de dreno não pode exceder 0,1d
e nenhuma parte do furo pode ficar dentro de um 4.2.3 Coeficientes de descarga e respectivas incertezas
círculo, concêntrico com a garganta, de diâmetro
(D - 0,2d); 4.2.3.1 A equação de Stolz para tomadas de canto, dada na
NBR ISO 5167-1, deve ser utilizada para calcular o coeficien-
c) o comprimento do furo de dreno não pode exceder te de descarga, desde que os números de Reynolds mínimos
0,1D; estejam acima dos seguintes valores:

ReD > 40000 β2 para 0,23 < β < 0,5


d) o furo de dreno deve estar livre de rebarbas e o bordo
de entrada deve ter canto vivo; ReD > 10000 para 0,5 < β < 0,7

e) as tomadas de pressão simples devem ser orienta- 4.2.3.2 Uma incerteza adicional de 1,0% deve ser somada
das, de forma que fiquem entre 90° e 180° da posição aritmeticamente à incerteza no coeficiente de descarga e
do furo de dreno; calculada de acordo com a NBR ISO 5167-1.
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4 NBR 13225/1994

4.3 Medição com placas de orifício ou bocais sem tubulação 4.3.2.2 Placas de orifício de canto vivo com tomadas de
a montante ou a jusante canto

4.3.1 Aspectos gerais 4.3.2.2.1 Placas de orifício de canto vivo com tomadas de can-
to devem ser fabricadas de acordo com a NBR ISO 5167-1.
Este item aplica-se onde não há tubulação do lado a montan-
te ou a jusante, ou ambos os lados, do elemento primário, is- 4.3.2.2.2 Os limites de utilização para placas de orifício de
to é, para escoamento de um compartimento de grande volu- canto vivo com tomadas de canto, quando o escoamento vem
me para uma tubulação, ou vice-versa, ou escoamento atra- de um compartimento de grande volume, são:
vés de um elemento instalado na parede de separação entre
dois compartimentos de grande volume. a) d > 6 mm;

4.3.2 Escoamento de um compartimento de grande volume b) tubulação a montante: β < 0,125;


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(sem tubulação a montante) para uma tubulação ou outro


compartimento de grande volume c) tubulação a jusante: 0,2 < β < 0,5;

4.3.2.1 Tomadas de pressão a montante e a jusante d) compartimento a jusante: β < 0,125;

4.3.2.1.1 O espaço a montante do elemento primário deve e) C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,009;


ser considerado de grande volume, quando:
f) Red > 50000.
a) não houver nenhuma parede mais próxima que 4d do
eixo do elemento ou do plano da face de entrada do
4.3.2.2.3 O coeficiente de descarga C é dado por
elemento;
C = 0,596. A incerteza do valor de C é igual 1%.
b) a velocidade do fluido em qualquer ponto, a uma dis-
4.3.2.2.4 O fator de expansão E é dado pela equação abai-
tância maior que 4d do elemento, for menor que 3%
xo e se aplica apenas quando p1/p2 > 0,75:
da velocidade no orifício ou garganta;

c) o diâmetro da tubulação a jusante não for menor ∆p


ε = 1 - (0,41 + 0,35 β 4 )
que 2d. kp1

Notas: a)A primeira condição implica, por exemplo, que uma


Notas: a)Quando β, ∆p, p1 e k são supostos sem erro, a incer-
tubulação a montante de diâmetro maior que 8d (ou
teza percentual do fator de expansão é igual a
seja, quando β < 0,125) pode ser encarada como um
4 ∆p/p1.
compartimento de grande volume. A segunda condi-
ção, que exclui perturbações a montante devido a efei-
tos de correntes, turbilhonamento e jatos, implica que b) Os resultados de ensaios para a determinação de ε são
o fluido deve entrar no compartimento por uma área conhecidos apenas para ar, vapor d’água e gás natu-
não menor que 33 vezes a área do orifício ou gargan- ral. Entretanto, não há objeções conhecidas para a uti-
ta. Por exemplo, se o escoamento é causado pela que- lização da mesma equação para outros gases e vapo-
da de nível de líquido em um tanque, a área da superfí- res, desde que o expoente isoentrópico seja conhe-
cie do líquido não pode ser menor que 33 vezes a área cido.
do orifício ou garganta, através da qual o tanque está
sendo descarregado. A distância da tomada de pres- 4.3.2.3 Bocal ISA e bocal-Venturi
são a montante, isto é, a tomada no compartimento
de grande volume até a linha de centro do elemento 4.3.2.3.1 Os bocais ISA e os bocais-Venturi devem ser fabri-
primário, deve ser maior que 5d. cados de acordo com a NBR ISO 5167-1.

b) A tomada de pressão a montante deve, preferencial-


4.3.2.3.2 Os limites de utilização para bocais ISA e bocais-
mente, ser localizada em uma parede perpendicular
Venturi, quando o escoamento vem de um compartimento
ao plano do orifício e estar dentro de uma distância de
0,5d deste plano. A tomada não precisa, necessariamen- de grande volume, são:
te, estar localizada em uma parede, podendo estar no
espaço aberto. Se o compartimento for muito grande a) d > 11,5 mm;
(como uma sala, por exemplo) a tomada deve ser pro-
tegida de perturbações. b) tubulação a montante: β < 0,125;

4.3.2.1.2 A tomada a jusante deve estar de acordo com a es- c) tubulação a jusante: 0,2 < β < 0,5;
pecificação para tomadas de canto dada na NBR ISO 5167-1.
Se o lado a jusante também consistir de um compartimento d) compartimento a jusante: β < 0,125;
de grande volume, a tomada deve estar localizada de ma-
neira semelhante à da tomada a montante, exceto para bo-
e) C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,015;
cais-Venturi, onde deve ser utilizada a tomada na garganta.
f) Red > 100000.
Nota: Quando as tomadas a montante e a jusante estiverem lo-
calizadas em diferentes níveis horizontais, pode ser neces-
sário considerar a diferença de pressão devido à coluna hi- 4.3.2.3.3 O coeficiente de descarga C é dado por: C = 0,99.
drostática. A incerteza do valor de C é de 1%.
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4.3.2.3.4 O fator de expansão ε é dado pela equação abai- 4.3.5.3 A distância da tomada a jusante (isto é, a tomada no
xo e se aplica apenas quando p2/p1 > 0,75. compartimento de grande volume) à linha de centro do orifí-
cio ou bocal deve ser maior que 5d.

 kτ 2/k    1 - τ(k - 1)/k 


0,5

ε =  4.3.5.4 Para bocais-Venturi deve ser utilizada tomada na gar-


  
 k - 1    1 - τ  ganta.

Notas: a)A tomada a jusante deve, preferencialmente, ser locali-


Nota: A incerteza percentual do fator de expansão é igual a zada em uma parede perpendicular ao plano do orifí-
2 (∆p/p1)%. cio e estar dentro de uma distância de 0,5d deste pla-
no. A tomada não precisa, necessariamente, estar loca-
4.3.3 Escoamento para um compartimento de grande lizada em alguma parede, podendo estar no espaço
volume (sem tubulação a jusante do elemento primário) aberto. Se o espaço for muito grande (como uma
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sala, por exemplo) a tomada deve ser isolada de


perturbações.
4.3.3.1 O espaço a jusante do elemento primário deve ser
considerado de grande volume, se não houver nenhuma pare- b) Quando as tomadas a montante e a jusante estiverem
de mais próxima que 4d do eixo do elemento ou da face a ju- em diferentes níveis horizontais, pode ser necessário le-
sante da placa de orifício ou bocal. var em conta a diferença de pressão devida à coluna hi-
drostática.
4.3.3.2 O diâmetro da tubulação a montante deve ser maior
que 2,5 d (isto é, β < 0,4). 4.4 Placa e orifício de entrada cônica

4.3.3.3 A tomada a montante deve seguir as especificações 4.4.1 Aspectos gerais


para tomadas de canto dadas na NBR ISO 5167-1.
As placas de orifício de entrada cônica devem ser utilizadas e
4.3.4 Placas de orifício de canto vivo com tomadas de canto instaladas de acordo com as orientações pertinentes para pla-
cas de canto vivo da NBR ISO 5167-1.
4.3.4.1 As placas de orifício de canto vivo com tomadas
Nota: Uma placa de orifício de entrada cônica tem a caracterís-
de canto devem ser fabricadas de acordo com a
tica de que o seu coeficiente de descarga permanece
NBR ISO 5167-1. constante até valores baixos de números de Reynolds, tor-
nando-a, assim, adequada para a medição de vazão de
4.3.4.2 Quando 25 mm < D < 50 mm, aplicam-se os limites fluidos viscosos. Além disto, as placas de orifício de entra-
dados em 4.2.2, observando-se o seguinte: da cônica têm um coeficiente de descarga constante para
qualquer β, dentro dos limites dados nesta Norma.

0,4 < β < 0,7


4.4.2 Limites de utilização

0,1 < C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,35


4.4.2.1 Os limites de utilização para placa de orifício de entra-
da cônica devem ser os seguintes:
4.3.4.3 Quando 50 mm < D < 1000 mm, aplicam-se os limi-
tes dados na NBR ISO 5167-1, observando-se o seguinte: a) d > 6 mm;

0,4 < β < 0,8 b) D < 500 mm;

0,1 < C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,50 c) 0,1 < β < 0,316;

4.3.4.4 Quando 25 mm < D < 50 mm, aplicam-se os coefici- d) 0,007 < C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,074;
entes e incertezas dados em 4.2.3.
e) 80 < ReD < 200000 β.
4.3.4.5 Quando 50 mm < D < 1000 mm, aplicam-se os coe-
ficientes e incertezas dados na NBR ISO 5167-1. 4.4.2.2 O limite inferior do diâmetro do tubo D depende da
rugosidade interna da tubulação a montante e deve estar de
4.3.5 Bocal ISA e bocal-Venturi acordo com a Tabela 2.

Nota: Dentro destes limites, o valor de β é escolhido pelo usuá-


4.3.5.1 Bocais ISA e bocais-Venturi devem ser fabricados de
rio, levando-se em consideração alguns parâmetros, tais
acordo com a NBR ISO 5167-1, observando-se o seguinte: como: pressão diferencial requerida, incerteza, perda de
carga aceitável e pressão estática disponível.
0,4 < β < 0,8
4.4.3 Descrição
0,16 < C β2 (1-β4)-0,5 < 0,75
A placa de orifício de entrada cônica é mostrada na Figura 1.
4.3.5.2 Os coeficientes e incertezas dados na As letras nela mostradas são fornecidas apenas para finalida-
NBR ISO 5167-1 são aplicáveis no caso anterior. des de referência em 4.4.3.1 a 4.4.3.8.
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6 NBR 13225/1994

Tabela 2 - Diâmetro interno mínimo da tubulação a montante para placas de orifício de entrada cônica

Material Condição Diâmetro interno mínimo (mm)

latão, cobre, chumbo, vidro, liso, sem sedimentos 25


plástico, aço novo, trefilado a frio 25
novo, sem costura 25
novo, com costura 25
levemente enferrujado 25
enferrujado 50
levemente incrustado 200
betumado, novo 25
betumado, usado 25
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galvanizado 25

ferro fundido betumado 50


não enferrujado 50
enferrujado 200

Figura 1 - Placa de orifício de entrada cônica


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NBR 13225/1994 7

4.4.3.1 Formato geral 4.4.3.4.5 Os valores de E, medidos em qualquer ponto da


placa, não devem diferir entre si em mais que 0,005D.
4.4.3.1.1 A parte da placa dentro da tubulação deve ser circu-
lar e concêntrica com a linha de centro da tubulação. As faces 4.4.3.5 Entrada cônica
da placa devem ser planas e paralelas.
A borda a montante do orifício deve ser chanfrada com um
4.4.3.1.2 Salvo indicação em contrário, os requisitos de ângulo de 45° ± 1°.
4.4.3.1.3 e 4.4.3.2 a 4.4.3.8 devem se aplicar apenas à parte
da placa no interior da tubulação.
4.4.3.6 Orifício paralelo
4.4.3.1.3 Devem ser tomados cuidados no projeto e na insta-
lação da placa para assegurar que as suas deformações plás- 4.4.3.6.1 O orifício deve ser paralelo à linha de centro de
ticas e elásticas, devido à pressão diferencial e outras ten- ± 0,5°.
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sões, não afetem a planicidade (conforme descrito em


4.4.3.2.1) em mais que 1% nas condições de operação. 4.4.3.6.2 O comprimento axial do orifício paralelo deve ser
de 0,021d ± 0,003d.
4.4.3.2 Face a montante A
4.4.3.7 Bordos H, I e G
4.4.3.2.1 A face a montante A da placa deve ser plana, quan-
do a placa for instalada na tubulação, com diferencial de pres-
4.4.3.7.1 O bordo a montante H, formado pela interseção
são zero, através da tubulação.
da entrada cônica com a face a montante, não deve ser arre-
dondado.
Nota: Desde que possa ser demonstrado que o método de mon-
tagem não distorce a placa, sua planicidade pode ser medi-
da com a placa removida da tubulação. Nestas circuns- 4.4.3.7.2 O bordo de montante I, formado pela interseção do
tâncias, a placa pode ser considerada plana se a inclinação orifício paralelo com a entrada cônica, não deve ser arre-
de uma linha reta, conectando quaisquer dois pontos de dondado.
sua superfície em relação a um plano perpendicular à linha
de centro, for menor que 0,5%, ignorando-se os inevitá-
4.4.3.7.3 Os bordos a montante H e I e o bordo a jusante
veis defeitos locais da superfície que forem invisíveis a
olho nu. G não devem ter rebarbas ou qualquer defeito visível a
olho nu.
4.4.3.2.2 A face a montante A da placa de orifício deve ter um
critério de rugosidade Ra menor ou igual a 0,0001 d, den- 4.4.3.8 Diâmetro do orifício
tro de um círculo cujo diâmetro não é menor que 1,5d, con-
cêntrico com o orifício. 4.4.3.8.1 O diâmetro do orifício d deve ser tomado como
sendo a média da medição de pelo menos quatro diâmetros
Nota: É recomendado fazer uma marca visível, quando a placa distribuídos em planos axiais, espaçados, aproximadamente,
estiver instalada, para mostrar que a face a montante A da em ângulos iguais. Nenhum diâmetro deve diferir mais que
placa está corretamente instalada com relação ao sentido 0,05% do valor do diâmetro médio.
de escoamento.

4.4.3.3 Face a jusante B 4.4.3.8.2 O orifício paralelo deve ser cilíndrico e perpendicu-
lar à face de entrada.
A face a jusante B deve ser plana e paralela à face a montante.
4.4.4 Tomadas de pressão
Nota: Não é necessário ter a mesma qualidade de acabamento
superficial da face a montante para face a jusante. A pla- Devem ser utilizadas tomadas de canto, conforme especifi-
nicidade e o acabamento da face a jusante podem ser ava- cado na NBR ISO 5167-1. As tomadas a montante e a jusante
liados por inspeção visual. devem ser iguais.

4.4.3.4 Espessuras e1, E1 e E


4.4.5 Coeficientes e respectivas incertezas

4.4.3.4.1 A espessura e1 da entrada cônica deve ser


0,084d ± 0,003d. 4.4.5.1 O coeficiente de descarga C é igual a 0,734. A in-
certeza do valor de C é de 2%.
4.4.3.4.2 A espessura E1 da placa de orifício, até uma dis-
tância não inferior a 1,0 d da linha de centro, não deve exce- 4.4.5.2 O valor do fator de expansão ε para placas de orifí-
der 0,105d. cio de entrada cônica deve ser tomado como a média dos
valores do fator de expansão ε para uma placa de orifício de
4.4.3.4.3 A espessura E da placa de orifício, a uma distân- canto vivo e para um bocal ISA 1932, conforme especifica-
cia maior que 1,0d da linha de centro, pode exceder 0,105d, dos na NBR ISO 5167-1. Estes valores devem ser calcula-
mas não deve exceder 0,1D. A espessura adicional deve es- dos nas mesmas condições. A incerteza do fator de expan-
tar na face a jusante da placa. são é de 33 (1 -ε).

4.4.3.4.4 Os valores de E1, medidos em qualquer ponto da 4.4.5.3 A incerteza de outras quantidades deve ser determi-
placa, não devem diferir entre si em mais que 0,001D. nada de acordo com a NBR ISO 5167-1.
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8 NBR 13225/1994

4.5 Placas de orifício de entrada em quarto de círculo d) ReD < 100000 β;

4.5.1 Aspectos gerais e) D < 500 mm.

As placas de orifício de entrada em quarto de círculo devem 4.5.2.2 O limite inferior do diâmetro do tubo D depende da
ser utilizadas e instaladas de acordo com as orientações per- rugosidade interna do tubo a montante da placa e deve estar
tinentes para placas de canto vivo da NBR ISO 5167-1. de acordo com a Tabela 3.

Nota: Uma placa de orifício de entrada em quarto de círculo tem 4.5.2.3 O limite inferior do número de Reynolds ReD é dado
a característica de que seu coeficiente de descarga pela seguinte equação:
permanece constante até baixos números de Reynolds,
tornando-a, assim, adequada para a medição de vazão de ReD(min) = 1000 β + 9,4 x 106 (β - 0,24)8
fluidos viscosos.
Por conveniência, valores de ReD(min) são dados na Tabela 4.
4.5.2 Limites de utilização Nota: Dentro destes limites, o valor de β é escolhido pelo usuário,
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levando-se em consideração alguns parâmetros, tais como:


4.5.2.1 Os limites de utilização para placas de orifício de en- pressão diferencial requerida, incerteza, perda de carga
trada em quarto de círculo devem ser os seguintes: aceitável e pressão estática disponível.

a) d > 15 mm; 4.5.3 Descrição

b) 0,245 < β < 0,6; A placa de orifício de entrada em quarto de círculo é mostrada
na Figura 2. As letras nela mostradas são fornecidas apenas
c) 0,046 < C β2 (1 - β4)-0,5 < 0,326; com a finalidade de referência em 4.5.3.2 a 4.5.3.7.

Tabela 3 - Diâmetro interno mínimo da tubulação a montante para placas de orifício de entrada em quarto
de círculo

Material Condição Diâmetro interno mínimo (mm)

latão, cobre, chumbo, vidro, liso, sem sedimentos 25


plástico, aço novo, trefilado a frio 25
novo, sem costura 25
novo, com costura 25
levemente enferrujado 25
enferrujado 100
levemente incrustado 200
betumado, novo 25
betumado, usado 75
galvanizado 50

ferro fundido betumado 25


não enferrujado 50
enferrujado 200

Tabela 4 - Coeficientes de descarga para placas de orifício de entrada em quarto de círculo

β C r/d ReD(min)

0,245 0,772 0,100 250


0,250 0,772 0,101 250
0,260 0,772 0,101 260
0,270 0,773 0,102 270
0,280 0,773 0,103 280
0,290 0,773 0,104 290
0,300 0,774 0,105 300
0,310 0,774 0,106 310
0,320 0,775 0,106 320
0,330 0,775 0,107 330
0,340 0,776 0,108 340
0,350 0,776 0,109 350
0,360 0,777 0,110 360
0,370 0,778 0,111 370
0,380 0,779 0,112 380
0,390 0,780 0,114 390
0,400 0,781 0,115 400
0,410 0,783 0,116 420
/continua
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NBR 13225/1994 9

/continuação

β C r/d ReD(min)

0,420 0,784 0,118 430


0,430 0,786 0,119 450
0,440 0,787 0,121 460
0,450 0,789 0,123 490
0,460 0,791 0,125 510
0,470 0,794 0,127 540
0,480 0,796 0,129 580
0,490 0,799 0,132 630
0,500 0,802 0,135 700
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0,510 0,805 0,139 780


0,520 0,808 0,143 880
0,530 0,812 0,147 1000
0,540 0,816 0,153 1200
0,550 0,820 0,159 1400
0,560 0,824 0,167 1600
0,570 0,829 0,174 1900
0,580 0,834 0,183 2300
0,590 0,339 0,194 2700
0,600 0,844 0,207 3300

Figura 2 - Placa de orifício de entrada em quarto de círculo


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10 NBR 13225/1994

4.5.3.1 Formato geral 4.5.3.4.4 Os valores de e medidos em qualquer ponto da pla-


ca não devem diferir entre si em mais de 0,001D.
4.5.3.1.1 A parte da placa dentro da tubulação deve ser circu-
lar e concêntrica com a linha de centro da tubulação. As faces 4.5.3.5 Perfil do orifício a montante
da placa devem ser planas e paralelas.
4.5.3.5.1 O perfil de entrada deve ser circular e de raio r,
4.5.3.1.2 Salvo indicação em contrário, os requisitos de com centro na face a jusante da placa.
4.5.3.1.3 e 4.5.3.2 a 4.5.3.8 devem se aplicar apenas à parte
da placa no interior da tubulação. Nota: O perfil pode não ser um quarto de círculo completo, devido
ao limite especificado em 4.5.3.4.2.
4.5.3.1.3 Devem ser tomados cuidados no projeto e na instala-
ção da placa para assegurar que as suas deformações plásti- 4.5.3.5.2 O raio r do perfil deve ser determinado pela se-
cas e elásticas, devido à pressão diferencial e outras tensões, guinte equação:
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não afetem a planicidade (conforme descrito em 4.5.3.2.1)


em mais que 1%, nas condições de operação. r/d = 3,17 x 10-6 e16,8 β + 0,0554 e1,016 β + 0,029, dentro de ± 0,05r

4.5.3.2 Face a montante A Notas: a)Por conveniência, valores de r/d são dados na Ta-
bela 4.
4.5.3.2.1 A face a montante A da placa deve ser plana, quan-
do a placa for instalada na tubulação, com diferencial de pres- b) O raio do perfil deve ser o mesmo para todas as seções
são zero, através da tubulação. dentro de ± 0,01r.

Nota: Desde que possa ser demonstrado que o método de c) A variação permitida no raio do perfil permite que uma
montagem não distorce a placa, sua planicidade pode ser placa de orifício, projetada para um determinado D,
medida com a placa removida da tubulação. Nestas cir- possa ser utilizada em tubos entre 0,95D e 1,05D.
cunstâncias, a placa pode ser considerada plana se a incli-
nação de uma linha reta, conectando quaisquer dois pon- 4.5.3.5.3 A tangente ao perfil no bordo de saída deve ser per-
tos de sua superfície em relação a um plano perpendicu- pendicular à face a montante da placa dentro de ± 1°.
lar à linha de centro, for menor que 0,5%, ignorando-se os
inevitáveis defeitos locais da superfície que forem invisíveis
a olho nu. 4.5.3.5.4 A superfície do perfil não deve ter rebarbas nem ou-
tros defeitos visíveis a olho nu.
4.5.3.2.2 A face a montante A da placa de orifício deve ter
um critério de rugosidade Ra menor ou igual a 0,0001d, den- 4.5.3.6 Bordo de saída
tro de um círculo cujo diâmetro não é menor que 1,5d, con-
cêntrico com o orifício. O bordo do orifício a jusante deve ter canto vivo e não deve
ter rebarbas ou qualquer defeito visível a olho nu.
Nota: É recomendado fazer uma marca visível, quando a placa
estiver instalada, para mostrar que a face a montante A da 4.5.3.7 Diâmetro do orifício
placa está corretamente instalada com relação ao sentido
de escoamento.
O diâmetro do orifício d deve ser tomado como sendo a
média da medição de pelo menos quatro diâmetros distribuí-
4.5.3.3 Face a jusante B
dos em planos axiais, espaçados, aproximadamente, em ân-
gulos iguais. Nenhum diâmetro deve diferir em mais que
A face a jusante B deve ser plana e paralela à face a montante. 0,1% do valor do diâmetro médio.

Nota: Não é necessário ter a mesma qualidade de acabamen- 4.5.4 Tomadas de pressão
to superficial da face a montante para a face a jusante. A
planicidade e o acabamento da face a jusante podem ser
avaliados por inspeção visual. Para tubulações de diâmetro até 40 mm devem ser utilizadas
tomadas de canto, conforme especificado na NBR ISO 5167-1.
4.5.3.4 Espessuras e, E Para tubulações de diâmetro maior ou igual a 40 mm podem
ser utilizadas tanto tomadas de canto como tomadas nos flan-
ges, conforme especificado na NBR ISO 5167-1.
4.5.3.4.1 A espessura e da seção do orifício não deve ser
menor que 2,5 mm nem maior que 0,1D.
4.5.5 Coeficientes e respectivas incertezas
4.5.3.4.2 Quando o raio r do perfil exceder 0,1D (o que acon-
tece quando β excede 0,571), a espessura da placa deve ser 4.5.5.1 Coeficiente de descarga
reduzida de r para 0,1D, pela remoção de metal da face a
montante. O coeficiente de descarga C é dado pela seguinte equação:

4.5.3.4.3 Quando a espessura E da placa de orifício exce- C = 0,73823 + 0,3309 β - 1,1615 β2 + 1,5084 β3
der o raio r, a espessura da placa deve ser reduzida para
r, pela remoção de metal da face a jusante, de modo a for- 4.5.5.2 A incerteza do valor de C é de 2% (quando β > 0,316)
mar uma nova face a jusante em um rebaixo de diâmetro e de 2,5% (quando β < 0,316). Por conveniência, a Tabela 4
1,5d, com sua borda chanfrada a 45°. dá valores de C como função de β.
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NBR 13225/1994 11

4.5.5.3 Fator de expansão 4.6.3.1.3 Devem ser tomados cuidados no projeto e na insta-
lação da placa para assegurar que as suas deformações plás-
4.5.5.3.1 O valor do fator de expansão ε para placas de ori- ticas e elásticas, devido à pressão diferencial e outras ten-
fício de entrada em quarto de círculo, para os dois arranjos de sões, não afetem a planicidade em mais que 1% nas condi-
tomadas citados, é dado pela seguinte equação empírica: ções de operação, conforme descrito em 4.6.3.2.1.

∆p 4.6.3.2 Face a montante A


ε = 1 - (0,41 + 0,35 β 4 )
kp1
4.6.3.2.1 A face a montante A da placa deve ser plana, quando
a placa for instalada na tubulação, com diferencial de pressão
4.5.5.3.2 Esta equação é válida dentro dos limites dados em zero, através da tubulação.
p2
4.5.2 e se aplica apenas quando p ≥ 0,75.
1 Nota: Desde que possa ser demonstrado que o método de mon-
tagem não distorce a placa, sua planicidade pode ser me-
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4.5.5.3.3 Quando β, ∆p/p1 e k são supostos sem erro, a incer- dida com a placa removida da tubulação. Nestas circuns-
teza percentual do fator de expansão é igual a tâncias, a placa pode ser considerada plana se a inclinação
4 (∆p/p1)%, (quando β < 0,6. de uma linha reta, conectando quaisquer dois pontos de
sua superfície em relação a um plano perpendicular à linha
4.5.5.3.4 Os resultados de ensaios para a determinação de de centro, for menor que 0,5%, ignorando-se os inevitáveis
ε são conhecidos apenas para ar, vapor d’água e gás natural. defeitos locais da superfície que forem invisíveis a olho nu.
Entretanto, não há objeções conhecidas para a utilização da
4.6.3.2.2 A face a montante A da placa de orifício deve ter um
mesma equação para outros gases e vapores, desde que
critério de rugosidade Ra menor ou igual a 0,0001d, dentro de
conhecido o expoente isoentrópico.
um círculo, cujo diâmetro não é menor que 1,5d, concêntrico
4.5.5.4 Incertezas
com o orifício, exceto para as partes fora do diâmetro D (ver
4.6.3.2.1).
A incerteza de outras grandezas deve ser determinada de
Nota: É recomendado fazer uma marca visível, quando a placa
acordo com a NBR ISO 5167-1.
estiver instalada, para mostrar que a face a montante A da
placa está corretamente instalada com relação ao sen-
4.6 Placas de orifício excêntrico tido de escoamento.

4.6.1 Aspectos gerais 4.6.3.3 Face a jusante B

A placa de orifício excêntrico é projetada para ser instalada A face a jusante B deve ser plana e paralela à face a montante.
de modo a não obstruir o escoamento de gás, líquido ou sedi-
mentos arrastados por algum fluido. Esta placa deve ser ins- Nota: Não é necessário ter a mesma qualidade de acabamento
talada e utilizada de acordo com os itens pertinentes da superficial da face montante para a face jusante. A plani-
NBR ISO 5167-1. cidade e o acabamento da face a jusante podem ser ava-
liados por mera inspeção visual.
4.6.2 Limites de utilização
4.6.3.4 Espessura e, E
Os limites de utilização para placas de orifício excêntrico
devem ser os seguintes: 4.6.3.4.1 A espessura e do orifício deve estar entre 0,005D
e 0,02D.
a) d > 50 mm;
4.6.3.4.2 Os valores de e, medidos em qualquer ponto da
b) 100 mm < D < 1000 mm; placa, não podem diferir entre si em mais que 0,001D.

c) 0,46 < β < 0,84; 4.6.3.4.3 A espessura E da placa de orifício deve estar en-
tre e e 0,05D.
d) 0,136 < C β2 (1 - β2)-0,5 < 0,423;
4.6.3.4.4 Os valores de E, medidos em qualquer ponto da
e) 2 x 105 β2 < ReD < 106 β. placa, não devem diferir entre si em mais que 0,001D.

4.6.3 Descrição 4.6.3.5 Ângulo do chanfro

4.6.3.5.1 Se a espessura E da placa exceder a espessura


A Figura 3 mostra a placa de orifício excêntrico. As letras nela
mostradas têm apenas a finalidade de referência nas seções e do orifício, a placa deve ser chanfrada na face a jusante e
4.6.3.2 a 4.6.3.9. a superfície do chanfro deve ser bem acabada.

4.6.3.5.2 O ângulo do chanfro F deve ser 45° ± 15°.


4.6.3.1 Formato geral
4.6.3.5.3 A placa não deve ser chanfrada se a espessura E
4.6.3.1.1 A parte da placa dentro da tubulação deve ser circu-
for menor ou igual a 0,02D.
lar e o orifício deve ser tangencial com a parede interna do
tubo. Nota: Embora sejam pouco prováveis os efeitos prejudiciais
causados por detritos acumulados no chanfro a jusante,
4.6.3.1.2 Salvo indicação em contrário, os requisitos das se- tal acúmulo de detritos deve ser eliminado se a espessura
ções 4.6.3.1.3 e 4.6.3.2 a 4.6.3.9 devem se aplicar somente à E da placa for reduzida à espessura e do orifício, de tal
parte da placa no interior da tubulação. forma que o chanfro não seja necessário.
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Figura 3 - Placa de orifício excêntrico

NBR 13225/1994 12
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NBR 13225/1994 13

4.6.3.6 Bordos G, H e I c) a espessura E da placa deve ser igual a espessura


e do orifício, como descrito em 4.6.3.4.1;
4.6.3.6.1 O bordo a montante G e os bordos a jusante H e I
não podem ter rebarbas, riscos ou outras peculiaridades vi- d) as duas bordas do orifício devem ser especificadas
síveis a olho nu. como borda a montante, conforme 4.6.3.6.2.

4.6.3.6.2 O bordo a montante G deve ser considerado vi- 4.6.3.9 Tomadas de pressão
vo se o raio da borda não for maior que 0,0004d.
As placas de orifício excêntrico devem ser usadas com um
Nota: Se d > 125 mm, este requisito pode ser considerado satis- par simples de tomadas de canto, conforme o especificado
fatório, por simples inspeção visual, verificando se o raio da na NBR ISO 5167-1, exceto que o diâmetro a da tomada
borda não parece refletir um feixe de luz, quando obser- de pressão deve estar entre os limites de 3 mm < a < 10 mm.
vado a olho nu. Se d < 125 mm, a inspeção visual pode não
ser suficiente, mas o requisito deve ser considerado satis-
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Nota: Em uma placa de orifício excêntrico, o orifício não é con-


fatório se a face a montante da placa de orifício for acabada
cêntrico com a linha de centro do tubo e, conseqüentemen-
por um corte radial muito fino, do centro para fora. Entre-
te, a pressão diferencial depende da posição angular da
tanto, se houver qualquer dúvida sobre o atendimento
tomada de pressão.
deste requisito, o raio da borda deve ser medido.

4.6.3.9.1 Preferivelmente, as tomadas de pressão devem es-


4.6.3.7 Diâmetro do orifício
tar diametralmente opostas ao ponto onde o orifício é tan-
gente à parede da tubulação.
4.6.3.7.1 O diâmetro do orifício d deve ser tomado como
sendo a média da medição de pelo menos quatro diâmetros
4.6.3.9.2 Os valores do coeficiente de descarga desta Nor-
distribuídos em planos axiais, espaçados, aproximadamente,
ma são baseados na disposição descrita em 4.6.3.9.1, po-
em ângulos iguais.
rém o deslocamento das tomadas em até 90°, em relação à
posição ideal, deve provocar um erro menor que ± 2% no coe-
4.6.3.7.2 O orifício paralelo deve ser cilíndrico e perpendicu-
ficiente de descarga.
lar à face a montante. Nenhum diâmetro deve diferir em mais
que 0,05% do valor do diâmetro médio.
Nota: Tendo em vista que o orifício pode ser usado tanto na par-
te superior quanto na parte inferior da tubulação, a coloca-
4.6.3.7.3 O diâmetro d deve estar entre 0,46D e 0,84D. ção das tomadas de pressão, diametralmente opostas,
pode causar problemas, como: o acúmulo de ar se as to-
Nota: Dentro destes limites, o valor de β a ser usado é esco- madas estiverem na parte superior, ou o entupimento por
lhido pelo usuário, levando-se em consideração alguns sujeira se as tomadas estiverem na parte inferior. Em tais
parâmetros, tais como: pressão diferencial requerida, casos, é possível deslocar angularmente as tomadas em
incertezas, perda de carga residual aceitável e a pressão 30°, em relação a vertical, sem risco de incorrer em qualquer
estática disponível. incerteza adicional significativa sobre a medição da vazão.

4.6.3.8 Placas simétricas 4.6.4 Coeficientes e incertezas correspondentes

Se for a intenção usar a placa de orifício para a medição de 4.6.4.1 O coeficiente de descarga C é dado pela seguinte
vazão nos dois sentidos, deve-se observar que: equação:

a) a placa não pode ser chanfrada; C = 0,9355 - 1,6889 β + 3,0428 β2 - 1,7989 β3

b) as duas faces devem ter a mesma especificação, for- Por conveniência, a Tabela 5 fornece valores de C em fun-
necida em 4.6.3.2, para a face a montante; ção de β.

Tabela 5 - Coeficientes de descarga para placas de orifício excêntrico

β C β C β C

0,46 0,627 0,59 0,629 0,72 0,625


0,47 0,627 0,60 0,629 0,73 0,624
0,48 0,627 0,61 0,629 0,74 0,623
0,49 0,627 0,62 0,629 0,75 0,621
0,50 0,627 0,63 0,629 0,76 0,620
0,51 0,627 0,64 0,629 0,77 0,618
0,52 0,627 0,65 0,629 0,78 0,616
0,53 0,627 0,66 0,629 0,79 0,613
0,54 0,628 0,67 0,629 0,80 0,611
0,55 0,628 0,68 0,628 0,81 0,608
0,56 0,628 0,69 0,628 0,82 0,605
0,57 0,628 0,70 0,627 0,83 0,601
0,58 0,628 0,71 0,626 0,84 0,597

Notas: a)Quando β, D, ReD e k/D são supostos sem erro, a incerteza sobre o valor de C é 1%, quando β < 0,75.
b) Quando β > 0,75, a incerteza é 2%.
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14 NBR 13225/1994

4.6.4.2 O coeficiente de descarga deve ser multiplicado pelo porém não se conhece objeções para a utilização da
fator de correção de rugosidade da tubulação apropriado mesma equação para outros gases e vapores, pa-
FE, dado na Tabela 6, em termos de β e da rugosidade relativa ra os quais se conheça o expoente isoentrópico.
do tubo k/D.
5 Inspeção
4.6.4.3 O valor da rugosidade equivalente uniforme k depende
de vários fatores, tais como: altura, distribuição, angularidade 5.1 A placa de orifício deve ser necessariamente inspeciona-
e outros aspectos geométricos do elemento de rugosidade da antes de sua instalação. A inspeção deve ser realizada em
da parede da tubulação. Um ensaio de perda de pres- Laboratório de Metrologia Dimensional, com instrumentos ras-
são, em uma amostra de um determinado tubo, deve ser rea- treados a uma rede de calibração reconhecida. Os instrumen-
lizado para determinar o valor satisfatoriamente. Entretan- tos utilizados na inspeção devem ter certificados de calibra-
to, valores aproximados de k, para diferentes materiais, po- ção, dentro de seus respectivos prazos de validade.
dem ser obtidos na NBR ISO 5167-1.
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5.2 Os parâmetros dimensionais a serem inspecionados são


4.6.4.4 O fator de expansão ε é dado pela equação abaixo especificados nesta Norma.
e só é aplicável para p2/p1 > 0,75:
5.3 Deve ser também inspecionado o trecho reto a montante
∆p e a jusante, assim como as tomadas de pressão, dentro das
ε = 1 - (0,41 + 0,35 β 4 )
kp1 condições especificadas em 5.1 e 5.2.

Notas: a) Quando β, ∆p/p1 e k são supostos sem erro, a incerte- 6 Aceitação e rejeição
za percentual do valor de “ε“ é igual a 4 ∆p/p1.
A placa de orifício, os trechos retos e as tomadas de pressão
b) Os resultados de ensaios para a determinação de ε são aceitos quando cumprem todas as exigências desta Nor-
são conhecidos apenas para ar, vapor d’água e gás natural, ma. Caso contrário, devem ser rejeitados.

Tabela 6 - Fator de correção para rugosidade FE para placas de orifício excêntrico

FE = 1,032 + 0,0178 (log10 k/D) + 0,0939 β2 + 0,0126 (β2log10 k/D)

β Fator de correção para rugosidade FE, para valores de rugosidade relativa 104 k/D de:

3 5 10 15 20 25

0,46 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000


0,50 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,001
0,60 1,000 1,000 1,000 1,003 1,006 1,008
0,70 1,000 1,000 1,006 1,010 1,013 1,016
0,80 1,001 1,007 1,015 1,019 1,022 1,025
0,84 1,004 1,010 1,018 1,023 1,026 1,029

Nota: O valor mínimo de FE é 1,000, quando o tubo é considerado liso.