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Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho

Unidade 1: Tópicos especiais em Engenharia de Segurança do trabalho

Introdução ao Tema: A engenharia de segurança do trabalho é importante pois ajuda


economicamente a empresa, evitando desperdícios de tempo, seja com paradas de máquina,
ou funcionários inativos, por exemplo. O objetivo é fazer o planejamento adequado das
atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir não só o aspecto financeiro como também
o bem-estar social de todos envolvidos na empresa.

Leitura Obrigatória (introdução histórica): Durante a revolução industrial (período que as


fábricas começaram a se desenvolver) não havia uma preocupação com a prevenção de
acidentes, nem com a saúde do trabalhador, de forma que toda a movimentação da empresa
em relação aos acidentes que ocorriam, tinha carácter apenas corretivo. Com o passar do tempo
ficou demonstrado que esse tipo de pensamento causa um prejuízo financeiro e social, de forma
que se começou a pensar em maneiras de prevenção dos acidentes que ocorriam. Assim que se
inicia a Engenharia de Segurança do Trabalho. A prevenção pode ser conceituada como a ação
feita dentro da perspectiva da engenharia de segurança, com o objetivo principal de propor
meios de controle para as condições perigosas.
Segurança do trabalho é uma área da engenharia que identifica, avalia e controla
situações que podem colocar em risco os fatores humanos e também o ambiente de trabalho.
Assim evitam-se acidentes principalmente os que causam danos à saúde do trabalhador. Com
essas ações são reduzidos os riscos.
Devida a essa nova visão do processo industrial, foram criados vários decretos e leis
onde se estabeleciam regras para assegurar o bem-estar do trabalhador. Além disso vários
países começaram a participar de convenções, onde eram assinados acordos para as melhorias
das condições de trabalho.
Efeitos dos acidentes: podem ser agudos ou crônicos. Os agudos causam um dano
imediato (perda de um membro, cortes, luxações), e os crônicos são desenvolvidos durante um
período de tempo (problemas pulmonares, LER, perda de audição, perda de visão). Os efeitos
agudos são trabalhados pela Segurança, e os crônicos pela saúde.

Contexto de Trabalho e Capital: Nesse ponto aborda vários aspectos a respeito da organização
das empresas, sendo os dois principais o Fordismo e o Toyotismo. O primeiro aplicava a visão de
uma linha de montagem, onde o trabalhador sempre executava uma mesma função repetidas
vezes, durante toda a sua vida dentro da empresa, nesse caso o trabalhador não conseguia
desenvolver um ponto de vista crítico em relação as tarefas que desempenhava, limitando o seu
crescimento como indivíduo. Já o Toyotismo, o funcionário é visto como peça fundamental do
processo, de forma que ele executa diferentes funções durante sua vida na empresa
(polivalência funcional), opinando e desenvolvendo um ponto de vista crítico sobre o processo,
podendo encontrar melhores formas de executar as tarefas necessárias. De certa forma
podemos colocar que no Fordismo o conhecimento pertencia apenas as pessoas que tinham
cargos mais elevados dentro da empresa, e no Toyotimo o conhecimento era encarado como
sendo de todos, o que levava o indivíduo ser mais “fechado” no modelo Fordista, e mais
“sociável” no Toyotismo.
Boas condições de trabalho: Abrange tudo que diz respeito ao bem-estar físico, metal e
social do trabalhador, como a remuneração que este recebe, que deve ser adequada a atividade
desenvolvida.

Ambiente de trabalho Controlado:


De maneira geral, quando todos os elementos forem bem
trabalhados, se atingirá o objetivo de uma produção
segura.
Pessoas competentes: Trabalhadores bem treinados para
exercer a função;
Equipamentos adequados: ferramentas adequadas para
o desenvolvimento das tarefas;
Práticas de trabalho seguras: uso de EPI’s, andar apenas
em lugares adequados, não fazer brincadeiras, etc.

Obstáculos na aplicação de Procedimentos de Organização do Trabalho: Precisa-se ter uma


mudança de mentalidade dos trabalhadores e sindicatos que muitas vezes não conseguem
perceber que as mudanças propostas pelo setor de Engenharia e Segurança do trabalho são para
melhoras as condições dos trabalhadores. Por não conseguirem enxergar os benefícios que
serão alcançados tanto os trabalhadores quanto os sindicatos acabam oferecendo uma certa
resistência a essas mudanças.
Fadiga: No final da apostila apresenta-se alguns exemplos onde os trabalhadores não
conseguem desempenhar seu rendimento máximo por conta da excessiva carga de trabalho.

Vídeo 1: História, Denominação e Definição do Conceito de Acidente

Acidente: Algo que ocorre sem a nossa pretensão (exemplo: colisão de um carro, corte no dedo,
queda). Podemos definir como sendo um evento inesperado e indesejado (mesmo que em
condição insegura: trabalhador sem a linha de vida) que tem como característica causar uma
lesão ao trabalhador. Uma perturbação funcional também pode ser considerada acidente de
trabalho, provocando redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho ou até
mesmo a sua morte.

Consequências: são várias, sendo que podem envolver questões sociais, onde o trabalhador terá
que ser sustentado pelo governo, causando prejuízo ao estado; pode causar prejuízos para a
empresa, que terá que substituir o funcionário; para a família do funcionário, que terá que
cuidar dele durante o período, ou até mesmo sobreviver sem o membro da família no caso de
morte.

Direito a ser tratado com dignidade:


 Ato de agressão ou sabotagem: agressão física, ou uma meta que não se consegue
cumprir. Pode também ocorrer sabotagem por parte de outros funcionários que pode
ser intencional ou não;
 Ato de imprudência, imperícia ou negligência:
 Desabamento, incêndios e eventos naturais: terremotos, ventanias, enchentes;
 Contaminação: relacionado a produtos químicos;
 Acidente ocorrido fora do horário de trabalho: durante horário de almoço por exemplo;
 Acidente de trajeto: durante o trajeto da casa do trabalhador até a empresa, ou em
caso de logística.

Vídeo 2: Histórias, Técnicas e Conceitos de Prevenção de Acidentes

Desde o começo da pré-história existiam acidentes de trabalho, por exemplo mordida de animal.

Prevencionismo: segundo o prevencionismo todo acidente deve ser considerado importante,


pois não se sabe exatamente se ele provocará lesões ao trabalhador. Nessa definição o acidente
não fica condicionado a questão física (como traumas psicológicos, por exemplo, síndrome do
pânico). O prevencionismo surge após a Revolução Industrial, quando as jornadas de trabalho
eram exageradas e não havia preocupação com a prevenção de acidentes, nem com as
condições físicas e mentais dos trabalhadores. Surgiu primeiramente nos EUA e depois se
espalhou pelo mundo no século XX, com a intensão de reduzir perdas.

Avaliações das causas dos acidentes de trabalho:

 Equipe de investigação: quem toma providências e investiga as causas dos acidentes.


Formada pelos engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, representante da
CIPA, trabalhador experiente em investigação, tesmunhas.
 Coleta de dados: coleta de informações através de uma pesquisa no local do acidente,
registrando evidências com fotos ou outros recursos, sem alterar o cenário do acidente.

É de extrema importância que o local do acidente não seja violado, sendo que esse deve
permanecer isolado e idêntico ao ambiente que se encontrava antes do acidente. Nada pode
ser removido ou acrescentado a cena do acidente antes que esse tenha sido resolvido.

Vídeo 3: Comunicação de Acidente de Trabalho

Comunicação do Acidente: deve ser comunicado, mesmo que não haja afastamento, em até 24
hrs depois do ocorrido. Em caso de morte devesse comunicar a polícia imediatamente, sob pena
de multa caso não seja comunicado.

Tipo de CAT (comunicado de acidente de trabalho):

 CAT inicial: quando é a primeira vez que o acidente ocorre.


 CAT reabertura: Caso haja reincidência do mesmo caso. Por exemplo, o funcionário tem
um problema no pulmão, é afastado e depois de voltar ao trabalho em uma outra
ocasião o problema reaparece. As reaberturas deverão ser comunicados ao INSS pela
empresa ou beneficiário, quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por
agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado
anteriormente ao INSS. Na CAT de reabertura deverão constar as mesmas informações
da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia de trabalho, atestado
médico e data da emissão, que serão relativos à data de reabertura;
 CAT de comunicação de óbito: quando a pessoa morre.
 CAT de doença Profissional: Só será emitido depois de laudo médico, e deve ser
entregue Posto do Seguro Social – PSS, mais conveniente ao segurado.
Comunicação ao INSS: Deve ser feita em seis vias: ao INSS, à empresa, ao segurado ou
dependente, ao sindicado de classe do trabalhador, ao SUS, à Delegacia Regional do Trabalho.

Quem faz o CAT: A empresa do trabalhador. Caso o trabalhador seja terceirizado ou de uma
empresa que presta serviços a empresa terceira que efetua o CAT. No caso de trabalhador
avulso, a responsabilidade é do Orgão Gestor de Mão de Obra, e na ausência deste, pelo
sindicado da categoria. No caso de segurados especiais (ministério público, Serviços jurídicos,
exército, marinha, aeronáutica, etc) o CAT é feito pelo próprio acidentado ou dependente, pelo
médico, ou pelo sindicato.

Comunicação de óbito: o óbito decorrente de um acidente ou doença ocupacional, ocorrido


após a emissão da CAT inicial ou de reabertura, será comunicado ao INSS através da CAT de
comunicação de óbito, constando data e demais documentos que comprovem a morte.

Tabela de preenchimento do CAT

Roteiro de emissão do CAT


Vídeo 4: Definição de Risco e Perigo

Risco: uma combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso com a


gravidade da lesão, doença ou perda que pode ser causada pelo evento (nunca é zero). Eles
podem ser classificados como físico, ergonômicos, químicos, biológicos e de acidentes
mecânicos, que possam causar danos à saúde do trabalhador.

Perigo: é a propriedade daquilo que pode causar danos. Resumidamente, identificar perigos é
identificar substâncias perigosas, agentes perigosos, produtos perigosos, situações perigosas,
eventos perigosos, operações perigosas ou eventos danosos.

Avaliação de Riscos: vai experiência de trabalho com a situação em análise. Está ligado a
determinada atividade de trabalho, tendo por objetivo identificar:
 As situações de perigo que pareçam ser uma ameaça significante;
 A necessidade de aperfeiçoamento de segurança das atividades profissionais atendendo
determinações legais.

Tolerância de Risco: Varia de pessoa para pessoa. Uma pessoa pode se sentir com frio em um
local onde outra não.

Processo de avaliação de Risco

Análise Preliminar de Riscos (APR): trata-se de uma técnica para avaliação prévia, ou seja,
preliminar, dos riscos presentes na realização de uma determinada tarefa ou trabalho. Sendo
dividido em etapas, que contém um detalhamento apurado de cada uma destas, elencando os
riscos envolvidos nesta tarefa.

Quais são as perguntinhas que eu devo me fazer para avaliar um risco:


 O trabalhador está exposto a fonte de perigo?
 O trabalhador está em contato com a fonte de perigo?
 Qual o tempo e a frequência do contato entre o trabalhador e a fonte de perigo?
 Qual a distância entre o trabalhador e a fonte de perigo?
Categorias de riscos:
Unidade II: Responsabilidades do Engenheiro de Segurança do Trabalho

Missão e Atribuições do Engenheiro de Segurança do Trabalho

São vários os profissionais responsáveis pela segurança do trabalho em uma empresa, sendo os
principais: Engenheiro do Trabalho, Técnico do trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeira do
Trabalho, Auxiliar de enfermagem do trabalho. No caso do engenheiro do trabalho, esse,
geralmente é o “líder” do grupo, sendo que nas questões do SESMT (serviço especializado em
segurança e em medicina do trabalho) o Médico do trabalho pode assumir essa posição de
liderança.
Entre as responsabilidades do Engenheiro do trabalho estão:
 Ser especialista na área;
 Supervisionar e orientar;
 Identificar as condições de segurança e colocar em prática o controle de acidentes;
 Planejar e desenvolver iniciativas de prevenção de riscos;
 Vitoriar, avaliar, realizar perícias, emitir parecer, laudos técnicos, entre outras funções
que dependem do auxílio dos outros profissionais da equipe;
 Analisar os riscos (o que ele pode causar de danos aos trabalhadores), acidentes e falhas
investigando causas, propondo medidas preventivas e corretivas orientando trabalhos
estatísticos, e analisando os custos;
 Propor políticas e normas da segurança;
 Elaborar projetos de prevenção;
 Estudar e adaptar instalações e máquina (respeitando ergonomia, por exemplo, levar
em consideração a estatura média do trabalhador, analisando EPIs e EPCs);
 Projetar planos de proteção contra incêndios, rotas de fuga, etc;
 Analisar e fiscalizar EPIs e EPCs, tanto em questão da qualidade do equipamento quanto
na fiscalização do uso;
 Participar na especificação do Transporte, armazenamento e manipulação de produtos
químicos (principalmente combustíveis);
 Elaborar planos destinador a desenvolver a prevenção de acidentes, promovendo a
instalação de comissões e assessorando no funcionamento;
 Orientar com treinamentos e palestras a respeito de segurança do trabalho;
 Acompanhar a execução de obras;
 Auxiliar no treinamento de novos funcionários explicando as funções que serão
desenvolvidas e as medidas de segurança necessárias, e orientar sobre os riscos;
 Propor medidas preventivas para evitar lesões e doenças do trabalho;
 Informar os trabalhadores e a comunidade a respeitos das medidas de segurança do
trabalho e alertar sobre riscos (exemplo, uma empresa que emite gases que afetam uma
região, assim a população tem que estar ciente dos riscos).

Regulamentações da Engenharia de Segurança

A coisa mais importante é a resolução de 1991. Que descreve os requisitos básicos para o
currículo básico do curso de especialização de Engenharia de Segurança. Os Artigos mais
importantes são o 1° (que especifica quem pode exercer a função) e 4° (que especifica as
obrigações do profissional).
Tipos de Laudos Técnicos

São documentos que registram a situação da empresa no momento da inspeção no sentido de


diagnosticar situações de risco baseado nas recomendações normativas e posterior eliminação
destes riscos. Os Principais Laudos são abordados a seguir.

 Laudo técnico Pericial (de insalubridade e/ou periculosidade): tem como objetivo de
atender as reclamações de processos trabalhistas no sentido de constatar ou não a
insalubridade ou periculosidade existente no ambiente laboral a pedido da parte
Reclamante.

 Laudo Técnico de Condições Ambientais (LTCAT): elucida sobre as condições do


ambiente de trabalho, considerando todos os agentes biológicos, químicos e físicos
responsáveis por causar prejuízo aos trabalhadores na execução de sua função. Como
trata-se de um documento que analisa os agentes nocivos no ambiente de trabalho,
serve como base para o INSS decidir sobre a concessão de um benefício. Pode ser
tratado de forma individual por trabalhador.

 Laudo técnico de Inspeção de Atividades e Operações Insalubres e Perigosas: Tem por


objetivo constatar as atividades insalubres (NR 15), e perigosas (NR 16), concedendo a
bonificação salarial ao trabalhador.

 Laudo Técnico de Avaliação dos Riscos Ambientais do Trabalho, PPRA (NR9 – Programa
de prevenção de riscos ambientais): O laudo procura atender as exigências da NR 9,
em relação a antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da
ocorrência de riscos ambientais (físicos, biológicos ou químicos) existentes ou que
venham a existir, e que possam prejudicar a saúde do trabalhador.

Roteiro de elaboração de Laudo:


 Dados da empresa: em questão de localidade e registro jurídico;
 Fundamentos Legais: embasamento legislativo;
 Objetivo do Laudo: varia para cada ocasião (prevenção de riscos ambientais, condições
insalubres, etc);
 Metodologia Aplicada: quantitativo, qualitativo, como foram classificados os riscos, que
tipos de riscos, etc;
 Identificação, reconhecimento e avaliação dos riscos ocupacionais: vai por bom senso;
 Reconhecimento e avaliação dos riscos: descrever como cada avaliação foi feita, de
quantitativa quais os instrumentos, se qualitativa qual a literatura, e as causas e
consequências desses riscos aos trabalhadores.

Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

Provavelmente este é somente aplicável as indústrias mineradoras, em substituição ao PPRA.


Além de identificar os riscos eles precisam ser controlados. O PGR faz justamente isso, gerencia
os riscos com base nas informações que se tem a respeito desses riscos. Basicamente é saber o
que se pode fazer para evitar os acidentes. Isso pode ser feito de várias maneiras, seja incluindo
atividades de descanso, ginástica, ou outras atividades físicas (para um caso de atrofiamento de
alguma função motora do funcionário), fazendo a troca de um equipamento obsoleto ou que
tenha defeitos, estabelecer limites de exposição ao uma dada condição do processo (por
exemplo, se o ruído é muito alto e sabe-se que uma pessoa só suportaria ele pode 3 hrs, deixar
o funcionário exposto a apenas 2,5 hrs).
O objetivo principal é definir uma sistemática voltada para o estabelecimento, contendo
orientações gerais a gestão voltada para a prevenção de acidentes nas instalações ou em
atividades com potencial perigo.
O PGR segue as seguintes medidas estabelecidas pela CETESB:
 Informações de segurança do processo: todas as informações do processo destinadas a
reduzir riscos;
 Revisão dos riscos de processo: deve ser feita periodicamente para estabelecer
tolerâncias;
 Gerenciamento de modificações: mesmo o risco sendo tolerável precisa-se acompanhar
de maneira contínua;
 Manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos: em casos de altos riscos
(mergulhadores por exemplo), deve-se garantir a integridade física deles;
 Procedimentos operacionais: basicamente se refere a padrões que devem ser
estabelecidos (repetidos sempre que a operação for executada), de forma a garantir a
segurança;
 Capacitação de recursos humanos: treinamentos aos funcionários;
 Investigação de acidentes: registros após os acidentes;
 Plano de ação de emergência: passo a passo em caso dê cagada;
 Auditorias: testar se está funcionando e conversar com os envolvidos.

Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT)

Plano que estabelece condições de trabalho na construção civil. Seus objetivos são:
 Garantir, por ações preventivas, a integridade física e saúde do trabalhador empregado,
terceiros, visitantes, etc;
 Estabelecer um sistema de gestão em segurança do trabalho nos serviços relacionados
a construção, através da definição de atribuições e responsabilidades à equipe que irá
administrar a obra.
Segundo norma regulamentadora (NR 18), o PCMAT deve ser aplicado para obras com mais de
20 trabalhadores.
Quem elabora o PCMAT? Engenheiros ou técnicos do trabalho.
Qual o roteiro para elaborar um PCMAT?
 Análise dos projetos, que deve ser aprovado pela prefeitura;
 Vistoriar o local;
 Reconhecimento e avaliação de riscos;
 Elaboração do documento base (o PCMAT propriamente dito, contendo todas as
informações de riscos e os procedimentos que devem ser adotados);
 Implantação do programa.

Higiene no trabalho
É o conjunto de normas e procedimentos voltados para a integridade física e mental do
trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente
físico onde são executadas.
O Plano de Higiene no trabalho deve conter:
1. Plano Organizado: Plantão de médicos, enfermeiros e auxiliares;
2. Serviços adequados: exames admissionais, primeiros socorros, exames periódicos,
entre outros;
3. Prevenções de riscos a saúdes: físicos, químicos e biológicos;
4. Serviços adicionais: palestras sobre saúdes, convênios com hospitais, cobertura por
doença e acidentes, tratamento especial para pessoas de idade, entre outros.

Programa de Controle médico e Saúde Ocupacional (PCMSO)

Esse programa tem como objetivo preservar a saúde dos trabalhadores dentro de uma
organização, para estabelecer e orientar a respeito a NR7 regulamenta o tema. Se aplica a todas
as empresas, basta ter 1 funcionário.
O PCMSO está exclusivamente preocupado com a saúde do empregado. O PCMSO trata-
se da parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde
dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais normas
regulamentadoras. Esta norma tem como objetivo prevenir, monitorar e controlar possíveis
danos à saúde e integridade do empregado, assim como também detectar riscos prévios,
especialmente no que diz respeito às doenças relacionadas ao trabalho.
O PCMSO é responsável pelos exames de rotina dos trabalhadores da empresa, sendo
esses os admissionais, de dispensa (em caso de demissão), de retorno (pós licença maternidade,
depois de um período inativo, etc), periódicos (de 1 em 1 ano ou 2 em 2 anos, dependendo da
empresa), ou em mudanças de cargos.
Os relatórios do PCMSO são apresentados e discutidos na CIPA.
Em caso de constatação de doenças o médico responsável pelo PCMSO deverá tomar as
seguintes medidas:
 Solicitação de CAT;
 Recomendar afastamento do funcionário;
 Encaminhar ao INSS a avaliação da incapacidade;
 Prestar orientações ao empregado sobre as medidas de controle no ambiente
de trabalho;

Programa de Prevenção de Riscos ambientais (PPRA) – NR 9:

Tem a finalidade de preservar a saúde e integridade dos trabalhadores. Esta norma deve
estar presente em todas as instituições e empregadores que venham a admitir trabalhadores
como empregados. À princípio não leva em consideração riscos ergonômicos, mas esses podem
ser considerados.
O PPRA tem um sentido mais amplo no que tange a saúde e integridade dos
trabalhadores. Deve ter uma avaliação anual do programa para verificação das metas e
prioridades estabelecidas.
Diferenças entre o PPRA e o PCMSO:

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO tem o caráter de


prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho,
inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças
profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.
Portanto, observa-se que o PCMSO visa integralmente o campo da saúde dos
trabalhadores.
Já, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA visa à preservação da saúde
e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e
consequentemente o controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a
existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos
recursos naturais.
Dessa forma, observa-se que o PPRA não somente visa à saúde dos trabalhadores, mas
também a segurança, a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP):

O PPP é um resumo da vida de trabalho do funcionário. É um documento normatizado


pelo INSS. Deve ser emitido no ato de demissão do funcionário e para fins de aposentadoria
perante o INSS. Toda empresa precisa emitir PPP e o empregador precisa estar preparado para
fazê-lo.
Ficam definidas assim as principais finalidades do PPP:
 Certificar sobre as condições para a liberação dos benefícios e dos serviços
previdenciários destinados a aposentadoria especial;
 A empresa deve possuir meios de provas em tempo real, tendo como finalidade de
ordenar e caracterizar as informações que ficam divididas em diversos departamentos
com o decorrer dos anos, desta forma evitando ações judiciais indevidas relacionadas
aos seus colaboradores.
 Devem estar sempre disponíveis aos gestores privados e publicos o acesso às bases das
informações reais, com a finalidade de manter informações de estatística, exposição de
políticas em saúde coletiva e de vigilância sanitária.

Unidade III – Risco no Ambiente de Trabalho (Acidentes no ambiente de trabalho e históricos)

O acidente de trabalho acontece quando se está exercendo as tarefas da empresa e de seu


emprego, que possam causar lesões, perturbações, perdas de movimento, perdas auditivas
mesmo que temporárias e outros acidentes que possam levar até mesmo à morte ou à
incapacidade de trabalhar.
No caso das doenças ocupacionais, elas estão consideradas em lei também como acidentes do
trabalho, podendo se verificar na lei o seguinte:
 Doenças que podem ser consideradas como profissionais são as que a pessoa adquire
por conta do trabalho que executa;
 As doenças em condições especiais do trabalho também estão relacionadas a acidentes
de trabalho.
Não se consideram acidentes de trabalho doenças causadas por idade ou condições
degenerativas.
Contextualização: Não adianta nada um país investir na indústria se esse não se preocupar com
a segurança do trabalho, pois isso poderá gerar um prejuízo maior do que os bens produzidos
(para exemplificar, lembrar do exemplo das unidades produtivas).

Acidentes de Trabalho

Os acidentes de trabalho são conceituados como uma ocorrência não prevista, que interrompe
um processo normal de uma atividade, acarretando consequências.
Além das causas já citadas também são considerados acidentes de trabalho os causados por
agressão física, brincadeiras ou atos de imprudência dentro do período da execução das
atividades.

Tipos de Acidentes de trabalho

São classificados como Acidente típico, acidente “in itinere” ou de trajeto e doenças
profissionais ou Ocupacionais.

 Acidente Típico: é aquele que decorre diretamente do exercício do trabalho, a serviço


da empresa;
 Acidente de trajeto: aquele que ocorre no trajeto do empregado. É geralmente de três
tipos: a viagem do empregado, no período das refeições ou descanso, e a ação de
terceiros (sabotagem ou ofensa por exemplo);
 Doenças Profissionais: são as decorrentes das condições especiais ou excepcionais em
que o trabalho seja executado, desde que, diretamente relacionada com a atividade
exercida.
Casos de acidentes onde não existem danos pessoais são considerados incidentes, esse tipo de
acidente tem grande importância pois serve de indicativo de uma condição que possa gerar
outros acidentes futuros.
Consequências dos acidentes: são várias, sendo que podem envolver questões sociais, onde o
trabalhador terá que ser sustentado pelo governo, causando prejuízo ao estado; pode causar
prejuízos para a empresa, que terá que substituir o funcionário; para a família do funcionário,
que terá que cuidar dele durante o período, ou até mesmo sobreviver sem o membro da família
no caso de morte. Uma das consequências dos acidentes é a geração de incapacidades ao
trabalhador. Essas incapacidades podem ser totais ou parciais, e ainda permanentes ou
temporárias.

Causas dos Acidentes

Podem ser dos seguintes tipos:


 Falta de equipamentos de segurança
 Recusa do trabalhador em usar o equipamento
 Imprudência, imperícia ou negligência do trabalhador
 Defeito nos equipamentos e máquinas com as quais se trabalha
 Falta de profissionais especializados em segurança e medicina do trabalho
 Acidentes de trânsito
 Força maior, caso fortuito
 Álcool, tabagismo e tóxicos
Para o controle dos acidentes ocorridos são feitas periodicamente estatísticas, essas por sua vez,
podem ser mensais ou anuais, porém, devem ser baseados nas normas técnicas, possibilitando
confrontá-los com outro local similar. Os principais coeficientes são o Coeficiente de Frequência
(C.F.) e o Coeficiente de Gravidade (C.G.). O primeiro indica os números de acidentes ocorridos
que tiveram afastamento e a frequência que podem ocorrer entre cada milhões de
horas/homens trabalhando. O segundo possibilita mensurar o nível de gravidade dos acidentes
ocorridos nas empresas, sendo possível verificar os dias perdidos decorrentes de afastamentos
através de cada milhão de horas/homens trabalhadas.

Os dias perdidos são os que efetivamente foram perdidos e os debitados depende da gravidade
do acidente e são mensurados por uma tabela.

Significado sócio econômico das doenças ocupacionais e dos acidentes no trabalho: No início
quem se preocupava com a segurança e saúde do trabalhador eram os Estados. Com o passar
do tempo as empresas perceberam que seria mais lucrativo se preocupar com seus
trabalhadores pois os custos gerados pelas doenças e acidentes causavam grandes prejuízos. O
governo ainda atua nessa área fornecendo benefícios como menor tempo de trabalho para a
aposentadoria ou acréscimo no salário dependendo da atividade exercida, pois uma pessoa que
perde sua capacidade de trabalhar gerará um prejuízo também para o Estado, que terá que
sustentá-la.

Evolução dos Acidentes de Trabalho


Doenças Ocupacionais

As doenças ocupacionais têm como característica um desenvolvimento lento e progressivo. Elas


podem ser agudas (resfriados, irritação) ou crônicas (câncer), e não necessariamente estão
ligadas a aspectos físicos, também podem ser mentais. Se dividem em doenças do trabalho e
doenças profissionais.
As doenças do trabalho são doenças que surgem através de uma pré-disposição do indivíduo,
ou seja, o indivíduo já tinha um problema e ele se agrava devido as atividades laborais.
Doenças profissionais são causadas pela atividade exercida.
As doenças ocupacionais mais comuns são a PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído) e a LER
(lesão por esforço repetitivo). O termo correto para a primeira seria Perda Auditivas Induzidas
por Níveis Elevados de Pressão Sonora, porém usa-se mais PAIR.

Prevenção de doenças ocupacionais: Pode ser feita com a redução do agente causador
(diminuir a vibração de uma máquina por exemplo), com o uso de EPI’s, e pela conscientização
dos trabalhadores, que pode ser feita por meio de cartazes, palestras, banners, etc., que são
vinculados principalmente na semana de segurança do trabalho promovida pela CIPA.

Unidade IV: Agentes ambientais, Mapas de riscos, CIPA e Sinalizações

Os Agentes ambientais: podem ser identificados pelas condições físicas existentes no ambiente
de trabalho, como por exemplo: ruído, frio, calor, radiações, vibrações. Essas características
podem variar conforme o ambiente de trabalho, essas variações é que determinam os danos e
seus níveis.

Mapa de riscos: ele apresenta vários fatores existentes nos postos de trabalho que podem trazer
danos à saúde dos empegados, além dos acidentes e doenças relacionadas. Permite um
levantamento de pontos considerados de risco em diferentes setores da empresa, possibilita
assim identificar locais e situações consideradas perigosas.
Os riscos são classificados como mostra a figura a seguir:

Em casos onde mais de um risco está presente no mesmo local, divide-se o círculo com mais de
uma cor (se forem de mesma intensidade).
Exemplos dos riscos são:
 Físicos: ruídos, calor, vibrações, pressões anormais, radiações, umidade;
 Químicos: poeiras, fumos, névoas, vapores, substâncias químicas;
 Biológicos: Vírus, bactérias, parasitas, fungos;
 Ergonômicos: esforços físicos, levantamento de peso, postura inadequada, situação de
estresse, jornada de trabalho longa, monotonia e repetitividade;
 Mecânicos: arranjo físico com problemas (espaço insuficiente ou mal organizado), as
máquinas e os equipamentos sem a devida proteção (ou obsoletas), ferramentas
inadequadas ou defeituosas, eletricidade (quando as redes est), animais peçonhentos,
armazenamento inadequado.
Como elaborar o mapa de riscos: A CIPA é responsável por levantar as informações necessárias
para que possam ser feitas as inspeções de segurança. Deve ser feita uma busca permitindo-se
identificar e avaliar a gravidade dos riscos, através do diálogo com as pessoas que trabalham
com produtos químicos, identificando a localização dos riscos. Os mapas de riscos sempre
devem ser refeitos caso o ambiente ou a situação (etapa de uma obra por exemplo) mudem.
Deve-se manter o mapa sempre atualizado.
Na vídeo-aula sugere-se uma forma simplificada de elaboração do mapa de riscos, sendo
composta das seguintes etapas:
 Possuir a planta do local;
 Levantamento dos dados do processo de trabalho;
 Número de funcionários que trabalham no setor;
 Sexo do entrevistado;
 Horário de trabalho;
 Se já recebeu treinamento para a função;
 Se já recebeu treinamento em segurança;
 Avaliação do ambiente de trabalho em relação as atividades desenvolvidas;
 Avaliação do ambiente de trabalho em relação aos riscos existentes.
Depois da elaboração do mapa de riscos é possível testar sua eficiência através da utilização de
alguns itens como: EPI’s, EPC’s, higiene e conforto dos banheiros, Vestiários, bebedouros,
refeitórios e áreas de lazer.
Deve-se lembrar que o mapa de riscos deve ficar exposto em um local onde todos possam ter
acesso, não somente os trabalhadores.

Apesar da elaboração simplificada apresentada anteriormente, existe uma mais completa que é
mais aceita e difundida (inclusive está na apostila do Miguel), que é a seguinte:

1. Verificar os processos existentes


a. Instrumentos e materiais de trabalho;
b. As atividades exercidas em cada setor;
c. Qual o ambiente que está sendo analisado.
2. Fazer a verificação sobre os riscos no local estudado;
3. Identificar as medidas a serem adotadas já existentes com a finalidade de se ter eficácia
nos processos:
a. Promover a proteção coletiva;
b. Meios de organização do trabalho;
c. Assegurar a proteção individual;
d. Promover a higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários;
e. Fornecer bebedouro, refeitório e área de lazer.
4. Realizar a identificação relacionada aos indicadores de saúde:
a. Quais são as queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos
aos mesmos tipos de riscos;
b. Especificar os acidentes de trabalho ocorridos;
c. Diagnosticar as doenças profissionais existentes no ambiente de trabalho;
d. Quais as causas mais frequentes de ausências ao trabalho.
5. Ter acesso aos levantamentos ambientais que já foram feitos na organização;
6. Desenvolver mapas de risco, baseando-se no layout da organização sinalizados através
de círculos:
a. O grupo pertencente a um risco identificado deve ser sinalizado através de
círculo na cor padronizada;
b. No interior deste círculo deve ser informado o número de trabalhadores sujeitos
à exposição;
c. Deve-se especificar também dentro do círculo o tipo do agente nocivo;
d. Qual o nível do risco, baseado nas informações cedidas pelos trabalhadores,
representada por círculos de tamanhos proporcionalmente diferentes.

Como utilizar o mapa de riscos após a sua análise: Após a confecção do Mapa de Riscos, há a
necessidade de se fazer uma análise observando alguns pontos:
 Quais são as áreas que devem receber prioridade em decorrência do maior grau de risco
identificado;
 Após as medidas de correção forem colocadas em prática e os riscos forem reduzidos
deve-se reduzir os círculos indicativos para a atual posição de risco relacionada ao setor;
 Se o problema identificado anteriormente não foi eliminado deve-se adequar com um
círculo ao atual cenário de risco encontrado;
 Em caso da identificação de novos pontos de risco é necessário a devida sinalização e
relacioná-los adequadamente no mapa.

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)

Surgiu na década de 40 com o objetivo de diminuir o número de acidentes de trabalho nas


indústrias. É constituída de um representante dos empregados (que ganha estabilidade por 2
anos), de um empregador que possui conhecimento através do treinamento sobre medidas de
segurança e que podem contribuir na prevenção de acidentes.
A CIPA utiliza-se do conceito de acidente de trabalho para identificar as causas que podem ser
eliminadas ou reduzidas pelo próprio empregador, ou pelo empregado ou através de ações
realizadas pelos dois.
Cabe a CIPA as seguintes atribuições:
 Avaliar os acidentes ocorridos nas organizações;
 Articular medidas para prevenir acidentes, através de iniciativas próprias ou por meio
de sugestão dadas pelos próprios colaboradores;
 Promover a divulgação das Normas de Segurança e Medicina do Trabalho elaborado
pelo empregador, para que possam sempre ser praticados;
 A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) deve ser feita
anualmente nas empresas;
 Criar e aplicar a Campanha Permanente de Prevenção de Acidentes;
 As atas referentes às reuniões da CIPA devem ser mantidas em livro próprio, sendo
encaminhadas ao empregador e ao SESMT, mensalmente as cópias dessas atas;
 Atuar em conjunto com o SESMT, para identificar as causas e consequências dos
acidentes e doenças ocupacionais, providenciando e acompanhando a aplicação das
medidas corretivas;
 Fazer inspeção nas empresas, para verificar os riscos localizados em cada setor, quando
for feita denúncia de risco ao empregador e ao SESMT;
 Promover cursos, treinamentos e campanhas, com o objetivo de melhorar o
desempenho dos trabalhadores sempre que necessário;
 Os anexos I e II que são respectivamente as Fichas de Informação da Empresa e as Fichas
de Análise de Acidente, devem ser arquivadas, permitindo o acesso a essas informações
em qualquer momento, independente da como será arquivado;
 O Anexo I deve ser encaminhado trimestralmente ao empregador;
 Reunir pessoas ligadas à empresa para reunir informações, permitindo esclarecer os
acidentes ocorridos ou outras situações.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e coletiva (EPC)

As empresas têm por obrigação fornecer gratuitamente aos seus colaboradores os


equipamentos de proteção individual EPI’s para o adequado desenvolvimento de suas funções
e proteção aos riscos existentes nos postos de trabalho.
Os EPI’s devem ter certificado de aprovação, sem ele não tem validade. Fica assim a cargo da
empresa controlar e orientar sobre o uso dos equipamentos que fornece aos trabalhadores, e
pode usar algumas medidas de punição para quem não usar.
Os EPI’s são produzidos em série e são projetados de acordo com os riscos identificados. Os
empregadores devem, de alguma forma (por via de treinamentos, por exemplo), ensinar como
esses equipamentos devem ser utilizados.
Os EPC’s protegem mais de um colaborador ao mesmo tempo, como por exemplo: biombos,
extintores, alarmes, ventiladores, linha de vida. São de extrema importância, pois, possibilitam
controlar ambientes considerados como insalubres, neutralizando ou eliminando essas
questões.

Sinalização de Segurança

São feitas através de cores, para que o trabalhador possa identificar uma dada condição daquele
ambiente. É regulamentada pela NR26. As cores utilizadas e seus significados são:

 Vermelho: coisas ligadas a incêndios. Por exemplo: caixa de alarme de incêndio,


Extintores, hidrantes, sirenes de alarme de incêndio, portas de saída de emergência;
 Amarelo: representa o cuidado, identifica também gases não liquefeitos e limites.
Exemplos: espelhos de degraus de escadas, bordos desguarnecidos de aberturas no
solo, e plataformas que não possam ter corrimões, paredes de fundo de corredores sem
saída;
 Branco: sinaliza locais onde há movimentação de pessoas. Exemplos: passarelas e
corredores, localização de bebedouros, zonas de segurança;
 Preto: canalizações que contém combustíveis de alta viscosidade como óleo
lubrificante, asfalto, etc, ou seja, indica canalizações inflamáveis;
 Azul: aponta o “cuidado”. É utilizado em barreiras de advertências que ficam expostas
em postos de comando, sendo empregado também em: sistemas de canalização de ar
comprimido, na publicação estratégica de avisos em postos onde serão fontes de
potências;
 Verde: a cor verde é utilizada para definir uma área segura e os equipamentos utilizados
viabilizando a segurança. Exemplos: canalizações de água, macas, chuveiros de
segurança, emblemas de segurança, dispositivos de segurança;
 Laranja: a cor laranja identifica: as canalizações que contenham ácidos, dispositivo de
conte borda de serras e prensas, faces externas de polias e engrenagens, botões de
arranque de segurança;
 Púrpura: indica os perigos derivados de radiações eletromagnéticas penetrantes de
partículas nucleares. Exemplos: locais onde tenham sido enterrados materiais e
equipamentos contaminados, recipientes de materiais radioativos ou refugos de
materiais e equipamentos contaminados;
 Lilás: deverá ser usado para indicar canalizações de álcalis. As refinarias de petróleo
podem usar lilás para identificar lubrificantes.
 Cinza: em dois tons: claro para canalizações de vácuo e escuro para identificar
eletrodutos;
 Alumínio: deverá ser usada para canalizações que contenham gases inflamáveis e
combustíveis de baixa viscosidade. Exemplos: diesel, gasolina, querosene;
 Marrom: da forma que a empresa quiser, para identificar um líquido não enquadrado
em nenhuma das outras categorias.

Lembre-se do seguinte:

É interessante também lembrar das seguintes palavras de advertência:


 PERIGO (Vermelho): alto risco;
 CUIDADO (Amarelo): risco médio;
 ATENÇÃO (Laranja): risco leve.

Sinalizações por placas

 Sinalização de interdição

 Sinalização de alerta

 Sinalização de Obrigação
 Sinalização de Segurança

 Sinalização de prevenção de incêndio