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ECONOMIA POLÍTICA RESUMIDA

para P1
CONCEITOS & RELAÇÃO COM O DIREITO
1.
Antes de estudar a economia em si, com todas suas facetas e
interpretações, é necessário compreender o que é sua
essência, de maneira pura e imparcial.
A etimologia da palavra carrega essa essência: ECONOMIA
(oikonómias; aquele que administra um lar). Então, economia
é a relação das necessidades do indivíduo, ou do coletivo,
com os recursos disponíveis. Sendo que:

• as necessidades são ilimitadas, variadas e podem ser


tão necessárias quanto desnecessárias para se viver;
• os recursos são limitados e escassos.
Ou seja, a Economia precisa manter a relação necessidade-
recursos consonante e, por esse motivo, é denominada como a
Ciência da Escassez. Maximizar resultados utilizando o
mínimo de recursos possível é o parâmetro de Eficiência
Econômica.
2.
Como ciência é carregada de relacionamento humano, faz com
que a Economia e o Direito sejam muito próximos. A Economia
gera os conflitos ao tentar racionalizar a escassez, o
Direito tenta apaziguar conflitos. São ciências
complementares.

FATORES DE PRODUÇÃO
Numa produção de bens materiais, considera-se 5 fatores
indispensáveis: terra, trabalho, capital, tecnologia e
empreendedorismo.

• Terra representa os recursos naturais, que são os


elementos da natureza capazes de serem aproveitados
numa produção (com a tecnologia disponível); ex.:
matéria-prima, fontes de energia, área.
• Trabalho representa os recursos humanos, que engloba a
População Economicamente Ativa (PEA) e sua
disponibilidade; ex.: nº de funcionários, nº de horas
trabalhadas.
• Capital representa o estoque de capital, que é o acumulo
de riqueza em estrutura, que será usada na produção;
ex.: edifícios, máquinas, equipamentos.
• Tecnologia representa o conhecimento e capacidade de
aproveitar melhor os recursos numa produção; ex.:
sistemas informatizados, pesquisa científica.
• Empreendedorismo representa a capacidade empresarial,
que se baseia na forma em que um negócio será guiado;
ex.: visão empresarial, iniciativa, capacidade de
assumir riscos.

FLUXO CIRCULAR DA RENDA


Na tentativa de exemplificar o funcionamento da economia de
mercado de maneira simples, encontra-se este modelo:

Na imagem, temos dois agentes econômicos fundamentais e


responsáveis por tomar todas as decisões: a EMPRESA e a
FAMÍLIA.

• A empresa é a unidade produtiva e combina os fatores de


produção.
• A família é a unidade consumidora e proprietária dos
fatores de produção.
A relação destas se dá por duas maneiras, real e monetária.
• A real: a FAMÍLIA como proprietária dos fatores de
produção, disponibiliza sua força de trabalho
(trabalhador), suas terras (fazendeiro) ou seu capital
(empresário dono de maquinário) para a EMPRESA, que,
utilizando destes fatores, produz bens e serviços que
serão consumidos pela FAMÍLIA.
• A monetária: Para pagar pelo uso dos fatores de
produção, a EMPRESA remunera a FAMÍLIA, gerando uma
renda e, consequentemente, capacidade de consumir
produtos e serviços da EMPRESA. Ao pagar pelo bem, a
FAMÍLIA gera uma receita para a EMPRESA e, assim, a
segunda torna-se capaz de remunerar o uso dos fatores
de produção.

SETORES ECONÔMICOS
Apesar dos fatores de produção estarem presentes em todas as
atividades, elas podem ser categorizadas pela intensidade de
uso dos recursos. São elas: primárias, secundárias e
terciárias.

• Primária refere-se à agricultura, pecuária e extração


vegetal e mineral; intensiva em fator Terra.
• Secundária refere-se ao setor industrial, transformando
matéria-prima em produtos industrializados (roupas,
alimentos, máquinas, etc.); intensiva em fator Capital.
• Terciária refere-se ao comércio, tanto na venda de
produtos quanto de serviços; intensivo em fator
Trabalho.

FUNÇÃO DE PRODUÇÃO & CURVAS DE POSSIBILIDADES


1.
Para o controle duma produção, uma função é criada na
seguinte lógica: quantidade produzida = insumo de fatores
de produção. Dessa forma, é possível que se encontre três
tipos de resultado, ou seja, rendimentos: crescente,
constante e decrescente.

• Crescente é aquele que, ao dobrar o insumo dos fatores


de produção, a produção em si aumenta mais que o
dobro; ex.: especialização de funcionários.
• Constante é aquele que, ao dobrar o insumo dos fatores
de produção, a produção se mantém proporcional ao
gasto; ex.: uma empresa estável.
• Decrescente é aquele que, ao dobrar o insumo dos
fatores de produção, a produção em si aumenta menos
que o dobro; ex.: uma empresa sem controle
administrativo.
Ademais, entende-se a existência de uma lei não-universal
chamada de “Lei dos Rendimentos Marginais decrescentes”,
que postula: quando todos os outros fatores de produção
continuarem constantes, aquele variável irá diminuir seu
impacto na produção conforme aumenta em quantidade.
Exemplo: produção agrícola. Neste exemplo, considera-se dois
principais fatores de produção: terra e trabalho. Se o produtor
desejar aumentar a produção mantendo a extensão de suas terras,
o que lhe resta é aumentar o número de trabalhadores. Então, ao
adicionar mais um trabalhador no processo, a produção irá
aumentar. Adicionando mais um trabalhador, a produção irá
aumentar novamente, mas menos do que da última vez, e assim
sucessivamente ao acréscimo de trabalhadores.

Por que isso ocorre? Simples: os fatores de produção são


complementares, ou seja, precisam estar em harmonia para
que sejam efetivos. Quando se aumenta TODOS os fatores de
produção, a produção aumenta; quando se aumenta apenas
alguns fatores de produção, ocorre o rendimento marginal
decrescente.
2.
A Curva de Possibilidade de Produção corresponde às opções
de escolha no uso dos Fatores de Produção, geralmente
decidindo qual matéria produzir e o quanto - buscando
sempre o mais lucrativo.

Seguindo o exemplo acima, um produtor tem a capacidade


(maquinário e trabalhadores) para produzir um produto X e um
produto Y, simbolizada pela curva azul. Porém, todo seu
aparato industrial é mais hábil em produzir Y (máx. 8000) do
que X (máx. 5000). Caso o fabricante queira misturar a
produção dos produtos, todas as combinações possíveis estão
descritas na tabela abaixo:

LETRA PRODUÇÃO VANTAJOSO?


A 8000 de Y; 0 de X SIM
B 6500 Y; 3000 X SIM
C 5000 Y; 4000 X NÃO
D 3500 Y; 4500 X NÃO
E 1500 Y; 4800 X NÃO
F 0 Y; 5000 X NÃO
Como o desejo é de que a indústria tenha um bom rendimento,
o produtor, obviamente, buscará por possibilidades
vantajosas. Mas como definir o que é vantajoso e o que não
é? Simples:
A redução do produto Y deve ser sempre inferior ao aumento
de produção do produto X. Nestes termos:

• em A, a produção de Y é de 8000 e de X 0. Vantajoso.


• de A para B, a produção de Y reduziu 1500, mas, em
compensação, X aumentou 3000. Vantajoso.
• de B para C, a produção de Y reduziu mais 1500, mas X
aumentou apenas 1000. Desvantajoso.
E assim por diante.
Ainda no gráfico, há dois pontos que não se encontram na
fronteira (a própria curva), que são: G e H.

• G representa o desemprego. Ex.: caso o produtor


decidisse produzir apenas 4000 de Y, teria prejuízo;
considerando que estaria rendendo metade de sua
capacidade.
• H representa uma meta impossível, pois representa uma
combinação de X e Y que a indústria, com seus atuais
recursos, não é capaz de produzir.

Vale lembrar que:

• A curva só é côncova pois o custo da substituição é


sempre crescente (fica cada vez mais caro e menos
vantajoso).
• O aumento dos recursos (maquinário, área, número de
trabalhadores, etc.) aumenta a capacidade da indústria,
logo, desloca a curva para a direita.
• A curva azul representa a Eficiência Produtiva, onde a
totalidade dos recursos é utilizada. Caso não utilize,
se aproxima do ponto G.
• A curva vermelha serve apenas para demonstrar que toda
Curva de Possibilidade de Produção tem a mesma forma.

CUSTOS DE PRODUÇÃO
Para que uma empresa funcione, existe um custo, que
correspondende à soma de custos fixos e custos variavéis.
• Custos fixos: todo aquele que não varia com o nível de
produção ou venda; ex.: aluguel.
• Custos variavéis: todo aquele que varia com nível de
produção ou venda; ex.: matéria-prima.
Logo, temos as seguintes equações:
CT (custo total; custo de produção) = CF(fixo) + CV (variável)
CTm (Custo Total médio) ou CUSTO UNITÁRIO = CT/Q(n° de unidades produzidas)
CFm (fixo médio) = CF/Q
CVm (variável médio) = CV/Q
EXEMPLO: Empresa de Confecção de Roupas

• Custos fixos: aluguel do imóvel, IPTU, salário do


guarda, conta de água, conta de telefone, material de
escritório, salário do recepcionista, salário do
faxineiro, taxa de publicidade, etc.
• Custos variáveis: rolos de tecido, rolos de linhas,
aviamentos (zípers, botões, etc.), embalagens
(plásticas e caixas), salários das costureiras e
ajudantes, conta de energia elétrica, impostos,
combustíveis, etc.
CUSTO DE OPORTUNIDADE
Na gestão de uma empresa, cada escolha importa. Fazer ou não
fazer pode gerar tanto lucro quanto prejuízo e estudar as
oportunidades que aparecem é um dos fatores mais importantes
num negócio.
Tomando um exemplo simples:
Um indivíduo quer abrir seu próprio mercado, o que, obviamente,
custa dinheiro. Porém, ele já possui a quantia necessária e
então abre seu negócio. Agora, o indivíduo tem seu mercado, mas
não tem mais a quantia gasta. Mas, e se ele tivesse feito
diferente? Talvez investido no banco o mesmo dinheiro usado para
abrir o mercado. Seis meses depois, poderia ter mais dinheiro e
até mesmo o custo para começar seu negócio poderia ter reduzido.

O custo de oportunidade do mercante foi ter pago mais caro


por uma mesma coisa e não ter sobrado nenhum dinheiro do que
foi juntado.
Ou seja, o custo de oportunidade é literalmente o que o nome
diz; o quanto você perde por fazer escolhas. E claro, é um
conceito da Economia que pode ser usado até mesmo na vida.

SISTEMA ECONÔMICO
Toda sociedade tem sua forma de desenvolver atividades
econômicas, como produção, circulação, distribuição e
consumo de bens e serviços. Essa organização é chamada de
Sistema Econômico, ou modo de produção.
Durante toda a existência humana, o mundo presenciou diversos
sistemas econômicos: a servidão egípcia, o escravismo
romano, o feudalismo medieval. Hoje, vivemos num mundo
majoritariamente capitalista, que contracena com uma mínima
expressão socialista, que um dia já foi maior – motivo que
faz dos dois os principais modos de produção estudados,
criticados e defendidos.

Economia de Mercado Capitalista:

• Sistema baseado na busca do lucro;


• Propriedade privada;
• Agentes econômicos individuais;
• Mercado funciona livremente, sem regulação;
• Os preços se regulam pela lei da oferta e da demanda.
Economia de Planejamento Centralizado (Socialista):

• Propriedade coletiva ou estatal;


• Agentes econômicos limitado ao plano elaborado por
autoridades;
• Segue a política de uma sociedade sem classes;
• Contraria o mercado e propõe um método de planejamento
centralizado de produção e distribuição de bens e
serviços.

Economia Mista de Mercado: Sistema que busca intervenção


estatal para regular falhas do mercado, colocando o Estado
como relevante no cenário economico.

Independente do sistema econômico vigente, deve-se pontuar


três questões: o que e quanto, como e para quem produzir?
Quais serão os produtos e suas quantidades produzidas com os
recursos disponíveis? Quais os recursos a serem utilizados,
considerando a atual tecnologia, da forma mais rentável
possível? Como a sociedade irá participar da distribuição
dos produtos?
Estas perguntas são chamadas de Problemas Econômicos
Básicos. Sem respondê-las, o sistema econômico não é capaz
de atender uma sociedade.

MICROECONOMIA & MACROECONOMIA


A Teoria Econômica se divide em duas áreas: a microeconomia
e a macroeconomia.

• A microenomia trata do comportamento indivídual dos


agentes econômicos (empresa, família) e tem como
principal objeto de estudo o Mercado; como funciona
(teoria da produção, do consumidor, da firma) e suas
práticas (monopólio, oligopólio, concorrência, etc.)
• A macroeconomia trata da economia de forma mais ampla,
por lentes nacionais e mundiais. Estuda indicadores
como produção total, poupança, desemprego e inflação.
Praticamento tudo que foi visto até o momento neste resumo
trata-se de microeconomia.
RELAÇÕES ECONÔMICAS
Curva de demanda Hicksiana
Postula que quanto mais um bem é consumido, mais barato fica.
Ou seja, o preço e a quantidade consumida (procurada,
demandada e comprada) são inversamente proporcionais.

A letra A representa um produto pouco comprado, logo caro.


A letra B representa um produto muito comprado, logo barato.

Curva de Engel
Dita a relação entre a quantidade consumida de um bem e o
nível de renda do consumidor. Porém, depende de qual bem
está sendo observado: bem normal ou bem inferior.

• Bem normal é todo aquele que aumenta sua demanda


conforme a renda das pessoas aumenta; ex.: carros,
computadores, pacotes de turismo.
• Bem inferior é todo aquele que diminui sua demanda
conforme a renda das pessoas aumenta; ex.: passagem do
transporte público, carne de 2°, etc.
Curva de Phillips
Descreve a relação entre o desemprego e a inflação,
inversamente proporcionais. Esse estudo serviu de motivação
para políticas públicas de controlar inflação com desemprego
ou reduzir o desemprego aumentando os preços.
• Crescimento: - desemprego; + renda; + demanda; + inflação
• Recessão: + desemprego; - renda; - demanda; - inflação

Curva de Lorenz
Reproduz a distribuição pessoal das rendas de uma sociedade;
relacionando a porcentagem acumulada de pessoas que recebem
renda e porcentagem acumulada de rendas.
• Condição perfeita: 10% das pessoas recebe 10% da renda;
20% das pessoas recebem 20% das rendas; 50% das pessoas
recebem 50% das rendas. Linha de perfeita igualdade.
• Concentração de renda: 50% das pessoas recebe 25% da
renda; 75% das pessoas recebe 50% da renda. Curva de
Lorenz.
O grau de concentração de renda numa sociedade é representada
por esta curva. Quanto mais próxima da linha amarela, maior
a igualdade; menor concentração; melhor distribuição de
renda.

Curva de Laffer
Descreve a relação inversamente proporcional entre as
receitas tributárias governamentais e a carga tributária.
Usada para justificar a redução de impostos.

Perceba que, em determinado momento, o aumento da carga


tributária deixa de aumentar a receita tributária e passa a
diminuí-la. Por quê? Porque enquanto o imposto é possível de
se pagar, ele será pago. Quando não mais, o imposto torna-
se abusivo, a população começa a sonegar (afinal, quem quer
pagar tudo o que ganha em impostos?) e a arrecadação cai.

ÓTIMO DE PARETO
Uma produção está ótimo de Pareto quando encontra-se na
melhor situação possível, dado seus atuais recursos, e só é
possível melhorar caso prejudique outrem. Aqui, considera-
se a eficiência produtiva, não se o ótimo de Pareto possui
algum aspecto social benéfico; ou seja, concentração de
rendimento ou de recursos num único agente pode ser ótima no
sentido de Pareto.
Quando se melhora uma produção sem prejudicar terceiros, é
uma melhoria de Pareto. Quando não se existem mais melhorias
paretianas, alcança-se o ótimo.

LEIS ECONÔMICAS
• Lei de Say: "toda oferta cria sua própria demanda"
Basta produzir que tudo seria comprado com as rendas geradas
na produção.

• Princípio da Demanda Efetiva: "lei da oferta e da


demanda"
Keynes e Kalecki verificaram que, ao contrário do que Say
disse, a demanda determina a oferta.

• Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes:


Refere-se ao aumento de apenas alguns dos fatores de
produção, que impacta positivamente a produção geral, mas
impacta cada vez menos à medida de que o fator de produção
é aumentado. Explicado em "FUNÇÃO DE PRODUÇÃO".

• Lei de Okun: "a cada 2 pontos percentuais de diferença


entre o PIB e seu nível de pleno emprego, a taxa de
desemprego crescerá 1%"
Relaciona mudanças do PIB com desemprego.

• Lei de Wagner: "a participação do governo na economia


cresce"
Conforme o capitalismo evolui, o governo intervem cada vez
mais na economia.

• Lei das Vantagens Comparativas:


Sugere a especialização, por parte dos países, na produção
de bens que possui mais facilidade (custo relativamente mais
baixo que para outros países).

• Lei de Walras:
Excesso de oferta em um mercado deve ser igualado pelo
excesso de demanda. Sem o equilíbrio, haverá produtos demais
(produção inútil) ou falta de produtos (considerando-o
necessário à população).
• Lei de Gresham: "a má moeda expulsa a moeda boa"
Um bom exemplo é em sociedades em que se havia bimetalismo,
onde a prata e o ouro dividiam papel de moeda. A prata (menos
valiosa) era muito mais usada para fins comerciais, enquanto
o ouro (mais valioso) era mantido em casa, ou muitas vezes
exportado para outros países ou derretidos para se
capitalizar o valor.

O MERCADO
Basicamente, o preço do mercado é guiado pela oferta e pela
demanda, expresso de forma monetária.
• Oferta é a quantidade de um produto ou serviço oferecido
no mercado, por um preço e por um determinado período;
relaciona-se com produção.

A relação entre preço e quantidade ofertada é diretamente


proporcional, visto que quanto mais caro um produto é, mais
o produtor vai querer vendê-lo, então, mais produzirá e,
consequentemente, ofertará.

• Demanda é a quantidade de um produto ou serviço desejado


pelos consumidores, que estão dispostos a adquirí-lo,
por um preço e por um determinado momento; relaciona-
se com procura, consumo.
A relação entre preço e quantidade demandada é inversamente
proporcional, visto que quanto mais caro um produto é, menos
consumidores se interessam em adquirí-lo.

Equilíbrio de Oferta e Demanda

Como dito anteriormente, quem regula o mercado é o


relacionamento da oferta e da demanda. Então, para que se
tenha a melhor situação possível, a relação deve ser
equilibrada (letra E no gráfico). Porém, num mercado real,
é possível encontrar diversas situações nesta correlação:

• Quando há excesso de demanda (demanda em D, oferta em


C), os poucos produtos que tem ficam mais caros e isso
faz com que produtores vejam vantagem na produção
daquele item específico, o que ocasiona no aumento da
oferta, fazendo o mercado se equilibrar.
• Quando há excesso de oferta (oferta em B, demanda em
A), os produtos tem pressa para serem vendidos, afinal
custaram dinheiro para serem produzidos, e então, para
que consigam convencer o consumidor a adquirí-lo, eles
têm seu preço diminuido. Assim, o comprador vê vantagem
em comprar o item e a demanda cresce, equilibrando o
mercado.

EXCEÇÕES À LEI DA DEMANDA


Bens de Giffen são bens inferiores, ou seja, de pequeno
valor, mas de grande importância para consumidores de baixa
renda; porém, sua demanda tem relação direta com o preço.
Ou seja:

• Quando seu preço aumenta, o consumo aumenta pelo fato


de que o produto em questão é muito importante e não
existem alternativas mais baratas e acessíveis.
Gastando-se mais com um item, falta dinheiro para
consumir outros itens. É melhor garantir o pão e ficar
sem margarina.
• Quando seu preço diminui, o consumo diminui por conta
de que o dinheiro do indivíduo passa a valer mais.
Valendo mais, ele é capaz de comprar outras coisas, o
que até preferirá por conta da saturação (sempre
consumir um produto específico por custar pouco). É
melhor mudar o cardápio do que pagar mais barato.
Ex: pão
Bens de Veblen são bens de consumo ostentatório, ou seja,
representam luxo. A demanda é diretamente proporcional ao
preço, já que o objetivo do consumidor é ostentar seu
produto; quanto mais caro melhor.
Ex: obras de arte.
Exemplos de Mercados
Ângulo microeconômico:
BEM/SERVIÇO OFERTA DEMANDA PREÇO
Batatas Produtores Compradores R$1,25/kg
Corte de Salões e Clientes dos R$20,00 o
cabelo barbearias salões corte
Carros Carros à Compra de R$20.000,00
venda carros
Energia Geração de Consumo de tarifa
energia energia

Ângulo macroeconômico:
BEM/SERVIÇO OFERTA DEMANDA PREÇO
Todos Produção de Demanda de Nível geral
bens e B&S dos preços
serviços
Trabalho Trabalhadores Empresas Salários
Fronteiras Entrada de Saída de Taxa de
divisas divisas câmbio
Moeda Meios de Usuário de Taxa de juros
pagamento moeda

ESTRUTURAS DE MERCADO
Concorrência Perfeita, ou concorrência pura, representa um
mercado nenhum participante (vendedor ou comprador),
individualmente, é capaz de definir o preço de um produto,
que é homogêneo, isto é, igual a todos presentes no mercado.
Também há total liberdade para que empresas entrem ou saiam
do mercado e o que o comprador consome só depende de seus
próprios desejos. (padrão teórico, com poucos exemplos
reais)
Condições:

• Grande número de compradores e vendedores; incapazes de


influenciar o preço sozinhos;
• Transparência no mercado: informação sobre lucros
preços e tecnologias são públicas;
• Produto homogêneo: os produtos de todas as firmas são
idênticos;
• Livre entrada e saída de empresas no mercado;
• Independencia do consumidor na escolha de produtos.
Consequências:

• Curva de Demanda horizontal;


• Interação entre ofertantes e demandantes determina o
preço;
• A longo prazo não existem lucros extraordinários,
apenas lucros normais (custo de oportunidade).
Ex: comércio de frutas; não se há preocupação com quem
produziu.

Concorrência Monopolística, ou imperfeita, representa um


mercado onde o lucro de diferentes produtores e vendedores
é diferente entre si, além de objetivarem o ganho e não
apenas a manutenção da sociedade com seu produto. Estado
dinâmico que estimula as empresas a investir e inovar,
pensando na maximização dos ganhos. (comum no mundo todo)
Condições:

• Várias firmas com produtos não totalmente homogêneos;


• Apesar de muitos ofertantes, cada um monopoliza seu
produto devido marca, padrão de qualidade, publicidade,
etc.
Consequências:

• Vendedores influenciam a procura e o preço (promoções);


• O aumento do preço de um determinado produto pode fazer
com que se perca clientes, uma vez que versões
semelhantes podem ser encontradas custando menos.
Ex: Restaurantes, loja de roupas, refrigerantes, etc.

Oligopólio é quando o mercado é dominado, em certa escala,


na oferta de produtos e serviços por poucas empresas. Dessa
forma, tornam-se dependentes uma das outras para considerar
decisões. O produto pode ser homogêneo ou ser diferenciado,
mas seu preço geralmente é parecido, senão igual; dando-se
mais atenção a questões como qualidade, publicidade, etc.

Condições:

• Poucas ofertantes concorrem;


• Produto homogêneo ou diferenciado, desconsiderando
diferenças no preço;
• Cada ofertante deve considerar as outras empresas
quando toma decisões;
• Pode haver controle de preço (formação de cartéis)
• Limitação à entrada de novas empresas: geralmente
formados por empresas gigantes e em setores que exigem
muito investimento;
• Como concorrência de preço prejudica todos, concorrem
por diferenciação, marketing, etc;
• Oligopistas tem incentivo para formar conluios e evitar
a concorrência.
Ex: empresas aéreas, de cigarro, etc.

Cartel ocorre quando algumas, ou todas as poucas, empresas


de um oligopólio fazem acordos voluntários de preço e
produção para maximizar lucro e eliminar concorrência.
Tipos:

• de condições: controle da produção e da venda;


• de preço: fixação de preços
• de contingentes: controla fonte de matéria-prima;
• de regiões: fixação de margens de lucro e divisão de
territórios de operação.
Ex: OPEP.

Truste ocorre na combinação de várias empresas que já detém


maior parte do mercado em uma única organização,
estabelecendo-se preços elevados para garantir lucro.
Assemelha-se ao cartel e é usado no mercado interno.
No Brasil existe uma lei que criminaliza a formação de
cartéis e o CADE (Conselho Administrativo da Defesa
Econômica) controla a aplicação da lei.
Ex: AMBEV.

Monopólio ocorre quando:

• apenas uma empresa fornece um produto, sem substitutos,


para um grande número de produtores. Barra à entrada de
novas firmas por meio de:
• Controle de matéria-prima;
• Patentes;
• Concessão estatal;
• Preço baixo para desestimuar outros;
• Elevado volume de capital.
• A prática é extremamente penosa para os consumidores,
pois falta de concorrência limita a produção e obriga
o pagamento de preços fixados arbitrariamente;
• Sua existência aponta falta de regulamentação estatal.
Tipos:

• Natural - quando mercado exige a instalação de grandes


plantas industriais, que operam com economias de escala
e custos unitários bastante baixos, o que inviabiliza
a entrada de novos concorrente; distribuilçao de
energia elétrica;
• Legal - lei assegura, como concessões e patentes;
petrobras, correios;
• Bilateral - quando um monopsonista na compra de um fator
de produção se defronta com um monopolista na venda
desse fator; bombril e siderúrgica belgo-mineira.

Monopsônio é o inverso do monopólio; acontece quando há


apenas um comprador, mas vários vendedores. É capaz de fixar
o preço bem baixo, prejudicando o lucro dos vendedores.
Oligopsônio ocorre quando um mercado apresenta poucos
compradores e muitos vendedores. Ex: poucas indústrias,
usalmente de grande porte, são compradoras de determinados
produtos, como matéria prima; frigoríficos.