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Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas


Departamento de Sociologia
Disciplina: FCH 007 - Introdução à Sociologia II / Semestre 2018.2
Professora: Mariana Possas
Assistente de ensino: Maíne Souza
Nome:

Estudo dirigido

A partir de trechos extraídos do livro “Manifesto Comunista” e do filme “O jovem Karl


Marx”, reflita e escreva sobre contexto histórico de ascensão da burguesia industrial e
da emergência do proletariado na Europa e a questão da luta de classes.

( p.18)
Reposta:

Desde antepassados a sociedade foi dividida em diferentes classes sociais, estas


quase sempre com posições opostas ocasionando na História uma frequente luta de
classes. A sociedade burguesa com seus privilégios sociais, políticos e econômicos, que
se ergueu sobre a ruína da sociedade feudal, estabeleceu novas classes e novas formas
de opressão. Nesta época, originou-se duas classes opostas: a burguesia e o proletariado,
os novos opressores e oprimidos, respectivamente.

A burguesia opressora nasceu dos oprimidos da Idade Média, dos servos que
foram os moradores dos primeiros burgos. As corporações da indústria feudal já não
satisfazia as necessidades dos novos mercados, sendo substituídos pela manufatura, que
posteriormente foi vencida pelos pequenos burgueses. Estes, cederam os lugares aos
milionários da indústria, aos burgueses modernos que revolucionaram com a maquinaria
na produção industrial. A medida que foram desenvolvendo a indústria, o comércio, a
navegação e as vias férreas, a burguesia crescia, multiplicando seus capitais. Conquistou
o Estado moderno e destruiu as relações feudais e patriarcais, tudo resumia-se a mera
relação monetária. Fez de profissionais como médicos e juristas seus servidores
assalariados. Tendo a necessidade de mercados sempre novos, a burguesia se espalhou
por nações, criou vínculos em todas as partes e com medo do fracasso, obrigou todas a
adotarem o modo burguês de produção. Perdendo o controle de sua produção, a
sociedade burguesa é ameaçada a crises comerciais. E encontraram como solução a
destruição da grande quantidade de forças produtivas, a busca por novos mercados e a
exploração mais intensa dos mercados antigos.

Com o crescente desenvolvimento da burguesia, desenvolveram-se também o


proletariado, a classe dos operários modernos que eram vendidos como uma mercadoria
qualquer. Devido ao aumento das máquinas e da divisão do trabalho, as atribuições dos
operários era cada vez menos atrativa e enfadonha, decrescendo os salários e
aumentando a quantidade de trabalho, pois as horas exercidas na indústria cresciam por
um tempo determinado ou pela aceleração dos movimentos das máquinas. Os salários
recebidos pelos proletários servia, quase exclusivamente, para sua subsistência, para
continuarem sendo escravizados pelos donos das fabricas e presos a outros burgueses,
como varejistas, penhoristas etc. Nas fabricas, quanto menor habilidade e esforço o
trabalho exigia, abriam-se postos para mulheres e crianças, onde o custo era bem menor.
Não existia mais importância social, independente do sexo e idade, todos eram apenas
mercadorias vendidas que forneciam aos donos o único objetivo que eles tinham, o
lucro. Com o aumento da indústria, o proletariado se multiplica e forma grupos cada vez
maiores, por todas as partes, todos em busca de direitos e de conquistas que tinham
perdido.