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Índice

CAPÍTULO INTRODUÇÃO .................................................................................................... 3

CAPÍTULO II ÉTICA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – 1 ....................................................... 4

Ética no sector de saúde ......................................................................................................... 4

CAPÍTULO III ÉTICA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE ............................................................ 6

Dilemas éticos na alocação de recursos em saúde ................................................................. 6

CAPÍTULO CONCLUSÃO ...................................................................................................... 9

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ......................................................................................... 10


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CAPÍTULO INTRODUÇÃO

O presente trabalho da cadeira de Ética e Deontologia Profissional, tem como objectivo


compreender e analisar detalhadamente todos os conteúdos relevantes relacionado com a ética
nos serviços de saúde, mas específicos com a ética no sector de saúde e também com os
Dilemas éticos na alocação de recursos em saúde.

Para a realização do trabalho, o grupo usou o método bibliográfico.


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CAPÍTULO II ÉTICA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – 1

Ética no sector de saúde

A vinte anos realizou-se em Alma-Ata, na antiga União Soviética, convocada pela Organização
Mundial da Saúde, uma das mais altas autoridades de saúde, que teve grande influência na
evolução dos sistemas de saúde nestas últimas décadas. A Declaração da Alma-Ata e seu lema
“Saúde para todos no ano 2000” fixara uma meta ideal que, logo de ter sido antiga, serviu de
guia para planos e acções de saúde nestas duas décadas. Nas revisões recentemente feitas sobre
o progresso realizado não se estabeleceu um novo prazo, mas manteve-se o lema de “saúde
para todos”.

Os ideias de saúde decorrem de ideias da sociedade como um todo. Ainda nos inspiram os da
Revolução Francesa, liberdade, igualdade, fraternidade, enunciados há dois séculos atrás. A
igualdade, contida no enunciado de “saúde para todos”, é um ideal de equidade, justiça social,
cobertura universal dos serviços de saúde.

O comportamento ético é o comportamento consensualmente esperado do individuo bom e se


adquire de uma maneira muito semelhante a outros tipos de comportamento ligados a
cidadania. Ética e cidadania são conceitos inter-relacionados, uma vez que o comportamento
ético caracteriza o sentido pleno da palavra.

A Ética nos serviços de saúde, para ser bem compreendida, deve ser tomada num sentido
amplo, com uma visão do topo, em seus vários níveis espaciais. De serviços locais de saúde,
passamos à ideia de setor de saúde, e deste, para suas inter-relações com os demais sectores,
tal como é, aliás, proposto na Declaração de Alma-Ata. O comportamento ético no interior de
um hospital ou centro de saúde é uma manifestação local de uma Ética dominante em um pais
num dado momento ou período histórico.

Devemos considerar o setor saúde em seu carácter multidimensional, e com múltiplos autores
em diferentes arenas ou cenários: políticos, autoridades, chefias; profissionais, técnicos e
pessoal auxiliar dos serviços públicos de saúde; profissionais liberais e suas corporações;
clientelas, usuários e, até mesmo, os excluídos de sistema; organizações e lideranças
comunitárias nos diversos níveis. Em cada nível e para cada tipo de atores existem
comportamentos éticos, que deles esperamos, relacionados com a Saúde.
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A Ética nos serviços e no sector saúde não é uma dimensão a mais, que se soma as outras:
ecologia, epidemiológica, estratégica, economia-politica, educacional, psicosociocultural
(estilos de vida) e transcendental (misticismo, religiosidade e crenças individuais).

A OMS, a título de incentivo ou a reconhecimento a cidades que favorecem a existência de


“indivíduos saudáveis”, ao conferir-lhes o título de “cidades saudáveis” deixa patente o carácter
dual do ser humano, como ser biológico e como ser social.

A Ética ambiental abrange ainda toda a questão da pobreza, dos riscos do trabalho e da
violência, reflexos em grande parte da injustiça social e das desigualdades da sociedade
contemporânea.

A ética nos serviços de Saúde, com as mudanças ocorridas nos modelos de financiamentos do
sistema de saúde, abrange tanto as questões de Saúdes ao nível individual como em nível
colectivo. No nível individual, aparecem todos os problemas de Bioética, que não diferem
fundamentalmente nos serviços públicos e privados.

As questões éticas nos serviços de saúde, consideradas aqui como Ética em nível colectivo,
estão intimamente relacionadas com o modelo econômico vigente, e com a evolução politica
que está ocorrendo no país. As linhas divisórias antigamente, muito nítidas entre o sector
publico e sector privado, incluem hoje em dia uma zona intermediaria, apagando cada vez mais
os limites entre ambos os sectores.

O sector público, através dos SUS, e essencial para uma faixa significativa da população, que
sem ele não teria assistência a saúde de espécie alguma, pelo menos a da chamada Medicina
cientifica, oficial ou ocidental. De um ponto de vista da Ética do sector público, a questão da
alocação de recursos e fundamental.
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CAPÍTULO III ÉTICA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Dilemas éticos na alocação de recursos em saúde

A importância sobre a alocação de escassos recursos na Saúde pode ser avaliada pelos dizer de
ex-presidente da Sociedade internacional de Biótica, Daniel Wickler, quer afirmou ter o tema
em questão se constituído na terceira fase da reflexão biótica, sucedendo a discussão dos
códigos deontológicos profissionais e das relações dos profissionais e das relações entre
profissionais de saúde e seus pacientes.

Nas últimas décadas, a reflexão ética, comportando a pesquisa de regras de comportamento e


a análise de valores morais, tem se preocupado com a questão de alocação de recursos entre
usos alternativos, procurando compreender os princípios e valores morais envolvidos nas
tomadas de decisão no campo da saúde, na macroalocação e na microalocação de recursos.

Quanto a macroalocacao, esta reflexão se deve principalmente ao constante e progressivo


incremento dos recursos financeiros coma assistência a saúde, e tem dirigido seu interesse
sobre as políticas públicas de saúde, a organização do sistema de saúde, sobre a
responsabilidade estatal e individual na assistência a suade.

A de propostas alternativas, muita das vezes, é proveniente não dos profissionais e técnicos
que trade-se em fonte decisória das alternativas na priorização de recursos para alocação na
saúde.

Quanto á microalocaçăo, a escassez de recursos tem resultado na discussão e análise das formas
de seleção individualizada de pessoas que deverão se beneficiar dos recursos tecnológicos
disponíveis. Seleção de pacientes para insuficientes vagas em hospitais ou serviços de terapia
intensiva, recebimento de órgãos escasso para transplantes, utilização de quimioterapia e
hemodiálise, são exemplos de problemas encontrados (Edge et al.: 1994).

A elaboração de uma política pública de saúde, assim como as decorrentes ações


administrativas oriundas da alocação de recursos escassos frentes as necessidades de saúde,
comportam dilemas éticos para administradores e profissionais de saúde. As políticas de saúde,
assim como a organização dos sistemas de saúde, a priorização de ações, o alocar, repartir ou
redistribuir recursos humanos, materiais e financeiros, são questões éticas fundamentadas pelo
princípio ético primário da justiça e que podem ser inseridas no âmbito da denominada
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Macroética ou Bioética social, conforme assinalam Giovanni Berlinguer e Leocir Pessini


(Berlinguer, 1993; Pessini, 1995).

Porém, não e homogêneo o entendimento dado a este princípio pelos que tratam da questão
ética na saúde. Ao contrário, encontram-se totalmente divergentes no que tange à compreensão
do que é justiça. Beauchamps & Childress apontam a existência de diversas correntes de
pensamento que consideram ser justa a distribuição, a alocação de recursos para a saúde quando
orientada (Beauchamps et al.:1983):

1. Para cada pessoa uma parte igual.


2. Para cada pessoa de acordo com suas necessidades;
3. Para cada pessoa de acordo com seus esforços;
4. Para cada pessoa de acordo com sua contribuição;
5. Para cada pessoa de acordo com seu mérito;
6. Para cada pessoa de acordo com as leis do livre mercado.

Para os adeptos das teorias éticas liberais ou libertarias, que tem no filosofo norte-americano
trissaram Engelhardt Jr. Um de seus mais conhecidos expoentes, o princípio ético fundamental
a ser observado na alocação de recursos para a saúde e o respeito a liberdade individual, á
autonomia da pessoa humana, e assim consideram que a saúde deve ser tratada de maneira
semelhante a outros bens e serviços regidos pelas leis do livre mercado que garantiriam a
adequação das necessidades de saúdes a oferta de serviço.

O papel fundamental do estado seria o de dar garantia as liberdades individuais. Utilizando a


linguagem dos direitos, o estado deveria ser um garantidor dos direitos dos primeiros geração,
relativos a não intervenção sobre a pessoa humana, não lhe sendo requerida atuação nos direitos
de segunda geração, ou seja, a implementação dos direitos sociais (Engelhardt Jr.: 1998).

Conforme comenta James Drane, entre os partidários dessas teorias, há setores que aceitam que
o estado possa desenvolver medidas educativas voltadas ao desenvolvimento da
responsabilidade individual pela a saúde e medidas preventivas de alcance coletivo. Caberia,
então, ao poder público, fornece ‘’condições mínimas de saúdes a todos’’, ‘’quantidades
mínimas de saúde’’, deixando a responsabilidade individual o suprimento dos recursos
complementares para a satisfação de suas necessidades, estas concepções justificariam os
sistemas norte-americanos do Medicare e do Medicaid, restritos a pessoas idosas e muito
pobres (Drane: 1990).
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De orientação contraria as correntes liberais, posicionam-se os defensores do entendimento do


princípio ético da justiça enquanto justiça distributiva, propugnando a igualdade ou a equidade
na distribuição dos recursos para assistência a saúde (Ramsey: 1970; Spinsanti: Veatch: 1989).

A constituição de 1988, ao afirmar o direito de todos os cidadãos à saúde, tentando


operacionalizar este direito através da criação do Sistema Único de saúde, fundamentou-se no
princípio da justiça distributiva que vem sendo defendido há algumas décadas por importante
parcela do movimento sanitário.

As decisões para a alocação de recursos públicos em saúde são submetidas a interesses político-
partidários, corporativos e econômicos, preferencias pessoais ou de grupos e imposições legais
ou regulamentares. Porem boa parte das vezes são baseadas em valores morais, apesar disto
não ser claramente percebido ou revelado. As decisões politicas, para serem eficazes, tem que
levar em conta os valores morais prevalentes na sociedade.

A pesquisa do que propõem os planejadores do setor saúde, tais como Teixeira e Kadt & Tasca,
para a destinação de recursos, aponta diversos fatores e variáveis como importantes nas
políticas públicas de saúde (Kadt et al.; 1993; Teixeira: 1993):

 Bases epidemiológicas e demográficas;


 Morbidade e ou mortalidade;
 Vulnerabilidade de doença ou agravo a saúde aos recursos e tecnologia disponível;
 Possibilidade de êxito;
 Eficácia e efetividade dos procedimentos;
 Forca de trabalho potencialmente afetada e recuperada;
 Possibilidade de acção preventiva;
 Irreversibilidade e ou gravidade do dano;
 Obrigatoriedade legal;
 Relação custo/ benefício;
 Transcendência – impacto social;
 Aceitabilidade por parte dos indivíduos.
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CAPÍTULO CONCLUSÃO

Com o trabalho o grupo chegou a conclusão que para a existência de ética no sector de saúde,
primeiro deve existir a ética em cada indivíduo, ou seja, difícil ou quase impossível um
individuo ter duas personalidades diferentes, isso porque o homem apenas é dual, mas só
apenas como ser biológicos e também com seres sociais.

Pois de acordo com um dos autores do livro consultado, a Ética e Saúde é relevador ao mesmo
tempo da abrangência do tema e da necessidade da sua discussão em relação a cada uma das
dimensões do sector saúde. O setor saúde e o principal responsável por ações de Saúde, mas
não é o único. A saúde implica a uma responsabilidade coletiva, do governo, da sociedade civil
e de todos nós, atuando em forma solidaria.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BEAUCHAMPS, T. & CHILDRESS, J,F, (1983). Principles of biomedical ethics. 2ª ed. New
York, oxford: University Press.

BENTHAM, J. (1974) (Coleção OS pensadores), Uma introdução aos princípios de moral da


legislação. São Paulo Abril Cultural.

BERLINGUER, G. (1993). Questões de vida. Salvador APCE-Hucitec-CEBES,

DRANE, J.F (1990) “Cuestiones de justica en la prestacion de serviços de salud” in Bol. Of.
Sanit. Panam., 108/(5-6): 586-98.

DUSSAULT, G. (1995). “Lições da reforma do sistema de saúde do Quebec” in BUSS, P.M


& LABRA, M.E. Sistema de saúde: continuidades e mudanças. São Paulo: Hucitec, p. 245-59

EDGE, R.S.S. & GROVES, J.R. (1994). “Justice and allocation of scarce resources”, in The
ethics of health care. Albany: Delamar Publishers Inc., p. 163-83

ENVALHARDT Jr., H.T. (1998). Fundamentos da bioética. São Paulo: Loyola

FONSECA, EG. (1996). “Saúde não é dever do Estado”, in Jornal do CREMESP, 107:8.

GRACIA, D. (1990) “La bioética médica”, in Organización Panamericana de la Salud.


Bioetica: temas y perspectivas. Washington: (OPAS – publication cientifica n. 527).

PESSINI, L. (1995). “O desenvolvimento da bioética na América Latina”, in Saúde em Debate.

RAMSEY, P. (1970). The patient as a person. New Haven Yale University Press, p. 252.

SPINSANTI, S. (1998). Ética biomédica. São Paulo: Paulinas.

TEIXEIRA, C.F. (1993). “Planejamento e programação situacional em distritos sanitários:


metodologia e organização”, in MENDES, E.V. Distrito Sanitário. São Paulo:
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VEATCH, R.M. (1998). “Medical ethics an introduction”, in VEATCH, R.M. Medical ethics.
Boston: jones and Bartlett Publishers, p. 1-26.