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Saúde Mental x Saúde Física na População LGBTQI+

Se todo mundo nos escuta bem a gente já vai começar por favor respondam aí nos
comentários para a gente saber que pode começar Comportamental psicologia social
e institucional e Doutora em psicologia e hoje eu tinha que falar para vocês sobre um
assunto de bastante relevância que é o atendimento à população derreter na atenção
primária em saúde na Minha tese de doutorado eu tô estudando a relação sexual e
saúde mental então assunto com o qual eu tenho tido alguma proximidade e é super
importante que a gente fez e que desde 2011 e a gente tem uma política nacional de
saúde integral da população de GBT que é um documento que precisa referenciar o
trabalho dos profissionais da Saúde na APS por conta da necessidade de desenvolver
sensibilidade cultural e apropriação técnica para trabalhar com essa população que
quer dizer que a gente precisa conseguir formar recursos humanos adequados para
garantir o melhor de atendimento para a população LGBT agenda da nossa aula hoje
consta de quatro itens básicos que são primeiro item se refere a conceitos básicos e a
gente vai realizar alguns conceitos básicos que são importantes para os profissionais
de saúde possam se aproximar mais da temática da Saúde de MT um segundo
momento nós falaremos sobre preconceito e violência contra a população LGBT no
terceiro momento vou apresentar algumas informações para você sobre
vulnerabilidades em saúde no quarto momento nós vamos conversar sobre uma parte
mais prática de boas práticas e estratégias culturalmente adequadas na atenção
primária em saúde primeiro tópico gente conceitos básicos que ia falar brevemente
para você sobre diversidade sexual de gênero e LGBT que são conceitos que se
relacionam basicamente a diversidade sexual E de gênero é um termo Mais amplo
para se referir a LGBT que é LGBT LGBT é uma sigla que denomina o movimento de
lésbicas gays bissexuais travestis e transexuais só para entender a interface Entre
esses dois conceitos o próximo terceiro conceito que eu gostaria de apresentar para
vocês o conceito de sexo designado sexo designado é uma categoria social baseada
em alguns marcadores biológicos como cromossomos e órgãos genitais que é
designado a uma pessoa quando ela nasce então quando uma pessoa nasce ela é
automaticamente designado no Nascimento como um homem quando uma pessoa
nasce uma uma vagina a pessoa é automaticamente designada Nascimento como
mulher OK conceito de orientação sexual de uma forma bastante sintético orientação
sexual é para o nosso bezerro se direciona de quem a gente gosta por quem a gente
sente atração afetiva e o sexual dentro desse conceito de orientação sexual a gente
poderia estabelecer didaticamente algumas categorias uma pessoa que é
homossexual ou gay ou lésbica sente atração por pessoas do mesmo sexo uma
pessoa que é heterossexual sente atração por pessoas do sexo oposto uma pessoa
que é bissexual sente atração por ambos os sexos uma pessoa que é assexual ou não
sente atração por nenhum sexo ou se enche as atração no nível muito rebaixado ou
de forma circunscrita em situações O que significa com pessoas específicas Ok
próximo conceito identidade de gênero basicamente a identidade de gênero é a forma
com cada pessoa se percebe de acordo com as referências de gênero presentes em
cada contexto social ou seja a forma como cada pessoa se percebe o quanto o
homem mulher ou algum outro e Geno beleza expressão de gênero expressão de
gênero e a forma como a pessoa expressa visualmente o seu gênero através de
artefatos símbolos ou cores de ciumentas beleza próximo conceito conceito de
sexualidade conceito bastante importante a pessoa que é Cis Cis sexual ou se gênero
é uma pessoa que foi designada do sexo e ao longo do curso de desenvolvimento
humano continua se dente ficando Transexual ou transgênero é uma pessoa que foi
designada um sexo Nascimento e ao longo de seu desenvolvimento humano não se
identifica com este que ia fazer uma ressalva sobre o conceito de travestilidade as
pessoas costumam achar e travestis são homens que se vestem de mulheres este
conceito é equivocado que a gente não entende não no contexto contemporâneo é
que travesti é uma identidade de gênero tipicamente brasileira e latino-americana as
travestis não costumam se identificar Nem comigo nem com mulheres apesar de
assumir uma identidade e uma expressão feminina beleza então eu queria explicar
graficamente o conceito de sexualidade nesse momento aqui a esquerda a gente pode
ver a cantora Anitta Anitta foi designada mulher no Nascimento e ao longo do curso de
desenvolvimento dela continua se identificando uma mulher ao lado cantor Thiaguinho
Thiaguinho foi designado homem seu nascimento e ao longo do seu desenvolvimento
continua se identificando um homem agora eu quero mostrar graficamente o conceito
de transexualidade atriz laverne Cox é uma pessoa que foi diz que nada o homem
Nascimento e ao longo do seu desenvolvimento se descobriu uma mulher você já é
uma mulher trans Ok o Thammy Gretchen é filho da Gretchen Thammy mulher
Nascimento durante boa parte da sua vida se identificou com uma mulher lésbica
cisgênero e mais além dos seus envolvimentos começou a se caracterizar e identificar
como um homem traz tão fazendo uma síntese das coisas que eu apresentei até
agora nós temos o conceito de identidade de gênero que é a forma como cada pessoa
se percebe em relação ao gênero como se percebe como homem e mulher alguma
gênero orientação sexual É para um de nossos desejos se orienta de quem a gente
gosta porque a gente sente atração sexual designado uma categoria social que tem
por base alguns marcadores biológicos como órgãos genitais cromossomos e a
expressão de gênero é o modo como cada pessoa expressa visualmente seu gênero a
partir de artefatos símbolos vestimentas etc segundo top de respeito ao preconceito e
violência contra a população LGBT de uma maneira geral ao redor do mundo a
população LGBT sofre os efeitos agravantes de uma série de processos ligados ao
estigma violência preconceito e discriminação fazendo com que prejudique a sua
qualidade de vida no contexto brasileiro especialmente nós temos uma situação de
violência epidêmica contra a população LGBT que que o que quer dizer LGBT no
Brasil é uma coisa muito difícil porque existe o risco constante de sofrer violência tanto
na rua Quanto é um ambiente familiar existe muito risco de assassinato em 2016 o
jornal New York Times publicou uma reportagem dizendo que ocorreram cerca de
1600 assassinatos de pessoas LGBT no Brasil existem dados coletados pela ONG
transgender categorizaram assassinatos de travestis e transexuais no Brasil o Brasil
segundo as cidades é o país com maior número de soluto de assassinatos de pessoas
TRANS e travestis no mundo de 2008 a 2017 foram registrados 1071 assassinatos de
travestis e para outras pessoas traz o que quer dizer que a gente sofre no contexto
brasileiro de uma absoluta negligência em relação a essa população e na verdade
está produzindo uma política de morte direcionada a travestis e transexuais e esses
dados que eu apresentei para vocês agora pouco eles provavelmente são
subnotificados porque o estado brasileiro tem muita muita muita dificuldade ainda de
realizar a descrição de marcadores como orientação sexual e identidade de gênero
nas suas políticas públicas a gente ainda tá engatinhando neste sentido queria
apresentar para vocês agora de forma bastante sintética tipo a gente entende
contemporaneamente como preconceito que é um fenômeno tanto individual quanto
pessoal e social para falar sobre preconceito primeiro a gente precisa falar
estereótipos são comissões generalista e negativas a respeito de determinados grupos
sociais minoritários por exemplo todo gay é promíscuo toda lésbica é masculinizada
toda travesti é soropositiva são estereótipos são generalizações a partir do momento
que a gente entende conceito de estereótipos a gente pode passar no conceito de
preconceito Eu gosto bastante de falar seu preconceito mas antes de falar sobre
preconceito especificamente eu gosto de falar sobre o quê que não é preconceito
preconceito não é uma doença existem conceitos de a bastante populares na
linguagem Universal que dizem respeito para assentar homofobia homofobia e
transfobia e não são conceitos necessariamente é equivocada porém o sufixo fobia
remete a ansiedade como se a pessoa que mente preconceito tivesse algum tipo de
ansiedade em relação a pessoas LGBT a gente sabe pelos estudos formação básica e
licenciada por uma pessoa LGBT no agressor é a raiva não é ansiedade Ou seja a
gente precisa localizar no mundo as pessoas que agridem como agressoras a pessoa
que emite o preconceito é agressor ela não é doente a gente precisa deixar muito
claro o que que não é o preconceito agora nós vamos falar sobre o que que é o
preconceito preconceito é uma atitude ou seja uma tendência de avaliação generalista
com base em estereótipos e Preconceito é uma atitude é fruto de um processo de
aprendizagem que que isso quer dizer a gente quer dizer que esse preconceito pode
ser apreendido ele pode ser desaprendido ele pode ser monitorado ele pode ser
modificado os conceitos relevante para que profissionais que trabalham na atenção
primária em saúde conhece não é o Fred minoria ele ainda é um conceito que não é
muito popularizado no Brasil apesar de na literatura internacional já vi diversos
estudos a respeito da gente falar sobre Sérgio Elias disse que a mente a gente precisa
falar sobre o que que é estresse estresse é uma resposta fisiológica natural do nosso
corpo há coisas que nos ameaça o que é que todo mundo tem estresse maior ou
menor grau estresse é adaptativa e nos ajuda a sobreviver no estágio Maria são as
três cores específicos experimentados por minorias sexuais E de gênero contextos
sociais os X e violentos Ou seja a população LGBT ao redor do mundo de uma
maneira geral e no Brasil de uma maneira específica acaba carregando o nível crônico
de estresse faz muito muito muito mal alguns exemplos de tratores específicos de
Maria que podem agradar na população de Ibaté são recentes de violência que
significa ocultação/revelação da identidade medo de rejeição expectativa de rejeição
preconceito internalizado entre tantos outros ou seja esses três setores específicos
que a população de MT sofre muito provavelmente não são sentidos por pessoas que
são heterossexuais e o oxigênio Beleza o estresse o Maria ele provoca uma série de
agravos e prejuízos à saúde da população de ter apresentado daqui a pouquinho para
você agora a gente vai falar sobre vulnerabilidade sem saúde a gente tem uma farta
literatura internacional e nacional apontando os efeitos da exposição à violência do
stress do preconceito da discriminação da invalidação e da hostilidade direcionada a
população derreter e como esses processos todos também chorei Impacto de uma
maneira muito negativa na saúde das pessoas LGBT eu vou enforcar neste momento
alguns aspectos de saúde mental que já estão muito bem documentados uma revisão
sistemática da literatura que é uma técnica de evidências empíricas realizada em 2008
demonstrou que a comparação com a população é transexual a população de repente
apresenta duas vezes mais tentativas de suicídio duas vezes mais ideação suicida
pensamentos de morte e desejo de morte 1,5 vezes mais risco de desenvolver
transtornos de ansiedade depressão e 1,5 mais risco de desenvolver abuso de álcool
e outras substâncias agora eu vou falar um pouquinho mais sobre outros prejuízos
psicológicos e a foram apontados em uma série de estudos conduzidos tanto no
contexto brasileiro quanto no contexto internacional a gente sabe que eu sou assim
eles estão suscetíveis a desenvolver mais transtorno de ansiedade social transtorno
de ansiedade generalizado famoso nervosismo transtorno de pânico e o ataque de
pânico 5 configurar a população de GBT por conta da exposição crônica e
praticamente de área violência desenvolve níveis bastante preocupante de estresse
pós-traumático e de trauma complexo opção politraumatismos Então são muito grave
de saúde pública além dessas técnicas mencionei anteriormente a população LGBT
também apresenta uma situação importante relacionado à transtorno de desregulação
das emoções ou seja o estresse de minoria ensina as pessoas a embaralhar as suas
emoções elas não consegue identificar as suas emoções e Por conseguinte não
consegue lidar com suas emoções acarretando uma série de agravos e primos além
desses aspectos que eu já mencionei também nós temos um problema de baixa
autoestima muito grande na população de remeter por conta de viverem no contexto
os tios que não respeitam as identidades a sua expressão a sua orientação sexual
gostaria de falar nesse momento para vocês sobre algumas barreiras e agravos de
saúde em relação à população lgb e a população que a gente tem de dados tanto
nacionais quanto internacionais a gente sabe que mulheres trans Rio Grande do Sul
tem uma chance 55 vezes maior de contrair HIV devido à exposição à violência e si
mesmo estudo da onde deriva estudado mostrou que a prevalência geral de HIV em
mulheres trans aqui no Rio Grande do Sul é de 25% se a gente comprar esse número
os dados de prevalência geral de HIV na população brasileira que giram em torno de
0,6 a 0,8 a gente ver que tem alguma coisa errada e aí a gente pode fazer uma opção
técnica e ética de entender as pessoas trans são bando de s****** e carinhosas que se
expõe querem transar sem camisinha pq querem ou a gente pode entender que tem
todo um contexto social de vulnerabilidade de discriminação exploração violência que
faz com que as pessoas tenham mais chance de poderem vir a contrair HIV são
opções técnicas e éticas diferentes e obviamente profissionais que trabalham na
saúde da atenção primária em saúde precisam estar pela posição do modelo da
vulnerabilidade e dos Direitos Humanos a gente precisa ter em mente que existem
diversos determinantes sociais da Saúde nós precisamos estar atentos S
determinantes para que nós possamos desenvolver a internações informadas por
evidências ética sensível e respeitosa nós temos vários outros dados também vão
apresentar alguns processos contra o estudo que foi realizado no contexto brasileiro
apontou que 62,6% das pessoas que precisa ensinar aos profissionais de saúde sobre
suas necessidades saúde eu como homem cisgênero não imagino chegando no
cardiologista e Tenho que explicar as minhas necessidades de saúde cardiológico
infelizmente é só as trans quando procuram quase qualquer tipo de serviço de saúde
por qualquer fim em cima precisa assinar para os profissionais de saúde O que que é
uma pessoa trans do que que ela tá precisando e muitas vezes profissionais contém
preparo é por isso que isso acaba acontecendo isso é uma coisa bastante bastante
problemática 43,2% das pessoas trans evita e deixa de frequentar serviços por
anteciparem preconceito gente isso é muito grave a pessoa deixa de frequentar um
posto de saúde ou deixa de ir para uma emergência porque tem receio de ser
maltratada e muitas vezes infelizmente não é só receio essa pessoa é de fato
maltratada não são raros os casos relatados aqui em Porto Alegre por exemplo de
travestis e outras pessoas trans que foram Barradas na porta de Uber então o que que
explica uma coisa da falta de preparo tanto individual Quanto falta de preparo um Shih
Tzu não a gente precisa se ver esse fenômeno para que a gente possa modificar a
situação que é muito ruim para as pessoas que pede porque elas têm acesso à saúde
integral Ok alguns outros 51,2% das pessoas não se sente desconfortável diante de
profissionalização a partir desses dados que apresentei para vocês anteriormente se
torna quase de verdade as pessoas têm receio de serem discriminadas maltratadas
rechaçados no serviço e acabou desenvolvendo aversão a Profissionais de Saúde
desconfiança isso não é nem por legal Ok eu preciso mais dois dados para vocês um
dia respeito à comportamento automutila tório pessoas tranças do Internacional que
aprontou aqui parente e 1,9 por cento das pessoas apresentam comportamento
automutilação não suicida pessoas que se cortam se machucam sem intenção suicida
esse mesmo estudo apontou que 45% das pessoas trans já tentou se esse desafio
vocês a me mostrar em alguns tudo qualquer população psiquiátrica que alcance este
tipo de número dificilmente vocês vão encontrar alguma coisa mesmo populações
mais graves com pessoas que tem transtorno bipolar esquizofrenia Então tem alguma
coisa muito errada aí a gente precisa poder ter a compreensão desse fenômeno para
que a gente possa criar intervenções para mitigar e reparar o sofrimento que as
pessoas sempre último dado que eu deixei por último Porque para mim é o mais
gritante outro estudo realizado no contexto brasileiro apontou que apenas 11% dos
profissionalização de gaúchos apresenta o nível mínimo e Preconceito que quer dizer
que 89% dos Profissionais de Saúde dessa amostra de estudo apresentaram algum
nível de preconceito que vai de Baixo médio a mais alto isso é muito preocupante esse
indica a necessidade da gente formação de educação continuada para que as
pessoas possam entender aspectos básicos da Samsung GT e poder se qualificar o
atendimento dessa população agora eu gostaria de discutir com vocês algumas
estratégias culturalmente adequadas na atenção primária em saúde APS ou seja boas
práticas o que fazer o que não fazer antes da gente conversar sobre isso eu gostaria
de ver se dá para vocês dois conceitos que não exatamente se contrapõe mas que a
gente precisa ter bem Claras as diferenciações empresas conceito conceito bastante
trabalhado pela psicologia e outras ciências do comportamento o conceito de empatia
empatia seria a capacidade da gente se colocar no lugar das outras pessoas Beleza
agora tem outro conceito que ele é pouquíssimo discutido no contexto brasileiro mas lá
fora já tem uma imensa literatura a respeito do conceito de competências multiculturais
que são competências multiculturais é a capacidade da gente se conectar a realidade
cultural social e identitária das outras pessoas para que a gente desenvolva
competências culturais a gente precisa treinar a gente precisa receber conhecimento e
treinar esse conhecimento a empatia é uma habilidade ela pode ser treinada
desenvolvida para feijoada e as competências culturais da mesma maneira que a
gente se desenvolva competências culturais a gente tem que fazer três coisas a
primeira é avaliar Quais são as nossas crianças Quais são as nossas atitudes e
comportamentos relacionados a determinadas situações como por exemplo a
população de MT que pensa sobre a população de GBT você sabe o que a gente
pensa e se a gente tem que pensamentos negativos relacionados a relação do GPS a
chance da gente desenvolver a interação e autogenica que faça mal para as pessoas
e maior Pois é por isso necessário esse primeiro elemento das competências culturais
o cuidador em Saúde ao profissional da ps precisa conhecer Quais são as suas
crianças e os seus pensamentos e as suas atitudes relacionadas a essa população
segundo momento a gente precisa conhecer a comunidade que a gente está tratando
conhecer hábitos valores e pensamentos comportamentos para que a gente possa
formular intervenções mais sensíveis e mais adequadas terceiro aspecto diz respeito a
desenvolver competências técnicas específicas para trabalhar com a população lgb
geral e população trans Mais especificamente beleza então gente vamos agora para o
que fazer que que a gente precisa fazer no contexto da ps para poder implementar
algumas das diretrizes que constam na política nacional de saúde integral da
população LGBT selecionei alguns blocos que eu acredito que sejam de bastante
relevância eu vou apresentá-las para você os próximos minutos Beleza a gente
precisa no primeiro momento saber diferenciar orientação sexual identidade de gênero
isso isso é fundamental orientação sexual e identidade de gênero são conceitos
distintos embora eles se relacionam alguns casos mas a gente precisa de Clara essa
diferença que eu apresentei no começo a minha fala para que a gente não comenta
Deslizes e também não comenta intervenções inadequadas com as pessoas ok a
gente precisa não segundo momento abandonar estereótipos porque geralmente
esses estereótipos estão enganados é aquilo que eu falei de todo gay é promíscuo de
toda lésbica se masturbando usada travesti se soropositiva via de regra esses
estereótipos estão enganados e a gente não pode se apegar eles por eles vierem a
nossa cabeça a gente precisa urgentemente se convidar a abandonar a gente precisa
se abrir para escutar a diferença se colocar uma posição também de não saber de ter
curiosidade de escutar de uma maneira que seja respeitosa cuidado importante que a
gente precisa ter não é transexualismo compulsoriamente as pessoas usuárias do
SUS sem as conhecer que que tu quer dizer quando a gente está diante de uma
pessoa na atenção primária à saúde a gente não pode partir do princípio de que a
pessoa heterossexual isso for uma coisa relevante para o tratamento a gente tem que
perguntar de uma forma neutra para pessoa tá quando a gente está diante por
exemplo de um atendimento ginecológico onde o atendimento Clínico de uma maneira
geral uma mulher cisgênero para dentro a gente não vai sair escrevendo
anticoncepcional sem conversar com a pessoa sobre a sua sexualidade não venha
dizer aí como é que estão os namorados ou como é que é sua relação com seu
esposo você tem que questionar Será que essa pessoa tem namorado esposa Será
que ela não tem uma namorada ou uma esposa então precisa ficar indo para a gente
não heterosexualismo compulsoriamente as pessoas a gente não parte do princípio de
que ela se ela é transexual que elas podem ser ou podem não ser então gente precisa
de intervenções verbais mais neutras me conta um pouco sobre a transexualidade um
pouco sobre como que são as suas relações sexuais das relações afetivas esse tipo
de internação e internação que é mais adequado para cuidar da gente precisa ter o
reconhecimento que se ele já meteu no Brasil pode acarretar muito sofrimento por
conta de todas as evidências que eu mostrei anteriormente sem esse reconhecimento
isso pode vir a acarretar muitos prejuízos na hora de oferecer cuidados a população
de geometria a gente agora no segundo momento precisa reconhecer que a
transexualidade não é doença existe todo o histórico de produção de patologização
das identidades TRANS e um profissional da atenção primária em saúde precisa ter o
conhecimento de que a transexualidade não é uma doença nem transtorno mental a
última versão da classificação internacional de doenças da Organização Mundial da
Saúde Pública agora em 2019 vem dizer que a transexualidade não é doença o
diagnóstico de incongruência de gênero foi alocado para o capítulo de saúde sexual
geral foi retirado removidos no capítulo de saúde mental a transexualidade não é
fundamental a ciência contemporânea tem entendido que a transexualidade uma
variação normal da identidade de gênero humana e deve ser respeitada falando em
respeito a gente precisa ter bastante com nome social de travestis que é uma política
pública precisa ser levado em conta a gente precisa respeitar o nome social de
travestis e transexuais e esquecer o nome de registro o nome de registro não
interessa não interessa a gente precisa se ater ao nome com qual a pessoa tá se
apresentando Por que ficar ouvindo o nome de Registro para pessoas trans pode ser
muito agressiva pode ativar a sensação de disforia de gênero e desconforto corporal e
os conforte geral que é Terrível essa população a gente precisa evitar ao máximo isso
não é uma coisa de fada para se realizar entendeu da mesma maneira que as suas
tranças em múltiplas necessidades saúde talentos procedimento de afirmação de
gênero é redesignação sexual que quer dizer uma pessoa trans pode procurar um
Posto Saúde está resfriada porque tá com uma travada Por que tem cidade e saúde
por que o hábito de alguns profissionais da saúde é que quando chega uma pessoa
trans na PS vai direto ou fazer encaminhamentos para o que que é o programa de
identidade de gênero do Hospital de Clínicas de Porto Alegre que atende a população
trans que deseja fazer procedimento cirúrgico de terapia hormonal ou e direto e por
uma questão de aconselhamento em HIV buscar a testagem hein só coisa muito muito
muito nada a gente se acordar esse assunto de uma maneira muito sensível e muito
cuidadosa para quê de novo a gente não stereotype as pessoas ok a gente precisa
lembrar contém fazer que os cuidados em saúde para homens que fazem sexo com
homens homens gays homens sexuais não se resume a prevenção tratamento de HIV
e AIDS de novo a gente precisa cuidar um estereótipos as pessoas que fazem os
homens que fazem sexo com homens podem estar buscando cuidado em saúde e
beleza a gente precisa lembrar também que os cuidados em saúde para mulheres que
fazem sexo com mulheres mulheres lésbicas e mulheres bissexuais não se resume a
prescrição de pílulas anticoncepcionais e métodos contraceptivos é mais uma vez
mais reiteração de estereótipos quando profissionais da aps vem agir nesse sentido
essas mulheres podem ter uma série de outras demandas e os personagens da
atenção primária em saúde precisa abertos para conhecer entender de curiosa empate
respeitosa quais são essas necessidades para que possam fornecer intervenções que
sejam informadas por evidências e que sejam adequadas ética e Tecnicamente a
gente precisa ainda como eu já havia mencionado outro momento reconhecer e
reafirmar a importância de determinantes sociais na saúde como orientação sexual e
identidade de gênero classe social religião estados migratório localização geográfica e
como a intersecção entre esses fatores entre os determinantes sociais em saúde pode
prejudicar o acesso à saúde cada pessoa lê o mundo a partir de seus marcadores
sociais da diferença eu que só homem cisgênero gay branco de facimed avô ter uma
leitura de mundo muito diferente provavelmente de uma mulher cisgênero negra que
mora na região periférica então a gente precisa levar em conta esses marcadores
sociais da diferença para que a gente possa novamente pensar estratégia adequadas
de acordo com as particularidades de cada pessoa que está à nossa frente buscando
cuidado isso é outra coisa super importante gente a gente precisa lembrar que a
população de MT quando tá procurando cuidar da saúde quando vai numa UBS para
curar cuidado em saúde Ela tá procurando cuidado em saúde parece grande mas não
é a gente precisa ter isso lembrado com muita ênfase porque a UBS atenção primária
à saúde ou qualquer outro equipamento não pode ser mais um espaço em que as
pessoas vão ser agredidas humilhadas e violentadas a população LGBT e já é aviltada
já é xingada já é violentada já é morta fora dos equipamentos saúde fora do sistema
de saúde a gente não pode enquanto trabalhadores e Defensores do SUS reintera
preconceito reter a discriminação e reforçar a violência e se precisa ser um espaço de
cuidado em saúde isso é muito importante de ser utilizado agora a gente nós vamos
falar brevemente sobre o que não fazer no contexto de Atendimento à população
LGBT na APS beleza nunca chame uma pessoa trans é o nome de registro Isso é
aversivo isso é desse respeitoso quando a gente está diante de uma pessoa transa a
gente precisa usar o nome social nome pelo qual a pessoa está se referindo a ela
mesmo isso é fundamental Esse é básico não pode acontecer de uma pessoa
profissional da Saúde chamava o nome de registro não tem porque não tem motivo
para fazer isso na hora que regulam o uso do nome social no contexto do SUS Isso
não pode acontecer não se faz jamais soube alguma chame travestis de t******* isso é
extremamente ofensivo pronome correto para cidade de x é a travesti ou travestismo a
gente precisa lembrar que travestis não são homens que se vestem de mulheres
travestis utilidade é uma identidade de específica no contexto brasileiro e latino-
americano com Jardim no dicionário para vocês inteiramente beleza não se refere a
orientação sexual ou opção sexual e não é uma opção sexual e não se tira a
homossexualidade como Homossexualismo porque sufixo ismo tá ligado a doença e a
homossexualidade encontra-se desse atualizada desde a década de 1970 e foi
reforçada com a decisão da OMS 1990 então a homossexualidade não é doença e
não eu quero o correto é homossexualidade não homossexualismo bastante
importante não exponha uma pessoa trans um público sem seu consentimento não
fique dizendo dentro do contexto da peça para outras pessoas ou voz alta e a pessoa
trans é uma pessoa ela pode não querer essa informação seja elevada e muitas vezes
as informação Pode não ter relevância isso vai depender de cada contexto específico
então por favor não expõe as suas tranças no público uma das coisas mais
importantes que eu acredito que eu vou aguardar agora não é palestra é a seguinte
não deixe os seus pensamentos crenças e atitudes pessoais ba religiosos interferir em
negativamente natação a gente precisa lembrar que o SUS é laico e plural se eu sou
um profissional da saúde que tá trabalhando na PS e tenho restrições Morais pessoais
religiosas em relação a função de GPT o primeiro preciso repensar o meu lugar de
trabalho Talvez ele não seja meu local de trabalho adequado Que Eu Estou lidando
com pessoas quando eu estou lidando com pessoas Eu Estou lidando com
diversidade no segundo momento essas crianças pensamentos atitudes precisam ser
descritas você pode pegar um papel e escrever o que você pensa a respeito Essa
técnica pode ser importante para que a gente possa corrigir crianças que possam
estar equivocadas a respeito da população de MT da diversidade sexual de gênero de
uma maneira mais ampla para corrigir essas crenças essas atitudes a gente precisa
ter acesso à informação qualificada beleza gente outra uma última questão que que é
importante para a gente falar neste momento não fazer perguntas invasivas sobre
órgãos genitais nome de registro e cirurgias para pessoas A não ser que seja
necessário para atenção à saúde obviamente a gente precisa fazer uma avaliação
criteriosa e os casos quando a pessoa tá buscando cuidar da saúde mas o leque O
Rol de perguntas a serem descritas a serem atingidas com a pessoa precisa ser
cuidado precisa ter um objetivo muito simpático muito específico para que esse tipo de
pergunta seja colocada Ok gente tangente algumas considerações finais a gente
precisa mais do que nunca ter conhecimento implementar e fortalecer a política
nacional de saúde integral da população de meter profissionais da Saúde da ps
precisam baixar o documento da política nacional Heleno de cabo a rabo precisam
conhecer as diretrizes básicas esse documento e como desenvolver estratégias para
aplicar essa política de uma maneira adequada a gente tem uma questão que é
urgente que a grave que é a formação de Recursos Humanos para ficados com boas
competências multiculturais para oferecer atendimentos sensível um plástico e
culturalmente adequado isso leva a última que eu gostaria de discutir com vocês que é
a gente precisa levar em consideração o princípio da Equidade no SUS é muito
comum ouvir de profissionais da saúde que nós somos todos iguais para todos os
princípios do SUS também é a universalidade O que é importante que ser respeitado
mas existe esse outro princípio da Equidade Nós não somos todos iguais e nós não
precisamos ser nós temos diferenças temos particularidades populações distintas tem
diferenças e tem particularidades que precisam ser respeitadas e respeitar essas
particularidades a gente precisa conhecer essas particular particularidades a gente
precisa conhecer as necessidades de saúde e as barreiras de acesso da população
LGBT a população trans tem para que a gente possa formular intervenções
informadas por evidências que sejam culturalmente adequadas que possam se
conectar com a realidade cultural social e identitária de cada pessoa então esse papo
de que somos todos iguais é uma balela Nós não somos todos iguais a gente não
precisa ser igual a gente pode aprender a conviver com a diferença de uma maneira
harmoniosa aquilo que é diferente da gente não precisa nos anular não precisamos
diminuir a gente pode aprender a crescer e somar por meio da diferença a gente não
precisa uniformizar os processos na vida a gente pode coexistir na diferença Então
isso é um pouco do que eu queria fazer para você de uma maneira bastante sintética
na sua palestra eu espero muito que eu tenha contribuído vocês neste momento por
favor Siga a página do do Telessaúde no Facebook e eu agradeço muito pela atenção
de vocês até uma próxima tchau tchau Fala sobre o processo de transformação do
dsm 4 TR pro dcm5 eu não vou com os que se parece materiais de cabeça mas eu
tenho uma listagem de materiais Se alguém quiser eu posso de alguma maneira
disponibilizar o meu e-mail e me disponibilizo a enviar esse materiais tem um monte
de documentos científicos em inglês mas alguns encontros da mente falam a respeito
disso acho importante mencionar que existem dois documentos traduzidos para o
português sobre atenção em saúde de uma maneira geral é tensão psicológica para
pessoas LGBT trans Mais especificamente o primeiro as diretrizes para práticas
psicológicas com pessoas trans em não conformidade de gênero foi produzido por
mim pelo orientador de doutorado Ângelo brandelli Costa se encontra disponível na
página da diversidade do Conselho Regional de Psicologia o outro documento que
está disponível e que coloca Norma dê atenção para pessoas que apresentam disforia
de gênero para pessoas trans para pessoas com doença de gênero não conformidade
de gênero são as diretrizes de cuidados de saúde da associação mundial de saúde
para pessoas trans que tá disponível em diversas línguas espanhol em inglês tradução
para português também que pode ser acessado o site WTF também o documento da
política nacional de saúde integral da população de Ibaté o documento bastante
completo que dá algumas referências de como se portar diante da população de
remeter e esse documento das diretrizes que o morador de doutora traduzir traduzir é
um documento bastante interessante que ele apresenta 16 diretrizes a que tem uma
formulação teórica e empírica helicase dados de pesquisas e cada uma além dessa
diretriz teórica tem uma diretriz prática como fazer a instalação documento muito
interessante ele tem 112 páginas é um material muito rico que pode ser acessado no
site do Conselho Regional de Psicologia na parte de diversidade Eu não entendi essa
pergunta tem uma discussão que envolve uma certa privatização de processos que
são sociais que quer dizer os cuidados têm sido os cuidados saúde de nossos filhos
sou eu e minha família de educação começamos Eu e minha família a gente precisa
lembrar que a gente vive um estado estado tem alguma circulações tem algumas
normativas e não é bem assim que funciona as pessoas têm direito de receber acesso
à saúde as pessoas têm direito de ter em suas vidas garantidas e preservadas em não
pode usar esse argumento da privatização das coisas que é orgumento muito perigoso
se lembrar da população lgb LGBT é população trans de uma maneira mais específica
sofrem índices muito altos de rejeição familiar exclusão tem de furar de emaciação
mercado de trabalho tem dificuldade de evasão escolar muito alta as pessoas não
conseguem ficar no espaço de trabalho no espaço da escola educacionais
praticamente porque não aguenta uma sede não aguenta um burro não aguento a
discriminação Então como é que a gente vai usar esse argumento tipo de variação de
uma argumento mais processo de privatização quando a gente tem cenário epidêmico
de violência contra a população LGBT só uma reflexão que a gente precisa fazer
agradeço muito pelos comentários para quem não conhece essa questão intersexo
pessoas intersexuais são pessoas que nascem com algum tipo de ambiguidade na
sua genitália ou com algumas alterações cromossômicas existe no Hospital de
Clínicas de Porto Alegre alguns setores que são específicos para tratar desta questão
o ideal para se fazer dentro da peça e a fazer um caminhamento para atenção
especializada quando a gente tem casos de pessoas intersexo é isso muito obrigada
muito obrigada