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EXCELENTÍSSIMO JUIZO DA xxª VARA DO TRABALHO DA COMARCA

DE SÃO PAULO-SP

A Justiça Trabalhista Brasileira,


sobrecarregada com tantos processos, nos
quais muitas vezes estão sendo discutidas
verbas realmente prementes à sobrevivência
dos empregados, não pode sucumbir ao bel
prazer de alguns Reclamantes, que
simplesmente fazem conjecturas a esmo,
visando angariar vantagens pessoais de formas
ilícitas e totalmente fora do normal.

Processo nº xxxxxxx-47.xxxxx.5.02.xxxx

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, já qualificado nos autos da Reclamatória em


epígrafe, a qual lhe é movida por xzxzxxzxzzzzzzz, vem, respeitosamente,
por seu procurador abaixo firmado, apresentar CONTESTAÇÃO, conforme
os fatos e fundamentos que passa a expor:

DA SÍNTESE DA INICIAL
01. O Reclamante ajuíza ação trabalhista suscitando, em suma, ter
laborado para a Reclamada na função coordenador no período de
03.08.2014 a 20.03.2018, tendo como remuneração, a importância de R$
1.300,00 (hum mil e trezentos reais) por mês.

02. Aduz que o horário de labor compreendia –se de segunda a


sexta das 5:30às 14h00 e um sábado e domingo por mês das 10h00 às
17hs. Sem intervalo de descanso.

03. Pleiteia o registro na CPTS, reconhecimento de vínculo,


pagamento das verbas rescisórias, FGTS e multa de 40%, e multa do 477 e
467 da CLT, alegações estas que não correspondem totalmente à realidade
dos fatos, senão vejamos:

1. PRELIMINARMENTE

1.1 – DA INÉPCIA DA EXORDIAL

04. Inicialmente, vem a Reclamada, anteriormente à discussão


do mérito, requerer seja julgado improcedente o pedido autoral, nos
termos do artigo 330, I do Código de Processo Civil, pois: São requisitos do
pedido que o mesmo seja claro, coerente, certo e determinado, não se
admitindo pedido implícito, ou seja, aquele reputado formulado,
mesmo sem ter sido feito expressamente.

05. As quatro características supramencionadas são também as


quatro dimensões da sentença regular.
06. Desta maneira, informe-se, que conforme o § 1º do art. 330,
inciso III do Código de Processo Civil a inicial apresenta inépcia quando
falta pedido ou causa de pedir; da narração dos fatos não decorrer
logicamente a conclusão; o pedido for judicialmente impossível; ou contiver
pedidos incompatíveis entre si.

07. Careceu o Reclamante de explicar sobre o cargo que tinha,


ou seja, a função que exercia, suas atividades e rotina diária, o aviso
prévio, tendo em vista que ao final simplesmente requereu o aviso
prévio sem dar maiores informações e detalhes relativos ao período.

08. Insta salientar, que em momento algum a Reclamante


indicou o mês ou meses que os referidos depósitos não foram
recolhidos com relação ao FGTS, ônus esse que lhe incumbia.

09. Ressalta-se que tais matérias não obstam tão somente o


direito à ampla defesa, como o julgamento dos pedidos da presente.

10. Por este turno, resta claro, a toda evidência, que o pedido
deduzido na exordial não é certo, sendo assim, diante da evidente inépcia
da inicial, impõe-se a extinção do feito sem julgamento do mérito, como
preconiza o art. 485, I, C.C art. 330, inciso I, § 1º, ambos do Código de
Processo Civil, todos com artigo 769 da CLT.

1.2 Da Impugnação ao Pedido de Assistência Judiciária Gratuita


11. Excelência, tendo em vista as novas disposições do Novo
Código de Processo Civil, não mais se faz necessário interpor peça apartada
quando da impugnação ao pedido de AJG do Reclamante, conforme Art.
337, XIII, da Lei 13.105/2015, vejamos:

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito,


alegar:
[...] XIII - indevida concessão do benefício de
gratuidade de justiça. [...]

12. No âmbito do Processo do Trabalho, este benefício somente


pode ser concedido quando presentes e atendidos os requisitos exigidos
pelo artigo 14 da Lei n. 5.584/70, motivo pelo qual, não estando presentes
esses requisitos, deve ser indeferida a concessão deste benefício à
reclamante.

13. Salienta-se ainda que o artigo 133 da CF de 1988 não revogou


a referida Lei, tampouco, o “jus postulandi”, próprio do processo do trabalho,
assegurado pelo artigo 791 da Consolidação das Leis do Trabalho.

14. Com efeito, a Reclamante não comprova que atualmente


encontra-se em situação de pobreza devendo, para todo caso, ser
observada a disposição da nova redação do artigo 789-B, § 4º da CLT,
sopesando-se, ainda, que não há nos autos credencial sindical.

15. Não pode ser desvirtuada a natureza do benefício da


gratuidade judiciária, visto que destinada a pessoas sem possibilidade de
sustento próprio e de sua família, não sendo este o caso da demandante.
16. Atualmente, a simples afirmação de miserabilidade jurídica não
basta para o deferimento da assistência judiciária gratuita. Revogada foi a
presunção de pobreza anteriormente estabelecida em lei ordinária. A Nova
Constituição Federal, mais precisamente em seu artigo V, inciso LXXIV,
determina: "O Estado prestará assistência judiciária e integral gratuita aos
que comprovarem a insuficiência de recursos".

17. A simples declaração de pobreza não tem, no Processo do


Trabalho, a mesma força que possui na Justiça Comum. Isto é, não basta a
simples declaração para a requerente ser considerada impossibilitada de
sustento próprio, deve haver comprovação, mediante atestado da
autoridade local do Ministério do Trabalho (art. 14, § 2º, da Lei nº 5.584/70)
da situação econômica peculiar.

18. Assim, requer sejam indeferidos os pedidos de justiça gratuita


e julgado improcedente o pedido de condenação de honorários advocatícios,
condenado O reclamante ao pagamento das custas processuais.

1.3 INCORREÇÃO DO VALOR DA CAUSA

19. Primeiramente, é necessário impugnar a petição inicial quanto


ao valor da causa, eis que a reclamante chega ao montante absurdo de R$
R$ 51.579,27 (cinquenta e um mil quinhentos e setenta e nove reais e vinte
e sete centavos), qual atribui ao somatório dos pedidos.

20. Ocorre, que os valores atribuídos pela reclamante são


temerários, e com certeza foram incluídos na petição inicial aleatoriamente.
21. Assim, merece ser acolhida a presente preliminar de
incorreção quanto ao valor da causa, devendo o mesmo ser alterado para
valor compatível com os pedidos em si e com o proveito econômico
pretendido através de cada pleito, devendo ser observado, no caso de
sucumbência da reclamada, os aspectos ora suscitados.

2. MÉRITO DA RECLAMATÓRIA

DA VERDADE DOS FATOS

22. Inicialmente cumpre salientar que a Reclamada iniciou


suas atividades no começo do ano de 2018, mais precisamente em
janeiro, agrupando equipamentos, estruturando academia, captando alunos
e projeto de divulgação. Foi quando, em Agosto de 2018, conforme
Contrato Social anexo, passou a exercer suas atividades formalmente.

23. Neste período, janeiro de 2018, a Reclamada iniciou a venda


de planos promocionais para a academia, buscando preencher seus
horários com aulas, atividades recreativas/esportivas com a venda de planos
de treinamento, aulas de dança e network.

Registra-se, que nesta oportunidade o Reclamante chegou até a academia.

24. O Reclamante, inicialmente treinava na empresa


Reclamada e desenvolveu grande vínculo de amizade com o Gerente
da época, Sr. Alan, razão pela qual, todos os dias que treinava (que não
era com frequência) estendia um pouco a mais o horário para
espontaneamente auxiliava o Sr. Alan, no trabalho de manutenção
preventiva dos equipamentos, bem como, guardar equipamentos de
ginástica e colchonetes. Tais atividades, eram exercidas
esporadicamente, segundas, terças e quartas.

25. Em contra partida, pelo auxilio dado, o Sr. Alan


encarecidamente dispunha do valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) ao
Reclamante em agradecimento pelo auxilio fornecido, bem como o isentava
do pagamento da mensalidade.

26. Este auxilio dado para o Reclamante ao preposto da


Reclamada, perdurou por alguns meses do ano de 2018, ocasião em que o
Reclamante empregou-se em uma empresa terceira, deixando de frequentar
a academia Reclamada.

27. Causa espanto o Reclamante ajuizar ação em face da


Reclamada, uma vez que sempre mostrou-se compreensivo e solidário,
quanto ao auxilio que prestava por livre e espontânea vontade, uma vez que
a academia iniciava recentemente suas atividades.

28. Excelência, o Reclamante jamais laborou para a


Reclamada, e ainda mais na função de coordenador, como ficara
demonstrado mais à frente.
29. Ademais Excelência, cumpre salientar que, é requisito
essencial exigido por esta Reclamada, que para exercer o cargo de
Coordenação, o candidato seja:

A) Formado em Educação Física,


B) tenha Especialidade (pós-graduação) e;
C) seja CREDENCIADO AO CREF (CONSELHO REGIONAL DE
EDUCAÇÃO FÍSICA).

30. Não obstante, a Reclamada detém essas exigências, uma vez


que o CREF, faz fiscalizações frequentes em todas as Academias do Estado
De São Paulo, averiguando estas e outras condições.

31. Ora Excelência, a Reclamada jamais se sujeitaria a colocar


no cargo de Coordenador, uma pessoa que não preenchesse os
requisitos por ela impostos e acima de tudo, impostos pelo próprio
órgão fiscalizador, ficando sujeita a Reclamada a multas altíssimas!!!!!!

32. Bastante temerária a atitude do RECLAMANTE, em tentar


induzir o MM Juízo a erro na tentativa de perceber parcelas a que não tem
direito. Nesse sentido, não merece prosperar a pretensão do RECLAMANTE
e sendo indevido, o mesmo destino devem ter os reflexos.

33. Por fim, deixa de provar o Reclamante, que preenche os


requisitos essenciais para a caracterização do vínculo de emprego,
quais sejam: Onerosidade, uma vez que não recebia salário fixo;
Habitualidade, pois não ia com frequência à Reclamada, Subordinação,
um dos mais importantes requisitos, uma vez que ao contrário do que aduz,
ofereceu-se para ajudar o Gerente da Reclamada após seus treinos e a
pessoalidade, uma vez que estava presente em dias alternados, porém
para treinar na academia e não exercer atividade laborativa.

34. No mais, sendo do RECLAMANTE o ônus da prova de suas


alegações, do que evidentemente não se desincumbiu até o momento,
nada lhe pode ser deferido a esse título, devendo ser julgado
improcedente o pleito respectivo.

2.1 – DA IMPUGNAÇÃO DOS DOCUMENTOS

35. Com relação aos documentos juntados com a inicial, restam


EXPRESSAMENTE IMPUGNADOS, eis que não servem de base para
qualquer dos supostos direitos alegados pelo Reclamante, principalmente
as FOTOS acostadas às fls. 13/16, tiradas com a camiseta da academia
(uma vez que todo aluno que se matricula recebe uma camiseta)
juntamente com os colegas de treino, ou seja, outros alunos
Excelência.

36. Ademais, pode-se reparar que o Reclamante encontra-se


de bermuda em todas as fotos.

37. Ora, se exercesse efetivamente o cargo de Coordenador,


não poderia estar com tais vestes, uma vez que não se coadunam com
o cargo e em razão de tal, é expressamente proibido pela Reclamada.
2.2 DA JORNADA DE TRABALHO - HORAS EXTRAS E HORAS DE
DESCANSO EM CASO DE PRORROGAÇÃO DE JORNADA – NÃO
RECEBIMENTO DE VALE TRANSPORTE .

38. o Reclamante Aduz que cumpria a jornada laboral de segunda


a sexta das 05h30 as 14h00, sem intervalo para refeição e descanso,
sábados e domingos alternados das 10h00 às 17h00, requerendo assim a
diferença de horas extras.

39. Ocorre que a pretensão não procede.

40. O Reclamante não acostou nenhum documento de


comprovasse tal alegação, conforme preceitua o artigo 818 da CLT e
sequer COMPROVA VÍNCULO DE EMPREGO!!!!

41. Assim resta com o Reclamante, o dever indeclinável de


comprovar as alegações trazidas na sua peça de ingresso, ou seja, de
desincumbir do ônus probandi que lhe é imposto, pela regra do artigo 818
da CLT.

2.3 IMPUGNAÇÃO AO PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR AUSENCIA DE


REGISTRO NA CTPS

42. . Não concerne, também, a pretensão indenizatória


formulada pelo Reclamante no tocante à ausência de assinatura a CTPS.
Alegou-se, em síntese, que essa concorreu para dano moral, em face de ter
deixado de gozar de benefícios previdenciários e à aposentadoria.

43. Não há que cogitar-se de dano moral, maiormente porquanto,


como consabido, a hipótese legal reclama (CC, art 186) que exista,
minimamente, um abalo de sentimento pessoal.

44. Ao revés disso, existiria, se fosse verdade, tão só uma mera


irregularidade administrativa da qual decorre lesões de natureza salarial,
que, registre-se, já seriam reparadas por meio de uma decisão judicial
confirmando o vínculo de trabalho.

45. Nesse sentido, vejamos as decisões ora transcritas:

RECURSO ORDINÁRIO. CONTRATO DE


EXPERIÊNCIA. VALIDADE.

Tratando-se de forma contratual excepcional, prevista


no artigo 443, § 2º, c da CLT, o contrato de experiência
deve se revestir de algumas formalidades que
assegurem ao trabalhador a prévia ciência de sua
natureza temporária e do exato período em que irá
vigorar. No caso em tela, havendo termo de contrato de
experiência juntado aos autos, com destaque para os
dados do contrato de experiência e dos demais termos
importantes, assim como contendo a assinatura do autor
e não restando comprovado qualquer vício que
desconstitua a validade de tal documento, não há
cogitar de invalidade jurídica do referido termo e
indeterminação do prazo do contrato celebrado entre as
partes. Recurso provido. RECURSO ADESIVO.
RETENÇÃO INDEVIDA DA CTPS POR TEMPO
SUPERIOR AO PRAZO LEGAL. PROVA
PREVALECENTE CONTRÁRIA À TESE DO
EMPREGADO. HIPOTÉTICA SITUAÇÃO DE
CONFIGURAÇÃO DE RETENÇÃO INDEVIDA DA
CTPS DENTRO DO CURTÍSSIMO PERÍODO
CONTRATUAL. AUSÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS A
GERAR DANO MORAL. INDENIZAÇÃO INDEVIDA.
Conforme entendimento prevalecente no âmbito do C.
TST, a retenção da CTPS por tempo superior ao prazo
legal acarreta prejuízo de natureza extrapatrimonial ao
empregado, cujo dano é presumido. Entretanto, na
hipótese dos autos, além de o recibo de devolução de
CTPS, no prazo da Lei, militar em favor da defesa, a
alegada retenção, caso existente, teria se dado no curso
da curtíssima relação contratual e não após o seu
término, não se extraindo do fato uma magnitude capaz
de gerar o prejuízo moral alegado. Recurso não provido.
(TRT 13ª R.; RO 0001019-21.2017.5.13.0014; Segunda
Turma; Rel. Des. Carlos Hindemburg de Figueiredo;
Julg. 07/08/2018; DEJTPB 16/08/2018; Pág. 69)

VÍNCULO EMPREGATÍCIO CONFIGURADO.


PRINCÍPIO DA PRIMAZIA. CONSECTÁRIOS LEGAIS.
DO COTEJO DOS AUTOS, DEPREENDE-SE QUE A
RECLAMADA NEGA O VÍNCULO EMPREGATÍCIO E A
PRESTAÇÃO DE QUALQUER SERVIÇO, O QUE
ATRAIU PARA O AUTOR O ÔNUS DE PROVAR A
RELAÇÃO QUE OSTENTE NATUREZA JURÍDICA
EMPREGATÍCIA (ARTIGOS 818 DA CLT E 333, II, DO
CPC), ENCARGO DO QUAL SE DESINCUMBIU
SATISFATORIAMENTE, HAJA VISTA TER SIDO
DEMONSTRADA A PESSOALIDADE,
SUBORDINAÇÃO, ONEROSIDADE E A NATUREZA
NÃO EVENTUAL DOS SERVIÇOS PRESTADOS À
RECLAMADA, RESTANDO CONFIGURADO,
PORTANTO, O VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM A RÉ.
TRATA-SE DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA
PRIMAZIA DA REALIDADE, SEGUNDO O QUAL O
CONTRATO DE EMPREGO EMANA SEUS EFEITOS
DE MANEIRA INDEPENDENTE E DIVERSA QUE
LHES PRETENDAM CONSTITUIR. ASSIM, DE SE
DAR PARCIAL PROVIMENTO AO PLEITO DO
RECORRENTE PARA RECONHECER O VÍNCULO
EMPREGATÍCIO ENTRE AS PARTES, ASSIM COMO
OS CONSECTÁRIOS TRABALHISTAS LEGAIS.
DANOS MORAIS. NÃO ANOTAÇÃO DA CTPS.
INEXISTÊNCIA. A atual, iterativa e notória
jurisprudência do TST entende ser incabível o
deferimento da indenização por dano moral tão
somente em razão da ausência de assinatura na
CTPS obreira. Sendo assim, faz-se necessária a
comprovação da existência de efetivas lesões aos
direitos da personalidade, assegurados pelo artigo
5º, X, da Constituição Federal, o que não ocorreu
nos autos. Recurso ordinário conhecido e parcialmente
provido. (TRT 7ª R.; RO 0001032-55.2017.5.07.0024;
Terceira Turma; Rel. Des. Francisco Tarcísio Guedes
Lima Verde; Julg. 26/06/2018; DEJTCE 24/07/2018;
Pág. 2060) (grifo nosso).

2.4 INAPLICABILIDADE DAS MULTAS DOS ARTIGOS 467 E 477 DA CLT


46. Tal pedido presente da peça vestibular deve ser rejeitado, uma
vez que tal multa somente é imposta no caso de matéria incontroversa, e a
partir da apresentação da peça de bloqueio da Reclamada e sua alegação,
torna o assunto controverso, bem como pelo fato de não haver parcelas a
serem pagas em audiência incontroversas.

47. Assim, não há possibilidade da aplicação de tal sanção.

48. O simplório motivo de existir controvérsia em relação à


modalidade da rescisão contratual afasta a incidência dos artigos 467 e 477
da CLT, por ser inexistente a mora debitoris.

49. O entendimento legal foi o de garantir a tempestividade no


recebimento das verbas resilitórias, assim, não sendo estas certas ou
determinadas, não se pode punir a Reclamada com a multa dos artigos 467
e 477 da CLT.

2.5 PRINCIPIOS DA BOA FÉ E TRANSPARENCIA – LITIGANCIA DE MÁ-


50. Indiscutivelmente, a adoção do princípio da boa-fé como


mandamento das relações contratuais é de especial relevância, observando
este como dever de conduta das partes nas relações jurídicas em geral, uma
vez que o legislador também favoreceu no Código Civil, em seu artigo 113,
sendo a boa-fé como regra geral das relações jurídicas.
51. Já o artigo 77 do Código de Processo Civil, por sua vez, prevê
além de outros previstos neste Código, que são deveres das partes, de seus
procuradores e, de todos aqueles que de qualquer forma participem do
processo: I - expor os fatos em juízo conforme a verdade; II - não formular
pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que são destituídas
de fundamento; III - não produzir provas e, não praticar atos inúteis ou
desnecessários à declaração ou à defesa do direito; nesta mesma linha,
temos que; nas hipóteses dos incisos citados, o juiz advertirá qualquer das
pessoas mencionadas no caput de que sua conduta poderá ser punida como
ato atentatório à dignidade da justiça.

52. Ocorre que no caso em tela, ficou demonstrado que o


reclamante age de forma temerária, na tentativa de locupletamento
indevido, posto que faltou ao reclamante transparência e idoneidade.

53. Em obediência ao dever geral de boa-fé, que ganhou status de


norma fundamental no Novo Código de Processo Civil, o art. 77 impõe o
dever de probidade e lealdade processual às partes e seus procuradores,
públicos ou privados, assim como a todos aqueles que de alguma forma
participam do processo, incluído o Ministério Público, o perito, dentre outros.
Em síntese, compete àquele que praticar ato processual agir com lealdade
e boa-fé, pautando suas ações no plano da ética e da moralidade.

54. Conforme preceitua o artigo 79 e 80 do Código de Processo


Civil, é litigante de má-fé aquele que altera a verdade dos fatos.

55. ‘ Tendo em vista que o Reclamante está alterando a verdade


dos fatos, deixando de informar que ofereceu-se para ajudar o
Gererente à época após o treino, faltando com a verdade com relação
ao cargo, uma vez que se quer cumpre a exigência do CREF para tal
função e sequer Formação em Educação Física tem, bem como pelos
documentos juntados sem nexo algum com o alegado, NO INTUITO
CLARO DE INDUZIR ESTE JUIZO A ERRO E OBTER VANTAGEM DA
RECLAMADA QUE PASSA POR MOMENTO DE EXTREMA DIFICULDAE
FINANCEIRA, esta deve ser responsabilizada pela sua má-fé, em defesa
da dignidade da justiça.

56. Tais fatos demonstram-se completamente distintos da


realidade, distorcidos dolosamente com fito de moldar o convencimento do
juízo.

57. Ora, assim prescreve o Código de Processo Civil:

Art. 79. Responde por perdas e danos aquele que litigar


de má-fé como autor, réu ou interveniente.
Art. 80. Considera-se litigante de má-fé aquele que:
I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso
de lei ou fato incontroverso;
II - alterar a verdade dos fatos;
III – usar do processo para conseguir objeto ilegal;
IV – Opuser resistência injustificada ao andamento do
processo;
V – proceder de modo temerário em qualquer incidente
ou ato do processo;
VI – provocar incidente manifestamente infundado;
VII – interpuser recurso com intuito manifestamente
protelatório.

Art. 81. De ofício ou a requerimento, o juiz condenará o


litigante de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior
a um por cento e inferior a dez por cento do valor
corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos
prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários
advocatícios e com todas as despesas que efetuou.

58. Neste sentido, a legislação trabalhista, ademais, é clara


quando trata do assunto litigância de má fé:

Art. 793-A. Responde por perdas e danos aquele que


litigar de má-fé, como reclamante, reclamado ou
interveniente.

Art. 793-B. Considera-se litigante de má-fé aquele


que:
I – deduzir pretensão ou defesa contra texto
expresso da lei ou fato incontroverso;
II – alterar a verdade dos fatos;
III – usar do processo para conseguir objetivo ilegal;

59. Veja Excelência, que o Reclamante alterou a verdade dos fatos


para conseguir objetivo ilegal na demanda, ou seja, não informando que se
dispôs a ajudar o preposto da Reclamada após os períodos de treino e que
não tem sequer Formação em Educação Física, condição essencial para
exercer o cargo que aduz ter exercido, e por fim, juntando documentos
confusos, evasivos, fúteis, que nada corroboram com o alegado.

60. Ora, a Reclamante expõe na exordial fatos TOTALMENTE


inverídicos, uma vez que o salário e períodos indicados não existem!!!!.

61. A Justiça Trabalhista Brasileira, sobrecarregada com


tantos processos, nos quais muitas vezes estão sendo discutidas
verbas realmente prementes à sobrevivência dos empregados, não
pode sucumbir ao bel prazer de um Reclamante que simplesmente faz
conjecturas a esmo, visando angariar vantagens pessoais de formas
ilícitas e totalmente fora do normal.

62. Deste modo, deve o Reclamante ser condenado por má fé,


impondo a aplicação da multa no percentual de 10% sobre o valor da causa,
sem prejuízo das sanções cíveis e penais correspondentes, de modo a coibir
condutas de tamanha gravidade.

3. CONCLUSÃO

63. Pelo exposto, requer a Vossa Excelência:

a) Seja indeferido o pedido de gratuidade da justiça e condenado o


reclamante ao pagamento das custas, honorários periciais e advocatícios,
na forma legal;

b) seja recebida a presente petição, juntamente com os documentos


anexos indispensáveis para a formação do livre convencimento do
magistrado no julgamento da causa, bem como deferida para que tenha
processamento regular de acordo com as normas legais;

c) no mérito, deferir integralmente os pedidos formulados nesta


CONTESTAÇÃO, bem como julgar improcedentes todos os pedidos do
Reclamante, conforme fundamentado.

d) Seja o Reclamante condenada em litigância de má fé, nos ermos


do artigo 79 e seguintes do Código de Processo Civil e artigo 793-B da CLT,
por alterar a verdade dos fatos, bem como omitir-se quanto ao recebimento
de valores referentes a quitação da sua rescisão, buscando o
enriquecimento ilícito e induzimento deste Juizo a erro;

e) Protestando pela produção de todos os meios de prova em


direito admitidos, especialmente pelo depoimento pessoal do
RECLAMANTE, sob pena de confissão, juntada de documentos, inquirição
de testemunhas, exames, perícias, vistorias e demais necessários à prova
do quanto aqui afirmado, aguarda a RECLAMADA seja decretada a
IMPROCEDÊNCIA da Reclamação, com a condenação da AUTORA nas
custas processuais, como medida de costumeira e salutar, JUSTIÇA!

f) Por derradeiro, a ora Contestante impugna expressamente os


argumentos lançados na exordial, os documentos juntados pela parte autora
aos autos, bem como os valores requeridos.

Nestes termos, pede deferimento.

São Paulo, xx de xxxxx de 2019

xxxxxxxxxxxx
OAB/SP xxxxxxxxxx

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
OAB/SP xxxxxxxxx