Sie sind auf Seite 1von 85

CADERNO DE

RESUMOS
Índice (falta ainda nº de páginas)
Resumos das
pesquisas de
mestrado
Aspectos esté6cos e es6lís6cos das sonatas de Glauco Velásquez

Agata Christie (agatacello@hotmail.com)


Orientador: Rainer Patriota
(rainer.patriota@gmail.com)
Mestrado – Musicologia – 2018.2

Palavras Chave: Glauco Velásquez; sonatas; estética; estilo; música de câmara

Glauco Velásquez nasceu em Nápoles, em 23 cromatismo wagneriano (ALMEIDA, 1926;


de março de 1884, filho de um barítono AMORIM, 2016, BERNARD, 2012, LAGO, 2005). De
português, e de uma de suas alunas da alta forma geral, a maioria dos trabalhos existentes o
sociedade da então capital, Adelina Alambary classifica como um compositor que “não tem
inspiração nacionalista, mas por outro lado não
Luz. Na Itália foi deixado para ser criado por
segue o estilo romântico tradicional, (...) [o que] diz
camponeses sob orientação de um pastor
respeito, mais a busca de novas técnicas
metodista. Dentro disso, aos 12 anos foi trazido composicionais e de posicionamento estético do que
para o Brasil (CARNEIRO, NEVES, 2002, p.9). inovações harmônicas (...) (AVVAD, 2009, p.80)”.
Glauco Velásquez nunca soube quem foram Até então, com base em todas as fontes,
seus pais e suas origens. Exatamente por sua inclusive com a utilização de depoimentos de
orfandade, muitos alegam que este fato críticos contemporâneos de Glauco Velásquez,
reproduziu uma melancolia refletida em suas pode-se supor que suas concepções se baseiam
obras (CARNEIRO, NEVES, 2002; CASTRO, 1911; numa mistura de tendências (AZEVEDO, 1956;
HASSELAAR, 1994, p.7). CARNEIRO, NEVES, 2002; HASSELAAR, 1994;
Justamente por essa razão, como alega Luiz LAGO, 2005; AVVAD, 2006; BERNARD, 2012;
Heitor, “Glauco Velásquez é o primeiro AMORIM, 2016). Com isso surge a questão:
compositor brasileiro envolvido pelas Glauco Velásquez era ou não um inovador? A
harmonias novas e da nova estética (HEITOR, través desta reflexão pode-se trazer aqueles
2016, p.199)”. Diante disso, a soma dos que contrariaram a ideia de que Velásquez foi
trabalhos acadêmicos que dedicaram-se às suas precursor de algo, ou inovador em alguma
composições, geraram conclusões diversas. instância. Dentro deste contexto, existe o
Renato Almeida classifica-o como um criador objetivo de utilizar as Sonatas como objeto de
que desenvolve música entre o simbolismo e o estudo no âmbito de um gênero musical que
impressionismo. Mas que dentre seus diversos carrega em si, enquanto estrutura, e amplitude
traços traz a influência de Wagner de Tristão e da forma (ROSEN, 1998), a relação que existe
Isolda, mescladas ao pós-wagnerianismo entre forma sonata e a harmonia dentro da
francês de Franck, e d’Indy. (1926, p.160), concepção das composições de Glauco
pendendo a distanciar as obras dos modos Velásquez. Estas obras presentes na pesquisa
tradicionais da época (AMORIM, 2016, p.26). em andamento são: a Sonata Delírio (1908)
Há aqueles que dizem que Velásquez é o para violino e piano, a Sonata 1ª (1910) para
representante do Wagnerianismo no Brasil violoncelo e piano, Sonata 2ª (1911) para violino
(LAGO, 2005). e piano e a Sonata II para violoncelo e
Uma outra parcela de musicólogos reforça entre forma sonata e a
essas tendências, e endossam a semelhança harmonia dentro da
com a escrita de Cesar Franck combinadas às concepção das
de Debussy, e continuam somando as ideias do composições de
Glauco Velásquez. Estas obras presentes na AZEVEDO, Luiz Heitor. 150 anos de música no
pesquisa em andamento são: a Sonata Brasil: 1800 – 1950. Instituto nacional do Livro,
Delírio (1908) para violino e piano, a Sonata Rio de Janeiro, 1956.
1ª (1910) para violoncelo e piano, Sonata 2ª BERNARD, Marie Stephanie Jeanne. Sonata 2
(1911) para violino e piano e a Sonata II para para violoncelo e piano (1912), de Glauco
violoncelo e piano (1912), escolhidas com o Velásquez: Estudo interpretativo e tratamento
objetivo de explorar o gênero Sonata e editorial da obra. Minas Gerais. UFMG, 2012.
compreender as concepções de Glauco CARNEIRO, Maria Cecília Ribas, NEVES, José
Velásquez. Maria, Glauco Velásquez, Coleção Academia
para violino e piano, a Sonata 1ª (1910) para Brasileira de Música. Rio de Janeiro. Editora
violoncelo e piano, Sonata 2ª (1911) para Enelivros, Vol.1, 2002.
violino e piano e a Sonata II para violoncelo e FRANÇA, Eurico Nogueira de. Cinquenta anos
piano (1912), escolhidas com o objetivo de da morte de Glauco Velásquez. Música. Rio de
explorar o gênero Sonata e compreender as Janeiro: Correio da Manhã. 29/09/1964
concepções de Glauco Velásquez. HASSELAAR, Silvia. Glauco Velásquez:
Elementos Característicos de Produção
Bibliografia
Pianística e Catálogo Completo de suas obras.
Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro. UFRJ,
AMORIM, Évertom Rodrigo. Sonata Op. 61, 1994.
“Delírio” para Violino e Piano de Glauco
HEITOR, Luiz. 150 anos de Música no Brasil.
Velásquez: Processos para construção de (1800 – 1950). 2ª Edição. Rio de Janeiro. Editora
interpretação. Dissertação de Mestrado. São
FBN (Fundação Biblioteca Nacional). 2016.
Paulo. USP, 2016. LAGO, Manoel Aranha Corrêa do. O Círculo
AVVAD, Ana Paula Maya Machado. A Veloso-Guerra e Darius Milhaud no Brasil:
influência das peças de caráter do
Modernismo Musical antes da Semana, UNIRIO,
roman{smo em obras para piano de Carlos 2005.
Gomes, Leopoldo Miguês, Henrique Oswald,
ROSEN, Charles. Formas de Sonata. Espanha,
Alexandre Levy e Alberto Nepomuceno. Rio Spanpress Universitária, 1998
de Janeiro. UFERJ, 2009.
Ensino de música para surdos: a prática educativa desenvolvida na
ONG Instituto Inclusivo Sons do Silêncio
Tiago de Oliveira Nascimento
musicatiagooliveira@hotmail.com
Mestrado – Educação Musical - 2017.2
Profa. Dra. Cristiane Maria Galdino de
Almeida

Palavras-chave: Educação musical. Ensino de música para Surdos. Surdez. Prática educativa

A nossa pesquisa tem como •tulo: “Ensino de entrevista semiestruturada, que foi realizada,
música para Surdos: a práCca educaCva também, com o professor responsável.
desenvolvida na ONG InsCtuto Inclusivo Sons do Declaramos que a nossa pesquisa está de
Silêncio”. O obje{vo geral do estudo é acordo e vem cumprindo todas as exigências
compreender como ocorre a prá{ca educa{va contidas na Resolução 466/12 do CNS e está
do ensino de música para Surdos na ONG se comprometendo a manter a
Ins{tuto Inclusivo Sons do Silêncio. Os obje{vos confidencialidade de todos os dados
específicos são: descrever o funcionamento da coletados para as análises. A pesquisa já foi
estrutura da ONG; evidenciar o papel aprovada pelo comitê de ética de pesquisa da
desempenhado pelo professor; verificar a UFPB. Ainda informamos que essa pesquisa
organização dos conteúdos e obje{vos não está oferecendo riscos, previsíveis, para a
pedagógicos estabelecidos nas aulas; inves{gar saúde do participante. As análises dos dados
quais os procedimentos metodológicos e estão na fase final e os resultados até o
avalia{vos que são u{lizados no processo de presente momento estão destacando que a
ensino e destacar os recursos pedagógicos prática educativa do professor traz elementos
u{lizados nas aulas. do ensino de música tradicional, porém em
O referencial teórico aborda conceitos rela{vos alguns pontos específicos observa-se nuances
à educação musical, educação musical especial, de um ensino musical em uma perspectiva
surdez, ensino de música para Surdos e a prá{ca construtivista. Os resultados finais serão
educa{va na visão de Zabala (1998). A usados para fins estritamente acadêmico em
metodologia u{lizada na pesquisa está sendo artigos científicos e possíveis apresentações
desenvolvida a par{r da abordagem qualita{va em congressos de pesquisa.
e a estratégia u{lizada é o estudo de caso. O Pretendemos, com esta pesquisa, contribuir
campo de estudo, o Ins{tuto Inclusivo Sons do para a expansão do tema música e educação
Silêncio, é uma ONG encubada pelo Porto Social musical especial, pois levando em
(ins{tuição que oferece ajuda e suporte a consideração o grande avanço das políticas
projetos sociais e ONGs do grande Recife) voltas às pessoas com deficiência que
localizada na cidade do Recife/PE. estamos vivenciando na nossa sociedade nos
O professor e idealizador da ONG é o últimos anos, percebemos que a nossa
par{cipante da pesquisa e a sua prá{ca pesquisa surge em um momento oportuno
educa{va é o principal foco da análise. Como para também
instrumentos de coleta de dados, {vemos: complementar a
pesquisa bibliográfica; observação de 10 aulas literatura acadêmica
ministradas pelo professor e uma sobre o tema,
ampliando
a discussão proposta por Finck (2009), KUNTZE, Vívian Leichsenring. A relação do
Bogaerts (2013), Magalhães (2014), Kuntze surdo com a música: representações sociais.
(2014), Silva (2015), Lima (2015), Griebeler Florianópolis, 2014. 153f. Dissertação
(2015), Sobreiro (2016), Haguiara-Cervellini (Mestrado em música), Centro de Artes,
(2003), SÁ (2008), Sacks (2007), Louro (2012) Programa de Pós-Graduação em Música,
entre outros. Universidade do Estado de Santa Catarina,
Observando esse contexto atual que fomenta Florianópolis, 2014.
a valorização da pessoa com deficiência, a LIMA, Gueidson Pessoa de. Música e surdez: o
nossa pesquisa se mostra relevante, pois a ensino de música numa perspectiva bilíngue
educação musical, como área de na escola regular. Natal, 2015. 132f.
conhecimento, contribui, nesse sentido, ao Dissertação (Mestrado em educação), Centro
promover pesquisas que tratem sobre o tema de Educação, Programa de Pós-Graduação em
em discussão. Além disso, o trabalho Educação, Universidade Federal do Rio Grande
desenvolvido pela ONG Instituto Inclusivo do Norte, Natal, 2015.
Sons do Silêncio pode, também, favorecer o LOURO, Viviane; et al. Fundamentos da
estudo na área acadêmica, uma vez que a aprendizagem musical da pessoa com
pesquisa vem aprofundando a reflexão sobre deficiência. São Paulo: Ed. Som, 2012.
como ocorrem as atividades musicais com MAGALHÃES, Liana Arduino de. O
alunos Surdos. Desenvolvimento musical e a interação de
alunos surdos em uma escola regular de
REFERÊNCIAS ensino: Um estudo de caso. Rio de Janeiro,
2014.
BOGAERTS, Jeanine. Educação Musical na 112f. Dissertação (Mestrado em música),
Diversidade: um estudo de caso com alunos Centro de Letras e Artes, Curso de Pós-
surdos e ouvintes em uma escola regular de Graduação em Música, Universidade Federal
ensino. Rio de Janeiro, 2013. 198f. Dissertação do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.
(Mestrado em Música), Centro de Letras e SÁ, Nídia Regina. Os surdos, a música e a
Artes, Curso de Pós-Graduação em Música, educação. In: Dialógica – Revista eletrônica da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de FACED. Vol. 2, nº 5. Manaus, 2008. Disponível
Janeiro, 2013. em: <http://dialogica.ufam.edu.br>
FINCK, Regina. Ensinando Música ao aluno Acesso em: 20 fev. 2017.
surdo: perspectivas para a ação pedagógica SACKS, Oliver. Alucinações musicais. relatos
inclusiva. Porto Alegre, 2009. 235f. Tese sobre música e cérebro. Tradução: Laura
(Doutorado em educação), Faculdade de Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das
Educação, Programa de Pós-Graduação em letras, 2007.
Educação, Universidade Federal do Rio Grande SILVA, Gislaine Sousa. A prática pedagógica em
do Sul, Porto Alegre, 2009. musicalização inclusiva para alunos surdos no
GRIEBELER, Wilson Robson. Educação Musical conservatório estadual de música Cora Pavan
e Surdez: cenas inclusivas. Florianópolis, 2015. Capparelli: as relações de ensino e
111f. Dissertação (Mestrado em música), aprendizagem mediadas por intérprete.
Centro de Artes, Programa de Pós-Graduação Uberlândia, 2015. 118f. Dissertação (Mestrado
em Música, Universidade do Estado de Santa em artes) Instituto de Artes, Programa de Pós-
Catarina, Florianópolis, 2015. Graduação em Artes, Universidade Federal de
HAGUIARA-CERVELLINI, Nadir. A musicalidade Uberlândia, Uberlândia, 2015.
do surdo: representação e estigma. São Paulo:
Plexus Editora, 2003.
SOBREIRO, Andrea Peliccioni. Compreensão
Musical de adolescentes surdos: um estudo
exploratório. Horizonte, 2016. 122f.
Dissertação (Mestrado em música) Escola de
Música, Programa de Pós-Graduação em
Música, Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte, 2016.
ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: Como
ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Águas de Março por Rosa Passos: uma análise da
performance musical

Maria Gabriella Cavalcanti Villar


(mgabivillar@gmail.com)
Mestrado – Etnomusicologia - 2017.2
Orientadora: Profª. Drª. Adriana
Fernandes
Palavras-chave: Rosa Passos; performance; análise musical; canção popular brasileira; canto
popular.

A pesquisa que venho desenvolvendo sobre a disco Elis e Tom, 1974), concebendo um
intérprete e compositora, Rosa Passos, tem fraseado diferente, próprio, que tem relação
como objetivo compreender e identificar com seu violão, um dando suporte para o
aspectos musicais que representam sua outro, fortalecendo a interpretação rítmica,
performance na canção popular brasileira, mas também, criando uma interdependência
buscando compreender como esta se entre voz e violão. Ocorrem também
caracteriza. Para isto estão sendo analisadas variações melódicas, no que tange aos
três músicas gravadas por Rosa Passos: Águas intervalos, diferenças de alturas das notas
de Março – Tom Jobim do CD Eu e meu musicais dispostas na versão de Elis e Tom
coração (2003, Velas); A Ilha – Djavan do para a de Rosa Passos.
audiovisual da TVE Espanha de uma . Para Rosa, sua versão de Águas de Março
apresentação, realizada no 32º Festival de “não é bossa, nem é samba, é um jazz.”
Jazz de Vitória - Gasteiz, Espanha (2008); (PASSOS, Rosa, entrevista informal nº08,
Dunas – Rosa Passos/Fernando de Oliveira do 2019). Esse seu entendimento se dá pelo fato
CD Som de Casa (Paulo Paulelli/2018). Já de existir uma liberdade musical para criar
foram encontrados alguns resultados parciais novas possibilidades musicais de
acerca de sua performance musical que se interpretação nesta sua versão. E ela confere
deu a partir da análise de sua versão de Águas isto a partir da sua batida de violão. É a partir
de Março. A metodologia se deu por meio da dela e sobre ela, que toda sua flexibilidade
análise aural do fonograma e para descrever, musical acontece. Porém, esta análise chegou
busquei fazer uso de uma linguagem que à conclusão que Águas de Março, na versão
aliasse termos musicais com uma descrição de Rosa Passos, deixa de ser Bossa Nova e se
mais empírica da performance, como faz a torna um estilo Rosa Passos de interpretar
própria Rosa Passos ao falar de suas esta canção de Tom Jobim. Não se enquadra
performances musicais. Rosa Passos traz, de em um gênero musical, com uma time-line
fato, uma interpretação própria de Águas de definida e facilmente reconhecida, como se
Março. Concebe uma batida no violão que perceberia se tivesse se tornado um samba
traz uma marcação constante, que é sua ou um jazz, por exemplo. Mantém o caráter
referência musical. da composição de Tom Jobim, porém
Rosa Passos criou essa levada (PASSOS, Rosa conferindo à sua
2018) a qual se encontra em outras interpretação uma
interpretações dela. Nesta versão, Rosa personalidade musical.
Passos acaba que por desconstruir o fraseado
musical da versão que teve por base, (a do
Referências
CANAUD, Fernanda C. Revisão fonográfica QUEIROZ, Alexei Alves de. Canto popular:
aplicada ao aperfeiçoamento da pensamentos e procedimentos de ensino na
performance pianística: Existe um padrão Unicamp. Dissertação (Mestrado em Música).
para a análise aural? Ensayos. Historia y Campinas, 2009.
teoría del arte, julio-diciembre, 2016, vol.
OLIVEIRA PINTO, Tiago de. Som e Música:
XX, n. 31. Questões de uma antropologia sonora. Revista
CORRÊA, Marcos Kröning. Violão sem de Antropologia, USP, v. 44 nº 1, 2001.
professor: um estudo sobre processos de
ULHÔA, Martha. Perdão Emília! Transmissão
autoaprendizagem com adolescentes. 2000. oral e aural na canção popular. In: MATOS,
Dissertação (Mestrado). Programa de
Cláudia Neiva de; TRAVASSOS, Elizabeth;
pósgraduação em música, Universidade MEDEIROS, Fernanda Teixeira de. Palavra
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
cantada: ensaios sobre poesia, música e voz.
2000.
Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.
LACORTE, Simone. Aprendizagem do músico
popular: um processo de percepção através
dos sentidos? Dissertação (Mestrado em
Educação). Brasília, 2006.
MACHADO, Regina. A voz na vanguarda
paulista. Estética vocal e produção
independente. Estudo específico sobre a
regravação da canção “sua estupidez”
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos) pela
cantora Ná Ozzetti. Dissertação (Mestrado
em Música). Unicamp, Campinas, 2007.
MACHADO, Regina. Da intenção ao gesto
interpretativo: análise semiótica do canto
popular brasileiro. Tese (Doutorado em
Linguística). Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2012.
NOVAIS, Daniel Aguiar. Questões em
fraseologia e fraseado: ecos de Hugo
Riemann. Debates, Unirio, n. 14, p.201-224,
jun. 2015.
PASSOS, Rosa. Entrevistas (50): 2017-2018.
PICCOLO, Adriana Noronha. O Canto Popular
Brasileiro: uma análise acústica e
interpretativa. Dissertação (Mestrado em
Música). Universidade Federal do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.
BTS: O FENÔMENO K-POP ALÉM DA MÚSICA
Aluna: Lívia Braga
(bragalivia.1@gmail.com)
Curso: Mestrado – Musicologia -2018.2
Orientador: Rainer Câmara Patriota
Palavras-chaves: K-pop, soft power, música, BTS, sul-coreano

A crescente propagação no cenário BELUS, Natasha Nunes de Lima. Corpo e voz:


internacional do fenômeno conhecido como K- estilo k-pop. 2016. 62f. (Trabalho de Conclusão
pop, ou Hallyu “Onda Coreana”, estende-se ao de Curso) Comunicação Social - Universidade de
campo musical. Representado por artistas Brasília. Brasília, 2016. Disponível em:
solos ou grupos, a música pop sul-coreana por <http://bdm.unb.br/bitstream/10483/16634/1/
meio das letras, do vestuário, da melodia e/ou 2016_NatashaNunesBelus_tcc.pdf>. Acesso em:
da dança, destaca-se entre jovens e 30 abr 2019.
adolescentes que se identificam com este
universo colorido, descontraído e moderno. CRUZ, Caio Amaral da. E precisa falar coreano?
Uma análise cultural do K-Pop no Brasil. 104 f.
Contudo, nesse ambiente, é possível também
encontrar alguns outros elementos que 2016. (Monografia) Faculdade de Comunicação
- Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2016.
alimentam essa difusão: o soft power, como
influência política do Estado Sul-Coreano; a Disponível em: <http://tracc-ufba.com.br/wp-
expansão da indústria sul-coreana, content/uploads/2017/06/TCC-KPOP-
VERS%C3%83O-FINAL.pdf>. Acesso em: 30 abr
principalmente após os anos 2000; e a questão
identitária, mencionada pelo grupo BTS, nos 2019.
últimos meses. Para possibilitar uma melhor CUNHA, Vinícius Ferreira. A ascensão do pop
compreensão a respeito do assunto abordado, coreano: o boom do K-pop a trotes de cavalo, o
o método de pesquisa se dará a partir de uma papel da comunicação e as articulações com o
revisão bibliográfica e, o grupo BTS, será o modelo pop ocidental. 2013. 49f. (Monografia)
objeto analisado. A partir disso, o artigo Comunicação Social/Jornalismo – Centro de
intenta, apresentar um panorama sobre a Filosofia e Ciências Humanas da Universidade
cultura musical k-pop, descrever sua Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2013.
popularização na última década, suscitando Disponível em:
novos questionamentos a respeito dos fatores <http://hdl.handle.net/11422/3747>. Acesso em:
supracitados. 03 maio 2019.
REFERÊNCIAS JÚNIOR, Mesquita; DA SILVEIRA, Fernando.
Consumo e subculturas juvenis: um estudo sobre as
AMARAL, Adriana; TASSINARI, Larissa. Fandoms práticas de consumo dos fãs de K-Pop no Brasil.
transculturais: apropriações nas práticas de 2015. 94f. (Monografia) Comunicação
shipping dos fãs brasileiros de K-POP no Social/Produção Editorial – Centro de Ciências
Facebook. Vozes e Diálogo. v. 15, n. 01, p. 5-23, Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa
jan/jun 2016. Disponível em: Maria. Santa Maria, 2015. Disponível em:
<https://siaiap32.univali.br/seer/index.php/vd/a <https://repositorio.ufsm.br/handle/1/1776>. Acesso
em: 03 maio 2019.
rticle/view/8711>. Acesso em: 03 maio 2019.
LIE, John. What is the K in K-pop? South Korean SOUZA, Marco André Vinhas de. Os novos fluxos
popular music, the culture industry, and national midiáticos da cultura popcoreana. Galáxia. São
identity. Korea Observer, v. 43, n. 3, p. 339-363, Paulo. n. 29, p. 297-300, jun. 2015. Disponível
2012. Disponível em: em
<https://s3.amazonaws.com/academia.edu.doc <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_artt
uments/30461596/Lie_K- ext&pid=S1982-
pop.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAIWOWYYGZ2Y53 25532015000100297&lng=pt&nrm=iso>. Acesso
UL3A&Expires=1557628043&Signature=GvmMK em: 30 abr 2019.
wq4njtnq5ht9O1zCwWS%2F8c%3D&response-
URBANO, Krystal. Entre japonesidades e
content-
disposition=inline%3B%20filename%3DWhat_Is coreanidades pop: da Japão-Mania à Onda
Coreana no Brasil. Intercom – Sociedade
_the_K_in_K-pop.pdf>. Acesso em: 30 abr 2019.
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da
MEZA, Xanat Vargas; PARK, Han Woo. La Comunicação. 40º Congresso Brasileiro de
globalización de productos culturales: Ciências da Comunicação. Anais Eletrônicos.
Curitiba, PR. 2017. Disponível em:
Un Análisis Webométrico de Kpop en países de <https://www.academia.edu/34330553/Entre_j
habla hispana. Redes. Revista hispana para el
aponesidades_e_coreanidades_pop_da_Jap%C3
análisis de redes sociales, v. 26, n. 1, p. 124-148, %A3o-Mania_
2015. Disponível em:
<https://www.raco.cat/index.php/Redes/article/ %C3%A0_Onda_Coreana_
view/289628>. Acesso em: 30 abr 2019.
no_Brasil>. Acesso em: 30 abr 2019.
NYE, Joseph S. Soft power: the means to success
in world politics. New York, Public Affairs. 2004.
“A música e seus significados: as percepções e interações das
crianças em seus contextos”
Letícia Damasceno do Nascimento
letidonascimento@gmail.com
Mestrado – Educação Musical – semestre?
Orientador: Prof. Dra. Juciane Araldi Beltrame

Palavras chaves: Musicalização infantil, Educação musical na infância, Crianças em pesquisa.

Esta pesquisa tem como objetivo compreender ainda estão em construção. No entanto, pode-
as percepções e interações das crianças sobre se destacar alguns deles como: a relação direta
as aulas de música em uma escola do contexto com a forma de se fazer música; a
especializada, bem como em uma escola de interação entre as crianças e suas respostas em
educação básica. Para isto, como campo detrimento das atividades realizadas nas rodas
empírico dois locais: o Curso de Iniciação de conversa e a influência constante dos pais
Artística-CIART, configurado como um projeto dos pequenos.
de extensão da Escola de Música da Tendo então um trabalho que não busca
Universidade Federal do Rio Grande do Norte- somente explanar e investigar a prática musical
EMUFRN; e o outro local o Alegria Colégio e na infância, mas junto com as crianças,
Curso, uma escola básica de ensino situada na compreender suas impressões sobre a
cidade de Natal-RN. O trabalho tem como musicalização em uma escola básica e
fundamentação estudos e autores das áreas de especializada.
Educação Musical Infantil, Educação e
Sociologia da Infância (PEDRINI,2013; CRUZ, REFERÊNCIAS
2008; BEINEKE, 2011; LINO, 2008). Buscando BEINEKE, Viviane. Aprendizagem criativa na
promover um diálogo com autores enfatizando escola: um olhar para a perspectiva das
as crianças como centro das explanações, elas crianças sobre suas práticas musicais. Revista
foram fundamentais para que, através de suas da ABEM. Londrina. v.19. n.26. jul.dez 2011. p.
opiniões e participação direta na pesquisa, suas 93-103
contribuições, semelhanças, diferenças e
entendimentos sobre o fazer musical nesses CRUZ, Silvia Helena Vieira (Org.) A criança fala:
dois ambientes fossem aqui elucidados. Com a escuta de crianças e pesquisas. São Paulo:
este fim, a metodologia compreende a Cortez, 2008.
abordagem qualitativa e tem como técnicas de
coleta de dados o uso de observação LINO, Dulcimarta Lemos. Barulhar: a escuta
participante, de questionários com os pais. sensível da música nas culturas da infância.
Além destes, o trabalho fez uso da “Roda de Tese de Doutorado. Universidade Federal do
Conversa”. Esta foi a principal forma de coletar Rio Grande do Sul,
os dados encontrada para lidar com as crianças Faculdade de Educação,
pesquisadas nestes dois contextos do ensino de
música. Por estar na fase de análise dos dados, de Pós-Graduação, Porto
os resultados ainda estão em construção. No
Alegre, 2008.
PEDRINI, Juliana Rigon. Sobre aprendizagem
musical: um estudo de narrativas de crianças.
Dissertação de Mestrado. Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de
Educação, Programa de Pós-Graduação,
Porto Alegre, 2013.
Sugestões técnico-práticas para o ensino não presencial
dos fundamentos básicos do trompete: os três pilares

Wellington Dino de Lima


Mestrado - Práticas Interpretativas (trompete)- 2017.2
Orientador: Dr. Gláucio Xavier da Fonseca
indiotrumpet@hotmail.com

Palavras-chave: Ensino não presencial. Fundamentos básicos do trompete. Tecnologias.

Este trabalho consiste na criação de A pesquisa não se ateve apenas na


videoaulas contendo sugestões sobre os escolha dos métodos e construção das
fundamentos básicos do trompete. As videoaulas, mas, também, na sua utilização
sugestões foram fundamentadas a partir de com alunos oriundos da Banda Marcial
dois métodos: Arban’s Complete Conservatory Estadual Horácio de Almeida. Após o período
Method for Trumpet (1936), idealizado pelo de utilização do material pelos alunos, foi
trompetista e professor francês Joseph Jean realizada uma análise dos resultados obtidos
Baptiste Laurent Arban (1825-1889); e sobre a sua eficácia.
Technical Studies (1934), desenvolvido pelo
americano Herbert Lincoln Clarke (1867-1945). REFERÊNCIAS
Os fundamentos, caracterizados como os “três
pilares”, são divididos em respiração, BARDIN, L. Análise de Conteúdo.
embocadura e digitação. Esses fundamentos, Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, Janeiro de
reproduzidos a partir dos exercícios e conceitos 2002.
tratados pelos dois autores, são abordados em
videoaulas contendo explicações e exemplos MORAES, Roque. Análise de
práticos. Esta pesquisa foi realizada tomando conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, v.
como bases metodológicas a pesquisa-ação 22, n. 37, p. 7-32, 1999.
(TRIPP, 2005 e THIOLLENT, 1986) e a análise de THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-
conteúdo (BARDIN, 2002 e MORAES, 1999). ação. São Paulo: Cortez, 1986.
Por se tratar de um trabalho onde utilizamos TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução
processos de ensino e aprendizagem, avaliação metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo,
de metodologias para o aprendizado no v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005.
trompete, procedimentos metodológicos e
entrevistas semiestruturadas, seguidas de
questionários, foi escolhida a pesquisa-ação.
Para a produção de videoaulas, como parte
principal desta pesquisa, utilizamos a análise
de conteúdo, com a qual selecionamos os
exercícios de cada método para a composição
das sugestões com exemplos teóricos e
práticos.
O uso de pa9erns como ferramenta para a prá6ca da improvisação
idiomá6ca no frevo de rua: um estudo de caso com músicos
atuantes no gênero
Niraldo Riann de Melo
riann_trumpet@hotmail.com
Mestrado - Práticas Interpretativas - 2017.2
Orientador: Dr. Ayrton Müzel Benck Filho

Palavras-chave: Improvisação. Patterns. Frevo de rua.

A presente pesquisa tem como objetivo O nosso principal instrumento de coleta de


central compreender, na visão dos músicos, dados foi a entrevista semiestruturada. Os
como o uso de patterns pode subsidiar a dados gerados a par{r dos procedimentos
construção de estratégias voltadas para a metodológicos explicitados foram tratados a
prática da improvisação idiomática no frevo par{r da análise de conteúdo (BARDIN, 2016).
de rua. Os patterns, traduzidos para o Com o intuito de apresentarmos exemplos
português como “padrões” ou “modelos”, prá{cos sobre a u{lização dos paierns de
podem ser definidos como estruturas frevo, recorremos, também, à transcrição e
sistemáticas que servem de base para o análise de alguns solos improvisados, citados
desenvolvimento temático de um solo pelos músicos par{cipantes durante as
improvisado (MARTIN, 2000). A discussão entrevistas. Frente aos dados analisados até o
sobre o frevo e a prática da improvisação presente momento, evidenciamos que os
no gênero também nos conduziu a uma músicos envolvidos na pesquisa
reflexão em torno do conceito de apresentaram diferentes definições sobre o
improvisação idiomática (BAILEY, 1992; ato de “improvisar” (seja ele um dom, uma
COSTA, 2013). Quanto ao caminho ação instantânea, um sistema, uma
metodológico, nos valemos de uma composição, ou algo fique na fronteira entre
abordagem qualitativa, além do método esses aspectos). As verbalizações
investigativo denominado de estudo de demonstraram que os seus percursos iniciais
caso exploratório (YIN, 2015; GIL, 2008). O de aprendizado da improvisação es{veram
universo da nossa pesquisa correspondeu a pautados, principalmente, em prá{cas
um território representado por músicos informais de aprendizagem, baseadas na
pernambucanos, atuantes no seguimento escuta e imitação de gravações. Entretanto,
musical do frevo, dos quais a nossa parte dos músicos buscaram aprimorar os
amostragem foi composta por um grupo de seus conhecimentos em espaços formais de
8 (oito) participantes, cada um deles com ensino, seja para o estudo da improvisação,
mais de 30 anos de experiência no gênero da harmonia, ou de outros elementos
e com uma efetiva relação em torno das relacionados.
práticas de improvisação nesse contexto
musical (comprovada através das gravações
e performances ao vivo, seja em trabalhos
como solistas ou enquanto membros de
orquestras ou grupos de frevo).
Alguns dos entrevistados, que disseram não ter REFERÊNCIAS
estabelecido algum contato com o ensino
formal da improvisação, ressaltaram ter BAILEY, D. Improvisa{on: its nature and
possuído algum {po de contato com métodos prac{ce in music. USA: Da Capo Press, 1992.
ou materiais didá{cos de improvisação BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa:
(predominantemente do jazz). Todos esses Edições 70, 2016.
aspectos {veram reflexo direto na forma como COSTA, R. Luiz M. A ideia de jogo em obras de
os músicos elaboram suas improvisações. John Cage e no ambiente da livre improvisação.
Assim, 5 (cinco) dos par{cipantes revelaram Per musi, 2009, no.19, p.83-90. ISSN 1517-
desenvolver, de forma prévia, meios para 7599.
adquirir maior fluência e coerência es{lís{ca GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa.
durante a improvisação, enquanto outros 3 6 ed. São Paulo: Atlas, 2008.
(três) disseram preferir não estudar os MARTIN, H. Charlie Parker and Thema{c
elementos da improvisação antecipadamente, Improvisa{on. Maryland: Scarecrow Press,
deixando a construção dos solos a cargo da 2001.
“espontaneidade” e do momento da YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e
performance. Nesse ínterim, temos ressaltado métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
as diversas crenças, mo{vações e formas
através das quais os músicos vêm elaborando
suas improvisações no frevo através do uso de
paierns.
Jovens, vivências socioculturais e aprendizagem musical: um
estudo com integrantes de um projeto sócio-orquestral

Leonardo Souza
Mestrado em Educação Musical/2018.2
Orientadora: Juciane Araldi Betrame
leonardosouzamus@gmail.com

Palavras-Chave: Jovens; vivências socioculturais; aprendizagem musical; educação musical.

Esta pesquisa tem como obje{vo geral: coleta de dados estão sendo produzidos.
compreender como as vivências Considerando a compreensão da relação
socioculturais de jovens alunos de entre vivências socioculturais e
instrumento se relacionam com a aprendizagem musical, será possível elencar
aprendizagem musical em um dos polos características e potenciais de aprendizagem
PRIMA. Com relação aos obje{vos musical presentes nas vivências musicais
específicos, esta pesquisa busca: iden{ficar desses jovens. do Estado da Paraíba,
as vivências musicais presentes no dia a dia direcionado à formação de orquestras jovens,
dos jovens alunos de instrumento do PRIMA; podendo se estender à formação de bandas e
verificar os meios e espaços socioculturais a corais com alunos da rede pública de todo o
par{r dos quais essas prá{cas musicais Estado (KLEIN, 2012).
ocorrem; analisar as relações que os alunos
estabelecem entre suas vivências e as
a{vidades desenvolvidas no polo de ensino
estudado; assim como elencar as
caracterís{cas e potenciais de aprendizagem
musical presentes nas vivências musicais 1.Programa de Inclusão
desses jovens. Os pressupostos teóricos se Através da Música e das
alinham com a abordagem sociocultural da Artes (PRIMA). Trata-se
Educação Musical (MÜLLER, 2000; ARROYO, de um projeto social
2000a; 2002a; 2006; WILLE, 2003; QUEIROZ, mantido pelo Governo
2017) e as Teorias do Co{diano (SOUZA, do Estado da Paraíba,
2008) o que possibilitará olhar para a relação direcionado à formação
que os jovens estabelecem com a música no de orquestras jovens,
dia a dia, assim como para maneira que essas podendo se estender à
vivências se relacionam com a aprendizagem formação de bandas e
musical durante as diversas a{vidades corais com alunos da
desenvolvidas pelos alunos no PRIMA¹. Neste rede pública de todo o
sen{do será realizado um estudo de caso Estado (KLEIN, 2012).
onde os dados serão coletados a par{r da
u{lização das técnicas de observação
par{cipante (CARDOSO, 1986, p.103) e
apreciação pelo comitê de é{ca da UFPB, ao
mesmo tempo em que a revisão de literatura
está sendo ampliada e os instrumentos de
REFERÊNCIAS:

ARROYO, Margarete. Um olhar antropológico WILLE, Regiana Blank. As vivências musicais


sobre práticas de ensino e aprendizagem formais, não-formais e informais dos
musical. Revista da Abem, Porto Alegre, n. 5, adolescentes: três estudos de casos. 2003.
p. 13-20, 2000a. 152 f. Dissertação (mestrado-música) –
_______. Mundos musicais locais e educação Ins{tuto de Artes, Universidade Federal do
musical. Em Pauta, Revista do Programa de Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
Pós Graduação em Música da UFRGS, v. 13, n.
20, p. 95-121, 2002ª.
_______. Hip hop em trânsito: culturas
juvenis, pesquisa e escola. Revista Ovirouver,
n. 2, p. 205-209, 2006.
CARDOSO, Ruth. “Aventuras de antropólogos
em campo ou como escapar das armadilhas
do método”. In: CARDOSO, Ruth (Org). A
aventura Antropológica: teoria e pesquisa. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 1986. 17-38.
KLEIN, Alex. O COMEÇO DE UM LINDO
PROGRAMA SOCIAL. 2012. Disponível em:
http://primaparaiba.blogspot.com.br/2012/0
5/prima-programa-de-inclusao-atraves-
da.html?m=1 Acesso em: 22 nov. 2016
MÜLLER, Vânia Beatriz. “A música é, bem dizê,
a vida da gente”: um estudo com crianças e
adolescentes em situação de rua na Escola
Municipal Porto Alegre – EPA. 2000. 205f.
Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto
de Artes, Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, Porto Alegre, 2000.
QUEIROZ, Luis Ricardo Silva. Educação
musical é cultura: nuances para interpretar e
(re)pensar a práxis educativo-musical no
século XXI. Debates, n. 18, p.163-191, 2017.
Disponível em:
<http://www.seer.unirio.br/index.php/revista
debates/article/view/6524/5838>. Acesso
em: 17 mar 2019.
SOUZA, Jusamara (Org.). Aprender e ensinar
música no cotidiano. Porto Alegre: Sulina,
2008.
TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Pesquisa
qualitativa. In: TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo
Silva. Introdução à pesquisa em ciências
sociais. São Paulo: Atlas, 1987. p. 116-150.
A relação entre estímulo partitural e resultado sonoro no script
“Quatre Fois”, de Didier Guigue
Luã Nóbrega de Brito
Mestrado
Musicologia – Etnomusicologia - 2017.2
Orientador: Dr. Valério Fiel da Costa
E-mail: luabritogt@gmail.com

Palavras-chave: Morfologia Musical; Quatre Fois; Didier Guigue; Performance Musical;


Text Composition;

O presente trabalho busca compreender a do proprio autor Didier Guigue (DG); a do grupo
peca Quatre Fois, uma composicao em texto, whypatterns_ (WP); a montagem de Valerio Fiel
a partir de um vies morfologico. Nesse da Costa com o coletivo Artesanato Furioso
sentido, iremos pensar sua partitura (AF); e a do contrabaixista americano Daniel
enquanto um script, conforme e considerado Barbiero (DB). Os dados coletados foram da
em Cook (2006). Por nao possuir um seguinte natureza: informacoes acusticas das
resultado sonoro previsivel (ou solfejavel), se gravacoes a partir de softwares especificos; o
faz necessaria uma aproximacao analitica que discurso e o processo performatico dos
escape do esquema tradicional compositor- participantes a partir de entrevistas,
obra-ouvinte predominante na metodologia questionarios, relatos e da observacao
da musicologia tradicional. Isto e, considerar participante. A partir desses dados, destacamos
nao so o ambito do texto musical mas algumas versoes de cada grupo com o objetivo
tambem o performatico, incluindo a de estabelecer caracteristicas que pudessem
concretização das decisoes e das singularizar cada montagem. Nessa perspectiva,
particularidades de cada performer enquanto foi possivel compreender como ocorreu a
definidor do fenomeno analisado. Portanto, consolidacao da morfologia de Quatre Fois. Tal
vislumbramos aqui a possibilidade de fenomeno, ao nosso ver, aconteceu no trienio
compreender como se delineou a forma da 2015-2018. Nele, as montagens dos grupos WP,
Quatre Fois partir da ideia de Morfologia AF e DB delinearam a obra enquanto um objeto
Musical de Valerio Fiel da Costa (2016; 2017; de sonoridade complexa, muitas vezes
2018). Para ele, o ruidistica, cuja estrutura formal e definida por
script se configura como um estímulo que e cinco secoes cujas sonoridades costumam ser
animado a partir do processo performático e especificas e contrastantes entre elas, cada qual
com isso gerando um efeito, cuja recorrencia representando as palavras-chave contidas no
gera um nexo morfológico, isto e, um script. Elas são elaboradas por condutas
resultado de natureza artistica, sobretudo performaticas de carater improvisatorio,
sonora. No caso de Quatre Fois, foi possivel podendo existir a exploracao de sonoridades do
estudar todas as versoes de que temos instrumento, o uso de objetos amplificados,
ciencia de que foram realizadas, do ano de microfonias, processamento sonoro, etc.
1980 ate 2018, que foram executadas por
montagens feitas por 5 grupos/individuos: a
REFERÊNCIAS
COOK, Nicholas. Entre o Processo e o
Produto: Música e/enquanto performance.
In: Per Musi,
Belo Horizonte, N. 14, 2006, p. 05-22.
Traducao: Fausto Borem.
COSTA. Morfologia da Obra Aberta.
Curi{ba: Prismas, 2016.
_____. O lugar da performance na musica
indeterminada cageana. In: Revista Música
Hodie,
Goiânia, v. 17, n.1, 2017. p. 07-18
_____. Comentários sobre a possibilidade
de autopoiese da obra musical e sobre o
performer como
seu componente sistêmico. DEBATES, Rio de
Janeiro, n. 21, 2018. p. 155-178.
GUIGUE, Didier. Quatre Fois. Par{tura.
1980.
Aprendizagem de músicos-produtores em processos de
produção musical em estúdio

Daniel Ramalho Alves


Mestrado – Educação Musical - 2018.2
Orientadora: JUCIANE ARALDI BELTRAME
( danielramalhoalves@gmail.com)

Palavras-chave: produção musical; estúdio; gravação; educação musical.

A pesquisa consiste em estudar as observando todo o processo para melhor


aprendizagens de dois músicos-produtores da análise e registro do trabalho. O projeto
cidade de João Pessoa-PB, que surgem em encontra-se em fase de aprovação no comitê
seus momentos de criação, produção e de ética da UFPB e a coleta de dados está
gravação em estúdio, e como eles pensam prevista para iniciar no segundo semestre de
todo o processo de construção de uma 2019. Serão colhidos os relatos das
música e/ou disco inteiro, desde a ideia inicial experiências de carreira musical dos
até o projeto final, seja um projeto próprio ou entrevistados, sendo orientados pelas
de terceiros. Para embasamento teórico e perguntas centrais e tendo abertura para
diálogo com esta pesquisa, conto com a tese desdobramentos mediante o rumo da
da Araldi (2016), além de trabalhos como o entrevista. Nós também vivenciaremos uma
de Vieira (2010) e Cuervo (2016) que trazem produção musical do zero, onde o
a temá{ca da produção musical e são pesquisador poderá observar e analisar tudo
oriundos do campo da educação musical. que acontece num trabalho musical em
Desse modo, a pesquisa tem como obje{vo estúdio. Esses estudos podem externar
principal: Compreender como acontece a aprendizagens “ocultas”, que sempre
aprendizagem musical no contexto de existiram na prática da gravação e produção,
gravação e produção em estúdio, a par{r da contudo não tão expostas pela área da
visão dos músicos-produtores. E como educação musical, possivelmente por não ser
obje{vos específicos: Conhecer o perfil dos um campo tão comum de aprendizagem, ou
produtores como músicos que gravam em por não ter a maioria dos educadores
estúdio; analisar o processo de como o musicais envolvidos nesse contexto, ou até
produtor constrói a música, desde a guia até pela cronologia recente do fácil acesso ao
o produto final; e iden{ficar quais as estúdio e as possibilidades de ser ter um
aprendizagens musicais ocorrem no processo estúdio em casa (home studio).
e finalização de uma gravação. A pesquisa
será um estudo de caso de caráter qualita{vo
(Yin, 2001,Minayo, 2002; Penna, 2015). Será
u{lizada como técnica de coleta de dados a
observação direta, primeiramente, vindo a
usar a entrevista semiestruturada,
posteriormente. acompanhando ao menos
uma produção completa de cada um dos
entrevistados,
Referências
ARALDI, Juciane Beltrame. Educação musical PENNA, Maura. Construindo o primeiro
emergente na cultura digital e participativa: projeto de pesquisa em educação e música.
uma análise das práticas de produtores Porto Alegre: Sulina, 2015.
musicais. Juciane Araldi Beltrame, 2016. 285 f.
; 30 cm. UFRJ, 2016. VIEIRA, Gabriel da Silva. O home studio como
ferramenta para o ensino da performance
CUERVO, Luciane da Costa. Musicalidade da musical [manuscrito] / Gabriel da Silva Vieira. -
performance na cultura digital: estudo 2010. viii, 110 f. : il. UFGO, 2010.
exploratório-descritivo sob uma perspectiva YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e
interdisciplinar / Luciane da Costa Cuervo. – métodos / Robert K. Yin; trad. Daniel Grassi -
2016. 244 f. UFRS, 2016. 2.ed. -Porto Alegre : Bookman, 2001. 1.
MINAYO, Marília Cecília de Souza. Pesquisa Estudo de caso - Ciências sociais - Método -
social: teoria, método e criatividade. 21. ed. Planejamento. I. Título.
Petrópolis: Vozes, 2002.
Forma na Improvisação Livre
Matteo Ciacchi
Musicologia – Mestrado
Orientador: Valério Fiel da Costa

Palavras-chave: Forma musical. Análise musical. Improvisação livre. Performance. Morfologia

A disciplina de análise musical, Entretanto, musicólogos como Kofi Agawu,


tradicionalmente, ocupa-se em investigar e Giles Hooper e Julian Horton argumentam
descrever a música em termos de sua que o problema não está resolvido, pois
configuração formal. Essa abordagem mesmo a abordagem hermenêutica
formalista tem como base histórica a obra de pressupõe a existência prévia de uma música
Eduard Hanslick, Do Belo Musical, de 1854, em si, um fenômeno sensorial passível de
onde sugere a indissociabilidade entre forma interpretação, renovando a necessidade de
e conteúdo musical: analisar a maneira na uma abordagem formal. A prática da
qual os elementos musicais estão improvisação livre oferece um desafio
organizados seria uma via de acesso à música particular a essa busca, uma vez que os
em si, sem referência a elementos extra- pressupostos tradicionais da análise formal
musicais, contextuais, históricos, sociológicos são rejeitas pela sua própria definição: a
ou subjetivos. O objetivo da análise musical inexistência de esquemas formais pré-
seria acessar essa música em si, aquilo que determinados para guiar a ação dos
Hanslick chama de belo e que Theodor performers. Uma noção mais abrangente do
Adorno chamaria de “conteúdo de verdade” termo forma musical é proposta por Nicholas
de uma obra. Entretanto, ao longo do século Cook, que o encara não como uma estrutura
20 a abordagem formalista torna-se alvo de formal audível, mas como uma série de
críticas no meio musicológico, em especial expectativas estilísticas de um gênero
pela percepção de que a disciplina se musical. Para falarmos em forma na
esvaziara em descrições excessivamente improvisação livre, precisaríamos investigar
técnicas que Carl Dahlhaus descreve como como os músicos organizam seus materiais
“taxonômicas”: arquétipos formais deduzidos musicais e como isso redunda numa
a partir de usos típicos dentro do repertório morfologia musical no momento da
da música erudita europeia, empregados performance.
muitas vezes de forma normativa para
descrever obras estruturadas de outras REFERÊNCIAS:
maneiras. Esse uso normativo de arquétipos
formais, desconectado das especificidades de ADORNO, Theodor W; PADDISON, Max. On
repertórios alheios à tradição erudita the Problem of Musical Analysis. Music
europeia, foi atacado por Joseph Kerman em Analysis, v. 1, n.2, p. 169-187, 1982.
seu artigo de 1980, Como Entramos na AGAWU, Kofi. How We Got out of Analysis,
Análise e Como Sair Dela, no qual ele propõe and How to Get Back in Again. Music
uma abordagem analítica hermenêutica Analysis, v. 23, n. 2/3, p. 267-286, 2004.
influenciada pela crítica literária como
alternativa aos métodos formalistas.
BAILEY, Derek. Improvisation, its Nature and HORTON, Julian. Postmodernism and the
Practice in Music. Boston: Da Capo Press, Critique of Musical Analysis. The Musical
1993. Quarterly, v. 85, n. 2, p. 342-366, 2001.
COOK, Nicholas. Form and Syntax: a Tale of HOOPER, Giles. An Incomplete Project:
Two Terms. In: COOK, Nicholas. Music, Modernism, Formalism and the ‘Music
Performance, Meaning. Nova Iorque: Itself’. Music Analysis, v. 23, n. 2/3, p. 311-
Routledge, 2016, cap. 11, p. 241-259. 329, 2004.
DAHLHAUS, Carl. Some Models of Unity in KERMAN, Joseph. How We Got Into Analysis,
Musical Form. Journal of Music Theory, v. and How to Get Out. Critical Inquiry, v. 7, n.
19, n. 1, 1975, p. 2-30. 2, p. 311-331, 1980.
HANSLICK, Eduard. Do Belo Musical. Um
Contributo para a Revisão da Estética da Arte
dos Sons. Covilhã: LusoSofia, 2011.
Prática efetiva: estratégias e hábitos de estudo para a
otimização da prática instrumental sob uma
perspectiva da aprendizagem autorregulada

Mayra Carmeli Maia Sales


mayracarmeli@gmail.com
Mestrado – Práticas Interpretativas (Violino) - 2017.2
Orientador: Dr. Hermes Cuzzuol Alvarenga

Palavras-chave: Prática Instrumental de Cordas Friccionadas. Prática Efetiva. Estratégias de Estudo.


Prática Deliberada. Autorregulação da Aprendizagem Musical.

A otimização do tempo dedicado à prática Os pressupostos teóricos consistem em Barry e


individual do estudante instrumentista Hallam (2002) sobre a prática efetiva, McPherson
depende da maneira como ele conduz este e Zimmerman (2011) e Barry J. Zimmerman
processo. Desenvolver a autonomia no estudo (2002) como principais referências para o estudo
é uma habilidade fundamental para fazer do conceito da autorregulação da aprendizagem
melhor uso do tempo disponível em busca do musical. As estratégias e hábitos de estudo
aperfeiçoamento musical. Neste sentido, o foram extraídas de autores como Simon Fischer
desenvolvimento da capacidade da (2006, 2013, 2018), Ivan Galamian (2013), Kurt
autorregulação no processo de aprendizagem Sassmannshaus (2018), Robert Gerle (2015),
musical favorece a independência do aluno em Leopold Lafosse (1973), Klickstein (2009), entre
relação ao controle e às tomadas de decisões outros. Como resultado da pesquisa bibliográfica,
necessárias durante o estudo do instrumento são apresentados hábitos e estratégias de estudo
que poderão tornar sua prática efetiva ou não. organizados nas três fases do modelo cíclico da
O objetivo principal deste trabalho é investigar autorregulação da aprendizagem musical de
se os alunos das classes de cordas friccionadas McPherson e Zimmerman (2011) que são: Fase
da UFPB (violino, viola, violoncelo e de Preparação, Fase de Execução e Fase de
contrabaixo acústico) fazem uso de estratégias Autorreflexão. A pesquisa pretende oferecer aos
e hábitos de estudo dentro de um modelo de discentes ferramentas e informações para que
aprendizagem autorregulada durante a sua estes possam refletir sobre a forma que praticam
prática instrumental individual, favorecendo a e passem a conhecer e aplicar hábitos e
efetividade deste processo. Para isso, está estratégias consideradas efetivas para o
sendo feito através de pesquisa bibliográfica aprendizado. Este estudo também deverá ser útil
um levantamento de estratégias e hábitos de para que os docentes tenham um panorama dos
estudo preconizados na literatura musical hábitos recorrentes de estudo utilizados pelos
organizados dentro de um modelo cíclico da
autorregulação da aprendizagem em música e
posteriormente, em fase exploratória, será
feita a aplicação de um questionário de
sondagem sobre a prática instrumental
individual dos alunos.
alunos de instrumentos de cordas que GERLE, Robert. A arte de praticar violino.
integram a graduação em Música da UFPB e Tradução: João Eduardo Titton. Curitiba: Ed.
de como os alunos se comportam em relação UFPR, 2015.
a prá{ca individual. KLICKSTEIN, G. The musician’s way: a guide to
practice, performance, and wellness. Oxford:
Oxford University Press, 2009.
REFERÊNCIAS LAFOSSE, Leopold. A arte do estudo do violino.
Tradução: Leonardo Lacerda; Moacyr Laterza
BARRY, N. H., HALLAM, S. Practice. In: Filho. A arte do estudo do violino. Modus:
PARNCUTT, R., & McPHERSON, G. E. (Eds.) Revista da Escola de Música da UEMG, v. 13, p.
Practice. The science and psychology of music 41-49, 2013.
performance. Oxford: University Press, 2002. MCPHERSON, G. E.; ZIMMERMAN, B. J. Self
p. 151-165. Regulation of musical learning. In: Colwell, R.;
FISCHER, S. Practice: 250 Step-by-Step WEBSTER P. (eds). MENC Handbook of Research
Practice Methods for the Violin. London: on Music Learning. Oxford: Oxford University
Peters Edition, 2006. Press, 2011. (p. 130-175)
______. The violin lesson: A manual for SASSMANNSHAUS,
teaching and self-teaching the violin. London: Kurt. Violinmasterclass.com: The
Peters Edition Limited, 2013 Sassmannshaus tradition for violin playing.
GALAMIAN, Ivan. Principles of violin playing Disponível em: <http://violinmasterclass.com/>.
and teaching / with a new introduction by Acesso em: 12 set. 2018.
Sally Thomas; Ivan Galamian: A Biographical ZIMMERMAN, B. J. (2002). Becoming a self-
Sketch by Stephanie Chase. New York: Dover regulated learner: An overview. Theory into
Publications, 2013. 108 p. Practice, 64-70.
“Bendito e louvado seja”: os benditos como elemento de
construção da romaria de são severino dos ramos – Paudalho/PE

Leonardo Ferreira da Silva


leoferreira87@hotmail.com
Mestradeo – etnomusicologia - 2017.2
Orientadora: Profa. Dra. Eurides de Souza Santos

Palavras-chave: Benditos de romaria, Romaria, Romaria de São Severino dos Ramos, Religiosidade
popular.

O presente trabalho refere-se a uma pesquisa instrumentos de coleta de dados: a observação


de mestrado, em processo de finalização, cujo participante, entrevistas semiestruturadas,
tema central é a relação entre a música, gravações em áudio e em vídeo e fotografias.
representada pelo canto cole{vo denominado Com base nas minhas imersões em campo,
bendito, e a construção das romarias ao juntamente com o diálogo com a literatura
Santuário de São Severino do Ramos, na cidade utilizada, concluí que a performance musical,
de Paudalho, no Estado de Pernambuco. A consubstanciada na entoação dos benditos,
par{r de uma perspec{va etnomusicológica de exerce uma função estruturante de todo o ritual
pesquisa, busca-se compreender de que forma romeiro, sendo, pois, não um elemento
e em que medida a entoação dos benditos periférico ou acessório das romarias, mas
contribui no processo de construção desta indispensável às realizações desses rituais.
romaria. Os pressupostos teórico-
metodológicos estão alicerçados na literatura REFERÊNCIAS
da etnomusicologia, antropologia e das ciências
da religião, tais como Merriam (1964), Blacking AZZI, Riolando. A espiritualidade popular no Brasil:
(1973), Seeger (1974, 2008), Oliveira Pinto um enfoque histórico. Grande Sinal – Revista de
(2001), Titon (1992), Santos (2001), Queiroz Espiritualidade, Ano XLVIII – 1994.
(2005), Azzi (1978; 1994), Brandão (1998,
2010), Frozoni (2012; 2014), Eliade (1993), Steil AZZI, Riolando. O catolicismo popular no Brasil:
(1996), Turner (1974; 2005), Shechner (2006; aspectos históricos. Petrópolis: Vozes, 1978.
2012), Souza (2013), entre outros. Benditos
BLACKING, John. How musical is man? Seattle e
podem ser definidos como cantos da tradição
Londres: University of Washington Press, 1973.
oral cantados em terços, novenas, procissões,
cerimônias fúnebres e romarias. Cons{tuindo
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Prece e folia, festa e
um dos gêneros vocais mais significa{vos do romaria. Aparecida/São Paulo: Ideias e Letras, 2010.
universo sacro popular (FROZONI, 2014). Como
procedimento metodológico, a pesquisa baseia-
se na abordagem etnográfica, alicerçada na
pesquisa de campo com o uso de uma
mul{plicidade de
______. Memória Sertão – cenário, cenas, SEEGER, Anthony. Etnografia da Música.
pessoas e gestos no sertão de João Guimarães Tradução de Giovanni Cirino. Cadernos de
Rosa e Manuelzão. São Paulo: consul, ed.
UNIUBE, 1998. campo . São Paulo, n.17, p.237-260, 2008.

COOLEY, Timothy e BARZ, Gregory. Shadows in SEEGER, Anthony. Por que os índios Suya
the field: new perspecCves for fieldwork in cantam para as suas irmães? In: VELHO,
ethnomusicology. 2ª ed. Oxford University Gilberto. Arte e Sociedade: ensaios de
Press, 2008. sociologia da arte. Rio de Janeiro, Zahar
Editores, 1977, p. 39-63. Arte e Sociedade.
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a
essência das religiões. São Paulo, Mar{ns SHECHNER, Richard. Org. LIGIÉRO, Zeca.
Fontes, 1993. Performance e Antropologia de Richard
Schechner. Rio de Janeiro: Mauad, 2012.
FROZONI, Giuliana. Cantos da Igreja da Lapa: a
espiritualidade da romaria a parCr dos benditos ______. 2006. O que é performance?, em
populares cantados pelos romeiros do Santuário Performance studies: an introduccion, second
do Bom Jesus da Lapa – BA. In. SANTOS COSTA, edition. New York & London: Routledge, p. 28-
Valeriano. Liturgia: Peregrinação ao coração do 51.
Mistério, São Paulo, Paulinas, 2014.
SOUZA, Ricardo Luís. Festas, procissões,
______. Vamos todos para a lapa visitar o bom romarias e milagres: aspectos do catolicismo
Jesus: o iCnerário da Romaria a parCr dos popular. IFRN Editora: Natal, 2013.
benditos cantados pelos romeiros do Bom Jesus
da Lapa-BA. SÃO PAULO: Dissertação de STEIL, Carlos Alberto. O sertão das romarias: um
mestrado PUC-SP, 2012. (MESTRADO EM estudo antropológico sobre o santuário de Bom
CIÊNCIA DA RELIGIÃO). Jesus da Lapa- Bahia. Petrópolis: Vozes, 1996.

QUEIROZ, Luís Ricardo. Pesquisa em TITON, Jeff Todd, Worlds of Music. Na


etnomusicologia: implicações metodológicas de Introduction to the Music of the World’s People,
um trabalho de campo realizado no universo New York: Shirmer, 1992.
musical dos ternos de catopês de Montes Claros.
TURNER, Victor. Floresta de Símbolos: aspectos
Em pauta, vol. 16 nº 16 – janeiro a junho, 2005.
do ritual Ndembu. Rio de Janeiro: Eduff, 2005.
MERRIAM, Alan. The Anthropology of music.
______. O processo ritual: estrutura e anti-
Evenston, III: Northwestern University Press,
estrutura. São Paulo: Vozes, 2004.
1964.

OLIVEIRA PINTO, Tiago de. Som e música.


Questões de uma antropologia sonora. Ver.
Antropol. Vol. 44 nº 1 São Paulo, 2001.

SANTOS, Eurides de Souza. Sincronizando


mundos diversos: um estudo do canto
parCcipaCvo na romaria de Canudos. Salvador –
Bahia. Julho, 2001. 181p. (DOUTORADO) –
Programa de Pós-graduação em Música,
Universidade Federal da Bahia
O ensino de baixo elétrico no curso de licenciatura em
música: práticas de ensino e aprendizagem

Ítalo Artur Viana de Melo


italoarturvm@hotmail.com
Orientador: Fábio Henrique Ribeiro
Metsrado - Educação musical - 2018.2

Palavras chave: educação musical; ensino e aprendizagem; baixo elétrico

O presente trabalho trata-se de uma pesquisa de sua entrada e a versatilidade que pressupõe a sua
mestrado em andamento e tem por objetivo prática profissional. Como resultado parcial foi
principal identificar e compreender as principais possível compreender que as habilidades
práticas de ensino/aprendizagem de baixo adquiridas pelos músicos populares se baseiam, na
elétrico, no curso de licenciatura em música da prática, em contextos diversificados, que incluem
UFPB. Nessa conjuntura, o trabalho vislumbra a desde espaços não escolares à formação
tentativa de contribuir com o aumento do número acadêmica tradicional. Em sua maioria, os fatores
de publicações que relatem a realidade de ensino determinantes apresentados dizem respeito à teia
e estudo do referido instrumento. O interesse por de relações sociais, na qual os participantes
essa pesquisa surge no término da graduação, estavam inseridos desde a infância e a uma forte
quando fui indagado por vários alunos de baixo motivação pessoal capaz de fazer superar
elétrico, do curso de licenciatura em música, com dificuldades iniciais de aprendizagem. Professores
as seguintes questões: como estudar o particulares, aulas em conservatórios, videoaulas,
instrumento (baixo elétrico) e o que estudar? A aulas online e workshops também constituíram
partir dessas perguntas surge o problema de importantes aspectos na aprendizagem musical
pesquisa que norteou o processo investigativo: desses profissionais. Além disso, os textos
Como se dá a prática de ensino/aprendizagem de apontam para as múltiplas habilidades que o
contrabaixo elétrico no curso de licenciatura em mercado exige do músico popular, o que justifica a
música da UFPB? estruturação da música popular nas escolas, nos
conservatórios e nas universidades atentando
Por meio da revisão bibliográfica foi possível situar
para suas especificidades. Dessa forma o presente
a relevância da pesquisa em andamento junto à
trabalho trata-se de uma pesquisa de abordagem
literatura da área, constatando as lacunas e os
qualitativa, pois assim como propõe Minayo
avanços acerca do tema bem como a construção
(2001, p. 14), lidamos com um universo de
da fundamentação e base analítica do trabalho.
acepções, motivos, pretensões, crenças, valores e
Logo, por meio de textos como os de Dantas
atitudes, que correspondem a uma realidade mais
(2015), Santos (2015), Rodrigues (2015), Bollos
profunda das relações humanas, dos processos e
(2008), Couto (2009), Green (20 Lima (2014),
dos fenômenos que não podem ser reduzidos à
Cortes (2012) e entre outros, foi possível perceber
os desafios que integram a formação do músico
popular em ambiente de ensino superior, tendo
em vista a novidade que ainda pode ser
considerada a 12), Thomaz (2018), Lacorte (2007),
Góis (2016),
mera operacionalização de variáveis. Para tanto, FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa
o delineamento metodológico utilizado para científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.
realização desta investigação foi o estudo de GREEN, Lucy. Ensino de música popular em si,
caso e no intuito de responder os objetivos para si mesma e para “outra” música: uma
desta proposta de pesquisa e compreender pesquisa atual em sala de aula. Revista da
realidade a ser estudada, foram definidas as Abem, Londrina, v.20, n.28, p. 61- 80, 2012.
ferramentas de coleta e produção de HARDER, R. Algumas considerações a respeito
informações, englobando os instrumentos de do ensino de instrumento: trajetória e
realidade. Opus, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 127-
pesquisa bibliográfica, pesquisa documental,
142, jun. 2008.
questionário, entrevistas semiestruturadas,
MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social:
observação participante e fotografias.
teoria, método e criatividade. Petrópolis:
REFERÊNCIAS Vozes, 2001.
OLIVEIRA, S S. Curso de Baixo Elétrico na
DANTAS, Leonardo Meira. O ensino de guitarra EMUSC: Uma experiência de ensino em uma
elétrica nos cursos de música da universidade escola especializada. Monografia (licenciatura
Federal da Paraíba: reflexões a partir de em música). Universidade federal do Rio
demandas discentes. Dissertação. UFPB/CCTA, grande do Norte. 2015.
João pessoa, 2015. 155 pg. LACORTE, Simone; GALVÃO, Afonso. Processos
FALCON, F E S. O Estudo das Melodias do de aprendizagem de músicos populares: um
Gênero Musical Choro e Sua Aplicabilidade no estudo exploratório. Revista da ABEM, Porto
Desenvolvimento Técnico do Contrabaixista. Alegre, V. 17, 29-38, set. 2007.
Monografia (Licenciatura em Música). Instituto
Villa Lobos, Centro de Letras e Artes.
Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro. 2014.
Performance musical da “Nau Catarineta” de Cabedelo: inter-
relações do grupo com dimensões da contemporaneidade

Wagner Santana de Araújo


Mestrado – Etnomusicologia - 2017.2
Orientador: Luís Ricardo Queiroz
E-mail: wagnersantanajiujitsu@gmail.com

Palavras chave: Performance Musical; Nau Catarineta; Cultura Popular.

A Nau Catarineta de Cabedelo é um grupo de a política e religião são as que mais afetam a
cultura popular de idade já centenária (1912) performance musical do Grupo na
que une música, teatro e dança. Entretanto, contemporaneidade. Os fundamentos teóricos
essa manifestação cultural multifacetada que foram utilizados para compreender tal
esconde uma série de relações mais profundas manifestação musical na visão da
que estão no entorno, mas que influenciam de etnomusicologia (Béhague, 1984; Queiroz,
maneira intensa na dinâmica do Grupo. Esse 2005; Turino, 2008; Ribeiro, 2017), dentro da
trabalho teve como objetivo geral perspectiva sociológica (Goffman, 2012; 2014),
compreender as características fundamentais na política (Semeraro, 2017).
da performance musical da Nau Catarineta de
Cabedelo – PB na atualidade, verificando, de REFERÊNCIAS
forma mais específica e aprofundada, as inter-
relações da dinâmica do Grupo com questões, BÉHAGUE, Gerard. Performance practice:
problemas e singularidades da ethnomusicological perspectives. Westport:
contemporaneidade. A pesquisa teve uma Greenwood Press, 1984.
abordagem etnográfica onde foi possível, GOFFMAN, Erving. A representaçãoo do eu na
através de uma série de ferramentas vida cotidiana. Tradução de Maria Célia Santos
metodológicas identificar algumas categorias Raposo. 20a Ed. – Petrópolis, RJ; Vozes, 2014.
para análise que são as relações entre: a Nau _________________ . Os quadros da
Catarineta e a Religião; Nau Catarineta e a experiência social: Uma perspectiva de
Política; Nau Catarineta e outras manifestações análise. Prefácio Bennett M. Berger; Tradução
artísticas; Nau Catarineta e as Redes Sociais; e de Gentil A. Titton. – Petrópolis, RJ : Vozes;
por fim, Nau Catarineta e Parentesco. Para 2012.
uma melhor compreensão do universo QUEIROZ, Luís Ricardo Silva. Performance
pesquisado foi feita uma pesquisa bibliográfica, musical nos Ternos de Catopês de Montes
foram feitas fotos, gravações de vídeos, áudios Claros. Tese (doutorado). Universidade Federal
e entrevistas semiestruturadas. Nos resultados da Bahia, Salvador, 2005.
preliminares pudemos perceber que a RIBEIRO, Fábio Henrique Gomes. Performance
performance musical da Barca Nau Catarineta musical na cultura popular contemporânea de
de Cabedelo acontece como o é a partir de João Pessoa/PB.
uma rede de fenômenos sociais que interage, Tese (doutorado).
hora concomitantemente ao Grupo, hora Universidade Federal da
alternando com as atividades do Grupo. É Paraíba, João Pessoa,
possível afirmar que as questões relacionadas 2017.
SEMERARO, Giovanni. A concepção
revolucionaria da política em Gramsci: uma
análise do caderno 13. Movimento-revista
de educação, ano 4 , n 6, p. 34 - 53.
Jan./jun. Niterói, Rio De Janeiro. 2017.
TURINO, Thomas. Music as Social Life: The
Politics of Participation. Chicago: University
of Chicago Press, 2008.
Performance musical da Nau Catarineta de Cabedelo:
inter-relações do Grupo com dimensões da
comtemporaneidade

Wagner Santana de Araújo


Mestrado – Etnomusicologia - 2017.2
Orientador: Luís Ricardo Queiroz
E-mail: wagnersantanajiujitsu@gmail.com

Palavras chave: Performance Musical; Nau Catarineta; Cultura Popular.

A Nau Catarineta de Cabedelo é um grupo de possível afirmar que as questões relacionadas


cultura popular de idade já centenária (1912) a política e religião são as que mais afetam a
que une música, teatro e dança. Entretanto, performance musical do Grupo na
essa manifestação cultural multifacetada contemporaneidade. Os fundamentos teóricos
esconde uma série de relações mais profundas que foram utilizados para compreender tal
que estão no entorno, mas que influenciam de manifestação musical na visão da
maneira intensa na dinâmica do Grupo. Esse etnomusicologia (Béhague, 1984; Queiroz,
trabalho teve como objetivo geral compreender 2005; Turino, 2008; Ribeiro, 2017), dentro da
as características fundamentais da performance perspectiva sociológica (Goffman, 2012; 2014),
musical da Nau Catarineta de Cabedelo – PB na na política (Semeraro, 2017).
atualidade, verificando, de forma mais
específica e aprofundada, as inter-relações da REFERÊNCIAS
dinâmica do Grupo com questões, problemas e
singularidades da contemporaneidade. A BÉHAGUE, Gerard. Performance practice:
pesquisa teve uma abordagem etnográfica onde ethnomusicological perspectives. Westport:
foi possível, através de uma série de Greenwood Press, 1984.
ferramentas metodológicas identificar algumas GOFFMAN, Erving. A representaçãoo do eu na
categorias para análise que são as relações vida cotidiana. Tradução de Maria Célia Santos
entre: a Nau Catarineta e a Religião; Nau Raposo. 20a Ed. – Petrópolis, RJ; Vozes, 2014.
Catarineta e a Política; Nau Catarineta e outras _________________ . Os quadros da
manifestações artísticas; Nau Catarineta e as experiência social: Uma perspectiva de análise.
Redes Sociais; e por fim, Nau Catarineta e Prefácio Bennett M. Berger; Tradução de Gentil
Parentesco. Para uma melhor compreensão do A. Titton. – Petrópolis, RJ : Vozes; 2012.
universo pesquisado foi feita uma pesquisa QUEIROZ, Luís Ricardo Silva. Performance
bibliográfica, foram feitas fotos, gravações de musical nos Ternos de Catopês de Montes
vídeos, áudios e entrevistas semiestruturadas. Claros. Tese (doutorado). Universidade Federal
Nos resultados preliminares pudemos perceber da Bahia, Salvador, 2005.
que a performance musical da Barca Nau
Catarineta de Cabedelo acontece como o é a
partir de uma rede de fenômenos sociais que
interage, hora concomitantemente ao Grupo,
hora alternando com as atividades do Grupo. É
RIBEIRO, Fábio Henrique Gomes.
Performance musical na cultura popular
contemporânea de João Pessoa/PB. Tese
(doutorado). Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa, 2017.
SEMERARO, Giovanni. A concepção
revolucionaria da política em Gramsci: uma
análise do caderno 13. Movimento-revista de
educação, ano 4 , n 6, p. 34 - 53. Jan./jun.
Niterói, Rio De Janeiro. 2017.
TURINO, Thomas. Music as Social Life: The
Politics of Participation. Chicago: University
of Chicago Press, 2008.
Distribuição musical: a circulação da música no ciberespaço sob
a ótica de dois grupos da cena independente.

Adelson Marcelino da Silva Junior


Mestrado - Etnomusicologia - 2018.2
Orientador: Fábio Henrique Ribeiro
ajotaset@uol.com.br

Palavras chave: Ciberespaço; cena independente; circulação de música;

Nesta pesquisa, pretendemos investigar a


distribuição musical, no período pós indústria REFERÊNCIAS
fonográfica e era “indie”, abordaremos uma LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução: Carlos
contextualização do momento atual, onde o Irineu da Costa. 1. ed. São Paulo. Trinta e
ciberespaço é utilizado como um meio de Quatro, 1999. PDF
mediação. Para isto, entendemos nossa JANOTTI JUNIOR, J. e SÁ, S. P. Cenas Musicais.
fundamentação teórica focada na erudição de São Paulo. Anadarco, 2013.
quatro elementos chaves, o primeiro é a cena NOVAES, A. G. Logistica e Gerenciamento da
musical definida por Felipe Trotta um cadeia de distribuição: estratégia, operação e
movimento extrínseco ao “mainstreaming”, a avaliação. 4 ed. Rio de Janeiro. Elesivier,
música independente como uma nova ordem 2015.
elaborada pelos ditames dos “Homestudios” e
de uma produção estética sonora mais a cargo
do artista, o conceito de cibercultura e
ciberespaço do filosofo francês Pierre Levy, e o
conceito de distribuição de Antônio Galvão de
Novaes, que tal conceito pode ser expandido
para a palavra “circulação” no intuito de tornar
o produto mais acessível, sem a intervenção
mercadológica. O objetivo desta pesquisa é
identificar e compreender as principais relações
da cena musical independente e suas formas de
distribuição musical no ciberespaço, para
atingirmos essa finalidade, utilizaremos dos
conceitos da pesquisa etnográfica enveredada
pela observação-participante, onde planejamos
investigar dois grupos musicais da cena
independente, e através das experiências
vivenciadas relatar os procedimentos adotados
por eles no que tange aos mecanismos
adotados para a Distribuição Musical.
Representações sociais de professores sobre música e seu
ensino: um projeto de pesquisa

Jonathan de Oliveira
Mestrado em música da PPGM - UFPB, 2018.2
Educação Musical,
Maura Penna - Orientadora
jonathan_rpb@yahoo.com.br

Palavras-chave: educação musical; formação de professores de música; aprendizagem baseada

Este trabalho visa compreender como as pedagógica dos professores de música; e


representações sociais musicais de professores entender, a partir de suas representações sociais,
de música da rede pública municipal de João como os professores percebem as relações
Pessoa, constituem sua prática pedagógica na sociais e culturais presentes nos mundos musicais
perspectiva de contribuir para o entendimento dos alunos. Como lente teórica, usaremos a
de como eles percebem representações dos teoria das representações sociais visando,
alunos, estabelecendo com isso, um contato sobretudo, entender as representações sociais
direto entre as culturas destes atores no processo da música de professores diante das suas
educacional. Neste sentido, usar a teoria das vivências musicais, dos seus processos
representações sociais, a partir das discussões formativos e das suas práticas pedagógicas, e
preestabelecidas (PINHEIRO FILHO, 2004; contribuir para o entendimento de como os
DUARTE; MAZZOTTI, 2006; JOVCHELOVITCH, professores de música compreendem e dialogam
2011; CHAIB, 2012; 2015), como base para com as culturas musicais dos seus alunos a partir
reconhecer os saberes socialmente dos repertórios musicais. Para buscar uma
estruturados pode contribuir para o processo melhor compreensão de seus resultados, a
de identificação e transformação desses pesquisa estará centrada em dois eixos: 1 -
saberes. (JOVCHELOVITCH, 2011. p. 87). Diante Reflexão sobre a teoria das representações
disso, este trabalho visa trazer mais uma sociais relacionada às músicas dos professores e
discussão sobre e educação musical de João como eles percebem com as diferentes tribos
Pessoa ao abordar as representações sociais no musicais presentes na escola; e 2 - Análise e
campo da música na tentativa de responder a discussão das respostas dos professores como
seguinte questão: quais as representações forma de dialogar com a teoria das
sociais da música de professores da rede pública representações sociais no campo da música. Este
municipal de João Pessoa? Para isto, traçamos projeto tem como metodologia uma abordagem
como objetivos compreender as representações qualitativa desenvolvida através de entrevistas
sociais da música de professores de música da narrativas, que buscam a entender as
rede pública municipal de João Pessoa; representações a partir de narrativas pautadas na
entender como os professores percebem as “história de vida musical”, dos professores de
músicas dos alunos; identificar como as música atuantes na educação básica. Esta tem
representações sociais de música influenciam como função trazer para a discussão o olhar
a prática
científico de como as representações DUARTE, Mônica de Almeida; MAZZOTTI,
sociais estão ligadas ao processo de Tarso Bonilha. Representações sociais de
desenvolvimento cultural que constitui o música: aliadas ou limites do
ser humano como um ser único, mas desenvolvimento das práticas pedagógicas
diretamente formado pelas influências de em música? Educação e Sociedade,
seu grupo. Neste ponto, apoiamo-nos em Campinas, vol. 27, n. 97, p. 1283-1295,
Laville e Dione (1999, p. 157-160), quanto à set./dez. 2006.
história/narrativa de vida, e FLICK, Uwe. Uma introdução à pesquisa
em Flick (2004, p. 109-117), quanto ao qualitativa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman,
método de entrevista narrativa. Os critérios 2004.
utilizados para a escolha dos(as) JOVCHELOVITCH, Sandra. Os contextos do
respondentes terão como base: 1 – que saber: representações, comunidade e cultura.
pertençam ao quadro efetivo da rede Tradução: Pedrinho Guareschi. ed. 2. Vozes.
municipal de ensino; 2 – que sejam Petrópolis, 2011. (coleção Psicologia Social).
licenciados em música ou educação musical, LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A
ou educação artística habilitação em música; construção do saber: manual de metodologia
3 – que o professor desenvolva suas funções da pesquisa em ciências humanas. Porto
na educação básica no componente Alegre: Artmed, 1999.
curricular Arte, desenvolvendo práticas na PINHEIRO FILHO, Fernando. A noção de
área de música; 4 – que apresente interesse e representação em Durkheim. LUANOVA. nº
disponibilidade em participar da pesquisa. 61— 2004. Disponível em:
Referências: <http://www.scielo.br/pdf/%0D/ln/n61/a0
8n61.pdf> Acessado em: 06 de fev. 2019.
CHAIB, Mohamed. Representações sociais,
subjetividade e aprendizagem. Cadernos
de Pesquisa, São Paulo, v. 45 n. 156 p.
358-372 abr./jun. 2015.
Rush Cover PB: a tecnologia MIDI na performance

José Andrade de Melo Junior


Mestrado - Etnomusicologia
Orientadora: Alice Lumi

Palavras-chave: etnomusicologia, rock e cultura, MIDI, bandas cover.

O presente trabalho encontra-se situado no Mais estudos sobre a formação de bandas


nicho da etnomusicologia que tem abarcado cover podem trazer à luz esclarecimentos
cada vez mais estudos sobre a música popular importantes sobre a formação da identidade
urbana. Especificamente tratando sobre o dos músicos e das cenas musicais como
gênero rock, esse estudo se alinha a diversos também trazer dados importantes sobre os
trabalhos acadêmicos realizados nos últimos processos iniciais de aprendizagem dos
anos que estudam essa música no Brasil. Sobre músicos de rock, algo que por vezes tende a
tal aspecto é importante citar o trabalho da área ser negligenciado. Bandas de fama mundial
de Comunicação Social “All you need is love: o muitas vezes começaram tocando covers
processo de formação de uma banda ghost” (como é o caso do Rush) e muitos artistas
(ALENCAR, 2015), onde o autor analisa as passam a realizar trabalhos assim em forma
estratégias miméticas visuais utilizadas pela de tributo a seus artistas favoritos.
banda cover para recriar um simulacro da banda REFERÊNCIA
inglesa. Nosso enfoque, no entanto, está mais
focado na performance musical em si
objetivando entender os processos utilizados
ALENCAR, Bruno de Maia. All you need is love:
para a incorporação da tecnologia MIDI
o processo de formação de uma banda ghost.
(MACHADO, 2001) nos ensaios e shows da
68f. : il. + CD-ROM. Dissertação de Mestrado.
banda. Para tal propósito, realizamos uma
Programa de Pós-Graduação em
etnografia de ensaios e algumas apresentações
Comunicação da Universidade Paulista, São
feitas pela banda onde por meio de observações,
Paulo, 2015.
entrevistas e conversas tomamos conhecimento
da forma como o trio paraibano introduziu em MACHADO, André Campos. Tradutor de
performance tais recursos, aproximando-se de arquivos MIDI para texto utilizando
fato da forma como essa música é realmente linguagem funcional clean. Dissertação de
executada pela banda canadense. Rush teve ao Mestrado. Programa de Pós-Graduação em
longo de seus 40 anos de existência, um sucesso Engenharia Elétrica, Universidade Federal de
comercial considerável não apenas na América Uberlândia, 2001.
do Norte como em outros países. A inovação
trazida pela banda pela capacidade de introduzir McDONALD, Christopher J. Rush, Rock Music
sonoridades de teclado num formato tradicional and the Middle Class.
de power trio de rock (guitarra, bateria e baixo) Indiana University Press,
juntamente com seu ecletismo (McDONALD
2009) foi bastante influente na música pop, 2009.
incluindo a banda brasileira Engenheiros do
Havaí.
Resumos das
pesquisas de
doutorado
"No balanço do Jequibau”: uma musicalidade paulistana
Daniel Guerra Vilela
(danielvilela_cata@hotmail.com)
Doutorado – Etnomusicologia - (2015.2)
Orientador: Prof. Dr. Carlos Sandroni

Palavras-chave: Jequibau; Samba em Cinco; Bossa em Cinco; Mário Albanese; Cyro Pereira.

Expressão musical surgida em São Paulo, no e universidades e, portanto, com


ano de 1965, o Jequibau foi gravado em formaçõesestreitamente alinhadas aos preceitos
mais de vinte países por nomes como Al teóricos tradicionais da música ocidental. Grosso
Caiola, Charlie Byrd, Sadao Watanabe, modo, o argumento apoia-se na ideia de que esta
Hermeto Pascoal, entre outros. Ainda assim, vertente de músicos, importantes agentes em
o Jequibau não alcançou grande projeção no espaços como a rádio e a televisão, intensificaram o
uso da partitura e a intenção de controle sobre a
Brasil. Eclipsado pelas alcunhas de “Samba
obra, dentro do universo da música brasileira
em Cinco” e “Bossa em Cinco” — bem como popular. Assim, a partir de um debate filosófico sobre
por uma série de outros fatores —, caiu ele as tendências racionalistas e empiristas, os ricos
em uma espécie de ostracismo que vem diálogos entre os diferentes saberes que permeiam a
perdendo força ao mesmo tempo em que cultura popular e, consequentemente, o Jequibau,
sua regionalização e vinculação com a tornam-se os focos da reflexão. O terceiro capítulo
cidade de São Paulo adquirem novos insere o Jequibau dentro de uma narrativa que
contornos. Tal esquecimento refletiu-se fundamenta a construção histórica e imaginária da
também na academia, sendo esta pesquisa identidade paulistana, demonstrando o que desse
a primeira realizada sistematicamente sobre discurso assimila e o que a ele acrescenta o Jequibau.
este tema. Desse modo, buscando uma O quarto e último capítulo analisa aspectos musicais
como padrões rítmicos, melódicos e harmônicos,
compreensão mais abrangente do assunto,
apontando para as mudanças ocorridas ao longo de
este trabalho foi organizado em quatro mais de meio século de existência do Jequibau.
capítulos. O primeiro analisa o Jequibau Mudanças essas que correspondem a
enquanto art world (BECKER, 1982), reinterpretações e contextos diversos. Conclui-se que
considerando-o como um desdobramento o Jequibau, a priori idealizado através de certa fixidez,
da cena bossa-novista que abrange atesta o caráter semovente intrínseco à cultura e à
Sambalanço, Sambajazz e Música música popular, contrariando o desejo de pequenos
Instrumental Brasileira. grupos. O Jequibau é Samba, é Bossa Nova, é
O conceito de art world foi escolhido por ser Sambalanço, é Sambajazz, é Música Instrumental
o Jequibau centrado nas figuras de seus dois Brasileira, ou simplesmente Jequibau. É ele mais uma
criadores — os músicos Cyro Pereira e Mário prova da insuficiência limitadora das classificações e
categorizações. A intelectualidade, o trabalho e a
Albanese —, que atuam como nexos
"modernidade" por trás dele ensejaram sua
(PACKMAN, 2009) no centro de uma rede de aproximação com a cosmopolita São Paulo, alterando
colaboradores, compreendendo sua obra
convenientemente os
como um autêntico trabalho artístico cujas
convenções pretendem-se rigorosas discursos que o
reguladoras das relações entre músico e fundamentaram ao
longo dos anos e
audiência. O segundo capítulo traz outro
elemento para a formação desta expressão: criando um enorme
abismo entre teoria e
a influência dos maestros, arranjadores e
intérpretes provenientes dos conservatórios
prática, entre concepção e realidade. A BECKER, Howard Saul. Art Worlds. Los
explicação de Mário Albanese e Cyro Angeles: University of California Press, 1982.
Pereira para a identidade do Jequibau, PACKMAN, Jeff. Signifying(G) Salvador:
incluída que está em uma estrutura pós- Professional Musicians and the Sound of
ideológica, mostra-se irônica (SAFATLE, Flexibility in Bahia, Brazil’s Popular Music
2008) na medida em que se distancia Scenes. Black Music Research Journal. Vol.
daquilo que ele de fato representa. 29, N. 1, 2009, p. 83-126.
Consequentemente, ficam as suas SAFATLE, Vladimir. Cinismo e falência da
premissas abaladas ao passo que a música crítica. São Paulo: Boitempo, 2008.
popular, e seu circuito, devoram-no.
Referências

ANDERSON, Benedict. Comunidades


Imaginas: reflexões sobre a origem e a
difusão do nacionalismo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008.
Música instrumental e (de) colonialidade: violeiros na cena
musical urbana
Leandro Drumond Marinho
(ledmarinho@gmail.com)
Doutorado – Etnomusicologia
Orientadora: Eurides de Souza Santos

Nesta comunicação busca-se apresentar uma os comportamentos performáticos dos


pesquisa de Doutorado em Etnomusicologia violeiros pesquisados, seja nos ensaios, nas
que está sendo realizada junto ao Programa de apresentações públicas, nas gravações, nas
Pós-graduação em Música da Universidade entrevistas ou nas conversas informais do
Federal da Paraíba – UFPB. A investigação convívio cotidiano.
adentra no universo das violas brasileiras de Percebemos que há nas práticas musicais
dez cordas – instrumentos que foram inseridos observadas relações de poder inerentes a
no país junto ao processo de colonização – a questões epistemológicas, de gênero, estéticas
fim de problematizar a existência de práticas e de inadequação aos ditames da indústria
decoloniais na performance de violeiros cultural: - epistemológicas por se tratar de
inseridos em práticas de música instrumental saberes musicais cuja expertise não está
da atualidade. A princípio elegemos seis metodológica e pedagogicamente estruturada
violeiros representantes da cena musical no universo do ensino formal acadêmico; - de
instrumental à viola de dez cordas: - em gênero por se tratar de um universo
Recife/PE (Adelmo Arcoverde, Laís de Assis e majoritariamente masculino e historicamente
Renato Bandeira); - em João Pessoa/PB (Pedro machista; - estéticas por romperem com a
Osmar, Salvador Alcântara e Cristiano Oliveira). carga cultural das práticas tradicionais com a
partir das observações e contatos iniciais que já viola de dez cordas; e de inadequação aos
estabelecemos percebemos uma diversidade ditames da indústria cultural por não
de práticas dentro da mesma cena, sendo que obedeceram os padrões mercantilistas de
podemos apontar a de experimentação massa da atualidade. Nesse sentido é que
musical, jazz, música de concerto com sotaques entendemos que o presente trabalho pode
da tradição da viola, frevo e atonalismo. Todos contribuir para as reflexões críticas que buscam
os sujeitos são músicos atuantes nas citadas compreender a decolonialidade do poder e a
capitais nordestinas, uma vez que realizam arte musical.
constantes apresentações públicas, são ou já Referências
foram professores de viola e acumulam
também em suas experiências musicais as APPADURAI, Arjun. Dimensões culturais da
atividades de gravação e composição. A globalização: a modernidade sem peias.
pesquisa assume um viés etnográfico tendo em Tradução: Telma Costa. Editora Teorema –
vista que o principal instrumento metodológico Lisboa, Portugal, 2004.
utilizado na investigação é a observação- CAMBRIA, Vicenzo. Cenas musicais: reflexões a
participante e que buscamos a partir de uma partir da etnomusicologia. Música & Cultura
descrição densa enfatizar os sentidos (Salvador. Online), v. 10, p.1-17, 2017.
construídos pelos sujeitos envolvidos na
pesquisa. Por meio da observação direta e por
um período prolongado de tempo é que
estamos buscando compreender
ESPINOSA, Y., GÓMEZ, D. & OCHOA, K. QUIJANO, Aníbal. Des/colonialidad del poder: el
Introducción. En Y. Espinosa Miñoso, D. Gómez horizonte alternativo. Universidad Nacional
Correal & K. Ochoa Muñoz, Tejiendo de otro Autónoma de México. 2008. Disponível em:
modo: feminismo, espistemología y apuestas http://www.revistas.unam.mx/index.php/rel/art
decoloniales en Abya Yala. Colombia: Editorial icle/view/49411, acesso em 13/04/2019.
Universidad del Cauca. 2014. TYGEL, Júlia Zanlorenzi; NOGUEIRA, Lenita
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Waldige Mendes Nogueira. Etnomusicologia
Rio de Janeiro: LTC, 1989. aplicada, identidades culturais e equalização dos
GONZÁLEZ, Lizette Amalia Alegre. discursos: reflexões sobre duas experiências de
Etnomusicología y Decolonialidad Saber campo. XVI Congresso da ANPPOM, 2006,
Hablar: El caso de la danza de inditas de la Brasília, p.189-194. Disponível em:
Huasteca. Tesis Doctorado en Música, http://juliatygel.com.br/wp-
Universidad Nacional Autónoma de México. content/uploads/2016/03/2006-Anppom2006-
México, 2015. artigo.pdf, 05/01/2019.
JANOTTI, Jeder Jr. “A importância da ideia de ZANFORLIN, Sofia. Etnicidade, migração e
cenas musicais nos estudos de música e comunicação: etnopaisagens transculturais e
comunicação”. Entrevista concedida a Jeder negociação de pertencimentos. Tese de
Janotti Jr. In: E-Compós. Brasília. Compós, v.15 Doutorado – Universidade Federal do Rio de
n.2. 2012. Janeiro, Escola de Comunicação, Programa de
LÜHNING, Angela. TUGNY, Rosângela Pereira Pós-Graduação em Comunicação. Rio de
de. Etnomusicologia no Brasil. EDUFBA, Editora Janeiro, 2011.
da Universidade Federal da Bahia, 2016. WALSH, Catherine. 'Raza', mestizaje y poder:
QUEIROZ, Luiz Ricardo Silva; FIGUEIRÊDO, horizontes coloniales pasados y presentes.
Anne Raelly Pereira; RIBEIRO, Yuri Moreira. Crítica y emancipación. Revista Latinoamericana
Práticas musicais no contexto urbano de João de Ciencias Sociales, año II (3), 95-122. 2010.
Pessoa. XVI Congresso da Associação Nacional
de Pesquisa e Pós-graduação em Música,
Brasília, 2006. Disponível:
https://antigo.anppom.com.br/anais/anaiscon
gresso_anppom_2006/CDROM/COM/02_Com
_Etno/sessao01/02COM_Etno_0102-060.pdf,
07.12.2018.
Estratégias de autorregulação da aprendizagem na prática
instrumental: uma pesquisa ação para formação de professores

Dayse Christina Gomes da Silva Mendes


Doutorado - Educação Musical - 2018.2
Professor orientador: Dr° Luís Ricardo da Silva Queiroz
Email: daysemusic@yahoo.com.br

Palavras chave: autorregulação da aprendizagem, prática instrumental e formação de professores.

Pesquisas sobre a performance musical e estratégias autorregulatórias de aprendizagem


pedagogia da performance musical tem para as disciplinas de instrumento coletivo e
crescido nas últimas décadas. (BOREM; RAY, prática instrumental. A autorregulação é definida
2012). Estas pesquisas têm abordado não como um mecanismo interno de controle,
apenas aspectos da performance, mas escolha e organização, que conduz nosso
também questões históricas, processos desenvolvimento e adaptação ao meio, perante
criativos, psicológicos relacionando-se com as metas pessoais (POLYDORO e AZZI, 2008), além
subáreas da musicologia, composição, de abranger aspectos cognitivos, metacognitivos,
cognição musical e educação musical. Temas motivacionais, comportamentais e contextuais
como a facilitação da aprendizagem, avaliação, no seu processo. Com relação a aprendizagem,
planejamento da prática instrumental tem envolve fatores de planejamento,
sido investigados (HARDER, 2008). A presente monitoramento e avaliação para seu
pesquisa de doutorado tem como principal desenvolvimento. Segundo Zimmerman (2001),
objetivo compreender como as estratégias de estudantes autorregulados são participantes
autorregulação da aprendizagem se inserem ativos de seu conhecimento, pensam e agem
no contexto do curso de licenciatura em para alcançar suas metas utilizando estratégias
música da Faculdade STBNB. Neste trabalho o eficazes para o sucesso acadêmico. O
foco da investigação é centrado em comportamento autorregulado pode ser
estudantes do ensino superior, percebido na utilização de uma gama de
especificamente, no estudante e sua processos e estratégias como o estabelecimento
autorregulação para aprendizagem na prática de objetivos e a concentração (ROSÁRIO et al
músico-instrumental. Sendo assim, em 2006). O estudo tem como base uma pesquisa
consonância com os atributos da referida ação, cujos participantes da pesquisa serão
instituição, quando afirma que a atividade de alunos de duas disciplinas práticas: instrumento
Grupos de Estudo se tornará um importante coletivo e prática instrumental.
contributo para a formação profissional e Nosso campo de pesquisa será a Faculdade
acadêmica dos futuros licenciados em Música, STBNB, mantida pelo Seminário Teológico Batista
fomentando o desenvolvimento da do Norte do Brasil – STBNB, instituição fundada
criatividade de professores e estudantes, além em 1902, em Recife. Propomos um Grupo de
de renovar e atualizar estratégias e estudo com 13
metodologias de ensino aprendizagem encontros onde
propomos um grupo de estudo que promova o abordaremos temas
ensino, compartilhamento e aplicação de. sobre o conceito de
autorregulação, organização dos estudos, POLYDORO, Soely Aparecida Jorge; AZZI,
estratégias de aprendizagem e motivação. Roberta Gugel. Auto-regulação: aspectos
Todas as atividades seguirão as orientações introdutórios. In: BANDURA, A.; AZZI, R. G.;
de acordo com o modelo PLEA POLYDORO, S. Teoria Social Cognitiva:
(Planejamento, Execução e Avaliação), conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed, 2008.
princípio cíclico que também norteia a p.149-164. POLYDORO e AZZI, 2008
pesquisa-ação (TRIPP, 2005; ROSÁRIO, 2012). ROSÁRIO, Pedro; NÚÑEZ, José; GONZÁLEZ-
Nossa pesquisa está na fase inicial para ser PIENDA, Júlio. Cartas do Gervásio ao seu
submetida a projeto. No momento buscamos umbigo – comprometer-se com o estudar na
nos aprofundar sobre os principais conceitos universidade. Coimbra: Almedina, 2012.
das palavras chave. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução
metodológica. Educação e Pesquisa. São Paulo,
Referências
v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005.
Disponível em <
BOREM, Fausto; RAY, Sonia. Pesquisa em
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n3.
performance musical no Brasil no século XXI:
pdf> acesso em 06.Abr.2018
problemas, tendências e alternativas. In:
ZIMMERMAN, B. Theories of Self-Regulated
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-
Learning and Academic Achievement: An
GRADUANDOS EM MÚSICA, 2, 2012. Rio de
Overview and Analysis. In: ZIMMERMAN, B.;
Janeiro. Anais... Rio de Janeiro:UNIRIO,
SCHUNK, D. (Edt.s). Self-Regulated Learning
2012. p.121-168.
and Academic Achievement. New Jersey:
HARDER, Rejane. Algumas considerações a
Lawrence Erlbaum Associates, 2001, p.1-37.
respeito do ensino do instrumento. Opus vol
14, n. 1, jun. 2008, p. 127-142.
Música, performance e identidade:
transformações culturais no bloco “Unidos da Cachorra”
no carnaval de rua da cidade de Fortaleza/CE

Francisco Sidney da Silva Monteiro Junior -


sidneymonteirojr@gmail.com
Doutorado – Etnomusicologia - 2018.2
Orientadora Profa. Dra. Adriana Fernandes

PALAVRAS-CHAVES: Carnaval. Cultura. Tradição. Performance. Identidade.

Esta pesquisa, ainda em sua fase inicial, tem por agremiação. A escolinha tem a função de formar
objetivo compreender as transformações culturais novos percussionistas para o bloco sendo este o
ocorridas no Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco único meio de ingresso de novos ritmistas na
Unidos da Cachorra enfatizando, sobretudo, sua bateria. As idiossincrasias presentes na
performance dentro do pré-carnaval da cidade de configuração do bloco e em sua performance são
Fortaleza, Ceará. Até o presente momento a frutos das transformações culturais ocorridas ao
pesquisa está na fase de levantamento bibliográfico longo de sua existência sendo estas mediadas por
com teses, artigos, livros e documentos com um lastro cultural prévio, havendo, portanto, um
temáticas relacionadas ao carnaval, performance, “elo de continuidade, não variável e rígido, mas
identidade, cultura, tradição e modernidade. mutável, de acordo com as circunstâncias do
Concomitantemente, observações participantes momento histórico” (ULLMANN, 1991, p. 85).
estão sendo executadas dentro do bloco em suas Assim, para um entendimento mais amplo do bloco
atividades e registradas para análises futuras. Ainda e de sua atuação faz-se necessário um estudo
não são possíveis conclusões ou obtenção de aprofundado sobre a festa carnaval e a relação
resultados definitivos, mas os dados obtidos até o deste evento com a sociedade local (DaMATTA,
momento se mostram relevantes e espera-se em 1997), a evolução histórica da agremiação
breve maiores definições sobre o objeto de estudo pesquisada e a formação de uma identidade
em questão. musical (HALL, 2006) mediada pelos conceitos de
cultura (CANCLINI, 1983), tradição (VANSINA, 1982)
A escolha do Unidos da Cachorra como objeto de
e modernidade (GUIDDENS, 1991), além da análise
estudo nesta pesquisa se dá pela grande atuação da
das performances (SCHECHNER 2006; 2013) da
agremiação no cenário atual do carnaval e do pré-
bateria e a relação destas com os temas
carnaval fortalezense. O bloco é atualmente um dos
mencionados.
maiores da cidade atraindo anualmente milhares de
foliões com sua bateria que acompanha sambas-
enredo e grandes sucessos da música popular
brasileira em versão de samba. Também se destaca
por sua atuação na formação musical de novos
ritmistas. Dentro da agremiação existe a Escolinha
de Ritmistas que funciona no formato de
ministração de oficinas práticas nos diversos
instrumentos existentes na bateria da
A utilização de excertos orquestrais como estudos
metodológicos: formação técnica e preparação
para mercado de trabalho

Rodrigo de Almeida Eloy Lôbo


rodrigoeloylobo@hotmail.com
Doutorado- Composição e Práticas - 2018. 2
Orientador: Dr. Hermes Cuzzuol Alvarenga

Palavras chave: Formação Técnica; Plano de Ensino; Mercado de Trabalho; Audições Orquestrais;
Excertos Orquestrais.

Esta pesquisa busca defender a tese de que a estudo do repertório orquestral (FERREIRA,
aplicação de excertos orquestrais no ensino do 2016, p. 15).
violino, para alunos de bacharelado, tanto Para a coleta dos dados, serão feitos dois
ajuda no crescimento técnico como também experimentos com alunos da graduação em
prepara o discente para provas de ingresso em violino da Universidade Federal da Paraíba. O
orquestras profissionais. Acreditamos que primeiro, a ser realizado no início do terceiro
esses benefícios ocorrerão mesmo quando o semestre deste curso, simulará uma audição
estudo de excertos ocorrer na ausência de orquestral com um curtíssimo prazo de
uma disciplina específica para esse fim, ou seja preparação por parte do aluno/candidato. O
quando inserida adequadamente no programa segundo será realizado no sexto período deste
regular da disciplina de violino. A partir de curso. Para este último, o aluno passará por
observações empíricas da desenvoltura dos um processo de estudo metodológico de
alunos de graduação com excertos orquestrais, excertos orquestrais, extraídos de editais que
e percebendo algumas dificuldades técnicas e contemplem o violino nos anos de 2018 e
interpretativas, decidi estudar a aplicabilidade 2019. Ao final, os dados serão analisados e
dos mesmos em sala de aula na forma de comparados para a formulação da tese.
estudos para violino – a exemplo de R.
Kreutzer e N. Paganini – a fim de auxiliar a Referências
formação do discente e mesmo tempo
prepara-lo para o mercado de trabalho em FERREIRA, Isaias Lopes. A Relevância do Estudo
orquestras profissionais. Apesar desta dos Excertos Orquestrais na Formação
demanda, Scoggin (2003, p. 29), afirma que Violinística. 2016. 110f. Dissertação de
“concluído o curso, o aluno não está Mestrado – Universidade Estadual Paulista
devidamente preparado para ingressar no “Julio de
mercado brasileiro de trabalho, que muito Mesquita Filho”, São Paulo, São Paulo, 2016.
necessita de músicos de orquestra”. Esta SCOGGIN, Glaucia Borges. A pedagogia e a
deficiência é vista, em partes, a partir do performance dos instrumentos de cordas no
modelo de ensino brasileiro, que é fortemente Brasil: um passado que
influenciado pelo modelo de conservatório ainda é realidade. Belo
consolidado durante o Romantismo musical, Horizonte: Revista Per
de tal maneira que a atenção dada ao Musi, 2003. p. 25-36.
repertório
tradicional do violino – sonatas, concertos e
obras solo – é maior ou única em relação ao
Yerko Francisco Pinto Tabilo:
uma trajetória além das fronteiras
Renata Simões Borges da Fonseca
E-mail: renatasimoesbf@gmail.com
Doutorado – etnomusicologia - 2018.2
Orientadora: Eurides de Souza Santos

Palavras-chave: História de Vida; Ensino de violino; Yerko Francisco Pinto Tabilo

A Paraíba tem sido (re)conhecida 1979. Nunca tendo lecionado, Yerko foi, aos
nacionalmente não apenas pelo seu amplo poucos, ganhando espaço na Paraíba como
movimento musical, mas também pelos professor e como violinista, afirmando sempre
músicos que daqui saem para trabalhar nas se guiar pelo exemplo de seu Mestre. Hoje,
mais diversas áreas do Brasil e do exterior. Ao Yerko é (re)conhecido nacionalmente e tem
longo do tempo, várias ações contribuíram para alunos e ex-alunos atuando nos mais diversos
esse movimento tão profícuo, como a espaços da música, tanto no Brasil, como no
constante criação de espaços de atuação e exterior. Por toda essa trajetória, fica clara a
ensino de música, entre eles o Departamento significativa relevância que Yerko teve e tem para
de Música da Universidade Federal da Paraíba o desenvolvimento musical da Paraíba e, em
(UFPB), fundado em 1978 sob o mandato do especial, para a área de violino. Ciente de que o
então Reitor, Lynaldo Cavalcanti. Nessa ocasião, homem influencia o meio em que vive e é
músicos de alguns lugares do Brasil e, também influenciado por ele, também fica claro
principalmente, da América Latina, foram que as vivências iniciais de Yerko na música em
contratados para atuar como professores do seu país natal e sua convivência com o homem
recém criado Curso de Bacharelado em Música que ele mesmo atesta tê-lo inspirado ao longo
da UFPB. E é nesse contexto que chega a João da vida, Jorge Peña, causaram um profundo
Pessoa o professor cuja atuação artística e impacto no pensamento desse Professor. Diante
docente é foco deste trabalho. Nascido na de tudo isso, o interesse deste estudo será
cidade chilena de La Serena, Yerko Francisco entender os valores e representações que
Pinto Tabilo iniciou seus estudos de violino na levaram o Professor Yerko a construir suas
Escuela Experimental de Música de La Serena, concepções sobre a música e o fazer musical, e
onde participava da Orquestra Sinfónica Infantil suas relações de influência com o
de Chile y Latinoamérica formada, em sua desenvolvimento musical da Paraíba e dos
maior parte, por crianças de baixa renda. Nessa violinistas que aqui tiveram sua formação. Para
orquestra, Yerko teve contato com aquele que isso, o escopo teórico deste trabalho contará
veio a ser seu grande exemplo de vida e luta com os pressupostos de algumas correntes de
pela música, o Maestro Jorge Peña Hen. Após a pensamento como a Nova História, campo para
impactante morte de Jorge Peña, torturado e o qual a realidade é social ou culturalmente
fuzilado por oficiais de Pinochet na ocasião do constituída e as motivações e intenções
Golpe de Estado, Yerko partiu para Santiago individuais são elementos explicativos para os
para cursar o Bacharelado em Música na eventos históricos; a Antropologia Interpretativa,
Universidade Católica do Chile. E foi em onde a cultura é um sistema de
Santiago que recebeu o convite para vir dar
aulas no Brasil, aqui chegando em março de
símbolos que são construídos ao longo do
Referências
tempo em um processo contínuo de
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Tradução:
associações entre percepções de mundo,
Fernando Tomaz. Rio de Janeiro: Editora
pensamentos, sentimentos e ações dos
Bertrand Brasil S.A., 1989. Coleção Memória e
indivíduos e de seu grupo social; e a
Sociedade.
Sociologia de Bourdieu, que trata da relação
_______. Razões práticas: Sobre a teoria da
entre interior e exterior, da forma como
ação. Tradução: Mariza Corrêa. Campinas, São
indivíduo e sociedade interagem. Para
Paulo: Papirus, 1996.
compreender tanto a construção do sentido
_______. A economia das trocas simbólicas.
do que é a música e sua função social para o
Tradução: Sergio Miceli, Silvia de Almeida
Professor Yerko, como também sua ação na
Prado, Sonia Miceli e Wilson Campos Vieira. São
Paraíba e o desenrolar de suas conseqüências,
Paulo: Perspectiva, 2007. Coleção Estudos - 20.
dialogar com essas áreas se torna de
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas.
fundamental importância. E para construir a
1. ed. 13. reimpr. (em língua portuguesa) Rio de
compreensão e a interpretação dessas
Janeiro: LTC, 2008.
relações e também das ações e pensamentos
______. O Saber Local: novos ensaios em
nesta história, será utilizada a ferramenta
antropologia interpretativa. Tradução: Vera
etnomusicológica da etnografia que, nesta
Mello Joscelyne. Petrópolis, Rio de Janeiro:
pesquisa, será realizada através da história
Vozes, 1997.
dos personagens e contextos nela inseridos,
GONDAR, Jô; DODEBEI, Vera (Orgs.). O que é
bem como dos relatos seus atores sociais. Ao
memória social? Rio de Janeiro: Contra Capa
lidar com depoimentos em uma pesquisa,
Livraria/ Programa de Pós-Graduação em
trazemos automaticamente a questão da
Memória Social da Universidade Federal do
memória que, para Maurice Halbwachs, é
Estado do Rio de Janeiro, 2005
construída socialmente, pois é na sociedade
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva.
que as pessoas adquirem e (re)constroem
Tradução: Laurent Léon Schaffter. São Paulo:
suas lembranças. O conceito de Memória
Editora Revista dos Tribunais LTDA, 1990.
Social aborda a coletivização desse processo,
LE GOFF, Jacques. A História Nova. Tradução:
outro pressuposto teórico que será visitado.
Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes,
Assim sendo, a memória deve ser encarada
1990.
neste trabalho como reconstrutora da
_______. Reflexões sobre a história. Tradução:
trajetória do Professor Yerko tanto na sua
Antônio José Pinto Ribeiro. Lisboa, Portugal:
natal como no Brasil, apontando para indícios
Edições 70, LDA, 2009.
de como sua identidade e seu legado foram
sendo construídos ao longo do tempo. Dessa
forma, tomando as experiências pessoais de
Yerko e daqueles com ele estiveram
envolvidos, o método queda História de Vida
será o escolhido como norteador da coleta de
dados deste trabalho etnográfico pois,
enquanto método, se utiliza de várias fontes
de informação, de documentos a relatos e
entrevistas, sempre visando um
aprofundamento das informações sobre os
fatos e contextos relacionados ao sujeito
pesquisado. Assim, esse método pode ser o
caminho que se aproxime do foco deste
trabalho.
Na encruzilhada entre o metrônomo e a nota, um corpo:
dos vínculos teológicos do discurso soberano, das garantias da
exceção jurídica e governo da vida quando a música “É” na
operação de um “Dever-ser”
Henrique Maia Lins Vaz
Doutorado – Processos e práticas composicionais – 2015.2
Orientador: Eli-Eri Luis de Moura
E-mail para contato: majakovsky@gmail.com

Palavras-chave: Metrônomo,; nota; expressão jurídica; dever-ser;

Representação...: "palavra mágica" da se em ego e dizer "eu" na locução, sujeito da


modernidade que indicia o que está na base linguagem como fundamento da experiência e
da organização política do que convencionou- do conhecimento, onde o dizível "problema" da
se por "ideal democrático", justificando as experiência é um "problema de linguagem"...:
delegações de poder. Para além da entre logos e epea, o discurso e as palavras
fatualidade, uma ambição de representar o incertas, a correspondência entre o nome e a
mundo numa verdade essencial..., coisa nomeada, onomástica e legislação,
incontornavelmente universal - regime de experiência do logos e política, o falante, o que
depuração e redução que parece não render contra a religio da fórmula, coloca em pauta a
conciliações com o "apresentar das coisas" e questão do primado dos nomes, o juramento e o
"con-tentar-se" com o sobressair da vínculo sacramental que liga o ser à linguagem...
exuberância, força e viço do "mundo-aí". É nos D'um "pensamento sobre o som", "pensamento
códigos que existe o direito estrito, o que para sonoro", "pensamento sobre o sonoro"; d'um
Kafka é onde a pré- história exerce seu "som como objeto de pensamento", uma
domínio ilimitadamente assistido por seus "categoria a ser pensada", d'um "som como
arcanos. Ascender à situação política talvez constitutivo d'uma prática", enquanto "ato
acomode um arremessar-se no abismo, mirá- sonoro" e um "pensamento atributivo" cujo
lo, e à meia espreitada ou queda num fundo som e o relacionado são categóricos instáveis,
insondável, o confrontar-se com os apoios dinâmicos: d'um "som da boca" [sono
paradigmas ontológicos, metafísicos, oris], d'um "som da voz" [sono vocis] e a
religiosos, jurídicos e teológicos; política e polêmica do corpo na antiguidade tardia: o
arte não se perfazem em tarefas, tampouco salmo como arma dos servos de Deus em
em "obras", antes designam a dimensão na oposição aos "versos libidinosos" das cações
qual operações materiais, imateriais, pagãs...: d'um qualitativo nominado sonoritas
lingüísticas, corpóreas, biológica ou sociais (que em suas primeiras ocorrências está
são "desativadas" e contempladas enquanto vinculado ao genitivo praedicationis, a
tais... Do uivo à experiência da palavra que ao "sonoridade da pregação", a euphonia e uma
risco mantendo-se tanto no "erro" quanto na bona sonoritas, propriedade d'um objeto, da
"verdade", pronuncia com força, além ou voz, da ladainha, entre consonantiam
aquém de jurar ou maldizer, o seu "sim" à proportionum, speculationem
língua: o "homem" da cultura ocidental como
animal falante, a capacidade do locutor de
pôr-
intervallorum e sonoritatis concentus - terapêutica, é uma inquirição deleuziana que
harmonia das proporções, especulação dos neste debate faz ecoar. Se o pensamento [nous]
intervalos e modulação da sonoridade) um não fosse capaz tanto do pensamento quanto
pensar situações particulares onde o som do não-pensamento [anoia], não se conheceria
está presente...; sonus como grau, um o "sem-forma" [amorphon], o "sem-figura"
quantitativo: d'um som enquanto "voz [aneideon]; se o pensamento não fosse algo
melodiosa" [vocis casus emmeles], em comum com a potência, a privação
"apropriado à melodia" [optus melo], em sua [steresis] não conheceria; se a sensação não
emissão [in unam intensionem] e o tivesse tanto uma potência para o ato quanto
surgimento dos primeiros tratados de teoria para não-ser-em-ato, se somente e sempre
musical propriamente dedicados ao canto fosse ato, não distinguiríamos o escuro, nem o
litúrgico, ao sonus musicus, o "apto à silêncio...: ecos do De anima na boca de
melodia"...: d'um sonus naturalis que Temístio... Se é dito que o som perfaz-se em
professa o domínio da natureza, que se quer meio da expressão da música, sua estruturação
migrar do seio do discurso teológico para ou organização num também dito fluxo
ligá-lo e re-ligá-lo às leis d'uma física e temporal faz mobilizar um complexo de forças
regimes outros de filiação... Entre o “não-sonoras” e um cosmos de aparatos
horologium das práticas monásticas, o representativos que vem a nos depositar em
relógio d'um pulso mensurador de nossas mãos - para seu cumprimento ou não -, objetos
"efetividades", o tempo sem consistência - relevantes não apenas à estética, mas também
próximo do "não ser", um incorporal, para uma compreensão de ordem metafísica,
gramático, aplicado aos verbos, aos ontológica, jurídico-teológica. Se dito é que a
predicados - para os estóicos; entre o tempo música peremptoriamente se afirma como
da gênese, do apocalipse, d'uma "origem" e "arte sonora" ou ainda, "arte do tempo", antes
"salvação"; entre discurso e narração, nos interessa neste debate o que de teológico e
absoluto e situação, o existencial e o jurídico subjaz nestas assertivas assim como
predicativo do "ser", a "pressuposição"; pensar a "performance" sem considerações dos
entre reconhecer uma coisa como verdade e trânsitos entre potência e ato, inoperosidade e
a confiança imediata na comunidade em que captura do "gesto" pelos aparatos da
se vive...: um vertiginoso mixórdio de governabilidade, deflagrariam uma falta no
condutas temporais sob a égide da lei; lei tal "como" os "mitos da ordem" e os "ritos do
qual assumida na história, uma compreensão progresso" se lançam no jogo desde que a
que vige, que é partitiva e prescreve o que é linguagem exposta em sua função dispositiva
lícito e interdito; toda concepção de história captura o vivente.
que é acompanhada d'uma experiência do
tempo, a noção mesma de tempo ocidental Referências
marcada por uma dicotomia: diz-se que
capazes somos de experimentar, vivenciar o ADORNO, T. W. Gesammelt Schriften in 20
tempo, contudo não temos sua Bänden. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag,
representação, o concebemos por imagens 1986; Berlin: Directmedia-Surkhamp, 2003.
ou analogias espaciais. O ingresso da arte no AGAMBEN, G. Karman: Breve trattato
orbe estético é tão recente quanto o recente sull’azione, la colpa e il gesto.Turim: Bollati
obscurescer do estatuto da atividade "pro- Boringhieri
dutora" da humanidade em benefício da . O Reino e a Glória: uma genealogia
perpetuação da "produtividade"; se um dia teológica da economia e do governo: homo
saberemos que não existia arte, mas apenas sacer, II. São Paulo: Boitempo, 2011. Editore,
2017.
BASSETT, C. Images du munde et traitement du
temps dans le gamelan. In: LÉVY, F. Les écritures du
temps (musique, rythme, etc.). Paris: L'Harmattan,
Ircam, 2001, p. 93-140.
BRUBAKER, B.; DECROUPET, P.; DELAERE, M.;
LONDON, J.; PACE, I. Unfolding time: studies
intemporality in twentieth century music. Bélgica:
Leuven University Press, 2009.
CAVARERO, A. Vozes plurais; filosofia da expressão
vocal. Tr. Flavio Barbeitas. Belo Horizonte: UFMG,
2011.

CIORAN, E. M. História e utopia. Tr. br. José Thomaz


Brum. Rio de Janeiro: Rocco, 2011, p. 127. COOK, N.
Entre o processo e o produto: a música enquanto
performance. Permusi. Belo Horizonte, nº 14, 2006,
p.5-22.
CRAENEN, P. Composing under the skin: the music-
making body at composer's desk. Belgica: Leuven
University Press, 2014.
de Giorgio Agamben. Revista Profanações , v. 1, n. 1,
jan.-jun., 2014, p. 154-173. DELEUZE, G. Pourquoi
nous, non musiciens?. Paris: Ircam, conferência de
1978.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Tr. br.
Bento Prado Jr., Alberto Alonso Muñoz. Rio de
Janeiro: Editora 34, 2010.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador:
EDUFBA, 2008.
FOUCAULT, M. Le Gouvernement de soi et des autres
- Cours au Collège de France, 1982-1983. Paris:
François Marquet. Paris: Gallimard, 1998.
IMBERTY, M. Les écriture du temps: sémantique
psychologique de la musique. Paris: Dunod, 1981.
LAMPERT, J. Simultaneity and delay: a dialectical
theory of staggered time. Nova York: Continuum
International Publishing Group, 2012.
SCHELLING, F. W. Introduction à la philosophie de la
mythologie. Tr. Jean-François Courtine, Jean-
TERGOLINA, E. Falar é jurar: considerações sobre o
sacramento da linguagem a partir do pensamento de
Giorgio Agamben. Revista Profanações , v. 1, n. 1,
jan.-jun., 2014, p. 154-173.
TERRIN, A. N. O rito: antropologia e
fenomenologia da ritualidade. São Paulo: Paulus,
2004. VIRNO, P. Quando il verbo si fa carne;
linguaggio e natura umana. Torino: Bollati
Boringhieri, 2003.
Percepção musical: aprendizagem pela ação do frevo

Janete Florencio de Queiroz Albuquerque


Email: janetefqa@gmail.com
Doutorado - : Educação Musical - 2018-2
Orientadora: Prof.ª Dra. Maura Penna

Palavras chave: Percepção Musical; Percepção e Movimento; Percepção e frevo; ensino


conservatorial;

Este projeto tem como objetivo geral da Pesquisa- ação. Portanto, esta proposta de
compreender como práticas de percepção pesquisa está baseada na necessidade de
musical podem ser trabalhadas no contexto mudanças na forma de conceber a disciplina
‘conservatorial’ através de propostas teórico- Percepção Musical como uma disciplina de
práticas fundamentadas no frevo. A disciplina treinamento musical, mudanças em relação à
Percepção Musical no Brasil vem sofrendo fortes postura da relação dos alunos com o uso do
críticas por parte de vários autores ao longo das corpo em movimento, mudanças em relação
últimas duas décadas pela forma com que vem ao repertório utilizado e mudanças nas formas
sendo trabalhada em sala de aula (GROSSI, de percepção do fenômeno musical a partir de
2001; BERNARDES, 2000; 2001; BHERING, 2003; um elemento de cultura local que possa gerar
OTUTUMI, 2008; 2013 a;2013b; BARBOSA, 2009; produção de conhecimento.
TEIXEIRA, 2009; ALCÂNTARA NETO, 2010; LIMA, Referências
20011; HORN, 2016). O foco principal das
ALCÂNTARA NETO, Darcy. Aprendizagens em
reclamações apontadas está na forma
percepção musical: um estudo de caso com alunos
tradicional de concepções e práticas de ensino
de um curso superior de música popular. 2010.243
com o uso de repertório da cultura europeia, o
f. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de
ensino fragmentado, o uso do ditado e solfejo Música, Universidade Federal de Minas Gerais,
como ferramentas principais em sala de aula, o Belo Horizonte, 2010.
uso exclusivo do piano como instrumento de
apoio, e também da correção feita por gabarito. BARBIER, René. A pesquisa-ação. Brasília: Liber
O diferencial que esta pesquisa propõe, além de Livro Editora, 2007.
novas concepções e práticas em confronto ao
BARBOSA, Maria Flávia Silveira. Percepção musical
modelo ‘conservatorial’, será o uso do corpo e
como compreensão da obra musical: contribuições
do movimento com o uso do Frevo. A escolha
a partir da perspectiva histórico
deste gênero musical se deu pelo grau de
relevância que tem na vida cultural dos -cultural. 2009. 149f. Tese (Doutorado em
pernambucanos. O processo no qual esta Educação). Faculdade de Educação, Universidade
pesquisa está inserida, ou seja, onde o de São
pesquisador pretende realizar suas experiências,
Paulo, São Paulo, 2009.
será embasado na abordagem qualitativa
através
BERNARDES, Virgínia. A percepção musical PENNA, Maura. Música(s) e seu
sob a ótica da linguagem. Revista da ABEM, ensino. 2. ed. rer. e ampl. Porto Alegre:
Porto Alegre, n. 6, p. 73-85, 2001. Sulina, 2012.
BHERING, Maria Cristina Vieira. Repensando
______. Construindo o primeiro projeto de
a Percepção Musical: uma proposta através pesquisa em educação e música. Porto
da música popular brasileira. 2003. 105f.
Alegre: Sulina, 2015.
Dissertação (Mestrado em Música) – Centro
de Letras e Artes, Universidade Federal do ______. Ensino de música: para além das
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
fronteiras do conservatório. In: PEREGRINO,
2003. Yara Rosas (Coord.). Da camiseta ao museu: o
BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari Knopp. ensino das artes na democratização da
Investigação qualitativa em educação: uma cultura. João Pessoa: Editora
introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Universitária/UFPB, 1995. p. 101-111.
Editora, 1994. PEREIRA, Marcus Vinícius Medeiros.
Licenciatura em música e o habitus
HORN, Suelena. Ensinando Percepção Musical:
conservatorial: analisando o currículo.
um estudo de caso na disciplina do curso técnico
Revista da ABEM, Londrina, v. 22, n. 32, p.
de um Instituto Federal de Educação, Ciência e
90-103, jan./jun. 2014.
Tecnologia. 2016. 212 f. Dissertação (Mestrado
em Música) – Centro de Comunicação, Turismo e
Artes, Universidade Federal da Paraíba, João
Pessoa, 2016.
OTUTUMI, Cristiane Vital. Percepção musical:
situação atual da disciplina nos cursos superiores
de música. 2008. 240 f. Dissertação (Mestrado
em Música) – Instituto de Artes, Universidade de
Campinas, Campinas, 2008.

______. Percepção musical e a escola tradicional


no Brasil: reflexões sobre o ensino e propostas
para melhoria no contexto universitário. 2013.
368 f. Tese (Doutorado em Música) – Instituto de
Artes, Universidade de Campinas, Campinas,
2013a.

______. O ensino tradicional na disciplina


Percepção Musical: principais aspectos em
destaque por autores da área nos últimos anos.
Revista Vórtex, v. 2, p. 168-190, 2013b.
Ética sonora: o que é e como se manifesta na sociedade
Juliana Carla Bastos
julianacarlabastos@gmail.com
Doutorado - Etnomusicologia - 2015.2
Prof. Dr. Luis Ricardo Silva Queiroz

Palavras-chave: Ética sonora; Consciência humana, expressões humanas; etnomusicologia

Este trabalho doutoral em andamento Assim, a partir de um estudo que considera


pretende compreender de que forma músicos discussões da Música (FELD, 1994; SCHAFER,
e moradores da cidade de João Pessoa 1991, 2001; VEIGA, 2013; NOVAK &
delineiam suas concepções, visões e ações SAKAKEENY et. al, 2015; LÜHNING et. al,
em relação a uma ética sonora e como inter- 2016), Ecologia, Sociologia (OBICI, 2012),
relacionam tais aspectos às expressões Antropologia (GUILLEBAUD et. al, 2017),
musicais que os rodeiam. Para tal, investigo Geografia (TUAN, 1990; CONSTANTINO, 2014),
(1) dimensões epistemológicas do debate entre outras, entendo ética sonora como
acerca da função ético-sonora da música a grande pacto de relações humanas
partir da literatura produzida sobre o tema, constituído a partir de um processo de
(2) histórica, social, humana e culturalmente negociação e consciência humana relacionado
a ética sonora como ética humana a direitos, a valores e simbolismos.
contemplando a discussão sonoro-ambiental, Para tal discussão, tenho como base da
(3) caminhos de produção e circulação de Ecologia os conceitos de pensamento sistêmico
música na contemporaneidade relacionando (CAPRA & LUISI, 2014) e ecosofia (GUATTARI,
as expressões humanas e os dilemas da ética, 2001; DIAS, 2000, citado por CAVALIERI
(4) aspectos do contexto sonoro-ambiental FRANÇA, 2011), e como base da Ética pós-
pessoense a partir de relatos de sujeitos, (5) moderna ou líquida as análises baumanianas
relações existentes entre história, vivência e sobre o mundo líquido (BAUMAN, 1997, 1998)
constituição da ética sonora para estes a e compreensão neo-aristotélica da
indivíduos, e (6) possibilidades para um eudaimonia aplicada ao docente de música
campo de estudos em música e ecologia de (BOWMAN, 2012) que, acredito, pode ser
maneira transversal a partir das estendida a outros indivíduos que se intitulem
representações da música no âmbito da ética “músicos”. Tais pressupostos, afinados com a
sonora. A discussão não se limita, mas tem ressignificação epistemológica que subáreas
ênfase na parcela da produção acadêmica como etnomusicologia e educação musical têm
que congrega perspectivas físicas e simbólicas experimentado, estão pautados na seguinte
do som. No âmbito físico estão estudos e questão: onde está a verdade quando atuamos
discussões sobre preservação do meio como pesquisadores em campo ou como
ambiente, questões fisiológicas de audição e professores em sala? Essa indagação coloca a
textos legislativos de direitos e deveres. Já o ética como premissa central numa aula de
simbólico expande estes elementos ao música ou durante uma etnografia, aliada a
englobar também entendimentos imateriais comprometimento político, representatividade
de identidade, valor, afeto e pertencimento à e justiça social (HOFMAN, 2010, p. 25; ARAÚJO,
sociedade, à cultura, à música e ao meio 2016; LÜHNNING et al., 2016; QUEIROZ, 2017a,
ambiente. 2017b).
Os procedimentos metodológicos adotados CAVALIERI FRANÇA, Cecília. Ecos: educação
englobam a constituição de um panorama de musical e meio ambiente. In: Música na
publicações acadêmicas sobre a temática que Educação Básica, v. 3, n. 3, p. 28-41, 2011.
alie música, meio ambiente e sustentabilidade CONSTANTINO, Regina. Uma ecologia para o
para compreender características, tendências, som: do rito ao rush. Londrina: o autor, 2014.
avanços e limites do estado da arte; FELD, Steven. From Ethnomusicology to
questionários semiestruturados (MARCONI & Echo-Muse-Ecology: Reading R. Murray
LAKATOS, 2010), grupo focal (GONDIN, 2003), Schafer in the Papua New Guinea Rainforest.
entrevistas não estruturadas do tipo focalizadas In: The Soundscape Newsletter, n. 8, 1994.
(MARCONI & LAKATOS, 2010) e criação de GUATTARI, Félix. As três ecologias. 11. ed.
espaços na web (ROCHA & MONTARDO, 2005) Tradução de Maria Cristina F. Bittencourt.
para possibilitar armazenamento e organização Campinas: Papirus, 2001.
dos dados para análise e compartilhamento com GUILLEBAUD, Christine (Ed.). Toward an
os sujeitos. Os resultados parciais do trabalho Anthropology of Ambient Sound. New York:
de campo consideram informações, visões e Routledge, 2017.
concepções de 134 sujeitos até o momento, e GONDIN, Sônia Maria Guedes. Grupos focais
os dados coletados e organizados já como técnica de investigação qualitativa:
demonstram quatro pontos importantes de desafios metodológicos. In: Paidéia, v. 12, n.
análise: (1) os limites entre legalidade e ética, 24, p. 149-161, 2003.
(2) a necessidade das pessoas em partilhar HOFMAN, Ana. Maintaining the distance,
histórias de abuso sonoro, (3) os locais othering the subaltern: rethinking
considerados saudáveis ou problemáticos ethnomusicologist’s engagement in advocacy
sonoramente na cidade, e (4) o delineamento and social justice. In: HARRISON, Klisala;
analítico do Perfil 1 (músicos) diante dos demais MACKINLAY, Elizabeth; PETTAN, Svanibor.
sujeitos de pesquisa. Applied Ethnomusicology: historical and
contemporary approaches. Cambridge:
Referências:
Cambridge Scholars Publishing, 2010. p. 22-
35.
ARAÚJO, Samuel. Prefácio: o campo da
LÜHNING, Angela; TUGNY, Rosângela Pereira
etnomusicologia no Brasil – formação, diálogos
de. Ethnomusicology in Brazil: introductory
e comprometimento político. In: LÜHNING,
reflections. In: Ethnomusicology in Brazil: The
Angela; TUGNY, Rosângela Pereira de. (Org).
world of music (New series) – Journal of the
Etnomusicologia no Brasil. Salvador: EDUFBA,
Department of Musicology of the Georg
2016. p. 7-18.
August University Göttingen, v. 5, n. 1, 2016.
BAUMAN, Zigmund. Ética pós-moderna.
Göttingen: Georg-August-Universität
Tradução de João Resende Costa. São Paulo:
Göttingen, 2016a. p. 7-21.
Paulus, 1997. _______. O mal-estar da pós-
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva
modernidade. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1998.
Maria. Técnicas de Pesquisa. 7. ed. São Paulo:
BOWMAN, Wayne. Practices, virtue ethics, and
Atlas, 2010.
music education. In: BOWMAN, Wayne; ELLIOTT,
NOVAK, David; SAKAKEENY, Matt (Eds.).
David J.; BATES, Vincent C. Action, Criticism, and
Keywords in Sound. London: Duke University
Theory for Music Education, v. 11, n. 2, p. 1–19,
Press, 2015.
2012.
OBICI, Giuliano. Condição da escuta: mídia e
Disponível em:
territórios sonoros. 2012. 162 f. Dissertação
http://act.maydaygroup.org/articles/Bowman11
(Mestrado em Comunicação e Semiótica) –
_2.pdf . Acesso em: 24 ago. 2017.
PUC, São Paulo, 2012.
CAPRA, Fritjof; LUISI, Per Luigi. A visão sistêmica
da vida: uma concepção unificada e suas
implicações filosóficas, políticas, sociais e
econômicas. São Paulo: Cultrix, 2014.
QUEIROZ, Luis Ricardo Silva. Formação VEIGA, Manuel. Sustentabilidade e música:
intercultural em música: perspectivas para uma visão enviesada. In: Música e Cultura:
uma pedagogia do conflito e a erradicação de revista da ABET, v. 8, n. 1, p. 19-33, 2013.
epistemicídios musicais. In: InterMeio:
Disponível em:
Revista do Programa de Pós-Graduação em
Educação, Campo Grande, v. 23, n. 45, p. 99- http://musicaecultura.abetmusica.org.br/.
124, versão eletrônica, 2017a. Disponível em: Acesso em: 01 set. 2017.
http://seer.ufms.br/index.php/intm/article/vi
ew/5076/3766. Acesso em: 10 mai. 2017.

______. Traços de colonialidade na educação


superior em música do Brasil: análises a
partir de uma trajetória de epistemicídios
musicais e exclusões. In: Revista da ABEM, v.
25, n. 39, p. 132-159, versão eletrônica,
2017b. Disponível em:
http://www.abemeducacaomusical.com.br/r
evistas/revistaabem/index.php/revistaabem/
article/view/726/501. Acesso em: 10 mai.
2018.

ROCHA, Paula Jung; MONTARDO, Sandra


Portella. Netnografia: incursões
metodológicas na cibercultura. In: E-compós,
v. 4, 2005. Disponível em:
http://www.compos.org.br/seer/index.php/e
-compos/article/view/55/55. Acesso em: 15
ago. 2015.
SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante.
Tradução de Marisa Trench Fonterrada,
Magda R. Gomes da Silva, Maria Lúcia
Pascoal. São Paulo: Fundação Editora da
UNESP, 1991.
______. A afinação do mundo. Tradução de
Marisa Trench Fonterrada. São Paulo: Editora
UNESP, 2001.
TUAN, Yi-Fu. Topophilia: a study of
environmental perception, attitudes, and
vallues. 2. ed. New York: Columbia University
Press, 1990.
EAD, música e inclusão:
uma proposta de ensino e aprendizagem
do violão popular na modalidade a distância para cegos

Luiz Fernando Navarro Costa


lfncosta@yahoo.com.br
Doutorado - Educação Musical - 2018.2
Orientadora: Maura Penna

Palavras-chave: Música e inclusão; educação musical a distância para cegos; violão popular para
cegos.

O presente projeto de pesquisa, em fase Isto me levou a refletir sobre a possibilidade


inicial de execução, propõe o ensino do de criar um meio opcional que amenizasse o
violão popular para cegos e está sendo esforço dos alunos cegos e os recompensasse
desenvolvido no Programa de Pós-graduação com a aquisição de competências e
em Música (PPGM) da Universidade Federal habilidades requeridas na prática do violão.
da Paraíba (UFPB), na subárea Educação Surgiu então a ideia de desenvolver uma
Musical. Dentro do universo que atuo como pesquisa-ação, implantando um curso de
professor de música, fui solicitado a ensinar violão a distância para cegos no programa de
violão para uma aluna cega. Eu que nunca extensão da Universidade Federal da Paraíba.
havia antes ensinado um portador de A modalidade de Educação a Distância (EAD),
deficiência visual, me interessei pelo desafio. em sua atual configuração, surge como uma
A partir de então comecei a pesquisar sobre cômoda solução parcial para a formação
algumas questões relativas aos cegos que daqueles que moram distantes dos centros
julguei importante conhecer para o educacionais e especialmente para os
planejamento do meu trabalho com a citada indivíduos com limitação de locomoção, como
aluna. Busquei compreender como eles cadeirantes e pessoas com deficiência visual.
fazem para registrar as informações, como Furtado et al (2008, p.1) destacam que entre
manuseiam os aparelhos de comunicação outras facilidades, a EAD permite que às
modernos (computadores, telefones, pessoas portadoras de deficiência física
celulares, tablets) entre outras questões tenham acesso à educação sem a necessidade
pertinentes. Constatei que através dos de deslocamento às instituições de ensino.
suportes avançados das ciências médicas Ainda nesse sentido, Machado (2011, p.17)
aliado ao desenvolvimento das Tecnologias reforça que as “barreiras de locomoção e
de Informação e Comunicação (TICs), por arquitetônicas” da vida escolar das pessoas
meio de hardwares e softwares as pessoas com deficiência física são suprimidas com o
com deficiência visual conseguem fazer tudo ensino a distância que potencializa a aquisição
(ou quase tudo) que os videntes fazem, de materiais didáticos e acesso aos
porém com tempo próprio e suas professores. Mais pesquisas realizadas sobre o
particularidades. A aluna acima mencionada ensino musical
percorria aproximadamente 97 km de sua
residência até a sala de aula. Percebi e
valorizei o esforço desta aluna para estudar.
aos cegos por meio da EAD são necessárias
para a fundamentação desta prática.
Considerando que a inclusão de cegos na
EAD ocorre em outras áreas, acompanhar
esta tendência, flexibilizar e sustentar esta
modalidade de ensino na música é um
desafio aos pensadores da educação musical
contemporânea.

Referências

FURTADO, Flávio Mendes et al. O ensino a


distância para portadores de necessidades
especiais. In: Universidade do Vale do
Paraíba - UNIVAP. XII Encontro Latino
Americano de Iniciação Científica, VIII
Encontro Latino Americano de Pós-
Graduação e II Encontro de Iniciação
Científica Júnior; 16 e 17 out. 2008.; São José
dos Campos, Brasil. São José dos Campos:
UNIVAP; 2008. p. 1-4. Disponível em:
<www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2008/anais
/arquivosEPG/EPG00379_02_O.pdf>. Acesso
em: 28 mar. 2018.
MACHADO, Carolina Donati Costa. A inclusão
da pessoa com deficiência visual na escola:
Contribuições da Educação a Distância. In:
Educação a Distância, Batatais, v. 1, n. 1, p.
113-121, jan./jun. 2011.
A abordagem Kaplan: sistematização de uma metodologia
de ensino de piano

Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira Filho


E-mail: manoeltheophilo@hotmail.com
Doutorado - Práticas Interpretativas (Piano) - 2016.2
Orientador: Dr. José Henrique Martins

Palavras-chave: José Alberto Kaplan; pedagogia pianística; técnica pianística

Apesar de a didática de ensino do piano ter sistematizar a metodologia de ensino aplicada


sido objeto de estudo de vários autores pelo professor José Alberto Kaplan através de
importantes ao longo do século XX, com entrevistas semi-estruturadas com doze de
contribuições científicas consideráveis, o meio seus ex-alunos pianistas, bem como de
pianístico ainda é marcado por uma forte pessoas próximas a ele, mencionados em sua
tradição pedagógica que prioriza o “empiro- auto-biografia (KAPLAN, 1999), tendo por
subjetivismo” a um aprofundamento criterioso finalidade compreendermos aspectos
e rigoroso dos processos envolvidos na tarefa pianísticos e extra-pianísticos de sua vida. Para
de ensinar. Um dos autores que integram o rol contextualizar a Abordagem Kaplan em âmbito
de pesquisadores da pedagogia pianística, com científico, esta pesquisa tem realizado uma
uma visão científica e interdisciplinar, é José revisão de literatura acerca de metodologias
Alberto Kaplan (1935-2009). Kaplan, argentino de ensino já sistematizadas, como a de Deppe
de nascimento, radicou-se na Paraíba e, nesse (CALAND, 1903), a de Leschetizky (PRENTNER,
estado, estabeleceu uma espécie de 2005), a de Taubman (MILANOVIC, 2011), a de
laboratório didático para onde confluíram Mikimoto (HOSAKA, 2009) e a de Maranca
músicos de todo o Brasil que são, hoje, (CABEZAS, 2006). As reflexões que têm
referência não só no ensino do piano, mas advindo da análise desses textos já tornam
também em diversas áreas da Música. Apesar possível esboços de conclusões preliminares
de Kaplan ter deixado por escrito três acerca de uma série de questões relativas à
pequenas monografias, um livro abordando a pedagogia pianística.
problemática da pedagogia pianística e outro A primeira delas é a de que a entrada dessa
livro auto-biográfico (KAPLAN, 1966; 1978; área no âmbito científico, desde pelo menos os
1987; 1999) – nos quais debruça-se sobre trabalhos de Deppe (CALAND, 1903) e seus
questões atuais da área, muitas vezes até contemporâneos, tem permitido avanços
antecipando discussões que só seriam tratadas importantes no que tange tanto às
anos depois por pesquisadores estrangeiros –, metodologias de ensino quanto às questões
tal material não é suficiente para uma ligadas à técnica e interpretação musical do
compreensão mais aprofundada dos processos piano. Tais avanços se dão devido ao
didáticos de sua abordagem pedagógica. Desta aprofundamento da compreensão sistemática
forma, sua metodologia de ensino ainda do funcionamento do corpo humano tanto do
carece de uma compreensão mais acurada que
permita uma sistematização por escrito capaz
de torná-la acessível ao público interessado. A
intenção desta pesquisa em andamento é
ponto de vista biomecânico-proprioceptivo CALAND, Elisabeth. Artistic piano playing: as
quanto neuro-psico-sensorial. Dessa forma, esse taught by Ludwig Deppe. Tradução de Evelyn
conhecimento acumulado tem guiado Sutherland Stevenson. Nashville: The Olympian
virtualmente todos os teóricos do piano que se Publishing Co., 1903.
dedicaram à pedagogia pianística ao longo do HOSAKA, Yoshimori. Sumiko Mikimoto’s piano
século XX e XXI, incluindo tanto os professores method: a modern physiological approach to
cujas metodologias já foram analisadas (como piano technique in historical context. 2009. 186
os já citados Leschetizky, Taubman, Mikimoto e f. Tese (Doutorado em Música), Universidade de
Maranca) quanto à do professor José Alberto Maryland, College Park. 2009.
Kaplan. As conclusões práticas dessa KAPLAN, José Alberto. Reflexões sobre a técnica
constatação inicial têm revelado uma esperada pianística. João Pessoa: Imprensa Universitária,
convergência de conceitos por parte dos 1966. 1 v.
professores; ou seja, quanto mais ______. O ensino do piano: o domínio psico-
contemporâneos a nós e quanto mais imersos motor nas práticas curriculares da educação
nos debates científicos acerca da pedagogia músico-instrumental. João Pessoa: Imprensa
pianística, mais concordantes entre si eles têm Universitária, 1978, 2 v.
se tornado. Esse certo consenso conceitual – ______. Teoria da aprendizagem pianística: uma
especialmente naqueles ligados a aspectos mais abordagem psicológica. 2ª Ed. Porto Alegre:
gerais do funcionamento do corpo humano – Movimento, 1987.
nem de longe sugere um alinhamento no ______. Caso me esqueça(m): memórias
discurso, que ainda encontra resistência nos musicais. Volume I (1935-1982). Coleção
aspectos terminológicos da pedagogia do piano. páginas paraibanas. João Pessoa: Quebra-Quilo,
Isto significa que apesar de as instâncias básicas 1999.
do ensino da técnica pianística terem se KOCHEVITSKY, George. The art of piano playing:
mostrado semelhantes na maior parte dos a scientific approach. Miami: Summy-Birchard
professores, a forma de ensiná-la, a sequência Inc., 1967.
com que os conceitos são trazidos em cada MILANOVIC, Therese Elaine. Learning and
abordagem e, especialmente, os termos usados, teaching healthy piano technique: training as an
variam significativamente. Por fim, instructor in the Taubman approach. 2011. 360
compreender a fundo os fundamentos f. Tese (doutorado em Música – Queensland
didáticos, técnicos e musicais de José Conservatorium (Griffith University), Brisbane.
Alberto Kaplan, sistematizando por escrito 2011.
sua abordagem pedagógica, representa um PRENTNER, Marie. Leschetizky’s fundamental
avanço considerável para a literatura principles of piano technique. Mineola: Dover
especializada no Brasil. Sem essa Publications, Inc., 2005. (edição original: 1903).
reconstituição cuidadosa a partir da
colaboração de pessoas que aprenderam
diretamente com esse professor – ou se tal
empreitada não for feita nesta geração – as
ideias e contribuições da abordagem Kaplan
estarão fadadas ao esquecimento.

Referências

CABEZAS, Daniela A. T. Uma técnica pianística e


seu método de ensino. 2006. 175 f. Dissertação
(Mestrado em Música) – Universidade Estadual
de Campinas, Campinas. 2006.
O processo de adaptação com o ensino de instrumento
musical no contexto universitário: um estudo de caso com
estudantes do curso de extensão em tuba/eufônio da UFPB

Iris A. Vieira do N Cavalcanti

iristubista1@hotmail.com
Orientador: Dr. Fábio H. Ribeiro
Doutorado – Educação Musical - 2018/.2

Palavras-chaves: Ensino Aprendizagem-Instrumento; Tuba e Eufônio.

Nesta comunicação são apresentados dados Para o desenvolvimento da pesquisa,


de uma pesquisa de mestrado em pretendemos fazer um estudo de abordagem
andamento. O cenário do ensino de qualitativa, tendo como delineamento central
instrumento no Brasil se caracteriza a partir o estudo de caso, baseado na realidade do
de uma ampla diversidade de aspectos que, ensino e aprendizagem da Tuba/Eufônio no
conectados às dimensões físicas e culturais de curso de extensão em música da Universidade
cada instrumento, define inserções e traços Federal da Paraíba. Teremos como publico
sociais distintos para a realidade de cada um alvo, alunos do curso de extensão dos
deles. A tuba e o eufônio são instrumentos de instrumentos tuba e eufônio do Departamento
inserção em diversos contextos de prática de Música/UFPB. Segundo Hartkey (1995)
musical do país, sobretudo nas bandas de estudo de caso consiste de uma investigação
música, mas que carecem de mais inserção detalhada, frequentemente com dados
nas instituições de ensino formal de música coletados durante um período de tempo, de
no Brasil. Como objetivo geral, a pesquisa uma ou mais organizações, ou grupos dentro
busca compreender como acontece o das organizações, visando prover uma análise
processo de adaptação com o ensino de do contexto e dos processos envolvidos no
instrumento em contexto universitário dos fenômeno em estudo. A pesquisa bibliográfica
estudantes do curso de extensão em será elaborada através de material já
tuba/eufônio da UFPB. O trabalho tem se publicado, constituído de métodos técnicos,
fundamentado nos estudos da educação livros, artigos de periódicos e materiais
musical e da antropologia, baseada nas disponibilizados na internet. Os resultados
perspectivas do ensino e aprendizagem do parciais desta pesquisa serão referentes à
instrumento musical como: Meio de revisão bibliográfica, baseada nas perspectivas
compreensão e expressão de discursos do ensino e aprendizagem do instrumento
musicais (SWANWICK, 1991, 2003); musical.
Possibilidade de inserção e compreensão de
realidades socioculturais (ARROYO, 2000);
Diversidade metodológica e contextual
(HARDER, 2008, HALLAM, 2006).
Ao analisar a literatura estudada, SWANWICK, K. “Ensino Instrumental
identificamos seis categorias relevantes ao enquanto ensino de música”. In. Kater, C.
ensino de instrumento musical: 1) reflexões (Org). Cadernos de Estudo: Ed. Musical 4 / 5.
sobre ensino de instrumento; 2) ensino e São Paulo: Através / EM UFMG, 1994, p. 07-
SWANWICK. K. “Further Research on the
aprendizagens em grupo/coletivo; 3)
Musical Development Sequence”. Psychology
abordagens de aspectos técnicos; 4)
of Music, v.19, n. 1, p. 22-32, 1991.
Abordagem de Instrumento e gênero
específico; 5) Abordagem – Motivação; 6)
expressividade/interpretação. Este estudo de
analise de literatura destacou categorias
relevantes sobre o ensino e aprendizagem de
instrumento musical. Dessa forma, é
importante termos em mente que tais
categorias são primordiais para uma
compreensão parcial e pontual das múltiplas
realidades de ensino do instrumento.

REFERÊNCIAS

ARROYO, Margarete. Um olhar antropológico


sobre práticas de ensino e aprendizagem
musical. Revista da ABEM, Porto Alegre, n. 5,
p.13-20, 2000

GODOY, A. S. “A pesquisa qualitativa e sua


utilização em administração de empresas”.
Revista de Administração de Empresas. São
Paulo, v. 35, n. 4, p.65-71, jul./ago. 1995A.

HARTLEY, J. F.Case Studies Research. In:


CASSELL, C. e SYMON, G (Ed.) “Qualitative
Methods in Organizational research: a
practical guide”. London: Sage, 1995.

HALLAM, Susan. “Instrumental Teaching: a


Practical Guide to Better Teaching and
Learning”. Oxford: Heincmann, 1998. - Music
Psychology in Education. London: Institute of
Education, University of London, 2006.
SWANWICK, Keith. “ Criatividade e Educação
Musical.” Palestra proferida no IX Seminário
Internacional de Música” UFBA. Salvador:
1991.
O protagonismo musical feminino de cirandeiras e coquistas
no estado da Paraíba: o problema da perspectiva masculina
sobre universos femininos
Erivan Silva
Doutorando/etnomusicologia - 2017.2
Orientadora: Eurides de Souza Santos
eriviolao@uol.com.br

Palavras chave: música, mulheres, feminismo, empoderamento

O protagonismo musical feminino sofreu fala. Segundo Foucault, “a maneira pela qual o
inúmeros tipos de discriminações que causaram sujeito faz a experiência de si mesmo em um
sua invisibilidade em âmbito mundial. Tal jogo de verdade, no qual ele se relaciona
problemática teria sido proveniente de modelos consigo mesmo ” é o verdadeiro constructo de
teóricos androcêntricos que atingiram sua subjetividade (FOUCAULT, 2006, p. 236).
pesquisadores de ambos os sexos (NETTL,1983, Dessa maneira tornou-se necessário para mim
p. 337) e (KOSKOFF, 2014, p.50). Posteriormente, trazer as falas das protagonistas para o primeiro
estudos como os de CITRON (1993), MCCLARY plano, buscando abster-me de interpretações
(2002), ROBERTSON (2008), KOSKOFF (2014) e, positivistas, evidenciando suas práticas
no Brasil, MELLO (2005), ROSA (2009), TANAKA discursivas e não discursivas que reverberam
(2012) e MOREIRA (2012), apresentaram nos seios de suas comunidades (FISCHER,
importantes modelos para se pensar e melhor 2003). Assim, se faz imprescindível
teorizar as relações culturais entre poder, música problematizar a minha própria condição de
e gênero. Desse modo, considerando esses autor desta pesquisa, posto que apenas os
importantes trabalhos realizados por mulheres, discursos e as práticas dessas mulheres podem
proponho uma problematização acerca da minha as colocar como autoras de suas histórias de
condição masculina de formação cultural vida, designando ao pesquisador apenas um
patriarcal e sexista enquanto estudioso do papel de coadjuvante dentro de um recorte
protagonismo musical feminino de coquistas e histórico. Outro sim, a importância da
cirandeiras no estado da Paraíba. Nesse contexto, autorreflexão enquanto um ser moldado numa
para enfrentar o problema de ser um homem cultura heteronormativa é de primeira ordem,
estudando mulheres, considero crucial a forma sendo necessária a desconstrução e a
de relação que devemos estabelecer com essas ressignificação do cotidiano pessoal,
protagonistas onde acredito que, as falas de Vó desnaturalizando práticas androcêntricas
Mera e Ana do Gurugi devem ganhar maior nocivas e excludentes que tanto velaram o
evidência no processo de tradução de suas protagonismo musical feminino. Acredito ser
práticas. Para tanto, venho utilizando como uma nesse exercício de problematização que
alternativa viável a perspectiva de análise de podemos construir o que Bell Hooks (2019)
discurso de Michel Foucault (2006), a qual chama de masculinidade feminista, condição
propõe a ideia de que a essência do ser é fundamental para o empreendimento de
construída a partir de seus próprios adentrar em universos femininos.
desdobramentos subjetivos, só podendo então
ser compreendida no protagonismo de sua
É na emergência dessa nova MOREIRA, Talitha Couto. Música,
masculinidade que se torna possível ao materialidade e relações de gênero:
pesquisador apresentar os discursos dessas categorias transbordantes. Dissertação
mulheres de modo a exprimir o verdadeiro (Mestrado em Música). PPGM/UFMG, Belo
campo de batalha de onde se erguem seus Horizonte, 2012.
protagonismos musicais, colocando no centro NETTL, Bruno. The study of ethnomusicology:
os seus processos de empoderamento que se Twenty-nine Issues and Concepts. Urbana:
fazem contra forças históricas de des- University of Illinois, 1983.
historicização, e que se configuram enquanto ROBERTSON, Carol E. Poder y género en las
movimento de ação coletiva de poder e experiencias musicales de las mujeres, in: Las
resistência por parte das cirandeiras e coquistas Culturas Musicales: Lecturas de
no estado da Paraíba. Etnomusicologia. España: Ed. Trotta, 2001.
ROSA, Laila Andresa Cavalcante. As
Referências
juremeiras da nação Xambá (Olinda, PE):
músicas, performances, representações de
CITRON, Marcia Judith. Genderand the musical feminino e relações de gênero na jurema
canon. Cambridge: University Press, 1993.
sagrada. Tese (Doutorado em Música) –
FISCHER, R. M. B. Foucault revoluciona a PPGM/UFBA, Salvador, 2009. Disponível
pesquisa em educação? Perspectiva.
em:<http://
Florianópolis, v. 21, n. 2, 2003. www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arq
FOUCAULT, M. A ordem do discurso: aula uivo.php?codArquivo=3600> Acesso em: 25
inaugural no Collège de France, pronunciada em
mar. 2017.
2 de dezembro de 1970. Campinas: Loyola, TANAKA SORRENTINO, Harue. Articulações
1996.
pedagógicas no coro das Ganhadeiras de
______. Foucault. In: MOTTA, M. B. (Org.). Itapuã: um estudo de caso etnográfico. 2012.
Ditos e escritos V. Rio de Janeiro: Forense 550f. 2v. Tese (Doutorado em Música) –
Universitária, 2006.
Programa de Pós-Graduação em Música,
HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: Universidade Federal da Bahia, Salvador,
políticas arrebatadoras. Tradução: Ana Luiza
2012. Disponível em: <
Libânio, 3. Edição. Rio de Janeiro: Rosa dos http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/12585
Tempos, 2019. >. Acesso em: 10 jan. 2018.
KOSKOFF, Ellen. A feminist ethnomusicology:
writings on Music and Gender. Chicago:
University of Illinois Press, 2014.

MCCLARY, Susan. Feminine endings. Minnesota:


University of Minnesota Press, 1991.
MELLO, Maria Ignez C. Mello. Iamurikuma:
Música e Mito e Ritual entres os Wauja do Alto
Xingu. Tese (Doutorado em Antropologia
Social). PPGAS/UFSC, Santa Catarina, 2005.
Disponível em:www.musa.ufsc.br Acesso em:
21 mar. 2017.
Educação musical em escolas/turmas multisseriadas
no campo: uma pesquisa-ação

Josefa Eliane Ribeiro Mendes


Doutorado – Educação Musical – 2015.1.
e-mail: elianeribeirojp@gmail.com
Orientadora: Maura Penna

Palavras-chave: Educação Musical. Educação Rural. Turmas Multisseriadas. Comunidades de


Prática. Comunidades de Prática Musical.

A busca pelo fortalecimento do ensino nas Conde – PB, procurando discutir as relações
escolas tem sido foco das políticas entre a teoria da comunidade de prática, de
educacionais no Brasil nas últimas décadas. No Etienne Wenger (2000, 2001, 2008, 2013) e de
entanto, na educação rural, o desafio de comunidade de prática musical de Kenny (2016)
garantir o acesso à educação a populações e as características das turmas multisseriadas.
dispersas torna-se ainda maior, pois além da Numa abordagem qualitativa, realizei uma
distância, em muitas escolas rurais toda a pesquisa-ação com alunos de turmas
organização escolar é ajustada em turmas multisseriadas da educação infantil e da
multisseriadas. Brasil (2002, 2012), Ximenes- primeira etapa do ensino fundamental,
Rocha; Colares (2013), Cardoso; Jacomeli procurando envolver também os (as)
(2010); Vaz; Souza (2009), Souza; Santos professores (as) que atuavam nessas turmas,
(2014). No decorrer da história, algumas ações Albino e Lima (2009); Barbier (2007); Thiollent
foram e estão sendo desenvolvidas no sentido (2005). A intervenção, que envolveu a minha
de implantar políticas públicas para as escolas própria atuação como professora de educação
rurais. Muitas dessas ações que entraram na musical, foi dividida em duas etapas, sendo a
pauta das discussões do Governo Federal, primeira realizada em duas escolas municipais,
nasceram das lutas de movimentos sociais. entre março e dezembro de 2017, e a segunda,
Caminhando nesta perspectiva, examinei os realizada em uma das escolas, com uma turma
marcos normativos para a educação do campo multisseriada, de alunos do 3º ao 5º anos, no
como o Caderno SECAD 2 (2007) e trabalhos período de abril a junho de 2018. Busquei
como Dermatini (1989); Sá; Silva (2013); estabelecer relações entre as características das
Monteiro (2015); Hage (2007); Locks, Almeida turmas multisseriadas e as comunidades de
e Pacheco (2013), Damasceno e Beserra prática, defendida por Wenger em sua teoria
(2004), entre outros. No Ministério da social da aprendizagem e com as comunidades
Educação (MEC), a Coordenação Geral de de prática musical desenvolvida por Kenny. Nas
Educação do Campo passou a tratar das aulas, procurei colocar em prática diretrizes
especificidades e necessidades da educação na contemporâneas para a educação musical,
zona rural. Esta pesquisa investiga quais Santos (2001), Penna (2002, 2003, 2004, 2012,
estratégias e processos de ensino e 2015), Oliveira (2006), buscando adequá-las às
aprendizagem musicais são adequados para características de diversidade etária e de
um trabalho de educação musical em turmas conhecimentos das turmas multisseriadas e seu
multisseriadas de escolas rurais/ no campo,
sendo desenvolvida por meio de uma
pesquisa-ação em duas escolas rurais no
município de
caráter interativo. Articulada à pesquisa de CARDOSO, Maria Angélica; JACOMELI, Mara
campo, realizei pesquisa bibliográfica e Regina Martins. Considerações sobre as
documental sobre escolas rurais/do campo, escolas multisseriadas: Estado da arte. Educere
turmas multisseriadas e educação musical na et Educare, v. 5, n. 9, p. 267-290. 2010.
educação básica, comunidades de prática, Disponível em: <http://e-
comunidades de prática musical, entre outras revista.unioeste.br/index.php/educereeteduca
temáticas relevantes, bem como documentos re/article/viewFile/3878/3803>. Acesso em 23
oficiais de políticas públicas para educação mar. 2019.
no campo e os Projetos Políticos Pedagógicos DAMASCENO, Maria Nobre; BESERRA,
das escolas envolvidas na pesquisa. Além Bernadete. Estudos sobre educação rural no
disso, realizei entrevistas semiestruturadas Brasil: estado da arte e perspectivas. Educação
com agentes envolvidos na pesquisa, a saber, e Pesquisa, v. 30, n. 1, p. 73-89, 2004.
Diretoras, supervisoras, professores, entre DERMATINI. Zeila de Brito Fabri. Cidadãos
outros. Atualmente, estou na fase final do analphabetos: propostas e realidade do ensino
estudo, me encaminhamento para as rural em São Paulo na Primeira República.
considerações finais desta pesquisa, Cadernos de Pesquisa, n. 71, p. 5-19, 1989.
entrecruzando os resultados com a produção Disponível em:
contemporânea da área da Educação <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/c
Musical, buscando delinear algumas p/article/view/1164/1169>. Acesso em: 13
orientações básicas para a prática pedagógica mar. 2019.
no contexto das turmas multisseriadas em HAGE, Salomão Mufarrej. Movimentos sociais
escolas rurais/ no campo. do campo e a afirmação do direito à educação:
pautando o debate sobre as escolas
multisseriadas na Amazônia paraense. Revista
Referências Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 87, n.
217, 2007. p. 302-312. Disponível em:
ALBINO, César; LIMA, Sônia Regina Albano <https://scholar.google.com.br/scholar?cluster
de. A aplicabilidade da pesquisa-ação na =298503925287337657&hl=pt-
educação musical. Música Hodie, Goiânia, v. BR&as_sdt=0,5> Acesso em: 19 mar. 2019
9, n. 2, p. 65-89, 2009. KENNY, Ailbhe. Communities of musical
BARBIER, René. A pesquisa-ação. Tradução de practice. London – UK: Routledge, 2016.
Lucie Didio. Brasília: Liber Livro, 2007. 159 p. LOCKS, Geraldo Augusto; ALMEIDA, Maria de
BRASIL, CNE/CEB. Diretrizes Operacionais Lourdes Pinto de; PACHECO, Simone Rafaeli.
para a Educação Básica nas Escolas do Educação do Campo e a Escola Multisseriada
campo. Resolução CNE/CEB Nº 1, de 3 de na História da Educação Brasileira. Disponível
abril de 2002. em:
BRASIL, M. E. C. SECADI. Educação do campo: <http://www.gepec.ufscar.br/publicacoes/publ
marcos normativos. Brasília: SECADI, 2012. icacoes-seminarios-do-gepec/seminarios-de-
Disponível em: 2013/4-educacao-do-campo-escola-curriculo-
<http://pronacampo.mec.gov.br/images/pdf/ projeto-pedagogico-e-eja/d08-educacao-do-
bib_educ_campo.pdf>. Acesso em: 18 ago. campo-e-a-escola-multisseriada-na.pdf>
2016. MONTEIRO, Elisabete. Coleção: Classes
CADERNO SECAD 2 - Educação do Campo: Multisseriadas em Escolas do Campo.
diferenças mudando paradigmas. Cadernos Entendendo suas orígens. 1ª edição. Fundação
SECAD, 2007. Brasília, DF, n. 2, mar. 2007. Victor Civita. São Paulo. 2015.
Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pd
f/educacaodocampo/caderno.pdf>. Acesso
em: 28 ago. 2017.
OLIVEIRA, Alda. (2006). Educação musical e THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-
identidade: mobilizando o poder da cultura ação. São Paulo: Cortez, 2005.
para uma formação mais musical e um VAZ, Gessiana Künzle Tristão; SOUZA, Maria
mundo mais humano. Claves, João Pessoa, Antônia de. Escola do campo, trabalho
n.2, p.31-45. pedagógico e relação com a comunidade,
PENNA, Maura. (set. 2002). Professores de 2009. Disponível em <
música nas escolas públicas de ensino http://www.pucpr.br/eventos/educere/educer
fundamental e médio: uma ausência e2009/anais/pdf/1986_982.pdf>. Acesso em
significativa. Revista da ABEM, Porto Alegre, 23 set. 2016.
v.7, p.7-19. WENGER. Etienne; SNYDER, William.
PENNA, Maura. (set. 2003). Apre(e)ndendo Communities of Practice: The Organizational
músicas: na vida e nas escolas. Revista da Frontier. Harvard Business Review. 139-145.
ABEM, Porto Alegre, v.9, p.71-79. 2000.
PENNA, Maura. (mar. 2004). A dupla WENGER, Etienne. Comunidades de práctica
dimensão da política educacional e a música Aprendizaje, significado e identidad. Paidós.
na escola: I – analisando a legislação e Barcelona – Buenos Aires – México. 2001.
termos normativos. Revista da ABEM, Porto WENGER, Etienne. Communities of Practice:
Alegre, v.10, p.19-28. Leaning as a Social System. V9N5.cover.4. p. 1-
PENNA, Maura. Música (s) e seu ensino. 10. 2008.
Porto Alegre, RS.Editora Sulina, 2012. WENGER, Etienne. Uma teoria social da
PENNA, Maura. Construindo o primeiro aprendizagem. In: Teorias contemporâneas da
projeto de pesquisa em educação e música. aprendizagem. ILLERIS, Knud. Org. 2013.
Porto Alegre: Sulina, 2015. XIMENES-ROCHA, Solange Helena; COLARES,
SÁ, Elizabeth Figueiredo; SILVA, Marineide Maria Lília Imbiriba Sousa. A organização do
Oliveira da. O Ruralismo Pedagógico: uma espaço e do tempo escolar em classes
proposta para organização da escola primária multisseriadas: na contramão da
rural. Revista Educação e Cultura legislação. Revista Histedbr on-line, v. 13, n. 50,
Contemporânea, v. 11, n. 23, p. 61-83, 2013. p. 90-98, mai 2013 – ISSN – 1676-258
Disponível em:
<http://periodicos.estacio.br/index.php/reed
uc/article/view/302/439>. Acesso em: 13
mar. 2019.
SANTOS, Regina Marcia Simão. (2001).
Jaques-Dalcroze, avaliador da instituição
escolar: em que se pode reconhecer Dalcroze
um século depois? Debates, Rio de Janeiro,
n.4, p.7-48.
SOUZA, Elizeu Clementino de; SANTOS, Fábio
Josué Souza dos. Educação rural e
multisseriação: rompendo silêncios e
indicando horizontes. In: SILVA, Maria Abádia;
CUNHA, Célio da (Orgs.) (Org.). Educação
básica: políticas, avanços e pendências.
1ed.Campinas-SP; Brasília-DF: Autores
Associados; UNB, 2014, v. 1, p. 315-345.
A pesquisa artística no processo de preparação de um repertório
pianístico: caminhos e reflexões

Isabella Perazzo C. Campos


Doutorado (2016.2) – Práticas Interpretativas
Professor orientador: José Henrique Martins
isaperazzo@hotmail.com

Palavras-chave: pesquisa-artística; prática deliberada; planejamento da execução instrumental; piano;


estratégias de estudo.

O presente trabalho se empenha em observar e complementares das duas dimensões de sua


analisar as diferenças entre dois processos de pesquisa: a manifestação da arte e os efeitos de
preparação e construção da performance de sua investigação (2009, p. 47). A prática
repertório pianístico a ser apresentado em dois deliberada, por sua vez, consiste na aplicação
recitais cujos programas trarão semelhanças sistematizada de certas atividades e
quanto a duração, nível de dificuldade e estilo comportamentos considerados eficazes em
das obras escolhidas, porém distinção quanto ao promover melhorias no desempenho de uma
modo de preparação e às peças escolhidas. Em determinada tarefa, como mostrou o autor do
segundo plano e por consequência, a presente termo original, do inglês, “deliberate practice”,
pesquisa objetiva o aprimoramento prático e através de seus estudos empíricos com
teórico da investigadora como estudante e violinistas e pianistas (ERICSSON et al.1993,
artista, mediante a busca por recursos pp.373-382). Segundo Ericsson (2006), o estudo
intelectuais que a assistirão como performer e a científico da prática deliberada aumentará o
oportunidade de auto-aplicação dos nosso conhecimento de como experts
conhecimentos adquiridos. A pesquisa se aperfeiçoam a sua performance e motivação,
lastreia em três pilares do conhecimento mais mediante um alto nível de prática diária que
diretamente relacionados ao processo de conseguem manter por dias, meses e anos, e
construção da performance, a saber, a pesquisa que as idéias desenvolvidas nesse âmbito devem
artística, a prática deliberada e o planejamento ser relevantes para toda e qualquer empreitada
da execução instrumental. A pesquisa artística (p.702). O Planejamento da Execução
“[...] pode viabilizar uma visão complementar Instrumental, por fim, é um ramo de
entre os modos de conhecer científico e artístico investigação inserido em uma das subdivisões de
[...]” (COESSENS et al., 2009, p. 22), o que não pesquisa em Práticas Interpretativas
exclui a “[...] possibilidade de incorporação dos (Gabrielsson, 2003, p. 223). O Planejamento da
estudos formais e possibilidades investigativas Execução Instrumental consiste em “etapas de
tradicionais” para o seu desenvolvimento organização do estudo do instrumento e
(CORREIA, 2015, p. 219). A pesquisa artística aprendizagem de um repertório musical”
aloca o artista como sujeito protagonista de sua (BARROS, 2015, p. 284). Na mesma veia de
prática e porta-voz de sua trajetória artística em pensamento, Gabrielsson (2003) definiu o
um dado processo de criação. Embora possa e planejamento da performance como uma série
deva dialogar com a ciência, segundo Coessens de atividades cautelosamente
et al., é importante que o(a) pesquisador(a) estruturadas com o
artístico(a) esteja sempre muito consciente intuito de otimizar a
acerca dos impactos distintos e/ou execução e que
pressupõe um elevado nível de motivação e ERICSSON, K Anders; KRAMPE, Ralf; TESCH-
de esforço estendido (p. 241). A combinação ROMER, Clemens. The role of deliberate
dos conceitos referentes à prática deliberada, practice in the acquisition of expert
à pesquisa artística e ao planejamento da performance. Psychological Review, v.100
execução instrumental mostra-se inevitável n.3, p. 363-406, 1993.
para o processo de preparação aqui descrito.
A artista-pesquisadora se empenha em ERICSSON, K. Anders. The influence of
investigar, refletir e ponderar sobre a literatura experience and deliberate practice on the
abordada pertinente à preparação da development of superior expert
performance. Dessa forma, utiliza-se de performance.In: The Cambridge Handbook
variados procedimentos, dentre os quais: of Expertise and Expert Performance.
diário de estudos a cada sessão de prática; Cambridge University Press, 2006, p. 683 –
gravações de vídeo; reflexões sobre hábitos 704.
comportamentais e novas formas de pensar e GABRIELSSON, A. Music performance
agir em sua prática, conjugando ideias research at the millenium. Psychology of
provenientes de estudos nas áreas da Music, v.31, p.221-272, 2003.
pedagogia, da psicologia, das ciências, da
filosofia, e dos esportes à literatura mais
artística e voltada à interpretação musical,
técnica pianística e musicologia; escuta de
gravações de outros intérpretes que sejam
pertinentes ao repertório abordado;
associação do conhecimento adquirido à sua
experiência e práxis pré-existentes. Resultado
parcial: preparação para o primeiro recital sob
análise em fase de conclusão.
Referências

BARROS, L. Cláudio. Retrospectiva histórica e


temáticas investigadas nas pesquisas
empíricas sobre o processo de preparação da
performance musical. Per Musi, Belo
Horizonte, n. 31, p. 284-299, 2015.

COESSENS, Kathleen; CRISPIN, Darla;


DOUGLAS, Anne. The Artistic Turn: A
manifesto. Ghent: Leuven Universtiy Press,
2009.

CORREIA, Renata C. de Barros. Perspectivas


recentes da pesquisa em performance
pianística: Estado do conhecimento de teses e
dissertações em Performance Musical e
Práticas Interpretativas no Brasil (2007-2012).
2015. 291 p. Dissertação (Mestrado em
Música), Escola de Comunicações e Artes,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
Desdobramentos da missão de pesquisas folclóricas em
políticas públicas de incentivo às culturas populares do
nordeste do Brasil

André Vieira Sonoda


Doutorado - Etnomusicologia - 2018.2
Orientador: Dr. Luis Ricardo Queiroz

Palavras-Chave: Missão de Pesquisas Folclóricas. Políticas Públicas. Culturas Populares. Nordeste


do Brasil. Mário de Andrade.

A Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 foi voltados para a formação de uma pretensa
uma iniciativa de Mário de Andrade enquanto identidade brasileira (SANTOS, 2012, p. 01).
Diretor do Departamento de Cultura do Considerados essenciais por Mário de Andrade
Município de São Paulo – SP com o objetivo de em função de uma lógica preservacionista
registrar, em discos, cantos populares do país similar aquela que permitiu a criação do termo
das Regiões Norte e Nordeste, embora o folk-lore (IKEDA, 2013, p. 174), signos nacionais
registro tenha incluído outros materiais (AYALA, ganham novos contornos; a proteção do
1999, p. 03; CARLINI, 1998, p. 107-108; TONY, patrimônio nacional torna-se preocupação do
2008, p. 28). Parte significativa do trajeto da Estado; a formação do povo e de um caráter
Missão deu-se na Região Nordeste, com ênfase nacional induz à incorporação do popular ao
no Estado da Paraíba – PB (CARLINI, 1998, p. universo simbólico da nação em função da
114), no qual, registros de culturas populares integração nacional; museus passam a
ameríndias, ibéricas e afro-brasileiras, representar culturas auxiliares na construção
formadoras de nossa sociedade, nos termos de das futuras gerações (CERQUEIRA, 2016, p. 36-
Ribeiro (1995, p. 131), foram realizados nos 37); intuitos patrimonialistas governamentais,
Municípios de João Pessoa, Pombal, Patos, perceptíveis desde o Século XIX, são
Sousa, Baía da Traição e Itabaiana (AYALA, 1999, observáveis no século XX em iniciativas de
p. 04; SANDRONI, 2014, p. 61) abrangendo reconhecimento, documentação, estudo e
cocos de roda, caboclinhos, barcas, vaqueiros fomento das culturas populares tradicionais
na pega de bois, bumbas-meu-boi, reis-de- como indicadoras da brasilidade com destaque
Congos, Torés, Catimbós, entre outras. A para a Missão de Pesquisas Folclóricas (1938); a
presente pesquisa visa identificar e analisar criação da Comissão Nacional de Folclore
possíveis desdobramentos da Missão de (1947); a Campanha de Defesa do Folclore
Pesquisas Folclóricas de 1938 em políticas Brasileiro no IPHAN (1958) e a instituição do Dia
públicas relacionadas às culturas populares do do Folclore (22 de agosto), no âmbito do
Nordeste do Brasil para compreender se a governo federal (1965) (IKEDA, 2013, p. 186). A
identificação de uma suposta característica metodologia contempla análise bibliográfico-
étnico-cultural brasileira foi, ao longo do século documental de fontes primárias e secundárias e
XX, um intuito governamental para promoção pesquisa etnográfica de campo baseada em
de uma identidade nacional. A literatura entrevistas com
relacionada ao tema sugere que, desde a
década de 1930, iniciativas patrimoniais de
salvaguarda da cultura representaram intuitos
político-governamentais
registros audiovisuais ao longo do trajeto da étnico-cultural nacional representativa da
Missão de Pesquisas Folclóricas. A análise cultura brasileira. Para além da produção de um
documental partirá da apreciação de registros material inédito e de importância histórica que
e acervos, passando para o levantamento de auxilie pesquisas e estudos futuros, salienta-se
documentos e informações ao longo do trajeto que a pesquisa pode esclarecer se as políticas
da Missão. A pesquisa abrange bibliografia públicas brasileiras, ao longo do Século XX, de
clássica e contemporânea das áreas de fato deram-se no sentido de promover uma
sociologia, antropologia, etnomusicologia, identidade cultural nacional.
educação, filosofia e políticas públicas em
quatro idiomas, tendo por base livros Referências
indexados em bases de dados e/ou com
Conselhos Editoriais, artigos científicos AYALA. Maria Ignês Novaes. Os cocos: uma
oriundos de periódicos classificados nos manifestação cultural em três momentos do
estratos Qualis A1, A2 e B1, além de teses e século XX. Estud. av., São Paulo, v. 13, n. 35,
dissertações decorrentes de pesquisas jan./apr. 1999.
desenvolvidas em Programas de Pós-
______. Os cocos: uma manifestação cultural
Graduação com conceitos CAPES iguais ou
em três momentos do século XX. Estud. av., v.
superiores a 3. As entrevistas serão semi-
13, n. 35, São Paulo, jan./apr. 1999.
estruturadas e não estruturadas (BRITTO
JÚNIOR; FERES JÚNIOR, 2011, p. 240; MATTOS, BRITTO JÚNIOR, Álvaro Francisco de; FERES
2005; HOFFMANN; OLIVEIRA, 2009, p. 924) e JÚNIOR, Nazir. A utilização da técnica da
incluem observação participante (LACERDA, entrevista em trabalhos científicos. Evidência,
2003, p. 20), registros de áudio, vídeo e Araxá, v. 7, n. 7, p. 237-250, 2011.
fotografia. O processo partirá da análise
bibliográfico-documental para identificação de CARLINI, Álvaro L. R. S. Martin Braunwieser na
manifestações, instituições e localidades, viagem da missão de pesquisas folclóricas
passando para o processo etnográfico de (1938): diário e cartas. Revista de História, v.
campo e, posteriormente, para a classificação 138, p. 107-116, 1998.
e organização dos dados, antes do início das
análises para a escrita e correção do relatório CERQUEIRA, Vera Lúcia Cardim de. De Mário de
final. Partindo da hipótese de que políticas Andrade ao Pavilhão das Culturas Brasileiras
públicas relativas às culturas populares do Mudanças nas práticas institucionais de guarda
Nordeste representam desdobramentos da cultura popular. 2016. Tese (Doutorado em
diretos e/ou indiretos da Missão de 1938, a Ciências Sociais)-PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE
pesquisa orientar-se-á no sentido da CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC – SP. Área de
identificação e demonstração dessas relações, concentração: Antropologia, Orientação Profa.
baseando-se no levantamento dos dados Dra. Maria Celeste Mira.
bibliográfico-documentais e triangulação com
aqueles decorrentes do processo etnográfico. HOFFMANN, Maria Vitória; OLIVEIRA, Isabel
Até o momento, foram implementados o Cristina Santos. Entrevista não-diretiva: uma
levantamento e a análise bibliográfico- possibilidade de abordagem em grupo. Rev Bras
documental. Espera-se que a iniciativa forneça Enferm, Brasília, nov./dez. 2009.
elementos consistentes para ratificar ou
refutar a tese de que o Governo brasileiro IKEDA, Alberto T. Culturas populares no
pretendeu, ao longo do Século XX, presente: fomento, salvaguarda e devoração.
implementar uma política de fomento cultural Estudos Avançados. n. 27,
com o intuito de constituir uma identidade
v. 79, p. 173-190, out. 2013.
. LACERDA, Eugenio Pascele. O Atlântico
açoriano: uma antropologia dos contextos
globais e locais da açorianidade. 2003. 291 f.
Tese (Doutorado) – Universidade Federal de
Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

SANDRONI, Carlos. O acervo da Missão de


Pesquisas Folclóricas, 1938-2012. DEBATES |
UNIRIO, n. 12, p. 55-62, jun. 2014.

SANTOS, Ademir Valdir dos. Educação e


fascismo no Brasil: a formação escolar da
infância e o Estado Novo (1937-1945). Rev.
Port. de Educação, Braga, v. 25, n. 1, 2012.

TONI, Flávia Camargo. Missão: as pesquisas


folclóricas. REVISTA USP, São Paulo, n. 77, p. 24-
33, mar/ mai. 2008
Estratégias de autorregulação da aprendizagem na prática
instrumental: uma pesquisa ação para formação de professores

Dayse Christina Gomes da Silva Mendes


Doutorado - Educação Musical – 2018
orientador: Dr° Luís Ricardo da Silva Queiroz
Email: daysemusic@yahoo.com.br

Palavras chave: autorregulação da aprendizagem, prática instrumental e formação de professores.

Pesquisas sobre a performance musical e


pedagogia da performance musical tem que promova o ensino, compartilhamento e
crescido nas últimas décadas. (BOREM; RAY, aplicação de estratégias autorregulatórias de
2012). Estas pesquisas têm abordado não aprendizagem para as disciplinas de
apenas aspectos da performance, mas instrumento coletivo e prática instrumental. A
também questões históricas, processos autorregulação é definida como um mecanismo
criativos, psicológicos relacionando-se com as interno de controle, escolha e organização, que
subáreas da musicologia, composição, conduz nosso desenvolvimento e adaptação ao
cognição musical e educação musical. Temas meio, perante metas pessoais (POLYDORO e
como a facilitação da aprendizagem, AZZI, 2008), além de abranger aspectos
avaliação, planejamento da prática cognitivos, metacognitivos, motivacionais,
instrumental tem sido investigados (HARDER, comportamentais e contextuais no seu
2008). A presente pesquisa de doutorado tem processo. Com relação a aprendizagem, envolve
como principal objetivo compreender como fatores de planejamento, monitoramento e
as estratégias de autorregulação da avaliação para seu desenvolvimento. Segundo
aprendizagem se inserem no contexto do Zimmerman (2001), estudantes autorregulados
curso de licenciatura em música da Faculdade são participantes ativos de seu conhecimento,
STBNB. Neste trabalho o foco da investigação pensam e agem para alcançar suas metas
é centrado em estudantes do ensino superior, utilizando estratégias eficazes para o sucesso
especificamente, no estudante e sua acadêmico. O comportamento autorregulado
autorregulação para aprendizagem na prática pode ser percebido na utilização de uma gama
músico-instrumental. Sendo assim, em de processos e estratégias como o
consonância com os atributos da referida estabelecimento de objetivos e a concentração
instituição, quando afirma que a atividade de (ROSÁRIO et al 2006). O estudo tem como base
Grupos de Estudo se tornará um importante uma pesquisa ação, cujos participantes da
contributo para a formação profissional e pesquisa serão alunos de duas disciplinas
acadêmica dos futuros licenciados em Música, práticas: instrumento coletivo e prática
fomentando o desenvolvimento da instrumental. Nosso campo de pesquisa será a
criatividade de professores e estudantes, além
de renovar e atualizar estratégias e
metodologias de ensino aprendizagem
propomos um grupo de estudo
Faculdade STBNB, mantida pelo Seminário ZIMMERMAN, B. Theories of Self-Regulated
Teológico Batista do Norte do Brasil – STBNB, Learning and Academic Achievement: An
instituição fundada em 1902, em Recife. Overview and Analysis. In: ZIMMERMAN, B.;
Propomos um Grupo de estudo com 13 SCHUNK, D. (Edt.s). Self-Regulated
encontros onde abordaremos temas sobre o Learning and Academic Achievement. New
conceito de autorregulação, organização dos Jersey: Lawrence Erlbaum Associates,
estudos, estratégias de aprendizagem e 2001, p.1-37.
motivação. Todas as atividades seguirão as
orientações de acordo com o modelo PLEA
(Planejamento, Execução e Avaliação),
princípio cíclico que também norteia a
pesquisa-ação (TRIPP, 2005; ROSÁRIO, 2012).
Nossa pesquisa está na fase inicial para ser
submetida a projeto. No momento buscamos
nos aprofundar sobre os principais conceitos
das palavras chave.
Referências
BOREM, Fausto; RAY, Sonia. Pesquisa em
performance musical no Brasil no século XXI:
problemas, tendências e alternativas. In:
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUANDOS
EM MÚSICA, 2, 2012. Rio de Janeiro. Anais...
Rio de Janeiro:UNIRIO, 2012. p.121-168.
HARDER, Rejane. Algumas considerações a
respeito do ensino do instrumento. Opus vol
14, n. 1, jun. 2008, p. 127-142.
POLYDORO, Soely Aparecida Jorge; AZZI,
Roberta Gugel. Auto-regulação: aspectos
introdutórios. In: BANDURA, A.; AZZI, R. G.;
POLYDORO, S. Teoria Social Cognitiva:
conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed,
2008. p.149-164. POLYDORO e AZZI, 2008
ROSÁRIO, Pedro; NÚÑEZ, José; GONZÁLEZ-
PIENDA, Júlio. Cartas do Gervásio ao
seu umbigo – comprometer-se com o estudar
na universidade. Coimbra: Almedina, 2012.
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução
metodológica. Educação e Pesquisa. São
Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005.
Disponível em <
http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n
3.pdf> acesso em 06.Abr.2018
Educação musical biocêntrica no ensino regular: o fazer
musical evolucionário e a formação integral do indivíduo

Raquel Avellar Coutinho


Doutorado - Educação Musical - 2018.2
Orientador: Prof. Dr. Luis Ricardo Silva Queiroz
raquelavellar@hotmail.com

Palavras-chave: Educação Musical Biocêntrica; Ensino evolucionário; Educação Musical Holística;


Formação Musical Integral; Vivências Musicais Integrativas.

O projeto de pesquisa intitulado Educação turma do ensino público regular da cidade de


Musical Biocêntrica no ensino regular: o fazer João Pessoa que desenvolva atividades
musical evolucionário e a formação integral do curriculares de música e, após levantamento e
indivíduo é uma proposta educativo-musical mapeamento dos educadores musicais que
emancipatória que surge com a intenção de atuam nesse contexto e seleção da turma,
potencializar, a partir da Educação Musical iniciaremos a pesquisa com intervenção em
Biocêntrica (EMB), o desenvolvimento musical dois ciclos, cada um com dez vivências
global das capacidades dos educandos no aplicadas dentro do semestre letivo. A pesquisa
contexto escolar. Essa proposta tem como bibliográfica acompanhará todo o processo,
principais bases teóricas o Princípio Biocêntrico e assim como a análise documental das políticas
a maneira de pensar o ensino e a vida da públicas nacionais que orientam o ensino de
Educação Biocêntrica, ambos idealizados por música nas escolas regulares e dos documentos
Rolando Toro. Logo, a EMB busca promover a que consolidam essas diretrizes em um projeto
autonomia e liberdade dos sujeitos a partir de real de escola (Projeto Pedagógico Curricular,
uma formação musical holística pautada na planos de curso e de aulas etc.). Como
aprendizagem vivencial e inspirada pela visão instrumentos de coleta de dados serão
biocêntrica de mundo, que reconhece a vida realizadas dezesseis observações da turma na
como centro de toda a atividade humana. Dessa fase diagnóstica da pesquisa (registradas
forma, prioriza a vida e a poética da similaridade criticamente em diário de campo); rodas de
e é um processo formativo e de educação musical conversa com os alunos no início e término de
para a humanização, onde o fazer musical é cada ciclo de vivências e; entrevistas
pensado enquanto veículo de formação humana. semiestruturadas com o professor de música da
Por isso, compreende que o foco do processo de turma participante e com a direção da escola
mediação musical é o indivíduo e as relações que (registradas através de gravação de áudio e
este estabelece com a música e com o seu posteriormente transcritas
entorno, enquanto protagonista do fazer musical. de acordo com a ortografia padrão,
A Educação Musical Biocêntrica se consolida preservando e privilegiando o conteúdo dos
através das Vivências Musicais Integrativas (VMI), relatos). Por hora, a
que são vinculadas às cinco linhas de vivência – pesquisa não apresenta
Vitalidade, Sexualidade, Criatividade, Afetividade resultados parciais ou
e Transcendência – que permeiam o Pensamento finais pois ainda não
Biocêntrico e (Biodanza®) e articula as aspirações entramos em campo
humanas às suas potencialidades genéticas. para efetivá-la.
Realizaremos, assim, uma pesquisa-ação em uma
Percurso de inserção profissional do músico: compreendendo as
inter-relações da educação e formação ao longo da vida de
egressos dos cursos técnicos dos conservatórios estaduais de
música de Minas Gerais com seu o trabalho/emprego.

Maria Odília de Quadros Pimentel

Doutorado - Educação musical - 2015.2


Orientador: Prof. Dr. Luis Ricardo Silva Queiroz
odiliaquadros@gmail.com

Palavras-chave: percurso de inserção profissional do músico; educação e formação ao longo da


vida; relações entre educação e trabalho/emprego; mercado de trabalho em música.

Minha tese de doutorado, que se encontra em longo da vida, trabalho, emprego, ocupação e
andamento, tem como objetivo geral músico profissional; além da perspectiva de Alves
compreender como músicos, egressos dos (2005; 2008) sobre as teorias que buscam
cursos técnicos dos Conservatórios Estaduais analisar as relações entre educação e
de Música de Minas Gerais (CEM), trabalho/emprego, apresentei em meu exame de
estabelecem inter-relações da educação e qualificação um constructo conceitual de
formação, obtidas ao longo de suas vidas, com inserção profissional do músico que passa por
o seu trabalho/emprego. Os objetivos uma educação formal. Para defender o
específicos são: compreender as esferas que constructo, propus a realização de dezesseis
compõem o campo da inserção profissional entrevistas do tipo ativa, proposta por Gulbrium
(preparação, transição e integração e Holstein (2003), com base na perspectiva
profissional propriamente dita), de acordo construcionista, com egressos dos CEM, que
com a etapa do percurso na qual o músico se participaram da minha pesquisa de mestrado e
encontra; identificar elementos que compõem afirmaram estar inseridos exclusivamente ou
os seus percursos de inserção profissional; parcialmente na área de música. Os egressos
verificar como os músicos constroem o seu foram selecionados a partir da análise das
projeto profissional; compreender como eles respostas individuais dadas pelos egressos em
percebem cada etapa do seu percurso de minha pesquisa de mestrado e busquei
inserção profissional; e verificar como selecionar egressos com perfis e percursos de
complementam sua formação, articulando inserção profissional distintos. Os resultados da
outras práticas a seus estudos formais. Através análise das entrevistas indicarão se o constructo
da construção e análise do meu percurso de apresentado inicialmente será confirmado,
inserção profissional; dos resultados dos meus refutado ou incrementado.
estudos anteriores; da revisão da literatura da Neste trabalho, serão
área; e dos conceitos de educação e formação apresentados resultados
ao parciais da pesquisa,
a partir da construção dos percursos de GUBRIUM, Jaber F. HOLSTEIN, James A.
inserção profissional dos egressos e das inter- Postmodern interviewing. California: Sage
relações da educação e formação, obtidas ao Publications, 2003.
longo de suas vidas, com o trabalho/emprego
encontradas em seus percursos. Os percursos
encontrados comprovam a não linearidade
entre a educação e o trabalho proposta por
Alves (2003), uma vez que encontrei egressos
vivendo momentos de educação e formação,
momentos de trabalho/emprego e mesclando
a educação e a formação com o
trabalho/emprego. Mesmo considerando que
a profissão em música é edificada muito mais
através do saber fazer do que da enumeração
de certificados adquiridos no decorrer da
vida, os resultados confirmam a importância
da subjetividade (saber ser) e da rede de
relacionamentos e oportunidades (efeito
societal), identificadas no constructo
proposto inicialmente.

REFERÊNCIAS

ALVES, Mariana Gaio. Como se entrelaçam a


educação e o emprego? Contributos da
investigação sobre licenciados, mestres e
doutores. Interacções, Lisboa, n. 1, p. 179-
201, 2005.
________. Contributos para pensar a
regulação entre educação, trabalho e
emprego. In: ALVES, Mariana Gaio. et al.
Universidade e Formação ao Longo da Vida.
Lisboa: Celta Editora, 2008.
________. A Inserção Profissional de
Diplomados de Ensino Superior numa
Perspectiva Educativa: o caso da Faculdade de
Ciências e Tecnologia. Lisboa: Universidade
Nova de Lisboa, 2003. 484 f. Tese (Doutorado
em Ciências da Educação) - Universidade
Nova de Lisboa, Lisboa, 2003.
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) na formação
inicial do professor de música
Matheus Henrique da Fonsêca Barros
Doutorado - Educação Musical - 2017.2
Orientador: Profa. Dra. Maura Penna
Email: matheus_barros@hotmail.com

Palavras-chave: educação musical; formação de professores de música; aprendizagem baseada


em problemas.

O presente resumo apresenta os intervenção desenvolvida; iden{ficar as


encaminhamentos de uma pesquisa de concepções de alunos par{cipantes do
doutorado, em andamento, que tem por processo, quanto à ABP; analisar a prá{ca
objetivo geral compreender as possibilidades desenvolvida com a metodologia ABP em suas
da Aprendizagem Baseada em Problemas contribuições e limites para a formação do
(ABP) (BARROWS, 1986) para a formação inicial professor de música; indicar possibilidades de
docente em música no contexto do curso de ação pedagógica através da ABP na formação
licenciatura em música de um Instituto Federal inicial do professor de música. Os pressupostos
de Educação, Ciência e Tecnologia. Por meio de teóricos ar{culam estudos que discutem a
uma abordagem qualitativa (CHIZOTTI, 2003; formação de professores através da
MINAYO,1994; BRESLER, 2006), será epistemologia da prá{ca profissional e da
desenvolvida uma pesquisa-ação (TRIPP, 2005; prá{ca reflexiva (TARDIF, 2014; PERRENOUD,
THIOLENT; COLLETE, 2014) cujos objetivos 2002), a ABP (DUCH; GROH; ALLEN, 2001;
específicos são: discutir os fundamentos, HELELA; FAGERHOLM, 2008) e os conceitos de
processos e estratégias da ABP com base em Habitus e Campo (BOURDIEU, 2013; 2008;
diferentes autores; discutir aspectos relativos à 1983). Para o evento deste ano,
formação inicial do professor de música; apresentaremos os capítulos já construídos da
investigar os aspectos institucionais e culturais Tese, bem como um relato das a{vidades
que caracterizam o contexto de desenvolvidas durante o período de Estágio
implementação da ABP no curso de Sanduíche na University of Delaware (EUA).
licenciatura em Música de um Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia (IF); avaliar Referências
as características e necessidades dos alunos na
sua formação inicial como base para o BARROWS, H. S. A Taxonomy of Problem-Based
desenvolvimento da proposta de intervenção; Learning methods. Medical Educa{on, v.20, p.
desenvolver uma proposta de intervenção 481-486, 1986.
(disciplina) com a metodologia ABP, no curso BOURDIEU, Pierre. Homo Academicus.
de licenciatura em música de um IF, a partir de Florianópolis: Editora da UFSC, 2013
problemas situados no contexto da prática ______. Razões prá{cas. 9. ed. São Paulo.
docente em música no ensino básico; planejar Papirus, 2008
processos e instrumentos para a realização de
avaliações coletivas quanto à proposta de
______. Pierre Bourdieu: sociologia. São Paulo:
Ática, 1983.
BRESLER, Liora. Ethnography, phenomenology
and action research in music education. Visions
of Research in Music Education, Princeton, v. 8,
n. 1, 2006. Disponível em: <http://wwwusr.
rider.edu/~vrme/v8n1/vision/Bresler_Article__
_VRME.pdf>. Acesso em: 23 mar 2017.
CHIZOTTI, Antonio. A pesquisa qualitativa em
ciências humanas e sociais: evolução e desafios.
Revista Portuguesa de Educação, v. 16, n. 2, , p.
221-236. Universidade do Minho Braga,
Portugal, 2003.
DUCH, Barbara; GROH, Susan; ALLEN, Deborah.
(org.) The power of problem-based learning: a
practical “how to” for teaching undergraduate
courses in any discipline. Virginia: Stylus
Publishing, LLC, 2001.
HELELA, Matti; FAGERHOLM, Harriet. Tracing
the roles of PBL tutor: a journey of learning.
Helsinki (Finland): Haaga-Helia Publication
Series, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. (org.);
Pesquisa social: teoria, prática e criatividade.
23a ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no
ofício de professor: profissionalização e razão
pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e
formação profissional. 10. ed. Petrópolis, RJ:
Vozes, 2014.
THIOLLENT, Michel Jean Marie; COLETTE,
Maria Madalena, Pesquisa-ação, formação de
professores e diversidade. Acta Scientiarum.
Human and Social Sciences. Maringá, v. 36, n.
2, p. 207-216, Jul-Dez, 2014
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução
metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo,
v. 31, n. 3, set./dez. 2005, p. 443-466.
Tradução de Lólio Lourenço de Oliveira.
MÚSICA, PERFORMANCE E IDENTIDADE: TRANSFORMAÇÕES
CULTURAIS NO BLOCO UNIDOS DA CACHORRA NO CARNAVAL
DE RUA DA CIDADE DE FORTALEZA-CE

Francisco Sidney da Silva Monteiro Junior -


sidneymonteirojr@gmail.com
Doutorado – Etnomusicologia - 2018.2
Orientadora Profa. Dra. Adriana Fernandes

PALAVRAS-CHAVES: Carnaval. Cultura. Tradição. Performance. Identidade.

Esta pesquisa, ainda em sua fase inicial, tem por ritmistas. Dentro da agremiação existe a
obje{vo compreender as transformações Escolinha de Ritmistas que funciona no formato
culturais ocorridas no Grêmio Recrea{vo Bloco de ministração de oficinas práticas nos diversos
Carnavalesco Unidos da Cachorra enfa{zando, instrumentos existentes na bateria da
sobretudo, sua performance dentro do pré- agremiação. A escolinha tem a função de
carnaval da cidade de Fortaleza, Ceará. Até o formar novos percussionistas para o bloco
presente momento a pesquisa está na fase de sendo este o único meio de ingresso de novos
levantamento bibliográfico com teses, ar{gos, ritmistas na bateria. As idiossincrasias presentes
livros e documentos com temá{cas na configuração do bloco e em sua performance
relacionadas ao carnaval, performance, são frutos das transformações culturais
iden{dade, cultura, tradição e modernidade. ocorridas ao longo de sua existência sendo
Concomitantemente, observações par{cipantes estas mediadas por um lastro cultural prévio,
estão sendo executadas dentro do bloco em havendo, portanto, um “elo de continuidade,
suas a{vidades e registradas para análises não variável e rígido, mas mutável, de acordo
futuras. Ainda não são possíveis conclusões ou com as circunstâncias do momento histórico”
obtenção de resultados defini{vos, mas os (ULLMANN, 1991, p. 85). Assim, para um
dados ob{dos até o momento se mostram entendimento mais amplo do bloco e de sua
relevantes e espera-se em breve maiores atuação faz-se necessário um estudo
definições sobre o objeto de estudo em aprofundado sobre a festa carnaval e a relação
questão. A escolha do Unidos da Cachorra como deste evento com a sociedade local (DaMATTA,
objeto de estudo nesta pesquisa se dá pela 1997), a evolução histórica da agremiação
grande atuação da agremiação no cenário atual pesquisada e a formação de uma identidade
do carnaval e do pré-carnaval fortalezense. O musical (HALL, 2006) mediada pelos conceitos
bloco é atualmente um dos maiores da cidade de cultura (CANCLINI, 1983), tradição (VANSINA,
atraindo anualmente milhares de foliões com 1982) e modernidade (GUIDDENS, 1991), além
sua bateria que acompanha sambas-enredo e da análise das performances (SCHECHNER 2006;
grandes sucessos da música popular brasileira 2013) da bateria e a relação destas com os
em versão de samba. Também se destaca por temas mencionados.
sua atuação na formação musical de novos
Canções do arbítrio: canto para teatro e dramaturgia
musical no Auto de Maria Mestra
Esdras Sarmento Ferreira
Doutorado - Musicologia/Etnomusicologia - (2017.2)
(esdras_ufpb@hotmail.com)
Orientador: Prof. Dr. Luís Ricardo Silva Queiroz
(luisrqueiroz@gmail.com)

Palavras-chave: Canto para Teatro, Vocalidade cênica, Dramaturgia musical, Pedro


Santos, Altimar Pimentel.

A pesquisa tem como objetivo compreender, Etnomusicologia histórica, o procedimento


do ponto de vista simbólico, as metodológico central é a pesquisa documental, a
funcionalidades que a Música possui em um partir do próprio texto dramatúrgico da obra, o
texto dramatúrgico, tendo como objeto de álbum fonográfico e, também, demais
análise a obra Auto de Maria Mestra do documentos relacionados como notícias de
dramaturgo Altimar Pimentel, em parceria jornais e fotografias. O norteamento filosófico é
com o compositor Pedro Santos. Também o pensamento do filósofo Enrique Dussel para o
consiste deste objetivo, estudar os elementos
estabelecimento de um tipo de Análise do
musicais de (des)continuidade entre os quatro
contextos em que a peça foi estreada, Discurso Musical que satisfaça as necessidades
remontada e, por último, adaptada para da investigação. Até o presente momento, há
registro fonográfico: os anos de 1968, 1972, como resultados parciais do processo de
1981 e 2002, respectivamente. Os objetivos pesquisa, a concretização da Parte 1 (Revisão de
específicos giram em torno de entender como literatura, Fundamentação Teórica e
o canto fora utilizada na produção musical Metodologia) e a primeira metade da Parte 2
desta obra em seus diferentes momentos, (contextualização histórico-social, político-
expondo a relevância da Música vocal, para a econômica e cultural musical). Como
produção dramatúrgica de Altimar Pimentel; perspectivas de curto prazo, iremos finalizar a
verificar de que maneira a relação profissional Parte 2 (breve biografia do dramaturgo, do
entre Altimar, Pedro Santos e o diretor de compositor e do diretor). Após este momento,
Teatro Elpídio Navarro, confluiu para o nos dedicaremos exclusivamente à construção
estabelecimento de uma prática teatral da Parte 3, que será dedicada às análises sonoro-
paraibana fortemente próxima da Música
estruturais dos registros fonográficos e dos
vocal, entre as décadas de 1960 e 1980; expor
os impactos que a Teologia da Libertação teve aspectos simbólicos do texto dramatúrgico para
na relação entre Música e Teatro no âmbito as canções: “É paz na terra”, “No mundo há
da América Latina; Explicitar as singularidades promessas”, “Velho Luas” e “Vamos,
dramaturgico-musicais e sonoro-estruturais companheiras!”. A análise de cada uma destas
das quatro canções da peça que foram canções constituirá quatro respectivos capítulos
adaptadas para registro fonográfico no álbum que, por sua vez, se subdividirão em dois
Antologia musical: Viva Pedro Santos!. subcapítulos intitulados de Perspectiva
Estando a pesquisa situada no âmbito da dramatúrgico-musical e Perspectiva discográfica.
Referências __________. Bibliografia paraibana de
folclore e literatura popular. João Pessoa:
DUSSEL, Enrique. America Latina y conciencia Fundação Casa de José Américo, 2003
cristiana. Colecciones IPLA: Quito: 1970. __________. Entrevista a Al{mar Pimentel
_____. Método para una filosofia de la realizada pela Revista Thesaurus. Goiás, 2007.
liberación. CEHILA: Salamanca, 1975. Disponível em: hyps://goo.gl/Be5xwE.
_____. Ethics and the theology of liberation. __________. Boi de reis. João Pessoa: FIC,
Orbis Books: New York, 1978. 2004.
_____. El episcopado latinoamericano y la __________. Lapinha. João Pessoa: FIC, 2005.
liberación de los pobres (1504-1620). Centro __________. Teatro de Raízes Populares II.
de Reflexión Teológica: México, 1979. João Pessoa: FIC, 2005a.
_____. Historia general de la iglesia en la
América Latina. CEHILA: Salamanca, 1983.
_____. Método para uma filosofia da
libertação: superação analética da dialética
hegeliana. Edições Loyola: São Paulo, 1986.
_____. Historia de la iglesia en América
Latina: Medio milenio de coloniaje y
liberación (1492-1992). Mundo Negro –
Esquila Misional: Madrid, 1992.
_____. 1492: o encobrimento do outro – a
origem do mito da modernidade.
Conferências de Frankfurd/Erique Dussel.
Petrópoles, Rio de Janeiro: Vozes, 1993.
_____. Historia de la filosofia y filosofia de la
liberación. Nueva América: Bogotá, 1994.
_____. Introduccion a la filosofia de la
liberación. Nueva América: Bogotá, 1995.
LIMEIRA, Dora. Antologia musical – Viva
Pedro Santos! Direção musical: Carlos Anísio.
João Pessoa: SG Studio Digital, 2002. Dois
discos sonoros (45 min). Estéreo.
MOURA JÚNIOR, Onis E. A contribuição de
Pedro Santos na formação de regentes de
coro em João Pessoa. Trabalho de Conclusão
de Curso (Licenciatura em Música).
Universidade Federal da Paraíba. João
Pessoa, 2014.
PALHANO, Romualdo Rodrigues. A saga de
Altimar Pimentel e o Teatro Experimental de
Cabedelo. São Paulo: Sal da Terra, 2009.
PIMENTEL, Altimar. Um garimpeiro da arte
popular. Entrevista concedida a João Carlos
Taveira. DF Letras. v.4 n 44-46. out - dez.
1997.
__________. Auto de Maria Mestra. In:
Teatro arbitrário. Brasília: Instituto Nacional
do Livro, 1983.