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SEMANA ESPECIAL OAB


1ª FASE – XXVIII EXAME
PRINCIPAIS ASPECTOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

@PROFESSORRODRIGOMARTINS

PROF. RODRIGO MARTINS

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL OAB


1) VIDEOAULAS AO VIVO 100% GRATUITAS NA SEMANA ESPECIAL DE
REVISÃO – DE 11/03 A 15/03, DAS 8:30 ÀS 22:30 HORAS
2) MATERIAL DE APOIO TOTALMENTE GRATUITO (SLIDES DAS AULAS)
3) REVISÃO DE VÉSPERA (GRATUITA) NO SÁBADO – DIA 16/03, DAS 8:00 ÀS
18:30 HORAS;
4) CORREÇÃO DA PROVA NO DOMINGO – DIA 17/03, A PARTIR DAS 18:00
HORAS
5) COMO ESTUDAR PARA A 2ª FASE DA OAB (TODAS AS DISCIPLINAS) NA
SEGUNDA-FEIRA – DIA 18/03

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL OAB


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045 99126-7919

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL OAB

Direito Processual Civil com o Prof.


08:30
Ricardo Torques
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14:00 Direito Tributário o Prof. Rodrigo Martins
Quinta-feira
Ética com os Profs. Rosenval Jr. e
19:00
Priscila Ferreira
Direito Processual do Trabalho com a
08:30
15/03/2019 Profa. Priscila Ferreira
Sexta-feira Direito Constitucional com o Prof. Diego
14:00
Cerqueira

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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

1) Constituição Federal

2) Emenda Constitucional (art. 60, § 4º, da CF/cláusulas


pétreas/forma federativa de Estado e os direitos e garantias
individuais)

3) Lei Complementar (matérias específicas e quórum de


aprovação diferenciado)
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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


CF/88: Art. 146. Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente
sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos
discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo
e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
(...).
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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


Perguntas sobre LC:
✓Que LC é essa?
✓Qual a natureza dessa (???) LC?
✓Caso não exista Lei Complementar dispondo sobre normas gerais?
✓Qual a diferença entre lei formalmente complementar e materialmente
complementar?

4) Lei Ordinária

5) Medidas Provisórias (art. 62 da CF: no caso se relevância e urgência...)

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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


CF/88: Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá
adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao
Congresso Nacional
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I - relativa a:
(...)
III - reservada a lei complementar;
(...)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os
previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro
seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi
editada.
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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


XV EXAME UNIFICADO DA OAB. O Art. 146, III, a, da Constituição Federal estabelece que
lei complementar deve trazer a definição dos fatos geradores, da base de cálculo e dos
contribuintes dos impostos previstos na Constituição. Caso não exista lei complementar
prevendo tais definições relativamente aos impostos estaduais, os estados:
A) não podem instituir e cobrar seus impostos, sob pena de violação do Art. 146 da
Constituição.
B) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que celebrem convênio para estabelecer
normas gerais.
C) podem instituir e cobrar seus impostos, pois possuem competência legislativa plena
até que a lei complementar venha a ser editada.
D) podem instituir e cobrar seus impostos, desde que seja publicada Medida Provisória
autorizando.
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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


XX EXAME UNIFICADO DA OAB. O Estado Alfa institui, por meio de lei complementar,
uma taxa pela prestação de serviço público específico e divisível. Posteriormente a
alíquota e a base de cálculo da taxa vêm a ser modificadas por meio de lei ordinária,
que as mantém em patamares compatíveis com a natureza do tributo e do serviço
público prestado. A lei ordinária em questão é:
A) integralmente inválida, pois lei ordinária não pode alterar lei complementar.
B) parcialmente válida – apenas no que concerne à alteração da base de cálculo, pois a
modificação da alíquota só seria possível por meio de lei complementar.
C) parcialmente válida – apenas no que concerne à alteração da alíquota, pois a
modificação da base de cálculo só seria possível por meio de lei complementar.
D) integralmente válida, pois a matéria por ela disciplinada não é constitucionalmente
reservada à lei complementar.
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FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO


X EXAME UNIFICADO DA OAB. Suponha que determinada Medida Provisória editada pela
Presidenta da República, em 29/09/2012, estabeleça, entre outras providências, o aumento
para as diversas faixas de alíquotas previstas na legislação aplicável ao imposto de renda das
pessoas físicas. Nesse caso, com base no sistema tributário nacional, tal Medida Provisória
A) não violaria o princípio da legalidade e produzirá efeitos a partir da data de sua
publicação.
B) violaria o princípio da legalidade, por ser incompatível com o processo legislativo previsto
na Constituição Federal/88.
C) não violaria o princípio da legalidade e produzirá efeitos a partir de 90 (noventa) dias
contados a partir da data de sua publicação.
D) não violaria o princípio da legalidade e só produzirá efeitos a partir do primeiro dia do
exercício financeiro subsequente à data de sua conversão em lei.
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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
1) IMPOSTOS: remuneratórios dos serviços públicos uti universi

2) TAXAS: remuneratórias dos serviços públicos uti singuli (pela prestação efetiva ou
potencial de serviço público específico e divisível)

Súmula Vinculante nº 19: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços


públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos
provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.

Súmula Vinculante nº 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa,


de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto,
desde que não haja integral identidade entre uma base e outra.
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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
3) CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA: valorização imobiliária decorrente de
obra pública (limites geral e individual do valor da cobrança)

4) EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO:
✓ instituído por LC;
✓ de competência exclusiva da União
✓ para custear despesas extraordinárias (calamidade pública, guerra
externa ou sua iminência), ou no caso de investimento público de caráter
urgente e de relevante interesse nacional;
✓ observado o disposto no art. 150, III, "b“.
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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
5) CONTRIBUIÇÕES EM GERAL: as contribuições sociais, contribuições de
intervenção no domínio econômico (CIDE), contribuições de interesse de
categorias profissionais ou econômicas e CIP (ou COSIP)

Súmula nº 670 do STF: O serviço de iluminação pública não pode ser


remunerado mediante taxa.

Súmula Vinculante nº 41: O serviço de iluminação pública não pode ser


remunerado mediante taxa.

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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

VI EXAME UNIFICADO DA OAB (REAPLICADO/DUQUE DE


CAXIAS/RJ). As taxas são os tributos que têm por hipótese de
incidência uma atuação estatal. Assinale a alternativa que
corretamente delimite tal atuação, nos termos da Constituição
da República Federativa do Brasil e da legislação tributária.

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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
A) Os serviços públicos universais (uti universi) podem ser custeados por meio de taxas, já
que alcançam a coletividade considerada como um todo, o mesmo não podendo se dizer a
respeito dos atos de polícia.
B) Tanto os serviços públicos uti universi como os uti singuli, também chamados singulares,
na medida em que são mensuráveis e divisíveis, podem ser custeados por meio de taxas,
juntamente com os atos de polícia.
C) Somente os serviços públicos específicos, por serem de utilização individual e mensurável,
podem ser custeados mediante taxas de serviço, ocorrendo o mesmo com os atos de polícia,
que devem ser específicos e divisíveis para serem custeados mediante taxas de polícia.
D) A atuação estatal suscetível de ser custeada mediante taxa é aquela que se refere
indiretamente ao contribuinte, tal como uma obra pública que causa valorização imobiliária,
aumentando o valor de mercado dos imóveis localizados em suas imediações.
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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
XIII EXAME UNIFICADO DA OAB. Segundo o entendimento do STF, a taxa
cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção
e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, é
A) constitucional, por não violar o conceito constitucional de taxa.
B) inconstitucional, por violar o conceito constitucional de taxa.
C) constitucional, por não violar o conceito constitucional de taxa, mas ilegal
por violar a definição de taxa contida no Código Tributário Nacional.
D) inconstitucional, por violar o conceito constitucional de taxa, além de
ilegal, por violar a definição de taxa contida no Código Tributário Nacional.

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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
XXVI EXAME UNIFICADO DA OAB. José, preocupado com o meio ambiente,
faz uso de um processo caseiro de transformação do lixo orgânico em
adubo, bem como separa o lixo inorgânico, destinando-o à reciclagem. Por
isso, sempre que os caminhões que prestam o serviço público de coleta de
lixo passam por sua casa, não encontram lixo a ser recolhido. José, então, se
insurge contra a cobrança da taxa municipal de coleta de lixo proveniente de
imóveis, alegando que, como não faz uso do serviço, a cobrança em relação
a ele é indevida.
Acerca desse cenário, assinale a afirmativa correta.

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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
A) Por ser a taxa de um tributo contraprestacional, a não utilização do
serviço pelo contribuinte retira seu fundamento de validade.
B) A coleta de lixo domiciliar nessas condições não configura a prestação de
um serviço público específico e divisível, sendo inconstitucional.
C) Por se tratar de serviço público prestado à coletividade em geral, no
interesse da saúde pública, seu custeio deve ocorrer por meio dos recursos
genéricos auferidos com a cobrança de impostos.
D) A cobrança é devida, pois o serviço está sendo potencialmente colocado
à disposição do contribuinte.

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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Conceito: aptidão para instituir in abstracto tributos.

Características:
✓privativa
✓indelegável
✓de exercício facultativo
✓incaducável
✓inampliável unilateralmente
✓Irrenunciável

✓Atenção: diferença entre competência tributária e capacidade tributária


ativa!
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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Espécies de competência tributária:

✓Ordinária (arts. 153, 155 e 156 da CF)


✓Comum ou concorrente (art. 145, II e III, a art. 149, § 1º, da CF)
✓Extraordinária (iminência ou no caso de guerra externa, compreendidos
ou não em sua competência)
✓Residual (mediante lei complementar, desde que sejam não-cumulativos
e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na
Constituição)

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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
XIX EXAME UNIFICADO DA OAB. O Estado X, visando aumentar a sua arrecadação,
instituiu novo imposto, não previsto na Constituição Federal. Sobre a hipótese,
assinale a afirmativa correta.
A) O Estado X pode instituir imposto, mediante lei complementar, desde que
previsto na Constituição Estadual.
B) Para exercer a competência residual do Estado X, é necessária lei de iniciativa
do Governador do Estado.
C) O Estado X não pode instituir o imposto novo, tendo em vista que a
competência residual para a instituição de novos impostos é somente da União.
D) É vedada à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, a
instituição de impostos não previstos na Constituição Federal.
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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
XVIII EXAME UNIFICADO DA OAB. A União instituiu determinado tributo
federal e conferiu a uma autarquia as tarefas de fiscalizá-lo e arrecadá-lo.
Tendo em vista a situação narrada, assinale a opção correta.
A) A capacidade tributária ativa (realizar atos de fiscalização e arrecadação)
é delegável.
B) Trata-se de caso de delegação da competência tributária da União.
C) Não é possível que a União revogue, a qualquer tempo e por ato
unilateral, a atribuição que conferiu a tal autarquia.
D) Em eventual discussão judicial proposta por um contribuinte do tributo, a
autarquia não terá prazo em dobro para recorrer.
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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


1) Princípio da legalidade
Exceção quanto à majoração do II, IE, IPI e IOF (§ 1º do art. 153 da CF) e à
atualização da base de cálculo dos tributos (§ 2º do art. 97 do CTN).

CF/88: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos
em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.

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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


Não constitui majoração:

CTN: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:


(...)
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste
artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

Súmula 160 do STJ: “É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em


percentual superior ao índice oficial de correção monetária.”

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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


2) Princípio da anterioridade de exercício e nonagesimal

➢ Exceções ao princípio da anterioridade de exercício:


✓Empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, II, IE,
IPI, IOF e imposto extraordinário de guerra.
✓Novas contribuições sociais (art. 195, § 6º, da CF/88)

➢ Exceções ao princípio da anterioridade nonagesimal:


✓Empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, II, IE,
IR, IOF , imposto extraordinário de guerra e fixação da base de cálculo do IPVA e
do IPTU.
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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

SÚMULA VINCULANTE Nº 50: “Norma legal que altera o prazo


de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao
princípio da anterioridade”

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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


3) Princípio da irretroatividade
➢ Exceção: Princípio da retroatividade da lei mais benéfica

CTN: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:


I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de
penalidade à infração dos dispositivos interpretados;
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:
a) quando deixe de defini-lo como infração;
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde
que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da
sua prática.
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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

XVII EXAME UNIFICADO DA OAB. Em 17/07/2014, o Tribunal


de Justiça do Estado X da Federação instituiu, por meio de
Provimento da Corregedoria Geral da Justiça, as custas judiciais
e os emolumentos cartorários vigentes a partir da data da
publicação. Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.

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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


A) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de preço
público e, portanto, não estão sujeitos às limitações constitucionais ao poder de
tributar.
B) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de taxa de
serviço. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os princípios da
legalidade, da anterioridade de exercício e nonagesimal.
C) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de
contribuição social. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os
princípios da legalidade, da anterioridade de exercício e nonagesimal.
D) As custas judiciais e os emolumentos cartorários têm natureza jurídica de taxa de
poder de polícia. Sendo assim, o provimento da Corregedoria Geral viola os
princípios da legalidade e da anterioridade de exercício.
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PRINCÍPIOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO


XI EXAME UNIFICADO DA OAB. Assinale a alternativa que indica os impostos cujas
alíquotas podem ser majoradas por ato do Poder Executivo, observados os
parâmetros legais.
A) Imposto de Renda (IR), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto
sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).
B) Imposto sobre a Importação (II), Imposto sobre a Exportação (IE) e Imposto
sobre Grandes Fortunas (IGF).
C) Imposto de Renda (IR) Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e
Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF).
D) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) e Imposto sobre a Importação (II).
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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...)
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações,
das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de
assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
e) fonogramas e videofonogramas (...)
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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
Cont...
§ 2º A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
§ 3º As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio,
à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas
pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da
obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 4º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o
patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das
entidades nelas mencionadas.
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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
Principais aspectos:

✓ Somente em relação a impostos;

✓ Somente em relação aos impostos diretos;

✓ Extensiva às empresas públicas e sociedades de economia mista


prestadoras de serviço público.

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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
“Requisitos legais” a que se refere o art. 150, VI, “c”, da CF/88:

CTN: Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à


observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a
qualquer título; (Redação dada pela Lcp nº 104, de 2001)
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus
objetivos institucionais;
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de
formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
Atenção: Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de
direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do
tributo. Esse é o entendimento do Plenário, que, em conclusão de
julgamento e por maioria, deu provimento a recurso extraordinário em
que se discutia a incidência do IPTU sobre imóvel de propriedade de
ente público, no caso, a Empresa Brasileira de Infraestrutura
Aeroportuária (INFRAERO), concedido a empresa privada exploradora de
atividade econômica com fins lucrativos (...). (RE 601.720, rel. p/ o ac.
min. Marco Aurélio, j. 19-4-2017, P, Informativo 861, Tema 437).

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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA

SÚMULA VINCULANTE Nº 52: “Ainda quando alugado a


terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a
qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da
Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja
aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram
constituídas”

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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
Atenção: Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Imunidade
tributária. Instituições de educação e de assistência social, sem fins
lucrativos, atendidos os requisitos da lei. 3. IPTU. Lote vago. Não
incidência. 4. A imunidade tributária, prevista no art. 150, VI, c, da
CF/88, aplica-se aos bens imóveis, temporariamente ociosos, de
propriedade das instituições de educação e de assistência social sem
fins lucrativos que atendam os requisitos legais. Precedentes. 5.
Recurso não provido. Reafirmação de jurisprudência (STF, Pleno, RE. nº
767.332/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 31/10/2013, DJe em 21-11-
2013).
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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
X EXAME UNIFICADO DA OAB. Uma autarquia federal, proprietária de veículos
automotores adquiridos recentemente, foi surpreendida com a cobrança de
IPVA pelo Estado responsável pelos respectivos licenciamentos, não obstante
vincular a utilização desses veículos às suas finalidades essenciais. Com base na
hipótese sugerida, assinale a afirmativa correta.
A) A cobrança é constitucional, por se tratar de fato gerador do IPVA.
B) A cobrança é constitucional, por se aplicar o princípio da capacidade
contributiva.
C) A cobrança é inconstitucional, por se tratar de isenção fiscal.
D) A cobrança é inconstitucional, por tratar de hipótese de imunidade tributária.

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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
IX EXAME UNIFICADO DA OAB. O procurador do município Gama decide contestar
judicialmente a cobrança do ICMS discriminada na fatura da conta de luz do imóvel
onde funciona a sede da prefeitura, alegando a condição de ente político para livrar-se
da exação. A demanda da municipalidade deverá ser
A) acolhida, em razão da imunidade recíproca, que impede que os entes da federação
instituam impostos sobre bens e serviços uns dos outros.
B) rejeitada, pois na situação apresentada o município se apresenta na condição de
contribuinte de direito do ICMS.
C) acolhida, pois a empresa concessionária prestadora do serviço de fornecimento de
energia não tem competência para cobrar ICMS.
D) rejeitada, pois o município não goza de imunidade com relação a imposto que incide
apenas indiretamente sobre seus bens e serviços.
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IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
XXII EXAME UNIFICADO DA OAB. O Município X instituiu taxa a ser cobrada,
exclusivamente, sobre o serviço público de coleta, remoção e tratamento de lixo e
resíduos provenientes de imóveis. A igreja ABC, com sede no Município X, foi
notificada da cobrança da referida taxa. Sobre a hipótese apresentada, assinale a
afirmativa correta.
A) As Igrejas são imunes; portanto, não devem pagar a taxa instituída pelo Município
X.
B) A taxa é inconstitucional, pois não é específica e divisível.
C) A taxa é inconstitucional, uma vez que os Municípios não são competentes para a
instituição de taxas de serviço público.
D) A taxa é constitucional e as Igrejas não são imunes.
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Prof. Rodrigo Martins 43
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43

IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
XXIII EXAME UNIFICADO DA OAB. O reitor de uma faculdade privada sem fins lucrativos (cujas
receitas, inclusive seus eventuais superávits, são integralmente reinvestidas no estabelecimento
de ensino) deseja saber se está correta a cobrança de impostos efetuada pelo fisco, que negou
a pretendida imunidade tributária, sob o argumento de que a instituição de ensino privada
auferia lucros. Na hipótese, sobre a atuação do fisco, assinale a afirmativa correta.
A) O fisco agiu corretamente, pois a imunidade tributária apenas alcança instituições de ensino
que não sejam superavitárias.
B) O fisco agiu corretamente, pois a imunidade tributária apenas alcança instituições públicas
de ensino.
C) O fisco não agiu corretamente, pois não há impedimento à distribuição de lucro pelo
estabelecimento de ensino imune.
D) O fisco não agiu corretamente, pois, para que seja concedida tal imunidade, a instituição não
precisa ser deficitária, desde que o superávit seja revertido para suas finalidades.
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44

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14/03/2019

VIGÊNCIA, APLICAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E


INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Interpretação restritiva:
CTN: Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:
I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;
II - outorga de isenção;
III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias

Princípio do pecunia non olet:


CTN: Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I - da
validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis,
ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II - dos
efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.
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VIGÊNCIA, APLICAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E


INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
XII EXAME UNIFICADO DA OAB. Em procedimento de fiscalização, a Secretaria
da Receita Federal do Brasil identificou lucro não declarado por três
sociedades empresárias, que o obtiveram em conluio, fruto do tráfico de
entorpecentes. Sobre a hipótese sugerida, assinale a afirmativa correta.
A) O imposto sobre a renda é devido face ao princípio da interpretação
objetiva do fato gerador, também conhecido como o princípio do pecunia non
olet.
B) Não caberá tributação e, sim, confisco da respectiva renda.
C) Não caberá tributo, uma vez que tributo não é sanção de ato ilícito.
D) Caberá aplicação de multa fiscal pela não declaração de lucro, ficando
afastada a incidência do tributo, sem prejuízo da punição na esfera penal.
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14/03/2019

CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Diferença entre obrigação tributária e crédito tributário:

Modalidades de lançamento:
✓de ofício ou direito
✓autolançamento ou lançamento por homologação
✓misto ou por declaração

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CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Questões polêmicas:

✓Súmula 397 do STJ: O contribuinte do IPTU é notificado do


lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço.

✓Reconhecimento do débito mediante o preenchimento de


DCTF/GIA/GISS etc.

✓Depósito do montante integral


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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
Sujeição ativa e sujeição passiva tributária
✓Atenção: diferença em relação à capacidade tributária ativa

Convenções particulares e sua inoponibilidade ao Fisco


✓Contrato válido, porém, inoponível!

Solidariedade tributária
✓Isenção
✓Promessa de venda e compra não registrada

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49

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA

Súmula 614 do STJ: O locatário não possui legitimidade ativa para


discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas referentes ao
imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos.

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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
XXIV EXAME UNIFICADO DA OAB. João e Maria celebraram
entre si contrato de locação, sendo João o locador e
proprietário do imóvel. No contrato, eles estipularam que a
responsabilidade pelo pagamento do imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) do imóvel será
de Maria, locatária.
Com base nessas informações, assinale a afirmativa correta.

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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
A) O contrato será ineficaz entre as partes, pois transferiu a obrigação
de pagar o imposto para pessoa não prevista em lei.
B) O contrato firmado entre particulares não poderá se opor ao fisco
municipal, no que tange à alteração do sujeito passivo do tributo.
C) O contrato é válido e eficaz, e, por consequência dele, a
responsabilidade pelo pagamento do tributo se tornará solidária,
podendo o fisco municipal cobrá-lo de João e/ou de Maria.
D) No caso de o fisco municipal cobrar o tributo de João, ele não
poderá ajuizar ação regressiva em face de Maria.
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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
X EXAME UNIFICADO DA OAB. Três irmãos são donos de um
imóvel, em proporções iguais. Em relação ao IPTU, cada irmão
A) só pode ser cobrado pelo fisco na razão de 33,33% do imposto.
B) é devedor solidário em relação ao todo do imposto.
C) é devedor na razão de 33,3% do imposto e responsável
subsidiário pelo restante.
D) não pode ser cobrado judicialmente pela parte de outro irmão
que tenha recursos para pagá-la.

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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
XXII EXAME UNIFICADO DA OAB. João e Pedro são, por lei,
contribuintes obrigados solidariamente a pagar determinado
tributo. Foi publicada lei que isenta os ex-combatentes do
pagamento de tal tributo, sendo este o caso pessoal somente
de João. Tendo em vista essa situação, assinale a afirmativa
correta.

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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
A) Sendo um caso de isenção pessoal, a lei não exonera Pedro, que
permanece obrigado a pagar o saldo remanescente, descontada a
parcela isenta em favor de João.
B) Pedro ficará totalmente exonerado do pagamento, aproveitando-
se da isenção em favor de João.
C) O imposto poderá ser cobrado de Pedro ou de João, pois a
solidariedade afasta a isenção em favor deste.
D) Pedro permanece obrigado a pagar integralmente o imposto, nada
obstante a isenção em favor de João.
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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
Responsabilidade tributária por sucessão no caso de alienação de bem
imóvel:

CTN: Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador
seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim
os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a
contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos
adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação
ocorre sobre o respectivo preço.
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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
XII EXAME UNIFICADO DA OAB. Pedro adquire imóvel de João,
que o alugava anteriormente a uma sociedade empresária.
Sobre esse imóvel estavam pendentes de pagamento os
seguintes tributos: o IPTU, a Contribuição de Melhoria, a Taxa
de Coleta Domiciliar de Lixo e a Taxa de Inspeção Sanitária
devida pelo exercício do poder de polícia, em função da
atividade ali desenvolvida. Com relação à responsabilidade
tributária, assinale a afirmativa correta.
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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
A) Pedro só se torna responsável tributário do IPTU, da Taxa de Coleta
Domiciliar de Lixo e da Contribuição de Melhoria, permanecendo João como
sujeito passivo da Taxa de Inspeção Sanitária.
B) Pedro só se torna responsável tributário do IPTU e da Taxa de Coleta
Domiciliar de Lixo, permanecendo João como sujeito passivo da Taxa de
Inspeção Sanitária e da Contribuição de Melhoria.
C) Pedro é o responsável tributário de todos os tributos, devido à sucessão
imobiliária.
D) João continua sendo o sujeito passivo de todos os tributos, muito embora
o imóvel tenha sido adquirido por Pedro.
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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
Responsabilidade tributária dos administradores:

Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes


a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de
direito privado.

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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
Súmula 430 do STJ: O inadimplemento da obrigação tributária pela
sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente

Súmula 435 do STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que


deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos
competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o
sócio-gerente.

Atenção: contemporaneidade, solidariedade e cabimento de exceção de


pré-executividade!
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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
XVII EXAME UNIFICADO DA OAB. A União ajuizou execução
fiscal em face da pessoa jurídica XYZ Ltda., devedora de tributos
federais. No curso da execução fiscal, a falência da pessoa
jurídica foi decretada. Após requerimento da União, deferido
pelo Juízo, Francisco, sócio da pessoa jurídica XYZ Ltda., é
incluído no polo passivo da execução fiscal, em razão da
decretação de falência. Sobre a hipótese, é possível afirmar que

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SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
A) a decretação de falência autoriza o redirecionamento da execução fiscal
para Francisco, por ser considerada hipótese de infração à lei, que enseja
responsabilidade tributária.
B) o fato de Francisco ser sócio da XYZ Ltda. acarreta, por si só,
responsabilidade pessoal pelos créditos correspondentes a obrigações
tributárias da pessoa jurídica.
C) Francisco não poderia ser incluído no polo passivo, ainda que fosse
administrador da XYZ Ltda. e tivesse encerrado ilegalmente as atividades da
pessoa jurídica.
D) Francisco não poderia, unicamente em razão da decretação de falência
de XYZ Ltda., ser incluído no polo passivo da execução fiscal.
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Prof. Rodrigo Martins 62
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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
Denúncia espontânea:

CTN: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea


da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo
devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada
pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa
de apuração.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada
após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de
fiscalização, relacionados com a infração.
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63

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
II EXAME UNIFICADO DA OAB. Mauro Ricardo decidiu não pagar o
imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública,
sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em
virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita
Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei,
acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a
notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-
se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A
parti r do exposto acima, assinale a afirmativa correta.

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14/03/2019

SUJEIÇÃO PASSIVA E RESPONSABILIDADE


TRIBUTÁRIA
A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a
imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido
acrescido dos juros de mora.
B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer
benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a
penalidade imposta e os juros de mora.
C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que
significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a
sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco.
D) Caso Mauro ti vesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação tivesse
ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de
mora, excluindo o pagamento de multa.
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SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
CTN: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo
tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de
ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das
obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
suspenso, ou dela conseqüentes.
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14/03/2019

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
Súmula vinculante nº 21: É inconstitucional a exigência de
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para
admissibilidade de recurso administrativo.

Súmula vinculante nº 28: É inconstitucional a exigência de


depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação
judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito
tributário.
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67

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
IV EXAME UNIFICADO DA OAB. José dos Anjos ajuíza ação anulatória de débito fiscal
após realizar depósito do montante integral do crédito que busca a anulação. Nesse
sentido, é correto afirmar que
A) o depósito prévio do montante integral é requisito de admissibilidade da ação
ajuizada por José dos Anjos.
B) o depósito do montante objeto de discussão judicial poderá ser levantado caso
José dos Santos tenha seu pedido julgado procedente perante o juízo de primeiro
grau.
C) o depósito prévio do montante integral produz os efeitos de impedir a propositura
da execução fiscal, bem como evita a fluência dos juros e a imposição de multa.
D) caso o contribuinte saia vencido, caberá à Fazenda promover execução fiscal para
fins de receber o crédito que lhe é devido.
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14/03/2019

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
XV EXAME UNIFICADO DA OAB. Um empresário consulta um escritório
de advocacia sobre a possibilidade de a sociedade da qual é
administrador participar de uma licitação, sendo certo que, para tal, terá
que apresentar uma certidão demonstrando a inexistência de débitos
fiscais com o governo federal. Ele informa que a sociedade foi autuada
pelo não recolhimento do Imposto sobre a Renda e Proventos de
Qualquer Natureza (IR), e a defesa administrativa, apresentada no prazo,
ainda não foi apreciada pelo órgão competente. Considerando apenas os
dados apresentados, afirmar que a sociedade

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SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
A) não poderá participar da licitação, pela existência de crédito
tributário vencido e não pago.
B) poderá participar da licitação, pois o crédito tributário está com
a exigibilidade suspensa.
C) poderá participar da licitação somente após a defesa
administrativa ser analisada.
D) somente poderá participar da licitação se depositar o valor do
crédito tributário.

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14/03/2019

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
VI EXAME UNIFICADO DA OAB. A empresa ABC ingressou com
medida judicial destinada a questionar a incidência da contribuição
social sobre o lucro. Em sede de exame liminar, o juiz concedeu a
medida liminar para que a empresa não recolhesse a contribuição.
Durante a vigência da medida judicial, a Receita Federal iniciou
procedimento de fiscalização visando à cobrança da contribuição
social sobre o lucro não recolhida naquele período. Com base no
relatado acima, assinale a alternativa correta.

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71

SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
A) A Receita Federal não pode lavrar auto de infração, em virtude da
liminar concedida na medida judicial em questão.
B) A Receita Federal pode lavrar auto de infração, mas somente com
a exigibilidade suspensa para prevenir a decadência.
C) A empresa ABC, diante da abertura do procedimento de
fiscalização, pode solicitar ao juiz nova medida liminar, a fim de que
determine o encerramento de tal procedimento.
D) A Receita Federal pode lavrar auto de infração, já que a medida
liminar possui caráter provisório.
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72

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14/03/2019

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CTN: Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VI - a conversão de depósito em renda;
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus
§§ 1º e 4º;
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais
possa ser objeto de ação anulatória;
X - a decisão judicial passada em julgado;
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp
nº 104, de 2001)
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73

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


XXV EXAME UNIFICADO DA OAB. João, no final de janeiro de 2016, foi
citado em execução fiscal, proposta no início do mesmo mês, para
pagamento de valores do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana (IPTU) referente aos anos de 2009 e 2010. Sabe-se que o IPTU em
referência aos dois exercícios foi lançado e notificado ao sujeito passivo,
respectivamente, em janeiro de 2009 e em janeiro de 2010. Após a ciência
dos lançamentos, João não tomou qualquer providência em relação aos
débitos. O município não adotou qualquer medida judicial entre a
notificação dos lançamentos ao sujeito passivo e o ajuizamento da execução
fiscal. Com base na hipótese apresentada, assinale a opção que indica o
argumento apto a afastar a exigência fiscal.
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14/03/2019

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

A) O crédito tributário está extinto em virtude de decadência.


B) O crédito tributário está extinto em virtude de
parcelamento.
C) A exigibilidade do crédito tributário está suspensa em
virtude de compensação.
D) O crédito tributário está extinto em virtude de prescrição.

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75

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


XXV EXAME UNIFICADO DA OAB. Devido à crise que vem atingindo o
Estado Y, seu governador, após examinar as principais reclamações
dos contribuintes, decidiu estabelecer medidas que facilitassem o
pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA). Por meio de despacho administrativo,
autorizado por lei, perdoou débitos de IPVA iguais ou inferiores a R$
300,00 (trezentos reais) na época da publicação. Além disso,
sancionou lei prorrogando o prazo para pagamento dos débitos de
IPVA já vencidos.

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@professorrodrigomartins

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14/03/2019

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Com base no caso apresentado, assinale a opção que indica os
institutos tributários utilizados pelo governo, respectivamente.
A) Remissão e isenção.
B) Moratória e anistia.
C) Remissão e moratória.
D) Isenção e moratória.

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77

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


XXVI EXAME UNIFICADO DA OAB. A sociedade empresária ABC,
atuante na área de prestação de serviços de limpeza, em
dificuldades financeiras, não estava conseguindo realizar o
pagamento dos tributos federais. Diante disso, ela se ofereceu à
Administração Pública Federal para realizar o pagamento dos
tributos mediante prestação direta de serviços de limpeza em
prédios públicos ou, alternativamente, transferir para o Fisco
um imóvel de sua propriedade. A respeito desse cenário,
assinale a afirmativa correta.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 78
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39
14/03/2019

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


A) As propostas são inadmissíveis, pois os tributos somente podem ser
pagos em dinheiro.
B) As propostas são admissíveis, em razão do princípio da menor
onerosidade para o devedor (favor debitoris).
C) A proposta de transferência de imóvel do contribuinte para a Fazenda
Pública Federal para pagamento de tributo é admissível por expressa
permissão legal.
D) A proposta de prestação direta de serviços para pagamento de tributo é
admissível, em circunstâncias excepcionais, como forma subsidiária de
garantia do recebimento do crédito pela Fazenda Pública.
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Prof. Rodrigo Martins 79
@professorrodrigomartins

79

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

CTN: Art. 175. Excluem o crédito tributário:


I - a isenção;
II - a anistia.
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o
cumprimento das obrigações acessórias dependentes da
obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela
conseqüente

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 80
@professorrodrigomartins

80

40
14/03/2019

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


CTN: Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é
sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos
exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo
caso, o prazo de sua duração.

CTN: Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em


função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada
por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art.
104. (Redação dada pela Lei Complementar nº 24, de 1975)
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Prof. Rodrigo Martins 81
@professorrodrigomartins

81

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

XVIII EXAME UNIFICADO DA OAB. Prefeito de um determinado


município resolveu conceder isenção de IPTU, por 10 (dez)
anos, a proprietários de imóveis que sejam portadores de
deficiência e que realizem investimento nas condições de
acessibilidade de suas propriedades. Com base na situação
apresentada, assinale a afirmativa correta.

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 82
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

A) É possível que o município institua a isenção por meio de


decreto.
B) Tal isenção constitui caso de suspensão da exigibilidade
daqueles créditos tributários.
C) Somente por meio de lei específica municipal pode ser
concedida isenção de IPTU.
D) A isenção concedida em função de determinadas condições,
como é o caso, pode ser revogada a qualquer tempo.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 83
@professorrodrigomartins

83

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

CTN: Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção


não é extensiva:
I - às taxas e às contribuições de melhoria;
II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 84
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


XXIV EXAME UNIFICADO DA OAB. O Município X, graças a uma lei
municipal publicada no ano de 2014, concedeu isenção de IPTU aos
proprietários de imóveis cujas áreas não ultrapassassem 70 m².
João possui um imóvel nessa condição e procura seus serviços, como
advogado(a), para saber se deve pagar a taxa de coleta de resíduos
sólidos urbanos, instituída pelo município por meio de lei publicada
em junho de 2017, a ser exigida a partir do exercício financeiro
seguinte:

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 85
@professorrodrigomartins

85

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


A) João não deve pagar a taxa de coleta, uma vez que a isenção do
IPTU se aplica a qualquer tributo.
B) João não deve pagar o taxa de coleta, porque, sendo a lei
instituidora da taxa posterior à lei que concedeu a isenção, por esta é
abrangida, ficando João desobrigado do IPTU e da taxa.
C) João deve pagar a taxa de coleta, porque a isenção só é extensiva
às contribuições de melhoria instituídas pelo município.
D) João deve pagar a taxa de coleta, porque, salvo disposição de lei
em contrário, a isenção não é extensiva às taxas.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 86
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

XVI EXAME UNIFICADO DA OAB. A União concedeu


isenção, pelo prazo de cinco Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS) para as
indústrias de veículos automotores terrestres que
cumprissem determinadas condições. Sobre a isenção
tributária, é possível afirmar que

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87

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


A) as indústrias de aviação podem requerer a benefício, pois a norma
que concede isenção deve ser interpretada extensivamente.
B) a União poderá, a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção
concedida.
C) a isenção da COFINS pode ser concedida mediante decreto, desde
que a norma seja específica.
D) as indústrias de veículos automotores terrestres não estão
dispensadas do cumprimento das obrigações acessórias, pois elas são
independentes da existência da obrigação principal.
Semana Especial OAB
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88

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14/03/2019

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

XVII EXAME UNIFICADO DA OAB. A pessoa jurídica X foi


contemplada com isenção do Imposto sobre a Propriedade
Predial e Territorial Urbana (IPTU) do imóvel utilizado para suas
atividades comerciais. A referida isenção foi concedida pelo
prazo de 5 (cinco) anos e sob a condição de que o imóvel seja
utilizado para a produção de artesanato regional. Com base no
caso apresentado, sobre a referida isenção assinale a opção
correta.
Semana Especial OAB
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89

EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


A) Poderá ser suprimida por lei, a qualquer tempo, ainda que o contribuinte
atenda à condição de utilizar o imóvel para a produção de artesanato regional.
B) Não poderá ser suprimida no prazo de 5 (cinco) anos, caso o contribuinte
cumpra a condição de utilizar o imóvel para a produção de artesanato
regional.
C) Não poderá ser suprimida no prazo de 5 (cinco) anos, ainda que o
contribuinte utilize o imóvel para a realização de atividades comerciais
diversas da produção de artesanato regional.
D) Poderá ser suprimida por decreto, a qualquer tempo, ainda que o
contribuinte cumpra a condição de utilizar o imóvel para a produção de
artesanato regional.
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90

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14/03/2019

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
As dívidas são garantidas pelo patrimônio do devedor, exceto
quanto aos bens que a lei declare impenhoráveis:

✓Impenhorabilidades do art. 833 do CPC (os móveis, os pertences e


as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado...,
os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do
executado..., os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as
remunerações, os proventos de aposentadoria, caderneta de
poupança, até o limite de 40 salários-mínimos etc.)
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91

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
✓Impenhorabilidade do bem de família (Lei nº 8.009/90),
exceto para pagamento dos seguintes tributos:
- em razão de contribuições previdenciárias de
trabalhadores da própria residência (revogado pela LC
150/2015)
- para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e
contribuições devidas em função do imóvel familiar

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14/03/2019

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
VI EXAME UNIFICADO DA OAB. Fulano de Araújo, proprietário
de um único imóvel em que reside com sua esposa, no
Município do Rio de Janeiro, é réu em ação de execução fiscal
promovida pela Fazenda Pública Municipal por falta de
pagamento do IPTU. Tendo em vista as disposições gerais
contidas no Código Tributário Nacional acerca do crédito
tributário, assinale a alternativa correta.

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93

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
A) O imóvel residencial próprio do casal é impenhorável, não
devendo responder por qualquer tipo de dívida.
B) Os bens e rendas do sujeito passivo respondem pelo pagamento
de todo crédito de natureza tributária, sem comportar exceções.
C) Bens gravados por ônus real ou por cláusulas de inalienabilidade
não podem ser alcançados para saldar dívidas tributárias.
D) A impenhorabilidade do bem de família não é oponível em face da
cobrança do Imposto Predial Territorial Urbano.

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Prof. Rodrigo Martins 94
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94

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14/03/2019

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
Presunção de fraude:

CTN: Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens


ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como
dívida ativa.(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese de
terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes ao total
pagamento da dívida inscrita. (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)

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GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
XVI EXAME UNIFICADO DA OAB. Uma obrigação tributária referente ao
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teve seu fato
gerador ocorrido em 1º de junho de 2012. O débito foi objeto de lançamento
em 21 de janeiro de 2014. A inscrição em dívida ativa ocorreu em 02 de junho
de 2014. A execução fiscal foi ajuizada em 21 de outubro de 2014 e, em 02 de
março de 2015, o juiz proferiu despacho citatório nos autos da execução fiscal.
Considerando que o contribuinte devedor alienou todos os seus bens sem
reservar montante suficiente para o pagamento do tributo devido, assinale a
opção que indica o marco temporal, segundo o CTN, caracterizador da fraude
à execução fiscal, em termos de data de alienação.
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14/03/2019

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
A) 21 de janeiro de 2014
B) 02 de junho de 2014
C) 02 de março de 2015
D) 21 de outubro de 2014

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97

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
Certidões tributárias:

CTN: Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo


anterior a certidão de que conste a existência de créditos não
vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido
efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.

Obs.: tipos de certidão?


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14/03/2019

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
XVII EXAME UNIFICADO DA OAB. Após ser intimada da lavratura de um
auto de infração visando à cobrança da Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS) dos últimos cinco anos, a
pessoa jurídica XYZ Participações Ltda. verificou que o tributo não era
devido e ofereceu impugnação ao auto de infração. Como irá participar
de uma licitação, a pessoa jurídica em questão irá precisar de certidão
de regularidade fiscal – no caso, Certidão Positiva de Débito com Efeito
de Negativa (CPD-EN). Na hipótese, considerando que o contribuinte não
possui outros débitos, assinale a afirmativa correta.

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Prof. Rodrigo Martins 99
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99

GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO
A) A impugnação ao auto de infração exclui o crédito tributário,
sendo possível a emissão da CPD-EN.
B) A impugnação ao auto de infração, sem o pagamento do
crédito, impede a emissão da CPD-EN.
C) A pessoa jurídica XYZ Participações Ltda. somente terá direito à
CPD-EN caso realize o depósito do montante integral.
D) A impugnação ao auto de infração suspende a exigibilidade do
crédito, sendo possível a emissão da CPD-EN.

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100

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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


Exclusão do ICMS da base de cálculo da PIS/PASEP e da COFINS

CF/88: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da
lei, incidentes sobre:
(...)
b) a receita ou o faturamento;
(...).
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101

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


(...) 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se
tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se
incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este
Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para
incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n.
9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o
ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que
não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de
não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das
operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da
contribuição ao PIS e da COFINS (STF, Pleno, RE nº 574.706, Rel. Min.
Cármen Lúcia, j. em 15/03/2017, DJe em 29/09/2017).
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 102
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102

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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


Conceito de insumo para fins de creditamento de PIS/PASEP e COFINS

CF/88: Art. 195. (...)


§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as
contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-
cumulativas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição
gradual, total ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a,
pela incidente sobre a receita ou o faturamento. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 103
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103

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade
ou relevância, vale dizer, considerando-se a imprescindibilidade ou a
importância de determinado item – bem ou serviço – para o desenvolvimento
da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 3. Recurso Especial
representativo da controvérsia parcialmente conhecido e, nesta extensão,
parcialmente provido, para determinar o retorno dos autos à instância de
origem, a fim de que se aprecie, em cotejo com o objeto social da empresa, a
possibilidade de dedução dos créditos relativos a custo e despesas com: água,
combustíveis e lubrificantes, materiais e exames laboratoriais, materiais de
limpeza e equipamentos de proteção individual-EPI (REsp 1221170/PR, Rel.
Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em
22/02/2018, DJe 24/04/2018).
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 104
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104

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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

Imposto de Renda (fato gerador):

CTN: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e


proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição
da disponibilidade econômica ou jurídica:
I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da
combinação de ambos;
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os
acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 105
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105

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

Súmula 498 do STJ: Não incide imposto de renda sobre a indenização


por danos morais.

Súmula 463 do STJ: Incide imposto de renda sobre os valores


percebidos a título de indenização por horas extraordinárias
trabalhadas, ainda que decorrentes de acordo coletivo.

Súmula 386 do STJ: São isentas de imposto de renda as indenizações


de férias proporcionais e o respectivo adicional.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 106
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106

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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


Súmula 215 do STJ: A indenização recebida pela adesão a programa
de incentivo à demissão voluntária não está sujeita à incidência do
imposto de renda.

Súmula 136 do STJ: O pagamento de licença-prêmio não gozada por


necessidade do serviço não está sujeito ao imposto de renda.

Súmula 125 do STJ: O pagamento de ferias não gozadas por


necessidade do serviço não esta sujeito a incidência do imposto de
renda.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 107
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107

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

VIII EXAME UNIFICADO DA OAB. Mário inscreveu‐se no


programa de incentivo à aposentadoria mediante indenização,
promovido pela empresa em que trabalha. A respeito do caso
proposto, assinale a afirmativa correta (COMETÁRIO: verbas
indenizatórias não sofrem incidência de IR, pois não constituem
acréscimo patrimonial, conforme súmulas no slide anterior)

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 108
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108

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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

A) Mário pagará imposto de renda, já que o valor recebido tem


natureza salarial
B) Mário não pagará imposto de renda, já que se trata de verba
especial
C) Mario não pagará imposto de renda, já que o valor recebido
tem caráter indenizatório.
D) Mário pagará imposto de renda, em homenagem ao
princípio da isonomia
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 109
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109

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

Imposto sobre Produtos Industrializados:

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


(...)
IV - produtos industrializados;
(...)
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites
estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos
incisos I, II, IV e V.
(...)
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 110
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110

55
14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS


§ 3º O imposto previsto no inciso IV:
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada
operação com o montante cobrado nas anteriores;
III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.
IV - terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo
contribuinte do imposto, na forma da lei. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
(...).

Obs.: base de cálculo? E na importação?


Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 111
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111

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

XVIII EXAME UNIFICADO DA OAB. A Presidência da República, por meio do


Decreto 123, de 1º de janeiro de 2015, aprovou novas alíquotas para o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), dentro das balizas fiadas na lei tributária, a
saber: Cigarro – alíquota de 100% Vestuário – alíquota de 10% Macarrão –
alíquota zero Sobre a hipótese, é possível afirmar que:
A) o referido decreto é inconstitucional, uma vez que viola o princípio da
legalidade.
B) o referido decreto é inconstitucional, uma vez que viola o princípio do não
confisco.
C) as alíquotas são diferenciadas em razão da progressividade do IPI.
D) as alíquotas são diferenciadas em razão do princípio da seletividade do IPI.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 112
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14/03/2019

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

XXIII EXAME UNIFICADO DA OAB. O laboratório de análises clínicas X


realizou a importação de equipamento eletrônico necessário para a
realização de alguns exames. Por ocasião do desembaraço aduaneiro,
foi-lhe exigido o pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI), cuja base de cálculo correspondia a 150% do preço corrente do
equipamento no mercado atacadista da praça do remetente, acrescido
do Imposto de Importação (II), das taxas exigidas para a entrada do
produto no país e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
laboratório. Sobre a exigência feita, assinale a afirmativa correta.

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 113
@professorrodrigomartins

113

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS

A) É ilegal, pois, além dos acréscimos, a base de cálculo está sendo de


150% do preço corrente do equipamento no mercado atacadista da
praça do remetente.
B) É ilegal, pois a base de cálculo está incluindo o montante
correspondente ao imposto de importação.
C) É ilegal, pois a base de cálculo está incluindo o montante
correspondente às taxas exigidas para a entrada do produto no país.
D) É ilegal, pois a base de cálculo está incluindo o montante
correspondente aos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
laboratório.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 114
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114

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14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS

CF/88: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal


instituir impostos sobre:
(...)
II - operações relativas à circulação de mercadorias e
sobre prestações de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal e de comunicação, ainda que as
operações e as prestações se iniciem no exterior;

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 115
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115

IMPOSTOS ESTADUAIS
Fato gerador:

✓ operações relativas à (I) circulação de mercadorias e (II) sobre prestações


de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e (III) de
comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no
exterior

1) operação de circulação de mercadorias;


2) prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal; e
3) prestação de serviço de comunicação.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 116
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116

58
14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS

Particularidades:

✓ Extenso regramento constitucional

✓ Em âmbito infraconstitucional, em obediência à CF/88,


é disciplinado pela LC nº 87/96 – Lei Kandir (estudar)

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 117
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117

IMPOSTOS ESTADUAIS
CF/88: Art. 155 (...)
XII - cabe à lei complementar:
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável,
o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de
serviços;
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e
outros produtos além dos mencionados no inciso X, "a"

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 118
@professorrodrigomartins

118

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14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS
CF/88: Art. 155 (...)
XII - cabe à lei complementar:
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro
Estado e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal,
isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única
vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que não se aplicará o disposto
no inciso X, b;
i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na
importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 119
@professorrodrigomartins

119

IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS/Mercadoria: o fato gerador é praticar operação relativa à circulação de
mercadorias (explicando bem os conceitos).

LC nº 87/96: “Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no


momento:
I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para
outro estabelecimento do mesmo titular;
(...).”

Obs.: o dispositivo acima se enquadra no conceito de operação de circulação de


mercadoria?
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 120
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS

Súmula 166 do STJ: “Não constitui fato gerador do ICMS o


simples deslocamento de mercadoria de um para outro
estabelecimento do mesmo contribuinte” (afasta o art. 12,
inciso I, da LC 87/96).

Súmula Vinculante nº 32 do STF: O ICMS não incide sobre


alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 121
@professorrodrigomartins

121

IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS na importação:

CF/88: Art. 155 (...)


§ 2º. O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
(...)
IX – incidirá também:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa
física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer
que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior,
cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o
estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço;
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 122
@professorrodrigomartins

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61
14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS na importação:

Súmula 661 do STF: “Na entrada de mercadoria importada do


exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro.”

Súmula Vinculante nº 48: “Na entrada de mercadoria importada do


exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro.”
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 123
@professorrodrigomartins

123

IMPOSTOS ESTADUAIS

XXI EXAME UNIFICADO DA OAB/FGV. João, advogado


tributarista, é procurado para orientar a empresa L a respeito
do comportamento da jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal sobre matéria tributária. Como assistente de João,
assinale a opção que veicula enunciado com efeito vinculante
em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração
Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e
municipal.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 124
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS
A) Na entrada de mercadoria importada do exterior é legítima a cobrança
do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.
B) Ainda quando alugado a terceiros, o imóvel pertencente a qualquer das
entidades referidas pelo Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/88, permanece
imune ao IPTU, não importando a finalidade a que os aluguéis se destinem.
C) A norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária
está sujeita ao princípio da anterioridade.
D) A exigência de depósito prévio, como requisito de admissibilidade de
ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito
tributário, é constitucional.
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 125
@professorrodrigomartins

125

IMPOSTOS ESTADUAIS
Imunidade específica:

CF/88: Art. 155 (...)


§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
(...)
X - não incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre
serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o
aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e
prestações anteriores;
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 126
@professorrodrigomartins

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14/03/2019

IMPOSTOS ESTADUAIS
Imunidade específica:

CF/88: Art. 155 (...)


§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
(...)
X - não incidirá:
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive
lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;
d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão
sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita;
Semana Especial OAB
Prof. Rodrigo Martins 127
@professorrodrigomartins

127

IMPOSTOS MUNICIPAIS

CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir


impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
(...)

Semana Especial OAB


Prof. Rodrigo Martins 128
@professorrodrigomartins

128

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Fato gerador:

CTN: Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a


propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por
acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do
Município.

Obs.: todos fatos signos presuntivos de riqueza!


Atenção: imóvel invadido?
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Prof. Rodrigo Martins 129
@professorrodrigomartins

129

IMPOSTOS MUNICIPAIS
(XXVI EXAME UNIFICADO DA OAB) Em dezembro de 2017, João adquiriu o domínio útil de um
terreno de marinha. No ano de 2018, foi surpreendido com a chegada de duas notificações:
uma da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), para pagamento do foro anual à União; outra
do Município, contendo a cobrança do IPTU do imóvel. Acerca desse cenário, assinale a
afirmativa correta.
A) A cobrança do IPTU é devida, pois o titular do domínio útil também é contribuinte do IPTU.
B) A dupla cobrança é indevida, pois, tratando-se do mesmo imóvel, a base de cálculo e o fato
gerador do foro anual e do IPTU seriam idênticos, configurando um bis in idem vedado em
matéria tributária.
C) A cobrança do IPTU é indevida, pois, sendo o imóvel de propriedade da União, goza da
imunidade recíproca.
D) Como ambos os tributos (foro anual e IPTU) destinam-se a entes federados distintos, é
admissível a dupla cobrança.

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
CTN: Art. 32. (...)
§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei
municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos
indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos
pelo Poder Público:
I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
II - abastecimento de água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição
domiciliar;
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três)
quilômetros do imóvel considerado.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS

CTN: Art. 32. (...)


§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas
urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de
loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados
à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados
fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior.

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS

Decreto-lei nº 57, de 18 de novembro de 1966:

Art. 15. O disposto no art. 32 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro


de 1966, não abrange o imóvel de que, comprovadamente, seja
utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou
agro-industrial, incidindo assim, sôbre o mesmo, o ITR e
demais tributos com o mesmo cobrados.

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IMPOSTOS MUNICIPAIS
11) II EXAME UNIFICADO DA OAB/FGV. Semprônio dos Santos é proprietário
de um sítio de recreio, local destinado ao lazer, na área de expansão urbana,
na região serrana de Paraíso do Alto. A área é dotada de rede de
abastecimento de água, rede de iluminação pública e esgotamento mantidas
pelo município, embora não existam próximos quer escola, quer hospitais
públicos. Neste caso Semprônio deve pagar o seguinte imposto:
A) o IPTU, por ser área de expansão urbana, dotada de melhoramentos.
B) o ITR, por ser sítio de recreio, não inserido em área urbana.
C) o IPTU, por ser sítio, explorado para fins empresariais.
D) o ITR, por não haver escola ou hospital próximos a menos de 3km do
imóvel.
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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Progressividade fiscal ou no espaço (Emenda Constitucional 29/2000) e
seletividade:

CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I -


propriedade predial e territorial urbana;
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art.
182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:
I – ser progressivo em razão do valor do imóvel; e
II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do
imóvel.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Progressividade extrafiscal ou no tempo:

CF/88: Art. 182 (...)


§ 4º. É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para
área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do
proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que
promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
(...)
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no
tempo;
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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Critérios para a aplicação da progressividade extrafiscal:

✓ indicação da área a ser abrangida pelo IPTU progressivo no plano diretor,

✓ imóvel urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado

✓ lei específica instituindo o IPTU progressivo no tempo, especificando as


condições e os prazos para implementação da obrigação.

✓ respeito às diretrizes estabelecidas em lei federal.


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IMPOSTOS MUNICIPAIS

Súmula 539 do STF: É constitucional a lei do Município que reduz o


imposto predial urbano sobre imóvel ocupado pela residência do
proprietário, que não possua outro.

Súmula 589 do STF: É inconstitucional a fixação de adicional


progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do
número de imóveis do contribuinte.

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
XXI EXAME UNIFICADO DA OAB. Em 2015, o Município X estabeleceu, por meio
da Lei nº 123, alíquotas progressivas do Imposto sobre propriedade Predial e
Territorial Urbana (IPTU), tendo em conta o valor do imóvel. Sobre a hipótese,
assinale a afirmativa correta.
A) A lei é inconstitucional, pois a Constituição da República admite alíquotas
progressivas do IPTU apenas se destinadas a assegurar o cumprimento da
função social da propriedade urbana, o que não é a hipótese.
B) A lei é inconstitucional, pois viola o Princípio da Isonomia.
C) A lei está de acordo com a Constituição da República, e a fixação de alíquotas
progressivas poderia até mesmo ser estabelecida por Decreto.
D) A lei está de acordo com a Constituição da República, que estabelece a
possibilidade de o IPTU ser progressivo em razão do valor do imóvel.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
(...)
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de
bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua
aquisição;

Atenção: assim como o ITCMD, nem todas as regras constantes nos


arts. 35/42 foram recepcionadas pela CF em vigor
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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Município para qual é devido o imposto:

CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:


(...)
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto
os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
(...)
§ 2º - O imposto previsto no inciso II:
(...)
II - compete ao Município da situação do bem.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS

Alíquota (o ITBI não permite alíquotas progressivas):

Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece


alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter
vivos de bens imóveis - ITBI com base no valor venal do imóvel.

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Imunidade específica:

CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:


(...)
§ 2º - O imposto previsto no inciso II:
I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao
patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão
de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de
pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente
for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou
arrendamento mercantil;
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Imunidade específica:

CTN: Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica (imunidade em


questão) quando a pessoa jurídica adquirente tenha como atividade
preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária ou a cessão
de direitos relativos à sua aquisição.
§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste
artigo quando mais de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da
pessoa jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos
subseqüentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas neste
artigo.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Imunidade específica:

CTN: Art. 37. (...)


§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição,
ou menos de 2 (dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida
no parágrafo anterior levando em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes
à data da aquisição.
§ 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o
imposto, nos termos da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem
ou direito nessa data.
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145

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Imunidade específica:

CF/88: Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para
fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função
social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com
cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte
anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida
em lei.
(...)
§ 5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações
de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
(...)
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos
em lei complementar.

Fato gerador: “prestar serviços de qualquer natureza” definidos em LC,


excetuando-se os serviços de transporte interestadual e intermunicipal e os de
comunicação, cuja competência foi dada aos Estados e ao Distrito Federal.

Atenção: seja serviço com ou sem fornecimento de mercadoria, salvo exceções


prevista na lei!
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Atenção:

1) o STF já decidiu pela constitucionalidade da lista (até mesmo porque ela


é exigida pelo inciso III do art. 156 da CF/88)

2) O STJ já decidiu que a lista é taxativa, mas que comporta interpretação


ampla e extensiva de cada um de seus itens (“congêneres”).

Súmula 424 do STJ: “É legítima a incidência de ISS sobre os serviços


bancários congêneres da lista anexa ao DL 406/68 e à LC 56/87.”
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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Locações e outras atividades que não são serviços:

3.05 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de


uso temporário.
(...)

Súmula Vinculante 31: “É inconstitucional a incidência do Imposto


sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS sobre operações de
locação de bens móveis.”
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Para qual Município é devido o ISS?

LC 116/2003: Art. 3o O serviço considera-se prestado, e o imposto, devido,


no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no
local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a
XXV, quando o imposto será devido no local: (Redação dada pela Lei
Complementar nº 157, de 2016)

Atenção: o caput traz a regra geral!

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Exceções à regra nos incisos do art. 3º:

II – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no


caso dos serviços descritos no subitem 3.05 da lista anexa;

III – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e


7.19 da lista anexa;

IV – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista


anexa;
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Exceções à regra nos incisos do art. 3º:

VI – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento,


reciclagem, separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos
quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09 da lista anexa;

VII – da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e


logradouros públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e
congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista anexa;

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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Não incidência do ISS na exportação de serviço (inciso II do § 3º do art. 156
da CF/88):

CF/88: Art. 156 - Compete aos Municípios instituir impostos sobre:


(...)
§ 3º - Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo,
cabe à lei complementar:
(...)
II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior.
(alterado pela EC 3/93)
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Não incidência do ISS na exportação de serviço (inciso II do § 3º do art. 156
da CF/88):

LC 116/2003: Art. 2o O imposto não incide sobre:


I – as exportações de serviços para o exterior do País;
(...)
Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços
desenvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o
pagamento seja feito por residente no exterior.

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
Ao contrário, incide ISS na importação de serviço (§ 1º do art. 1º da LC
116/2003):

LC 116/2003: Art. 1o O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de


competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a
prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses não se
constituam como atividade preponderante do prestador.
§ 1o O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do
País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.

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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Base de cálculo:

LC 116/2003: Art. 7o A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.


(...)
§ 2o Não se incluem na base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza:
I - o valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos
itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar;

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14/03/2019

IMPOSTOS MUNICIPAIS
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de
construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive
sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação,
terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de
produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias
produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços,
que fica sujeito ao ICMS).

7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e


congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador
dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
7.11 – Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de
alimentação e bebidas, que fica sujeito ao ICMS).

14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto,


restauração, blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos,
aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto
(exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).

14.03 – Recondicionamento de motores (exceto peças e partes


empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Alíquotas:

LC 116/2003: Art. 8o As alíquotas máximas do Imposto Sobre Serviços de


Qualquer Natureza são as seguintes:
I – (VETADO)
II – demais serviços, 5% (cinco por cento).

Art. 8o-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer


Natureza é de 2% (dois por cento). (Incluído pela Lei Complementar nº 157,
de 2016)
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Tributação fixa das sociedades uniprofissionais prevista no Decreto-lei nº 406/1968:

DL nº 406/1968: Art. 9° A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.


§ 1º Quando se tratar de prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal do próprio
contribuinte, o impôsto será calculado, por meio de alíquotas fixas ou variáveis, em função da
natureza do serviço ou de outros fatores pertinentes, nestes não compreendida a importância
paga a título de remuneração do próprio trabalho.
(...)
§ 3° Quando os serviços a que se referem os itens 1, 4, 8, 25, 52, 88, 89, 90, 91 e 92 da lista
anexa forem prestados por sociedades, estas ficarão sujeitas ao imposto na forma do § 1°,
calculado em relação a cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste
serviços em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da
lei aplicável.
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IMPOSTOS MUNICIPAIS
Tributação fixa das sociedades uniprofissionais prevista no Decreto-lei nº 406/1968:

1. Médicos, inclusive análises clínicas, eletricidade médica, radioterapia, ultra-sonografia,


radiologia, tomografia e congêneres;
4. Enfermeiros, obstetras, ortópticos, fonoaudiólogos, protéticos (prótese dentária);
8. Médicos veterinários;
25. Contabilidade, auditoria, guarda-livros, técnicos em contabilidade e congêneres;
52. Agentes da propriedade industrial;
88. Advogados;
89. Engenheiros, arquitetos, urbanistas, agrônomos;
90. Dentistas;
91. Economistas;
92. Psicólogos;
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Prof. Rodrigo Martins 161
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IMPOSTOS MUNICIPAIS

Súmula 663 do STF: “Os §§ 1º e 3º do art. 9º do Decreto-Lei


406/1968 foram recebidos pela Constituição.”

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OBRIGADO
PROF. RODRIGO MARTINS

@PROFESSORRODRIGOMARTINS

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