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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO

Preocupada com o desenvolvimento de seus profissionais, com a sua formação técnica nos produtos AGCO,
frente às tendências tecnológicas, inovações e constantes atualizações em nossos produtos; a AGCO
Academy criou um Programa de Capacitação, com ferramentas de melhores práticas em aprendizagem,
com informações técnicas e comportamentais de qualidade e instrutores de treinamento conduzido.

O Programa está dividido nos níveis de prontidão Fundamental, Desenvolvimento e Especialista.

Fundamental : treinamentos com conceitos básicos necessários sobre os produtos AGCO, focando
qualificar um profissional que está iniciando em suas atribuições e/ou os primeiros treinamentos obrigatórios
de produtos AGCO;

Desenvolvimento: treinamentos com conceitos de desenvolvimento, que serão aplicados diretamente em


suas atribuições, focando treinamentos técnicos dos produtos AGCO e iniciação nos treinamentos
comportamentais;

Especialista: treinamentos com conceitos avançados para profissionais experientes, que já participaram de
todos os treinamentos técnicos do grupo de desenvolvimento. Treinamentos para formação de agentes
multiplicadores e profissionais que possuem coordenação de equipe.

Com isso estamos colaborando para melhorar a competitividade e a performance dos nossos profissionais.

Bem Vindo ao Programa de Capacitação do AGCO Academy !


Curso Motor
AGCO SISU POWER

Instrutor:
LEANDRO VAN DEN BYLAARDT
Tel: (11) 8222-5369
E-mail: leandro.bylaardt@agcocorp.com
Programação

• Conhecendo a AGCO SISU POWER

• Motor Diesel

• Motores AGCO SISU POWER


AGCO SISU POWER

Estado de São Paulo. Cidade Mogi das cruzes, próximo a cidade de São Paulo.
AGCO SISU POWER
Produzindo Motores desde
1947

VALMET diesel
1947 - 1998

1998 – 2000

2000 –
Matriz

Fábrica localizada em Nokia na Finlândia


Produtos

Motores Diesel Conjuntos Engrenagens e Eixos

Conjunto Geradores de 25-1800 KW - Componentes para diversas


aplicações no grupo AGCO
Motores de 50 – 500 hp Conjuntos Moto-Bombas de 30 -350 kW
Conjuntos Diesel

Conjuntos Moto Bomba

Conjuntos Geradores
Conjuntos Diesel

SisuDiesel 320 SisuDiesel 420 SisuDiesel 620


3,3 l 4,4 l 6,6 l

SisuDiesel 634 SisuDiesel 645


7,4 l 8,4 l
Nova Série de Motores

SisuDiesel SisuDiesel SisuDiesel


33 DT 3,3 l 44 EWA 4,4 l 66 ETA 6,6 l

SisuDiesel SisuDiesel
74 ETA 7,4 l 84 ETA 8,4 l
Produtos com Motor
AGCO SISU POWER
Motores AGCO SISU
POWER linha VALTRA
TRATORES COLHEITADEIRAS
Modelo Tipo motor Modelo Tipo motor

BF65 / A650 320D BC4500 620DS


BF75 / A750 / A850 320DS BC6500 84ETA
BF75L 420D BC7500 84ETA
A950 / A990 420DS
BM100 / BM110 420DS PULVERIZADORES
BM125i 420DSA Modelo Tipo motor
BH145 / BH165 / BH180 620DS
BT150 / BT170 BS3020H 620DS
BH185i /BH 205i / BT190 620DSA
BT210 634DSA
Designações dos tipos de
motores

A letra antes do número de série informa o ano de produção, conforme mostrado na tabela:

A 1991 B 1992 C 1993 D 1994 E 1995 F 1996


G 1997 H 1998 J 1999 K 2000 L 2001 M 2002
N 2003 P 2004 R 2005 S 2006 T 2007 U 2008
V 2009 W 2010 Z 2011
Designações dos tipos de
motores

6 20 D S R I E L

Aplicação
A= motor de veículo
G = motor configurado para geração de energia
L = motor de colheitadeira / trator
M = motor marítimo
P = motor configurado para bomba

E = motor testado quanto a emissões (certificado) para uso fora de estrada


C = motor testado quanto a emissões (certificado) para uso em estrada

Motor com radiador de ar (intercooler)


A = Ar para o radiador de ar (intercooler)
I = Ar para o radiador (intercooler) de água

R= bomba injetora rotativa (Delphi)


B = bomba injetora em linha (Bosch)
S = turbo sem válvula de alívio
W = turbo com válvula de alívio

Tipo básico (E com sistema de injeção eletrônica)

Número de cilindros (3,4 ou 6 cilindros)


Histórico dos
motores Diesel

DESDE OS TEMPOS DE UNIVERSIDADE


NO FINAL DO SÉCULO XIX, EM MUNIQUE
(ALEMANHA) RUDOLF DIESEL TINHA O
SONHO DE CONSTRUIR UM MOTOR QUE
UTILIZASSE TOTALMENTE A ENERGIA
DO COMBUSTÍVEL.

DEPOIS DE VÁRIOS PROJETOS E


ADQUIRIR EXPERIÊNCIA COM ELES,
DIESEL CONSEGUIU PATENTEAR SUA
IDÉIA EM 22 DE FEVEREIRO DE 1893.

O MOTOR FOI OFICIALMENTE


RUDOLF DIESEL APRESENTADO AO MERCADO EM 1898
COM 10 CV DE POTÊNCIA.
Princípio de
Funcionamento

• Motores Ciclo Otto

• Motores Ciclo Diesel


Princípio de
Funcionamento

• Ciclo Otto – São aqueles que aspiram a mistura


ar-combustível preparada antes de ser comprimida
no interior dos cilindros. A combustão é provocada
por centelha.

• É o caso de todos os motores à gasolina, alcool, ou


gás.

imagens SISU\Ciclo Otto.exe


Princípio de
Funcionamento

• Ciclo Diesel – São aqueles que aspiram ar, que


após ser comprimido no interior dos cilindros, recebe
o combustível sob pressão. A combustão ocorre por
auto-ignição, quando o combustível entra em contato
com o ar, aquecido pela alta pressão.

• O combustível injetado nas maioria das vezes é o


óleo diesel, mas outros combustíveis podem ser
utilizados, como nafta e óleos vegetais (Biodiesel)
Diferenças entre Ciclo Otto e
Ciclo Diesel

Motores de Combustão Interna a Pistão


Característica Ciclo Otto Ciclo Diesel
Tipo de Ignição Por centelha (vela de Auto – ignição
ignição)
Formação da mistura Carburador ou injeção Injeção mecânica ou
eletrônica Injeção eletrônica
Relação de 6 até 14 : 1 16 até 24 :1
Compressão

Nos motores ciclo Otto com injeção indireta eletrônica, o combustível é injetado próximo a
válvula de admissão, e nos modelos com injeção direta, semelhante aos motores diesel
(na cabeça do pistão)
Princípio de Funcionamento

COMBUSTÍVEL
Ciclo 4 tempos do
motor Diesel

ADMISSÃO COMPRESSÃO IGNIÇÃO ESCAPE


Motor de 4 tempos
Capacidade
Volumétrica do motor

ø
Cilindrada h
V = 3,14 x r2 x h x n

Legenda:
V = Volume (litros)
¶ = 3,14
r = Raio do cilindro (equivalente a metade do diâmetro)
h = Curso do pistão
n = Número de cilindros do motor
Definição de Potência

Potência = Força x Distância


Tempo

1 KW = 1,359 CV

75 kG x 1 Metro / 1 Segundo = 1 CV = 0,736 KW


Normas de Potência

 DIN, NBR, ISO: A potência do motor é medida com o ventilador,


bomba de água, bomba injetora, alternador, silencioso e filtro de ar.

 CUNA (Itália): A potência do motor é medida sem o filtro de ar e


sem silencioso. É de 5 a 10% superior aos valores em DIN, NBR e ISO

 SAE: A potência do motor é medida sem os agregados e


consumidores de energia. É de 10 a 25% superior aos valores em DIN,
NBR e ISO.
Normas de Potência

DIN/ISO/NBR = Norma Alemã

SAE = Norma Americana


Rotação nominal de
trabalho

Motor Diesel
POWER: 103 kW (140 cv) @ 2200 rpm

TORQUE: 510 N.m @ 1400 rpm

Norma: ISO/TR 14396

Potência disponibilizada 95 % = 98 kW

Torque disponível = 493 N.m (96%)

Consumo específico = 209,8 g/kW.h


Reserva de Torque

• Reserva de torque (%) = Torque Máx. – Torque rotação nominal X 100


Torque à rotação nominal

• Torque reserva relação (%) = Torque Máx. – Torque à rotação máxima X 100
Torque à potência máxima
Lubrificante e suas
características

Todos os óleos
lubrificantes obedecem as
normas internacionais de
classificação SAE e API.
Lubrificante e suas
características

VISCOSIDADE

É uma das mais importantes propriedades


de um óleo, é a resistência do lubrificante
ao seu próprio escoamento a uma
determinada temperatura.

Um óleo mais viscoso é como o mel, ele é


mais grosso e um óleo menos viscoso é
como a água, ele é mais fino.
Classificação internacional
de lubrificantes

• S.A.E = SOCIETY AUTOMOTIVE ENGINER, OU SEJA,


SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS.

Responsável pela Classificação dos lubrificantes quanto as


características de Viscosidade.

• A.P.I = AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE, OU SEJA,


INTITUTO AMERICANO DO PETRÓLEO.

Responsável pela Classificação dos lubrificantes quanto ao nível de


tecnologia aplicado (aditivos).
Norma S.A.E

A correta graduação da viscosidade do


óleo do motor depende da temperatura
ambiente de funcionamento.

Nota: Em regiões onde as


temperaturas são extremas e longas, a
prática de utilização de lubrificantes
locais é aceitável: tais como SAE 5w30
em temperaturas muito baixas ou
SAE 20w50 em temperaturas muito
altas.
Norma A.P.I

Ciclo do motor
API C F - 4 (4 tempos)

Código Aplicação Nível tecnológico

Aplicação:
C = Comercial (ciclo diesel)
S = Spark (ciclo otto, tal como Gasolina, Alcool, GNV)

Nível tecnológico:

Obedece a sequência do alfabeto : A, B, C, D, E, F, G, H...

Atualmente, está disponivel API Ci - 4


Motor Diesel

• 4 Tipos de Aplicações:

- Estacionários
- Industriais
- Veiculares
- Marítmos
Partes do Motor

PÉ OU OLHO PEQUENHO CAMISAS OU CILINDROS

GALERIAS DE LUBRIFICAÇÃO
BUCHA DA BIELA
GALERIAS DE ÁGUA

PERNA OU HASTE

CABEÇA OU OLHO GRANDE

CASQUILHO OU
BRONZINAS DE BIELA

PAREDE DO BLOCO

CONTRAPESO MANCAIS DO VIRABREQUIM


Partes do Motor
Partes do Motor

VIRABREQUIM
MWM

VIRABREQUIM
AGCO Sisu Power
Partes do Motor
Camisas úmidas com apoio
Projeto inovador Intermediário
• Inovação AGCO Sisu Power
• Baixa vibração - evita cavitação.
• Evita a deformação da camisa.
• Anéis sem vibração.
• Baixo consumo de óleo lubrificante
• Menor poluição
• Perfeito arrefecimento na parte superior
do cilindro.
Sistemas que constituem os
motores Diesel

• Sistema de Admissão de Ar
• Sistema de Injeção de Combustível
• Sistema de Lubrificação
• Sistema de Arrefecimento
• Sistema de Exaustão
Sistema de Admissão de Ar

Filtro de Ar Turbocompressor
Sistema de Admissão de Ar
A = Elemento primário

B = Elemento secundário (Segurança)

A C = Recomendações para manutenção


Elemtento primário
D • Limpeza com ar comprimido, máx. 70 psi
• Verificar com lâmpada rasgos ou furos
B • Substituir a cada 3 limpezas ou 1 ano

Elemento Secundário
• Não é permitida a limpeza
• Substituir a cada 3 trocas do elemento primário
ou 1000 horas, o que ocorrer primeiro

D = Proibições na manutenção
• Não lavar
• Não bater
• Não aplicar ar comprimido na parte externa

C
Sistema de Admissão e
Escape

5 1 = Filtro de ar (elementos primário e


1 secundário / segurança)
4 2 = Turbocompressor

3 = Coletor de admissão

4 = Coletor de escapamento

5 = Silencioso / escapamento

3
Turbocompressor,
esquema de lubrificação
INTERCOOLER
BM125i – BH185i – BH205i – BT190 - BT210

Caracteristica do Intercooler Benefício


Maior vida útil dos Motores e componentes
Menor Temperatura de Trabalho Menor custo de manutenção
Maior vida dos óleos lubrificantes
Melhor eficiência de combustão reduzindo a emissão de gases
Maior potência por cilindro
Maior performance do trator
Maior quantidade de ar no cilindro
Menor consumo específico
Manter a potência em altitudes

Intercoler
Sistema
Ar - Ar
INTERCOOLER
BM125i – BH185i – BH205i – BT190 - BT210
* Vista superior do motor

25 °C
Entrada Filtro
450 °C
de Ar Entrada
Silencioso
41 °C
Entrada
Turbo

170 °C
Entrada
Intercooler
650 °C
Coletor
110 °C Escape
Intercooler
65 °C

Combustão
60 °C
Saída 65 °C
Intercooler
Entrada
Coletor de
Admissão
Pontos de Coleta das Temperaturas
Sistema de Injeção de
combustível
Bomba injetora em Linha

Sucção de combustível

Retorno de combustível

Pressão de alimentação
(0,6 – 1 Bar)

Pressão de injeção
(250 Bar)

Combustível estático,
partida térmica
Sistema de Injeção de
combustível
Bomba injetora rotativa

1. Tanque de combustível
2. Pré-filtro
3. Separador de água (opcional)
4. Bomba de alimentação
5. Filtro de combustível
6. Bomba injetora
7. Injetor
8. Válvula de alívio
9. Sensor alimentador de pressão
(0,05 – 0,2 bar)
Sistema de Injeção de
combustível

1. Entrada de combustível do bico


2. Retorno de combustível
3. Calços de ajuste
4. Mola de pressão
5. Válvula com espassador de parada
6. Corpo
7. Válvula do bico
8. Furo do bico
Sistema de Injeção de
combustível
• Os motores AGCO Sisu power produzidos a partir de 2010 estão
homologados para trabalhar com Diesel ou Biodiesel B100 – ANP 42/200.
JAMAIS UTILIZAR ÓLEO VEGETAL (NATURAL)

DANOS CAUSADOS PELA UTILIZAÇÃO DE ÓLEO VEGETAL


Sistema de Lubrificação
Motor 620 / 634

1. Bomba de óleo lubrificante

2. Válvula de alívio da pressão

3. Filtro de óleo

4. Turbocompressor

5. Galeria principal

6. Bico de refrigeração do pistão

7. Sensor de pressão do óleo


Sistema de Lubrificação
Motores série 20 / 34

Nova válvula de alívio de pressão


de lubrificação (2,5 – 4,0 Bar).

 Menos componentes

 Menor custo

 Fácil assentamento da sede

 Menor cavitação por


desalinhamento

Mola Válvula Sede da válvula


Tampa frontal
Sistema de Lubrificação
Motores série 20 / 34

Válvula reguladora de pressão


pressão de 2,5 a 4,0 bar independente da
rotação do motor; 1,0 bar na lenta
Sistema de Lubrificação
Motores série 20 / 34

Ejetor de óleo no pistão


pressão superior a 3,0 bar
Sistema de Lubrificação
Motores série 20 / 34

Bomba de Lubrificação
Sistema de Lubrificação
Motores série 20 / 34
Bomba de Lubrificação

Folga axial da engrenagem – 0,03 a 0,11mm


Ajuste através da quantidade de juntas
instaladas entre a tampa e a carcaça da
bomba
Sistema de Arrefecimento

1. Bomba d´agua

2. Válvula termostática
(Abertura com 79 oC)

3. Galeria de circulação do líquido de


arrefecimento com válvula
termostática fechada

4. Radiador

5. Tanque de expansão

6. Filtro do líquido de arrefecimento


Sistema de Arrefecimento

Em alguns motores 620/634 há dois termostatos


separados, onde um deles controla o líquido
refrigerante por uma válvula by-pass.

Os termostatos diferem em sua abertura por tipos de


temperaturas. Quando a temperatura de refrigeração
está com 79ºC, abre o termostato menor (1)
permitindo a passagem do líquido por um furo
existente na bomba de refrigeração, deixando uma
parte do refrigerante no radiador. Seguindo o
aumento da temperatura, atingindo 83ºC, abre o
outro termostato (2). Funciona como se fosse um
tipo suplente que fecha o furo de entrada e remete o
líquido refrigerante para o radiador
imagens SISU\Sistema de Arrefecimento.exe
Montagem das
camisas no bloco
Flange de apoio
axial e apoio lateral Apoio axial (flanges) retrabalhados
com ferramenta especial - fresas

Apoio lateral

Apoios da camisa evitam a vibração e


conseqüente cavitação na camisa
(bolhas de ar)
Montagem das
camisas no bloco
Vedação da Camisa

• Anéis Pretos – Vedação do líquido de arrefecimento


• Anel Verde – Vedação do óleo lubrificante

Na instalação, não utilizar óleo lubrificante, mas sim sabão líquido.


Altura das camisas em
relação ao bloco

Número H Estrias
8366 47420 9,03mm - (Std)
8366 47933 9,08mm 1
8366 47934 9,13mm 2
8366 47935 9,23mm 3

Utilizando um relógio comparador, efetue a medida da face superior da camisa em relação ao


bloco em 4 pontos diferentes da camisa. A posição da camisa acima do bloco do cilindro deve
estar entre 0,03 a 0,08mm.
O ajuste é obtido utilizando camisas de sob-medida, a qual é marcada com estrias.
Pistão

Medir o diâmetro do pistão com um micrômetro, a uma distância


de 17 mm acima da saia do pistão.
Comparar com o diâmetro do cilindro para determinar a folga do
conjunto pistão / cilindro.
Anéis do Pistão

ALTURA DO ANEL
Distância entre as faces
laterais do anel, medida em
milímetros.

ESPESSURA RADIAL

Distância entre as faces


externa e interna do anel,
medida em milímetros.
Anéis do Pistão

FOLGA LATERAL
Distância entre a face lateral
do anel e a superfície lateral
da canaleta.

FOLGA TRASEIRA

É a folga entre a face interna


do anel e o fundo da
canaleta do pistão.
Anéis do Pistão

Vedação Lateral Completa FORÇA TANGENCIAL


Força de expansão do anel
quando instalado em um
cilindro.

Extrema importância para


obter vedação lateral,
diminuindo perdas de
compressão e consumo de
óleo lubrificante.
Folga entre ponta de anéis

Montar os anéis nos cilindros, e com um calibre de lâmina verificar a folga


entre as pontas dos anéis.
Esta folga não pode exceder a 1 mm no 1º e 3º anel e 1,5 mm no 2º anel.
Montagem dos pistões

O pistão utiliazado nos motores são comunisados, isto é,


motores 3, 4 e 6 cilindros utilizam o mesmo pistão.
Efetuar a montagem dos pistões mantendo a marca (flecha)
para a frente do motor (lado do radiador).
Montagem dos pistões

Após montagem dos pistões, verificar a altura dos mesmos, em PMS,


em relação a face superior do bloco.
Diferença máxima admitida entre pistões: 0,05mm
Acima desta medida, torna-se necessário efetuar furação
descentraliadas das bronzinas do pistão.
Bielas

Toda biela é marcada no corpo o


códigos F, V, X, Y, W, Z e G, o qual
é relativo ao peso da mesma,
conforme a tabela abaixo :

Peso da Biela (gramas)


Código Inicial Final
F 1935 1954
V 1955 1974
X 1975 1994
Y 1995 2014
W 2015 2034
Z 2035 2054
G 2055 2074
Bielas

Modelo com corte oblíquo, com separação da capa obtida


mediante uma tecnologia denominada "Fracture Split"
(fraturada), forjadas em aço.

Os casquilhos da biela são de aço revestidos com um liga


antifricção.
Bielas

Biela do tipo usinada: Biela do tipo fraturada:


Montada com a letra da classe de peso no Montada com a letra da classe de peso no
lado oposto da câmara de combustão. mesmo lado da câmara de combustão.

Conforme Boletim de serviço 002/02, as novas bielas possuem


posição de montagem diferenciada. Em caso de substituição, deve-se
efetuar em todo o conjunto.
Bielas

Verificar o comprimento máximo dos parafusos (86,50 mm).


O aperto é efetuado em 3 etapas:
1° etapa: 40 Nm
2° etapa: 80 Nm
3° etapa: + 90 graus
Mancais fixos

Os mancais são numerados, obedecendo a ordem de contagem da


parte frontal do motor (bomba d´agua) para trás (volante).
Mancais fixos

Apoio

Casquilho

A folga axial do virarabrequim é 0,10 a 0,35 mm.


Se a folga axial estiver maior que esta medida os mancais axiais deverão ser
trocados por outros com sobremedidas.
Anel de encosto da
árvore de manivelas

Conforme Boletim de Serviço 06/2009, nos motores Sisu 620 e 634 o anel de encosto foi
substituído por um anel de encosto do tipo integrado com a bronzina do mancal principal.

Nota: Somente o anel de encosto STD passou a ser integrado com a bronzina do mancal principal (3),
enquanto que, os anéis de encosto das sobre medidas 0,10 e 0,20 mm continuam na forma antiga
(2), ou seja, não são integrados com a bronzina do mancal principal (1).
Compensador de Massas
(motores 420)
Ao montar o conjunto, observar a coincidência dos pontos das engrenagens.
Compensador de Massas

Gire o virabrequim para coincidir as marcas das engrenagens.


Aperte os parafusos de fixação do balanceador dinâmico e verifique a folga
entre dentes, que deve estar entre 0,1 a 0,3 mm.
Caso necessário, adicione calços entre o bloco do motor e suporte do
balanceador dinâmico.
Compensador de Massas

1 2
Presente somente nos
motores 4 cilindros
3
1 Compensador de massa
8
2 Bucha
3 Calço de ajuste folga axial 7
4 Carcaça do compensador 4
5 Eixos dos excêntricos
6 Tubo de lubrificação
7 Parafuso banjo
8 Calço de ajuste da folga entre dentes
6

5
Compensador de Massas

Verificar a folga entre dentes, utilizando


relógio comparador.

Valor de ajuste: 0,10 a 0,30 mm


Bomba de lubrificação

Verificar a folga entre dentes das


engrenagens do virabrequim e da
bomba (0,05 a 0,25mm) com um
relógio comparador. Se necessário,
altere a quantidade de calços entre a
carcaça da bomba e o bloco do
cilindro.
Árvore do comando de
válvulas
A
A
A
A B
A B
B
B
B
B

O eixo de comando apoia no bloco em cinco mancais (A)


Nos motores 620 e 634, a partir do número de série L83998, todos os pontos de apoio do eixo de comando de válvula vem com uma bucha
montada, sendo que a frontal vem com uma ranhura do óleo no diâmetro interno da bucha (anteriormente estava no eixo de comando).

Cada cilindro contém dois excêntricos de comando (B), sendo um para admissão e outro para escape.
Comando de válvulas

TDC – escape e admissão

PMS
TDC – escape

TDC – admissão

TDC –
compressão

A Avanço da injeção
Fase de admissão
Fase de escape
Fase de injeção
PMI
Distribuição do motor na
parte frontal

Ao instalar a engrenagem intermediária / distribuição (1), verifique a coincidência das


marcações com a engrenagem do virabrequim (2), para não montar o conjunto fora
de ponto.
Sincronismo da árvore do
comando de válvulas

Ao instalar a engrenagem condusida da árvore de comando de válvulas (1), verifique


a coincidência das marcações com a engrenagem intermediária / distribuição (2),
para não montar o comando fora de ponto.
Comando de válvulas

Balancins
das válvulas
Parafuso de ajuste da folga
da válvula

Eixo do balancim
Varetas
Tuchos

Engrenagem de Mola
acionamento do
eixo do comando
Válvulas
Eixo do comando
de válvulas
Junta do cabeçote

A espessura da junta de cabeçote é única (1,3 mm standard),


porém nos motores 6 cilindros o conjunto utiliza 2 juntas
(conjunto composto por 2 cabeçotes).
Válvulas do cabeçote

1 Guia da
válvula

Haste da
válvula
Sede da
válvula

Os guias e sedes de válvulas estão situados diretamente no cabeçote.


Instale na parte superior da haste (1), uma camada fina de veda-rosca de teflon para proteger os
lábios do retentor durante sua passagem pelo canal de instalação dos semicones.
Cabeçote

Sistema de comando de válvulas OHV – Over Head Valve –


(comando no bloco).
Válvulas localizadas no cabeçote, sendo uma de admissão e
uma de escape para cada cilindro.
Cabeçote

Após retífica do cabeçote, verificar espessura, a qual não deve ser


menor que 104,00 mm.

Profundidade da sede de válvula até cabeçote:


0,60 mm para escape e 0,70 mm para admissão.
Cabeçote

Cabeçote “Cross flow”

 Redus o pré-aquecimento do
ar de admissão antes de entrar
no bloco do motor

 Válvulas de admissão e
exaustão de grande diâmetro
otimizando a combustão da
mistura e a exaustão dos gases.
Sequência de aperto do
cabeçote
Os parafusos devem ser apertados
seguindo um padrão de alongamento,
partindo dos parafusos centrais em
direção aos externos.

1o Estágio de aperto com torquímetro:


320, 620, 634 Todos os parafusos com 80 Nm

2o Estágio de aperto com ângulo de


90o em todos os parafusos.

3o Estágio de aperto adicional com


ângulo de 90o em todos os parafusos
420

Frente do motor (ventilador)


Folga das válvulas

A folga deve ser ajustada quando o respectivo pistão está no PONTO MORTO na fase
de compressão. Obedecer a ordem de injeção conforme o modelo do motor

Modelo motor SISU 320


Ordem injeção 1-2-3

Modelo motor SISU 420


Ordem injeção 1-2-4-3

Modelo motor SISU 620 / SISU 634


Ordem injeção 1-5-3-6-2-4
Folga das válvulas
Motor 320
Girar a árvore de manivelas (sentido horário, visto de frente) de tal forma que as válvulas do 1º cilindro
estejam fechadas (apresentam folga nos balanceiros) e simultâneamente a válvula de escape do 3º cilindro
está aberta.
Ajustar as válvulas (admissão e escape) do 1º cilindro.
Girar 2/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 2º cilindro.
Girar 2/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 3º cilindro.

Motor 420
Girar a árvore de manivelas (sentido horário, visto de frente) de tal forma que as válvulas do 1º cilindro
estejam fechadas (apresentam folga nos balanceiros) e simultâneamente a válvula de admissão do 4º
cilindro está aberta.
Ajustar as válvulas (admissão e escape) do 1º cilindro.
Girar 1/2 volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 2º cilindro.
Girar 1/2 volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 4º cilindro.
Girar 1/2 volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 3º cilindro.
Folga das válvulas

Motor 620 e 634


Girar a árvore de manivelas (sentido horário, visto de frente) de tal forma que as válvulas do 1º cilindro
estejam fechadas (apresentam folga nos balanceiros) e simultâneamente a válvula de admissão do 6º
cilindro está aberta.
Ajustar as válvulas (admissão e escape) do 1º cilindro.
Girar 1/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 5º cilindro.
Girar 1/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 3º cilindro.
Girar 1/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 6º cilindro.
Girar 1/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 2º cilindro.
Girar 1/3 de volta a árvore de manivelas e regular as válvulas do 4º cilindro.
Folga das válvulas

Folga (calibre de lâminas) Procedimento para os motores


3, 4 e 6 cilindros:
Admissão: 0,35 mm
Escape: 0,35 mm
Montagem de coletores
Amortecedor de Vibrações
(Dumper)

Não pode ser amassado em hipótese


alguma. Se isto ocorrer, o amortecedor
deve ser substituído.

Para fazer marcações de instalação, não


utilizar punção. Somente lápis elétrico
Amortecedor de Vibrações
(Dumper)
Amortecedor de Vibrações do Tipo Viscoso (Dumper)
Cubo da polia do virabrequim

Observar marca de montagem


Sistema de injeção

O padrão do líquido pulverizado pelo injetor não é simétrico


intencionalmente. Portanto, é importante que o injetor
esteja encaixado corretamente no cabeçote do cilindro.

A conexão para a linha de retorno deve ficar de frente para o


mecanismo da válvula.
Bomba injetora - Remoção

• Girar o motor manualmente até obter a condição de 1º cilindro em PMS


explosão (válvulas fechadas).

• Alinhar a marca de referência da polia frontal (inicio de injeção),


conforme modelo do motor (ver tabela seguinte).
Bomba injetora - Remoção

• Retirar as tubulações de saída da bomba injetora.


• Remova a tampa frontal e solte a porca da engrenagem de acionamento da bomba.
• Fixe o extrator 9052 48900 e remova a engrenagem.
• Desmontar as porcas de fixação da bomba e remover a bomba do motor.

9052 48900
Bomba injetora -
Sincronização

Pontos de injeção, potência e torque dos motores AGCO SISU POWER


Modelo Tipo Motor Ângulo de Injeção Equivalente mm APMS do
pistão
BF65 320D 18º 3,76
BF75 / A650 / A750 320DS 18º 3,76
A850 320DS 22º 5,58
BF75L / A750L 420D 20º 4,63
A950 420DS 22º 5,58
BM100 420DS 22º 5,58
BM110 420DS 23º 6,09
BM125i 420DSA 23º 6,09
BH145 / BH165 620DS 22º 5,58
BT150 / BT170
BH180 / BS3020H / BC4500 620DS 23º 6,09
BH185i / BH205i / BT190 620DSA 23º 6,09
BT210 634DSA 23º 6,09
Bomba injetora -
Sincronização

Em motores que não existe referência na


polia frontal, o ângulo de injeção é obtido
através de medida equivalente no APMS do
1º cilindro.

Em PMS, soltar a válvula na cabeça do


pistão (por motivo de segurança, montar o
anel trava da válvula). Zerar relógio
comparador e girar o motor anti-horário
(visto de frente) até obter valor equivalente
em milimetros, conforme modelo do motor.
Bomba injetora rotativa -
Sincronização
• Verificar o alinhamento da marca da polia frontal (1º cilindro em PMS explosão).
• Bomba injetora livre (cunha inserida entre bomba e parafuso).
• Alinhar o eixo da bomba injetora (chaveta) com a saída do primeiro cilindro.

Saída 1º cilindro
Chaveta
Bomba injetora rotativa -
Sincronização
• Acoplar o teste de bico injetor na saída da bomba injetora, (1º cilindro) e aplicar uma
pressão de 50 Bar (700 psi).
• Travar a bomba injetora.

Saída 1º
cilindro
Bomba injetora rotativa -
Sincronização
• Instale a bomba injetora no motor, apertando as porcas de fixação.
• Instale a engrenagem de acionamento da bomba injetora, aplicando torque de 40 Nm.
• Destrave a bomba injetora (soltar o parafuso trava)
• Aplique torque final na porca com 90 Nm
• Monte a tampa frontal
• Instale as tubulações de saída da bomba injetora.
• Efetue o procedimento de sangria do sistema.
Bomba injetora em Linha -
(Bosch P) - Sincronização
• Girar o eixo de manivelas até que o 1º cilindro esteja em P.M.S em explosão.
• Girar o eixo de manivelas no sentido anti-horário (visto de frente) até alinhar a marca
da polia frontal com a seta indicadora.
• Desparafuse o tampão localizado no lado da bomba injetora. Retire o pino do
indicador.

Tampão do pino indicador


Bomba injetora em Linha -
(Bosch P) - Sincronização
• Insira o pino indicador e empurre na posição da ranhura, verificando o
alinhamento de encaixe do pino com a ranhura. Se não ocorrer alinhamento,
significa que será necessário ajustar a bomba injetora.
• Com as porcas de fixação soltas, gire a bomba manualmente até obter o
alinhamento do pino com a ranhura.

Porcas de fixação
Bomba injetora em Linha -
(Bosch P) - Sincronização

Atenção: Não gire o eixo de manivela quando o pino estiver no fim


de entalhe dentro da bomba, cuidando para que o pino não
danifique ou quebre facilmente e permaneça dentro do alojamento
de plástico do regulador.

• Apertar as porcas de fixação da bomba injetora


• Monte o pino indicador recolhido no tampão.
• Efetue o procedimento de sangria do sistema.
Desaeração do sistema de
combustível
Torna-se necessário efetuar a sangria do sistema de alimentação
após instalar a bomba e bicos injetores.

Afrouxar a tubagem de entrada de combustível da bomba injetora e


atuar na alavanca da bomba de alimentação até que não saia mais
bolhas de ar. Apertar a tubagem.
Desaeração do sistema de
combustível
Acione o motor. Caso não tenha sucesso, afrouxe as
tubulações nos bicos injetores, e acione na partida.
Quando não sair mais bolhas de ar, conecte as tubulações.

Atenção: Não acione o


motor de partida por um
longo período, pois isto
pode danificá-lo.
Pressão de lubrificação

Retirar o sensor de baixa pressão de lubrificação e instalar um


manômetro de 10 Bar. Verificar as pressões em marcha lenta e rotação
máxima do motor.

Marcha Lenta :
Mínimo 1,0 Bar

Rotação Máxima:
2,5 a 4,0 Bar
Roteiro de visita à fábrica
BOM TREINAMENTO A TODOS!!!

SEJAM BEM VINDOS!!!