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Curso Tributário – Teoria e Exercícios AFRF ESAF

Prof. Alberto Macedo


Aula 12 – Questões Objetivas Mescladas Sobre Todo o Programa

QUESTÕES OBJETIVAS MESCLADAS

01- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF)


Competência Tributária é a parcela de poder fiscal que as pessoas políticas
que compõem a Federação recebem diretamente da Constituição para
instituir, cobrar e administrar os tributos a ela atribuídos. Sobre a
Competência Tributária, julgue os itens abaixo, e em seguida assinale a
opção correspondente.
I. Embora tal competência seja indelegável, a lei permite a delegação das
funções de arrecadar ou fiscalizar tributos a outras pessoas jurídicas de
direito público.
II. O produto da arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte dos
servidores estaduais e municipais, embora pertença aos respectivos Estados
e Municípios, não retira da União sua competência legislativa e
regulamentadora em relação a este tributo, tampouco as funções de
fiscalizar e exigir o pagamento quando não tenha havido retenção.
III. A mesma pessoa política detentora da competência de instituir,
arrecadar e administrar determinado tributo é também aquela competente
para conceder isenções dele, sem exceções.
IV. O não exercício da competência tributária por determinada pessoa
política autoriza a União a exercitar tal competência.
(A) Há apenas um item correto.
(B) Há apenas dois itens corretos.
(C) Há apenas três itens corretos.
(D) Todos os itens estão corretos.
(E) Todos os itens estão incorretos.

Resolução

I. (CORRETO) Embora tal competência seja indelegável, a lei permite a


delegação das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos a outras pessoas
jurídicas de direito público. É A LETRA DO ART.7º, CAPUT, CTN.
II. (CORRETO) O produto da arrecadação do Imposto de Renda retido na
fonte dos servidores estaduais e municipais, embora pertença aos
respectivos Estados e Municípios, não retira da União sua competência
legislativa e regulamentadora em relação a este tributo, tampouco as
funções de fiscalizar e exigir o pagamento quando não tenha havido
retenção. ESSE É ENTENDIMENTO INCLUSIVE NORMATIZADO POR PARECER

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NORMATIVO DA RECEITA FEDERAL (Nº 12/2012), COM O SEGUINTE


TRECHO DE SUA EMENTA:
“EMBORA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, NO INCISO I DO ART.157 E NO
INCISO I DO ART.158, DESTINE AOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E
MUNICÍPIOS O PRODUTO DA ARRECADAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE A
RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE RENDIMENTOS PAGOS A QUALQUER
TÍTULO, ESTES NÃO TÊM COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE
HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA, RESTRINGINDO-SE SUA ATIVIDADE À
APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL QUE DISCIPLINA O REFERIDO
IMPOSTO.”
“Dispositivos Legais: Constituição Federal de 1988, arts. 153, inciso
III, 157, inciso I, 158, inciso I, e 159, inciso I; Lei nº 5.172, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, arts. 6º a 8º;[...]”

III. (INCORRETO) A mesma pessoa política detentora da competência de


instituir, arrecadar e administrar determinado tributo é também aquela
competente para conceder isenções dele, sem SALVO exceções. AQUELE
QUE É COMPETENTE PARA INSTITUTIR É O MESMO QUE É COMPETENTE
PARA ISENTAR. MAS ESSA REGRA COMPORTA EXCEÇÃO, NO CASO DA
ISENÇÃO HETERÔNOMA (UNIÃO ATUANDO COMO REPÚBLICA FEDERATIVA
DO BRASIL), QUE OCORRE EM DUAS HIPÓTESES: 1ª) ART.155, §2º, XII, ‘e’,
CF88: LEI COMPLEMENTAR PARA EXCLUIR DA INCIDÊNCIA DO ICMS, NAS
EXPORTAÇÕES PARA O EXTERIOR, SERVIÇOS E OUTROS PRODUTOS ALÉM
DOS MENCIONADOS NO INCISO X, "a" (HOJE, ESSA LEI COMPLEMENTAR É
INÓCUA PORQUE A EC 42/2003 CONFERIU A IMUNIDADE A QUALQUER
MERCADORIA OU SERVIÇO SUJEITO AO ICMS); 2ª) ART.156, §3º, CF88: LEI
COMPLEMENTAR PARA EXCLUIR DA INCIDÊNCIA DO ISS EXPORTAÇÕES DE
SERVIÇOS PARA O EXTERIOR.
IV. (INCORRETO) O não exercício da competência tributária por determinada
pessoa política NÃO autoriza a União a exercitar tal competência. A
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA É INDELEGÁVEL E IMPRESCRITÍVEL, OU SEJA,
SEU NÃO EXERCÍCIO NÃO IMPEDE O ENTE POLÍTICO COMPETENTE DE
EXERCÊ-LO MAIS ADIANTE.

GABARITO: B

02- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF) A


Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, veda o
tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação
equivalente. Sobre esta isonomia tributária, é correto afirmar que:
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(A) o STF entendeu inconstitucional, por ofensa a tal princípio, norma que
proibia a adoção do regime de admissão temporária para as operações
amparadas por arrendamento mercantil.
(B) não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos
extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de
pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do
simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de
trabalho sem assistência do Estado.
(C) viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei estadual, de
incentivos fiscais a empresas que contratem empregados com mais de
quarenta anos.
(D) para que um tratamento tributário diferenciado, como a isenção, seja
justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e o elemento
de discriminação tributária.
(E) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas
comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da
economia.

Resolução

(A) ERRADO. O STF entendeu inconstitucional CONSTITUCIONAL, por ofensa


a tal princípio, norma que proibia a adoção do regime de admissão
temporária para as operações amparadas por arrendamento mercantil.
REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA É AQUELE QUE “PERMITE A
IMPORTAÇÃO DE BENS QUE DEVAM PERMANECER NO PAÍS DURANTE
PRAZO FIXADO, COM SUSPENSÃO TOTAL DO PAGAMENTO DE TRIBUTOS,
OU COM SUSPENSÃO PARCIAL, NO CASO DE UTILIZAÇÃO ECONÔMICA, NA
FORMA E NAS CONDIÇÕES” DOS ARTIGOS 353 A 379 DO DECRETO Nº
6.759/09 (REGULAMENTO ADUANEIRO).
O ART.17 DA LEI 6.099/1974 VEDA A ADOÇÃO DESSE REGIME PARA AS
OPERAÇÕES AMPARADAS POR ARRENDAMENTO MERCANTIL. ISSO FOI
CONFIRMADO NO STF, CONFORME TRECHO DO JULGADO ABAIXO:

RE 429306 PR (D.J. 01.02.2011):


EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO.
IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. IMPORTAÇÃO.
ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING). INCIDÊNCIA. [...]. 3.
Violação do princípio da isonomia (art. 150, II da Constituição), na
medida em que o art. 17 da Lei 6.099/1974 proíbe a adoção do
regime de admissão temporária para as operações amparadas
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por arrendamento mercantil. Improcedência. A exclusão do


arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime de admissão
temporária atende aos valores e objetivos já antevistos no projeto de
lei do arrendamento mercantil, para evitar que o leasing se torne
opção por excelência devido às virtudes tributárias e não em razão da
função social e do escopo empresarial que a avença tem.[...]

(B) CORRETO. não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por


motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e
empresas de pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando
do regime do simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o
mercado de trabalho sem assistência do Estado. ESSE É EXATAMENTE
TRECHO DA EMENTA DA ADI 1643 UF D.J. 05.12.2002.
(C) ERRADO. NÃO viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei
estadual, de incentivos fiscais a empresas que contratem empregados com
mais de quarenta anos. NESSE SENTIDO, A ADI 1276 SP D.J. 29.08.2002.
VEJA:
EMENTA
AO INSTITUIR INCENTIVOS FISCAIS A EMPRESAS QUE CONTRATAM
EMPREGADOS COM MAIS DE QUARENTA ANOS, A ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA PAULISTA USOU O CARÁTER EXTRAFISCAL QUE PODE
SER CONFERIDO AOS TRIBUTOS, PARA ESTIMULAR CONDUTA POR
PARTE DO CONTRIBUINTE, SEM VIOLAR OS PRINCÍPIOS DA
IGUALDADE E DA ISONOMIA. [...]

(D) ERRADO. para que um tratamento tributário diferenciado, como a


isenção, seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este
e o elemento de discriminação tributária. NESSE SENTIDO, ENTRE OUTROS,
O RE 221.061 CE (D.J. 10.03.1998):
“EMENTA: IMPORTAÇÃO DE AUTOMÓVEIS USADOS. PROIBIÇÃO
DITADA PELA PORTARIA Nº 08, DE 13.05.91, DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
ISONOMIA, EM PRETENSO PREJUÍZO DAS PESSOAS DE MENOR
CAPACIDADE ECONÔMICA. ENTENDIMENTO INACEITÁVEL, PORQUE
NÃO DEMONSTRADO QUE A ABERTURA DO COMÉRCIO DE
IMPORTAÇÃO AOS AUTOMÓVEIS TENHA O FITO DE PROPICIAR O
ACESSO DA POPULAÇÃO, COMO UM TODO, AO PRODUTO DE ORIGEM
ESTRANGEIRA, ÚNICA HIPÓTESE EM QUE A VEDAÇÃO DA
IMPORTAÇÃO AOS AUTOMÓVEIS USADOS PODERIA SOAR COMO
DISCRIMINATÓRIA, NÃO FOSSE CERTO QUE, AINDA ASSIM,
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CONSIDERÁVEL PARCELA DOS INDIVÍDUOS CONTINUARIA SEM


ACESSO AOS REFERIDOS BENS. DISCRIMINAÇÃO QUE, AO REVÉS,
GUARDA PERFEITA CORRELAÇÃO LÓGICA COM A DISPARIDADE
DE TRATAMENTO JURÍDICO ESTABELECIDA PELA NORMA
IMPUGNADA, A QUAL, ADEMAIS, SE REVELA CONSENTÂNEA COM OS
INTERESSES FAZENDÁRIOS NACIONAIS QUE O ART. 237 DA CF TEVE
EM MIRA PROTEGER, AO INVESTIR AS AUTORIDADES DO MINISTÉRIO
DA FAZENDA NO PODER DE FISCALIZAR E CONTROLAR O COMÉRCIO
EXTERIOR. ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, NO JULGAMENTO DO RE 203.954-3. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.”

(E) ERRADO. não se permite-SE a distinção, para fins tributários, entre


empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes
ramos da economia. ESSA DISTINÇÃO É POSSÍVEL PRINCIPALMENTE
QUANDO SE TRATA DE O TRIBUTO REALIZAR FUNÇÃO EXTRAFISCAL,
COMO, POR EXEMPLO, QUANDO HÁ UM BENEFÍCIO FISCAL A DETERMINADO
SETOR DA ECONOMIA, PARA ESTIMULAR O SETOR.

GABARITO: B

03- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF) Alguns


tributos, de acordo com a Constituição Federal, somente podem ser exigidos
após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que os houver
instituído ou modificado. Doutrinariamente, este lapso temporal é chamado
de anterioridade especial, nonagesimal ou mitigada. Sobre ela, é incorreto
afirmar que:
(A) a sua aplicação, como regra, afasta a aplicação da anterioridade de
exercício.
(B) em que pese sua adjetivação “mitigada”, constitui garantia mais efetiva
ao contribuinte que a do art.150, III, b, da Constituição Federal
(anterioridade de exercício) isoladamente.
(C) a alteração do prazo para recolhimento das Contribuições para o
PIS/Pasep e Cofins também se sujeita ao princípio da anterioridade especial.
(D) no caso de redução de alíquotas, é desnecessária a observância da
anterioridade especial.
(E) o vocábulo “lei”, termo a quo de contagem do prazo dos noventa dias,
deve ser entendido, no caso das Medidas Provisórias, como a data da sua
publicação, e não da sua conversão em lei.

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Resolução

(A) CORRETO. a sua aplicação, como regra, afasta a aplicação da


anterioridade de exercício. EM QUE PESE TER SIDO CONSIDERADA
CORRETA PELA BANCA, ESSA ASSERTIVA É ALTAMENTE QUESTIONÁVEL.
ELA SERIA MAIS CORRETA ANTES DE A EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003
INCLUIR A ALÍNEA “C” AO INCISO III DO ART.150, CF88. COM ESSA
INCLUSÃO, HÁ VÁRIOS TRIBUTOS ESTÃO SUJEITOS A AMBAS AS
ANTERIORIDADES (VER DIAGRAMA DAS EXCEÇÕES ÀS ANTERIORIDADES
NA AULA 02).
(B) CORRETO. em que pese sua adjetivação “mitigada”, constitui garantia
mais efetiva ao contribuinte que a do art.150, III, b, da Constituição Federal
(anterioridade de exercício) isoladamente. ISSO PORQUE SE UM TRIBUTO
ESTÁ SUJEITO SOMENTE À ANTERIORIDADE DE EXERCÍCIO, SE A LEI QUE
O INSTITUIU OU AUMENTOU FOR PUBLICADA NO ÚLTIMO DIA DO ANO
CIVIL, NO PRIMEIRO DIA DO EXERCÍCIO SEGUINTE JÁ PODE SER
COBRADO. DE OUTRO MODO, SE SUJEITO À ANTERIORIDADE MITIGADA,
SÓ PODERIA SER COBRADO 90 DIAS DEPOIS, BEM ALÉM DO INÍCIO DO
EXERCÍCIO SEGUINTE.
(C) INCORRETO. a alteração do prazo para recolhimento das Contribuições
para o PIS/Pasep e Cofins também NÃO se sujeita ao princípio da
anterioridade especial. NESSE SENTIDO, O RE-AgR 274.949 SC (D.J.
13.11.2001):
“EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. PIS. FINSOCIAL. PRAZO DE RECOLHIMENTO. ALTERAÇÃO PELA
LEI Nº 8.218, DE 29.08.91. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 195,
§6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Examinando questão idêntica,
decidiu a 1ª Turma: "Improcedência da alegação de que, nos termos
do art. 195, § 6º, da Constituição, a lei em referência só teria
aplicação sobre fatos geradores ocorridos após o término do prazo
estabelecido pela norma. A regra legislativa que se limita
simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação
tributária, sem qualquer repercussão, não se submete ao
princípio da anterioridade. Recurso extraordinário conhecido e
provido". 2. Precedentes de ambas as Turmas, nos quais têm sido
rejeitados os argumentos em contrário, ora renovados pela agravante.
3. Agravo improvido.”

(D) CORRETO. no caso de redução de alíquotas, é desnecessária a


observância da anterioridade especial. APESAR DE O ART.195, §6º, CF88,
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USAR O TERMO “INSTITUÍDO OU MODIFICADO”, E NÃO “INSTITUIU OU


AUMENTOU”, COMO O FEZ O ART.150, III, ‘b’ E ‘c’, CF88, AQUELE
“MODIFICADO” INTERPRETA-SE COMO “MODIFICADO PARA MAIS” OU
“AUMENTADO”, À LUZ DO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA, QUE ESTÁ
POR TRÁS DO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. NESSE SENTIDO, A ADI
2.666 DF, EM QUE O VOTO DA MINISTRA ELIANA CALMON, SOBRE A
PRORROGAÇÃO DA CPMF PELA EC 37/2002, DIZ EXPRESSAMENTE:
“A prorrogação em questão, porém, pela sua natureza, não se
subsume a nenhuma das suas hipóteses, em que se tem como
obrigatória a observância do prazo nonagesimal: instituição ou
majoração da contribuição social.”

(E) CORRETO. o vocábulo “lei”, termo a quo de contagem do prazo dos


noventa dias, deve ser entendido, no caso das Medidas Provisórias, como a
data da sua publicação, e não da sua conversão em lei. NESSE SENTIDO,
COMO EXEMPLO DA JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DO STF A RESPEITO,
VEJA A EMENTA DO AG.REG. NO RE 367.935 GO (D.J. 20.10.2009):
EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. AUMENTO DE
ALÍQUOTA. LEI 9.718/1998. ART. 8º. CONSTITUCIONALIDADE.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. CONTAGEM. INÍCIO. PUBLICAÇÃO
DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.724/1998. É constitucional o art. 8º da Lei
9.718/1998, que aumentou a alíquota da Cofins. Precedentes da
Corte, reafirmados por ocasião do julgamento do RE 527.602, rel. min.
Eros Grau, red. p/ acórdão min. Marco Aurélio, Pleno. O prazo da
anterioridade nonagesimal começa a ser contado da publicação
da medida provisória que modificou a contribuição em análise,
e não da publicação da lei que resultou da sua conversão.
Precedentes de ambas as Turmas. Agravo regimental conhecido, mas
ao qual se nega provimento.

GABARITO: C

04- (FISCAL DE RENDAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 2010


ESAF) Compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa afirmativa,
julgue os itens a seguir:
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem
apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto,
constitucional lei estadual com tal conteúdo;
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II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo do


veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas
gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista
no art. 24, § 3º, da Constituição;
III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua
competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia.
Estão corretos:
(A) apenas o item I.
(B) apenas os itens I e II.
(C) apenas os itens I e III.
(D) apenas os itens II e III.
(E) todos os itens estão corretos.

Resolução

I. CORRETO. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que


contratarem apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto,
constitucional lei estadual com tal conteúdo. SE, POR EXEMPLO, O ESTADO
DE SÃO PAULO, POR LEI, OFERECER REDUÇÃO DE ALÍQUOTA DE ICMS PARA
AS EMPRESAS QUE CONTRATAREM EGRESSOS, ESTARÁ PREVENDO
INCENTIVO FISCAL.
II. CORRETO. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão
do tipo do veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar
normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente
prevista no art. 24, § 3º, da Constituição. É O QUE ENTENDEU O STF NO RE-
AGR 414.259 MG EM 2008: “(...). IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS
DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os Estados-membros
estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da
competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do
Brasil. 2. Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas
segundo critérios que não levam em consideração a capacidade
contributiva.”
III. CORRETO. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de
tributo de sua competência, visto que está atuando nos limites de sua
autonomia. É A MÁXIMA: ENTE QUE PODE TRIBUTAR, PODE ISENTAR.

GABARITO: E

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05- (ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS


2010 ESAF ADAPTADA) A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I,
prevê a criação de impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera
aqueles de competência da União). Sobre esta competência, usualmente
denominada na doutrina “competência residual”, é correto afirmar-se que:
(A) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário,
e não ao constituinte derivado.
(B) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal
Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser
observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda
constitucional.
(C) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que
ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em lei complementar,
no caso da instituição de novo imposto pela União, no exercício de sua
competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista em lei
complementar.
(D) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos, no
exercício da competência residual, por meio de medida provisória.
(E) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica
sujeita ao princípio da anterioridade.

Resolução

(A) INCORRETO. o exercício da competência residual é reservado ao


legislador ordinário COMPLEMENTAR, e não ao constituinte derivado.
(B) INCORRETO. consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser
observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda
constitucional. NA VERDADE, O NÃO BIS-IN-IDEM DEVE SER RESPEITADO
PARA QUALQUER TRIBUTO, NOVO OU NÃO.
(C) INCORRETO. a exigência de lei complementar é inafastável e,
diferentemente do que ocorre para os impostos discriminados, que têm
apenas os seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos
em lei complementar, no caso da instituição de novo imposto pela União, no
exercício de sua competência residual, exige-se que também a alíquota seja
prevista em lei complementar. NÃO HÁ A PREVISÃO DESSA
OBRIGATORIEDADE DA ALÍQUOTA TAMBÉM TER DE SER PREVISTA NA LEI
COMPLEMENTAR PARA O IMPOSTO CRIADO POR COMPETÊNCIA RESIDUAL.
OS REQUISITOS SÃO SOMENTE OS DO ART.154, I, CF88.
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(D) INCORRETO. NÃO admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos


impostos, no exercício da competência residual, por meio de medida
provisória, POIS É MATÉRIA DE LEI COMPLEMENTAR, VEDADO SEU
TRATAMENTO POR MEDIDA PROVISÓRIA (ART.62, §1º, III, CF88).
(E) CORRETO. a criação de novo imposto, no exercício da competência
residual, fica sujeita ao princípio da anterioridade. SIM, PORQUE NÃO HÁ
PREVISÃO DO IMPOSTO DE COMPETÊNCIA RESIDUAL NAS EXCEÇÕES AO
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE.

GABARITO: E

06- (ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS


2010 ESAF ADAPTADA) A lei é a fonte da obrigação tributária, que surge
com a sua incidência, e não por força de acordo de vontades. Por isso, diz-se
que se trata de uma obrigação ex lege. Há que se distinguir, porém, a
legalidade geral (segundo a qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei) da legalidade tributária, que
implica no fato de que a instituição dos tributos se dê não apenas com base
legal, mas diretamente por meio da lei. São consectários lógicos do princípio
da legalidade tributária, exceto:
(A) o aspecto espacial da incidência tributária nem sempre corresponderá ao
território da pessoa política tributante, já que a extraterritorialidade da
tributação estadual e municipal não necessariamente implica invasão de
idêntica competência dos demais Estados e Municípios.
(B) a lei deve esgotar, como preceito geral e abstrato, os dados necessários
à identificação do fato gerador da obrigação tributária e à quantificação do
tributo, sem que restem à autoridade poderes para, discricionariamente, se
‘A’ irá ou não pagar tributo, em face de determinada situação.
(C) não há a possibilidade de delegação de competência tributária ao
Executivo, para que institua tributo, qualquer que seja, tampouco para que
integre a norma tributária impositiva, ressalvadas apenas as atenuações por
meio das quais a própria Constituição, de modo excepcional, autoriza a
graduação de alíquotas pelo Executivo.
(D) o sujeito ativo, na ausência de disposição em contrário, será a própria
pessoa política de que a lei impositiva constitui manifestação, pois a
delegação da condição de sujeito ativo a outra pessoa jurídica de direito
público não se presume.
(E) em se tratando de tributos com fato gerador instantâneo, estará
determinado pelo momento mesmo da ocorrência do ato, fato ou situação
que configura o aspecto material da incidência tributária.
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Resolução

(A) NÃO É CONSECTÁRIO DO PRINC. LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. o aspecto


espacial da incidência tributária nem sempre corresponderá ao território da
pessoa política tributante, já que a extraterritorialidade da tributação
estadual e municipal não necessariamente implica invasão de idêntica
competência dos demais Estados e Municípios. ISSO NÃO TEM A VER COM O
PRINCÍPIO LEGALIDADE TRIBUTÁRIA (TODOS OS TRIBUTOS DEVEM SER
INSTITUÍDOS POR LEI), MAS SIM COM A VIGÊNCIA DA LEI TRIBUTÁRIA NO
ESPAÇO (ART.102, CTN).
(B) É CONSECTÁRIO. a lei deve esgotar, como preceito geral e abstrato, os
dados necessários à identificação do fato gerador da obrigação tributária e à
quantificação do tributo, sem que restem à autoridade poderes para decidir,
discricionariamente, se ‘A’ irá ou não pagar tributo, em face de determinada
situação. TODOS OS ASPECTOS DO TRIBUTO: FATO GERADOR,
CONTRIBUINTE E SUJEITO PASSIVO, BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA,
DEVEM ESTAR PREVISTO EM LEI. QUANTO À ALÍQUOTA, A CF88 PERMITE
EXCEÇÕES.
(C) É CONSECTÁRIO. não há a possibilidade de delegação de competência
tributária ao Executivo, para que institua tributo, qualquer que seja
(ART.150, I, CF88), tampouco para que integre a norma tributária
impositiva, ressalvadas apenas as atenuações por meio das quais a própria
Constituição, de modo excepcional, autoriza a graduação de alíquotas pelo
Executivo (II, IE, IPI, IOF – ART.153, §1º, CF88; CIDE COMBUSTÍVEIS –
ART.177, §4º, I, ‘B’, CF88; ICMS MONOFÁSICO COMBUSTÍVEIS – ART.155,
§4º, IC, ‘C’, CF88).
(D) É CONSECTÁRIO. o sujeito ativo, na ausência de disposição em
contrário, será a própria pessoa política de que a lei impositiva constitui
manifestação, pois a delegação da condição de sujeito ativo a outra pessoa
jurídica de direito público não se presume. TRANSFERÊNCIA DE
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA NÃO SE PRESUME. DEVE ESTAR EXPRESSA
EM LEI.
(E) É CONSECTÁRIO. em se tratando de tributos com fato gerador
instantâneo, estará determinado pelo momento mesmo da ocorrência do
ato, fato ou situação que configura o aspecto material da incidência
tributária. O MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR TAMBÉM É
PREVISTO NA LEI.

GABARITO: A
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07- (ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU 2008 ESAF)


Assinale a única opção correta relativa ao Sistema Tributário Nacional.
(A) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem instituir
impostos, taxas e contribuições de melhoria e, sempre que possível, esses
tributos devem ter caráter pessoal e serem graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte.
(B) A União, os Estados e o Distrito Federal podem instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas.
(C) Os Municípios e o Distrito Federal podem instituir contribuição para
custeio dos serviços de iluminação e segurança públicas.
(D) A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição
de responsável pelo pagamento de taxa ou contribuição de melhoria, cujo
fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e
preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador
presumido.
(E) Aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é vedado estabelecer
limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos
interestaduais ou intermunicipais, mas a cobrança de pedágio pela utilização
de vias conservadas pelo poder público é expressamente permitida, inclusive
para a União.

Resolução

(A) INCORRETA. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios


podem instituir impostos, taxas e contribuições de melhoria e, sempre que
possível, esses tributos OS IMPOSTOS devem ter caráter pessoal e serem
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte (ART.145, §1º,
CF88).
(B) INCORRETA. A União, os Estados e o Distrito Federal podem instituir
contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua
atuação nas respectivas áreas (ART.149, CAPUT, CF88).
(C) INCORRETA. Os Municípios e o Distrito Federal podem instituir
contribuição para custeio dos serviços de iluminação e segurança públicas
(ART.149-A, CF88).
(D) INCORRETA. A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação
tributária a condição de responsável pelo pagamento de taxa ou contribuição
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de melhoria IMPOSTO OU CONTRIBUIÇÃO, cujo fato gerador deva ocorrer


posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia
paga, caso não se realize o fato gerador presumido (ART.150, §7º, CF88).
(E) CORRETA. Aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é vedado
estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos
interestaduais ou intermunicipais, mas a cobrança de pedágio pela utilização
de vias conservadas pelo poder público é expressamente permitida, inclusive
para a União (ART.150, V, CF88).

GABARITO: E

08- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF) Tendo


em conta o que dispõe a CRFB/1988, marque com (V) a assertiva verdadeira
e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Território Federal pode instituir taxa.
( ) O Distrito Federal pode instituir os impostos estaduais, municipais, taxas
e contribuição de melhoria.
( ) Uma norma geral poderá, a pretexto de definir tratamento diferenciado e
favorecido para as micro e pequenas empresas, instituir regime único de
arrecadação de impostos e contribuições dos entes federados.
( ) A planta de valores dos imóveis, para efeitos de cobrança do Imposto
Sobre Veículos Automotores – IPVA no exercício seguinte, deve ser
publicada antes de 90 dias de findo o exercício financeiro em curso.
(A) V, V, F, V
(B) F, V, V, F
(C) F, V, F, V
(D) V, F, V, V
(E) V, F, V, F

Resolução

(F) Território Federal NÃO pode instituir taxa. UNIÃO: COMPETÊNCIA PARA
INSTITUIR E COBRAR IMPOSTOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS NOS
TERRITÓRIOS FEDERAIS. APENAS SE O TERRITÓRIO FOR DIVIDIDO EM
MUNICÍPIOS, ESTES MUNICÍPIOS (E NÃO O TERRITÓRIO, NEM A UNIÃO)
TERÃO A COMPETÊNCIA PARA INSTITUIR IMPOSTOS MUNICIPAIS (ART.147,
CF88).
(V) O Distrito Federal pode instituir os impostos estaduais, municipais, taxas
e contribuição de melhoria (ART.147, IN FINE, E ART.155, CF88).

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(V) Uma norma geral poderá, a pretexto de definir tratamento diferenciado e


favorecido para as micro e pequenas empresas, instituir regime único de
arrecadação de impostos e contribuições dos entes federados (ART.146, ‘D’
E PARÁGRAFO ÚNICO, CF88).
(F) A planta de valores dos imóveis VEÍCULOS AUTOMOTORES, para efeitos
de cobrança do Imposto Sobre Veículos Automotores – IPVA no exercício
seguinte, deve ser publicada antes de 90 dias de findo o exercício financeiro
em curso. BASE DE CÁLCULO DO IPVA (ASSIM TAMBÉM A DO IPTU) É
EXCEÇÃO À ANTERIORIDADE NONAGESIMAL (ART.150, §1º, CF88).

GABARITO: B

09- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL MG 2005 ESAF)


Considerando os temas “limitações constitucionais ao poder de tributar”,
“competência tributária”, “princípios constitucionais tributários” e
“imunidades”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto é inconstitucional,
porque o prazo integra as exigências do princípio da legalidade.
( ) A competência tributária não exercida por um ente da Federação poderá
ser delegada a outro.
( ) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão
sujeitos ao princípio da nãocumulatividade, em função da essencialidade do
produto.
( ) É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
(A) V, F, F, F
(B) V, F, F, V
(C) F, V, F, F
(D) F, F, V, F
(E) F, F, F, F

Resolução

(F) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto NÃO é


inconstitucional, porque o prazo NÃO integra as exigências do princípio da
legalidade. DEFINIÇÃO DE PRAZO PARA RECOLHIMENTO PODE SER POR
INSTRUMENTO INFRALEGAL (POR LEGISLAÇÃO). [RE 172.394 SP, RE
195.218 MG].
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(F) A competência tributária não exercida por um ente da Federação poderá


ser delegada a outro. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA É INDELEGÁVEL (ART.7º,
CTN).
(F) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão
sujeitos ao princípio da não-cumulatividade SELETIVIDADE, em função da
essencialidade do produto. ELES OBEDECEM À NÃO-CUMULATIVIDADE, MAS
O ENFOQUE AQUI É A SELETIVIDADE EM FUNÇÃO DA ESSENCIALIDADE DO
PRODUTO (ART.153, §3º, I,CF88), CUJA OBRIGATORIEDADE SÓ ALCANÇA O
IPI. O ICMS PODERÁ SER SELETIVO (ART.153, §2º, III, CF88).
(F) NÃO É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA = COMPETÊNCIA COMUM PARA U, E, DF, M.

GABARITO: E

10- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Marque a opção correta.
(A) Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar adicional de até
cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas nos respectivos territórios, a título de imposto sobre a renda e
proventos de qualquer natureza, incidente sobre lucros, ganhos e
rendimentos de capital.
(B) Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas de
rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre propriedade
territorial rural.
(C) O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos é
instituído e cobrado pelos Municípios.
(D) É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre movimentação ou
transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira, que
instituiu com base na Emenda Constitucional nº 3, de 17 de março de 1993.
(E) É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal instituir, nos
respectivos âmbitos de atuação, contribuições de intervenção no domínio
econômico.

Resolução

(A) ERRADA. Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar


adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas
ou jurídicas domiciliadas nos respectivos territórios, a título de imposto
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sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente sobre lucros,


ganhos e rendimentos de capital. ESSA ERA UMA PREVISÃO DO TEXTO
ORIGINAL DO ART.155, II, CF88, REVOGADA PELA EC 3/93. NUNCA
CHEGOU A SER INSTITUÍDO PORQUE NECESSITA DE PRÉVIA LEI
COMPLEMENTAR, QUE NÃO FOI CRIADA (ADI 616 MS, EM OUT.1993).
(B) CORRETA. Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de
estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre
propriedade territorial rural. É O TEOR DA SÚMULA 595, STF.
(C) ERRADA. O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e
gasosos é instituído e cobrado pelos Municípios. NÃO MAIS. ESSA
COMPETÊNCIA FOI REVOGADA PELA EC 3/93.
(D) ERRADA. NÃO É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre
movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de
natureza financeira, que instituiu com base na Emenda Constitucional nº 3,
de 17 de março de 1993. O IPMF FOI DECLARADO INCONSTITUCIONAL POR
VIOLAR O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA ANTERIORIDADE, E AS
IMUNIDADES DO ART.150, VI, ‘A’, ‘B’, ‘C’ E ‘D’, CF88.
(E) ERRADA. É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal instituir,
nos respectivos âmbitos de atuação, contribuições de intervenção no
domínio econômico (ART.149, CAPUT, CF88).

GABARITO: B

11- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF) Avalie as indagações abaixo e em


seguida assinale a resposta correta.
• A Constituição Federal permite que lei complementar estabeleça critérios
especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da
concorrência?
• É admissível que lei complementar regule as limitações que a Constituição
Federal impõe ao poder de tributar?
• Compete ao Distrito Federal instituir imposto sobre propriedade predial e
territorial urbana?
(A) Não, sim, sim
(B) Não, sim, não
(C) Não, não, sim
(D) Sim, não, sim
(E) Sim, sim, sim

Resolução

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• A Constituição Federal permite que lei complementar estabeleça critérios


especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da
concorrência? SIM. ART.146-A, CF88.
• É admissível que lei complementar regule as limitações que a Constituição
Federal impõe ao poder de tributar? SIM. ART.146, II, CF88.
• Compete ao Distrito Federal instituir imposto sobre propriedade predial e
territorial urbana? SIM. ART.147, IN FINE, CF88.

GABARITO: E

12- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2003 ESAF) Assinale a opção


correta.
(A) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Congresso
Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, nas
Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais.
(B) O sistema tributário federal é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Congresso
Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, nas
Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais.
(C) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Senado e, nos
limites das respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e
em leis estaduais, e em leis municipais.
(D) O sistema tributário federal é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Senado e, nos
limites das respectivas competências, pela legislação tributária federal,
estadual, e pelas leis municipais.
(E) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, e, nos limites das respectivas
competências, em leis federais, em resoluções do Senado, nas Constituições,
em leis estaduais e em resoluções do CONFAZ e em leis municipais.

Resolução

(A) ERRADA. O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na


Constituição Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do
Congresso Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis
federais, nas Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais. NÃO

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HÁ RESOLUÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL REGULANDO MATÉRIA


TRIBUTÁRIA.
(B) ERRADA. O sistema tributário federal NACIONAL é regido pelo disposto
na Constituição Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do
Congresso Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis
federais, nas Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais. NÃO
HÁ RESOLUÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL REGULANDO MATÉRIA
TRIBUTÁRIA.
(C) CORRETA. O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na
Constituição Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do
Senado e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, nas
Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais.
(D) ERRADA. O sistema tributário federal NACIONAL é regido pelo disposto
na Constituição Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do
Senado e, nos limites das respectivas competências, pela legislação EM LEI
tributária federal, estadual, e pelas leis municipais.
(E) ERRADA. O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na
Constituição Federal de 1988, em leis complementares, e, nos limites das
respectivas competências, em leis federais, em resoluções do Senado, nas
Constituições, em leis estaduais e em resoluções do CONFAZ e em leis
municipais. 1º) NORMA DO CONFAZ NÃO DISPÕE DIRETAMENTE DE REGRA
TRIBUTÁRIA, MAS SIM POR CONTA DO PREVISTO EM LEI COMPLEMENTAR
(LC 24/75), QUE, POR SUA VEZ, SE FUNDA NO ART.155, §2º, XII, ‘G’, CF88.
2º) ESSAS REGRAS DO CONFAZ VÊM POR INTERMÉDIO DE CONVÊNIO, E
NÃO DE RESOLUÇÃO.

GABARITO: C

13- (DEFENSOR PÚBLICO CEARÁ 2002 ESAF) Sobre o sistema tributário


nacional, examine as afirmações abaixo:
I - A partilha, entre a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal,
das competências para criar impostos (competências impositivas) foi levada
a cabo de acordo com um critério material, uma vez que o constituinte
descreveu objetivamente fatos, que podem ser colocados, pelos legisladores
ordinários federal, estaduais, municipais e distrital, nas hipóteses de
incidência dos impostos de suas pessoas políticas.
II - Em matéria de direito tributário, o postulado da igualdade perante a lei
só pode ser legitimamente implementado se considerada a capacidade do
indivíduo para contribuir com os encargos públicos, sendo estreita a relação

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entre o princípio da isonomia e o da capacidade contributiva, sendo o


segundo conseqüência do primeiro.
III - Não é qualquer atividade estatal que autoriza a exigência das taxas,
senão aquelas especificadas pelo próprio texto constitucional (concernentes
a serviços públicos e poder de polícia), cuja competência administrativa,
para o respectivo exercício, distribuiu entre União, Estados, Distrito Federal
e Municípios, também se utilizando de um critério material de organização e
divisão.
Assinale a alternativa que contém, apenas, afirmações corretas:
(A) I, II e III;
(B) I e II;
(C) I e III;
(D) II e III.

Resolução

I – CORRETA. A partilha, entre a União, os Estados, os Municípios e o


Distrito Federal, das competências para criar impostos (competências
impositivas) foi levada a cabo de acordo com um critério material, uma vez
que o constituinte descreveu objetivamente fatos, que podem ser colocados,
pelos legisladores ordinários federal, estaduais, municipais e distrital, nas
hipóteses de incidência dos impostos de suas pessoas políticas. ESSES
CRITÉRIOS MATERIAIS DOS IMPOSTOS SÃO, POR EXEMPLO: IMPORTAR
PRODUTOS ESTRANGEIROS (II), AUFERIR RENDA OU PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA (IR), INDUSTRIALIZAR PRODUTO (IPI), TRANSMITIR
QUAISQUER BENS OU DIREITOS POR DOAÇÃO OU CAUSA MORTIS (ITCMD),
PRESTAR SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS).
II - CORRETA. Em matéria de direito tributário, o postulado da igualdade
perante a lei só pode ser legitimamente implementado se considerada a
capacidade do indivíduo para contribuir com os encargos públicos, sendo
estreita a relação entre o princípio da isonomia e o da capacidade
contributiva, sendo o segundo conseqüência do primeiro. SÓ SERÁ
ISÔNOMO O TRATAMENTO TRIBUTÁRIO ENTRE DUAS PESSOAS SE
CONSIDERADA A CAPACIDADE ECONÔMICA QUE CADA UMA TEM DE
CONTRIBUIR PARA OS COFRES PÚBLICOS. ASSIM, DEVE A LEI TRATAR
DESIGUALMENTE AS PESSOAS NA MEDIDA EM QUE SE DESIGUALEM (=
IMPOSTOS SERÃO GRADUADOS SEGUNDO A CAPACIDADE ECONÔMICA DO
CONTRIBUINTE – ART.145, §1º, CF88).
III - CORRETA. Não é qualquer atividade estatal que autoriza a exigência
das taxas, senão aquelas especificadas pelo próprio texto constitucional
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(concernentes a serviços públicos e poder de polícia) (ART.145, II, CF88),


cuja competência administrativa, para o respectivo exercício, distribuiu entre
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, também se utilizando de um
critério material de organização e divisão. “ART. 77. AS TAXAS COBRADAS
PELA UNIÃO, PELOS ESTADOS, PELO DISTRITO FEDERAL OU PELOS
MUNICÍPIOS, NO ÂMBITO DE SUAS RESPECTIVAS ATRIBUIÇÕES, (...)”.

GABARITO: A

14- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF)


[1] O Município de Campinas instituiu a taxa de serviços urbanos, cuja base
de cálculo repousa nos elementos localização, área e dimensões do imóvel.
Essa taxa é constitucional?
[2] O texto constitucional (art. 145, III) deixou de se referir expressamente
à valorização imobiliária, ao cogitar de contribuição de melhoria. Com isso, o
acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta ou
indiretamente por obras públicas ainda figura como fato gerador da
contribuição?
[3] O imposto sobre operações financeiras está sujeito ao princípio da
anterioridade?
(A) Não, não, não
(B) Não, sim, não
(C) Sim, não, não
(D) Sim, sim, não
(E) Sim, sim, sim

Resolução

[1] O Município de Campinas instituiu a taxa de serviços urbanos, cuja base


de cálculo repousa nos elementos localização, área e dimensões do imóvel.
Essa taxa é constitucional? NÃO. ESSES ELEMENTOS SÃO UTILIZADOS NA
APURAÇÃO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL, BASE DE CÁLCULO DO IPTU. E
COMO PRECEITUA O ART.145, §2º, CF88: “AS TAXAS NÃO PODERÃO TER
BASE DE CÁLCULO PRÓPRIA DE IMPOSTOS”. POR OUTRO LADO, SE FOREM
UTILIZADOS SÓ ALGUNS ELEMENTOS, E NÃO TODOS, NÃO HAVENDO
INTEGRAL IDENTIDADE ENTRE UMA BASE DE CÁLCULO E OUTRA, PODEM
UM OU MAIS DOS ELEMENTOS DE UMA BASE DE CÁLCULO SEREM
UTILIZADOS PARA A OUTRA (SÚMULA VINCULANTE Nº 29/2010).
[2] O texto constitucional (art. 145, III) deixou de se referir expressamente
à valorização imobiliária, ao cogitar de contribuição de melhoria. Com isso, o
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acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta ou


indiretamente por obras públicas ainda figura como fato gerador da
contribuição? SIM. CONTINUA SENDO NECESSÁRIA A EXISTÊNCIA DE
VALORIZAÇÃO DO IMÓVEL, CONSEQUENTE DA OBRA PÚBLICA, PARA SE
EXIGIR A CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA (ASSIM ENTENDEU O STF NO AI-
AGR 694.836 SP).
[3] O imposto sobre operações financeiras está sujeito ao princípio da
anterioridade? NÃO. O IOF É EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE
(ART.150, §1º, CF88).

GABARITO: B

15- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 1998 ESAF) Certo


projeto de lei criando uma "taxa" para remunerar o serviço de
processamento da declaração do imposto tem por fato gerador o
auferimento de renda superior a 3 mil reais. Noutro dispositivo, cria-se uma
"contribuição de melhoria", que tem por fato gerador a saída de mercadorias
de estabelecimentos industriais situados em vias públicas asfaltadas pela
União. Um terceiro artigo institui um "imposto sobre grandes fortunas" para
o qual se prevê, como fato gerador, a transmissão causa mortis de imóveis
de valor superior a determinada quantia.
Chamado a opinar sobre esse projeto, estaria incorreta a seguinte asserção:
(A) o fato gerador da contribuição de melhoria, no projeto, não guarda
relação com a valorização do imóvel
(B) taxa não pode ter fato gerador idêntico ao que corresponda a imposto e,
no primeiro caso, o fato gerador corresponde ao do imposto de renda
(C) há impropriedade na denominação dos tributos que se pretende criar
(D) o fato gerador do imposto criado corresponde ao de um imposto que não
compete à União
(E) o projeto de lei está escorreito, pois obedece aos princípios da legalidade
e da anterioridade tributárias

Resolução

(A) CORRETA. o fato gerador da contribuição de melhoria, no projeto, não


guarda relação com a valorização do imóvel. "CONTRIBUIÇÃO DE
MELHORIA" QUE TEM POR FATO GERADOR A SAÍDA DE MERCADORIAS DE
ESTABELECIMENTOS INDUSTRIAIS SITUADOS EM VIAS PÚBLICAS
ASFALTADAS PELA UNIÃO, NA VERDADE, NÃO É CONTRIBUIÇÃO DE
MELHORIA, MAS SIM ICMS, POIS, CONFORME O ART.4º, I, CTN, A
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NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO É DEFINIDA PELO FATO GERADOR,


SENDO IRRELEVANTE PARA QUALIFICÁ-LA A DENOMINAÇÃO ADOTADA PELA
LEI.
(B) CORRETA. taxa não pode ter fato gerador idêntico ao que corresponda a
imposto (ART.77, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN) e, no primeiro caso, o fato
gerador corresponde ao do imposto de renda.
(C) CORRETA. há impropriedade na denominação dos tributos que se
pretende criar. CHAMANDO DE: (I) CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA, FATO
GERADOR DE ICMS; (II) TAXA, FATO GERADOR DE IMPOSTO DE RENDA; E
(III) IGF, FATO GERADOR DE ITCMD.
(D) CORRETA. o fato gerador do imposto criado corresponde ao de um
imposto que não compete à União. TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS DE
IMÓVEIS É FATO GERADOR DO ITCMD (ESTADUAL) E NÃO DO IMPOSTO
SOBRE GRANDES FORTUNAS (FEDERAL).
(E) INCORRETA. o projeto de lei está escorreito, pois obedece aos princípios
da legalidade e da anterioridade tributárias. O TEXTO NÃO EXPLICITA
SOBRE O PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. A PRINCIPAL AFRONTA DO
PROJETO É À REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ENTRE OS ENTES
POLÍTICOS.

GABARITO: E

16- (FISCAL DE RENDAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 2010


ESAF) Sobre as taxas, é incorreto afirmar que:
(A) diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a
desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo
vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver
contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído.
(B) preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança
condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as
instituiu.
(C) a Constituição Federal dá o conceito de taxa como sendo o tributo
instituído pela União, estados, Distrito Federal e municípios, em razão do
poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.
(D) o serviço prestado ou posto à disposição, que permite a instituição de
uma taxa, é sempre estatal, podendo, excepcionalmente, ser serviço
prestado por empresa privada.

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(E) somente o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio


de taxas; e mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável.

Resolução

(A) CORRETO. diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é


a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo
vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver
contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. ESSA
CONTRAPRESTAÇÃO É A ATIVIDADE ESTATAL ESPECÍFICA, QUE PODE SER
O EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA OU A PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
PÚBLICO ESPECÍFICO E DIVISÍVEL. PAGA-SE A TAXA PARA SE PODER
USUFRUIR DESSA ATIVIDADE ESTATAL ESPECÍFICA.

(B) CORRETO. preços de serviços públicos e taxas não se confundem,


porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua
cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei
que as instituiu. TAXA (REGIME JURÍDICO DE DIREITO PÚBLICO =
TRIBUTÁRIO) ≠ PREÇO PÚBLICO (REGIME DE DIREITO PRIVADO =
CONTRATUAL, AUTONOMIA DA VONTADE).

(C) CORRETO. a Constituição Federal dá o conceito de taxa como sendo o


tributo instituído pela União, estados, Distrito Federal e municípios, em
razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua
disposição (ART.145, II, CF88).

(D) INCORRETO. o serviço prestado ou posto à disposição, que permite a


instituição de uma taxa, é sempre estatal, podendo, excepcionalmente, ser
serviço prestado por empresa privada. NA TAXA, O SUJEITO ATIVO SÓ PODE
SER PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO.

(E) CORRETO. somente o poder de polícia específico é passível de estipêndio


por meio de taxas; e mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável.
A BANCA DEU ESSA ALTERNATIVA COMO CORRETA. A RIGOR,
ESPECIFICIDADE E DIVISIBILIDADE SÃO CARACTERÍSTICAS RELATIVAS
AOS SERVIÇOS PÚBLICOS, E NÃO AO PODER DE POLÍCIA (ART.79, II E III,
CTN). O EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA DEVE SER SIM REGULAR
(ART.78, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN) E EFETIVO, OU SEJA, ESTEJA EM
FUNCIONAMENTO PERMANENTE. MAS, CONSIDERANDO QUE A
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ALTERNATIVA ‘D’ ESTÁ “MUITO MAIS ERRADA”, ESTA AQUI FICA COMO
CORRETA. DISCUTÍVEL!

GABARITO: D

17- (AUDITOR DO TCE – GO - DIREITO TRIBUTÁRIO 2007 ESAF)


Sobre o Sistema Constitucional Tributário, é incorreto afirmar que
(A) competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o
Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos
municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.
(B) os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma
das respectivas leis, para custeio do serviço de iluminação pública, sendo
facultada a cobrança na fatura de consumo de energia elétrica.
(C) cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria
tributária sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo
praticado pelas sociedades cooperativas.
(D) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório não
será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
(E) a Constituição Federal permite a edição de lei complementar que defina
tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de
pequeno porte.

Resolução

(A) CORRETO. competem à União, em Território Federal, os impostos


estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente,
os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais
(ART.147, CF88).
(B) CORRETO. os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir
contribuição, na forma das respectivas leis, para custeio do serviço de
iluminação pública, sendo facultada a cobrança na fatura de consumo de
energia elétrica (ART.149-A, CF88).
(C) CORRETO. cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em
matéria tributária sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo
praticado pelas sociedades cooperativas (ART.146, III, ‘C’, CF88).
(D) INCORRETO. a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo
compulsório não será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição
(ART.148, PARÁGRAFO ÚNICO, CF88).

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(E) CORRETO. a Constituição Federal permite a edição de lei complementar


que defina tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e
empresas de pequeno porte (ART.146, III, ‘D’, E PARÁGRAFO ÚNICO, CF88).

GABARITO: D

18- (AUDITOR DO TCE – GO - DIREITO TRIBUTÁRIO 2007 ESAF)


Sobre o tratamento constitucional conferido aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios, é correto afirmar
(A) que pertence ao Município cinqüenta por cento do produto da
arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação.
(B) que as alíquotas do imposto sobre propriedade de veículos automotores
não poderão ser diferenciadas em função do tipo e utilização.
(C) que, à exceção do imposto sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se
iniciem no exterior (ICMS) e dos impostos sobre importação de produtos
estrangeiros (II) e de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados (IE), nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de
petróleo, combustíveis e minerais do País.
(D) que a exclusão da incidência do ISS (imposto sobre serviços de qualquer
natureza) de exportações de serviços para o exterior não é matéria
reservada à lei complementar.
(E) que a União, em alguns casos, pode instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Resolução

(A) INCORRETO. que pertence ao Município cinqüenta VINTE E CINCO por


cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações
relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ART.158, IV,
CF88).
(B) INCORRETO. que as alíquotas do imposto sobre propriedade de veículos
automotores não poderão ser diferenciadas em função do tipo e utilização
(ART.155, §6º, II, CF88).

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(C) CORRETO. que, à exceção do imposto sobre operações relativas à


circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e
as prestações se iniciem no exterior (ICMS) e dos impostos sobre
importação de produtos estrangeiros (II) e de exportação, para o exterior,
de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), nenhum outro imposto poderá
incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País
(ART.155, §3º, CF88).
(D) INCORRETO. que a exclusão da incidência do ISS (imposto sobre
serviços de qualquer natureza) de exportações de serviços para o exterior
não é matéria reservada à lei complementar (ART.156, §3º, II, CF88).
(E) INCORRETO. que a União, em alguns casos, NÃO pode instituir isenções
de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
(ART.151, III, CF88).

GABARITO: C

19- (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO TCE-GO 2007


ESAF) Em relação aos tributos e suas espécies, assinale a opção correta.
(A) O fato gerador de um tributo não pode decorrer de circunstância ilícita.
(B) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é essencial a
destinação legal do produto da arrecadação.
(C) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o tributo in labore nas
contribuições de melhoria quando a obra pública for realizada pelo próprio
sujeito passivo tributário.
(D) O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão de serviço público
específico e divisível, pode receber a denominação de tarifa pública.
(E) O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo principal é a
interferência no domínio econômico, não se limitando apenas à simples
arrecadação de recursos financeiros.

Resolução

(A) INCORRETA. O fato gerador de um tributo não pode decorrer de


circunstância ilícita. CAPCIOSA ESTA ALTERNATIVA. O FATO GERADOR DE
UM TRIBUTO NÃO PODE SER UMA CIRCUNSTÂNCIA ILÍCITA, MAS PODE SIM
DECORRER DE UMA CIRCUNSTÂNCIA ILÍCITA, SIMPLESMENTE PORQUE
TRIBUTO “NÃO TEM CHEIRO” (NON OLET). POR EXEMPLO, AUFERIR RENDA

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É FATO GERADOR DO IMPOSTO DE RENDA, E PODE TER DECORRIDO DO


LENOCÍNIO (EXPLORAÇÃO DE COMÉRCIO CARNAL ILÍCITO).
(B) INCORRETA. Para determinação da natureza jurídica do tributo, é
essencial IRRELEVANTE a destinação legal do produto da arrecadação
(ART.4º, II, CTN).
(C) INCORRETA. Excepcionalmente NÃO é admitido no direito brasileiro o
tributo in labore nas contribuições de melhoria quando a obra pública for
realizada pelo próprio sujeito passivo tributário. TRIBUTO IN LABORE NÃO É
ADMITIDO EM NENHUM TRIBUTO. A EXPRESSÃO “EM CUJO VALOR NELA
[MOEDA] SE POSSA EXPRIMIR” ESTÁ RELACIONADA AO VALOR PODER
APARECER EM UNIDADES DE INDEXADORES, COMO EXISTIA ANTIGAMENTE
COM A UFIR.
(D) INCORRETA. O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão de
serviço público específico e divisível, NÃO pode receber a denominação de
tarifa pública. TARIFA PÚBLICA TEM REGIME CONTRATUAL, ENQUANTO
TAXA TEM REGIME LEGAL.
(E) CORRETA. O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo principal
é a interferência no domínio econômico, não se limitando apenas à simples
arrecadação de recursos financeiros. FUNÇÃO FISCAL = ARRECADATÓRIA ≠
FUNÇÃO EXTRAFISCAL = COM O TRIBUTO BUSCA-SE INTERVIR NO
COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS, NORMALMENTE NA ÁREA ECONÔMICA.

GABARITO: E

20- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2009 ESAF) Analise os


itens a seguir, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
I. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a renda e
proventos de qualquer natureza será informado pela generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei. Pode-se afirmar que o
critério da progressividade decorre dos princípios da igualdade e da
capacidade contributiva, na medida em que contribuintes com maiores
rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que aqueles com
menores rendimentos;
II. a Constituição estabelece expressamente que o imposto sobre a renda
será progressivo, enquanto o imposto sobre a propriedade imobiliária poderá
ser progressivo;
III. a Constituição traça uma dupla progressividade para o IPTU, quais
sejam, progressividade em razão do imóvel e em razão do tempo;

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IV. o princípio da capacidade contributiva não possui significado muito


importante para o IPTU, visto que este tributo se caracteriza por ser um
imposto real, sem relação com as características pessoais do sujeito passivo.
(A) Estão corretos somente os itens I e III.
(B) Estão corretos somente os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos somente os itens I e II.
(D) Estão corretos somente os itens II e IV.
(E) Todos os itens estão corretos.

Resolução

I. CORRETO. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a renda


e proventos de qualquer natureza será informado pela generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei (ART.153, §2º, I, CF88).
Pode-se afirmar que o critério da progressividade decorre dos princípios da
igualdade e da capacidade contributiva, na medida em que contribuintes
com maiores rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que
aqueles com menores rendimentos. É TRATAR DESIGUALMENTE AQUELES
QUE SE ENCONTRAM EM SITUAÇÕES DESIGUAIS.
II. CORRETO. a Constituição estabelece expressamente que o imposto sobre
a renda será progressivo (ART.153, §2º, I, CF88), enquanto o imposto sobre
a propriedade imobiliária poderá ser progressivo (ART.156, §1º, I, CF88);
III. CORRETO. a Constituição traça uma dupla progressividade para o IPTU,
quais sejam, progressividade em razão do imóvel (ART.156, §1º, I, CF88) e
em razão do tempo (ART.182, §4º, II, CF88). A PRIMEIRA PODE SER EM
RAZÃO DO VALOR DO IMÓVEL, E A SEGUNDA PARA FORÇAR O ADEQUADO
APROVEITAMENTO DO SOLO URBANO.
IV. CORRETO. o princípio da capacidade contributiva não possui significado
muito importante para o IPTU, visto que este tributo se caracteriza por ser
um imposto real, sem relação com as características pessoais do sujeito
passivo. NÃO IMPORTA SE O A MANSÃO CUJO IPTU É CARO É DE
PROPRIEDADE DE UM RICO EMPRESÁRIO OU DE UMA SENHORA
APOSENTADA COM SALÁRIO MÍNIMO. O IPTU DEVE SER PAGO DA MESMA
MANEIRA.

GABARITO: E

21- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Avalie o


acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as
falsas; em seguida, marque a opção correta.
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( ) O princípio da anterioridade tributária não pode ser afastado por meio de


emenda constitucional, ainda que em relação a um imposto determinado,
não constante da enumeração excetuada no próprio texto constitucional
original.
( ) O princípio da irretroatividade protege de alterações a tributação dos
lucros apurados no período-base a ser encerrado em data futura.
( ) É inconstitucional a cobrança de imposto sobre movimentação financeira
que atinja indiscriminadamente todas as aplicações, no ponto em que atinja
as realizadas por Estados e Municípios, por exemplo (imunidade recíproca),
sendo portanto inválido o § 2º do art. 2º da Emenda Constitucional nº 3, de
18 de março de 1993.
(A) V, V, V
(B) V, V, F
(C) V, F, V
(D) F, F, F
(E) F, V, F

Resolução

(V) O princípio da anterioridade tributária não pode ser afastado por meio de
emenda constitucional, ainda que em relação a um imposto determinado,
não constante da enumeração excetuada no próprio texto constitucional
original. O PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE É GARANTIA INDIVIDUAL,
SENDO CLÁUSULA PÉTREA, E POR ISSO NÃO PODE SER AFASTADO NEM
POR EMENDA CONSTITUCIONAL (ADI 939).
(F) O princípio da irretroatividade protege de alterações a tributação dos
lucros apurados no período-base a ser encerrado em data futura. O
PERÍODO-BASE PODE TER SE INICIADO ANTES DO INÍCIO DA VIGÊNCIA DA
LEI QUE ALTERA A TRIBUTAÇÃO, MAS SE ELE SE ENCERRA APÓS O INÍCIO
DESSA VIGÊNCIA, A ALTERAÇÃO DA LEI ALCANÇA O LUCRO RELATIVO A
TODO O PERÍODO (FATO GERADOR PENDENTE).
(V) É inconstitucional a cobrança de imposto sobre movimentação financeira
que atinja indiscriminadamente todas as aplicações, no ponto em que atinja
as realizadas por Estados e Municípios, por exemplo (imunidade recíproca),
sendo portanto inválido o § 2º do art. 2º da Emenda Constitucional nº 3, de
18 de março de 1993. FOI ESSA A DECISÃO DA ADI 939, QUE TENTOU
MITIGAR A IMUNIDADE RECÍPROCA.

GABARITO: C

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22- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 1998 ESAF) Assinale a


resposta que preencha corretamente as duas lacunas.
A majoração ________ está sujeita ao princípio da anterioridade ________

(A) do imposto de transmissão de bens imóveis — da lei em relação à


cobrança, mas a lei pode ter sido publicada no mesmo exercício em que a
cobrança se realiza.
(B) do imposto de importação — anual, só podendo ser exigida se a lei
majoradora estiver em vigor antes do início do exercício da cobrança.
(C) do imposto de renda — anual, sendo indispensável que a lei majoradora
esteja em vigor antes do início da cobrança, não bastando ter sido publicada
anteriormente a esse início.
(D) do imposto de exportação — anual em relação à cobrança, devendo a lei
ter sido publicada antes do exercício em que a cobrança se realiza.
(E) da contribuição para a previdência social — de 90 dias da publicação da
lei majoradora, não podendo ser exigida antes desse nonagintídio.

Resolução

(A) INCORRETA. A MAJORAÇÃO do imposto de transmissão de bens imóveis


ESTÁ SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE da lei em relação à
cobrança, mas a lei NÃO pode ter sido publicada no mesmo exercício em que
a cobrança se realiza (ART.150, III, CF88).
(B) INCORRETA. A MAJORAÇÃO do imposto de importação NÃO ESTÁ
SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE anual, só podendo ser exigida
se a lei majoradora estiver em vigor antes do início MESMO NO do exercício
da cobrança (ART.150, §1º, CF88).
(C) INCORRETA. A MAJORAÇÃO do imposto de renda ESTÁ SUJEITA AO
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE anual, sendo indispensável que a lei
majoradora esteja em vigor antes do início FIM da cobrança (FIM DO
PERÍODO-BASE), não bastando ter sido publicada anteriormente a esse
início FIM (SÚMULA 584, STF).
(D) INCORRETA. A MAJORAÇÃO do imposto de exportação NÃO ESTÁ
SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE anual em relação à cobrança,
devendo NÃO PRECISANDO a lei ter sido publicada antes do exercício em
que a cobrança se realiza (ART.150, §1º, CF88).
(E) CORRETA. A MAJORAÇÃO da contribuição para a previdência social ESTÁ
SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE de 90 dias da publicação da lei
majoradora, não podendo ser exigida antes desse nonagintídio (ART.195,
§6º, IN FINE, CF88).
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GABARITO: E

23- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Assinale a


resposta correta.
(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide sobre produtos
industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota zero?
(A) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em relação à
procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota zero equivale à ausência de
alíquota.
(B) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse imposto substitui o
de importação. (ii) Sim, porque alíquota zero não impede que o produto siga
o regime geral do imposto.
(C) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina que seu campo
de incidência abrange todos os produtos com alíquota.
(D) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles incide o imposto
de importação. (ii) Sim, porque o campo de incidência desse imposto
abrange todos os produtos industrializados.
(E) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii) Não, porque o
campo de incidência advém da Constituição e esta não previu a hipótese.

Resolução

Decreto nº 4.544/02 – REGULAMENTO DO IPI:


Art. 2º O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e
estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de
Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI (Lei nº 4.502,
de 30 de novembro de 1964, art. 1º, e Decreto-lei nº 34, de 18 de
novembro de 1966, art. 1º).
Parágrafo único. O campo de incidência do imposto abrange
todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na TIPI,
observadas as disposições contidas nas respectivas notas complementares,
excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT" (não-tributado) (Lei nº
10.451,de 10 de maio de 2002, art. 6º)

GABARITO: C

24- (ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO 2010 ESAF) A


extrafiscalidade é característica que possuem alguns tributos de permitirem,
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além da pura e simples forma de ingresso de receitas nos cofres públicos,


também de intervirem na economia, incentivando ou não determinada
atividade ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados
abaixo, aquele que não possui caráter extrafiscal.
(A) Imposto sobre produtos industrializados.
(B) Imposto sobre importação.
(C) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis.
(D) Imposto sobre produtos industrializados.
(E) Taxa de iluminação pública.

Resolução

(A) Imposto sobre produtos industrializados. EXTRAFISCAL POR SER


INSTRUMENTO DE REGULAÇÃO DO MERCADO. EXEMPLO, ALÍQUOTA ZERO
DE IPI NA CRISE ECONÔMICA RECENTE, PARA ESTIMULAR O CONSUMO.
(B) Imposto sobre importação. EXTRAFISCAL POIS COM ELE O ESTADO
CONSEGUE PROTEGER O MERCADO INTERNO DE PRODUTOS SIMILARES
ESTRANGEIROS EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS.
(C) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis.
O NOME JÁ DIZ DE SUA EXTRAFISCALIDADE, INSTRUMENTO DE
INTERVENÇÃO DO ESTADO, REGULATÓRIO DA ECONOMIA. POR EXEMPLO, A
CIDE-ROYALTIES, CRIADA PARA ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO
TECNOLÓGICO BRASILEIRO, TENDO QUE SER PAGA POR PESSOA JURÍDICA
QUE CONTRATA PRESTADORA DE SERVIÇO DE TECNOLOGIA DE FORA, DO
EXTERIOR.
(D) Imposto sobre produtos industrializados. IDEM (É..., REPETIDO
MESMO!)
(E) Taxa de iluminação pública. TAXA NÃO TEM CARÁTER EXTRAFISCAL,
MAS SIMPLESMENTE CONTRAPRESTAÇÃO A ATIVIDADE ESTATAL
ESPECÍFICA, DE EXERCÍCIO DE PODER DE POLÍCIA OU DE SERVIÇO
PÚBLICO ESPECÍFICO E DIVISÍVEL.

GABARITO: E

25- (ANALISTA JURÍDICO SEFAZ-CE 2006 ESAF) Sobre a repartição das


receitas tributárias da União, podemos afirmar que:
(A) pelo menos cinqüenta por cento da arrecadação do Imposto Territorial
pertencem aos municípios em que os imóveis rurais estejam situados.

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(B) parte da arrecadação do Imposto Sobre Produtos Industrializados


pertence aos estados e ao Distrito Federal, que deverão destinar ao menos
cinqüenta por cento desse montante aos seus municípios.
(C) caso a União institua algum imposto, utilizando sua competência
residual, terá de destinar cinqüenta por cento de seu produto aos estados e
ao Distrito Federal.
(D) cem por cento do Imposto Sobre Operações Financeiras incidente sobre
o ouro como ativo financeiro pertencem à União.
(E) pertencem aos Estados o Imposto de Renda incidente na fonte sobre os
rendimentos pagos, a qualquer título, por eles (excetuando-se suas
fundações públicas e autarquias).

Resolução

(A) CORRETA. pelo menos cinqüenta por cento da arrecadação do Imposto


Territorial pertencem aos municípios em que os imóveis rurais estejam
situados. PELO MENOS (ART.158, II, CF88), PORQUE SE O MUNICÍPIO
FISCALIZAR E COBRAR, 100% DO ITR FICA COM ELE (ART.153, §4º, III,
CF88).
(B) INCORRETA. parte da arrecadação do Imposto Sobre Produtos
Industrializados pertence aos estados e ao Distrito Federal, que deverão
destinar ao menos cinqüenta VINTE E CINCO por cento desse montante aos
seus municípios (ART.159, II E §3º, CF88).
(C) INCORRETA. caso a União institua algum imposto, utilizando sua
competência residual, terá de destinar cinqüenta VINTE por cento de seu
produto aos estados e ao Distrito Federal (ART.157, II, CF88).
(D) INCORRETA. cem ZERO por cento do Imposto Sobre Operações
Financeiras incidente sobre o ouro como ativo financeiro pertencem à União.
30% COM E, DF; 70% COM MUNICÍPIOS (ART.153, §5º, I E II, CF88).
(E) INCORRETA. pertencem aos Estados o Imposto de Renda incidente na
fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título, por eles (excetuando-
se INCLUSIVE suas fundações públicas e autarquias) (ART.157, I, CF88).

GABARITO: A

26- (ANALISTA JURÍDICO SEFAZ-CE 2006 ESAF) Sobre o princípio


constitucional da seletividade, é incorreto afirmar-se que:
(A) é aplicado obrigatoriamente ao ICMS.
(B) permite ao legislador a tributação diferenciada de produtos, aplicando
alíquotas maiores aos produtos menos essenciais.
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(C) é aplicado facultativamente ao IPTU.


(D) segundo tal princípio, os produtos mais essenciais devem ser tributados
com alíquotas mais baixas.
(E) é aplicado obrigatoriamente ao Imposto Sobre Produtos Industrializados.

Resolução

(A) INCORRETO. é aplicado obrigatoriamente FACULTATIVAMENTE ao ICMS


(ART.155, §2º, III, CF88).
(B) CORRETO. permite ao legislador a tributação diferenciada de produtos,
aplicando alíquotas maiores aos produtos menos essenciais. QUANTO MAIS
SUPÉRFLUO, MAIOR A ALÍQUOTA DO IMPOSTO.
(C) CORRETO. é aplicado facultativamente ao IPTU. O IPTU PODERÁ SER
PROGRESSIVO EM RAZÃO DO VALOR DO IMÓVEL (ART.156, §1º, I, CF88). É
UMA ESPÉCIE DE SELETIVIDADE.
(D) CORRETO. segundo tal princípio, os produtos mais essenciais devem ser
tributados com alíquotas mais baixas. QUANTO MENOS SUPÉRFLUO,
MENORES AS ALÍQUOTAS DO IMPOSTO.
(E) CORRETO. é aplicado obrigatoriamente ao Imposto Sobre Produtos
Industrializados (ART.153, §3º, I, CF88).

GABARITO: A

27- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF)


Considerando os temas “administração tributária” e “repartição de receitas
tributárias”, julgue os itens abaixo e marque, a seguir, a opção que
apresenta a resposta correta.
I. A pessoa jurídica imune está obrigada a submeter-se ao exame de sua
contabilidade pela autoridade fiscal.
II. Os profissionais submetidos às regras do sigilo profissional não estão
obrigados a auxiliar o Fisco com informações de seus clientes.
III. Pertencem aos municípios o equivalente a 25% da arrecadação da União
havida com o Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza –
IR de contribuintes domiciliados em seu território.
IV. Os estados têm direito à parcela da arrecadação da União havida com o
Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI.
(A) Todos os itens estão corretos.
(B) Todos os itens estão errados.
(C) Apenas o item I está errado.
(D) Apenas o item III está errado.
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(E) Apenas o item II está correto.

Resolução

I. CORRETO. A pessoa jurídica imune está obrigada a submeter-se ao exame


de sua contabilidade pela autoridade fiscal. Art.194, CTN. SE AS PESSOAS
IMUNES NÃO PRECISASSEM APRESENTAR SUA CONTABILIDADE PARA A
AUTORIDADE FISCAL, COMO O FISCO IRIA SABER, POR EXEMPLO, SE UMA
PESSOA IMUNE À LUZ DO ART.156, VI, ‘C’, CF88, ESTARIA CUMPRINDO O
ART.14, III, CTN (“manterem escrituração de suas receitas e despesas em
livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”)?
II. CORRETO. Os profissionais submetidos às regras do sigilo profissional
não estão obrigados a auxiliar o Fisco com informações de seus clientes.
(ART.197, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN).
III. ERRADO. Pertencem aos municípios o equivalente a 25% 100% da
arrecadação DO IMPOSTO da União havida com o Imposto Sobre a Renda e
Proventos de Qualquer Natureza – IR INCIDENTE NA FONTE, SOBRE
RENDIMENTOS PAGOS, A QUALQUER TÍTULO, POR ELES, SUAS
AUTARQUIAS E PELAS FUNDAÇÕES QUE INSTITUÍREM E MANTIVEREM de
contribuintes domiciliados em seu território. (Art.158, I, CF88).
IV. CORRETO. Os estados têm direito à parcela da arrecadação da União
havida com o Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI. ALÉM DE 48%
DE IPI + IR MENOS IRFONTE, QUE VAI PARA O FPE (ART.159, I, ‘A’), O FPM
(ART.159, I ‘B’ E ‘D’) E OS ESTADOS DO NORTE, NORDESTE E CENTRO-
OESTE (ART.159, I, ‘C’), TEM 10% DO IPI QUE VAI PARA ESTADOS E DF
(ART.159, II).

GABARITO: D

28- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL MG 2005 ESAF)


Considerando os temas “limitações constitucionais ao poder de tributar”,
“competência tributária”, “princípios constitucionais tributários” e
“imunidades”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto é inconstitucional,
porque o prazo integra as exigências do princípio da legalidade.
( ) A competência tributária não exercida por um ente da Federação poderá
ser delegada a outro.
( ) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
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transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão


sujeitos ao princípio da não-cumulatividade, em função da essencialidade do
produto.
( ) É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
(A) V, F, F, F
(B) V, F, F, V
(C) F, V, F, F
(D) F, F, V, F
(E) F, F, F, F

Resolução

(F) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto é inconstitucional


CONSTITUCIONAL, porque o prazo NÃO integra as exigências do princípio da
legalidade. ESSE É O ENTENDIMENTO DO STF (RE 172.394 SP; RE 195.218
MG)
(F) A competência tributária não exercida por um ente da Federação NÃO
poderá ser delegada a outro. A COMPETÊNCIA É INDELEGÁVEL (ART.7º,
CTN).
(F) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão
sujeitos ao princípio da não-cumulatividade, em função da essencialidade do
produto. SUJEITAM-SE SIM AO PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE, MAS
NÃO EM FUNÇÃO DA ESSENCIALIDADE. ESSENCIALIDADE TEM A VER COM
O PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE, QUE É OBRIGATÓRIO PARA O IPI
(ART.153, §3º, I, CF88) E FACULTATIVO PARA O ICMS (ART.155, §2º, III,
CF88).
(F) NÃO É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA: COMPETÊNCIA COMUM – U, E, DF E M
PODEM INSTITUIR.

GABARITO: E

29- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a resposta correta.
� Cabe à União exigir o imposto sobre produtos industrializados antes de
decorridos noventa dias da data de publicação da lei que o majorar?

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� Empresa pública federal goza de imunidade tributária no que se refere ao


patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas atividades que não
tenham fins lucrativos?
� Cabe aos Estados e ao Distrito Federal estabelecer hipótese de imunidade
tributária em relação a fato que esteja sujeito à incidência do imposto sobre
propriedade de veículos automotores?
� As contribuições sociais para a seguridade social só poderão ser exigidas
após decorridos noventa dias da data de publicação da lei que as houver
instituído ou aumentado?
(A) Não, sim, não, não
(B) Não, não, não, sim
(C) Sim, sim, sim, não
(D) Sim, não, sim, sim
(E) Sim, sim, não, não

Resolução

� NÃO Cabe à União exigir o imposto sobre produtos industrializados antes


de decorridos noventa dias da data de publicação da lei que o majorar? NÃO.
O IPI NÃO SE SUJEITA À ANTERIORIDADE ANUAL, DO EXERCÍCIO
FINANCEIRO, MAS SE SUJEITA SIM À ANTERIORIDADE NONAGESIMAL
(ART.150, §1º, CF88).
� Empresa pública federal goza de imunidade tributária no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas atividades que não
tenham fins lucrativos? NÃO. NÃO BASTA NÃO TER FINS LUCRATIVOS. A
EMPRESA PÚBLICA TEM QUE PRESTAR UM SERVIÇO QUE SEJA PÚBLICO E
DE PRESTAÇÃO OBRIGATÓRIA PELO ESTADO. EXEMPLO: INFRAERO IMUNE
DO ISS POR PRESTAR SERVIÇO DE INFRAESTRUTURA AEROPORTUÁRIA EM
REGIME DE MONOPÓLIO (RE-AGRG 363.412 BA).
� Cabe aos Estados e ao Distrito Federal estabelecer hipótese de imunidade
tributária em relação a fato que esteja sujeito à incidência do imposto sobre
propriedade de veículos automotores? NÃO. A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA É
ESTABELECIDA PELA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO. ESTADOS E DF PODEM
ESTABELECER ISENÇÕES, E NÃO IMUNIDADES.
� As contribuições sociais para a seguridade social só poderão ser exigidas
após decorridos noventa dias da data de publicação da lei que as houver
instituído ou aumentado? SIM. ART.195, §6º, CF88.

GABARITO: B

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30- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF ADAPTADA) Avalie as afirmações


adiante e marque, em seguida, a opção de resposta correta.
I. Compete exclusivamente à União instituir contribuições de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
ressalvada a faculdade conferida aos Estados e ao Distrito Federal para
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico que se destine ao
financiamento de programas de infraestrutura de transportes.
II. O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for
integral e em dinheiro.
III. Na hipótese de não terem sido reservados bens ou rendas suficientes ao
total pagamento da dívida, presume-se fraudulenta a alienação ou oneração
de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com
a Fazenda Pública por crédito tributário regularmente constituído e inscrito
em dívida ativa.
(A) somente I e II são verdadeiras.
(B) somente I e III são verdadeiras.
(C) somente II e III são verdadeiras.
(D) somente III é verdadeira.
(E) somente II é verdadeira.

Resolução

ATENÇÃO: A QUESTÃO É ADAPTADA PORQUE À ÉPOCA DO CONCURSO


(2004) O ITEM III ERA ERRADO, MAS HOJE, COM O ADVENTO DA LEI
COMPLEMENTAR 118/2005, ESSE ITEM III ESTÁ CORRETO.
I. ERRADO. Compete exclusivamente à União instituir contribuições de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, ressalvada a faculdade conferida aos Estados e ao Distrito
Federal para instituir contribuição de intervenção no domínio econômico que
se destine ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes.
CIDE É DE COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO (ART.149, CF88).
II. CORRETO. O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito
tributário se for integral e em dinheiro. ART.151, II, CTN, E SÚMULA 112,
STJ.
III. CORRETO. Na hipótese de não terem sido reservados bens ou rendas
suficientes ao total pagamento da dívida, presume-se fraudulenta a
alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito
passivo em débito para com a Fazenda Pública por crédito tributário
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regularmente constituído e inscrito em dívida ativa. ANTES DA LC 118/05,


NÃO BASTAVA O CRÉDITO TRIBUTÁRIO ESTAR CONSTITUÍDO E INSCRITO
EM DÍVIDA ATIVA. ELE DEVERIA ESTAR TAMBÉM EM FASE DE EXECUÇÃO
PARA HAVER A REFERIDA PRESUNÇÃO DE FRAUDE. AGORA, COM A NOVA
REDAÇÃO DO ART.185, CTN, BASTA O CRÉDITO TRIBUTÁRIO ESTAR
REGULARMENTE INSCRITO EM DÍVIDA ATIVA.

GABARITO: C

31- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2000 ESAF) Marque com


V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando em seguida a opção
correspondente.
( ) Compete à União legislar sobre o IPVA (o imposto sobre veículos
automotores), reminiscência de sua antiga competência para legislar sobre a
TRU (Taxa Rodoviária Única).
( ) Distrito Federal não tem competência para instituir e legislar sobre
qualquer imposto que incida sobre a doação de jóias e pedras preciosas.
( ) Compete aos Estados legislar sobre o imposto sobre a doação de
dinheiro.
(A) Os três assertos acima são verdadeiros.
(B) Os três assertos são falsos.
(C) Os dois primeiros assertos são falsos e o outro não.
(D) Os dois primeiros assertos são verdadeiros e o outro não.
(E) Os dois últimos assertos são verdadeiros e o primeiro não.

Resolução

(F) Compete à União AOS ESTADOS E AO DF legislar sobre o IPVA (o


imposto sobre veículos automotores), reminiscência de sua antiga
competência para legislar sobre a TRU (Taxa Rodoviária Única). ART.155,
III, CF88.
(F) Distrito Federal não tem competência para instituir e legislar sobre
qualquer imposto que incida sobre a doação de jóias e pedras preciosas.
IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE
QUAISQUER BENS OU DIREITOS: COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PRIVATIVA DE
ESTADOS E DF (ART.155, I, CF88).
(V) Compete aos Estados legislar sobre o imposto sobre a doação de
dinheiro. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE
QUAISQUER BENS OU DIREITOS: COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PRIVATIVA DE
ESTADOS E DF (ART.155, I, CF88).
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GABARITO: C

32- (ANALISTA EM PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E FINANÇAS


PÚBLICAS ESTADO SP 2009 ESAF) Sobre os tributos de competência da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, assinale a opção
correta.
(A) Incide ICMS na importação de bens, ainda quando realizada por pessoa
física ou jurídica que não seja contribuinte regular do imposto.
(B) Não exige prévia celebração de convênio entre os Estados membros e o
Distrito Federal a instituição, por Lei Complementar Estadual, de Programa
de Incentivo destinado a fomentar a implantação, ampliação e modernização
de empreendimentos industriais e agroindustriais no Estado mediante
concessão de crédito presumido e redução da base de cálculo do ICMS.
(C) A imunidade sobre o patrimônio, renda ou serviços instituída em favor
das instituições de assistência social não alcança o ICMS incidente sobre os
bens por elas fabricados, posto repercutir economicamente no consumidor e
não atingir o patrimônio, nem desfalcar as rendas, nem reduzir a eficácia
dos serviços dessas entidades.
(D) incide IPVA sobre embarcações e aeronaves, por abranger todo e
qualquer veículo que tenha propulsão própria e sirva ao transporte de
pessoas e coisas.
(E) É ilegal a cobrança de ICMS com base em valores previstos em pauta
fiscal.

Resolução

(A) ERRADA. NÃO Incide ICMS na importação de bens, ainda quando


realizada por pessoa física ou jurídica que não seja contribuinte regular do
imposto. A BANCA ADOTOU COMO ERRADA ESSA ALTERNATIVA, MAS É
DISCUTÍVEL. ESSA ALTERNATIVA (COM O “NÃO” NA FRENTE) É
EXATAMENTE A LETRA DA SÚMULA 660, STF. MAS, AO QUE TUDO INDICA,
HOUVE ERRO NA REDAÇÃO DA SÚMULA, QUE FALTOU INCLUIR “ATÉ A
VIGÊNCIA DA EC 33/2001”. ESSA EMENDA AMPLIOU A INCIDÊNCIA DO
ICMS IMPORTAÇÃO PARA ABRANGER A SITUAÇÃO ACIMA. O QUE ACABOU
DE SER DITO VEM SE CONFIRMANDO NA JURISPRUDÊNCIA ATUAL DO STF
(RE-AGR 594.718 RS, ABR.2001; AI-AGR 674.396 SP). OU SEJA, EM QUE
PESE ESTA ALTERNATIVA TER SIDO CONSIDERADA ERRADA, É MAIS
PRUDENTE (PARA OUTRAS QUESTÕES EM QUE O TEMA APARECER)
CONSIDERAR ESSA ALTERNATIVA CORRETA, A NÃO SER QUE ELA FALE
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EXPRESSAMENTE DO TEXTO DA SÚMULA 660, STF, OU SE REFERIR


EXPRESSAMENTE A PERÍODO ANTERIOR À EC 33/2001.
(B) ERRADA. Não exige prévia celebração de convênio entre os Estados
membros e o Distrito Federal a instituição, por Lei Complementar Estadual,
de Programa de Incentivo destinado a fomentar a implantação, ampliação e
modernização de empreendimentos industriais e agroindustriais no Estado
mediante concessão de crédito presumido e redução da base de cálculo do
ICMS. ART.155, §2º, XII, ‘G’, CF88, C/C LEI COMPLEMENTAR 24/1975.
(C) ERRADA. A imunidade sobre o patrimônio, renda ou serviços instituída
em favor das instituições de assistência social não alcança o ICMS incidente
sobre os bens por elas fabricados, posto repercutir economicamente no
consumidor e não atingir o patrimônio, nem desfalcar as rendas, nem
reduzir a eficácia dos serviços dessas entidades. A JUSTIFICATIVA TACHADA
FOI JUSTAMENTE O ARGUMENTO DO VOTO VENCIDO NA DECISÃO DO STF
QUE ENTENDEU QUE ESSA IMUNIDADE ALCANÇA O ICMS, DESDE QUE
PATRIMÔNIO, RENDA E SERVIÇOS VOLTADOS PARA AS FINALIDADES
ESSENCIAIS DA ENTIDADE (RE 210.251; RE 186.175).
(D) ERRADA. incide IPVA sobre embarcações e aeronaves, por abranger todo
e qualquer veículo que tenha propulsão própria e sirva ao transporte de
pessoas e coisas.
(E) CORRETA. É ilegal a cobrança de ICMS com base em valores previstos
em pauta fiscal. SÚMULA 431, STJ, EDITADA EM MAR.2010.

GABARITO: E

33- (PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL 2007 ESAF) No referente


aos impostos sobre transmissão causa mortis, doação e propriedade de
veículos automotores, é correto afirmar:
(A) o imposto sobre transmissão causa mortis relativo a bens imóveis e
respectivos direitos, compete ao Estado onde se processar o inventário ou
arrolamento.
(B) o imposto sobre propriedade de veículos automotores terá alíquotas
mínimas fixadas pelo Senado Federal.
(C) o imposto sobre doação relativamente a bens móveis, títulos e créditos,
compete ao Estado onde o referido negócio jurídico tiver sido consumado.
(D) o imposto sobre propriedade de veículos automotores não poderá ter
alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização do bem.
(E) não há incidência de qualquer imposto quando há doação apenas de
direitos.

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Resolução

(A) ERRADA. o imposto sobre transmissão causa mortis relativo a bens


imóveis e respectivos direitos, compete ao Estado onde se processar o
inventário ou arrolamento. SE É RELATIVO A IMÓVEIS, IMÓVEL NÃO SAI DO
CHÃO, LOGO É SEMPRE COMPETÊNCIA DO ESTADO ONDE ESTIVER
LOCALIZADO O IMÓVEL – “ESTADO DA SITUAÇÃO DO BEM, OU AO DF”
(ART.155, §1º, I, CF88).
(B) CORRETA. o imposto sobre propriedade de veículos automotores terá
alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal. ART.155, §6º, I, CF88. O
§6º, I, FOI INSERIDO PELA EC 42/2003 PARA TENTAR MITIGAR A GUERRA
FISCAL ENTRE OS ESTADOS.
(C) ERRADA. o imposto sobre doação relativamente a bens móveis, títulos e
créditos, compete ao Estado onde o referido negócio jurídico tiver sido
consumado ONDE TIVER DOMICÍLIO O DOADOR, OU AO DISTRITO
FEDERAL. ART.155, §1º, II, CF88. REPARE QUE A ALTERNATIVA SÓ FALA DA
DOAÇÃO, E NÃO DA TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS. POR ISSO, NÃO INCLUÍ
AQUI O “ONDE SE PROCESSAR O INVENTÁRIO OU ARROLAMENTO”,
TAMBÉM PRESENTE NO REFERIDO INCISO II.
(D) ERRADA. o imposto sobre propriedade de veículos automotores não
poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização do bem.
ART.155, §6º, II, CF88, INCLUÍDO TAMBÉM PELA EC 42/2003.
(E) ERRADA. não há incidência de qualquer imposto ITCMD quando há
doação apenas de direitos. BASTA VER O ART.155, I, CF88: “TRANSMISSÃO
CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS OU DIREITOS”.

GABARITO: B

34- (PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL PGDF 2004 ESAF) Marque


a opção que apresenta resposta correta, considerando as assertivas abaixo.
I. O pedido de parcelamento do débito não configura denúncia espontânea
para efeito de exclusão da multa moratória.
II. A vedação de incidência de correção monetária de créditos escriturais do
ICMS não constitui violação dos princípios constitucionais da não-
cumulatividade e da isonomia.
III. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas mínimas e máximas do
imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos.
IV. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas máximas do imposto sobre
propriedade de veículos automotores.
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(A) somente I, II e III são verdadeiras.


(B) somente II e III são verdadeiras.
(C) somente I e II são verdadeiras.
(D) somente I, III e IV são verdadeiras.
(E) somente III e IV são verdadeiras.

Resolução

I. VERDADEIRA. O pedido de parcelamento do débito não configura denúncia


espontânea para efeito de exclusão da multa moratória. SE QUISER SE
VALER DO BENEFÍCIO DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA (EXCLUSÃO DA MULTA
MORATÓRIA), TEM QUE PAGAR À VISTA (RESP 284.189 SP).
II. VERDADEIRA. A vedação de incidência de correção monetária de créditos
escriturais do ICMS não constitui violação dos princípios constitucionais da
não-cumulatividade e da isonomia. É O QUE DECIDIU O STF NO ED-RE
275.507 SP.
III. FALSA. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas mínimas e
máximas do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer
bens ou direitos. ART.155, §1º, IV, CF88.
IV. FALSA. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas máximas MÍNIMAS
do imposto sobre propriedade de veículos automotores. ART.155, §6º, I,
CF88.

GABARITO: C

35- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF) Acerca


do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU é correto
afirmar que:
(A) o posseiro não pode ser considerado contribuinte.
(B) suas alíquotas podem ser progressivas apenas em função do grau de
utilização do imóvel.
(C) a base de cálculo é o valor real do imóvel.
(D) o STF entendeu inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido,
antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se
destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade
urbana.
(E) lei municipal não pode, para efeito da cobrança do tributo, considerar
urbanas áreas com urbanização ainda incompleta.

Resolução
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(A) ERRADA. o posseiro não pode ser considerado contribuinte. PORQUE É


POSSUIDOR. ART.34, CTN.
(B) ERRADA. suas alíquotas podem ser progressivas apenas em função do
grau de utilização do imóvel (ART.182, §4º, II, CF88), MAS TAMBÉM EM
RAZÃO DO VALOR DO IMÓVEL (ART.156, §1º, I, CF88).
(C) ERRADA. a base de cálculo é o valor real VENAL do imóvel. ART.33, CTN.
(D) CORRETA. o STF entendeu inconstitucional lei municipal que tenha
estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas
progressivas, salvo se destinadas a assegurar o cumprimento da função
social da propriedade urbana. SÚMULA 668, STF.
(E) ERRADA. lei municipal não pode, para efeito da cobrança do tributo,
considerar urbanas áreas com urbanização ainda incompleta. ART.32, §2º,
CTN.

GABARITO: D

36- (PROCURADOR MUNICÍPIO DE FORTALEZA – CE 2002 ESAF)


Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta:
I. Para conhecimento da natureza específica das diversas espécies
tributárias previstas no Sistema Tributário Nacional, é essencial o exame do
fato gerador da respectiva obrigação, tendo em vista que, à luz do Código
Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada
pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-
la: a denominação e demais características formais adotadas pela lei e a
destinação legal do produto da sua arrecadação.
II. São espécies tributárias previstas na Constituição Federal: imposto, taxa,
empréstimo compulsório, contribuição de melhoria, contribuição social,
contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de interesse
de categorias profissionais ou econômicas e compensação financeira aos
Estados pela exploração de petróleo por empresas privadas.
III. Segundo o Código Tributário Nacional, os tratados e as convenções
internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna e serão
observados pela legislação que lhes sobrevenha. Assim, é correto afirmar
que no sistema jurídico brasileiro, os tratados e as convenções
internacionais não estão hierarquicamente subordinados à Constituição
Federal. Em conseqüência, revestidos de valor jurídico são os tratados e as
convenções internacionais, que, incorporados ao sistema de direito positivo
interno, apresentem incompatibilidade com o texto da Carta Política,
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devendo esses atos de direito internacional público prevalecerem sobre a


normatividade constitucional.
(A) somente a I é verdadeira.
(B) I e II são verdadeiras.
(C) I e III são verdadeiras.
(D) II e III são verdadeiras.
(E) todas são verdadeiras.

Resolução

I. VERDADEIRA. Para conhecimento da natureza específica das diversas


espécies tributárias previstas no Sistema Tributário Nacional, é essencial o
exame do fato gerador da respectiva obrigação, tendo em vista que, à luz do
Código Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é
determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes
para qualificá-la: a denominação e demais características formais adotadas
pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação. ART.4º, CTN.
II. FALSA. São espécies tributárias previstas na Constituição Federal:
imposto, taxa, empréstimo compulsório, contribuição de melhoria,
contribuição social, contribuição de intervenção no domínio econômico,
contribuição de interesse de categorias profissionais ou econômicas e
compensação financeira aos Estados pela exploração de petróleo por
empresas privadas. ESTA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA (ART.20, §1º, CF88)
NÃO É TRIBUTO.
III. FALSA. Segundo o Código Tributário Nacional, os tratados e as
convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária
interna e serão observados pela legislação que lhes sobrevenha. Assim, é
correto afirmar que no sistema jurídico brasileiro, os tratados e as
convenções internacionais não estão hierarquicamente subordinados à
Constituição Federal. Em conseqüência, revestidos de valor jurídico são os
tratados e as convenções internacionais, que, incorporados ao sistema de
direito positivo interno, apresentem incompatibilidade com o texto da Carta
Política, NÃO devendo esses atos de direito internacional público
prevalecerem sobre a normatividade constitucional. OS TRATADOS E
CONVENÇÕES INTERNACIONAIS SE SUBORDINAM SIM À CONSTITUIÇÃO.
ESTA É A LEI MÁXIMA DO NOSSO PAÍS.

GABARITO: A

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37- (AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL RECIFE – PE 2003 ESAF)


Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.
I. Em consonância com a Constituição Federal, medida provisória que
implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural só
produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada.
II. De conformidade com a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, a
legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora,
no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam
extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham o
Código Tributário Nacional ou outras leis de normas gerais expedidas pela
União.
III. Os dispositivos de lei que definem novas hipóteses de incidência,
referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em vigor no
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação,
conforme estabelece o Código Tributário Nacional.
IV. Determina o Código Tributário Nacional que, salvo disposição em
contrário, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios entram em vigor na data da sua publicação.
(A) Apenas as formulações I, II e III são corretas.
(B) Apenas as formulações I, II e IV são corretas.
(C) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.
(D) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.
(E) Todas as formulações são corretas.

Resolução

I. CORRETA. Em consonância com a Constituição Federal, medida provisória


que implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural só
produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada. (ART.62, º2º, CF88).
II. CORRETA. De conformidade com a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de
1966, a legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em
que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou
do que disponham o Código Tributário Nacional ou outras leis de normas
gerais expedidas pela União. (ART.102, CTN).
III. CORRETA. Os dispositivos de lei que definem novas hipóteses de
incidência, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em
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vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua


publicação, conforme estabelece o Código Tributário Nacional. (ART.104,
CTN).
IV. ERRADA. Determina o Código Tributário Nacional que, salvo disposição
em contrário, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios entram em vigor na data da sua publicação
NELES PREVISTA. (ART.103, III, CF88).

GABARITO: A

38- (AGENTE TRIBUTÁRIO ESTADUAL MS 2001 ESAF) Os convênios


sobre matéria tributária, incluídos entre as normas complementares da
legislação tributária, têm como regra de vigência temporal o seguinte:
(A) entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua
publicação
(B) entram em vigor trinta dias após a data de sua publicação
(C) entram em vigor na data neles prevista
(D) entram em vigor na data de sua publicação
(E) entram em vigor trinta dias após sua homologação pela Assembléia
Legislativa

Resolução

Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram em vigor: [...]


III - os convênios a que se refere o inciso IV do artigo 100, na data
neles prevista.

GABARITO: C

39- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2003 ESAF) Assinale a opção


incorreta.
(A) Os atos normativos, as decisões dos órgãos de jurisdição administrativa
com eficácia normativa, os convênios e os decretos são normas
complementares das leis, tratados e convenções internacionais que versem
sobre tributos.
(B) Os tributos não podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em
que foi publicado o ato legal que os criou ou majorou, com exceção de
alguns impostos, entrando em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao
de sua publicação os dispositivos de lei que criam ou majoram impostos
sobre o patrimônio ou a renda.
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(C) As leis tributárias não podem alterar a definição, o conteúdo e o alcance


de conceitos, institutos e formas de direito privado, utilizados para definir ou
limitar competências tributárias, expressa ou implicitamente.
(D) Cada uma das pessoas que tenham interesse comum na situação que
constitua o fato gerador da obrigação principal responde por todo o débito
tributário, aproveitando aos demais o pagamento que for feito.
(E) O Código Tributário Nacional diz o que se considera domicílio tributário,
podendo a autoridade administrativa recusar o domicílio tributário escolhido
pelo contribuinte quando dificulte ou impossibilite a arrecadação ou
fiscalização.

Resolução

(A) INCORRETA. Os atos normativos, as decisões dos órgãos de jurisdição


administrativa com eficácia normativa, os convênios e os decretos são
normas complementares das leis, tratados e convenções internacionais que
versem sobre tributos. OS DECRETOS SÃO LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
(ART.96, CTN), MAS NÃO SÃO NORMAS COMPLEMENTARES (ART.100, CTN).
(B) CORRETA. Os tributos não podem ser cobrados no mesmo exercício
financeiro em que foi publicado o ato legal que os criou ou majorou, com
exceção de alguns impostos, entrando em vigor no primeiro dia do exercício
seguinte ao de sua publicação os dispositivos de lei que criam ou majoram
impostos sobre o patrimônio ou a renda. ART.150, III, ‘B’, CF88.
(C) CORRETA. As leis tributárias não podem alterar a definição, o conteúdo e
o alcance de conceitos, institutos e formas de direito privado, utilizados para
definir ou limitar competências tributárias, expressa ou implicitamente.
ART.110, CTN.
(D) CORRETA. Cada uma das pessoas que tenham interesse comum na
situação que constitua o fato gerador da obrigação principal responde por
todo o débito tributário, aproveitando aos demais o pagamento que for feito.
(ART.124, I, C/C ART.125, I, CTN).
(E) CORRETA. O Código Tributário Nacional diz o que se considera domicílio
tributário, podendo a autoridade administrativa recusar o domicílio tributário
escolhido pelo contribuinte quando dificulte ou impossibilite a arrecadação
ou fiscalização. (ART.127, §2º, CTN).

GABARITO: A

40- (ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO 2010 ESAF) A lei


que veicula a norma tributária impositiva deverá conter os aspectos
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indispensáveis para que se possa determinar o surgimento e o conteúdo da


obrigação tributária. Sobre esta, analise os itens a seguir, classificando-os
como falsos ou verdadeiros. Depois escolha a opção que seja adequada às
suas respostas.
I. O aspecto material da norma tributária diz respeito à situação geradora da
obrigação tributária;
II. O aspecto espacial da norma tributária corresponde ao território da
pessoa política tributante;
III. O aspecto temporal da norma tributária diz respeito ao momento em que
se deve considerar ocorrida a situação geradora da obrigação tributária;
IV. O aspecto pessoal da norma tributária diz respeito à pessoa em favor de
quem a obrigação tributária deva ser cumprida; e
V. O aspecto quantitativo da norma tributária se refere ao montante devido
na obrigação tributária.
(A) Todos os itens estão corretos.
(B) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos apenas os itens I, II, IV e V.
(D) Estão corretos apenas os itens II, IV e V.
(E) Estão corretos apenas os itens III, IV e V.

Resolução

I. CORRETO. O aspecto material da norma tributária diz respeito à situação


geradora da obrigação tributária; É O FATO GERADOR HIPOTÉTICO, IN
ABSTRACTO.
II. CORRETO. O aspecto espacial da norma tributária corresponde ao
território da pessoa política tributante; NA VERDADE, CABERIA IMPUGNAR
ESSE ITEM, PORQUE O ASPECTO ESPACIAL NEM SEMPRE SE CONFUNDE
COM O TERRITÓRIO DA PESSOA POLÍTICA. A RIGOR, ASPECTO ESPACIAL É
O LOCAL ONDE A LEI CONSIDERA OCORRIDO O FATO GERADOR. EXEMPLO:
ISS, QUANDO O PRESTADOR DO SERVIÇO ESTÁ ESTABELECIDO EM SÃO
PAULO-SP E O TOMADOR DO SERVIÇO ESTABELECIDO EM SOROCABA-SP.
SE O SERVIÇO FOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL, SERÁ DEVIDO EM SOROCABA,
POIS A LC 116/03 DEFINIU COMO ASPECTO ESPACIAL NESTA ESPÉCIE DE
SERVIÇO O LOCAL DA OBRA. JÁ SE O SERVIÇO FOR DE CONSULTORIA, O
ISS SERÁ DEVIDO PARA SÃO PAULO, POIS A LC 116/03 DEFINIU COMO
ASPECTO ESPACIAL NESTA ESPÉCIE DE SERVIÇO O LOCAL DO
ESTABELECIMENTO PRESTADOR.

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III. CORRETO. O aspecto temporal da norma tributária diz respeito ao


momento em que se deve considerar ocorrida a situação geradora da
obrigação tributária;
IV. CORRETO. O aspecto pessoal da norma tributária diz respeito à pessoa
em favor de quem a obrigação tributária deva ser cumprida; e. MAS
TAMBÉM DIZ RESPEITO À PESSOA OBRIGADA A CUMPRIR A PRESTAÇÃO DE
PAGAR O TRIBUTO. A PRIMEIRA, SUJEITO ATIVO; A SEGUNDA, SUJEITO
PASSIVO.
V. CORRETO. O aspecto quantitativo da norma tributária se refere ao
montante devido na obrigação tributária.

GABARITO: A

41- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF)


Considerando o tema “obrigação tributária” e as disposições do CTN, marque
com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a
opção correspondente.
( ) O interditado pode ser sujeito passivo da obrigação tributária.
( ) A definição legal do fato gerador não pode ser verificada se for abstraída
a validade jurídica dos atos praticados.
( ) A utilização de pauta fiscal pela administração tributária é uma forma de
arbitramento da base de cálculo.
( ) A obrigação acessória nasce em razão da ocorrência de um fato gerador
e independe de providência da autoridade fiscal para ser exigida.
(A) V, V, V, V
(B) F, V, F, F
(C) F, V, F, V
(D) V, F, V, V
(E) V, F, V, F

Resolução

(V) O interditado pode ser sujeito passivo da obrigação tributária. A


CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA INDEPENDE DE TUDO! ART.126, CTN.
(F) A definição legal do fato gerador não pode ser verificada se for É
INTERPRETADA abstraída a validade jurídica dos atos praticados. ART.118, I,
CTN.
(V) A utilização de pauta fiscal pela administração tributária é uma forma de
arbitramento da base de cálculo.

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(F) A obrigação acessória nasce em razão da ocorrência de um fato gerador


e independe de providência da autoridade fiscal para ser exigida. PARA SER
EXIGIDA, DEVE SER CONSTITUÍDO O CORRESPONDENTE CRÉDITO
TRIBUTÁRIO, PELO LANÇAMENTO.

GABARITO: E

42- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Avalie o acerto das formulações adiante e marque com V as verdadeiras e
com F as falsas. Em seguida, marque a opção correta.
( ) É vedada a aplicação imediata da legislação tributária a fatos geradores
cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa.
( ) A lei tributária é aplicável a ato ou fato pretérito definitivamente julgado,
quando deixe de defini-lo como infração.
( ) A legislação tributária que disponha sobre parcelamento de crédito
tributário deve ser interpretada literalmente.
( ) Quando não há dúvida quanto à capitulação legal do fato, a lei tributária
que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da
maneira mais favorável ao acusado.
(A) V, F, V, F
(B) V, V, F, V
(C) F, V, F, F
(D) F, F, V, V
(E) F, F, V, F

Resolução

(F) É vedada PERMITIDA a aplicação imediata da legislação tributária a fatos


geradores cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa.
ART.105, CTN.
(F) A lei tributária é aplicável a ato ou fato pretérito, DESDE QUE NÃO
definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração. ART.106,
II, ‘A’, CTN.
(V) A legislação tributária que disponha sobre parcelamento de crédito
tributário deve ser interpretada literalmente. PARCELAMENTO = SUSPENSÃO
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ART.111, I, CTN.
(F) Quando não há dúvida quanto à capitulação legal do fato, a lei tributária
que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da
maneira mais favorável ao acusado. ART.112, I, CTN.

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GABARITO: E

43- (ADVOGADO IRB BRASIL RESSEGUROS 2006 ESAF) Da obrigação


tributária principal decorre o crédito tributário, com a mesma natureza.
Sobre a obrigação tributária, nos termos do art. 113 e seguintes do Código
Tributário Nacional (Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966), é correto
afirmar-se que
(A) em processo de falência, o produto da alienação judicial de empresa,
filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à
disposição do juízo falimentar pelo prazo de um ano, contado da data de
alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos
extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.
(B) a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios
jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato
gerador do tributo ou dos elementos constitutivos da obrigação tributária,
observados os procedimentos do Código Tributário Nacional.
(C) a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito
tributário a terceira pessoa, vinculada ou não ao fato gerador da respectiva
obrigação, desde que se exclua totalmente a responsabilidade do
contribuinte.
(D) uma vez verificado o nascimento da obrigação tributária, com a
realização do fato gerador, o sujeito passivo torna-se imediatamente
compelível ao pagamento do tributo pertinente, sendo desnecessária a
prática de quaisquer atos formais por parte do sujeito ativo, em quaisquer
hipóteses.
(E) a responsabilidade por infrações da legislação tributária somente é
excluída pela denúncia espontânea da infração quando acompanhada do
pagamento do tributo devido e dos juros de mora.

Resolução

(A) CORRETO. em processo de falência, o produto da alienação judicial de


empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de
depósito à disposição do juízo falimentar pelo prazo de um ano, contado da
data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de
créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. ART.133,
§3º, CTN.
(B) ERRADO. a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou
negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do
fato gerador do tributo ou dos elementos constitutivos da obrigação
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tributária, observados os procedimentos do Código Tributário Nacional A


SEREM ESTABELECIDOS EM LEI ORDINÁRIA. ART.116, PARÁGRAFO ÚNICO,
CTN.
(C) ERRADO. a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo
crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ou não ao fato gerador da
respectiva obrigação, desde que se exclua totalmente a responsabilidade do
contribuinte EXCLUINDO A RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE OU
ATRIBUINDO-A A ESTE EM CARÁTER SUPLETIVO DO CUMPRIMENTO TOTAL
OU PARCIAL DA REFERIDA OBRIGAÇÃO. ART.128, CTN.
(D) ERRADO. uma vez verificado o nascimento da obrigação tributária, com
a realização do fato gerador, o sujeito passivo NÃO SE torna-se
imediatamente compelível ao pagamento do tributo pertinente, sendo
desnecessária a prática de quaisquer atos formais por parte do sujeito ativo,
em quaisquer hipóteses. ESSES ATOS FORMAIS SÃO OS LANÇAMENTOS
TRIBUTÁRIOS. NÃO É EM QUALQUER HIPÓTESE PORQUE PODE O PRÓPRIO
CONTRIBUINTE TER QUE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO, NO CASO
DO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
(E) ERRADO. a responsabilidade por infrações da legislação tributária
somente é excluída pela denúncia espontânea da infração quando
acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora. É
NECESSÁRIO TAMBÉM QUE A DENÚNCIA NÃO OCORRA “APÓS O INÍCIO DE
QUALQUER PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO OU MEDIDA DE
FISCALIZAÇÃO, RELACIONADOS COM A INFRAÇÃO”. ART.138, PARÁGRAFO
ÚNICO, CTN.

GABARITO: A

44- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF ADAPTADA) Avalie o acerto das


afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em
seguida, marque a resposta correta.
( ) A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na forma estabelecida
pelo Código Tributário Nacional impede que corra o prazo prescricional da
ação da Fazenda Pública para cobrança do crédito.
( ) O crédito tributário prefere a qualquer outro, ressalvados tão somente os
créditos protegidos por garantia real habilitados em processo falimentar e os
decorrentes da legislação trabalhista.
( ) Inclui-se na expressão “crédito tributário” a multa moratória imposta em
decorrência do não pagamento do tributo na época do vencimento.
( ) Na hipótese de haver herdeiros incapazes civilmente, a cobrança judicial
do crédito tributário fica sujeita à habilitação em inventário.
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(A) F, V, V, V
(B) F, F, V, V
(C) F, F, F, V
(D) V, F, V, F
(E) V, V, F, F

Resolução

A QUESTÃO FOI ADAPTADA PARA A SITUAÇÃO JURÍDICA APÓS A LC Nº


118/2005, QUE ALTEROU A REDAÇÃO DO ART.186, CTN.

(V) A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na forma estabelecida


pelo Código Tributário Nacional impede que corra o prazo prescricional da
ação da Fazenda Pública para cobrança do crédito. PRAZO PRESCRICIONAL
SÓ COMEÇA A CONTAR DA CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO (ART.174, CTN), QUE NÃO OCORRE ENQUANTO HOUVER
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
(F) O crédito tributário prefere a qualquer outro, ressalvados tão somente os
créditos protegidos por garantia real habilitados em processo falimentar e os
decorrentes da legislação trabalhista. O “TÃO SOMENTE” TRAZ A LISTA DE
RESSALVAS COMO TAXATIVA, MAS NÃO É. TAMBÉM PREFEREM AO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO OS CRÉDITOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRABALHO E,
NA FALÊNCIA, OS CRÉDITOS EXTRACONCURSAIS E AS IMPORTÂNCIAS
PASSÍVEIS DE RESTITUIÇÃO. (ART.186, CTN, COM A REDAÇÃO DA LC
118/05).
(V) Inclui-se na expressão “crédito tributário” a multa moratória imposta em
decorrência do não pagamento do tributo na época do vencimento. ART.113,
§3º, CTN: A OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, PELO SIMPLES FATO DA SUA
INOBSERVÂNCIA, CONVERTE-SE EM OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
RELATIVAMENTE À PENALIDADE PECUNIÁRIA; C/C ART.139, CTN: O
CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRE DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E TEM A
MESMA NATUREZA DESTA.
(F) Na hipótese de haver herdeiros incapazes civilmente, a cobrança judicial
do crédito tributário NÃO fica sujeita à habilitação em inventário. Art.187,
CTN, ANTES E DEPOIS DA LC 118/05.

GABARITO: D

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45- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF) Em relação à


restituição de tributos pagos indevidamente, o Código Tributário Nacional
estabelece, de forma expressa, a seguinte regra, entre outras:
(A) a restituição de tributos vence juros capitalizáveis, a partir do trânsito
em julgado da decisão definitiva que a determinar, calculados com base na
mesma taxa utilizada pela Fazenda Pública para cobrar seus créditos
tributários não liquidados no vencimento.
(B) a restituição de tributos pagos indevidamente não dá lugar à restituição
dos valores pagos a título de penalidades pecuniárias impostas por
autoridade administrativa competente, ressalvados os valores relativos a
infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.
(C) o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o decurso do
prazo de dez anos, segundo jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
contado da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou
passar em julgado a decisão judicial que houver reformado, anulado,
revogado ou rescindido a decisão condenatória.
(D) o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o decurso do
prazo de dois anos, contado da data em que se tornar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tiver reformado,
anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.
(E) a restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência
do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver
assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro,
estar por este expressamente autorizado a recebê-la.

Resolução

(A) ERRADA. a restituição de tributos vence juros NÃO capitalizáveis, a


partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar,
calculados com base na mesma taxa utilizada pela Fazenda Pública para
cobrar seus créditos tributários não liquidados no vencimento. ART.167,
PARÁGRAFO ÚNICO, CTN.
(B) ERRADA. a restituição de tributos pagos indevidamente não dá lugar à
restituição dos valores pagos a título de penalidades pecuniárias impostas
por autoridade administrativa competente, ressalvados os valores relativos a
infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.
ART.167, CAPUT, CTN.
(C) ERRADA. o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o
decurso do prazo de dez CINCO anos, segundo jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça, contado da data em que se tornar definitiva a decisão
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administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que houver


reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.
ART.168, II, CTN.
(D) ERRADA. o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o
decurso do prazo de dois CINCO anos, contado da data em que se tornar
definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial
que tiver reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão
condenatória. ART.168, II, CTN.
(E) CORRETA. a restituição de tributos que comportem, por sua natureza,
transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem
prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a
terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la. ART.166,
CTN.

GABARITO: E

46- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF)


Expressamente estabelece o Código Tributário Nacional, no tocante a
modalidades de extinção do crédito tributário:
(A) gera direito adquirido para o sujeito passivo o despacho fundamentado,
exarado por autoridade administrativa competente, mediante o qual se
conceda remissão de crédito tributário com fundamento em disposição
expressa de lei.
(B) o pagamento integral do crédito tributário é ilidido pela imposição de
penalidade, na hipótese de haver correlação entre o crédito e a penalidade.
(C) é vedado conceder, mediante lei, desconto pela antecipação do
pagamento de crédito tributário, exceto na hipótese de ocorrência de
expressivos índices inflacionários ou desvalorização acentuada da moeda
nacional.
(D) é vedado à lei autorizar a compensação de créditos tributários inscritos
em dívida ativa da Fazenda Pública com créditos líquidos e certos,
vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública.
(E) é vedada a compensação de créditos tributários com créditos do sujeito
passivo contra a Fazenda Pública, mediante o aproveitamento de tributo,
objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em
julgado da respectiva decisão judicial.

Resolução

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(A) ERRADA. NÃO gera direito adquirido para o sujeito passivo o despacho
fundamentado, exarado por autoridade administrativa competente,
mediante o qual se conceda remissão de crédito tributário com fundamento
em disposição expressa de lei. ART.172, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN.
(B) ERRADA. o pagamento integral do crédito tributário NÃO é ilidido pela
imposição de penalidade, na hipótese de haver correlação entre o crédito e a
penalidade. ART.157, CTN.
(C) ERRADA. é vedado conceder, mediante lei, A LEGISLAÇÃO PODE
CONCEDER desconto pela antecipação do pagamento de crédito tributário,
NAS CONDIÇÕES QUE ESTABELEÇA exceto na hipótese de ocorrência de
expressivos índices inflacionários ou desvalorização acentuada da moeda
nacional. ART.160, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN.
(D) ERRADA. é vedado à A lei PODE autorizar a compensação de créditos
tributários inscritos em dívida ativa da Fazenda Pública com créditos líquidos
e certos, vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. ART.170,
CAPUT, CTN.
(E) CORRETA. é vedada a compensação de créditos tributários com créditos
do sujeito passivo contra a Fazenda Pública, mediante o aproveitamento de
tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito
em julgado da respectiva decisão judicial. ART.170-A, CTN.

GABARITO: E

47- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF) Dispõe o


Código Tributário Nacional que o prazo de prescrição da ação anulatória da
decisão administrativa que denegar a restituição de tributos:
(A) é de cinco anos e interrompe-se pelo protesto judicial ou por qualquer
ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento de
erro da decisão, pela autoridade administrativa que a proferiu.
(B) interrompe-se pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante
judicial da Fazenda Pública interessada.
(C) interrompe-se pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
inteiro, a partir da data da intimação validamente feita ao representante
judicial da Fazenda Pública interessada.
(D) é de dois anos e não se interrompe pelo início da ação judicial, exceto na
hipótese de reconhecimento pela autoridade administrativa de que houve
erro material em sua decisão denegatória de restituição de tributos.
(E) é de dois anos e não se interrompe pelo início da ação judicial, exceto
se, em virtude de requerimento do sujeito passivo por ocasião da petição
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inicial, o juiz expressamente reconhecer o direito postulado quanto à


interrupção da prescrição.

Resolução

Art. 169. [...]


Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da
ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data
da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda
Pública interessada.

GABARITO: B

48- (PROCURADOR MUNICÍPIO DE FORTALEZA – CE 2002 ESAF) Com


referência ao instituto da prescrição aplicável em matéria tributária, é
correto afirmar que:
(A) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a prescrição.
(B) se a Fazenda Pública não constituir o crédito tributário, no prazo de cinco
anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
lançamento poderia ter sido efetuado, ou contado da data em que se tornar
definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento
anteriormente efetuado, não mais poderá proceder ao lançamento, pois seu
direito estará extinto pela prescrição.
(C) ato administrativo, editado por autoridade administrativa competente,
que constitua em mora o devedor, interrompe a prescrição.
(D) a ação para a cobrança de crédito tributário prescreve em cinco anos,
contados da data do respectivo lançamento que houver sido impugnado pelo
contribuinte.
(E) prescreve em cinco anos a ação anulatória de decisão administrativa que
denegue restituição de tributos recolhidos indevidamente aos cofres
públicos.

Resolução

(A) CORRETO. qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
em reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a prescrição.
ART.174, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, CTN.
(B) ERRADA. se a Fazenda Pública não constituir o crédito tributário, no
prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele
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em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ou contado da data em que


se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado, não mais poderá proceder ao
lançamento, pois seu direito estará extinto pela prescrição DECADÊNCIA.
ART.173, I E II, CTN.
(C) ERRADA. ato administrativo JUDICIAL, editado por autoridade
administrativa competente, que constitua em mora o devedor, interrompe a
prescrição. ART.174, III, CTN.
(D) ERRADA. a ação para a cobrança de crédito tributário prescreve em
cinco anos, contados da data do respectivo lançamento que houver sido
impugnado pelo contribuinte DA SUA CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA. ART.174,
CAPUT, CTN.
(E) ERRADA. prescreve em cinco DOIS anos a ação anulatória de decisão
administrativa que denegue restituição de tributos recolhidos indevidamente
aos cofres públicos. ART.169, CAPUT, CTN.

GABARITO: A

49- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2002.1 ESAF) Indique em quantos


anos prescreve o direito a interpor ação anulatória da decisão administrativa
que denegar restituição.
(A) 1 ano
(B) 2 anos
(C) 3 anos
(D) 4 anos
(E) 5 anos

Resolução

Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa


que denegar a restituição. [...]

GABARITO: B

50- (AGENTE-AUXILIAR-ARRECADADOR TRIBUTÁRIO SEFAZ PI 2001


ESAF) O Código Tributário Nacional – CTN arrola como hipóteses de
exclusão do crédito tributário:
(A) a moratória e o parcelamento
(B) a prescrição e a decadência
(C) a anistia e a isenção
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(D) a imunidade e a remissão


(E) a transação e a compensação

Resolução

(A) ERRADA. a moratória e o parcelamento. MORATÓRIA = SUSPENSÃO


(ART.151, I, CTN); PARCELAMENTO = SUSPENSÃO (ART.151, VI, CTN).
(B) ERRADA. a prescrição e a decadência. EXTINÇÃO (ART.156, V, CTN).
(C) CORRETA. a anistia e a isenção. ART.
(D) ERRADA. a imunidade e a remissão. NÃO-INCIDÊNCIA
CONSTITUCIONALMENTE QUALIFICADA; REMISSÃO = EXTINÇÃO (ART.156,
IV, CTN).
(E) ERRADA. a transação e a compensação. TRANSAÇÃO = EXTINÇÃO
(ART.156, III, CTN); COMPENSAÇÃO = EXTINÇÃO (ART.156, II, CTN).

GABARITO: C

51- (AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL DE NATAL RN 2001 ESAF) A


decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando:
(A) decorridos cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte
àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, este não é realizado.
(B) a partir de cinco anos da data de sua constituição definitiva, não é
realizado o lançamento.
(C) a obrigação tributária principal é excluída em decorrência de
determinação legal.
(D) o direito de a Fazenda Pública cobrar o montante tributário devido não é
exercido no prazo de dez anos.
(E) mediante concessões mútuas entre os sujeitos ativo e passivo da
obrigação tributária, ocorre a terminação do litígio referente ao crédito
correspondente, com sua conseqüente extinção.

Resolução

(A) CORRETA. decorridos cinco anos a partir do primeiro dia do exercício


seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, este não é
realizado. ESSA É A LETRA DO ART.173, I, CTN. HÁ A POSSIBILIDADE DE
ESSE PRAZO DECADENCIAL COMEÇAR A CONTAR DA DATA DO FATO
GERADOR, QUANDO HOUVE RECOLHIMENTO PARCIAL DO TRIBUTO POR
PARTE DO CONTRIBUINTE.

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(B) ERRADA. a partir de cinco anos da data de sua constituição definitiva,


não é realizado o lançamento. A DATA DA CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA NÃO
É TERMO INICIAL DE PRAZO DECADENCIAL, MAS SIM DE PRAZO
PRESCRICIONAL (ART.174, CTN).
(C) ERRADA. a obrigação tributária principal é excluída em decorrência de
determinação legal. DECADÊNCIA É HIPÓTESE DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO, E NÃO DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (ART.156, V,
CTN).
(D) ERRADA. o direito de a Fazenda Pública cobrar o montante tributário
devido não é exercido no prazo de dez CINCO anos. ART.173, I, CTN.
(E) ERRADA. mediante concessões mútuas entre os sujeitos ativo e passivo
da obrigação tributária, ocorre a terminação do litígio referente ao crédito
correspondente, com sua conseqüente extinção. AQUI É CASO DE
TRANSAÇÃO (ART.171, CTN), E NÃO DE DECADÊNCIA.

GABARITO: A

52- (TÉCNICO DO TESOURO NACIONAL 1998 ESAF) Assinale a opção


correta.
(A) A multa pode ser considerada espécie do gênero tributo, já que está
abrangida, pelo Código Tributário Nacional, no conceito de "obrigação
tributária principal".
(B) A certidão de dívida ativa regularmente inscrita goza de presunção
relativa de liquidez e certeza.
(C) A anistia e a remissão são formas de suspensão e exclusão do crédito
tributário, respectivamente.
(D) A isenção assegura ao contribuinte a ela sujeito a dispensa do
cumprimento de obrigações acessórias.
(E) Os menores de dezesseis anos não são juridicamente aptos a realizar o
fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Resolução

(A) ERRADA. A multa NÃO pode ser considerada espécie do gênero tributo,
já que NÃO está abrangida, pelo Código Tributário Nacional, no conceito de
"obrigação tributária principal". PELO §3º DO ART.113, CTN: § 3º A
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, PELO SIMPLES FATO DA SUA INOBSERVÂNCIA,
CONVERTE-SE EM OBRIGAÇÃO PRINCIPAL RELATIVAMENTE À PENALIDADE
PECUNIÁRIA. OU SEJA, É SÓ RELATIVAMENTE AO VALOR DA MULTA QUE A

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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CONVERTE-SE EM PRINCIPAL. PELO ART.3º, CTN,


A PRÓPRIA DEFINIÇÃO DE TRIBUTO EXCLUI A MULTA.
(B) CORRETA. A certidão de dívida ativa regularmente inscrita goza de
presunção relativa de liquidez e certeza. ART.204, CTN. É RELATIVA, E NÃO
ABSOLUTA, OU SEJA, CABE PROVA EM CONTRÁRIO.
(C) ERRADA. A anistia e a remissão são formas de suspensão EXCLUSÃO e
exclusão EXTINÇÃO do crédito tributário, respectivamente. ANISTIA =
EXCLUSÃO (ART.180 A 182, CTN); REMISSÃO = EXTINÇÃO (ART.172, CTN).
(D) ERRADA. A isenção NÃO assegura ao contribuinte a ela sujeito a
dispensa do cumprimento de obrigações acessórias. ART.175, PARÁGRAFO
ÚNICO, CTN.
(E) ERRADA. Os menores de dezesseis anos não são juridicamente aptos a
realizar o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados. A
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA INDEPENDE DE TUDO. ART.126, CTN.

GABARITO: B

53- (TÉCNICO DO TESOURO NACIONAL 1997 ESAF) Uma lei


determinou que fossem cancelados todos os créditos tributários até
determinado valor, inscritos ou não na Dívida Ativa. Essa lei tratou,
portanto, da instituição da
(A) moratória
(B) anistia
(C) remissão
(D) isenção
(E) prescrição

Resolução

(A) ERRADO. Moratória. SUSPENDE A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO, E NÃO O CANCELA (ART.151, I, CTN).
(B) ERRADO. Anistia. A DIFERENÇA ENTRE A REMISSÃO E A ANISTIA É QUE
ESTA ÚLTIMA NÃO É PERDÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PRINCIPAL, MAS
SIM DAS MULTAS TRIBUTÁRIAS. (ARTS. 180 A 182, CTN)
(C) CORRETO. Remissão. TRATA DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS JÁ
EXISTENTES. TRATA DO PASSADO. (ART.172, CTN).
(D) ERRADO. Isenção. TRATA DO FUTURO, DE FORMA QUE NÃO SURJAM OS
CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS EM DETERMINADAS SITUAÇÕES. FORMA DE
EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (ARTS.176 A 179, CTN)

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(E) ERRADO. Prescrição. FORMA DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


POR DECURSO DE TEMPO POR NÃO COBRANÇA DA DÍVIDA (ART.174, CTN)

GABARITO: C

54- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar,
estabelece a isonomia, vale dizer, veda o tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Sobre a isonomia,
é correto afirmar que:
(A) diante da regra mencionada, o tratamento tributário diferenciado dado
às microempresas e empresas de pequeno porte, por exemplo, deve ser
considerado inconstitucional.
(B) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas
comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da
economia.
(C) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por exemplo)
seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e o
elemento de discriminação tributária.
(D) em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser
diferenciado, por meio de isenções ou incidência tributária menos gravosa, o
tratamento de situações que não revelem capacidade contributiva ou que
mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão econômica.
(E) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é, por sua
própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre pessoas,
coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as isenções são
inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em mira o
interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade
contributiva ou no incentivo de determinadas atividades de interesse do
Estado.

Resolução

(A) ERRADO. diante da regra mencionada, o tratamento tributário


diferenciado dado às microempresas e empresas de pequeno porte, por
exemplo, deve ser considerado inconstitucional CONSTITUCIONAL. A ADIMC
1643 ENTENDEU CONSTITUCIONAL O REGIME DO SIMPLES, POIS “NÃO HÁ
OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA SE A LEI, POR MOTIVOS
EXTRAFISCAIS, IMPRIME TRATAMENTO DESIGUAL A MICROEMPRESAS E
EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DE CAPACIDADE CONTRIBUTIVA DISTINTA,
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AFASTANDO DO REGIME DO SIMPLES AQUELAS CUJOS SÓCIOS TÊM


CONDIÇÃO DE DISPUTAR O MERCADO DE TRABALHO SEM ASSISTÊNCIA DO
ESTADO.”
(B) ERRADO. não se permite-SE a distinção, para fins tributários, entre
empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes
ramos da economia. ESSA DISTINÇÃO É POSSÍVEL PRINCIPALMENTE
QUANDO SE TRATA DE O TRIBUTO REALIZAR FUNÇÃO EXTRAFISCAL,
COMO, POR EXEMPLO, QUANDO HÁ UM BENEFÍCIO FISCAL A DETERMINADO
SETOR DA ECONOMIA, PARA ESTIMULAR O SETOR.
(C) ERRADO. para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por
exemplo) seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre
este e o elemento de discriminação tributária. NESSE SENTIDO, ENTRE
OUTROS, O RE 221.061 CE (D.J. 10.03.1998):
“EMENTA: IMPORTAÇÃO DE AUTOMÓVEIS USADOS. PROIBIÇÃO
DITADA PELA PORTARIA Nº 08, DE 13.05.91, DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
ISONOMIA, EM PRETENSO PREJUÍZO DAS PESSOAS DE MENOR
CAPACIDADE ECONÔMICA. ENTENDIMENTO INACEITÁVEL, PORQUE
NÃO DEMONSTRADO QUE A ABERTURA DO COMÉRCIO DE
IMPORTAÇÃO AOS AUTOMÓVEIS TENHA O FITO DE PROPICIAR O
ACESSO DA POPULAÇÃO, COMO UM TODO, AO PRODUTO DE ORIGEM
ESTRANGEIRA, ÚNICA HIPÓTESE EM QUE A VEDAÇÃO DA
IMPORTAÇÃO AOS AUTOMÓVEIS USADOS PODERIA SOAR COMO
DISCRIMINATÓRIA, NÃO FOSSE CERTO QUE, AINDA ASSIM,
CONSIDERÁVEL PARCELA DOS INDIVÍDUOS CONTINUARIA SEM
ACESSO AOS REFERIDOS BENS. DISCRIMINAÇÃO QUE, AO REVÉS,
GUARDA PERFEITA CORRELAÇÃO LÓGICA COM A DISPARIDADE
DE TRATAMENTO JURÍDICO ESTABELECIDA PELA NORMA
IMPUGNADA, A QUAL, ADEMAIS, SE REVELA CONSENTÂNEA COM OS
INTERESSES FAZENDÁRIOS NACIONAIS QUE O ART. 237 DA CF TEVE
EM MIRA PROTEGER, AO INVESTIR AS AUTORIDADES DO MINISTÉRIO
DA FAZENDA NO PODER DE FISCALIZAR E CONTROLAR O COMÉRCIO
EXTERIOR. ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, NO JULGAMENTO DO RE 203.954-3. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO.”

(D) ERRADO. em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser


diferenciado, por meio de isenções ou incidência tributária menos gravosa, o
tratamento de situações que não revelem capacidade contributiva ou que
mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão econômica.
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ORA, SE AS SITUAÇÕES NÃO REVELAM CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU


MERECEM TRATAMENTO FISCAL AJUSTADO À SUA MENOR EXPRESSÃO
ECONÔMICA, ENTÃO SEU TRATAMENTO DEVE SER DIFERENCIADO, POR
MEIO DE ISENÇÕES OU INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA MENOS GRAVOSA.
(E) CORRETO. a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é,
por sua própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre
pessoas, coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as isenções são
inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em mira o
interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade
contributiva ou no incentivo de determinadas atividades de interesse do
Estado. A ISONOMIA É CONSTITUCIONAL QUANDO TRATA DESIGUALMENTE
OS DESIGUAIS CONFORME SUA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA, E TAMBÉM
QUANDO CUMPRE FUNÇÃO EXTRAFISCAL, POR EXEMPLO, INCENTIVANDO
ATIVIDADES DE INTERESSE DO ESTADO.

GABARITO: E

55- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Entre outras limitações ao poder de tributar, que possuem os entes
políticos, temos a de cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos
antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.
Sobre essa limitação, analise os itens a seguir, classificando-os como
verdadeiros ou falsos. Depois, escolha a opção que seja adequada às suas
respostas:
I. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da atribuição
de novos efeitos tributários, reforçando a própria garantia da legalidade,
porquanto resulta na exigência de lei prévia, evidenciando-se como
instrumento de otimização da segurança jurídica ao prover uma maior
certeza do direito;
II. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da
irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o
momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar
ocorrido o fato gerador;
III. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger os efeitos
que ele desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da
responsabilidade, base de cálculo, alíquotas, deduções, compensações e
correção monetária, por exemplo;
IV. a lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra,
prospectiva; admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria.
(A) Todos os itens estão corretos.
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(B) Estão corretos apenas os itens I, II e III.


(C) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.
(D) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(E) Estão corretos apenas os itens I e III.

Resolução

I. CORRETO. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da


atribuição de novos efeitos tributários, reforçando a própria garantia da
legalidade, porquanto resulta na exigência de lei prévia, evidenciando-se
como instrumento de otimização da segurança jurídica ao prover uma maior
certeza do direito; SE NÃO FOSSE ASSIM, NÃO HAVERIA SEGURANÇA
JURÍDICA PARA OS CIDADÃOS.???
II. CORRETO. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise
da irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o
momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar
ocorrido o fato gerador;
III. CORRETO. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger
os efeitos que ele desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da
responsabilidade, base de cálculo, alíquotas, deduções, compensações e
correção monetária, por exemplo; É QUE A LEI QUE REGE O FATO TAMBÉM
REGE SEUS EFEITOS, NELA PREVISTOS.
IV. ERRADO. a lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como
regra, prospectiva; E NÃO SE ADMITE admite-se, porém, a sua
retroatividade imprópria. RETROATIVIDADE IMPRÓPRIA OCORRE QUANDO A
LEI ATUA, PARA O FUTURO, MAS SOBRE SITUAÇÕES DE FATO E RELAÇÕES
JURÍDICAS AINDA NÃO CONCLUÍDAS. NA VERDADE, EM QUE PESE ESTE
ITEM TER SIDO CONSIDERADO ERRADO PELA BANCA, CONSIDERANDO O
ENTENDIMENTO ATUAL DO STF, ADMITE-SE SIM A RETROATIVIDADE
IMPRÓPRIA, CONFORME A SÚMULA 584: “AO IMPOSTO DE RENDA
CALCULADO SOBRE OS RENDIMENTOS DO ANO-BASE, APLICA-SE A LEI
VIGENTE NO EXERCÍCIO FINANCEIRO EM QUE DEVE SER APRESENTADA A
DECLARAÇÃO.” ASSIM, UMA LEI SOBRE O IR APROVADA EM 2010 É
APLICADA SOBRE O FATO GERADOR DO IR, QUE VAI DE 01.01.2010 A
31.12.2010.

GABARITO: B

56- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) O art. 154, inciso I, da Constituição Federal, outorga à União o que
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se costuma chamar de competência tributária residual, permitindo que


institua outros impostos que não os previstos no art. 153. Sobre estes
impostos, é incorreto afirmar que:
(A) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
(B) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
(C) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos impostos
já discriminados na Constituição Federal.
(D) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá ser
convertida em lei até o último dia útil do exercício financeiro anterior ao de
início de sua cobrança.
(E) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio da
anterioridade.

Resolução

(A) CORRETO. Estados e Municípios não possuem competência tributária


residual. ESSA COMPETÊNCIA É SÓ DA UNIÃO (ART.154, I, CF88).
(B) CORRETO. Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos. (ART.154,
I, CF88).
(C) CORRETO. Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos
impostos já discriminados na Constituição Federal. (ART.154, I, CF88).
(D) INCORRETO. Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta
deverá NÃO PRECISA ser convertida em lei até o último dia útil do exercício
financeiro anterior ao de início de sua cobrança. (ART.62, §2º, CF88).
(E) CORRETO. Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o
princípio da anterioridade. (ART.150, III, ‘b’ e ‘c’, CF88).

GABARITO: D

57- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) “A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados − IPI para
geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha
branca, que encerraria no próximo dia 31, foi prorrogada por mais três
meses. A partir de 10 de novembro entra em vigor uma nova tabela cujas
alíquotas passam a ser estabelecidas com base na eficiência energética dos
produtos, de acordo com a classificação do Programa Brasileiro de
Etiquetagem, coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira
pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais
os produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale até 31
de janeiro de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo
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tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão manter essa
mesma alíquota reduzida, mas somente para os produtos da chamada classe
“A”, ou seja, com menor consumo de energia. As geladeiras da classe “B”
passarão a ter uma alíquota de 10% e o restante voltará a ter um IPI de
15%.” (Extraído do site www.fazenda.gov.br, notícia de 29.10.2009).
Na notícia acima, identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto
sobre Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem,
aquela que explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a
notícia mencionada destacou.
(A) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas diferenciadas
produtos de acordo com o seu grau de essencialidade.
(B) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da
capacidade tributária, pois estabelece alíquotas diferenciadas para as
diversas categorias de geladeiras existentes no mercado.
(C) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o Poder
Executivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer as suas
alíquotas.
(D) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que as
incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um
produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla
tributação da mesma base econômica.
(E) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de alíquotas
diferenciadas, estimular-se determinado comportamento por parte da
indústria e, consequentemente, dos consumidores.

Resolução

(A) ERRADO. Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas


diferenciadas produtos de acordo com o seu grau de essencialidade. O IPI É
SELETIVO (QUANTO MENOR A ESSENCIALIDADE, MAIOR A ALÍQUOTA), MAS
ESSE ASPECTO NÃO FOI O DESTACADO NA NOTÍCIA.
(B) ERRADO. A notícia NÃO demonstra a aplicabilidade do princípio
constitucional da capacidade tributária, pois QUANDO estabelece alíquotas
diferenciadas para as diversas categorias de geladeiras existentes no
mercado. A DIFERENCIAÇÃO DAS ALÍQUOTAS, NA NOTÍCIA, NÃO TEVE A
VER COM O PREÇO DAS GELADEIRAS, NÃO SE RELACIONANDO, PORTANTO,
COM A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA.
(C) ERRADO. O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que
o Poder Executivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer as

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suas alíquotas. É VERDADE, MAS ESSE NÃO FOI O ASPECTO ENFATIZADO


NA NOTÍCIA.
(D) ERRADO. A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir
que as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica
de um produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da
múltipla tributação da mesma base econômica. A DIFERENCIAÇÃO DAS
ALÍQUOTAS, NA NOTÍCIA, NÃO TEVE A VER COM O PREÇO DAS
GELADEIRAS, NÃO SE RELACIONANDO, PORTANTO, COM A CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA.
(E) CORRETO. A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de
alíquotas diferenciadas, estimular-se determinado comportamento por parte
da indústria e, consequentemente, dos consumidores. COM O MANEJO DAS
ALÍQUOTAS, ONERANDO MENOS OS PRODUTOS COM MENOR CONSUMO DE
ENERGIA, O GOVERNO SE VALE DA FUNÇÃO EXTRAFISCAL DO IMPOSTO.

GABARITO: E

58- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre o ISS – Imposto sobre Serviços de qualquer natureza, analise
os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros ou falsos. Depois,
escolha a opção que seja adequada às suas respostas:
I. o artigo da Constituição Federal que prevê a cobrança do ISS remete à lei
complementar a definição dos serviços de qualquer natureza sujeitos à
tributação;
II. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à tributação pelo ISS
está adstrita à base econômica “serviços de qualquer natureza”;
III. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à tributação pelo ISS
não pode definir como serviços sujeitos à incidência do ISS aquelas espécies
atribuídas constitucionalmente à competência tributária dos estados;
IV. em face da lei complementar, cabe ao Município, ou ao Distrito Federal,
mediante lei própria, instituir o ISS. Normalmente, as leis municipais copiam
a lista de serviços passíveis de tributação constante da lei complementar,
exercendo, pois, plenamente, a sua competência tributária.
(A) Estão corretos apenas os itens I, II e III.
(B) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.
(D) Todos os itens estão corretos.
(E) Estão corretos apenas os itens I e III.

Resolução
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I. CORRETO. o artigo da Constituição Federal que prevê a cobrança do ISS


remete à lei complementar a definição dos serviços de qualquer natureza
sujeitos à tributação; (ART;156, III, CF88: COMPETE AOS MUNICÍPIOS
INSTITUIR IMPOSTOS SOBRE: [...] III - SERVIÇOS DE QUALQUER
NATUREZA, NÃO COMPREENDIDOS NO ART. 155, II, DEFINIDOS EM LEI
COMPLEMENTAR).
II. CORRETO. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à
tributação pelo ISS está adstrita à base econômica “serviços de qualquer
natureza”; É A HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA PREVISTA NA CF88, NO ART.156,
III.
III. CORRETO. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à
tributação pelo ISS não pode definir como serviços sujeitos à incidência do
ISS aquelas espécies atribuídas constitucionalmente à competência
tributária dos estados; É O QUE O CONSTITUINTE PREVIU COM A
EXPRESSÃO “NÃO COMPREENDIDOS NO ART. 155, II”, NO ART.156, III,
CF88.
IV. CORRETO. em face da lei complementar, cabe ao Município, ou ao
Distrito Federal, mediante lei própria, instituir o ISS. Normalmente, as leis
municipais copiam a lista de serviços passíveis de tributação constante da lei
complementar, exercendo, pois, plenamente, a sua competência tributária.
NÃO BASTA A LEI COMPLEMENTAR DEFINIR OS SERVIÇOS EM LISTA; DEVE
A LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO FAZÊ-LO TAMBÉM, PARA TER O ISS
INSTITUÍDO.

GABARITO: D

59- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Consoante o que dispõe o art. 111 do Código Tributário Nacional,
interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha, entre outros,
sobre a outorga de isenção. Tal artigo, embora sofra algumas críticas de
parte da doutrina, no sentido de que não se deva lançar mão isoladamente
da técnica de interpretação literal, vem tendo acolhida em diversos julgados
oriundos de tribunais superiores. Como exemplos de aplicação de tal
princípio, podemos apontar as seguintes situações, com exceção de:
(A) de modo geral, podemos afirmar que é vedada a analogia em legislação
que verse sobre a outorga de isenções.
(B) requisitos estabelecidos por ato normativo infralegal, como um Ato
Declaratório Normativo expedido pela Secretaria da Receita Federal do

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Brasil, por exemplo, podem impor restrições válidas, além daquelas contidas
em textos legais, para a fruição de benefícios fiscais.
(C) não é vedada a ponderação dos elementos sistemáticos e finalísticos da
norma por parte do aplicador do direito.
(D) embora o comando legal seja no sentido de que seja dada interpretação
literal à legislação que disponha sobre a outorga de isenções, admite-se uma
interpretação mais ampla da referida norma.
(E) a isenção tributária revela-se instrumento de materialização de
conveniência política, insuscetível, neste aspecto, de controle do Poder
Judiciário, na concretização de interesses econômicos e sociais, estimulando
e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento
privilegiado.

Resolução

(A) É EXEMPLO. de modo geral, podemos afirmar que é vedada a analogia


em legislação que verse sobre a outorga de isenções. SIM, PORQUE SE O
ART.111, II, CTN, REZA QUE DEVE SER INTERPRETADA LITERALMENTE A
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA QUE DISPONHA SOBRE OUTORGA DE ISENÇÃO,
ENTÃO, PARA ESTA, NÃO CABE APLICAR A ANALOGIA. VEJA TRECHO DE
JULGADO DO STJ (EDCL NO RESP 872.095 PE, Julg.17.06.2008):
“Consectariamente, revela-se interditada a interpretação das normas
concessivas de isenção de forma analógica ou extensiva, restando
consolidado entendimento no sentido de ser incabível interpretação
extensiva do aludido benefício à situação que não se enquadre no
texto expresso da lei, em conformidade com o estatuído pelo art. 111,
II, do CTN.”
(B) NÃO É EXEMPLO. requisitos estabelecidos por ato normativo infralegal,
como um Ato Declaratório Normativo expedido pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil, por exemplo, NÃO podem impor restrições válidas, além
daquelas contidas em textos legais, para a fruição de benefícios fiscais. ISSO
VAI CONTRA O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE, CUJA DECORRÊNCIA É QUE UM
ATO INFRALEGAL SÓ PODE REGULAMENTAR RESTRIÇÕES PREVISTAS NA
LEI, E NÃO ESTABELECER NOVAS RESTRIÇÕES, QUE NA LEI NÃO ESTÃO
PREVISTAS. VEJA TRECHO DE JULGADO DO STJ (RESP 115.823 SP) A
RESPEITO:
“[...], gozando as microempresas de representação comercial de
isenção concedida pela Lei n.7.256/84, somente por lei poderia o
beneplácito ser afastado para a imposição fiscal, com respaldo no
princípio da legalidade tributária (art.178 do CTN, e art.150, I, da CF).
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Dessa forma, o Ato Declaratório Normativo CST n. 24/89 não teve o


condão de distender a hipótese do art.51 da Lei n. 7.713/88, incluindo
as empresas de representação comercial, como as ora recorrentes, no
rol daquelas não contempladas com a isenção do IR.”
(C) É EXEMPLO. não é vedada a ponderação dos elementos sistemáticos e
finalísticos da norma por parte do aplicador do direito. É POSSÍVEL, AO
APLICADOR DA NORMA, AO INTERPRETÁ-LA, OBSERVAR SUA POSIÇÃO NO
CONTEXTO DO ORDENAMENTO, NO SISTEMA JURÍDICO, BEM COMO A SUA
FINALIDADE, PODENDO-SE DIZER QUE ESSA INTERPRETAÇÃO LITERAL DO
ART.111, CTN, TRATA DE UMA INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. VEJA TRECHO
DE JULGADO DO STJ (RESP 192.531 RS J.17.02.2005) A RESPEITO:
“1. O art. 111 do CTN, que prescreve a interpretação literal da norma,
não pode levar o aplicador do direito à absurda conclusão de que
esteja ele impedido, no seu mister de apreciar e aplicar as normas de
direito, de valer-se de uma equilibrada ponderação dos elementos
lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais
integram a moderna metodologia de interpretação das normas
jurídicas.
2. O STJ firmou o entendimento de que a cardiopatia grave, nos
termos do art. 17, inciso III, da Lei n. 4.506/64, importa na exclusão
dos proventos de aposentadoria da tributação pelo Imposto de Renda,
mesmo que a moléstia tenha sido contraída depois do ato de
aposentadoria por tempo de serviço.”
(D) É EXEMPLO. embora o comando legal seja no sentido de que seja dada
interpretação literal à legislação que disponha sobre a outorga de isenções,
admite-se uma interpretação mais ampla da referida norma. MAIS AMPLA
SÓ NO SENTIDO TRATADO NO COMENTÁRIO DA ALTERNATIVA ANTERIOR.
(E) É EXEMPLO. a isenção tributária revela-se instrumento de materialização
de conveniência política, insuscetível, neste aspecto, de controle do Poder
Judiciário, na concretização de interesses econômicos e sociais, estimulando
e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento
privilegiado. COM A ISENÇÃO, O ENTE TRIBUTANTE TRABALHA, CONFORME
SUA CONVENIÊNCIA POLÍTICA, A REALIZAÇÃO DE POLÍTICAS QUE
ENTENDE RELEVANTES PARA O BEM PÚBLICO EM DETERMINADAS
SITUAÇÕES. VEJA O ACÓRDÃO DO STF A RESPEITO (AI 151.855 AgR SP):
“1. A ISENÇÃO FISCAL DECORRE DO IMPLEMENTO DA POLITICA
FISCAL E ECONÔMICA, PELO ESTADO, TENDO EM VISTA O INTERESSE
SOCIAL. E ATO DISCRICIONARIO QUE ESCAPA AO CONTROLE DO
PODER JUDICIARIO E ENVOLVE JUÍZO DE CONVENIENCIA E
OPORTUNIDADE DO PODER EXECUTIVO.”
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GABARITO: B

60- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre o lançamento, procedimento administrativo que faz nascer a
obrigação tributária, é correto afirmar que:
(A) por meio do lançamento, constitui-se o crédito tributário, apontando o
montante devido correspondente à obrigação tributária principal, que
abrange o tributo, mas não abrange eventuais penalidades pecuniárias pelo
descumprimento da obrigação tributária.
(B) o lançamento é indispensável para o recebimento do crédito tributário
(por exemplo, nos casos de crédito consignado em pagamento e na
conversão de depósito em renda), em qualquer situação.
(C) o tributo, por força do CTN, é lançado mediante atividade administrativa
plenamente vinculada, não sendo admissíveis impugnações de quaisquer
natureza.
(D) a forma do lançamento dependerá do regime de lançamento do tributo e
das circunstâncias nas quais é apurado, sendo que, por não seguir o
princípio documental, não necessariamente conterá a totalidade dos
elementos necessários à identificação da obrigação surgida.
(E) ainda quando de fato seja o lançamento feito pelo sujeito passivo, o
Código Tributário Nacional, por ficção legal, considera que a sua feitura é
privativa da autoridade administrativa, e por isto, no plano jurídico, sua
existência fica sempre dependente de homologação por parte da autoridade
competente.

Resolução

(A) ERRADO. por meio do lançamento, constitui-se o crédito tributário,


apontando o montante devido correspondente à obrigação tributária
principal, que abrange o tributo, mas não E abrange eventuais penalidades
pecuniárias pelo descumprimento da obrigação tributária. Art.142, CTN:
COMPETE PRIVATIVAMENTE À AUTORIDADE ADMINISTRATIVA CONSTITUIR
O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO, ASSIM ENTENDIDO O
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TENDENTE A VERIFICAR A OCORRÊNCIA
DO FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO CORRESPONDENTE, DETERMINAR A
MATÉRIA TRIBUTÁVEL, CALCULAR O MONTANTE DO TRIBUTO DEVIDO,
IDENTIFICAR O SUJEITO PASSIVO E, SENDO CASO, PROPOR A APLICAÇÃO
DA PENALIDADE CABÍVEL.

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(B) ERRADO. o lançamento NÃO é indispensável para o recebimento do


crédito tributário (por exemplo, PARTICULARMENTE nos casos de crédito
consignado em pagamento e na conversão de depósito em renda), em
qualquer situação. NESSAS HIPÓTESES (CRÉDITO CONSIGNADO EM
PAGAMENTO E NA CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA) JÁ OCORRE A
PRÓPRIA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, SEM TER HAVIDO,
NECESSARIAMENTE, LANÇAMENTO ANTES. TAMBÉM NÃO É NECESSÁRIO O
LANÇAMENTO PELO FISCO QUANDO O CONTRIBUINTE DECLARA O CRÉDITO
TRIBUTÁRIO DEVIDO, POR EXEMPLO, NA GIA (GUIA DE INFORMAÇÃO E
APURAÇÃO DO ICMS) OU NA DCTF (DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES E
TRIBUTOS FEDERAIS). ESSAS DECLARAÇÕES, SE NÃO PAGO O CRÉDITO
CORRESPONDENTE, PODEM SER DIRETAMENTE INSCRITAS NA DÍVIDA
ATIVA, NÃO NECESSITANDO DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O LANÇAMENTO
DE OFÍCIO SÓ VAI OCORRER EM RELAÇÃO AOS VALORES NÃO
DECLARADOS.
(C) ERRADO. o tributo, por força do CTN, é lançado mediante atividade
administrativa plenamente vinculada [ART.142, PARÁGRAFO ÚNICO, CTN],
não sendo admissíveis impugnações de quaisquer natureza. O LANÇAMENTO
PODE SER ALTERADO EM VIRTUDE DE IMPUGNAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO
(ART.145, I, CTN).
(D) ERRADO. a forma do lançamento dependerá do regime de lançamento
do tributo e das circunstâncias nas quais é apurado, sendo que, por não
seguir o princípio documental, não necessariamente conterá a totalidade dos
elementos necessários à identificação da obrigação surgida. O PRINCÍPIO
DOCUMENTAL É A NECESSIDADE DE O LANÇAMENTO SE CONSUBSTANCIAR
EM DOCUMENTO. E O LANÇAMENTO TEM DE CONTER TODOS OS
ELEMENTOS NECESSÁRIOS À IDENTIFICAÇÃO DO OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA,
SOB PENA DE SER ATO NULO.
(E) CORRETO. ainda quando de fato seja o lançamento feito pelo sujeito
passivo, o Código Tributário Nacional, por ficção legal, considera que a sua
feitura é privativa da autoridade administrativa [ART.142, CTN], e por isto,
no plano jurídico, sua existência fica sempre dependente de homologação
por parte da autoridade competente [ART.150, CTN].

GABARITO: E

61- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) De acordo com o disposto no artigo 175 do Código Tributário
Nacional, excluem o crédito tributário a isenção e a anistia. Sobre estas,

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comparadas a outros benefícios dos quais resultam renúncia de receita,


podemos afirmar, exceto, que:
(A) a isenção exclui o crédito tributário, ou seja, surge a obrigação mas o
respectivo crédito não será exigível; logo, o cumprimento da obrigação
principal, bem como das obrigações acessórias dela decorrentes, fica
dispensado.
(B) ainda no caso da alíquota zero, no caso do IPI – Imposto sobre Produtos
Industrializados, permite-se ao Poder Executivo restabelecer as alíquotas a
qualquer tempo, sem a necessidade de edição de lei para tal finalidade.
(C) o efeito econômico da isenção assemelha-se ao do benefício fiscal da
alíquota zero, sendo esta uma solução encontrada pelas autoridades
fazendárias no sentido de excluir o ônus da tributação sobre certos
produtos, temporariamente, sem o isentar.
(D) caso o tributo tenha sido instituído por lei complementar, a concessão de
sua isenção tem de ser feita por meio de diploma legislativo de mesmo nível,
ou seja, também por lei complementar.
(E) a anistia fiscal é capitulada como a exclusão do crédito (gerado pela
infração) e não como extinção (caso de remissão), pois se trata de créditos
que aparecem depois do fato violador, abrangendo apenas infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.

Resolução

(A) EXCETO. a isenção exclui o crédito tributário, ou seja, surge a obrigação


mas o respectivo crédito não será exigível; logo, o cumprimento da
obrigação principal, bem como E NÃO O das obrigações acessórias dela
decorrentes, fica dispensado. CTN: ART.175, PARÁGRAFO ÚNICO. A
EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO DISPENSA O CUMPRIMENTO DAS
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS DEPENDENTES DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL CUJO
CRÉDITO SEJA EXCLUÍDO, OU DELA CONSEQÜENTE.
(B) CORRETO. ainda no caso da alíquota zero, no caso do IPI – Imposto
sobre Produtos Industrializados, permite-se ao Poder Executivo restabelecer
as alíquotas a qualquer tempo, sem a necessidade de edição de lei para tal
finalidade. A ALTERAÇÃO DA ALÍQUOTA DO IPI É EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO
DA LEGALIDADE [ART.153, §1º, CF88].
(C) CORRETO. o efeito econômico da isenção assemelha-se ao do benefício
fiscal da alíquota zero, sendo esta uma solução encontrada pelas
autoridades fazendárias no sentido de excluir o ônus da tributação sobre
certos produtos, temporariamente, sem o isentar. SIM, POIS COM A
ALÍQUOTA ZERO, FOGE O GOVERNO DA NECESSIDADE DE MANTER O
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CRÉDITO FICTÍCIO DA OPERAÇÃO ANTERIOR, QUE NA VERDADE NÃO FOI


COBRADO.
(D) CORRETO. caso o tributo tenha sido instituído por lei complementar, a
concessão de sua isenção tem de ser feita por meio de diploma legislativo de
mesmo nível, ou seja, também por lei complementar. ESSA É A REGRA,
CONSIDERANDO QUE ERA NECESSÁRIA A SUA INSTITUIÇÃO POR LEI
COMPLEMENTAR. CASO NÃO SEJA, SUA ALTERAÇÃO PODE SE DAR POR LEI
ORDINÁRIA. ??? [VER JURISPRUDÊNCIA]
(E) CORRETO. a anistia fiscal é capitulada como a exclusão do crédito
(gerado pela infração) e não como extinção (caso de remissão), pois se trata
de créditos que aparecem depois do fato violador, abrangendo apenas
infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. PARA
SER ANISTIA, TEM DE EXCLUIR CRÉDITO RELATIVO A PENALIDADE
OCORRIDA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI DE ANISTIA.

GABARITO: A

62- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:
(A) provém de crédito de igual natureza.
(B) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o decurso
do prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em
processo administrativo.
(C) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a derradeira
oportunidade que a Administração tem de rever os requisitos dos atos
praticados no processo administrativo de cobrança, ocasião em que ainda
pode modificá-los.
(D) as informações relativas a inscrições na dívida ativa da fazenda pública
podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao sigilo fiscal.
(E) uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título
representativo desta goza de presunção de liquidez e certeza.

Resolução

(A) CORRETO. provém de crédito de igual natureza. [ART.201, CTN].


(B) CORRETO. somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após
o decurso do prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final
proferida em processo administrativo. [ART.201, CTN].
(C) INCORRETO. o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa NÃO é
a derradeira oportunidade que a Administração tem de rever os requisitos
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dos atos praticados no processo administrativo de cobrança, ocasião em que


ainda pode modificá-los. A NULIDADE DA INSCRIÇÃO PODERÁ SER SANADA
ATÉ A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, MEDIANTE SUBSTITUIÇÃO DA
CERTIDÃO NULA, DEVOLVIDO AO SUJEITO PASSIVO, ACUSADO OU
INTERESSADO O PRAZO PARA DEFESA, QUE SOMENTE PODERÁ VERSAR
SOBRE A PARTE MODIFICADA [ART.203, CTN].
(D) CORRETO. as informações relativas a inscrições na dívida ativa da
fazenda pública podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao
sigilo fiscal. [ART.198, §3º, II, CTN].
(E) CORRETO. uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título
representativo desta goza de presunção de liquidez e certeza. [ART.204,
CTN].

GABARITO: C

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Aula 12 – Questões Objetivas Mescladas Sobre Todo o Programa

QUESTÕES COMENTADAS E RESOLVIDAS NESTA AULA

01- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF)


Competência Tributária é a parcela de poder fiscal que as pessoas políticas
que compõem a Federação recebem diretamente da Constituição para
instituir, cobrar e administrar os tributos a ela atribuídos. Sobre a
Competência Tributária, julgue os itens abaixo, e em seguida assinale a
opção correspondente.
I. Embora tal competência seja indelegável, a lei permite a delegação das
funções de arrecadar ou fiscalizar tributos a outras pessoas jurídicas de
direito público.
II. O produto da arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte dos
servidores estaduais e municipais, embora pertença aos respectivos Estados
e Municípios, não retira da União sua competência legislativa e
regulamentadora em relação a este tributo, tampouco as funções de
fiscalizar e exigir o pagamento quando não tenha havido retenção.
III. A mesma pessoa política detentora da competência de instituir,
arrecadar e administrar determinado tributo é também aquela competente
para conceder isenções dele, sem exceções.
IV. O não exercício da competência tributária por determinada pessoa
política autoriza a União a exercitar tal competência.
(A) Há apenas um item correto.
(B) Há apenas dois itens corretos.
(C) Há apenas três itens corretos.
(D) Todos os itens estão corretos.
(E) Todos os itens estão incorretos.

02- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF) A


Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, veda o
tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação
equivalente. Sobre esta isonomia tributária, é correto afirmar que:
(A) o STF entendeu inconstitucional, por ofensa a tal princípio, norma que
proibia a adoção do regime de admissão temporária para as operações
amparadas por arrendamento mercantil.
(B) não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos
extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de
pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do
simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de
trabalho sem assistência do Estado.

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(C) viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei estadual, de


incentivos fiscais a empresas que contratem empregados com mais de
quarenta anos.
(D) para que um tratamento tributário diferenciado, como a isenção, seja
justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e o elemento
de discriminação tributária.
(E) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas
comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da
economia.

03- (ANALISTA DO COMÉRCIO EXTERIOR MDIC 2012 ESAF) Alguns


tributos, de acordo com a Constituição Federal, somente podem ser exigidos
após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que os houver
instituído ou modificado. Doutrinariamente, este lapso temporal é chamado
de anterioridade especial, nonagesimal ou mitigada. Sobre ela, é incorreto
afirmar que:
(A) a sua aplicação, como regra, afasta a aplicação da anterioridade de
exercício.
(B) em que pese sua adjetivação “mitigada”, constitui garantia mais efetiva
ao contribuinte que a do art.150, III, b, da Constituição Federal
(anterioridade de exercício) isoladamente.
(C) a alteração do prazo para recolhimento das Contribuições para o
PIS/Pasep e Cofins também se sujeita ao princípio da anterioridade especial.
(D) no caso de redução de alíquotas, é desnecessária a observância da
anterioridade especial.
(E) o vocábulo “lei”, termo a quo de contagem do prazo dos noventa dias,
deve ser entendido, no caso das Medidas Provisórias, como a data da sua
publicação, e não da sua conversão em lei.

04- (FISCAL DE RENDAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 2010


ESAF) Compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre direito tributário. Com base nessa afirmativa,
julgue os itens a seguir:
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem
apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto,
constitucional lei estadual com tal conteúdo;
II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão do tipo do
veículo, já que os estados-membros estão legitimados a editar normas
gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista
no art. 24, § 3º, da Constituição;
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III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua


competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia.
Estão corretos:
(A) apenas o item I.
(B) apenas os itens I e II.
(C) apenas os itens I e III.
(D) apenas os itens II e III.
(E) todos os itens estão corretos.

05- (ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS


2010 ESAF ADAPTADA) A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I,
prevê a criação de impostos que não os previstos no art. 153 (que enumera
aqueles de competência da União). Sobre esta competência, usualmente
denominada na doutrina “competência residual”, é correto afirmar-se que:
(A) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário,
e não ao constituinte derivado.
(B) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal
Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser
observados quando da criação de um novo imposto por meio de emenda
constitucional.
(C) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que
ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em lei complementar,
no caso da instituição de novo imposto pela União, no exercício de sua
competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista em lei
complementar.
(D) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos, no
exercício da competência residual, por meio de medida provisória.
(E) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica
sujeita ao princípio da anterioridade.

06- (ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS


2010 ESAF ADAPTADA) A lei é a fonte da obrigação tributária, que surge
com a sua incidência, e não por força de acordo de vontades. Por isso, diz-se
que se trata de uma obrigação ex lege. Há que se distinguir, porém, a
legalidade geral (segundo a qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude de lei) da legalidade tributária, que
implica no fato de que a instituição dos tributos se dê não apenas com base
legal, mas diretamente por meio da lei. São consectários lógicos do princípio
da legalidade tributária, exceto:
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(A) o aspecto espacial da incidência tributária nem sempre corresponderá ao


território da pessoa política tributante, já que a extraterritorialidade da
tributação estadual e municipal não necessariamente implica invasão de
idêntica competência dos demais Estados e Municípios.
(B) a lei deve esgotar, como preceito geral e abstrato, os dados necessários
à identificação do fato gerador da obrigação tributária e à quantificação do
tributo, sem que restem à autoridade poderes para, discricionariamente, se
‘A’ irá ou não pagar tributo, em face de determinada situação.
(C) não há a possibilidade de delegação de competência tributária ao
Executivo, para que institua tributo, qualquer que seja, tampouco para que
integre a norma tributária impositiva, ressalvadas apenas as atenuações por
meio das quais a própria Constituição, de modo excepcional, autoriza a
graduação de alíquotas pelo Executivo.
(D) o sujeito ativo, na ausência de disposição em contrário, será a própria
pessoa política de que a lei impositiva constitui manifestação, pois a
delegação da condição de sujeito ativo a outra pessoa jurídica de direito
público não se presume.
(E) em se tratando de tributos com fato gerador instantâneo, estará
determinado pelo momento mesmo da ocorrência do ato, fato ou situação
que configura o aspecto material da incidência tributária.

07- (ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU 2008 ESAF)


Assinale a única opção correta relativa ao Sistema Tributário Nacional.
(A) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem instituir
impostos, taxas e contribuições de melhoria e, sempre que possível, esses
tributos devem ter caráter pessoal e serem graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte.
(B) A União, os Estados e o Distrito Federal podem instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas.
(C) Os Municípios e o Distrito Federal podem instituir contribuição para
custeio dos serviços de iluminação e segurança públicas.
(D) A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição
de responsável pelo pagamento de taxa ou contribuição de melhoria, cujo
fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e
preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador
presumido.
(E) Aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é vedado estabelecer
limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos
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interestaduais ou intermunicipais, mas a cobrança de pedágio pela utilização


de vias conservadas pelo poder público é expressamente permitida, inclusive
para a União.

08- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF) Tendo


em conta o que dispõe a CRFB/1988, marque com (V) a assertiva verdadeira
e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Território Federal pode instituir taxa.
( ) O Distrito Federal pode instituir os impostos estaduais, municipais, taxas
e contribuição de melhoria.
( ) Uma norma geral poderá, a pretexto de definir tratamento diferenciado e
favorecido para as micro e pequenas empresas, instituir regime único de
arrecadação de impostos e contribuições dos entes federados.
( ) A planta de valores dos imóveis, para efeitos de cobrança do Imposto
Sobre Veículos Automotores – IPVA no exercício seguinte, deve ser
publicada antes de 90 dias de findo o exercício financeiro em curso.
(A) V, V, F, V
(B) F, V, V, F
(C) F, V, F, V
(D) V, F, V, V
(E) V, F, V, F

09- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL MG 2005 ESAF)


Considerando os temas “limitações constitucionais ao poder de tributar”,
“competência tributária”, “princípios constitucionais tributários” e
“imunidades”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto é inconstitucional,
porque o prazo integra as exigências do princípio da legalidade.
( ) A competência tributária não exercida por um ente da Federação poderá
ser delegada a outro.
( ) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão
sujeitos ao princípio da nãocumulatividade, em função da essencialidade do
produto.
( ) É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
(A) V, F, F, F
(B) V, F, F, V
(C) F, V, F, F
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(D) F, F, V, F
(E) F, F, F, F

10- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Marque a opção correta.
(A) Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar adicional de até
cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas nos respectivos territórios, a título de imposto sobre a renda e
proventos de qualquer natureza, incidente sobre lucros, ganhos e
rendimentos de capital.
(B) Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas de
rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre propriedade
territorial rural.
(C) O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos é
instituído e cobrado pelos Municípios.
(D) É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre movimentação ou
transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira, que
instituiu com base na Emenda Constitucional nº 3, de 17 de março de 1993.
(E) É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal instituir, nos
respectivos âmbitos de atuação, contribuições de intervenção no domínio
econômico.

11- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF) Avalie as indagações abaixo e em


seguida assinale a resposta correta.
• A Constituição Federal permite que lei complementar estabeleça critérios
especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da
concorrência?
• É admissível que lei complementar regule as limitações que a Constituição
Federal impõe ao poder de tributar?
• Compete ao Distrito Federal instituir imposto sobre propriedade predial e
territorial urbana?
(A) Não, sim, sim
(B) Não, sim, não
(C) Não, não, sim
(D) Sim, não, sim
(E) Sim, sim, sim

12- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2003 ESAF) Assinale a opção


correta.

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(A) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição


Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Congresso
Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, nas
Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais.
(B) O sistema tributário federal é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Congresso
Nacional e, nos limites das respectivas competências, em leis federais, nas
Constituições e em leis estaduais, e em leis municipais.
(C) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Senado e, nos
limites das respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e
em leis estaduais, e em leis municipais.
(D) O sistema tributário federal é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, em resoluções do Senado e, nos
limites das respectivas competências, pela legislação tributária federal,
estadual, e pelas leis municipais.
(E) O sistema tributário nacional é regido pelo disposto na Constituição
Federal de 1988, em leis complementares, e, nos limites das respectivas
competências, em leis federais, em resoluções do Senado, nas Constituições,
em leis estaduais e em resoluções do CONFAZ e em leis municipais.

13- (DEFENSOR PÚBLICO CEARÁ 2002 ESAF) Sobre o sistema tributário


nacional, examine as afirmações abaixo:
I - A partilha, entre a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal,
das competências para criar impostos (competências impositivas) foi levada
a cabo de acordo com um critério material, uma vez que o constituinte
descreveu objetivamente fatos, que podem ser colocados, pelos legisladores
ordinários federal, estaduais, municipais e distrital, nas hipóteses de
incidência dos impostos de suas pessoas políticas.
II - Em matéria de direito tributário, o postulado da igualdade perante a lei
só pode ser legitimamente implementado se considerada a capacidade do
indivíduo para contribuir com os encargos públicos, sendo estreita a relação
entre o princípio da isonomia e o da capacidade contributiva, sendo o
segundo conseqüência do primeiro.
III - Não é qualquer atividade estatal que autoriza a exigência das taxas,
senão aquelas especificadas pelo próprio texto constitucional (concernentes
a serviços públicos e poder de polícia), cuja competência administrativa,
para o respectivo exercício, distribuiu entre União, Estados, Distrito Federal
e Municípios, também se utilizando de um critério material de organização e
divisão.
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Assinale a alternativa que contém, apenas, afirmações corretas:


(A) I, II e III;
(B) I e II;
(C) I e III;
(D) II e III.

14- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF)


[1] O Município de Campinas instituiu a taxa de serviços urbanos, cuja base
de cálculo repousa nos elementos localização, área e dimensões do imóvel.
Essa taxa é constitucional?
[2] O texto constitucional (art. 145, III) deixou de se referir expressamente
à valorização imobiliária, ao cogitar de contribuição de melhoria. Com isso, o
acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta ou
indiretamente por obras públicas ainda figura como fato gerador da
contribuição?
[3] O imposto sobre operações financeiras está sujeito ao princípio da
anterioridade?
(A) Não, não, não
(B) Não, sim, não
(C) Sim, não, não
(D) Sim, sim, não
(E) Sim, sim, sim

15- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 1998 ESAF) Certo


projeto de lei criando uma "taxa" para remunerar o serviço de
processamento da declaração do imposto tem por fato gerador o
auferimento de renda superior a 3 mil reais. Noutro dispositivo, cria-se uma
"contribuição de melhoria", que tem por fato gerador a saída de mercadorias
de estabelecimentos industriais situados em vias públicas asfaltadas pela
União. Um terceiro artigo institui um "imposto sobre grandes fortunas" para
o qual se prevê, como fato gerador, a transmissão causa mortis de imóveis
de valor superior a determinada quantia.
Chamado a opinar sobre esse projeto, estaria incorreta a seguinte asserção:
(A) o fato gerador da contribuição de melhoria, no projeto, não guarda
relação com a valorização do imóvel
(B) taxa não pode ter fato gerador idêntico ao que corresponda a imposto e,
no primeiro caso, o fato gerador corresponde ao do imposto de renda
(C) há impropriedade na denominação dos tributos que se pretende criar
(D) o fato gerador do imposto criado corresponde ao de um imposto que não
compete à União
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(E) o projeto de lei está escorreito, pois obedece aos princípios da legalidade
e da anterioridade tributárias

16- (FISCAL DE RENDAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 2010


ESAF) Sobre as taxas, é incorreto afirmar que:
(A) diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a
desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo
vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver
contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído.
(B) preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança
condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as
instituiu.
(C) a Constituição Federal dá o conceito de taxa como sendo o tributo
instituído pela União, estados, Distrito Federal e municípios, em razão do
poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.
(D) o serviço prestado ou posto à disposição, que permite a instituição de
uma taxa, é sempre estatal, podendo, excepcionalmente, ser serviço
prestado por empresa privada.
(E) somente o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio
de taxas; e mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável.

17- (AUDITOR DO TCE – GO - DIREITO TRIBUTÁRIO 2007 ESAF)


Sobre o Sistema Constitucional Tributário, é incorreto afirmar que
(A) competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o
Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos
municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.
(B) os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma
das respectivas leis, para custeio do serviço de iluminação pública, sendo
facultada a cobrança na fatura de consumo de energia elétrica.
(C) cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria
tributária sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo
praticado pelas sociedades cooperativas.
(D) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório não
será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
(E) a Constituição Federal permite a edição de lei complementar que defina
tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de
pequeno porte.

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18- (AUDITOR DO TCE – GO - DIREITO TRIBUTÁRIO 2007 ESAF)


Sobre o tratamento constitucional conferido aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios, é correto afirmar
(A) que pertence ao Município cinqüenta por cento do produto da
arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação.
(B) que as alíquotas do imposto sobre propriedade de veículos automotores
não poderão ser diferenciadas em função do tipo e utilização.
(C) que, à exceção do imposto sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se
iniciem no exterior (ICMS) e dos impostos sobre importação de produtos
estrangeiros (II) e de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados (IE), nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de
petróleo, combustíveis e minerais do País.
(D) que a exclusão da incidência do ISS (imposto sobre serviços de qualquer
natureza) de exportações de serviços para o exterior não é matéria
reservada à lei complementar.
(E) que a União, em alguns casos, pode instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

19- (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO TCE-GO 2007


ESAF) Em relação aos tributos e suas espécies, assinale a opção correta.
(A) O fato gerador de um tributo não pode decorrer de circunstância ilícita.
(B) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é essencial a
destinação legal do produto da arrecadação.
(C) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o tributo in labore nas
contribuições de melhoria quando a obra pública for realizada pelo próprio
sujeito passivo tributário.
(D) O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão de serviço público
específico e divisível, pode receber a denominação de tarifa pública.
(E) O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo principal é a
interferência no domínio econômico, não se limitando apenas à simples
arrecadação de recursos financeiros.

20- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2009 ESAF) Analise os


itens a seguir, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
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I. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza será informado pela generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei. Pode-se afirmar que o
critério da progressividade decorre dos princípios da igualdade e da
capacidade contributiva, na medida em que contribuintes com maiores
rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que aqueles com
menores rendimentos;
II. a Constituição estabelece expressamente que o imposto sobre a renda
será progressivo, enquanto o imposto sobre a propriedade imobiliária poderá
ser progressivo;
III. a Constituição traça uma dupla progressividade para o IPTU, quais
sejam, progressividade em razão do imóvel e em razão do tempo;
IV. o princípio da capacidade contributiva não possui significado muito
importante para o IPTU, visto que este tributo se caracteriza por ser um
imposto real, sem relação com as características pessoais do sujeito passivo.
(A) Estão corretos somente os itens I e III.
(B) Estão corretos somente os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos somente os itens I e II.
(D) Estão corretos somente os itens II e IV.
(E) Todos os itens estão corretos.

21- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Avalie o


acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as
falsas; em seguida, marque a opção correta.
( ) O princípio da anterioridade tributária não pode ser afastado por meio de
emenda constitucional, ainda que em relação a um imposto determinado,
não constante da enumeração excetuada no próprio texto constitucional
original.
( ) O princípio da irretroatividade protege de alterações a tributação dos
lucros apurados no período-base a ser encerrado em data futura.
( ) É inconstitucional a cobrança de imposto sobre movimentação financeira
que atinja indiscriminadamente todas as aplicações, no ponto em que atinja
as realizadas por Estados e Municípios, por exemplo (imunidade recíproca),
sendo portanto inválido o § 2º do art. 2º da Emenda Constitucional nº 3, de
18 de março de 1993.
(A) V, V, V
(B) V, V, F
(C) V, F, V
(D) F, F, F
(E) F, V, F
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22- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 1998 ESAF) Assinale a


resposta que preencha corretamente as duas lacunas.
A majoração ________ está sujeita ao princípio da anterioridade ________

(A) do imposto de transmissão de bens imóveis — da lei em relação à


cobrança, mas a lei pode ter sido publicada no mesmo exercício em que a
cobrança se realiza.
(B) do imposto de importação — anual, só podendo ser exigida se a lei
majoradora estiver em vigor antes do início do exercício da cobrança.
(C) do imposto de renda — anual, sendo indispensável que a lei majoradora
esteja em vigor antes do início da cobrança, não bastando ter sido publicada
anteriormente a esse início.
(D) do imposto de exportação — anual em relação à cobrança, devendo a lei
ter sido publicada antes do exercício em que a cobrança se realiza.
(E) da contribuição para a previdência social — de 90 dias da publicação da
lei majoradora, não podendo ser exigida antes desse nonagintídio.

23- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Assinale a


resposta correta.
(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide sobre produtos
industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota zero?
(A) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em relação à
procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota zero equivale à ausência de
alíquota.
(B) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse imposto substitui o
de importação. (ii) Sim, porque alíquota zero não impede que o produto siga
o regime geral do imposto.
(C) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina que seu campo
de incidência abrange todos os produtos com alíquota.
(D) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles incide o imposto
de importação. (ii) Sim, porque o campo de incidência desse imposto
abrange todos os produtos industrializados.
(E) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii) Não, porque o
campo de incidência advém da Constituição e esta não previu a hipótese.

24- (ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO 2010 ESAF) A


extrafiscalidade é característica que possuem alguns tributos de permitirem,
além da pura e simples forma de ingresso de receitas nos cofres públicos,
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também de intervirem na economia, incentivando ou não determinada


atividade ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados
abaixo, aquele que não possui caráter extrafiscal.
(A) Imposto sobre produtos industrializados.
(B) Imposto sobre importação.
(C) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis.
(D) Imposto sobre produtos industrializados.
(E) Taxa de iluminação pública.

25- (ANALISTA JURÍDICO SEFAZ-CE 2006 ESAF) Sobre a repartição das


receitas tributárias da União, podemos afirmar que:
(A) pelo menos cinqüenta por cento da arrecadação do Imposto Territorial
pertencem aos municípios em que os imóveis rurais estejam situados.
(B) parte da arrecadação do Imposto Sobre Produtos Industrializados
pertence aos estados e ao Distrito Federal, que deverão destinar ao menos
cinqüenta por cento desse montante aos seus municípios.
(C) caso a União institua algum imposto, utilizando sua competência
residual, terá de destinar cinqüenta por cento de seu produto aos estados e
ao Distrito Federal.
(D) cem por cento do Imposto Sobre Operações Financeiras incidente sobre
o ouro como ativo financeiro pertencem à União.
(E) pertencem aos Estados o Imposto de Renda incidente na fonte sobre os
rendimentos pagos, a qualquer título, por eles (excetuando-se suas
fundações públicas e autarquias).

26- (ANALISTA JURÍDICO SEFAZ-CE 2006 ESAF) Sobre o princípio


constitucional da seletividade, é incorreto afirmar-se que:
(A) é aplicado obrigatoriamente ao ICMS.
(B) permite ao legislador a tributação diferenciada de produtos, aplicando
alíquotas maiores aos produtos menos essenciais.
(C) é aplicado facultativamente ao IPTU.
(D) segundo tal princípio, os produtos mais essenciais devem ser tributados
com alíquotas mais baixas.
(E) é aplicado obrigatoriamente ao Imposto Sobre Produtos Industrializados.

27- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF)


Considerando os temas “administração tributária” e “repartição de receitas
tributárias”, julgue os itens abaixo e marque, a seguir, a opção que
apresenta a resposta correta.

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I. A pessoa jurídica imune está obrigada a submeter-se ao exame de sua


contabilidade pela autoridade fiscal.
II. Os profissionais submetidos às regras do sigilo profissional não estão
obrigados a auxiliar o Fisco com informações de seus clientes.
III. Pertencem aos municípios o equivalente a 25% da arrecadação da União
havida com o Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza –
IR de contribuintes domiciliados em seu território.
IV. Os estados têm direito à parcela da arrecadação da União havida com o
Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI.
(A) Todos os itens estão corretos.
(B) Todos os itens estão errados.
(C) Apenas o item I está errado.
(D) Apenas o item III está errado.
(E) Apenas o item II está correto.

28- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL MG 2005 ESAF)


Considerando os temas “limitações constitucionais ao poder de tributar”,
“competência tributária”, “princípios constitucionais tributários” e
“imunidades”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) Decreto que reduz o prazo de recolhimento de imposto é inconstitucional,
porque o prazo integra as exigências do princípio da legalidade.
( ) A competência tributária não exercida por um ente da Federação poderá
ser delegada a outro.
( ) O imposto sobre produtos industrializados – IPI e o imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS estão
sujeitos ao princípio da não-cumulatividade, em função da essencialidade do
produto.
( ) É vedado aos Estados instituírem contribuição de melhoria.
(A) V, F, F, F
(B) V, F, F, V
(C) F, V, F, F
(D) F, F, V, F
(E) F, F, F, F

29- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a resposta correta.
� Cabe à União exigir o imposto sobre produtos industrializados antes de
decorridos noventa dias da data de publicação da lei que o majorar?
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� Empresa pública federal goza de imunidade tributária no que se refere ao


patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas atividades que não
tenham fins lucrativos?
� Cabe aos Estados e ao Distrito Federal estabelecer hipótese de imunidade
tributária em relação a fato que esteja sujeito à incidência do imposto sobre
propriedade de veículos automotores?
� As contribuições sociais para a seguridade social só poderão ser exigidas
após decorridos noventa dias da data de publicação da lei que as houver
instituído ou aumentado?
(A) Não, sim, não, não
(B) Não, não, não, sim
(C) Sim, sim, sim, não
(D) Sim, não, sim, sim
(E) Sim, sim, não, não

30- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF ADAPTADA) Avalie as afirmações


adiante e marque, em seguida, a opção de resposta correta.
I. Compete exclusivamente à União instituir contribuições de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
ressalvada a faculdade conferida aos Estados e ao Distrito Federal para
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico que se destine ao
financiamento de programas de infraestrutura de transportes.
II. O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for
integral e em dinheiro.
III. Na hipótese de não terem sido reservados bens ou rendas suficientes ao
total pagamento da dívida, presume-se fraudulenta a alienação ou oneração
de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com
a Fazenda Pública por crédito tributário regularmente constituído e inscrito
em dívida ativa.
(A) somente I e II são verdadeiras.
(B) somente I e III são verdadeiras.
(C) somente II e III são verdadeiras.
(D) somente III é verdadeira.
(E) somente II é verdadeira.

31- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2000 ESAF) Marque com


V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando em seguida a opção
correspondente.

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( ) Compete à União legislar sobre o IPVA (o imposto sobre veículos


automotores), reminiscência de sua antiga competência para legislar sobre a
TRU (Taxa Rodoviária Única).
( ) Distrito Federal não tem competência para instituir e legislar sobre
qualquer imposto que incida sobre a doação de jóias e pedras preciosas.
( ) Compete aos Estados legislar sobre o imposto sobre a doação de
dinheiro.
(A) Os três assertos acima são verdadeiros.
(B) Os três assertos são falsos.
(C) Os dois primeiros assertos são falsos e o outro não.
(D) Os dois primeiros assertos são verdadeiros e o outro não.
(E) Os dois últimos assertos são verdadeiros e o primeiro não.

32- (ANALISTA EM PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E FINANÇAS


PÚBLICAS ESTADO SP 2009 ESAF) Sobre os tributos de competência da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, assinale a opção
correta.
(A) Incide ICMS na importação de bens, ainda quando realizada por pessoa
física ou jurídica que não seja contribuinte regular do imposto.
(B) Não exige prévia celebração de convênio entre os Estados membros e o
Distrito Federal a instituição, por Lei Complementar Estadual, de Programa
de Incentivo destinado a fomentar a implantação, ampliação e modernização
de empreendimentos industriais e agroindustriais no Estado mediante
concessão de crédito presumido e redução da base de cálculo do ICMS.
(C) A imunidade sobre o patrimônio, renda ou serviços instituída em favor
das instituições de assistência social não alcança o ICMS incidente sobre os
bens por elas fabricados, posto repercutir economicamente no consumidor e
não atingir o patrimônio, nem desfalcar as rendas, nem reduzir a eficácia
dos serviços dessas entidades.
(D) incide IPVA sobre embarcações e aeronaves, por abranger todo e
qualquer veículo que tenha propulsão própria e sirva ao transporte de
pessoas e coisas.
(E) É ilegal a cobrança de ICMS com base em valores previstos em pauta
fiscal.

33- (PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL 2007 ESAF) No referente


aos impostos sobre transmissão causa mortis, doação e propriedade de
veículos automotores, é correto afirmar:

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(A) o imposto sobre transmissão causa mortis relativo a bens imóveis e


respectivos direitos, compete ao Estado onde se processar o inventário ou
arrolamento.
(B) o imposto sobre propriedade de veículos automotores terá alíquotas
mínimas fixadas pelo Senado Federal.
(C) o imposto sobre doação relativamente a bens móveis, títulos e créditos,
compete ao Estado onde o referido negócio jurídico tiver sido consumado.
(D) o imposto sobre propriedade de veículos automotores não poderá ter
alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização do bem.
(E) não há incidência de qualquer imposto quando há doação apenas de
direitos.

34- (PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL PGDF 2004 ESAF) Marque


a opção que apresenta resposta correta, considerando as assertivas abaixo.
I. O pedido de parcelamento do débito não configura denúncia espontânea
para efeito de exclusão da multa moratória.
II. A vedação de incidência de correção monetária de créditos escriturais do
ICMS não constitui violação dos princípios constitucionais da não-
cumulatividade e da isonomia.
III. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas mínimas e máximas do
imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos.
IV. Compete ao Senado Federal fixar as alíquotas máximas do imposto sobre
propriedade de veículos automotores.
(A) somente I, II e III são verdadeiras.
(B) somente II e III são verdadeiras.
(C) somente I e II são verdadeiras.
(D) somente I, III e IV são verdadeiras.
(E) somente III e IV são verdadeiras.

35- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF) Acerca


do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU é correto
afirmar que:
(A) o posseiro não pode ser considerado contribuinte.
(B) suas alíquotas podem ser progressivas apenas em função do grau de
utilização do imóvel.
(C) a base de cálculo é o valor real do imóvel.
(D) o STF entendeu inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido,
antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se

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destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade


urbana.
(E) lei municipal não pode, para efeito da cobrança do tributo, considerar
urbanas áreas com urbanização ainda incompleta.

36- (PROCURADOR MUNICÍPIO DE FORTALEZA – CE 2002 ESAF)


Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta:
I. Para conhecimento da natureza específica das diversas espécies
tributárias previstas no Sistema Tributário Nacional, é essencial o exame do
fato gerador da respectiva obrigação, tendo em vista que, à luz do Código
Tributário Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada
pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-
la: a denominação e demais características formais adotadas pela lei e a
destinação legal do produto da sua arrecadação.
II. São espécies tributárias previstas na Constituição Federal: imposto, taxa,
empréstimo compulsório, contribuição de melhoria, contribuição social,
contribuição de intervenção no domínio econômico, contribuição de interesse
de categorias profissionais ou econômicas e compensação financeira aos
Estados pela exploração de petróleo por empresas privadas.
III. Segundo o Código Tributário Nacional, os tratados e as convenções
internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna e serão
observados pela legislação que lhes sobrevenha. Assim, é correto afirmar
que no sistema jurídico brasileiro, os tratados e as convenções
internacionais não estão hierarquicamente subordinados à Constituição
Federal. Em conseqüência, revestidos de valor jurídico são os tratados e as
convenções internacionais, que, incorporados ao sistema de direito positivo
interno, apresentem incompatibilidade com o texto da Carta Política,
devendo esses atos de direito internacional público prevalecerem sobre a
normatividade constitucional.
(A) somente a I é verdadeira.
(B) I e II são verdadeiras.
(C) I e III são verdadeiras.
(D) II e III são verdadeiras.
(E) todas são verdadeiras.

37- (AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL RECIFE – PE 2003 ESAF)


Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.

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I. Em consonância com a Constituição Federal, medida provisória que


implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural só
produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada.
II. De conformidade com a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, a
legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora,
no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam
extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham o
Código Tributário Nacional ou outras leis de normas gerais expedidas pela
União.
III. Os dispositivos de lei que definem novas hipóteses de incidência,
referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em vigor no
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação,
conforme estabelece o Código Tributário Nacional.
IV. Determina o Código Tributário Nacional que, salvo disposição em
contrário, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios entram em vigor na data da sua publicação.
(A) Apenas as formulações I, II e III são corretas.
(B) Apenas as formulações I, II e IV são corretas.
(C) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.
(D) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.
(E) Todas as formulações são corretas.

38- (AGENTE TRIBUTÁRIO ESTADUAL MS 2001 ESAF) Os convênios


sobre matéria tributária, incluídos entre as normas complementares da
legislação tributária, têm como regra de vigência temporal o seguinte:
(A) entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua
publicação
(B) entram em vigor trinta dias após a data de sua publicação
(C) entram em vigor na data neles prevista
(D) entram em vigor na data de sua publicação
(E) entram em vigor trinta dias após sua homologação pela Assembléia
Legislativa

39- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2003 ESAF) Assinale a opção


incorreta.
(A) Os atos normativos, as decisões dos órgãos de jurisdição administrativa
com eficácia normativa, os convênios e os decretos são normas
complementares das leis, tratados e convenções internacionais que versem
sobre tributos.
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(B) Os tributos não podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em


que foi publicado o ato legal que os criou ou majorou, com exceção de
alguns impostos, entrando em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao
de sua publicação os dispositivos de lei que criam ou majoram impostos
sobre o patrimônio ou a renda.
(C) As leis tributárias não podem alterar a definição, o conteúdo e o alcance
de conceitos, institutos e formas de direito privado, utilizados para definir ou
limitar competências tributárias, expressa ou implicitamente.
(D) Cada uma das pessoas que tenham interesse comum na situação que
constitua o fato gerador da obrigação principal responde por todo o débito
tributário, aproveitando aos demais o pagamento que for feito.
(E) O Código Tributário Nacional diz o que se considera domicílio tributário,
podendo a autoridade administrativa recusar o domicílio tributário escolhido
pelo contribuinte quando dificulte ou impossibilite a arrecadação ou
fiscalização.

40- (ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO 2010 ESAF) A lei


que veicula a norma tributária impositiva deverá conter os aspectos
indispensáveis para que se possa determinar o surgimento e o conteúdo da
obrigação tributária. Sobre esta, analise os itens a seguir, classificando-os
como falsos ou verdadeiros. Depois escolha a opção que seja adequada às
suas respostas.
I. O aspecto material da norma tributária diz respeito à situação geradora da
obrigação tributária;
II. O aspecto espacial da norma tributária corresponde ao território da
pessoa política tributante;
III. O aspecto temporal da norma tributária diz respeito ao momento em que
se deve considerar ocorrida a situação geradora da obrigação tributária;
IV. O aspecto pessoal da norma tributária diz respeito à pessoa em favor de
quem a obrigação tributária deva ser cumprida; e
V. O aspecto quantitativo da norma tributária se refere ao montante devido
na obrigação tributária.
(A) Todos os itens estão corretos.
(B) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos apenas os itens I, II, IV e V.
(D) Estão corretos apenas os itens II, IV e V.
(E) Estão corretos apenas os itens III, IV e V.

41- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL PGFN 2006 ESAF)


Considerando o tema “obrigação tributária” e as disposições do CTN, marque
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com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a


opção correspondente.
( ) O interditado pode ser sujeito passivo da obrigação tributária.
( ) A definição legal do fato gerador não pode ser verificada se for abstraída
a validade jurídica dos atos praticados.
( ) A utilização de pauta fiscal pela administração tributária é uma forma de
arbitramento da base de cálculo.
( ) A obrigação acessória nasce em razão da ocorrência de um fato gerador
e independe de providência da autoridade fiscal para ser exigida.
(A) V, V, V, V
(B) F, V, F, F
(C) F, V, F, V
(D) V, F, V, V
(E) V, F, V, F

42- (AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL AFTE-RN 2005 ESAF)


Avalie o acerto das formulações adiante e marque com V as verdadeiras e
com F as falsas. Em seguida, marque a opção correta.
( ) É vedada a aplicação imediata da legislação tributária a fatos geradores
cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa.
( ) A lei tributária é aplicável a ato ou fato pretérito definitivamente julgado,
quando deixe de defini-lo como infração.
( ) A legislação tributária que disponha sobre parcelamento de crédito
tributário deve ser interpretada literalmente.
( ) Quando não há dúvida quanto à capitulação legal do fato, a lei tributária
que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da
maneira mais favorável ao acusado.
(A) V, F, V, F
(B) V, V, F, V
(C) F, V, F, F
(D) F, F, V, V
(E) F, F, V, F

43- (ADVOGADO IRB BRASIL RESSEGUROS 2006 ESAF) Da obrigação


tributária principal decorre o crédito tributário, com a mesma natureza.
Sobre a obrigação tributária, nos termos do art. 113 e seguintes do Código
Tributário Nacional (Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966), é correto
afirmar-se que
(A) em processo de falência, o produto da alienação judicial de empresa,
filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à
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disposição do juízo falimentar pelo prazo de um ano, contado da data de


alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos
extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.
(B) a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios
jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato
gerador do tributo ou dos elementos constitutivos da obrigação tributária,
observados os procedimentos do Código Tributário Nacional.
(C) a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito
tributário a terceira pessoa, vinculada ou não ao fato gerador da respectiva
obrigação, desde que se exclua totalmente a responsabilidade do
contribuinte.
(D) uma vez verificado o nascimento da obrigação tributária, com a
realização do fato gerador, o sujeito passivo torna-se imediatamente
compelível ao pagamento do tributo pertinente, sendo desnecessária a
prática de quaisquer atos formais por parte do sujeito ativo, em quaisquer
hipóteses.
(E) a responsabilidade por infrações da legislação tributária somente é
excluída pela denúncia espontânea da infração quando acompanhada do
pagamento do tributo devido e dos juros de mora.

44- (ADVOGADO IRB 2004 ESAF ADAPTADA) Avalie o acerto das


afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em
seguida, marque a resposta correta.
( ) A suspensão da exigibilidade do crédito tributário na forma estabelecida
pelo Código Tributário Nacional impede que corra o prazo prescricional da
ação da Fazenda Pública para cobrança do crédito.
( ) O crédito tributário prefere a qualquer outro, ressalvados tão somente os
créditos protegidos por garantia real habilitados em processo falimentar e os
decorrentes da legislação trabalhista.
( ) Inclui-se na expressão “crédito tributário” a multa moratória imposta em
decorrência do não pagamento do tributo na época do vencimento.
( ) Na hipótese de haver herdeiros incapazes civilmente, a cobrança judicial
do crédito tributário fica sujeita à habilitação em inventário.
(A) F, V, V, V
(B) F, F, V, V
(C) F, F, F, V
(D) V, F, V, F
(E) V, V, F, F

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45- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF) Em relação à


restituição de tributos pagos indevidamente, o Código Tributário Nacional
estabelece, de forma expressa, a seguinte regra, entre outras:
(A) a restituição de tributos vence juros capitalizáveis, a partir do trânsito
em julgado da decisão definitiva que a determinar, calculados com base na
mesma taxa utilizada pela Fazenda Pública para cobrar seus créditos
tributários não liquidados no vencimento.
(B) a restituição de tributos pagos indevidamente não dá lugar à restituição
dos valores pagos a título de penalidades pecuniárias impostas por
autoridade administrativa competente, ressalvados os valores relativos a
infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.
(C) o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o decurso do
prazo de dez anos, segundo jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
contado da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou
passar em julgado a decisão judicial que houver reformado, anulado,
revogado ou rescindido a decisão condenatória.
(D) o direito de pleitear restituição de tributos extingue-se com o decurso do
prazo de dois anos, contado da data em que se tornar definitiva a decisão
administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tiver reformado,
anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.
(E) a restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência
do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver
assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro,
estar por este expressamente autorizado a recebê-la.

46- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF)


Expressamente estabelece o Código Tributário Nacional, no tocante a
modalidades de extinção do crédito tributário:
(A) gera direito adquirido para o sujeito passivo o despacho fundamentado,
exarado por autoridade administrativa competente, mediante o qual se
conceda remissão de crédito tributário com fundamento em disposição
expressa de lei.
(B) o pagamento integral do crédito tributário é ilidido pela imposição de
penalidade, na hipótese de haver correlação entre o crédito e a penalidade.
(C) é vedado conceder, mediante lei, desconto pela antecipação do
pagamento de crédito tributário, exceto na hipótese de ocorrência de
expressivos índices inflacionários ou desvalorização acentuada da moeda
nacional.

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(D) é vedado à lei autorizar a compensação de créditos tributários inscritos


em dívida ativa da Fazenda Pública com créditos líquidos e certos,
vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública.
(E) é vedada a compensação de créditos tributários com créditos do sujeito
passivo contra a Fazenda Pública, mediante o aproveitamento de tributo,
objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em
julgado da respectiva decisão judicial.

47- (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL 2003 ESAF) Dispõe o


Código Tributário Nacional que o prazo de prescrição da ação anulatória da
decisão administrativa que denegar a restituição de tributos:
(A) é de cinco anos e interrompe-se pelo protesto judicial ou por qualquer
ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento de
erro da decisão, pela autoridade administrativa que a proferiu.
(B) interrompe-se pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante
judicial da Fazenda Pública interessada.
(C) interrompe-se pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
inteiro, a partir da data da intimação validamente feita ao representante
judicial da Fazenda Pública interessada.
(D) é de dois anos e não se interrompe pelo início da ação judicial, exceto na
hipótese de reconhecimento pela autoridade administrativa de que houve
erro material em sua decisão denegatória de restituição de tributos.
(E) é de dois anos e não se interrompe pelo início da ação judicial, exceto
se, em virtude de requerimento do sujeito passivo por ocasião da petição
inicial, o juiz expressamente reconhecer o direito postulado quanto à
interrupção da prescrição.

48- (PROCURADOR MUNICÍPIO DE FORTALEZA – CE 2002 ESAF) Com


referência ao instituto da prescrição aplicável em matéria tributária, é
correto afirmar que:
(A) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a prescrição.
(B) se a Fazenda Pública não constituir o crédito tributário, no prazo de cinco
anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
lançamento poderia ter sido efetuado, ou contado da data em que se tornar
definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento
anteriormente efetuado, não mais poderá proceder ao lançamento, pois seu
direito estará extinto pela prescrição.

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(C) ato administrativo, editado por autoridade administrativa competente,


que constitua em mora o devedor, interrompe a prescrição.
(D) a ação para a cobrança de crédito tributário prescreve em cinco anos,
contados da data do respectivo lançamento que houver sido impugnado pelo
contribuinte.
(E) prescreve em cinco anos a ação anulatória de decisão administrativa que
denegue restituição de tributos recolhidos indevidamente aos cofres
públicos.

49- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2002.1 ESAF) Indique em quantos


anos prescreve o direito a interpor ação anulatória da decisão administrativa
que denegar restituição.
(A) 1 ano
(B) 2 anos
(C) 3 anos
(D) 4 anos
(E) 5 anos

50- (AGENTE-AUXILIAR-ARRECADADOR TRIBUTÁRIO SEFAZ PI 2001


ESAF) O Código Tributário Nacional – CTN arrola como hipóteses de
exclusão do crédito tributário:
(A) a moratória e o parcelamento
(B) a prescrição e a decadência
(C) a anistia e a isenção
(D) a imunidade e a remissão
(E) a transação e a compensação

51- (AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL DE NATAL RN 2001 ESAF) A


decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando:
(A) decorridos cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte
àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, este não é realizado.
(B) a partir de cinco anos da data de sua constituição definitiva, não é
realizado o lançamento.
(C) a obrigação tributária principal é excluída em decorrência de
determinação legal.
(D) o direito de a Fazenda Pública cobrar o montante tributário devido não é
exercido no prazo de dez anos.
(E) mediante concessões mútuas entre os sujeitos ativo e passivo da
obrigação tributária, ocorre a terminação do litígio referente ao crédito
correspondente, com sua conseqüente extinção.
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52- (TÉCNICO DO TESOURO NACIONAL 1998 ESAF) Assinale a opção


correta.
(A) A multa pode ser considerada espécie do gênero tributo, já que está
abrangida, pelo Código Tributário Nacional, no conceito de "obrigação
tributária principal".
(B) A certidão de dívida ativa regularmente inscrita goza de presunção
relativa de liquidez e certeza.
(C) A anistia e a remissão são formas de suspensão e exclusão do crédito
tributário, respectivamente.
(D) A isenção assegura ao contribuinte a ela sujeito a dispensa do
cumprimento de obrigações acessórias.
(E) Os menores de dezesseis anos não são juridicamente aptos a realizar o
fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados.

53- (TÉCNICO DO TESOURO NACIONAL 1997 ESAF) Uma lei


determinou que fossem cancelados todos os créditos tributários até
determinado valor, inscritos ou não na Dívida Ativa. Essa lei tratou,
portanto, da instituição da
(A) moratória
(B) anistia
(C) remissão
(D) isenção
(E) prescrição

54- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar,
estabelece a isonomia, vale dizer, veda o tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Sobre a isonomia,
é correto afirmar que:
(A) diante da regra mencionada, o tratamento tributário diferenciado dado
às microempresas e empresas de pequeno porte, por exemplo, deve ser
considerado inconstitucional.
(B) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas
comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da
economia.
(C) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por exemplo)
seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e o
elemento de discriminação tributária.

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(D) em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser


diferenciado, por meio de isenções ou incidência tributária menos gravosa, o
tratamento de situações que não revelem capacidade contributiva ou que
mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão econômica.
(E) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é, por sua
própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre pessoas,
coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as isenções são
inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em mira o
interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade
contributiva ou no incentivo de determinadas atividades de interesse do
Estado.

55- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Entre outras limitações ao poder de tributar, que possuem os entes
políticos, temos a de cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos
antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.
Sobre essa limitação, analise os itens a seguir, classificando-os como
verdadeiros ou falsos. Depois, escolha a opção que seja adequada às suas
respostas:
I. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da atribuição
de novos efeitos tributários, reforçando a própria garantia da legalidade,
porquanto resulta na exigência de lei prévia, evidenciando-se como
instrumento de otimização da segurança jurídica ao prover uma maior
certeza do direito;
II. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da
irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o
momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar
ocorrido o fato gerador;
III. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger os efeitos
que ele desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da
responsabilidade, base de cálculo, alíquotas, deduções, compensações e
correção monetária, por exemplo;
IV. a lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra,
prospectiva; admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria.
(A) Todos os itens estão corretos.
(B) Estão corretos apenas os itens I, II e III.
(C) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.
(D) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(E) Estão corretos apenas os itens I e III.

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56- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) O art. 154, inciso I, da Constituição Federal, outorga à União o que
se costuma chamar de competência tributária residual, permitindo que
institua outros impostos que não os previstos no art. 153. Sobre estes
impostos, é incorreto afirmar que:
(A) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
(B) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
(C) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos impostos
já discriminados na Constituição Federal.
(D) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá ser
convertida em lei até o último dia útil do exercício financeiro anterior ao de
início de sua cobrança.
(E) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio da
anterioridade.

57- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) “A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados − IPI para
geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha
branca, que encerraria no próximo dia 31, foi prorrogada por mais três
meses. A partir de 10 de novembro entra em vigor uma nova tabela cujas
alíquotas passam a ser estabelecidas com base na eficiência energética dos
produtos, de acordo com a classificação do Programa Brasileiro de
Etiquetagem, coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira
pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais
os produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale até 31
de janeiro de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo
tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão manter essa
mesma alíquota reduzida, mas somente para os produtos da chamada classe
“A”, ou seja, com menor consumo de energia. As geladeiras da classe “B”
passarão a ter uma alíquota de 10% e o restante voltará a ter um IPI de
15%.” (Extraído do site www.fazenda.gov.br, notícia de 29.10.2009).
Na notícia acima, identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto
sobre Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem,
aquela que explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a
notícia mencionada destacou.
(A) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas diferenciadas
produtos de acordo com o seu grau de essencialidade.
(B) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da
capacidade tributária, pois estabelece alíquotas diferenciadas para as
diversas categorias de geladeiras existentes no mercado.
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(C) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o Poder
Executivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer as suas
alíquotas.
(D) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que as
incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um
produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla
tributação da mesma base econômica.
(E) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de alíquotas
diferenciadas, estimular-se determinado comportamento por parte da
indústria e, consequentemente, dos consumidores.

58- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre o ISS – Imposto sobre Serviços de qualquer natureza, analise
os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros ou falsos. Depois,
escolha a opção que seja adequada às suas respostas:
I. o artigo da Constituição Federal que prevê a cobrança do ISS remete à lei
complementar a definição dos serviços de qualquer natureza sujeitos à
tributação;
II. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à tributação pelo ISS
está adstrita à base econômica “serviços de qualquer natureza”;
III. a lei complementar que definir os serviços sujeitos à tributação pelo ISS
não pode definir como serviços sujeitos à incidência do ISS aquelas espécies
atribuídas constitucionalmente à competência tributária dos estados;
IV. em face da lei complementar, cabe ao Município, ou ao Distrito Federal,
mediante lei própria, instituir o ISS. Normalmente, as leis municipais copiam
a lista de serviços passíveis de tributação constante da lei complementar,
exercendo, pois, plenamente, a sua competência tributária.
(A) Estão corretos apenas os itens I, II e III.
(B) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
(C) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.
(D) Todos os itens estão corretos.
(E) Estão corretos apenas os itens I e III.

59- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Consoante o que dispõe o art. 111 do Código Tributário Nacional,
interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha, entre outros,
sobre a outorga de isenção. Tal artigo, embora sofra algumas críticas de
parte da doutrina, no sentido de que não se deva lançar mão isoladamente
da técnica de interpretação literal, vem tendo acolhida em diversos julgados

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oriundos de tribunais superiores. Como exemplos de aplicação de tal


princípio, podemos apontar as seguintes situações, com exceção de:
(A) de modo geral, podemos afirmar que é vedada a analogia em legislação
que verse sobre a outorga de isenções.
(B) requisitos estabelecidos por ato normativo infralegal, como um Ato
Declaratório Normativo expedido pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil, por exemplo, podem impor restrições válidas, além daquelas contidas
em textos legais, para a fruição de benefícios fiscais.
(C) não é vedada a ponderação dos elementos sistemáticos e finalísticos da
norma por parte do aplicador do direito.
(D) embora o comando legal seja no sentido de que seja dada interpretação
literal à legislação que disponha sobre a outorga de isenções, admite-se uma
interpretação mais ampla da referida norma.
(E) a isenção tributária revela-se instrumento de materialização de
conveniência política, insuscetível, neste aspecto, de controle do Poder
Judiciário, na concretização de interesses econômicos e sociais, estimulando
e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento
privilegiado.

60- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre o lançamento, procedimento administrativo que faz nascer a
obrigação tributária, é correto afirmar que:
(A) por meio do lançamento, constitui-se o crédito tributário, apontando o
montante devido correspondente à obrigação tributária principal, que
abrange o tributo, mas não abrange eventuais penalidades pecuniárias pelo
descumprimento da obrigação tributária.
(B) o lançamento é indispensável para o recebimento do crédito tributário
(por exemplo, nos casos de crédito consignado em pagamento e na
conversão de depósito em renda), em qualquer situação.
(C) o tributo, por força do CTN, é lançado mediante atividade administrativa
plenamente vinculada, não sendo admissíveis impugnações de quaisquer
natureza.
(D) a forma do lançamento dependerá do regime de lançamento do tributo e
das circunstâncias nas quais é apurado, sendo que, por não seguir o
princípio documental, não necessariamente conterá a totalidade dos
elementos necessários à identificação da obrigação surgida.
(E) ainda quando de fato seja o lançamento feito pelo sujeito passivo, o
Código Tributário Nacional, por ficção legal, considera que a sua feitura é
privativa da autoridade administrativa, e por isto, no plano jurídico, sua

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existência fica sempre dependente de homologação por parte da autoridade


competente.

61- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) De acordo com o disposto no artigo 175 do Código Tributário
Nacional, excluem o crédito tributário a isenção e a anistia. Sobre estas,
comparadas a outros benefícios dos quais resultam renúncia de receita,
podemos afirmar, exceto, que:
(A) a isenção exclui o crédito tributário, ou seja, surge a obrigação mas o
respectivo crédito não será exigível; logo, o cumprimento da obrigação
principal, bem como das obrigações acessórias dela decorrentes, fica
dispensado.
(B) ainda no caso da alíquota zero, no caso do IPI – Imposto sobre Produtos
Industrializados, permite-se ao Poder Executivo restabelecer as alíquotas a
qualquer tempo, sem a necessidade de edição de lei para tal finalidade.
(C) o efeito econômico da isenção assemelha-se ao do benefício fiscal da
alíquota zero, sendo esta uma solução encontrada pelas autoridades
fazendárias no sentido de excluir o ônus da tributação sobre certos
produtos, temporariamente, sem o isentar.
(D) caso o tributo tenha sido instituído por lei complementar, a concessão de
sua isenção tem de ser feita por meio de diploma legislativo de mesmo nível,
ou seja, também por lei complementar.
(E) a anistia fiscal é capitulada como a exclusão do crédito (gerado pela
infração) e não como extinção (caso de remissão), pois se trata de créditos
que aparecem depois do fato violador, abrangendo apenas infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.

62- (ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 2009


ESAF) Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:
(A) provém de crédito de igual natureza.
(B) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o decurso
do prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em
processo administrativo.
(C) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a derradeira
oportunidade que a Administração tem de rever os requisitos dos atos
praticados no processo administrativo de cobrança, ocasião em que ainda
pode modificá-los.
(D) as informações relativas a inscrições na dívida ativa da fazenda pública
podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao sigilo fiscal.

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(E) uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título
representativo desta goza de presunção de liquidez e certeza.

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Gabarito das Questões

01-B 02-B 03-C 04-E 05-E 06-A 07-E 08-B 09-E 10-B
11-E 12-C 13-A 14-B 15-E 16-D 17-D 18-C 19-E 20-E
21-C 22-E 23-C 24-E 25-A 26-A 27-D 28-E 29-B 30-C
31-C 32-E 33-B 34-C 35-D 36-A 37-A 38-C 39-A 40-A
41-E 42-E 43-A 44-D 45-E 46-E 47-B 48-A 49-B 50-C
51-A 52-B 53-C 54-E 55-B 56-D 57-E 58-D 59-B 60-E
61-A 62-C

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BIBLIOGRAFIA UTILIZADA NO CURSO

ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário esquematizado. 6ª ed. São Paulo:


Método, 2012.

BORBA, Cláudio. Direito Tributário 3 – Livro Segundo do Código Tributário


Nacional – títulos 1 e 2. São Paulo: Elsevier, 2007.

CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito Constitucional Tributário. 15ª


ed. São Paulo: Malheiros, 2000.

CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 18ª ed. São Paulo:
Saraiva, 2007.

COÊLHO, Sacha Calmon Navarro. Teoria e prática das multas tributárias. 2ª


ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001.

GOLDSCHMIDT, Fábio Brun. O princípio do não-confisco no Direito


Tributário. São Paulo: RT, 2003.

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 26ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2005.

MARTINS, Ives Gandra da Silva (coord.). Comentários ao Código Tributário


Nacional. vol.2 arts.96-218. São Paulo: Saraiva, 1998.

SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário: ideal para concursos. São


Paulo: Saraiva, 2009.

SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo:
Malheiros, 2008.

TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário: regime geral de


previdência social e regras constitucionais dos regimes próprios de
previdência social. 14ª ed. Niterói: Impetus, 2012.

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