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Circuitos seqüenciais

Eletrônica digital

Combinacional Seqüencial
(saídas dependem somente das (saídas dependem das entradas
entradas atuais) atuais e dos estados anteriores)

Necessidade de circuitos que armazenem informações


de estados anteriores;

Circuitos seqüenciais divididos em dois grandes grupos:

• Assíncronos: A saída do circuito pode se alterar a qualquer


momento em que uma ou mais entradas mudarem de estado
(como um circuito combinacional);
• Síncronos: Operam sob o comando de uma seqüência de
pulsos denominada “Clock” (abreviada como CLK).

Principais tipos de circuitos seqüenciais:

RS
JK
Flip-flops T
D
Registradores / Conversores
Síncronos
Contadores
Assíncronos
Flip-flop RS básico
O flip-flop mais elementar é o RS. Ele pode ser
construído com portas NAND ou NOR. Seja o circuito
abaixo (construído com portas NAND):
Entradas: R,S;
Saídas: Q, Q (sempre opostas !!!)
S
Q

Q
R

Tabela verdade de um flip-flop RS básico:


Entradas Estado Saída
anterior

S R Qa Q
0 0 0 0
0 0 1 1
0 1 0 0
0 1 1 0
1 0 0 1
1 0 1 1
1 1 0 Não perm.
1 1 1 Não perm.

S R Q
0 0 Qa
0 1 0
1 0 1
1 1
(Tabela verdade simplificada)
Formas de onda do flip-flop RS básico

Seja o flip-flop RS abaixo construído de portas NOR.

S
Q

Q
R

Volts

t0 t1 t2 t3 t4 t5 t6 t7 t
Características:
• O FF “lembra” da última entrada, e não muda de
estado até que a entrada oposta seja ativada;
• Trabalha em modo assíncrono (no momento em que as
entradas se alterarem a saída se altera: não existe a
presença de um relógio).
Flip-flop RS com entrada CLK
MODELO ELEMENTAR:

Seja o flip-flop RS básico alterado da seguinte forma:

S
Q

CLK

Q
R

É imediato que o circuito funcionará da mesma maneira que


o anterior, observando-se que:

Quando: CLK 0 Q = Qa
CLK 1 RS básico
Características:

• A entrada R=S=1 ainda ocasiona situação não permitida;


• Para CLK=0 a saída permanece inalterada, independentemente
das entradas se alterarem;
• Para CLK=1 o circuito se comporta como um RS básico;
• Enquanto o circuito se comporta como um RS básico não há
controle sobre quantas vezes o circuito alterará seu estado, já
que este se comportará como um circuito combinacional. Essa é
uma característica não desejada do circuito, já que ocasiona
problemas de sincronismo (desejaria-se que o circuito se
alterasse apenas uma vez a cada ciclo de CKL);
Flip-flop RS com entrada CLK
MODELO PRÁTICO:
Seja adicionada à entrada CLK de um flip-flop RS básico um
detector de transição:
S
Q
Detector de
CLK
transição

Q
R

O funcionamento do circuito é idêntico ao modelo elementar,


no entanto o período em que o clock permite que o circuito
trabalhe como combinacional é bastante reduzido, a ponto de
apenas uma comutação ocorrer.
O funcionamento do circuito agora pode ser resumido a:

Quando: CLK RS Básico


CLK em qualquer outro tempo Q = Qa
Desta forma, adotam-se para o RS básico os símbolos abaixo,
de acordo com o tipo do CLK envolvido (ativo em borda de subida
e ativo em borda de descida).

S Q S Q
CLK CLK

R Q R Q
(CLK ativo alto) (CLK ativo baixo)
Flip-flop JK
O flip-flop denominado JK é um flip-flop do tipo RS
com a realimentação mostrada na figura abaixo:

J S Q Q
CLK
Q
K R Q

Normalmente Q = Qa
Funcionamento:
CLK = RS básico onde: S = J.Q
R = Q.K

J K Q
0 0 Qa
0 1 0
1 0 1
1 1 Qa (*)

Características:
• A entrada “1”e”1” não mais gera uma situação em
que Q= Q . Contudo, a nova situação provocará uma
constante oscilação nas saídas (saída instável).
Considerando-se que o circuito somente funcionará
nas transições de CLK, teremos a cada transição
Q = Qa
Flip-flop JK com PRESET e CLEAR
Pode ser necessário durante a operação de um flip-flop
JK setar (levar a 1) ou ressetar (levar a 0) sua saída. Para
tanto, é usual o circuito abaixo:
PR
J
Q

CLK

Q
K
CLR

CLR PR Q
0 0
0 1 0
1 0 1
1 1 normal

Características:

• As entradas PR e CLR não podem assumir


simultaneamente o valor 0 (acarreta situação não
permitida);
• As entradas PR e CLR para o circuito apresentado são
ativas baixas (funcionam quando em nível 0). A
situação contrária poderia ser conseguida instalando-
se um inversor a cada uma das duas entradas (PR e
CLR);
Flip-flop JK Master-Slave

J
Q

CLK
___
Q
K

Mestre Escravo

Simplificação do modelo:

J
Q

CLK
___
Q
K

J S Q S Q Q
CLK
Q
K R Q R Q
Operação do FF JK Master-Slave
Modelo simplificado:

J. Q S2 Q2 Q
S1 Q1
CLK
K.Q Q
R1 Q1 R2 Q2

Observações:
No circuito original não havia circuito detector de pico de
CLK. Assim, o(s) RS(s) do modelo simplificado funcionam
como circuitos combinacionais durante o ciclo alto de CLK;
No ciclo alto de CKL, somente o circuito Mestre se altera,
enquanto que no ciclo baixo, somente o circuito Escravo.

CLK

Q1

Q
Considerações do FF JK Master-Slave

Tabela-verdade:
J K Q
0 0 Qa
0 1 0
1 0 1
1 1 ___
Qa

Características:

A tabela verdade é exatamente a mesma que a do FF JK


comum. A única diferença está no funcionamento interno do
circuito, que neste caso sempre funcionará por borda de
transição de CLK (de maneira análoga ao FF JK com circuito
detector de transição de CLK);
É um circuito bastante usado comercialmente;
Da mesma forma que outros circuitos vistos, pode possuir
além das entradas mencionadas as entradas PRE (PRESET) e
CLR (CLEAR).

JK MS com PRE e CLR:

Na ativação PRE e CLR são imediatos (levam a saída para o


nível indicado imediatamente a sua aplicação);
Na desativação de PRE e CLR o circuito somente alterará sua
saída na próxima transição de CLK (exceto se houver nova
ativação de PRE ou CLR);
Têm precedência sobre quaisquer outras entradas do circuito;
Usualmente a entrada CLR é utilizada para iniciar a operação
do Flip-Flop.
Flip-flop Tipo D
O flip-flop tipo D é conseguido conectando as
entradas do Flip-flop JK Mestre-Escravo como o mostrado
abaixo.

D J PR Q D Q
CLK CLK

K CLR Q Q

J K D Q
0 0 Não
0 1 0 0
1 0 1 1
1 1 Não

D Q
0 0
1 1

Características:
• O nome “D” vem de data (memória);
• Assim como o FF M-E, funciona com bordas de
subida ou descida de CLK;
• É utilizado em sistemas de memória, dada sua
capacidade de armazenar valores;
Flip-flop Tipo T
O flip-flop tipo T é conseguido conectando as entradas
do Flip-flop JK Mestre-Escravo como o mostrado abaixo.

T J PR Q T Q
CLK CLK

K CLR Q Q

J K T Q
0 0 0 Qa
0 1 Não
1 0 Não
___
1 1 1 Qa

T Q
0 Qa
___
1 Qa

Características:
• O nome “T” vem de toggle (comuta);
• Assim como o FF M-E, funciona com bordas de
subida ou descida de CLK;
• É utilizado em contadores assíncronos;
Registradores
Um Flip-flop pode armazenar 1 bit de memória. Para
armazenar informações com mais bits, necessitamos de mais
unidades de FF associadas de alguma maneira.
A forma de associação dessas unidades depende da forma
como são apresentados/colhidos os dados do Flip-flop. São as
formas principais:

1. Paralelo
Os n bits de dados são apresentados simultaneamente.
Exemplo com 4 bits:

B3 B2 B1 B0 B3: 1
1 0 0 1 B2: 0 Registrador
B1: 0
B0: 1

Forma rápida de comunicação (todos os bits de dados


chegam ao mesmo tempo);
Necessita de n canais de comunicação;

2. Serial
Os n bits de dados são apresentados um a um:

B3 B2 B1 B0
Registrador
1 0 0 1 1 0 0 1

Forma mais lenta de comunicação (dados apresentados 1 a1);


Necessita de apenas 1 canal de comunicação;
1. Conversor série-paralelo
Saída paralela

Entrada
serial
D3 Q3 D2 Q2 D1 Q1 D0 Q0

Q3 Q2 Q1 Q0

CLK (Registrador de deslocamento)

Exemplo de Funcionamento:
o Fazer 4 vezes:
Colocar o próximo dado na entrada serial;


Pulso de CLK (de acordo com o tipo de borda que ativa o FF);
o Colher as quatro saídas paralelas (simultaneamente);

2. Conversor paralelo-série
Entrada paralela

B3 B2 B1 B0
ENABLE

Saída
serial
D3 Q3 D2 Q2 D1 Q1 D0 Q0

Q3 Q2 Q1 Q0
CLK

CLR

Exemplo de Funcionamento:
o Pulso em CLR (zera todas as saídas);
o Colocar informação paralela nas entradas B0 a Bn;
o Pulso de ENABLE (transfere os bits paralelos para a saída de cada FF);
o Fazer 4 vezes:
Colhe saída serial (Bit Bn);


Pulso de CLK;

Contadores

Contadores são circuitos que variam seus estados de


saída de acordo com uma seqüência predeterminada
(qualquer que seja ela).
A seqüência mais elementar é a binária crescente
(0000, 0001, 0010, 0011, 0100,...). No entanto, diversas
formas de contagem podem se implementadas por
contadores:

o Crescente;
o Decrescente;
o Contagem de 0 a n;
o Contagem de n a 0;
o Seqüência pré-determinada, etc..

Uma vez que utilizam CLK, os contadores se


subdividem em grupos de acordo com a forma de operação:

o Síncrono: Todos os flip-flops atuam ao mesmo


tempo (CLKs curto-circuitados);
o Assíncrono: Os flip-flops atuam em instantes
diferentes (CKLs não são comuns);

Uma das aplicações mais importantes dos circuitos


contadores é a elaboração de circuitos temporizadores
utilizados por exemplo em relógios digitais.
Contador assíncrono de pulsos
LSB MSB

Q0 Q1 Q2 Q3
1
T0 Q0 T1 Q1 T2 Q2 T3 Q3
CLK
Q0 Q1 Q2 Q3

CLR

Exemplo de Funcionamento:
o Pulso de CLR (zera as saídas do circuito);
o Fazer n vezes:
Pulso de CLK;


Colher saídas Q0 a Q3;




Descida de Saídas
CLK Q3 Q2 Q1 Q0
a
1 0 0 0 0
a
2 0 0 0 1
a
3 0 0 1 0
4a 0 0 1 1
a
5 0 1 0 0
a
6 0 1 0 1
7a 0 1 1 0
a
8 0 1 1 1
...
Observações:
Após a 16a descida de CLK (máximo número possível com 4
bits) o circuito retorna ao estado inicial;
O circuito atua como um divisor de freqüência (a freqüência
de comutação de saída de cada flip-flop é a metade da
freqüência do flip-flop anterior);
Contador assíncrono de 0 a n
É possível implementar um contador de 0 até um número
qualquer utilizando-se o artifício de zerar a saída do circuito
quando um dado estado de saída é atingido.
Seja o exemplo abaixo, onde desejamos implementar um
contador de 0 a 5:

Descida Estados de Saída


de CLK
1o 0 0 0 0
2o 0 0 0 1
3o 0 0 1 0
4o 0 0 1 1
5o 0 1 0 0
6o 0 1 0 1

No início da sexta descida de CLK, o circuito naturalmente


tende a assumir os valores (0101) nas saídas. Nesse instante,
podemos utilizar um conjunto de portas lógicas que, para esta
combinação leve o circuito ao seu estado inicial (0000).
LSB MSB

Q0 Q1 Q2 Q3
1
T0 Q0 T1 Q1 T2 Q2 T3 Q3
CLK
Q0 Q1 Q2 Q3
Contadores assíncronos decrescentes
Contador crescente: Contador decrescente:
CLK Q3 Q2 Q1 Q0 CLK Q3 Q2 Q1 Q0
o
1 0 0 0 0 1o 1 1 1 1
2o 0 0 0 1 2o 1 1 1 0
3o 0 0 1 0 3o 1 1 0 1
4o 0 0 1 1 4o 1 1 0 0
5o 0 1 0 0 5o 1 0 1 1
6o 0 1 0 1 6o 1 0 1 0
7o 0 1 1 0 7o 1 0 0 1
... ... ... ... ... ... ... ...
15o 1 1 1 1 15o 0 0 0 0

Pela comparação das tabelas, podemos perceber que a


contagem binária decrescente é o complemento (bit a bit)
da crescente. Assim, uma possível implementação deste
contador pode ser conseguida colhendo-se a saída das
saídas barradas do flip-flop.

LSB MSB

Q0 Q1 Q2 Q3
1
T0 Q0 T1 Q1 T2 Q2 T3 Q3

Q0 Q1 Q2 Q3
CLR
Contadores Síncronos
MSB LSB

Q3 Q2 Q1 Q0

J3 Q3 J2 Q2 J1 Q1 J0 Q0
CLK
K3 Q 3 K2 Q 2 K1 Q 1 K0 Q 0

CLR

Circuito
Combinacional

Características:
o CLK entra em todos os flip-flops simultaneamente
(sincronismo);
o Pode ser projetado para realizar qualquer contagem
(não necessariamente em seqüência);
Projeto:
o Estudar as entradas que proporcionam os estados de
saída desejados e determinar o circuito combinacional:
Tabela verdade do Flip-Flop JK J e K necessários para levar o estado Qa
para o estado Q

J K Q Qa Q J K
0 0 Qa 0 0 0 X
0 1 0 0 1 1 X
1 0 1 1 0 X 1
1 1 ____
1 1 X 0
Qa
Contadores em circuitos temporizadores

Contador Contador Contador de


de horas de minutos segundos
(f = 1 Hz)

Decodificador Decodificador Decodificador


BCD8421 p/ 7 BCD8421 p/ 7 BCD8421 p/ 7
segmentos segmentos segmentos

Horas Minutos Segundos