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TEORIA GERAL DO PROCESSO (Yuri Actis)

O Direito Processual => é um ramo do Direito que possui como objeto de


estudo a função Jurisdicional exercida pelo estado.
TGP=> Estudo de Resolução de conflitos com Justiça que envolve um sistema
de conceitos e princípios a partir do confronto dos diversos ramos do direito processual.
Processo: Instrumento, onde órgãos Jurisdicionais atuam para pacificar os
conflitantes, eliminando e cumprindo o preceito de buscar solução.
Esse Poder é um elemento de convergência responsável pela imposição
das Garantias Constitucionais do Processo: Princípio do devido processo legal-
sistema de limitações ao exercício do poder, a do juiz natural, a do dever de
imparcialidade e impessoalidade, a do contraditório e a da igualdade.
As garantias não têm pertinência aos negócios jurídicos, porque as
atividades e as relações dos sujeitos contratantes apoiam-se na autonomia da vontade, e
não no poder, com a sujeição jurídica de algum sujeito às decisões ou imposições de
outro.
VIGOR METODOLÓGICO DA TGP. (SÃO DUAS)

1-DIREITO PROCESSUAL CONSTITUCIONAL: emanam e convergem


todas as colocações dogmáticas ou conceituais referentes a todos os ramos do processo,
essa tutela constitucional do processo assegura o exercício do poder no plano
jurisdicional, para o compromisso com a busca da justiça nos casos concretos.
2-INSTRUMENTALIDADE DO SISTEMA PROCESSUAL: É um vigor
metodológico da ciência Para o exercício da Jurisdição, revela a doutrina que o escopo
magno é a da pacificação de sujeitos/grupos em litígio e a resolução dos conflitos.
Instrumentalidade do Processo= Objetivação primordial de Pacificação. Induz
Legislador e Intérprete a buscar no processo e exercício da Jurisdição, resultados
socialmente ÚTEIS.
Objeto Material do Processo: TGP.
Conhecer a Ciência da TGP é conhecer que ela gira em torno da jurisdição,
JURISDIÇÃO: função estatal pacificadora, decorrente de sua soberania para
editar leis e ministrar a justiça.

Jeffson: Atividades onde todos Sujeitos em Conjunto, buscam efetivação da justiça

Atividade mediante onde os juízes estatais examinam as pretensões e resolvem os


conflitos.
JURISDIÇÃO :exercida pelo JUIZ,
AÇÃO: que o demandante exerce ao provocar o exercício da jurisdição,(AUTOR)
DEFESA: que o demandado tem direito de opor à pretensão do demandante, (RÉU)

EQUIVALENTES JURISDICIONAIS: instrumentos de conciliação,


(CONCILIADOR E MEDIADOR) não exercem poder algum, mas como dever do
Estado, deve manter meios consensuais de acesso à Justiça.
Diálogo das Fontes: a teoria Geral do Processo é uma Só (Diálogo entre
Direito Processual Civil e Penal) etc.

ESSENCIALIDADE DA ATIVIDADE JURISDICIONAL:


A Atividade Jurisdicional é indispensável na Sociedade porque existem
conflitos entre pessoas e grupos, e para que tais conflitos tenham solução, é necessário
a pacificação das pessoas (requer flexibilidade).

NATUREZA DOS CONFLITOS Á SEREM DIRIMIDOS


direitos suscetíveis e insuscetíveis
direitos indisponíveis(insuscetíveis) -> Direito à Liberdade Pessoal, Direito de
Punir(Jus Puniendi) do Estado, Direitos de Família etc.
direitos disponíveis(suscetíveis) -> demais Direitos e Interesses Não Penais
(relações jurídicas regidas pelo Dir Civil, Comercial, Adm,Tributário, Trabalhista).

DISTINÇÃO DE TUTELAS JURISDICIONAIS:


Tutela Jurisdicional Ordinária: regida pelos códigos de processo
Tutela Jurisdicional Diferenciada: de grande modernidade nos sistemas
processuais atuais, disciplinadas em parte por esses códigos e códigos especiais. art 35 e
78 CF acesso á justiça e tempestividade
Cognições superficiais: sem empenho de buscar ao fundo a verdade do fato.
Cognição Incompleta: excluir conhecimento de pretensões que poderiam ser
agregadas
Tutela Jurisdicional Coletiva: Judiciário intervém no controle de políticas
públicas traçadas pelo Legislativo e Executivo para preencher suas lacunas.
(Privilegiando o Diálogo entre Poderes)

A justiça estatal NÃO é a única necessária para solução de conflitos.

AUTOCOMPOSIÇÃO: Avançada no mundo e utilizada para pacificar com


justiça e maior eficiência, conhecido como meio alternativo para solução de conflitos
por ato das próprias partes por meio da conciliação ou mediação
HETEROCOMPOSIÇÃO PRIVADA: Decisão por árbitros entre os litigantes.
NEGOCIAÇÃO: entre os advogados das Partes.

O Juiz não é mais um VOX LEGIS (interprete indiferente de textos legais) e


sim um autêntico porta-voz do valores constitucionais. Aferindo constitucionalidades
das Políticas Públicas (se tornou um coprotagonista das políticas públicas)
Política Pública- > Programas e Ações do Estado relacionados com instituições
sócio-políticas do país e a vida da população. Endereçados à fruição do direitos
fundamentais do Art 6º da CF (Direitos Sociais) cabe ao legislativo e executivo
formular, e ao judiciário controlar dentro dos limites constitucionais.

SOCIEDADE E TUTELA JURÍDICA.

1.SOCIEDADE E DIREITO.
Não há sociedade sem Direito – Ubi Societas ibi Jus.
Direito exerce função social ordenadora. Coordenação dos interesses que se
manifestam na vida social, compondo os conflitos e antinomias.
2.Conflitos e Insatisfações. (DIREITO ROMANO)
Os indivíduos tem conflitos, onde se ramificam em diversas condições e advém
das insatisfações Ex: Nulla poena sine judicio (Não tem pena sem processo).
A eliminação de Conflitos se dão pela obra de um ou ambos os sujeitos de
interesses conflitantes ou terceiro.

AUTOCOMPOSIÇÃO/AUTOTUTELA (Sujeitos)

DEFESA DE TERCEIRO/MEDIAÇÃO/PROCESSO (Estatal)

AUTOTUTELA: vingança privada entre duas pessoas, existia insatisfação,


quem pretendesse alguma coisa que outrem impedisse obter, haveria de com sua própria
força e na medida dela tratar de conseguir por si mesmo.
Traços: ausência de juiz distinto das partes e imposição da decisão por uma das
partes á outra.

AUTOCOMPOSIÇÃO: Uma das partes em conflito com a outra abriria mão do


interesse ou de parte dele. Divide-se em (3)
desistência – Renúncia à pretensão.
submissão- Renúncia à resistência oferecida á pretensão
transação- Concessões Recíprocas.

ARBITRAGEM: Pessoa de confiança mútua em quem as partes louvam para


resolução dos conflitos (Sacerdotes)

A JURISDIÇÃO se exerce a partir da provocação, que se faz agir a partir do Processo.


O PROCESSO: Instrumento, onde órgãos Jurisdicionais atuam para pacificar os
conflitantes, eliminando e cumprindo o preceito de buscar solução.

FUNÇÃO ESTATAL PACIFICADORA (JURISDIÇÃO): Pacificação mediante


solução de conflitos é o escopo magno da Jurisdição, e por conseqüência todo o sistema
processual.

Escopo Social: educação para exercício do direito próprio


Escopo Político: preservação do valor da liberdade/ordenamento jurídico
Escopo Jurídico: atuação da vontade concreta do direito

O PROCESSO É NECESSARIAMENTE FORMAL

A duração do Processo longo enfraquece o sistema e o custo do processo é caro.

Tais dificuldades fizeram com que os processualistas cogitassem novos meios


para resolução de conflitos, que são:

MEIOS ALTERNATIVOS PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS.

CONCILIAÇÃO - o JUIZ pode a qualquer tempo do processo tentar a conciliação


por meio de uma audiência conciliatória. Os juizados especiais vieram também
colaborar para diminuir a demanda de processos enviados.
Conciliação trabalha COM o conflito buscando acordo entre as Partes.

MEDIAÇÃO: A mediação se assemelha a conciliação, porem os interessados utilizam


da intermediação de terceiros, a mediação busca trabalhar o conflito.
Mediação trabalha o conflito surgindo o acordo como mera conseqüência.

AUTO TUTELA – AUTOCOMPOSIÇÃO – ARBITRAGEM NO DIREITO


MODERNO
Autotutela: Direito de Retenção (Faculdade legal conferida ao credor de
conservar em seu poder a coisa que possui de boa-fé)/ Legítima Defesa/Estado de
Necessidade./ Desforço Imediato.
Autocomposição: Legítimo Meio alternativo de solução de conflitos, pelo
direito mediante as atividades consistentes na conciliação ou mediação, desde que sua
perda não degrade á situações intoleráveis (Dir. da Personalidade) ( pode envolver até
nas varas especiais a transação, submissão e desistência) para a autocomposição penal
só se permite a transação.

ARBITRAGEM: Os árbitros não podem executar suas próprias sentenças nem


impor medidas coercitivas., julgam por equidade, independente de autorização das
partes, são escolhidos ente os Juízes leigos.
Diferença Jurisdição Arbitral x Estatal: Arbitral é atribuído ao privado
(vontade das partes), Estatal é por intermédio de magistrados e tribunais.
Controle Jurisdicional Obrigatório: Nem todos os casos podem ser objeto de
uma via alternativa

NÃO É POSSÍVEL AUTOTUTELA/AUTOCOMPOSIÇÃO ENTRE ESTADO E ACUSADO .

ACESSO Á JUSTIÇA PELO PROCESSO ESTATAL:


Admissão do Processo –Eliminar Dificuldades Econômicas/Psicologias e Culturais, que
desanimem pessoas a litigar
Modo de Ser do Processo: preciso que a ordem legal dos atos do processo sejam
observados (devido processo legal)
A justiça das decisões- O juiz precisa ser justo, apreciar provas, sem exageros, etc.
Efetividade das decisões- deve dar a quem tem direito, tudo aquilo que ele tem direito
de obter.

ACESSO Á JUSTIÇA PELOS MEIOS ALTERNATIVOS

Acesso a justiça: Popularização do Judiciário.


O acesso a justiça deve ser mais rápido, pois a mora é cúmplice da impunidade.
O acesso deve ser mais barato e mais eficiente para garantir maior acessibilidade à
“justiça”, lembrando que justiça não é a mera admissão a um processo, mas sim ter uma
resposta do mesmo. A justiça deve ser menos formal, para garantir o acesso das pessoas
menos instruídas, e ainda garantir o direito da autodefesa.

TEORIAS DE CISÃO DO ODERNAMENTO JURÍDICO.


Chiovenda: TEORIA DUALISTA ->
Direito material se separa do processual regras abstratas, viram concretas
quando encaixada na previsão.
Direito Processual atua apenas como realizador prático da vontade do
DIREITO. (não contribui para criação de normas)
Carnelutti: TEORIA UNITÁRIA do Ordenamento Jurídico -> DIR
MATERIAL E PROCESSUAL são únicos. O Dir Material não é capaz de resolver
todos os conflitos, necessitando do Processual para complementar e ajudar na criação de
normas.
DIREITO DE AÇÃO: Direito de acesso á justiça para defesa de direitos
individuais violados, onde uma demanda ativa o órgão da jurisdição, que utilizando
o Processo (instrumento), Busca a Efetiva tutela do Direito Material (sentença).

DIREITO MATERIAL x DIREITO PROCESSUAL

PROCESSO: Instrumento, onde órgãos Jurisdicionais atuam para pacificar os


conflitantes, eliminando e cumprindo o preceito de buscar solução, uma soma de
atividades em cooperação á soma de poderes.
DIREITO MATERIAL: É o corpo de normas que disciplinam as relações
jurídicas referentes bens, relações e utilidades da vida. (Dir Civil, Penal, Tributário, etc.)
DIREITO PROCESSUAL: Complexo de normas e princípios que regem o
método de trabalho jurisdicional pelo Estado-Juiz/Árbitro da ação pelo
demandante e defesa pelo demandado.
DIFERENÇA: Dir Material cuida das relações vitalícias dos indivíduos, e o
processual da posição de cada um deles no processo em casos de litígio. Ou seja, o
Direito Processual é um Instrumento a serviço do Direito Material.
INSTRUMENTALIDADE DO PROCESSO: O processo é um instrumento á
serviço da paz social, advindo do Poder Estatal e sua responsabilidade pelo bem estar
social, englobado no poder-dever da jurisdição.
Aspecto Positivo: impor regras para o bom andamento do processo
Aspecto Negativo: muita importância para a forma, e pouca para verdadeiro
conteúdo da ação.

Fases do Direito Processual:


SINCRETISMO: processo considerado simples meio do exercício de direitos.-
direito adjetivo. AÇÃO era direito subjetivo material, uma vez lesado ganhava força
para obter juízo de reparação. Não havia consciência da autonomia da relação jurídica
processual em face da substancial, ligando sujeitos ao processo.
AUTONOMISTA/CONCEITUAL: Grandes construções científicas do dir
processual, natureza jurídica da ação, (inexistiu postura crítica) não havia suficiente
preocupação pela justiça e sua capacidade.
FASE INSTRUMENTALISTA: Busca por florescer o interesse pelo estudo das
grandes matrizes constitucionais do sistema processual, atual, com algumas ondas
renovatórias: busca efetividade do processo

1. Abertura para segmentos menos favorecidos da sociedade


2. Tutela dos interesses supraindividuais
3. Modo de ser do processo, (simplificação e racionalização dos procedimentos,
conciliação, equidade social, justiça mais acessível e participativa, e
outros) busca efetividade do processo
POSIÇÃO DO DIREITO PROCESSUAL

Denominação, posição enciclopédica e divisão do direito processual

DENOMINAÇÃO- > O direito processual já foi chamado: Direito Judiciário (vinculado á


denominação romana=judicium) –porém, nem todo judiciário é processual., e todo nem
sempre o juízo é duplo, contém dois litigantes ou mais
Direito Adjetivo ou Formal.
Direito Processual: Moderno.

1. POSIÇÃO ENCICLOPÉDIA DO DIREITO PROCESSUAL: É uma ciência


autônoma no campo da dogmática jurídica. Situa-se no Direito Público, cria e
regula os remédios jurídicos em concordância constitucional, ética e política
para consubstanciar o acesso á justiça.
2. Relaciona-se com o Direito Administrativo, porque de um Lado fica ÓRGÃOS
JURISDICIONAIS e Auxiliadores da Justiça e de outro lado o Estado..
3. Relaciona-se com o Direito Penal porque existe uma tutela penal do processo

1. Relaciona-se com o Direito Civil porque ocorre frequente remissão a leis


processuais, no que diz a capacidade processual (etc), e também porque são
normas gerais de direito.
DIVISÃO DO DIREITO PROCESSUAL:

1. O ordenamento brasileiro trata o direito processual penal e civil separados,


porem para o seu ensino foi feito uma única teoria geral do processo, a fim de
trabalhar com os dois ao mesmo tempo, com a ideia de que há conveniência
em evitar decisões judiciais contraditórias sobre a mesma situação de fato.
Miguel Reale os princípios podem ser discriminados em três grandes categorias:

a) princípios omnivalentes, quando são válidos para todas as formas de saber, como é o caso
dos princípios de identidade e de razão suficiente;
b) princípios plurivalentes, quando aplicáveis a vários campos de conhecimento, como se dá
com o princípio de causalidade, essencial as ciências naturais, mas não extensivo a todos os
campos do conhecimento;
c) princípios monovalentes, que só valem no âmbito de determinada ciência, como é o caso
dos princípios gerais de direito.

PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO PROCESSUAL

São normas que dão caráter e forma aos sistemas processuais. Neles se embasam todas
as disciplinas processuais, advém dos escopos sociais e políticos do processo e do direito,
servindo como sustentáculo legitimador
Proposta no Direito Moderno em Classificar os Princípios em ESTRUTURANTES,
FUNDAMENTAIS E INSTRUMENTAIS.

PRINCÍPIO DA IGUALDADE/ISONOMIA - A absoluta igualdade jurídica não pode,


contudo ignorar a desigualdade econômica. O juiz deve buscar o equilíbrio entre as partes,
verificando sempre as condições das mesmas, onde quem tem mais paga mais, quem tem
menos paga menos, porem nas mesmas proporções. Porem deve-se tomar muito cuidado,
para que quando se buscar a igualdade não se penda para um lado, acabando por favorecer
uma das partes. Vale lembrar que a lei age pro-reu, ou seja, só retroage para o beneficio do
mesmo, e que quando temos réu menor, ou réu com idade acima de sessenta anos, possuem
prioridade no julgamento de seu processo. (ART 5º CAPUT CF)

PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA- O juiz se coloca entre as


partes, e uma vez ouvindo uma delas não pode deixar de ouvir a outra, somente assim se dará
a ambas a possibilidade de expor suas razões, de apresentar suas provas, de influir sobre o
convencimento do juiz. Somente pela soma dos dados das partes (tese e antítese) o juiz pode
corporificar a síntese em um processo dialético. As partes assim são colaboradores do Juiz,
art. 5º, LV, CR. Mesmo quando um réu é revel, ele tem direito a defesa. A justiça garante as
partes o direito de defesa, de silencio, enfim, o direito de se defender conforme a lei permite.

PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE DO JUIZ- O juiz coloca-se entre as partes e


acima delas. A imparcialidade do juiz é uma garantia de justiça para as partes. O juiz que de
alguma forma apresenta um laço com as partes, ou já veio a deferir a favor de uma parte em
outra instância, quando passível da primeira hipótese não pode julgar o caso, quando passível
da segunda não pode julgar o recurso. A credibilidade do processo esta no juiz dar uma
decisão mais justa possível. Art. 134 CPC.PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES:
significa que o juiz deverá mostrar às partes e aos demais interessados como se convenceu,
para chegar àquela conclusão.

PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL:Art. 5º Todos são iguais perante a lei,


sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes;
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido
processo legal;

PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL: ART 5º CF. LIII - ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente; XXXV - a lei não excluirá da
apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; Vedado Juizo ou
Tribunais de Exceção
PRINCÍPIO DA ORALIDADE Verifica-se a prevalência da palavra falada em
detrimento da escrita em diversos momentos no processo
E IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ: o juiz que instruiu o processo, que colheu
diretamente a prova, deve julgá-lo, pois possui melhores possibilidades de valorar a
prova, uma vez que colheu diretamente, tomou contato direto com as partes e
testemunhas.
PRINCÍPIO DO DISPOSITIVO E DO IMPULSO OFICIAL:
Dispositivo: consiste na regra de que o juiz depende, na instrução da causa, da iniciativa
das partes quanto ás provas e ás alegações em que se fundamentará a decisão. O mais
sólido fundamento deste principio é salvaguardar a imparcialidade do juiz.
Impulso Oficial: E o principio pelo qual compete ao juiz, uma vez instaurada a relação
processual mover o procedimento de fase em fase até exaurir a função jurisdicional.
Prescreve o art. 262 do Código de Processo Civil: “O processo civil começa por
iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial”
PRINCÍPIO DA INÉRCIA conseqüente do Princípio Dispositivo, pelo qual o processo
começa por iniciativa das partes, mas se desenvolve por atos do Juiz
PRINCÍPIO DA BOA FÉ: como um conceito ético de conduta, moldado nas idéias de
proceder com correção, com dignidade, pautada a atitude nos princípios da honestidade,
da boa intenção e no propósito de a ninguém prejudicar1. Novo CPC - Art. 5o Aquele
que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé.
PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO:: : Esse principio indica a
possibilidade de revisão, por via de recursos, das causas já julgadas pelo juiz de
primeiro grau, que corresponde a denominada” jurisdição inferior”. Garante assim um
novo julgamento por parte dos órgãos da “jurisdição superior”. Ele funda-se na
possibilidade de a decisão de primeiro grau ser injusta ou errada. Ele parte da idéia da
natureza política, onde nenhum ato estatal pode ficar imune aos necessário controles.
PRINCÍPIO DA AÇÃO OU DEMANDA:
Denomina-se ação o direito de ativar os órgãos jurisdicionais visando à satisfação de
uma pretensão. A jurisdição é inerte e precisa ser provocada para agir. É preciso que se
tenha essa provocação, pois já se é sabido que quando um juiz demanda um processo ele
acaba se ligando psicologicamente com o caso.

PROCESSO INQUISITIVO:
As funções de acusar, defender e julgar se encontrar em uma mesma figura, a figura do
juiz. Ele é secreto, não-contraditório e escrito.

PROCESSO ACUSATÓRIO
É um processo de partes, onde elas se encontram em igualdade e ainda é um processo
com as garantias da imparcialidade do juiz, do contraditório e da publicidade.
Juntamente com estes dois processos existe o processo penal misto em que há algumas
etapas secretas e não contraditórias. A reconvenção é algo bem diverso da simples
defesa do réu: ao reconvir, o réu move uma nova demanda ao autor, exercendo uma
pretensão própria e autônoma, com relação à qual são invertidas as posições das partes
no processo. O réu não limita a defender-se, ele também move uma ação contra o
demandante
PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE E DA INDISPONIBILIDADE: :
PRINCIPIO DA DISPONIBILIDADE PROCESSUAL: Chama-se poder dispositivo a
liberdade que as pessoas têm de exercer ou não seus direitos. No direito processual ela é
exercida com o poder de apresentar ou não sua pretensão em juízo, ou apresentá-la da
melhor forma que achar, podendo da mesma renunciar.
O PRINCIPIO DA INDISPONIBILIDADE diz que o dano e irreparável ao interesse
coletivo e a pena é realmente reclamada, para a restauração da ordem jurídica violada.
Ex: Ministério Público não pode desistir do Processo, em casos Penais.
PRINCÍPIO DA LIVRE INVESTIGAÇÃO DAS PROVAS
O principio da livre investigação assegura ao juiz o direito de participar da colheita das
provas, de buscar as provas e não esperar que elas venham até ele. (verdade real).
VERDADE FORMAL: é aquela que resulta ser verdadeiro em face das provas
carreadas aos autos, a verdade que as partes trazem. (Processo Civil)
A VERDADE REAL é aquela onde o juiz busca a verdade, ele não se contenta
com apenas aquela verdade trazida pelas partes. (Processo Penal)
PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL DO JUIZ: Atrelado ás provas e elementos
existentes do processo, irá julgar a partir da avaliação crítica e racional (critérios). Este
princípio regula a apreciação e avaliação das provas existentes nos autos, indicando que
o juiz deve formar livremente sua convicção. Situa-se entre o sistema de prova legal e
do julgamento secundum conscientiam.

Prova Legal significa atribuir aos elementos probatórios valor inalterável e


prefixado que o juiz aplica mecanicamente
Já o secundum conscientiam o juiz pode decidir com base na prova dos autos,
mas também sem provas e ate mesmo contra provas.

PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: : É uma preciosa garantia do individuo no tocante ao


exercício da jurisdição. A apresentação ao publico nas audiências e a possibilidade do
exame dos autos por qualquer pessoa representam o mais seguro instrumento de
fiscalização popular sobre a obra dos magistrados. O povo é o juiz dos juízes. A
exceção para este principio é quando a lei sugere que o caso corra em segredo de
justiça. A publicidade não pode ser confundida com sensacionalismo, ou seja, não deve
virar alvo de reportagens que invadam a privacidade das partes e do próprio juiz que
esta julgando o caso (inquérito policial é sigiloso/ investigações policiais).
PRINCÍPIO DA LEALDADE PROCESSUAL: Sendo o processo, por sua índole,
eminentemente dialético, é reprovável que as partes se sirvam dele faltando ao dever de
verdade, agindo deslealmente e empregando artifícios fraudulentos. Esse principio
impõe esses deveres de moralidade e probidade a todos aqueles que participam do
processo (partes, juízes, auxiliares, advogados e membros do MP). O desrespeito ao
dever de lealdade processual traduz-se em ilícito processual, ao qual correspondem
sanções processuais.
PRINCÍPIO DA ECONOMIA E INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS:
PRINCÍPIO DA ECONOMIA: O principio da economia prega que deve se obter o
máximo resultado na atuação do direito com o mínimo emprego possível de atividades
processuais. (reunião de duas ou mais causas ou demandas em um só processo)
INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS: a idéia de que se o processo contém uma
irregularidade formal que não afeta em nada seu entendimento, sua validade, enfim, não
atrapalha o andamento do processo, não se tem porque paralisá-lo ou atrasar por conta
de meros critérios formais. Deve-se lembrar que o conteúdo do processo é muito mais
importante que sua forma.
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: (Constitucional) Justo equilíbrio entre os
meios empregados e os fins a serem alcançados, desdobra-se na adequação.

DIREITO PROCESSUAL CONSTITUCIONAL

PROCESSO E CONSTITUIÇÃO: É inegável a relação entre o processo e a


constituição. Todo o direito processual, como ramo do direito publico, tem suas linhas
fundamentais traçadas pelo direito constitucional, que fixa a estrutura dos órgãos
constitucionais, que garante a distribuição da justiça e efetividade do direito objetivo.
Isso significa que o processo não é apenas um processo técnico, mas também um
processo ético, sendo, profundamente influenciado por fatores sociológicos, históricos e
políticos, entendidas como fenômenos jurídicos.
DIREITO DE AÇÃO: Direito de acesso á justiça para defesa de direitos
individuais violados.
DIREITO PROCESSUAL CONSTITUCIONAL: Ganha este nome a
condensação metodológica e sistemática dos princípios constitucionais do processo.
Ele abrange de um lado:
a) a tutela constitucional dos princípios fundamentais da organização judiciária
e do processo - A tutela corresponde às normas constitucionais sobre os órgãos da
jurisdição, suas competência e garantias, O direito processual passa a ser interpretado
não mais como mero conjunto de regras. Mas é um instrumento publico de realização da
justiça. Defende todas as regras para interesses difusos e coletivos
Dividi-se em : a) direito de acesso a justiça – Garantia de Ação e Defesa, Art 5º Inc. 35
e 74.88
“ a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;”
o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos;
b) direito ao processo. – Garantia do Devido Processo Legal, Art 5º 54 88
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido
processo legal;
Entende-se como sendo o conjunto de garantias constitucionais que, de um
lado, asseguram às partes o exercício de suas faculdades e poderes processuais e, do
outro, são indispensáveis ao correto exercício da jurisdição. O judiciário garante as
partes algumas seguranças no decorrer ou depois do processo. Ele assegura que
princípios constitucionais não sejam violados e que o processo tenha seu procedimento
de forma clara.
b)a jurisdição constitucional. A jurisdição compreende por sua vez o controle
judiciário da constitucionalidade das leis. Ela pertence exclusivamente ao Direito
constitucional, Processual penal e Processual Civil (Habeas Corpus)
Objeto da Norma Processual: NORMAS JURÍDICAS

NORMAS MATERIAIS(Substanciais): São normas jurídicas materiais (ou


substanciais) as que disciplinam imediatamente a cooperação entre pessoas e os
conflitos de interesses ocorrentes na sociedade, escolhendo qual dos interesses
conflitantes, em que medida, deve prevalecer e qual deve ser sacrificado.
NORMAS INSTRUMENTAIS: A normas instrumentais apenas de forma
indireta contribuem para a resolução dos conflitos interindividuais, mediante disciplina
da atuação e criação das regras jurídicas gerais ou individuais.
Se houver a inobservância de normas processuais, a decisão será inválida e, por
isso, deverá ser repetida: error in procedendo.
Se, ao contrário, ao julgar o juiz não observar normas materiais, a decisão
deverá ser reformada (modificada e, portanto, não repetida): error in judicando.
OBJETO DA NORMA PROCESSUAL: O objeto das normas processuais é a
disciplina de modo processual de resolver conflitos e controvérsias mediante a
atribuição ao juiz dos poderes necessários para resolvê-los. Ela visa disciplinar o poder
jurisdicional, a regular as atividades das partes litigantes e visa reger a imposição do
comando concreto formulado através daquelas atividades das partes e do juiz. Costuma-
se falar em três classes de normas processuais:
a) normas de organização judiciária , que tratam primordialmente da criação e
estrutura dos órgãos judiciários e seus auxiliares
b) normas processuais em sentido restrito, que cuidam do processo como tal,
atribuindo poderes e deveres processuais;
c) normas procedimentais , que dizem respeito apenas ao modus
procedendi, inclusive a estrutura e coordenação dos atos processuais que compõem o
processo.
NATUREZA DA NORMA PROCESSUAL: Em decorrência da sua
instrumentalidade ao direito material, as normas processuais, na maior parte apresentam
CARÁTER TÉCNICO. Logo, os princípios devem absorver as ordens básicas de
ética e política da técnica que orientam o ordenamento jurídico por ele integrado. Dessa
forma, o caráter técnico da norma processual fica subordinado a sua adequação a
finalidade geral do processo
FONTES DA NORMA PROCESSUAL: Chamam-se fontes formais do
Direito, os meios de produção ou expressão da norma jurídica. Tais meios são a lei, os
usos-e-costumes, o negocio jurídico.
--. Uns dizem que os juízes devem apenas julgar de acordo com o direito já
expresso por outras fontes, dele não podendo se afastar;
-- outros dizem que os próprios juízes e tribunais, através de suas decisões, dão
expressão as normas jurídicas até então não declaradas por qualquer das outras fontes.
Porém o principio do primado, adotado pelo Brasil, diz que tais outras
fontes(FORMAIS) somente produzem normas jurídicas com eficácia desde que essas
normas não violem os mandamentos expressos pelos preceitos legislativos(garantias).
FONTES ABSTRATAS (INDIRETAS) DA NORMA PROCESSUAL: Elas
são ela as mesmas do direito em geral, a saber: a lei, JUDICIÁRIO, ATOS
NORMATIVOS, os usos-e-costumes e o negocio jurídico, e para alguns a
jurisprudência. As constituições estaduais, também são fontes da norma processual,
quando criam tribunais e regulam as respectivas competências na orbita que lhes é
reservada . as leis delegadas e as leis complementares. Os tratados juntamente com as
convenções também fazem parte das fontes legislativas da norma processual. (Regula
Diretrizes e Competências)
FONTES CONCRETAS(DIRETAS) DA NORMA PROCESSUAL: Já as
fontes concretas são as normas efetivamente aplicadas no país. Assim, são fontes
concretas no Brasil: CF, CPC.
a)normas de superdireito, relativas as próprias fontes formais relativas das
normas processuais;
b) normas relativas a criação, organização e funcionamento dos órgãos
jurisdicionais
c) normas referentes aos direitos e garantias individuais atinentes ao processo;
d) normas dispondo sobre remédios processuais específicos.

EFICÁCIA DA LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO E NO TEMPO


Dimensões da Norma Processual: Toda norma jurídica tem eficácia limitada
no espaço e no tempo, isto é, aplica-se apenas dentro de dado território e por certo
período do tempo. Tais limitações aplicam-se inclusiva a norma processual.
Eficácia da Norma Processual no espaço: É regulada pelo principio da
territorialidade. LEX FORI- lei que regula o território.
A atividade jurisdicional é manifestação do poder soberano do Estado, e por
isso não pode ser regulada por leis estrangeiras, contudo o Juiz não ignora, mas utiliza
como pressuposto para aplicação da Lei nacional.
Eficácia da Norma Processual no Tempo: A norma processual não traz
regulamentação de condutas/direito e sim modo de proceder, por isso não tem vacatio
legis. A sua aplicação é imediata, diferente da norma material. (de acordo com o STF)

VIGÊNCIA X VIGOR 1º e 2º art lindb


Vigor é a qualidade da lei em produzir efeitos jurídicos, ainda que a lei tenha
sido revogada.
A vigência, a seu turno, é o tempo em que a lei existe, é válida e produz efeitos.
INTEGRAÇÃO DA LEI PROCESSUAL:
Lei e ordenamento jurídico são coisas diferentes.
Enquanto no ordenamento não existem lacunas, haja vista que sempre em
algum ramo do direito haverá uma norma aplicável ao caso concreto, a Lei não é igual.
Por mais criativo e imaginário que o legislador pudesse ter sido ao criar uma
determinada lei ele não poderia prever todas as situações a que ela teria de disciplinar.
Mas se num caso concreto acontece uma lacuna o que acontece? Fica sem
julgamento? Extingue o processo?
O art. 126 do CPC diz que o juiz não se exime de sentenciar ou despachar
alegando lacuna ou obscuridade da lei.
Por isso para preencher as lacunas deixadas pelo legislador o direito processual
utiliza a analogia e os princípios gerais de direito.
Consiste a analogia em resolver um caso não previsto em lei, mediante a
utiliza;ao de regra jurídica relativa a hipótese semelhante. (interpretação comparativa)
Quando a analogia não permite ou não consegue resolver o problema deve-se
recorrer aos princípios gerais de direito, que compreendem não apenas os princípios
decorrentes do próprio ordenamento jurídico, como inda aqueles que o informam e lhe
informam e lhe são anteriores e transcendentes

 QUESTÃO PREJUDICIAL X QUESTÃO PRELIMINAR:


1) QUESTÃO PREJUDICIAIS são as questões que devem ser avaliadas pelo
juiz com valoração penal ou extrapenal e devem ser DECIDIDAS ANTES DO
MÉRITO DA AÇÃO PRINCIPAL.
2) QUESTÃO PRELIMINAR é o fato processual ou de mérito que impede
que o juiz aprecie o fato principal ou uma questão principal.
As QUESTÕES PREJUDICIAIS estão ligadas ao DIREITO MATERIAL
(funcionam como elementar da infração penal), enquanto que as
QUESTÕES PRELIMINARES estão ligadas ao DIREITO
PROCESSUAL. Aquelas estão ligadas ao mérito da infração penal,
enquanto que estas estão ligadas à existência de pressupostos processuais
de existência e de validade.
Questões prejudiciais são autônomas. Já as questões preliminares são
sempre vinculadas àquele processo penal específico. Estas devem ser
sempre decididas por um juízo penal, enquanto que as prejudiciais podem
ser decididas tanto por um juízo penal quanto por um juízo extrapenal.
QUESTÃO PREJUDICIAL QUESTÃO PRELIMINAR
Penal ou extrapenal Processual ou de mérito
Ligada ao direito material Ligada ao direito processual
Ligadas ao mérito da infração penal Ligadas à existência de pressupostos
processuais
Sempre autônomas Sempre vinculadas
Decidida por um juízo penal ou Sempre decidida por um juízo penal
extrapenal
3) QUESTÃO DE MÉRITO significa: “Tudo quanto diz respeito à substância
do pedido, ao conteúdo do feito, razão de ser de uma petição, arrazoado
ou causa. Aprecia-se o mérito após as questões preliminares, pois estas
poderão tornar prejudicado o pedido. O juiz, pela apreciação do mérito,
julgará procedente a ação e dará sentença.

O QUE SÃO PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS: Pressupostos processuais são os


requisitos que um processo precisa atender para ser considerado válido e
existente.
O rol de pressupostos processuais é extraído da lei e estudado sistematicamente pela
doutrina. Segundo as classificações mais utilizadas pelos doutrinadores, um
pressuposto processual pode ser:
 subjetivo ou objetivo;
 de existência ou de validade.

PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS SUBJETIVOS


Os pressupostos processuais subjetivos dizem respeito aos sujeitos do processo, ou
seja, às partes e ao juiz.
Com relação ao juiz, os pressupostos processuais subjetivos são: INVESTIDURA E
IMPARCIALIDADE.

INVESTIDURA
A investidura é a aptidão conferida a um sujeito para desempenhar o poder
jurisdicional em nome do Estado. O agente público investido na jurisdição é o juiz de
direito, que passa a representar o Estado na solução de conflitos.
No Brasil, a investidura pode ocorrer de três formas:
 concurso público, previsto no artigo 93, I da Constituição Federal;
 indicação do Poder Executivo através do quinto constitucional, prevista no artigo 94
da Constituição Federal;
 indicação para compor o Supremo Tribunal Federal, prevista no artigo 101, parágrafo
único da Constituição Federal.
A investidura é um pressuposto processual de existência, tendo em vista que a
ausência de um juiz investido implica na inexistência de um processo. Não existe
processo sem juiz.
IMPARCIALIDADE
O juiz precisa agir de forma imparcial no processo. Não se admite que o julgador
tenha interesse particular na conflito de forma a preferir um ou outro resultado. A
imparcialidade é um pressuposto processual de validade, pois mesmo que o juiz aja de
forma tendenciosa, o processo ainda existe juridicamente.
A imparcialidade do juiz pode ser arguida através de exceção de suspeição no prazo de
15 dias a contar do conhecimento do fato, conforme previsto no artigo 146 do Novo
Código de Processo Civil:

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento


do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição
específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o
fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em
que se fundar a alegação e com rol de testemunhas.
Com relação às partes, os pressupostos processuais subjetivos são: CAPACIDADE DE
SER PARTE, CAPACIDADE DE ESTAR EM JUÍZO E CAPACIDADE POSTULATÓRIA.

Capacidade de ser parte


A capacidade de ser parte se refere à capacidade de gozo e exercício de direitos e
deveres. Não se confunde com a capacidade de estar em juízo, tendo em vista que em
alguns casos (a exemplo dos incapazes) um sujeito pode ter direitos e deveres mas não
pode estar em juízo por necessitar de um representante
A capacidade de ser parte é um pressuposto processual de existência pois, se uma das
partes não goza de direitos e deveres (por exemplo, um réu morto), o processo é
considerado inexistente.
Capacidade de estar em juízo
Também chamada de capacidade processual ou legitimidade ad processum, consiste
na aptidão das partes em praticar atos jurídicos dentro do processo.
Nos casos em que existir partes relativamente incapazes (maiores de 16 e menores de
18 anos, ébrios habituais, viciados em tóxicos, pródigos e sujeitos que não podem
exprimir sua vontade), a capacidade processual pode ser suprida através de
assistentes.
Nos casos em que houver partes absolutamente incapazes (menores de 16 anos), a
capacidade processual pode ser suprida através de representantes. Com relação às
pessoas jurídicas e formais, estas também devem ser representadas em juízo.
A capacidade de estar em juízo se trata de um pressuposto processual de validade que
pode, inclusive, ser sanável em prazo determinado pelo juiz.
Capacidade postulatória
A capacidade postulatória é a devida habilitação na Ordem dos Advogados por parte
do representante legal das partes. É dispensada nos Juizados Especiais Cíveis (nas
causas com valor inferior a 20 salários mínimos), no Habeas Corpus e na Ação Direita
de Inconstitucionalidade.
A capacidade postulatória é um pressuposto processual de validade, podendo ser
sanado em caso de vício.

PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS OBJETIVOS


Os pressupostos processuais objetivos são as condições do processo que não
envolvem os sujeitos do processo. Eles se dividem em: extrínsecos e intrínsecos.

PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS OBJETIVOS EXTRÍNSECOS


Os pressupostos processuais objetivos extrínsecos também são chamados
de pressupostos processuais negativos, pois são fatores externos à relação processual,
cuja existência, se verificada, invalidam o processo. Assim, os pressupostos negativos
precisam ser ausentes para que um processo seja válido.
Os pressupostos processuais objetivos extrínsecos (pressupostos negativos) são:

coisa julgada material


A coisa julgada material é a eficácia imutável de uma decisão de mérito sobre o objeto
da lide. Se determinado direito já foi decidido pelo Judiciário, é inválido um novo
processo que vise rediscuti-lo.

litispendência
A litispendência é a preexistência de causa idêntica (mesmas partes, pedido e causa
de pedir), ainda pendente de julgamento.
Para um processo ser válido, não deve existir litispendência.

perempção
A perempção é perda do direito de demandar. Ocorre quando o autor ABANDONA A
AÇÃO POR TRÊS VEZES.
Se no decorrer de uma ação descobrir-se que o direito é perempto, o processo é
inválido. No âmbito do direito penal, a perempção ocorre conforme o artigo 60 do
Código de Processo Penal.

convenção de arbitragem
Se no âmbito do juízo arbitral já houve decisão sobre a matéria discutida no Judiciário,
o processo é inválido.

PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS OBJETIVOS INTRÍNSECOS


Os pressupostos processuais objetivos intrínsecos são elementos internos do processo.
São eles: demanda, petição inicial apta, citação válida e regularidade formal.
DEMANDA
A demanda é o próprio ato de acionar a jurisdição. Considerando o princípio da
inércia, o Estado só desempenha o poder jurisdicional através de provocação, que
ocorre através da apresentação da demanda.
Por óbvio, a demanda é pressuposto processual de existência, tendo em vista que sem
ela o processo não existe.
PETIÇÃO INICIAL APTA
A petição inicial é a forma com que a demanda é levada ao Poder Judiciário. Por esse
motivo, é natural que ela precise preencher algumas formalidades previstas em lei.
Segundo o artigo 330, §1º do Novo Código de Processo Civil:
Considera-se inepta a petição inicial quando:
 I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;
 II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o
pedido genérico;
 III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
 IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.
A petição inicial apta se trata de um pressuposto processual de validade.
CITAÇÃO VÁLIDA
A citação válida é o ato que completa a relação processual ao trazer a parte
demandada ao processo. É indispensável a ocorrência da citação e que a mesma seja
válida, obedecendo as previsões legais.
A citação válida é um pressuposto processual de validade, podendo ser sanado em
caso de vício.
REGULARIDADE FORMAL
O processo deve seguir na forma prevista em lei a fim de oferecer segurança às partes.
No entanto, se um determinado ato processual atingir sua finalidade mesmo que em
detrimento da formalidade prevista em lei, ele deve ser considerado válido, segundo
o princípio da instrumentalidade das formas. A regularidade formal do processo é um
pressuposto processual de validade.

CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS

O PROCESSO é um conjunto de atos, realizados SOB O CRIVO DO


CONTRADITÓRIO, que cria uma relação jurídica da qual surgem deveres, poderes,
faculdades, ônus e sujeição para as partes que dele participam. É preciso visualizar o
processo como uma garantia de realização de justiça, ou seja, efetivação dos direitos.
O Processo se classifica em: Processo de Conhecimento, Processo de
Execução e Processo Cautelar.

No PROCESSO DE CONHECIMENTO ocorre a necessidade das partes de levar ao


conhecimento do juiz, os fatos e fundamentos jurídicos, para que ele possa substituir
por um ato seu a vontade de uma das partes.
A formação do processo de conhecimento ocorre pela propositura da demanda em juízo
e vai até a sentença.
No processo temos uma sucessão ordenada de atos dentro de modelos previstos em lei
que são os procedimentos, também chamados de ritos. O procedimento é o modo
próprio de desenvolvimento do processo, conforme a exigência de cada caso.
O rito pode ser; ORDINÁRIO: (A partir do artigo 282 do Código de Processo Civil)
Quando forem demandas complexas que versam sobre valores acima de 60 salários
mínimos; SUMÁRIO: (Regido pelo artigo. 275 do CPC). Atinge as causas que não
excederem a 60 vezes o valor do salário mínimo, ou independente do valor, que verse
sobre parceria, arrendamento, danos causados em acidente de veículo, entre outros;
Sumaríssimo: (É previsto no artigo 852, alínea a, e seguintes da Consolidação das Leis
do Trabalho) Versa normalmente sobre matérias não complexas. Para se enquadrar
neste rito é necessário que o valor da demanda não exceda a 40 vezes o valor do salário
mínimo.
O PROCESSO DE EXECUÇÃO se dá quando já se possui um título executivo
judicial (Artigo 475, n, CPC) – que já tenha transitado em julgado – ou extrajudicial
(Artigo 585, CPC). Execução é o meio pelo qual alguém é levado a juízo para solver
uma obrigação que tenha sido imposta por lei ou por uma decisão judicial.

O PROCESSO CAUTELAR é um processo PREVENTIVO, que visa evitar dano ou


ou vício irreparável ou de difícil reparação. O processo cautelar pode apresentar-se na
forma preparatória, quando instaurado antes da propositura da ação principal, ou na
forma incidental, quando essa se encontra em andamento. De acordo com o artigo 800
do CPC, as medidas cautelares serão requeridas ao juiz competente para conhecer a
causa e, quando preparatórias, ao juiz competente para conhecer da ação principal.

DIREITO DE AÇÃO:

Ação é o direito de exigir do Estado a prestação jurisdicional na resolução de uma


determinado caso.
O direito de ação é uma característica do direito material de reagir a uma violação
de direitos, e é autônomo em relação ao direito material violado. É sempre
processual porque é através do processo que ele se exerce.
De acordo com a Ada Pellegrini Grinover:
A ação seria o direito ao exercício da atividade jurisdicional (ou poder de exigir esse
exercício). Invocar esse direito implica provocar a jurisdição (provocação necessária,
visto que, em regra, ela é inerte), o que se faz através de um complexo de atos
denominado processo.
Num conceito ainda mais completo:
A ação seria o direito público, subjetivo, autônomo e abstrato à prestação
jurisdicional sobre uma demanda de direito material.
Em poucas palavras, a ação trata-se de um direito à jurisdição, desde que
preenchidas algumas condições.
Encontra fundamento constitucional na garantia da tutela jurisdicional efetiva
art. 5º, XXXV, da CF.
Portanto, o direito abstrato de ação se concretiza mediante uma demanda
apresentada a um órgão que detenha poder de jurisdição, o qual é exercido
mediante um processo (instrumento) cuja finalidade é a prestação de efetiva tutela
jurisdicional.
Diversas teorias surgiram para explicar a natureza jurídica da ação, abaixo as
principais com destaque para que vigora no ordenamento jurídico:a teoria eclética.

 Teoria Imanentista, Civilista ou Clássica


 Teoria do Direito Concreto de Ação (Teoria Concreta)
 Teoria da Ação como Direito Potestativo (variante da teoria concreta)
 Teoria da Ação como Direito Abstrato
 Teoria Eclética (adotada pelo nosso ordenamento, arts. 3º e 267, VI, do
CPC) - Elaborada por Liebman, a teoria em questão tem assento na teoria
abstrata, porém, com a inclusão de uma nova categoria, qual seja, as
“condições da ação”, preliminar ao exame do mérito. Para Liebman, a
ação é o “direito ao processo e ao julgamento do mérito”, o qual não
representa, porém, a garantia de um resultado favorável ao
demandante. É satisfeita com um julgamento favorável ou desfavorável
ao demandante.
Assim, considerando tratar-se de um direito abstrato voltado a provocar o exercício
da jurisdição, a ação é defendida como o direito de obter o julgamento do pedido,
ou seja, a análise do mérito, independentemente do resultado da demanda. Trata-
se, portanto, de um direito subjetivo instrumental, visto que independe do direito
subjetivo material, embora seja conexo a ele. A teoria eclética preconiza a existência
do direito de ação quando presentes determinadas condições, mesmo que
inexistente o direito material.

CARACTERÍSTICAS DO DIREITO DE AÇÃO

Abaixo as principais características da ação com um maior destaque a característica


mais marcante da ação: A instrumentalidade

 SUBJETIVIDADE – direito inerente a cada indivíduo


 PUBLICIDADE – direito publico exercido pelo estado
 GARANTIA CONSTITUCIONAL – conforme preconiza o Art 5º ,XXXV, CF
 INSTRUMENTALIDADE - Tem por finalidade solucionar uma pretensão de
direito material. Em virtude da intensa produção doutrinária, essa
característica tem assumido grande importância no cenário jurídico atual
pois privilegia um processo civil de resultados e o considera não como um
fim em si mesmo, mas como instrumento capaz de garantir a máxima
efetividade da tutela jurisdicional.

CONDIÇÕES PARA O REGULAR EXERCÍCIO DO DIREITO DE AÇÃO

De acordo com a doutrina tradicional, são três as condições genéricas para o regular
exercício do direito de ação a serem preenchidas pelo autor a fim de obter uma
decisão de mérito por meio da jurisdição. O novo CPC reduziu esse rol para apenas
duas condições.

1-LEGITIMIDADE DAS PARTES: É a capacidade de estar em juízo. Ao verificá-la, o juiz


deverá examinar se os sujeitos que figuram como autor e réu no processo são
aqueles que, considerando os fatos narrados na petição inicial, deveriam realmente
figurar como autor e réu.
Deve ser verificada em dois planos: a legitimidade ativa se refere ao autor e pode
ser ordinária ou extraordinária, e a legitimidade passiva diz respeito ao demandado.
A regra é a legitimidade ordinária, isto é, a equivalência entre os sujeitos da relação
processual com os sujeitos da relação material deduzida em juízo. É necessário
destacar que há diversas espécies e subespécies de legitimidade, como a primária e
a secundária, a originária e a superveniente, a privativa e a concorrente, que terão
grande aplicação prática, sobretudo, na tutela coletiva.

2-INTERESSE PROCESSUAL EM AGIR


Representado pelo binômio necessidade-adequação do provimento judicial
solicitado. Nesse sentido, a necessidade decorreria da impossibilidade de obter a
satisfação do alegado direito sem a atuação do Estado .
Refere-se à necessidade, à utilidade e ao proveito da tutela jurisdicional para que o
autor obtenha a satisfação do direito pleiteado e justifica-se na medida em que não
convém ao Estado acionar o aparato judicial sem que dessa atividade possa ser
extraído algum resultado útil.
Para alguns doutrinadores ,a compreensão do interesse de agir alem do binômio
necessidade-adequação , também contempla a utilidade:
a) Necessidade: traduz-se na idéia de que somente o processo é o meio hábil à
obtenção do bem da vida almejado pela parte;
b) Utilidade: significa que o processo deve propiciar, ao menos em tese, algum
proveito ao demandante;
c) Adequação: por ele, entende-se que a parte deve escolher a via processual
adequada aos fins que almeja

Condições específicas para o exercício do direito de ação


Além das mencionadas condições genéricas, que devem estar presentes em todas as
ações, há que se falar, ainda, nas condições específicas, previstas para determinadas
ações, como, por exemplo:
 Mandado de segurança: sua condição específica é o ajuizamento da ação
no prazo máximo de 120 dias, contados da ciência, pelo interessado, do
ato impugnado (art. 23 da lei n. 12.016/2010)
 Ação rescisória (ação especial utilizada para desconstituir a coisa julgada):
duas são as condições específicas nesse caso: o depósito de 5% sobre o
valor da causa pelo autor no momento em que ele propõe a demanda
rescisória (art. 488, II, do CPC) e o ajuizamento da demanda dentro do
prazo de dois anos contados do trânsito em julgado da decisão
(art. 495 do CPC).Aferição das condições da ação
Aferição das condições da ação
As condições da ação devem ser aferidas in status assertiones, ou seja, em face da
afirmação constante da petição inicial.
A asserção porem não é suficiente para demonstrar a presença das condições da
ação. Na verdade, ela deve ser examinada em conjunto com as provas que instruem
a petição inicial.
É necessário um mínimo de provas a demonstrar a **verossimilhança
(verossimilhança # semelhancia) das asserções formuladas na petição inicial caso
contrario criaria a possibilidade de submeter o réu ao ônus de defender-se de uma
demanda manifestamente inviável.
Assim, o exame das condições da ação não trata de um juízo de mérito, mas de um
juízo sobre questões de direito material a partir da situação fática e concreta
relatada pelo demandante como fundamento de sua pretensão, que deve estar
acompanhada de um mínimo de verossimilhança e de provas que evidenciem a
possibilidade do acolhimento. Isso porque, da mesma forma que é garantido a todos
o direito de ação, é também assegurado o direito constitucional daquele contra
quem a ação é exercida de não ser molestado por uma demanda inviável.

ELEMENTOS DA AÇÃO

 PARTES - São os sujeitos que figuram respectivamente como autor e como


réu na relação processual
 CAUSA DE PEDIR - é o fato jurídico com todas as suas circunstâncias que
fundamenta a demanda (art. 319, III, do CPC/2015). Divide-se em causa de
pedir próxima – fundamentos jurídicos que embasam o pedido – e causa
de pedir remota – fatos constitutivos do direito do autor.
 PEDIDO É o objeto da jurisdição que se divide em imediato – provimento
jurisdicional solicitado ao juiz que pode ter natureza declaratória,
constitutiva, condenatória, executiva ou cautelar – e mediato – bem da
vida pretendido pelo autor, ou seja, o bem ou interesse que se busca
assegurar por meio da prestação jurisdicional.

Vamos a algumas questões que ja cairam em concurso/Oab sobre o tema?


1-Reproduzindo-se a ação anteriormente ajuizada, decidida por sentença da qual
não caiba mais recurso, havendo entre ambas identidade de partes, causa de pedir e
de pedido, nessa segunda ação como o juiz deve julgar?
resposta: O processo será extinto, sem resolução de mérito, em face da existência
da coisa julgada;
2-Maria propõe ação de conhecimento em face de Jose, postulando a cobrança da
quantia de R$10.000,00 por serviços prestados. Na contestação Jose alega a
existência de outro processo pendente, com as mesmas partes, o mesmo pedido e
causa de pedir, tal similaridades caracterizam qual fato jurídico?
Resposta: A litispendência, caso em que o juiz extinguirá o processo sem resolução
de mérito (art 57 novo cpc)
3-O que é capacidade postulatória?
R:É a capacidade conferida ao advogado devidamente inscrito na OAB para agir
em juízo em nome das partes que representar. (CPC, art. 103 c/c art. 1º, inc. I c/c
art. 3º, do EOAB).
Além disso, somente poderá representar a parte (e aí ter capacidade postulatória) se
lhe for concedida procuração (CPC, art. 104), salvo exceções previstas no dispositivo
processual .
4-As condições da ação são, no direito processual, os requisitos necessários para que
o judiciário possa proferir uma decisão de mérito. A propósito, sobre as condições
para o legítimo exercício do direito de ação - quais são?
R: Legitimidade das partes, interesse de agir.
5-O réu na contestação alega a perempção, tendo em vista que o autor por 3 vezes
abandonou o processo dando causa a sua extinção sem resolução de mérito .O juiz
acolhendo a alegação do réu deverá :
R: extinguir o processo sem resolução do mérito, caso em que o autor não poderá
intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. No processo civil, a
perempção resta configurada pelo sucessivo abandono da mesma causa pelo mesmo
autor. Ela decorre da inércia do autor, que motivou por três vezes a extinção de um
mesmo tipo de ação. Em sendo constatada, o juiz deve extinguir o feito sem
resolução de mérito, impedindo o autor de ingressar com uma nova demanda
idêntica, razão pela qual é classificada como um pressuposto processual negativo.
Arts. 485, V e § 3º, 486 e § 3º e 337, V do CPC
6-Em maio /18 ,Maria ingressou em juízo em face de Joao. Sabe-se que em seu pleito
contava o pedido de anulação de casamento mas que se o julgador entendesse não
haver fundamentação para tal que decretasse a separação do casal.Diante de tal
fato tem-se que o pedido realizado por Esmeralda foi:
R: pedido subsidiário- é o pedido formulado em caráter secundário ao principal.

COMPETÊNCIA NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL


Competência é o conjunto de limites dentro dos quais cada órgão do judiciário
pode exercer legitimamente a função jurisdicional.
O centro das atenções no estudo da competência á a verificação dos critérios de sua
fixação, ou seja, dos parâmetros empregados pelo ordenamento jurídico para
estabelecer os limites dentro dos quais cada órgão pode exercer a função
jurisdicional.
Na análise dos critérios de fixação de competência a primeira questão a ser resolvida
é a da chamada competência internacional que vem estipulada pelos arts. 88 e 89 do
Código de Processo Civil. O art. 88 dispõe sobre a competência internacional
concorrente e o art. 89 sobre a competência internacional exclusiva.
Verificada a competência internacional, e sendo certo que a demanda pode ser
ajuizada perante autoridade judiciária brasileira, passa-se a análise da competência
interna.
A competência é fixada no momento da propositura da ação, pelas regras vigentes
nesta data, pouco importando alterações de fato ou de direitos supervenientes. É o
princípio da perpetuatio iurisdictionis, consagrado no artigo 87 do CPC.
Para se fixar a competência interna devem ser empregados três critérios: objetivo,
funcional e territorial.
O critério objetivo fixa a competência em razão do valor da causa ou da sua natureza,
sendo previstos nos arts. 91 e 92 do CPC.
O critério funcional de fixação de competência a distribui entre diversos órgãos
“quando as diversas funções necessárias num mesmo processo ou coordenadas à
atuação da mesma vontade de lei são atribuídas a juízes diversos ou órgãos
jurisdicionais diversos”.
Há também o fenômeno da competência funcional ocorrendo entre processos
diferentes, quando todos eles são ligados a uma mesma pretensão.
O critério territorial, em que a distribuição da competência se faz em razão de
aspectos ligados, exclusivamente, à posição geográfica, sendo certo que se pretende
com tal critério aproximar o Estado juiz dos fatos ligados à pretensão manifestada
pelo autor.
Assim é que, em geral, estabelece o art. 94 do CPC que será competente o juízo
localizado no foro do domicílio do réu.
Outras regras de distribuição da competência por critérios territoriais devem ser
levados em conta. Nos termos do art. 95 do CPC é competente o juízo do foro da
situação da coisa para os processos em que se discutem direitos reais sobre imóveis.
Importante, também, a regra do art. 96, que fixa a competência do foro do último
domicílio no Brasil do autor da herança para inventário e partilha de seus bens, assim
como para todos os processos ligados à sua sucessão, e ainda para todos aqueles em
que for demandado o seu espólio.
Deve ser mencionada, também, a competência do juízo do foro da capital do Estado
para os processos em que a União ou um Território for demandante, demando ou
interveniente (art. 99 do CPC) com exceção dos processos de insolvência e outros
expressamente previstos em lei.
Por fim, deve-se analisar a questão dos “foros privilegiados” previstos no art. 100 do
CPC.
Vistos os três critérios de fixação da competência interna, resta a análise do processo
lógico que deve ser obedecido para que se possa, diante do caso concreto, verificar
qual seja o juízo competente. Tal processo divide-se em três fases devendo ser fixada
a competência da seguinte forma: em primeiro lugar a competência da jurisdição,
posteriormente verifica-se a competência de foro, ou seja, a competência territorial,
para que se saiba onde será proposta a ação. Por fim deverá ser perquerida a
competência de juízo para que se saiba enfim qual é órgão judiciário competente para
aquele processo.
Entre os critérios de fixação da competência interna, alguns são criados em razão do
interesse público e outros há que a lei prevê com o fim de proteger precipuamente
interesses particulares. Aos primeiros dá-se o nome de critérios absolutos de fixação
da competência, e aos segundos critérios relativos. São critérios absolutos de fixação
da competência os que a determinam tendo em conta a natureza da causa
(competência em razão da matéria) e o critério funcional. São, de outro lado, critérios
relativos o da competência em razão do valor da causa e a competência territorial.
É extramente importante saber quais são os critérios absolutos e quais dos critérios de
fixação da competência interna, estar-se-á diante de juízo incompetente, sendo
essencial saber se a incompetência do juízo é absoluta ou relativa.
Assim, sendo proposta demanda perante juízo incompetente em razão do território,
sua incompetência será relativa. No caso de se desrespeitar critério absoluto, como o
da competência em razão da matéria, ter-se-á o fenômeno conhecido como
incompetência absoluta.
A diferença entre as duas espécies de incompetência é importantíssima, sendo certo
que a incompetência relativa admite prorrogação da competência, enquanto a
incompetência absoluta não admite tal prorrogação. Prorrogação de competência é
tornar competente um juízo originariamente incompetente.
Os critérios relativos de fixação de competência podem ser derrogados, os absolutos
não, bastando para tal que incida uma das quatro causas de modificação da
competência, a saber: conexão, continência, vontade e inércia.
A conexão é regulada no art. 103 do CPC “reputam-se conexas duas ou mais ações,
quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir”.
Sendo conexas duas ou mais demandas, e tendo sido elas ajuizadas perante juízos
diversos, poderão ser reunidas para julgamento conjunto pelo juízo prevento (arts.
105/106 CPC).
A prevenção é fixada de modo diverso conforme os juízos perante os quais forma
ajuizadas as demandas conexas, tenham ou não idêntica competência territorial,
prevento é o juízo onde se proferiu o primeiro despacho liminar positivo (art. 106 do
CPC). Sendo, porém, diferente a competência territorial de um e outro juízos,
prevento será aquele onde se realizou a primeira citação válida (art. 219 do CPC).
A segunda causa de modificação de competência é a continência, definida no artigo
104 do CPC, que se dá entre duas ou mais demandas quando lhe forem comuns as
partes e a causa de pedir, exigindo-se ainda que o pedido formulado em uma delas
seja mais amplo que o formulado na outra, devendo este estar contido naquele.
As conseqüências da continência são as mesmas da conexão.
A terceira causa de modificação da competência é a vontade das partes, as quais
podem eleger, por via contratual, o foro que será competente para os processos de
que sejam partes. Trata-se de foro de eleição, porém não se admite o de juízo.
Por fim, a quarta das causas é a inércia. Proposto a ação perante o juízo relativamente
incompetente, deve o réu oferecer sua contestação. Decorrido o prazo da resposta do
réu sem que tenha sido oferecida a exceção de incompetência, ter-se-á por prorrogada
a competência de juízo, tornando-se, assim, competente o juízo originariamente
incompetente (relativamente).
O CPC regula nos artigos 112 e seguintes, a declaração de incompetência do juízo.
Possui tratamento diverso se tratar de incompetência absoluta ou relativa.
A declaração de incompetência absoluta vem disposta no art.113 do CPC devendo o
juiz declará-la de ofício, sendo que os autos do processo serão remetidos ao juízo
competente. Já a declaração relativa não pode ser de ofício, dependendo de
provocação da parte para que possa ser reconhecida, devendo também os autos ir para
o juízo competente, porém, sendo válidos todos os demais atos praticados.
Em relação ao conflito de competência, o mesmo ocorre nos termos do art. 155 do
CPC quando dois ou mais juízes se declaram competentes para um mesmo processo;
quando dois ou mais juízos se considerem incompetentes para um mesmo processo
ou quando entre dois ou mais juízos surge controvérsia acerca da reunião ou
separação de processos. Podem suscitá-los as partes, o juízo ou o Ministério Público.
O procedimento será o estabelecido nos artigos 118 a 123 do CPV.

SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO: ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIAS


O Poder Judiciário é regulado pela Constituição Federal nos seus artigos 92 a 126.
Ele é constituído de diversos órgãos, com o Supremo Tribunal Federal (STF) no topo.
O STF tem como função principal zelar pelo cumprimento da Constituição. Abaixo
dele está o Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por fazer uma
interpretação uniforme da legislação federal.
No sistema Judiciário brasileiro, há órgãos que funcionam no âmbito da União e dos
estados, incluindo o Distrito Federal e Territórios. No campo da União, o Poder
Judiciário conta com as seguintes unidades: a Justiça Federal (comum) incluindo os
juizados especiais federais, e a Justiça Especializada composta pela Justiça do
Trabalho, a Justiça Eleitoral e a Justiça Militar.
A organização da Justiça Estadual, que inclui os juizados especiais cíveis e criminais,
é de competência de cada um dos 27 estados brasileiros e do Distrito Federal, onde
se localiza a capital do país.
Tanto na Justiça da União como na Justiça dos estados, os juizados especiais são
competentes para julgar causas de menor potencial ofensivo e de pequeno valor
econômico.
Como regra, os processos se originam na primeira instância, podendo ser levados,
por meio de recursos, para a segunda instância, para o STJ (ou demais tribunais
superiores) e até para o STF, que dá a palavra final em disputas judiciais no país em
questões constitucionais. Mas há ações que podem se originar na segunda instância
e até nas Cortes Superiores. É o caso de processos criminais contra autoridades com
prerrogativa de foro.
Parlamentares federais, ministros de estado, o presidente da República, entre
outras autoridades, têm a prerrogativa de ser julgados pelo STF quando processados
por infrações penais comuns. Nesses casos, o STJ é a instância competente para
julgar governadores. Já à segunda instância da Justiça comum os tribunais de Justiça
cabe julgar prefeitos acusados de crimes comuns.

JUSTIÇA DA UNIÃO

JUSTIÇA FEDERAL COMUM


A Justiça Federal da União (comum) é composta por juízes federais que atuam na
primeira instância e nos tribunais regionais federais (segunda instância), além dos
juizados especiais federais. Sua competência está fixada nos
artigos 108 e 109 da Constituição.
Por exemplo, cabe a ela julgar crimes políticos e infrações penais praticadas contra
bens, serviços ou interesse da União (incluindo entidades autárquicas e empresas
públicas), processos que envolvam Estado estrangeiro ou organismo internacional
contra município ou pessoa domiciliada ou residente no Brasil, causas baseadas
em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional e ações que envolvam direito de povos indígenas. A competência
para processar e julgar da Justiça federal comum também pode ser suscitada em
caso de grave violação de direitos humanos.
Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho, um dos três ramos da Justiça Federal da União especializada,
é regulada pelo artigo 114 da Constituição Federal. A ela compete julgar conflitos
individuais e coletivos entre trabalhadores e patrões, incluindo aqueles que
envolvam entes de direito público externo e a administração pública direta e
indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Ela é composta
por juízes trabalhistas que atuam na primeira instância e nos tribunais regionais do
Trabalho (TRT), e por ministros que atuam no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral, que também integra a Justiça Federal especializada, regulamenta
os procedimentos eleitorais, garantindo o direito constitucional ao voto direto e
sigiloso. A ela compete organizar, monitorar e apurar as eleições, bem como
diplomar os candidatos eleitos. A Justiça Eleitoral tem o poder de decretar a perda
de mandato eletivo federal e estadual e julgar irregularidades praticadas nas
eleições. Ela é composta por juízes eleitorais que atuam na primeira instância e nos
tribunais regionais eleitorais (TRE), e por ministros que atuam no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). Está regulada nos artigos 118 a 121 da Constituição.
Justiça Militar
A Justiça Militar é outro ramo da Justiça Federal da União especializada. Ela é
composta por juízes militares que atuam em primeira e segunda instância e por
ministros que julgam no Superior Tribunal Militar (STM). A ela cabe processar e
julgar os crimes militares definidos em lei (artigo 122 a124 da Constituição).

JUSTIÇA ESTADUAL
A Justiça Estadual (comum) é composta pelos juízes de Direito (que atuam na
primeira instância) e pelos chamados desembargadores, que atuam nos tribunais de
Justiça (segunda instância), além dos juizados especiais cíveis e criminais. A ela cabe
processar e julgar qualquer causa que não esteja sujeita à competência de outro
órgão jurisdicional (Justiça Federal comum, do Trabalho, Eleitoral e Militar), o que
representa o maior volume de litígios no Brasil. Sua regulamentação está expressa
nos artigos 125 a 126 da Constituição.

TRIBUNAIS SUPERIORES
Órgão máximo do Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal é composto por
11 ministros INDICADOS pelo presidente da República e nomeados por ele após
aprovação pelo Senado Federal. Entre as diversas competências do STF pode-se citar
a de julgar as chamadas ações diretas de inconstitucionalidade, instrumento jurídico
próprio para contestar a constitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou
estadual; apreciar pedidos de extradição requerida por Estado estrangeiro; e julgar
pedido de habeas corpus de qualquer cidadão brasileiro.
O STJ, que uniformiza o direito nacional infraconstitucional, é composto por 33
ministros NOMEADOS pelo presidente da República a partir de lista tríplice
elaborada pela própria Corte. Os ministros do STJ também têm de ser aprovados
pelo Senado antes da nomeação pelo presidente do Brasil. O Conselho da Justiça
Federal (CJF) funciona junto ao STJ e tem como função realizar a supervisão
administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

JUIZADOS ESPECIAIS

O juizados especiais são um importante meio de acesso à justiça, pois permitem que
cidadãos busquem soluções para seus conflitos cotidianos de forma rápida, eficiente
e gratuita. Eles são órgãos do Poder Judiciário, disciplinados pela Lei n.º 9.099/95. Leis
estaduais criam e regulamentam em cada unidade da federação esses órgãos e,
âmbito Federal, a Lei n.º 10.259/01.

Quais são as competências desses juizados?


Os Juizados Especiais Cíveis servem para conciliar, julgar e executar causas de menor
complexidade, que não exceda 40 salários mínimos, tais como: ações de despejo para
uso próprio; possessórias sobre bens imóveis; de arrendamento rural e de parceria
agrícola; de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio; de
ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico; de ressarcimento por danos
causados em acidentes de veículos, ressalvados os casos de processo de execução; de
cobrança de seguro, relativo aos danos causados em acidente de veículo, ressalvados
os casos de processo de execução; de cobrança de honorários dos profissionais liberais,
salvo o disposto em legislação especial.
Na esfera Federal, os juizados cíveis conciliam e julgam as causas da Justiça Federal
até o limite de 60 salários mínimos, exceto as causas dispostas nos incisos I, II, III e IV,
§1º, Art. 3º, da Lei nº 10.259/01.
Os criminais conciliam, julgam e executam infrações penais de menor potencial
ofensivo. Os federais criminais processam e julgam as mesmas causas quando de
competência da Justiça Federal. Em todos os casos, os juizados devem respeitar as
regras de conexão (quando algumas infrações possuem vínculo entre si) e continência
(quando um fato criminoso contém outros).
São consideradas causas de menor potencial ofensivo as contravenções penais e os
crimes com pena máxima de dois anos.

Quem pode entrar com ação nesses juizados?


As pessoas físicas capazes, as microempresas, as pessoas jurídicas qualificadas como
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, as sociedades de crédito ao
microempreendedor. Não podem ser partes em ações nos juizados especiais o incapaz,
o preso, as pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a
massa falida e o insolvente civil.
Em âmbito Federal, podem ser parte autora em processos civis as pessoas físicas, as
microempresas e as empresas de pequeno porte. Já a União, as autarquias, as
fundações e as empresas públicas federais serão sempre rés.
Nos processos criminais, autor é sempre o Ministério Público.

JURISDIÇÃO
PRINCÍPIOS E CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO

O termo jurisdição vem do latim, que significa dizer o direito (juris=direito,


dição=dizer). Trata-se do poder e prerrogativa de um órgão (no Brasil, é o Poder
Judiciário), de aplicar o direito, utilizando a força do Estado para que suas decisões
sejam eficazes.
Como supracitado, no Brasil o Poder Judiciário, em regra, é detentor do monopólio
desse poder, realizando a chamando jurisdição, garantindo o uso da jurisdição de
forma imparcial.

1. PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO

Princípio do Juiz Natural


Em um Estado Democrático de Direito é vedado a utilização dos tribunais de
exceções, ou seja, uma corte criada para o julgamento de um determinado caso
específico.
Nesse sentido, surge o Princípio do juiz natural que veda a criação de tribunal de
exceção, bem como, determina que o juiz deve ser competente para julgar, ou
seja, ele deve ter a atribuição legal para julgar aquela matéria e pessoa naquele
local.
Princípio da investidura
Para a jurisdição ser exercida é necessário que alguém seja investido na função. A
investidura ocorre através de concurso público de provas e títulos, em observância
a CF/88.
Contudo essa regra não é absoluta tendo algumas exceções, por exemplo, a escolha
dos Ministros do STF ou ingresso nos tribunais pelo quinto constitucional[1], feitos
que independem de concurso público.
Princípio da indelegabilidade
A atividade jurisdicional é indelegável, somente podendo ser exercida, pelo órgão
que CF/88 estabeleceu como competente.
Assim sendo após o processo ser recebido por um Juiz, ele não poderá delegar o
julgamento a terceiro ou outro juiz.
Princípio da inevitabilidade
A lide, uma vez levada ao judiciário, não poderá às partes impedir a decisão do juiz.
Existindo uma decisão as partes devem cumpri-la, independente da satisfação das
partes sobre ela.
Princípio da inafastabilidade
Princípio de origem constitucional, previsto no art. 5º, XXXV, da CF/88, que
determina que toda lesão ou ameaça de direito não poderá ser afastada do
conhecimento do Poder Judiciário.
Entretanto existe uma exceção a qual se refere às questões da justiça desportivas,
onde há a necessidade do esgotamento das vias administrativas desportivas para a
lide seja levada ao Judiciário.

Princípio da inércia
As partes devem provocar a jurisdição, pois ela não age de oficio. Exceção:
inventário, previsto no artigo 989 do CPC. Esse princípio é considerado também
uma característica da jurisdição.
Princípio da aderência ao território
A jurisdição aderirá uma base territorial e será aplicada nessa base. Atenção,
existem tribunais que sua aderência será em todo o território nacional como o STF.

a) INVESTIDURA - O juiz no Brasil é investido por concurso público


b) TERRITORIALIDADE - O juiz só exercer a jurisdição em territórios
estabelecidos pela Lei (comarcas).
c) INDECLINABILIDADE - O juiz não pode alegar que o direito não
existe, sendo obrigado a julgar a causa.
d) INAFASTABILIDADE – não existem assuntos que não possam ser
discutidos pela jurisdição, EXCEÇÃO, os que são de competência de
outros tribunais ou do CONGRESSO NACIONAL ex: PROCESSO DE
IMPÍTIMA DE PRESIDENDE DA REPÚBLICA e MINISTROS DO
STF..
e) JUIZ NATURAL – Refere-se a imparcialidade e a independência
judiciária.

2. CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO
a) Inércia - A jurisdição só se mexe quando provocada. o impulso oficial do
andamento do processo impulsionado pelo juiz parte da inércia.
b) Substituvidade - O judiciário assume a solução do caso concreto
conflitante substituindo a vontade das partes.
c) Definitividade - sinônimo de indiscutibilidade, imutabilidade, quando a
jurisdição põe fim a uma discursão em trânsito julgado, não cabendo mais
recursos.

Substitutividade
O magistrado (de forma imparcial), substituirá as vontades das partes, aplicando o
bom direito, ou seja, a vontade Estatal que foi positivado (transformado em
normas), através da lei que emana do povo.
Imparcialidade
O poder jurisdicional e decorrente da lei e não de critérios subjetivos, assim sendo,
para a perfeita aplicação do direito é necessário que os membros pertencentes do
Poder Judiciário atuem com imparcialidade, desprovidos de qualquer interesse
particular sobre a lide.
Lide
Trata-se do conflito de interesse. Uma das partes tem uma pretensão, ou seja, um
desejo, que é resistido por outra parte, nascendo um conflito de interesse.
Monopólio
Somente, um órgão no Brasil possui o poder jurisdicional, o Poder Judiciário. Essa
regra não é absoluta, existem varias exceções como a arbitragem (Lei 9.307/96).
Inércia
A jurisdição deve ser provocada pelas partes para que ela se manifeste, ou seja, não
se move por si só, de ofício. Entretanto temos exceções, por exemplo, o inventário
(art. 989 do CPC).
Unidade
Apesar do amplo território brasileiro, a jurisdição é una. Isso quer disser que o
mesmo direito é aplicado de forma uniforme em todo o Brasil.
As divisões especificas por matéria ou território (Justiça Federal, Justiça do
Trabalho), são separações administrativas, feitas de cunho organizacional.
Definitividade
As decisões que surgem em decorrência do poder jurisdicional, tem uma capacidade
tornarem imutáveis, o que é chamado de coisa julgada.
Tal fato, ocorre somente após o transcurso de toda fase recursal respeitando o
princípio do duplo grau de jurisdição.

3- ESPÉCIES DE JURISDIÇÃO
Há uma divisão interna da jurisdição, feita de forma meramente pedagógica, que
não retira a unicidade da jurisdição. Podendo dividi-la em contenciosa e voluntária.

A JURISDIÇÃO CONTENCIOSA:
 Objetiva a resolver litígios;
 Existe uma lide para ser sanada;
 Os participantes do processo são partes;
 As decisões fazem coisas julgadas material (sobre o direito) e formal
(sobre o processo);
 O juiz deve limitar-se as direções estabelecida pela lei;
 É composto através de um processo;
 Vigora o princípio do dispositivo[2].

JÁ NA JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA:
 Vigora o princípio inquisitivo[3];
 É composta de procedimentos;
 O juiz utiliza a equidade;
 Faz coisa julgada somente formal[4];
 Os participantes do processo são interessados;
 Objetiva uma homologação Estatal para negócios jurídicos.

4- ELEMENTOS DA JURISDIÇÃO (baseado no dir. romano)

NOTIO (COGNITIO): é o poder que os órgãos tem de conhecer tudo o que abrange
o litígio, como prover à regularidade do processo, de investigar a presença dos
pressupostos de existência e de validade da relação processual, etc.
VOCATIO: é o chamamento do indivíduo de comparecer ao juiz sempre que for
necessário para tal.
COERTIO: é o poder que o Estado tem de usar a força para garantir a função
jurisdicional.
JUDITIUM: É o julgamento da ação pelo Estado e a anunciação da sentença.(poder
de dizer o direito)
EXECUTIO: É o poder de fazer cumprir a sentença, tornando-a obrigatória.

ESPÉCIE DA JURISDIÇÃO

a) QUANTO A PRETENSÃO OU NATUREZA: Civil ou Penal


Civil – A norma civil refere-se a bens patrimoniais ( no sentido material).
Penal – Norma penal restrição de liberdade (subsidiaria do direito).
b) QUANTO AO GRAU DE EXECUÇÃO: Superior e Inferior
Inferior – Competência originária
Superior – Recurso de 2ª estância STJ
OBS: JULGAMENTO NO PLENO (STF) SÃO IRRECORRÍVEIS.
c) QUANTO A SUBMISSÃO AO DIREITO POSITIVO
- direito
- POR equidade ex: O ECA tem autorizações (guarda de menor)
d) QUANTO AO ÓRGÃO – comum ou especial
Comum – JUST. COMUM ESTADUAL E JUSTIÇA COMUM FEDERAL
Especial – TRABALHO , ELEITORAL E MILITAR
e) QUANTO A FORMA
cotenciosa – com conflitos
voluntária – ausência de conflitos (consensual)
NEOCONSTITUCIONALISMO

O novo direito constitucional, direito constitucional moderno ou


neoconstitucionalismo, foi o responsável pela criação de um novo modelo de direito
constitucional, que colocou a Constituição em posição de destaque em vários
países europeus, redefinindo o seu papel e o papel do direito constitucional, em
relação às demais normas previstas em seus ordenamentos jurídicos.
Ao juntar ideias de constitucionalismo e de democracia, surgiu uma nova forma de
governança e de organização político-jurídica, também conhecida nos dias de hoje
como "Estado Democrático de Direito", onde a dignidade da pessoa humana passou
a ser o seu fundamento maior.
A norma constitucional passou a ter status de norma jurídica, com caráter
vinculativo e efetividade máxima, para que direitos fundamentais e garantias
individuais antes não observadas, ganhassem uma proteção maior e permitisse a
criação de mecanismos que viabilizassem a sua aplicação.
O movimento de constitucionalização dos princípios jurídicos coincide com a defesa
doutrinária da força normativa e vinculatividade dos princípios, em contraposição às
ideias positivistas que dominaram, hegemonicamente, o discurso jurídico até a primeira
metade do século XX. O uso dos princípios como fonte normativa subsidiária, conforme
defendido pelo positivismo jurídico, já não encontra mais guarida na teoria
constitucional contemporânea. Essa é a pauta que informa o chamado pós-positivismo
jurídico .
PARÂMETROS

1- Supremacia hierárquica da C.F.


2- Natureza da linguagem aberta (alcanse da justiça no caso concreto).
3- Conteúdo específico
4- Caráter Público (conexão da constituinte com o poder constituído)

PRINCÍPIO PARA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL

PRESUNÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS

PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO

A) Adequação da Lei a Constituição


B) Declaração de inconstitucionalidade (quando a lei ou o ato do Poder
Público são contrários à Constituição)
C) Declaração da não inciência da Lei ao fato. (Sem a Declaração de
inconstitucional

PRINCÍPIO DA UNIDADE - Constituição deve ser vista como um todo HARMÔNICO


E SISTEMÁTICO, através de que se interpretam as Leis e não como um aglomerado de
normas, pois sem ela as normas constituiriam um amontoado e não um ordenamento
jurídico. (ELASTICIDADE)
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE - é um método
utilizado no Direito Constitucional brasileiro para resolver a colisão de princípios
jurídicos, sendo estes entendidos como valores, bens, interesses. Trata-se do
entendimento no tocante ao interesse do que é dimensionalmente razoável e com fins
proporcionais. (FREIOS NA ELASTICIDADE)
PRINCÍPIO DA EFETIVIDADE - Tal princípio impõe ao intérprete, adotar a
interpretação que maior força jurídica confira à norma constitucional, reconhecendo
eficácia a todos os seus elementos constitutivos. (JUIZ É CRIADOR DO DIREITO).

REVISÃO: JURISDIÇÃO, AÇÃO E PROCESSO


O Direito por ser uma ferramenta de viabilização da vida em sociedade procura
acompanhar as mudanças que a sociedade sofre, para que os efeitos produzidos sejam
considerados validos e sirvam de norte para o bem comum.
Considerando a dinâmica da sociedade e desta forma do Direito, estamos caminhando
nas vias do processo moderno, e este se encontra alicerçado sobre três institutos básicos: A
jurisdição, a ação e o processo, e este trabalho tem como objetivo máximo demonstrar a relação
entre estes três institutos.

2 OS TRES PILARES BASICOS DA RELAÇÃO PROCESSUAL JURIDICA

2.1 AÇÃO: A ação ocupa hoje, de um modo geral, o centro da teoria do processo.
A Ação é a responsável pela provocação do Estado, convidando-o a participar da
relação jurídica como atividade concebida. É o necessário para geração da força propulsora
necessária ao sistema.
Ação pode ser definida como “direito ao exercício da atividade jurisdicional, ou o
poder de exigir esse exercício. Mediante o exercício da ação provoca-se a jurisdição que por sua
vez se exerce através daquele complexo de atos que é o processo”[1]
Característica da Ação é o seu dinamismo, a exemplo do processo e diferente da
Jurisdição.

2.2 JURISDIÇÃO
A Jurisdição possui função bem definida e age de forma harmônica com as demais
funções básicas da relação processual jurídica.
A jurisdição é função exclusiva do Estado que por meio de provocação (concebida
pela Ação) conforme já verificado, faz com que todo o sistema atue e o Direito produza
resultados.
É característica da Jurisdição ser estática ate mesmo como forma de garantir
estabilidade e isonomia a sociedade.
Outras características determinates da Jurisdição são a substutividade, imperatividade,
imutabilidade inafastabilidade, indelegabilidade e inércia.
A doutrina afirma que “a jurisdição é o poder que toca ao Estado, entre as suas
atividades soberanas, de formular e fazer atuar praticamente a regra jurídica concreta que, por
forca do direito vigente, disciplina determinada situação jurídica”.[2]

2.3 PROCESSO
O processo é o instrumento responsável por realizar todos os procedimentos
necessários desde o momento da provocação inicial, ação, e a efetiva prestação da tutela,
favorável ou não ao autor.
Bem aponta a doutrina que “o processo é, na realidade, a fonte da relação jurídica
processual, a sua gênese. São, por assim dizer, dois momentos diversos: o processo (categoria
autônoma de direito já conceituada acima) e a relação jurídica que vincula os sujeitos que
intervêm no processo”. [3]

3 CONCLUSÃO
Considerando os apontamentos básicos dos três pilares da relação processual jurídica,
torna-se possível verificar que o Estado constitucional possui o dever de resguardar direitos
fundamentais da sociedade como um todo, seja através de suas normas, seja através da
jurisdição.
A Jurisdição no Estado Contemporâneo passa a ter o dever de proteger todas as
espécies de direitos e desta forma se torna evidente que a função do juiz, muito mais do que ser
um operador do sistema de aplicação da lei, tem o dever de compreendê-la e atribuindo sentido
e valor a lide.
Todo o processo de ampliação da Jurisdição possui como pedra angular a real
compreensão dos direitos fundamentais reais de nossa sociedade. Ocorre que diante de uma
banalização do sistema judiciário como presenciamos na atualidade, parece que se perdeu o que
realmente são os verdadeiros direitos fundamentais.