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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

CURSO SUPERIOR EM PEDAGOGIA

OTIMIZADO

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA


EDUCAÇÃO INFANTIL

santa
OTIMIZADO
2

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA


EDUCAÇÃO INFANTIL

Projeto de Ensino apresentado à Universidade Norte do


Paraná – UNOPAR, como requisito parcial para a
obtenção do título de Pedagoga.

ORIENTADORES:
Professores: Sandra Vedoato
Vilze Vidotti
Okçana Battini
Carlos Eduardo Gonçalves
Sandra Reis

Arapiraca
2014
MELO, Edielma dos Santos. A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS
3

NA EDUCAÇÃO INFANTIL . 23 folhas. Projeto de Ensino apresentado ao Curso


de Graduação em Pedagogia – Centro de Ciências Exatas e Tecnologia.
Universidade Norte do Paraná, Arapiraca-AL, 2014.

RESUMO

O presente artigo procura apresentar, através de pesquisa bibliográfica, a importância


dos jogos e brincadeiras como uma metodologia que possibilita mais eficácia no
processo ensino-aprendizagem, estimulando, assim, o desenvolvimento psicológico da
criança. Parte do pressuposto de que a brincadeira conduz a criança a vivenciar as
mais diversas situações de aprendizagem, fortalecidas pela integração de
conhecimentos que as brincadeiras proporcionam. Destaca ainda este trabalho a
importância das oficinas pedagógicas como ferramentas de aprendizagem. Tais
atividades expressam, na maioria das vezes, características de personalidades que se
constrói e se fortalece com o passar do tempo. Autores de referência são unânimes
quando dizem que o jogo é a base epistemológica da Educação. Sendo assim, cabe ao
professor criar situações desafiadoras envolvendo jogos e brincadeiras que atribuam
estímulo e ao desenvolvimento do aspecto lúdico facilitando a aprendizagem e o
desenvolvimento pessoal, social e cultural. Serve ainda de parâmetro para este
trabalho, as observações realizadas em Escolas Municipais de Traipu/AL, em relação
às práticas de ensino na educação infantil.

Palavras-chave: Aprendizagem. Brincadeiras. Educação. Jogos.

SUMÁRIO
4

1.0 - INTRODUÇÃO .........................................................................................................5


2.0 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................................6
2.1 - A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS ................................6
2.2 - A FORMAÇÃO DA CRIANÇA E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM . 7
2.3 - O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ....................................................8
2.4 - O PROFESSOR COMO MEDIADOR NO PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM ................................................................................................. 9
2.5 - OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA CONCEPÇÃO DE VYGOTSKY .... 10

2.6 - BRICADEIRAS CANTADAS E SUAS ORIGENS .................................. 11

3.0 - PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO ...................12


3.1 TEMA E LINHA DE PESQUISA ......................................................................12
3.2 PÚBLICO-ALVO .............................................................................................12
3.3 JUSTIFICATIVA .............................................................................................12
3.4 PROBLEMATIZAÇÃO ....................................................................................13
3.5 OBJETIVOS ....................................................................................................13
3.6 CONTEÚDOS .................................................................................................14
3.7 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO ........................................................16
3.8 - ATIVIDADES LÚDICAS – SUGESTÕES ................................................... 17
3.9 - QUESTÕES PROPOSTAS AOS PROFESSORES PARTICIPANTES .........19
3.10 – CRONOGRAMA .........................................................................................20
3.11 - RECURSOS MATERIAIS ............................................................................20
3.12 - AVALIAÇÃO ................................................................................................21
4.0 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................21
5.0 - REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 22

1.0 – INTRODUÇÃO
5

O presente projeto de ensino reflete acerca da importância das atividades lúdicas


na Educação Infantil, sobretudo, no sentido de trabalhar o aspecto psicossocial da
criança. Sabe-se, por meio de pesquisas, que os jogos e brincadeiras se apresentam
como ferramentas que contribuem na formação corporal, afetiva e cognitiva da criança.
Por suas características lúdicas, os jogos se tornam mais atrativos e possibilitam às
crianças um avanço no raciocínio e na capacidade de aprender.
Um dos objetivos deste estudo é oferecer aos profissionais de ensino subsídios
para uma reflexão sobre a importância das atividades lúdicas no processo psicológico
das crianças, na promoção do respeito pelas pessoas e pelas regras sociais e,
sobretudo, no processo de aprendizagem.
Aos educadores, é necessário compreender que a infância é a idade das
brincadeiras. Acredita-se que, por meio delas, a criança satisfaça seus interesses e
necessidades particulares. Por intermédio do jogo e do brincar, a criança expressa suas
fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a
imaginação e a criatividade fluem por conta da ludicidade. É muito importante aprender
com alegria. Enquanto se divertem, as crianças se conhecem, aprendem e descobrem
o mundo.
Assim sendo, é papel da escola garantir espaços para atividades lúdicas, tanto
em sala de aula como ao ar livre, pois a utilização das brincadeiras e dos jogos no
processo pedagógico pode garantir uma aprendizagem mais sólida e eficiente. A escola
é o espaço ideal da promoção de brincadeiras e jogos educativos que oportunizem às
crianças o desenvolvimento do raciocínio e da compreensão do mundo em que está
inserido.
Os questionamentos a respeito da problematização deste projeto apontam para
uma busca de respostas sobre vivências no campo da educação infantil, tais como:
Qual a influência que os jogos e brincadeiras exercem no desenvolvimento da
aprendizagem e na formação da criança? A formação de professores reconhece a
importância pedagógica das atividades lúdicas na Educação Infantil? As escolas estão
adaptadas para essa concepção de ensino com base em atividades lúdicas?
Em busca de apresentar respostas a essas questões, focou-se em uma
metodologia com base uma revisão bibliográfica em autores de referência, como:
6

Brougére (1995 - 2001), Luckesi (2000), Piaget (1971), Vygotsky (1984), Carvalho
(2003), Campos (1986), além do RCNEI (1998), dentre outros, que abordam a
importância do lúdico na Educação Infantil. Em outro momento, serão realizadas
algumas observações às práticas de ensino dos professores da rede municipal do
município de Traipu/AL, direcionando a atenção para a Educação Infantil.
Assim, o projeto de ensino pretende apresentar reflexões acerca da importância
das atividades lúdicas no âmbito da Educação Infantil, além de oferecer aos
profissionais envolvidos com essa modalidade de ensino subsídios teórico-
metodológicos que permitam agregar conhecimento. Nesse caminho, o projeto se
apresenta direcionado a um público específico de professores das séries iniciais da
rede pública de ensino da rede pública de Traipu-AL e pretende contribuir com as
discussões em torno de necessidade de melhorar a qualidade do ensino público.

2.0 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA


2.1 - A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS
Desde os primeiros anos de vida, os jogos e as brincadeiras são nossos
mediadores na relação com as coisas do mundo. Do chocalho ao videogame,
aprendemos a nos relacionar com o mundo por meio deles. O jogo é um excelente
recurso para facilitar a aprendizagem e pode ser a saída para darmos conta do ato de
educar e aprender, transformar a informação em conhecimento. Por este motivo, o jogo
tem um papel de destaque na Educação Infantil e possui aspectos fundamentais para o
desenvolvimento da aprendizagem, promove a motivação, gera maior participação e
interação entre as crianças, pois é a base do desenvolvimento cognitivo, afetivo e
psicológico do ser humano.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(BRASIL, 1998, p. 27), “os jogos e as brincadeiras propiciam a ampliação dos
conhecimentos infantis por meio das atividades lúdicas”. Nos dias atuais, percebe-se
que ainda existem muitas brincadeiras de gerações anteriores, no entanto, essas
brincadeiras são expressas diferentemente, pois são influenciadas pelo contexto no
qual ela está inserida.
7

Para Brougére, a criança não nasce sabendo brincar, ela aprende a entrar no
universo da brincadeira a partir das relações que estabelece com o seu meio, mediadas
pelos adultos que possibilitam os recursos para tal.

A criança está inserida, desde o seu nascimento, num contexto social e


seus comportamentos estão impregados por essa imersão inevitável.
Não existe na criança uma brincadeira natural. A brincadeira é um
processo de relações inter-individuais (relação de uma pessoa com a
outra), portanto, de cultura. É preciso partir dos elementos que vai
encontrar em seu ambiente imediato, em parte estruturado por seu meio,
para se adaptar às suas capacidades. (2001, p. 97 e 98).

A brincadeira leva a criança a retomar situações vivenciadas anteriormente por


ela, expressando na maioria das vezes características de personalidades de sujeito
representado na sua brincadeira. Referindo-se às crianças, os autores são unânimes
quando dizem que o jogo é a base epistemológica da Educação.
É importante que as pessoas envolvidas com a Educação Infantil questionem:
Como enriquecer as ações das crianças no ambiente escolar. Lembrando que o melhor
recurso é aquele que desafia o pensamento da criança, levando-a a construir sua
própria história.

2.2 - A FORMAÇÃO DA CRIANÇA E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM


A concepção de criança é uma noção historicamente construída e,
consequentemente, vem mudando ao logo dos tempos. A criança, como todo ser
humano, é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar que
está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado
momento histórico.
Nesse sentido, de acordo com Piaget (1971, p. 97), “quando brinca, a criança
assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação
com o objeto não depende da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe
atribui”.
Hoje, sabe-se que a criança aprende brincando. O mundo em que ela vive é
descoberto através de jogos dos mais diversos tipos que vão do mais simples de
encaixe às mais curiosas brincadeiras folclóricas. O jogo, para a criança, é o exercício e
a preparação para a vida adulta. É através das brincadeiras, seus movimentos, sua
8

interação com os objetos e no espaço com outras crianças que ela desenvolve suas
potencialidades, descobrindo várias habilidades. Para Brougére (1995, p. 59), “a
brincadeira é, entre outras coisas, um meio de a criança viver a cultura que a cerca, tal
como ela é verdadeiramente, e não como ela deveria ser”.
Assim, a brincadeira, além de proporcionar prazer e diversão, pode representar
um desafio e provocar o pensamento reflexivo da criança. Conhecer e compreender o
jeito particular que as crianças possuem e como elas compreendem os diversos
contextos sociais deve ser os grandes desafios da Educação Infantil.

2.3 - O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


A palavra lúdico se origina do latim “ludus” que significa “brincar”. Segundo
Luckesi (2000, p. 96). “A ludicidade como um estado de inteireza, de estar pleno naquilo
que faz com prazer pode estar presente em diferentes situações de nossas vidas”
A escola, ao valorizar as atividades lúdicas, ajuda a criança a formar um bom
conceito de mundo, em que a afetividade é acolhida; a sociabilidade, vivenciada; a
criatividade, estimulada; e os direitos da criança, respeitados. Neste sentido, entende-
se que educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir
passivamente. Mas sim, é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo
consciente, engajado e feliz no mundo.
Pode-se dizer que as atividades lúdicas, os jogos e as brincadeiras permitem
liberdade e ação, naturalidade e, consequentemente, prazer, os quais raramente são
encontrados em outras atividades escolares. Por isso, os educadores precisam
conhecê-los para poderem utilizá-los pedagogicamente como uma alternativa a mais a
serviço do desenvolvimento global da criança. Segundo Campos (1986, p. 111), “A
ludicidade poderia ser a ponte facilitadora da aprendizagem se o professor pudesse
pensar e questionar-se sobre sua forma de ensinar, relacionando a utilização do lúdico
como fator motivacional de qualquer tipo de aula”.
A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode
ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a
aprendizagem e o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa
socialização, comunicação, expressão e autoestima e explora muito mais sua
9

criatividade e construção do conhecimento. E assim surge como forte elemento de


apoio à educação e aos profissionais que atuam no ensino infantil.

2.4 - O PROFESSOR COMO MEDIADOR NO PROCESSO DE ENSINO E


APRENDIZAGEM
A educação traz muitos desafios aos que nela trabalham e aos que se dedicam à
causa. Pensar em educação é pensar no ser humano em sua totalidade, em seu
ambiente, nas suas preferências, prazeres, enfim, em suas relações vivenciadas.
Atualmente, a preocupação está em descobrir como a criança aprende. O
professor pode usar estratégia de ensino excelente, na sua visão, mas se não estiver
adequada ao modo de aprender da criança, de nada servirá. Toda criança gosta de
brincar. Então se a criança aprende brincando, por que então não ensinarmos da
maneira que proporcione a ela um melhor aprendizado, de uma forma prazerosa e,
portanto, mais eficiente. A utilização de certos jogos e brincadeiras como facilitadores
na aprendizagem da Educação Infantil podem ser um instrumento bastante positivo
para a obtenção de resultados satisfatórios no processo de ensino-aprendizagem das
crianças. Neste sentido:

O ensino absorvido de maneira lúdica passa a adquirir um aspecto


significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da
criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato
transformador em ludicidade, denotando-se, portanto, em jogo
(Carvalho, 2003. p.14).

No processo da Educação Infantil, o papel do professor é primordial, pois é ele


quem cria espaços, oferece materiais e participa das brincadeiras, ou seja, media a
construção do conhecimento. O professor é mediador por excelência e tem a
possibilidade de propiciar a aprendizagem de maneira mais criativa e social possível. O
professor é aquele que media as estratégias num contexto educativo, fornecendo
subsídios para a construção do conhecimento, servindo-se do brincar. Por esta linha de
pensamento, Rocha (2000, p. 48), reconhece que: “Ao professor cabe organizar o
brincar e, para isto, é necessário que ele conheça suas particularidades, seus
elementos estruturais, as premissas necessárias para o seu surgimento
desenvolvimento”.
10

Assim, no processo educativo, é importante que os professores se conscientizem


de que o ato de educar não envolve somente transmissão de conhecimentos, mas
também está voltado para a promoção do desenvolvimento dos processos psicológicos
que envolvem os conhecimentos.

2.5 - OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA CONCEPÇÃO DE VYGOTSKY

Considerando a importância do lúdico na construção do ser e da aprendizagem,


Vygotsky considera que o jogo é um elemento essencialmente socializado e,
consequentemente, algo muito importante para o desenvolvimento humano. Para ele, a
criança é introduzida no mundo adulto pelo jogo e sua imaginação que pode contribuir
para a expansão de suas habilidades conceituais.
Em seu ponto de vista, Vygotsky afirma que o brincar fornece à criança a
possibilidade de construir uma atividade autônoma, cooperativa e criativa, experiência
na brincadeira permite à criança uma tomada de decisões quanto aos papéis a serem
representados por ela, contribuindo para atribuir significados diferentes aos objetos,
transformando-os em brinquedos.

Na idade pré-escolar surge uma grande quantidade de tendências e


desejos não possíveis de serem realizados de imediato. Acredito que,
se as necessidades não realizáveis imediatamente não se
desenvolvessem durante aos anos escolares, não existiriam os
brinquedos, uma vez que eles parecem ser inventados justamente
quando as crianças começam a experimentar tendências irrealizáveis.
(Vygotsky, 1984, p.122)

Percebe-se que a atividade principal para o desenvolvimento psicomotor da


infância é o brinquedo. Para o autor em referência, uma das funções do brincar é
permitir que a criança aprenda a elaborar/resolver situações vivenciadas no seu
cotidiano. Ele nos esclarece ainda que, as funções psicológicas vão se desenvolvendo
na criança e, aos poucos, vão proporcionando a aquisição de novos comportamentos.

2.6 - BRICADEIRAS CANTADAS E SUAS ORIGENS


As brincadeiras são universais e fazem parte da cultura popular. Não se tem
como precisar sua origem, já que agregam valores e se transformam ao longo do
tempo. Algumas pistas como, por exemplo: as bonecas colocadas nos túmulos das
11

crianças gregas, no século IV a.c, mostram que sua existência é bastante remota. No
Brasil muitas brincadeiras e brinquedos chegaram com as famílias europeias por
ocasião da colonização como; piões, bonecas, soldadinhos, canções de ninar. Os
africanos contribuíram com suas danças e criaturas extraordinárias e os indígenas
contribuíram com lendas, canções e danças. Cada povo que aportou no Brasil trouxe
suas tradições e cultura, a miscelânea das culturas compôs o jeito de brincar das
crianças brasileiras, que dependendo da região do Brasil, também, sofreu alterações
regionais.
Dentre as inúmeras maneiras de brincar, existem as brincadeiras cantadas. As
brincadeiras cantadas apresentam a mesma dificuldade das brincadeiras no que diz
respeito a precisar sua origem, isto é, não se sabe ao certo quando surgiram. Têm-se
noticias sobre a cantiga de roda desde o século XVII, segundo alguns estudiosos, as
mesmas resistem em sua forma original até os dias atuais.
As brincadeiras cantadas apresentam uma mescla de culturas de índios,
brancos e negros, e outras etnias que vão sendo incorporadas pelas pessoas e
transmitidas ao longo dos anos. Supõe-se que algumas brincadeiras de roda são
transformações de cerimônias que passaram a rituais de adultos e depois a
brincadeiras infantis. Segundo Melo (1985, p. 165).

Brincando de roda, a criança exercita o raciocínio e a memória, estimula


o gosto pelo canto e desenvolve naturalmente os músculos ao ritmo das
danças ingênuas. As artes da poesia, da música e da dança uniram-se
nos brinquedos de rodas infantis, realizando a síntese magnífica de
imprescindíveis à educação escolar.

As cantigas de roda favorecem a associação entre ação corporal e som. Sendo


uma atividade aprazível no universo infantil, além de permitir que valores e
conhecimentos culturais e tradicionais sejam transmitidos a cada geração, ajudando o
indivíduo a entender o mundo ao qual pertence. Elas misturam, música, expressão
corporal, dança, dramatização, mímica e jogos, e são instrumentos bastante favoráveis
ao ambiente de ensino-aprendizagem, sobretudo, na educação infantil.

3.0 - PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO


3.1 - TEMA E LINHA DE PESQUISA
12

O foco temático deste projeto de ensino se dá na importância dos jogos e


brincadeiras na Educação Infantil e se destina especificamente aos professores dessa
modalidade de ensino como público-alvo. A linha de pesquisa é bibliográfica, por meio
das ideias de alguns referenciais teóricos, sendo complementada por pesquisa de
campo, em que se observa e analisa as práticas de ensino em uma escola pública de
Traipu-AL para, em seguida, propor algumas atividades lúdicas na Educação Infantil.
A ideia central é mostrar que os jogos e brincadeiras são usados como
estratégias e não como fórmulas capazes de resolver todas as situações que
eventualmente surgem na sala de aula. Em vista disso, é interessante que o professor
seja um coadjuvante dos alunos neste processo e tenha em mente que as condições
para aprender não estão nos jogos, mas em como eles são aplicados.
Pretende-se, desta forma, que este projeto confirme que os jogos e brincadeiras
são essenciais na formação da criança e interfere de forma bastante positiva no
desenvolvimento do raciocínio e da aprendizagem.

3.2 - PÚBLICO-ALVO
Professores da Educação Infantil das escolas públicas do município de Traipu-
AL.

3.3 - JUSTIFICATIVA
A brincadeira, além de proporcionar prazer e diversão, pode representar um
desafio e provocar o pensamento reflexivo da criança. Conhecer e compreender o jeito
particular das crianças serem e estarem no mundo deve ser o grande desafio da
Educação Infantil.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(BRASIL, 1998, p. 27), “os jogos e as brincadeiras propiciam a ampliação dos
conhecimentos infantis por meio das atividades lúdicas”.
De acordo com Piaget (1971, p. 97), “quando brinca, a criança assimila o mundo
à sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação com o objeto não
depende da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe atribui”.
Vygotsky considera que o jogo é um elemento essencialmente socializado e,
13

consequentemente, algo muito importante para o desenvolvimento humano. Para ele, a


criança é introduzida no mundo adulto pelo jogo e sua imaginação que pode contribuir
para a expansão de suas habilidades conceituais.

3.4 - PROBLEMATIZAÇÃO
Qual a influência que os jogos e brincadeiras exercem no desenvolvimento da
aprendizagem e na formação da criança?
A formação de professores reconhece a importância pedagógica das atividades
lúdicas na Educação Infantil?
As escolas estão adaptadas para essa concepção de ensino com base em
atividades lúdicas?

3.5 - OBJETIVOS

GERAL
 Oferecer aos profissionais de ensino subsídios para uma reflexão sobre a
importância das atividades lúdicas no processo psicológico das crianças, na promoção
do respeito pelas pessoas e pelas regras sociais e, sobretudo, no processo de
aprendizagem.

ESPECÍFICOS:
 Estimular a leitura sobre os jogos e brincadeiras como ferramenta pedagógica;

 Orientar os profissionais de ensino a incluir atividades lúdicas em suas práticas


de ensino;

 Trazer reflexões sobre o valor dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento


psicológico das crianças;

3.6 - CONTEÚDOS
Esta etapa do projeto tem o propósito de apresentar uma seleção de atividades
14

lúdicas diversificadas, que será de grande valia para o professor em sala de aula. Antes
de expor os tipos de brincadeiras, faz-se necessário lançar mão dos estudos de
Brougère (1995), o qual apresenta uma sugestão de metodologia que traz grandes
benefícios para quem dela fizer uso.
A aplicação de jogos e brinquedos em diferentes situações organizacionais,
educacionais, sociais ou terapêuticas é um meio para estimular, analisar e avaliar
aprendizagens específicas, competências e potencialidades dos jogadores envolvidos.
Quando se registram as ações lúdicas desenvolvidas pelos participantes dentro
de um jogo espontâneo, a partir de observação, registro, análise e tratamento, pode-se
criar para cada ação um banco de dados sobre o mesmo, subsidiando de forma mais
eficiente e científica os seus resultados. É possível também fazer o mapeamento de
cada jogador na sua trajetória lúdica durante sua vivência dentro de um jogo, buscando
desta forma entender melhor suas ações e fazer intervenções e diagnósticos mais
seguros que ajudam tanto no aspecto individual quanto no coletivo.
Como tudo que se faz é preciso ter uma meta a atingir, no caso das oficinas
pedagógicas, o professor também deve ter bem claros quais os objetivos que ele quer
alcançar caso contrário, as atividades servirão apenas de mero passatempo.
Levando-se em consideração todos estes objetivos, não se pode deixar passar
despercebido que o jogo é uma atividade que tem valor educacional intrínseco. Cruz e
Santos (2002, p.11) dizem que “jogar educa, assim como viver educa: sempre sobra
alguma coisa”. Isso justifica porque os docentes recorrem ao jogo e a utilizá-lo como
recurso pedagógico no processo de ensino e aprendizagem.
Deste modo, é fácil perceber que o jogo corresponde a um impulso natural da
criança e, neste sentido, satisfaz uma necessidade interior em virtude do ser humano
apresentar uma tendência lúdica.
Admite-se assim que o jogo é prazer, pois sua principal característica é a
capacidade de absorver o jogador de forma intensa e total, criando um clima de
entusiasmo. Desta forma, Kishimoto aponta dois elementos que coexistem em situação
de jogo: “o prazer conduzindo ao esforço espontâneo e o esforço intensificando o
prazer” (1996, p. 45). Com base nisso, acredita-se ser o jogo uma atividade libertadora
da espontaneidade, pois impele à ação. A partir disso, pode-se afirmar que ele,
15

inicialmente egocêntrico e espontâneo, torna-se cada vez mais socializado.


Diante destes argumentos, o lugar e o valor dos jogos e das brincadeiras na
existência humana são insubstituíveis e de acordo com Kishimoto (1996) eles surgem
cedo e espontaneamente na vida da criança e que há cada vez mais estudiosos os
investigando.
A criança de quatro a seis anos só consegue seguir regras simples. Neste
estágio, ela não dá muito valor à competição, pois tem uma ideia não muito definida do
que seja ganhar ou perder. Diante deste quadro, o educador deve procurar não
despertar o sentimento de competição acirrada, aproveitando esta disposição natural da
criança para jogar apenas por prazer. Além disso, “deve selecionar jogos simples, com
poucas regras, para serem praticados pelas crianças que estão nesta fase de
desenvolvimento” (Bee, 1984, p. 7).
No período de sete a doze anos, as brincadeiras tornam-se cada vez mais
coletivas e menos individualistas, uma vez que a criança já tem noção do que seja
cooperação e esforço grupal, e exige regras definidas para regulamentar o jogo. Neste
sentido, o educador deve procurar despertar o espírito de cooperação e de trabalho
conjunto para atingir metas comuns. Vale ressaltar que ela precisa de ajuda para
aprender a vencer, sem ridicularizar e humilhar os derrotados bem como para perder
esportivamente, sem se sentir diminuída ou menosprezada.
Quando o professor manifesta uma atitude de compreensão e aceitação e o
clima da sala de aula é de cooperação e respeito mútuo, o aluno sente-se seguro
emocionalmente e tende a aceitar mais facilmente o fato de ganhar ou perder como
algo normal, decorrente do próprio jogo.
Apenas essas duas fases (quatro a seis e de sete a doze anos) foram
referenciadas neste trabalho, porém em todas as outras a ação do educador pode
ajudar a criança em alguns pontos cruciais à sua formação, conforme indicação de
Ramos:

Construir a historicidade, ampliando o vocabulário e fazendo-a pensar


em termos de passado, presente e futuro; desenvolver seus
pensamentos lógicos, levando-a a associar quantidade a números e
evoluindo pelo domínio de conceitos como: muito, pouco, grande,
pequeno; ampliar sua linguagem, fazendo com que busque alternativas
(frases, cores, figuras, contos, mímicas, colagens, etc.) para expor seu
16

pensamento; desafiando-a a pensar propondo questões interrogativas


que a façam falar sobre coisas reais e imaginárias e, dessa forma,
associar-se ao que convencionalmente se considera “aprender”;
estimulando a capacidade de associação, fazendo-a ligar figuras a sons,
imagens a textos, músicas a palavras; aprimorando seu domínio motor,
ensinando-a escovar os dentes, amarrar os sapatos, usar talheres,
ensinando-a a martelar, parafusar, encaixar, arrumar coisas, varrer,
pescar em tabuleiro de areia; libertando-a de esteriótipos, coisas de
meninos e de meninas, profissões de homem e de mulher e, mostrando-
lhe a riqueza que existe nas diferenças e a beleza na diversidade
cultural; ajudando-a a fazer amigos, ensaiando teatrinhos, mostrando
relações pertinentes em histórias, aprendendo a aceitar o ganhar e o
perder nos jogos que realiza (2003, p. 23).

Esta constatação possibilita que a participação da criança em atividades lúdicas


contribui para a formação de atitudes sociais, tais como: respeito mútuo, solidariedade,
cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidade, iniciativa pessoal e
grupal.
Estes são pontos cruciais constituídos de ações tão simples que, se conduzidos
de forma correta pelo educador, podem fazer a diferença no desenvolvimento da
criança, fazendo com que se torne um indivíduo firme, seguro, capaz de obter êxito em
todos os aspectos de sua vida adulta. E a escola deve assumir papel essencial na vida
destas crianças.

3.7 - PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO


O desenvolvimento deste projeto ocorrerá por meio de atividades
a serem realizadas junto a um grupo de professores da Educação
Infantil que passarão a acompanhar, durante um período de 30 dias, as
mudanças de comportamento de crianças submetidas à participação
em jogos e brincadeiras.

3.8 - ATIVIDADES LÚDICAS - SUGESTÕES


Jogos e Exercícios Sensório-motores
Este estágio abrange os comportamentos e reflexos dos primeiros meses de vida
até o início das representações mentais ou imagens que são os primeiros esboços do
17

pensamento infantil.
Nesta época a criança adquire as informações basicamente através dos órgãos
do sentido e as suas respostas se caracterizam por ações motoras que vão se
aperfeiçoar com a maturação (Gardner, 1994).
 Em duplas, tentar levantar com a testa uma bola grande, que está sobre a
mesa; as crianças poderão usar as mãos como instrumento de apoio para o seu corpo
e não para tocar na bola; a única parte do corpo a tocar na nela é a testa.
Esta atividade trabalha a coordenação motora ampla e a orientação espacial.
 Em duplas ou trios, um atrás do outro e com as mãos no ombro do colega da
frente, salta seguidamente até chegar a um determinado ponto; girar o corpo, dando
meia-volta, colocar novamente uma das mãos no ombro do colega da frente e reiniciar
o percurso, pulando.
 Formar duas colunas, uma em frente à outra, mantendo certa distância; uma
criança lança a bola para outra da coluna em frente, que deverá pegar e lançar para a
criança seguinte, da outra coluna.
As atividades de lançar e pegar trabalham a coordenação motora, a visomotora e
a orientação espacial.

Representação Simbólica
Ramos (2003) explica que o “faz-de-conta” dá oportunidade para a expressão e
elaboração em forma simbólica de desejos e conflitos, quanto mais rica for a fantasia e
a imaginação da criança, maiores serão suas chances de ajustamento ao mundo ao
seu redor.
Imaginar e relacionar outros usos, além do convencional para os objetos: pensar
no que se pode fazer com determinados objetos, além do seu uso normal, como, por
exemplo, com: caixinha de fósforo, lápis, tijolo, barbante, etc. Esta atividade desenvolve
a linguagem oral.

Jogos e atividade de análise e síntese:


 Montar e desmontar objetos;
 Formar uma figura num quebra-cabeça;
18

 Descobrir as partes da figura apresentada.

Estas atividades desenvolvem: a análise e síntese, a observação, a atenção e a


discriminação visual.
Formar palavras, decifrando os sinais: apresentar às crianças algumas sílabas já
estudadas, combinando com elas que a cada sílaba corresponderá um desenho ou
sinal. Em seguida, apresentar apenas os sinais, e as crianças, como se estivessem
decifrando uma mensagem tentam formar palavras juntando as sílabas
correspondentes aos sinais. Ao mesmo tempo em se divertem, as crianças aperfeiçoam
a capacidade leitora.

Jogos de Regras
Estes jogos são destinados para crianças de sete aos doze anos que já detêm
um bom domínio do raciocínio. Eles abrangem uma diversidade muito grande de
atividades.

 Corrida do obstáculo

Formação inicial: traçar no chão a linha de partida. Os participantes se dividem


em duas filas, formando duas equipes, com o mesmo número de elementos, que ficam
atrás da linha demarcada. À frente de cada equipe, colocar dois ou três objetos
afastados alguns metros uns dos outros (tijolos, caixa de papelão, etc.). Entregar para o
primeiro jogador de cada coluna uma bola.
Desenvolvimento: dado o sinal de início, o primeiro jogador de cada coluna sai
correndo segurando a bola, salta os obstáculos que estão à frente de sua coluna, e
volta saltando os mesmos obstáculos. Entrega ao segundo jogador a bola, e vai para o
final de sua fila. O segundo jogador procede da mesma forma, e assim sucessivamente,
até o último participante de cada fileira. Quem deixar a bola cair durante a corrida,
deverá recuperá-la antes de continuar o percurso. Vence a equipe que termina primeiro.

 Passeio de bonde
Formação inicial: colocar cadeiras dispostas em duas fileiras, uma de frente para
a outras; deve haver uma cadeira a menos do que o número de participantes. Cada
19

jogador senta-se numa cadeira, com exceção de um, que permanece pé no meio das
duas fileiras.
Desenvolvimento: o passageiro que ficou em pé tenta conversar com os
passageiros que estão sentados, e no meio da conversa deve dizer a palavra “bonde”.
Quando esta palavra for pronunciada, todos os passageiros sentados trocam de lugar,
mudando de uma fileira para outra. O passageiro que estiver de pé procura sentar-se
numa das cadeiras.
Todas estas sugestões podem auxiliar o trabalho do professor que quer trabalhar
na perspectiva de estimular a aprendizagem por meio de jogos e brincadeiras, abrindo
também espaço para a inclusão de muitos outros. É também importante ressaltar que a
família é imprescindível para envolver crianças em atividades lúdicas, desde a primeira
infância, cabendo a escola fortalecer o contato com estes momentos como suporte ao
desenvolvimento da aprendizagem.

3.9 - QUESTÕES PROPOSTAS AOS PROFESSORES PARTICIPANTES:


a) – Observe o nível de envolvimento das crianças durante as atividades lúdicas;
b) – Reflita sobre o nível de sociabilidade da criança que participa com frequência das
atividades lúdicas;
b) Enfatize a importância do ‘perder e ganhar’ que os jogos propiciam aos participantes,
levando-os a compreender melhor o mundo;
c) Analise a melhoria da disciplina e do cumprimento de regras que os jogos
proporcionam;
d) Observe o nível de solidariedade e união que os jogos permitem desenvolver;
e) Avalie as habilidades motoras durante os jogos e brincadeiras, no sentido de
identificar aqueles que necessitam de maior apoio no desenvolvimento das atividades.

3.10 - CRONOGRAMA
2014
20

ATIVIDADES SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO


Apresentação do tema, justificativa
e referencial teórico X

Pesquisa bibliográfica X

Coleta, apresentação e discussão X


dos dados

Elaboração do Projeto X

Entrega do Projeto X

3.11 - RECURSOS MATERIAIS


Para a culminância deste projeto serão necessários diversos materiais e
recursos pedagógicos:
 Sala de aula para um grupo de 20 professores;
 Jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos, a criatividade e o
desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento;
 Jogos e materiais pedagógicos podem ser confeccionados pelos professores da
sala de recursos e devem obedecer a critérios de tamanho, espessura, peso e cor;
 Bolas, brinquedos educativos, caça-palavras, quebra-cabeça com mapas
geográficos;
 Kit multimídia: Datashow, tablets ou note book;
 Cartolina, papel ofício, lápis piloto, material para desenho adaptado, lupa manual,
caneta ponta porosa, engrossadores de lápis e pincéis, suporte para livro (plano
inclinado), tesoura adaptada, softwares, brinquedos e miniaturas;
3.12 - AVALIAÇÃO
A avaliação será efetuada por meio acompanhamento das atividades e, através
de um seminário em que serão apresentadas as anotações dos professores
21

participantes sobre as mudanças de comportamento das crianças frente às brincadeiras


e jogos. O fator mais importante será a aquisição por parte dos professores de novos
conhecimentos acerca da importância das atividades lúdicas no desenvolvimento da
aprendizagem das crianças.

4.0 - CONSIDERAÇÕES FINAIS


A partir das etapas de desenvolvimento deste projeto, espera-se que os
professores envolvidos agreguem conhecimentos importantes às suas vidas
profissionais, a fim de ampliar as possibilidades de interferir na qualidade do ensino na
Educação Infantil e, sobretudo, de perceber a importância dos jogos e brincadeiras para
o desenvolvimento da aprendizagem das crianças. Pois, como uma fase fundamental
no desenvolvimento psicológico da criança, torna-se necessário ao educador conhecer
as formas de desenvolvimento infantil, e crer que essa forma de desenvolvimento
constitui o sujeito que se quer formar.
O projeto busca demonstrar que o professor deve criar situações desafiadoras
envolvendo jogos e brincadeiras que atribuam estímulo ao desenvolvimento do aspecto
lúdico, facilitando a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal, social e cultural. Pois a
atividade lúdica colabora para uma boa socialização, comunicação, expressão e
autoestima, visto que a mesma leva a criança a seguir por um caminho estimulador e
enriquecedor que possibilita atingir sua totalidade no processo de aprender.
É necessário considerar que o jogo educativo contribui e muito para a formação
da cidadania, uma vez que possibilita a aquisição do respeito mútuo, da solidariedade,
da cooperação, da sinceridade, da obediência às regras, do senso de responsabilidade,
dentre outros aspectos. É inegável que o jogo tem um valor de formação de caráter
excitante e também esforço voluntário, pois trabalha atenção, concentração e
conhecimento. A criança, através do brincar e do jogo, faz suas próprias descobertas,
testa seus limites, aprende regras básicas de convivência e desenvolve o emocional e o
cognitivo.
Diante disto, o professor deve assumir o seu papel como ator social capaz de
colocar mais cor, mais vida naquilo que se propõe a fazer. Levando-se em consideração
as experiências vivenciadas nas observações realizadas em escolas públicas, em
22

confronto com o ponto de vista dos referenciais pesquisados, é possível acreditar que
os resultados obtidos por essa metodologia foram bastante significativos.
De acordo com as reflexões trazidas neste projeto, conclui-se que o ato de
brincar leva a criança a construir sua própria história, valoriza a afetividade e defende a
presença do ser-criança na sala de aula. Assim, ocorrerá um processo de ensino-
aprendizagem muito mais significativo e eficaz. Desta maneira, entende-se que
desenvolver atividades lúdicas não é jogar lições empacotadas para o educando
consumir passivamente. É um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo
consciente, engajado e feliz no mundo.

5.0 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, Brasília: MEC /


SEF, 1998.

BROUGÉRE, G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1995.

____________. Brinquedo e cultura. Coleção: Questões da nossa época, nº 43. São


Paulo: Cortez, 2001.

CAMPOS, D. M. S. – Psicologia da Aprendizagem, 19º ed., Petrópolis: Vozes, 1986.

CARVALHO, A.M.C. et al. (Org.). Brincadeira e cultura: viajando pelo Brasil que
brinca. Vol. 1 e 2. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

LUCKESI, Cipriano. Desenvolvimento dos estados de consciência e ludicidade. In:


LUCKESI, Cipriano (org.). Ensaios de ludopedagogia. N.1, Salvador UFBA/FACED,
2000.

MELO, Veríssimo. Foclore Infantil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985.

PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança. Imitação, jogo e sonho, imagem e


representação. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.

ROCHA RUTH. Minidicionário enciclopédico escolar. Ruth Rocha/ Hindenburg da


Silva Pires. São Paulo: Scipione, 2000.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.


23

_________, LURIA, Alexandre R., LEONTIEV, Aléxis N. Linguagem, desenvolvimento


e aprendizagem. 5. ed. São Paulo: Ícone, 1994.