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Direitos humanos e

diversidade sexual e de
gênero no Brasil: avanços
G·EGh: z\h
TEXTO: REGINA FACCHINI FOTOS: REPRODUÇÃO | ÁLVARO KASSAB
EDIÇÃO DE IMAGEM: LUIS PAULO SILVA
Regina Facchini é

antropóloga, pesquisadora e atual coordenadora


do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, professora
dos programas de pós-graduação em
Antropologia Social e em Ciências Sociais na
Unicamp e membro da diretoria da Associação
Brasileira de Antropologia. Integra o Comitê
Gestor do Pacto Universitário pela Promoção do
Respeito à Diversidade, pela Cultura de Paz e
pelos Direitos Humanos da Unicamp.
"Art. II. Toda pessoa tem capacidade para
gozar os direitos e liberdades estabelecidos
nesta Declaração, sem distinção de
qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo,
língua, opinião, ou de outra natureza,
origem nacional ou social, riqueza,
nascimento ou qualquer outra condição.
Art. III – Toda pessoa tem direito à vida, à
liberdade e à segurança pessoal. (...) Art. V
- Ninguém será submetido a tortura, nem a
tratamento ou castigo cruel, desumano ou
SEG, 25 JUN 2018 | 11:17
degradante. (...) Art. VII - Todos são iguais
perante a lei e têm direito, sem qualquer
distinção, a igual proteção da lei. Todos têm
direito a igual proteção contra qualquer
discriminação que viole a presente
Declaração e contra qualquer incitamento a
tal discriminação.

(Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Os meses de maio e de junho incluem datas


importantes para os direitos humanos relativos à
diversidade sexual e de gênero. Remetem a uma
história de lutas contra a criminalização e a
patologização de condutas, e pelo efetivo combate
à discriminação e a violações de direitos
fundamentais, que se estende desde pelo menos o
¦REPHSWâGYPS< -< 

A própria criação da categoria “homossexual” e sua


MHI RXM
¦GEàÝS GSQ S YQ E šGSRHM àÝS› VI WTSRHM E E
necessidades dos movimentos que, na Europa do
¦REPHSWâGYPS< -< TVSGYVEZEQ I RJVI RXEVPI M
WU YI 
consideravam crime as relações sexuais entre
pessoas do mesmo sexo. Ao longo da segunda
metade do século XX, contudo, dois processos se
desenvolvem paralelamente. O primeiro diz respeito
à separação entre a orientação do desejo sexual e
identidade de gênero. O segundo tem relação com
o processo de retirada da homossexualidade e,
recentemente, da transexualidade dos manuais e
GPEWWM¦GEàí I WM
RXI VREGMSREMWHI HMEKRë WXMGSWI HI 
doenças.

O 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia


relembra a data em que, no ano de 1990, a
Assembleia Geral da Organização Mundial de
7EðHI  3 1 7 ETVSZSYI S¦GM EPM
^SYEVI XM
VEHEHS
código 302.0 – “homossexualismo” – da CID
' PEWWM¦GEàÝS -RXI VREGM SREP HI  ( SI RàEW  I 
HI GPEVSY S¦GMEPQ I RXI  U YI  šE LSQ SWWI \YEPM
HEHI 
não constitui doença, nem distúrbio”. A Associação
Americana de Psiquiatria já havia retirado a palavra
da lista de transtornos mentais ou emocionais em
1973.

O dia 28 de junho relembra a revolta de Stonewall


de 1969, um marco na organização política de
lésbicas, gays e pessoas trans em âmbito
internacional, quando a comunidade que
frequentava o bar Stonewall Inn em Nova Iorque
reagiu com um levante que durou dias contra uma
batida policial que pretendia deter frequentadores e
provocar o fechamento do estabelecimento. A
partir de então, assumir-se com vistas a obter
reconhecimento e garantia de direitos se tornou
uma prática dos movimentos em favor da
diversidade sexual e de gênero.

O dia 18 de junho de 2018 também entrará para


essa história: após mais de dez anos de
elaboração, a OMS divulgou a nova versão da CID –
a CID-11 – que será apresentada à Assembleia
Mundial de Saúde em maio de 2019 e entrará em
vigor no início de 2022. Nessa versão, a
transexualidade deixa de ser considerada um
šXVERWXSVRS› TEVE WI V GPEWWM
¦GEHE GSQ S YQ E
"condição", a "incongruência de gênero" - "uma
incongruência marcada e persistente entre o
gênero que um indivíduo experimenta e o sexo ao
qual ele foi designado". Além disso, deixa de estar
incluída na lista de "distúrbios mentais" e passa a
integrar uma nova categoria - "condições
relacionadas à saúde sexual". [I]

A CID-11 trará também a retirada de resíduos


patologizantes da homossexualidade, como a
categoria “orientação sexual egodistônica” – F66-1
da CID-10 -, que vinha sendo utilizada em vários
TEæWI WGSQ SNYWXM ¦GEXMZETEVEESJI VXEHI šXI VETM EW
de reversão sexual”. [II]2 S& VEWM PXEPGPEWWM ¦GEàÝS
foi recentemente utilizada no âmbito do judiciário
para apoiar pesquisas, eventos e oferta de
šEXI RHMQ I RXSW TWMGSXI VETãYXM GSW UYI  WI  ¦^I VI Q 
RI GI WWÛVMSW Ú TPI RE M RZI WXM
KEàÝS GM I RXæ¦GE HI 
transtornos comportamentais” associados à
orientação sexual. [III]

Apesar dessa história e da Declaração Universal


dos Direitos Humanos ser explícita quanto à
universalidade desses direitos, relatores das
Nações Unidas e especialistas internacionais em
direitos humanos pronunciaram-se recentemente
lembrando que em 72 países ainda existem leis que
criminalizam relações homossexuais e expressões
de gênero e que apenas um terço das nações
contam com legislação para proteger indivíduos da
discriminação por orientação sexual e cerca de 10%
têm mecanismos legislativos para proteger da
discriminação por identidade de gênero.

Segundo os especialistas, “a discriminação contra


as pessoas LGBT alimenta a espiral de violência a
que elas estão sujeitas diariamente e cria um
ambiente favorável à sua exclusão de
oportunidades em todas as facetas da vida,
incluindo educação e participação política e cívica,
contribuindo para a instabilidade econômica, a falta
de moradia e saúde debilitada”. [IV] Este momento,
no qual se celebra os 70 anos da Declaração
Universal dos Direitos Humanos e 40 anos d
movimento brasileiro em favor dos direitos de LGBT,
convida a um balanço.

Muitas violações e conhecimento precário

No Brasil, as primeiras ações do nascente


Q SZM Q I RXSLSQ SWWI \YEPRS¦REPHSWERSW
MRGPYæVEQ GI VXM¦GEVWI HSHM VI M
XSÚEWWSGM EàÝSGSQ 
¦RW HI  HI JI WE HSW HMVI M
XSW HI WWI W WYNI M
XSW I  E
mobilização de ampla campanha que levou ao
posicionamento de diversas associações
GMI RXæ¦GEWI GSRWI PLSWTVS¦WWM SREM WMRGPYWMZI HS
Conselho Federal de Medicina, em favor da não
GPEWWM¦GEàÝSHELSQ SWWI \YEPMHEHI GSQ SGSRHM àÝS
patológica. Demandas por legislação
antidiscriminatória, por reconhecimento de uniões
homoafetivas e por políticas de segurança pública
e de educação integram a agenda do movimento
brasileiro desde seu surgimento.

9Q ETVMQ IMVEHM¦GYPHEHI ESWI JE^I VYQ FEPERàS


dos direitos de LGBT decorre do modo como se
produz conhecimento sobre esses sujeitos.
Diferentemente de outros recortes populacionais,
há poucas estatísticas de maior abrangência
disponíveis e avaliação de indicadores divulgados.
Isso se deve à dispersão dessa população, ao
caráter sensível da informação sobre a orientação
sexual ou identidade de gênero dos sujeitos, mas
também ao precário reconhecimento dos mesmos
como sujeitos de direitos e ao desprestígio que até
pouco tempo poderia atingir pesquisadores
envolvidos com a temática.

Os dados divulgados mais regularmente dizem


respeito à quantidade de países que pune ou
protege direitos de LGBT. Outros dados
comparativos entre países são geralmente
produzidos por organizações ativistas
transnacionais e referem-se majoritariamente a
“crimes de ódio” e a casos tratados no âmbito das
organizações de direitos humanos em nível
internacional. Embora as violações a diretos
humanos sejam bem conhecidas e divulgadas pela
Q æHMEEI WGEWWI ^HI HEHSWUYERXM
XEXM
ZSWHM
¦GYPXEE
produção e a avaliação do impacto de políticas
públicas.

% Q EMSV TEVXI  HE TVSHYàÝS GM


I RXæ¦GE FVEWM
PI M
VE
sobre LGBT focaliza o HIV e aids, único tema sobre
o qual há produção sistemática e regular de dados
epidemiológicos. O segundo maior tema é o da
discriminação e violência, que aparece articulado à
vulnerabilidade individual e social para a infecção
pelo HIV, mas também para outros agravos à
saúde, incluindo depressão, ideação e tentativas de
suicídio, abuso de substâncias e, ainda,
HM¦GYPHEHI WHI EGI WWSEGYM HEHSWI WI VZMàSWHI 
saúde. [V]

Esforços de pesquisa acompanharam e


possibilitaram a construção de políticas públicas de
combate à violência contra LGBT na década
passada e indicam consistentemente percentuais
de vitimização [VI] e de reconhecimento de
preconceitos ou condutas discriminatórias [VII]
Contudo, não há produção e divulgação sistemática
ES PSRKS HS XI Q TS HI  HEHSW S¦GM EM
W WSFVI 
discriminação e agressões contra LGBT no Brasil.
% ZER àS WIH IWE¦ S WTEVES WH M
VIM
XS WH I0+ & 8 R S 
Brasil

Avanços no reconhecimento e promoção dos


direitos de LGBT são observados a partir dos anos
1990, com a incorporação de ações de prevenção
ao HIV e aids entre “homens que fazem sexo com
homens” e a inclusão da categoria “homossexual”
no I Plano Nacional de Direitos Humanos (1996). Os
anos 2000 representam o ápice desse processo de
cidadanização, tendo como marco a criação do
programa Brasil sem Homofobia, destinado a
promover a cidadania de LGBT a partir da
equiparação de direitos e do combate à violência e
à discriminação, em 2004, e a realização da I
Conferência de Políticas para LGBT, em 2008. Ao
longo da década estabeleceram-se regulações
como a que assegura o uso civil do “nome social”
por pessoas trans, bem como políticas públicas
voltadas a combater a discriminação em diferentes
níveis de governo (municipal, estadual e federal).

Entre essas políticas, destacam-se a instituição, em


2008, do Processo Transexualizador no Sistema
Único de Saúde; e, em 2010, da Política Nacional de
Saúde Integral a Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais, ambas iniciativas do
Ministério da Saúde. No âmbito da educação,
destacam-se as ações articuladas entre o
Ministério da Educação e outros ministérios na
segunda metade dos anos 2000 visando a
formação continuada de professores em relação a
gênero, sexualidade e questões étnico-raciais e
medidas do MEC permitindo o uso do nome social
em exames como o Enem, desde 2014, e mais
recentemente em exames como o Encceja e o
Revalida no âmbito da educação básica. [VIII] Os
dados sobre uso de nome social no Enem indicam
a quadruplicação da utilização entre 2014 e 2016.
[IX]

No início dos anos 2010, pesquisadores e ativistas


0+ & 8GLEQ EZEQ EXI RàÝSTEVEEWHM ¦GYPHEHI WHI 
converter políticas públicas em legislação [X] e para
o escopo efetivamente alcançado pelas políticas
direcionadas a LGBT, vistas como “fragmentárias,
pontuais e periféricas” [XI]. As tentativas pela via do
Legislativo em âmbito federal têm sido
malsucedidas, vide a proposta de inserir a não
discriminação por “orientação sexual” na
Constituição Federal de 1988 e outros pleitos que
atravessaram as décadas de 1990 e 2000 e
EGEFEVEQ EVUYM ZEHSWGSQ SEHI ¦RM àÝSHI GVMQ I W
resultantes de discriminação ou preconceito
relativos a orientação sexual e identidade de gênero
ou o reconhecimento legal das uniões entre
pessoas de mesmo sexo.

Avanços importantes se deram pela via do


Judiciário. Em 2011, houve o reconhecimento pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) da união
homoafetiva estável como entidade familiar,
garantindo a casais de mesmo sexo direitos até
então restritos a casais heterossexuais, como
herança, benefícios da previdência e inclusão como
dependente em plano de saúde. Mais
recentemente, em março deste ano, o STF
entendeu ser possível a alteração de prenome e
gênero no registro civil mediante averbação no
registro original, independentemente de
procedimento cirúrgico de redesignação de sexo e
sem necessidade de autorização judicial.

' SRWI PLSWTVS¦WWMSREM


WXM
ZI VEQ TETI PVI PI ZERXI RS
apoio ao reconhecimento e proteção de direitos.
Além do parecer de 1985, reconhecendo que a
LSQ SWWI \YEPMHEHI  RÝS WI  GSR¦KYVE GSQ S
condição patológica, o Conselho Federal de
Medicina emitiu, em 1997, sua primeira resolução
autorizando a realização de cirurgias de
transgenitalização e procedimentos
complementares para transexuais. [XII] O Conselho
Federal de Psicologia emitiu, em 1999, resolução
SVMI RXERHSETVÛXMGETVS¦WWM SREPRSWI RXM
HSHERÝS
participação em eventos e serviços que proponham
tratamento ou cura das homossexualidades e, em
2018, resolução similar envolvendo práticas que
impliquem discriminação e oferta de serviços
visando reorientação da identidade de gênero de
travestis e transexuais. [XIII]

Ainda que tais avanços tenham transformado


positivamente a vida de LGBT no país, a primeira
metade da década de 2010 foi marcada pela
morosidade da agenda de direitos dessa população
RS ÜQ FM XS JI HI VEP I  TI PE M
RXI RWM
¦GEàÝS HSW
investimentos na reversão de direitos. Têm se
multiplicado projetos de lei que propõem excluir
uniões homoafetivas do rol das entidades
familiares reconhecidas pelo Estado brasileiro,
restringir a possibilidade de uso de nome social por
pessoas transexuais ou travestis, ou mesmo que
favorecem possibilidades de oferta de terapias de
reversão sexual.

Os avanços na proteção aos direitos humanos de


LGBT observados recentemente no Brasil estiveram
ancorados num contexto de reconhecimento de
direitos sexuais e reprodutivos e de combate à
intolerância no âmbito das Nações Unidas, mas
fragilizam-se sensivelmente ao sabor dos
processos transnacionais de politização reativa das
moralidades e do campo religioso.

Dados recentes sugerem alerta

Embora estejamos acolhendo nas universidades


públicas a primeira geração de travestis e
transexuais que têm a oportunidade de passar de
objetos a sujeitos nos processos de produção do
conhecimento, os efeitos de tal conjuntura política
já se fazem sentir no único aspecto da saúde de
LGBT monitorado sistematicamente ao longo do
tempo no Brasil, os dados sobre o HIV e aids.
Atualmente, a prevalência de HIV entre “homens
que fazem sexo com homens” com 25 anos ou
mais é de 19,8% e de 9,4% entre os de 18 a 24 anos,
contra 0,6% na população em geral, e registra-se
incremento de 32,9% na proporção de casos de
aids entre homossexuais e bissexuais na última
década. [XIV]

Em artigo que compara características


sociocomportamentais de HSH abordados em
estudos com amostragem direcionada pelos
respondentes (Respondent Driven Sample, RDS)
realizados, respectivamente, em 2009 e 2016 em
I GMHEHI WFVEWM
PI M
VEWM
HI RXM
¦GSYWI UYI I Q 
2016 houve relatos mais frequentes de
discriminação (27,1% vs. 64,6%) e de violência
física (12,8% vs. 23,9%) e sexual (14,9% vs. 20,9%).
[XV]

Recentemente o Conselho Federal de Psicologia


lançou também o Relatório da Inspeção Nacional
em Comunidades Terapêuticas. O documento
evidencia o uso que vem sendo feito desses
estabelecimentos como “locais em que se retoma o
modelo de asilamento de pessoas com transtornos
mentais, superado no Brasil pela Reforma
Psiquiátrica Antimanicomial (Lei 10.216/2001)”. O
HSGYQ I RXSUYI XVE^YQ EWI WWÝSI WTI Gæ¦GEWSFVI 
violações relacionadas à diversidade sexual,
MHI RXM¦GSYšTVM ZEàÝSHI PMFI VHEHI YWSHI XVEFEPLSW
forçados e sem remuneração, violação à liberdade
religiosa e à diversidade sexual, internação irregular
de adolescentes e uso de castigos – que podem,
MRGPYWM ZI  GSR¦KYVEV GVMQ I W HI  XSVXYVE •  JE^I Q 
parte dos resultados encontrados pela inspeção”.
[XVI]

Apesar da importância da divulgação da mudanças


inseridas na CID-11 e do impacto positivo que pode
vir a ter no combate a violações de direitos de LGBT
no cenário internacional, os dados recentes
mencionados nos últimos parágrafos sugerem um
alerta sobre a gravidade e a piora das condições
dos direitos humanos de LGBT no Brasil.

[I] De acordo com: http://www.who.int/health-


XSTMGWMRXI VREXM
SREPGPEWWM
¦GEXMSRSJHMWI EWI W
https://g1.globo.com/bemestar/noticia/retirar-a-
transexualidade-da-lista-de-transtornos-mentais-
deve-aumentar-aceitacao-social-diz-coordenadora-
da-oms.ghtml . Acesso em: 20.jun.2018.

[II] Conforme:
https://www.nbcnews.com/news/amp/ncna885141
e
LXXTWHSM
KEPSEGSQ FVWM
XI WHI JEYPX¦PI WVHT6( 4C
C¦REPCWMXI THJAcesso em 20.jun.2018.

[III] Conforme: https://www.conjur.com.br/2017-


dez-15/decisao-merito-juiz-mantem-liminar-
permite-cura-gay
https://www.conjur.com.br/dl/sentenca-cura-
gay.pdf . Acessado em: 20.jun.2018.
[IV] Disponível em:
https://nacoesunidas.org/populacao-lgbt-tem-
acesso-reduzido-a-direitos-sociais-economicos-e-
culturais-dizem-relatores/
https://nacoesunidas.org/agencias-da-onu-
defendem-direitos-de-lesbicas-gays-bissexuais-
trans-e-intersex/ Acesso em 12.jun.2018.

[V] Ver: Veras MASM, Calazans GJ, de Almeida


Ribeiro MCS, de Freitas Oliveira CA, Giovanetti MR,
Facchini R, França IL, McFarland W. High HIV
Prevalence among Men who have Sex with Men in a
Time-Location Sampling Survey, São Paulo, Brazil.
AIDS Behav. 2015;19(9):1589-1598. ; Grinsztejn B,
Jalil EM, Monteiro L, Velasque L, Moreira RI, Garcia
AC, Castro CV, Krüger A, Luz PM, Liu AY, McFarland
W, Buchbinder S, Veloso VG, Wilson EC;
Transcender Study Team. Unveiling of HIV
dynamics among transgender women: a
respondent-driven sampling in Rio de Janeiro,
Brazil. Lancet HIV. 2017; 4(4):e169-e176. ; Perucchi
J, Brandão BC, Vieira HIS. Aspectos psicossociais
da homofobia intrafamiliar e saúde de jovens
lésbicas e gays. Estud. psicol. 2014; 19(1):67-76. ;
Barbosa RM, Facchini R. Acesso a cuidados
relativos à saúde sexual entre mulheres que fazem
sexo com mulheres em São Paulo, Brasil. Cad.
Saúde Pública. 2009; sup 2:S291-S300. ; Arán M,
Murta D, Lionço T. Transexualidade e saúde pública
no Brasil. Physis. 2009; 14(4):1141-1149. ; Teixeira-
Filho FS, Rondini CA. Ideações e tentativas de
suicídio em adolescentes com práticas sexuais
hetero e homoeróticas. Saúde soc. 2012; 21(3):651-
667.

[VI] Pesquisas realizadas em concentrações de


LGBT por ocasião de Paradas do Orgulho em
diversas capitais brasileiras têm encontrado
percentuais consistentes de relatos de
discriminação e de agressões entre LGBT
participantes desses eventos: entre 61% e 65% dos
LGBT entrevistados relatam ao menos um episódio
de discriminação com base na sexualidade ao
longo da vida e entre 56% e 72%, ao menos um
episódio de agressão. Carrara S; Ramos S; Caetano
M. Política, direitos, violência e homossexualidade.
Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT - Rio 2003.
Rio de Janeiro: CEPESC, 2004. ; Carrara S; Ramos S.
Política, direitos, violência e homossexualidade.
Pesquisa 9ª Parada do Orgulho GLBT - Rio 2004.
Rio de Janeiro: CEPESC, 2005. ; Carrara S; Ramos S;
Simões J; Facchini R. Política, direitos, violência e
homossexualidade. Pesquisa 9ª Parada do Orgulho
GLBT - São Paulo 2005. Rio de Janeiro: CEPESC,
2006. ; Carrara S; Ramos S; Lacerda P; Medrado B,
Vieira N. Política, direitos, violência e
homossexualidade. Pesquisa 5ª Parada da
Diversidade - Pernambuco 2006. Rio de Janeiro:
CEPESC, 2007.

[VII] Ver: Venturi G; Bokany V. (ed.). Diversidade


sexual e homofobia no Brasil. São Paulo: Editora
Fundação Perseu Abramo, 2011. Nessa pesquisa,
 HSWVI WTSRHI RXI WM
HI RXM
¦GEZEQ EI \M
WXãRGME
de discriminação contra LGBT, sendo que 32%
admitia ter preconceito contra LGBT. Esse
percentual de admissão de preconceito foi
contrastado com os 4% obtidos em pesquisas
similares que enfocavam o preconceito racial ou
contra idosos, e tomado como indicativo do alto
grau de aceitação social do preconceito contra
LGBT.

[VIII] Para os mais recentes pareceres do Conselho


Nacional de Educação sobre o uso do nome social
na educação básica acessar:
http://portal.mec.gov.br/observatorio-da-
educacao/30000-uncategorised/61941-nome-
social . Acesso em 12.ju.2018.
[IX] De acordo com dados do Inep, em 2016, 407
pessoas solicitaram o uso do nome social. Em
2014, foram 102 pessoas trans, e 278 no ano de
2015. Disponível em:
http://www.brasil.gov.br/editoria/educacao-e-
ciencia/2016/10/cresce-o-uso-de-nome-social-por-
travestis-e-transexuais-no-enem . Acesso em
12.ju.2018.

[X] Mello L, Avelar RB, Maroja D. Por onde andam as


políticas públicas para a população LGBT no Brasil.
Soc. estado. 2012; 27(2):289-312.

[XI] Aguião S; Vianna A; Gutterres A. Limites,


espaços e estratégias de participação do
movimento LGBT nas políticas governamentais. In:
Lopes JSL, Heredia B (orgs). Movimentos sociais e
esfera pública: burocracias, confrontos,
aprendizados inesperados. Rio de Janeiro: CBAE;
2014. p. 239-270.

[XII] Disponível em:


http://www.portalmedico.org.br/pareceres/cfm/1985/5_19
,
http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/1997/148
e
http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/165
. Acesso em: 12.jun.2018.
[XIII] Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/1999/03/resolucao1999_1.pdf
https://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/2018/01/Resolu%C3%A7%C3%A3o-
CFP-01-2018.pdf . Acesso em 12.jun.2018.

[XIV] Dados divulgados no Boletim Epidemiológico


de HIV/Aids 2017, disponível em:
http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/boletim-
epidemiologico-hivaids-2017 . Acesso em
12.jun.2018.

[XV] Guimarães, Mark Drew Crosland; Kendall, Carl;


Magno, Laio; More. Comparing HIV risk-related
behaviors between 2 RDS national samples of MSM
in Brazil, 2009 and 2016. Medicine. 97(1S):S62-S68,
May 2018. Disponível em:
https://journals.lww.com/md-
journal/toc/2018/05251 . Acesso em: 12.jun.2018.

[XVI] Ver: https://site.cfp.org.br/lancamento-do-


relatorio-da-inspecao-nacional-em-comunidades-
terapeuticas/ e https://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/2018/06/Relat%C3%B3rio-da-
Inspe%C3%A7%C3%A3o-Nacional-em-
Comunidades-Terap%C3%AAuticas.pdf . Acesso
em: 20.jun.2018.