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Introdução

O presente trabalho da cadeira de Antropologia fala-nos a cerca da família e o seu


contexto de mudança em Moçambique, tendo em conta que nos últimos anos com a
evolução da sociedade em termos educativos e tecnológicos a família também tem
sofrido mudanças e transformações. Assim como tem sofrido com essas mudanças e
transformações pelas quais passam, a família mudou significativamente, os conceitos
anteriores e actuais a cerca da família não tem sido iguais. O trabalho esta apresentado
da seguinte maneira; conceitos e tipos de família, no qual destacamos que quanto a
tipologia a família pode ser: nuclear, extensa, de orientação e de procriação.
Família; contextos de mudança em Moçambique

Conceitos

Segundo Mello (2005, p.326-327), A definição de família é, por vezes, muito imprecisa,
podendo designar, o grupo composto de pais e filhos; uma linhagem (patrilinear ou
matrilinear), um grupo que descende do mesmo antepassado, um grupo de parentes e
descendentes que vivem Juntos.

Para Lévi Strauss (1974: 17) a família é um grupo social que tem origem no casamento,
é uma união legal com direitos e obrigações económicas, religiosas, sexuais e de outro
tipo. Mas também está associada a sentimentos como o amor, o afecto, o respeito ou o
temor.

O termo Parentesco não é de fácil definição. Uma definição simples considera que o
Parentesco seja “um vínculo que liga os indivíduos entre si em vista da geração e da
descendência” (Bernardi, 1978, p. 259). Pode-se defini-lo como um sistema simbólico
de denominação das posições relativas aos laços de descendência e de afinidade.

O parentesco é uma relação humana universal com base biológica e com variações nos
significados socioculturais particulares. Este pode ser visto como uma referência para o
posicionamento social, isto é, em todas as sociedades humanas, os indivíduos adquirem
os primeiros elementos do seu estatuto e da sua identidade social através do parentesco
(Ghasarian, 1999).

O termo clã refere-se a um grupo de pessoas, dotado de nome, de descendência


unilinear, a um conjunto de pessoas que acreditam derivar de um ancestral comum,
mesmo que ele seja mítico, e que seguem as regras de descendência masculina ou
feminina, nunca de ambas simultaneamente. (MELLO, 2007, p. 319).

O matrimónio é um vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o


reconhecimento governamental, cultural, religiosa ou social e que pressupõe uma
relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação.
O matrimónio possui um forte aspecto cultural de mecanismo de controlo, como na
definição de Geertz (1973 apud MARCONI e PRESOTTO, 2006), embora a cultura não
se limite, em função, apenas em manter a homogeneidade de um grupo humano.

Concepções de Família

Actualmente a sociedade na qual nos encontramos imersos tem sido povoada de grandes
transformações em todos os aspectos. Ou seja, na área de conhecimento, nas novas
tecnologias, no crescimento desenfreados das grandes cidades, no êxodo rural, e,
consequentemente a família também tem sofrido mudanças e transformações, assim
como tem sofrido com essas mudanças e transformações pelas quais passam. A família
mudou significativamente.
O termo família, em sentido estrito tem a conotação de um grupo que está formado por
vínculo conjugal, com filhos. Já em sentido amplo, sabemos que a família é um grupo
de pessoas que estão unidas por um vínculo de parentesco matrimonial de sangue,
parentesco político, ou famílias formadas pela união de duas famílias pelo casamento de
seus filhos.

Segundo Macen (2010), as famílias-parentes são formadas pelos pais e filhos nascidos
do casamento. As famílias não-parentes, são os cônjuges parentes. La Cruz (apud
Macen, 2010, p. 1) afirma que há famílias extramatrimoniais, ou seja àquelas compostas
pó apenas um genitor e os filhos, ou casais não casados.

Em termos gerais ficou evidenciado a união, reunião, junção de pessoas, ligados por
traços de sangue ou afinidade. Mello (2007) aponta que a semântica do vocábulo família
remete-nos a namoro, noivado, casamento e vida conjugal, cujos papéis estão divididos;
pai, mãe, filhos, tios, avós, sogros, etc. Entretanto, o autor afirma que em cada
sociedade, a família assume formas diversas.
Marcen (2010) ao abordar o tema sobre família do ponto de vista histórico, afirma que
no Direito Romano, encontramos “ A gens “ que se configura em um círculo mais
amplo e está formado pelos ramos que se separando da família, se tornaram
independente hierarquizado. Já em sentido estrito, encontramos o “ pater famílias “, que
dispõe todos os poderes familiares de forma absoluta. O vínculo que une os parentes
chama-se parentesco de agnação, que significa “ submissão a uma mesma autoridade “.
No Direito Germânico, a família, em sentido amplo, conforme Macen (2010), é a
“sippe”, que é uma comunidade do tipo agrário associado à defesa de seus interesses.
Há também a família propriamente dita, chamada de “haus”: mulher, filhos, escravos. O
vínculo, neste caso é por autoridade.

Mello (2007), afirma que a família para muitos autores é a menor unidade social ligada
por laços de afinidade, consanguinidade e de adopção. Esse tipo de família é
denominado pelos etnólogos por família nuclear. Já a família extensa, é a união de
várias famílias nucleares. Pontua ainda o autor que conceituar família é significativo
para os estudos da organização social dos povos de larga escala. O parentesco estaria
mais apropriado para o estudo das sociedades primitivas.

As famílias são classificadas, segundo Mello (2007), em monogâmica, que é a família


formada por um homem e uma mulher; padrão mais aceito em nossa sociedade, embora
não seja mais um padrão, um paradigma. Oportunamente abordaremos de forma mais
clarificada este assunto. Outra classificação para a família é a poligâmica, cujo homem
pode desposar mais de uma mulher, o que significa que aumenta seu poder, a cada
mulher que consegue. A família poliândrica, contrariamente à família poligâmica, a
mulher pode desposar mais de um homem. Maclennan (apud Mello, 2007, p. 328),
afirma que, embora não haja comprovação que esse tipo de família exista de fato, elas
são encontradas nos Vales do Himalaia, os Nairs da Costa de alabar, os Todas do Sul da
India.

Frederic Le Play (Aud Macen, 2010, p. 11) afirma que a família passou por três etapas
dependendo da produção: família extensa, família troncal ‘souche”, etapa intermediária,
da Idade Média até a industrialização. O filho mais velho seguia a tradição do pai e os
irmãos das indústrias. Finalmente a família nuclear.

Na actualidade encontramos famílias com variados tipos de educação e valores. Houve


inúmeras mudanças na estrutura das relações. Mudanças essas ocorridas entre pais,
filhos que se tornaram mais igualitários, assim como a independência da mulher, que de
fato tem sido extremamente importante. Em sendo assim surgem novos tipos de família.
Aparecem as famílias monoparentais, cuja maioria são mulheres com seus filhos.
Tipos de família

A família, diz Robert Rowland (1997) é consequência das relações de parentesco, é um


grupo doméstico co-residente e com limites variáveis segundo os contextos culturais.
Alguns tipos de família são:

1. Família nuclear: grupo de parentes formado pelos pais e os filhos, que residem juntos,
e os filhos tendem a herdar dos pais.

2. Família extensa ou “souche” (alargada).

3. Família de orientação: aquela onde um nasce e aprende a ser criança.

4. Família de procriação: aquela que formamos no momento do nosso casamento,


quando um se casa e tem filhos.

Neste ponto também devemos pensar a linhagem ou clã, algo mais permanente que a
família nuclear. A pertença ao mesmo é por adscrição de nascimento. Leva associada
uma relação genealógica dos descendentes de um antepassado comum.
Um outro conceito associado ao de família é o de “grupo doméstico”, isto é um grupo
de parentes que coabitam e co-residem no mesmo espaço. Portanto há uma diferença
com o conceito de família.